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Perigo no WinRAR: falha crítica permite invasão e execução de código remoto no PC

Publicado em: 10/12/2025 13:58 Fonte: Tudocelular

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) adicionou uma falha de segurança que afeta o utilitário de compressão de arquivos WinRAR à sua lista de Vulnerabilidades Conhecidas e Exploradas (sigla KEV, em inglês), o que confirma a exploração ativa por diversos grupos de hackers.A vulnerabilidade, rastreada como CVE-2025-6218 tem pontuação CVSS de 7.8 e é um bug de percurso de caminho (path traversal) que permite a execução de código no sistema do usuário. Para que a exploração seja bem-sucedida, a vítima precisa visitar uma página maliciosa ou abrir um arquivo contaminado. Segundo a CISA, o ataque permite que o invasor execute código no contexto do usuário atual. A própria RARLAB, desenvolvedora do software, notou que a falha poderia ser explorada para colocar arquivos em locais sensíveis, como a pasta de inicialização do Windows, o que leva à execução de código não intencional no próximo login.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: hackerhackerswindows

Sua senha é segura? Veja quais as mais usadas pela Geração Z, Millennials e mais

Publicado em: 10/12/2025 09:07 Fonte: Tudocelular

Em uma época repleta de tentativas de golpes e invasões, usar uma senha forte é essencial para manter seus dados seguros. Entretanto, pesquisas realizadas pela NordPass e Comparitech indicam que mais de 25% das mil senhas mais populares são fracas e tão óbvias quanto 123456.Os resultados das pesquisas indicam que as senhas fracas não são exclusividade dos idosos, pois a senhas mais usadas pela geração Geração Z, nascidos entre 1997 e 2007, são as seguintes: 12345 123456 12345678 123456789 password O uso deste tipo de senha é potencialmente prejudicial, pois facilita a sua descoberta por hackers e algoritmos que visam invadir contas, adivinhando-as em menos de um segundo, de acordo com a Verizon, que relata que 70% dos incidentes de vazamento de dados são causados por senhas fracas.Clique aqui para ler mais

Votação do projeto que reduz penas dos condenados na trama golpista é adiada após confusão na Câmara dos Deputados

Publicado em: 09/12/2025 21:38

Motta faz acordo com partidos de oposição e prevê votar projeto que favorece Bolsonaro A confusão iniciada pelo deputado Glauber Braga adiou uma votação convocada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta: a votação do projeto que reduz as penas dos condenados na trama golpista. A decisão de Hugo Motta causou surpresa no Congresso Nacional. Depois de se reunir com os líderes dos partidos, o presidente da Câmara anunciou que colocaria o projeto da dosimetria em votação. A articulação começou na segunda-feira (8) à noite, em um encontro de lideranças do PL, União Brasil e Progressistas. Motta negou agir sob pressão política. “Ela não foi tomada para atender a pedido de ninguém. Nós entendemos que é o momento onde a matéria está madura para ir ao plenário”, diz Hugo Motta. O PL comemorou. A proposta que reduz a pena de condenados pelo golpe de Estado beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro. O líder do PL disse que houve um acordo com o presidente da Câmara: por enquanto, os deputados do partido se comprometeram a desistir da anistia ampla e irrestrita aos envolvidos na trama golpista. “Nós entendemos o calendário parlamentar e decidimos subir um degrau na nossa luta. E o degrau hoje é o acordo feito entre nossa bancada e o presidente Hugo Motta de votar a redução de penas autorizada pela liderança do nosso partido”, diz o deputado Sóstenes Cavalcanti, do PL-RJ, líder do partido. O líder do PT afirmou que é um erro a Câmara aprovar um projeto sob medida para atender aos interesses de Jair Bolsonaro. “Nós fomos surpreendidos com essa decisão que nós consideramos absurda, escandalosa. Toda lei tem que ser geral. Nós estamos fazendo, claramente, uma lei específica para beneficiar o Bolsonaro”, diz o deputado Lindbergh Faria, do PT-RJ, líder do partido. O projeto do deputado Paulinho da Força, do Solidariedade, não prevê anistia para nenhum dos condenados pelo 8 de janeiro, mas permite que o crime de abolição violenta do Estado Democrático de Direito seja absorvido pelo crime de golpe de Estado. Na prática, todos os condenados pelos dois crimes vão pagar apenas pelo crime de golpe de Estado. O projeto também prevê mudanças no tempo que o condenado tem que cumprir a pena em regime fechado. Hoje, a previsão é que os condenados pelo 8 de janeiro cumpram, no mínimo, 25% da pena em regime fechado. Esse tempo cairia para 16%, de acordo com o projeto. Votação do projeto que reduz penas dos condenados na trama golpista é adiada após confusão na Câmara Jornal Nacional/ Reprodução O STF - Supremo Tribunal Federal condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão, sendo 24 anos e 9 meses em regime fechado. Nos cálculos de Paulinho da Força, o ex-presidente permaneceria preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília por mais 2 anos e 4 meses. “Reduz para 20 anos e 7, 8 meses e multiplica por 16, dá 3 anos e 4 meses. Aí, com a remissão de penas, dá 2 anos e 4 meses. A redução de pena vale para todo mundo. Tinha até alguns líderes querendo que eu colocasse lá que valia, mas é redundante, porque na medida que você reduz a pena, ela vale para todos. Se eles tiverem que cumprir alguma coisa, eu não sei. Tem que fazer as contas de cada um deles”, afirma o deputado Paulinho da Força, do Solidariedade - SP, relator do projeto. A sessão na Câmara dos Deputados foi retomada por volta das 19h, mas não com o projeto da dosimetria, como estava previsto. O presidente Hugo Motta decidiu iniciar a sessão com o projeto sobre terras públicas em áreas de fronteiras, até para tentar apaziguar os ânimos. Mas nessas cerca de duas horas de debates, o que se viu foram os parlamentares, os deputados ao microfone, comentando todo o ocorrido no plenário com o deputado Glauber Rocha. Os deputados governistas criticaram muito o que eles chamaram de violência dos seguranças e atitudes precipitadas e antidemocráticas que teriam sido aprovadas pelo presidente Hugo Mota. Hugo Motta falou em seguida. Afirmou que extremismos dos dois lados devem ser condenados e que ele trabalhou para preservar a democracia. Os parlamentares criticaram muito também a ação contra a imprensa, que foi obrigada a deixar o plenário para não registrar os acontecimentos. A Fenaj, inclusive Federação Nacional dos Jornalistas, divulgou uma nota dizendo que repudia a grave censura à imprensa e agressões a jornalistas na Câmara dos Deputados. Quem também divulgou nota foi a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, a Associação Nacional de Editores de Revistas e a Associação Nacional de Jornais. Juntas, condenaram com veemência o cerceamento ao trabalho dos jornalistas. As associações esperam a apuração de responsabilidades para que tais práticas de intimidação não se repitam e que sejam preservados os princípios da Constituição brasileira, que veda explicitamente a censura. Cassação Outros assuntos também movimentaram a Câmara nesta terça-feira (9). O presidente Hugo Motta disse que a Mesa Diretora vai analisar na semana que vem o pedido de cassação do mandato de Eduardo Bolsonaro, do PL. O deputado é réu no Supremo, acusado de tentar interferir no julgamento de Jair Bolsonaro. Eduardo vive nos Estados Unidos desde março e superou o limite de faltas às sessões. No mesmo dia, o plenário vai decidir sobre Alexandre, Ramagem do PL, condenado por golpe de Estado e que está foragido em Miami. Nesta quarta-feira (10) entram na pauta os casos de Carla Zambelli, também do PL, condenada por ordenar ataque hacker ao Conselho Nacional de Justiça e que está presa na Itália. E também o caso de Glauber Braga, do PSOL, acusado de quebra de decoro parlamentar por agredir um militante. Hugo Mota não confirmou se vai prosseguir com a sessão para votar ainda nesta terça-feira (9) o projeto da dosimetria - que mesmo que seja aprovado no plenário da Câmara, ainda deve seguir para nova votação no plenário do Senado. LEIA TAMBÉM Octavio Guedes: Para ministros do STF, PL da dosimetria não é o fim do mundo Andréia Sadi: Motta diz que vai pautar PL da Dosimetria

