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Jovem e desempregado? Estudo mostra que home office pode ser mais problema que a IA

Publicado em: 02/06/2026 03:01

Connor Scott, 24, e Zoe Lloyd, 21, estudam em uma cafeteria e restaurante local em 20 de abril de 2026, em Flagstaff, no Arizona. AP/Cheyanne Mumphrey O aumento do trabalho remoto desde a pandemia fez com que empresas se tornassem mais relutantes em contratar jovens sem experiência, e esse é o principal fator por trás das maiores taxas de desemprego entre recém-formados, segundo um estudo divulgado nesta segunda-feira (1). A pesquisa, realizada pelo Federal Reserve Bank de Nova York, comparou profissões que podem ser exercidas remotamente — como desenvolvimento de software — com ocupações presenciais, como enfermagem. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A pesquisa concluiu que a taxa de desemprego entre jovens recém-formados em empregos “remotáveis” subiu cerca de 1 ponto percentual entre os períodos de 2017-2019 e 2022-2024. Já entre trabalhadores mais velhos dessas áreas — com 29 anos ou mais — a taxa de desemprego caiu levemente, ampliando a diferença entre jovens e profissionais mais experientes em ocupações remotas. Agora no g1 Em profissões que não permitem trabalho remoto, porém, houve pouca diferença nas taxas de desemprego entre graduados mais jovens e mais velhos, segundo o estudo. Um padrão semelhante também foi observado entre trabalhadores sem diploma universitário. A pesquisa, liderada pela economista Natalia Emanuel, do Fed de Nova York, conclui que empresas evitam contratar recém-formados para vagas remotas porque é mais difícil treiná-los e orientá-los fora do ambiente presencial. “O trabalho remoto enfraqueceu os incentivos para contratar jovens trabalhadores ao dificultar o treinamento no próprio emprego”, afirma o estudo. “Empregadores podem não querer contratar recém-formados para equipes distribuídas porque é mais difícil ensiná-los as habilidades necessárias à distância.” O estudo é divulgado em meio à crescente preocupação com as perspectivas de emprego para jovens graduados, enquanto a inteligência artificial avança sobre diversas profissões de escritório, incluindo finanças, direito, entretenimento e mídia. Neste semestre, formandos chegaram a vaiar referências à IA durante discursos de formatura. Mas o levantamento ressalta que a piora no mercado de trabalho para jovens graduados começou antes da popularização de ferramentas de inteligência artificial como o ChatGPT. E, ao analisar o grau de exposição das diferentes profissões à IA, os pesquisadores concluíram que a tecnologia teve pouco impacto sobre o desemprego juvenil. A taxa de desemprego entre graduados universitários com menos de 29 anos subiu 20% em relação ao período pré-pandemia, chegando a uma média de 3,7% entre 2022 e 2025, segundo o Fed de Nova York. Entre graduados de 22 a 27 anos, o desemprego alcançou 5,8% no ano passado — o maior nível fora do período da pandemia desde 2012. As conclusões do estudo reforçam o cenário atual do mercado de trabalho, marcado por poucas contratações e poucas demissões: embora as dispensas permaneçam baixas e o desemprego relativamente estável, quem perde o emprego tem encontrado mais dificuldade para conseguir uma nova vaga. O estudo também analisou dados detalhados de uma empresa de tecnologia da Fortune 500, não identificada, e constatou que seus padrões de contratação refletiam a tendência observada nos dados gerais. Quando os escritórios estavam fechados e os funcionários trabalhavam remotamente, “a empresa contratava menos trabalhadores inexperientes e mais profissionais experientes, que provavelmente precisavam de menos orientação para desempenhar bem suas funções”, afirma o estudo. “Assim que os escritórios reabriram, a empresa voltou a contratar mais jovens trabalhadores”, diz a pesquisa. Ainda assim, mesmo após a reabertura, a companhia continuou favorecendo profissionais mais experientes para equipes que mantinham algum nível de trabalho remoto. Mesas vazias em um prédio de escritórios no bairro de Manhattan, em Nova York, em 2 de agosto de 2024. AP/Ted Shaffrey

PCs com IA: o que é a nova aposta da Nvidia e como ela pode mudar a forma de usar notebooks

