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Ataque no WhatsApp com foco no Brasil pode roubar senhas de usuários; veja como se proteger

Publicado em: 09/10/2025 00:01

Veja os vídeos que estão em alta no g1 Sua conta no WhatsApp Web pode ser atacada por um novo vírus que induz vítimas a baixar arquivos que tomam o comando do computador e roubam senhas de banco. Para piorar, ele é capaz de se replicar em mensagens para seus contatos e grupos no aplicativo. Batizado de Sorvepotel, o vírus também utiliza e-mails como uma segunda forma de se espalhar, de acordo com pesquisadores da empresa de cibersegurança Trend Micro que identificaram o ataque (veja ao final como se proteger). O nome tem uma origem curiosa: os servidores usados pelos cibercriminosos para enviar comandos de ataques estão em endereços que lembram a expressão "sorvete no pote". 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O Brasil é o foco deste ataque e registrou 457 das 477 vítimas identificadas até agora, de acordo com a Trend Micro. Até o momento, não houve casos significativos de roubo de dados ou bloqueio de arquivos, indicando que o objetivo atual do vírus é se espalhar para mais dispositivos, afirmam os pesquisadores. O WhatsApp orienta usuários a clicarem apenas em links ou arquivos de pessoas conhecidas e diz que trabalha para tornar o aplicativo mais seguro (leia a nota ao final). 'Atriz' criada por inteligência artificial gera protestos em Hollywood Elon Musk se torna a 1ª pessoa a acumular fortuna de US$ 500 bilhões Como funciona o ataque Os criminosos usam o WhatsApp para disparar supostos comprovantes de pagamento ou orçamentos de empresas, por exemplo. "Baixa o [arquivo] ZIP no PC e abre", diz uma das mensagens. Um ZIP permite comprimir vários arquivos e pastas em apenas um arquivo, facilitando a transferência de conjuntos de dados. Ao optar por esse formato, os criminosos podem enviar de uma só vez para a vítima comandos maliciosos em mais de um arquivo. Segundo a Trend Micro, o ataque se concentra em: roubar credenciais ao exibir versões adulteradas de sites de bancos e corretoras de criptomoedas; assumir o controle do WhatsApp Web para enviar o arquivo malicioso para todos os contatos da vítima. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirma que o sistema bancário "possui robustas estruturas de monitoramento de seus sistemas e utiliza o que há de mais moderno em termos de tecnologia e segurança da informação". Uma das estratégias é instalar um arquivo que é executado a cada inicialização da máquina, garantindo que o vírus esteja sempre ativo. Para a vítima, além de ter suas senhas roubadas, há o risco de ter a conta banida no WhatsApp. Isso porque a plataforma pode considerar o envio repetido de mensagens como spam, uma prática não recomendada. Mensagem no WhatsApp induz vítima a baixar vírus Reprodução/Trend Micro Hackers tomam controle do computador Capaz de transformar a máquina em um "zumbi", a tática se aproveita da distração das vítimas e não envolve uma falha no WhatsApp, segundo o líder técnico da Trend Micro Brasil, Marcelo Sanches. "É aberta uma porta de comunicação e, a partir disso, o sistema de ataque passa a receber instruções, podendo se atualizar ou receber comandos externos. A máquina da vítima fica sob comando do atacante". A investigação apontou que o Sorvepotel afetou "mais organizações governamentais e de serviços públicos, mas também vitimou organizações de indústria, tecnologia, educação e construção". "Nesse momento, esse ataque é orientado a vítimas no Brasil. Tanto é que na execução do malware, ele faz algumas checagens de idiomas, localização, formato da data para validar se aquilo tem relação com um usuário brasileiro". Como se proteger A Trend Micro diz que criminosos parecem ter como foco computadores corporativos, mas atacam em contas de WhatsApp Web de funcionários, que usam os dispositivos para ver mensagens pessoais. Os pesquisadores orientam funcionários e empresas a: desativar downloads automáticos no WhatsApp restringir downloads em dispositivos corporativos realizar treinamentos sobre riscos de baixar arquivos suspeitos; desconfiar de mensagens que pedem permissões em navegadores; confirmar com a pessoa por outros meios (telefone ou pessoalmente) se o envio do arquivo foi intencional. Leia a nota do WhatsApp: "Independentemente do serviço de mensagens que você use, só clique em links ou abra arquivos de pessoas que você conhece e confia. Estamos sempre trabalhando para tornar o WhatsApp o lugar mais seguro para a comunicação privada, e é por isso que criamos camadas de proteção que oferecem mais contexto sobre com quem você está conversando ao receber uma mensagem de alguém que você não conhece – além de proteger suas conversas pessoais com a criptografia de ponta a ponta." Leia a nota da Febraban: "O Cyber Lab Febraban monitora incidentes e ataques dessa natureza desde sua criação, em 2020. Nesse período, já foram mais de 149.000 eventos compartilhados com associados e parceiros através de sistemas, relatórios e reuniões de inteligência. O sistema bancário possui robustas estruturas de monitoramento de seus sistemas e utiliza o que há de mais moderno em termos de tecnologia e segurança da informação, como mensageria criptografada, autenticação biométrica, tokenização, e usam tecnologias como big data, analytics e inteligência artificial em processos de prevenção de riscos. Estes processos são continuamente aprimorados, considerando os avanços tecnológicos e as mudanças no ambiente de riscos. Neste ano deverão investir quase R$ 48 bilhões em tecnologia e segurança da informação, por meio do monitoramento constante de suas respectivas infraestruturas, sendo que deste total 10% são voltados para a prevenção a fraudes segurança."

BC anuncia novas ações de segurança para instituições financeiras que operam o PIX

