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PSN: falha de segurança interna da Sony permite hacker invadir contas protegidas por 2FA

Publicado em: 23/12/2025 04:13 Fonte: Tudocelular

A PlayStation Network (PSN) está novamente no centro de uma polêmica envolvendo falhas graves de segurança. Mais de uma década após o colapso de 2011, que deixou o serviço fora do ar por 23 dias, um novo caso reacende os temores sobre a proteção das contas dos jogadores. Porém, desta vez, nem mesmo a autenticação de dois fatores parece ter sido suficiente para evitar o golpe. O episódio foi revelado pelo jornalista Nicolas Lellouche, do portal francês Numerama, que relatou ter sua conta da PSN hackeada mesmo com passkey e 2FA ativados. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: hacker

Spotify afirma que hackers invadiram seu catálogo de músicas; usuários não foram afetados

Publicado em: 22/12/2025 15:32

O Spotify anunciou nesta segunda (22) que desativou as contas de um grupo de hackers ativistas que alegavam ter "copiado" milhões de arquivos de música e metadados do serviço de streaming. O grupo Anna's Archives afirmou em uma publicação de blog que copiou 86 milhões de músicas do Spotify e os metadados de 256 milhões de músicas - um processo conhecido como "scraping" - para criar um "arquivo de conservação" aberto para músicas. O Anna's Archives alegou que os 86 milhões de arquivos de música representavam mais de 99,6% das reproduções do Spotify, enquanto as cópias de metadados representavam 99,9% de todas as músicas da plataforma. A violação, que não afeta os usuários do Spotify, significa que, em teoria, qualquer pessoa poderia usar as informações para criar seu próprio arquivo de música gratuito, embora, na prática, seriam rapidamente processadas pelos detentores dos direitos autorais. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "O Spotify identificou e desativou as contas de usuários maliciosos envolvidos no scraping ilegal", disse a empresa em um comunicado enviado à AFP. "Implementamos novas medidas de segurança para combater esses tipos de ataques de violação de direitos autorais e estamos monitorando ativamente qualquer atividade suspeita", afirmou a empresa. "Desde o primeiro dia, apoiamos a comunidade artística na luta contra a pirataria e estamos trabalhando ativamente com nossos parceiros do setor para proteger os criadores e defender seus direitos", acrescentou o Spotify. Os melhores álbuns de 2025 (com notas)

Palavras-chave: hackerhackers

TikTok assina acordo para venda nos Estados Unidos, diz agência

Publicado em: 18/12/2025 19:30

Imagem ilustrativa com a bandeira dos EUA e logotipo do TikTok Dado Ruvic/Illustration/Reuters O TikTok assinou o acordo para venda nos Estados Unidos, segundo memorando visto pela agência Reuters. A agência primeiro informou que o site de notícias Axios teve acesso ao documento. A ByteDance, controladora do TikTok, fechou negócio com as empresas Oracle, Silver Lake e MGX, para formar um grupo da rede social no país, chamado TikTok USDS Joint Venture LLC, segundo o memorando. O grupo nos EUA será responsável pela proteção de dados, segurança de algoritmos, de software e moderação de conteúdo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 As empresas terão 50% de participação de um consórcio de novos investidores. Após a conclusão do acordo, a joint venture atuará como uma entidade independente. A transação será concluída em até 120 dias, a partir da data da ordem executiva. Segundo o documento, 30,1% do TikTok USDS será das afiliadas de determinados investidores já existentes da ByteDance, e 19,9% permanecerão com a empresa. O prazo para a conclusão da venda do TikTok nos Estados Unidos terminou na última terça-feira (16), após ter sido adiado três vezes pelo presidente Donald Trump. Em setembro, Trump assinou um decreto que concedeu mais 90 dias para a negociação dos ativos da rede social com investidores americanos. Na ocasião, afirmou que EUA e China haviam chegado a um entendimento para que o aplicativo continuasse operando no país. Caso a plataforma não fosse vendida para um grupo considerado confiável pelos EUA, ela poderia ser bloqueada no país. Leia também: Ataque hacker expõe operação de perfis falsos para divulgar produtos no TikTok, diz site Lei obriga venda do TikTok A venda do TikTok pode precisar do aval do Congresso. Em 2024, os parlamentares americanos aprovaram uma lei obrigando a ByteDance a ceder o controle da operação da plataforma nos EUA. A medida foi criada para evitar que o governo chinês tivesse acesso, eventualmente, a dados de usuários no país. A ByteDance nega vínculos com o governo chinês e afirma que os dados dos usuários americanos são armazenados em servidores da Oracle nos EUA. Segundo a empresa, as decisões de moderação também são tomadas em território americano. Desde que reassumiu a presidência, em janeiro, Trump evitou aplicar a lei. Segundo ele, a legislação deixaria usuários insatisfeitos e afetaria a comunicação política. Trump, que tem mais de 15 milhões de seguidores no TikTok, disse que a rede contribuiu para sua vitória nas eleições do ano passado. A Casa Branca também criou uma conta oficial na plataforma no mês passado.

Palavras-chave: hacker

Juíza rejeita ação de Sara Corte Real contra Luana Piovani e nega pedido de indenização por comentários sobre caso Miguel

