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Retrospectiva 2025: apreensões de ouro, mortes violentas, denúncias contra policiais, crimes eleitorais e mais em Roraima

Publicado em: 31/12/2025 14:01

Imagens da retrospectiva 2025 em Roraima Arquivo g1 Mortes em acidentes e crimes violentos. Corpos em cemitério clandestino. Denúncias de racismo em universidade. Policiais, militares e políticos investigados por corrupção, compra de votos e outros crimes. Ouro apreendido em operações federais. Garimpo ilegal em terras indígenas. Tragédias familiares, casos de negligência médica e decisões judiciais que repercutiram no estado. Migração venezuelana em transformação. Descobertas científicas na Amazônia. Estes foram alguns dos fatos que marcaram o noticiário de Roraima ao longo de 2025. Abaixo, o g1 listou, mês a mês, a retrospectiva dos fatos do ano no estado. Confira: Janeiro Vítima de acidente com caminhão era mecânico, morreu na esquina de casa e deixa dois filhos bebês: 'era paizão, presente e amoroso' Migrantes venezuelanos ficam sem banheiros e até água potável após Trump cortar verba de fundo: 'Única coisa que tínhamos' Polícia acha cinco corpos enterrados em cemitério clandestino em Boa Vista Homem desaparecido um dia após o Natal em região de mata é encontrado 9 dias depois em RR; VÍDEO Fevereiro Nadador, recém-casado e pai de seis filhos: quem era o sargento da PM que morreu após salvar adolescente no rio Branco PMs do Bope suspeitos de simular confronto e matar foragido são alvo de operação; um deles pegou celular do morto e deu à namorada Governador diz que 'população sabe da qualidade' na saúde após deputado acusar secretária de cobrar propina em Roraima Justiça reconhece vínculo familiar entre agricultor e cadelas eletrocutadas e determina indenização de R$ 20 mil em RR Março Tenente aposentado da PM é morto com tiro na cabeça em assalto; filho dele é preso suspeito de encomendar o crime Defensora pública de Roraima morre por infecção generalizada após tentativa de colocar DIU em Boa Vista Motorista que atropelou corredores e disse que 'não daria em nada' é solta pela Justiça sem fiança Médica é indiciada por homicídio culposo pela morte de defensora que tentou colocar DIU Abril Comandante-geral da PM investigado por venda de armas é exonerado do cargo e nomeado como secretário na Casa Militar Agricultora indígena cultiva melancias gigantes de mais de 40 kg debaixo de 'sombra e água fresca' em Roraima Piloto desaparecido durante voo na Terra Yanomami é encontrado vivo por garimpeiros Fazenda, aviões, gado, casas e carros de luxo: os bens do ex-reitor confiscados pela justiça de RR Maio Estudante de medicina na UFRR é afastado do curso após denúncia de racismo e LGBTfobia Investigada por grilagem de terras, Dilma Lindalva é nomeada como diretora na Femarh e deputados estaduais pedem exoneração Coronel alvo da PF em esquema de compra de votos assume setor de inteligência da Polícia Militar Advogado tem OAB suspensa e é alvo de operação por dar golpe e ficar com dinheiro de cliente Chefe de facção preso no Brasil por contrabando de ouro na Venezuela coloca tornozeleira em sósia e foge Junho Advogado é alvo de operação e tem OAB suspensa por aplicar golpes de mais de R$ 1 milhão em clientes Justiça condena governo de Roraima a pagar indenização de mais de R$ 30 mil a empresário que teve fazenda invadida por PMs Servidora pública é condenada por causar prejuízo de R$ 2,5 milhões ao dar baixa de vários IPVAs sem pagamento em Roraima Venezuelanos aderem ao PIX, e cidade brasileira na fronteira tem 5 vezes mais usuários da ferramenta que habitantes Cubanos lideram pedidos de refúgio no Brasil pela primeira vez em 10 anos Julho Irmãos de 11 e 14 anos que pegaram carro escondidos iam à sorveteria quando causaram acidente com moto Valor de R$ 700 mil apreendido pela PF estava com assessor e tem ligação com ataque hacker a instituições financeiras Militar do Exército faz confusão para não pagar conta de R$ 500 em chope e acaba preso em bar Presidente da CBF e deputada federal são alvos de operação por compra de votos em Roraima Morango do amor: jovem vende 2 mil doces e fatura mais de R$ 30 mil em menos de dois dias em Roraima Corredor que morreu na Corrida 9 de Julho fez vídeo logo após concluir percurso: 'Andei mais do que corri' Agosto PRF apreende 103 kg de ouro avaliados em mais de R$ 60 milhões em Roraima Meninas de 2 e 3 anos abandonadas em apartamento com fezes, urina e camisinhas usadas são resgatadas Preso com barras de ouro em Hilux é empresário em Rondônia e ficou calado em depoimento à PF Fluxo de migrantes da Venezuela em busca de ajuda no Brasil dobra após eleição contestada de Maduro Processo sobre cassação do governador de Roraima completa um ano parado no TSE Setembro Motociclista morre em batida com carro e arremessa filho de 2 anos para tentar salvá-lo, em Roraima Mulher de 101 anos consegue aposentadoria por idade após quatro décadas de luta em RR Major da PM é preso em operação contra exploração sexual de adolescentes em Roraima Estudante de medicina na UFRR é alvo de operação da PF por racismo e LGBTfobia Pesquisadores identificam alta concentração de terras raras no interior de Roraima e estudam existência de jazida Garimpeiros usam explosivos e aliciam jovens em terra indígena de Roraima, denunciam moradores Outubro Chefe do CV no Amazonas morto no Rio era amigo de investigada por fuga em presídio de Roraima VÍDEO: Mãe suspeita de matar filha de 2 meses aparece com bebê em bar horas antes da morte Maior míssil brasileiro de longo alcance é disparado pela primeira vez na Amazônia durante Operação Atlas Pesquisa inédita descobre pegadas de dinossauros de mais de 100 milhões de anos na Amazônia Tenente-coronel preso por atirar no sogro e agredir esposa é afastado das funções no Exército Novembro Quem é Porcelana, condenada por tráfico, investigada por fuga de presídio e amiga de chefe do CV morto no Rio Menino de 11 anos morre ao colidir moto que pilotava sozinho com outra conduzida por adolescente, no Sul de RR Operação apreende mais de 700 perfumes árabes e franceses falsificados em shopping de Boa Vista Comerciante tem 420 espetinhos de carne furtados na Expoferr Ex-prefeito de Bonfim investigado por corrupção sorri em foto após prisão por desvio de R$ 40 milhões Dezembro Fazendeiro que pressiona produtores a deixarem terras em vila no sul de RR responde por desmatamento na região PF apreende mais de 51 kg de ouro, arma e munição em avião no aeroporto de Boa Vista Vereador cassado teve acesso a denúncias sigilosas repassadas por coronel da PM sobre compra de votos, cita inquérito Influencer de futebol é morto pela namorada com golpe de canivete em Roraima Brasileiro é atraído para trabalhar como motorista e acaba obrigado a servir Exército na Rússia, diz família Mais de 440 kg de ouro ilegal são apreendidos no Brasil em 2025; Roraima lidera operações Retrospectiva 2025: relembre os fatos que marcaram o ano em Roraima Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