Publicado em: 02/06/2026 03:00

CEO da Nvidia, Jensen Huang, apresenta a RTX Spark GPU. REUTERS/Ann Wang A Nvidia voltou a chamar atenção para os chamados PCs com inteligência artificial após o presidente-executivo da empresa, Jensen Huang, apresentar um novo chip capaz de executar recursos de IA diretamente em notebooks e computadores de mesa. A aposta da companhia acontece em um momento de incerteza sobre a demanda por esse tipo de equipamento. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Enquanto a HP afirma que os computadores com IA ajudaram a impulsionar seus resultados financeiros, a Dell disse que o interesse dos consumidores ainda não cresceu no ritmo esperado. Agora no g1 O que é um PC com IA? Fabricantes definem os PCs com IA como computadores capazes de executar tarefas de inteligência artificial diretamente no aparelho, sem depender tanto da internet ou de servidores remotos. Na prática, eles podem processar recursos de IA mais rapidamente e executar funções como assistentes virtuais, chatbots e ferramentas de criação de conteúdo no próprio computador. Hoje, grande parte dos serviços de IA, como ChatGPT e Claude, funciona em data centers. Já os PCs com IA transferem parte desse processamento para a máquina do usuário. Alguns modelos também são capazes de realizar tarefas mais avançadas relacionadas à IA, que normalmente exigiriam servidores mais potentes. Jensen Huang apresenta modelos de laptops usando GPUs RTX Spark. REUTERS/Ann Wang O interesse por esses computadores também cresceu com o avanço dos chamados agentes de IA, programas capazes de executar tarefas de forma mais autônoma, com pouca intervenção humana. A Nvidia apresentou recentemente o chip RTX Spark, desenvolvido em parceria com a MediaTek e a Microsoft. Segundo a empresa, o componente foi criado para permitir que agentes de IA funcionem diretamente no computador, sem depender da computação em nuvem. Os fabricantes esperam que esses recursos atraiam consumidores que já usam IA para atividades como escrever e-mails, organizar compromissos e planejar viagens. A HP informou no fim de maio que os PCs com IA representaram 44% de suas vendas de computadores no segundo trimestre, acima dos mais de 35% registrados no trimestre anterior. Apesar disso, analistas apontam desafios para a popularização desses equipamentos. Entre eles estão a possível escassez de chips de memória e o aumento nos custos de componentes. A consultoria IDC prevê que as vendas globais de computadores poderão cair em 2026 devido à falta de alguns componentes e ao encarecimento da produção. Que tecnologia esses computadores usam? trabalho notebook laptop Pexels Os PCs com IA contam com um componente chamado NPU (unidade de processamento neural), projetado especificamente para tarefas de inteligência artificial. Esse processador trabalha em conjunto com a CPU, responsável pelas tarefas gerais do computador, e com a GPU, usada principalmente para gráficos e processamento paralelo. A combinação desses componentes permite executar aplicações de IA de forma mais eficiente e rápida. Existem preocupações? Logo da Microsoft Unsplash Sim. Uma das principais discussões envolve privacidade. Em 2024, a Microsoft anunciou o recurso Recall, que registrava as atividades realizadas no computador para permitir que o usuário encontrasse informações acessadas anteriormente. A ferramenta gerou críticas por armazenar um histórico detalhado do uso do aparelho. Após questionamentos sobre privacidade e segurança, a empresa adiou o lançamento e reforçou as proteções antes de disponibilizá-la para parte dos usuários. Por outro lado, especialistas afirmam que executar tarefas de IA diretamente no computador pode aumentar a privacidade em alguns casos, já que reduz a necessidade de enviar dados pessoais para servidores externos. Óculos inteligentes viram febre em pegadinhas nas redes com exposição de terceiros Jovens voltam a usar iPods para fugir das distrações do celular Veja o momento em que a Starship faz a separação no espaço

MAGA, imigração e América Latina: como pensa o indicado de Trump para a Embaixada dos EUA no Brasil

Publicado em: 02/06/2026 00:00

Trump indica deputado da Flórida para embaixador no Brasil O deputado conservador Daniel Perez foi indicado nesta segunda-feira (1º) pelo presidente Donald Trump para ser o novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil. O parlamentar da Flórida é um forte defensor do movimento "Make America Great Again" (MAGA) e defende ações norte-americanas na América Latina. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Aos 38 anos, Perez preside Câmara dos Representantes da Flórida, que é equivalente a uma Assembleia Legislativa Estadual no Brasil. Filho de imigrantes cubanos, ele nasceu em Nova York, mas mudou-se para o sul do país ainda criança, em 1993. Caso seja aprovado pelo Senado, Perez será o primeiro embaixador dos Estados Unidos no Brasil desde a saída de Elizabeth Bagley, indicada pelo ex-presidente Joe Biden. O posto está vago desde janeiro de 2025, quando Trump retornou à Casa Branca. Atualmente, a missão diplomática americana em Brasília é comandada pelo encarregado de negócios Gabriel Escobar. Nas redes sociais e em discursos públicos, Perez costuma demonstrar alinhamento com as pautas defendidas por Trump, especialmente nas áreas de imigração, segurança pública e combate ao narcotráfico. Em janeiro de 2025, ele comemorou a aprovação da chamada "TRUMP Act" na Flórida, uma lei voltada ao endurecimento das políticas contra a imigração irregular. À época, ele afirmou que a medida daria apoio direto ao governo Trump na deportação de imigrantes em situação irregular, no fortalecimento das forças de segurança e no controle das fronteiras. "A TRUMP Act é um grande passo à frente para fornecer ao Presidente Trump as ferramentas necessárias de que ele precisa para proteger nossa fronteira, tornar nossa nação mais segura e fazer a América grande de novo", publicou em uma rede social. Outro tema frequente em manifestações públicas de Perez são as situações de Cuba e Venezuela. Em janeiro deste ano, ele elogiou a operação americana que resultou na captura do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro. Em publicação na rede social X, o republicano afirmou que Trump havia tomado "medidas decisivas para trazer paz e segurança ao nosso hemisfério" e desferido "um grande golpe contra os cartéis de drogas que lucram com a morte e a destruição de vidas americanas". Disputa Daniel Perez, apontado por Trump como embaixador dos EUA para o Brasil American Legislative Exchange Council Apesar da proximidade com Trump, Perez protagonizou nos últimos meses uma disputa política com o governador da Flórida, Ron DeSantis, outro nome influente do Partido Republicano. Nas últimas semanas, o presidente da Câmara estadual impediu o avanço de projetos apoiados pelo governador, incluindo medidas para flexibilizar as exigências de vacinação para estudantes de escolas públicas e para alterar regras relacionadas a empresas de inteligência artificial. O conflito entre os dois também envolve negociações sobre o orçamento estadual. Em maio, por exemplo, a Câmara da Flórida deixou de aprovar recursos para programas defendidos por Casey DeSantis, mulher do governador. "Quando você tem pessoas que foram eleitas nas nossas costas, como o presidente da Câmara, e elas assumem o cargo e fazem o oposto do que os eleitores esperavam que fizéssemos, vou apontar isso", disse DeSantis durante um evento em maio, segundo o jornal Miami Herald. "Vou deixar as pessoas saberem que é isso que ele está fazendo." Durante a pandemia de Covid-19, Perez também adotou posições diferentes das alas mais radicais da direita americana. Em manifestações públicas, ele incentivou a vacinação e divulgou locais onde as pessoas poderiam buscar pelos imunizantes. VÍDEOS: agora no g1 Agora no g1

