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Candidata de IA na Colômbia: o que acontece se 'Gaitana' for eleita?

Publicado em: 01/03/2026 05:00

Candidata de IA na Colômbia: o que acontece se 'Gaitana' for eleita? A Colômbia pode eleger, no dia 8 de março, a primeira parlamentar criada por inteligência artificial da América Latina. Com o objetivo de “devolver o poder às mãos do povo”, a avatar Gaitana IA se apresenta como uma mulher indígena, de pele azul, e concorre a uma vaga reservada aos povos originários no Congresso colombiano. Mas, afinal, o que acontece caso ela conquiste votos suficientes para ocupar a cadeira no Legislativo? A avatar possui um agente de conversação (chatbot) de IA em que os mais de 10 mil usuários registrados ajudam a construir as posições políticas do robô. No período de campanha, qualquer pessoa pode acessar o bot e fazer perguntas a "Gaitana". Caso seja eleita, a mesma plataforma servirá para coletar as opiniões dos eleitores. Entre as principais pautas que levanta, estão a defesa do meio ambiente e do território e a luta antissistema. Especialistas ouvidos pelo g1 explicam como o mandato de IA pode funcionar na prática. A avaliação é de que a tecnologia pode aproximar a política das pessoas, principalmente de grupos minoritários, mas o uso da plataforma para legislar exige cautela e envolve riscos. O que acontece se Gaitana for eleita? A candidata concorre simultaneamente a cadeiras no Senado e na Câmara dos Representantes da Colômbia. Como registrar a candidatura de uma IA não é permitido no país, cada chapa é viabilizada legalmente por um candidato humano, que também são os criadores do avatar: Carlos Redondo, engenheiro do povo zenú, e a a antropóloga Alba Rincón. O eleitor que desejar votar em Gaitana precisará selecionar a opção “IA” na cédula. Gaitana IA possui chatbot para interagir com eleitores Reprodução Uma vez eleita, a proposta dos idealizadores é de que a plataforma da IA seja um espaço para a proposição de ideias de projetos de leis. A tecnologia irá processar o conteúdo da ideia e reformular a redação para se adequar aos trâmites legislativos. Francieli de Campos, advogada e especialista em aspectos jurídicos da inteligência artificial, explica que o modo de funcionamento facilita a participação política de pessoas que não compreendem a linguagem técnica do Legislativo. O encaminhamento do projeto, de fato, dependerá da decisão da maioria dos usuários registrados na plataforma de Gaitana. Após a definição da pauta, eles podem decidir se querem ou não que a proposta avance. A lógica é a mesma quando for a vez de Gaitana votar os projetos de lei apresentados pelos demais parlamentares. A plataforma irá traduzir a proposta de forma simplificada e a comunidade de usuários decide como votar. “É uma forma de apresentar os projetos para as pessoas que fazem parte da comunidade indígena”, entende a pesquisadora. Já as atividades políticas que demandam presença física no Congresso – como apresentação de projetos, votações e discussões em plenário – serão realizadas pelos representantes humanos. Para João Paulo Veiga, cientista político e professor de Relações Internacionais da USP, Gaitana pode ser uma ferramenta para expandir a participação democrática popular de grupos historicamente marginalizados de uma forma que um representante humano não conseguiria. Na teoria, nada impede que um candidato humano crie um aplicativo para compilar opiniões de seus eleitores sobre determinado assunto. “Mas não teria o charme de uma candidatura de IA”, conclui o professor. Imagem gerada por IA publicada por criadores de Gaitana IA simula outdoor pedindo votos na Colômbia Reprodução Quais são os riscos de ter uma IA como parlamentar? A pele azulada e os traços robóticos de Gaitana não deixam esquecer que a candidata é uma IA. E como qualquer modelo dessa tecnologia, está sujeita a possíveis falhas, como alucinações (informações escritas de formas coerentes, mas incorretas) e a expressão de vieses e preconceitos. No caso de Gaitana, a lógica de votar de acordo com a opinião da maioria é uma decisão objetiva, mas a “tradução” dos projetos é feita por meio de inteligência artificial. Para Francieli de Campos, é “utópico e arriscado” colocar esse processo na mão de um algoritmo. “É uma responsabilidade que é humana. A questão de ser corruptível ou incorruptível é uma questão ética. Em algum momento vai ter um dilema ético [caso Gaitana seja eleita]”. Outra questão no uso de avatares na política é a segurança de dados pessoais, como aponta o professor João Paulo Veiga. A plataforma de Gaitana utiliza a tecnologia blockchain para impedir que seja alvo de hackers, mas o criador Carlos Redondo reconheceu, à agência de notícias RFI, que o sistema ainda é limitado em termos de segurança de dados. Já existem casos que evidenciam esse impasse em outros lugares do mundo. Em setembro de 2025, a Albânia nomeou uma ministra gerada por IA, a primeira do mundo a ocupar esse cargo. Em fevereiro de 2026, a atriz Anila Bisha entrou com um processo contra o governo albaniano pelo uso não consentido de sua imagem e voz para criar a “ministra”. Computador exibe Gaitana, uma inteligência artificial representada nas redes sociais como uma mulher de pele azul e tanga de penas, que participará como candidata às eleições legislativas da Colômbia em Bogotá RAUL ARBOLEDA / AFP Afinal, 'Gaitana' tem chance de ser eleita? Os especialistas avaliam que, em um momento em que o governo da Colômbia enfrenta ameaças do presidente Donald Trump e após a vizinha Venezuela ter sido atacada pelos americanos, a candidatura pode ganhar força. Isso por que a avatar de IA defende a defesa da soberania do território nacional. Para a especialista Francieli de Campos, a alta temperatura da geopolítica global pode influenciar as eleições nacionais. “A Europa está se reorganizando, os Estados Unidos largando mão dos aliados com a OTAN. A IA chega em um momento em que as coisas já estão desordenadas.”, avalia Francieli de Campos. Além disso, em um contexto global em que o mundo como conhecemos está se transformando rapidamente, a IA acaba sendo melhor aceita por ser algo diferente e pode ser vista como um caminho possível, analisa a pesquisadora. Ainda assim, é difícil medir o impacto da candidatura de Gaitana em específico. De acordo com a RFI, a iniciativa é muito apoiada por jovens, mas pesquisas indicam que apenas um terço dos eleitores com menos de 24 anos pretende votar. E no Brasil? "É difícil existir algo assim no Brasil”, afirma o professor João Paulo Veiga. O Tribunal Superior Eleitoral ainda não divulgou as resoluções que vão orientar as eleições gerais de 2026, mas Veiga avalia que, no momento atual do cenário político, essa abertura para a IA não deve ser incluída. A resolução 23.610/2019, que foi alterada para reger o pleito de 2024, proíbe o uso de robôs para intermediar contato com o eleitor.

