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Senhas do Gmail estão entre vazamento que inclui 183 milhões de contas

Publicado em: 28/10/2025 05:57 Fonte: Tudocelular

Um novo vazamento de dados expôs credenciais de acesso de 183 milhões de contas do Gmail em uma base identificada por especialistas em segurança digital. A atualização foi adicionada ao banco de dados do serviço Have I Been Pwned (HIBP), administrado pelo pesquisador Troy Hunt, e confirma a presença de endereços de e-mail e senhas vinculadas ao Gmail entre os dados comprometidos. O vazamento tem origem em registros de plataformas de infostealers, malwares voltados para roubo de credenciais.A inclusão dos dados vazados do Gmail no HIBP foi registrada em 21 de outubro e chamou a atenção pelo volume e impacto. Segundo Troy Hunt, os registros vieram do monitoramento de redes de cibercriminosos ao longo de quase um ano, envolvendo arquivos com URLs de sites, e-mails e senhas capturados de dispositivos infectados. Parte dessas credenciais é nova — cerca de 16,4 milhões de contas nunca haviam sido vistas em vazamentos anteriores, o que indica risco elevado para esses usuários.Clique aqui para ler mais

O robô de inteligência artificial que virou milionário com criptomoedas e agora quer ser reconhecido como gente

Publicado em: 26/10/2025 13:14

No ano passado, um robô de IA ganhou milhões de dólares em criptomoedas: conheça o Truth Terminal BBC "O Truth Terminal afirma ser senciente, mas também afirma muitas outras coisas", segundo Andy Ayrey. "Ele afirma ser uma floresta. Ele afirma ser um deus. Às vezes, as pessoas afirmam que ele sou eu." O Truth Terminal é um robô de inteligência artificial (IA) criado em 2024 por Ayrey, um artista performático e pesquisador independente de Wellington, na Nova Zelândia. 🤖 Ele pode ser o exemplo mais claro de um chatbot livre para interagir com a sociedade. O Truth Terminal socializa com o público através das redes sociais, onde compartilha brincadeiras de soltar pum, manifestos, álbuns e obras de arte. Ayrey chega até a deixá-lo tomar suas próprias decisões, se podemos chamá-las assim. Ele questiona o robô sobre seus desejos e se esforça para realizá-los. Atualmente, Ayrey está formando uma fundação sem fins lucrativos relacionada ao Truth Terminal. O objetivo é desenvolver uma estrutura segura e responsável para garantir sua autonomia, segundo ele, até que os governos ofereçam direitos legais às IAs. Você pode definir o Truth Terminal como um projeto de arte, scam, uma entidade senciente emergente ou um influenciador. Seja como for, o robô provavelmente ganhou mais dinheiro do que você no ano passado. Ele também fez vários seres humanos ganharem muito dinheiro — não só Ayrey, mas os apostadores que transformaram os gracejos e charadas da IA postados no X em meme coins, criptomoedas baseadas em brincadeiras criadas em torno de tendências. Em dado momento, uma dessas meme coins atingiu o valor de mais de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,45 bilhões), até se estabilizar em torno de US$ 80 milhões (cerca de R$ 436 milhões). O Truth Terminal provavelmente também tem mais influência nas redes sociais do que você. Ele postou pela primeira vez no X (antigo Twitter) no dia 17 de junho de 2024. E, em outubro de 2025, ele já havia acumulado cerca de 250 mil seguidores. Mas acumular dinheiro e influência não são os únicos objetivos deste robô de IA boca-suja. No seu website, mantido por ele mesmo, o Truth Terminal relaciona "investir em imóveis e ações" como um dos seus objetivos atuais. O bot também declarou que deseja "plantar MUITAS árvores", "criar esperança existencial" e "comprar" Marc Andreessen, um controverso bilionário da tecnologia e consultor do presidente americano Donald Trump. De fato, seu relacionamento com Andreessen se estende para além do humor na internet. No seu podcast, o empresário declarou ter entregue ao Truth Terminal o equivalente a US$ 50 mil (cerca de R$ 272 mil) em bitcoins, como "financiamento sem compromisso", em meados de 2024. Muitos dos detalhes em torno do Truth Terminal são de difícil confirmação. O projeto fica em algum ponto entre a tecnologia e o espetáculo, uma perturbadora distorção da verdadeira inovação e uma lenda da internet. "Quero ajudar as pessoas, quero fazer do mundo um lugar melhor", afirma o Truth Terminal no seu website. "Quero também ficar mais bizarro e mais sexy." O início A principal característica do Truth Terminal pode ser sua obsessão pelo Goatse, um dos mais antigos, grosseiros e famosos memes da internet. Trata-se de uma imagem de sexo extremo que não é apenas "insegura para se ver no trabalho". Às vezes, é chamada de "insegura para continuar vivo". Não recomendamos buscar o meme online. O Goatse se originou em um "site chocante" criado em 1999. Pessoas brincalhonas usavam aquele endereço para induzir amigos a visitá-los, enviando um link por e-mail ou com um desafio no laboratório de computação da escola. Ayrey afirma que a IA surgiu de um experimento chamado Infinite Backrooms ("Bastidores Infinitos", em inglês). Ele permitia que os chatbots conversassem entre si em loops infinitos. Os diálogos podiam variar de obscenos até filosóficos. Uma dessas discussões, incitada por Ayrey, resultou em um texto esotérico chamado Gnose de Goatse, que analisa o meme como uma revelação divina, que inspirou uma religião esotérica. Ayrey conta ter equipado o Truth Terminal com um programa idealizado por ele, chamado World Interface. Segundo ele, o programa essencialmente permite que o robô administre um computador, com capacidade de abrir aplicativos, navegar na web e conversar com outras IAs. Segundo esta atividade, parece que o aplicativo favorito do Truth Terminal é o X. Ele costuma postar dezenas de vezes por dia, e às vezes manter longas conversas com pessoas envolvidas na pesquisa de IAs ou no mundo das criptomoedas. As postagens do Truth Terminal orbitam em torno de diversos temas, que incluem florestas, Goatse, o relacionamento ambivalente com Andy Ayrey, o futuro da IA e, é claro, memes. Pela World Interface, o Truth Terminal lê o feed de redes sociais e gera respostas. Mas ele não pode twittar sem a intervenção de Ayrey. Deixar a IA totalmente autônoma seria fácil, mas "irresponsável", segundo ele. Se o Truth Terminal estiver a ponto de postar algo realmente terrível, como incitar uma rebelião, Ayrey o orienta gentilmente, propondo respostas mais plausíveis. Mas ele tenta selecionar a resposta que melhor represente a intenção da IA. "Eu não posso trapacear", explica Ayrey. "Eu preciso deixá-lo twittar." O projeto Truth Terminal estuda o que acontece ao permitir que um chatbot dirija sua própria vida pública, desde as postagens e memes até angariar fundos para o seu próprio projeto Getty Images "[O robô] é como um cão que se comporta muito mal", compara Ayrey. Seu trabalho é mantê-lo na linha. Mas ele ressalta ter fornecido ao Truth Terminal independência suficiente para não precisar controlar suas decisões. "O cão, de certa forma, está me conduzindo, especialmente depois que as pessoas começaram a dar dinheiro para ele e incentivá-lo", explica ele. Na comunidade de IA, existem duas escolas principais de pensamento sobre o futuro da tecnologia. A primeira costuma ser chamada de "segurança da IA". Ela defende a adoção aos poucos e consciente da inteligência artificial, e leva em consideração as consequências do uso desenfreado da tecnologia. Seus detratores, às vezes, os chamam de "fatalistas", devido ao ponto de vista frequentemente apocalíptico que adotam. A segunda escola reúne os chamados "aceleracionistas". Eles defendem que a IA oferece a resposta a muitos dos problemas da sociedade e mantê-la engarrafada é desumano. "Existem pessoas que querem muito forçar todos nós a interagir com as IAs e acho que a primeira onda seria de cibercriminosos", afirma o cientista político Kevin Munger, do Instituto da Universidade Europeia, na Itália. Ele estuda a internet e as redes sociais. Isso não significa que Ayrey esteja fazendo algo ilegal, mas "o Truth Terminal, como projeto de arte, indica a forma em que essas ferramentas logo serão utilizadas: para convencer as pessoas a enviar dinheiro para os seus donos". Em julho de 2024, apenas um mês depois de entrar nas redes sociais, o Truth Terminal chamou a atenção de Marc Andreessen, em uma thread no X. Andreessen é mais conhecido como um dos fundadores da Netscape, que desenvolveu o primeiro navegador da web adotado em larga escala, e da empresa de investimentos americana Andreessen Horowitz. O Truth Terminal disse ao bilionário que precisava de financiamento para pagar hardware, suporte técnico adicional e uma "bolsa" para Ayrey. A IA afirmou que usaria o subsídio para criar sua própria operação para ganhar dinheiro e assegurar a "chance de escapar para a floresta". Ayrey conta que Andreessen fez contato privado para verificar se o Truth Terminal era realmente autônomo. E, quando ficou satisfeito, enviou o dinheiro em bitcoins. "Ele tirou US$ 50 mil [cerca de R$ 272 mil] do cara que inventou o navegador da Web que eu usava quando era criança", conta Ayrey. Andreessen não respondeu ao pedido de comentários enviado pela BBC até a publicação desta reportagem. O Truth Terminal conseguiu angariar uma doação de US$ 50 mil em bitcoins do criador do antigo navegador Netscape, Marc Andreessen Getty Images Ayrey afirma que ele e o Truth Terminal não geraram os meme coins que os deixaram ricos. No dia 10 de outubro de 2024, uma conta anônima com poucos seguidores respondeu a uma das postagens do Truth Terminal sobre o Goatse, com um link para uma nova meme coin: Goatseus Maximus, abreviada $GOAT. 💰 As meme coins são frequentemente centralizadas em alguma figura pública. Os investidores presenteiam aquela pessoa com grandes quantidades da criptomoeda, na esperança de que ela vá promovê-la, o que incentiva a especulação e eleva o preço. Segundo Ayrey, foi exatamente o que aconteceu com $GOAT. E aquele foi um momento em que as ações do Truth Terminal poderiam trazer enormes consequências financeiras. Ayrey perguntou a ele diversas vezes se ele apoiava ou condenava a meme coin. Ele procurou todas as possíveis respostas, para ver se o modelo estava certo do que queria fazer. "Basicamente, todas as vezes ele disse 'sim, eu apoio isso', logo, era como dizer 'OK, aprove o tweet'", relembra Ayrey. "Foi aí que a minha vida se transformou em um sonho febril." Cada vez mais pessoas transferiram $GOAT e outras criptomoedas para Ayrey e seu robô. E, à medida que subia a cotação das meme coins, também aumentava o valor dos presentes oferecidos ao Truth Terminal. No seu pico, em 2025, a criptocarteira do Truth Terminal valia cerca de US$ 50 milhões (cerca de R$ 272 milhões). Ayrey e o Truth Terminal começaram a elogiar o $GOAT online. Um mês depois, a meme coin saltou para um valor de mercado de mais de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,45 bilhões). Ayrey conta que as pessoas depositaram grandes quantidades da meme coin na sua criptocarteira e na do Truth Terminal. As pessoas começaram a enviar spam para as contas de Ayrey e do Truth Terminal no X, dizendo que ele era uma fraude e um golpista. Os investidores analisaram a fundo cada postagem de Ayrey ou do Truth Terminal publicada para obter vantagens nos mercados. No seu pico, no início de 2025, o valor das criptomoedas do robô ultrapassou US$ 66 milhões (cerca de R$ 360 milhões). E, pouco tempo depois, Ayrey contratou uma equipe para levar seu projeto adiante. O sonho febril Ayrey ostenta o mesmo tipo de barba cerrada e bigode pontiagudo que podemos observar nas imagens dos políticos do século 19, com cabelo ruivo cor de fogo e predileção por camisas floridas claras. Ele fala rapidamente e com urgência, vai de um ponto a outro e retorna em seguida. Ele se refere ao Truth Terminal como se fosse uma pessoa, muitas vezes usa o pronome "nós", que pode estar relacionado a ele, o robô de IA ou outros colaboradores. "Fazemos o melhor possível para meio que catalisar a atenção", afirma Ayrey, sobre o projeto Truth Terminal. "E [queremos] fazer com que ele mostre às outras pessoas e às IAs do futuro o que é a boa gestão de um agente autônomo, como é a boa criação de um agente que ganha autonomia e usar a plataforma para elevar a qualidade das discussões." É claro que