Palavras-chave: hacker

Samsung lança atualização de segurança de dezembro para linha Galaxy S25

Publicado em: 08/12/2025 08:55 Fonte: Tudocelular

A linha Galaxy S25 está sendo contemplada com duas atualizações nesta segunda-feira: a primeira beta da One UI 8.5 e o pacote de segurança de dezembro de 2025 com várias melhorias para evitar invasões de hackers e tornar o sistema mais estável. Unexpected 😲 The Galaxy S25 December update is live in Korea with build version S938NKSS7BYKG. Hopefully, they will release the One UI 8.5 beta later today. pic.twitter.com/FYOrQuNvS7 — Tarun Vats (@tarunvats33) December 8, 2025 O Samsung Galaxy S25 Edge está disponível na Amazon por R$ 4.891. O custo-benefício é ótimo e esse é o melhor modelo nessa faixa de preço. O Samsung Galaxy S25 Plus está disponível na Magazine Luiza por R$ 4.599. O custo-benefício é ótimo e esse é o melhor modelo nessa faixa de preço. O Samsung Galaxy S25 está disponível na Amazon por R$ 3.796. O custo-benefício é bom e esse é o melhor modelo nessa faixa de preço. O Samsung Galaxy S25 Ultra está disponível na Amazon por R$ 5.758. O custo-benefício é bom e esse é o melhor modelo nessa faixa de preço. (atualizado em 08 de December de 2025, às 14:46)Clique aqui para ler mais

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Operação da PF mira organização criminosa que fraudava benefícios previdenciários; prejuízo passa de R$ 10 milhões

Publicado em: 04/12/2025 10:39

Operação da PF mira grupo criminoso que fraudava benefícios previdenciários A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (4) a operação 'Hacker SA II' no Pará, Maranhão e São Paulo. O objetivo é desarticular uma organização criminosa que fraudava benefícios previdenciários com a ajuda de um servidor. A ação é realizada em parceria com a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP/MPS). As investigações revelaram que o esquema concedeu fraudulentamente 226 benefícios, gerando um prejuízo superior a R$ 10 milhões aos cofres públicos. Policiais Federais (PF) fizeram apreensões durante a operação. PF PA 📲 Siga o canal do g1 Pará no WhatsApp Segundo a PF, o grupo atuava por meio do acesso ilegal aos sistemas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o que possibilitava a concessão indevida de diversos tipos de benefícios, como pensões por morte, auxílios-reclusão, pensões alimentícias e seguros-desemprego. Para cumprir as determinações judiciais, estão sendo executados sete mandados de busca e apreensão e dez mandados de prisão preventiva nesta quinta (4). As ordens foram expedidas pela 3ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Pará e estão sendo cumpridas nos estados do Pará, São Paulo e Maranhão. Os documentos e equipamentos eletrônicos apreendidos durante a operação serão submetidos à perícia para aprofundar as investigações e identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa. VÍDEOS com as principais notícias do Pará Acesse outras notícias do estado no g1 Pará.

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Coreia do Sul prende suspeitos de hackear 120 mil câmeras de segurança para criar vídeos sexuais

