Primeira graduação de Ciência de Dados e Inteligência Artificial em Oriximiná tem aluno 60+
Publicado em: 03/02/2026 08:45
Quando se pensa em Inteligência Artificial, automaticamente vem à mente a geração do mundo digital, composta principalmente pelas Geração Z (1997-2012) e Alfa (2010-), caracterizada pela alta familiaridade com a tecnologia, preferência por conteúdos visuais, imediatismo, comportamento multitarefa e uso constante de Inteligência Artificial e realidade virtual. Mas a tecnologia desperta interesse em todos os públicos, prova disso é a aprovação de um aluno 60+ para o curso de Bacharelado em Ciência de Dados e Inteligência Artificial da Ufopa, em Oriximiná, oeste do Pará.
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Conti Marcelino, que completará 62 anos em 2026, fez o Enem e se inscreveu no Processo Seletivo Regular (PSR) da Ufopa, para cursar Ciência de Dados e Inteligência Artificial. A graduação está sendo ofertada pela primeira vez na Universidade Federal do Oeste do Pará.
Nesta segunda-feira (2), Conti Marcelino acordou cedo e foi até o campus Oriximiná efetivar a sua matrícula para a graduação que tem em sua maioria, alunos jovens.
Ao g1, Conti relatou que a opção dele por uma ciência exata cruza de três eixos fundamentais: o combate ao etarismo, a representatividade racial em áreas de tecnologia (STEM) e a educação ao longo da vida (lifelong learning).
"Minha geração que, muitas vezes, foi excluída do acesso ao ensino superior por questões estruturais, agora, com a maturidade, retoma o protagonismo. Além disso, há o simbolismo de um homem negro ocupando as cadeiras de um dos cursos mais concorridos e 'futuristas' da Ufopa, no coração da Amazônia. É a prova de que o futuro da tecnologia não tem cor nem data de validade, e que a experiência de vida pode ser um diferencial gigante no desenvolvimento de algoritmos mais humanos e inclusivos", declarou Conti.
A aprovação de Conti para a primeira turma da graduação em Ciência de Dados e Inteligência Artificial da Ufopa quebra todos os clichês sobre o que se espera de alguém na terceira idade. Enquanto dezenas de sessentões aguardam ansiosamente o momento de pendurar as chuteiras, se aposentar e curtir a vida que lhes resta viajando ou com atividades de lazer, Conti vive a expectativa de começar o curso que representa o futuro e a abertura de portas no mercado de trabalho. E ele tem plena consciência disso.
"Em um momento em que a Inteligência Artificial é o centro das discussões globais em 2026, ver um calouro de 60+ anos — que atravessou décadas de transformações sociais e tecnológicas — decidir que não quer apenas usar a tecnologia, mas sim dominá-la e criá-la, é um exemplo de resiliência", finalizou.
O início das aulas do semestre 2026.1 na Ufopa está previsto para o dia 4 de março de 2026.
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Conti Marcelino, que completará 62 anos em 2026, fez o Enem e se inscreveu no Processo Seletivo Regular (PSR) da Ufopa, para cursar Ciência de Dados e Inteligência Artificial. A graduação está sendo ofertada pela primeira vez na Universidade Federal do Oeste do Pará.
Nesta segunda-feira (2), Conti Marcelino acordou cedo e foi até o campus Oriximiná efetivar a sua matrícula para a graduação que tem em sua maioria, alunos jovens.
Ao g1, Conti relatou que a opção dele por uma ciência exata cruza de três eixos fundamentais: o combate ao etarismo, a representatividade racial em áreas de tecnologia (STEM) e a educação ao longo da vida (lifelong learning).
"Minha geração que, muitas vezes, foi excluída do acesso ao ensino superior por questões estruturais, agora, com a maturidade, retoma o protagonismo. Além disso, há o simbolismo de um homem negro ocupando as cadeiras de um dos cursos mais concorridos e 'futuristas' da Ufopa, no coração da Amazônia. É a prova de que o futuro da tecnologia não tem cor nem data de validade, e que a experiência de vida pode ser um diferencial gigante no desenvolvimento de algoritmos mais humanos e inclusivos", declarou Conti.
A aprovação de Conti para a primeira turma da graduação em Ciência de Dados e Inteligência Artificial da Ufopa quebra todos os clichês sobre o que se espera de alguém na terceira idade. Enquanto dezenas de sessentões aguardam ansiosamente o momento de pendurar as chuteiras, se aposentar e curtir a vida que lhes resta viajando ou com atividades de lazer, Conti vive a expectativa de começar o curso que representa o futuro e a abertura de portas no mercado de trabalho. E ele tem plena consciência disso.
"Em um momento em que a Inteligência Artificial é o centro das discussões globais em 2026, ver um calouro de 60+ anos — que atravessou décadas de transformações sociais e tecnológicas — decidir que não quer apenas usar a tecnologia, mas sim dominá-la e criá-la, é um exemplo de resiliência", finalizou.
O início das aulas do semestre 2026.1 na Ufopa está previsto para o dia 4 de março de 2026.
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