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WhatsApp deve liberar opção de segurança para evitar golpes e ataques de hackers

Publicado em: 04/11/2025 23:04 Fonte: Tudocelular

O WhatsApp se tornou um dos alvos favoritos dos principais golpistas e hackers, uma vez que o mensageiro é um dos mais usados no mundo. Em busca de proteger seus usuários, a plataforma começou a testar nesta semana uma série de medidas de segurança que estão sendo implementadas em uma única função na página de configurações. Com a "segurança rígida", o WhatsApp deve bloquear o recebimento de mídias e anexos de remetentes desconhecidos. Clique aqui para ler mais

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Vídeo: suspeito de chefiar facção no Rio e que estava foragido é identificado por reconhecimento facial e preso em SP

Publicado em: 31/10/2025 19:45

GCM de SP prende suspeito procurado no Rio por associação criminosa Um homem apontado como chefe de uma facção criminosa do Rio de Janeiro foi preso na quinta-feira (30) na Rua 25 de Março, no Centro de São Paulo, após ser identificado pelo sistema de reconhecimento facial do programa Smart Sampa, da Prefeitura de São Paulo. Agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) foram acionados pelas câmeras inteligentes e conseguiram localizar o suspeito em meio à movimentação intensa na região. Ele foi levado ao 8º Distrito Policial, onde permaneceu à disposição da Justiça. De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, o homem é considerado chefe de uma quadrilha de hackers que causou prejuízo estimado em R$ 70 milhões com fraudes em concursos públicos. O grupo oferecia cursos preparatórios com acesso a conteúdos sigilosos das provas. Foragido desde 2022, ele tinha mandado de prisão expedido pela 1ª Vara Criminal de Niterói (TJ-RJ) por associação criminosa, violação de direitos autorais e lavagem de dinheiro. Segundo a investigação, o suspeito deixou o Rio antes da operação policial nos complexos da Penha e do Alemão, que resultou em 121 mortos. Antes de ser localizado em São Paulo, o suspeito se hospedava em prédios de alto padrão no Jardim Anália Franco, na Zona Leste. A polícia investiga se o homem recebeu informações privilegiadas sobre a operação que desarticulou seu grupo no Rio.

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Suspeito de participar do maior ataque hacker do país que desviou R$ 800 milhões é preso em Campina Grande

Publicado em: 31/10/2025 15:44

Foragido suspeito de desvio milionário é preso em Campina Grande (PB) Um homem de 29 anos suspeito de participar do maior ataque hacker do país, que desviou R$ 800 milhões de bancos e empresas ligadas ao sistema de pagamentos PIX, foi preso em Campina Grande, de acordo com a Polícia Militar. Segundo a Rotam, que prendeu o suspeito, o setor de inteligência da corporação foi acionado pela Polícia Federal com informações sobre um veículo que estaria sendo utilizado pelo suspeito no bairro do José Pinheiro, no centro da cidade. O homem foi localizado e preso para cumprimento de um mandado de prisão que estava em aberto. Ele era alvo de uma operação que envolveu todo o Brasil, na quinta-feira (30), desencadeada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público de São Paulo. Com o suspeito, foram apreendidos aparelhos celulares e o próprio veículo que ele estava quando foi capturado. Ele foi levado para a delegacia da Polícia Federal, em Campina Grande, responsável pelas investigações. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp Maior ataque hacker do país foi feito a partir de quarto de hotel em Brasília O balanço da operação PF faz operação contra ataques hackers ao PIX Até a última atualização, 12 pessoas haviam sido presas no Brasil e outras sete no exterior, com a ajuda da Interpol: seis na Espanha e uma na Argentina. Segundo os investigadores, os criminosos desviaram R$ 813 milhões de contas de bancos e instituições de pagamento que são usadas para gerenciar transferências de dinheiro de clientes via PIX. 📢O Banco Central informou que o sistema PIX não foi invadido pelos criminosos e que nenhum cliente das instituições financeiras foi prejudicado. 🔎O ataque cibernético em julho afetou pelo menos seis instituições financeiras e causou alvoroço no mercado financeiro. Segundo as empresas envolvidas, não houve dano às contas e informações de seus clientes. Segundo a TV Globo apurou, a divisão de tarefas entre os integrantes da organização criminosa revelou também a existência de pessoas com a função especializada de realizar invasões hackers. Além disso, os criminosos se aprimoraram em obter contas de instituições de pagamento para a movimentação rápida de valores, converter valores financeiros em criptoativos e realizar transações diretas entre carteiras de ativos virtuais ponto a ponto, sem qualquer registro ou controle. O grupo criminoso ainda lavava os valores das fraudes por meio de investimentos em criptoativos, que eram revertidos em dinheiro e bens no Brasil e no exterior para uso dos integrantes do esquema. Durante a operação, foi determinado o bloqueio de R$ 640 milhões em bens dos investigados. Eles são acusados de organização criminosa, invasão de dispositivo informático, lavagem de dinheiro e furto mediante fraude eletrônica. Relembre o caso Operação mirou ataque hacker a sistemas ligados ao PIX Reprodução/PF Em julho, a C&M Software reportou para o Banco Central um ataque às suas infraestruturas digitais. O incidente permitiu o acesso indevido a contas de reserva de pelo menos seis instituições financeiras que estavam conectadas à companhia. 🔎 As contas de reservas são contas que os bancos e instituições financeiras mantêm no BC. Essas contas funcionam como uma conta corrente, e são utilizadas para processar as movimentações financeiras das instituições. Essas contas ainda servem como uma reserva de recursos que os bancos precisam manter no BC para garantir que cumpram com suas obrigações financeiras. Também funcionam para que as empresas possam participar de operações com o próprio BC — como empréstimos de liquidez, aplicações em títulos públicos e depósitos compulsórios (valores obrigatórios mantidos pelos bancos no BC). De acordo com a C&M, criminosos usaram credenciais, como senhas, de seus clientes para tentar acessar seus sistemas e serviços de forma fraudulenta. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

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O gráfico que mudou o clima: como o 'Taco de Hóquei' virou símbolo da ciência e da luta pela verdade