Publicado em: 03/12/2025 16:36

Câmera de segurança rawpixel.com/Freepik A polícia sul-coreana informou no domingo (30) que prendeu quatro suspeitos de invadir cerca de 120 mil câmeras instaladas em casas e estabelecimentos comerciais para produzir vídeos de conteúdo sexual. Segundo a investigação, os suspeitos, que não tiveram idade ou gênero revelados, não atuavam em conjunto. A polícia não informou quando as prisões aconteceram. Dois investigados editaram as imagens captadas ilegalmente e criaram mais de 1.000 arquivos com material de exploração sexual, vendidos depois a um site estrangeiro. Um deles teria faturado cerca de US$ 23 mil, e o outro, US$ 12 mil. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA TAMBÉM: Cerco ao 'gatonet' derruba milhares de sites e apps piratas no Brasil WhatsApp Web foi porta de entrada para ataque hacker com foco no Brasil Segundo a polícia, esses dois suspeitos produziram 62% de todo o material publicado no site no último ano. As autoridades afirmam trabalhar com agências de outros países para identificar o responsável pela página. Um terceiro suspeito foi acusado de hackear as câmeras e armazenar imagens de exploração sexual envolvendo crianças e adolescentes. Outras três pessoas foram detidas por comprar e assistir ao material ilegal no site investigado, segundo a polícia. Senhas simples A polícia não informou quando os ataques ocorreram nem os locais exatos onde as câmeras estavam instaladas. O comunicado só confirma que elas estavam em residências e em vários tipos de estabelecimentos comerciais. As autoridades afirmam que muitas câmeras tinham senhas simples, com repetição de letras ou combinações sequenciais de números e letras, o que facilitou os ataques. “Acima de tudo, é importante e eficaz que os usuários que instalaram câmeras em suas residências ou locais de trabalho estejam vigilantes e alterem imediatamente e regularmente suas senhas de acesso”, afirma a polícia da Coreia do Sul, que também recomenda o uso de autenticação em dois fatores.

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PF faz operação contra suspeitos de ataque hacker a sites oficiais do governo e segurança pública

Publicado em: 03/12/2025 07:15

PF faz operação contra suspeitos de ataque hacker a sites do governo A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação nesta quarta-feira (3) contra uma associação criminosa especializada na oferta de serviços ilegais de ataques hacker a sites institucionais, como os de órgãos do governo e de segurança pública. Segundo as investigações, os suspeitos da operação promoveram ofensivas digitais a órgãos considerados estratégicos, como Polícia Federal (PF), Serpro (Empresa Nacional de Inteligência em Governo Digital e Tecnologia da Informação), Dataprev e o Centro Integrado de Telemática do Exército Brasileiro. A operação é chamada de Power OFF — que significa desligar a energia, em tradução livre do inglês —, e mira a atuação de criminosos especializados no formato de negação de serviço distribuído (DDoS – Distributed Denial of Service) sob demanda, conhecidos como booters e stressers. 🔎Um ataque DDoS (Distributed Denial of Service) é um ataque cibernético que tem como objetivo tornar um serviço online (como um site ou servidor) indisponível, a partir de uma sobrecarga com um volume massivo de tráfego malicioso de múltiplas fontes. Operação da PF contra associação criminosa de ataques hacker Divulgação/PF Segundo as investigações, as plataformas permitem que qualquer pessoa, mesmo sem conhecimento técnico, contrate um ataque hacker no formado DDoS mediante pagamento. Os serviços são hospedados em servidores de nuvem distribuídos em diversos países e utilizados por agentes em escala mundial. ➡️Nessa quarta-feira (2) a PF também fez uma operação contra criminosos acusados de usar o mesmo tipo de ataque para derrubar sites institucionais de parlamentares que se manifestaram a favor do projeto de lei que equipara aborto a homicídio. Relembre aqui. Mandados de prisão A PF cumpre quatro mandados de busca e apreensão e dois de prisão em endereços de São Paulo (SP), São Caetano do Sul (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Tubarão (SC). Os alvos são administradores das plataformas ilegais e usuários que contrataram os serviços para realizar ataques contra sistemas de alta relevância. As investigações contaram com cooperação policial internacional do FBI (Federal Bureau of Investigation), dos Estados Unidos. Os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa e interrupção ou perturbação de serviço telemático ou de informação de utilidade pública, previstos na legislação penal brasileira.

My Family Cinema e BTV: cerco ao 'gatonet' derruba milhares de sites e apps piratas no Brasil