Palavras-chave: inteligência artificial

Cetam lança edital com mais de 10 mil vagas em cursos gratuitos no interior do AM; saiba como participar

Publicado em: 01/06/2026 18:14

Cetam anuncia abertura de mais de 10 mil vagas para cursos gratuitos no interior do Amazonas Foto: Tiago Corrêa/Secom Um edital com 10.701 vagas em cursos de qualificação profissional para municípios do interior do Amazonas foi anunciado nesta segunda-feira (1º) pelo Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam). As inscrições acontecem nesta terça (2) e quarta-feira (3), exclusivamente pela internet, no Portal do Candidato. Ao todo, são 95 cursos distribuídos em 61 municípios do interior. Do total, 79 serão presenciais e 16 em EaD. Os interessados, podem conferir o edital completo e demais atualizações do processo no site. As aulas começam no dia 15 de junho de 2026, tanto na modalidade presencial quanto em EaD. Entre os cursos online estão Técnicas de Oratória, Noções de Direito do Consumidor, Assistente Administrativo, Informática Básica e Avançada, Relações Interpessoais e Ética Profissional, Metodologia para Produções Técnicas e Inglês para Atendimento ao Público. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Já entre os cursos presenciais estão Auxiliar de Creche, Barbeiro, Cuidador de Crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Ledor e Transcritor, Agente de Inclusão, Introdução à Inteligência Artificial, Assistente Administrativo, Informática Básica e Avançada, além de Depilador. Agora no g1 O diretor-presidente do Cetam, Sidilande Picanço Ferreira, afirmou que o novo formato busca atender moradores das zonas rurais. “Por meio dos cursos híbridos, conseguimos chegar às comunidades rurais e estamos seguindo esse ritmo de levar os cursos para a zona rural", disse. De janeiro a maio, o Cetam já abriu 58.134 vagas em cursos gratuitos. Foram 7.797 para a capital, 10.736 para o interior, 20.900 em EaD, 8.009 em nova oferta para a capital e agora 10.701 para o interior.

Palavras-chave: inteligência artificial

Trump escolhe filho de cubanos para ser o novo embaixador dos EUA no Brasil

Publicado em: 01/06/2026 17:54

Daniel Perez, apontado por Trump como embaixador dos EUA para o Brasil American Legislative Exchange Council A Casa Branca anunciou nesta segunda-feira (1º) a indicação de Daniel Perez para o cargo de embaixador dos Estados Unidos no Brasil. Perez, de 38 anos, é presidente da Câmara dos Deputados da Flórida e precisará ser confirmado pelo Senado americano. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Se aprovado, ele será o primeiro embaixador dos EUA no Brasil desde a saída de Elizabeth Bagley, indicada por Joe Biden. O posto está vago desde janeiro de 2025, quando Trump retornou à Casa Branca. Atualmente, a missão diplomática americana em Brasília é comandada pelo encarregado de negócios Gabriel Escobar. Na semana passada, os EUA anunciaram que ele será substituído por Natasha Franceschi a partir de julho. Filho de imigrantes cubanos, Perez nasceu em Nova York e se mudou com a família para a Flórida ainda criança, em 1993. Atualmente, ele faz parte do Partido Republicano, o mesmo de Trump, e demonstra apoio às políticas do presidente. O indicado para a Embaixada dos EUA no Brasil está no comando da Câmara da Flórida desde 2024. No ano passado, ele chegou a ser apontado como possível candidato ao cargo de procurador-geral do estado, mas resolveu permanecer na presidência da Casa. A indicação ocorre em meio a um embate político entre Perez e o governador da Flórida, Ron DeSantis. Nas últimas semanas, o presidente da Câmara estadual impediu o avanço de projetos apoiados pelo governador, incluindo medidas para flexibilizar as exigências de vacinação para estudantes de escolas públicas e para alterar regras relacionadas a empresas de inteligência artificial. O conflito entre os dois também envolve negociações sobre o orçamento estadual. Em maio, por exemplo, a Câmara da Flórida deixou de aprovar recursos para programas defendidos por Casey DeSantis, mulher do governador. "Quando você tem pessoas que foram eleitas nas nossas costas, como o presidente da Câmara, e elas assumem o cargo e fazem o oposto do que os eleitores esperavam que fizéssemos, vou apontar isso", disse DeSantis durante um evento em maio, segundo o jornal Miami Herald. "Vou deixar as pessoas saberem que é isso que ele está fazendo." LEIA TAMBÉM Trump desiste de criar fundo bilionário para indenizar pessoas 'perseguidas' pelo governo Após conversa com Netanyahu e Hezbollah, Trump garante cessar-fogo e diz que não haverá tropas de Israel em Beirute Centenas protestam no Quênia contra instalação de centro de quarentena de Ebola para cidadãos dos EUA VÍDEOS: agora no g1 Agora no g1

