Servidora da Receita no litoral de SP é alvo da PF por vazamento de dados de ministros do STF
Publicado em: 19/02/2026 05:21
<br /> PF faz operação contra suposto vazamento de dados sigilosos de ministros do STF e parentes
A servidora pública Ruth Machado dos Santos está entre os alvos da operação da Polícia Federal, que investiga possíveis vazamentos de dados sigilosos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de familiares deles. Por decreto do STF, ela deverá usar tornozeleira eletrônica e teve o passaporte cancelado. As investigações continuam.
Em nota, o STF afirmou que as apurações iniciais apontaram "diversos e múltiplos acessos ilegais" ao sistema da Receita Federal, seguidos de vazamento das informações sigilosas. De acordo com o Supremo, não foram identificadas justificativas funcionais para as consultas (veja mais abaixo).
✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp.
Ruth foi alvo de um mandado de busca e apreensão em Guarujá, no litoral de São Paulo, na terça-feira (17). Durante a operação da PF, outros mandados também foram cumpridos em São José do Rio Preto (SP), Salvador (BA) e Rio de Janeiro (RJ).
O g1 apurou que a mulher foi admitida por concurso público em 1994. Atualmente, exerce o cargo de técnica do seguro social na agência da Receita Federal em Guarujá, mas está vinculada administrativamente à delegacia do órgão em Santos.
Escultura 'A Justiça', localizada em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal, na Praça dos Três Poderes, em Brasília
STF/Divulgação
Os servidores prestaram depoimento à PF e tiveram os celulares apreendidos. Além de Ruth, outros três são investigados:
➡️Luiz Antônio Martins Nunes, empregado do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro);
➡️Luciano Pery Santos Nascimento, técnico de seguro social da Receita Federal;
➡️Ricardo Mansano de Moraes, auditor-fiscal da Receita Federal.
O g1 tentava contato com a defesa dos servidores até a última atualização desta reportagem.
Medidas cautelares
A investigação partiu de uma representação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da autorização do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Além dos mandados de busca e apreensão, o Supremo também decretou as seguintes medidas cautelares aos servidores:
➡️Uso de tornozeleira eletrônica;
➡️Afastamento dos sigilos bancário, fiscal e telemático;
➡️Cancelamento de passaportes e proibição de sair do país;
➡️Recolhimento domiciliar no período noturno e nos finais de semana;
➡️Afastamento do exercício da função pública, além da proibição de entrar nas dependências do Serpro e da Receita Federal.
Investigações
PF investiga vazamento de dados de ministros do STF; operação mira funcionários da Receita Federal
Jornal Nacional/ Reprodução
Em 12 de janeiro deste ano, o STF solicitou à Receita Federal auditoria dos sistemas para identificar desvios no acesso a dados de ministros e parentes deles nos últimos três anos. Ainda não há detalhes sobre as informações vazadas.
"A auditoria, que envolve dezenas de sistemas e contribuintes, está em andamento, sendo que desvios já detectados foram preliminarmente informados ao relator no STF", afirmou a Receita Federal, por meio de nota.
O STF destacou que os acessos ilegais configuram o crime de violação de sigilo funcional, previsto no artigo 325 do Código Penal. Ainda segundo o Supremo, os vazamentos foram divulgados, "sem contexto e controle jurisdicional", para produzir "suspeitas artificiais, de difícil dissipação".
Supostas vítimas
O STF divulgou que o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, também teria tido informações sigilosas vazadas. A Receita Federal informou que não foi detectado nenhum acesso a dados fiscais dele e de seus familiares.
Ainda de acordo com a Receita Federal, foram solicitados dados de acesso de todos os ministros do STF, de Gonet e de seus familiares, o que não significa que houve acesso às informações fiscais de todos.
Inquérito das fake news
STF dá por encerrado processo do núcleo crucial da tentativa de golpe de Estado e Alexandre de Moraes determina execução das condenações
Jornal Nacional/ Reprodução
O STF detalhou que a operação faz parte do desdobramento do inquérito das fake news, que apura a disseminação de conteúdo falso na internet e ataques a ministros da Corte e instituições.
A apuração foi aberta em março de 2019, por iniciativa do então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, que designou o ministro Alexandre de Moraes para a relatoria. Em 2020, o Supremo considerou válida a investigação, ao analisar uma ação apresentada pelo partido Rede Sustentabilidade.
Os ministros concluíram que o trecho das regras internas da Corte que serviu de base para o inquérito é compatível com a Constituição.
VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos
A servidora pública Ruth Machado dos Santos está entre os alvos da operação da Polícia Federal, que investiga possíveis vazamentos de dados sigilosos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de familiares deles. Por decreto do STF, ela deverá usar tornozeleira eletrônica e teve o passaporte cancelado. As investigações continuam.