Publicado em: 26/09/2025 19:29

O Banco Central (BC) anunciou, nesta sexta-feira (26), novas ações voltadas ao reforço da segurança do Sistema Financeiro Nacional por meio de uma resolução que altera o regulamento do PIX. Desde o início de setembro, um conjunto de medidas vem sendo apresentado em resposta aos recentes ataques do crime organizado a instituições financeiras e empresas de pagamento. No começo de setembro, Banco Central endureceu regras para dificultar uso do sistema financeiro pelo crime organizado e criou um teto para o PIX O texto apresentado hoje estabelece mudanças no ecossistema da ferramenta, como: exclusão do participante (instituição financeira) que não atenda a exigência de patrimônio líquido mínimo de R$ 5 milhões, sem o qual haverá a perda da condição de participante do serviço; aumento de 12 para 60 meses do prazo para que os participantes sancionados com a pena de exclusão do Pix possam apresentar novo pedido de adesão; permissão para que os participantes (instituições financeiras) estabeleçam limites de valor por transação com base exclusivamente no perfil de risco e comportamento do cliente, desvinculando a obrigatoriedade de ter o mesmo limite da TED; ampliação do bloqueio cautelar para pessoas jurídicas, anteriormente aplicável apenas a pessoas físicas; obrigatoriedade de que instituições que criem ou aceitem notificação para marcação de fraude transacional restrinjam a iniciação e o recebimento de transações PIX e rejeitem pedido de registro, de portabilidade e de reinvindicação de posse de chave PIX em qualquer conta transacional mantida por aquele cliente naquela instituição. Relembre medidas já anunciadas No começo de setembro, a autoridade monetária já havia anunciado medidas para fortalecer o sistema financeiro. Crescimento do PIX e falhas de segurança: por que ataques a bancos têm se repetido? Após ataques de hackers, BC anunciou limites para transferências via PIX e regras mais rígidas para autorização de novas instituições 📄Entre as medidas já divulgadas naquele momento estão: Limites de transferências O valor de transferências via TED e PIX foi limitado em R$ 15 mil para instituições de pagamento não autorizadas e as que se conectam à Rede do Sistema Financeiro Nacional via Prestadores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTIs). A limitação poderá ser removida quando o participante e seu respectivo PSTI atenderem aos novos processos de controle de segurança. Transitoriamente, os participantes que atestarem a adoção de controles de segurança da informação poderão ser dispensados da limitação por até 90 dias. Prévia autorização para novas instituições de pagamentos A autoridade monetária informou que nenhuma instituição de pagamento poderá começar a operar sem prévia autorização. "Além disso, o prazo final para que instituições de pagamento não autorizadas a funcionar pelo BC solicitem autorização para funcionamento será antecipado de dezembro de 2029 para maio do ano que vem", acrescentou o BC. Medidas incluíram mudanças em limites das transações e autorização de empresas para atuarem usando o sistema de pagamentos. Getty Images via BBC Controles adicionais no PIX O Banco Central informou que haverá controles adicionais às instituições de pagamento. "Somente integrantes dos segmentos S1, S2, S3 ou S4 que não sejam cooperativas poderão atuar como responsáveis no PIX por instituições de pagamento não autorizadas. Os contratos vigentes deverão ser adequados em até 180 dias", explicou o BC é época do anúncio. 🔎 A segmentação em S1, S2, S3 e S4 é uma classificação do BC para as instituições financeiras, conforme o porte dessas entidades. O objetivo da segmentação é a aplicação de regras de regulamentação e fiscalização proporcionais ao tamanho e ao risco de cada instituição. Certificação técnica O BC também informou que poderá requerer "certificação técnica ou avaliação emitida por empresa qualificada independente que ateste o cumprimento dos requisitos autorizativos". "A instituição de pagamento que já estiver prestando serviços e tenha seu pedido de autorização indeferido deverá encerrar suas atividades em até 30 dias", disse o BC. Capital mínimo para prestadores de serviços de tecnologia Também foram elevados, de acordo com a instituição, os requisitos e controles para o credenciamento das Provedoras de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTIs). Os requerimentos de governança e de gestão de riscos foram ampliados. Passa-se a exigir capital mínimo de R$ 15 milhões. O descumprimento, segundo o BC, estará sujeito à aplicação de medidas cautelares ou até ao descredenciamento. Os PSTIs em atividade têm até quatro meses para se adequarem.

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Cibersegurança: como proteger a sua empresa contra ataques digitais

Publicado em: 22/09/2025 14:02

O Brasil na mira dos cibercriminosos Com a transformação digital acelerada e cada vez mais serviços e operações migrando para o online, o crime cibernético se tornou uma realidade preocupante. De pequenos comércios a grandes corporações, nenhuma empresa está imune às ameaças digitais e precisa se conscientizar sobre a importância de blindar seu negócio contra ataques cibernéticos, especialmente no Brasil, que ocupa uma posição negativa nesse cenário. Segundo o Panorama de Ameaças para a América Latina 2024, o país ocupa o segundo lugar no ranking mundial, registrando mais de 700 milhões de ataques em apenas um ano, o equivalente a 1.379 tentativas de invasão por minuto. Em paralelo, o Brasil aparece também em segundo lugar nas Américas em maturidade de cibersegurança, segundo o Índice Global de Segurança Cibernética da UIT, o que reforça a necessidade de investimentos contínuos em proteção digital. Por que os ataques acontecem e quais são os mais comuns? Vários fatores contribuem para o aumento dos crimes cibernéticos, começando pela dependência crescente de plataformas digitais para promover produtos e serviços. Outro motivo é que nem sempre os sistemas conseguem acompanhar a velocidade da transformação digital e acabam ficando desprotegidos. Para completar, os criminosos estão cada vez mais sofisticados, se valendo de técnicas avançadas para explorar falhas técnicas e comportamentais nas empresas. Entre as ameaças mais frequentes estão: Malware: softwares maliciosos que destroem ou roubam dados e até mesmo apagam arquivos essenciais para a execução do sistema operacional Ransomware: mantém dados ou sistemas como reféns até que um resgate seja pago Engenharia social: inclui técnicas como o pishing, que envolve usar mensagens falsas para roubar credenciais, expor dados confidenciais ou espalhar malware Ataques à cadeia de abastecimento: exploram fornecedores e prestadores de serviços para prejudicar múltiplos alvos simultaneamente DDoS (negação de serviço distribuída): sobrecarregam servidores com tráfego excessivo, interrompendo serviços Malwares estão entre as ciberameaças mais frequentes nas empresas. DIvulgação: Freepik Como a sua empresa pode se proteger: 7 dicas essenciais Segundo Marcelo Souza, Diretor de Tecnologia da Informação e Inovação da Ligga Telecom, os cibercriminosos têm se aproveitado da ausência de práticas básicas de segurança para promover ataques cibernéticos. Para se proteger, a sua empresa precisa de uma estratégia completa, que envolva tecnologia, processos e pessoas: Conscientizar e treinar os colaboradores em cibersegurança, já que os funcionários são a primeira linha de defesa contra phishing e outras ameaças digitais; Usar senhas fortes e autenticação multifator em todas as contas comerciais para reduzir acessos não autorizados; Garantir que todos os softwares e sistemas estejam atualizados com a versão mais recente, o que ajuda a eliminar as brechas exploradas por hackers; Fazer backup dos dados com frequência e testar o funcionamento dos processos de backup e recuperação periodicamente, para garantir a recuperação rápida das informações em caso de ataque; Utilizar tecnologias de proteção avançadas, como firewalls, sistemas de detecção de invasão, antivírus e criptografia; Reforçar as práticas de segurança para trabalho remoto, incluindo VPNs e dispositivos protegidos com softwares atualizados; Contar com planos de resposta a incidentes, que preparem a empresa para agir rapidamente diante de um ataque cibernético. Soluções da Ligga Telecom que elevam a proteção digital da sua empresa Para complementar as boas práticas de cibersegurança, investir em soluções robustas faz toda a diferença na hora de proteger a sua empresa contra ataques, entre elas: Anti-DDoS: bloqueia ameaças que tentem derrubar sistemas com sobrecarga de tráfego, protegendo a disponibilidade da rede e a continuidade dos serviços; Segurança integrada SD-WAN: combina performance de rede com recursos avançados de cibersegurança, garantindo conectividade estável, visibilidade centralizada e defesa contra ameaças como ransomware, especialmente em empresas com ambientes distribuídos. Além de ser referência em telecomunicações no Paraná, a Ligga Telecom também se compromete com a segurança digital de empresas e órgãos governamentais em larga escala. Com soluções de backup robustas, muralhas digitais e recursos de segurança avançados como anti-DDoS e proteção integrada SD-WAN, a Ligga pode ajudar a sua empresa a proteger dados sensíveis e se blindar contra ataques digitais. “Graças à estrutura de backup da Ligga, recentemente fizemos a restauração de um sistema atacado por ransomware em apenas 48 horas”, finaliza Marcelo. Tudo o que não pode parar no Paraná está conectado pela Ligga Telecom. Conheça as nossas soluções e proteja ainda mais a sua empresa.