Palavras-chave: inteligência artificial

Proibidos no Brasil, Polymarket e Kalshi viralizam na direita como alternativa às pesquisas eleitorais

Publicado em: 01/06/2026 16:26

Sites de apostas não são um bom termômetro da disputa eleitoral, alertam especialistas Reprodução via BBC Em abril, o governo brasileiro bloqueou ao menos 27 sites do chamado mercado de previsão, como Kalshi e Polymarket — plataformas onde se compram e vendem contratos apostando se um evento vai ou não acontecer, de eleições a jogos esportivos. No jargão do mercado financeiro, são chamados de derivativos. Mesmo proibidas, essas plataformas continuam a ser tratadas nas redes sociais brasileiras como termômetro político e uma espécie de "alternativa" às pesquisas eleitorais tradicionais — embora especialistas ressaltem que não são uma boa forma de estimar intenções de voto nem de traçar um cenário da disputa ou prever seu resultado, apesar do nome dado a esse mercado. O discurso é puxado, em grande parte, por uma rede de políticos e influenciadores de direita que apresenta os números das apostas como contraponto aos institutos de pesquisa, sugerindo que o senador Flávio Bolsonaro (PL) lideraria a corrida presidencial, conforme uma análise de publicações feitas pela BBC News Brasil na rede social X. A análise identificou um aumento no número de menções ao Polymarket e Kalshi em português em 2026, com alguns dos posts mais populares feitos depois da proibição. Agora no g1 A reportagem fez buscas em que os nomes das plataformas apareciam ligados a candidatos à Presidência da República e à eleição de 2026. No topo da lista das medidas de engajamento nas redes, como curtidas, comentários e compartilhamentos, predominam contas ligadas ao bolsonarismo e à direita. A publicação mais engajada do recorte é do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) é um post de 6 de maio de 2026. Em referência à decisão do governo brasileiro de bloquear as plataformas, o deputado escreveu: "Lula proibiu o Polymarket no Brasil, mas não quer só te impedir de ver que Flávio Bolsonaro lidera a corrida presidencial", junto de um vídeo. O post recebeu 16,7 mil curtidas e 5,6 mil compartilhamentos. Na mesma linha, o empresário Paulo Figueiredo, apoiador da família Bolsonaro, publicou em sua conta no X três dias depois, em 9 de maio, a seguinte mensagem: "Por que o Dario Durigan (atual ministro da Fazenda) e Lula proibiram a plataforma de tecnologia preditiva Polymarket? Porque eles têm um histórico de acerto eleitoral de 90% em mercados de alta liquidez e Flávio já abriu quase 5 pontos de vantagem. Censura." O texto teve 11,6 mil curtidas e 3 mil compartilhamentos. O cenário descrito por eles, no entanto, mudou no fim de maio, quando postagens no X que destacavam a "virada" de Lula na plataforma Polymarket passaram a ter mais engajamento na rede social. Essas novas publicações associam a queda de Flávio nas apostas do site à revelação de áudios entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro com pedidos de financiamento para o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai do senador. Contratos ligados à eleição presidencial brasileira de 2026 no Polymarket somavam cerca de US$ 86,8 milhões (cerca de R$ 435 milhões) em volume negociado na última semana de maio — com Lula (US$ 5,79 milhões), Flávio Bolsonaro (US$ 5,98 milhões) e Renan Santos (US$ 5,80 milhões) à frente em movimentação financeira. Lula aparecia na plataforma com cerca de 44% de chances de vitória. Por sua vez, Flávio Bolsonaro tinha perto de 28%. Renan Santos, em terceiro, tinha 13%. Como o acesso ao site está bloqueado no Brasil, uma forma de entrar nas plataformas é por meio de VPN, um serviço de rede privada virtual que mascara o endereço IP do usuário e criptografa sua conexão, permitindo acessar conteúdos em uma dada localização. 'Pesquisa e mercado de apostas respondem perguntas diferentes' Para especialistas ouvidos pela reportagem, o mercado de apostas e as pesquisas eleitorais não medem a mesma coisa. Raphael Nishimura, estatístico da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, explica a distinção. "A pesquisa eleitoral está tentando estimar qual vai ser a intenção de voto de cada candidato. Já essas plataformas de apostas estão literalmente respondendo qual é a probabilidade de um candidato vencer a eleição. São perguntas diferentes que vão dar resultados diferentes." Ou seja, um candidato aparecer com 40% ou 50% no Polymarket não significa que ele terá aquela proporção de intenção de votos. Significa que o mercado está calculando a probabilidade de vitória com base no quanto os usuários desse tipo de plataforma estão dispostos a pagar para apostar naquele desfecho. O estatístico observa que o mercado de previsão, na prática, se alimenta das sondagens eleitorais. "Assim que sai uma pesquisa, principalmente dependendo do resultado, tem uma mudança nas probabilidades. Os apostadores estão absorvendo as informações da pesquisa e atualizando aquilo que eles acreditam ser de quem vai ser o vencedor", explica. Josilmar Cordenonssi, professor de Ciências Econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie, observa que pesquisas e sites de apostas operam em ritmos diferentes: as pesquisas exigem coleta de campo em amostra representativa e levam dias entre apuração e divulgação, enquanto os contratos se movem em tempo real, reagindo a fatos novos. "Quem usa esses mercados está apostando, colocando o próprio dinheiro lá. Não é simplesmente uma opinião desinteressada", diz Cordenonssi. "Eles estão apostando naquilo que é mais provável, porque o objetivo é ganhar dinheiro, não é ganhar politicamente, manipular o eleitorado." Quem aposta — e quem ganha A reação rápida do mercado a novos fatos que ainda não foram captados por