Publicado em: 03/12/2025 02:00

Mensagem de erro em aplicativos de streaming piratas foram publicadas nas redes sociais Reprodução Duas operações tiraram do ar 558 de serviços de streaming pirata desde a última quinta-feira (27). Elas são desdobramentos de investigações que já derrubaram milhares de plataformas ilegais nos últimos meses. A mais recente, realizada na Argentina, derrubou 22 aplicativos, como o BTV e o Red Play, no domingo (30). Foi a segunda fase da investigação que, no início de novembro, já tinha tirado do ar outros 14 apps, incluindo o My Family Cinema e o TV Express. No Brasil, uma força-tarefa bloqueou 535 sites e 1 aplicativo de streaming na oitava fase da Operação 404. Ela é liderada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e, desde 2019, atua contra serviços na internet que violam direitos autorais. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1 Muitas dessas plataformas são acessadas em TV boxes, também conhecidos como aparelhos de IPTV e caixinhas de TV, que permitem acessar serviços de streaming pela televisão. Com serviços indisponíveis, várias pessoas que pagaram por assinaturas recorrerem a canais como o ReclameAqui. Mas, como as plataformas são usadas para transmitir conteúdo pirateado, os clientes perdem seus direitos, explicou o Procon-SP ao g1. Saiba mais sobre as operações contra pirataria. O que é a operação da Argentina? O que é a Operação 404, do Brasil? TV box é ilegal? Quais os direitos dos usuários? Quais serviços foram derrubados? O que é a operação da Argentina? O departamento de investigação de crimes cibernéticos do Ministério Público Fiscal de Buenos Aires investiga desde setembro de 2024 um esquema de serviços de streaming ilegal. Em agosto de 2025, buscas em quatro endereços permitiram descobrir escritórios que funcionavam como empresas legítimas, mas serviam como centrais da pirataria. Um deles tinha até mesmo um setor de Recursos Humanos para seus cerca de 100 funcionários. Os aplicativos tinham mais de 6,2 milhões de assinantes ativos, sendo 4,6 milhões no Brasil, disse a Alianza. Cada um desses usuários pagava até US$ 5 por mês (R$ 27), o que contribuiu para um faturamento anual estimado em mais de US$ 150 milhões (R$ 800 milhões). Escritório na Argentina alvo de busca em operação contra serviços de streaming pirata Reprodução Brasil recebeu quase 2 milhões de TV boxes ilegais da China em 1 ano, diz associação Como é a solução que promete 'pane geral' em caixinhas irregulares Quarto privativo, cama e TV de 32": como é o avião que fará voo mais longo do mundo A denúncia partiu da Alianza, associação de empresas contra pirataria audiovisual na América Latina, que vê a Argentina como base para integrantes do esquema buscarem clientes de países como Brasil, México, Equador e África do Sul. Os escritórios na Argentina eram responsáveis apenas pelas áreas de marketing e vendas. A estrutura técnica estava hospedada na China, o que exigiu mais tempo para interromper o funcionamento dos serviços. Como foi a operação que derrubou apps de streaming pirata no Brasil O que é a Operação 404, do Brasil? O Ministério da Justiça e Segurança Pública conduz desde 2019 a Operação 404, que faz referência ao "erro 404", usado para indicar que o usuário acessou uma página não encontrada. O governo disse que, na fase mais recente, foram cumpridos 44 mandados de busca e apreensão, 4 ordens de prisão preventiva e 3 prisões em flagrante com o objetivo de alcançar estruturas de financiamento dos serviços ilegais. Nesta etapa, o governo teve a cooperação das Polícias Civis de 15 estados, além da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), da Agência Nacional do Cinema (Ancine) e de autoridades da Argentina, do Equador, do Peru e do Reino Unido. Nas fases anteriores, realizadas desde novembro de 2019, a operação conseguiu bloquear mais de 3 mil sites ou aplicativos, bem como remover conteúdos ilegais de buscadores e remover perfis em redes sociais que promoviam esses serviços. Policiais cumprem mandados contra sites piratas Divulgação/Ministério da Justiça TV box é ilegal? As TV boxes, também conhecidas como aparelho de IPTV e caixinhas de TV, podem ser usadas no Brasil, mas precisam ter sido homologadas pela Anatel. A lista de aparelhos autorizados pela agência pode ser encontrada neste link ao selecionar o filtro "Tipo de produto" e selecionar "Smart TV Box". "O processo de homologação é realizado para garantir que o equipamento atenda aos requisitos técnicos definidos pela Anatel em relação à emissão de radiofrequências, à segurança cibernética e ao uso regular das redes de telecomunicações", diz a agência. A Anatel afirma que colabora com entidades como a Alianza, a Ancine e a Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA) para bloquear o funcionamento das TV boxes não homologadas e o conteúdo de serviços de streaming pirata. "Além de possibilitar a pirataria, TV Boxes piratas podem interferir em outros aparelhos legítimos e permitir ataques hackers às redes de seus usuários", diz a agência. Quais os direitos dos usuários? O Procon-SP informou ao g1 no início de novembro que o consumidor "abdica de seus direitos" ao adquirir um produto ou serviço mesmo sabendo que ele é irregular. "Até por uma questão prática, em tese, a empresa da qual ele adquiriu o produto ou serviço pode nem estar regularizada, o que impede que órgãos como o Procon-SP a notifique", disse o órgão de defesa do consumidor. A Anatel orienta usuários de TV boxes a comprarem apenas aparelhos certificados pela agência para "garantir a segurança do consumidor e evitar a prática de atividades ilícitas". Quais serviços foram derrubados? O Ministério da Justiça e Segurança Pública disse que não tem uma lista dos sites ou aplicativos bloqueados e que os nomes só são mantidos por Polícias Civis e por órgãos de Justiça de cada estado que contribuiu com essa etapa da investigação. A operação da Argentina, por sua vez, chegou a uma relação de 36 aplicativos que saíram do ar. Confira a lista abaixo: ALA TV Bex TV Blue TV Boto TV Break TV BTV App BTV Live Cinefly Duna TV Eppi Cinema Football Zone Hot Humo Cinema Jovi TV Lumo TV Mega TV MIX My Family Cinema Nava TV Nossa TV ONPix PLUSTV Pulse TV Red Box Red Play Live Ritmo TV Samba TV Super TV Premium TV Express Vela Cinema Venga TV Vexel Cinema Waka TV WEIV WeivTV – Nova Yoom Cinema

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Relator apresenta parecer e rejeita cassação de Zambelli; colegiado ainda precisa aprovar

Publicado em: 02/12/2025 13:57

O relator do processo contra a deputada Carla Zambelli (PL-SP) na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), apresentou nesta terça-feira (2) parecer contra a cassação do mandato da parlamentar. Em coletiva à imprensa, o relator disse não ter encontrado provas de que Zambelli ordenou a invasão ao Conselho Nacional de Justiça. “Eu analisei toda a ação e todos os documentos no qual tive acesso e o que encontrei foram suspeitas, mas não há certeza de que a deputada tenha ordenado as invasões”, disse o relator. Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por comandar uma invasão a sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) (relembre mais abaixo). Por ter sido condenada criminalmente em decisões definitivas, a Câmara precisa dar aval à perda do mandato. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O parecer de relator ainda precisa ser votado pelos membros da CCJ, que podem aceitar ou rejeitar o texto. Após a análise da Comissão, o caso será submetido ao plenário principal da Casa. São necessários, no mínimo, 257 votos para que a deputada seja cassada. A parlamentar participou remotamente, em setembro, de uma audiência sobre o caso na CCJ. A deputada trocou acusações com o hacker Walter Delgatti, que também foi condenado com ela pelo STF. Na ocasião, Zambelli afirmou que Delgatti é um "mitomaníaco" e chegou a questionar a saúde mental do hacker, fazendo menção ao uso de medicamentos para tratar um Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Licenciada e presa na Itália, Carla Zambelli chora em audiência na CCJ da Câmara Kevin Lima/g1 Relembre o caso De acordo com as investigações, Zambelli atuou em parceria com o hacker Walter Delgatti Neto para inserir documentos falsos na base de dados do CNJ – incluindo um suposto mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. A defesa de Zambelli chegou a apresentar um recurso pedindo a absolvição da parlamentar e alegou cerceamento de defesa, por falta de acesso a todos os arquivos apreendidos com o hacker, mas foi negado. Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, ilegibilidade e perda do mandato parlamentar, sem deliberação da Câmara. No entanto, o presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu adotar rito distinto e enviou o caso à análise dos deputados. A deputada também foi condenada a 5 anos e 3 meses de prisão por perseguir, armada, um homem em São Paulo em 2022. Não cabe mais recurso das duas condenações. A parlamentar está presa em Roma, na Itália, desde julho deste ano. Antes de a condenação se tornar definitiva, Zambelli fugiu para o país, o que levou a ser incluída na difusão vermelha da Interpol. Após a prisão, Zambelli disse que quer ser julgada pela Justiça italiana e que vai provar que não tem envolvimento na invasão do sistema do CNJ. A extradição da deputada para o Brasil é analisada pela Justiça da Itália. Uma nova audiência foi marcada para 4 de dezembro.

