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Ladrões de celulares avaliados em R$ 100 mil que foram identificados após pagamento de chope via PIX são condenados à prisão

Publicado em: 20/01/2026 16:25

Polícia prende quadrilha especializada em furtar lojas de celulares em shoppings A Justiça condenou três homens acusados de invadir uma loja de shopping, furtar cerca de 21 celulares e outros eletrônicos avaliados em R$ 100 mil em outubro de 2024, no bairro Jardim Redentor, em São José do Rio Preto (SP). O trio foi identificado pela polícia após um deles pagar um chope na praça de alimentação do centro de compras via PIX. Na ocasião, os criminosos utilizaram um dispositivo hacker para acessar o sistema de abertura das portas e entrar na loja. A investigação começou em outubro, quando o trio invadiu o estabelecimento no shopping, e a ação foi flagrada por uma câmera de segurança. Assista acima. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Pelo vídeo é possível ver que, enquanto dois integrantes do grupo operam o aparelho no corredor do shopping, o terceiro invade a loja, furta os celulares e sai caminhando pelo corredor. Antes de fugir, ele ainda brinca com os outros comparsas no interior do shopping. Depois de cometerem o crime, um dos acusados comprou o chope na praça de alimentação ao lado da loja. Com o pagamento do produto, a polícia conseguiu os dados de Thiago Santos Fernandes. Imagem capturada de câmera mostra criminoso saindo de interior de loja de celulares, logo depois de furtar os aparelhos, em shopping de Rio Preto Reprodução/Câmera de segurança Em seguida, ele e os comparsas, Maurício Junio Mariano dos Santos e Bruno Kauã Fernandes Montenegro fugiram do local. Thiago foi preso em janeiro de 2025, em Florianópolis (SC). Bruno foi capturado em fevereiro de 2025 na capital paulista e confessou o crime. No dia seguinte, Maurício foi preso em uma operação da Polícia Civil para cumprimento de mandado de prisão. Seis dos aparelhos furtados foram recuperados em uma loja em São Paulo (SP) e devolvidos ao dono. Bruno e Maurício foram condenados a quatro anos de prisão em regime fechado. Já Thiago recebeu a condenação de cinco anos em regime fechado, em função da reincidência no crime de furto. Cabe recurso da decisão, mas o trio não pode recorrer em liberdade. O g1 tenta contato com a defesa dos condenados. Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

Palavras-chave: hacker

Com golpes online e até invasão de casas, ladrões de criptomoedas roubam US$ 700 milhões em explosão de roubos

