Como falta de dados levou Unicamp a mapear casos de trombose venosa em SP
Publicado em: 18/12/2025 13:16
<br /> Número de consultas e tratamentos de trombose crescem em SP
Diante da falta de dados consolidados sobre trombose venosa, o Centro de Doenças Tromboembólicas (CDT) do Hemocentro da Unicamp, em Campinas (SP), enfrenta o desafio de coletar informações sobre casos em todo o estado de São Paulo.
Criado em 2022, o centro tem o objetivo de criar três registros epidemiológicos que permitam desenvolver novos protocolos de atendimento e políticas públicas para prevenção e tratamento da trombose.
🔎 A trombose ocorre quando um coágulo sanguíneo (uma massa semissólida de sangue) se forma dentro de um vaso, dificultando ou bloqueando a circulação. O trombo pode surgir em veias (trombose venosa) ou em artérias (trombose arterial). Leia mais aqui.
"Nós esperaríamos, pelo que é descrito na literatura mundial, pelo menos 220 mil novos casos de trombose ao ano no Brasil, e não é isso que a gente vê. Nesse sentido, estamos conduzindo pesquisa na qual fazemos registros observacionais, ou seja, não temos nenhuma interferência", explicou Joice Annichino, coordenadora do CDT.
A pesquisa é focada em pacientes adultos, pediátricos e oncológicos. Até novembro deste ano, o CDT registrou o acompanhamento de:
2.645 pacientes oncológicos;
1.018 pacientes pediátricos;
e 308 pacientes adultos com trombose venosa.
“O mais importante é o que a gente sempre fala: 50% dos casos poderiam ser evitados se as pessoas tiverem noção de quando elas estão expostas a um risco de trombose, e os profissionais de saúde também”, frisou Annichino.
Trombose em crianças
No caso do registros pediátricos, nem todos os pacientes têm trombose. O acompanhamento é feito também com pacientes que precisaram inserir cateter venoso para avaliar se eles vão desenvolver a doença ou não.
"Nós passamos a acompanhar essa criança durante a internação hospital e também após a sua alta, em até seis meses da alta hospitalar, avaliando como essa criança se encontra, se teve outra internação, outra trombose e depois correlacionando às perguntas científicas", detalhou Stephany Huber, coordenadora da pesquisa em trombose pediátrica.
Ao todo, o mapeamento envolve 11 hospitais. Além de ajudar a entender a ocorrência da doença no Brasil, os registros também devem ser usados para prever o desenvolvimento da trombose e possíveis complicações usando inteligência artificial.
Pesquisadora do Centro de Doenças Tromboembólicas (CDT) do Hemocentro da Unicamp
Reprodução/EPTV
Alta estadual
Dados obtidos pela EPTV, afiliada da TV Globo, via Lei de Acesso à Informação (LAI) mostram aumento nos procedimentos clínicos realizados no Sistema Único de Saúde (SUS) por tromboses no estado.
De janeiro a outubro de 2024, 1.834 homens passaram pelos procedimentos. No mesmo período de 2025, o número passou para 3.039, uma alta de 65,7%.
Já em relação às mulheres, a alta foi de 47%, passando de 2.408 para 3.540 atendimentos no mesmo período.
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Diante da falta de dados consolidados sobre trombose venosa, o Centro de Doenças Tromboembólicas (CDT) do Hemocentro da Unicamp, em Campinas (SP), enfrenta o desafio de coletar informações sobre casos em todo o estado de São Paulo.
Criado em 2022, o centro tem o objetivo de criar três registros epidemiológicos que permitam desenvolver novos protocolos de atendimento e políticas públicas para prevenção e tratamento da trombose.
🔎 A trombose ocorre quando um coágulo sanguíneo (uma massa semissólida de sangue) se forma dentro de um vaso, dificultando ou bloqueando a circulação. O trombo pode surgir em veias (trombose venosa) ou em artérias (trombose arterial). Leia mais aqui.
"Nós esperaríamos, pelo que é descrito na literatura mundial, pelo menos 220 mil novos casos de trombose ao ano no Brasil, e não é isso que a gente vê. Nesse sentido, estamos conduzindo pesquisa na qual fazemos registros observacionais, ou seja, não temos nenhuma interferência", explicou Joice Annichino, coordenadora do CDT.
A pesquisa é focada em pacientes adultos, pediátricos e oncológicos. Até novembro deste ano, o CDT registrou o acompanhamento de:
2.645 pacientes oncológicos;
1.018 pacientes pediátricos;
e 308 pacientes adultos com trombose venosa.
“O mais importante é o que a gente sempre fala: 50% dos casos poderiam ser evitados se as pessoas tiverem noção de quando elas estão expostas a um risco de trombose, e os profissionais de saúde também”, frisou Annichino.
Trombose em crianças
No caso do registros pediátricos, nem todos os pacientes têm trombose. O acompanhamento é feito também com pacientes que precisaram inserir cateter venoso para avaliar se eles vão desenvolver a doença ou não.
"Nós passamos a acompanhar essa criança durante a internação hospital e também após a sua alta, em até seis meses da alta hospitalar, avaliando como essa criança se encontra, se teve outra internação, outra trombose e depois correlacionando às perguntas científicas", detalhou Stephany Huber, coordenadora da pesquisa em trombose pediátrica.
Ao todo, o mapeamento envolve 11 hospitais. Além de ajudar a entender a ocorrência da doença no Brasil, os registros também devem ser usados para prever o desenvolvimento da trombose e possíveis complicações usando inteligência artificial.
Pesquisadora do Centro de Doenças Tromboembólicas (CDT) do Hemocentro da Unicamp
Reprodução/EPTV
Alta estadual
Dados obtidos pela EPTV, afiliada da TV Globo, via Lei de Acesso à Informação (LAI) mostram aumento nos procedimentos clínicos realizados no Sistema Único de Saúde (SUS) por tromboses no estado.
De janeiro a outubro de 2024, 1.834 homens passaram pelos procedimentos. No mesmo período de 2025, o número passou para 3.039, uma alta de 65,7%.
Já em relação às mulheres, a alta foi de 47%, passando de 2.408 para 3.540 atendimentos no mesmo período.
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Palavras-chave:
inteligência artificial
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