De canhões a drones: como é o 'arsenal' de R$ 15 milhões da Petrobras para combater incêndios na maior refinaria do Brasil
Publicado em: 01/12/2025 06:01
<br /> Maior refinaria da Petrobras tem 'arsenal' de R$ 15 milhões contra incêndios; conheça
Na maior refinaria da Petrobras no Brasil, localizada em Paulínia (SP), canhões únicos no mundo, drones com sensores térmicos e viaturas com controle remoto fazem parte de um investimento de R$ 15 milhões para combate a incêndios.
Essa estrutura começou a ser desenvolvida em 2023 e foi finalizada no primeiro semestre deste ano. O uso desses equipamentos, porém, não é restrito à Refinaria de Paulínia (Replan). A unidade também pode ser acionada pelo Corpo de Bombeiros e pela Defesa Civil para atender ocorrências externas mais graves na região, por meio de convênios como:
a Rede Integrada de Emergências da Região de Campinas (Rinem), uma sociedade civil sem fins lucrativos que reúne diversas empresas com o objetivo de prevenir, combater e controlar ocorrências de risco;
e o Plano de Auxílio Mútuo (PAM), associação voluntária entre empresas e poder público para aumentar a segurança contra incêndios e outros incidentes nas áreas das empresas.
“O que há de mais novo e tecnológico no mercado está aqui dentro. […] Isso tudo porque a gente quer adquirir a licença social de operar. Essa você não adquire toda hora, ela não é um papel. É o que a comunidade nos dá”, afirma Raphael Campos, gerente geral da Replan.
Como funciona?
O g1 esteve na refinaria para conhecer de perto os novos equipamentos.
O destaque são os dois canhões Butler, equipamentos encomendados sob medida nos Estados Unidos e considerados os maiores canhões de combate a incêndio do mundo. Cada um deles consegue lançar 45,5 mil litros de água por minuto.
“Passamos todas as nossas diretrizes e especificações. A [equipe de] segurança foi para lá e projetou junto com eles. Então, eu posso falar que só a fabricação foi lá [nos Estados Unidos], mas toda a ideia e concepção foi feita pela Petrobras”, explica Campos.
Os canhões também têm operação 100% remota, reduzindo a exposição de brigadistas ao calor extremo e a áreas de risco. Com um controle semelhante ao de uma TV, o operador consegue direcionar, abrir ou fechar a vazão sem permanecer próximo do equipamento.
Se tudo der certo, o “arsenal” milionário deve permanecer sem uso. Isso porque ele foi pensado para combater situações emergenciais -- o que, numa refinaria de petróleo, pode significar um cenário de grandes estragos.
Replan, em Paulínia, investiu R$ 15 milhões em equipamentos únicos no mundo de combate a incêndios
Laura Penariol/g1 e Petrobras/Divulgação
Caminhão de bombeiros operado remotamente
Outro investimento é um novo caminhão de combate a incêndio. Ele também pode ser operado remotamente depois de posicionado, permitindo que o brigadista se afaste e controle jatos, bombas e movimentos com segurança.
A Replan também incorporou ao arsenal drones de diversos tamanhos, incluindo modelos com sensores termográficos capazes de mapear pontos de calor mesmo sob fumaça intensa. Eles ajudam a:
mapear a área afetada;
localizar vítimas;
identificar rotas de entrada seguras;
orientar o posicionamento dos canhões e brigadas.
“Até o que você vê em filme, tem. [...] A engenharia de atuação numa emergência tem que ser pensada e calculada para não expor as pessoas ao calor", detalha o gerente geral.
Treinamento em realidade virtual
Um sistema de realidade virtual, apelidado de Brigada 4.0, permite simular operações com mangueiras, cilindros e cenários quentes sem risco real. Os brigadistas treinam com óculos VR e equipamentos que reproduzem peso e manuseio de ferramentas utilizadas no combate a incêndio.
Segundo Campos, os simulados de emergências são frequentes e envolvem Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e outras instituições. Para deslocamento, o caminhão segue por conta própria; já os canhões são transportados em carretas.
"Em uma refinaria de petróleo, a gente tem que estar preparado praticamente para tudo. Tudo que pode dar errado. Então, a gente sempre tem que pensar um passo à frente do problema", destaca Campos.
A Replan é a primeira unidade da Petrobras a operar com esse conjunto de tecnologias, mas a companhia pretende expandir o modelo para outras refinarias do país. Além disso, os canhões e o caminhão podem ser emprestados para outras unidades da estatal em caso de emergências.
