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Ataque hacker em empresa que opera o sistema Pix desvia R$ 420 milhões; BC bloqueia R$ 350 milhões

Publicado em: 30/08/2025 17:42

Prédio do HSBC em Canary Wharf, Londres. Reuters Instituições financeiras foram alvo de um ataque hacker durante a tarde sexta-feira (29) que provocou o desvio de cerca de R$ 420 milhões por meio de transferências realizadas via Pix. De acordo com fontes ouvidas pela TV Globo, foram desviados R$ 380 milhões do banco HSBC e outros R$ 40 milhões da instituição financeira Artta. Apesar do episódio, a infraestrutura central do Pix não foi atingida e segue operando normalmente, informou a Sinqia. A companhia confirmou o episódio em nota oficial. (veja íntegra abaixo) O golpe ocorreu a partir de vulnerabilidades no sistemas da Sinqia, empresa brasileira que fornece tecnologia de conexão entre instituições financeiras e o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central. A invasão ocorreu apenas nos servidores da Sinqia, que apenas se comunicam com o Banco Central. Após detectar a tentativa, o Bacen cortou a ligação da operadora com a rede do sistema financeiro nacional para impedir que ela fosse uma porta de acesso às demais instituições. A ação foi rápida a tempo de conseguir bloquear R$ 350 milhões. A Polícia Federal foi acionada e vai investigar o ataque. Agora, o Banco Central trabalha para reaver o restante do dinheiro desviado A Artta, uma das instituições afetadas, afirmou que o ataque foi nas contas que mantém direto com o Banco Central para liquidação interbancária e que nenhum conta de clientes foi afetada. (veja íntegra abaixo) "Não houve ataque ao ambiente da Artta nem às contas de nossos clientes As contas envolvidas são mantidas junto ao Banco Central e utilizadas exclusivamente para liquidação interbancária", afirmou a instituição em nota. A TV Globo pediu nota ao HSBC, mas até o momento da publicação da reportagem não obteve resposta. A informação foi divulgada inicialmente pelo portal Neofeed. Justificativa da operadora Em seu comunicado, a Sinqia afirmou que acionou especialistas forenses para investigar a origem do incidente e destacou que “um número limitado de instituições financeiras” foi afetado. Ainda de acordo com a empresa, a atividade suspeita se restringiu ao ambiente Pix e não há indícios de movimentações fora desse sistema nem sinais de que dados pessoais tenham sido comprometidos. Marcelo Camargo/Agência Brasil A Sinqia acrescentou que está reconstruindo as plataformas atingidas em um novo ambiente, com monitoramento reforçado e camadas adicionais de segurança. O ataque ocorre pouco tempo depois de outra ação de grandes proporções, registrada em julho, quando hackers desviaram quase R$ 1 bilhão explorando vulnerabilidades da C&M Software, outra provedora de serviços tecnológicos usada por bancos e corretoras. Na ocasião, valores que estavam em contas no Banco Central foram transferidos de forma irregular. Até o momento, não há indícios de que os dois ataques estão correlacionados. Mecanismos de devolução Um dia antes do ataque, o Banco Central (BC) realizou alterações no PIX, sistema de transferência de recursos em tempo real, que aperfeiçoam, nos próximos meses, o mecanismo de segurança que permite a devolução de recursos para a vítima de fraudes, golpes ou coerção. A instituição lembra que, pelas regras atuais, a devolução dos recursos é feita apenas a partir da conta originalmente utilizada na fraude. 