Google interrompe ação de grupo hacker chinês que usou planilhas para roubar dados de operadoras de telefonia no Brasil

Publicado em: 27/02/2026 02:00

Google interrompe ação de grupo chinês que atacou operadoras no Brasil Um grupo hacker chinês que invadiu sistemas de governos e empresas de ao menos 42 países por meio de serviços como planilhas online foi desmontado após atuar por quase dez anos, revelou o Google na última quarta-feira (25). Conhecido como UNC2814 ou Gallium, o grupo conseguiu acessar dados sensíveis de operadoras de telecomunicações brasileiras em um de seus ataques, disse o Google. A empresa não revelou quais operadoras foram atingidas. Segundo a investigação, alguns dos sistemas brasileiros armazenavam dados como nome completo, número de telefone, data e local de nascimento, além de números de identidade e de título de eleitor. Nem todos os ataques levaram ao roubo de dados, mas o Google indicou que o grupo hacker também foi capaz de monitorar registros de chamadas e mensagens SMS em sistemas das operadoras. "Historicamente, esse foco em comunicações sensíveis visa possibilitar a vigilância de indivíduos e organizações, particularmente dissidentes e ativistas, bem como alvos tradicionais de espionagem", disse o Google. A análise foi feita pelo Grupo de Inteligência de Amaças do Google (GTIG), pela Mandiant, subsidiária da empresa na área de cibersegurança, e por parceiros que não foram identificados. Google desarticulou grupo hacker chinês que invadiu sistemas de operadoras no Brasil Andrew Kelly/Reuters; Altieres Rohr/g1 O setor de inteligência do Google monitorava o UNC2814 desde 2017 e estima que, além dos alvos confirmados, o grupo hacker tenha invadido sistemas em outros 20 países. A análise apontou que o grupo se infiltrava nos dispositivos por falhas já conhecidas na comunicação entre a rede interna e a internet. Em seguida, os invasores inseriam arquivos maliciosos para ganhar controle total sobre a máquina e se comunicar com uma central de comando e controle. Um deles, chamado de Gridtide, permitia a conexão entre dispositivo da vítima e o Google Planilhas. As planilhas online funcionavam como um canal de comunicação em que os invasores enviavam ordens ao arquivo malicioso por meio de códigos e monitoravam os ataques. "Essa atividade não é resultado de uma vulnerabilidade de segurança nos produtos do Google. Em vez disso, ela abusa da funcionalidade legítima da API do Google Sheets para disfarçar o tráfego de comando e controle", disse o Google. A empresa afirmou ainda que os hackers não comprometeram a segurança de produtos do Google, mas usaram as planilhas online para que a sua atividade ilegal não fosse detectada e seu tráfego de rede se misturasse ao de usuários legítimos. Por isso, a companhia decidiu encerrar os projetos do grupo hacker e desativou as contas usadas para acessar os arquivos. A embaixada da China nos Estados Unidos afirmou ao Google que a cibersegurança é um desafio para todos os países e deve ser abordada por meio do diálogo e da cooperação. "A China se opõe e combate consistentemente as atividades de hackers de acordo com a lei e, ao mesmo tempo, rejeita firmemente as tentativas de usar questões de segurança cibernética para difamar ou caluniar a China", afirmou a embaixada, em nota. LEIA TAMBÉM: 'Crise da memória' deve fazer venda de celulares ter maior queda da história em 2026 O que acontece com seus dados na internet quando você morre? Galaxy S26: Samsung lança celular com tela 'anti-curiosos' e IA turbinada; veja preços

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Brasileira, alemã ou jamaicana? 5 cervejas para você provar nesse verão

