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Defensoria Pública aciona Justiça contra influenciador após postagens nazistas e racistas com exaltação a Hitler

Publicado em: 28/01/2026 15:19

Defensoria Pública aciona Justiça contra influenciador após postagens nazistas e racistas A Defensoria Pública de Pernambuco (DPPE) acionou a Justiça contra um influenciador de São Paulo por apologia ao nazismo e incitação à discriminação racial, religiosa e política, além de "incentivo à radicalização de seguidores". Segundo a petição, o produtor de conteúdo exalta figuras "genocidas da história da humanidade" como Adolf Hitler, Heinrich Himmler, Julius Evola e Miguel Serrano. O acusado foi Victor Stavale, conhecido como Vicky Vanilla, que se diz ex-ocultista e católico tradicional. Na ação civil pública, o defensor Kleyner Arley pediu que ele se abstenha de publicar conteúdo nazista, racista, xenofóbico e discriminatório e, ainda, uma indenização de R$ 8 milhões por danos morais coletivos. Procurado, Vicky Vanilla negou ter feito as postagens citadas no processo e disse que elas foram produzidas por hackers (veja resposta ao fim da reportagem). ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Em decisão, a Justiça disse, em primeira instância, que "tem plena ciência e concorda com a extrema gravidade dos atos e práticas imputados", mas negou o pedido de decisão liminar e pediu que o réu se manifeste acerca do caso, sob a justificativa de que bloquear o perfil público de uma pessoa nas redes sociais seria "uma restrição severa à liberdade de expressão" (saiba mais abaixo). Na petição, o defensor público afirma que Victor Stavale chegou a publicar que "o nazismo foi o maior projeto de pureza e ordem que o mundo já conheceu" e que "negros são degenerados por natureza, incapazes de criar civilização". Além das postagens ofensivas, conforme a petição, o réu também promove "recrutamento organizado" de seguidores e oferta "aulas gratuitas de nazismo". "Com maior gravidade, chegou a conclamar seus seguidores à violência direta, afirmando: 'chegou a hora de caçar comunistas, negros e judeus, não podemos esperar. Este enunciado, por si só, evidencia o risco social de radicalização e perseguição incentivado por suas palavras", afirma a petição. Ao g1, o defensor responsável pela ação civil pública contou que o caso veio à tona após a publicação de vídeos de outros influenciadores denunciando uma série de manifestações de caráter nazista e racista de Victor Savale. "Fui atrás de provas e entrei com a ação civil pública. Como defensor público, tenho legitimidade para tal", contou. Ele contou, ainda, que após o pedido de liminar, Victor Stavale publicou um vídeo nos stories do Instagram em que faz uma ofensa racista ao deputado estadual pelo Paraná Renato Freitas (PT), um homem negro. Em novembro, o parlamentar trocou socos com um homem e alegou ter agido em legítima defesa após ser alvo de ofensas racistas. "Esse soquinho representou muito. Foi um soquinho bem fraco, tirou só um pouquinho de sangue, poderia ter sido bem pior, eu consigo imaginar coisas bem piores com esses 'chimpas'", diz o réu no vídeo, aparentemente chamando de "chimpanzé" o parlamentar. Victor Stavale, conhecido como Vicky Vanilla, é acusado de apologia ao nazismo e incitação à discriminação racial, religiosa e política Reprodução/Instagram Pedido de urgência Na ação civil pública, Kleyner Arley pede que seja concedida liminar em tutela de urgência para que Victor Stavale: se abstenha de veicular conteúdos de natureza nazista, racista, xenofóbica e discriminatória, em qualquer meio físico ou digital; pague indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 8,8 milhões, "valor simbólico e pedagógico diante da gravidade dos fatos"; remova, de forma definitiva, os conteúdos nazistas das plataformas, sob pena de multa diária; publique a decisão em meios digitais e mídias sociais como forma de reparação simbólica. Em 13 de janeiro, a juíza Kathya Gomes Veloso, da 6ª Vara Cível da Capital, indeferiu o pedido e disse que boa parte das imagens citadas pelo defensor público é de stories do Instagram, que desaparecem após 24 horas, o que dificulta a aferição da regularidade da publicação. Disse, ainda, que o pedido de bloqueio integral do perfil público de uma pessoa em redes sociais "configura restrição severa à liberdade de expressão e comunicação, devendo ser realizada com extrema razoabilidade e estritamente dentro dos limites da lei e da jurisprudência superior". A juíza determina que Victor Stavale se manifeste em até 15 dias úteis. "O processo segue do mesmo jeito. A juíza, por cautela, queria dar a oportunidade dele se manifestar, mas ela mesma, na decisão, diz que percebeu a gravidade do que foi colocado, mas é uma questão de cautela. A qualquer momento, ela mesma pode decretar. [...] Se ele não se manifestar, é considerado revel (presunção relativa de veracidade dos fatos) e o processo segue sem a participação dele", explicou o defensor público. O que diz o réu Procurado pelo g1, Victor Stavale disse que um dos influenciadores que denunciaram as postagens ofensivas quer usá-lo de plataforma de ataque contra inimigos políticos, afirmou ter sido hackeado e citou o processo como perseguição ideológica e teológica de grupos "ligados ao satanismo e luciferianismo". "As ditas provas são textos e vídeos editados, inclusive por hackers que invadiram minhas plataformas enquanto eu morava fora, na Europa. Também tem motivações da esquerda e de grupos progressistas, ligados às minhas velhas crenças ocultistas, que, uma vez que as abandonei, e, devido à minha conversão à fé católica há mais de um ano, ainda me perseguem", declarou. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

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WinRAR ainda é uma excelente porta de entrada para hackers em seu PC; entenda o caso

Publicado em: 28/01/2026 08:22 Fonte: Tudocelular

Pesquisadores de segurança voltaram a acender o alerta sobre o WinRAR, um dos softwares de compactação de arquivos mais usados no mundo, após a identificação de ataques contínuos explorando uma falha crítica. Mesmo meses após a divulgação inicial do problema, a vulnerabilidade segue sendo usada ativamente por diferentes grupos maliciosos. O caso envolve a falha catalogada como CVE-2025-8088, que permite a execução remota de código em sistemas Windows. Segundo relatórios recentes do Google Threat Intelligence Group, ataques explorando esse vetor continuam em circulação, afetando usuários que não aplicaram correções de segurança.A vulnerabilidade do WinRAR está ligada a uma técnica conhecida como path traversal, que permite escapar das pastas previstas pelo software durante a extração de arquivos. Na prática, isso abre caminho para gravar conteúdo malicioso em áreas sensíveis do sistema operacional.Clique aqui para ler mais

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Contas da Cemig: veja o que mudou no novo boleto das contas de luz em MG