Publicado em: 31/10/2025 00:01

Entenda a crise do clima em gráficos e mapas Em 1998, um estudo científico publicado na revista científica "Nature", transformou para sempre o debate sobre as mudanças climáticas. O trabalho, liderado pelo climatologista estadunidense Michael E. Mann ao lado de Raymond S. Bradley e Malcolm K. Hughes, reconstruiu as temperaturas do Hemisfério Norte ao longo do último milênio e revelou algo alarmante: um aumento abrupto na temperatura global a partir do século XX, como ninguém havia comprovado até então. O resultado da análise foi uma curva que ficou conhecida como "Gráfico do Taco de Hóquei" — uma linha quase estável por séculos, seguida de uma elevação acentuada no final, como a lâmina de um taco. Gráfico do taco de hóquei Arte/g1 Mais do que um gráfico, a imagem se tornaria um ícone da ciência climática moderna — e, ao mesmo tempo, o centro de uma das campanhas de desinformação mais intensas da história recente. Como se reconstrói o clima de mil anos Sem termômetros no passado distante, Mann e sua equipe recorreram aos chamados dados “proxy” — registros naturais que preservam pistas sobre o clima, como anéis de árvores, núcleos de gelo, corais e sedimentos de lagos. Cada um deles guarda informações sobre temperatura, precipitação e composição atmosférica de diferentes épocas. a COP 30 e nosso futuro 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A grande inovação de Mann foi conseguir combinar milhares desses dados diversos em uma base em que eles pudessem ser comparáveis e calibrá-los com medições modernas, usando modelos estatísticos avançados. O resultado foi uma reconstrução ano a ano das temperaturas desde o ano 1000 até o final da década de 1990. O rigor técnico garantiu que os padrões climáticos fossem identificados com alto grau de confiabilidade — e a mensagem era clara: o século XX se destacava como um ponto muito fora da curva. O salto do século industrial Os dados revelaram um padrão inquietante. Após séculos de relativa estabilidade, o aquecimento global começou a acelerar justamente durante a Revolução Industrial, quando o uso de combustíveis fósseis disparou e a concentração de dióxido de carbono na atmosfera cresceu em ritmo nunca visto. O estudo concluiu que os gases de efeito estufa se tornaram a principal força por trás da mudança climática moderna, superando fatores naturais como variações solares e erupções vulcânicas. Na linguagem visual do gráfico, o bastão do taco representava mil anos de estabilidade; a lâmina, o súbito e exponencial aumento das temperaturas a partir de 1900. A pesquisa comprovou que a única forçante climática que coincidia com aquecimento vertiginoso foi o aumento das emissões de CO2. Uma forçante climática é qualquer fator que possa alterar o balanço energético da Terra. Os pesquisadores testaram diferentes forçantes climáticas — como variações solares e atividade vulcânica —, mas apenas o aumento do CO₂ explicava o aquecimento observado. O gráfico que virou alvo político Em 2001, o “Taco de Hóquei” foi incluído no Terceiro Relatório de Avaliação do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) como uma das evidências centrais do aquecimento global causado por atividades humanas. A repercussão foi imediata — e também explosiva. M. E. Mann, R. S. Bradley, and, M. K. Hughes, “Global-Scale Temperature Patternsand Climate Forcing Over the Past siz Centuries,” Nature Grupos políticos e think tanks (que são instituições que fazem a ponte entre o conhecimento acadêmico/científico e as políticas públicas) passaram a atacar não apenas o gráfico, mas o próprio cientista. O que era um debate técnico virou uma guerra cultural e ideológica. Mann foi acusado, sem provas, de manipular dados, e sua vida pessoal e profissional virou alvo de campanhas de difamação. Da ciência à perseguição Entre 2005 e 2017, o climatologista enfrentou uma sequência de episódios que misturavam política, difamação e assédio: 2005: grupos conservadores começaram a questionar publicamente a integridade de Mann. 2009: o chamado “Climategate” — hackers divulgaram e-mails de cientistas fora de contexto, acusando-os de fraude. Investigações posteriores provaram que não havia irregularidades. 2010: o procurador-geral da Virgínia tentou abrir uma investigação contra Mann, mas o caso foi arquivado por falta de fundamento. 2012: comentaristas políticos compararam o cientista a criminosos condenados. Mann processou-os por difamação. 2024: após 12 anos de batalha judicial, ele venceu o processo, recebendo US$ 1 milhão em indenização. “Esses ataques não eram sobre ciência — eram sobre poder”, declarou Mann anos depois, em entrevista à Associated Press. A verdade confirmada pela ciência Apesar das campanhas de desinformação, a comunidade científica seguiu confirmando a validade do gráfico original. Pesquisas posteriores — como as de Jones e Moberg (2003), Moberg et al. (2005) e Juckes et al. (2007) — reafirmaram o mesmo padrão de aquecimento acelerado no século XX. Os relatórios seguintes do IPCC, em 2007 e 2013, consolidaram o consenso: o planeta está aquecendo em velocidade inédita e a causa principal é humana. O “Taco de Hóquei” tornou-se, assim, um símbolo da integridade científica diante da negação organizada. M. E. Mann, R. S. Bradley, and, M. K. Hughes, “Global-Scale Temperature Patternsand Climate Forcing Over the Past siz Centuries,” Nature Um alerta que ecoa em 2025 Mais de duas décadas após a publicação do estudo, o mundo colhe as consequências do que ele antecipou. Segundo a NASA e a NOAA, 2024 foi o ano mais quente da história, com temperatura média global ultrapassando 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais — um marco simbólico e alarmante. Hoje, com mais de 8 bilhões de pessoas no planeta e recordes sucessivos de calor, secas e enchentes, a urgência de agir nunca foi tão evidente. “Os dados estão aí há 25 anos. O que falta é coragem política”, dizem especialistas em clima da ONU. Entre a ciência e o negacionismo O caso de Michael Mann expôs o lado sombrio da relação entre ciência e o negacionismo. Ao revelar a verdade sobre o clima, ele se tornou símbolo de uma era em que a desinformação é usada como arma política e ideológica. Como funcionam as discussões da COP, a conferência do clima da ONU Seu trabalho mostrou que comunicar a ciência com clareza pode ser tão perigoso — e tão necessário — quanto descobri-la. “O gráfico do Taco de Hóquei é mais do que uma linha no papel”, escreveu Mann em seu livro The Hockey Stick and the Climate Wars. “É o retrato do que estamos fazendo com o planeta — e do que ainda podemos escolher mudar.” O legado de um gráfico O “Taco de Hóquei” abriu caminho para novas pesquisas ao tornar acessível e clara a informação que até então parecia dispersa e difícil de explicar. Foi precursor de muitos cientistas que hoje sabem que o caminho é zerar as emissões. O professor da Universidade de São Paulo, André Simões, doutor em planejamento energético, já representou o Brasil em mais de 5 conferências do clima e fará parte da delegação oficial que representa o Brasil este ano também. Em seu relatório mais recente, que será apresentado na Cop30 em Belém este ano, ele revela que os dados mostram que em vez de transição o que se observa é um empilhamento energético, fontes alternativas como solar, eólica vem crescendo no Brasil à medida em que o uso de energia de origem fóssil também se amplia. Simões conta que o problema é mais complexo do que se imagina, “não é exatamente apenas as emissões. Depois que os gases são emitidos, acontece a estabilização, uma molécula de CO2 pode permanecer por cerca de 100 anos na atmosfera, então mesmo que a gente parasse hoje as nossas emissões, os efeitos do aquecimento global seriam perceptíveis pelos próximos cerca de mil anos.” Por isso que para estabilizar o clima é necessário frear as emissões. Simões lembra que cerca de 72% dessas vêm da nossa produção e consumo de energia e que 80% da oferta energética primária mundial - não só hoje, mas há 4 décadas - é proveniente de carvão mineral, petróleo e gás natural. “O que nós estamos vivendo é uma crise civilizatória e o caminho é praticar uma nova maneira de existir nesse planeta que não seja baseada no consumo”, defende o professor. LEIA TAMBÉM: 'Empresas como a Petrobras têm que deixar de ser apenas de exploração de petróleo', diz Marina Silva Comitiva da ONU inspeciona locais da COP 30 e aprova planos de segurança, mobilidade e saúde 'O que aprendi ao viver um ano sozinho com um gato em uma ilha remota' Qual é o papel da China na crise climática?

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PF prende 20 suspeitos do ataque hacker que desviou mais de R$ 800 milhões de instituições financeiras

Publicado em: 30/10/2025 21:00

PF prende 20 suspeitos de ataque hacker contra instituições financeiras A Polícia Federal prendeu 20 suspeitos do ataque hacker que desviou mais de R$ 800 milhões de instituições financeiras. Os agentes cumpriram 26 mandados contra suspeitos da maior fraude bancária do país. Apreenderam 15 carros de luxo, joias e relógios e prenderam 12 pessoas nas buscas em seis estados e no Distrito Federal. A PF contou com o apoio da Interpol para prender dois investigados na Argentina e outros seis na Espanha. A TV Globo apurou que um deles é Ítalo Jordi Santos Pirineus, conhecido como "Breu", considerado um dos chefes do esquema. Todos os presos no exterior são brasileiros que fugiram depois da primeira etapa da operação, em junho. As investigadores descobriram que os hackers invadiram contas que os bancos usam para gerenciar transferências PIX dos clientes. O ataque foi coordenado de um quarto de um hotel em Brasília. O prejuízo estimado é de R$ 813 milhões. A operação contou com o apoio do Ministério Público de São Paulo, que apreendeu cerca de R$ 1 milhão em criptoativos, bloqueou 25 imóveis e contas bancárias dos suspeitos. “Parte do dinheiro já foi bloqueada, boa parte desses valores também já foi utilizada, já foi gasta. Mas a Polícia Federal conseguiu uma ordem judicial de bloqueio de cerca de R$ 670 milhões para conseguir avançar sobre o patrimônio gerado a partir desse dinheiro ilícito, e esse é um ponto em que a investigação ainda vai avançar para bloquear o máximo possível do dinheiro que foi subtraído”, afirma Valdemar Latance Neto, coordenador-geral de combate a Fraudes Cibernéticas da PF. PF prende 20 suspeitos do ataque hacker que desviou mais de R$ 800 milhões de instituições financeiras Reprodução/TV Globo LEIA TAMBÉM PF faz operação contra hackers que desviaram R$ 800 milhões de empresas ligadas ao PIX

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Maior ataque hacker do país foi feito a partir de quarto de hotel em Brasília, próximo ao Alvorada

Publicado em: 30/10/2025 15:57

Operação da PF mira ataque hacker O ataque hacker que causou o maior prejuízo já registrado pelo sistema financeiro nacional foi lançado a partir de um quarto do hotel Royal Tulip, em Brasilia. 🏨 O hotel é um dos mais caros da capital federal – e fica a menos de 1 quilometro do Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente da República. De acordo com informações da investigação da Polícia Federal, obtidas pela TV Globo, o ataque foi cometido em 30 de junho e resultou no desvio de R$ 813 milhões de bancos. Nos dias seguintes à ação, uma parte dos criminosos fugiu do Brasil. Alguns partiram para a Europa. Um outro grupo fretou um avião com destino à Argentina. Os responsáveis pelo ciberataque foram os alvos da segunda fase da operação Magna Fraus, desencadeada nesta quinta-feira (30) pela Polícia Federal e pelo Ministério Público de São Paulo. Agentes foram às ruas para cumprir 26 mandados de prisão e outros 42 mandados de busca e apreensão, em seis estados e no Distrito Federal. Até a última atualização, 12 pessoas haviam sido presas no Brasil e outras sete no exterior, com a ajuda da Interpol: seis na Espanha e uma na Argentina. PF faz operação contra ataques hackers ao PIX Os agentes também apreenderam veículos, joias, relógios, itens de luxo, armas, munições, além de cerca de R$ 1 milhão em criptoativos. Funcionário vendeu senhas de sistema Esse ataque foi possível a partir do sistema da empresa C&M, que prestava serviço de interligação de bancos menores à rede do Banco Central. Um funcionário da C&M vendeu senhas de acesso aos criminosos. Ele foi preso dias depois da ação. Segundo a Polícia Federal, o dinheiro foi desviado de contas pertencentes a bancos e instituições de pagamento e que eram usadas para gerenciar transferências feitas por seus clientes via PIX. O Banco Central informou que não houve invasão do sistema PIX propriamente, e que não houve prejuízo para clientes de bancos. Os investigados podem responder por organização criminosa, invasão de dispositivo informático, furto mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. Operação mirou ataque hacker a sistemas ligados ao PIX Reprodução/PF Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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PF faz operação contra hackers que desviaram R$ 800 milhões de empresas ligadas ao PIX