Publicado em: 25/02/2026 15:53

Quer experimentar cervejas diferentes neste verão? Confira a seguir 5 cervejas de todos os gostos que você deveria provar. São rótulos perfeitos para os dias de calor, seja na cidade, na piscina ou na praia. Cerveja Way Beer Brasileira Lager Way Beer Antonina é uma cerveja artesanal do Paraná com sabor bala de banana Divulgação A Cerveja Way Beer Brasileira é uma lager artesanal produzida com os melhores ingredientes nacionais: o lúpulo é do Vale da Ribeira e o malte de Palmeiras (PR). Refrescante, leve e saborosa, tem amargor equilibrado e personalidade marcante, perfeita para quem busca autenticidade e qualidade. Está disponível também na versão de 600 ml. Cerveja alemã Hacker-Pschorr Münchner Gold Uma das seis marcas autorizadas a participar da Oktoberfest de Munique. Divulgação Lager clássica de Munique, elaborada seguindo a Lei de Pureza Alemã, produzida pela Hacker-Pschorr, uma das cervejarias mais antigas e renomadas da Alemanha. É uma das seis marcas oficiais autorizadas a servir sua cerveja na famosa Oktoberfest de Munique. Apresenta aromas maltados que lembram biscoito e pão fresco. No paladar, é fácil de beber, com amargor suave, sabores maltados e lupulados, e um final refrescante. Cerveja alemã Paulaner Oktoberfest Bier Lata Um ícone da produção cervejeira alemã. Divulgação Produzida desde 1818 para a Oktoberfest de Munique, a Paulaner Oktoberfest Bier é uma cerveja dourada e cremosa, com aromas de caramelo, ervas e grama fresca. Apresenta sabor maltado, equilibrado pelo lúpulo, com um leve amargor que encanta o paladar. Cerveja jamaicana Red Stripe Da Jamaica para o Brasil. Divulgação Criada em 1928, a Red Stripe Lager é uma cerveja jamaicana famosa em todo o mundo. Do tipo Lager, conquistou inúmeras medalhas de ouro em concursos internacionais pela qualidade e sabor. Apresenta aromas de malte e de alguns cereais, com final suave e leve amargor. Cerveja brasileira Way Beer Antonina (sabor Bala de Banana) Bala de Banana é um doce típico do litoral paranaense. Divulgação Uma Brown Ale puro malte inspirada nas clássicas cervejas inglesas, mas com um toque genuinamente paranaense. Criada em parceria com as tradicionais Balas de Banana Antonina, que também são usadas como ingredientes, essa cerveja traz notas maltadas de caramelo, toffee e torrefação, equilibradas por um leve dulçor. É uma cerveja aromática e cheia de personalidade. Mais que isso, é uma homenagem à cultura do Paraná! Como revender essas cervejas Todas essas cervejas fazem parte do portfólio da importadora Porto a Porto. Se você está interessado em revender esses produtos, acesse a plataforma B2B da Porto a Porto e entre em contato com um de nossos Consultores de Vendas. BEBA MENOS, BEBA MELHOR.

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WhatsApp promete dificultar a vida dos hackers e trazer mais segurança aos usuários

Publicado em: 23/02/2026 10:44 Fonte: Tudocelular

O WhatsApp está trabalhando em uma nova camada de proteção para reforçar a segurança das contas e dificultar ações de invasores. A novidade foi identificada em versões beta do aplicativo e indica mudanças importantes no sistema de autenticação. A plataforma controlada pela Meta já oferece criptografia de ponta a ponta, backups protegidos, mensagens temporárias e verificação em duas etapas. Agora, o foco passa a reforçar o acesso inicial à conta, etapa considerada crítica para evitar invasões.Atualmente, os usuários do WhatsApp podem ativar um PIN de seis dígitos para proteger o login em novos dispositivos. Apesar disso, uma atualização em teste amplia essa proteção ao permitir a criação de uma senha alfanumérica, adicionando uma barreira extra contra acessos não autorizados.Clique aqui para ler mais

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Novo vírus no Android usa Gemini para espionar celulares; Google tranquiliza usuários

Publicado em: 23/02/2026 07:17 Fonte: Tudocelular

Um novo tipo de malware Android deu as caras e acendeu o alerta em quem tem foco na segurança digital. Diferente das ameaças tradicionais, ele usa o Gemini em tempo real para decidir como agir dentro do celular infectado, mas o Google garante que os usuários já estão protegidos. A posição oficial da empresa veio após a divulgação de uma análise da ESET sobre uma nova família de spyware batizada de PromptSpy. Segundo o Google, não há aplicativos infectados na Play Store e o Google Play Protect, capaz de detectar e bloquear esse tipo de ameaça, inclusive quando o app é instalado fora da loja oficial. Clique aqui para ler mais

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Flamengo diz sofrer ataque hacker em meio a final da Recopa

Publicado em: 19/02/2026 23:04

Flamengo x Lanús, pela Recopa Marcelo Endelli/Getty Images O time carioca Flamengo afirmou nesta quinta-feira (19) que está passando por um ataque hacker em suas redes sociais. "Estamos sofrendo ataques de hackers e, por segurança, pedimos que não cliquem em nenhum link ou mensagem recente até avisarmos que está tudo normal", afirmou a conta oficial da equipe. Posts feitos pelos hackers foram apagados da conta, mas usurários seguem compartilhando capturas de tela do momento. Initial plugin text A equipe tem mais de 10 milhões de seguidores no X. O ataque ocorre durante o jogo de ida da final da Recopa Sul-Americana contra o time argentino Lanús. Por conta da invasão, a equipe interrompeu a cobertura do jogo. Veja os vídeos em alta do g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1

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Hacker é preso após burlar sistemas para pagar um centavo de euro em hospedagens de luxo