Publicado em: 28/01/2026 05:03

Fatura da Cemig tem novo layout - Exibição no MG1 - 27/01/26 Desde o início do ano, as faturas de energia da Cemig apresentam um novo visual e um novo sistema de identificação. As principais mudanças estão no layout, que facilita a leitura das informações, e no destaque para o QR Code para pagamento via pix, que agora fica no canto superior da página. Embora o objetivo seja simplificar a vida do consumidor, a mudança de layout tem sido utilizada por criminosos para aplicar golpes. Para manter o consumidor de energia seguro, o g1 separou as informações que mostram a diferença entre os boletos e o que você precisa checar antes de efetuar qualquer pagamento. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Boleto antigo x boleto novo da Cemig Reprodução/ TV Globo O que mudou no boleto O novo modelo da fatura (veja na imagem abaixo) faz parte de um processo de modernização da companhia e traz alterações visuais e técnicas importantes em relação ao modelo antigo: Novo layout: A conta agora tem um tom de verde mais vibrante e informações mais organizadas. Linguagem simples: Houve uma redução de termos técnicos, facilitando a compreensão do usuário. Destaque visual: Dados essenciais como valor total, data de vencimento e a identificação do imóvel agora aparecem com maior clareza. PIX em evidência: O QR Code para pagamento via PIX ganhou destaque para incentivar a quitação instantânea. De "Instalação" para "Unidade Consumidora": Esta é a mudança estrutural mais importante. O antigo número de instalação (que começava com o dígito 3) está sendo substituído por um novo número de Unidade Consumidora (UC), composto por 15 dígitos. Padronização nacional: A nova numeração atende a uma determinação da Aneel para unificar a identificação de imóveis em todo o Brasil. Unidade Consumidora é composta por 15 dígitos Cemig Divulgação Número de instalação com prazo de 12 meses Atenção! Para facilitar a adaptação, o número antigo (instalação) continuará impresso na conta e será aceito nos canais de atendimento por até 12 meses. A Cemig reforça que a mudança de numeração não altera o valor da conta nem a forma de cálculo do consumo. Novo modelo da fatura Cemig Divulgação Mudança de layout tem sido usada por golpistas A Cemig alerta que criminosos estão aproveitando as mudanças no visual para aplicar golpes em clientes, conforme vídeos e mensagens que circulam na internet. Segundo a empresa, informações falsas estão circulando, principalmente por WhatsApp, com o compartilhamento de links suspeitos, boletos falsos e mensagens de cobrança, o que pode levar a prejuízos financeiros. Como verificar se a conta de luz é verdadeira A forma mais rápida de conferir o valor correto da conta é pelo WhatsApp oficial da Cemig, no número (31) 3506-1160. Basta salvar o contato, enviar um “oi” e consultar possíveis pendências. No momento do pagamento, o consumidor deve sempre conferir os dados: Beneficiário: Cemig Distribuição S.A CNPJ: 06.981.180/0001-16 PIX: instituição recebedora deve ser o Banco Santander do Brasil S.A. (033) A Cemig reforça que a transição para o novo modelo é gratuita e automática, não sendo necessário clicar em nenhum link de "atualização de cadastro" para receber a nova conta. Canais oficiais da Cemig A confirmação de contas em aberto pode ser feita: Pelo WhatsApp oficial: (31) 3506-1160 Pelo site Cemig Atende Web (atende.cemig.com.br) Pelo telefone 116, com atendimento 24 horas Se houver indício de golpe, a recomendação é registrar um Boletim de Ocorrência junto à Polícia Militar. LEIA TAMBÉM: Cemig faz alerta sobre golpes na internet com falsa conta de luz; saiba como evitar Financeira dá golpe em 2 mil clientes após prometer retorno diário, causa prejuízo de R$ 35 mil a vítima e alega ataque hacker Veja os vídeos mais vistos no g1 Minas:

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Como funciona o novo modo de segurança do WhatsApp contra ataques virtuais

Publicado em: 28/01/2026 03:00

WhatsApp lança modo avançado de segurança O WhatsApp começou a liberar na terça-feira (27) um modo de segurança avançado com recursos para usuários que acreditam estar expostos ao risco de ataques cibernéticos. A novidade coloca o nível máximo de proteção, mas limita alguns recursos do aplicativo. Anexos e prévias de links enviados por desconhecidos, por exemplo, são bloqueados automaticamente. O pacote de segurança ativa a confirmação em duas etapas, voltada para evitar que a conta seja ativada em outro celular, e bloqueia ligações de desconhecidos. Além disso, apenas contatos podem ver informações como "visto por último" e "online", bem como adicionar o usuário a grupos. Para ativar a proteção adicional, é preciso acessar "Configurações", selecionar "Privacidade", clicar em "Configurações avançadas" e habilitar a opção "Configurações rigorosas da conta". 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Configurações rigorosas do WhatsApp Divulgação/WhatsApp Segundo o aplicativo, ele é voltada para pessoas como jornalistas e figuras públicas que "podem precisar de proteções extremas contra ataques cibernéticos raros e altamente sofisticados". "Esse recurso foi desenvolvido para os poucos usuários que podem ser submetidos a esse tipo de ataque. Por esse motivo, ele só deve ser ativado se você acreditar que pode ser alvo de uma campanha cibernética sofisticada. A maioria das pessoas não é visada por esses ataques", explicou o WhatsApp. A plataforma também implementou uma linguagem de programação chamada Rust para proteger fotos, vídeos e mensagens de programas espiões. Combate ao 'gatonet' derruba centenas de sites e apps piratas no Brasil em 2025 Como funcionam tecnologias que extraem dados de celulares e que a PF tem usado no Brasil 'Sentimento horrível', diz brasileira vítima de foto editada de biquíni pelo Grok, IA de Musk Segurança extra O WhatsApp é mais uma das plataformas que permitiu aos usuários optar por proteções mais robustas contra hackers em troca de uma experiência mais restritiva. Em 2022, a Apple lançou o "Modo de Bloqueio", que descreve como "uma proteção extrema e opcional" projetada para "pouquíssimos indivíduos" que podem ser alvos de ameaças digitais avançadas. Disponível para iPhone e macOS, o recurso desativa a maioria dos anexos de mensagens e prévias de links, além de restringir chamadas do FaceTime e navegação na web. Em 2025, o Android começou a oferecer o "Modo de Proteção Avançada" para usuários com "alta consciência de segurança". Assim como o "Modo de Bloqueio", o recurso sacrifica alguns recursos em prol de uma segurança aprimorada, incluindo a restrição de downloads de aplicativos potencialmente arriscados de fora da Play Store, do Google. Um pesquisador que ajuda a defender figuras da sociedade civil contra ataques de hackers disse à Reuters que o anúncio do WhatsApp foi "um desenvolvimento muito bem-vindo". O recurso ajudará a proteger dissidentes e ativistas, além de incentivar outras empresas de tecnologia a aprimorarem seus serviços, afirmou John Scott-Railton, do Citizen Lab, grupo de pesquisa da Universidade de Toronto. "Minha esperança é que outros sigam o exemplo", disse.

Apreensões de produtos estrangeiros em MG ultrapassam R$ 134 milhões; eletrônicos lideram ranking

Publicado em: 27/01/2026 12:16

Operação apreende R$ 100 mil em produtos ilegais e prende comerciante em Passos (MG) Receita Federal/Divulgação A Receita Federal apreendeu mais de R$ 134 milhões em produtos estrangeiros no ano passado em Minas Gerais. O valor representa um aumento de 25% em relação ao que foi apreendido em 2024. Segundo o órgão, o ranking é puxado pelos eletrônicos, que somam quase R$ 49 milhões. Na sequência, aparecem cigarros (R$ 43,5 milhões) e veículos (R$ 7,3 milhões). Veja abaixo: Eletrônicos: R$ 48.873.000,00 Cigarros: R$ 43.509.000,00 Veículos: R$ 7.375.000,00 Equipamentos de informática: R$ 6.619.000,00 Vestuário e calçados: R$ 5.675.000,00 Cigarros eletrônicos: R$ 2.054.000,00 Ainda de acordo com a Receita, a apreensão de canetas emagrecedoras também se destacou no estado, onde 1.405 unidades foram apreendidas em 2025. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Contrabando e importação irregular O órgão destaca que o resultado é fruto de diversas operações de combate ao contrabando e à importação irregular de mercadorias estrangeiras ao longo do ano. Elas costumam ocorrer em portos secos, aeroportos, estradas, centrais de distribuição dos Correios, marketplaces, transportadoras, depósitos clandestinos, centros atacadistas e outros estabelecimentos comerciais. "As operações têm o objetivo de proteger a indústria nacional e os importadores regulares. A sonegação de impostos e a entrada irregular de produtos no país prejudicam os próprios consumidores e geram concorrência desleal", afirmou. Conforme a Receita, as mercadorias apreendidas que não representam riscos à saúde, após os trâmites processuais regulares, são destinadas seguindo a legislação em vigor. "Essas mercadorias foram incorporadas ou doadas para outros órgãos públicos, promovendo a redução de gastos. As doações são parte do Programa Receita Cidadã, que busca contribuir com a gestão ambiental, ecoeficiência e responsabilidade social com ações benéficas para toda a sociedade", completou. Apreensões de drogas No combate ao tráfico de drogas, em 2025, as equipes Receita Federal do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, na Grande BH, foram responsáveis pela apreensão de: 1,2 tonelada de cocaína 69,42 quilos de skunk Seis quilos de metanfetamina Em dezembro, uma fiscalização conjunta da Receita e da Polícia Federal apreendeu mais de uma tonelada de cocaína no terminal. LEIA TAMBÉM: Financeira dá golpe em 2 mil clientes após prometer retorno diário, causa prejuízo de R$ 35 mil a vítima e alega ataque hacker