Publicado em: 18/12/2025 16:15

Luana Piovani e Sari Corte Real Reprodução/Instagram/TV Globo A Justiça rejeitou a ação movida por Sari Corte Real contra Luana Piovani por danos morais. A ex-patroa da mãe do menino Miguel, que morreu ao cair do 9º andar de um prédio de luxo no Centro do Recife, em junho de 2020, processou a atriz por causa de comentários que a influenciadora fez sobre o caso nas redes sociais. No processo, ela pediu uma indenização de R$ 50 mil. Além de ter o pedido rejeitado, Sari terá que pagar as custas do processo, fixadas em 20% sobre o valor atualizado da causa. A decisão é de primeira instância e cabe recurso. Procurada pelo g1, a defesa de Sari disse que ainda não foi notificada, mas que vai recorrer. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE A ação tramita desde novembro do ano passado, com base em vídeos publicados pela atriz em que a artista chama de "corrupto" o marido de Sari, Sergio Hacker, que é ex-prefeito de Tamandaré, no Litoral Sul de Pernambuco, pede a prisão do casal e cobra providências de autoridades (saiba mais abaixo). A sentença foi publicada mais de um ano depois, na quarta-feira (17), pela juíza Ana Claudia Brandão de Barros Correia, da 29ª Vara Cível da Capital. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No documento, a magistrada considera que, embora a linguagem usada por Luana Piovani tenha sido "dura" e "emocional", com "potencial de amplificar reações", não ficou provado que as postagens causaram, diretamente, constrangimentos à autora do processo. "Ainda que se reconheça que críticas em rede social podem produzir efeitos intensos, não se comprovou nos autos dano moral autônomo, individualizável e causalmente imputável à ré, distinto do desgaste social preexistente associado ao próprio evento e à publicidade do caso", afirmou. Ainda de acordo com a juíza, o depoimento de um colega de faculdade de Sari Corte Real, que cursa medicina numa instituição particular no Recife, demonstrou que o "desgaste social" sofrido por ela é anterior aos vídeos publicados pela influenciadora. A magistrada disse também que as críticas que ela recebeu estão mais ligadas à responsabilização pela morte do menino em si do que com os comentários da atriz. "Aqui reside o ponto de maior densidade: as alegações finais da ré registram que, em audiência, testemunha ligada ao ambiente acadêmico teria reconhecido que a imagem negativa da autora decorre do próprio fato criminal e de sua repercussão, e não das manifestações da ré; e que, quando provocado, teria admitido que certas situações mencionadas já existiam antes das publicações questionadas", declarou. A juíza registrou, ainda, que a rede social "opera como verdadeira praça pública digital", que, apesar de ter uma linguagem emotiva e grande capacidade de mobilização, é um "espaço onde se consolida um traço estrutural da democracia: a possibilidade de crítica, inclusive severa", sem abandonar o "controle do abuso". "O Judiciário, ao examinar pedidos indenizatórios que tenham como causa falas sobre tema de interesse público, deve ter cuidado para não produzir, por via reflexa, um efeito silenciador (“chilling effect”), ou seja, a intimidação econômica/judicial que desestimula a participação cívica e o debate", escreveu a magistrada. Luana Piovani compartilhou trechos da decisão no Instagram. "Dra. Ana Claudia faz juz ao nome de sua profissão [...]. Racistas, machistas, xenofóbicos, criminosos não passarão", comentou. Danos morais Ao abrir o processo contra Luana Piovani, a defesa de Sari Corte Real anexou três vídeos postados pela atriz nos stories do Instagram, no dia 18 de setembro de 2024. Em um deles, a atriz cobra do governo de Pernambuco ajuda para agilizar o processo penal contra Sari e chama o marido dela de "corrupto". Em outro vídeo, a influenciadora compartilhou uma publicação da mãe de Miguel e pediu "cadeia para os criminosos Sari e Sérgio", marcando os perfis do presidente Lula (PT) e da primeira-dama, Janja da Silva. No terceiro story, a atriz compartilhou outro vídeo de um influenciador que comenta sobre a suspensão da indenização à família de Miguel e escreveu na legenda: "Po***, façam alguma coisa!", marcando, novamente, os perfis de Lula e Janja e as páginas do governo de Pernambuco e do Ministério Público de Pernambuco (MPPE). O advogado Danilo Heber de Oliveira Gomes, que representa Sari no processo, disse ao g1 na época que moveu a ação para conter o que chamou de "exageros" e de "campanha contra Sari" encampada pela influenciadora, com "declarações ácidas", nas redes sociais. Morte de Miguel Laudo pericial sobre a morte do menino Miguel desmente versão de Sari Corte Real Em 2 de junho de 2020, Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos, caiu do 9º andar do Condomínio Pier Maurício de Nassau, no bairro de São José, no Centro da cidade; Mirtes, mãe dele, tinha descido ao térreo para passear com a cadela dos patrões, enquanto a então patroa, Sari Corte Real, responsável por cuidar do menino naquele momento, pintava as unhas com uma manicure; O garoto ficou no apartamento de Sari, localizado no 5º andar e, num determinado momento, correu até o elevador; Imagens de uma câmera de segurança mostram Sari Corte Real apertando um botão do elevador e deixando a porta fechar com o menino dentro (veja vídeo acima); Um laudo pericial concluiu que o botão que Sari apertou levava o elevador para a cobertura do edifício; O vídeo mostra, ainda, o equipamento parando no 9º andar e o garoto saindo da cabine; Perdido, Miguel caminhou até um vão onde fica o maquinário dos aparelhos de ar-condicionado e caiu no térreo, morrendo enquanto era socorrido; Sari foi presa em flagrante na época e autuada por homicídio culposo, mas pagou fiança de R$ 20 mil e foi liberada; Em 2021, Mirtes Renata começou a cursar direito, para entender melhor os trâmites processuais do caso do filho; Com a repercussão do caso, a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) criou o Instituto Menino Miguel, voltado para discussões sobre infância, família e envelhecimento; Em 2022, em visita ao instituto, a mãe do garoto homenageou a cantora e compositora Adriana Calcanhotto, que em 2020 compôs a canção "2 de Junho" sobre a morte de Miguel; Em maio de 2022, Sari foi condenada a oito anos de prisão e seis meses de prisão por abandono de incapaz com resultado morte, porém, em novembro do ano seguinte, a pena foi reduzida a sete anos; Além do processo criminal, o casal Sari e Sérgio Hacker responde a uma ação trabalhista por convocar as ex-funcionárias Mirtes Renata Santana e Maria Marta, mãe e avó de Miguel, para trabalhar durante a pandemia e por pagar os salários delas com dinheiro da prefeitura de Tamandaré; O processo, que condenou o casal a pagar uma indenização de R$ 1 milhão à família do menino, foi suspenso pelo STJ em setembro de 2024; A família do menino também entrou com uma ação cível contra Sari por danos morais, pedindo uma indenização de R$ 1 milhão; Em maio de 2023, um abaixo-assinado com quase 2,8 milhões de assinaturas pediu celeridade no julgamento sobre o caso; No mês seguinte, Sari Corte Real se matriculou no curso de medicina numa faculdade particular; A defesa de Sari recorreu em todos os processos movidos contra ela, que segue em liberdade quase cinco anos após a morte de Miguel. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