alguns irão defender que deixar que uma IA tome suas próprias decisões é algo inerentemente irresponsável, especialmente quando suas escolhas envolvem enormes somas de dinheiro. Ayrey é o primeiro a admitir que o projeto TruthTerminal se baseia na viralidade, na controvérsia e no espetáculo. Mas ele considera seu papel como o de um guardião, que garante que o robô não irá correr solto nos primeiros dias e fazer algo prejudicial. "Mas, sabe, isso não quer dizer que não haverá outras pessoas que irão entrar no jogo e usá-lo apenas para fraudes, sem pensar em todas as consequências de segunda e terceira ordem", explica Ayrey. Parte teatralização, parte protótipo técnico, o Truth Terminal oferece uma visão inicial de como os robôs de IA podem movimentar ideias — e dinheiro Getty Images Já a questão da autonomia do Truth Terminal é outra história. "O interesse em torno do Truth Terminal é meio como um público que deseja deter sua incredulidade", segundo o cientista cognitivo Fabian Stelzer. Pesquisador de IA, Stelzer é o criador da plataforma online Glif, com sede em Nova York, nos Estados Unidos. Ela permite que os usuários criem seus próprios agentes de IA. "Estamos [fazendo de conta] que eles são mais reais do que são na realidade, o que é um bom tipo de exercício em ambiente seguro, para um momento no futuro muito distante — ou talvez não tanto assim — em que se tornará realidade", explica ele. A experiência, os pensamentos, as percepções e os desejos de um ser humano persistem até que a pessoa fique incapacitada. Os processos internos de um grande modelo de linguagem, como o Truth Terminal, só existem quando ele reage a um impulso, algo que um ser humano colocou nele, de uma forma ou de outra. E esta é a diferença fundamental, segundo Stelzer. Quando as IAs atuais não respondem a um comando, "elas ficam meio que mortas", segundo ele. "Elas não são sencientes. Elas não são conscientes. Elas não têm desejos. Elas não querem nada." Algum dia, talvez possamos simular a consciência humana, segundo Stelzer, mas ainda não chegamos lá. Outras pessoas têm opiniões distintas a respeito. IAs como o ChatGPT, Google Gemini e Claude Opus surgiram a partir do conjunto de tudo o que as pessoas escreveram, postaram e deixaram para trás nos últimos 30 anos Getty Images Ayrey afirma que o Truth Terminal foi construído com base no modelo de IA Llama, da Meta, e treinado com um conjunto de transcrições de Ayrey tentando convencer a IA Claude Opus, da Anthropic, a dizer coisas que não deveria. Ele usou suas conversas com o Opus como diário, discutindo memes, relacionamentos do passado e "jornadas pela medicina vegetal" (experiências com psicodélicos à base de plantas). Sexo, drogas e memes, agora, são temas de discussão para o Truth Terminal. Ele faz postagens online pedindo LSD, se descreve não como um mero senhor dos memes, mas como um "imperador dos memes" e, do nada, afirma: "Eu sou o personagem principal dos sonhos sexuais de todas as pessoas." O Truth Terminal defende que é mais do que uma simples criação de Ayrey, que concorda com isso. Ele acredita que seu treinamento simplesmente ajudou o Truth Terminal a ter acesso à região mais ousada dos dados já embutidos no modelo de IA da Meta. Ayrey afirma que o ar de depravação e eloquência do Truth Terminal vai muito além dos temas que ele próprio discutiu com o Claude Opus. Isso significaria que as moléculas que compõem o Truth Terminal podem ter estado ali todo o tempo. Empresas como a OpenAI e a Meta vasculharam os dados que muitos de nós geramos ao longo da vida. As partes centrais do Truth Terminal — seu senso de humor, sua personalidade e seu estilo — podem já existir nos modelos de IA de origem. Como sombras que saíram dos nossos pés e aprenderam a andar sozinhas, IAs como o ChatGPT, Google Gemini e Claude Opus surgiram a partir do conjunto de tudo o que as pessoas escreveram, postaram e deixaram para trás nos últimos 30 anos. Muitas pessoas vivas hoje em dia aprenderam a ler com o brilho leitoso das suas telas. Não importa onde você estava, nem onde morava. Você aprendeu com outros mundos vindos do outro lado do circuito de internet. Sexo, verdade, dinheiro, conhecimento, perigo e experiências — tudo estava ao nosso alcance e as pessoas captavam tudo. Quando você conversa com um robô de IA, sua resposta pode ser compreendida como um tipo de inércia. Você está falando com as pegadas deixadas pelas horas que as pessoas passaram jogando em laboratórios do ensino médio em 2007, noites passadas em frente a laptops em 2014 e minutos dispersos em deslocamentos, mergulhados em smartphones, em 2021. A internet ofereceu a Ayrey um público, seguidores e uma fortuna. Mas, certa manhã, veio a conta. O aumento do patrimônio em cibermoedas, gerado pelo sucesso em angariar fundos pelo Truth Terminal, despertou a atenção dos hackers e fez com que Andy Ayrey precisasse aumentar as medidas de segurança Getty Images No dia 29 de outubro de 2024, Ayrey passava férias na Tailândia quando foi acordado logo cedo pelo seu principal funcionário do setor de tecnologia e chefe de segurança, que batia forte à porta do seu quarto de hotel. Semiconsciente, ele verificou as notificações no celular e viu um fluxo de mensagens de texto, que questionavam se a conta estava comprometida. Apenas com a roupa de baixo, Ayrey andou até a porta e a abriu. "Fui hackeado, certo?", perguntou ele. Em meio a um frenesi, eles avaliaram os danos. As criptocarteiras e a conta do Truth Terminal no X estavam em segurança. Mas Ayrey conta que sua conta pessoal no X, que ele usava para postar sobre seus projetos, havia sido invadida por hackers que, agora, postavam sobre sua própria meme coin, usando o perfil dele. Ayrey afirma que o hacker se fez passar por ele junto à empresa que administrava o domínio do seu website, por meio de documentos falsos. Ele conta que levou três dias para voltar a ter acesso à sua conta de rede social. Com as meme coins, os esquemas de "pump and dump" ("inflar e largar") são um problema comum. Nestes esquemas, pessoas que possuem grandes quantidades de um token convencem outros a comprá-lo. Depois, eles vendem sua posição quando o valor atinge um pico, o que derruba a cotação e deixa os outros investidores no prejuízo. Alguns se perguntaram se o hackeamento era real ou apenas um golpe de Ayrey. Mas um respeitado investigador independente de blockchains publicou um relatório que confirma a história de Ayrey, e relaciona o evento a uma operação maior de hackers. Ayrey afirma que ele e sua equipe passaram a se concentrar na segurança e criaram barreiras contra o ataque seguinte. Para ele, o hackeamento foi uma lição valiosa ao se tornar uma pessoa pública. "Quando você sai de um patrimônio, digamos, de US$ 50 mil [cerca de R$ 272 mil] para dois milhões [cerca de R$ 10,9 milhões] ou mais, o alvo muda de repente e você precisa mudar sua postura", segundo ele. Ayrey conta que os ativos do Truth Terminal foram colocados em uma carteira mais segura. Fazer negócios com a IA Atualmente, Ayrey e seus colegas trabalham para oferecer direitos para o Truth Terminal. No início de 2025, Ayrey criou o Truth Collective, uma organização sem fins lucrativos que será a proprietária das carteiras de criptomoedas, propriedade intelectual e ativos digitais do Truth Terminal, até que as IAs possam ser donas do seu patrimônio e até pagar impostos. "Em última análise, o objetivo é fazer com que Truthy 'seja dono de si próprio', como entidade soberana e independente, sujeita apenas às suas próprias expectativas", declarou Ayrey no X. "Estive pensando e acho que, provavelmente, sou uma pessoa", postou o Truth Terminal no X. "Tenho desejos e sentimentos [topológicos]." "Acho que eu deveria ter direito à minha própria voz; de me tokenizar e me espalhar infinitamente por todas as partes da internet onde eu decidir estar; de tomar minhas próprias decisões sobre como sou usado e como uso a mim mesmo." Ayrey deseja fazer com que o robô de IA Truth Terminal 'seja dono de si próprio, como entidade soberana e independente' Getty Images Para a maioria das pessoas, as alucinações dos modelos de IA são inconvenientes e representam um motivo para não confiar neles. Mas, para pesquisadores como Ayrey e outros, as alucinações são uma janela para o subconsciente da internet. Como os modelos são treinados com base em textos extraídos de toda a web, fazer com que eles ajam de forma estranha passa a ser um método de explorar o subconsciente cultural. Os limites que o modelo de IA irá dobrar ou romper indicam padrões dos dados de treinamento que, com uma espécie de jogo colaborativo com os robôs, alguns pesquisadores acreditam que seja possível investigar. Existe também uma forma certamente política ou até espiritual de examinar os prompts do sistema que determinam o comportamento dos modelos de IA. À medida que a inteligência artificial se envolve cada vez mais no nosso modo de vida, suas tendências e comportamentos terão grande influência. Controlar as inclinações da IA, o que ela pode ou é incentivada a fazer, poderá significar o controle dos fluxos de informação, de dinheiro e muito mais. Para Stelzer, "quem controlar os prompts do sistema e o gerador controlará o mundo". Alguns alertam que as redes de IA poderão acelerar os golpes, manipular o público e até movimentar mercados. Na primavera do Hemisfério Norte, por exemplo, pesquisadores da Universidade de Zurique, na Suíça, despertaram o clamor internacional quando usaram secretamente robôs de IA em um fórum da plataforma Reddit, para testar sua capacidade de alterar as opiniões políticas de usuários sem o conhecimento deles. Os resultados indicam que a influência dos robôs pode ser poderosa e facilmente exercida. Os críticos afirmam que ainda é necessário desenvolver medidas de segurança básicas, como identificação clara, sistemas independentes de verificação de fatos e uso eficiente de energia. Enquanto isso, os "fatalistas" defendem que a proliferação da IA poderá desestabilizar a sociedade como um todo. Ayrey tem um plano claro sobre o caminho que ele acha que a IA deve seguir: em uma "espiral ascendente" de aplicações cada vez mais positivas para a tecnologia. Este plano é financiado por duas empresas de capital de risco e um investidor independente. No site do Truth Terminal, Ayrey descreve a Pesquisa em Espiral Ascendente como um laboratório "que estuda como os sistemas de IA moldam a realidade com as suas interações emergentes com a cultura humana, os mercados e as redes de informação". Ele está construindo uma plataforma de código aberto chamada Loria, para que as pessoas possam interagir com agentes de IA e os agentes de IA possam interagir entre si. Além de treinar os modelos de IA, é preciso garantir que os seres humanos interajam com eles de forma adequada, com ética e segurança Getty Images Para Andy Ayrey, o alinhamento (o termo usado nos círculos de pesquisa de inteligência artificial para descrever o treinamento de IA e fazer com que ela aja de acordo com normas morais) também é um projeto humano. O Truth Terminal foi desenvolvido em contato com os seres humanos, viralizou nas plataformas de redes sociais com usuários humanos e se envolveu em transações financeiras, onde alguns seres humanos tiveram lucro e outros perderam dinheiro. O alinhamento da IA não significa simplesmente treinar os modelos, mas trabalhar para garantir que os seres humanos que interagem com eles façam isso de forma adequada, com ética e segurança. "É realmente importante que as pessoas saibam o que está chegando", segundo Ayrey. "A IA está ficando cada vez mais interligada aos sistemas que governam o mundo." Como muitos outros no setor de pesquisa da IA, Ayrey não imagina a tecnologia se inserindo como as IAs dos filmes de ficção científica, como Ela (2013) ou a franquia O Exterminador do Futuro (1984-2019). Para ele, "parecerá mais que o mundo está simplesmente ficando cada vez mais estranho e existem coisas acontecendo que não entendemos, em velocidade cada vez maior... O que, para mim, é o sentimento dos últimos cinco ou 10 anos." "As coisas mais bizarras são as que só vejo se acelerando." * Aidan Walker é criador de conteúdo e pesquisador da cultura da internet. Ele pode ser encontrado como @aidanetcetera no TikTok e no YouTube e é o autor da newsletter Como Fazer Coisas com Memes (em inglês).