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Hackers conseguem esconder malware no Mac e colocam usuários em risco

Publicado em: 31/12/2025 04:20 Fonte: Tudocelular

Pesquisadores de segurança identificaram uma nova ameaça capaz de esconder malware em computadores Mac, colocando usuários em risco. O alerta foi divulgado pela Jamf Threat Labs e indica que criminosos passaram a explorar falhas no processo de verificação de aplicativos do macOS, aproveitando a popularização dos dispositivos da Apple. Por anos, os Macs foram considerados alvos secundários para cibercriminosos, mas com maior presença no mercado corporativo e doméstico, o sistema passou a receber ataques mais sofisticados, desmontando a percepção de que a plataforma estaria naturalmente protegida contra esse tipo de ameaça.Segundo a Jamf, o ponto mais crítico envolve o uso indevido de certificados oficiais de desenvolvedor. Hackers estariam comprando ou roubando Developer IDs legítimos em mercados clandestinos, permitindo que aplicativos maliciosos sejam assinados como se fossem confiáveis e, assim, contornem os alertas de segurança do macOS.Clique aqui para ler mais

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Cenário de filme: hackers burlam protocolos e criam robôs violentos em simulação de ataque

Publicado em: 30/12/2025 13:29 Fonte: Tudocelular

Os sistemas de robôs inteligentes podem ter falhas com potencial de causar dados físicos em poucos minutos ao serem exploradas por criminosos. Pelo menos, foi o que especialistas mostraram em um evento de hacking chamado GEEKCon, realizado em Xangai, implementando até mesmo comandos de voz para os equipamentos. Revolta das máquinas? No caso, o grupo DARKNAVY mostrou que os robôs com IA podem ser sequestrados e usados como armas. Para exemplificar isso, um modelo Unitree foi controlado remotamente após os pesquisadores contornarem medidas de segurança. A demonstração focou em como comandos de voz ou conexões sem fio podem transformar os androides em máquinas violentas.Outro ponto importante é que uma máquina comprometida pode infectar outra, ainda que não estejam conectados à mesma rede. Nesse sentido, o modelo hackeado transmitiu o comando malicioso para outros próximos, tudo com uso de conexão sem fio de curto alcance, o que criou uma cadeia de contaminação.Clique aqui para ler mais

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Rainbow Six Siege: servidores voltam ao ar depois do jogo ter sido hackeado

Publicado em: 30/12/2025 05:39 Fonte: Tudocelular

A Ubisoft restabeleceu os servidores de Rainbow Six Siege após uma interrupção global causada por um ataque hacker que comprometeu a loja do jogo. O problema afetou jogadores de PC, PlayStation e Xbox ao longo do fim de semana, forçando a empresa a desligar todos os serviços e iniciar um processo emergencial de correção. A paralisação ocorreu depois de uma falha grave permitir acesso indevido a créditos do jogo, skins raríssimas e até mudanças no status de contas banidas. Diante do risco à integridade do sistema, a Ubisoft optou por suspender os servidores e reverter transações realizadas a partir da manhã de sábado.Logo nas primeiras horas do dia 28, a Ubisoft reconheceu publicamente uma anomalia em Rainbow Six Siege. Pouco tempo depois, começaram a surgir relatos de contas exibindo saldo zerado ou bilhões de créditos, além de itens extremamente raros aparecendo de forma indevida nos inventários.Clique aqui para ler mais

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NASA: IA identifica falha de segurança de 3 anos que expôs naves espaciais a hackers; entenda

Publicado em: 29/12/2025 14:55 Fonte: Tudocelular

Apesar de trabalhar com atividades críticas e que exijam segurança máxima, hackear a NASA parece ter sido mais fácil do que qualquer um possa imaginar. Uma vulnerabilidade deixou expostas as naves da agência americana e as suas comunicações com a Terra durante três anos, segundo relatório divulgado nas últimas semanas. A falha de segurança foi encontrada e corrigida em quatro dias com o auxílio de uma IA, desenvolvida pela startup californiana AISLE. O problema não havia sido detectado pelas revisões de código feitas por humanos ao longo de todo esse período.Entenda os riscos Caso tivesse sido explorada, a brecha permitiria a cibercriminosos sequestrar espaçonaves ou rovers em missões espaciais, ou ainda interceptar dados confidenciais. Na prática, geraria um prejuízo de bilhões de dólares à infraestrutura da NASA.Clique aqui para ler mais

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'Cobri 40 guerras e nunca vi um ano tão preocupante quanto 2025'