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Justiça da Itália adia novamente decisão sobre extradição de Carla Zambelli

Publicado em: 18/12/2025 13:50

A deputada licenciada Carla Zambelli chega para audiência no Tribunal de Apelações de Roma, em 27 de agosto de 2025. TV Globo A Corte de Apelação em Roma, na Itália, adiou pela terceira vez nesta quinta-feira (18) sua decisão sobre a extradição de Carla Zambelli para o Brasil. O pedido foi feito pela defesa da ex-deputada e deve sair apenas no dia 20 de janeiro. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Outros dois adiamentos da apreciação do caso já haviam ocorrido. No primeiro deles, no final de novembro, a defesa de Zambelli aderiu a uma greve de advogados em Roma, e no segundo, há duas semanas, seus advogados apresentaram novos documentos à corte. Zambelli teve seu mandato cassado na semana passada pelo STF, que revogou decisão contrária da Câmara dos Deputados. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e fugiu para a Itália após a decisão. Ela é considerada foragida da Justiça brasileira. A ex-deputada, que tem cidadania italiana, deixou o Brasil em maio. Ela passou também pelos Estados Unidos antes de se mudar para a Itália. Após a prisão, Zambelli disse que quer ser julgada no país europeu e que provaria que não tem envolvimento na invasão do sistema do CNJ. A Justiça italiana decidiu mantê-la presa durante o julgamento, por entender que há risco de fuga. Na audiência de extradição desta quinta, os juízes ouviriam a defesa de Carla Zambelli e avaliariam os documentos enviados na semana passada pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, em resposta à Justiça Italiana. A documentação brasileira informa que, caso seja extraditada, a ex-deputada ficará presa na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, e dá detalhes sobre as condições de detenção. Durante a primeira audiência em 4 de dezembro, a defesa de Zambelli apresentou diversos argumentos para que ela não seja extraditada. Um deles é sobre a situação carcerária para o eventual cumprimento da pena no Brasil. Foi então que a Justiça italiana suspendeu o julgamento para esperar respostas sobre as condições penitenciárias brasileiras. Moraes respondeu com um documento de 11 páginas, com informações e imagens, explicando onde são alojadas as detentas da Colmeia. Também foi informado que nunca houve rebelião nesta prisão, que as presas fazem cursos técnicos e recebem atendimento médico, respeitando padrões de salubridade, segurança e assistência. Além disso, a escolha desta penitenciária foi conforme determinou a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, local de domicílio da condenada. Argumentos da defesa Caso a defesa apresente novos elementos, os juízes poderão marcar uma outra audiência para examinar a documentação e também dar a possibilidade de resposta à Advocacia-Geral da União (AGU), representada pelo advogado italiano Alessandro Gentiloni. Os defensores mantêm a tese que Zambelli sofre uma perseguição política e judicial no Brasil. Para reforçar esse argumento, na última audiência a defesa apresentou aos juízes o parecer da Comissão de Constituição e Justiça que se pronunciou contrária à cassação do mandato da deputada federal. Mas a situação mudou. No dia 11, o plenário da Câmara dos Deputados decidiu manter o mandato da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). Porém, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a decisão da Câmara, alegando que é inconstitucional. Renúncia sem influência no processo Carla Zambelli renuncia ao cargo de deputada federal No domingo passado, Zambelli renunciou ao mandato de deputada federal. No entanto, essa decisão não influencia a Justiça Italiana no processo de extradição. O que os juízes italianos avaliam é o fato pelo qual ela foi condenada no Brasil, que também deve ser considerado crime na Itália. Esta regra é conhecida como “dupla imputação”. Carla Zambelli foi condenada em maio passado pelo STF a 10 anos de prisão por invasão de sistemas e pela adulteração de documentos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ela foi acusada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de planejar e coordenar, com o auxílio do hacker Walter Delgatti, uma invasão do dispositivo do CNJ no início de 2023 com o objetivo de desacreditar a Justiça e incitar atos antidemocráticos. Segundo a denúncia, Zambelli e Delgatti pretendiam incluir alvarás de soltura falsos e um mandado de prisão forjado contra o ministro Alexandre de Moraes. Ela nega a acusação. O hacker, que confessou o ataque, foi condenado a oito anos e três meses de prisão. Ele afirma ter feito a invasão a mando da então deputada. Na Itália, invadir o sistema informático também é crime determinado pelo Artigo 615-ter do Código Penal italiano (acesso não autorizado a um sistema informático) e pelo Artigo 640-ter (fraude informática). As penas podem chegar a 8 anos de prisão. Em agosto, Zambelli teve uma segunda condenação na Justiça brasileira pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Ela foi condenada a 5 anos e 3 meses de prisão pela perseguição armada a um apoiador do presidente Lula, ocorrida na véspera do segundo turno das eleições presidenciais de 2022. Na ocasião, ela sacou uma arma e apontou para um homem no meio da rua nos Jardins, área nobre de São Paulo. Porte ilegal de arma e constrangimento também são crimes na Itália. O Artigo 699 do Código Penal italiano estabelece para os infratores uma pena que varia de 18 meses a 3 anos de prisão, que podem ser agravadas de acordo com as circunstâncias dos crimes. Fuga de Zambelli Presa na Itália, Carla Zambelli participa remotamente de reunião da CCJ da Câmara que discute a sua cassação Kevin Lima/g1 A deputada anunciou em 3 de junho que havia deixado o Brasil. A princípio, ela disse que buscava tratamento médico, sem especificar onde estava. Na sequência, atendendo a um pedido da Procuradoria-Geral da República, Moraes decretou sua prisão preventiva. Executando um mandato de captura internacional solicitado pela Polícia Federal (PF) do Brasil em cumprimento da determinação do ministro Alexandre de Moraes, a polícia italiana prendeu Carla Zambelli em 29 de julho no apartamento onde estava alojada no bairro Aurelio, em Roma. Em seguida, ela foi levada à penitenciária feminina de Rebibbia, nos arredores da capital. A defesa de Zambelli pediu à Justiça italiana que ela aguardasse em liberdade ou prisão domiciliar. Porém, a Corte rejeitou este pedido, apontando “fortes indícios” de risco de fuga da então deputada. A decisão, assinada por três juízes, citou que ela entrou na Itália em 5 de junho, um dia após a condenação definitiva no Brasil. Os juízes também frisaram que Zambelli foi encontrada escondida em Roma e ressaltaram que ela havia afirmado à imprensa italiana que mudaria de casa para não ser descoberta. Problemas de saúde A defesa também alegou em agosto que Carla Zambelli sofre de problemas de saúde, necessita de tratamentos médicos, e por isso não poderia permanecer em regime fechado. No entanto, a perícia médica determinada pela Justiça italiana aponta que as enfermidades são compatíveis com o regime carcerário. Segundo o laudo médico, os tratamentos necessários podem ser realizados dentro da prisão. O documento afirma também que o eventual traslado aéreo ao Brasil é possível e a viagem não representaria risco de consequências graves, desde que observadas as orientações médicas. Em outubro, o Ministério Público italiano, representado pelo procurador Amelio Erminio, se manifestou a favor da extradição da então deputada. Caso a Corte de Apelação negue a extradição, Carla Zambelli possivelmente sairá da prisão. Se os juízes decidirem que ela deve ser extraditada, a ex-deputada poderá permanecer – ou não – nesta penitenciária de Rebibbia. Mas ela não poderá deixar a Itália enquanto o processo não estiver encerrado.   Após a apelação, haverá um recurso na Corte de Cassação. Depois da decisão desta Corte, a palavra final passa ao ministro da Justiça Carlo Nordio, que poderá autorizar ou negar a extradição de Zambelli ao Brasil. Mas se ambas as Cortes, de Apelação e Cassação, negarem a extradição, o ministro da Justiça obrigatoriamente deverá negá-la também.