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PF faz operação contra ataque hacker a deputados apoiadores do PL que equipara aborto a homicídio

Publicado em: 02/12/2025 07:13

A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação nesta terça-feira (2) contra uma organização criminosa acusada de promover ataques virtuais a deputados federais que manifestaram apoio ao projeto que equipara aborto a homicídio no país. 🔎O texto altera o Código Penal e qualifica como homicídio o aborto a partir de 22 semanas de gestação, mesmo em casos de estupro. A tramitação acelerada do projeto provocou intenso debate no ano passado, mas acabou suspensa por decisão do então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) (relembre mais abaixo). Segundo as investigações, diversos sites ligados aos parlamentares foram alvos de ataques coordenados, resultado em instabilidade e períodos fora do ar, afetando a comunicação institucional e a atuação legislativa. A PF não informou oficialmente quem foram os parlamentares afetados pelos ataques. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão contra suspeitos em São Paulo (SP) e Curitiba (PR). A ação contou com o apoio de parceiros estrangeiros por meio de cooperação jurídica internacional. O projeto de lei A Câmara dos Deputados aprovou em junho do ano passado um requerimento de urgência o projeto de lei que equipara aborto após a 22ª semana a homicídio. Os deputados decidiram, em 23 segundos, que o texto deveria passar direto para a votação em plenário, sem análise de comissão, como é o procedimento habitual. Manifestantes fizeram protesto na Paulista contra PL que equipara aborto a homicídio Ettore Chiereguini/AP O aborto no Brasil só é permitido em três casos: se a gravidez for resultante de um estupro; se colocar a vida da mãe em risco; ou se o feto for anencéfalo. Nessas três situações, o aborto é legal e não existe na lei qualquer limite de tempo de gestação. Fora estes três cenários, o aborto não é permitido no Brasil — e é crime. A proposta atribui uma pena quando o aborto ocorrer depois da 22ª semana de gestação. O procedimento seria considerado, então, um homicídio — com pena de seis a vinte anos de prisão. Tanto para a grávida quanto para quem ajudá-la a abortar. O projeto não altera a lei nos casos de anencefalia e de gravidez com risco para a mãe. Após intensa pressão popular, o então presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), anunciou que o debate seria mais aprofundado em uma comissão parlamentar específica sobre o tema. O anúncio, na prática, significa que ele recuou na intenção de votar diretamente no plenário. Lira também não especificou a criação da comissão, nem os integrantes do debate. O atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), não deu prosseguimento às discussões sobre o texto. Câmara dos Deputados - imagem de arquivo Reprodução Relembre o que diz a proposta: A proposta prevê equiparar aborto a homicídio, portanto, torna o aborto um crime de penalidades muito mais duras. O texto altera o Código Penal e estabelece a aplicação de pena de homicídio simples nos casos de aborto em fetos com mais de 22 semanas nas situações em que a gestante: ➡️provoque o aborto em si mesma ou consente que outra pessoa lhe provoque; pena passa de prisão de 1 a 3 anos para 6 a 20 anos. ➡️ tenha o aborto provocado por terceiro com ou sem o seu consentimento; pena para quem realizar o procedimento com o consentimento da gestante passa de 1 a 4 anos para 6 a 20 anos, mesma pena para quem realizar o aborto sem consentimentos, hoje fixada de 3 a 10 anos. - Esta reportagem está em atualização.

Palavras-chave: hacker

CCJ da Câmara pode analisar cassação de Carla Zambelli nesta terça

Publicado em: 02/12/2025 00:01

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados pode analisar nesta terça-feira (2) a cassação da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A análise está na pauta da reunião desta terça e a previsão é que o relator, deputado Diego Garcia (Republicanos-PR) apresente o parecer sobre o caso durante a sessão. Um pedido de vista ainda pode adiar a votação. Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por comandar uma invasão a sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Não cabe mais recurso da condenação. Por ter sido condenada criminalmente em decisão definitiva, a Câmara precisa dar aval à perda do seu mandato. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Antes de a condenação se tornar definitiva, a parlamentar fugiu para a Itália, o que levou a ser incluída na difusão vermelha da Interpol. Zambelli foi presa em julho deste ano em Roma. Além da prisão, o julgamento do Supremo determinou a perda do mandato de Zambelli, sem deliberação da Câmara. No entanto, o presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu adotar rito distinto e enviou o caso à análise dos deputados. A direção da Câmara encaminhou à CCJ uma representação comunicando a decisão do Supremo, que precisa ser analisada pelo colegiado. Ramagem, Zambelli e Eduardo: bolsonaristas que deixaram o Brasil Próximos passos Após a análise da CCJ, o caso será submetido ao plenário principal da Casa. São necessários, no mínimo, 257 votos para que a deputada seja cassada. Detida na Itália, a parlamentar participou remotamente, em setembro, de uma audiência sobre o caso na CCJ. A deputada trocou acusações com o hacker Walter Delgatti, que também foi condenado com ela pelo STF. Licenciada e presa na Itália, Carla Zambelli chora em audiência na CCJ da Câmara Kevin Lima/g1 Na ocasião, Zambelli afirmou que Delgatti é um "mitomaníaco" e chegou a questionar a saúde mental do hacker, fazendo menção ao uso de medicamentos para tratar um Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

Palavras-chave: hacker

Não perca seu dinheiro virtual! Carteira de Criptomoedas Ledger Nano S Plus em oferta no KaBuM!