*Estagiária sob supervisão.
VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região
Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas
Na maior refinaria da Petrobras no Brasil, localizada em Paulínia (SP), canhões únicos no mundo, drones com sensores térmicos e viaturas com controle remoto fazem parte de um investimento de R$ 15 milhões para combate a incêndios.
Essa estrutura começou a ser desenvolvida em 2023 e foi finalizada no primeiro semestre deste ano. O uso desses equipamentos, porém, não é restrito à Refinaria de Paulínia (Replan). A unidade também pode ser acionada pelo Corpo de Bombeiros e pela Defesa Civil para atender ocorrências externas mais graves na região, por meio de convênios como:
a Rede Integrada de Emergências da Região de Campinas (Rinem), uma sociedade civil sem fins lucrativos que reúne diversas empresas com o objetivo de prevenir, combater e controlar ocorrências de risco;
e o Plano de Auxílio Mútuo (PAM), associação voluntária entre empresas e poder público para aumentar a segurança contra incêndios e outros incidentes nas áreas das empresas.
“O que há de mais novo e tecnológico no mercado está aqui dentro. […] Isso tudo porque a gente quer adquirir a licença social de operar. Essa você não adquire toda hora, ela não é um papel. É o que a comunidade nos dá”, afirma Raphael Campos, gerente geral da Replan.
Como funciona?
O g1 esteve na refinaria para conhecer de perto os novos equipamentos.
O destaque são os dois canhões Butler, equipamentos encomendados sob medida nos Estados Unidos e considerados os maiores canhões de combate a incêndio do mundo. Cada um deles consegue lançar 45,5 mil litros de água por minuto.
“Passamos todas as nossas diretrizes e especificações. A [equipe de] segurança foi para lá e projetou junto com eles. Então, eu posso falar que só a fabricação foi lá [nos Estados Unidos], mas toda a ideia e concepção foi feita pela Petrobras”, explica Campos.
Os canhões também têm operação 100% remota, reduzindo a exposição de brigadistas ao calor extremo e a áreas de risco. Com um controle semelhante ao de uma TV, o operador consegue direcionar, abrir ou fechar a vazão sem permanecer próximo do equipamento.
Se tudo der certo, o “arsenal” milionário deve permanecer sem uso. Isso porque ele foi pensado para combater situações emergenciais -- o que, numa refinaria de petróleo, pode significar um cenário de grandes estragos.
Replan, em Paulínia, investiu R$ 15 milhões em equipamentos únicos no mundo de combate a incêndios
Laura Penariol/g1 e Petrobras/Divulgação
Caminhão de bombeiros operado remotamente
Outro investimento é um novo caminhão de combate a incêndio. Ele também pode ser operado remotamente depois de posicionado, permitindo que o brigadista se afaste e controle jatos, bombas e movimentos com segurança.
A Replan também incorporou ao arsenal drones de diversos tamanhos, incluindo modelos com sensores termográficos capazes de mapear pontos de calor mesmo sob fumaça intensa. Eles ajudam a:
mapear a área afetada;
localizar vítimas;
identificar rotas de entrada seguras;
orientar o posicionamento dos canhões e brigadas.
“Até o que você vê em filme, tem. [...] A engenharia de atuação numa emergência tem que ser pensada e calculada para não expor as pessoas ao calor", detalha o gerente geral.
Treinamento em realidade virtual
Um sistema de realidade virtual, apelidado de Brigada 4.0, permite simular operações com mangueiras, cilindros e cenários quentes sem risco real. Os brigadistas treinam com óculos VR e equipamentos que reproduzem peso e manuseio de ferramentas utilizadas no combate a incêndio.
Segundo Campos, os simulados de emergências são frequentes e envolvem Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e outras instituições. Para deslocamento, o caminhão segue por conta própria; já os canhões são transportados em carretas.
"Em uma refinaria de petróleo, a gente tem que estar preparado praticamente para tudo. Tudo que pode dar errado. Então, a gente sempre tem que pensar um passo à frente do problema", destaca Campos.
A Replan é a primeira unidade da Petrobras a operar com esse conjunto de tecnologias, mas a companhia pretende expandir o modelo para outras refinarias do país. Além disso, os canhões e o caminhão podem ser emprestados para outras unidades da estatal em caso de emergências.
*Estagiária sob supervisão.
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Palavras-chave:
tecnologia
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