Publicado em: 29/12/2025 11:09

No caso da China, o presidente Xi Jinping tem feito poucas ameaças diretas recentemente contra a ilha autogovernada de Taiwan Maxim Shemetov/EPA/Shutterstock via BBC Conteúdo sensível: Este artigo contém uma descrição gráfica da morte que alguns leitores podem achar perturbadora. Ao longo da minha carreira, iniciada nos anos 1960, cobri mais de 40 guerras ao redor do mundo. Vi a Guerra Fria atingir o seu auge e, em seguida, simplesmente evaporar. Mas nunca testemunhei um ano tão preocupante quanto 2025; não apenas porque vários grandes conflitos estão em curso, mas porque está ficando claro que um deles tem implicações geopolíticas de importância sem precedentes. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, alertou que o conflito atual em seu país pode escalar para uma guerra mundial. Depois de quase 60 anos acompanhando conflitos, tenho a desagradável sensação de que ele pode estar certo. O presidente da Ucrânia alertou que o atual conflito no país pode se transformar em uma guerra mundial. AFP via Getty Images/BBC Governos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) estão em alerta máximo diante de qualquer sinal de que a Rússia esteja cortando cabos submarinos responsáveis pelo tráfego eletrônico que mantém seus países em funcionamento. Drones russos são acusados de testar as defesas de membros da Otan. Hackers desenvolvem métodos para tirar do ar ministérios, serviços de emergência e grandes corporações. Autoridades no Ocidente têm convicção de que os serviços secretos russos assassinam ou tentam assassinar dissidentes que buscam refúgio fora da Rússia. Uma investigação sobre a tentativa de assassinato em 2018, em Salisbury (Inglaterra), do ex-agente de inteligência russo Sergei Skripal (além do envenenamento fatal de uma moradora local, Dawn Sturgess), concluiu que o ataque foi autorizado no mais alto nível do Estado russo. Ou seja, pelo próprio presidente da Rússia, Vladimir Putin. Desta vez, parece diferente O ano de 2025 tem sido marcado por três guerras muito distintas. Há, claro, a guerra da Ucrânia, onde a Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que 14 mil civis morreram. Há também Gaza, onde o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu "vingança poderosa" depois que cerca de 1.200 pessoas foram mortas no ataque do Hamas a Israel (em 07/10/23) e outras 251 foram feitas reféns. Desde então, mais de 70 mil palestinos morreram em ações militares israelenses, incluindo mais de 30 mil mulheres e crianças, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas — números que a ONU considera confiáveis. Enquanto isso, o Sudão enfrenta uma violenta guerra civil entre duas facções militares. Mais de 150 mil pessoas morreram no país nos últimos dois anos, e cerca de 12 milhões foram forçadas a deixar suas casas. Talvez, se esse tivesse sido o único conflito de 2025, o mundo externo tivesse feito mais para tentar detê-lo. Mas não foi o caso. "Sou bom em resolver guerras", disse o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enquanto seu avião o levava a Israel, depois de ter negociado um cessar-fogo nos combates em Gaza. É verdade que menos pessoas estão morrendo agora no território. Apesar do cessar-fogo, porém, a guerra em Gaza está longe de parecer resolvida. Diante do sofrimento atroz no Oriente Médio, pode soar estranho dizer que a guerra na Ucrânia está em um patamar completamente diferente. Mas está. "Sou bom em resolver guerras", disse o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump Anna Moneymaker / Getty Images via BBC À exceção da Guerra Fria (1947–1991), a maioria dos conflitos que cobri como jornalista ao longo dos anos foi de menor escala: violentos e perigosos, sem dúvida, mas não graves o bastante para ameaçar a paz mundial. Alguns, como a Guerra do Vietnã (1955-1975), a Primeira Guerra do Golfo (1990–1991) e a Guerra do Kosovo (1998–1999), chegaram, em determinados momentos, a parecer à beira de algo muito pior, mas nunca ultrapassaram esse limite. As grandes potências eram cautelosas demais diante do risco de que uma guerra convencional e localizada pudesse se transformar em um conflito nuclear. "Não vou iniciar a Terceira Guerra Mundial por causa de vocês", teria gritado ao rádio o general britânico Sir Mike Jackson, em 1999, no Kosovo, quando um superior da Otan ordenou que forças britânicas e francesas tomassem um aeroporto em Pristina (capital do Kosovo) depois que tropas russas haviam chegado primeiro. No próximo ano, 2026, no entanto, a Rússia, percebendo a aparente falta de interesse de Trump pela Europa, parece disposta a avançar em busca de uma dominância muito maior. No início deste mês (02/12), Putin afirmou que a Rússia não planeja entrar em guerra com a Europa, mas disse estar pronta "agora mesmo" caso os europeus queiram. Em um evento televisionado posterior, declarou: "Não haverá operações se vocês nos tratarem com respeito, se respeitarem nossos interesses, assim como sempre tentamos respeitar os de vocês". Putin afirmou que a Rússia não pretende entrar em guerra com a Europa, mas disse estar pronta "agora mesmo" caso os europeus queiram. Getty Images via BBC Mas a Rússia, uma das grandes potências globais, já invadiu um país europeu independente, provocando um elevado número de mortes entre civis e militares. A Ucrânia acusa Moscou de ter sequestrado ao menos 20 mil crianças. O Tribunal Penal Internacional (ICC, na sigla em inglês) expediu um mandado de prisão contra Putin por seu suposto envolvimento no caso, acusação que a Rússia sempre negou. O governo russo afirma que a invasão ocorreu para se proteger do avanço da Otan, mas o presidente Putin já indicou outro motivo: o desejo de restaurar a esfera de influência regional da Rússia. Desaprovação americana Putin tem plena consciência de que o último ano, 2025, trouxe algo que a maioria dos países ocidentais considerava impensável: a possibilidade de um presidente dos EUA virar as costas ao sistema estratégico em vigor desde a Segunda Guerra Mundial (1939–1945). Os EUA não apenas passaram a demonstrar incerteza quanto à disposição de proteger a Europa como também expressam desaprovação em relação ao rumo que acreditam que o continente vem tomando. O novo relatório de estratégia de segurança nacional do governo Trump afirma que a Europa enfrenta a "perspectiva sombria de apagamento civilizacional". O governo russo acolheu o documento, dizendo que ele é compatível com a própria visão da Rússia. E, de fato, é. Dentro do país, segundo a relatoria especial da ONU para direitos humanos na Rússia, Putin silenciou a maior parte da oposição interna a seu governo e à guerra na Ucrânia. Ainda assim, enfrenta dificuldades: a possibilidade de a inflação voltar a subir após um período de arrefecimento, a queda das receitas do petróleo