Publicado em: 19/02/2026 05:00

Cybercrime; hacker; crimes digitais; crimes virtuais Kevin Horvart/Unplash A polícia nacional da Espanha informou na quarta-feira (18) que prendeu um homem de 20 anos suspeito de burlar um sistema de reserva de hotéis para pagar apenas um centavo de euro em hospedagens de luxo. Este é um caso inédito de crime cibernético, disse autoridades. O suspeito teria manipulado o sistema de pagamentos do site, alterando o processo de validação de uma plataforma eletrônica de pagamento para que as reservas aparecessem como totalmente quitadas. No entanto, apenas um valor mínimo — um centavo — era efetivamente cobrado por quartos que custavam até 1.000 euros por noite (R$ 6.182,54). “Esse ataque cibernético foi especificamente projetado para alterar o sistema de validação de pagamentos, e é a primeira vez que detectamos um crime usando esse método”, informou a Polícia Nacional da Espanha. A polícia disse que o homem, de nacionalidade espanhola, também consumia itens do frigobar durante as estadias e, ocasionalmente, deixava contas em aberto. No momento da prisão, ele estava hospedado em um hotel de luxo em Madri, com uma reserva de quatro noites no valor total de 4.000 euros. O homem já havia se hospedado no hotel várias vezes, causando prejuízos superiores a 20 mil euros, segundo uma porta-voz da polícia. A investigação começou depois que um site de reservas online relatou atividade suspeita no início deste mês. As transações inicialmente pareciam ter sido concluídas corretamente, mas a irregularidade só foi descoberta dias depois, quando a plataforma de pagamento transferiu à empresa afetada o valor realmente pago. Leia também: Golpistas usam busca do Google para se passar pelo Nubank e faturar com central falsa Robôs humanoides 'lutam' artes marciais no Ano Novo Chinês Golpistas usam Google para divulgar central falsa do Nubank Por que o Moltbook, rede social das IAs, pode não ser a revolução que promete SpaceX, xAI, X, Starlink... entenda a relação entre empresas de Musk

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Moraes acolhe parecer da PGR e arquiva inquérito contra Zambelli sobre obstrução de justiça

Publicado em: 18/02/2026 16:04

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou um inquérito que apurava se a ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) tentou obstruir, com a fuga do Brasil, o processo sobre a invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que resultou na sua condenação. Zambelli foi condenada por unanimidade pelo próprio Supremo a 10 anos de prisão por envolvimento no episódio. Segundo as investigações, ela atuou em parceria com o hacker Walter Delgatti Neto para inserir documentos falsos na base de dados do CNJ, incluindo um suposto mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. Ao arquivar o inquérito, Moraes acolheu um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que não viu elementos para iniciar mais um processo criminal contra Zambelli. Carla Zambelli em imagem de 27 de agosto de 2025. TV Globo

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YouTube caiu? Usuários relatam problemas na plataforma nesta terça-feira

Publicado em: 17/02/2026 22:38

Youtube. Dado Ruvic/Reuters Usuários relataram instabilidade no YouTube na noite desta terça-feira (17), no Brasil e em outros países. De acordo com o site Downdetector, que monitora falhas em serviços online, os problemas começaram pouco depois das 21h30. Por volta das 22h30, o número de queixas no Brasil atingiu um pico de 48 mil registros. Em seguida, eles começaram a diminuir. As principais queixas foram de falhas no aplicativo móvel. Por volta das 23h, o YouTube reconheceu o problema e disse que ele já estava sendo corrigido. Leia o comunicado abaixo: Estamos cientes de que algumas pessoas estão tendo dificuldades para acessar o YouTube neste momento. Nossas equipes já estão trabalhando nisso e vamos trazer atualizações assim que possível. Um erro no sistema de recomendações fez com que vídeos deixassem de aparecer em várias áreas do YouTube, como na página inicial, no aplicativo, no YouTube Music e no YouTube Kids. A página inicial já voltou ao normal, mas a equipe ainda trabalha para corrigir totalmente o problema. Novas informações devem ser divulgadas em breve. Veja os vídeos que estão em alta no g1 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja mais: Como o WhatsApp Web virou porta de entrada para ataque hacker com foco no Brasil Torres com câmeras se espalham e levantam alerta sobre privacidade

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Google lança correção de emergência para o Chrome após ataques de hackers

Publicado em: 16/02/2026 10:51 Fonte: Tudocelular

O Google acaba de divulgar que corrigiu uma vulnerabilidade de alta gravidade em seu navegador. Segundo a própria empresa, o bug – que recebeu uma pontuação de gravidade de 8,3/10 (alta) – permite que invasores executem códigos arbitrários dentro de uma sandbox através de uma página HTML maliciosa. Na prática, a falha já estava sendo usada como um zero-day “in the wild”, em ataques reais. Usuários com uma versão do Google Chrome anterior à 145.0.7632.75 podem estar sob risco.Em comunicado oficial, o Google informou que corrigiu a falha CVE-2026-2441, descrita como um erro de "use after free" (uso de memória após liberação). Até o momento, a companhia não divulgou quem foram as vítimas, como o bug foi utilizado ou quem foram os atacantes.Clique aqui para ler mais

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Gemini: Google impede hackers de clonarem IA após 100 mil prompts

Publicado em: 13/02/2026 01:34 Fonte: Tudocelular

O Google revelou um episódio preocupante envolvendo o Gemini. Um grupo tentou replicar o modelo enviando mais de 100 mil prompts em um único ataque coordenado. A ofensiva não buscava invadir servidores ou roubar código-fonte, mas sim algo ainda mais estratégico: entender o funcionamento interno da IA para reproduzir suas capacidades. O método utilizado é conhecido como distillation attack. Diferentemente de um hack tradicional, ele explora o acesso legítimo à API para bombardear o modelo com perguntas variadas, em múltiplos idiomas e contextos. A ideia é mapear padrões de resposta, identificar estruturas de raciocínio e treinar um sistema concorrente capaz de imitar a IA do Google. Clique aqui para ler mais

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Hackers estão usando vídeos de IA para entregar vírus no Windows e MacOS