Publicado em: 20/01/2026 12:20

Criminosos enviaram todas as moedas do casal Helen e Richard para suas próprias carteiras digitais em um ataque rápido e silencioso Stock Photos via Getty Images Há algo particularmente angustiante em ter sua criptomoeda roubada. Todas as transações são registradas em um livro digital, conhecido como blockchain, de modo que, mesmo que alguém leve o seu dinheiro e o transfira para sua própria carteira digital, ele continua visível online. "Você consegue ver seu dinheiro lá no blockchain público, mas não há nada que possa fazer para recuperá-lo", diz Helen, que perdeu cerca de US$ 315 mil (cerca de R$ 1,6 milhão) para criminosos. Ela compara a sensação de assistir a um ladrão empilhar seus bens mais preciosos do outro lado de um abismo intransponível. Por sete anos, Helen e o marido Richard (nome fictício), ambos residentes do Reino Unido, compraram e acumularam criptomoedas chamadas Cardano. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Eles gostavam da ideia de investir em um ativo digital com potencial de valorização expressiva, diferente de fundos guardados de maneira mais convencional. Sabiam que era arriscado, mas tomavam cuidado para manter suas chaves digitais seguras. Ainda assim, hackers invadiram a conta de armazenamento em nuvem onde guardavam informações sobre suas carteiras e o acesso a elas. Em fevereiro de 2024, após uma pequena transferência de teste, os criminosos enviaram todas as moedas do casal para suas próprias carteiras digitais em um ataque rápido e silencioso. O casal acompanhou por meses a movimentação de seu dinheiro de uma carteira para outra, impotente para agir. (A contradição inerente das criptomoedas é que todas as transações podem ser rastreadas publicamente, mas os usuários podem permanecer não identificáveis se assim escolherem.) "Comprávamos essas moedas há tanto tempo... Usamos todo o dinheiro que conseguimos para comprar mais", diz Richard. "Tirando a morte dos meus pais, esse roubo foi a pior coisa que aconteceu comigo." Desde então, Helen se dedica a tentar recuperar o dinheiro. Ela obteve relatórios detalhados de várias polícias e dos desenvolvedores do Cardano. Agora, mesmo tendo o endereço das carteiras dos criminosos, não há nada que se possa fazer para identificá-los. O plano do casal é economizar o suficiente para contratar investigadores particulares e tentar rastrear os hackers. "Te deixa com uma sensação de impotência", diz Helen, "mas vou continuar tentando". Uma explosão de ataques de criptomoedas Globalmente, estima-se que 560 milhões de pessoas possuem criptomoedas. Mas à medida que a posse desses ativos aumentou, cresceram também os roubos. A pandemia impulsionou a valorização das moedas digitais e, com isso, uma explosão nos ataques ao setor. O ano de 2025 foi recorde para criminosos de criptomoedas, com furtos totais estimados em mais de US$ 3,4 bilhões (cerca de R$ 17,2 bilhões), segundo a empresa de análise de blockchain Chainalysis. O valor anual permanece nesse patamar desde 2020. A maior parte do dinheiro é roubada em ataques cibernéticos enormes a empresas de criptoativos. Por exemplo, hackers norte-coreanos levaram US$ 1,5 bilhão (aproximadamente R$ 7,6 bilhões) da plataforma Bybit em fevereiro de 2025. As perdas neste caso e na maioria dos outros são cobertas por empresas do setor cripto com grande capacidade financeira, causando pouco impacto a indivíduos. Mas 2025 também registrou aumento de ataques a investidores individuais. Pesquisas da Chainalysis indicam que esses ataques individuais passaram de 40 mil em 2022 para 80 mil no ano passado. Hackeamento, fraude ou coerção de indivíduos representaram cerca de 20% de todo o valor cripto roubado, estimado em US$ 713 milhões (em torno de R$ 3,6 bilhões). No entanto, a empresa ressalta que o valor real pode ser muito maior, já que nem todas as vítimas denunciam publicamente. A Chainalysis descreve os ataques a investidores individuais como a "fronteira pouco conhecida do crime em cripto". Segundo a empresa, o aumento desses crimes está relacionado ao crescimento de novos investidores e à valorização das moedas. Melhorias na segurança de grandes serviços poderiam ter direcionado os criminosos a indivíduos considerados alvos mais fáceis. Quando isso acontece, os indivíduos ficam expostos e não têm a quem recorrer. 'Ataques com chave inglesa' Quanto aos criminosos, eles podem estar em qualquer lugar. Em outubro, pesquisadores de blockchain da Elliptic, empresa de análise cripto, alertaram que hackers norte-coreanos patrocinados pelo Estado estão cada vez mais focados em donos ricos de criptomoedas. Também há muitos jovens golpistas e hackers de outros países. Em dezembro, nos EUA, Evan Tangeman, 22 anos, se declarou culpado por integrar o grupo de criminosos de criptomoedas chamado Social Engineering Enterprise, acusado de roubar mais de US$ 260 milhões (cerca de R$ 1,44 bilhão) entre outubro de 2023 e maio de 2025. Os promotores afirmam que o grupo mirava investidores ricos em cripto usando bancos de dados hackeados, enganando vítimas para que transferissem moedas acreditando ser uma plataforma de negociação de criptomoedas legítima. Em alguns casos, dizem os promotores, o grupo organizava invasões domiciliares para roubar dispositivos com chaves de acesso às carteiras. Roubos e assaltos a investidores se tornaram tão comuns que receberam um nome na comunidade cripto: "wrench attacks" (ataques com chave inglesa, em tradução literal), pois criminosos ameaçam vítimas com ferramentas. Em abril de 2025, criminosos na Espanha tentaram obrigar um homem e uma mulher a entregar suas criptomoedas. A polícia espanhola informou que o homem foi baleado na perna e ambos ficaram horas em cativeiro enquanto os criminosos tentavam acessar suas carteiras digitais. A mulher foi libertada, mas o homem desapareceu, sendo depois encontrado morto em uma área rural. Cinco pessoas conectadas ao caso foram presas na Espanha, e outras quatro foram denunciadas na Dinamarca. Muitos casos semelhantes ocorreram na França, incluindo um sequestro registrado em vídeo. Outro caso, no início de 2025, envolveu o sequestro de David Balland, cofundador da empresa de segurança de criptomoedas Ledger, juntamente com sua esposa, em sua residência no centro da França. Dias depois, a polícia os resgatou, mas Balland teve um dedo amputado pelos criminosos. O pai de Balland também foi vítima de sequestro em maio e também teve um dedo cortado. É difícil estimar a frequência desses ataques, já que poucos casos são relatados publicamente, mas eles parecem representar uma fração do crescente problema de roubos individuais de criptomoedas. A maioria dos criminosos utiliza técnicas clássicas de fraude ou de invasão de dispositivos para furtar informações ou ativos, facilitadas pelo grande volume de dados roubados em ataques cibernéticos a empresas. Em outubro, a plataforma Coinbase anunciou a prisão de um funcionário acusado de roubar dados de clientes. 'Milionários de bitcoin estão se tornando comuns' "Os dados são um problema constante, pois milionários de bitcoin estão cada vez mais frequentes, e existem bancos de dados roubados que alimentam listas de alvos o tempo todo", diz Matthew Jones, fundador da empresa de cripto segurança Haven. Em um recente vazamento de dados da Kering, controladora de marcas de luxo como Gucci e Balenciaga, foram expostos milhões de nomes e contatos de clientes, além de informações sobre o quanto gastaram nas lojas. O hacker entrevistado pela BBC diz que comprou as planilhas por US$ 300 mil (cerca de R$ 1,5 milhão) para atingir os maiores gastadores e, com outros dados roubados, conseguiu aplicar golpes em usuários da Coinbase, totalizando pelo menos US$ 1,5 milhão (cerca de R$ 7,5 milhões) em criptomoedas até o momento. Jones relata que também já teve criptomoedas roubadas e, por isso, desenvolveu uma carteira digital com recursos extras de segurança, como verificação biométrica contínua para garantir que apenas o dono possa enviar moedas, e geofencing (tecnologia que cria uma "cerca virtual" ao redor de uma área geográfica específica usando GPS, Wi-Fi ou dados de celular) para bloquear transações fora de casa ou do trabalho. Ele também adicionou um botão de pânico à carteira — que permite que os recursos sejam transferidos rapidamente para outra contas, se houver suspeita de um ataque. "Hoje, as pessoas carregam milhões de dólares em criptomoedas e não há limite de quanto pode ser armazenado ou roubado de uma vez", diz. Ser 'seu próprio banco' A carteira de Jones segue o conceito de "self custody" (custódia própria). O app da Haven é semelhante aos da Metamask e Trustwallet. Outras empresas, como Trezor e Ledger, oferecem dispositivos físicos como pen drives, mas a ideia é a mesma: você é seu próprio banco. No entanto, essa liberdade traz riscos, já que não há proteção alguma. Se suas moedas forem roubadas de sua própria carteira, não há como recorrer a uma plataforma. Quando questionado se a liberdade de "ser seu próprio banco" compensa os riscos crescentes, Jones afirma que sim. "Os bancos não respondem de fato aos clientes e têm poder de congelar ou encerrar contas por motivos amplos e muitas vezes vagos", argumenta. Ele também diz que questionamentos de instituições financeiras tradicionais, como motivo de transferência de dinheiro, o incomodavam. Helen e Richard perderam todas as suas moedas após optarem por ser seus próprios bancos. O fator que tornou a experiência especialmente dolorosa foi que grande parte do dinheiro veio da venda da casa da mãe de Richard, após sua morte. "O dinheiro da minha mãe se foi. Todo o esforço que ela fez pelo meu futuro foi roubado. Tivemos que vender instrumentos musicais e nosso carro, e ficamos temporariamente sem casa", relata. Ainda assim, o casal não pretende abandonar completamente as criptomoedas. Se recuperarem o dinheiro perdido ou economizarem o suficiente, planejam voltar a investir imediatamente. Rainha das criptomoedas: a chinesa acusada de fraude que fugiu para mansão em Londres O robô de inteligência artificial que virou milionário com criptomoedas e agora quer ser reconhecido como gente 'Eu não vou parar até recuperar meus R$ 4,5 bilhões em bitcoins perdidos no lixo'

Zambelli comparece a nova audiência na Itália que decidirá sobre pedido de extradição