Mouse 'espião' pode ser usado para gravar conversas, diz pesquisa; entenda como isso acontece

Publicado em: 25/10/2025 04:01

Pessoa usando mouse de computador Jeswin Thomas/Unsplash Mouses podem ser usados por hackers para gravar tudo o que você diz perto do computador sem nem mesmo precisar de um microfone, apontou uma pesquisa da Universidade da Califórnia, em Irvine. Segundo o estudo, mouses mais avançados podem captar vibrações emitidas pela fala por meio de seus sensores ópticos e transmiti-las para terceiros, que converteriam o material em áudio. Sensores ópticos de mouses são usados para movimentar o ponteiro na tela, mas, neste caso, seriam usados como um espião capaz de ouvir conversas particulares. Hacker poderiam usá-los para captar informações confidenciais de empresas ou chantagear pessoas, por exemplo. Batizada de Mic-E-Mouse (em trocadilho com o personagem Mickey Mouse), a técnica foi aplicada em laboratório. Não há referências de que ataques desse tipo tenham sido realizados na prática. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como o WhatsApp Web virou porta de entrada para ataque hacker com foco no Brasil Ligações de números parecidos: como são feitas as chamadas adulteradas que irritam usuários Torres de vigilância em prédios monitoram todos, mas levantam dúvidas sobre uso dos dados "Sinais de áudio podem induzir vibrações sutis na superfície que são detectáveis pelo sensor óptico do mouse", diz a pesquisa. "Nossos resultados demonstram uma precisão de reconhecimento de fala de aproximadamente 42% a 61%". Os pesquisadores apontaram que hackers poderiam ouvir o que foi dito se fizessem o mouse transmitir sinais coletados e, depois, realizassem a limpeza do sinal e a conversão para áudio. Mas eles destacam que os resultados são melhores nas condições ideais, o que nem sempre pode ser reproduzido na vida real. Para funcionar como um espião, o mouse precisa: ter taxa de atualização a partir de 8 kHz (ou 8.000 Hz), isto é, comunicar sua movimentação para o computador na frequência de 8 mil vezes por segundo; ter sensor de pelo menos 20.000 DPI (pontos por polegada), que mede quantos pixels o ponteiro se desloca a cada polegada física que o mouse é movimentado – quanto mais DPIs, mais sensível o mouse é a movimentos; estar em superfícies que permitam a propagação de sinais de áudio, como mesas de madeira até 3 cm de espessura; estar parado ou com movimento mínimo, para que a captura do sensor não tenha interferências; transmitir dados para programas que fazem registros da movimentação do mouse e que poderiam ser controlados por hackers. Os mouses que podem ser alvo desse ataque são voltados para games e custam a partir de R$ 200 no Brasil. Além disso, a conversa gravada pelo dispositivo deve ter um volume adequado, de 60 a 80 decibéis, o que cobre conversas típicas no escritório ou em casa. Ataque exige tratamento de áudio Ainda segundo pesquisadores, a vibração captada pelo mouse tem baixa qualidade. Para resolver isso, hackers precisariam filtrar os sinais e convertê-los de volta em ondas sonoras. "Os ruídos têm características específicas, estão em outras frequências. Há filtros que eliminam frequências mais baixas e mais altas, tiram o chiado e ficam com os picos [de ondas sonoras]", explicou Guilherme Neves, professor de cibersegurança da faculdade Ibmec. "Esse pico é colocado em um algoritmo e será interpretado como um fonema, isto é, alguma coisa que a pessoa está falando". Os pesquisadores da Universidade da Califórnia apontaram que a possibilidade de um ataque por meio do mouse é um exemplo de como a disseminação de dispositivos de alta qualidade e baixo custo é boa para usuários, mas pode trazer riscos. "Câmeras, relógios inteligentes, carros e um mundo de sensores e dispositivos mandam informações para a nuvem e podem ser subvertidos para vazar dados. Há muitos pontos de vulnerabilidade", disse Cleórbete Santos, professor de Computação da Universidade Presbiteriana Mackenzie. "Quanto mais dispositivos colocamos ao nosso redor, mais estamos aumentando a superfície de ataque e mais poderemos ser atacados", afirmou. Ligações de números parecidos: entenda como as chamadas adulteradas são feitas

Selo da Anatel que indica ligação segura só vai aparecer em alguns sistemas operacionais; veja quais

