Como se preparar para os 'terremotos' da vida
Publicado em: 15/02/2026 04:01
Bruce Feiler: autor best-seller ensina como enfrentar as diferentes transições da nossa existência
Divulgação: TED Talks
Além do seu livro Life is in the transitions: mastering change at any age (A vida está nas transições: dominando a mudança em qualquer idade) – fruto de entrevistas com 255 americanos sobre seus “terremotos” pessoais – ter se transformado em um curso virtual, Feiler foi recentemente nomeado membro do Laboratório de Psicologia Computacional e Bem-Estar da Universidade Stanford. O objetivo? Construir um modelo de Inteligência Artificial baseado em seus relatos. “Podemos ajudar as pessoas a identificar quando estão entrando em fases de transições de vida, para que naveguem por elas com mais segurança”, afirmou em entrevista.
Sua “receita” para uma vida bem equilibrada tem três ingredientes, que batizou de “o ABC do significado”:
A de Agência, que, no inglês, tem o sentido de protagonismo, poder de ação (Agency): o que fazemos, construímos ou criamos, geralmente através do trabalho.
B de Pertencimento (Belonging): os relacionamentos, família, colegas e amigos.
C de Causa (Cause): um chamado, propósito ou algo maior que você mesmo.
“Temos que entender que a vida não é linear e está sujeita a muitas interrupções e interferências. Atualmente, passamos por um disruptor de vida a cada 12 ou 18 meses, o que dá cerca de três dúzias ao longo da existência. Uma em cada dez dessas transições é o que chamo de lifequake, um terremoto vital, que é desorientador e desestabilizador. Diferentemente da maioria dos disruptores, trata-se de uma explosão massiva de mudança que leva a um período de dor e confusão, mas que também pode, se bem administrado, resultar em crescimento e renovação”, explica.
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Segundo Feiler, temos uns três ou quatro lifequakes em nossas vidas. Segundo ele, 57% são involuntários (como uma demissão, um diagnóstico de doença, divórcio ou desastre natural) e 43% são voluntários – quando você decide se aposentar ou escolhe fazer outra coisa. O autor ensina que toda transição compreende três fases:
O longo adeus: deixar o passado para trás.
O meio bagunçado: tropeçar em direção a uma nova identidade.
O novo começo: abraçar o “eu” renovado.
Feiler diz que é preciso identificar em qual das fases você se sente mais seguro (seu “superpoder”) e em qual fica vulnerável (sua “criptonita”). Quem é muito organizado, por exemplo, se sairá bem no “meio bagunçado”, que envolve abandonar antigos hábitos. No entanto, sua “criptonita” pode ser o “longo adeus”, pela dificuldade em lidar com a carga emocional do processo. Ele sugere começar pelo “superpoder”, sem esquecer que, em algum momento, será necessário encarar a parte difícil.
Aqui estão as sete ferramentas que devem ser utilizadas:
Aceite (Accept It): identifique e valide suas emoções.
Estruture um processo (Mark It): crie um ritual para a mudança.
Abandone (Shed It): se desfaça de mentalidades antigas.
Crie (Create It): experimente atividades criativas novas.
Compartilhe (Share It): busque sabedoria e apoio em outras pessoas.
Lance (Launch It): revele seu novo eu.
Conte (Tell It): reapresente-se ao mundo.
Link original: https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/2026/02/15/como-se-preparar-para-os-terremotos-da-vida.ghtml
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