Publicado em: 20/01/2026 12:17

A deputada licenciada Carla Zambelli chega para audiência no Tribunal de Apelações de Roma, em 27 de agosto de 2025. TV Globo A ex-deputada federal Carla Zambelli compareceu nesta terça-feira (20) a uma nova audiência na Justiça italiana em que juízes devem dizer se concordam ou não com o pedido de extradição de Zambelli ao Brasil. A audiência ocorro na Corte de Apelação em Roma. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Antes da sessão desta terça, a audiência havia sido adiada por três vezes. No primeiro deles, no final de novembro, a defesa de Zambelli aderiu a uma greve de advogados em Roma, e no segundo, há duas semanas, seus advogados apresentaram novos documentos à corte. Zambelli teve seu mandato cassado na semana passada pelo STF, que revogou decisão contrária da Câmara dos Deputados. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e fugiu para a Itália após a decisão. Ela é considerada foragida da Justiça brasileira. A ex-deputada, que tem cidadania italiana, deixou o Brasil em maio. Ela passou também pelos Estados Unidos antes de se mudar para a Itália. Após a prisão, Zambelli disse que quer ser julgada no país europeu e que provaria que não tem envolvimento na invasão do sistema do CNJ. A Justiça italiana decidiu mantê-la presa durante o julgamento, por entender que há risco de fuga. Na audiência de extradição desta quinta, os juízes ouviriam a defesa de Carla Zambelli e avaliariam os documentos enviados na semana passada pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, em resposta à Justiça Italiana. A documentação brasileira informa que, caso seja extraditada, a ex-deputada ficará presa na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, e dá detalhes sobre as condições de detenção. Durante a primeira audiência em 4 de dezembro, a defesa de Zambelli apresentou diversos argumentos para que ela não seja extraditada. Um deles é sobre a situação carcerária para o eventual cumprimento da pena no Brasil. Foi então que a Justiça italiana suspendeu o julgamento para esperar respostas sobre as condições penitenciárias brasileiras. Moraes respondeu com um documento de 11 páginas, com informações e imagens, explicando onde são alojadas as detentas da Colmeia. Também foi informado que nunca houve rebelião nesta prisão, que as presas fazem cursos técnicos e recebem atendimento médico, respeitando padrões de salubridade, segurança e assistência. Além disso, a escolha desta penitenciária foi conforme determinou a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, local de domicílio da condenada. Argumentos da defesa Caso a defesa apresente novos elementos, os juízes poderão marcar uma outra audiência para examinar a documentação e também dar a possibilidade de resposta à Advocacia-Geral da União (AGU), representada pelo advogado italiano Alessandro Gentiloni. Os defensores mantêm a tese que Zambelli sofre uma perseguição política e judicial no Brasil. Para reforçar esse argumento, na última audiência a defesa apresentou aos juízes o parecer da Comissão de Constituição e Justiça que se pronunciou contrária à cassação do mandato da deputada federal. Mas a situação mudou. No dia 11, o plenário da Câmara dos Deputados decidiu manter o mandato da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). Porém, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a decisão da Câmara, alegando que é inconstitucional. Renúncia sem influência no processo Carla Zambelli renuncia ao cargo de deputada federal No domingo passado, Zambelli renunciou ao mandato de deputada federal. No entanto, essa decisão não influencia a Justiça Italiana no processo de extradição. O que os juízes italianos avaliam é o fato pelo qual ela foi condenada no Brasil, que também deve ser considerado crime na Itália. Esta regra é conhecida como “dupla imputação”. Carla Zambelli foi condenada em maio passado pelo STF a 10 anos de prisão por invasão de sistemas e pela adulteração de documentos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ela foi acusada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de planejar e coordenar, com o auxílio do hacker Walter Delgatti, uma invasão do dispositivo do CNJ no início de 2023 com o objetivo de desacreditar a Justiça e incitar atos antidemocráticos. Segundo a denúncia, Zambelli e Delgatti pretendiam incluir alvarás de soltura falsos e um mandado de prisão forjado contra o ministro Alexandre de Moraes. Ela nega a acusação. O hacker, que confessou o ataque, foi condenado a oito anos e três meses de prisão. Ele afirma ter feito a invasão a mando da então deputada. Na Itália, invadir o sistema informático também é crime determinado pelo Artigo 615-ter do Código Penal italiano (acesso não autorizado a um sistema informático) e pelo Artigo 640-ter (fraude informática). As penas podem chegar a 8 anos de prisão. Em agosto, Zambelli teve uma segunda condenação na Justiça brasileira pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Ela foi condenada a 5 anos e 3 meses de prisão pela perseguição armada a um apoiador do presidente Lula, ocorrida na véspera do segundo turno das eleições presidenciais de 2022. Na ocasião, ela sacou uma arma e apontou para um homem no meio da rua nos Jardins, área nobre de São Paulo. Porte ilegal de arma e constrangimento também são crimes na Itália. O Artigo 699 do Código Penal italiano estabelece para os infratores uma pena que varia de 18 meses a 3 anos de prisão, que podem ser agravadas de acordo com as circunstâncias dos crimes. Fuga de Zambelli Presa na Itália, Carla Zambelli participa remotamente de reunião da CCJ da Câmara que discute a sua cassação Kevin Lima/g1 A deputada anunciou em 3 de junho que havia deixado o Brasil. A princípio, ela disse que buscava tratamento médico, sem especificar onde estava. Na sequência, atendendo a um pedido da Procuradoria-Geral da República, Moraes decretou sua prisão preventiva. Executando um mandato de captura internacional solicitado pela Polícia Federal (PF) do Brasil em cumprimento da determinação do ministro Alexandre de Moraes, a polícia italiana prendeu Carla Zambelli em 29 de julho no apartamento onde estava alojada no bairro Aurelio, em Roma. Em seguida, ela foi levada à penitenciária feminina de Rebibbia, nos arredores da capital. A defesa de Zambelli pediu à Justiça italiana que ela aguardasse em liberdade ou prisão domiciliar. Porém, a Corte rejeitou este pedido, apontando “fortes indícios” de risco de fuga da então deputada. A decisão, assinada por três juízes, citou que ela entrou na Itália em 5 de junho, um dia após a condenação definitiva no Brasil. Os juízes também frisaram que Zambelli foi encontrada escondida em Roma e ressaltaram que ela havia afirmado à imprensa italiana que mudaria de casa para não ser descoberta. Problemas de saúde A defesa também alegou em agosto que Carla Zambelli sofre de problemas de saúde, necessita de tratamentos médicos, e por isso não poderia permanecer em regime fechado. No entanto, a perícia médica determinada pela Justiça italiana aponta que as enfermidades são compatíveis com o regime carcerário. Segundo o laudo médico, os tratamentos necessários podem ser realizados dentro da prisão. O documento afirma também que o eventual traslado aéreo ao Brasil é possível e a viagem não representaria risco de consequências graves, desde que observadas as orientações médicas. Em outubro, o Ministério Público italiano, representado pelo procurador Amelio Erminio, se manifestou a favor da extradição da então deputada. Caso a Corte de Apelação negue a extradição, Carla Zambelli possivelmente sairá da prisão. Se os juízes decidirem que ela deve ser extraditada, a ex-deputada poderá permanecer – ou não – nesta penitenciária de Rebibbia. Mas ela não poderá deixar a Itália enquanto o processo não estiver encerrado.   Após a apelação, haverá um recurso na Corte de Cassação. Depois da decisão desta Corte, a palavra final passa ao ministro da Justiça Carlo Nordio, que poderá autorizar ou negar a extradição de Zambelli ao Brasil. Mas se ambas as Cortes, de Apelação e Cassação, negarem a extradição, o ministro da Justiça obrigatoriamente deverá negá-la também.

Palavras-chave: hacker

Fim da liberdade: celulares da OnePlus recebem trava que impede desbloqueio de bootloader

Publicado em: 20/01/2026 05:11 Fonte: Tudocelular

Após a Xiaomi descontinuar o suporte para desbloqueio de bootloader em seus celulares, a OnePlus também está adicionando uma limitação para aqueles que desejam instalar sistemas alternativos nos smartphones. A trava Anti-Rollback (ARB) foi incluída na atualização do ColorOS para a versão 16.0.3.500/.501/.503.Segundo o portal Droidwin, a nova restrição não é simples, ela utiliza uma espécie de "fusível" a nível de hardware que é praticamente impossível de remover após instalar a atualização. Por conta disso, o usuário fica impedido de: Reinstalar a versão anterior do sistema sem a restrição; Instalar sistemas alternativos (ROMs) no aparelho; Desbloquear o bootloader. Caso você tente fazer qualquer uma das ações acima, o fusível virtual informará a placa-mãe do aparelho que um ataque hacker foi realizado, tornando o celular inutilizável. A única solução para reverter o dano seria trocar a placa-mãe do aparelho, o que é inviável na maioria dos casos pelo alto valor do componente.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: hacker

'Um hacker roubou as anotações da minha terapeuta – agora meus segredos mais profundos estão online para sempre'