24 milhões foram vítimas de golpe do PIX ou boleto falso, indica Datafolha Com os aprimoramentos na regra, com validade a partir de 23 de novembro de forma facultativa e de 2 de fevereiro de forma obrigatória, o mecanismo de devolução do PIX vai identificar os caminhos dos recursos. "A segurança é um dos pilares fundamentais do Pix e seu aprimoramento é um processo contínuo. O BC atua de forma permanente para garantir a manutenção do elevado patamar de segurança do Pix", afirmou o Banco Central. Veja a nota da Sinqia, na ÍNTEGRA: No dia 29 de agosto, a Sinqia detectou atividade suspeita no ambiente Pix. Nossa equipe agiu rapidamente e iniciou uma investigação para determinar a causa do incidente. Estamos trabalhando com o apoio dos melhores especialistas forenses nisto. Já estamos em contato com clientes afetados, que compreendem um número limitado de instituições financeiras. Neste momento, verificamos que o incidente se limita apenas ao ambiente Pix. Não há evidências de atividade suspeita em nenhum outro sistema da Sinqia além do Pix e esse problema afeta apenas a Sinqia no Brasil. Além disso, neste momento, não temos indicação de que quaisquer dados pessoais tenham sido comprometidos. Enquanto nossa investigação ainda está em andamento, colocamos em prática um plano detalhado para alcançar uma restauração completa. Primeiro, isolamos o ambiente Pix de todos os outros sistemas da Sinqia e o desconectamos proativamente do Banco Central, enquanto conduzimos nossa análise. Em segundo lugar, por precaução, estamos trabalhando ativamente para reconstruir os sistemas afetados em um novo ambiente com monitoramento e controles aprimorados. Também estamos trabalhando com especialistas externos adicionais para nos ajudar a acelerar esse processo e complementar os recursos de nossa própria equipe. Depois que o ambiente for reconstruído e estivermos confiantes de que está pronto para ser colocado de volta em funcionamento, o Banco Central irá revisá-lo e aprová-lo antes de colocá-lo novamente online. Assim que tivermos uma previsão clara sobre quando o novo sistema estará online, forneceremos mais atualizações aos nossos clientes. A segurança das transações realizadas em nossos sistemas é nossa primeira prioridade. Agradecemos o apoio de nossos clientes e pedimos desculpas pelo inconveniente. Estamos tratando essa situação com a maior seriedade e continuamos comprometidos com a transparência e em manter nossas partes interessadas informadas à medida que novas informações se tornem disponíveis. Veja a nota da Artta, na ÍNTEGRA: No dia 29/08, a Sinqia S.A., empresa homologada e autorizada pelo Banco Central para operar o SPB e o Pix, registrou um incidente em sua infraestrutura tecnológica que afetou diversas instituições financeiras, entre elas a Artta Sociedade de Crédito Direto S.A. e bancos como o HSBC. IMPORTANTE DESTACAR! Não houve ataque ao ambiente da Artta nem às contas de nossos clientes. As contas envolvidas são mantidas junto ao Banco Central e utilizadas exclusivamente para liquidação interbancária. Como medida preventiva, interrompemos as transações de saída no mesmo dia, priorizando a segurança e a proteção integral dos recursos de nossos clientes. Estamos em contato direto com o Banco Central e a Sinqia e atuando para que a normalização das operações aconteça com a máxima agilidade e total segurança. Reafirmamos nosso compromisso com a integridade do sistema financeiro, a proteção dos clientes e a transparência em nossas comunicações. Em caso de dúvidas, nossa equipe está disponível pelo e-mail: suporte@artta.com.br.