e a necessidade de o governo ter elevado tributos para ajudar a financiar o conflito. O presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, entraram em confronto durante uma reunião na Casa Branca, em fevereiro de 2025. Reuters via BBC As economias da União Europeia são dez vezes maiores que as da Rússia, e ainda maior se for incluído o Reino Unido. A população europeia combinada, de cerca de 450 milhões de pessoas, é mais de três vezes superior à da Rússia, estimada em 145 milhões. Ainda assim, a Europa Ocidental tem demonstrado receio de abrir mão de seus confortos e, até recentemente, mostrou-se relutante em arcar com os custos da própria defesa enquanto pudesse contar com a proteção americana. Os EUA também mudaram: tornaram-se menos influentes, mais voltados para dentro e cada vez mais distintos do país que acompanhei ao longo de toda a minha carreira. Agora, de forma semelhante ao que ocorreu nas décadas de 1920 e 1930, o foco se voltou para os próprios interesses nacionais. Mesmo que Trump perca parte significativa de sua força política nas eleições legislativas do próximo ano, ele pode ter deslocado o debate tão fortemente em direção ao isolacionismo que até um presidente americano mais alinhado à Otan em 2028 teria dificuldade para socorrer a Europa. Não pense que Vladimir Putin não tenha percebido isso. O risco de escalada O próximo ano, 2026, tende a ser decisivo. Zelensky pode se ver obrigado a aceitar um acordo de paz que implique a perda de uma parte significativa do território ucraniano. A questão é saber se haverá garantias suficientemente sólidas para impedir que Putin volte a avançar dentro de alguns anos. Para a Ucrânia e seus aliados europeus, que já sentem estar em guerra com a Rússia, essa é uma pergunta central. A Europa terá de assumir uma parcela muito maior do esforço para sustentar o país, mas, se os EUA resolverem virar as costas para a Ucrânia, como às vezes ameaçam fazer, o custo será colossal. Se os EUA virarem as costas para a Ucrânia, isso representará um fardo colossal para a Europa. Global Images Ukraine via Getty Images/BBC Mas a guerra poderia se transformar em um confronto nuclear? Sabemos que o presidente russo, Vladimir Putin, é um jogador. Um líder mais cauteloso teria evitado invadir a Ucrânia em fevereiro de 2022. Seus auxiliares fazem ameaças aterradoras de apagar o Reino Unido e outros países europeus do mapa com as novas e alardeadas armas russas, mas o próprio Putin costuma ser bem mais contido. Enquanto os EUA seguirem como um membro ativo da Otan, o risco de uma resposta nuclear devastadora por parte americana ainda é alto demais. Ao menos por ora. O papel global da China No caso da China, o presidente Xi Jinping tem feito poucas ameaças diretas recentemente contra a ilha autogovernada de Taiwan. Mas, há dois anos, o então diretor da CIA (agência americana de inteligência), William Burns, afirmou que Xi havia ordenado ao Exército de Libertação Popular (as Forças Armadas chinesas) que estivesse pronto para invadir Taiwan até 2027. Se a China não adotar alguma ação decisiva para reivindicar Taiwan, Xi pode considerar isso um sinal de fraqueza, algo que ele não deseja. Hoje, pode parecer que a China é forte e rica demais para se preocupar com a opinião pública interna. Não é bem assim. Desde o levante contra Deng Xiaoping (1978-1989) em 1989, que terminou no massacre da Praça da Paz Celestial (Pequim), os líderes chineses passaram a monitorar com cuidado obsessivo a reação da população. Acompanhei aqueles acontecimentos de perto, reportando e, em alguns momentos, chegando a viver na própria praça. O presidente Xi Jinping (ao centro) tem feito poucas ameaças diretas a Taiwan recentemente. Alexander Kazakov / Reuters via BBC A história de 4 de junho de 1989, no massacre da Praça da Paz Celestial, não foi tão simples quanto se imaginava à época: soldados armados atirando contra estudantes desarmados. Isso de fato aconteceu, mas havia outra batalha em curso em Pequim e em muitas outras cidades chinesas. Milhares de trabalhadores comuns foram às ruas, determinados a usar o ataque aos estudantes como uma oportunidade para derrubar, de vez, o controle do Partido Comunista Chinês. Quando percorri as ruas dois dias depois, vi pelo menos cinco delegacias e três sedes locais da polícia de segurança completamente queimadas. Em um subúrbio, uma multidão enfurecida havia ateado fogo a um policial e apoiado seu corpo carbonizado contra um muro. Um boné de uniforme fora colocado de maneira displicente em sua cabeça, e um cigarro havia sido enfiado entre seus lábios enegrecidos. Ficou claro que o Exército da China não estava apenas reprimindo um protesto estudantil de longa duração, mas sufocando um levante popular protagonizado por cidadãos comuns. A liderança política chinesa, ainda incapaz de apagar as lembranças do que ocorreu há 36 anos, mantém vigilância constante em busca de sinais de oposição, seja de grupos organizados como o Falun Gong (grupo espiritual banido na China desde o fim dos anos 1990), de igrejas cristãs independentes, do movimento pró-democracia em Hong Kong, ou mesmo de pessoas que protestam contra corrupção local. Todos são reprimidos com grande força. Passei boa parte do tempo desde 1989 cobrindo a China, acompanhando sua ascensão ao poder econômico e político. Cheguei, inclusive, a conhecer um político de alto escalão que foi rival de Xi Jinping. Seu nome era Bo Xilai, um anglófilo que falava com surpreendente franqueza sobre a política chinesa. Ele me disse certa vez: "Você nunca vai entender o quão inseguro um governo se sente quando sabe que não foi eleito". Bo Xilai acabou condenado à prisão perpétua em 2013, após ser considerado culpado por suborno, desvio de recursos e abuso de poder. John Simpson passou boa parte do tempo cobrindo a China desde 1989 (na foto, na Praça da Paz Celestial, em 2016). BBC Ou seja, 2026 tende a ser um ano decisivo. A força da China continuará a crescer, e sua estratégia para tomar Taiwan, a grande ambição de Xi, ficará mais clara. É possível que a guerra na Ucrânia seja encerrada, mas em termos favoráveis a Putin. Ele pode ficar livre para avançar novamente sobre território ucraniano quando considerar oportuno. E Trump, mesmo que tenha sua força política reduzida nas eleições legislativas de novembro, tende a afastar ainda mais os EUA da Europa. Do ponto de vista europeu, o cenário dificilmente poderia ser mais sombrio. Se você imaginava que a Terceira Guerra Mundial seria um confronto armado com armas nucleares, é melhor repensar. É muito mais provável que se manifeste como um conjunto de manobras diplomáticas e militares, em um contexto no qual a autocracia ganhe espaço. Isso pode, inclusive, ameaçar a coesão da aliança ocidental. E esse processo já começou. Veja os vídeos que estão em alta no g1