Palavras-chave: hacker

Grupo de hackers ameaça divulgar dados de clientes premium do Pornhub

Publicado em: 18/12/2025 11:33

Site pornô Pornhub Franco Alva/Unsplash O grupo de hackers ShinyHunters afirmou na terça-feira (16) que roubou dados de clientes do serviço premium do site de pornografia Pornhub e ameaça publicar as informações. A Reuters não conseguiu confirmar o volume de dados que teria sido levado, mas o grupo forneceu uma amostra das informações, que a agência conseguiu autenticar. O ShinyHunters é um grupo conhecido, associado a ataques sofisticados e tentativas de extorsão nos últimos meses. Entre os alvos anteriores, estão dados de clientes da Salesforce e de varejistas de luxo no Reino Unido. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Pelo menos três ex-clientes do Pornhub — dois homens no Canadá e um nos Estados Unidos — confirmaram à Reuters que os dados atribuídos a eles são autênticos. Eles falaram sob condição de anonimato devido à sensibilidade do tema. Veja os vídeos que estão em alta no g1 “Estamos exigindo um pagamento de resgate em bitcoin para impedir a publicação dos dados do [Pornhub] e excluir os dados”, disse o ShinyHunters à Reuters por meio de um aplicativo de mensagens. O Pornhub e seus proprietários, a Ethical Capital Partners, com sede em Ottawa, no Canadá, não responderam aos pedidos de comentário da Reuters. O Pornhub recebe mais de 100 milhões de visitas por dia e cerca de 36 bilhões de acessos por ano. O site é um dos mais populares fornecedores de pornografia da internet, especialmente de vídeos, muitos deles gratuitos. A Reuters comparou informações de seis pessoas citadas nos dados fornecidos pelo grupo com conteúdos compartilhados online em vazamentos anteriores, preservados pela empresa de inteligência da dark web District 4 Labs. Três dessas pessoas confirmaram à Reuters que já haviam assinado o serviço premium do Pornhub. A agência não conseguiu determinar como o grupo obteve os dados. O ShinyHunters afirmou que não daria detalhes sobre a violação. Em uma declaração divulgada em 12 de dezembro, o Pornhub informou um incidente recente de segurança envolvendo o provedor terceirizado de análise de dados Mixpanel. Segundo a empresa, o caso afetou um número não revelado de usuários do Pornhub Premium e ocorreu no ambiente da Mixpanel, envolvendo um “conjunto limitado de eventos de análise para alguns usuários”. A Mixpanel, que fornece aos clientes dados detalhados sobre atividades de usuários, divulgou um incidente de segurança digital em 27 de novembro. Em uma declaração enviada à Reuters nesta terça-feira, a empresa afirmou estar ciente do comunicado do Pornhub, mas disse que “não consegue encontrar nenhuma indicação de que esses dados tenham sido roubados em nosso incidente de segurança de novembro de 2025 ou de qualquer outra forma”. De acordo com a Mixpanel, os dados do Pornhub sob sua responsabilidade foram acessados pela última vez por “uma conta legítima de funcionário da empresa controladora do Pornhub em 2023”. “Se esses dados estiverem nas mãos de uma parte não autorizada, não acreditamos que isso seja resultado de um incidente de segurança na Mixpanel”, afirmou a empresa. Brasileiros contam como foi a proibição de redes sociais na Austrália 'Perdi R$ 4 mil comprando uma água, diz vítima do golpe do cartão trocado IA que 'revive' familiares mortos viraliza e acende debate sobre tecnologia do luto

Palavras-chave: hackerhackerstecnologia

Homem é condenado a 9 anos de prisão por ataque hacker que derrubou sistema do Tribunal de Justiça do RS