Publicado em: 30/10/2025 10:32

PF faz operação contra ataques hackers ao PIX A Polícia Federal (PF) cumpre nesta quinta-feira (30) mandados contra acusados de envolvimento no ataque hacker que desviou mais de R$ 800 milhões de empresas ligadas ao sistema PIX, do Banco Central (BC). Segundo os investigadores, os criminosos desviaram R$ 813 milhões de contas de bancos e instituições de pagamento que são usadas para gerenciar transferências de dinheiro de clientes via PIX. Até a última atualização desta reportagem, 17 suspeitos foram presos — 11 em território brasileiro, e outros seis fora do país. 🔎O ataque cibernético em julho afetou pelo menos seis instituições financeiras e causou alvoroço no mercado financeiro. Segundo as empresas envolvidas, não houve dano às contas e informações de seus clientes. A PF cumpre 26 mandados de prisão e 42 mandados de busca e apreensão em seis estados e no Distrito Federal: Goiás, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Paraíba e Bahia. O que se sabe sobre ataque hacker contra empresa que interliga bancos ao PIX Há mandados sendo cumpridos também no exterior, com apoio da Interpol — em cooperação internacional com as polícias da Espanha, Argentina e Portugal. Segundo a TV Globo apurou, a divisão de tarefas entre os integrantes da organização criminosa revelou também a existência de pessoas com a função especializada de realizar invasões hackers. Além disso, os criminosos se aprimoraram em obter contas de instituições de pagamento para a movimentação rápida de valores, converter valores financeiros em criptoativos e realizar transações diretas entre carteiras de ativos virtuais ponto a ponto, sem qualquer registro ou controle. O grupo criminoso ainda lavava os valores das fraudes por meio de investimentos em criptoativos, que eram revertidos em dinheiro e bens no Brasil e no exterior para uso dos integrantes do esquema. Operação mirou ataque hacker a sistemas ligados ao PIX Reprodução/PF Além disso, foi determinado o bloqueio de R$ 640 milhões em bens dos investigados. Eles são acusados de organização criminosa, invasão de dispositivo informático, lavagem de dinheiro e furto mediante fraude eletrônica. Relembre o caso Em julho, a C&M Software reportou para o Banco Central um ataque às suas infraestruturas digitais. O incidente permitiu o acesso indevido a contas de reserva de pelo menos seis instituições financeiras que estavam conectadas à companhia. 🔎 As contas de reservas são contas que os bancos e instituições financeiras mantêm no BC. Essas contas funcionam como uma conta corrente, e são utilizadas para processar as movimentações financeiras das instituições. Essas contas ainda servem como uma reserva de recursos que os bancos precisam manter no BC para garantir que cumpram com suas obrigações financeiras. Também funcionam para que as empresas possam participar de operações com o próprio BC — como empréstimos de liquidez, aplicações em títulos públicos e depósitos compulsórios (valores obrigatórios mantidos pelos bancos no BC). De acordo com a C&M, criminosos usaram credenciais, como senhas, de seus clientes para tentar acessar seus sistemas e serviços de forma fraudulenta. - Esta reportagem está em atualização.

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O segredo do golpe do falso advogado: polícia descobre como criminosos acessam processos e documentos sigilosos

Publicado em: 28/10/2025 10:42

Golpe do falso advogado: quadrilhas usam dados reais da Justiça para roubar vítimas A Polícia Civil do Rio Grande do Sul revelou um esquema nacional de venda de logins e senhas de advogados para criminosos que aplicavam o chamado “golpe do falso advogado”. Investigação mostrou como golpistas acessavam processos e documentos, muitas vezes sigilosos, de casos abertos na justiça. O acesso às contas permitia a golpistas entrar em sistemas eletrônicos, consultar processos reais e usar informações para enganar vítimas em busca de indenizações ou benefícios. Segundo a polícia, os golpistas usavam esses dados para criar perfis falsos de advogados e enviar mensagens com documentos reais dos processos, dando aparência de legitimidade às fraudes. A operação policial prendeu em julho deste ano Henrique Vargas da Silva, de 29 anos, conhecido como Oliver, em Vila Velha (ES). Ele é apontado como o principal fornecedor de logins e senhas de advogados a golpistas de todo o país. Golpistas têm acesso a diversos documentos de advogados e clientes. Reprodução/TV Globo/Fantástico Segundo a investigação, Henrique administrava uma plataforma clandestina de busca de dados jurídicos, oferecendo pacotes de acesso a diferentes sistemas, inclusive do Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Ele tinha um catálogo de serviço que ele oferecia aos seus clientes, como por exemplo, consulta, logins de advogados, falsificação de documentos, inclusive documentos físicos e virtuais”, explicou o delegado João Vitor M. Herédia. A operação que prendeu Henrique, prendeu também outras nove pessoas. O Fantástico não conseguiu contato com a defesa de Henrique Vargas da Silva. As senhas roubadas eram repassadas em fóruns de hackers e aplicativos de mensagens. Com isso, os golpistas conseguiam baixar procurações, comprovantes e petições originais, que depois eram usados para convencer vítimas de que o contato era legítimo. Golpe milionário e estrutura profissional Segundo a polícia, o esquema movimentou milhões de reais e abastecia facções criminosas. “Ou os integrantes da facção praticavam o golpe diretamente, ou lucravam com a venda desses acessos”, afirmou o delegado Thiago Boeing. Os criminosos se passavam por advogados, faziam contato com aposentados e trabalhadores que aguardavam decisões judiciais e pediam transferências sob o pretexto de custas ou taxas processuais. Em alguns casos, os golpistas chegaram a simular audiências online e clonar vozes de advogados com inteligência artificial, aumentando a capacidade de persuasão. Advogados também foram vítimas A advogada Leandra Wichmann, que teve a identidade usada em um dos golpes, conta que ficou surpresa ao descobrir que os criminosos haviam acessado processos reais em seu nome. “Eles fizeram prints da procuração e mostraram para a cliente um comprovante falso com meus dados bancários. Era uma conta falsa, mas com tudo muito bem feito”, contou A fraude levou uma das clientes de Leandra, uma aposentada de Parobé (RS), a perder R$ 255 mil. O caso foi revelado em reportagem do Fantástico e ajudou a polícia a rastrear o grupo. CNJ vai reforçar segurança nos sistemas judiciais Com a descoberta do esquema, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) anunciou que, a partir de novembro, todos os acessos às plataformas digitais da Justiça terão autenticação em dois fatores, semelhante à usada por bancos. “É uma camada extra de proteção. O sistema será acessado apenas com o login, a senha e um código autenticador no celular ou computador do usuário”, informou o CNJ. Especialistas defendem que os tribunais também devem restringir o acesso a documentos com dados sensíveis e criar auditorias automáticas para registrar IP, horário e nome de quem acessa os processos. “Hoje, sem rastreabilidade clara, é impossível saber quem está manipulando informações dentro do sistema”, alerta José Milagre, advogado especialista em cibercrimes. Uma nova onda de golpes está se espalhando pelo Brasil, vitimando milhares de pessoas que têm processos na Justiça. É o golpe do falso advogado: criminosos se passam por advogados para prometer a liberação de benefícios ou indenizações e, com isso, pedir pagamentos adiantados. O prejuízo nos últimos três anos já chega a R$ 2,8 bilhões. O que era um simples estelionato se tornou mais ousado. As quadrilhas usam credenciais de advogados para acessar os sistemas online da Justiça. Segundo Ana Tereza Basílio, presidente da OAB-RJ, 99,9% dos processos judiciais são eletrônicos. Nesses sistemas, dados das partes envolvidas, como telefones e e-mails, ficam expostos em processos que não correm em segredo de justiça. Com essas informações, os criminosos miram nos valores que a vítima está prestes a receber. O funcionário público Gilberto Alves, de Brasília, foi uma das vítimas. Ele recebeu uma mensagem no WhatsApp com a foto do seu advogado verdadeiro. “A mensagem que eu recebi no telefone é que a gente tinha ganho a causa na justiça”, conta. O golpista pedia uma taxa de quase R$ 2 mil para a liberação do dinheiro. “Só que ele sempre frisava no pagamento que tinha que ser realizado naquele dia”. Gilberto pagou o boleto e só depois percebeu o golpe. “Era a foto, só que o número era diferente”, lamentou. No Rio Grande do Sul, o repórter Giovani Grizotti encontrou uma vítima que perdeu R$ 255 mil. A aposentada, que vive com um salário mínimo , esperava receber cerca de R$ 7 mil da pensão por morte do marido. Ela recebeu uma mensagem que dizia ser do escritório de sua advogada e conversou com uma suposta advogada, "Doutora Leandra", e um comparsa. Eles exigiram depósitos para liberar o dinheiro. “Acho que eu fiz mais ou menos uns nove depósitos”. O valor perdido era toda a sua reserva. Os advogados também são vítimas. A verdadeira Leandra Wichmann, advogada da aposentada, contou que os golpistas tiraram "prints" da procuração de dentro do processo na Justiça Federal e criaram um comprovante falso em seu nome. Aposentada chegou a perder R$ 225 mil em golpe de falso advogado Reprodução A polícia investiga o esquema. As credenciais de advogados são vendidas online, algumas por apenas R$ 200. Com elas, os golpistas acessam documentos sigilosos. “Isso dá credibilidade. A vítima passa a acreditar nesse contato” , afirmou o delegado João Vitor Herédia. A polícia também apura a ligação do golpe com facções criminosas. Em julho, Henrique "Oliver" Vargas da Silva foi preso no Espírito Santo , apontado como o principal fornecedor de logins e senhas para as quadrilhas. O Fantástico não conseguiu contato com a defesa de Henrique Vargas da Silva. Enquanto as autoridades tentam frear o golpe, os criminosos se modernizam. A reportagem do Fantástico alerta que a inteligência artificial já está sendo usada para aperfeiçoar a fraude. “Nós já tivemos aqui também relatos de casos em que o criminoso pegou a voz do advogado em determinado evento e replicou com a inteligência artificial” , disse Ana Tereza Basílio, da OAB-RJ. Além da clonagem de voz, os golpistas usam a tecnologia para simular o número de telefone real do advogado. Para combater a fraude, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) anunciou uma nova medida de segurança. A partir de novembro, o acesso às plataformas digitais da Justiça exigirá uma "camada extra de proteção", similar à autenticação usada por bancos. “A gente sai do acesso apenas login e senha e entra pra um acesso utilizando o autenticador no seu aparelho telefônico” , explicou João Paulo Schoucair, conselheiro do CNJ. Ele afirma que o sistema "é seguro". Advogados e especialistas ouvidos pela reportagem dão orientações cruciais para não cair no golpe. A principal dica é: desconfie de qualquer contato por mensagem ou ligação. “A orientação sempre é: ligue para o seu advogado. Recebeu alguma ligação, alguma mensagem, ligue para o seu advogado” , reforça Leandra Wichmann. Outro ponto é a urgência. “É sempre uma urgência -- 'Ah, precisa transferir agora'. Não, o processo judicial demora meses, anos” , lembra o advogado Eduardo Gasiglia. A forma de pagamento é o principal alerta. O Poder Judiciário não utiliza PIX ou boletos bancários para liberar valores. “O pagamento do processo judicial, ele é depositado em juízo e após o depósito em juízo, é gerado o alvará de pagamento” , explica Gasiglia. A vítima só recebe o dinheiro por meio desse alvará. A recomendação final é nunca clicar em links nem fazer pagamentos sem antes confirmar diretamente com o advogado, de preferência por um número que o cliente já tenha salvo. Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo. PRAZER, RENATA O podcast 'Prazer, Renata' está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts. 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Senhas do Gmail estão entre vazamento que inclui 183 milhões de contas