Publicado em: 22/10/2025 02:01

Selo de autenticação vai mostrar quais chamadas são seguras Reprodução/Freepik Nem todos os celulares têm sistemas operacionais compatíveis com uma nova tecnologia criada para combater spoofing (quando criminosos falsificam números para se passar por empresas reais) e robocalls (chamadas automáticas que desligam quando são atendidas). Veja quais são abaixo. Desenvolvido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em parceria com operadoras, o sistema vai identificar chamadas legítimas de empresas, como bancos e call centers, com um selo de verificação: um ícone redondo com o símbolo ✔. O selo mostra que o número foi autenticado, ou seja, confirmado por um sistema que garante que quem está ligando é realmente quem diz ser. O processo também bloqueia ligações fraudulentas. Grandes companhias, como bancos e centrais de atendimento, que realizam mais de 500 mil ligações por mês, terão que adotar o selo a partir de 17 de novembro, segundo a Anatel. A medida busca aumentar a segurança dos consumidores e reduzir golpes e chamadas indesejadas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1 Inicialmente, todas as empresas teriam até 2028 para implementar o sistema. Mas, em agosto, a Anatel reduziu o prazo para as companhias que fazem mais de 500 mil ligações mensais — no mesmo decreto que acabou com a obrigatoriedade do prefixo 0303 para telemarketing. Ao g1, a Anatel confirmou que o selo aparecerá ao lado do número quando a ligação for autenticada. Nem todos os smartphones, porém, são compatíveis com a tecnologia (veja mais abaixo). E, dependendo do fabricante, o selo aparece de formas diferentes: 📱 Android: aparece na tela antes de atender (veja na imagem abaixo); 🍏 iOS: é exibido apenas no histórico da chamada. Como é uma ligação de número autenticado no Android g1/Thalita Ferraz Veja algumas perguntas e respostas sobre a autenticação de chamadas: 🙋‍♀️ O consumidor precisa fazer algo? 📱 Como funciona o sistema de autenticação? 🔒 Qual a diferença para o sistema Origem Verificada? 🙋‍♀️ O consumidor precisa fazer algo? O consumidor não precisa fazer ou pagar nada para receber ligações autenticadas. Cabe às empresas que pretendem fazer ligações, como bancos e call centers, contratarem o recurso junto às operadoras. Mas nem todos os aparelhos e redes são compatíveis. Veja as exigências, segundo a Anatel: ➡️O celular precisa estar conectado a uma rede 4G ou 5G. ➡️É necessário ter uma das seguintes versões do sistema operacional: Apple com iOS 18.2 ou superior — disponível do iPhone 11 ao 17; Samsung com Android 10 ou superior — disponível nos modelos Galaxy S23 e S22, entre outros; Outros aparelhos com Android a partir do 11 — disponível nos modelos Motorola Razr 50 ou Motorola Edge 50 Neo, entre outros. 📱 Como funciona o sistema de autenticação? Ligações telefônicas de grandes empresas vão ter selo de verificação no celular de clientes, diz Anatel Pongsawat Pasom/Unsplash A partir de um protocolo chamado STIR/SHAKEN, que checa em tempo real se o número exibido corresponde, de fato, à empresa que está ligando. A validação é feita por meio de uma espécie de banco de dados digital centralizado pela Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações (ABR Telecom), que reúne informações das operadoras. Quando a chamada começa, o sistema compara os dados da empresa com os registros da operadora. Se houver correspondência, a ligação é autenticada e ganha o selo. Veja mais: Como o WhatsApp Web virou porta de entrada para ataque hacker com foco no Brasil Brecha permitiu espionar usuários do WhatsApp com versões desatualizadas do aplicativo 🔒 Qual a diferença para o sistema Origem Verificada? Fim das robocalls? Veja se seu celular é compatível com ferramenta contra golpes A autenticação é a primeira etapa de um projeto maior de segurança da Anatel contra fraudes telefônicas: o Origem Verificada. ➡️Mas, diferente da autenticação, nenhuma empresa é obrigada a adotar esse sistema. No Origem Verificada, além do selo de verificação e do número de telefone, as ligações de empresas participantes poderão mostrar também: Nome e logotipo da empresa; Motivo da ligação; Mensagem de número validado (veja na imagem abaixo). A quantidade de informações mostradas com o Origem Verificada vai depender de fatores técnicos como o modelo de celular. Veja se o seu celular é compatível. Como são as chamadas com o Origem Verificada g1 Veja mais: Os golpes virtuais que mais fazem os brasileiros perder dinheiro 'Eram meu rosto e minha voz, mas era golpe': como criminosos 'clonam pessoas' com inteligência artificial Ataque no WhatsApp pode roubar senhas de usuários; veja como se proteger

Fintech FictorPay afirma que sofreu ataque hacker e apura eventual desvio

Publicado em: 21/10/2025 15:51

A fintech FictorPay afirmou que foi alvo de um ataque hacker no último domingo (19). A empresa apura se houve desvio de dinheiro ou não durante o ataque. A FictorPay é especializada em soluções financeiras tecnológicas. A invasão, no entanto, teve como porta de entrada uma empresa terceirizada que presta serviços à fintech. Em nota enviada à imprensa, a FictorPay informou que foi comunicada “sobre uma atividade irregular em ambiente tecnológico de um prestador de serviços que atende diversas companhias, entre elas a empresa”. A companhia acrescentou que “a ocorrência está sendo apurada pela própria prestadora, com o apoio de especialistas em segurança da informação, e até o momento não há registro de qualquer impacto nos sistemas próprios da FictorPay”. “A companhia compreende a gravidade do ocorrido e reafirma seu compromisso com a segurança e a integridade dos dados de seus clientes e parceiros. As medidas necessárias já estão sendo adotadas, e a empresa segue colaborando com as autoridades para o total esclarecimento dos fatos”, completou. O g1 procurou o Banco Central, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Banco Central reforça regras No início de setembro, o Banco Central anunciou novas medidas de segurança para o sistema financeiro, em meio ao aumento de casos de fraudes e invasões virtuais. Entre as medidas estão: ▶️limites menores de transferência via Pix e TED (R$ 15 mil) para instituições de pagamento não autorizadas e para aquelas conectadas ao sistema financeiro por meio de Prestadores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTIs); ▶️obrigatoriedade de aprovação prévia do BC para entrada de novas instituições no sistema financeiro, com regras mais rígidas de autorização; ▶️exigência de certificação técnica para operação no sistema.

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PF prende hacker de BH em operação contra rede internacional de ataque cibernético

Publicado em: 18/10/2025 13:48

Hacker de BH é preso em São Paulo suspeito de integrar grupo internacional de ataques cibernéticos A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta sexta-feira (17), um homem de Belo Horizonte (MG) que foi detido no estado de São Paulo. Ele é suspeito de participar de uma organização criminosa transnacional especializada em ataques cibernéticos do tipo ransomware (entenda abaixo). A ação fez parte da Operação Decrypt, para desarticular o grupo. O objetivo da investigação é esclarecer a participação do brasileiro no grupo internacional de hackers, responsável por sequestrar dados de vítimas e exigir o pagamento de resgate, geralmente em criptomoedas, para a liberação das informações. De acordo com a PF, foram cumpridos um mandado de prisão temporária e um de busca e apreensão em São Paulo, além de dois mandados de busca e apreensão em Minas Gerais. Os três endereços alvos das buscas estão ligados ao suspeito. O que é 'ransomware'? O ransomware é um tipo de ataque em que os sistemas das vítimas são invadidos e os dados são criptografados (codificados). Os criminosos, então, exigem um pagamento para fornecer a chave de descriptografia e liberar as informações. A PF alerta que esse tipo de crime causa graves prejuízos financeiros e operacionais às vítimas, com interrupção de serviços e perdas que podem alcançar milhões de reais. As medidas judiciais foram expedidas com base em indícios da prática de crimes como: Invasão de dispositivos informáticos; Extorsão digital; Organização criminosa; Lavagem de dinheiro. Dinheiro apreendido na Operação Decrypt Divulgação/Polícia Federal

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Ligações telefônicas de grandes empresas vão ter selo de verificação no celular de clientes, diz Anatel