Trio que aplicava golpes com anúncios falsos em sites de venda é preso no litoral de SP

Publicado em: 29/08/2025 11:10

Trio foi preso suspeito de anunciar mercadorias inexistentes em sites de vendas em Bertioga, SP Polícia Civil Dois homens e uma mulher foram presos suspeitos de estelionato e organização criminosa em Bertioga, no litoral de São Paulo. De acordo com a Polícia Civil, o trio anunciava mercadorias inexistentes em sites de venda e cobrava taxas e fretes das vítimas, que acreditavam na negociação, mas não recebiam os produtos. Policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Praia Grande cumpriram um mandado de busca e apreensão na manhã da última quarta-feira (27), na Avenida Itapuã, no bairro Morada da Praia, em Bertioga. As investigações apontaram que o imóvel era usado para praticar os crimes. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Durante a diligência, três suspeitos fugiram pelas ruas do condomínio, e a equipe iniciou uma perseguição. Dois deles, de 29 e 30 anos, foram presos e indiciados. O terceiro, de 26, conseguiu escapar, mas foi identificado e também indiciado por envolvimento no esquema. Novas buscas e prisão Embora o terceiro suspeito tenha conseguido escapar, ele já havia sido visto pelos policiais em uma diligência anterior, quando foi flagrado em um carro que saía do imóvel alvo do mandado. Ele também fugiu naquela ocasião. O veículo foi apreendido e, dentro dele, os agentes encontraram um homem de 27 anos. A partir dessa abordagem, os policiais retornaram ao imóvel e deram início às buscas. Eles encontraram um computador ligado com programas e arquivos relacionados a golpes digitais em plataformas de venda. De acordo com o Boletim de Ocorrência (BO), na sala da casa foram encontrados celulares e duas mulheres — uma considerada suspeita e outra, de 30 anos, que foi indiciada e presa por envolvimento no crime. A abordagem ao veículo e os indícios levantados durante a fuga levaram os policiais a aprofundar as buscas, que resultaram na prisão da mulher. Além do carro, os policiais apreenderam 14 celulares, um computador, um monitor e três notebooks, que serão periciados. O caso foi registrado como cumprimento de mandado de busca e apreensão, estelionato, organização criminosa e apreensão de veículo na DIG de Praia Grande, onde segue sob investigação. Suspeitos soltos Após conversar com os envolvidos, a equipe concluiu que o homem que estava no veículo e uma das mulheres encontradas na sala não apresentavam indícios de participação no esquema, o que poderá ser reavaliado posteriormente, após a análise dos equipamentos eletrônicos apreendidos. 'Hacker do bem' dá 5 dicas contra golpes na internet Perfis em redes sociais 'roubados', invasões em contas bancárias e até Inteligência Artificial se passando por pessoas conhecidas. São diversos os métodos que criminosos utilizam para aplicar golpes em internautas. O g1, então, ouviu um dos profissionais que se autointitulam 'hackers do bem', que listou cinco dicas para aumentar a segurança do usuário (veja abaixo). 'Hacker do bem' dá 5 dicas para proteger seus dados na internet VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

Android 16 detalhará quais aplicativos têm Proteção Avançada nativa do Google

Publicado em: 27/08/2025 07:50 Fonte: Tudocelular

O Android 16 deve trazer vários recursos para proteger os usuários contra hackers. Eles devem estar agrupados na Proteção Avançada do sistema, que agora teve mais detalhes revelados em uma análise das linhas de código do Google Play Services 25.33.32 beta.Nesta versão, foi possivel habilitar manualmente uma seção no menu Configurações > Segurança e privacidade > Proteção avançada que mostra quais aplicativos do Google têm integração com a Proteção Avançada do Android 16. Esta capacidade permite que o sistema envie um sinal a estes aplicativos para que certas funções que poderiam ser utilizadas por hackers para invadir o celular ou tablet sejam desabilitadas.Clique aqui para ler mais

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Ana Pink: STJ mantém na cadeia influenciadora de Ribeirão Preto condenada por lavagem de dinheiro