pesquisas é, para Nishimura, o que essas plataformas têm de diferente. Mas ele alerta que essa mesma característica abre uma janela para riscos. Segundo uma análise da Bloomberg News, entre o início de 2025 e o fim de abril deste ano, o número de contas da Polymarket que perderam dinheiro após apostar mais de US$ 1 mil (cerca de R$ 5,6 mil) foi quase o dobro do total de contas que tiveram lucro. Outro levantamento, publicado pelo jornal americano The Wall Street Journal, mostrou que 67% dos ganhos da Polymarket estão concentrados em apenas 0,1% das contas. De acordo com o jornal, quase US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,8 bilhões) foram parar nas mãos de menos de 2 mil usuários. A análise também indicou que quem costuma se sair melhor nessas plataformas são empresas com equipes especializadas, capazes de pagar por recursos que ajudam a embasar suas apostas, como ter acesso a dados em tempo real e usar servidores e robôs de inteligência artificial para analisar um grande volume de informações. Os dados sugerem que o que se vende como "termômetro coletivo" pode, na prática, refletir mais o comportamento de poucos operadores sofisticados do que uma intuição pública coletiva. Há ainda o risco do uso de informação privilegiada — situação em que apostadores com acesso antecipado a um fato que ainda não veio a público fazem movimentações de vulto que alteram o cálculo das probabilidades informadas por uma plataforma. Em janeiro deste ano, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos denunciou Gannon Ken Van Dyke, militar das forças especiais americanas, por suposto uso de informação privilegiada. Van Dyke teria ganho mais de US$ 409 mil (cerca de R$ 2 milhões) apostando no Polymarket sobre a captura do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, antes de a operação se tornar pública. Ele se declarou inocente. Para Nishimura, o caso ilustra o problema. "Aquela pessoa que sabia [da captura de Maduro] era usuário dessa plataforma, acabava fazendo apostas de valores muito grandes, que acabaram puxando a probabilidade de aquele evento ocorrer, porque tinha ali uma informação interna." Outro risco apontado pelo estatístico é a manipulação direta. "Por serem cálculos de probabilidade feitos com base em volumes de apostas, de fato existe ali uma janela em que, se uma pessoa ou grupo de pessoas com muito dinheiro quiserem, de alguma forma, manipular aqueles números." Isso não acontece nas pesquisas eleitorais, ressalta o estatístico. "Os institutos têm seus métodos para averiguar as questões de voto da população para estimar aquilo que é o mais próximo possível. Não vai haver um grupo de pessoas que vai conseguir manipular o resultado das pesquisas. Institutos não têm interesse em vender um resultado distorcido, porque isso fere a própria reputação deles." Nishimura também faz um contraponto sobre o que se espera de uma pesquisa. "Pesquisa não serve como prognóstico. O papel dela é retratar um momento do eleitorado, que pode continuar ou não. Pode haver mudanças." Como exemplo, cita as eleições estaduais de 2018, quando pesquisas divulgadas na véspera apontavam Romeu Zema (Novo) em terceiro lugar na disputa pelo governo de Minas Gerais, e Wilson Witzel (então no PSC, hoje DC), no Rio de Janeiro, fora da liderança. Ambos acabaram à frente no primeiro turno após uma arrancada associada à onda bolsonarista na reta final. O estatístico aponta uma alternativa a quem busca a probabilidade de vitória de cada candidato — sem precisar recorrer a plataformas de aposta. "Existem agregadores que calculam probabilidades com base em pesquisas eleitorais apenas. Não só agrega e tira a média das pesquisas de intenção de voto, mas também tem um modelo por trás para calcular qual a probabilidade do Lula vencer a eleição, ou do Flávio vencer, ou de ter um segundo turno." (Para a eleição de 2026, o Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil, feito em parceria com a consultoria PollingData, compila resultados de pesquisas eleitorais e calcula a estimativa de intenção de voto para os pré-candidatos à Presidência.) Por que as plataformas foram proibidas no Brasil O bloqueio feito pelo governo federal partiu de uma resolução aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), orgão que regula o sistema financeiro brasileiro. Na ocasião, o ministro Dario Durigan afirmou que o setor "sofreu um espaço de anarquia" entre 2018 e 2022 e que esse tipo de aposta não pode ser tratado como derivativo regular no Brasil. "A gente não vai ter aqui previsão de chuva, morte de uma determinada celebridade, como possibilidade de ser encarado como derivativo regular no Brasil", disse Durigan. Hoje, é permitido no país o mercado de apostas em eventos esportivos reais, conhecidas como bets, e jogos online com regras definidas. A pressão pelo bloqueio veio também do próprio mercado regulado, segundo noticiou a imprensa brasileira. A Folha de S. Paulo afirmou que as bets brasileiras — que pagaram outorgas de R$ 30 milhões cada para operar legalmente no país — solicitaram ao governo, em reuniões com o Ministério da Fazenda, que plataformas como a Kalshi fossem bloqueadas. O argumento das bets é que essas empresas não poderiam operar no Brasil por não terem sede no país nem terem pago por outorgas. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, a fundadora da Kalshi disse que a empresa está em expansão e que estuda a possibilidade de abrir um escritório no Brasil. Para Cordenonssi, do Mackenzie, o problema central é regulatório. "Eles driblam toda a regulamentação do mercado financeiro", diz o professor sobre as plataformas do mercado de previsão. "Acharam melhor proibir esse tipo de aposta, deixando para o mercado financeiro organizar esse tipo de atividade aqui no Brasil."