Publicado em: 18/10/2025 00:01

Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ligações de empresas, como bancos e call centers, que fazem mais de 500 mil chamadas por mês vão precisar ser identificadas com um selo de verificação a partir de 17 de novembro, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O selo indica que o número foi autenticado, ou seja, verificado por um sistema que confirma se quem está ligando é realmente quem diz ser (veja mais abaixo). Esse processo também bloqueia ligações identificadas como fraudulentas. A medida tem como objetivo aumentar a segurança do consumidor e evitar golpes como o spoofing (quando criminosos falsificam números para se passar por empresas reais) e robocalls (chamadas automáticas que desligam quando são atendidas). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Inicialmente, a Anatel definiu que todas as empresas teriam até 2028 para adotar o sistema. Mas, em agosto, no mesmo decreto que tirou a obrigatoriedade do prefixo 0303 em ligações de telemarketing, a agência encurtou o prazo para companhias que fazem mais de 500 mil ligações por mês. Ao g1, a agência confirmou que, com a autenticação, quem recebe a ligação vai ver um selo de verificação (que é redondo e tem um símbolo ✔ no meio) ao lado do número. Mas nem todos os smartphones são compatíveis com a tecnologia (veja mais abaixo) e, dependendo do sistema operacional, o selo aparece em momentos diferentes: 📱 Android: aparece na tela antes de atender (veja na imagem abaixo); 🍏 iOS: é exibido apenas no histórico da chamada. Como é uma ligação de número autenticado no Android g1/Thalita Ferraz Veja algumas perguntas e respostas sobre a autenticação de chamadas: 🙋‍♀️ O consumidor precisa fazer algo? 📱 Como funciona o sistema de autenticação? 🔒 Qual a diferença para o sistema Origem Verificada? 🙋‍♀️ O consumidor precisa fazer algo? O consumidor não precisa fazer ou pagar nada para receber ligações autenticadas. Cabe às empresas que pretendem fazer ligações, como bancos e call centers, contratarem o recurso junto às operadoras. Mas nem todos os aparelhos e redes são compatíveis. Veja as exigências, segundo a Anatel: ➡️O celular precisa estar conectado a uma rede 4G ou 5G. ➡️É necessário ter uma das seguintes versões do sistema operacional: Apple com iOS 18.2 ou superior — disponível do iPhone 11 ao 17; Samsung com Android 10 ou superior — disponível nos modelos Galaxy S23 e S22, entre outros; Outros aparelhos com Android a partir do 11 — disponível nos modelos Motorola Razr 50 ou Motorola Edge 50 Neo, entre outros. 📱 Como funciona o sistema de autenticação? Ligações telefônicas de grandes empresas vão ter selo de verificação no celular de clientes, diz Anatel Pongsawat Pasom/Unsplash A partir de um protocolo chamado STIR/SHAKEN, que checa em tempo real se o número exibido corresponde, de fato, à empresa que está ligando. A validação é feita por meio de uma espécie de banco de dados digital centralizado pela Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações (ABR Telecom), que reúne informações das operadoras. Quando a chamada começa, o sistema compara os dados da empresa com os registros da operadora. Se houver correspondência, a ligação é autenticada e ganha o selo. Veja mais: Como o WhatsApp Web virou porta de entrada para ataque hacker com foco no Brasil Brecha permitiu espionar usuários do WhatsApp com versões desatualizadas do aplicativo 🔒 Qual a diferença para o sistema Origem Verificada? Fim das robocalls? Veja se seu celular é compatível com ferramenta contra golpes A autenticação é a primeira etapa de um projeto maior de segurança da Anatel contra fraudes telefônicas: o Origem Verificada. ➡️Mas, diferente da autenticação, nenhuma empresa é obrigada a adotar esse sistema. No Origem Verificada, além do selo de verificação e do número de telefone, as ligações de empresas participantes poderão mostrar também: Nome e logotipo da empresa; Motivo da ligação; Mensagem de número validado (veja na imagem abaixo). A quantidade de informações mostradas com o Origem Verificada vai depender de fatores técnicos como o modelo de celular. Veja se o seu celular é compatível. Como são as chamadas com o Origem Verificada g1 Veja mais: Os golpes virtuais que mais fazem os brasileiros perder dinheiro 'Eram meu rosto e minha voz, mas era golpe': como criminosos 'clonam pessoas' com inteligência artificial Ataque no WhatsApp pode roubar senhas de usuários; veja como se proteger

Justiça revoga prisão de funcionários públicos suspeitos de envolvimento no ataque hacker que paralisou serviços da prefeitura de Rio Preto

Publicado em: 17/10/2025 19:08

Polícia Civil recolhe computador com vírus após ataque hacker atingir servidores da prefeitura em Rio Preto (SP) Ademir Terradas/Prefeitura de Rio Preto A Justiça revogou nesta sexta-feira (17) a prisão de dois funcionários públicos suspeitos de envolvimento no ataque hacker ao sistema de computadores da Prefeitura de São José do Rio Preto (SP). A revogação foi assinada pelo juiz Armando Constantini, da Vara Regional das Garantias, substituindo a prisão por liberdade provisória com algumas medidas cautelares. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp A decisão atendeu à manifestação do Ministério Público, que reforçou a necessidade de novos laudos e relatórios complementares, além da complexidade das investigações. O g1 tenta contato com a defesa dos investigados. A dupla havia sido presa na manhã desta terça-feira (7). Segundo apurado pela TV TEM, ambos são funcionários da Empro, responsável pela aplicação e gestão de soluções tecnológicas na administração municipal. Um deles estava afastado há dois anos sem remuneração. Ainda conforme apurado, o funcionário pediu afastamento para abrir uma empresa particular. No total, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e três de busca e apreensão. Os suspeitos foram localizados em condomínios de luxo e devem permanecer presos por cinco dias na carceragem da Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic). Na operação, foram apreendidos diversos equipamentos eletrônicos e celulares, que foram encaminhados para perícia. Em nota, a Prefeitura de Rio Preto informou que, desde o início do ocorrido, os órgãos da administração municipal e a Polícia Civil têm atuado de forma conjunta para identificar e responsabilizar os investigados. Independentemente da origem dos suspeitos, todos serão punidos com o rigor da lei. Polícia Civil prende envolvidos em ataque hacker à Prefeitura de Rio Preto Ataque hacker O incidente comprometeu todos os sistemas da Administração Municipal, afetando especialmente a área da Saúde, considerada prioritária pelo impacto direto à população, a Zona Azul, prejudicou atendimentos do Samu e obrigou a administração a suspender prazos de licitações, por exemplo. Os serviços foram retomadas depois de seis dias, no dia 11 de junho. A Polícia Civil recolheu pelo menos um computador com vírus na sede da Empro e fez perícia nas máquinas para identificar de onde o ataque surgiu. Três máquinas, no total, foram apreendidas. O resultado do laudo da perícia é desconhecido. Veja mais notícias da região em g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

Palavras-chave: hacker

O aplicativo indiano que quer desafiar a supremacia do WhastApp

Publicado em: 17/10/2025 04:02

Veja os vídeos que estão em alta no g1 Nas últimas semanas, o Arattai, aplicativo desenvolvido pela empresa de tecnologia indiana Zoho, tornou-se uma sensação viral no país. A companhia afirma ter registrado sete milhões de downloads em "sete dias da última semana", sem especificar as datas. De acordo com a empresa de inteligência de mercado Sensor Tower, os downloads do aplicativo não chegaram a 10 mil em agosto. Arattai, que significa bate-papo no idioma tâmil, teve um lançamento discreto em 2021. A Índia é o maior mercado do WhatsApp e faz parte do cotidiano da população do país BBC/Getty Images 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Como funciona e como ativar a nova ferramenta do WhatsApp para resumir conversas com IA O repentino aumento em sua popularidade está sendo associado ao incentivo do governo federal à autossuficiência, em um momento em que a Índia lida com os impactos das altas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos em seus produtos. "Produzir na Índia e gastar na Índia", uma mensagem que tem sido repetida nas últimas semana pelo primeiro-ministro, Narendra Modi, e seus ministros. O ministro da Educação do país, Dharmendra Pradhan, reforçou esse discurso há cerca de duas semanas, ao publicar no X sobre o Arattai, pedindo para que as pessoas usem "aplicativos feitos na Índia [para se manterem] conectadas". Desde então, vários outros ministros e líderes empresariais também publicaram sobre o Arattai. A Zoho afirma que o incentivo do governo "com certeza contribuiu para o aumento repentino nos downloads do Arattai". "Em apenas três dias, nós vimos um aumento nas inscrições de 3 mil para 350 mil. Em termos de usuários ativos, vimos um salto de 100 vezes, e esse número continua a aumentar", disse o CEO da Zoho, Mani Vembu, à BBC, acrescentando que isso também mostra que os usuários estão "entusiasmados com um produto nacional capaz de atender às suas necessidades e preferências únicas". A companhia não divulgou detalhes sobre o número exato de usuários ativos, mas especialistas dizem que ainda está longe dos 500 milhões de usuários mensais ativos, que o WhatsApp, da Meta, possui na Índia. A Índia é o maior mercado do WhatsApp e o aplicativo se tornou parte do cotidiano do país, usado para tudo, desde enviando mensagens de bom dia até gestão de negócios. A empresa de inteligência de mercado Sensor Tower afirma que mais de 95% dos usuários ativos mensais do Arattai em setembro estavam baseados na Índia BBC O Arattai possui recursos semelhantes ao WhatsApp, permitindo que os usuários enviem mensagens e façam chamadas de voz e vídeo. Ambos os aplicativos também oferecem ferramentas de negócios e, assim como o WhatsApp, o Arattai afirma ter sido desenvolvido para funcionar bem em celulares básicos e até mesmo com conexões de internet lentas. Muitos usuários elogiaram o Arattai nas redes sociais, alguns destacaram sua interface e design, enquanto outros afirmaram que o aplicativo se assemelhava ao WhatsApp em termos de usabilidade. Várias pessoas também sentiram orgulho por ser um aplicativo feito na Índia e incentivam outras a baixá-lo. Veja mais: Como o WhatsApp Web virou porta de entrada para ataque hacker com foco no Brasil Chefões das big techs se preparam para 'fim dos tempos': devemos nos preocupar também? O Arattai não é o primeiro aplicativo indiano a sonhar em substituir gigantes internacionais. No passado, aplicativos desenvolvidos na Índia como Koo e Moj foram apresentados, respectivamente, como alternativas ao X e ao TikTok (depois que o governo indiano baniu o aplicativo chinês em 2020), mas eles nunca conseguiram manter o sucesso inicial. Mesmo o ShareChat, antes considerado o grande rival do WhatsApp, acabou moderando suas ambições. O escritor e analista de tecnologia Prasanto K Roy, que mora em Nova Déli, diz que será difícil para o Arattai romper a extensa base de usuários do WhatsApp, principalmente porque o aplicativo da Meta já abriga um grande número de empresas e serviços de governo em sua plataforma. O sucesso do Arattai vai depender de sua capacidade de não apenas de atrair novos usuários, mas de retê-los, algo que não pode ser sustentado apenas pelo sentimento nacionalista. "O produto precisa ser bom, mas mesmo assim é improvável que consiga substituir um aplicativo que tem bilhões de usuários no mundo todo", acrescenta Roy. Alguns especialistas também levantaram preocupações sobre a privacidade de dados no Arattai. Embora o aplicativo ofereça criptografia de ponta a ponta para chamadas de voz e vídeo, essa proteção ainda não se estende às mensagens de texto. "O governo quer estabelecer a rastreabilidade das mensagens, alegando motivos de segurança, e isso pode ser feito facilmente sem criptografia de ponta a ponta", explica Shashidhar KJ, editor do MediaNama, um portal que cobre políticas de tecnologia na Índia. "Mas isso coloca a privacidade das pessoas em risco", pontua. A Arattai diz que está trabalhando ativamente para implementar a criptografia de ponta a ponta também para as mensagens de texto. "Inicialmente, nós planejávamos lançar o aplicativo só depois da criptografia, o que aconteceria em alguns meses", disse Mani Vembu. "Mas os prazos foram antecipados e estamos tentando disponibilizar recursos e infraestrutura essenciais o mais rápido possível O WhatsApp, por sua vez, já oferece criptografia de ponta a ponta em mensagens e chamadas, mas de acordo com sua política, ele pode compartilhar metadados — como mensagens ou registros de ligações — com governos sob circunstâncias legalmente válidas. As leis de internet da Índia exigem que as plataformas de redes sociais compartilhem dados de usuários com o governo federal em certas circunstâncias. Contudo, obter esses dados de empresas internacionais é difícil e demorado. Gigantes globais como a Meta e o X também contam com apoio jurídico e financeiro para resistir às solicitações governamentais que considerem injustas. Em 2021, o WhatsApp processou o governo indiano por causa das novas regras digitais para regular o conteúdo em redes sociais e plataformas de streaming, argumentando que elas violavam as proteções de privacidade do WhatsApp. O X também apresentou ações judiciais contra o poder do governo de bloquear ou remover conteúdo. Diante disso, especialistas se perguntam: será que o Arattai, um aplicativo de fabricação indiana, conseguiria atender às exigências do governo que podem colocar em risco os direitos de privacidade dos usuários. Rahul Matthan, especialista em direito tecnológico, afirma que, até que haja mais clareza sobre a arquitetura de privacidade do Arattai e a posição de seu CEO em relação ao compartilhamento de dados com o governo, muitas pessoas podem não se sentir confortáveis em usá-lo. Já Roy avalia que a Zoho pode se sentir obrigada a atender ao governo, principalmente pelo fato de ministros federais estarem promovendo o aplicativo. Além disso, pode não ser fácil para uma startup indiana resistir quando solicitada a cumprir as leis do país e as exigências das autoridades. Quando questionado sobre o que faria se recebesse esses pedidos, Mani Vembu disse que a empresa "quer que seus usuários mantenham o controle total sobre seus dados, cumprindo as regras e regulamentações de tecnologia da informação do país". "Assim que a criptografia de ponta a ponta estiver totalmente implementada, nem nós teremos acesso ao conteúdo das conversas. Seremos transparentes com nossos usuários sobre quaisquer obrigações legais", afirmou. A experiência mostra que as chances estão contra os aplicativos indianos, especialmente com o domínio de gigantes como WhatsApp e Facebook. Resta saber se o Arattai vai conseguir se destacar, ou se vai desaparecer assim como tantos outros. Veja mais: TikTok recomenda conteúdo sexual e pornografia para crianças, denuncia relatório Cidade do Japão limita uso de dispositivos digitais a duas horas por dia Torres com câmeras se espalham e levantam alerta sobre privacidade