Publicado em: 19/01/2026 03:00

Meri-Tuuli Auer contou à sua terapeuta coisas sobre sua vida que não queria que sua família mais próxima soubesse Elina Tossavainen via BBC Assim que Meri-Tuuli Auer viu o assunto do e-mail na pasta de spam, soube que aquele não era um spam comum. Ele continha seu nome completo e número de seguro social – o equivalente na Finlândia ao CPF brasileiro. O e-mail estava cheio de detalhes sobre ela que ninguém mais deveria saber. O remetente sabia que ela estava fazendo psicoterapia por meio de uma empresa chamada Vastaamo. Disseram que haviam invadido o banco de dados de pacientes da Vastaamo e que queriam que Auer pagasse 200 euros (R$ 1.248) em bitcoins em 24 horas, ou o preço subiria para 500 euros em 48 horas. Se ela não pagasse, escreveram, "suas informações serão publicadas para todos verem, incluindo seu nome, endereço, número de telefone, número do seguro social e registro detalhado de paciente contendo transcrições de suas conversas com os terapeutas da Vastaamo". "Foi aí que o medo começou", diz Auer, de 30 anos. "Tirei licença médica do trabalho, me tranquei em casa. Não queria sair. Não queria que as pessoas me vissem." 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ela foi uma dos 33 mil pacientes da Vastaamo que tiveram seus registros terapêuticos roubados em outubro de 2020 por um hacker anônimo. Elas haviam compartilhado seus pensamentos mais íntimos com seus terapeutas, incluindo detalhes sobre tentativas de suicídio, casos extraconjugais e abuso sexual infantil. Na Finlândia, um país de 5,6 milhões de habitantes, parecia que todos conheciam alguém que teve seus registros terapêuticos roubados. O caso se tornou um escândalo nacional, o maior crime cibernético da história da Finlândia, e a então primeira-ministra Sanna Marin convocou uma reunião de emergência com ministros para discutir uma resposta. Mas já era tarde demais para deter o hacker. Apple fecha parceria com Google para levar o Gemini aos iPhones por meio da Siri 'Sentimento horrível', diz brasileira vítima de foto editada de biquíni pelo Grok, IA de Musk FAFO: Entenda o que significa gíria usada por Trump em post após captura de Maduro Meri-Tuuli Auer foi uma dos 33 mil pacientes da Vastaamo que tiveram seus registros terapêuticos roubados em outubro de 2020 por um hacker anônimo Arquivo pessoal via BBC Antes de enviar os e-mails para as pacientes da Vastaamo, o hacker publicou todo o banco de dados com os registros roubados da empresa na dark web, e um número desconhecido de pessoas leu ou baixou uma cópia. Essas anotações circulam desde então. Auer havia contado à sua terapeuta coisas que nem mesmo seus familiares mais próximos sabiam — sobre seu consumo excessivo de álcool e um relacionamento secreto que manteve com um homem muito mais velho. Agora, seus piores medos haviam se tornado realidade. Mas, em vez de destruí-la, o ataque hacker a fez perceber que ela era muito mais resiliente do que jamais imaginara. O apartamento de Auer, nos arredores de Helsinque, a capital da Finlândia, parece um lugar alegre. Objetos da Barbie enchem suas prateleiras e há um poste de pole dance no centro da sala de estar. Mas não se deixe enganar pelas aparências, diz Auer. Ela tem lutado contra a depressão e a ansiedade por quase toda sua vida. "Sou extrovertida, muito confiante e adoro estar perto de pessoas", diz Auer. "Mas tenho a sensação de que todos me acham estúpida e feia, e que minha vida é uma sequência de erros." Auer tem lutado contra a depressão por quase toda sua vida Arquivo pessoal via BBC Auer procurou ajuda pela primeira vez em 2015. Ela contou à sua terapeuta da Vastaamo sobre seus problemas de saúde mental, seu consumo de álcool e um relacionamento que teve aos 18 anos com um homem mais velho, que manteve em segredo da família. Ela diz que confiava plenamente em sua terapeuta e, com a ajuda dela, fez progressos reais. Ela não fazia ideia do que ela havia escrito em suas anotações das conversas. Quando recebeu o e-mail com o pedido de resgate, a notícia do ataque hacker à Vastaamo já havia se espalhado. Três dias antes, o chantagista havia começado a divulgar as anotações das sessões de terapia na dark web em lotes de 100 por dia, na expectativa de pressionar a empresa a pagar um resgate muito maior — o equivalente a cerca de 400 mil euros (R$ 2,5 milhões) em bitcoins — que ele vinha exigindo havia semanas. Auer diz que se sentiu compelida a vasculhar as anotações vazadas. "Eu nunca tinha usado a dark web antes. Mas pensei: 'Preciso ver se meus registros estão lá'." Quando descobriu que não estavam, ela fechou o arquivo e não leu os registros de mais ninguém, conta. Mas viu como outras pessoas na dark web zombavam do sofrimento dos pacientes. "Uma criança de 10 anos tinha ido à terapia e as pessoas acharam engraçado." E alguns dias depois, quando ficou claro que os registros de todos os pacientes da Vastaamo haviam sido publicados, a saúde mental de Auer começou a se deteriorar. Sem saber quem era o responsável, ou quem poderia ter lido seus pensamentos mais íntimos, ela ficou apavorada de usar transporte público, sair de casa ou até mesmo abrir a porta para o carteiro. Ela duvidava que o hacker fosse ser encontrado. Auer foi um dos 21 mil ex-pacientes da Vastaamo que entraram como parte em uma ação na Justiça após o vazamento de seus dados pessoais Arquivo pessoal via BBC Os detetives finlandeses também temiam não encontrar o suspeito, dado o volume de dados que precisavam analisar. "Eu nem conseguia imaginar a dimensão disso. Este não é um caso normal", diz Marko Lepponen, o detetive que liderou a investigação para a polícia finlandesa. Mas, após dois anos de investigação, em outubro de 2022, eles nomearam seu suspeito: Julius Kivimäki, um cibercriminoso conhecido. Em fevereiro de 2023, Kivimäki foi preso na França e transportado de volta à Finlândia para responder às acusações. Nenhuma sala de tribunal era grande o suficiente para acomodar os 21 mil ex-pacientes da Vastaamo que se registraram como parte no processo criminal, então exibições foram realizadas em espaços públicos, incluindo cinemas, para que eles pudessem assistir ao julgamento. Determinada a ver Kivimäki enfrentar a justiça, Auer compareceu a uma das exibições e ficou impressionada com a aparência comum do criminoso. "Ele parece um jovem finlandês comum", diz ela. "Isso me fez pensar que poderia ter sido qualquer um." Quando ele foi considerado culpado e sentenciado a seis anos e sete meses de prisão, ela disse que sentiu como se tivesse recebido uma confirmação. "Qualquer sentença que ele recebesse jamais compensaria tudo. O sofrimento das vítimas foi reconhecido pelo tribunal – e eu fiquei grata por isso." Kivimäki segue negando ser o responsável pelo ataque cibernético. Kivimäki foi condenado a mais de seis anos de prisão pelo ataque hacker à Vastaamo Europol via BBC Nos meses seguintes ao ocorrido, Auer solicitou uma cópia impressa de seus registros à Vastaamo. Suas anotações estão empilhadas em uma pilha grossa sobre a mesa enquanto ela conta o que aconteceu. Mesmo que seus registros tenham sido divulgados há mais de cinco anos, os pacientes da Vastaamo continuam sendo vítimas. Alguém chegou a criar um mecanismo de busca que permite aos usuários encontrar registros na dark web apenas digitando o nome de uma pessoa. Auer concorda em compartilhar comigo alguns de seus registros de terapia vazados. "A paciente é em grande medida raivosa, impulsiva e amargurada", diz ela, lendo algumas das primeiras anotações que sua terapeuta fez sobre as sessões. "A paciente relata seu passado de forma confusa. Há algumas dificuldades interpessoais decorrentes de seu temperamento frágil, típico para sua idade." Quando leu as anotações pela primeira vez, Auer conta que ficou com o coração partido. "Fiquei magoada com a forma como ela me descreveu. Isso me fez sentir pena da pessoa que eu era." Ela afirma que o vazamento de dados abalou a confiança dos pacientes. "Há muitas pessoas que eram clientes da Vastaamo, que faziam terapia há anos, mas agora nunca mais vão marcar uma sessão." A advogada que representa as vítimas da Vastaamo em um processo civil contra o hacker diz que sabe de pelo menos dois casos em que pessoas tiraram a própria vida depois de descobrirem que seus prontuários de terapia haviam sido roubados. Auer decidiu enfrentar seus medos de frente. Ela publicou nas redes sociais sobre o ataque, contando a todos que havia sido uma das vítimas. "Foi muito mais fácil para mim saber que todos que me conheciam já sabiam", diz ela. Ela conversou com sua família sobre o conteúdo dos seus registros vazados, incluindo o relacionamento secreto que nunca havia revelado. "As pessoas me apoiaram muito." Finalmente, ela decidiu retomar o controle de sua história publicando um livro sobre suas experiências. O título é "Todos Ficam Sabendo", em tradução livre. "Eu transformei tudo em uma narrativa. Pelo menos posso contar a minha versão da história – aquela que não está visível nos prontuários dos pacientes." Auer aceitou que seus segredos sempre estarão expostos. "Para o meu próprio bem-estar, é melhor simplesmente não pensar nisso."