Jornada da Produtividade impulsiona indústria no Paraná

Publicado em: 01/06/2026 16:18

Em um cenário de crescente pressão por competitividade, eficiência e inovação, a indústria paranaense vem acelerando a adoção de tecnologias e práticas voltadas à modernização dos processos produtivos e à redução de custos operacionais. É nesse contexto que se insere o Brasil Mais Produtivo, uma iniciativa que apoia micro, pequenas e médias empresas brasileiras por meio de metodologias de manufatura enxuta, eficiência energética, transformação digital e tecnologias inovadoras. Coordenado pelo MDIC, o programa envolve uma articulação nacional entre Senai, Sebrae, ABDI, Finep, Embrapii e BNDES, formando uma das maiores redes brasileiras de apoio ao aumento da produtividade industrial. A iniciativa atua com uma abordagem estruturada de consultoria e inovação industrial, apoiando empresas na adoção de tecnologias, na melhoria de processos produtivos e no aumento da eficiência operacional. O trabalho é organizado em três eixos estratégicos: manufatura enxuta, eficiência energética e transformação digital. No Paraná, a estratégia ganha força com a Jornada da Produtividade, iniciativa do Senai Paraná em parceria com o Governo do Estado do Paraná, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI), da Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial (SEIA) e da Fundação Araucária. Lançado em dezembro de 2024, o programa foi criado para impulsionar a modernização da indústria e fortalecer a competitividade no estado. A iniciativa promove a inserção de profissionais mestres e doutores como agentes de eficiência produtiva, atuando no desenvolvimento de estudos e estratégias de mercado baseadas em dados, na implementação de soluções tecnológicas e no mapeamento da maturidade de inovação, além das principais barreiras tecnológicas enfrentadas pela indústria. Com presença em diferentes regiões do Paraná, o programa já contabiliza 1.972 atendimentos, alcance em 162 municípios e mais de 115 mil horas executadas pelo Instituto Senai de Tecnologia em Produtividade, além de mais de 13 mil visitas técnicas realizadas nas indústrias. Os resultados econômicos reforçam o impacto da iniciativa, que já gerou mais de R$ 202,2 milhões em ganhos para as empresas atendidas. O programa também registra NPS de 91,95, indicador que evidencia alto nível de satisfação e aderência às necessidades da indústria paranaense. Manufatura enxuta aumenta produtividade industrial no Paraná O eixo de manufatura enxuta é responsável pela maior parte dos atendimentos e concentra ganhos expressivos de produtividade industrial. A metodologia busca eliminar desperdícios, otimizar fluxos produtivos e aumentar a eficiência das operações. Até o momento, foram 1.012 atendimentos neste eixo, com crescimento médio de 60,72% na produtividade das empresas participantes e retorno financeiro estimado em mais de R$ 200 milhões. O programa também contribui para a implantação de práticas de melhoria contínua e gestão de processos industriais. Na INEOS Fabricação e Comercialização Ltda., empresa do setor de dispositivos médicos, os resultados foram diretos na linha de produção. O diretor da empresa, Irineu Vitor Leite, explica as mudanças. O programa foi fundamental para ampliar nossa capacidade produtiva e melhorar processos. Antes, a eletrólise era feita peça por peça. Depois do apoio, passamos a trabalhar com múltiplas peças simultaneamente. Segundo ele, a mudança também trouxe ganhos de qualidade e eficiência. “Ganhamos mais agilidade na produção e também melhoramos a biocompatibilidade dos produtos utilizados em cirurgias de reconstrução facial”. O executivo destaca ainda o papel da consultoria técnica. “O suporte do programa foi essencial para uma empresa de pequeno porte, que muitas vezes não tem estrutura para investir sozinha em inovação industrial”. Eficiência energética reduz custos e amplia sustentabilidade O eixo de eficiência energética da Jornada da Produtividade tem ajudado indústrias a reduzir consumo, cortar custos e avançar em sustentabilidade industrial. A iniciativa também contribui para metas de descarbonização e redução de emissões de CO₂. Foram registrados 176 atendimentos com resultados relevantes, incluindo redução de 53% no consumo energético, economia anual de 2,37 mil MWh e diminuição de R$ 1,6 milhão em custos com energia. O programa também evitou a emissão de 100,83 toneladas de CO₂. Na MetalKraft, os ganhos vieram acompanhados de capacitação e estruturação interna. O especialista de processos Atílio Talamini destaca o impacto. O programa trouxe um olhar mais estratégico sobre nossos processos e ajudou a aprofundar o trabalho de eficiência energética que já realizávamos internamente. Um dos principais resultados veio da otimização de equipamentos industriais. “Conseguimos um ganho de 10% de eficiência energética na operação dos compressores”. Segundo ele, o programa também deixou um legado interno. “Foram capacitados cerca de 10 colaboradores em eficiência energética, o que segue gerando novos projetos dentro da empresa”. Transformação digital moderniza a indústria e amplia competitividade A transformação digital é o terceiro eixo da Jornada da Produtividade e apoia empresas na modernização industrial, automação de processos e integração de sistemas produtivos. O objetivo é ampliar a competitividade e preparar a indústria para os desafios da indústria 4.0. Na Daiken Elevadores, o programa acompanha uma fase de forte crescimento. O diretor geral Osmar Yamawaki explica o contexto da empresa. O crescimento da empresa exigiu novos investimentos em tecnologia para sustentar a expansão e melhorar nossa estrutura produtiva. A empresa passou por um diagnóstico de maturidade tecnológica dentro do programa. “A metodologia SIRI identificou oportunidades importantes de ganho em eficiência e competitividade com a adoção de novas tecnologias”. Mesmo em fase de implementação, os resultados já são esperados. “A expectativa é alcançar um novo patamar de competitividade, ampliando nossa atuação no Brasil e no mercado internacional”. Impacto regional da produtividade industrial no Paraná A Jornada da Produtividade tem forte presença regional, com atendimentos distribuídos em diferentes polos industriais do Paraná, incluindo Oeste, Norte, Leste e Campos Gerais. A iniciativa fortalece cadeias produtivas locais e amplia o acesso à inovação industrial. O programa também tem alta adesão de micro e pequenas empresas, que representam mais de 90% dos atendimentos realizados. Os principais setores atendidos incluem metalmecânica, madeira e móveis, alimentos e bebidas e têxtil e vestuário. Ao integrar transformação digital, eficiência energética e manufatura enxuta, a Jornada da Produtividade consolida-se como um dos principais programas de inovação industrial do Paraná, contribuindo diretamente para o aumento da produtividade e da competitividade da indústria paranaense.