Protestos da geração Z podem estar virando uma 'primavera asiática'? Entenda

Publicado em: 21/09/2025 04:01

Jovens tiram selfie com o palácio do governo do Nepal em chamas ao fundo, em 9 de setembro de 2025 AP Photo/Niranjan Shrestha De invasões a palácios a fugas de chefes de Estado, vários países asiáticos vêm passando por transformações políticas lideradas por uma geração nascida na era digital. Com amplo conhecimento digital, a chamada geração Z –termo que se refere a pessoas nascidas aproximadamente entre 1997 e 2012– emergiu como uma força política, desafiando o autoritarismo, a corrupção e a desigualdade econômica com ativismo de rua. ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp No Nepal, protestos de jovens contra a proibição das redes sociais e a corrupção derrubaram o governo do primeiro-ministro Khadga Prasad Oli na semana passada. Manifestantes invadiram e incendiaram prédios governamentais e casas de ministros. O Parlamento foi dissolvido e novas eleições foram convocadas. A Indonésia também testemunhou protestos em larga escala recentemente, desencadeados por insatisfação da população com benefícios generosos concedidos aos congressistas do país, entre outras queixas. O governo do presidente Prabowo Subianto mal conseguiu se manter e se esforçou para atender às demandas dos jovens, demitindo ministros e revogando as regalias. Em Bangladesh, protestos em massa liderados por estudantes em julho e agosto de 2024 encerraram o governo de 15 anos da primeira-ministra Sheikh Hasina e a forçaram a fugir para a vizinha Índia. Em 2022, distúrbios ocorridos no Sri Lanka em meio à turbulência econômica levaram à deposição do então presidente Gotabaya Rajapaksa. Nesta reportagem, você vai ver: Falha em compreender os anseios da juventude Uma mudança geracional? Traçando seu próprio caminho Falha em compreender os anseios da juventude Bloqueio de redes sociais no Nepal provoca onda de manifestações e protestos derrubam o governo Alguns especialistas comparam a situação na Ásia à Primavera Árabe, uma série de protestos em massa no Oriente Médio e Norte da África no início da década de 2010, impulsionados pelo descontentamento generalizado com a corrupção e as dificuldades econômicas, que derrubaram vários governos, incluindo os da Tunísia, Egito, Líbia e Iêmen. O resultado, porém, foi tudo menos triunfante. A Primavera Árabe deu lugar a anos de agitação e frágeis transições de poder. Apesar das diferenças nos cenários políticos, especialistas afirmam que as questões que desencadearam a Primavera Árabe são semelhantes às que desencadearam a agitação em lugares como Sri Lanka, Bangladesh e Nepal. Eles citam frustração e descontentamento generalizados com a corrupção, dificuldades econômicas e má governança. Annisa R. Beta, professora de estudos culturais na Universidade de Melbourne, também destacou o poderoso papel desempenhado pelas redes sociais na disseminação do descontentamento e na facilitação de manifestações lideradas por jovens. Essa mudança, segundo afirmou, tornou o controle centralizado sobre os jovens quase impossível. "As gerações mais jovens, a geração Z, a geração Alfa, não estão interessadas em ser lideradas por apenas uma figura carismática", disse Beta à agência de notícias Deutsche Welle. Os jovens, segundo a especialista, se identificam mais ​​com um movimento descentralizado que permanece fortemente focado em seus objetivos. Ishrat Hossain, pesquisadora do Instituto Alemão de Estudos Globais e Regionais (Giga) compartilha uma visão semelhante. "Em muitos casos, as plataformas digitais sociais amplificaram o impacto dos protestos nas ruas e forneceram meios para o surgimento de líderes não tradicionais, como rappers e hackers", afirmou. Uma mudança geracional? Jovens celebram após queda do primeiro-ministro do Nepal, em 9 de setembro de 2025 AP Photo/Niranjan Shrestha O músico Rajat Das Shrestha é uma das figuras mais proeminentes do movimento da geração Z no Nepal. Ele acredita que em todos esses países, as causas da agitação são sempre as mesmas. "Acredito que a corrupção e a mentalidade autoritária dos governos não são problemas apenas do Nepal ou de Bangladesh. Elas existem em graus variados em toda a região." Shrestha vê um padrão se desenvolvendo em toda a Ásia. Ele disse que a mensagem de Bangladesh e Sri Lanka foi clara: "governos podem cair quando os jovens se levantam." Se os governantes "continuarem a ignorar os sonhos e as frustrações dos jovens", afirmou, "eventos semelhantes acontecerão em muitos outros países desta região." Beta acredita que este movimento liderado por jovens não é algo passageiro, mas uma mudança geracional. "Esperamos um processo contínuo, um despertar político contínuo, marcado pela geração Z. Mas também veremos isso muito claramente entre as gerações Alfa e Beta", disse, se referindo aos nascidos após 2010. Traçando seu próprio caminho 'Nepo kids' do Nepal: ostentação nas redes sociais alimentou onda de protestos no país Embora as fagulhas iniciais nesses países possam parecer semelhantes, cada um deles traça seu próprio caminho. O Sri Lanka recuperou a estabilidade política e econômica nos últimos três anos. Sua economia está crescendo novamente a um ritmo aceitável, indicando uma recuperação cada vez mais forte de sua pior crise financeira em décadas. A Indonésia conseguiu preservar seu sistema atual, resistindo aos protestos recentes sem causar perturbações sistêmicas. Enquanto isso, Bangladesh está em uma posição precária, com o país preso entre reformas abrangentes e eleições democráticas, correndo o risco de mergulhar em um caos ainda mais profundo. A especialista do Giga, Hossain, permanece "cautelosamente otimista" sobre o que vem a seguir. "Sem a institucionalização de demandas de protesto mais amplas – por meio de mecanismos legais, alocação orçamentária e estruturas de supervisão – as vitórias de hoje podem se tornar a nostalgia de amanhã."

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Crescimento do PIX e falhas de segurança: por que ataques a bancos têm se repetido?