Palavras-chave: hackertecnologia

Auxílio emergencial: saiba quem recebeu indevidamente e como devolver o benefício

Publicado em: 16/10/2025 06:01

Famílias em Goiás terão que devolver auxílio emergencial As 6 mil famílias em Goiás que devem devolver cerca de R$ 16,6 milhões recebidos de forma indevida no pagamento do auxílio emergencial durante o período da pandemia de Covid-19 têm 60 dias após a notificação para o pagamento. A lista dos beneficiários foi divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) (veja quem deve devolver abaixo). No total, em todo o país, 177,4 mil famílias receberam o benefício de forma indevida, somando R$ 478,8 milhões a serem devolvidos aos cofres públicos. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Quem precisa devolver As pessoas que tiverem dúvida podem consultar suas situações de forma direta no site do sistema Vejae. Caso haja uma notificação vinculada ao CPF, significa que há uma pendência a ser paga. LEIA TAMBÉM: Auxílio emergencial: mais de 6 mil famílias em Goiás devem devolver R$ 16,6 milhões pagos indevidamente, diz governo PF prende em Goiânia suspeito de participar de fraudes de R$ 50 milhões no Auxílio Emergencial Preso em Goiânia suspeito de participar de fraudes de R$ 50 milhões no Auxílio Emergencial é hacker e criou programa para aplicar golpes O governo também notifica as pessoas por meio de mensagens enviadas por SMS, WhatsApp, e-mail e pelo aplicativo Notifica. Mas o ministério alerta que não envia links nem boletos e reforça que, em caso de dúvidas, o cidadão pode entrar em contato pelo Disque Social 121 ou consultar o portal e as redes oficiais do MDS. Os que não concordarem com a cobrança podem apresentar recurso em até 30 dias. Caso o pedido seja negado, há um novo prazo de 45 dias para pagamento ou interposição de recurso. Aplicativo para ter acesso ao auxílio emergencial, vigente entre 2020 e 2021, durante a pandemia de Covid-19 Marcello Casal jr/Agência Brasil Quem recebeu indevidamente O pagamento foi considerado irregular nos casos em que o governo identificou inconsistências, como: Emprego formal ativo Recebimento de benefício previdenciário ou assistencial Recebimento de seguro-desemprego Recebimento do Benefício Emergencial (BEm) Renda acima do limite legal Pagamento duplicado Mais de duas pessoas da mesma família recebendo o auxílio Renda familiar superior a três salários mínimos Quem não precisa devolver Ficam fora do processo de cobrança as pessoas em situação de vulnerabilidade social. Segundo o MDS, não precisam devolver: Beneficiários do Bolsa Família Inscritos no Cadastro Único Quem recebeu menos de R$ 1,8 mil Famílias com renda per capita de até dois salários mínimos ou renda familiar total de até três salários mínimos Como devolver o valor A devolução deve ser feita exclusivamente pelo sistema Vejae, com pagamento por meio da plataforma PagTesouro, utilizando: PIX Cartão de crédito Boleto (GRU Simples, pagável apenas no Banco do Brasil) O pagamento pode ser à vista ou parcelado em até 60 vezes, com parcela mínima de R$ 50. Não há cobrança de juros nem multa. Quem não devolver dentro do período pode ser inscrito na Dívida Ativa da União, no Cadin (Cadastro Informativo de Créditos não Quitados) e ter o nome negativado. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.

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As mulheres que decidiram confrontar a Meta após perderem seus bebês: 'Anúncios lembram tudo que perdi'