Competências humanas impulsionam produtividade industrial

Publicado em: 01/06/2026 15:57

A busca por eficiência na indústria passa cada vez mais pelo desenvolvimento das chamadas “Soft Skills Ativas”. Em um cenário marcado pela automação e pelo avanço da inteligência artificial, habilidades ligadas à comunicação, adaptabilidade, pensamento crítico e inteligência emocional ganham protagonismo nas estratégias das corporações. É o que aponta o Relatório de Tendências de Empregabilidade de 2026, elaborado pelo IEL Paraná em parceria com o Observatório Sistema Fiep. O levantamento analisou 60 documentos de 40 instituições nacionais e internacionais e identificou uma mudança no perfil profissional valorizado no mercado. Com isso, as soft skills tornam-se essenciais para o ganho de eficiência na indústria tecnológica. Em resposta a esse cenário, grandes corporações adotam maratonas de inovação e dinâmicas práticas com foco em soluções ágeis e tomadas de decisão assertivas. Habilidades socioemocionais dão suporte às equipes diante das constantes transformações e demandas do setor produtivo. Divulgação/Gelson Bampi/Sistema Fiep. Resultados práticos na indústria Na rotina industrial, as organizações já percebem reflexos diretos desse movimento em indicadores ligados ao rendimento, integração entre equipes e capacidade de inovação. Um exemplo dessa transformação ocorre na Tata Consultancy Services (TCS), empresa indiana de tecnologia com filial em Londrina. Em parceria com o IEL Paraná, a instituição promoveu um bootcamp de três meses para preparar novos talentos e estruturar seu programa de estágio. O projeto funcionou como um acelerador focado tanto em conhecimentos técnicos avançados quanto no desenvolvimento de competências comportamentais, consideradas cada vez mais estratégicas para ambientes produtivos colaborativos e dinâmicos. Para Flávia Luisa, analista de TI da TCS, o treinamento foi o diferencial para otimizar as entregas do dia a dia e consolidar sua transição de carreira. “Como já atuei em Recursos Humanos, sei o quanto o mercado valoriza o perfil comportamental. Hoje, o trabalho em equipe, a empatia e a comunicação impactam diretamente os nossos resultados. No bootcamp, desenvolvemos essas capacidades na prática, e esse suporte fez toda a diferença para o meu crescimento profissional dentro da TCS”, relata. O desafio do setor, para Alessandro de Castro, superintendente do IEL Paraná, está na capacidade de desenvolver equipes preparadas para lidar com ambientes de trabalho mais complexos e colaborativos. “A produtividade moderna exige muito mais do que domínio técnico. As indústrias precisam de profissionais preparados para tomar decisões, atuar de forma colaborativa e responder rapidamente às mudanças do mercado. O grande diferencial competitivo está na forma como as organizações potencializam essas competências dentro das equipes”, enfatiza. Diagnóstico online auxilia empresas na gestão de talentos Para apoiar o segmento nesse processo, o IEL Paraná disponibiliza gratuitamente um Diagnóstico de Gestão de Talentos online. Em cerca de cinco minutos, a ferramenta identifica o principal desafio relacionado à gestão de pessoas e indica soluções direcionadas às necessidades de cada negócio. O diagnóstico gera resultados divididos em quatro perfis estratégicos: Crescimento Acelerado, voltado a negócios em expansão que precisam atrair talentos de forma estruturada; Aceleração de Performance, direcionado ao fortalecimento de soft skills e desenvolvimento de equipes; Inovação Industrial, com foco na conexão entre indústria, pesquisa e talentos especializados; e Estratégia de Liderança, destinado à formação de líderes alinhados à cultura e aos objetivos organizacionais. O mapeamento empresarial é gratuito e pode ser acessado por gestores e empresas interessados em avaliar seus processos de gestão de pessoas no link ENQUETE INTERATIVA Quais soft skills sua empresa considera mais importantes? Trabalho em equipe Comunicação Adaptabilidade Inteligência emocional