Publicado em: 11/02/2026 09:27 Fonte: Tudocelular

Com o avanço da inteligência artificial generativa e das deepfakes, era só questão de tempo até que esses recursos fossem utilizados para aplicar golpes. Um exemplo disso é um recente caso envolvendo criminosos virtuais ligados à Coreia do Norte que estão usando vídeos gerados por IA para disseminar vírus no Windows e MacOS. Segundo relatório recente da Mandiant, a nova campanha combina contas comprometidas no Telegram, chamadas falsas no Zoom e múltiplas variantes de malware.Um novo ataque hacker usando vídeos de IA tem como alvo organizações do setor de criptomoedas, com objetivo de roubar ativos digitais. A investigação atribui a ofensiva a um grupo rastreado como UNC1069, denominação usada para atores ainda não classificados oficialmente.Clique aqui para ler mais

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PIX movimenta R$ 35,4 trilhões em 2025, com quase 80 bilhões de transações, e bate recorde

Publicado em: 07/02/2026 04:01

Começam a valer novas regras do PIX para combater fraudes O Banco Central registrou R$ 35,36 trilhões em transferências via PIX em 2025. Um recorde. O volume de valores transferidos cresceu 33,6% na comparação com 2024 — quando as movimentações totalizaram R$ 26,46 trilhões. A quantidade de transações também superou a registrada no ano anterior. Em 2025, foram 79,8 bilhões de operações. Em 2024, o Banco Central contabilizou 63,5 bilhões de transferências. Em novembro de 2025, quando o PIX fez aniversário de cinco anos, o diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, Renato Gomes, comentou que o país estava próximo, naquele momento, de ter toda a população adulta utilizando a ferramenta. "É essencialmente quase todo adulto no país", disse o diretor do BC, na ocasião. Ele também afirmou que a velocidade da adoção massiva do PIX pelo povo brasileiro surpreendeu, e que a ferramenta foi responsável por incluir milhares de pessoas no sistema financeiro. “Muita gente não usava as contas que tinha. Ou apenas recebia o salário, sacava tudo e só utilizava dinheiro. Depois do PIX, as pessoas perceberam a conveniência de se pagar as contas pelo celular e mudaram esse comportamento, passando, de fato, a usar suas contas”, afirmou o diretor do BC, Renato Gomes, em novembro do ano passado. Evolução nos últimos anos Reconhecido internacionalmente, a ferramenta de transferência em tempo real do Banco Central evoluiu nos últimos cinco anos. Entre elas: 📩 PIX Cobrança: passou a cumprir o papel do boleto, permitindo que empresas e prestadores de serviço emitam e recebam pagamentos de forma mais rápida, com conciliação automática e comunicação direta com o cliente. 💵 PIX Saque e PIX Troco: lojas e outros estabelecimentos passaram a funcionar como pontos de saque, o que descentraliza o acesso ao dinheiro e ainda reduz custos para o comércio ao incentivar o uso de pagamentos eletrônicos. 📅 PIX Agendado: facilitou pagamentos periódicos e transferências com datas fixas, ganhando relevância entre empregadores, autônomos e profissionais liberais pela previsibilidade e organização financeira. 📱 PIX por Aproximação: disponível inicialmente apenas para Android, trouxe a experiência de pagamentos por contato físico, semelhante aos cartões por aproximação, para o ambiente digital. 🔄 PIX Automático: transforma os pagamentos recorrentes ao democratizar o equivalente ao débito automático, antes concentrado em grandes instituições, e facilitar cobranças de serviços contínuos. 🌐 Integração com o Open Finance: ampliou o alcance das transações digitais, permitindo iniciar pagamentos por diferentes plataformas, especialmente em compras online e via celular. Golpes, fraudes e a corrida pela segurança A evolução do sistema de pagamentos também trouxe a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de segurança da ferramenta. Só em 2024, por exemplo, o BC registrou R$ 6,5 bilhões em perdas por fraudes pelo PIX, um aumento de 80% em relação ao ano anterior. Já neste ano, o BC registrou o maior ataque hacker do país, que desviou R$ 800 milhões de bancos e empresas ligadas ao sistema PIX. Uma das medidas mais recentes é a chamada coincidência cadastral, que exige que os dados das chaves coincidam com as informações da Receita Federal, reduzindo a abertura de contas com identidades falsas. “O manual de penalidades também foi reforçado, tornando mais severas as sanções para instituições que não seguem as regras de segurança. Intermediários tecnológicos passaram a operar com limites restritos até cumprirem todas as exigências de credenciamento, e novos mecanismos de alerta para transações suspeitas estão em desenvolvimento", afirmou o diretor do BC, Renato Gomes. ➡️Mais recentemente, o BC passou a exigir que os bancos sigam novas regras para viabilizar a restituição de recursos em casos de fraude e de falha operacional. Antes, a devolução só podia ser feita a partir da conta usada na fraude. No entanto, os golpistas costumam sacar ou transferir rapidamente o dinheiro para outras contas, perdendo a possibilidade de rastreio. Novidades em estudo ➡️O Banco Central também prevê novidades para o PIX neste ano. Cobrança Híbrida: inserção no regulamento do PIX da possibilidade de pagamento, por meio do QR Code, de uma cobrança que também apresenta a possibilidade de pagamento por meio do arranjo de boleto. Isso já é oferecido de forma facultativa, mas a previsão é de que seja obrigatória a partir de novembro deste ano. Duplicata: funcionalidade para permitir o pagamento de duplicatas escriturais (títulos de crédito) via PIX, facilitando a antecipação de recebíveis, com informações atualizadas em tempo real, reduzindo custos operacionais. Objetivo é que sirva de alternativa aos boletos bancários. Split tributário: adequar a ferramenta, até o fim do ano, ao sistema de pagamento de impostos em tempo real que vem sendo desenvolvido pela Receita Federal no âmbito da reforma tributária sobre o consumo. De 2027 em diante, a CBS (tributo federal sobre o consumo) será paga no ato da compra, desde que seja feita por meio eletrônico. ➡️Previstas para 2027, a depender de recursos disponíveis no Banco Central: PIX internacional: modalidade que já é aceita em alguns países, como Argentina; Estados Unidos (Miami e Orlando) e Portugal (Lisboa), entre outros. O BC avalia que o formato atual de utilização do PIX, em outros paises, é "parcial", focada em estabelecimentos específicos. A ideia é que os pagamentos transfronteiriços possam ser feitos de forma definitiva, entre países, possa ocorrer no futuro. A ideia é interligar sistemas de pagamento instantâneos. PIX em garantia: será um tipo crédito consignado para trabalhadores autônomos e empreendedores do setor privado. A ideia é que esses trabalhadores possam dar, em garantia de empréstimos bancários, "recebíveis futuros", ou seja, transferências que irão receber por meio do PIX - possibilitando a liberação dos recursos e juros mais acessíveis. PIX por aproximação (modelo offline): ideia é permitir o pagamento por aproximação mesmo que o usuário não esteja com seu dispositivo conectado, ou seja, ligado à rede por wifi ou 5G. ➡️Ao mesmo tempo, o Banco Central segue discutindo o lançamento, no futuro, das regras para o chamado PIX Parcelado, que será uma alternativa para 60 milhões de pessoas que atualmente não têm acesso ao cartão de crédito. 💵O parcelamento por meio do PIX já é ofertado por várias instituições financeiras, uma linha de crédito formal, mas o BC quer padronizar as regras — o que tende a favorecer a competição entre os bancos e queda dos juros. Essa padronização não tem prazo definido. Divulgação