Publicado em: 21/09/2025 04:01

PF prende 8 por ataques hackers contra bancos A tentativa de invadir o sistema da Caixa Econômica Federal em 12 de setembro foi apenas mais um dos ataques planejados contra o PIX. Nos últimos dois meses, hackers conseguiram movimentar mais de R$ 1,2 bilhão de instituições financeiras. No caso do ataque à Caixa, o plano não foi concretizado. A Polícia Federal (PF) prendeu oito pessoas em flagrante, apreendeu um computador roubado do banco e disse que o grupo pode estar envolvido com as fraudes anteriores. A PF afirmou que o grupo conseguiu um notebook e uma credencial de acesso por meio do gerente de uma agência da Caixa no bairro do Brás, na cidade de São Paulo. O inquérito também indica que o banco alertou sobre a roubo do dispositivo. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo g1. O método foi parecido com os ataques contra a C&M Software e a Sinqia: bandidos acessaram senhas e sistemas internos para retirar valores das contas reservas das empresas, usadas para processar movimentações financeiras. Não houve ataque hacker à estrutura do Banco Central nem roubo de dinheiro de contas de clientes dos bancos. Especialistas ouvidos pelo g1 apontam que os ataques têm se repetido porque: o PIX cresceu muito desde sua criação em 2020 e se tornou mais visado por criminosos que buscam brechas de segurança em sistemas; faltam padrões de segurança mais elevados para todos os integrantes do PIX, além dos bancos mais conhecidos. A C&M Software e a Sinqia estão entre os seis intermediários que ligam instituições financeiras ao Banco Central. São os chamados Provedores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTI), que viraram alvo dos hackers. "Quando muitas instituições dependem de um mesmo intermediário, ele se torna um alvo atrativo. A concentração se torna um risco iminente. Há um único ponto de falha", explicou Nathália Carmo, sócia da consultoria de segurança cibernética IAM Brasil. Os ataques aproveitaram que a C&M Software e a Sinqia eram conhecidas dos sistemas dos bancos para fazer transações sem muitas barreiras, disse Nathália. Para ela, o monitoramento sobre esses intermediários precisa aumentar. "Quem deveria manter essa infraestrutura em conformidade é o intermediário. Ele precisa manter a segurança. É algo que foge da responsabilidade do banco", afirmou. As pistas que ajudaram a revelar ataque contra a C&M Software Por que ataque à C&M Software foi um dos mais graves já registrados no Brasil Novas regras após ataques Após os ataques, o Banco Central decidiu antecipar o prazo para todas as instituições de pagamento serem obrigadas a pedir autorização para continuarem operando. Em vez de dezembro de 2029, o limite agora é maio de 2026. Uma instituição de pagamento não autorizada consegue operar, mas não segue todas as regras do Banco Central. Dos 936 participantes do PIX, 78 não têm autorização expressa do Banco Central, segundo dados publicados pelo próprio órgão em 17 de setembro. BC reforça regras de instituições financeiras para impedir atuação do crime organizado A expectativa é que, com a exigência da autorização, haja mais controle sobre padrões de segurança das empresas. "Quando uma instituição é autorizada e está na lupa do BC diariamente, ela tem mais obrigações e precisa melhorar suas políticas de segurança e contra lavagem de dinheiro", explicou Abdul Assal, diretor de desenvolvimento de negócios da empresa de tecnologia financeira Galileo. Com o precedente criado após o caso da C&M Software, o Banco Central quer agora "separar o joio do trigo" e manter no sistema financeiro apenas quem tem condições de manter padrões mais elevados, avaliou Assal. "A instituição vai passar por um batalhão de análise e, caso seja aprovada, significa que ela realmente está aderente a todas aqueles requerimentos do BC". O que mais pode ser feito? Além das novas regras para instituições financeiras, é preciso haver mais filtros contra movimentações suspeitas, incluindo com uso de inteligência artificial, alertou Rocelo Lopes, CEO da empresa de compra e venda de criptomoedas SmartPay. "Se o banco puder pesquisar quem é o detentor da conta e no que ele está envolvido, ele poderá decidir segurar a transação. Criar políticas para poder identificar esse tipo de coisa seria o melhor caminho para o sistema centralizado". O segmento financeiro é o mais protegido, mas, com mais instituições a cada dia, precisa aumentar seu nível de maturidade, avaliou o diretor-geral da Netscout, Geraldo Guazzelli. "A maior fragilidade hoje, apesar de todo o ambiente, é o uso de credenciais legítimas obtidas com o roubo ou a compra", afirmou. "Mas a credencial por si não é algo que vai garantir o sucesso. Tem que ser encontrada uma falha. É uma associação de fatores".

Falha no ChatGPT pode ter exposto dados do Gmail a hackers

Publicado em: 19/09/2025 04:55 Fonte: Tudocelular

O uso de IA tem se popularizado pela facilidade e otimização de tarefas. Porém, esse tipo de tecnologia, assim como outras, também é suscetível à vulnerabilidades. Recentemente, a empresa de cibersegurança Radware identificou uma falha no ChatGPT que pode ter permitido o roubo de informações privadas de contas do Gmail. O problema estava na função de “pesquisa profunda”, capaz de analisar grandes quantidades de dados em aplicativos conectados, como Gmail e Google Drive. De acordo com os especialistas, bastaria que um hacker enviasse um e-mail “preparado” com comandos ocultos. Clique aqui para ler mais

Suspeito de hackear dados do governo para venda é preso pela polícia do RS; ele forneceu informações para preso por ameaçar influenciador Felca

Publicado em: 16/09/2025 08:31

Suspeito de hackear sistemas governamentais e vender dados a golpistas é preso em ação da polícia do RS Polícia Civil/Divulgação A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu duas pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de invasão de bancos de dados do governo para obter informações e vendê-las. Os hackers foram presos em Pernambuco e no Rio Grande do Norte durante cumprimento de mandados de prisão preventiva. De acordo com a Polícia Civil, um dos presos, um pernambucano de 26 anos, é suspeito de ter fornecido dados para o grupo do qual faz parte o homem preso por ameaçar o influenciador Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Provas obtidas pela Polícia Civil indicam que o suspeito invadiu o sistema de busca de ativos do Poder Judiciário (SISBAJUD) e teve acesso a 239 milhões de dados de chaves PIX. Além disso, diz ter obtido dados de veículos e de segurança pública do Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO) e do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (SINESP), além de sistemas de trânsito de mais de cinco estados. Por fim, afirma ter tido acesso a informações sobre fraudes bancárias, reconhecimento facial e de voos domésticos e internacionais da Polícia Federal. De posse dos dados, o suspeito vendia o acesso a eles. O homem preso no Rio Grande do Norte, de 26 anos, seria um intermediário e criou uma plataforma em grupos de WhatsApp para atrair outros criminosos e vender acesso a informações. Histórico de crimes Além do alvo preso no Rio Grande do Norte, o suspeito já havia fornecido dados para alvos de outras operações anteriores, como: "MDP" ou "Menor 7", preso no Pará em 12 de agosto por administrar painel de consulta de dados ilegal utilizada para fraudes "Oliver", preso no Espírito Santo em 24 de setembro por revender logins de sistemas do Poder Judiciário de diversos Estados para a prática de golpe do "falso advogado" "Federal", preso em 22 de julho na Paraíba por ataque ao sistema do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul "Lammer, F4llen ou Lucifage", preso em 25 de agosto oir ameaças ao influenciador Felca e suspeito de chefiar um grupo investigado pelo compartilhamento de arquivos de pedofilia, estupros virtuais, apologia ao nazismo, instigação ao suicídio e automutilação O esquema De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos utilizavam os dados obtidos para aplicar fraudes e outros crimes contra as vítimas. Foi possível mapear toda a cadeia de suprimentos do crime, identificando de forma incontestável a "Fonte" dos dados (em Pernambuco), um dos intermediários, administrador de plataformas de distribuição (no Rio Grande do Norte) e um dos principais operadores logísticos e financeiros da ponta, ligado a execução direta de fraudes (em São Paulo). VÍDEOS: Tudo sobre o RS

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Mãe processa Roblox e Discord após filho de 15 anos sofrer abuso online e tirar a própria vida