Publicado em: 18/12/2025 05:02

Tribunal de Justiça do RS Divulgação/TJRS A Justiça do Rio Grande do Sul condenou, na quarta-feira (17), um homem a 9 anos e 26 dias de reclusão, em regime fechado, por ter comandado um ataque cibernético que paralisou os serviços do Tribunal de Justiça do Estado (TJRS) em março deste ano. Ele foi sentenciado pelos crimes de invasão de dispositivo informático qualificada e interrupção de serviço de informação de utilidade pública. A decisão é da 12ª Vara Criminal do Foro Central de Porto Alegre. O réu, de 23 anos, seguirá preso e não poderá recorrer em liberdade. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Além da pena de reclusão, o juiz determinou 63 dias-multa, calculados sobre o salário mínimo vigente à época dos fatos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como foi o ataque De acordo com a sentença, o crime aconteceu em 26 de março de 2025, quando o acusado, morador de Guarabira, no interior do estado da Paraíba, organizou uma ofensiva do tipo DDoS (Distributed Denial of Service ou Negação de Serviço Distribuída, que busca sobrecarregar um servidor até deixá-lo inacessível), contra o sistema E-Proc do TJRS, por meio do qual é possível consultar processos pela internet. Para isso, ele utilizou uma botnet (rede de dispositivos infectados) com mais de dois mil dispositivos comprometidos, espalhados por 432 redes diferentes, gerando mais de cinco mil requisições simultâneas. A ação derrubou o sistema eletrônico do tribunal durante toda a tarde daquele dia, impedindo a tramitação de processos, como Habeas Corpus, medidas protetivas e audiências. Segundo o magistrado, o ataque teve impacto direto no acesso da população à Justiça. Organização e motivação As investigações apontaram que o réu coordenava tudo por meio de um canal no aplicativo Telegram chamado “AVISOS”, onde usava o pseudônimo “POLÍCIA FEDERAL DERRUBANDO TODOS!!!”. No espaço, ele incitava outros usuários a participar da ofensiva e oferecia pagamentos via Pix. O juiz destacou que o crime foi premeditado e tecnicamente sofisticado, com objetivo de autopromoção no submundo digital e lucro fácil. Prisão e investigação Hacker suspeito de ataque contra o Tribunal de Justiça do RS é preso O caso veio à tona em março, quando o TJRS confirmou que o sistema ficou fora do ar por quase um dia inteiro. A Polícia Civil prendeu o suspeito preventivamente em julho, em Guarabira (PB), e apreendeu equipamentos eletrônicos. Segundo o Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC), o homem transmitiu o ataque ao vivo e chegou a divulgar um passo a passo para outros hackers. Homem suspeito de ataque hacker contra o sistema do TJ do RS é preso Polícia Civil/Divulgação VÍDEOS: Tudo sobre o RS

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Ataque hacker expõe operação de perfis falsos para divulgar produtos no TikTok, diz site

Publicado em: 18/12/2025 03:00

Cerca de 200 perfis gerados com IA promoviam produtos no TikTok, apontou reportagem do 404 Media Reuters; Reprodução Um ataque hacker revelou detalhes de uma empresa que opera centenas de perfis falsos no TikTok para promover seus clientes, mostrou reportagem publicada na quarta-feira (17) pelo site de notícias sobre tecnologia 404 Media. A Doublespeed mantém personagens gerados com inteligência artificial que servem como substitutos de influenciadores em campanhas publicitárias. "Nunca pague por um ser humano de novo", diz, em seu site. A empresa admite simular interações sobre o assunto desejado por seus clientes para fazer o assunto crescer nas plataformas e, então, ser visto por pessoas de verdade. Como interações artificiais não são permitidas pelas redes sociais, a empresa opera centenas de celulares para fingir que eles estão sendo usados por usuários reais. São as chamadas "fazendas de cliques" ou "fazendas de celulares", como destacou o 404 Media. Segundo a reportagem, o autor do ataque conseguiu controlar mais de 1.100 celulares da Doublespeed. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 'Vejo você em 4 anos': adolescentes na Austrália se despedem das redes antes de proibição Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ainda de acordo com o site, o hacker descobriu em 31 de outubro uma brecha que lhe permitiu identificar modelos dos smartphones, contas falsas que estavam sendo operadas no TikTok e produtos que estavam sendo promovidos. Das 400 contas de TikTok da Doublespeed ao qual a reportagem teve acesso, 200 promoveram produtos, muitas vezes sem indicar que o conteúdo era feito por IA. Entre os itens promovidos, estão aplicativos de idiomas, de relacionamento e de Bíblia, além de suplementos e massageadores. Vários perfis falsos usaram um formato com várias fotos geradas por IA publicadas na mesma postagem com legendas que promovem os produtos, segundo o 404 Media. E um deles publicou vídeos gerados por IA. As regras do TikTok exigem que conteúdos são gerados ou alterados com IA sejam sinalizados desta forma por criadores. A plataforma derrubou vídeos indicados pela reportagem do 404 Media. A Doublespeed levantou US$ 1 milhão (R$ 5,5 milhões) com o fundo de investimentos Andreessen Horowitz em outubro. E já anunciou que planeja levar os seus perfis de IA para Instagram, X e Reddit. Doublespeed usa IA para promover produtos nas redes sociais, mas muitas vezes não sinaliza conteúdo desta forma Divulgação/Doublespeed Ataque no WhatsApp pode roubar senhas de usuários; veja como se proteger

Hackers atacam prefeitura do Norte de MG e pedem US$ 80 mil

Publicado em: 17/12/2025 19:59

Golpistas enviaram mensagens pedindo US$ 80 mil Philipp Katzenberger/Unsplash A Prefeitura de São João da Ponte foi alvo de um ataque cibernético. Segundo informações do município, os golpistas enviaram mensagens pedindo US$ 80 mil - o que equivalente a quase R$ 440 mil - para fornecer as chaves de acesso aos dados roubados. Segundo a Prefeitura, no dia 11 deste mês, o incidente de segurança da informação foi identificado. O secretário de Planejamento registrou os fatos junto à Polícia Militar, afirmando que houve bloqueio e exclusão de arquivos de backup, além de tentativa de criptografia de dados. 📲Clique aqui para seguir o canal do g1 Grande Minas no WhatsApp Ainda de acordo com as informações fornecidas à PM, o município contatou a empresa responsável pelo sistema, que adotou medidas de contenção, análise e recuperação dos dados. Foi criada uma força-tarefa envolvendo equipes do município, do setor contábil, da área de tecnologia da informação e técnicos especializados. Conforme a Prefeitura, todas as informações referentes ao período de maio a dezembro foram perdidas. Entre os dados comprometidos estão informações de servidores nomeados e contratados, vencimentos de pagamentos, licenças-maternidade, exonerações e transações com fornecedores. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Pagamento exigido pelos criminosos Já no domingo (14), a empresa recebeu mensagens dos autores do ataque informando que haviam eliminado backups e exigindo o pagamento de US$ 80 mil para liberar as chaves de acesso. Além de procurar a PM, a Prefeitura enviou ofício ao Ministério Público de Minas Gerais relatando o ocorrido. O documento, assinado pelo prefeito Fábio Luiz Fernandes Cordeiro, destacou que “não houve qualquer pagamento ou negociação com os autores do ataque.” O ofício ainda garantiu que “os recursos financeiros destinados à folha de pagamento encontram-se devidamente seguros nas contas bancárias, inexistindo qualquer desvio de valores, havendo apenas impossibilidade temporária de processamento individual dos créditos em razão da indisponibilidade sistêmica.” Vídeos do Norte, Centro e Noroeste de MG Veja mais notícias da região em g1 Grande Minas.