Criminosos que invadiram sistema da Justiça e forjaram próprios alvarás de solturas são presos novamente

Publicado em: 15/01/2026 22:09

Polícia Civil de Minas prende integrantes de quadrilha que forjaram os próprios alvarás de soltura Uma quadrilha de Minas Gerais saiu da cadeia depois de forjar os próprios alvarás de soltura. Mas eles foram presos novamente. Ricardo Lopes de Araújo e Matheus Filipe do Nascimento Silva desembarcaram em Belo Horizonte sob forte esquema de segurança. A polícia civil de Minas prendeu a dupla em um condomínio, no Rio de Janeiro. No início de dezembro de 2025, a polícia já tinha prendido Ricardo e outros dez suspeitos de fazer parte de uma quadrilha de hackers e estelionatários. Matheus era um dos procurados e, na época, conseguiu escapar. Mas, dez dias depois da prisão, Ricardo, considerado chefe do esquema, e outros três hackers conseguiram deixar o presídio, pela porta da frente. O grupo usou alvarás expedidos de maneira irregular. Os bandidos usavam senhas e logins de magistrados para acessar o Banco Nacional de Mandados de Prisão, gerenciado pelo Conselho Nacional de Justiça, e inserir informações falsas. O grupo tentava liberar veículos apreendidos, valores bloqueados pela justiça e alterar dados de mandados de prisão e alvarás de solturas. A Polícia Civil de Minas afirma que todos os 12 suspeitos de integrar a quadrilha estão presos. Agora, o foco da investigação é saber como eles obtiveram as senhas e os logins de juízes para acessar o Banco Nacional de Mandados de Prisão do CNJ. "Eles podem ter conseguido isso através de outros hackers, através da dark web ou quem sabe nós não chegamos até lá mais pode ter sido também através da participação de algum servidor público", diz Leandro Matos Macedo, delegado da Polícia Civil de Minas. O Conselho Nacional de Justiça declarou que não houve invasão ou violação estrutural aos sistemas judiciais sob sua administração e que mantém procedimentos próprios de controle e tem buscado o aprimoramento contínuo dos protocolos de segurança. O professor de direito Ricardo Oliveira de Souza acredita que é preciso aprimorar os sistemas da Justiça. "Houve uma quebra no protocolo de segurança na medida que talvez uma outra etapa de validação pudesse impedir que uma pessoa se utilizasse de uma credencial válida, de um login válido. Hoje os processos são, quase na totalidade, digitalizados a cada dia tem que se tomar novas medidas para poder aprimorar essa segurança".

Palavras-chave: hackerhackers

Justiça mantém prisão de hacker suspeito de fraudar alvarás de soltura em BH

Publicado em: 15/01/2026 21:09

Polícia prende no Rio hacker que fraudou o próprio alvará de soltura A Justiça decidiu, nesta quinta-feira (15), manter a prisão preventiva de Ricardo Lopes de Araujo, hacker suspeito de fraudar alvarás de soltura, inclusive o dele próprio. Ele foi preso pela Polícia Civil de Minas Gerais, no Rio de Janeiro, nesta quarta (14). O juiz Leonardo Vieira Rocha Damasceno considerou que as investigações apontam Ricardo Araujo como chefe de uma "organização criminosa sofisticada e estruturada para a prática reiterada de fraudes bancárias e eletrônicas em larga escala e com ataques frontais aos sistemas de justiça". ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp "A organização criminosa movimentou em curto espaço de tempo, de forma ilícita, aproximadamente R$ 40.000.000,00, o que corrobora a gravidade dos fatos e a periculosidade social dos agentes, em razão da prática reiterada de fraudes e estelionatos", diz um trecho da decisão. Como organização fraudava alvarás A organização liderada por Ricardo Lopes de Araujo foi alvo de uma operação da Polícia Civil de MG no dia 10 de dezembro. Ele e outros dez investigados foram presos suspeitos de usar credenciais, isto é, logins e senhas, de juízes para acessar sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Além da emissão fraudulenta de alvarás de soltura, eles são acusados de alteração de mandados de prisão, desbloqueio de valores retidos pela Justiça e liberação de veículos apreendidos. No entanto, em 20 de dezembro, Ricardo e outros três homens que haviam sido presos durante a operação deixaram o Ceresp Gameleira, na Região Oeste de BH, onde estavam detidos, com alvarás de soltura fraudados, obtidos por meio do acesso ilegal aos sistemas. Os outros três são: Júnio Cezar Souza Silva, recapturado em 22 de dezembro; Wanderson Henrique Lucena Salomão, preso no último domingo (12); e Nikolas Henrique de Paiva Silva, que continua foragido. Fotos mostram Ricardo Lopes de Araujo, Wanderson Henrique Lucena Salomão e Nikolas Henrique de Paiva Silva, que deixaram prisão pela porta da frente após fraudarem ordens de soltura Divulgação/Sejusp-MG Outra prisão A Justiça também manteve a prisão preventiva de Matheus Filipe do Nascimento Silva. Ele estava no mesmo imóvel que Ricardo Araujo, no Rio de Janeiro, e foi detido nesta quarta-feira. Matheus Silva era o único alvo de mandado de prisão da operação realizada no dia 10 de dezembro que não havia sido localizado na época. Segundo a decisão do juiz Leonardo Vieira Rocha Damasceno, ele é "apontado como principal operador do núcleo de repasse e dispersão na fase final para lavagem de capital e pulverização de valores obtidos de maneira ilícita". LEIA TAMBÉM: Criminosos entram no sistema do CNJ, e detentos deixam prisão de BH com alvarás fraudados Quadrilha usou credenciais de magistrados para fraudar sistema da Justiça e soltar presos em BH; entenda Entenda como se cumpre um alvará de soltura; fraude fez presos saírem ilegalmente pela porta da frente de presídio Vídeos mais vistos no g1 Minas:

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Como fraudes em acesso a sistemas do Judiciário permitiram soltura de presos e liberdade de 'Dama do Crime'