Publicado em: 16/09/2025 00:00

Plataforma de jogos Roblox é exibida em um tablet. AP/Leon Keith Uma mãe norte-americana está processando a Roblox e o Discord, plataformas de interação e jogos populares entre adolescentes, segundo divulgado pelo The New York Times na sexta-feira (12). Becca Dallas acusa os aplicativos de terem responsabilidade pela morte do seu filho de 15 anos. Ethan, que era autista, tirou a própria vida em 2024, depois de passar anos conversando com um homem de 37 anos que fingia ser um adolescente nas plataformas. O abusador o chantageava para enviar fotos íntimas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Ao g1, a Roblox lamentou o caso e reconheceu que a segurança infantil é um desafio para toda a indústria de jogos online. A plataforma afirmou que está cooperando com as autoridades e que está investindo em recursos de segurança (veja mais abaixo). Já o Discord afirmou que está “comprometido com a segurança”, e que exige que os usuários tenham pelo menos 13 anos. O aplicativo informou também que está usando tecnologia e equipes especializadas para remover conteúdos nocivos. Como funciona a Roblox? Os jogadores entram em um “metaverso”: um mundo virtual em que se comunicam por avatares e criam experiências próprias. A inscrição é gratuita. A plataforma é uma das mais usadas por crianças e tem mais de 40 milhões de usuários com menos de 13 anos, segundo o The New York Times. Como funciona o Discord? Como uma plataforma de comunicação digital que permite mensagens de texto, voz e vídeo. Seu público principal são adolescentes que jogam e conversam ao mesmo tempo. Roblox: o jogo infantil com um problema sexual 'Adultização de crianças': como ativar proteção no celular para limitar tempo e atividade do seu filho online Como o caso começou Ethan começou a jogar Roblox aos 7 anos, em 2015, com a supervisão dos pais, que ativaram controles parentais. Foi dentro do jogo que conheceu “Nate”, que dizia ser uma criança. Em certo momento, Nate ensinou Ethan a desativar alguns controles parentais da Roblox, segundo o The New York Times. A amizade virtual durou anos e migrou para o Discord, onde as conversas se tornaram abusivas. Sob ameaças, Ethan foi coagido a enviar fotos íntimas ao abusador. Em 2022, o adolescente apresentou crises de raiva e chegou a passar um ano em tratamento intensivo. Quatro meses após confessar o abuso à mãe, em 2024, o jovem tirou a própria vida. Meses mais tarde, autoridades da Flórida (EUA) identificaram “Nate” como Timothy O’Connor, de 37 anos, que já tinha sido preso por outro caso envolvendo pornografia infantil. Além do processo, Becca criou uma fundação em nome do filho — Ethan Dallas Hopeful Hearts Mental Health Scholarship — para apoiar crianças com problemas de saúde mental. Roblox e Discord sob pressão Discord: o que é a rede social usada para cometer crimes contra adolescentes? O processo movido por Becca Dallas se soma a uma onda de ações contra as empresas. Segundo o The New York Times, só em 2025, mais de 20 processos federais nos EUA acusaram a Roblox de facilitar exploração sexual infantil. Um deles foi aberto em agosto, quando a plataforma foi processada no estado da Louisiana, nos EUA, sob acusação de permitir que predadores sexuais “prosperem, se unam, cacem e vitimizem menores”. No mesmo mês, a Roblox sofreu pressão após suspender a conta de um youtuber que denunciava abusos cometidos dentro da plataforma. A decisão gerou críticas ao CEO do jogo, David Baszucki, e mobilizou campanhas nas redes sociais contra o aplicativo. O Discord também tem sido criticado por ser usado por abusadores contra menores. Agressores têm se aproveitado das transmissões em vídeo ao vivo da plataforma para, por exemplo, chantagear vítimas a cumprir desafios sob a ameaça de ter fotos íntimas vazadas, conforme reportagem do Fantástico mostrou em maio de 2023. Um caso que chamou atenção aconteceu em julho de 2024, quando a Justiça do Rio condenou um homem a 24 anos de prisão por usar o Discord para incentivar jovens a cometer crimes. Além disso, o Discord se tornou um ponto de encontro para propagadores de narrativas de contracultura, como o movimento incel (celibatário involuntário), grupos de hackers e investidores em criptomoedas, segundo a agência DW. Mudanças nas plataformas Em 2025, a Roblox afirmou ter adotado mais de 100 medidas de segurança. Entre elas está o recurso Conexões Confiáveis, lançado em julho, que usa selfies em vídeo e QR Code para liberar a comunicação entre adultos e adolescentes de 13 a 17 anos. No início de setembro, a plataforma também anunciou que vai expandir a verificação de idade para todos os usuários e limitar a comunicação entre adultos e adolescentes. Já o Discord lançou, em 2023, a ferramenta "Central da Família" (ou "Family Center", em inglês), que permite que responsáveis sejam informados sobre parte das atividades de seus filhos na plataforma. Com ela, os responsáveis conseguem saber com quais usuários seu filho adolescente está conversando e de quais comunidades do Discord ele participa. No entanto, eles não podem ver o conteúdo dessas conversas. Veja mais: Influenciador morre durante transmissão ao vivo na França e acende alerta

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Grupo suspeito de ataque bilionário é preso pela PF ao tentar invadir sistema PIX da Caixa Econômica

Publicado em: 14/09/2025 08:55

PF prende 8 por ataques hackers contra bancos A Polícia Federal (PF) prendeu, na madrugada de sexta-feira (12), oito pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa especializada em ataques cibernéticos contra o sistema financeiro nacional. O grupo é suspeito de envolvimento em fraudes que já somam R$ 1,2 bilhão. Os policiais chegaram a um imóvel onde o grupo estava reunido no momento em que tentavam acessar indevidamente o sistema da Caixa Econômica Federal para desviar valores via PIX. No local, foi encontrada uma estação de trabalho subtraída da Caixa, que permitiria acesso privilegiado ao sistema interno da instituição, como a senhas e ao sistema do PIX. Com esse equipamento, planejavam movimentar recursos de forma ilícita. As prisões em flagrante foram confirmadas pela Justiça Federal durante audiência de custódia e, em seguida, convertidas em prisão preventiva. Os detidos têm idades entre 22 e 46 anos. Os policiais chegaram ao imóvel onde o grupo estava reunido e confirmaram que o ataque já estava em andamento. A investigação também aponta que os presos são suspeitos de envolvimento em outros dois desvios de grandes proporções: um ataque em junho contra o BMP, que gerou prejuízo estimado em R$ 800 milhões, e; outro mais recente contra uma plataforma de tecnologia ligada ao PIX, com desvio de cerca de R$ 400 milhões. Somados, os dois ataques representam pelo menos R$ 1,2 bilhão em prejuízos ao sistema financeiro. As apurações continuam para identificar outros envolvidos e mapear a extensão das fraudes. A PF investiga ainda se houve participação de pessoas ligadas a instituições financeiras. O computador dos criminosos. Reprodução

Banco Central reforça regras de instituições financeiras para impedir atuação do crime organizado