Publicado em: 26/08/2025 20:31

STJ nega pedido de defesa para soltar Ana Pink O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve na cadeia, para cumprimento de prisão preventiva, a influenciadora Ana Paula Ferreira Duarte, a Ana Pink, condenada a 13 anos por um esquema fraudulento de lavagem de dinheiro e empréstimos consignados em Ribeirão Preto (SP). Em decisão expedida na segunda-feira (25), o ministro Sebastião Reis Junior negou um habeas corpus apresentado pela defesa da empresária, que recentemente perdeu o direito à prisão domiciliar depois que o Ministério Público denunciou que ela havia abusado desse benefício com saídas injustificadas de casa. O recurso foi levado pelos advogados pela empresária a Brasília (DF) logo depois de terem tido um habeas corpus recusado em segunda instância, pela 9ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça, no dia 18 de agosto. 📱 Siga o g1 Ribeirão Preto e Franca no Instagram Os golpes e a condenação Em abril do ano passado, Ana e o então marido Maiclerson Gomes da Silva foram condenados a nove anos de prisão por envolvimento em um esquema fraudulento de empréstimos consignados para lavar dinheiro. Mais tarde, a pena seria ampliada pelo Tribunal de Justiça para 13 anos. Além da prisão, a Justiça confiscou R$ 11,4 milhões do patrimônio do casal e recentemente autorizou a realização de leilões. As investigações apontaram que o casal fechava contratos em nome de terceiros sem o consentimento deles. As autoridades indicaram nesse contexto práticas como aquisição de dados indevidos no sistema previdenciário por meio de hackers, saques em valores expressivos e movimentações incompatíveis com a renda declarada. Apesar das condenações, os processos não chegaram à fase de execução das penas, já que não se esgotaram os recursos. Ana Pink, por ter filhos pequenos, primeiro conseguiu o direito à prisão preventiva domiciliar, mas recentemente perdeu o benefício (entenda mais abaixo). Maiclerson chegou a ser preso, mas conseguiu liberdade condicional em abril deste ano mediante o cumprimento de medidas cautelares como encontrar um trabalho em 90 dias, não mudar de endereço - a casa dos pais - e permanecer em casa das 21h às 6h. Ana e Maicleérson negam terem aplicado os golpes pelos quais foram acusados. Ana Pink, influenciadora alvo de ação na Justiça de Ribeirão Preto (SP) Tiago Aureliano/EPTV A prisão domiciliar Em março de 2022, quando ainda era investigada, Ana Pink foi alvo de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e chegou a ser levada para a Penitenciária de Guariba (SP), mas a defesa conseguiu que ela cumprisse a pena em casa por conta dos filhos menores de 12 anos. Em agosto, a Justiça expediu um novo mandado de prisão preventiva, após uma decisão do TJ, reforçada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas Ana não foi encontrada no condomínio em que morava e passou a ser considerada foragida. Nesse período, ela chegou a postar fotos nas redes sociais e, mesmo nessa condição, prestou depoimento em audiência virtual. LEIA TAMBÉM Ana Pink: entenda por que influencer condenada por lavagem de dinheiro voltou para cadeia após prisão domiciliar Influenciadora condenada por lavagem de dinheiro descumpre prisão domiciliar e é levada para cadeia em Ribeirão Preto Justiça manda soltar empresário ex-marido de influenciadora Ana Pink Em setembro de 2022, mesmo ainda foragida, Ana Pink reverteu a prisão preventiva e retomou o direito à prisão domiciliar por meio de um habeas corpus do STJ, que considerou, entre outros fatores, a prisão uma medida extrema, o fato de Ana ser ré primária, ter filhos menores de 12 anos e endereço fixo. Para isso, foram estabelecidas condições como a permanência em casa em tempo integral, com saídas permitidas apenas por questões de saúde e compromissos escolares dos filhos, bem como o monitoramento dos horários de entrada e saída dela no condomínio em que morava. Ana Pink foi presa em operação do Gaeco por suspeita de lavagem de dinheiro e estelionato em Ribeirão Preto, SP Redes Sociais A volta para a cadeia Mas, no dia 14 deste mês, a influenciadora voltou para a cadeia por determinação da Justiça de Ribeirão Preto depois que o Ministério Público denunciou que Ana Pink estava descumprindo as medidas cautelares. De acordo com a Promotoria, foram ao menos 33 saídas em feriados e fins de semana e outras 33 entradas e saídas à noite ou de madrugada, incluindo no Carnaval. O MP ainda argumentou que os descumprimentos das cautelares não podem ser ignorados, porque, em uma eventual execução de pena, o tempo de prisão domiciliar é descontado. Diante disso, os advogados de Ana Pink primeiro entraram com um habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo questionando a consistência das informações apresentadas pelo MP, como os relatórios de entradas e saídas do condomínio, e que Ana não foi intimada em nenhum momento a se explicar sobre seus compromissos, desrespeitando o direito ao contraditório. Na decisão de 18 de agosto do TJ, o relator Silmar Fernandes, em decisão monocrática, negou o pedido por não verificar dano irreparável na volta da influenciadora para a cadeia. Ao avaliar um novo pedido da defesa, o ministro do STJ também rejeitou o habeas corpus, porque não verificou nenhum abuso de poder da Justiça quando ela derrubou o direito à prisão domiciliar. Também observou que os argumentos ainda não tinham sido avaliados por um órgão colegiado do Tribunal de Justiça e que se não se admite uma supressão de instância. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

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Homem preso por ameaçar Felca é investigado por exploração de menores em 'desafios' da internet