Em nota, o STF afirmou que as apurações iniciais apontaram "diversos e múltiplos acessos ilegais" ao sistema da Receita Federal, seguidos de vazamento das informações sigilosas. De acordo com o Supremo, não foram identificadas justificativas funcionais para as consultas (veja mais abaixo).
✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp.
Ruth foi alvo de um mandado de busca e apreensão em Guarujá, no litoral de São Paulo, na terça-feira (17). Durante a operação da PF, outros mandados também foram cumpridos em São José do Rio Preto (SP), Salvador (BA) e Rio de Janeiro (RJ).
O g1 apurou que a mulher foi admitida por concurso público em 1994. Atualmente, exerce o cargo de técnica do seguro social na agência da Receita Federal em Guarujá, mas está vinculada administrativamente à delegacia do órgão em Santos.
Escultura 'A Justiça', localizada em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal, na Praça dos Três Poderes, em Brasília
STF/Divulgação
Os servidores prestaram depoimento à PF e tiveram os celulares apreendidos. Além de Ruth, outros três são investigados:
➡️Luiz Antônio Martins Nunes, empregado do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro);
➡️Luciano Pery Santos Nascimento, técnico de seguro social da Receita Federal;
➡️Ricardo Mansano de Moraes, auditor-fiscal da Receita Federal.
O g1 tentava contato com a defesa dos servidores até a última atualização desta reportagem.
Medidas cautelares
A investigação partiu de uma representação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da autorização do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Além dos mandados de busca e apreensão, o Supremo também decretou as seguintes medidas cautelares aos servidores:
➡️Uso de tornozeleira eletrônica;
➡️Afastamento dos sigilos bancário, fiscal e telemático;
➡️Cancelamento de passaportes e proibição de sair do país;
➡️Recolhimento domiciliar no período noturno e nos finais de semana;
➡️Afastamento do exercício da função pública, além da proibição de entrar nas dependências do Serpro e da Receita Federal.
Investigações
PF investiga vazamento de dados de ministros do STF; operação mira funcionários da Receita Federal
Jornal Nacional/ Reprodução
Em 12 de janeiro deste ano, o STF solicitou à Receita Federal auditoria dos sistemas para identificar desvios no acesso a dados de ministros e parentes deles nos últimos três anos. Ainda não há detalhes sobre as informações vazadas.
"A auditoria, que envolve dezenas de sistemas e contribuintes, está em andamento, sendo que desvios já detectados foram preliminarmente informados ao relator no STF", afirmou a Receita Federal, por meio de nota.
O STF destacou que os acessos ilegais configuram o crime de violação de sigilo funcional, previsto no artigo 325 do Código Penal. Ainda segundo o Supremo, os vazamentos foram divulgados, "sem contexto e controle jurisdicional", para produzir "suspeitas artificiais, de difícil dissipação".
Supostas vítimas
O STF divulgou que o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, também teria tido informações sigilosas vazadas. A Receita Federal informou que não foi detectado nenhum acesso a dados fiscais dele e de seus familiares.
Ainda de acordo com a Receita Federal, foram solicitados dados de acesso de todos os ministros do STF, de Gonet e de seus familiares, o que não significa que houve acesso às informações fiscais de todos.
Inquérito das fake news
STF dá por encerrado processo do núcleo crucial da tentativa de golpe de Estado e Alexandre de Moraes determina execução das condenações
Jornal Nacional/ Reprodução
O STF detalhou que a operação faz parte do desdobramento do inquérito das fake news, que apura a disseminação de conteúdo falso na internet e ataques a ministros da Corte e instituições.
A apuração foi aberta em março de 2019, por iniciativa do então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, que designou o ministro Alexandre de Moraes para a relatoria. Em 2020, o Supremo considerou válida a investigação, ao analisar uma ação apresentada pelo partido Rede Sustentabilidade.
Os ministros concluíram que o trecho das regras internas da Corte que serviu de base para o inquérito é compatível com a Constituição.
VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos
Palavras-chave:
vazamento de dados
Mais Notícias Relacionadas
Dona do Snapchat vai demitir 1.000 funcionários e cita eficiência com IA
App do Snapchat. Richard Drew/AP Foto A Snap, dona do Snapchat, anunciou nesta quarta-fei...
Golpe do falso médico: comerciante perde R$ 2,5 mil em cobrança por exame em hospital no interior de SP
Atenção ao "golpe do hospital" com parentes de pessoas internadas Uma comerciante de Jaca...
Secretaria de Fazenda do Rio abre sindicância para apurar suspeita de fraude no sistema do IPTU
Secretaria de Fazenda do Rio abre sindicância para apurar fraude no IPTU A Secretaria Mun...
Moraes limita atuação do Coaf para fornecer relatórios de inteligência financeira
Flávia Oliveira analisa que decisão de Moraes sobre RIFs abre brecha para anulação de pro...