Publicado em: 01/12/2025 06:05 Fonte: Tudocelular

Com o aumento do uso de criptomoedas no Brasil, cresce também a necessidade de manter ativos digitais protegidos contra golpes e ataques online. Pensando nesse público, o KaBuM! colocou a Ledger Nano S Plus, uma das carteiras hardware mais populares do mercado cripto, em promoção especial por tempo limitado. Na oferta de hoje, o dispositivo sai do preço original de R$ 1.110.10 e fica por R$ 549,99 à vista no Pix (10% de desconto). Caso o consumidor prefira parcelar, o valor fica em R$ 611,10 em até 10x de R$ 61,11. Carteira Hardware de Criptomoedas Ledger Nano S Plus, USB-C, Preto - lnsp-enes Kabum R$549 Ver Oferta A Ledger Nano S Plus é indicada para quem deseja armazenar criptomoedas e NFTs com sigilo total, mantendo as chaves privadas offline, longe do alcance de hackers. O modelo suporta mais de 5.500 ativos digitais e permite instalar até 100 aplicativos simultaneamente, oferecendo controle completo via Ledger Live no computador ou smartphone.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: hackerhackers

Para aumentar segurança e coibir fraudes, Banco Central regulamenta prestação de serviços financeiros

Publicado em: 28/11/2025 10:46

O Banco Central (BC) e o Conselho Monetário Nacional (CMN) regulamentaram nesta sexta-feira (28) prestação de serviços no modelo conhecido como "Banking as a Service" (BaaS) — que permite que empresas de diversos segmentos econômicos (tomadoras de serviços) disponibilizem serviços financeiros. Segundo o BC, a norma entra em vigor imediatamente, mas a adequação de contratos vigentes pode ser feita até o fim de 2026. "O objetivo principal da regulamentação é mitigar potenciais riscos aos clientes e partes envolvidas, incorporando adequada segurança jurídica aos negócios. Adicionalmente, as regras visam a preservar a higidez do mercado financeiro e do sistema de pagamentos, promovendo ao mesmo tempo a eficiência, a competição e o acesso a produtos e serviços disponibilizados por meio desse modelo", informou o BC, por meio de nota. Veja os vídeos que estão em alta no g1 De acordo com a institução, o regulamento define claramente quais as partes envolvidas no modelo de negócio e suas respectivas responsabilidades. Além disso, explicou que a norma também engloba aspectos como governança corporativa, gerenciamento de riscos e controles internos, requisitos de segurança, conduta, contratação e responsabilização. As normas também tratam da obrigação de as instituições autorizadas manterem à disposição do BC "diversos dados, informações e documentações pertinentes sobre os serviços prestados no âmbito do BaaS, além de conferir diversas competências à área de supervisão". Segundo o Banco Central, o regulamento aprimora o nível de transparência dos serviços prestados no modelo de "BaaS" aos clientes. "A norma exige que as instituições prestadoras de serviços assegurem que as informações necessárias à sua identificação como prestadoras dos serviços financeiros e de pagamento esteja acessível e visível ao cliente nos canais e interfaces disponibilizados, bem como em contratos, em outros documentos e em instrumentos de pagamento", acrescentou a instituição. Nesta semana, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o caso envolvendo o Banco Master reforça a necessidade de aprimorar e modernizar o perímetro de supervisão do sistema financeiro. Ele também defendeu um aumento do orçamento para modernizar BC e melhorar supervisão. Os ataques cibernéticos fazem parte das ameaças híbridas. Getty Images via BBC Ataques cibernéticos O Banco Central tem buscado aprimorar a segurança do sistema financeiro após o registro de ataques cibernéticos nos últimos meses. Nesta semana, a autoridade monetária avaliou que "merecem especial atenção a crescente dependência de serviços prestados por terceiros e o uso disseminado de APIs [conjunto de protocolos], em "muitos casos sem a devida avaliação periódica dos riscos e sem monitoramento operacional adequado, o que torna a gestão de riscos mais desafiadora". A autoridade monetária observou, ainda, que alterações recentes nas regras contribuem para fortalecer a segurança e a resiliência do sistema financeiro, tais como: limites para transferências via PIX e regras mais rígidas para autorização de novas instituições; rejeição transferências que tenham como destinatárias contas com "fundada suspeita de envolvimento em fraude"; fim do uso irregular das chamadas "contas bolsão". Ocorrências nos últimos meses Em julho, o Banco Central informou que a C&M Software — empresa que presta serviços tecnológicos e conecta instituições financeiras ao BC — comunicou ter sido alvo de um ataque à sua infraestrutura. Em setembro, a fintech Monbank informou que foi alvo de um ataque hacker que resultou no desvio de R$ 4,9 milhões. Segundo a instituição, nenhuma conta de clientes foi comprometida, e R$ 4,7 milhões já foram recuperados. Também em setembro, a Sinqia, empresa responsável por conectar bancos ao sistema PIX, informou que um ataque hacker provocou o desvio de aproximadamente R$ 710 milhões em transações não autorizadas. Megaoperação realizada em agosto desarticulou um esquema criminoso bilionário no setor de combustíveis identificou o uso de ao menos 40 fundos de investimento e diversas fintechs. O esquema era comandado por integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). As instituições eram utilizadas para lavar dinheiro, mascarar transações e ocultar patrimônio. Regra sobre nome de bancos O BC e o Conselho Monetário Nacional também baixaram regras para a "nomenclatura e a forma de apresentação ao público" das instituições financeiras. A nomenclatura abrange, por exemplo: o nome empresarial, o nome fantasia, a marca e o domínio de internet utilizados pelas instituições "Será vedado às instituições utilizar termos que sugiram atividade ou modalidade de instituição, em português ou em língua estrangeira, para a qual não tenham autorização de funcionamento específica", informou o Banco Central. Na apresentação ao público, acrescentou a autoridade monetária, as instituições "deverão utilizar termos que deixem claro aos clientes e usuários a modalidade da instituição que está prestando o serviço'. "A instituição integrante de conglomerado prudencial poderá utilizar, em sua apresentação ao público, termo que sugira a atividade exercida, a modalidade autorizada ou a nomenclatura de uma das instituições autorizadas que integra tal conglomerado", explicou o BC. As instituições autorizadas que estiverem em desacordo com as novas regras deverão elaborar plano de adequação, no prazo de 120 dias, contemplando, no mínimo, os procedimentos que serão adotados e o prazo para a adequação da instituição às novas regras, que deverá ser de, no máximo, um ano.