Publicado em: 05/09/2025 20:41

O Banco Central do Brasil anunciou regras novas para impedir o acesso do crime organizado ao sistema financeiro e para coibir a ação de hackers. As medidas já estão valendo. Agora, há um limite das transações de PIX e TED para instituições de pagamento não autorizadas pelo Banco Central. Elas não atuam como bancos ou financeiras, mas têm outra missão: processam transações, fazem a conexão para que o dinheiro, por exemplo, transferido de uma conta, chegue ao destino certo. O limite também vai valer para as instituições que se conectam ao sistema financeiro por prestadoras de tecnologia. Agora, essas empresas vão ter um teto de R$ 15 mil para cada transação de PIX ou TED. Segundo o BC, quase todas as movimentações já estão abaixo desse valor. Então, colocar um limite agiliza a identificação de transações suspeitas. A partir de agora, as instituições de pagamento vão precisar de autorização prévia do Banco Central para atuar. O prazo para essa adequação era dezembro de 2029, mas foi antecipado para maio de 2026. Instituições que tiverem o pedido negado terão 30 dias para encerrar as atividades. Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central Jornal Nacional/ Reprodução O Banco Central também vai exigir que as provedoras de tecnologia sejam mais transparentes e tenham uma reserva mínima de R$ 15 milhões. Até hoje, não havia a definição de um valor. Segundo o Banco Central, as novas medidas têm como objetivo o combate ao crime organizado. O anúncio acontece depois de três ataques hackers a fintechs e a instituições que prestam serviços a bancos nos últimos meses, e uma operação do Ministério Público e das polícias que revelou que integrantes do PCC usavam fintechs e fundos de investimentos para movimentar R$ 46 bilhões. “Ainda que esses eventos recentes tenham sido eventos que objetivaram atacar recursos das instituições especificamente, como vocês puderam observar, sem qualquer tipo de prejuízo ao cidadão ou ao cliente - uma coisa restrita às instituições. Mas o sistema financeiro é um ambiente que não reserva margem para qualquer tipo de tolerância no quesito segurança. Essas medidas aqui são para endereçar problemas gerados pelo crime organizado. Elas são contra o crime organizado”, afirma Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central. LEIA TAMBÉM PIX vai oferecer a empreendedores crédito parecido com o consignado; entenda PIX Agendado Recorrente passa a valer nesta segunda-feira; veja como funciona PIX por aproximação: entenda como vai funcionar PIX Automático: veja regras e como configurar, para empresas e clientes

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Presidente do BC diz que setor financeiro apoia fiscalização e que Faria Lima e 'fintechs' são vítimas: 'é um criminoso usando aquilo'

Publicado em: 05/09/2025 12:05

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta sexta-feira (5) que as instituições financeiras sediadas na Avenida Faria Lima, em São Paulo, berço do sistema financeiro, assim como as "fintechs" são vítimas do crime organizado. Mais cedo, a autoridade monetária anunciou medidas para reforçar segurança no sistema financeiro, tais como limites menores de transferência para instituições de pagamento não autorizadas; obrigatoriedade de aprovação, pelo BC, de nova instituições no sistema, com regras mais rígidas de aprovação; e a confirmação de "certificação técnica" para operar. "Faria lima ou 'fintechs' são as vítimas do crime organizado. Tanto os bancos incumbentes, quando os novos entrantes no mercado, foram responsáveis por uma inclusão fantástica no sistema financeiro e facilitação de serviços [à população]. Isso é essencial para que o Brasil tenha uma posição privilegiada que tem hoje no sistema financeiro", disse o presidente do BC. De acordo com Galípolo, os criminosos que estão se utilizando de instituições financeiras é quem são os culpados. "É um criminoso usando aquilo, não é um banco e nem uma 'fintech'', explicou. "Antigamente, quando tinha assalto a um carro forte, ou a um banco, ficava mais evidente porque você via fisicamente. Agora como a coisa ficou virtual, mais opaco, se confunde um pouquinho e leva a esse receio. O tema da segurança não há margem para ter qualquer tipo de tolerância", acrescentou o presidente do Banco Central. O presidente do BC Operação contra o PCC Megaoperação realizada na semana passada para desarticular um esquema criminoso bilionário no setor de combustíveis, comandado por integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), identificou o uso, pelo esquema, de ao menos 40 fundos de investimento e diversas fintechs — empresas de serviços financeiros digitais — para lavar dinheiro, mascarar transações e ocultar patrimônio. Segundo a investigação, o grupo deixou de pagar mais de R$ 7,6 bilhões em impostos, e foram identificadas irregularidades em várias etapas da produção e distribuição de combustíveis no país. Ataques 'hackers' No começo deste mês, a "fintech" (instituição que opera com inovações tecnológicas) Monbank informou que foi alvo de um ataque hacker que resultou no desvio de R$ 4,9 milhões. Segundo a instituição, nenhuma conta de clientes foi comprometida, e R$ 4,7 milhões já foram recuperados. Também em setembro, a Sinqia, empresa responsável por conectar bancos ao sistema PIX, informou que um ataque hackerprovocou o desvio de aproximadamente R$ 710 milhões em transações não autorizadas. Em julho, o Banco Central informou que a C&M Software — empresa que presta serviços tecnológicos e conecta instituições financeiras ao BC — comunicou ter sido alvo de um ataque à sua infraestrutura.

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Após ataques de 'hackers', BC anuncia medidas para reforçar segurança no sistema financeiro