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Atualize agora: Apple corrige brechas críticas no iOS 26 que expõem usuários

Publicado em: 29/12/2025 05:58 Fonte: Tudocelular

Ainda no começo deste mês, vimos a Apple anunciar a versão final do iOS 26.2 com várias melhorias e novidades. O que muitos não sabem, porém, é que a empresa também corrigiu duas vulnerabilidades graves de “dia zero”, já exploradas inclusive no mundo real. Segundo a companhia, as vulnerabilidades teriam sido exploradas no que afirmou ser um “ataque extremamente sofisticado", direcionado a um pequeno grupo de indivíduos, utilizando algum tipo de spyware. A correção também atinge outros produtos da marca, protegendo todo o ecossistema da empresa.Entrando em detalhes, uma vulnerabilidade é classificada como de “dia zero” (ou zero-day) quando ainda é desconhecida pelo desenvolvedor, mas já conhecida por atacantes. Ganha esse nome porque o desenvolvedor tem “zero dias” para consertar a falha antes que os hackers possam explorar a brecha de forma ampla.Clique aqui para ler mais

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Entenda como se cumpre um alvará de soltura; fraude fez presos saírem ilegalmente pela porta da frente de presídio

Publicado em: 24/12/2025 14:07

Entenda como se cumpre um alvará de soltura Uma fraude eletrônica permitiu que presos deixassem ilegalmente o Ceresp Gameleira, em Belo Horizonte, no último sábado (20), após a emissão de alvarás de soltura manipulados. O caso veio à tona nesta terça-feira (23). Quatro detentos chegaram a deixar o presídio. Um deles foi recapturado, e os outros três estão sendo procurados (veja quem são). Os alvarás de soltura, também chamados ordens de soltura, são documentos que autorizam a liberação de detentos. O esquema na prisão da capital mineira envolveu hackers que usaram indevidamente credenciais reais, ou seja, login e senha, do sistema do Judiciário, o que deu aparência de legalidade às ordens. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Os criminosos se aproveitaram do fato de que todo o processo de emissão e envio de alvarás ocorre de forma totalmente eletrônica, com integração entre o Judiciário e o sistema prisional. A Secretaria de Segurança Pública de Minas Gerais e o Tribunal de Justiça do estado apuram o caso. Mas como funciona o cumprimento de um alvará de soltura? Entenda a partir dos pontos abaixo: Quem emite o alvará de soltura? Como o documento chega ao presídio? Etapa de verificação Identificação do preso Liberação e registro Onde ocorreu a fraude? O que o CNJ declarou sobre o caso? O que o TJMG informou? Que medida o governo de MG anunciou? Fotos mostram Ricardo Lopes de Araujo, Wanderson Henrique Lucena Salomão e Nikolas Henrique de Paiva Silva, que deixaram prisão pela porta da frente após fraudarem ordens de soltura Divulgação/Sejusp-MG 1. Quem emite o alvará de soltura? A emissão de um alvará de soltura é uma decisão exclusiva de um magistrado (juiz, desembargador ou ministro do Supremo Tribunal Federal). Após analisar o processo, ele determina se o preso deve ser liberado. Essa decisão é registrada no sistema eletrônico do Judiciário. 2. Como o documento chega ao presídio? Depois de emitido, o alvará é encaminhado eletronicamente ao sistema prisional. O envio ocorre por meio de sistemas integrados entre o Poder Judiciário e a Secretaria de Justiça ou aio Secretaria de Administração Prisional. 3. Etapa de verificação Ao receber o documento, o sistema prisional deve: conferir a autenticidade do alvará; verificar as condições da soltura, como cumprimento de pena, medidas cautelares ou restrições impostas pela Justiça. Quadrilha acessa sistema de Justiça e liberta comparsas detido em Minas Gerais 4. Identificação do preso Antes da liberação, os agentes confirmam a identidade do detento, para ter a garantia de que aquela é a pessoa mencionada no alvará judicial. 5. Liberação e registro Após a validação do documento e da identidade do preso, o detento é liberado. O alvará passa, então, a integrar os registros oficiais da execução penal, ficando registrado ou arquivado no sistema, como parte do processo de execução. 6. Onde ocorreu a fraude? No caso investigado, segundo as investigações, hackers utilizaram credenciais legítimas para acessar o sistema e criar alvarás falsos, que passaram pelas etapas eletrônicas como se fossem decisões judiciais verdadeiras. Isso significa que a falha começou na primeira parte do processo. As informações foram incluídas no Banco Nacional de Mandados de Prisão, parte do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A partir de lá, a Secretaria de Justiça estadual de Minas Gerais recebeu as informações para a liberação de detentos do sistema prisional. LEIA TAMBÉM Vice de Zema diz que vai atrasar liberação de detentos; CNJ nega 'falha sistêmica' Governo publica decreto que oficializa reajuste do salário mínimo para R$ 1.621 em 2026 Fé, cultura ou rejeição: por que há quem não celebre o Natal 7. O que o CNJ declarou sobre o caso? O CNJ afirmou que não houve invasão ou falha estrutural em seus sistemas. Segundo o órgão, ocorreu, na verdade, o uso fraudulento de credenciais verdadeiros, e todas as decisões falsas foram identificadas e canceladas em menos de 24 horas. O conselho apontou, ainda, que não foi identificado qualquer indício de falha sistêmica ou do envolvimento funcional de servidores. Leia nota do órgão na íntegra. 8. O que o TJMG informou? O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) informou que as ordens forjadas já foram anuladas. Segundo o Judiciário, esses alvarás não foram expedidos por nenhum juiz, e os mandados de prisão foram restabelecidos. Forças de segurança foram acionadas para recapturar os foragidos. 9. Que medida o governo de MG anunciou? O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), afirmou que o estado vai atrasar o cumprimento das próximas ordens de soltura para checar a autenticidade das decisões judiciais após o episódio. Arte mostra etapas para cumprimento de alvará de soltura Arte/TV Globo Vídeos mais vistos do g1 Minas:

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Quadrilha usou credenciais de magistrados para fraudar sistema da Justiça e soltar presos em BH; entenda

Publicado em: 24/12/2025 04:00

Quadrilha acessa sistema de Justiça e liberta comparsas detido em Minas Gerais Um grupo de quatro detentos conseguiu deixar o Ceresp Gameleira, em Belo Horizonte, pela porta da frente no último sábado (20), após hackers invadirem o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e fraudarem ordens de soltura. Esses quatro criminosos haviam sido presos em 10 de dezembro com outras cinco pessoas suspeitas de integrarem uma organização criminosa apontada como responsável por acessar de forma ilegal o sistema do Judiciário. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Os homens deixaram a prisão graças ao crime que os levou ao sistema prisional: a manipulação dos alvarás. Até a noite desta terça-feira (23), somente um deles havia sido recapturado, e os outros três eram considerados foragidos (veja mais abaixo quem são). Entenda a partir dos pontos abaixo o que se sabe sobre o caso: Como hackers invadiram o sistema do CNJ? O que o grupo tentava fazer? Como ocorreu a liberação dos presos? O que ocorreu com os presos soltos? Quem são os foragidos? O que o CNJ declarou sobre o caso? O que o TJMG informou? Que medida o governo de MG anunciou? O caso segue sob investigação? 1. Como hackers invadiram o sistema do CNJ? De acordo com a investigação, a organização criminosa formada por hackers e estelionatários usava credenciais, ou seja, logins e senhas, associados a juízes para acessar o sistema do CNJ. Ainda não se sabe como essas credenciais foram parar nas mãos de criminosos. Com esse acesso indevido, eles conseguiam simular decisões oficiais e alterar dados sensíveis de processos. 2. O que o grupo tentava fazer? A investigação apontou que a quadrilha atuava em diferentes frentes dentro do sistema da Justiça. Entre as principais ações investigadas, estão as tentativas dos atos ilícitos abaixo: Liberação de presos por meio da emissão fraudulenta de alvarás de soltura, o que de fato ocorreu no último sábado. Alteração de dados de mandados de prisão, o que poderia impedir o cumprimento de ordens judiciais. Desbloqueio de valores retidos pela Justiça, o que poderia permitir desviar recursos que estavam sob decisão judicial; Liberação de veículos apreendidos, o que alteraria de forma irregular o status de bens. LEIA TAMBÉM Concurso da PM de MG: inscrições para 60 vagas com salário de R$ 11,5 mil seguem até 7 de janeiro Condenados por assassinato, roubo, feminicídio, tráfico e estupro ficam de fora de indultos de Natal; entenda Venezuela acusa EUA de 'extorsão' na ONU; Rússia e China apoiam e criticam 'intimidação' e 'comportamento de caubói' 3. Como ocorreu a liberação dos presos? A liberação irregular ocorreu após as ordens judiciais serem inseridas no Banco Nacional de Mandados de Prisão, parte do sistema do CNJ. A partir de lá, a Secretaria de Justiça estadual de Minas Gerais recebeu as informações para a liberação de detentos do sistema prisional. 4. O que ocorreu com os presos soltos? Dos quatro detentos liberados irregularmente do Ceresp Gameleira, em Belo Horizonte, um foi recapturado. Outros três seguem foragidos e são procurados pela polícia (veja fotos abaixo). 5. Quem são os foragidos? Ricardo Lopes de Araujo - deu entrada no Ceresp Gameleira em 10 de dezembro de 2025. Possui duas passagens pelo sistema desde 2016. Wanderson Henrique Lucena Salomão - deu entrada no Ceresp Gameleira em 10 de dezembro de 2025. Possui três passagens pelo sistema desde 2016. Nikolas Henrique de Paiva Silva - deu entrada no Ceresp Gameleira em 10 de dezembro de 2025. Esta é a única passagem dele pelo sistema prisional. Júnio Cezar Souza Silva - deu entrada no Ceresp Gameleira em 10 de dezembro de 2025. Possui três passagens pelo sistema desde 2020. Júnio Cezar foi recapturado na noite desta segunda (22). Fotos mostram Ricardo Lopes de Araujo, Wanderson Henrique Lucena Salomão e Nikolas Henrique de Paiva Silva, que deixaram prisão pela porta da frente após fraudarem ordens de soltura Divulgação/Sejusp-MG 6. O que o CNJ declarou sobre o caso? O CNJ afirmou que não houve invasão ou falha estrutural em seus sistemas. Segundo o órgão, ocorreu, na verdade, o uso fraudulento de credenciais verdadeiros, e todas as decisões falsas foram identificadas e canceladas em menos de 24 horas. O conselho apontou, ainda, que não foi identificado qualquer indício de falha sistêmica ou do envolvimento funcional de servidores. Leia nota do órgão na íntegra. 7. O que o TJMG informou? O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) informou que as ordens forjadas já foram anuladas. Segundo o Judiciário, esses alvarás não foram expedidos por nenhum juiz, e os mandados de prisão foram restabelecidos. Forças de segurança foram acionadas para recapturar os foragidos. 8. Que medida o governo de MG anunciou? O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), afirmou que o estado vai atrasar o cumprimento das próximas ordens de soltura para checar a autenticidade das decisões judiciais após o episódio. 9. O caso segue sob investigação? Sim. A Secretaria de Segurança Pública de Minas Gerais e o Tribunal de Justiça declararam que apuram o caso. Vídeos mais vistos do g1 Minas:

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Entenda como criminosos conseguiram fraudar sistema da Justiça e libertar comparsas da prisão

Publicado em: 23/12/2025 20:43

Quadrilha de hackers e estelionatários em Minas Gerais entrou no sistema da Justiça para libertar comparsas da prisão Reprodução/TV Globo Uma quadrilha de hackers e estelionatários em Minas Gerais entrou no sistema da Justiça para libertar comparsas da prisão. Ricardo Lopes de Araújo, Wanderson Henrique Lucena Salomão, Nikolas Henrique de Paiva Silva e Junio Cezar Souza Silva deixaram o Ceresp Gameleira, na região Oeste de Belo Horizonte, no último sábado. No dia 10 de dezembro, eles e outras cinco pessoas foram presos em uma operação contra uma organização que tentava acessar, de forma irregular, o sistema de dados do Conselho Nacional de Justiça. O Tribunal de Justiça de Minas e a Corregedoria-Geral de Justiça começaram a investigar o grupo há quatro meses. De acordo com as investigações, a organização criminosa formada por hackers e estelionatários usava credenciais vinculadas a magistrados para inserir informações falsas e entrar no sistema do Conselho Nacional de Justiça. O grupo tentava liberar veículos apreendidos e valores bloqueados pela Justiça e ainda alterar dados de mandados de prisão e alvarás de solturas. E foi justamente dessa forma que, segundo a Justiça de Minas, os quatro foram soltos. Os alvarás foram expedidos no Banco Nacional de Mandados de Prisão - de responsabilidade do Conselho Nacional de Justiça. Segundo o CNJ, para isso os presos utilizaram credenciais legítimas de acesso obtidas de forma ilícita e inseriram as informações no banco de dados do Conselho. A pesquisadora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública Roberta Fernandes reforça que o processo de soltura de um preso envolve várias instituições "Envolve o TJ, sistema prisional, dados da Polícia Civil. Então, o juiz ou desembargador responsável pela aquele processo, ele vai expedir o alvará de soltura, vai remeter em via de regra eletronicamente para o sistema prisional. Eles têm acesso aos dados da Polícia Civil também há dados nacionais do Infoseg. Dificilmente consegue se quebrar esse fluxo, né de barreiras institucionais que garantem que o cumprimento do alvará seja seguro". A Secretária de Segurança Pública de Minas Gerais e o Tribunal de Justiça declaram apuraram o caso. O Judiciário já expediu novos mandados contra os quatros suspeitos. Um dos presos que tinha deixado o presídio pela porta da frente, Júnio Cezar Souza Silva foi recapturado. O Conselho Nacional de Justiça declarou que não houve invasão ou violação estrutural aos sistemas judiciais. E que as ordens fraudulentas foram identificadas em menos de 24 horas, devidamente canceladas, com restauração dos mandados prisionais – além do imediato acionamento dos órgãos de segurança para a recaptura dos foragidos, com determinação expressa para a rigorosa apuração dos fatos. O CNJ afirmou também que não há, até o momento, qualquer indício de falha sistêmica ou do envolvimento funcional de servidores. O Jornal Nacional não conseguiu contato com a defesa dos citados.

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Após presos serem soltos com alvarás forjados, vice de Zema diz que vai atrasar soltura de mais presos

Publicado em: 23/12/2025 16:43

O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), afirmou nesta terça-feira (23) que o governo do estado vai atrasar o cumprimento de mandados de soltura após o episódio em que quatro presos foram liberados de um presídio de Belo Horizonte com alvarás forjados. Os integrantes de uma quadrilha suspeita de manipular sistemas judiciais conseguiram deixar o Centro de Remanejamento (Ceresp) Gameleira no último sábado (20) depois de um deles, um hacker, forjar alvarás de soltura por meio da invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça. "Nós vamos atrasar o cumprimento de todas as ordens de soltura que a gente receber, para que a gente tenha tempo de tentar verificar se o sistema deles foi fraudado. Agora eu vou ficar correndo risco do juízo do Ministério Público e do advogado reclamarem que nós estamos retardando cumprimento da ordem (de soltura de presos]", afirmou o vice do governador Romeu Zema (Novo). Dos quatro detentos que deixaram o Ceresp Gameleira de forma irregular, apenas um tinha sido recapturado até a tarde desta terça. Os outros três seguem sendo procurados pela polícia (veja mais abaixo quem são). "Entre segurar 12 horas um inocente que devia estar solto e soltar um vagabundo que devia estar preso, eu prefiro correr o risco de segurar mais 12 horas um inocente", disse Simões. Vídeos mais vistos do g1 Minas:

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Presos forjam alvarás de soltura e fogem de presídio em MG