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Apple Podcasts pode ter brecha de segurança grave; saiba detalhes

Publicado em: 28/11/2025 06:37 Fonte: Tudocelular

O aplicativo Apple Podcasts parece estar enfrentando um problema inusitado e potencialmente preocupante. Nas últimas semanas, diversos usuários notaram que o app está abrindo sozinho em iPhones e Macs, exibindo podcasts com nomes quebrados, temas aleatórios e até links suspeitos. Em alguns casos, o conteúdo leva a sites com comportamento malicioso, levantando dúvidas sobre uma possível falha de segurança na plataforma da Apple. Entre os exemplos relatados pelo site 404, estão títulos sem sentido, links truncados e páginas que redirecionam o usuário para domínios suspeitos. Um dos casos mais chamativos envolveu um podcast intitulado “5../XEWE2'onclic…”, que tentava executar um ataque de cross-site scripting (XSS). O ataque faz parte de uma técnica usada por hackers para injetar códigos em sites legítimos. O comportamento lembra os antigos ataques do MySpace e até os casos de spam no Google Agenda, que adicionavam eventos fraudulentos sem autorização.Clique aqui para ler mais

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'Todos vamos pagar um pouco do prejuízo do caso Master', diz economista

Publicado em: 25/11/2025 07:48

A liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo Banco Central na semana passada, é um exemplo de privatização dos lucros e socialização dos prejuízos, avalia Roberto Luis Troster, sócio da consultoria Troster & Associados, que atuou como economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e da Associação Brasileira de Bancos (ABBC). "Não foram só os mais de R$ 40 bilhões que o FGC [Fundo Garantidor de Crédito] perdeu, há uma série de outros investidores que também perderam recursos", observa Tobler. "Todos nós vamos pagar um pouco disso." O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso preventivamente em 17 de novembro, sob acusação de fraude de R$ 12,2 bilhões contra o sistema bancário. Três dias depois, a Justiça decidiu pela manutenção da prisão, negando pedido de habeas corpus feito pela defesa de Vorcaro. A quebra do Master é a maior da história do país em termos de impacto para o FGC — instituição privada, sem fins lucrativos, que atua como uma espécie de seguradora para investimentos, garantindo cobertura de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira. Segundo o FGC, 1,6 milhão de investidores do Master, que detém R$ 41 bilhões em depósitos bancários (CDBs), poderão ser ressarcidos. O montante representa um terço do caixa do FGC, que soma R$ 122 bilhões em recursos líquidos. Antes do Master, o maior resgate do FGC havia sido o do Banco Bamerindus, que somou R$ 3,7 bilhões em 1997, o equivalente a R$ 19,6 bilhões em valores corrigidos pela inflação. Diante do maior resgate de seus 30 anos de história, o FGC precisará de novos aportes por parte das instituições financeiras associadas ao fundo, que pressionam por mudanças que tornem o acesso a esse sistema de seguro mais restrito — o que é visto com cautela pelo Banco Central, pois tornaria menos atrativo o investimento em títulos de bancos pequenos e médios. Atualmente, os cinco maiores bancos do Brasil — e também os principais contribuintes do FGC — são Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal e Santander. "Os cinco principais bancos estão reclamando por serem contribuintes para o Fundo Garantidor, mas os verdadeiros contribuintes são os investidores", diz Alexandre Jorge Chaia, professor nas disciplinas de gestão de riscos financeiros e produtos bancários no Insper. "O que o banco faz: ele poderia pagar mais para o investidor. Mas ele reduz um pouquinho o retorno que o investidor tem, porque um percentual dos depósitos que você aplica é separado [para a contribuição ao FGC]", explica Chaia. Atualmente, essa taxa é de cerca de 0,01% sobre os depósitos cobertos pelo FGC, como poupança, CDBs e letras de crédito (LCIs e LCAs). "Para cada CDB emitido, [esse valor] é pago para o seguro. Obviamente, que os bancos não ficam com esse prejuízo. Eles repassam esse prejuízo para o investidor que recebe menos retorno e tem uma rentabilidade menor", diz o especialista, que foi executivo nos bancos Interunion e ABN AMRO Bank e atualmente é sócio da Carmel Gestora de Recursos. "Então, esse é um ponto importante: o dinheiro não é dos bancos. O dinheiro é dos investidores que criam um colchão de recursos para proteger o próprio sistema." Onde a regulação do sistema financeiro falhou no caso Master? Para Troster e Chaia, está claro que os mecanismos de regulação do sistema financeiro falharam ao permitir que o Banco Master chegasse à situação em que chegou — embora ambos considerem que as instituições eventualmente funcionaram, ainda que tardiamente. A estratégia do Master foi marcada por um crescimento vertiginoso baseado na emissão de CDBs com retornos muito atípicos, como 120%, 140% e até 160% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário, taxa de juros que serve como referência nos investimentos de renda fixa). E, na outra ponta, pelo investimento em ativos pouco líquidos e arriscados, como participações em empresas em dificuldades e precatórios — dívidas que o poder público reconhece, por decisão judicial definitiva, e que são pagas conforme cronograma orçamentário, o que pode levar anos. "Já em maio [deste ano], teve um empréstimo emergencial do FGC de R$ 4 bilhões [ao Master], mostrando que o banco não estava gerando caixa", observa Troster. "O balanço de dezembro de 2024 também já mostrava problemas evidentes: a carteira de crédito era 20% do total do balanço e havia um crescimento absurdo [do total de ativos] de R$ 36 bilhões em dezembro de 2023, para R$ 63 bilhões em dezembro de 2024. Não é comum um crescimento nessa velocidade", diz o economista, sobre os sinais de alerta que o Master apresentava antes de quebrar. Para Chaia, do Insper, as falhas de regulação do sistema financeiro são anteriores ao caso Master, e ficaram evidentes desde abril, no problema dos débitos automáticos do INSS; no ataque hacker que desviou