Publicado em: 05/09/2025 10:56

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Raphael Ribeiro/BC Após ataques de "hackers" a instituições financeiras, o Banco Central anunciou nesta sexta-feira (5) medidas para reforçar a segurança do sistema financeiro. Os atos foram aprovados pela diretoria da autarquia. Entre as medidas, estão limites menores de transferência para instituições de pagamento não autorizadas; a obrigatoriedade de aprovação, pelo BC, de novos entrantes no sistema (com regras mais rígidas de aprovação); e a confirmação de "certificação técnica" para operar. Em entrevista coletiva, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que os ataques foram feitos pelo crime organizado. Para Galípolo, as chamadas fintechs e os grandes bancos – sediados na Avenida Faria Lima em São Paulo – também são vítimas de criminosos. 🔎Fintechs são empresas que usam a tecnologia para oferecer serviços financeiros com mais agilidade. "Faria lima ou 'fintechs' são as vítimas do crime organizado. Tanto os bancos incumbentes, quando os novos entrantes no mercado, foram responsáveis por uma inclusão fantástica no sistema financeiro e facilitação de serviços [à população]. Isso é essencial para que o Brasil tenha uma posição privilegiada que tem hoje no sistema financeiro", disse o presidente do BC. De acordo com Galípolo, os criminosos que estão se utilizando de instituições financeiras é quem são os culpados. "É um criminoso usando aquilo, não é um banco e nem uma 'fintech'', explicou. "Antigamente, quando tinha assalto a um carro forte, ou a um banco, ficava mais evidente porque você via fisicamente. Agora como a coisa ficou virtual, mais opaco, se confunde um pouquinho e leva a esse receio. O tema da segurança não há margem para ter qualquer tipo de tolerância", acrescentou o presidente do Banco Central. Medidas Veja as medidas anunciadas pelo Banco Central para aumentar a proteção do sistema financeiro: Limites de transferências Para instituições de pagamento não autorizadas e as que se conectam à Rede do Sistema Financeiro Nacional via Prestadores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTI) fica limitado em R$ 15 mil o valor de transferências via TED e PIX. A limitação poderá ser removida quando o participante e seu respectivo PSTI atenderem aos novos processos de controle de segurança. Transitoriamente, os participantes que atestarem a adoção de controles de segurança da informação poderão ser dispensados da limitação por até 90 dias. A medida entra em vigor imediatamente. Prévia autorização para novas instituições A autoridade monetária informou que nenhuma instituição de pagamento poderá começar a operar sem prévia autorização. "Além disso, o prazo final para que instituições de pagamento não autorizadas a funcionar pelo BC solicitem autorização para funcionamento será antecipado de dezembro de 2029 para maio do ano que vem", acrescentou o BC. Controles adicionais no PIX O Banco Central informou que haverá controles adicionais às instituições de pagamento. "Somente integrantes dos segmentos S1, S2, S3 ou S4 que não sejam cooperativas poderão atuar como responsáveis no PIX por instituições de pagamento não autorizadas. Os contratos vigentes deverão ser adequados em até cento e oitenta dias", explicou. Certificação técnica O BC também informou que poderá requerer "certificação técnica ou avaliação emitida por empresa qualificada independente que ateste o cumprimento dos requisitos autorizativos". "A instituição de pagamento que já estiver prestando serviços e tenha seu pedido de autorização indeferido deverá encerrar suas atividades em até 30 dias", disse o BC. A vigência da medida é imediata. Requisitos para prestadores de serviços de tecnologia Também foram elevados, de acordo com a instituição, os requisitos e controles para o credenciamento dos PSTIs (Provedores de Serviços de Tecnologia da Informação). Os requerimentos de governança e de gestão de riscos foram ampliados. Passa-se a exigir capital mínimo de R$ 15 milhões. O descumprimento, segundo o BC, estará sujeito à aplicação de medidas cautelares ou até ao descredenciamento. A norma entra em vigor imediatamente e os PSTI em atividade têm até quatro meses para se adequarem. Ataques nos últimos meses No começo deste mês, a "fintech" (instituição que opera com inovações tecnológicas) Monbank informou que foi alvo de um ataque hacker que resultou no desvio de R$ 4,9 milhões. Segundo a instituição, nenhuma conta de clientes foi comprometida, e R$ 4,7 milhões já foram recuperados. Também em setembro, A Sinqia, empresa responsável por conectar bancos ao sistema PIX, informou que um ataque hackerprovocou o desvio de aproximadamente R$ 710 milhões em transações não autorizadas. Em julho, o Banco Central informou que a C&M Software — empresa que presta serviços tecnológicos e conecta instituições financeiras ao BC — comunicou ter sido alvo de um ataque à sua infraestrutura.

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Justiça do MA condena Facebook a indenizar usuário de rede social que teve perfil invadido por golpistas

Publicado em: 01/09/2025 15:50

Justiça do Maranhão condena Facebook a indenizar usuário de rede social que teve perfil invadido por golpistas. RPC (imagem ilustrativa). A Justiça do Maranhão, por meio do 2º Juizado Especial Cível e das Relações de Consumo de São Luís, condenou a empresa Facebook Serviços Online do Brasil Ltda. a pagar R$ 2 mil de indenização por danos morais a um usuário que teve sua conta do Instagram invadida por golpistas. O autor da ação, que possui quase 3 mil seguidores na rede social e utiliza o perfil para divulgar sua atividade como chef de cozinha e conteúdos culinários, relatou que “hackers” invadiram sua conta e a usaram para aplicar golpes em seguidores e amigos. Embora tenha conseguido recuperar o acesso posteriormente, o usuário afirmou ter sofrido prejuízos emocionais e invasão de privacidade, o que o levou a acionar a Justiça. Na defesa, a empresa alegou não ter responsabilidade pelo ocorrido, sustentando que cabe ao usuário preservar a segurança da própria conta. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do MA em tempo real e de graça O juiz Alessandro Bandeira, responsável pela sentença, destacou que a companhia não comprovou ausência de falha de segurança, o que poderia ter sido feito demonstrando, por exemplo, que não houve alteração de senha, e-mail ou métodos de recuperação da conta. Para ele, a relação entre o usuário e a empresa se enquadra nas normas do Código de Defesa do Consumidor. O juiz também ressaltou que o caso deve ser analisado à luz do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/14), da Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/12) e do Código Civil. Segundo a decisão, a invasão da conta configura falha na prestação de serviço, já que o consumidor não teve a segurança mínima esperada. “É fato notório que hackers, utilizando-se de tecnologias avançadas e expertise na área da informática, tem invadido contas de usuários, com intuito de obtenção de dados pessoais e aplicar golpes (…) Ocorre que, em razão da invasão da conta do usuário da rede social, resta configurada a falha na prestação de serviço, tendo em vista a ausência de segurança esperada pelo consumidor”, frisou o magistrado na sentença. O juiz ainda considerou que a perda temporária de acesso ao perfil afetou a integridade psíquica do consumidor, que ficou privado de seus seguidores e conteúdos pessoais. Ele também criticou a demora da empresa em restabelecer a conta, classificando a postura como “conduta desidiosa” e “menosprezo aos direitos do consumidor”. Diante disso, a Justiça decidiu pela condenação da empresa ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 2 mil. Veja também: Justiça do Maranhão condena Facebook a indenizar usuário

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Hackers que ameaçaram Felca e psicóloga faziam parte de grupo com 700 suspeitos monitorados pela polícia por abuso infantil

