Ex-deputado é preso após aparecer com R$ 5 milhões ligados ao crime organizado
Publicado em: 06/09/2025 20:46
<br /> Imagem mostra Th Santos em uma cama forrada de dinheiro
reprodução/TV Globo
Uma imagem mostra o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva deitado numa cama forrada com dinheiro do crime. R$ 5 milhões, segundo a Polícia Federal.
Uma pequena fortuna que pertencia ao traficante Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, um dos chefes do Comando Vermelho, e foi entregue a Th para ser convertida em dólares.
De acordo com a investigação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, o ex-deputado foi buscar a quantia pessoalmente na casa do traficante Índio, dentro do Complexo do Alemão.
Um imóvel com decoração moderna, como mostra outra foto em que Th aparece segurando notas de US$ 100. Uma relação amistosa, como mostra um vídeo, onde a polícia suspeita que seja do traficante Índio celebrando a chegada de Th.
"É o meu, o teu, o nosso deputado Th Joias", diz o vídeo.
As mensagens a que os investigadores tiveram acesso mostram que Th precisou de pelo menos dois ajudantes para converter R$ 5 milhões. Um deles é o assessor parlamentar Leandro Ferreira Marçal, que, segundo a investigação, aparece em foto, de maio do ano passado, contando o dinheiro.
O relatório afirma que o trio usou uma parte do dinheiro, R$ 350 mil, com gastos pessoais, inclusive um chá revelação. E que depois tiveram que se organizar para devolver a quantia ao traficante Pezão.
Chamou atenção os valores milionários que circularam entre os traficantes e o grupo de Th.
A Polícia Federal e o Coaf, que monitora atividades financeiras, estimam que, num intervalo de cinco anos, o grupo do ex-deputado movimentou R$ 140 milhões. Além de lucrar nas transações com dinheiro vivo, o grupo também ganhava intermediando a compra de equipamentos importados, principalmente antidrones.
Tecnologia que era empregada contra facções rivais, mas também para atrapalhar o trabalho da polícia. As investigações revelam ainda que o grupo de Th intermediava a venda de drogas, pistolas e fuzis importados.
Quinze pessoas foram presas na operação que desarticulou o bando, na última quarta. Th está preso no complexo de Bangu.
A defesa de Th Joias considerou as acusações absurdas. Disse que existe um movimento de perseguição política ao ex-deputado e que vai provar a inocência dele. Não conseguimos contato com o advogado de Leandro Ferreira Marçal.
reprodução/TV Globo
Uma imagem mostra o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva deitado numa cama forrada com dinheiro do crime. R$ 5 milhões, segundo a Polícia Federal.
Uma pequena fortuna que pertencia ao traficante Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, um dos chefes do Comando Vermelho, e foi entregue a Th para ser convertida em dólares.
De acordo com a investigação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, o ex-deputado foi buscar a quantia pessoalmente na casa do traficante Índio, dentro do Complexo do Alemão.
Um imóvel com decoração moderna, como mostra outra foto em que Th aparece segurando notas de US$ 100. Uma relação amistosa, como mostra um vídeo, onde a polícia suspeita que seja do traficante Índio celebrando a chegada de Th.
"É o meu, o teu, o nosso deputado Th Joias", diz o vídeo.
As mensagens a que os investigadores tiveram acesso mostram que Th precisou de pelo menos dois ajudantes para converter R$ 5 milhões. Um deles é o assessor parlamentar Leandro Ferreira Marçal, que, segundo a investigação, aparece em foto, de maio do ano passado, contando o dinheiro.
O relatório afirma que o trio usou uma parte do dinheiro, R$ 350 mil, com gastos pessoais, inclusive um chá revelação. E que depois tiveram que se organizar para devolver a quantia ao traficante Pezão.
Chamou atenção os valores milionários que circularam entre os traficantes e o grupo de Th.
A Polícia Federal e o Coaf, que monitora atividades financeiras, estimam que, num intervalo de cinco anos, o grupo do ex-deputado movimentou R$ 140 milhões. Além de lucrar nas transações com dinheiro vivo, o grupo também ganhava intermediando a compra de equipamentos importados, principalmente antidrones.
Tecnologia que era empregada contra facções rivais, mas também para atrapalhar o trabalho da polícia. As investigações revelam ainda que o grupo de Th intermediava a venda de drogas, pistolas e fuzis importados.
Quinze pessoas foram presas na operação que desarticulou o bando, na última quarta. Th está preso no complexo de Bangu.
A defesa de Th Joias considerou as acusações absurdas. Disse que existe um movimento de perseguição política ao ex-deputado e que vai provar a inocência dele. Não conseguimos contato com o advogado de Leandro Ferreira Marçal.
Palavras-chave:
tecnologia
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