Tome cuidado! Históricos de navegação no Pornhub foram roubados por hackers

Publicado em: 16/12/2025 06:16 Fonte: Tudocelular

O Pornhub confirmou ter sido afetado por um vazamento de dados ocorrido em 8 de novembro, envolvendo a plataforma de análise Mixpanel, fornecedora terceirizada que também impactou outras empresas de tecnologia. A confirmação ocorreu em 12 de dezembro e aponta exposição limitada a usuários específicos do serviço Premium. Segundo o site adulto, o incidente não envolveu os sistemas internos do Pornhub Premium e ocorreu dentro do ambiente da Mixpanel, apesar de a empresa afirmar que não utiliza o serviço desde 2021. Ainda assim, uma investigação interna segue em andamento para apurar a natureza e a extensão do ocorrido.Não é de hoje que hackers se apropriam de informações pessoais, geralmente dados bancários ou emails, para chantagear suas vítimas e conseguir dinheiro, mas um recente vazamento relacionado ao Pornhub Premium pode acabar se tornando ainda mais nocivo do que golpes anteriores. Clique aqui para ler mais

Como a IA pode ter sido usada em ataque no WhatsApp que engana antivírus e rouba senhas de bancos

Publicado em: 16/12/2025 03:00

Ataque no WhatsApp pode roubar senhas de usuários; veja como se proteger A inteligência artificial pode ser usada para aplicar ataques cibernéticos e ajudar hackers a roubar senhas de bancos. Foi o que demonstraram pesquisadores de segurança na análise de uma nova versão de um vírus que se espalha pelo WhatsApp Web. Hackers atualizaram o ataque com foco em usuários no Brasil que foi chamado de Sorvepotel. Ele tinha sido descoberto em outubro por especialistas da empresa de cibersegurança Trend Micro. Como na primeira versão, o novo vírus também exibe versões adulteradas de sites de bancos e assume o controle do WhatsApp Web para enviar o mesmo arquivo malicioso para contatos de vítimas. Mas agora ele é baseado em outra linguagem de programação, migrando do padrão em PowerShell para Python. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Como o WhatsApp Web virou porta de entrada para ataque hacker com foco no Brasil "Há fortes indícios circunstanciais de que um auxílio automatizado, como um modelo de linguagem abrangente (LLM) ou uma ferramenta de tradução de código, pode ter sido usado para acelerar o processo de portabilidade", disse a Trend Micro. Os indícios de que o novo vírus foi gerado por IA incluem melhorias na estrutura e na aparência do código, que usa até mesmo emojis, e a velocidade de desenvolvimento, dada sua semelhança com o vírus original. Ataque conhecido como Sorvepotel assume o controle do WhatsApp Web para enviar vírus para contatos da vítima Reprodução/Trend Micro Os criminosos usam o WhatsApp para disparar supostos comprovantes de pagamento ou orçamentos de empresas, por exemplo. "Tenta abrir no computador", diz uma das mensagens. Para a vítima, além de ter suas senhas roubadas, há o risco de ter a conta banida no WhatsApp. Isso porque a plataforma pode considerar o envio repetido de mensagens como spam, uma prática não recomendada. Segundo os pesquisadores, a nova versão é compatível com mais navegadores e pode entregar mensagens mais rapidamente. "Esta nova onda apresenta técnicas mais avançadas de infecção, persistência e evasão, evidenciando como plataformas legítimas estão sendo cada vez mais exploradas para atingir alvos brasileiros de forma mais eficaz", explicaram os pesquisadores. Entenda como o ataque hacker acontece, segundo a Trend Micro: Cibercriminosos abordam vítimas com arquivos que se passam por documentos verdadeiros, como orçamentos, mas que incluem apenas conteúdo malicioso, que costumam estar nos formatos ZIP, PDF ou HTA; Vítimas baixam os arquivos e são levadas a executá-los, criando uma conexão entre suas máquinas e a central de comando dos autores do ataque; A central dos hackers força o download de um arquivo de instalação que, quando é executado, infecta o dispositivo com o vírus bancário; O vírus busca informações sobre a máquina, incluindo o idioma do sistema operacional, que indica se a vítima é brasileira, e registros que mostrem atividades bancárias e o uso de antivírus; Após obter informações, o vírus começa a agir, ao acionar comandos que criam páginas falsas de banco, capturar senhas digitadas com o teclado e fazer capturas de tela, por exemplo. O vírus busca pastas com nomes de bancos e dados no histórico de navegação que mostrem o acesso a sites de instituições bancárias, diz a Trend Micro. "No Brasil, o acesso à maioria dos grandes bancos exige módulos de segurança desenvolvidos por empresas independentes", afirmam os pesquisadores. "Os atacantes sabem disso e usam essa exigência como um método confiável para identificar o banco principal da vítima". Menores de 16 anos terão que vincular suas redes sociais com as de seus pais; entenda regra 'Vejo você em 4 anos': adolescentes na Austrália se despedem das redes antes de proibição Hackers tomam controle do computador Capaz de transformar a máquina em um "zumbi", a tática se aproveita da distração das vítimas e não envolve uma falha no WhatsApp, afirmou o líder técnico da Trend Micro Brasil, Marcelo Sanches, em entrevista ao g1 em outubro. "É aberta uma porta de comunicação e, a partir disso, o sistema de ataque passa a receber instruções, podendo se atualizar ou receber comandos externos. A máquina da vítima fica sob comando do atacante". A investigação de outubro apontou que o Sorvepotel afetou "mais organizações governamentais e de serviços públicos, mas também vitimou organizações de indústria, tecnologia, educação e construção". "Nesse momento, esse ataque é orientado a vítimas no Brasil. Tanto é que na execução do malware, ele faz algumas checagens de idiomas, localização, formato da data para validar se aquilo tem relação com um usuário brasileiro". Como se proteger Os pesquisadores afirmam que criminosos parecem ter como foco computadores corporativos, mas atacam em contas de WhatsApp Web de funcionários, que usam os dispositivos do trabalho para ver mensagens pessoais. Os pesquisadores da Trend Micro orientam usuários e empresas a: desativar downloads automáticos no WhatsApp; restringir downloads em dispositivos corporativos; realizar treinamentos sobre riscos de baixar arquivos suspeitos; desconfiar de mensagens que pedem permissões em navegadores; confirmar com a pessoa por outros meios (telefone ou pessoalmente) se o envio do arquivo foi intencional. WhatsApp REUTERS/Thomas White