Publicado em: 31/08/2025 06:00

Cayo Santos (à esquerda) e um adolescente (à direita) são suspeitos de usar computadores, como um dos apreendidos acima em Olinda, para ameaçar Felca e uma psicóloga que moram em São Paulo Reprodução Dois hackers detidos nesta semana por ameaçar matar o influenciador Felca e uma psicóloga faziam parte de um grupo no Discord e no Telegram com mais de 700 suspeitos monitorados pela Polícia Civil de São Paulo por crimes virtuais. Um terceiro suspeito preso não era investigado (leia mais abaixo). De acordo com o Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad) da Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo, o grupo se chama "Country". Nele, seus membros divulgam, compartilham e vendem imagens de abuso sexual infantil. Também cometem estupros virtuais, maus-tratos a animais e ataques a moradores de rua e fazem apologia ao nazismo. E promovem desafios de automutilação, instigando as vítimas, a maioria delas meninas e adolescentes, ao suicídio. Ainda segundo a investigação, as mensagens com ameaças enviadas por WhatsApp e e-mail ao youtuber Felipe Bressanim, conhecido como Felca, e à psicóloga Ana Beatriz Chamati foram feitas por Cayo Lucas Rodrigues dos Santos, de 22 anos, e um adolescente de 17 anos. O motivo do ataque? O fato de Felca ter produzido o vídeo "Adultização" e Ana ter participado dele. O documentário viralizou desde que foi postado nas redes sociais, em 6 de agosto. Ele mostra como outros influenciadores digitais ganham dinheiro produzindo conteúdos que exploram e sexualizam crianças e adolescentes. O youtuber demonstrou como esse material é compartilhado por pedófilos. Após a repercussão de "Adultização", a Justiça da Paraíba decretou as prisões de Hytalo Santos e Euro, casal de influenciadores citado no vídeo de Felca. Os dois foram presos acusados por exploração sexual de menores, trabalho infantil e tráfico humano entre outros crimes. Já Cayo foi preso pela polícia paulista na segunda-feira (25) em Olinda, Pernambuco. O adolescente foi apreendido na quinta-feira (28) em Arapiraca pela polícia de Alagoas. Por causa das mensagens enviadas a Felca e a Ana, eles vão responder por ameaça. Mas também foram acusados de terem cometido outros crimes, como invasão de dispositivo informático, perseguição e associação criminosa em ambiente virtual (saiba mais abaixo). Os dois foram identificados pela polícia porque já estavam nesse grupo criminoso e intolerante na internet, o "Country", que era vigiado, desde novembro de 2024, por agentes infiltrados. Os policiais levantaram uma lista com 708 usuários, muitos deles usando apelidos. Esses membros trocavam fotos e vídeos de garotas menores nuas, algumas delas eram chantageadas depois que suas imagens íntimas eram vazadas e caíam na web. As identificações de Cayo e do adolescente pela polícia não foram possíveis à época. Mas depois que os dois passaram a ameaçar o youtuber e a psicóloga, deixaram pistas de onde estavam. Polícia de SP prende homem acusado de fazer ameaças ao youtuber Felca "Nós não tínhamos ainda a qualificação completa, a localização, mas tínhamos conhecimento de que esse indivíduo já era um indivíduo perigoso", disse ao g1 Artur Dian, delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, sobre Cayo. O delegado explicou que só chegou à identificação de Cayo e do adolescente após eles fazerem as ameaças a Felca e Ana. "[Cayo] já era uma pessoa conhecida da polícia por conta de material pornográfico infantil veiculado por ele mesmo e monetizado, vendido outrora para o público em geral", falou Artur, que também confirmou o monitoramento do adolescente. Cayo é considerado um dos líderes do "Country". De acordo com a polícia, ele usava codinomes como Lammer, F4llen ou Lucifage. E decidiu com o adolescente mandar mensagens eletrônicas e digitais com ameaças para Felca e Ana. Eles queriam que o youtuber e a psicóloga retirassem do ar o vídeo "Adultização". Felca e a psicóloga, que moram em São Paulo, não atenderam aos pedidos do criminoso e procuraram a polícia para relatar e registrar boletins de ocorrência sobre as ameaças. As informações do Noad acabaram compartilhadas com a Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber) no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). O órgão pediu então mandados de prisão contra Cayo e de apreensão do adolescente. A Justiça de São Paulo concordou. No dia em que foi preso, Cayo estava com Paulo Vinicius Oliveira Barbosa, de 21 anos, que também acabou detido, mas em flagrante. Ele não havia sido detectado antes. Os dois estavam numa residência com o computador usado para fazer as ameaças. Segundo os policiais, no momento das prisões, ambos estavam acessando ilegalmente sistemas do governo pernambucano. Assim como Cayo, Paulo também foi indiciado por ameaça, invasão de dispositivo informático, perseguição e associação criminosa em ambiente virtual. Mandado falso e ameaças Preso por ameaçar Felca é preso em Olinda pela Polícia Civil de SP Reprodução/Polícia Civil Segundo a investigação, Cayo ainda forjou um mandado de prisão contra Felca e pretendia incluí-lo no sistema do Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), mas foi impedido antes pela polícia. Ele divulgava nas redes uma tabela que cobrava por seus serviços criminosos, que variavam de R$ 20 a R$ 50 mil. "Você tem até 23:00 para apagar o seu perfil no Instagram e cortar laços com o felca. A country vai atrás de TODA a sua família", diz um dos trechos das ameaças feitas à psicóloga por Cayo e o adolescente. Como Cayo e Paulo foram detidos tentando invadir um órgão público de Pernambuco, ficarão presos naquele estado à disposição das autoridades locais. O g1 não conseguiu localizar as defesas deles para se pronunciarem. Em seu interrogatório, Cayo negou que tenha ameaçado alguém, mas admitiu que vendia dados de sistemas governamentais nas redes sociais. Admitiu ter recebido mais de R$ 500 mil pelo que chamou de "serviço". O adolescente apreendido permanece sob custódia da Polícia Civil de Alagoas, à disposição da Justiça alagoana. 280 vítimas salvas Segundo a Polícia Civil de São Paulo, a maioria dos mais de 700 suspeitos de crimes virtuais monitorados pelo Noad nas redes sociais ainda não foi presa porque precisa ser identificada. Muitos usuários dessas redes criminosas usam apelidos, o que dificulta saber quem de fato é. Desde novembro de 2024, o núcleo da SSP ajudou a prender cerca de 20 desses suspeitos que eram monitorados e usam a internet para cometer crimes. Segundo a polícia, as operações ajudaram a salvar vidas de mais de 200 vítimas. "Monitoramos 24 horas por dia redes sociais e plataformas digitais. Temos aproximadamente 280 vítimas salvas de suicídio infantojuvenil, estupros virtuais e automutilações em lives", falou ao g1 a delegada Lisandrea Salvariego Colabuono, coordenadora do Núcleo de Operações e Articulações Digitais. O g1 procurou os advogados que defendem os interesses de Felca e Ana para comentarem o assunto. O advogado do youtuber não retornou os contatos. O advogado da psicóloga a orientou a não falar a respeito. Esta não foi a primeira ameaça que Felca recebeu após a divulgação do vídeo "Adultização". No último dia 17 de agosto, a Justiça de São Paulo aceitou pedido de seu advogado para determinar que o Google quebre o sigilo de uma outra pessoa que ameaçou o youtuber por e-mail. Entre as mensagens que Felca recebeu estão ameaças como: "Você acha que vai ficar impune por denunciar o Hytalo Santos?"; "Você tá enganado você vai ferrar muito sua vida"; "Prepara pra morrer" e "Você vai pagar com a sua vida". Este usuário ainda não foi identificado pela polícia paulista, que investiga a denúncia. A psicóloga Ana Beatriz Chamati comentou a apuração feita por Felca no vídeo 'Adultização' Reprodução Segundo a polícia, Cayo Santos forjou um mandado de prisão contra Felca que ira colocar num banco de dados oficiais Reprodução Cayo Santos (foto à esquerda) fez ameaças por WhatsApp a psicóloga que participou do vídeo de Felca (à esquerda) Reprodução Conversa por Whats App sugere incluir o nome de Felca no banco dos mandado de prisões Reprodução DCCiber e Noad de São Paulo participaram de investigação que identificou quem ameaçou Felca e psicóloga Divulgação/Secretaria da Segurança Pública (SSP) Segundo a polícia, F4llen é um dos codinomes de Cayo Santos Reprodução Segundo a investigação, Cayo Santos vendia serviços para colocar nomes e fotos de pessoas no banco de mandados de prisão Reprodução

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Ataque hacker à sistema que liga instituições ao PIX provocou o desvio de cerca de R$ 420 milhões

Publicado em: 30/08/2025 20:44

PF investiga ataque hacker a empresa de tecnologia que presta serviço a bancos nacionais Reprodução/TV Globo Hackers atacaram ontem (29) o sistema da Sinqia. Uma das empresas que fazem a conexão entre instituições financeiras e o PIX para o processamento de pagamentos. A ação provocou o desvio de cerca de R$ 420 milhões, mas a infraestrutura do PIX não foi atingida e opera normalmente. A Sinqia afirmou que o incidente afetou um número limitado de instituições financeiras. O Banco Central (BC) atuou, cortou a ligação da operadora com os outros agentes do mercado e conseguiu bloquear o desvio R$ 350 milhões. A Polícia Federal vai investigar o caso.

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