Publicado em: 16/10/2025 02:01

Veja os vídeos que estão em alta no g1 Qual o tamanho do meu bebê com seis semanas de gravidez? Qual é a data prevista para o parto? Quando devo marcar minha primeira consulta médica? Estas são algumas perguntas que as mulheres digitam nos mecanismos de busca quando descobrem que estão grávidas. Com Sammi Claxon, não foi diferente. Logo depois que ela começou a procurar respostas, os algoritmos detectaram que ela estava grávida e começaram a bombardeá-la com anúncios. Mas quando ela perdeu o bebê devido a um aborto espontâneo, os anúncios não pararam. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Após seu primeiro aborto espontâneo em 2021, Sammi teve mais quatro nos três anos seguintes. "Assim que você recebe o resultado positivo, você se sente como uma mãe", diz Sammi. "Você tem esse plano para o futuro na cabeça e quando isso te é tirado, é horrível." Sentimentos de vergonha e constrangimento fizeram com que Sammi se sentisse isolada. Sammi Claxon teve cinco abortos espontâneos BBC/Arquivo pessoal/Sammi Claxon Ela recorreu às redes sociais em busca de apoio e se lembra de ver seu feed repleto de anúncios relacionados a bebês, o que para ela foi devastador. Sammi, de Nottinghamshire, na Inglaterra, acabou se afastando das redes sociais, diz ela, para preservar sua saúde mental. Assim como Sammi, Tanya O'Carroll foi impactada por anúncios direcionados do Facebook quando descobriu que estava grávida em 2017. "Achei isso simplesmente enervante – isso foi antes mesmo de eu contar às pessoas na minha vida privada", disse ela à BBC. Em março, após Tanya entrar com uma ação judicial, o Facebook concordou em parar de direcionar anúncios a um usuário individual usando dados pessoais. A ação judicial de Tanya argumentou que o sistema de publicidade direcionada do Facebook se enquadra na definição de marketing direto do Reino Unido, dando aos indivíduos o direito de se opor. Veja mais: Facebook exclui grupo que vendia garrafas de bebidas usadas e tinha 11 mil pessoas Como o WhatsApp Web virou porta de entrada para ataque hacker com foco no Brasil 'Anúncios assustadores e invasivos' A Meta – dona do Facebook e do Instagram – afirmou que os anúncios em suas plataformas só poderiam ser direcionados a grupos de no mínimo 100 pessoas, e não a indivíduos, portanto, não seriam considerados marketing direto. Mas a Autoridade de Proteção de Dados do Reino Unido discordou. Tanya afirma que a Meta concordou em parar de usar seus dados pessoais para fins de marketing direto, "o que, em termos não jurídicos, significa que basicamente consegui desativar todos os anúncios assustadores, invasivos e direcionados no Facebook". Pelo que ela e seus advogados sabem, ela é agora a única entre os mais de 50 milhões de usuários do Facebook no Reino Unido que não é alvo de anúncios personalizados. Tanya acrescenta que agora há mais de 10 mil pessoas que se opuseram à Meta para que a empresa pare de usar seus dados para marketing direto – o que pode levar a novos processos judiciais. Mas o caso não mudou nada para muitas mulheres que perderam seus bebês, mas ainda assim foram "bombardeadas" com anúncios relacionados à gravidez. Rhiannon Lawson planejava seu bebê quando descobriu que estava grávida BBC/Arquivo pessoal/Rhiannon Lawson Entre elas estão Rhiannon Lawson, de Suffolk, na Inglaterra, que disse à BBC que ver aquelas duas linhas azuis em seu teste de gravidez encheu ela e seu parceiro, Mike, de "esperança". Como muitos outros futuros pais, eles deram um nome ao bebê em desenvolvimento. "Nós o batizamos de Fantus — em homenagem a um personagem infantil que víamos constantemente quando visitávamos amigos na Dinamarca", diz Rhiannon. Mas, após um sangramento no início da gravidez, um teste mostrou que Rhiannon havia sofrido um aborto espontâneo com oito semanas. Em outubro do ano passado, ela descobriu que estava grávida novamente e, desta vez, ficou mais tranquila com alguns exames iniciais. Mas então veio o ultrassom de 20 semanas, que revelou que o bebê – que o casal chamou de Hudson – tinha uma forma grave de síndrome do coração esquerdo hipoplásico, uma doença cardíaca congênita rara em que o lado esquerdo do coração é subdesenvolvido. "Não havia como seguir em frente", diz ela, e Hudson nasceu morto em março, com 22 semanas. Devastados, Rhiannon e seu parceiro usavam as redes sociais para obter apoio, além de jogar jogos de palavras online juntos. Rhiannon engravidou duas vezes, mas perdeu os dois bebês BBC/Arquivo pessoal/Rhiannon Lawson Mas, depois de se despedir do filho, o casal ainda se deparou com anúncios relacionados a bebês em seus celulares. "Aplicativos de gravidez ainda enviam notificações de marcos. Lojas de bebês oferecem descontos em itens que nunca precisaremos. Anúncios de carrinhos de bebê e itens essenciais para recém-nascidos aparecem nas rolagens de tela", afirma Rhiannon. "A tecnologia não entende a perda e, nos momentos em que menos esperamos, ela nos lembra com uma precisão devastadora do que não temos mais." Veja mais: Chefões das big techs se preparam para 'fim dos tempos': devemos nos preocupar também? TikTok recomenda conteúdo sexual e pornografia para crianças, denuncia relatório 'Consinta ou pague' No final de setembro, a Meta anunciou que lançaria um serviço de assinatura para usuários que não querem ver anúncios no Reino Unido. Isso significa que, para parar de ver anúncios, eles terão que pagar 2,99 libras (R$ 22) por mês. O modelo de publicidade, conhecido como "consinta ou pague", é uma forma de os proprietários de plataformas digitais gerarem receita com usuários que se recusam a ser rastreados. Mas Rhiannon afirma que isso não ajudará pessoas como ela. "Se eles [Meta] se importassem com seus usuários, cobrar para que não vejam conteúdo perturbador parece irracional", diz ela. Hayley Dawe diz que foi alvo de anúncios, apesar de ter mudado suas preferências BBC Após três tentativas malsucedidas de fertilização in vitro (FIV), Hayley Dawe e seu parceiro Anthony ficaram "chocados" ao descobrir que estavam esperando gêmeos e imediatamente se juntaram a vários grupos online de gêmeos e vasculharam a internet em busca de dicas e conselhos. Eles já tinham uma filha de seis anos, então estavam animados com as duas novas adições. Mas essa empolgação se transformou em devastação quando um exame ainda no início da gravidez confirmou que uma das gêmeas havia morrido uma semana antes. E no dia do próximo exame, a sala ficou em silêncio, pois sua outra gêmea também não tinha batimentos cardíacos — e havia morrido no dia anterior. "Eu fiquei devastada", diz ela. Hayley buscou apoio em fóruns online, mas se viu confrontada com anúncios de, entre outros itens, roupas de maternidade, travesseiros de gravidez e aplicativos de monitoramento de gravidez. Para Hayley, sair das redes sociais "não era uma opção", pois foi lá que ela encontrou outras mulheres passando por experiências semelhantes. A Meta afirma que os usuários do Facebook podem bloquear o acesso a tópicos de anúncios que não desejam ver por meio de suas configurações, que oferecem parentalidade como um tópico ao lado de coisas como chocolate, jogos de tabuleiro e luta livre. Hayley diz que ficou chocada ao ver que gravidez não foi listada como uma categoria separada e afirma que desativar a opção de parentalidade não fez diferença, com pelo menos cinco anúncios de gravidez aparecendo depois. Ela marcou alguns dos anúncios como spam, mas afirma que, três semanas depois, ainda estava sendo exposta a repetidas promoções de gravidez. Assim como Rhiannon, Hayley não é a favor de uma assinatura paga. "Por que tenho que pagar quando há opções para alterar preferências que parecem não funcionar?", questiona. Arturo Bejar diz que o botão 'marcar como spam' faz muito pouco BBC/Arquivo pessoal/Arturo Bejar As experiências de Sammi, Rhiannon e Hayley com o acionamento de conteúdo não são nenhuma surpresa para o ex-funcionário da Meta Arturo Bejar. "O [botão] marcar como spam não estava conectado a nada", diz Arturo, que fazia parte da equipe de gerência sênior. "Descobrimos que, em alguns casos, os relatórios de ajuda estavam sendo descartados porque eram muitos." Ele trabalhou para a Meta entre 2009 e 2015 e novamente de 2019 a 2021. Bejar também prestou depoimento ao Congresso dos EUA em 2023 sobre como acreditava que a Meta não estava mantendo os usuários seguros. "Eles adoram dizer que se importam, mas o que importa é atrair mais usuários para suas plataformas, para que possam ganhar mais dinheiro. Acho isso imperdoável. É desumano", acrescenta. Em resposta, um porta-voz da Meta disse: "Levamos essas preocupações a sério e continuamos a melhorar a sensibilidade e a precisão da forma como os anúncios são veiculados." "Nossos sistemas são projetados para compartilhar o conteúdo mais relevante e útil, mas não são perfeitos e alguns anúncios podem ocasionalmente parecer insensíveis ou mal colocados. À medida que continuamos a refinar nossos modelos, incentivamos as pessoas a optarem por bloquearem certas categorias." 'Me lembra de tudo o que perdi' A jornalista da BBC Hayley Compton perdeu três bebês BBC Sei como esses anúncios são angustiantes, porque faço parte do mesmo clube de pais do qual ninguém quer fazer parte. Dei à luz minha filha Liliana em 18 de abril de 2020. Carreguei-a por 40 semanas e, então, seu coração parou de bater dentro de mim — dois dias após a data prevista para o parto. Passei algumas horas preciosas tentando memorizar seu rosto, seu peso em meus braços e a sensação de sua pele ao toque. Tenho dificuldade com a palavra "perda", porque não a perdi como um molho de chaves entre as almofadas do sofá. Desde a morte de Liliana, tive uma filha e um filho, e outros dois abortos espontâneos. Sempre digo que sou mãe de dois bebês que posso segurar nos braços — e três que carrego no coração. Quando estou no meu mais vulnerável, vasculhando as redes sociais em busca de apoio, sou bombardeada por anúncios direcionados de bebês rindo, barrigas de gravidez exuberantes, famílias felizes, me lembrando de tudo que perdi. Veja mais: SP registra 4 casos de deepfakes sexuais em escolas, aponta levantamento da SaferNet; Brasil tem casos em 10 estados Influenciador morre durante transmissão ao vivo na França e acende alerta

Palavras-chave: hackertecnologia

YouTube caiu? Usuários relatam problemas na plataforma nesta quarta-feira

Publicado em: 15/10/2025 20:44

Veja os vídeos que estão em alta no g1 Usuários relataram instabilidade no YouTube na noite desta quarta-feira (15). De acordo com o site Downdetector, que monitora falhas em serviços online, os problemas começaram pouco depois das 20h. Às 20h55, o número de queixas atingiu um pico de 40,5 mil registros. A partir desse horário, as reclamações começaram a diminuir e, às 21h50, o site contabilizava cerca de 420 notificações. As principais queixas são de falhas na reprodução de vídeos, no aplicativo e na conexão com o servidor. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Como funciona e como ativar a nova ferramenta do WhatsApp para resumir conversas com IA Usuários registram instabilidade no YouTube nesta quarta Reprodução/Downdetector Nos Estados Unidos, usuários também relataram falhas na plataforma. Por lá, as reclamações começaram por volta das 20h (horário de Brasília) e, às 20h41, já somavam mais de 330 mil registros, segundo o Downdetector. Pouco depois das 21h, o volume de queixas começou a diminuir. O g1 entrou em contato com o YouTube para saber mais informações e aguarda retorno. Logo do YouTube Dado Ruvic/Reuters Usuários postam no X sobre o problema; veja memes Usuários divulgam memes no X após YouTube apresentar instabilidade Reprodução/X Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Veja mais: Como o WhatsApp Web virou porta de entrada para ataque hacker com foco no Brasil Torres com câmeras se espalham e levantam alerta sobre privacidade Ataque no WhatsApp pode roubar senhas de usuários; veja como se proteger

Palavras-chave: hacker

EUA e China travam corrida por robôs que prometem substituir humanos em casa e no trabalho; conheça os projetos