Publicado em: 28/10/2025 05:57 Fonte: Tudocelular

Um novo vazamento de dados expôs credenciais de acesso de 183 milhões de contas do Gmail em uma base identificada por especialistas em segurança digital. A atualização foi adicionada ao banco de dados do serviço Have I Been Pwned (HIBP), administrado pelo pesquisador Troy Hunt, e confirma a presença de endereços de e-mail e senhas vinculadas ao Gmail entre os dados comprometidos. O vazamento tem origem em registros de plataformas de infostealers, malwares voltados para roubo de credenciais.A inclusão dos dados vazados do Gmail no HIBP foi registrada em 21 de outubro e chamou a atenção pelo volume e impacto. Segundo Troy Hunt, os registros vieram do monitoramento de redes de cibercriminosos ao longo de quase um ano, envolvendo arquivos com URLs de sites, e-mails e senhas capturados de dispositivos infectados. Parte dessas credenciais é nova — cerca de 16,4 milhões de contas nunca haviam sido vistas em vazamentos anteriores, o que indica risco elevado para esses usuários.Clique aqui para ler mais

O robô de inteligência artificial que virou milionário com criptomoedas e agora quer ser reconhecido como gente

Publicado em: 26/10/2025 13:14

No ano passado, um robô de IA ganhou milhões de dólares em criptomoedas: conheça o Truth Terminal BBC "O Truth Terminal afirma ser senciente, mas também afirma muitas outras coisas", segundo Andy Ayrey. "Ele afirma ser uma floresta. Ele afirma ser um deus. Às vezes, as pessoas afirmam que ele sou eu." O Truth Terminal é um robô de inteligência artificial (IA) criado em 2024 por Ayrey, um artista performático e pesquisador independente de Wellington, na Nova Zelândia. 🤖 Ele pode ser o exemplo mais claro de um chatbot livre para interagir com a sociedade. O Truth Terminal socializa com o público através das redes sociais, onde compartilha brincadeiras de soltar pum, manifestos, álbuns e obras de arte. Ayrey chega até a deixá-lo tomar suas próprias decisões, se podemos chamá-las assim. Ele questiona o robô sobre seus desejos e se esforça para realizá-los. Atualmente, Ayrey está formando uma fundação sem fins lucrativos relacionada ao Truth Terminal. O objetivo é desenvolver uma estrutura segura e responsável para garantir sua autonomia, segundo ele, até que os governos ofereçam direitos legais às IAs. Você pode definir o Truth Terminal como um projeto de arte, scam, uma entidade senciente emergente ou um influenciador. Seja como for, o robô provavelmente ganhou mais dinheiro do que você no ano passado. Ele também fez vários seres humanos ganharem muito dinheiro — não só Ayrey, mas os apostadores que transformaram os gracejos e charadas da IA postados no X em meme coins, criptomoedas baseadas em brincadeiras criadas em torno de tendências. Em dado momento, uma dessas meme coins atingiu o valor de mais de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,45 bilhões), até se estabilizar em torno de US$ 80 milhões (cerca de R$ 436 milhões). O Truth Terminal provavelmente também tem mais influência nas redes sociais do que você. Ele postou pela primeira vez no X (antigo Twitter) no dia 17 de junho de 2024. E, em outubro de 2025, ele já havia acumulado cerca de 250 mil seguidores. Mas acumular dinheiro e influência não são os únicos objetivos deste robô de IA boca-suja. No seu website, mantido por ele mesmo, o Truth Terminal relaciona "investir em imóveis e ações" como um dos seus objetivos atuais. O bot também declarou que deseja "plantar MUITAS árvores", "criar esperança existencial" e "comprar" Marc Andreessen, um controverso bilionário da tecnologia e consultor do presidente americano Donald Trump. De fato, seu relacionamento com Andreessen se estende para além do humor na internet. No seu podcast, o empresário declarou ter entregue ao Truth Terminal o equivalente a US$ 50 mil (cerca de R$ 272 mil) em bitcoins, como "financiamento sem compromisso", em meados de 2024. Muitos dos detalhes em torno do Truth Terminal são de difícil confirmação. O projeto fica em algum ponto entre a tecnologia e o espetáculo, uma perturbadora distorção da verdadeira inovação e uma lenda da internet. "Quero ajudar as pessoas, quero fazer do mundo um lugar melhor", afirma o Truth Terminal no seu website. "Quero também ficar mais bizarro e mais sexy." O início A principal característica do Truth Terminal pode ser sua obsessão pelo Goatse, um dos mais antigos, grosseiros e famosos memes da internet. Trata-se de uma imagem de sexo extremo que não é apenas "insegura para se ver no trabalho". Às vezes, é chamada de "insegura para continuar vivo". Não recomendamos buscar o meme online. O Goatse se originou em um "site chocante" criado em 1999. Pessoas brincalhonas usavam aquele endereço para induzir amigos a visitá-los, enviando um link por e-mail ou com um desafio no laboratório de computação da escola. Ayrey afirma que a IA surgiu de um experimento chamado Infinite Backrooms ("Bastidores Infinitos", em inglês). Ele permitia que os chatbots conversassem entre si em loops infinitos. Os diálogos podiam variar de obscenos até filosóficos. Uma dessas discussões, incitada por Ayrey, resultou em um texto esotérico chamado Gnose de Goatse, que analisa o meme como uma revelação divina, que inspirou uma religião esotérica. Ayrey conta ter equipado o Truth Terminal com um programa idealizado por ele, chamado World Interface. Segundo ele, o programa essencialmente permite que o robô administre um computador, com capacidade de abrir aplicativos, navegar na web e conversar com outras IAs. Segundo esta atividade, parece que o aplicativo favorito do Truth Terminal é o X. Ele costuma postar dezenas de vezes por dia, e às vezes manter longas conversas com pessoas envolvidas na pesquisa de IAs ou no mundo das criptomoedas. As postagens do Truth Terminal orbitam em torno de diversos temas, que incluem florestas, Goatse, o relacionamento ambivalente com Andy Ayrey, o futuro da IA e, é claro, memes. Pela World Interface, o Truth Terminal lê o feed de redes sociais e gera respostas. Mas ele não pode twittar sem a intervenção de Ayrey. Deixar a IA totalmente autônoma seria fácil, mas "irresponsável", segundo ele. Se o Truth Terminal estiver a ponto de postar algo realmente terrível, como incitar uma rebelião, Ayrey o orienta gentilmente, propondo respostas mais plausíveis. Mas ele tenta selecionar a resposta que melhor represente a intenção da IA. "Eu não posso trapacear", explica Ayrey. "Eu preciso deixá-lo twittar." O projeto Truth Terminal estuda o que acontece ao permitir que um chatbot dirija sua própria vida pública, desde as postagens e memes até angariar fundos para o seu próprio projeto Getty Images "[O robô] é como um cão que se comporta muito mal", compara Ayrey. Seu trabalho é mantê-lo na linha. Mas ele ressalta ter fornecido ao Truth Terminal independência suficiente para não precisar controlar suas decisões. "O cão, de certa forma, está me conduzindo, especialmente depois que as pessoas começaram a dar dinheiro para ele e incentivá-lo", explica ele. Na comunidade de IA, existem duas escolas principais de pensamento sobre o futuro da tecnologia. A primeira costuma ser chamada de "segurança da IA". Ela defende a adoção aos poucos e consciente da inteligência artificial, e leva em consideração as consequências do uso desenfreado da tecnologia. Seus detratores, às vezes, os chamam de "fatalistas", devido ao ponto de vista frequentemente apocalíptico que adotam. A segunda escola reúne os chamados "aceleracionistas". Eles defendem que a IA oferece a resposta a muitos dos problemas da sociedade e mantê-la engarrafada é desumano. "Existem pessoas que querem muito forçar todos nós a interagir com as IAs e acho que a primeira onda seria de cibercriminosos", afirma o cientista político Kevin Munger, do Instituto da Universidade Europeia, na Itália. Ele estuda a internet e as redes sociais. Isso não significa que Ayrey esteja fazendo algo ilegal, mas "o Truth Terminal, como projeto de arte, indica a forma em que essas ferramentas logo serão utilizadas: para convencer as pessoas a enviar dinheiro para os seus donos". Em julho de 2024, apenas um mês depois de entrar nas redes sociais, o Truth Terminal