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Financeira dá golpe em 2 mil clientes após prometer retorno diário, causa prejuízo de R$ 35 mil a vítima e alega ataque hacker

Publicado em: 27/01/2026 05:03

Moradores de Matozinhos denunciam golpe milionário de financeira virtual Uma plataforma que prometia lucro diário sobre o valor investido atraiu moradores de Matozinhos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e agora é alvo de investigação da Polícia Civil por suspeita de golpe financeiro. Pelo menos 40 vítimas já registraram ocorrência na cidade, mas grupos de mensagens apontam mais de 2 mil pessoas prejudicadas em diferentes estados. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp A empresa Quona Financial se apresentava como uma gestora de capital de risco e oferecia investimentos por meio de um aplicativo na internet. O modelo era simples e atrativo: o cliente investia um valor inicial, recebia diariamente uma porcentagem de rendimento e, ao final do ciclo, recuperava o capital total aplicado. Segundo relatos, os primeiros saques funcionavam normalmente, o que aumentava a confiança e incentivava novos aportes, além de atrair novos investidores por indicação. “Você investia um capital e, por dia, sacava uma porcentagem. No final, recebia o valor total”, contou o farmacêutico Dênis Daniel Rodrigues, uma das vítimas do golpe. Vítimas relatam prejuízos e vergonha Um dos investidores afirma ter perdido R$ 35 mil após não conseguir mais sacar o dinheiro. Outro diz que perdeu R$ 25 mil. “Além de ser enganado, fica aquele sentimento de vergonha”, relatou uma vítima que preferiu não se identificar. Empresa alegou ataque hacker e pediu depósito de R$ 900 Em comunicado após receber reclamações dos clientes, a Quona Financial afirmou que sofreu um ataque hacker que teria alterado dados bancários e provocado saques indevidos. A empresa prometeu reembolsar os usuários, o que não ocorreu, segundo os denunciantes. Um boletim de ocorrência relata que a plataforma disse que as contas foram substituídas por novos perfis e que seria necessário depositar mais R$ 900 para desbloquear os valores, o que levantou ainda mais suspeitas. A TV Globo tentou contato com os responsáveis pela Quona Financial, mas não obteve resposta. LEIA TAMBÉM: Governo de MG afirma que transbordamento em mina causou danos ambientais e Vale será autuada Minas Gerais tem mais de 14 mil vagas de emprego; saiba como se candidatar Imagens mostram página de navegação da plataforma Quona Financial, financeira virtual que aplicou golpe em cerca de 2 mil pessoas Reprodução Escritório físico e recrutamento de novos investidores A empresa mantinha um escritório no centro de Matozinhos, onde treinava novos investidores. O local foi aberto por uma mulher que afirma também ter sido vítima. Karen Guerra diz que foi recrutada após ver um anúncio de oportunidade de negócio na internet e passou a atrair novos investidores, mas acabou sofrendo ameaças e prejuízos. “Eu acredito que eles me usaram. Sofri muitas ameaças, contra mim e minha família. Quero que isso se resolva”, afirmou. Polícia investiga e orienta vítimas A Polícia Civil investiga o caso e confirmou ao menos 40 denúncias formais em Matozinhos. Em grupos de aplicativos de mensagem, vítimas relatam mais de 2 mil prejuízos em cidades de Minas Gerais e de outros estados, como Rio de Janeiro e Paraná. A corporação orienta que os prejudicados registrem boletim de ocorrência e apresentem documentos que comprovem a fraude para permitir a abertura de investigação criminal. Vídeos mais assistindo do g1:

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Vazamento expõe dados internos da Nike, diz site

Publicado em: 26/01/2026 14:42

Loja da Nike em shopping de São Petersburgo, na Rússia, em imagem de 25 de maio de 2022. Anton Vaganov/Reuters A Nike está investigando um possível ataque hacker que expôs ao menos 1,4 terabyte (TB) de dados internos da empresa. A informação foi revelada pelo site britânico de tecnologia The Register, que diz ter tido acesso a parte do material. 🔎 1 TB (terabyte) equivale a 1.000 gigabytes (GB). Para referência da capacidade de armazenamento, um disco de 1 TB consegue armazenar 250 mil músicas, até 60 horas de vídeo e 160 mil fotos. Segundo o portal, informações de clientes e funcionários da Nike não foram expostas nesse incidente. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ao The Register, a empresa afirmou que está apurando o caso. "Sempre levamos a privacidade do consumidor e a segurança dos dados muito a sério", disse um porta-voz da Nike ao portal. "Estamos investigando um possível incidente de cibersegurança e avaliando ativamente a situação", completou. O g1 também procurou a Nike e aguarda retorno. O The Register afirma que o vazamento teria sido realizado pelo grupo hacker WorldLeaks, que alegou ter acessado 188.347 arquivos dos sistemas da Nike. Entre o material estão diretórios com identificações como "Roupas Esportivas Femininas", "Roupas Esportivas Masculinas", "Recursos de Treinamento – Fábrica" e "Processo de Confecção de Vestuárias". Isso indica que, muito provavelmente, os golpistas tiveram acesso a informações sobre produtos e processos de fabricação, segundo o The Register. O portal lembra que o grupo WorldLeaks já fez outras "centenas de vítimas". Em julho de 2025, a Dell foi uma delas: o grupo alegou ter acessado 416.103 arquivos da fabricante de computadores. A empresa, por sua vez, afirmou que o WorldLeaks não teve acesso a informações sensíveis. Outro caso recente de vazamento de dados Pesquisador diz ter encontrado 149 milhões de senhas expostas na internet Na semana passada o g1 mostrou outro caso em que um pesquisador de cibersegurança da Ucrânia disse ter encontrado um banco de dados com 149 milhões de senhas expostas na internet. Como criar senhas fortes e proteger suas contas A lista inclui dados de usuários do Gmail, do Facebook, do Instagram, do Yahoo, de serviços de streaming e também do "gov.br", entre outros, segundo Jeremiah Fowler. Ao detalhar o caso para o ExpressVPN, serviço de rede privada baseado nas Ilhas Virgens Britânicas, o pesquisador afirmou que o material tinha 96 GB de dados brutos, incluindo e-mails, nomes de usuários e senhas roubadas de vítimas ao redor do mundo. Plataformas afetadas Ainda de acordo com o pesquisador, a lista de contas de e-mail expostas continha o seguinte volume de dados dessas plataformas: Gmail, 48 milhões; Yahoo, 4 milhões; Outlook, 1,5 milhão; iCloud, 900 mil; E-mails com final ".edu", 1,4 milhão. Outros serviços incluem: Facebook, 17 milhões; Instagram, 6,5 milhões; Netflix, 3,4 milhões; TikTok, 780 mil; Binance, 420 mil; OnlyFans, 100 mil. Vídeos de alimentos e objetos falantes criados com IA inundam as redes Fim do orelhão: Anatel começa retirada definitiva no Brasil Ferramenta gratuita da rede social X tem sido usada para criar imagens íntimas falsas