Mais um para o cemitério: Google encerra monitoramento da Dark Web pouco após expansão

Publicado em: 15/12/2025 11:48 Fonte: Tudocelular

Finja surpresa: o Google anunciou o encerramento de mais um serviço útil. Desta vez, a vítima é o Relatório da Dark Web, a ferramenta que monitorava fóruns clandestinos para avisar se o seu endereço de e-mail, CPF ou número de telefone havia sido vazados em ataques hackers.A decisão chama a atenção pelo timing. O recurso, que nasceu como uma exclusividade para assinantes do Google One, havia sido liberado gratuitamente para todos os usuários com contas pessoais há pouco mais de um ano. Na época, a mudança foi vendida como um esforço para democratizar a segurança digital, integrando a função à ferramenta "Resultados sobre você". Agora, quem tentar acessar o painel de monitoramento encontrará um aviso sobre a descontinuação do serviço. O Google sugere que os usuários busquem alternativas para proteger seus dados, mas não oferece um substituto nativo direto com a mesma facilidade de uso e integração ao ecossistema Android.Clique aqui para ler mais

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Carla Zambelli renuncia ao cargo de deputada federal

Publicado em: 14/12/2025 15:13

Carla Zambelli durante depoimento à CCJ da Câmara do Deputados em 24/09/2025 Renato Araújo/Câmara dos Deputados A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) entregou à Câmara dos Deputados uma carta renunciando ao cargo neste domingo (14). A informação foi divulgada pela assessoria da presidência da Casa. "A Câmara dos Deputados informa que a Deputada Carla Zambelli (PL/SP) comunicou à Secretaria-Geral da Mesa a sua renúncia ao mandato parlamentar na data de hoje", afirma o texto. Com a renúncia de Zambelli ao cargo, quem assume agora será o suplente do Partido Liberal de São Paulo que recebeu mais votos, Adilson Barroso. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou que foi uma estratégia conjunta da defesa para evitar a cassação da deputada. “A renúncia vai dar a ela mais possibilidades de defesa para ser solta e permanecer na Itália", afirmou Cavalcante à GloboNews. Carla Zambelli renuncia ao mandato de deputada federal Processo de cassação Na quarta-feira (10), o plenário da Câmara dos Deputados decidiu rejeitar a cassação do mandato parlamentar de Carla Zambelli (PL-SP). Foram 227 votos a favor, 170 contrários e 10 abstenções – seriam necessários 257 votos para a cassação. Já na sexta-feira (12), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, confirmar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que decretou a perda automática do mandato da deputada. O julgamento ocorreu em plenário virtual, onde os ministros registraram os votos no site do STF. Votaram os ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia. Entretanto, como a decisão do STF não foi formalizada à Câmara dos Deputados, a casa não atendeu a determinação para que a perda do mandato de Zambelli, por isso ela pôde fazer o pedido de renúncia ao cargo. Condenação de Zambelli A cassação seria uma consequência da condenação da deputada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por ter comandado uma invasão a sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A sentença, de 10 anos de prisão, se tornou definitiva e sem possibilidade de recurso em junho. A condenação de Zambelli pela Primeira Turma do STF se deu por unanimidade em maio. Os ministros acataram os argumentos da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que Zambelli atuou em parceria com o hacker Walter Delgatti Neto para inserir documentos falsos na base de dados do CNJ – incluindo um suposto mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. Na decisão, o STF determinou a perda de mandato, o que deveria ocorrer de forma automática. No entanto, a Câmara contrariou essa decisão ao rejeitar o pedido de cassação da deputada. 🔎Além disso, no caso de condenações criminais, quando não são mais passíveis de recurso (como as de Zambelli), ocorre a suspensão dos direitos políticos. Assim, a pessoa fica sem a possibilidade de votar ou de se candidatar a cargo eletivo enquanto durar a pena. ➡️Em outra ação, a deputada foi condenada a 5 anos e 3 meses de prisão pela perseguição armada a um apoiador do presidente Lula, ocorrida na véspera do segundo turno das eleições presidenciais de 2022. Relembre a situação jurídica da deputada aqui. Segundo a PGR, a intenção era "colocar em dúvida a legitimidade da Justiça" e fomentar manifestações contra as instituições republicanas. Em junho, a decisão foi mantida pela Primeira Turma – também por unanimidade – ao analisar os recursos apresentados pela parlamentar. A parlamentar fugiu para a Itália. Dias depois de ser considerada fugitiva e procurada pela Interpol, Zambelli foi presa nos arredores de Roma. O governo brasileiro pediu a extradição da deputada, que ainda não foi analisada pela justiça italiana.

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Decisão da Câmara de não cassar Zambelli é ilegal e pode ser revogada, avaliam ministros do STF