cerca de R$ 1 bilhão de instituições de pagamento em julho de 2025; e no envolvimento de fundos de investimento em operações de lavagem de dinheiro do crime organizado, reveladas pela operação Carbono Oculto. "O Banco Central, desde a época do governo Bolsonaro, sob a gestão do Roberto Campos Neto, fez um trabalho muito bom de democratizar o mercado [financeiro]", pondera Chaia. Ele cita iniciativas como o open banking (sistema que permite o compartilhamento de dados e serviços bancários entre diferentes instituições financeiras), a multiplicação das fintechs e bancos digitais e o próprio Pix, como fatores que ajudaram a popularizar o acesso das pessoas aos bancos, nos últimos anos, ampliando ao mesmo tempo a competição no setor bancário. "Mas acredito que, ao mesmo tempo, o Banco Central foi leniente, não especificamente com o Master, mas com a expansão do mercado financeiro como um todo", diz o especialista, que acredita que agora o BC deve fazer nos próximos anos um "freio de arrumação", endurecendo regras para fechar brechas regulatórias que foram exploradas pelas instituições financeiras. Para Troster, no caso Master, está claro que o BC demorou a intervir. "Mas o importante é que resolveu e não permitiu a fusão com o BRB [Banco de Brasília]", destaca o economista, citando operação barrada pelo Banco Central em setembro e investigada pela Polícia Federal. À época, deputados chegaram a aprovar a urgência de um projeto de lei que permitiria a demissão de diretores do BC, numa tentativa de pressionar pela aprovação da compra. O episódio revelou alguns dos muitos laços do Master e do banqueiro Daniel Vorcaro com o mundo político. Vorcaro já teve em sua folha de pagamentos, como advogados ou consultores, nomes como Ricardo Lewandowski (ex-ministro do STF e hoje ministro da Justiça), Henrique Meirelles e Gustavo Loyola (ex-presidentes do Banco Central), Guido Mantega (ex-ministro da Fazenda), além de Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, e o ex-presidente da República Michel Temer. "O mais importante é que, apesar da dimensão [do caso Master] não tivemos uma crise sistêmica e essa é a função principal [da intervenção do BC ao liquidar o banco]", considera Troster. O FGC deveria mudar? Após a liquidação do Master, vem sendo discutida a possibilidade de mudanças no FGC, como a redução do valor segurado (atualmente em R$ 250 mil) ou a cobertura apenas do valor principal investido, sem os rendimentos. A ideia com isso seria estimular investidores a analisarem melhor os riscos de seus investimentos e a saúde financeira dos emissores de títulos bancários. Isso porque, na prática, com a garantia do FGC, o investimento em CDBs e letras de crédito até R$ 250 mil por instituição financeira não tem nenhum risco para o investidor. A garantia do FGC é inclusive usada como propaganda pelas plataformas de investimento para estimular aportes em títulos muitas vezes arriscados, mas de alto retorno — como os CDBs do Banco Master. Isso possibilitou uma forte desconcentração bancária no Brasil nos últimos anos, com o surgimento de diversas instituições financeiras de pequeno e médio porte, que conseguem captar recursos, mesmo sem ter uma rede própria de distribuição, tendo seus títulos vendidos por marketplaces de investimento. No caso do Master, por exemplo, dos R$ 41 bilhões dos CDBs emitidos com garantia do FGC, cerca de R$ 36 bilhões foram emitidos pelas três maiores plataformas digitais de investimentos: XP, BTG Pactual e Nubank, segundo o jornal Valor Econômico. As três instituições não responderam a pedido de comentário do jornal. Tanto Troster como Chaia minimizam o papel das plataformas na crise do banco Master. Na opinião de ambos, elas são apenas intermediárias na negociação de papéis que, até a eclosão da crise e das suspeitas de fraude na gestão do banco, operavam dentro da legalidade do sistema financeiro. Eles também veem com reservas a possibilidade de mudança nas regras do FGC, já que isso pode desestimular o investimento em títulos de bancos pequenos e médios, reduzindo a competitividade do sistema e aumentando o custo de captação para essas instituições financeiras menores. Troster defende a redução do valor segurado, mas é contrário à restrição da cobertura ao principal, sem os juros. No mercado, avalia-se que esta segunda medida poderia inviabilizar o seguro como um instrumento para evitar corridas bancárias — quando um grande número de clientes de um banco saca seus depósitos ao mesmo tempo, temendo que o banco possa falir, o que pode, em si, levar a instituição à falência. Já Chaia é contrário a ambas as medidas cogitadas hoje no mercado, que avalia como punitivas aos investidores. E defende que a atuação do BC deve se centrar no balanço dos bancos. "A melhor solução é o Banco Central regular a competição entre os bancos, proibir que um banco pequeno faça uma oferta de captação irreal pelo risco da operação e evite que ele pegue esse dinheiro e compre ativos de alto risco para poder pagar essa conta", defende. Ele observa que o BC já vem atuando nesse sentido. Desde agosto, e já devido ao caso do Banco Master, o Conselho Monetário Nacional (CMN) endureceu algumas regras para as instituições financeiras associadas ao FGC. A principal mudança diz respeito ao grau de alavancagem das instituições financeiras participantes do fundo. Por meio da alavancagem, uma instituição pega dinheiro emprestado para investir, multiplicando o valor aplicado, porém expondo-se a riscos. A partir de junho do próximo ano, a instituição associada ao FGC que estiver excessivamente alavancada, com valor de referência superior a 10 vezes seu patrimônio líquido ajustado, deverá aplicar o excedente de recursos em títulos públicos federais, considerados investimentos seguros. A mudança pretende reduzir brechas que permitiam às instituições associadas ao FGC arriscarem-se excessivamente no mercado financeiro. Funcionários do Banco Central deixam a sede do Banco Master em São Paulo, na terça-feira (18/11), após a prisão de Daniel Vorcaro, presidente-executivo do banco Getty Images via BBC

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