Facebook é condenado a indenizar influenciadora por invasão de contas em MG

Publicado em: 25/01/2026 15:56

Justiça condena Facebook a indenizar influenciadora após invasão de contas por hackers no Sul de Minas Envato Elements/Imagem ilustrativa A 20ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) condenou o Facebook Serviços Online do Brasil a indenizar uma influenciadora digital que teve as contas do Instagram e do Facebook invadidas por hackers. A decisão reconheceu falha na prestação do serviço e fixou em R$ 5 mil o valor da indenização por danos morais. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram O caso tramitou na Comarca de Passos (MG), após a influenciadora recorrer ao Judiciário depois de ter os perfis suspensos, em novembro de 2022. Segundo o processo, os invasores conseguiram alterar configurações das contas e realizar anúncios fraudulentos em nome da vítima, o que gerou cobranças indevidas de aproximadamente R$ 3 mil. De acordo com a autora, os perfis eram utilizados para a comercialização de produtos, e a indisponibilidade das contas após a invasão comprometeu as vendas e prejudicou sua imagem junto aos clientes. Em sua defesa, o Facebook alegou que a invasão teria ocorrido por falha da própria usuária, sustentando que cabe ao titular da conta zelar pelo sigilo do login e da senha. A empresa argumentou ainda que casos de invasão costumam estar relacionados à negligência dos usuários ou à confiança excessiva em terceiros. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em 1ª Instância, a Justiça reconheceu a falha na prestação do serviço e condenou a empresa ao pagamento de R$ 10 mil por danos morais. As duas partes recorreram da decisão. Falha de segurança Relator do recurso, o juiz convocado Christian Gomes Lima reformou parcialmente a sentença para reduzir a indenização para R$ 5 mil, valor considerado mais adequado aos parâmetros adotados pelo TJMG em casos semelhantes. O magistrado destacou que a relação entre a usuária e a plataforma digital é regida pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC), o que implica responsabilidade objetiva da empresa pelos danos causados, já que a segurança do sistema integra os riscos da atividade econômica, conforme o artigo 14 do CDC. Segundo o relator, ficou evidenciado que a plataforma não conseguiu impedir o acesso indevido de terceiros às contas da influenciadora. “Não há dúvida de que a violação da conta não foi causada por ato imputável a ela, senão em virtude de falha na prestação do serviço pela empresa, cujo sistema de segurança não se mostrou capaz de detectar a fraude praticada por terceiros”, afirmou. O pedido de indenização por danos materiais e lucros cessantes foi negado, uma vez que os valores apresentados pela vítima foram considerados meras estimativas, sem comprovação de prejuízo efetivo. Os desembargadores Lílian Maciel e Fernando Lins acompanharam o voto do relator. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

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Justiça arquiva investigação contra corretor flagrado com R$ 700 mil em espécie em Roraima

Publicado em: 22/01/2026 18:45

Investigações da PF apontam envolvimento de assessor em esquema de lavagem de dinheiro A Justiça determinou o arquivamento do processo contra o corretor de imóveis Jackson Renei Aquino de Souza, de 38 anos, flagrado com R$ 700 mil em espécie pela Polícia Federal em julho de 2025 (relembre no vídeo acima). A decisão, do último dia 13 de janeiro, atendeu a um pedido do Ministério Público de Roraima (MPRR), que entendeu não provas sobre o crime de lavagem de dinheiro. À época da prisão, Jackson também era assessor parlamentar, mas foi exonerado. Na análise do caso, a juíza Daniela Schirato entendeu que não havia elementos que impedissem o arquivamento do processo. O caso tramitava na Vara de Entorpecentes e Organizações Criminosas. "Analisando os autos, não verifico a existência de ilegalidade que justifique a revisão do arquivamento promovido pelo Ministério Público, titular da ação penal", cita trecho da decisão da juíza. LEIA MAIS: Suspeito de lavagem de dinheiro é preso pela PF com R$ 700 mil em espécie em Boa Vista Valor de R$ 700 mil apreendido pela PF estava com assessor Assessor parlamentar flagrado com R$ 700 mil em espécie é demitido do cargo No parecer, o MPRR indicou que os indícios apontados pela investigação da Polícia Federal sobre uma possível relação do saque com lavagem de dinheiro eram frágeis ou inexistentes. Segundo o órgão, o crime de lavagem de dinheiro depende da comprovação de uma infração penal anterior, e a investigação sobre o suposto furto relacionado ao ataque hacker foi inconclusiva, sem a confirmação da origem ilícita dos valores. Ao decidir pelo arquivamento, a juíza também revogou as medidas cautelares que ele ainda cumpria, e determinou a restituição dos bens e valores apreendidos com Jackson, e o fim do bloqueio de R$ 1,3 milhão. No dia da prisão, a PF chegou até o corretor após um alerta da Coordenação de Repressão a Fraudes Bancárias Eletrônicas de que ele havia agendado um saque de R$ 1 milhão para saque. Na investigação, agentes descobriram que havia caído R$ 2,4 milhões na poupança dele e a suspeita era a de que o dinheiro tinha relação o desvio do ataque cibernético. PF apreendeu R$ 700 mil em espécie em Boa Vista PF/Divulgação Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

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1Password adiciona uma nova camada de proteção contra golpes

Publicado em: 22/01/2026 06:10 Fonte: Tudocelular

A 1Password anunciou a liberação de um novo recurso de segurança voltado ao combate de golpes de phishing, prática que tem ficado cada vez mais comum graças ao uso de inteligência artificial. A novidade chega por meio da extensão do serviço para navegadores e já está disponível para usuários da plataforma. O lançamento ocorre em um momento de crescimento dos ataques digitais cada vez mais sofisticados. Com ferramentas de IA capazes de criar sites falsos visualmente convincentes, o risco de roubo de credenciais aumentou, levando empresas de segurança a reforçarem suas camadas de proteção.Segundo a 1Password, o novo recurso de segurança atua como uma “segunda verificação” antes do usuário inserir dados sensíveis em páginas suspeitas. A extensão passa a monitorar tentativas de login e emite um alerta quando identifica que o site acessado não corresponde a nenhum serviço salvo no cofre do usuário.Clique aqui para ler mais

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Cuidado! Fones da JBL, Xiaomi, Logitech e outras marcas podem ser hackeados para espionar você

Publicado em: 22/01/2026 02:37 Fonte: Tudocelular

E parece que nem ao usar fones de ouvido estamos protegidos de invasores. Uma nova vulnerabilidade em dispositivos Bluetooth está colocando em risco milhões de usuários no mundo todo. Pesquisadores da Universidade KU Leuven, na Bélgica, descobriram falhas graves no protocolo Fast Pair — Pareamento Rápido — do Google, tecnologia usada para emparelhar fones e alto-falantes com apenas um toque. Essa mesma conveniência, que se assemelha ao recurso presentes nos iOS, pode ser explorada por hackers para se conectar a acessórios sem permissão, chegando a níveis assustadores. Clique aqui para ler mais

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Como um brasileiro invadiu os sistemas da Nasa e foi reconhecido pela agência espacial dos EUA

