Vitória completa 600 dias sem feminicídios e vai na contramão do Brasil em assassinatos de mulheres
Publicado em: 29/01/2026 10:02
<br /> Vitória está há mais de um ano sem feminicídios
Em um país onde o número de feminicídios bateu recorde no último ano - foram quatro mulheres mortas por dia em 2025, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública -, a cidade de Vitória tem se destacado por caminhar na contramão. Nesta quinta-feira (29), a capital do Espírito Santo completa 600 dias sem registros do crime.
O último caso de morte violenta de mulher aconteceu em 8 de junho de 2024, quando Sebastião Carlos da Silva matou a própria filha, Brenda Luz da Silva, com golpes de canivete. O homem foi condenado a 11 anos e seis meses de prisão.
📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp
Segundo a Prefeitura de Vitória, a realidade na capital capixaba é resultado de um trabalho contínuo entre o município, o Poder Judiciário e as forças de segurança.
Outro ponto que ganha destaque é a tecnologia voltada à proteção da mulher. Uma das ferramentas é o Botão Maria da Penha. Quando acionado, o dispositivo envia para a Guarda Municipal a localização da mulher em tempo real, faz disparar um alarme na Central de Monitoramento e também envia um alerta para as equipes na rua. A ocorrência, então, passa a ser uma prioridade.
A ferramenta funciona desde 2016, sendo disponibilizada às mulheres que têm medida protetiva e estão classificadas com maior risco de vida. Em Vitória, atualmente, são 33 casos.
Delegacias da mulher do ES: veja a lista e saiba quais funcionam 24 horas
Brenda Luz da Silva tinha 30 anos e foi morta com golpes de canivete pelo próprio pai em Vitória
Reprodução/Acervo pessoal
A mulher que recebe o dispositivo também é acompanhada pela Guarda. As equipes checam a sua rede de apoio, explicam o funcionamento da tecnologia e realizam patrulhas para garantir a sua segurança.
Segundo a comandante da Guarda de Vitória, Dayse Barbosa, o tempo de resposta ao acionamento do botão é curto justamente porque todos os agentes estão preparados:
"A Guarda Municipal passa por uma requalificação anual. Então, todo nosso efetivo tem condição de atender a ocorrência e não revitimizar a mulher", disse.
LEIA TAMBÉM:
VIOLÊNCIA: Diarista é agredida com martelada na cabeça pelo companheiro em Viana
EMBOSCADA: Vaqueiro é assassinado a tiros enquanto ia para o trabalho em fazenda no ES
CASA SEM ENDEREÇO: saiba como funciona o abrigo para mulheres e filhos vítimas de violência doméstica no ES
Botão Maria da Penha é oferecido a mulheres com medida protetiva e risco de vida em Vitória, no Espírito Santo
Reprodução/TV Gazeta
A comandante relembrou um caso em que a tecnologia foi uma aliada da segurança: "uma mulher que possuía o botão fez uma denúncia informando que o homem (agressor) havia fugido. Ela informou a placa do carro dele, e pelas câmeras foi possível identificar o caminho que ele havia feito, abordar e prender o indivíduo".
Além disso, existe um trabalho preventivo em espaços públicos para que a população se conscientize e ajude no combate à violência contra a mulher.
"A Guarda Municipal faz esse trabalho nas praças, escolas, EJAs (Educação de Jovens e Adultos), para que a mulher possa se ver na situação, se identificar como uma vítima passando pela violência e pedir ajuda".
Prevenção e acolhimento
Ações de prevenção e acolhimento também auxiliam a minimizar os riscos aos quais as mulheres estão submetidas.
Na Casa Rosa de Vitória, centro especializado da Secretaria Municipal de Saúde, são realizados 400 atendimentos por mês, tanto a mulheres quanto a famílias em situação de vulnerabilidade.
A subsecretária de atenção à saúde de Vitória, Patrícia Vêdova, explica que, no espaço, são oferecidos serviços de saúde por uma equipe multidisciplinar, com médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais.
Casa Rosa de Vitória acolhe mulheres e famílias vítimas de violência, no Espírito Santo
Reprodução/TV Gazeta
“Hoje a Casa Rosa está aberta para fazer o acolhimento não só às vítimas, mas também às pessoas que têm ou percebem em algum momento que estão sofrendo esse trauma (violência). Então estamos abertos para acolher e até entender o que a mulher acha que pode ser um possível trauma.”
Além de oferecer proteção às vítimas, a Casa Rosa também é referência em prevenção e assistência a infecções sexualmente transmissíveis (IST) e na profilaxia pós-exposição sexual (PEP).
Depois do tratamento que envolve a ressignificação do trauma, o centro direciona a vítima a outros serviços municipais para que ela possa se capacitar profissionalmente ou até voltar a estudar.
A Casa Rosa oferece acolhimento tanto por demanda espontânea quanto por encaminhamentos da rede pública.
O serviço pode ser procurado via telefone ((27) 3332-3290 e (27) 99773 5393), e-mail (savviolencia@vitoria.es.gov.br ou casarosa@vitoria.es.gov.br) ou no próprio espaço, localizado na Ilha de Santa Maria.
Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo
Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
Em um país onde o número de feminicídios bateu recorde no último ano - foram quatro mulheres mortas por dia em 2025, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública -, a cidade de Vitória tem se destacado por caminhar na contramão. Nesta quinta-feira (29), a capital do Espírito Santo completa 600 dias sem registros do crime.