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Ataques misteriosos colocam hospitais na Alemanha em alerta para 'guerra híbrida'

Publicado em: 06/02/2026 15:58

Hospital universitário Charité: centros clínicos são alvo de série de "incidentes inexplicáveis" Schoening/picture alliance A Associação de Hospitais de Berlim (BKG) emitiu um alerta descrevendo uma série de incidentes aparentemente “inexplicáveis” em hospitais e instalações de saúde na capital da Alemanha. Eles vão desde incursões de drones em terrenos hospitalares e ciberataques até arrombamentos e incêndios criminosos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A BKG afirmou que os serviços de segurança e inteligência da Alemanha classificaram pelo menos alguns desses ataques como potenciais atos de guerra híbrida. A proteção de instalações de saúde “não é mais uma questão puramente interna dos hospitais, mas uma tarefa que deve ser abordada em conjunto com os serviços de segurança”, segundo a associação. Por razões de segurança, a BKG informou à DW que não poderia divulgar exatamente onde ocorreram os incidentes mencionados na declaração. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A “crescente ameaça híbrida” levou a entidade a tentar conscientizar administradores de hospitais de Berlim sobre a importância de estabelecer medidas eficazes de autoproteção, afirmou. Existem mais de 80 hospitais em Berlim, incluindo o Charité, o maior hospital universitário da Europa, que oferece atendimento integral e realiza pesquisas de ponta. Explosões, incêndios criminosos, ciberataques Ciberataque REUTERS/Kacper Pempel/Illustration/File Photo Em novembro, uma forte explosão danificou severamente o hospital Vivantes, no sudeste de Berlim. Poucas horas depois, um incêndio foi deflagrado na entrada do hospital Charité, no bairro de Mitte, no centro da cidade. Em ambos os casos, os incidentes danificaram áreas destinadas ao tratamento de pacientes com câncer. Isso levou os serviços de segurança do Estado a iniciarem uma investigação sob suspeita de incêndio criminoso com motivação política. Em meados do ano passado, foi noticiado que seis incêndios distintos haviam ocorrido no porão do hospital militar Bundeswehrkrankenhaus (BWK) de Berlim, também localizado em Mitte. Citando fontes de segurança, o jornal BZ informou que as especulações incluíam uma possível ligação com o tratamento de soldados ucranianos na unidade. O Departamento Federal de Proteção da Constituição (BfV) informou à DW que atualmente não está “observando qualquer aumento nas atividades [híbridas] por parte de serviços de inteligência estrangeiros ou outras agências de potências estrangeiras em relação a hospitais”. No entanto, afirmou que, nos últimos anos, hospitais têm sido alvo de diversos agentes de crimes cibernéticos. O órgão acrescentou que está investigando uma série de ataques de ransomware, em que sistemas ou arquivos são sequestrados e criminosos cobram resgate para liberá-los. Os ataques são supostamente feitos por hackers russos na Alemanha. “Há indícios crescentes de que a linha divisória entre ciberespionagem e cibercrime está se tornando cada vez mais tênue. Uma ligação direta com agências estatais russas geralmente não pode ser comprovada de forma inequívoca”, afirmou o BfV em comunicado. LEIA TAMBÉM EUA anunciam novas sanções ao Irã após rodada de negociações sobre acordo nuclear Governo Trump diz que errou ao postar montagem de casal Obama como macacos e derruba publicação após 12 horas no ar Brasil não deve aderir à aliança proposta pelos EUA sobre minerais críticos, dizem auxiliares de Lula Alvos fáceis de extorsão e violência Paciente hospital leito maca Divulgação Segundo Manuel Atug, fundador da AG Kritis, uma associação de especialistas focada em aprimorar a segurança de TI e a resiliência da infraestrutura crítica na Alemanha, hospitais são mais propensos a ser alvos de grupos de ransomware interessados em extorquir dinheiro do que de agentes patrocinados por Estados. “Quase sempre é uma questão de dinheiro. Isso é muito comum, mas, claro, em casos raros também pode haver sabotagem ou espionagem”, disse Atug. “Temos visto hospitais sendo invadidos recentemente, e também houve sobrevoos de drones sobre hospitais.” De acordo com ele, hospitais sempre foram alvos por estarem mal preparados, em grande parte devido à falta de investimento — o que afetou particularmente clínicas menores. “Alguns hospitais financiados