Publicado em: 21/01/2026 02:00

Como um brasileiro invadiu os sistemas da Nasa e foi reconhecido pela agência americana "Frustrante e muito irritante". É assim que o brasileiro Carlos Eduardo Zambelli Aloi, de 38 anos, profissional de segurança da informação, descreve os seis meses que passou, ao longo de 2025, em busca de falhas de segurança em sistemas da Nasa, a agência espacial americana. Segundo ele, os problemas encontrados nem sempre eram aceitos quando reportados à Nasa e, em alguns casos, o retorno com feedback demorava semanas. Em novembro de 2025, a agência reconheceu duas das 26 falhas de segurança identificadas por Carlos Eduardo em sistemas próprios. 'Me sinto suja', diz brasileira vítima de foto editada de biquíni pelo Grok Em uma das vulnerabilidades, ele afirma ter acessado um documento no Google Docs com um artigo científico que deveria estar restrito a funcionários da Nasa. Na outra, foi possível acessar informações sensíveis, como senhas (saiba mais abaixo). Carlos Eduardo Zambelli Aloi trabalha há mais de 20 anos com tecnologia da informação. Arquivo pessoal Como resposta, Carlos recebeu uma carta de agradecimento assinada pela diretora de segurança da informação da Nasa, Tamiko Fletcher. Segundo ele, o reconhecimento não envolve recompensa financeira (leia a carta na íntegra ao final da reportagem). "Para mim, é uma conquista pessoal, de testar até onde consigo ir e saber se estou no caminho certo. Isso reforça que meus estudos e o trabalho que venho fazendo na área estão dando resultado", disse ao g1. Procurada, a Nasa não quis comentar as descobertas do brasileiro por "questões de segurança". Em nota, um porta-voz afirmou que a agência mantém um programa para o relato responsável de falhas encontradas por pesquisadores externos, aberto a qualquer pessoa. Além dele, o g1 encontrou outros dois brasileiros que também foram reconhecidos pela agência norte-americana. Os nomes aparecem no site Bugcrowd, plataforma usada pela Nasa para receber relatórios de vulnerabilidades. O g1 não conseguiu contato com eles até a publicação desta reportagem. Tamiko Fletcher, diretora de segurança da informação da Nasa. Divulgação/Nasa Seis meses de tentativas até a carta Os esforços de Carlos Eduardo começaram no meio do ano passado. A partir de novembro, ele intensificou as buscas, dedicando de três a quatro horas por dia (geralmente entre 21h e 2h da manhã) após o expediente de trabalho e as aulas da pós-graduação de cibersegurança ofensiva. No primeiro teste, Carlos afirma ter acessado diretórios restritos e manipulado identificadores de login para baixar documentos internos. Segundo ele, chegou a obter permissão de edição em um artigo científico armazenado no Google Drive. "Era um estudo sobre condições de vento solar e eventos magnéticos, possivelmente ligado à astronomia e à física espacial", afirmou. "Eu entrei e inseri um link para um site falso. A partir daí, se quisesse, poderia roubar credenciais, como e-mails e senhas, de pessoas da Nasa". O arquivo, ao qual o g1 conseguiu visualizar parte, continha a mensagem "for more content click here:" ("para mais conteúdo, clique aqui:"), acompanhada do site falso criado por ele. No segundo teste, o brasileiro afirmou ter encontrado uma pasta restrita com dados internos da Nasa, como repositórios de sistemas, credenciais de acesso (senhas) e endereços de IP usados pela agência. O material foi localizado após uma série de tentativas para mapear falhas na estrutura digital da instituição. Segundo ele, foram usadas técnicas de reconhecimento e enumeração para identificar diretórios e pastas que não deveriam estar visíveis. Ao encontrar uma brecha, disse ter conseguido explorá-la como ponto de entrada para acessar outras áreas do sistema, até localizar a pasta restrita. "Você encontra uma brecha, entra nela e descobre outra, avançando aos poucos", explicou. "É como um rato procurando um caminho. Nesse processo, acabei chegando a informações muito sensíveis da infraestrutura interna deles". Segundo ele, a Nasa demorou a responder. O relatório sobre a vulnerabilidade ficou semanas em análise e o retorno só veio após a correção do problema. "Você passa muito tempo testando, monta o relatório, envia e ele não é aceito ou a falha é considerada sem impacto. É frustrante ficar horas trabalhando e não receber retorno", disse. O g1 teve acesso a parte das evidências encontradas, mas a divulgação do material depende de autorização da Nasa. A liberação foi solicitada pelo brasileiro, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem. Mensagem da Nasa que pede autorização para divulgação de materiais Reprodução/Nasa LEIA TAMBÉM: Segurança da informação tem salário de R$ 38 mil, mas não encontra profissionais Apple fecha parceria com Google para levar o Gemini aos iPhones 'Você Morreu?': app faz sucesso por monitorar pessoas que vivem sozinhas Brasileiro trabalha com TI há mais de 20 anos Carlos Eduardo vive em São Paulo e diz que trabalha com tecnologia da informação (TI) há mais de 20 anos. Ele atua na área de cibersegurança há cerca de uma década. Atualmente, é analista de sistemas sênior em uma das maiores redes de estacionamentos do Brasil. Segundo ele, a persistência em buscar falhas nos sistemas da Nasa também foi influenciada por um momento pessoal delicado: a morte do pai, em outubro de 2025. Carlos afirma que o desafio técnico serviu como forma de distração durante o luto. "Eu me apoiei nisso para distrair a cabeça, porque é uma coisa que eu gosto de fazer", disse. Ele já tinha experiência em testes de invasão por meio de programas oferecidos por empresas, que convidam profissionais da área a buscar vulnerabilidades em seus sistemas. Segundo ele, em alguns desses casos há recompensas financeiras. Receber um reconhecimento da Nasa, mesmo sem pagamento, era um objetivo pessoal. "Eu sempre quis ter essa carta. Acompanhava outras pessoas que recebiam esse reconhecimento depois de encontrar falhas. Eu queria muito isso", contou. A carta foi emitida em nome de "Kazam", apelido que ele usa em comunidades de hacking (grupo de hackers) e que reúne "Kadu", seu apelido, com o sobrenome Zambelli. O feito também garantiu ao brasileiro um lugar na "hall da fama" da Nasa no site da Bugcrowd, plataforma de cibersegurança colaborativa usada pela agência para receber relatórios de falhas (veja na imagem abaixo). O site Bugcrowd é uma das principais plataformas que reúnem empresas interessadas em incentivar pesquisadores a identificar falhas de segurança. Em muitos casos, o reconhecimento se limita a uma menção no "hall da fama", mas algumas companhias oferecem recompensas mais atrativas, como dinheiro ou produtos. Em nota, a Nasa confirmou que o Bugcrowd é o canal usado por pesquisadores para relatar vulnerabilidades em seus sistemas, com concessão de cartas de reconhecimento após a correção dos problemas, e que o "hall da fama" é gerenciado pela própria Bugcrowd. Brasileiro aparece no "hall da fama" da Nasa no site da Bugcrowd. Reprodução/Bugcrowd O reconhecimento veio por meio da Vulnerability Disclosure Policy (Política de Divulgação de Vulnerabilidades), programa que conta com a ajuda de pesquisadores para identificar problemas de segurança em sistemas da agência, incluindo sites oficiais como nasa.gov e nsc.nasa.gov. Em seu site, a Nasa informa que nem todos os relatórios resultam em uma carta de reconhecimento, chamada de "Letter of Recognition" (LOR). Segundo a agência, o documento é concedido apenas a relatórios validados, aceitos e confirmados como corrigidos (veja todas as regras aqui). Na carta enviada ao brasileiro, a Nasa afirma que o relatório dele "contribuiu para ampliar a conscientização sobre vulnerabilidades que, de outra forma, poderiam permanecer desconhecidas, ajudando a proteger a integridade e a disponibilidade das informações da agência". Carlos diz conhecer outros brasileiros já reconhecidos pela Nasa e afirma que, após o reconhecimento, passou a receber mensagens de pessoas interessadas em participar do programa. Carta da Nasa enviada ao Brasileiro Eduardo Zambelli Aloi Arquivo pessoal/Eduardo Zambelli Aloi Leia a tradução da carta "Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço Sede da NASA Mary W. Jackson Washington, DC 20546-0001 Prezado Kazam, Em nome da Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço e da Política de Divulgação de Vulnerabilidades (VDP) da NASA, gostaríamos de reconhecer seus esforços como pesquisador independente de segurança, tanto na identificação da vulnerabilidade que você submeteu quanto no cumprimento da política e das diretrizes da VDP da NASA ao reportá-la de forma responsável. A capacidade de detectar e relatar vulnerabilidades de segurança é uma habilidade valiosa na indústria de segurança da informação. Seu relatório contribuiu para ampliar a conscientização da NASA sobre vulnerabilidades que, de outra forma, poderiam permanecer desconhecidas, e nos ajudou a proteger a integridade e a disponibilidade das informações da NASA. Por favor, aceite esta carta como um sinal de nossa apreciação por seus esforços na detecção dessa vulnerabilidade, contribuindo para que a NASA possa continuar avançando nas áreas de ciência, tecnologia, aeronáutica e exploração espacial, com o objetivo de ampliar o conhecimento, a educação, a inovação, a vitalidade econômica e a preservação da Terra. Estamos todos juntos nisso como uma comunidade de segurança, e sua participação e expertise são dignas de reconhecimento. Atenciosamente, Tamiko Fletcher Atuante como Diretora Sênior de Segurança da Informação da Agência (SAISO) Escritório do Diretor de Informação da NASA (OCIO) Política de Divulgação de Vulnerabilidades da NASA (VDP) 22 de dezembro de 2025" O que diz a Nasa "A NASA reconhece que vulnerabilidades externas podem ser descobertas por qualquer pessoa a qualquer momento e criou a Política de Divulgação de Vulnerabilidades para que pesquisadores de segurança relatem de boa-fé as vulnerabilidades que descobriram. Relatórios de vulnerabilidades pelo canal oficial são reconhecidos, e pesquisadores de segurança podem ser contatados durante a remediação. Por questões de segurança, não é apropriado que a NASA comente relatórios específicos. Por favor, entre em contato com a Agência de Segurança de Cibersegurança e Infraestrutura para obter informações adicionais sobre sistemas federais. - Porta-voz" Ferramenta gratuita da rede social X tem sido usada para criar imagens íntimas falsas Cerco ao 'gatonet' derruba milhares de sites e apps piratas no Brasil Crise da memória RAM pode deixar celulares, notebooks e até carros mais caros no Brasil

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Ladrões de celulares avaliados em R$ 100 mil que foram identificados após pagamento de chope via PIX são condenados à prisão

Publicado em: 20/01/2026 16:25

Polícia prende quadrilha especializada em furtar lojas de celulares em shoppings A Justiça condenou três homens acusados de invadir uma loja de shopping, furtar cerca de 21 celulares e outros eletrônicos avaliados em R$ 100 mil em outubro de 2024, no bairro Jardim Redentor, em São José do Rio Preto (SP). O trio foi identificado pela polícia após um deles pagar um chope na praça de alimentação do centro de compras via PIX. Na ocasião, os criminosos utilizaram um dispositivo hacker para acessar o sistema de abertura das portas e entrar na loja. A investigação começou em outubro, quando o trio invadiu o estabelecimento no shopping, e a ação foi flagrada por uma câmera de segurança. Assista acima. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Pelo vídeo é possível ver que, enquanto dois integrantes do grupo operam o aparelho no corredor do shopping, o terceiro invade a loja, furta os celulares e sai caminhando pelo corredor. Antes de fugir, ele ainda brinca com os outros comparsas no interior do shopping. Depois de cometerem o crime, um dos acusados comprou o chope na praça de alimentação ao lado da loja. Com o pagamento do produto, a polícia conseguiu os dados de Thiago Santos Fernandes. Imagem capturada de câmera mostra criminoso saindo de interior de loja de celulares, logo depois de furtar os aparelhos, em shopping de Rio Preto Reprodução/Câmera de segurança Em seguida, ele e os comparsas, Maurício Junio Mariano dos Santos e Bruno Kauã Fernandes Montenegro fugiram do local. Thiago foi preso em janeiro de 2025, em Florianópolis (SC). Bruno foi capturado em fevereiro de 2025 na capital paulista e confessou o crime. No dia seguinte, Maurício foi preso em uma operação da Polícia Civil para cumprimento de mandado de prisão. Seis dos aparelhos furtados foram recuperados em uma loja em São Paulo (SP) e devolvidos ao dono. Bruno e Maurício foram condenados a quatro anos de prisão em regime fechado. Já Thiago recebeu a condenação de cinco anos em regime fechado, em função da reincidência no crime de furto. Cabe recurso da decisão, mas o trio não pode recorrer em liberdade. O g1 tenta contato com a defesa dos condenados. Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

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Com golpes online e até invasão de casas, ladrões de criptomoedas roubam US$ 700 milhões em explosão de roubos

Publicado em: 20/01/2026 12:20

Criminosos enviaram todas as moedas do casal Helen e Richard para suas próprias carteiras digitais em um ataque rápido e silencioso Stock Photos via Getty Images Há algo particularmente angustiante em ter sua criptomoeda roubada. Todas as transações são registradas em um livro digital, conhecido como blockchain, de modo que, mesmo que alguém leve o seu dinheiro e o transfira para sua própria carteira digital, ele continua visível online. "Você consegue ver seu dinheiro lá no blockchain público, mas não há nada que possa fazer para recuperá-lo", diz Helen, que perdeu cerca de US$ 315 mil (cerca de R$ 1,6 milhão) para criminosos. Ela compara a sensação de assistir a um ladrão empilhar seus bens mais preciosos do outro lado de um abismo intransponível. Por sete anos, Helen e o marido Richard (nome fictício), ambos residentes do Reino Unido, compraram e acumularam criptomoedas chamadas Cardano. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Eles gostavam da ideia de investir em um ativo digital com potencial de valorização expressiva, diferente de fundos guardados de maneira mais convencional. Sabiam que era arriscado, mas tomavam cuidado para manter suas chaves digitais seguras. Ainda assim, hackers invadiram a conta de armazenamento em nuvem onde guardavam informações sobre suas carteiras e o acesso a elas. Em fevereiro de 2024, após uma pequena transferência de teste, os criminosos enviaram todas as moedas do casal para suas próprias carteiras digitais em um ataque rápido e silencioso. O casal acompanhou por meses a movimentação de seu dinheiro de uma carteira para outra, impotente para agir. (A contradição inerente das criptomoedas é que todas as transações podem ser rastreadas publicamente, mas os usuários podem permanecer não identificáveis se assim escolherem.) "Comprávamos essas moedas há tanto tempo... Usamos todo o dinheiro que conseguimos para comprar mais", diz Richard. "Tirando a morte dos meus pais, esse roubo foi a pior coisa que aconteceu comigo." Desde então, Helen se dedica a tentar recuperar o dinheiro. Ela obteve relatórios detalhados de várias polícias e dos desenvolvedores do Cardano. Agora, mesmo tendo o endereço das carteiras dos criminosos, não há nada que se possa fazer para identificá-los. O plano do casal é economizar o suficiente para contratar investigadores particulares e tentar rastrear os hackers. "Te deixa com uma sensação de impotência", diz Helen, "mas vou continuar tentando". Uma explosão de ataques de criptomoedas Globalmente, estima-se que 560 milhões de pessoas possuem criptomoedas. Mas à medida que a posse desses ativos aumentou, cresceram também os roubos. A pandemia impulsionou a valorização das moedas digitais e, com isso, uma explosão nos ataques ao setor. O ano de 2025 foi recorde para criminosos de criptomoedas, com furtos totais estimados em mais de US$ 3,4 bilhões (cerca de R$ 17,2 bilhões), segundo a empresa de análise de blockchain Chainalysis. O valor anual permanece nesse patamar desde 2020. A maior parte do dinheiro é roubada em ataques cibernéticos enormes a empresas de criptoativos. Por exemplo, hackers norte-coreanos levaram US$ 1,5 bilhão (aproximadamente R$ 7,6 bilhões) da plataforma Bybit em fevereiro de 2025. As perdas neste caso e na maioria dos outros são cobertas por empresas do setor cripto com grande capacidade financeira, causando pouco impacto a indivíduos. Mas 2025 também registrou aumento de ataques a investidores individuais. Pesquisas da Chainalysis indicam que esses ataques individuais passaram de 40 mil em 2022 para 80 mil no ano passado. Hackeamento, fraude ou coerção de indivíduos representaram cerca de 20% de todo o valor cripto roubado, estimado em US$ 713 milhões (em torno de R$ 3,6 bilhões). No entanto, a empresa ressalta que o valor real pode ser muito maior, já que nem todas as vítimas denunciam publicamente. A Chainalysis descreve os ataques a investidores individuais como a "fronteira pouco conhecida do crime em cripto". Segundo a empresa, o aumento desses crimes está relacionado ao crescimento de novos investidores e à valorização das moedas. Melhorias na segurança de grandes serviços poderiam ter direcionado os criminosos a indivíduos considerados alvos mais fáceis. Quando isso acontece, os indivíduos ficam expostos e não têm a quem recorrer. 'Ataques com chave inglesa' Quanto aos criminosos, eles podem estar em qualquer lugar. Em outubro, pesquisadores de blockchain da Elliptic, empresa de análise cripto, alertaram que hackers norte-coreanos patrocinados pelo Estado estão cada vez mais focados em donos ricos de criptomoedas. Também há muitos jovens golpistas e hackers de outros países. Em dezembro, nos EUA, Evan Tangeman, 22 anos, se declarou culpado por integrar o grupo de criminosos de criptomoedas chamado Social Engineering Enterprise, acusado de roubar mais de US$ 260 milhões (cerca de R$ 1,44 bilhão) entre outubro de 2023 e maio de 2025. Os promotores afirmam que o grupo mirava investidores ricos em cripto usando bancos de dados hackeados, enganando vítimas para que transferissem moedas acreditando ser uma plataforma de negociação de criptomoedas legítima. Em alguns casos, dizem os promotores, o grupo organizava invasões domiciliares para roubar dispositivos com chaves de acesso às carteiras. Roubos e assaltos a investidores se tornaram tão comuns que receberam um nome na comunidade cripto: "wrench attacks" (ataques com chave inglesa, em tradução literal), pois criminosos ameaçam vítimas com ferramentas. Em abril de 2025, criminosos na Espanha tentaram obrigar um homem e uma mulher a entregar suas criptomoedas. A polícia espanhola informou que o homem foi baleado na perna e ambos ficaram horas em cativeiro enquanto os criminosos tentavam acessar suas carteiras digitais. A mulher foi libertada, mas o homem desapareceu, sendo depois encontrado morto em uma área rural. Cinco pessoas conectadas ao caso foram presas na Espanha, e outras quatro foram denunciadas na Dinamarca. Muitos casos semelhantes ocorreram na França, incluindo um sequestro registrado em vídeo. Outro caso, no início de 2025, envolveu o sequestro de David Balland, cofundador da empresa de segurança de criptomoedas Ledger, juntamente com sua esposa, em sua residência no centro da França. Dias depois, a polícia os resgatou, mas Balland teve um dedo amputado pelos criminosos. O pai de Balland também foi vítima de sequestro em maio e também teve um dedo cortado. É difícil estimar a frequência desses ataques, já que poucos casos são relatados publicamente, mas eles parecem representar uma fração do crescente problema de roubos individuais de criptomoedas. A maioria dos criminosos utiliza técnicas clássicas de fraude ou de invasão de dispositivos para furtar informações ou ativos, facilitadas pelo grande volume de dados roubados em ataques cibernéticos a empresas. Em outubro, a plataforma Coinbase anunciou a prisão de um funcionário acusado de roubar dados de clientes. 'Milionários de bitcoin estão se tornando comuns' "Os dados são um problema constante, pois milionários de bitcoin estão cada vez mais frequentes, e existem bancos de dados roubados que alimentam listas de alvos o tempo todo", diz Matthew Jones, fundador da empresa de cripto segurança Haven. Em um recente vazamento de dados da Kering, controladora de marcas de luxo como Gucci e Balenciaga, foram expostos milhões de nomes e contatos de clientes, além de informações sobre o quanto gastaram nas lojas. O hacker entrevistado pela BBC diz que comprou as planilhas por US$ 300 mil (cerca de R$ 1,5 milhão) para atingir os maiores gastadores e, com outros dados roubados, conseguiu aplicar golpes em usuários da Coinbase, totalizando pelo menos US$ 1,5 milhão (cerca de R$ 7,5 milhões) em criptomoedas até o momento. Jones relata que também já teve criptomoedas roubadas e, por isso, desenvolveu uma carteira digital com recursos extras de segurança, como verificação biométrica contínua para garantir que apenas o dono possa enviar moedas, e geofencing (tecnologia que cria uma "cerca virtual" ao redor de uma área geográfica específica usando GPS, Wi-Fi ou dados de celular) para bloquear transações fora de casa ou do trabalho. Ele também adicionou um botão de pânico à carteira — que permite que os recursos sejam transferidos rapidamente para outra contas, se houver suspeita de um ataque. "Hoje, as pessoas carregam milhões de dólares em criptomoedas e não há limite de quanto pode ser armazenado ou roubado de uma vez", diz. Ser 'seu próprio banco' A carteira de Jones segue o conceito de "self custody" (custódia própria). O app da Haven é semelhante aos da Metamask e Trustwallet. Outras empresas, como Trezor e Ledger, oferecem dispositivos físicos como pen drives, mas a ideia é a mesma: você é seu próprio banco. No entanto, essa liberdade traz riscos, já que não há proteção alguma. Se suas moedas forem roubadas de sua própria carteira, não há como recorrer a uma plataforma. Quando questionado se a liberdade de "ser seu próprio banco" compensa os riscos crescentes, Jones afirma que sim. "Os bancos não respondem de fato aos clientes e têm poder de congelar ou encerrar contas por motivos amplos e muitas vezes vagos", argumenta. Ele também diz que questionamentos de instituições financeiras tradicionais, como motivo de transferência de dinheiro, o incomodavam. Helen e Richard perderam todas as suas moedas após optarem por ser seus próprios bancos. O fator que tornou a experiência especialmente dolorosa foi que grande parte do dinheiro veio da venda da casa da mãe de Richard, após sua morte. "O dinheiro da minha mãe se foi. Todo o esforço que ela fez pelo meu futuro foi roubado. Tivemos que vender instrumentos musicais e nosso carro, e ficamos temporariamente sem casa", relata. Ainda assim, o casal não pretende abandonar completamente as criptomoedas. Se recuperarem o dinheiro perdido ou economizarem o suficiente, planejam voltar a investir imediatamente. Rainha das criptomoedas: a chinesa acusada de fraude que fugiu para mansão em Londres O robô de inteligência artificial que virou milionário com criptomoedas e agora quer ser reconhecido como gente 'Eu não vou parar até recuperar meus R$ 4,5 bilhões em bitcoins perdidos no lixo'

Zambelli comparece a nova audiência na Itália que decidirá sobre pedido de extradição