O último caso de morte violenta de mulher aconteceu em 8 de junho de 2024, quando Sebastião Carlos da Silva matou a própria filha, Brenda Luz da Silva, com golpes de canivete. O homem foi condenado a 11 anos e seis meses de prisão.
📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp
Segundo a Prefeitura de Vitória, a realidade na capital capixaba é resultado de um trabalho contínuo entre o município, o Poder Judiciário e as forças de segurança.
Outro ponto que ganha destaque é a tecnologia voltada à proteção da mulher. Uma das ferramentas é o Botão Maria da Penha. Quando acionado, o dispositivo envia para a Guarda Municipal a localização da mulher em tempo real, faz disparar um alarme na Central de Monitoramento e também envia um alerta para as equipes na rua. A ocorrência, então, passa a ser uma prioridade.
A ferramenta funciona desde 2016, sendo disponibilizada às mulheres que têm medida protetiva e estão classificadas com maior risco de vida. Em Vitória, atualmente, são 33 casos.
Delegacias da mulher do ES: veja a lista e saiba quais funcionam 24 horas
Brenda Luz da Silva tinha 30 anos e foi morta com golpes de canivete pelo próprio pai em Vitória
Reprodução/Acervo pessoal
A mulher que recebe o dispositivo também é acompanhada pela Guarda. As equipes checam a sua rede de apoio, explicam o funcionamento da tecnologia e realizam patrulhas para garantir a sua segurança.
Segundo a comandante da Guarda de Vitória, Dayse Barbosa, o tempo de resposta ao acionamento do botão é curto justamente porque todos os agentes estão preparados:
"A Guarda Municipal passa por uma requalificação anual. Então, todo nosso efetivo tem condição de atender a ocorrência e não revitimizar a mulher", disse.
LEIA TAMBÉM:
VIOLÊNCIA: Diarista é agredida com martelada na cabeça pelo companheiro em Viana
EMBOSCADA: Vaqueiro é assassinado a tiros enquanto ia para o trabalho em fazenda no ES
CASA SEM ENDEREÇO: saiba como funciona o abrigo para mulheres e filhos vítimas de violência doméstica no ES
Botão Maria da Penha é oferecido a mulheres com medida protetiva e risco de vida em Vitória, no Espírito Santo
Reprodução/TV Gazeta
A comandante relembrou um caso em que a tecnologia foi uma aliada da segurança: "uma mulher que possuía o botão fez uma denúncia informando que o homem (agressor) havia fugido. Ela informou a placa do carro dele, e pelas câmeras foi possível identificar o caminho que ele havia feito, abordar e prender o indivíduo".
Além disso, existe um trabalho preventivo em espaços públicos para que a população se conscientize e ajude no combate à violência contra a mulher.
"A Guarda Municipal faz esse trabalho nas praças, escolas, EJAs (Educação de Jovens e Adultos), para que a mulher possa se ver na situação, se identificar como uma vítima passando pela violência e pedir ajuda".
Prevenção e acolhimento
Ações de prevenção e acolhimento também auxiliam a minimizar os riscos aos quais as mulheres estão submetidas.
Na Casa Rosa de Vitória, centro especializado da Secretaria Municipal de Saúde, são realizados 400 atendimentos por mês, tanto a mulheres quanto a famílias em situação de vulnerabilidade.
A subsecretária de atenção à saúde de Vitória, Patrícia Vêdova, explica que, no espaço, são oferecidos serviços de saúde por uma equipe multidisciplinar, com médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais.
Casa Rosa de Vitória acolhe mulheres e famílias vítimas de violência, no Espírito Santo
Reprodução/TV Gazeta
“Hoje a Casa Rosa está aberta para fazer o acolhimento não só às vítimas, mas também às pessoas que têm ou percebem em algum momento que estão sofrendo esse trauma (violência). Então estamos abertos para acolher e até entender o que a mulher acha que pode ser um possível trauma.”
Além de oferecer proteção às vítimas, a Casa Rosa também é referência em prevenção e assistência a infecções sexualmente transmissíveis (IST) e na profilaxia pós-exposição sexual (PEP).
Depois do tratamento que envolve a ressignificação do trauma, o centro direciona a vítima a outros serviços municipais para que ela possa se capacitar profissionalmente ou até voltar a estudar.
A Casa Rosa oferece acolhimento tanto por demanda espontânea quanto por encaminhamentos da rede pública.
O serviço pode ser procurado via telefone ((27) 3332-3290 e (27) 99773 5393), e-mail (savviolencia@vitoria.es.gov.br ou casarosa@vitoria.es.gov.br) ou no próprio espaço, localizado na Ilha de Santa Maria.
Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo
Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
Palavras-chave:
tecnologia
Mais Notícias Relacionadas
Guilherme Arantes, Débora Falabella, teatro infantil, samba, Filarmônica: veja agenda cultural deste fim de semana em BH
Canções que marcaram época na voz de Guilherme Arantes, samba com Fabiana Cozza, peças de...
DJ Bruno Be, Dado Villa Lobos, Rock Beats e 'Tom Jobim Musical' são atrações do fim de semana com feriado prolongado no DF
Musical faz homenagem a Tom Jobim Com o feriado do aniversário de Brasília na próxima ter...
'Rio das Ostras Digital' visa modernização da gestão municipal
Já estão disponibilizados diversos serviços no sistema Secom Rio das Ostras deu um import...
Inceptio: Empresários e sócios investigados por tráfico e lavagem de dinheiro se tornam réus no Acre
Presos durante a Operação Inceptio, no Acre e em outros estados, empresários e sócios pas...