Publicado em: 23/12/2025 12:22

Veja os vídeos que estão em alta no g1 Quatro homens fugiram do sistema prisional de Minas Gerais após apresentar alvarás de soltura falsificados. Até a manhã desta terça-feira (23), um deles já havia sido localizado e preso. Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a fraude permitiu que os detentos deixassem a cadeia pela porta da frente e foi coordenada por um hacker preso durante operação, no início de dezembro, suspeito de invadir sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O homem conseguiu sair da unidade prisional (não divulgada) usando um documento falsificado e, de acordo com as investigações, também favoreceu outros presos. Eles são suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em manipular sistemas judiciais, incluindo alterações indevidas de mandados de prisão e alvarás de soltura. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Minas no WhatsApp Ainda de acordo com o TJMG, todas as ordens judiciais fraudulentas foram identificadas e canceladas em menos de 24 horas após a emissão. O órgão informou também que as forças de segurança estaduais e federais foram acionadas imediatamente para a recaptura dos fugitivos, porém não divulgou a data da fuga. Em nota, o órgão afirmou que "segue empenhando constante vigilância para prevenir e combater qualquer tipo de violação aos seus sistemas". O g1 entrou em contato com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. Presídio em Minas gerais Agência Minas Gerais/Divulgação Confira os vídeos mais vistos no g1 Minas:

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PSN: falha de segurança interna da Sony permite hacker invadir contas protegidas por 2FA

Publicado em: 23/12/2025 04:13 Fonte: Tudocelular

A PlayStation Network (PSN) está novamente no centro de uma polêmica envolvendo falhas graves de segurança. Mais de uma década após o colapso de 2011, que deixou o serviço fora do ar por 23 dias, um novo caso reacende os temores sobre a proteção das contas dos jogadores. Porém, desta vez, nem mesmo a autenticação de dois fatores parece ter sido suficiente para evitar o golpe. O episódio foi revelado pelo jornalista Nicolas Lellouche, do portal francês Numerama, que relatou ter sua conta da PSN hackeada mesmo com passkey e 2FA ativados. Clique aqui para ler mais

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Spotify afirma que hackers invadiram seu catálogo de músicas; usuários não foram afetados

Publicado em: 22/12/2025 15:32

O Spotify anunciou nesta segunda (22) que desativou as contas de um grupo de hackers ativistas que alegavam ter "copiado" milhões de arquivos de música e metadados do serviço de streaming. O grupo Anna's Archives afirmou em uma publicação de blog que copiou 86 milhões de músicas do Spotify e os metadados de 256 milhões de músicas - um processo conhecido como "scraping" - para criar um "arquivo de conservação" aberto para músicas. O Anna's Archives alegou que os 86 milhões de arquivos de música representavam mais de 99,6% das reproduções do Spotify, enquanto as cópias de metadados representavam 99,9% de todas as músicas da plataforma. A violação, que não afeta os usuários do Spotify, significa que, em teoria, qualquer pessoa poderia usar as informações para criar seu próprio arquivo de música gratuito, embora, na prática, seriam rapidamente processadas pelos detentores dos direitos autorais. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "O Spotify identificou e desativou as contas de usuários maliciosos envolvidos no scraping ilegal", disse a empresa em um comunicado enviado à AFP. "Implementamos novas medidas de segurança para combater esses tipos de ataques de violação de direitos autorais e estamos monitorando ativamente qualquer atividade suspeita", afirmou a empresa. "Desde o primeiro dia, apoiamos a comunidade artística na luta contra a pirataria e estamos trabalhando ativamente com nossos parceiros do setor para proteger os criadores e defender seus direitos", acrescentou o Spotify. Os melhores álbuns de 2025 (com notas)

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TikTok assina acordo para venda nos Estados Unidos, diz agência

Publicado em: 18/12/2025 19:30

Imagem ilustrativa com a bandeira dos EUA e logotipo do TikTok Dado Ruvic/Illustration/Reuters O TikTok assinou o acordo para venda nos Estados Unidos, segundo memorando visto pela agência Reuters. A agência primeiro informou que o site de notícias Axios teve acesso ao documento. A ByteDance, controladora do TikTok, fechou negócio com as empresas Oracle, Silver Lake e MGX, para formar um grupo da rede social no país, chamado TikTok USDS Joint Venture LLC, segundo o memorando. O grupo nos EUA será responsável pela proteção de dados, segurança de algoritmos, de software e moderação de conteúdo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 As empresas terão 50% de participação de um consórcio de novos investidores. Após a conclusão do acordo, a joint venture atuará como uma entidade independente. A transação será concluída em até 120 dias, a partir da data da ordem executiva. Segundo o documento, 30,1% do TikTok USDS será das afiliadas de determinados investidores já existentes da ByteDance, e 19,9% permanecerão com a empresa. O prazo para a conclusão da venda do TikTok nos Estados Unidos terminou na última terça-feira (16), após ter sido adiado três vezes pelo presidente Donald Trump. Em setembro, Trump assinou um decreto que concedeu mais 90 dias para a negociação dos ativos da rede social com investidores americanos. Na ocasião, afirmou que EUA e China haviam chegado a um entendimento para que o aplicativo continuasse operando no país. Caso a plataforma não fosse vendida para um grupo considerado confiável pelos EUA, ela poderia ser bloqueada no país. Leia também: Ataque hacker expõe operação de perfis falsos para divulgar produtos no TikTok, diz site Lei obriga venda do TikTok A venda do TikTok pode precisar do aval do Congresso. Em 2024, os parlamentares americanos aprovaram uma lei obrigando a ByteDance a ceder o controle da operação da plataforma nos EUA. A medida foi criada para evitar que o governo chinês tivesse acesso, eventualmente, a dados de usuários no país. A ByteDance nega vínculos com o governo chinês e afirma que os dados dos usuários americanos são armazenados em servidores da Oracle nos EUA. Segundo a empresa, as decisões de moderação também são tomadas em território americano. Desde que reassumiu a presidência, em janeiro, Trump evitou aplicar a lei. Segundo ele, a legislação deixaria usuários insatisfeitos e afetaria a comunicação política. Trump, que tem mais de 15 milhões de seguidores no TikTok, disse que a rede contribuiu para sua vitória nas eleições do ano passado. A Casa Branca também criou uma conta oficial na plataforma no mês passado.

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