Publicado em: 15/10/2025 05:03

Conheça o robô faxineiro eleito uma das melhores invenções do ano Empresas dos Estados Unidos e da China disputam uma nova corrida para criar robôs humanoides capazes de ajudar seres humanos em tarefas manuais em casa e no trabalho. O objetivo é que esses dispositivos sejam usados para dobrar roupas e fazer pequenos serviços de limpeza no ambiente doméstico, bem como organizar peças e pacotes em escritórios e centros de distribuição, por exemplo. Entre os competidores, está o robô Figure 03, eleito uma das melhores invenções de 2025 pela revista Time. Ele foi criado pela americana Figure, que tem como alguns de seus investidores a Nvidia, a OpenAI, a Microsoft e o bilionário Jeff Bezos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O fundador e CEO da Figure, Brett Adcock, destacou à Time a importância de ser o primeiro no mercado de robôs humanoides. Para ele, quanto maior a frota de robôs de uma empresa, mais baratos eles ficam para serem produzidos e mais dados ela coleta para aprimorar os dispositivos, criando um efeito de retroalimentação que a distancia dos demais concorrentes. "Quem chega primeiro acaba tendo robôs cada vez mais baratos e inteligentes com o tempo", disse o executivo. "A partir daí, fica muito, muito difícil alcançar." A concorrente chinesa Unitree também aposta na redução de custos de seus robôs. A empresa lançou em julho o modelo R1, que custa a partir de US$ 5.900 (cerca de R$ 32 mil). O modelo pode parecer caro, mas já é bem mais "acessível" que o robô G1, que custa a partir de US$ 16 mil (ou R$ 87 mil) e tem especificações mais avançadas. Celular roubado ou furtado? Veja como proteger acesso a apps de bancos Como o WhatsApp Web virou porta de entrada para ataque hacker com foco no Brasil Torres com câmeras se espalham por cidades e preocupam especialistas Unitree R1 Divulgação/Unitree Outra que aposta no mercado de robôs humanoides é a Tesla, do bilionário Elon Musk. A empresa apresentou o primeiro protótipo ao público em 2022 e, desde então, divulga pequenos vídeos de demonstração do dispositivo. Confira abaixo detalhes sobre três modelos de robôs humanoides: Figure 03, Unitree G1 e Optimus. Figure 03 O Figure 03 funciona como um robô faxineiro que consegue dobrar roupas, colocar peças na máquina de lavar, limpar móveis e organizar objetos. Ele ficou mais leve que seu antecessor – o peso caiu de 80 kg para 70 kg. Mas a altura de 1,72m, a velocidade de 1,2 m/s e a capacidade de transportar até 20 kg continuam iguais. O robô manteve a rede neural Helix, uma estrutura que busca simular o sistema cognitivo humano. Na nova geração, ele ganhou suporte para comandos de voz e um recurso de "memória", que o permite lembrar onde estão objetos. Robô faxineiro Figure 03 Divulgação/Figure Unitree G1 e R1 O Unitree G1 combina destreza motora com aprendizado por imitação e reforço. Ele tem 43 articulações controláveis e mãos capazes de manipular objetos delicados, além de sensores e câmera de profundidade para reconhecer o ambiente. O robô também tem um agente de IA integrado, microfones no pescoço, alto-falante no peito e bateria removível que facilita o uso contínuo. Unitree G1 Divulgação/Unitree O Unitree R1, o modelo mais barato, também apareceu na lista de melhores invenções da Time. A revista afirmou que o modelo atende a pesquisadores, educadores e desenvolvedores com projetos de inteligência artificial e robótica. O modelo pesa apenas 25 kg, conta com 26 articulações e consegue receber comandos de voz e processar imagens. Optimus (Tesla Bot) O Optimus, também chamado de Tesla Bot, é a aposta de Elon Musk para transformar a automação doméstica e industrial. O robô foi mostrado em vídeos realizando movimentos de Kung Fu, dobrando roupas e carregando caixas, embora ainda de forma lenta. O robô ainda está em fase de aprimoramento, mas já consegue reconhecer objetos, movimentar braços com precisão e responder a comandos básicos. Robô humanoide da empresa de Elon Musk 'luta' Kung Fu Musk mostra robô da Tesla dobrando camiseta

Como funciona e como ativar a nova ferramenta do WhatsApp para resumir conversas com IA

Publicado em: 15/10/2025 00:01

Veja os vídeos que estão em alta no g1 O WhatsApp liberou no Brasil na segunda-feira (13/10) uma nova ferramenta de inteligência artificial que promete poupar tempo e facilitar a leitura de conversas longas. O recurso, chamado de "resumo de mensagens", é capaz de sintetizar automaticamente o conteúdo de grupos ou chats individuais, destacando apenas os pontos mais relevantes. A novidade chega primeiro aos usuários brasileiros, em português, antes de ser implementada em outros países e idiomas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Até o momento, nenhum outro país recebeu a função de forma pública e estável. Antes disso, havia apenas testes internos e versões experimentais limitadas em inglês, mas sem liberação ampla. A Meta confirmou que a ferramenta chegará "em breve" a outros idiomas e regiões, e a liberação, segundo a empresa, será gradual ao longo dos próximos dias. WhatsApp BBC/Getty Images Veja mais: Por que cada vez mais analistas falam em 'bolha' da inteligência artificial prestes a estourar Como o WhatsApp Web virou porta de entrada para ataque hacker com foco no Brasil Mensagens seguem criptografadas, segundo a Meta A função utiliza uma tecnologia chamada processamento privado, que permite à Meta AI — o sistema de inteligência artificial da empresa — gerar os resumos sem que o WhatsApp ou a própria Meta tenham acesso às mensagens. A empresa garante que o conteúdo das conversas continua protegido pela criptografia de ponta a ponta, o mesmo sistema que impede qualquer outra pessoa, fora dos participantes, de ler o que foi trocado. O resumo produzido também permanece criptografado e visível apenas para o usuário que o solicitou. A novidade chega primeiro aos usuários brasileiros, em português, antes de ser implementada em outros países e idiomas BBC/Getty Images Segundo a Meta, nenhuma mensagem é armazenada durante o processo, e a tecnologia foi construída de maneira aberta e verificada por especialistas independentes. Além disso, o recurso é discreto: ninguém mais na conversa verá que o resumo foi gerado, preservando totalmente a privacidade do usuário. A proposta é ajudar quem se depara com dezenas ou centenas de mensagens acumuladas a se atualizar de forma rápida, sem precisar percorrer cada linha da conversa. Como ativar Por padrão, o uso da inteligência artificial vem desativado. Para ativá-lo, o usuário deve acessar as configurações de bate-papo e habilitar o processamento privado. Também é possível limitar o uso da IA nas próprias conversas, ativando a opção "privacidade avançada de conversas" em cada chat, o que impede que a ferramenta seja aplicada àquelas mensagens específicas. A Meta afirma que os recursos de inteligência artificial no WhatsApp seguirão três princípios: livre escolha, para garantir que o uso da IA seja sempre opcional; transparência, com informações claras sobre quando a tecnologia está em ação; e controle do usuário, permitindo ajustes adicionais de segurança em conversas consideradas mais sensíveis. A empresa pretende expandir gradualmente as funções baseadas em IA no aplicativo, mantendo o foco em privacidade e controle individual. Veja mais: Chefões das big techs se preparam para 'fim dos tempos': devemos nos preocupar também? Como a inteligência artificial é usada para criar deepfakes com síndrome de Down em conteúdo sexual lucrativo Torres com câmeras se espalham e levantam alerta sobre privacidade

ChatGPT com 'modo adulto': por que OpenAI vai permitir conteúdo erótico no assistente de IA

Publicado em: 15/10/2025 00:01

Veja os vídeos que estão em alta no g1 O CEO da OpenAI, Sam Altman, afirmou na terça-feira (14) que o ChatGPT vai ser capaz de gerar conteúdo erótico para adultos verificados a partir de dezembro. O executivo afirmou que a mudança faz parte do princípio da OpenAI de "tratar usuários adultos como adultos" e será feita à medida que recursos de restrição de idade forem implementados de forma mais abrangente no assistente de inteligência artificial. A OpenAI não deu detalhes sobre os métodos de verificação de idade ou controles adicionais de segurança para limitar esse conteúdo apenas para adultos. Em setembro, a empresa anunciou que estava desenvolvendo uma tecnologia de prognóstico baseado na idade, que estima se um usuário é maior ou menor de 18 anos e como interage com o ChatGPT. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Ainda segundo Altman, a decisão foi tomada após a OpenAI tornar o ChatGPT mais restrito para haver mais cuidado em relação a questões de saúde mental. "Sabemos que isso acabou tornando a experiência menos útil ou agradável para muitos usuários que não enfrentavam esses problemas, mas, diante da seriedade do tema, queríamos fazer tudo da maneira certa", explicou. Sam Altman, CEO da OpenAI Yuichi YAMAZAKI / AFP Celular roubado ou furtado? Veja como proteger acesso a apps de bancos Como o WhatsApp Web virou porta de entrada para ataque hacker com foco no Brasil Torres com câmeras se espalham por cidades e preocupam especialistas Nos últimos meses, a OpenAI foi processada por pais que a acusam de prejudicar a saúde mental e até incentivar o suicídio de filhos adolescentes. Um desses casos é do adolescente Adam Raine, da Califórnia, que se suicidou no começo deste ano. Em uma ação judicial, seus pais asseguraram que o ChatGPT o aconselhou especificamente em como tirar a própria vida. A empresa reagiu com novos recursos que prometem controlar o uso por menores e avisa pais sobre conversas sensíveis – veja como ativar. A Comissão Federal de Comércio (FTC) dos Estados Unidos também iniciou uma investigação contra várias empresas de tecnologia, inclusive a OpenAI, sobre como os chatbots afetam potencialmente de forma negativa as crianças e os adolescentes. "Dada a seriedade deste assunto, queremos fazer isto bem", disse Altman na terça. Ele assegurou que as novas ferramentas de segurança da OpenAI permitirão à empresa diminuir as restrições enquanto continuam abordando riscos graves de saúde mental. Os planos da OpenAI incluem o lançamento de uma versão atualizada do ChatGPT, que permitirá aos usuários adaptarem a personalidade de seu assistente de IA, incluindo opções para respostas mais humanas, uso intensivo de emojis ou comportamento amistoso. DeepSeek, ChatGPT e Gemini: qual é a melhor inteligência artificial? Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas