Epidemia da distração: a 80 km/h, 4 segundos no celular equivalem a atravessar um campo de futebol às cegas
Publicado em: 07/01/2026 00:01
<br /> Radares com IA ampliam fiscalização do uso de celular e da falta do cinto de segurança
Em apenas três ou quatro segundos no celular, um motorista a 80 km/h percorre quase a extensão de um campo de futebol às cegas, segundo especialistas. A cena, cada vez mais comum, agora está sendo flagrada por radares com inteligência artificial.
Reportagem especial do Fantástico revelou flagrantes de acidentes com celular registrados pela tecnologia, que expõem a gravidade do problema. Veja no vídeo acima.
O presidente da Abramet (Associação Brasileira de Medicina do Tráfego), Antonio Meira, alerta que o uso do celular causa três tipos de distração:
Manual: o motorista deixa de utilizar a mão para acionar algum comando do veículo porque está ocupado pegando o aparelho.
Visual: o motorista desvia a visão da estrada para o celular, deixando de ver possíveis obstáculos.
Cognitiva: o motorista perde tempo de reação e capacidade de agir em emergências.
"Nós estamos vivendo uma nova epidemia, que é a epidemia da distração. Antigamente, as pessoas apenas falavam ao celular. Hoje, dirigem digitando mensagens, o que aumenta o potencial risco de acidente", afirma Alessandro Pereira, gerente de operações de uma concessionária.
Como funciona a tecnologia com IA
As câmeras, instaladas em pontos estratégicos das rodovias, têm resolução ultradefinida e conseguem identificar detalhes mesmo com veículos a 300 km/h. Elas operam dia e noite, sem interferência de reflexos ou baixa luminosidade. A IA analisa as imagens em tempo real e sinaliza possíveis infrações.
"A gente apresenta um conjunto de dados para ela, para ela treinar e validar em cima daquilo, e depois ela consegue replicar esse conhecimento em imagens que ela não viu até então", explica Cassio Vinícius Carletti Negri, coordenador de gestão operacional.
As informações captadas pela ferramenta são confirmadas por agentes humanos antes da autuação.
"O que o policial faz é verificar se, de fato, não houve nenhum erro no trabalho da inteligência", explica Fábio Rocha de Souza, inspetor da PRF.
Radares com IA ampliam fiscalização do uso de celular e da falta do cinto de segurança
Reprodução/TV Globo
PRAZER, RENATA
O podcast 'Prazer, Renata' está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts. Siga, assine e curta o 'Prazer, Renata' na sua plataforma preferida.
Em apenas três ou quatro segundos no celular, um motorista a 80 km/h percorre quase a extensão de um campo de futebol às cegas, segundo especialistas. A cena, cada vez mais comum, agora está sendo flagrada por radares com inteligência artificial.
Reportagem especial do Fantástico revelou flagrantes de acidentes com celular registrados pela tecnologia, que expõem a gravidade do problema. Veja no vídeo acima.
O presidente da Abramet (Associação Brasileira de Medicina do Tráfego), Antonio Meira, alerta que o uso do celular causa três tipos de distração:
Manual: o motorista deixa de utilizar a mão para acionar algum comando do veículo porque está ocupado pegando o aparelho.
Visual: o motorista desvia a visão da estrada para o celular, deixando de ver possíveis obstáculos.
Cognitiva: o motorista perde tempo de reação e capacidade de agir em emergências.
"Nós estamos vivendo uma nova epidemia, que é a epidemia da distração. Antigamente, as pessoas apenas falavam ao celular. Hoje, dirigem digitando mensagens, o que aumenta o potencial risco de acidente", afirma Alessandro Pereira, gerente de operações de uma concessionária.
Como funciona a tecnologia com IA
As câmeras, instaladas em pontos estratégicos das rodovias, têm resolução ultradefinida e conseguem identificar detalhes mesmo com veículos a 300 km/h. Elas operam dia e noite, sem interferência de reflexos ou baixa luminosidade. A IA analisa as imagens em tempo real e sinaliza possíveis infrações.
"A gente apresenta um conjunto de dados para ela, para ela treinar e validar em cima daquilo, e depois ela consegue replicar esse conhecimento em imagens que ela não viu até então", explica Cassio Vinícius Carletti Negri, coordenador de gestão operacional.
As informações captadas pela ferramenta são confirmadas por agentes humanos antes da autuação.
"O que o policial faz é verificar se, de fato, não houve nenhum erro no trabalho da inteligência", explica Fábio Rocha de Souza, inspetor da PRF.
Radares com IA ampliam fiscalização do uso de celular e da falta do cinto de segurança
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