com recursos públicos simplesmente não têm dinheiro, enquanto outros têm fundos, mas preferem investi-los em seus principais centros de lucro, em vez de em todas as instalações.” Atug também apontou uma “crescente disposição em usar violência contra aqueles que tentam ajudar”, que ele associou à desinformação disseminada online. “Esse é um nível geral de agressão que não se limita a ataques cibernéticos ou atos de sabotagem.” Em 2024, foram registrados 683 casos de violência contra bombeiros em todo o país, afetando 1.012 pessoas. Outros 2.042 casos envolveram profissionais de resgate, segundo dados do Departamento Federal de Polícia Criminal da Alemanha. No dia 27 de janeiro, um suposto ataque incendiário ao Hospital Judaico de Berlim deixou 14 feridos. Um paciente de 71 anos teria ateado fogo a um objeto no próprio quarto, provocando o incêndio de um colchão. A polícia investiga o caso. Uma recente sabotagem das linhas de energia no sudoeste de Berlim, no início do ano, deixou cerca de 100 mil pessoas sem aquecimento, energia elétrica e internet por vários dias, em meio a temperaturas congelantes. O grupo extremista de esquerda denominado Grupo Vulcão reivindicou a autoria do ataque, mas as investigações ainda estão em andamento. Falhas de segurança Equipes de emergência e da polícia respondem a atropelamento no centro de Mannheim, na Alemanha, em 3 de março de 2025. Dieter Leder/DPA via AP Felix Neumann, especialista em extremismo e contraterrorismo da Fundação Konrad Adenauer, ligada ao partido de centro-direita União Democrata Cristã (CDU), afirmou que a Alemanha ainda tem “muito a fazer” na proteção de infraestruturas críticas contra agentes mal-intencionados. “Algumas medidas foram tomadas. Mas foram tomadas tarde demais e são insuficientes. Estamos preparados para a situação atual? Não, na verdade não. Mas existem conversas e estratégias para lidar com o cenário atual”, disse. A BKG afirma que a cidade está no caminho certo com o Plano Diretor de Defesa Civil dos Hospitais (ZVKH, na sigla em alemão), apresentado em meados do ano passado. Berlim é o primeiro estado alemão a elaborar esse tipo de plano, mas Neumann ressalta que também são essenciais investimentos direcionados à resiliência estrutural e técnica do sistema de saúde. Em outubro, o Instituto Alemão de Hospitais e o Instituto para Negócios da Saúde publicaram um estudo sobre os investimentos necessários para defender hospitais alemães em diferentes cenários. O levantamento identificou uma longa lista de problemas de segurança, incluindo escassez de pessoal, falta de cibersegurança e de proteção no terreno, pontos de acesso desprotegidos e preparação amplamente inadequada para potenciais ameaças químicas, biológicas, nucleares e militares. O estudo constatou que a capacidade de armazenamento de medicamentos, produtos sanguíneos e energia de emergência é atualmente suficiente apenas para tempos de paz. Essas vulnerabilidades também se aplicam a centros de reabilitação, lares de idosos e clínicas psiquiátricas. A pesquisa estimou que seriam necessários 2,7 bilhões de euros (R$ 16,8 bilhões), além de custos operacionais adicionais de 670 milhões de euros por ano, para proteger hospitais da Alemanha diante do atual nível de ameaça de ataques cibernéticos e atos de sabotagem. No mês passado, o Bundestag (Parlamento alemão) aprovou uma nova lei para reforçar a proteção de infraestruturas críticas, incluindo sistemas de TI e telecomunicações, em meio ao aumento de ataques e espionagem na Europa. A legislação foi reforçada por meio de uma resolução complementar após o ataque às linhas de energia no sudoeste de Berlim. Ela obriga empresas e instituições de setores estrategicamente importantes a aprimorar a proteção física das instalações e implementar medidas para impedir que potenciais autores de ataques tenham acesso a informações sensíveis e vulnerabilidades, como o trajeto exato das linhas de energia. A Secretaria do Interior de Berlim afirmou que continua a existir um “elevado nível de risco abstrato” na cidade. Isso se deve tanto à intensificação da espionagem e das atividades de sabotagem por serviços de inteligência estrangeiros — em particular da Rússia — quanto à crescente ameaça de grupos extremistas. VÍDEOS: mais assistidos do g1

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'Fiz piada com o príncipe saudita no YouTube - depois meu celular foi hackeado e fui espancado no centro de Londres'