Publicado em: 20/01/2026 12:17

A deputada licenciada Carla Zambelli chega para audiência no Tribunal de Apelações de Roma, em 27 de agosto de 2025. TV Globo A ex-deputada federal Carla Zambelli compareceu nesta terça-feira (20) a uma nova audiência na Justiça italiana em que juízes devem dizer se concordam ou não com o pedido de extradição de Zambelli ao Brasil. A audiência ocorro na Corte de Apelação em Roma. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Antes da sessão desta terça, a audiência havia sido adiada por três vezes. No primeiro deles, no final de novembro, a defesa de Zambelli aderiu a uma greve de advogados em Roma, e no segundo, há duas semanas, seus advogados apresentaram novos documentos à corte. Zambelli teve seu mandato cassado na semana passada pelo STF, que revogou decisão contrária da Câmara dos Deputados. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e fugiu para a Itália após a decisão. Ela é considerada foragida da Justiça brasileira. A ex-deputada, que tem cidadania italiana, deixou o Brasil em maio. Ela passou também pelos Estados Unidos antes de se mudar para a Itália. Após a prisão, Zambelli disse que quer ser julgada no país europeu e que provaria que não tem envolvimento na invasão do sistema do CNJ. A Justiça italiana decidiu mantê-la presa durante o julgamento, por entender que há risco de fuga. Na audiência de extradição desta quinta, os juízes ouviriam a defesa de Carla Zambelli e avaliariam os documentos enviados na semana passada pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, em resposta à Justiça Italiana. A documentação brasileira informa que, caso seja extraditada, a ex-deputada ficará presa na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, e dá detalhes sobre as condições de detenção. Durante a primeira audiência em 4 de dezembro, a defesa de Zambelli apresentou diversos argumentos para que ela não seja extraditada. Um deles é sobre a situação carcerária para o eventual cumprimento da pena no Brasil. Foi então que a Justiça italiana suspendeu o julgamento para esperar respostas sobre as condições penitenciárias brasileiras. Moraes respondeu com um documento de 11 páginas, com informações e imagens, explicando onde são alojadas as detentas da Colmeia. Também foi informado que nunca houve rebelião nesta prisão, que as presas fazem cursos técnicos e recebem atendimento médico, respeitando padrões de salubridade, segurança e assistência. Além disso, a escolha desta penitenciária foi conforme determinou a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, local de domicílio da condenada. Argumentos da defesa Caso a defesa apresente novos elementos, os juízes poderão marcar uma outra audiência para examinar a documentação e também dar a possibilidade de resposta à Advocacia-Geral da União (AGU), representada pelo advogado italiano Alessandro Gentiloni. Os defensores mantêm a tese que Zambelli sofre uma perseguição política e judicial no Brasil. Para reforçar esse argumento, na última audiência a defesa apresentou aos juízes o parecer da Comissão de Constituição e Justiça que se pronunciou contrária à cassação do mandato da deputada federal. Mas a situação mudou. No dia 11, o plenário da Câmara dos Deputados decidiu manter o mandato da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). Porém, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a decisão da Câmara, alegando que é inconstitucional. Renúncia sem influência no processo Carla Zambelli renuncia ao cargo de deputada federal No domingo passado, Zambelli renunciou ao mandato de deputada federal. No entanto, essa decisão não influencia a Justiça Italiana no processo de extradição. O que os juízes italianos avaliam é o fato pelo qual ela foi condenada no Brasil, que também deve ser considerado crime na Itália. Esta regra é conhecida como “dupla imputação”. Carla Zambelli foi condenada em maio passado pelo STF a 10 anos de prisão por invasão de sistemas e pela adulteração de documentos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ela foi acusada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de planejar e coordenar, com o auxílio do hacker Walter Delgatti, uma invasão do dispositivo do CNJ no início de 2023 com o objetivo de desacreditar a Justiça e incitar atos antidemocráticos. Segundo a denúncia, Zambelli e Delgatti pretendiam incluir alvarás de soltura falsos e um mandado de prisão forjado contra o ministro Alexandre de Moraes. Ela nega a acusação. O hacker, que confessou o ataque, foi condenado a oito anos e três meses de prisão. Ele afirma ter feito a invasão a mando da então deputada. Na Itália, invadir o sistema informático também é crime determinado pelo Artigo 615-ter do Código Penal italiano (acesso não autorizado a um sistema informático) e pelo Artigo 640-ter (fraude informática). As penas podem chegar a 8 anos de prisão. Em agosto, Zambelli teve uma segunda condenação na Justiça brasileira pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Ela foi condenada a 5 anos e 3 meses de prisão pela perseguição armada a um apoiador do presidente Lula, ocorrida na véspera do segundo turno das eleições presidenciais de 2022. Na ocasião, ela sacou uma arma e apontou para um homem no meio da rua nos Jardins, área nobre de São Paulo. Porte ilegal de arma e constrangimento também são crimes na Itália. O Artigo 699 do Código Penal italiano estabelece para os infratores uma pena que varia de 18 meses a 3 anos de prisão, que podem ser agravadas de acordo com as circunstâncias dos crimes. Fuga de Zambelli Presa na Itália, Carla Zambelli participa remotamente de reunião da CCJ da Câmara que discute a sua cassação Kevin Lima/g1 A deputada anunciou em 3 de junho que havia deixado o Brasil. A princípio, ela disse que buscava tratamento médico, sem especificar onde estava. Na sequência, atendendo a um pedido da Procuradoria-Geral da República, Moraes decretou sua prisão preventiva. Executando um mandato de captura internacional solicitado pela Polícia Federal (PF) do Brasil em cumprimento da determinação do ministro Alexandre de Moraes, a polícia italiana prendeu Carla Zambelli em 29 de julho no apartamento onde estava alojada no bairro Aurelio, em Roma. Em seguida, ela foi levada à penitenciária feminina de Rebibbia, nos arredores da capital. A defesa de Zambelli pediu à Justiça italiana que ela aguardasse em liberdade ou prisão domiciliar. Porém, a Corte rejeitou este pedido, apontando “fortes indícios” de risco de fuga da então deputada. A decisão, assinada por três juízes, citou que ela entrou na Itália em 5 de junho, um dia após a condenação definitiva no Brasil. Os juízes também frisaram que Zambelli foi encontrada escondida em Roma e ressaltaram que ela havia afirmado à imprensa italiana que mudaria de casa para não ser descoberta. Problemas de saúde A defesa também alegou em agosto que Carla Zambelli sofre de problemas de saúde, necessita de tratamentos médicos, e por isso não poderia permanecer em regime fechado. No entanto, a perícia médica determinada pela Justiça italiana aponta que as enfermidades são compatíveis com o regime carcerário. Segundo o laudo médico, os tratamentos necessários podem ser realizados dentro da prisão. O documento afirma também que o eventual traslado aéreo ao Brasil é possível e a viagem não representaria risco de consequências graves, desde que observadas as orientações médicas. Em outubro, o Ministério Público italiano, representado pelo procurador Amelio Erminio, se manifestou a favor da extradição da então deputada. Caso a Corte de Apelação negue a extradição, Carla Zambelli possivelmente sairá da prisão. Se os juízes decidirem que ela deve ser extraditada, a ex-deputada poderá permanecer – ou não – nesta penitenciária de Rebibbia. Mas ela não poderá deixar a Itália enquanto o processo não estiver encerrado.   Após a apelação, haverá um recurso na Corte de Cassação. Depois da decisão desta Corte, a palavra final passa ao ministro da Justiça Carlo Nordio, que poderá autorizar ou negar a extradição de Zambelli ao Brasil. Mas se ambas as Cortes, de Apelação e Cassação, negarem a extradição, o ministro da Justiça obrigatoriamente deverá negá-la também.

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