Reclamações por vazamento de dados disparam no interior de SP; saiba como se proteger
Publicado em: 19/02/2026 07:03
<br /> Reclamações sobre compartilhamento indevido de dados pessoais crescem no interior de SP
As reclamações sobre uso e compartilhamento indevido de dados pessoais e financeiros dispararam no estado de São Paulo, ultrapassando 8,5 mil registros em 2025. O aumento expressivo de casos acende um alerta para a segurança digital e a proteção de informações.
Juntas, cidades do interior, como Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Bauru, Itapetininga e Sorocaba, somaram quase 2 mil queixas do tipo apenas em 2025.
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O levantamento foi feito pela TV TEM com base em dados da plataforma Consumidor.gov.br, um serviço online que permite a comunicação direta entre consumidores e empresas para resolver conflitos.
Em Presidente Prudente, o número de queixas saltou de 29 em 2024 para 207 em 2025, um aumento de mais de 700%. Em outras cidades, a tendência de alta se repete: Bauru, São José do Rio Preto, Sorocaba e Itapetininga também viram seus números crescerem exponencialmente de 2024 para 2025, e os registros nos primeiros meses de 2026 já indicam que a tendência continua.
A plataforma é monitorada pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e outros órgãos de defesa do consumidor. A ferramenta é considerada eficiente, pois cerca de 80% das reclamações são resolvidas pelas empresas, que têm um prazo médio de sete dias para responder.
Reclamações por vazamento de dados disparam no interior de SP
Reprodução/EPTV
Tive os dados vazados. E agora?
O advogado Américo Ribeiro Magro explica que legislações como o Código de Defesa do Consumidor e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) garantem o controle do cidadão sobre suas informações.
"Elas asseguram que o consumidor ou o usuário tenha controle sobre os seus dados, então as empresas só podem compartilhar aquilo que o consumidor autorizar e lhe for informado", afirma.
Initial plugin text
Em casos de vazamento, o especialista orienta quanto aos passos a serem seguidos. "Primeiro, entrar em contato com a empresa que suspeita que tenha ocorrido o vazamento. Não tendo sucesso, acione os Procons e, ainda, ações judiciais."
Ele também reforça a importância da prevenção. "É importante investir no comportamento preventivo, evitando que você compartilhe os seus dados sem controle", completa.
Sobre as leis
A proteção é garantida por duas leis principais. O Código de Defesa do Consumidor (CDC) prevê multas que podem superar R$ 10 milhões. Já a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em vigor desde 2020, estabelece regras claras sobre como as empresas devem tratar e armazenar dados pessoais para proteger a privacidade dos cidadãos.
Reclamações por vazamento de dados disparam no interior de SP
Marcos Serra Lima/g1
Dicas de segurança
A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), órgão do governo federal, orienta sobre o que fazer em caso de suspeita de vazamento de dados. Confira:
🔑 Senhas expostas: altere imediatamente suas senhas em todos os sites e ative a verificação em duas etapas. Se perder o acesso a uma conta, use os canais oficiais para recuperá-la.
💳 Cartões bancários: comunique seu banco, bloqueie os cartões e monitore o extrato. Caso identifique uma compra suspeita, conteste imediatamente pela via oficial.
💻 Cuidados "pós-vazamento": desconfie de e-mails, links e ligações inesperadas, mesmo que pareçam de empresas conhecidas. Sempre confirme a identidade do destinatário antes de fazer um PIX ou transferência.
📃 Boletim de ocorrência: se tiver prejuízo financeiro ou for vítima de fraude de identidade, registre um boletim de ocorrência. O documento é fundamental para contestar cobranças e acionar seguros.
Se a empresa responsável pelo vazamento não oferecer suporte, a vítima pode registrar uma reclamação diretamente no site da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).
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As reclamações sobre uso e compartilhamento indevido de dados pessoais e financeiros dispararam no estado de São Paulo, ultrapassando 8,5 mil registros em 2025. O aumento expressivo de casos acende um alerta para a segurança digital e a proteção de informações.
Juntas, cidades do interior, como Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Bauru, Itapetininga e Sorocaba, somaram quase 2 mil queixas do tipo apenas em 2025.
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O levantamento foi feito pela TV TEM com base em dados da plataforma Consumidor.gov.br, um serviço online que permite a comunicação direta entre consumidores e empresas para resolver conflitos.
Em Presidente Prudente, o número de queixas saltou de 29 em 2024 para 207 em 2025, um aumento de mais de 700%. Em outras cidades, a tendência de alta se repete: Bauru, São José do Rio Preto, Sorocaba e Itapetininga também viram seus números crescerem exponencialmente de 2024 para 2025, e os registros nos primeiros meses de 2026 já indicam que a tendência continua.
A plataforma é monitorada pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e outros órgãos de defesa do consumidor. A ferramenta é considerada eficiente, pois cerca de 80% das reclamações são resolvidas pelas empresas, que têm um prazo médio de sete dias para responder.
Reclamações por vazamento de dados disparam no interior de SP
Reprodução/EPTV
Tive os dados vazados. E agora?
O advogado Américo Ribeiro Magro explica que legislações como o Código de Defesa do Consumidor e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) garantem o controle do cidadão sobre suas informações.
"Elas asseguram que o consumidor ou o usuário tenha controle sobre os seus dados, então as empresas só podem compartilhar aquilo que o consumidor autorizar e lhe for informado", afirma.
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Em casos de vazamento, o especialista orienta quanto aos passos a serem seguidos. "Primeiro, entrar em contato com a empresa que suspeita que tenha ocorrido o vazamento. Não tendo sucesso, acione os Procons e, ainda, ações judiciais."
Ele também reforça a importância da prevenção. "É importante investir no comportamento preventivo, evitando que você compartilhe os seus dados sem controle", completa.
Sobre as leis
A proteção é garantida por duas leis principais. O Código de Defesa do Consumidor (CDC) prevê multas que podem superar R$ 10 milhões. Já a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em vigor desde 2020, estabelece regras claras sobre como as empresas devem tratar e armazenar dados pessoais para proteger a privacidade dos cidadãos.
Reclamações por vazamento de dados disparam no interior de SP
Marcos Serra Lima/g1
Dicas de segurança
A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), órgão do governo federal, orienta sobre o que fazer em caso de suspeita de vazamento de dados. Confira:
🔑 Senhas expostas: altere imediatamente suas senhas em todos os sites e ative a verificação em duas etapas. Se perder o acesso a uma conta, use os canais oficiais para recuperá-la.
💳 Cartões bancários: comunique seu banco, bloqueie os cartões e monitore o extrato. Caso identifique uma compra suspeita, conteste imediatamente pela via oficial.
💻 Cuidados "pós-vazamento": desconfie de e-mails, links e ligações inesperadas, mesmo que pareçam de empresas conhecidas. Sempre confirme a identidade do destinatário antes de fazer um PIX ou transferência.
📃 Boletim de ocorrência: se tiver prejuízo financeiro ou for vítima de fraude de identidade, registre um boletim de ocorrência. O documento é fundamental para contestar cobranças e acionar seguros.
Se a empresa responsável pelo vazamento não oferecer suporte, a vítima pode registrar uma reclamação diretamente no site da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).
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