Publicado em: 15/01/2026 04:01

Polícia prende no Rio hacker que fraudou o próprio alvará de soltura Duas prisões realizadas nos últimos dias expuseram fragilidades em sistemas do poder judiciário. Nesta quarta-feira (14), a Polícia Civil de MG capturou o líder de uma organização criminosa que emitia alvarás de soltura de forma fraudulenta. Na terça-feira (13), tinha sido a vez da prisão de Anne Cristina Casaes, conhecida como "Dama do Crime", que passou meses foragida devido a uma fraude no sistema que emite mandados de prisão. Mas como as fraudes beneficiaram os criminosos? Organização criminosas acessava sistema do Judiciário Ricardo Lopes de Araujo, que foi preso nesta quarta-feira, é apontado pela Polícia Civil como líder de uma organização criminosa especializada em acessar de forma ilegal o sistema do Judiciário. Ele e outros 10 suspeitos foram presos no dia 10 de dezembro durante uma operação da instituição. De acordo com as investigações, os criminosos usavam credenciais, ou seja, logins e senhas, de juízes para acessar o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Além da emissão fraudulenta de alvarás de soltura, eles são investigados por: alteração de mandados de prisão desbloqueio de valores retidos pela Justiça liberação de veículos apreendidos A organização criminosa teria obtido lucro de R$ 40 milhões com as fraudes. "Eles entravam nos sistemas informatizados do poder judiciário e lá inseriam dados com senhas de magistrados e através disso conseguiam alvarás de soltura, liberação de automóveis, liberação de valores", explicou o delegado Marcus Vinícius Lobo, chefe da divisão especializada operacional do Departamento de Operações Especiais (Deoesp). ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp No dia 20 de dezembro, Ricardo Araujo deixou o Ceresp Gameleira, na Região Oeste de Belo Horizonte, onde estava preso, pela porta da frente, com um alvará de soltura emitido de forma fraudulenta. Na ocasião, outros três criminosos deixaram a prisão da mesma forma. Somente um deles tinha sido recapturado no dia seguinte. Na época, o CNJ afirmou que não houve invasão ou falha estrutural em seus sistemas. Segundo o órgão, ocorreu, na verdade, o uso fraudulento de credenciais verdadeiras, e todas as decisões falsas foram identificadas e canceladas em menos de 24 horas. O CNJ apontou, ainda, que não foi identificado qualquer indício de falha sistêmica ou do envolvimento funcional de servidores. 'Dama do Crime' Anne Casaes, identificada como a Dama do Crime. Arquivo Pessoal A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro prendeu Anne Cristina Casaes, conhecida como "Dama do Crime", em Armação dos Búzios, na Região dos Lagos, na terça-feira (13). Ela já tinha sido presa e colocada em liberdade em seguida, mas depois passou a constar como foragida. Segundo a Agência Central de Inteligência (AGCI) de Minas Gerais, uma fraude no sistema do CNJ fez com que a "Dama do Crime" constasse como presa mesmo estando em liberdade, o que permitiu a ela ficar meses foragida. Ainda conforme a pasta, o registro indevido do mandado de prisão só foi possível com o uso irregular de credenciais funcionais de um servidor do sistema prisional mineiro. O governo do estado não deu detalhes sobre como os acessos foram obtidos indevidamente. Anne Cristina é apontada como uma das principais articuladoras do Comando Vermelho. Segundo as investigações, ela exercia um papel estratégico dentro da facção, sendo responsável por manter a comunicação entre diferentes estados. Em julho de 2025, Anne foi detida em Belo Horizonte durante uma operação contra lavagem de dinheiro e articulação criminosa, mas foi solta no mesmo dia por ser mãe de uma criança que estava acamada. Sobre a fraude que envolveu a liberdade de Anne, o CNJ afirmou que o Banco Nacional de Medidas Penais e Prisão possui camadas de segurança e autenticação, mas que, em situações de comprometimento integral das credenciais institucionais de usuários, acessos podem ser utilizados de forma ilícita, sem que isso caracterize invasão ou falha do sistema. O CNJ informou também que acompanha e registra esses episódios e adota medidas contínuas de monitoramento, rastreabilidade e aprimoramento da segurança dos sistemas. LEIA TAMBÉM: 'Dama do Crime' é presa no RJ após fraudar sistema da Justiça e ficar foragida Hacker que fraudou alvarás de soltura e fugiu de presídio em BH com outros detentos é preso no Rio Para especialista, sistema do Judiciário precisa de investimento Na avaliação do advogado especialista em direito digital e professor Dierle Nunes, o sistema de dados da Justiça brasileira é robusto, mas precisa de investimentos constantes em tecnologia e em treinamento dos servidores envolvidos. "O sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) é bem rígido, é um sistema adequado, mas obviamente ele precisa ser cada vez mais sofisticado. [É preciso] ampliar a governança do seu uso, ampliar o investimento e o treinamento das pessoas para, inclusive, inibir que esses ataques obtenham êxito, porque eles continuarão ocorrendo e vão ficar cada vez mais sofisticados", afirmou. Vídeos mais vistos do g1 Minas:

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Hacker Walter Delgatti volta para 'presídio dos famosos', em Tremembé, para cumprir regime semiaberto

Publicado em: 14/01/2026 18:18

Imagem de arquivo - Delgatti na CPI dos Atos Golpistas Geraldo Magela/Agência Senado O hacker Walter Delgatti Neto foi transferido novamente para a Penitenciária II 'Dr. José Augusto Salgado', conhecida como o "presídio dos famosos", em Tremembé, no interior de São Paulo, para cumprir a pena em regime semiaberto. A informação foi confirmada pela Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), que informou que Delgatti deu entrada na P2 ainda nesta quarta-feira (14). Delgatti está preso há quase três anos e havia chegado à P2 de Tremembé em fevereiro do ano passado. Em dezembro, ainda no regime fechado, ele foi transferido para a Penitenciária 2 de Potim, também na região do Vale do Paraíba. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp STF condena Carla Zambelli e Walter Delgatti por invasão aos sistemas do CNJ Na última segunda-feira (12), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou que o hacker cumprisse a pena em regime semiaberto. Ele foi condenado junto com a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pela invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A defesa de Delgatti foi procurada pelo g1 para comentar a transferência para a penitenciária de Tremembé, e aguardamos retorno. Invasão do CNJ Delgatti foi condenado por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). De acordo com a acusação da PGR, a invasão do CNJ foi feita em janeiro de 2023 com o objetivo de tirar a credibilidade do Judiciário e reforçar questionamentos à eleição de 2022. Com o fim dos recursos no Supremo Tribunal Federal (STF), a prisão deixou de ser preventiva e o hacker passou a cumprir pena. LEIA TAMBÉM: Motorista do Porsche azul que matou homem é transferido e deixa 'presídio dos famosos', em Tremembé Dois presídios de Tremembé (SP) suspendem visitas por possível intoxicação alimentar de presos Moraes autoriza hacker Delgatti a progredir para regime semiaberto Delgatti foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 8 anos e 3 meses de prisão por invadir o sistema do CNJ e inserir documentos falsos, como uma ordem de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes "assinada" por ele mesmo. Já Zambelli teve o nome incluído na lista da difusão vermelha da Interpol. Ela foi acusada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de ser a mentora desse crime. Ela foi condenada a 10 anos de prisão e à perda do mandato. Antes de ser preso pela invasão do CNJ, Delgatti já tinha sido condenado em primeira instância a 20 anos de prisão por hackear autoridades públicas da antiga Operação Lava Jato. Nesse caso, investigado na Operação Spoofing, o hacker responde em liberdade porque ainda há recursos pendentes na segunda instância da Justiça Federal em Brasília. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região

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Hacker que fraudou alvarás de soltura é preso pela Polícia Civil de MG no Rio