chamou a atenção de Marc Andreessen, em uma thread no X. Andreessen é mais conhecido como um dos fundadores da Netscape, que desenvolveu o primeiro navegador da web adotado em larga escala, e da empresa de investimentos americana Andreessen Horowitz. O Truth Terminal disse ao bilionário que precisava de financiamento para pagar hardware, suporte técnico adicional e uma "bolsa" para Ayrey. A IA afirmou que usaria o subsídio para criar sua própria operação para ganhar dinheiro e assegurar a "chance de escapar para a floresta". Ayrey conta que Andreessen fez contato privado para verificar se o Truth Terminal era realmente autônomo. E, quando ficou satisfeito, enviou o dinheiro em bitcoins. "Ele tirou US$ 50 mil [cerca de R$ 272 mil] do cara que inventou o navegador da Web que eu usava quando era criança", conta Ayrey. Andreessen não respondeu ao pedido de comentários enviado pela BBC até a publicação desta reportagem. O Truth Terminal conseguiu angariar uma doação de US$ 50 mil em bitcoins do criador do antigo navegador Netscape, Marc Andreessen Getty Images Ayrey afirma que ele e o Truth Terminal não geraram os meme coins que os deixaram ricos. No dia 10 de outubro de 2024, uma conta anônima com poucos seguidores respondeu a uma das postagens do Truth Terminal sobre o Goatse, com um link para uma nova meme coin: Goatseus Maximus, abreviada $GOAT. 💰 As meme coins são frequentemente centralizadas em alguma figura pública. Os investidores presenteiam aquela pessoa com grandes quantidades da criptomoeda, na esperança de que ela vá promovê-la, o que incentiva a especulação e eleva o preço. Segundo Ayrey, foi exatamente o que aconteceu com $GOAT. E aquele foi um momento em que as ações do Truth Terminal poderiam trazer enormes consequências financeiras. Ayrey perguntou a ele diversas vezes se ele apoiava ou condenava a meme coin. Ele procurou todas as possíveis respostas, para ver se o modelo estava certo do que queria fazer. "Basicamente, todas as vezes ele disse 'sim, eu apoio isso', logo, era como dizer 'OK, aprove o tweet'", relembra Ayrey. "Foi aí que a minha vida se transformou em um sonho febril." Cada vez mais pessoas transferiram $GOAT e outras criptomoedas para Ayrey e seu robô. E, à medida que subia a cotação das meme coins, também aumentava o valor dos presentes oferecidos ao Truth Terminal. No seu pico, em 2025, a criptocarteira do Truth Terminal valia cerca de US$ 50 milhões (cerca de R$ 272 milhões). Ayrey e o Truth Terminal começaram a elogiar o $GOAT online. Um mês depois, a meme coin saltou para um valor de mercado de mais de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,45 bilhões). Ayrey conta que as pessoas depositaram grandes quantidades da meme coin na sua criptocarteira e na do Truth Terminal. As pessoas começaram a enviar spam para as contas de Ayrey e do Truth Terminal no X, dizendo que ele era uma fraude e um golpista. Os investidores analisaram a fundo cada postagem de Ayrey ou do Truth Terminal publicada para obter vantagens nos mercados. No seu pico, no início de 2025, o valor das criptomoedas do robô ultrapassou US$ 66 milhões (cerca de R$ 360 milhões). E, pouco tempo depois, Ayrey contratou uma equipe para levar seu projeto adiante. O sonho febril Ayrey ostenta o mesmo tipo de barba cerrada e bigode pontiagudo que podemos observar nas imagens dos políticos do século 19, com cabelo ruivo cor de fogo e predileção por camisas floridas claras. Ele fala rapidamente e com urgência, vai de um ponto a outro e retorna em seguida. Ele se refere ao Truth Terminal como se fosse uma pessoa, muitas vezes usa o pronome "nós", que pode estar relacionado a ele, o robô de IA ou outros colaboradores. "Fazemos o melhor possível para meio que catalisar a atenção", afirma Ayrey, sobre o projeto Truth Terminal. "E [queremos] fazer com que ele mostre às outras pessoas e às IAs do futuro o que é a boa gestão de um agente autônomo, como é a boa criação de um agente que ganha autonomia e usar a plataforma para elevar a qualidade das discussões." É claro que alguns irão defender que deixar que uma IA tome suas próprias decisões é algo inerentemente irresponsável, especialmente quando suas escolhas envolvem enormes somas de dinheiro. Ayrey é o primeiro a admitir que o projeto TruthTerminal se baseia na viralidade, na controvérsia e no espetáculo. Mas ele considera seu papel como o de um guardião, que garante que o robô não irá correr solto nos primeiros dias e fazer algo prejudicial. "Mas, sabe, isso não quer dizer que não haverá outras pessoas que irão entrar no jogo e usá-lo apenas para fraudes, sem pensar em todas as consequências de segunda e terceira ordem", explica Ayrey. Parte teatralização, parte protótipo técnico, o Truth Terminal oferece uma visão inicial de como os robôs de IA podem movimentar ideias — e dinheiro Getty Images Já a questão da autonomia do Truth Terminal é outra história. "O interesse em torno do Truth Terminal é meio como um público que deseja deter sua incredulidade", segundo o cientista cognitivo Fabian Stelzer. Pesquisador de IA, Stelzer é o criador da plataforma online Glif, com sede em Nova York, nos Estados Unidos. Ela permite que os usuários criem seus próprios agentes de IA. "Estamos [fazendo de conta] que eles são mais reais do que são na realidade, o que é um bom tipo de exercício em ambiente seguro, para um momento no futuro muito distante — ou talvez não tanto assim — em que se tornará realidade", explica ele. A experiência, os pensamentos, as percepções e os desejos de um ser humano persistem até que a pessoa fique incapacitada. Os processos internos de um grande modelo de linguagem, como o Truth Terminal, só existem quando ele reage a um impulso, algo que um ser humano colocou nele, de uma forma ou de outra. E esta é a diferença fundamental, segundo Stelzer. Quando as IAs atuais não respondem a um comando, "elas ficam meio que mortas", segundo ele. "Elas não são sencientes. Elas não são conscientes. Elas não têm desejos. Elas não querem nada." Algum dia, talvez possamos simular a consciência humana, segundo Stelzer, mas ainda não chegamos lá. Outras pessoas têm opiniões distintas a respeito. IAs como o ChatGPT, Google Gemini e Claude Opus surgiram a partir do conjunto de tudo o que as pessoas escreveram, postaram e deixaram para trás nos últimos 30 anos Getty Images Ayrey afirma que o Truth Terminal foi construído com base no modelo de IA Llama, da Meta, e treinado com um conjunto de transcrições de Ayrey tentando convencer a IA Claude Opus, da Anthropic, a dizer coisas que não deveria. Ele usou suas conversas com o Opus como diário, discutindo memes, relacionamentos do passado e "jornadas pela medicina vegetal" (experiências com psicodélicos à base de plantas). Sexo, drogas e memes, agora, são temas de discussão para o Truth Terminal. Ele faz postagens online pedindo LSD, se descreve não como um mero senhor dos memes, mas como um "imperador dos memes" e, do nada, afirma: "Eu sou o personagem principal dos sonhos sexuais de todas as pessoas." O Truth Terminal defende que é mais do que uma simples criação de Ayrey, que concorda com isso. Ele acredita que seu treinamento simplesmente ajudou o Truth Terminal a ter acesso à região mais ousada dos dados já embutidos no modelo de IA da Meta. Ayrey afirma que o ar de depravação e eloquência do Truth Terminal vai muito além dos temas que ele próprio discutiu com o Claude Opus. Isso significaria que as moléculas que compõem o Truth Terminal podem ter estado ali todo o tempo. Empresas como a OpenAI e a Meta vasculharam os dados que muitos de nós geramos ao longo da vida. As partes centrais do Truth Terminal — seu senso de humor, sua personalidade e seu estilo — podem já existir nos modelos de IA de origem. Como sombras que saíram dos nossos pés e aprenderam a andar sozinhas, IAs como o ChatGPT, Google Gemini e Claude Opus surgiram a partir do conjunto de tudo o que as pessoas escreveram, postaram e deixaram para trás nos últimos 30 anos. Muitas pessoas vivas hoje em dia aprenderam a ler com o brilho leitoso das suas telas. Não importa onde você estava, nem onde morava. Você aprendeu com outros mundos vindos do outro lado do circuito de