Publicado em: 25/08/2025 14:34

Delegados falam sobre prisão de homem que enviou ameaças a youtuber Felca O homem preso nesta segunda-feira (25) por ameaçar o youtuber Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, também é investigado por fazer parte de uma quadrilha que, por meio de "desafios" na internet, promovia exploração sexual de crianças e adolescentes. Cayo Lucas Rodrigues dos Santos, de 22 anos, foi detido em Olinda, pelas polícias civis de São Paulo e de Pernambuco. No dia 6 de agosto, Felca publicou um vídeo-denúncia sobre exploração e abuso de crianças e adolescentes na internet. O youtuber fez um compilado de denúncias sobre influenciadores que abusam da imagem de crianças, e relatou como o algoritmo divulga esse tipo de conteúdo. Desde então, ele recebia ameaças e um dos responsáveis seria o homem detido em Pernambuco. Junto com ele, foi preso outro jovem, identificado apenas como Paulo Vinícius, flagrado acessando indevidamente sistemas da Secretaria de Defesa Social. ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp Em coletiva de imprensa, o delegado de São Paulo Guilherme Caselli contou que Cayo Lucas costumava ganhar dinheiro vendendo acessos a informações sigilosas, por meio da invasão a sistemas das secretarias de segurança e do Judiciário de diversos estados. Ele responde pelos crimes de associação criminosa e ameaça. Questionado sobre o porquê de Felca ter virado alvo do criminoso, o delegado afirmou que há a possibilidade de isso ter ocorrido devido a uma suposta participação de Cayo Lucas com uma rede de exploração de menores na internet. "Tem uma possibilidade [...] a investigação ainda está em curso, mas que, de fato, ele participe de uma organização, de uma estrutura, que tem um apelo, via rede Discord, de exploração sexual de crianças e adolescentes, através daqueles famigerados desafios. Através desses desafios, eles exploram sexualmente crianças e adolescentes. Mas, entenda, isso ainda está na fase embrionária", informou o delegado. LEIA TAMBÉM: Saiba quem é o homem preso em Olinda por fazer ameaças a Felca Preso por ameaçar Felca vendia material infantil na internet, diz Derrite Felca enumera resultados duas semanas após denúncia contra adultização de crianças Preso por ameaçar Felca é preso em Olinda pela Polícia Civil de SP Reprodução/Polícia Civil Segundo o delegado, Cayo Lucas e Paulo Vinícius moravam em casas próximas e frequentavam as residências um do outro. No momento em que a polícia chegou, Cayo se preparava para sair de casa. Já Paulo Vinícius foi preso porque ele foi flagrado acessando sistemas sigilosos. "Nós sabíamos que ele [Paulo] era associado, não temos provas de que ele participou, que ele concorreu nas ameaças. Mas, no dispositivo, no ambiente onde os dois estavam, nós encontramos o computador que era dispositivo desse que foi preso em situação flagrancial. E aí sim, de fato, a gente viu o acesso a diversas plataformas. No próprio computador, a gente viu o registro de pesquisa sobre o influenciador digital Felca, vimos conversas ali no WhatsApp que estavam abertas falando da atuação policial. Então, de fato, eles sabiam que eles estavam sendo investigados", explicou. Ainda segundo o delegado, embora tenham conhecimento avançado em informática, os dois homens são, na verdade, "oportunistas", que compravam acesso a ferramentas para praticar os crimes e, assim, ganhar dinheiro. "São pessoas que, de fato, têm um conhecimento elevado de informática, mas a gente não pode dizer que são hackers. São oportunistas, porque eles não fazem programação. A vulnerabilidade que eles buscam [nos sistemas], eles compram essa espécie de vulnerabilidade através de bancos de dados com login e senha", disse. A prisão Polícia de SP prende homem acusado de fazer ameaças ao youtuber Felca O delegado Eronides Meneses, da Delegacia de Crimes Cibernéticos de Pernambuco, disse que, inicialmente, foram feitas buscas por Cayo Lucas em Gravatá, no Agreste, onde ele mora. Entretanto, a polícia descobriu que ele tinha se mudado para Olinda, onde morava perto de Paulo Vinícius, o outro homem preso. O delegado informou que as investigações sobre os crimes desse segundo suspeito serão tocadas no estado. "Eles foram autuados em flagrante pelo crime do artigo 154-A do Código Penal, a pena chega a até cinco anos, de invasão de dispositivo informático com acesso a informações sigilosas. [...] Já representei pela manutenção e conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva", declarou. A Polícia Civil de São Paulo pediu a transferência de Cayo Lucas para um presídio em São Paulo, para responder pelos crimes. Entretanto, a Justiça é quem deve decidir. Conteúdo das ameaças Os e-mails com ameaças foram enviados no dia 16 de agosto e fazem referência ao vídeo no qual Felca denunciou o influenciador Hytalo Santos por exploração de menores de idade nos conteúdos que divulga nas redes sociais. Em um dos e-mails, enviado às 5h30 da manhã, o remetente diz "você acha que vai ficar impune por denunciar o Hytalo Santos". A mensagem prossegue com ameaças: "Você tá enganado você vai ferrar muito sua vida", "prepara pra morrer" e "você vai pagar com a sua vida". Um segundo e-mail, enviado às 8h05 pelo mesmo remetente, reitera as ameaças. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