Publicado em: 14/01/2026 16:14

Entenda como se cumpre um alvará de soltura A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu, nesta quarta-feira (14), no Rio de Janeiro, o hacker Ricardo Lopes de Araujo, suspeito de fraldar alvarás de soltura no fim de 2025. A informação foi confirmada pelo governador de MG, Romeu Zema (Novo), no X. "Recebi com orgulho a informação de que, em mais uma ação rápida e certeira, a @pcmgoficial prendeu hoje, no Rio, o hacker que fraudou alvarás de soltura, inclusive o próprio, no fim do ano. Ele já está voltando para o presídio. Em Minas, não há bandido mais esperto que a polícia", publicou. Reportagem em atualização

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Defesa do hacker Delgatti pede redução de pena ao STF com base em indulto de Natal de Lula

Publicado em: 14/01/2026 13:52

O hacker Walter Delgatti prestou depoimento à CPI dos Atos Golpistas Ueslei Marcelino/Reuters A defesa do hacker Walter Delgatti, condenado junto com a ex-deputada Carla Zambelli pela invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a redução do restante de sua pena com base no indulto de Natal assinado pelo presidente Lula em dezembro. Se o pedido for aceito, segundo os cálculos da defesa, a expectativa é que Delgatti possa progredir para o regime aberto no próximo mês. Ele está no regime semiaberto desde a última segunda-feira (12), após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Delgatti foi condenado a 8 anos e 3 meses de prisão e estava em regime fechado desde 2 de agosto de 2023, por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserir documentos falsos, como uma ordem de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes "assinada" por ele mesmo (relembre no vídeo abaixo). STF condena Carla Zambelli e Walter Delgatti por invasão aos sistemas do CNJ Já a ex-deputada Carla Zambelli, que foi condenada pelo STF junto com o hacker, continua presa na Itália, para onde ela fugiu após a condenação. Zambelli aguarda decisão da Justiça italiana sobre um pedido de extradição feito pelo Brasil. O pedido do advogado do hacker, Ariovaldo Moreira, foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes nesta quarta-feira (14), dois dias depois de Delgatti ter obtido decisão favorável para ir para o regime semiaberto. Com a progressão de regime, ele ganhou o direito de deixar a cadeia nas saídas temporárias. Também pode deixar o presídio de dia para trabalhar ou estudar, mas precisa dormir na prisão. Novo cálculo Segundo a defesa, o indulto natalino concedeu direito à comutação de um quarto da pena remanescente — o que significa uma redução, no caso de Delgatti — para condenados reincidentes que tivessem cumprido um quarto da pena até 25 de dezembro de 2025. Delgatti é reincidente porque ele já tem condenação criminal definitiva anterior, além de ter sido condenado em primeira instância pela invasão dos celulares dos ex-procuradores da Lava Jato em 2019. "No presente caso, o cálculo de 1/4 da pena total corresponde a 2 anos e 22 dias. O executado atingiu este marco temporal em 24/08/2025. Portanto, na data de corte estabelecida (25/12/2025), o requisito objetivo estava plenamente satisfeito", argumentou a defesa ao STF.

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Moraes autoriza hacker Delgatti a progredir para regime semiaberto

Publicado em: 12/01/2026 11:30

Walter Delgatti prestou depoimento à CPI dos Atos Golpistas nesta quinta (17) Ueslei Marcelino/Reuters O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (12) que o hacker Walter Delgatti Neto passe para o regime semiaberto. Delgatti foi condenado por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), assim como a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) (relembre mais abaixo). 🔎Com a decisão, o hacker passa a um sistema mais leve do que o regime fechado. Ele precisa dormir na unidade prisional, mas pode sair durante o dia para trabalhar ou estudar, por exemplo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA TAMBÉM Condenado com Zambelli, hacker Delgatti faz amizade com 'famosos' e joga bola com Robinho no 'presídio das estrelas' STF condena Carla Zambelli e Walter Delgatti por invasão aos sistemas do CNJ Invasão aos sistemas do CNJ O hacker, que está preso desde agosto de 2023, foi condenado a 8 anos e 3 meses de prisão por invadir o sistema do CNJ e inserir documentos falsos, como uma ordem de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes "assinada" por ele mesmo. De acordo com a acusação da PGR, a invasão do CNJ foi feita em janeiro de 2023 com o objetivo de tirar a credibilidade do Judiciário e reforçar questionamentos à eleição de 2022. Em dezembro, ele foi transferido da Penitenciária II 'Dr. José Augusto Salgado', o presídio dos famosos, em Tremembé, para a Penitenciária II de Potim, ainda na região do Vale do Paraíba (SP). Também condenada no caso, Zambelli está detida na Itália, aguardando a decisão do país europeu sobre um pedido de extradição feito pelo governo brasileiro, que quer trazê-la de volta para também cumprir pena no Brasil. Ela foi acusada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de ser a mentora desse crime, e condenada a 10 anos de prisão e à perda do mandato parlamentar. Em dezembro, ela renunciou ao cargo de deputada federal. Outros processos Antes de ser preso pela invasão do CNJ, Delgatti já tinha sido condenado em primeira instância a 20 anos de prisão por hackear autoridades públicas da antiga Operação Lava Jato. Nesse caso, investigado na Operação Spoofing, o hacker responde em liberdade porque ainda há recursos pendentes na segunda instância da Justiça Federal em Brasília.

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Os mistérios que ainda persistem em torno da operação de inteligência que prendeu Maduro