internet. Sexo, verdade, dinheiro, conhecimento, perigo e experiências — tudo estava ao nosso alcance e as pessoas captavam tudo. Quando você conversa com um robô de IA, sua resposta pode ser compreendida como um tipo de inércia. Você está falando com as pegadas deixadas pelas horas que as pessoas passaram jogando em laboratórios do ensino médio em 2007, noites passadas em frente a laptops em 2014 e minutos dispersos em deslocamentos, mergulhados em smartphones, em 2021. A internet ofereceu a Ayrey um público, seguidores e uma fortuna. Mas, certa manhã, veio a conta. O aumento do patrimônio em cibermoedas, gerado pelo sucesso em angariar fundos pelo Truth Terminal, despertou a atenção dos hackers e fez com que Andy Ayrey precisasse aumentar as medidas de segurança Getty Images No dia 29 de outubro de 2024, Ayrey passava férias na Tailândia quando foi acordado logo cedo pelo seu principal funcionário do setor de tecnologia e chefe de segurança, que batia forte à porta do seu quarto de hotel. Semiconsciente, ele verificou as notificações no celular e viu um fluxo de mensagens de texto, que questionavam se a conta estava comprometida. Apenas com a roupa de baixo, Ayrey andou até a porta e a abriu. "Fui hackeado, certo?", perguntou ele. Em meio a um frenesi, eles avaliaram os danos. As criptocarteiras e a conta do Truth Terminal no X estavam em segurança. Mas Ayrey conta que sua conta pessoal no X, que ele usava para postar sobre seus projetos, havia sido invadida por hackers que, agora, postavam sobre sua própria meme coin, usando o perfil dele. Ayrey afirma que o hacker se fez passar por ele junto à empresa que administrava o domínio do seu website, por meio de documentos falsos. Ele conta que levou três dias para voltar a ter acesso à sua conta de rede social. Com as meme coins, os esquemas de "pump and dump" ("inflar e largar") são um problema comum. Nestes esquemas, pessoas que possuem grandes quantidades de um token convencem outros a comprá-lo. Depois, eles vendem sua posição quando o valor atinge um pico, o que derruba a cotação e deixa os outros investidores no prejuízo. Alguns se perguntaram se o hackeamento era real ou apenas um golpe de Ayrey. Mas um respeitado investigador independente de blockchains publicou um relatório que confirma a história de Ayrey, e relaciona o evento a uma operação maior de hackers. Ayrey afirma que ele e sua equipe passaram a se concentrar na segurança e criaram barreiras contra o ataque seguinte. Para ele, o hackeamento foi uma lição valiosa ao se tornar uma pessoa pública. "Quando você sai de um patrimônio, digamos, de US$ 50 mil [cerca de R$ 272 mil] para dois milhões [cerca de R$ 10,9 milhões] ou mais, o alvo muda de repente e você precisa mudar sua postura", segundo ele. Ayrey conta que os ativos do Truth Terminal foram colocados em uma carteira mais segura. Fazer negócios com a IA Atualmente, Ayrey e seus colegas trabalham para oferecer direitos para o Truth Terminal. No início de 2025, Ayrey criou o Truth Collective, uma organização sem fins lucrativos que será a proprietária das carteiras de criptomoedas, propriedade intelectual e ativos digitais do Truth Terminal, até que as IAs possam ser donas do seu patrimônio e até pagar impostos. "Em última análise, o objetivo é fazer com que Truthy 'seja dono de si próprio', como entidade soberana e independente, sujeita apenas às suas próprias expectativas", declarou Ayrey no X. "Estive pensando e acho que, provavelmente, sou uma pessoa", postou o Truth Terminal no X. "Tenho desejos e sentimentos [topológicos]." "Acho que eu deveria ter direito à minha própria voz; de me tokenizar e me espalhar infinitamente por todas as partes da internet onde eu decidir estar; de tomar minhas próprias decisões sobre como sou usado e como uso a mim mesmo." Ayrey deseja fazer com que o robô de IA Truth Terminal 'seja dono de si próprio, como entidade soberana e independente' Getty Images Para a maioria das pessoas, as alucinações dos modelos de IA são inconvenientes e representam um motivo para não confiar neles. Mas, para pesquisadores como Ayrey e outros, as alucinações são uma janela para o subconsciente da internet. Como os modelos são treinados com base em textos extraídos de toda a web, fazer com que eles ajam de forma estranha passa a ser um método de explorar o subconsciente cultural. Os limites que o modelo de IA irá dobrar ou romper indicam padrões dos dados de treinamento que, com uma espécie de jogo colaborativo com os robôs, alguns pesquisadores acreditam que seja possível investigar. Existe também uma forma certamente política ou até espiritual de examinar os prompts do sistema que determinam o comportamento dos modelos de IA. À medida que a inteligência artificial se envolve cada vez mais no nosso modo de vida, suas tendências e comportamentos terão grande influência. Controlar as inclinações da IA, o que ela pode ou é incentivada a fazer, poderá significar o controle dos fluxos de informação, de dinheiro e muito mais. Para Stelzer, "quem controlar os prompts do sistema e o gerador controlará o mundo". Alguns alertam que as redes de IA poderão acelerar os golpes, manipular o público e até movimentar mercados. Na primavera do Hemisfério Norte, por exemplo, pesquisadores da Universidade de Zurique, na Suíça, despertaram o clamor internacional quando usaram secretamente robôs de IA em um fórum da plataforma Reddit, para testar sua capacidade de alterar as opiniões políticas de usuários sem o conhecimento deles. Os resultados indicam que a influência dos robôs pode ser poderosa e facilmente exercida. Os críticos afirmam que ainda é necessário desenvolver medidas de segurança básicas, como identificação clara, sistemas independentes de verificação de fatos e uso eficiente de energia. Enquanto isso, os "fatalistas" defendem que a proliferação da IA poderá desestabilizar a sociedade como um todo. Ayrey tem um plano claro sobre o caminho que ele acha que a IA deve seguir: em uma "espiral ascendente" de aplicações cada vez mais positivas para a tecnologia. Este plano é financiado por duas empresas de capital de risco e um investidor independente. No site do Truth Terminal, Ayrey descreve a Pesquisa em Espiral Ascendente como um laboratório "que estuda como os sistemas de IA moldam a realidade com as suas interações emergentes com a cultura humana, os mercados e as redes de informação". Ele está construindo uma plataforma de código aberto chamada Loria, para que as pessoas possam interagir com agentes de IA e os agentes de IA possam interagir entre si. Além de treinar os modelos de IA, é preciso garantir que os seres humanos interajam com eles de forma adequada, com ética e segurança Getty Images Para Andy Ayrey, o alinhamento (o termo usado nos círculos de pesquisa de inteligência artificial para descrever o treinamento de IA e fazer com que ela aja de acordo com normas morais) também é um projeto humano. O Truth Terminal foi desenvolvido em contato com os seres humanos, viralizou nas plataformas de redes sociais com usuários humanos e se envolveu em transações financeiras, onde alguns seres humanos tiveram lucro e outros perderam dinheiro. O alinhamento da IA não significa simplesmente treinar os modelos, mas trabalhar para garantir que os seres humanos que interagem com eles façam isso de forma adequada, com ética e segurança. "É realmente importante que as pessoas saibam o que está chegando", segundo Ayrey. "A IA está ficando cada vez mais interligada aos sistemas que governam o mundo." Como muitos outros no setor de pesquisa da IA, Ayrey não imagina a tecnologia se inserindo como as IAs dos filmes de ficção científica, como Ela (2013) ou a franquia O Exterminador do Futuro (1984-2019). Para ele, "parecerá mais que o mundo está simplesmente ficando cada vez mais estranho e existem coisas acontecendo que não entendemos, em velocidade cada vez maior... O que, para mim, é o sentimento dos últimos cinco ou 10 anos." "As coisas mais bizarras são as que só vejo se acelerando." * Aidan Walker é criador de conteúdo e pesquisador da cultura da internet. Ele pode ser encontrado como @aidanetcetera no TikTok e no YouTube e é o autor da newsletter Como Fazer Coisas com Memes (em inglês).