Publicado em: 02/02/2026 18:40

Ghanem al-Masarir foi hackeado em 2018 por um software de espionagem no iPhone BBC Com centenas de milhões de visualizações, o youtuber Ghanem al-Masarir estava no auge. Do seu apartamento na cidade inglesa de Wembley, o comediante falastrão e que fazia tiradas ofensivas causava impacto como crítico da família real da Arábia Saudita. Mas, além de atrair fãs, ele fez alguns inimigos poderosos. A primeira coisa que al-Masarir notou foi que seus celulares estavam se comportando de forma estranha. Eles se tornaram muito lentos, com as baterias acabando rapidamente. Então ele percebeu ver os mesmos rostos ao circular em diferentes partes de Londres. Pessoas que pareciam ser apoiadores do regime saudita começaram a pará-lo na rua, assediando-o e filmando-o. Mas como eles sabiam onde ele estava o tempo todo? Al-Masarir temia que seu telefone estivesse sendo usado para espioná-lo. Especialistas cibernéticos confirmariam mais tarde que ele se tornara uma nova vítima da ferramenta de invasão Pegasus. "Era algo que eu não conseguia compreender. Eles podem ver sua localização. Eles podem ligar a câmera. Podem ligar o microfone, ouvir você", diz Al-Masarir à BBC. "Eles têm seus dados, todas as fotos, tudo. Você sente que foi violado." Na segunda-feira (26/1), após seis anos de batalhas judiciais, a Alta Corte de Justiça de Londres decidiu que a Arábia Saudita era responsável pela invasão e ordenou que o reino pagasse a Al-Masarir mais de 3 milhões de libras (R$ 21,5 milhões) em indenização. Golpe por mensagem de texto O 'Ghanem Show' ainda tem 600 mil inscritos no YouTube, mas o comediante não posta mais vídeos The Ghanem Show Os iPhones de Al-Masarir foram hackeados em 2018 depois que ele clicou em links em três mensagens de texto aparentemente enviadas por veículos de notícias como ofertas especiais de assinatura. Isso o levou a ser perseguido, assediado e, em agosto daquele ano, espancado no centro de Londres. O tribunal ouviu que duas pessoas que Al-Masarir não conhecia se aproximaram dele e gritaram, dizendo "quem ele era para falar da família real saudita?", antes de acertá-lo no rosto com um soco e continuarem com a agressão. Pessoas que passavam intervieram, e os dois homens recuaram, chamando o YouTuber de "escravo do Catar" e dizendo que iriam "lhe dar uma lição". O juiz da Alta Corte disse que o ataque foi premeditado e observou que um dos agressores usava um fone de ouvido. "Há indícios convincentes" de que o ataque e a invasão hacker "foram dirigidos ou autorizados pelo Reino da Arábia Saudita ou agentes agindo em seu nome", disse o juiz Pushpinder Saini. "O Reino da Arábia Saudita tinha um claro interesse e motivação para calar as críticas públicas ao governo saudita", decidiu o juiz. Após a agressão, Al-Masarir continuou sendo perseguido. Em 2019, uma criança se aproximou dele em um café no bairro de Kensington e cantou uma música elogiando o rei Salman, o monarca saudita. Este incidente foi filmado e postado nas redes sociais, viralizou com hashtag própria e foi até transmitido na televisão estatal da Arábia Saudita. No mesmo dia, um homem caminhou até Al-Masarir quando ele estava saindo de um restaurante na capital britânica e lhe disse: "Seus dias estão contados", antes de ir embora. Al-Masarir nasceu na Arábia Saudita, mas vive no Reino Unido há mais de 20 anos. Ele agora é um cidadão britânico e vive em Wembley, mas não se aventura mais longe de casa — ir ao centro de Londres ainda é um trauma. O comediante, de 45 anos, alcançou a fama no mundo de língua árabe por seus vídeos satíricos no YouTube criticando os governantes sauditas, em particular o príncipe herdeiro Mohamed bin Salman, que governa de fato a Arábia Saudita. Os vídeos de al-Masarir frequentemente satirizavam o príncipe herdeiro saudita Getty Images via BBC As tiradas humorísticas de Al-Masarir — e às vezes ataques pessoais e ofensivos ao governo saudita — frequentemente viralizavam, gerando mais de 345 milhões de visualizações. Em seu clipe mais assistido — que tem 16 milhões de visualizações — ele criticou as autoridades por estarem irritadas com um vídeo que viralizou de garotas dançando na Arábia Saudita. Misteriosamente, o som foi removido no YouTube e Al-Masarir não tem ideia de como ou quando o vídeo foi editado. Desde que ele foi hackeado e atacado, ele perdeu a confiança e ficou deprimido. Antes bem-humorado e aberto, ele concordou em falar com a BBC — mas estava reservado e não quis mostrar totalmente o rosto. Ele não posta um vídeo há três anos e diz que, apesar de sua vitória legal, o governo saudita conseguiu silenciá-lo. "Nenhuma quantia em dinheiro pode compensar o dano que isso me causou", diz ele. "Realmente me transformou. Não sou o mesmo Ghanem de antes." Veja os vídeos que estão em alta no g1 O software Pegasus Especialistas em spyware do Citizen Lab da Universidade de Toronto, Canadá, confirmaram que Al-Masarir havia sido hackeado com o spyware Pegasus. Eles enviaram um analista a Londres e consideraram altamente provável que a invasão tenha sido orquestrada pela Arábia Saudita. O Pegasus é uma ferramenta fabricada pela empresa israelense NSO Group, que disse só vender seu software a governos para ajudar a rastrear terroristas e criminosos. Mas o Citizen Lab encontrou o programa em telefones pertencentes a políticos, jornalistas e dissidentes. Quando Al-Masarir tentou pela primeira vez entrar como uma ação contra a Arábia Saudita, o reino argumentou que estava protegido de processos judiciais sob a Lei de Imunidade do Estado de 1978. Mas em 2022 o tribunal decidiu que a Arábia Saudita não tinha imunidade. Desde então, o país não foi representado em mais nenhum processo. "O Reino da Arábia Saudita deixou de apresentar uma defesa ou responder a esta ação e violou múltiplas ordens adicionais. Parece improvável que participe do processo", concluiu o juiz. Ainda não está claro se a Arábia Saudita pagará a indenização estipulada. A BBC contatou a embaixada saudita em Londres, mas não obteve resposta. Al-Masarir diz que está determinado a fazer cumprir a sentença e está disposto a usar tribunais internacionais, se necessário. Mas nenhuma quantia em dinheiro compensará como a invasão virou sua vida de cabeça para baixo, diz ele. "Me sinto deprimido por eles terem conseguir fazer algo assim em Londres, no Reino Unido."

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