Publicado em: 10/01/2026 11:11

Trump diz que a captura de Maduro foi uma excelente ação Uma semana após a dramática operação dos Estados Unidos na Venezuela, que culminou na prisão de Nicolás Maduro, detalhes da inteligência que cercou a missão começam a ficar claros, mas muitos mistérios ainda permanecem. A inteligência A missão exigiu meses de planejamento e coleta de informações. Acredita-se que a agência americana de inteligência CIA enviou uma equipe de agentes infiltrados à Venezuela em agosto. Os EUA não possuem uma embaixada operacional no país, portanto, a equipe não pôde usar cobertura diplomática e operou no que é conhecido no mundo da inteligência como uma "zona restrita". Seu objetivo era identificar alvos e recrutar indivíduos que pudessem fornecer assistência. Autoridades americanas afirmaram que tinham uma fonte específica que forneceu informações detalhadas sobre o paradeiro de Maduro, o que teria sido crucial para a operação. A identidade dessas fontes geralmente é fortemente protegida, mas logo se soube que se tratava de uma fonte "governamental" que devia ser muito próxima de Maduro e fazer parte de seu círculo íntimo para saber onde ele estava e quando. Isso gerou intensa especulação sobre quem seria essa fonte e o que aconteceu com ela. No entanto, sua identidade ainda não foi divulgada. Todas as informações de inteligência humana coletadas em campo foram colocadas em um "mosaico" de informações para planejar a operação, em conjunto com informações técnicas, como mapas e imagens de satélite. Maduro e a esposa foram levados ao tribunal, em Nova York, nesta segunda-feira (5/1). Getty Images via BBC A missão A escala, a velocidade e o sucesso da operação foram inéditos. "Tudo funcionou perfeitamente. Isso não acontece com frequência", explica David Fitzgerald, ex-chefe de operações da CIA na América Latina, que também participou do planejamento da missão com os militares americanos. "Não foram as táticas militares que conduziram a operação, mas sim a inteligência." Cerca de 150 aeronaves participaram da missão, com helicópteros chegando a apenas 30 metros do solo para alcançar o complexo de Maduro. No entanto, alguns mistérios permanecem. Um deles é exatamente como os EUA conseguiram desligar as luzes em Caracas para permitir a chegada das forças especiais. "As luzes em Caracas foram em grande parte desligadas graças a uma certa expertise que possuímos; estava escuro e perigoso", declarou o presidente dos EUA, Donald Trump. O fato de o Comando Cibernético dos EUA ter recebido elogios públicos por seu papel na operação levou à especulação de que hackers militares americanos teriam se infiltrado previamente nas redes venezuelanas para desligar a rede elétrica no momento exato. Mas há poucos detalhes sobre isso. A falha das defesas aéreas chinesas e russas também gerou especulações sobre o tipo de tecnologia de interferência ou guerra eletrônica que os EUA implantaram no ar para apoiar a operação. O Comando Espacial dos EUA, que opera satélites, também recebeu reconhecimento por criar uma "rota" para que as forças especiais entrassem sem serem detectadas. Acredita-se também que drones tenham sido utilizados. Os detalhes exatos das capacidades usadas provavelmente permanecerão em segredo, mas os rivais dos EUA farão de tudo para entender o que aconteceu. Prisão de Maduro em Nova York. Arte/g1 A batalha Os planejadores de operações complexas dizem ser extraordinário que tudo tenha corrido conforme o planejado, algo que raramente acontece. Um helicóptero foi atingido por tiros, mas conseguiu continuar voando, e nenhum membro das forças americanas foi morto. Poucos detalhes ainda são conhecidos sobre a batalha que ocorreu no complexo de Maduro, o Forte Tiuna. O governo cubano informou que 32 de seus cidadãos foram mortos pelas forças americanas. Trata-se de guarda-costas fornecidos por Cuba para proteger Maduro. Cuba não só fornece guarda-costas, como também amplo apoio de segurança ao regime. "Dentro do perímetro imediato de Maduro, provavelmente não havia agentes de segurança venezuelanos e, no perímetro externo, talvez uma mistura de ambos [países]", diz Fitzgerald. O fato de terem se mostrado tão ineficazes também levantou questões sobre se alguns elementos do regime facilitaram a missão de alguma forma. As forças americanas também conseguiram alcançar Maduro enquanto ele tentava se trancar em uma sala fortificada, mas antes que pudesse fechar a porta. Eles tinham maçaricos e explosivos prontos para abrir a porta, se necessário, mas a rapidez da prisão sugere, mais uma vez, um conhecimento incrivelmente detalhado da planta do complexo. O plano Antes da operação, a CIA realizou uma avaliação confidencial, analisando o que poderia acontecer caso Maduro fosse deposto. Os analistas examinaram diversas opções e, segundo relatos, concluíram que trabalhar com elementos do regime vigente oferecia uma chance maior de estabilidade do que tentar instalar a oposição exilada no poder. Isso ajudou a consolidar a ideia de que os EUA deveriam colaborar com Delcy Rodríguez, a vice-presidente. Acredita-se que houve contatos secretos e não oficiais com elementos do regime de Maduro antes da operação, para discutir como as diferentes partes poderiam se posicionar diante de possíveis cenários. Os detalhes exatos desses contatos permanecem um mistério, mas provavelmente explicam muito sobre por que a missão foi realizada, por que foi bem-sucedida e qual é o plano para o futuro.

China teria invadido sistemas de e-mail de assessores do Congresso dos EUA, diz jornal

Publicado em: 08/01/2026 10:38

Bandeiras da China e dos Estados Unidos em imagem de arquivo de encontro diplomático de representantes dos países em abril Jason Lee/Reuters Um grupo de hackers ligado à China comprometeu sistemas de e-mail usados por assessores de comissões influentes da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, informou o jornal "Financial Times nesta quarta-feira (7), citando pessoas familiarizadas com o assunto. Segundo a reportagem, o grupo, apelidado de Salt Typhoon, acessou sistemas de e-mail utilizados por alguns assessores da comissão da Câmara sobre a China, além de auxiliares de painéis responsáveis por temas como relações exteriores, inteligência e forças armadas. O FT não informou quais assessores específicos teriam sido alvo da ação. A Reuters afirmou que não conseguiu verificar imediatamente as informações. Procurado, o porta-voz da Embaixada da China em Washington, Liu Pengyu, condenou o que chamou de “especulações e acusações infundadas”. O FBI se recusou a comentar. A Casa Branca e os escritórios das quatro comissões que teriam sido alvo da operação de vigilância não responderam de imediato aos pedidos de comentário. O Financial Times citou uma pessoa familiarizada com a campanha dizendo que não estava claro se os invasores chegaram a acessar e-mails de parlamentares. As invasões teriam sido detectadas em dezembro. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Parlamentares dos Estados Unidos e seus assessores, especialmente os que supervisionam as amplas estruturas militares e de inteligência do país, são há muito tempo alvos prioritários de espionagem cibernética. Relatos de ataques ou tentativas de invasão surgem periodicamente. Em novembro, o sargento de armas do Senado notificou diversos gabinetes do Congresso sobre um “incidente cibernético”, no qual hackers podem ter acessado comunicações entre o Escritório de Orçamento do Congresso — órgão apartidário que fornece dados financeiros essenciais aos parlamentares — e alguns escritórios do Senado. Em 2023, o Washington Post informou que dois parlamentares seniores dos EUA estavam entre os alvos de uma operação de hacking ligada ao Vietnã. Os hackers do grupo Salt Typhoon, em particular, há anos preocupam a comunidade de inteligência dos Estados Unidos. Os espiões — que, segundo as autoridades, atuariam a serviço da inteligência chinesa — são acusados de coletar dados de grandes volumes de comunicações telefônicas de americanos e de interceptar conversas, inclusive entre políticos influentes e autoridades do governo dos EUA. Pequim nega repetidamente estar por trás das ações de espionagem. No início do ano passado, os Estados Unidos impuseram sanções ao suposto hacker Yin Kecheng e à empresa de segurança cibernética Sichuan Juxinhe Network Technology, acusando ambos de envolvimento com o grupo Salt Typhoon.

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Defesa Civil confirma ataque hacker em sistema de alertas em Rondônia

Publicado em: 07/01/2026 11:14

Mensagem falsa enviada pelo canal da Defesa Civil Reprodução A Defesa Civil de Rondônia confirmou que o sistema de envio de alertas à população foi alvo de um ataque hacker na última segunda-feira (5). O problema aconteceu na plataforma IDAP, usada para disparar mensagens de emergência. De acordo com o órgão, as credenciais de alguns usuários ligados a Defesa Civil vazaram. Com isso, o invasor conseguiu entrar no sistema e encaminhar dois alertas falsos para moradores de Rondônia, com o título “Chuvas Intensas – Alagamento – Risco Muito Alto” e com o texto contendo mensagem para que as pessoas seguissem uma conta nas redes sociais. O ataque foi percebido rapidamente, assim que os avisos chegaram aos celulares da população e também aos membros das Defesas Civis estaduais e municipais. Como o texto não seguia o padrão oficial, a inconsistência foi logo identificada e comunicada à Defesa Civil Nacional, que passou a acompanhar o caso. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do DF em tempo real e de graça De acordo com o órgão, não foi possível descobrir quem realizou o ataque nem de onde ele partiu, e as investigações seguem com os órgãos responsáveis. Para evitar novos problemas, todos os acessos à plataforma foram bloqueados de forma preventiva. Os usuários receberam a orientação de criar novas senhas individuais para voltar a utilizar o sistema. O órgão também garantiu que não houve vazamento de dados pessoais da população cadastrada para receber os alertas, como números de telefone ou outras informações sensíveis. O ataque se limitou ao uso indevido das credenciais de operadores do sistema, sem comprometer a base de dados dos cidadãos. Veja vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA TAMBÉM: Mais de 4,3 mil vagas estão disponíveis em concurso para professores e técnicos em RO VÍDEO: Morador se aventura de caiaque em ruas alagadas após forte chuva em Vilhena, RO

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