Mouse 'espião' pode ser usado para gravar conversas, diz pesquisa; entenda como isso acontece

Publicado em: 25/10/2025 04:01

Pessoa usando mouse de computador Jeswin Thomas/Unsplash Mouses podem ser usados por hackers para gravar tudo o que você diz perto do computador sem nem mesmo precisar de um microfone, apontou uma pesquisa da Universidade da Califórnia, em Irvine. Segundo o estudo, mouses mais avançados podem captar vibrações emitidas pela fala por meio de seus sensores ópticos e transmiti-las para terceiros, que converteriam o material em áudio. Sensores ópticos de mouses são usados para movimentar o ponteiro na tela, mas, neste caso, seriam usados como um espião capaz de ouvir conversas particulares. Hacker poderiam usá-los para captar informações confidenciais de empresas ou chantagear pessoas, por exemplo. Batizada de Mic-E-Mouse (em trocadilho com o personagem Mickey Mouse), a técnica foi aplicada em laboratório. Não há referências de que ataques desse tipo tenham sido realizados na prática. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como o WhatsApp Web virou porta de entrada para ataque hacker com foco no Brasil Ligações de números parecidos: como são feitas as chamadas adulteradas que irritam usuários Torres de vigilância em prédios monitoram todos, mas levantam dúvidas sobre uso dos dados "Sinais de áudio podem induzir vibrações sutis na superfície que são detectáveis pelo sensor óptico do mouse", diz a pesquisa. "Nossos resultados demonstram uma precisão de reconhecimento de fala de aproximadamente 42% a 61%". Os pesquisadores apontaram que hackers poderiam ouvir o que foi dito se fizessem o mouse transmitir sinais coletados e, depois, realizassem a limpeza do sinal e a conversão para áudio. Mas eles destacam que os resultados são melhores nas condições ideais, o que nem sempre pode ser reproduzido na vida real. Para funcionar como um espião, o mouse precisa: ter taxa de atualização a partir de 8 kHz (ou 8.000 Hz), isto é, comunicar sua movimentação para o computador na frequência de 8 mil vezes por segundo; ter sensor de pelo menos 20.000 DPI (pontos por polegada), que mede quantos pixels o ponteiro se desloca a cada polegada física que o mouse é movimentado – quanto mais DPIs, mais sensível o mouse é a movimentos; estar em superfícies que permitam a propagação de sinais de áudio, como mesas de madeira até 3 cm de espessura; estar parado ou com movimento mínimo, para que a captura do sensor não tenha interferências; transmitir dados para programas que fazem registros da movimentação do mouse e que poderiam ser controlados por hackers. Os mouses que podem ser alvo desse ataque são voltados para games e custam a partir de R$ 200 no Brasil. Além disso, a conversa gravada pelo dispositivo deve ter um volume adequado, de 60 a 80 decibéis, o que cobre conversas típicas no escritório ou em casa. Ataque exige tratamento de áudio Ainda segundo pesquisadores, a vibração captada pelo mouse tem baixa qualidade. Para resolver isso, hackers precisariam filtrar os sinais e convertê-los de volta em ondas sonoras. "Os ruídos têm características específicas, estão em outras frequências. Há filtros que eliminam frequências mais baixas e mais altas, tiram o chiado e ficam com os picos [de ondas sonoras]", explicou Guilherme Neves, professor de cibersegurança da faculdade Ibmec. "Esse pico é colocado em um algoritmo e será interpretado como um fonema, isto é, alguma coisa que a pessoa está falando". Os pesquisadores da Universidade da Califórnia apontaram que a possibilidade de um ataque por meio do mouse é um exemplo de como a disseminação de dispositivos de alta qualidade e baixo custo é boa para usuários, mas pode trazer riscos. "Câmeras, relógios inteligentes, carros e um mundo de sensores e dispositivos mandam informações para a nuvem e podem ser subvertidos para vazar dados. Há muitos pontos de vulnerabilidade", disse Cleórbete Santos, professor de Computação da Universidade Presbiteriana Mackenzie. "Quanto mais dispositivos colocamos ao nosso redor, mais estamos aumentando a superfície de ataque e mais poderemos ser atacados", afirmou. Ligações de números parecidos: entenda como as chamadas adulteradas são feitas

PF prende hacker de BH em operação contra rede internacional de ataque cibernético

Publicado em: 18/10/2025 13:48

Hacker de BH é preso em São Paulo suspeito de integrar grupo internacional de ataques cibernéticos A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta sexta-feira (17), um homem de Belo Horizonte (MG) que foi detido no estado de São Paulo. Ele é suspeito de participar de uma organização criminosa transnacional especializada em ataques cibernéticos do tipo ransomware (entenda abaixo). A ação fez parte da Operação Decrypt, para desarticular o grupo. O objetivo da investigação é esclarecer a participação do brasileiro no grupo internacional de hackers, responsável por sequestrar dados de vítimas e exigir o pagamento de resgate, geralmente em criptomoedas, para a liberação das informações. De acordo com a PF, foram cumpridos um mandado de prisão temporária e um de busca e apreensão em São Paulo, além de dois mandados de busca e apreensão em Minas Gerais. Os três endereços alvos das buscas estão ligados ao suspeito. O que é 'ransomware'? O ransomware é um tipo de ataque em que os sistemas das vítimas são invadidos e os dados são criptografados (codificados). Os criminosos, então, exigem um pagamento para fornecer a chave de descriptografia e liberar as informações. A PF alerta que esse tipo de crime causa graves prejuízos financeiros e operacionais às vítimas, com interrupção de serviços e perdas que podem alcançar milhões de reais. As medidas judiciais foram expedidas com base em indícios da prática de crimes como: Invasão de dispositivos informáticos; Extorsão digital; Organização criminosa; Lavagem de dinheiro. Dinheiro apreendido na Operação Decrypt Divulgação/Polícia Federal

Palavras-chave: cibernéticohackerhackers

Microsoft encerra suporte ao Windows 10 nesta terça; veja consequências

Publicado em: 14/10/2025 00:01

Windows decreta fim da temida 'tela azul'; veja como será nova versão A Microsoft encerra nesta terça-feira (14) o suporte ao Windows 10, lançado em 2015. A partir de agora, o sistema não receberá mais atualizações, correções de segurança nem suporte técnico. A Microsoft recomenda que os usuários migrem para o Windows 11, disponível desde 2021. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Quais são as consequências para os usuários? Nem todos os computadores são compatíveis com a transição do Windows 10 para o Windows 11. Para esses casos, a Microsoft oferece um pacote de atualizações estendidas, com duração de um ano e preço de US$ 30 (cerca de R$ 163). Quantos usuários serão afetados? Procurada pela AFP, a Microsoft não informou quantos usuários seriam afetados pelo fim do suporte. Segundo a Consumer Reports, cerca de 650 milhões de pessoas em todo o mundo ainda usavam o Windows 10 em agosto. O Public Interest Research Group estima que até 400 milhões de computadores não são compatíveis com o Windows 11. LEIA MAIS: Windows decreta fim da temida 'tela azul'; veja como será nova versão Como o WhatsApp Web virou porta de entrada para ataque hacker com foco no Brasil Ataque no WhatsApp pode roubar senhas de usuários; veja como se proteger Associações protestam contra decisão da Microsoft Entidades de defesa do consumidor protestaram contra o fim do suporte ao Windows 10. Nos Estados Unidos, a Consumer Reports afirmou que computadores incapazes de rodar o Windows 11 ainda eram vendidos em 2022 e 2023, o que deve torná-los obsoletos em apenas três anos. Na França, uma coalizão com 22 associações lançou uma petição pedindo atualizações gratuitas até 2030. Quais são os riscos? Usuários que permanecerem no Windows 10 podem ficar mais expostos a ataques cibernéticos, alertam especialistas. "Ao deixar de receber as atualizações, ele não estará mais protegido contra as ameaças cibernéticas mais recentes", diz Martin Kraemer, analista de segurança da KnowBe4. Ele afirma que o Windows 10 tende a se tornar alvo preferencial de hackers que exploram falhas de segurança. O analista Paddy Harrington, da consultoria americana Forrester, alerta que aplicativos também podem ser afetados. "Os desenvolvedores dependem do sistema operacional para garantir certas funções. Sem atualizações, o fornecedor não pode garantir que seu aplicativo continue funcionando corretamente", diz Harrington. O antivírus é uma alternativa? Questionados sobre a eficácia dos programas antivírus, os especialistas apontam que eles são insuficientes para um sistema operacional desatualizado. "A proteção desses programas tem um limite. É melhor do que nada, mas essa é uma solução temporária", diz Paddy Harrington. Quem não puder instalar o Windows 11 também pode migrar para outro sistema, como o Linux, que é gratuito. "Se os aplicativos forem compatíveis com esse sistema operacional e as ferramentas de gerenciamento e segurança o suportarem, é uma boa opção", afirma Harrington. Microsoft Windows 10 foi lançado em 2015 Unsplash Torres com câmeras se espalham e levantam alerta sobre privacidade