Saiba quem é o homem preso em Olinda por fazer ameaças ao youtuber Felca

Publicado em: 25/08/2025 12:03

Polícia de SP prende homem acusado de fazer ameaças ao youtuber Felca Cayo Lucas Rodrigues dos Santos é o nome do homem preso nesta segunda-feira (25), acusado de ameaças ao youtuber e humorista Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca. O homem, que tem 22 anos, foi detido em casa, em Olinda, pela Polícia Civil de São Paulo, responsável pela investigação (veja vídeo acima). No dia 6 de agosto, Felca publicou um vídeo-denúncia sobre exploração e abuso de crianças e adolescentes na internet. O youtuber faz um compilado de denúncias sobre influenciadores que abusam da imagem de crianças, e relata como o algoritmo divulga esse tipo de conteúdo. De acordo com a polícia de São Paulo, Cayo Lucas costumava vender vídeos e fotos de vítimas de estupro virtual e, por isso, fez ameaças ao youtuber depois do vídeo. Já a polícia pernambucana disse que o criminoso já era investigado em Pernambuco por outros crimes, sem informar quais. ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp No momento em que foi detido, Cayo Lucas estava acompanhado de outro homem e, de acordo com a Polícia Civil de Pernambuco, ele foi preso em flagrante por invasão de dispositivo informático. Os dois foram levados para a Delegacia de Crimes Cibernéticos, na Boa Vista, na região central do Recife. De acordo com o cadastro de Cayo Lucas na Secretaria de Defesa Social (SDS), ele tem fundamental completo e tem as ocupações "estudante, mensageiro e office-boy". Segundo a investigação da polícia de SP, Cayo Lucas utilizava uma conta na rede social Telegram para anunciar serviços criminosos. Numa postagem, ele prometia obter identidade, bloquear contas bancárias e pegar foto 3x4 "de qualquer pessoa do Brasil". Preso por ameaçar Felca é preso em Olinda pela Polícia Civil de SP Reprodução/Polícia Civil LEIA TAMBÉM: Polícia de SP prende homem acusado de fazer ameaças ao youtuber Felca Preso por ameaçar Felca vendia material infantil na internet, diz Derrite Felca enumera resultados duas semanas após denúncia contra adultização de crianças Em pesquisa no Telegram pelo nome de usuário utilizado por Cayo Lucas, é possível ver um canal em que ele é "denunciado" por ser "lammer" e "lotter", termos utilizados por hackers para denominar fraudadores amadores e que usam "ferramentas" de outras pessoas, sem entender bem o funcionamento. Nos sistemas do Tribunal de Justiça de Pernambuco, consta que Cayo Lucas responde a um processo por crime de trânsito. Cayo Lucas foi preso em cumprimento a um mandado de prisão temporária expedido no sábado (23) pela Vara Criminal de Plantão do Tribunal de Justiça de São Paulo. No documento, consta que ele é investigado pelo crime de ameaça. Segundo a Polícia Civil pernambucana, após prestar depoimento, os dois homens presos serão apresentados em audiência de custódia e permanecerão à disposição da Justiça. O que diziam os e-mails Os e-mails com ameaças foram enviados no dia 16 de agosto e fazem referência ao vídeo no qual Felca denunciou o influenciador Hytalo Santos por exploração de menores de idade nos conteúdos que divulga nas redes sociais. Em um dos e-mails, enviado às 5h30 da manhã, o remetente diz "você acha que vai ficar impune por denunciar o Hytalo Santos". A mensagem prossegue com ameaças: "Você tá enganado você vai ferrar muito sua vida", "prepara pra morrer" e "você vai pagar com a sua vida". Um segundo e-mail, enviado às 8h05 pelo mesmo remetente, reitera as ameaças. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

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