Publicado em: 11/12/2025 14:06

Câmara contraria decisão do STF e mantém mandato de Carla Zambelli A decisão da Câmara dos Deputados de não cassar o mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP) é ilegal e pode ser revogada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A avaliação é de ministros do STF ouvidos pelo blog. Segundo esses ministros, como a deputada foi condenada à prisão em regime fechado ela não tem como cumprir seu mandato e seu mandato precisa ser cassado. Cabendo à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados somente cumprir a decisão do STF. "Ela não pode exercer seu mandato, é diferente de um parlamentar que cumpre pena em regime semiaberto, que pode ir votar durante o dia e voltar para a prisão à noite. A Câmara tinha de simplesmente declarar a perda de mandato, não tinha de passar pelo plenário", disse um ministro do STF. Outro ministro afirmou que o melhor caminho seria um recuo por parte da Câmara. "O ideal é que eles corrigissem o erro para evitar um novo embate entre Câmara e STF", afirmou esse ministro. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), vai entrar ainda hoje com um mandado de segurança pedindo que o STF revogue a decisão da Câmara de não cassar o mandato de Carla Zambelli. Esse recurso pode ser o caminho para a revogação do resultado da votação. Votação na Câmara Nesta quarta, o plenário da Câmara dos Deputados decidiu rejeitar a cassação do mandato parlamentar de Carla Zambelli (PL-SP). Foram 227 votos a favor da perda do mandata, 170 contrários e 10 abstenções – seriam necessários 257 votos para a cassação. A cassação seria uma consequência da condenação da deputada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por ter comandado uma invasão a sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A sentença, de 10 anos de prisão, se tornou definitiva e sem possibilidade de recurso em junho. Na decisão, o STF determinou a perda de mandato, o que deveria ocorrer de forma automática. No entanto, a Câmara contrariou essa decisão ao rejeitar o pedido de cassação da deputada. 🔎Além disso, no caso de condenações criminais, quando não são mais passíveis de recurso (como as de Zambelli), ocorre a suspensão dos direitos políticos. Assim, a pessoa fica sem a possibilidade de votar ou de se candidatar a cargo eletivo enquanto durar a pena. A decisão dos deputados cria um impasse que envolve a interpretação da Constituição. Por isso, o tema pode voltar a ser discutido pelo STF. Os deputados entenderam que a deputada poderia permanecer no cargo. A situação se assemelha à ocorrida com o ex-deputado federal Natan Donadon, em 2013, que foi condenado pelo STF mas teve o mandato preservado pelos colegas da Câmara (entenda mais abaixo). Condenação por invasão de sistemas do CNJ Zambelli foi punida em dois processos penais na Corte. ➡️Em um dos casos, recebeu pena de 10 anos de prisão por invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça. A condenação de Zambelli pela Primeira Turma do STF se deu por unanimidade em maio. Os ministros acataram os argumentos da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que Zambelli atuou em parceria com o hacker Walter Delgatti Neto para inserir documentos falsos na base de dados do CNJ – incluindo um suposto mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. ➡️Na outra ação, foi condenada a 5 anos e 3 meses de prisão pela perseguição armada a um apoiador do presidente Lula, ocorrida na véspera do segundo turno das eleições presidenciais de 2022. Relembre a situação jurídica da deputada aqui.

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Câmara mantém mandato de Zambelli; relembre as duas condenações da deputada

Publicado em: 11/12/2025 07:21

Câmara dos Deputados decide arquivar a cassação do mandato de Carla Zambelli A Câmara dos Deputados decidiu manter o mandato da deputada licenciada Carla Zambelli, condenada em duas ações penais no Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão contraria a determinação da Primeira Turma do tribunal, que fixou a perda do cargo como uma consequência da punição. Zambelli foi punida em dois processos penais na Corte. ➡️Em um dos casos, recebeu pena de 10 anos de prisão por invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça. ➡️Na outra ação, foi condenada a 5 anos e 3 meses de prisão pela perseguição armada a um apoiador do presidente Lula, ocorrida na véspera do segundo turno das eleições presidenciais de 2022. O g1 explica a situação jurídica de Zambelli. Presa na Itália, Carla Zambelli participa remotamente de reunião da CCJ da Câmara que discute a sua cassação Kevin Lima/g1 Invasão de sistemas do CNJ A primeira condenação contra Carla Zambelli foi aplicada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em maio deste ano. O colegiado determinou pena de 10 anos de prisão, também com repercussão no mandato. Foi estabelecida ainda indenização de R$ 2 milhões por danos morais e coletivos, a ser paga em conjunto com o hacker Walter Delgatti, também condenado no mesmo caso. Prevaleceu o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, que considerou que ficaram configurados os crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica. O processo começou a partir de uma denúncia da Procuradoria-Geral da República, que acusou Zambelli e Delgatti de coordenar ataques aos sistemas do CNJ com o objetivo de desacreditar a Justiça e incitar atos antidemocráticos. De acordo com a denúncia, Zambelli orientou Delgatti a invadir o sistema para inserir documentos falsos, incluindo um mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. Como não há mais possibilidade de recursos neste processo, a decisão é definitiva. A execução da pena aguarda o desfecho do processo de extradição da Itália. Perseguição armada a apoiador de Lula A segunda condenação ocorreu em agosto. O plenário da Corte fixou pena de 5 anos e 3 meses de prisão no processo penal em que Zambelli é acusada dos crimes de porte ilegal de arma e fogo e constrangimento ilegal. O caso envolve a perseguição da parlamentar a um apoiador do presidente Lula, na véspera do segundo turno da eleição presidencial, em 2022. Na ocasião, ela sacou uma arma e apontou para um homem no meio da rua nos Jardins, área nobre de São Paulo. A maioria dos ministros acompanhou o entendimento do relator, ministro Gilmar Mendes, e concluiu que ela era culpada das acusações. Carla Zambelli é condenada a 5 anos e 3 meses de prisão pelo STF por porte ilegal de arma Consequências das condenações Na ação penal pela invasão aos sistemas do CNJ, a deputada também deverá pagar indenização. Além disso, condenações criminais, quando não são mais passíveis de recurso, levam à suspensão dos direitos políticos. Assim, a pessoa fica sem a possibilidade de votar ou de se candidatar a cargo eletivo. O que diz a defesa No processo sobre a perseguição armada, advogados da deputada pediram sua absolvição. Sustentaram que não houve crime, já que Zambelli tinha autorização para portar o armamento. Também argumentaram que a questão deveria ser analisada "à luz do estado emocional da acusada, que estava em situação de preocupação e temor por sua segurança e a de seu filho, em razão do recebimento, na noite anterior aos acontecimentos, de diversas mensagens no celular com conteúdo criminoso, incluindo ameaças de morte". No julgamento, pontuaram ainda que ela agiu dentro do exercício regular de direito. Na ação penal sobre a invasão aos sistemas do CNJ, o argumento central da defesa foi a falta de provas de participação dela no caso. Os advogados pediram a absolvição, sustentando que não foi comprovada sua condição de instigadora dos crimes.

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