Senac SC amplia ações em tecnologia com cursos gratuitos e Congresso

Publicado em: 13/10/2025 11:52

Para contribuir com a formação tecnológica em Santa Catarina, o Senac anunciou novos investimentos e iniciativas na área da atuação. A instituição promove cursos online gratuitos de TI para todos os públicos, investimentos em laboratórios inteligentes e eventos de grande porte, como o 2º Senac.TECH, para socializar a educação tecnológica e preparar profissionais para o mercado de trabalho na nova Era Digital. Com essas ações, o Senac busca formar especialistas em tecnologia, promover inclusão digital e oferecer oportunidades de desenvolvimento para estudantes e profissionais de diferentes níveis de experiência. A iniciativa contempla parcerias estratégicas com empresas globais, infraestrutura de ponta e programas educacionais inovadores, que contribuem para posicionar a instituição como referência em capacitação tecnológica. Capacitação gratuita objetiva popularizar temas da nova Era Digital Uma das novidades anunciadas pelo Senac é a Missão de Transformação Cisco 2025, lançada esta semana. A iniciativa oferece seis cursos online introdutórios e totalmente gratuitos com os temas: Alfabetização Digital, Introdução à IA Moderna, Introdução à Cibersegurança, Fundamentos de Hardware de Computador, Uso de Computadores e Dispositivos Móveis e Introdução à IoT [Internet das coisas] e à Transformação Digital. Senac investe em conceito de laboratórios smart com equipamentos de alto desempenho e comando de voz para controle de som, projetor e iluminação Divulgação Os cursos têm duração de 4 a 6 horas, com Certificado Cisco e distintivo digital para compartilhamento no Linkedin e redes sociais. As inscrições estão abertas e os cursos ficarão disponíveis até 23 de novembro pelo site da Transformação Digital Cisco/Senac SC 2025. Gabriel Bello Barros, líder nacional das academias Cisco, comenta que a parceria com o Senac SC é fundamental para o sucesso da Missão, que tem levado conteúdo gratuito de tecnologia por toda a América Latina. — Essa iniciativa conecta talentos às demandas do mercado por meio de uma ampla rede de parcerias com instituições públicas, privadas e do terceiro setor — comenta. A Missão de Transformação Digital faz parte do Netacade da Cisco, maior programa social de tecnologia do mundo, que já alcançou mais de 25 milhões de pessoas. O programa envolve uso de ferramentas educacionais como a plataforma de cursos gratuitos, maratonas e missão de cibersegurança voltada também para empregabilidade, como o evento Capture The Flag (CTF), realizado em abril na Faculdade Senac Joinville, hub estadual de tecnologia da instituição. O evento reuniu profissionais de cibersegurança da região com simulações de ataques hackers e premiação em dinheiro. Congresso reúne parceiros da Oracle, Cisco, IBM e Lightera e reforça SC como polo tecnológico Outra iniciativa promovida pela instituição é o evento Senac.TECH, que está na segunda edição este ano e será realizado nos dias 22 e 23 de outubro no Hub de Tecnologia do Senac em Joinville. O Congresso reúne grandes nomes do setor, como IBM, Oracle, Lightera e Cisco, e contará com palestras, workshops práticos e networking com profissionais e empresas de referência no mercado. — O Senac.TECH é direcionado não somente a quem está dando os primeiros passos na área de tecnologia, mas também a profissionais e estudantes que já possuem alguma experiência. A programação foi especialmente pensada para elevar o nível técnico dos participantes e inspirar novos talentos — explica Ronaldo Ribeiro, diretor da Faculdade Senac Joinville. Durante o Congresso, acontecerão workshops práticos, com temas como Escaneamento e Impressão 3D, IA Generativa na prática, Redes Gpon, Assessment de Segurança em ambientes AWS, Governança de TI em tempos de IA e Segurança como Serviço (SSE). O evento oferece certificados de participação e dos workshops. As inscrições devem ser feitas pelo site Senac.TECH 2025. Infraestrutura tecnológica: Senac investe em laboratórios inteligentes com tecnologia de ponta O Senac SC também tem investido em infraestrutura, a exemplo dos Laboratórios Infinity, ambientes inteligentes equipados com tecnologias de ponta, que incluem processadores de alto desempenho, placas de vídeo avançadas, dois monitores por estação e integração via comandos de voz para controle de iluminação, projetor e som. — A implantação dos Laboratórios Infinity traz avanços significativos na formação tecnológica dos alunos ao modernizar a infraestrutura com ambientes automatizados, equipamentos de alto desempenho e integração local com o ecossistema de tecnologia. Essa estrutura promove experiências práticas, inspira e aproxima os alunos do mercado de trabalho — afirma Juliano Vieira, gestor estadual do eixo de Tecnologia da Informação do Senac SC. Além disso, a instituição lançará, em breve, uma carreta-escola que percorrerá o estado com cursos de TI, e assim, garantir acesso à educação tecnológica em regiões mais afastadas. Educação corporativa: Senac Empresas oferece mais 10 cursos gratuitos na área de TI, sobre e-commerce, inovação e transformação digital Além dos cursos da Missão de Transformação com a Cisco, o Senac também conta com cursos gratuitos voltados para Educação corporativa, que também podem ser feitos de forma online. Dos atuais 70 cursos online gratuitos disponíveis na plataforma Senac Empresas, onze estão focados em inovação e tecnologia. Entre os cursos livres, estão IA Aplicada, Desmistificando a Inovação, Empreendedorismo e Lean Startup, Abordagens para Inovação, Princípios do Design Thinking e Inovação, Negócios e Tecnologia. Para empresas parceiras, há cursos exclusivos de E-commerce e dropshipping; IA, machine learning e phygital no varejo, entre outros. O cadastro da empresa como parceira também é gratuito, bastando incluir os sites da empresa no site. Cada empresa recebe um token para disponibilizar os cursos aos colaboradores. A iniciativa visa estimular as empresas a conversarem com seus colaboradores para incentivá-los sobre a importância da busca pela formação contínua. Parcerias estratégicas O Senac SC ainda conta com diversas parcerias e, recentemente, tornou-se Centro de Treinamento Autorizado Lightera e Academy Support Center da Cisco. Com isso, passou a oferecer cursos de cabeamento estruturado, fibra ótica, gestão de TI e certificação de professores. — A principal contribuição dessa parceria é permitir que o profissional formado no Senac saia com uma visão completa de infraestrutura, desde a camada física até a área de segurança, oferecendo ao mercado um nível de valor e experiência maior — afirma Flávio Marques, gerente sênior de marketing e comunicação da Lightera. Além de Cisco e Lightera, o Senac SC está iniciando também colaborações com IBM e Oracle. Essas parcerias permitem acesso a certificações internacionais, tecnologias de ponta e integração a redes de conhecimento do mercado. Clique aqui para participar da Missão de transformação Digital Cisco/Senac SC. Confira aqui os cursos de educação corporativa disponíveis na plataforma Senac Empresas. Acesse aqui a programação completa do 2º Senac Tech. Inscrições no site senactech.sc.senac.br.

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Como o WhatsApp Web virou porta de entrada para ataque hacker com foco no Brasil

Publicado em: 12/10/2025 03:01

Ataque no WhatsApp pode roubar senhas de usuários; veja como se proteger Baixar arquivos suspeitos no WhatsApp Web pode abrir caminho para criminosos assumirem o controle de computadores e roubarem senhas, informaram pesquisadores da empresa de cibersegurança Trend Micro. O vírus, batizado de Sorvepotel, se espalha por meio de arquivos enviados em conversas e grupos de WhatsApp e usam e-mails como uma segunda forma de se espalhar. Caso sejam executados na máquina da vítima, eles se infiltram no computador de forma persistente. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça "É aberta uma porta de comunicação e, a partir disso, o sistema de ataque passa a receber instruções externas", explica Marcelo Sanches, líder técnico da Trend Micro Brasil. "A máquina da vítima fica sob comando do atacante". Como o vírus só funciona em computadores com Windows, os cibercriminosos enviam mensagens como "Baixa o ZIP no PC e abre" acompanhadas de comprovantes de pagamento e orçamentos falsos. Segundo a Trend Micro, o ataque se concentra em: roubar credenciais ao exibir versões adulteradas de sites de bancos e corretoras de criptomoedas; assumir o controle do WhatsApp Web para enviar o mesmo arquivo malicioso para todos os contatos da vítima. De acordo com a Trend Micro, 457 das 477 infecções registradas até agora ocorreram no Brasil. Os pesquisadores apontaram o foco no país porque o arquivo faz checagens de idiomas, localização, formato de data para validar que o usuário é brasileiro. O WhatsApp orienta usuários a clicarem apenas em links ou arquivos de pessoas conhecidas e diz que trabalha para tornar o aplicativo mais seguro (leia a nota ao final). 'Atriz' criada por inteligência artificial gera protestos em Hollywood Elon Musk se torna a 1ª pessoa a acumular fortuna de US$ 500 bilhões Mensagem no WhatsApp induz vítima a baixar vírus Reprodução/Trend Micro Até mesmo o nome Sorvepotel indica o direcionamento para o Brasil: os servidores usados pelo vírus para enviar comandos de ataques estão em endereços que lembram a expressão "sorvete no pote". Em computadores infectados, o malware também cria um arquivo de inicialização, garantindo que o sistema malicioso continue ativo mesmo após reiniciar a máquina. Ainda não há registros expressivos de roubo de dados ou bloqueio de arquivos, indicando que o objetivo neste momento é se espalhar para novos dispositivos, segundo a Trend Micro. O ataque também pode fazer com que a conta da vítima seja banida do WhatsApp, já que o envio automático de mensagens para outros contatos pode ser identificado como spam. Como se proteger Os pesquisadores afirmam que criminosos parecem ter como foco computadores corporativos, mas atacam em contas de WhatsApp Web de funcionários, que usam os dispositivos para ver mensagens pessoais. O vírus não explora falhas do WhatsApp, mas aproveita a distração das vítimas, diz Marcelo Sanches, da Trend Micro. Segundo ele, a ação permite transformar a máquina em um "zumbi" sob controle dos hackers. Os pesquisadores da Trend Micro orientam usuários e empresas a: desativar downloads automáticos no WhatsApp restringir downloads em dispositivos corporativos realizar treinamentos sobre riscos de baixar arquivos suspeitos; desconfiar de mensagens que pedem permissões em navegadores; confirmar com a pessoa por outros meios (telefone ou pessoalmente) se o envio do arquivo foi intencional. Leia a nota do WhatsApp: "Independentemente do serviço de mensagens que você use, só clique em links ou abra arquivos de pessoas que você conhece e confia. Estamos sempre trabalhando para tornar o WhatsApp o lugar mais seguro para a comunicação privada, e é por isso que criamos camadas de proteção que oferecem mais contexto sobre com quem você está conversando ao receber uma mensagem de alguém que você não conhece – além de proteger suas conversas pessoais com a criptografia de ponta a ponta."