IA chega aos cupons de desconto e ajuda brasileiros a economizar de verdade

Publicado em: 01/06/2026 14:45

Em um cenário em que cada centavo conta no orçamento do brasileiro, recorrer a cupons de desconto deixou de ser apenas uma estratégia de quem gosta de pesquisar e virou hábito de milhões de pessoas. Seja para a compra de eletrônicos, beleza, supermercado ou moda, o reflexo é o mesmo: antes de finalizar o pedido, o consumidor abre uma nova aba e procura por um código promocional que reduza um pouco o valor final. O problema é que boa parte desses códigos espalhados pela internet simplesmente não funcionam. Cupons antigos, regras escondidas, ofertas válidas apenas para novos clientes e até golpes fazem com que a busca por economia muitas vezes termine em frustração e, em alguns casos, coloque em risco os dados do consumidor. É justamente nesse ponto que entra o trabalho do AdoroCupom, um dos maiores sites de cupons do Brasil, que passou a usar inteligência artificial para mudar essa lógica. IA que encontra e valida cupons em tempo real A proposta é simples: em vez de depender apenas de cadastros manuais, a tecnologia aplicada pela equipe varre as lojas parceiras, identifica novas promoções, testa códigos e descarta automaticamente aqueles que estão expirados ou com regras pouco claras. O resultado é uma vitrine mais confiável para quem está com o carrinho aberto e quer fechar a compra. “A IA ajuda a encontrar e validar de maneira automática os cupons que realmente funcionam. Antes, esse era um trabalho 100% manual, sujeito a erros e demora. Hoje, conseguimos entregar para o usuário um desconto que tem muito mais chance de ser aplicado já no carrinho.”, comenta José Felipe, especialista em cupons e fundador do Adoro Cupom. Quando a IA também ajuda outras IAs A ascensão da inteligência artificial também está mudando a forma como consumidores encontram cupons e ofertas. Com a popularização de assistentes como ChatGPT, Gemini e Perplexity, milhões de brasileiros passaram a pedir recomendações de cupons e ofertas diretamente para essas ferramentas. E elas, por sua vez, precisam consumir de fontes confiáveis para responder bem, caso contrário, devolvem códigos vencidos ou inventados. “Estamos vendo um movimento novo: as próprias IAs também usam o nosso conteúdo para sugerir cupons aos usuários. Por sermos um dos maiores sites de cupons do Brasil e termos um processo automatizado de validação, viramos uma fonte recorrente para essas ferramentas. No fim das contas, ao melhorar a qualidade dos nossos cupons, ajudamos também a melhorar a recomendação que o brasileiro recebe em qualquer assistente que ele use”, finaliza José Felipe da Silva. Como aproveitar melhor os cupons no dia a dia Para o consumidor, a recomendação dos especialistas é simples: tornar a busca por cupons parte da rotina de compras, e não um esforço reservado apenas para datas promocionais como Black Friday ou Dia das Mães. Antes de finalizar qualquer pedido, vale conferir se existe um código ativo no AdoroCupom para a loja escolhida, seja um cupom da Shein para compras de moda ou um cupom do Mercado Livre em eletrônicos. Outra dica importante é prestar atenção às regras de cada cupom: valor mínimo de compra, categorias de produto incluídas, formas de pagamento aceitas e validade. Apesar da automação na validação, é o consumidor quem decide qual desconto faz mais sentido para o seu carrinho, e a leitura rápida das condições continua sendo o passo que separa quem economiza de quem se decepciona no checkout. Em um país onde a inflação corrói o poder de compra e o consumidor precisa equilibrar contas mês a mês, transformar a busca por descontos em um processo rápido, automático e confiável virou uma forma concreta de economizar. E com a inteligência artificial assumindo parte desse trabalho, a tendência é que esse hábito fique cada vez mais simples, e cada vez mais comum entre os brasileiros. Confira os cupons e ofertas disponíveis no AdoroCupom e descubra como tornar suas compras online mais econômicas.

Dona do Claude, IA rival do ChatGPT, faz pedido confidencial para IPO nos EUA

Publicado em: 01/06/2026 14:18

Claude Logotipo Reprodução A empresa norte-americana de inteligência artificial Anthropic, criadora do chatbot Claude, informou nesta segunda-feira (1º) que protocolou de forma confidencial um pedido de abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos. A companhia não divulgou o tamanho nem os termos da oferta. No fim de maio, a Anthropic levantou US$ 65 bilhões em uma rodada de investimento, atingindo uma avaliação de mercado de US$ 965 bilhões — valor que a colocou à frente da rival OpenAI. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo Essa avaliação mais do que dobrou em relação aos US$ 380 bilhões registrados em fevereiro, quando a empresa captou US$ 30 bilhões em outra rodada de financiamento. A rápida valorização da empresa no início de 2026 abalou os mercados e levou à venda de ações de companhias de software e tecnologia da informação. Veja os vídeos em alta no g1 Agora no g1 Investidores demonstram preocupação de que ferramentas de IA cada vez mais autônomas possam pressionar modelos de negócios tradicionais e acelerar mudanças em diversos setores. A OpenAI também se prepara para um pedido confidencial de IPO nos EUA nas próximas semanas, segundo uma fonte ouvida pela Reuters no fim de maio. Com uma sequência de grandes empresas se aproximando do mercado de capitais, companhias como a SpaceX e outras gigantes de tecnologia disputam um volume limitado de recursos de investidores. A eventual listagem da Anthropic deve se tornar uma das mais relevantes dos últimos anos, com potencial para influenciar índices de referência, fluxos de investimento e o cenário das bolsas norte-americanas. Com valuation próximo de US$ 1 trilhão, a empresa poderia passar a integrar o grupo mais alto de companhias listadas nos EUA, ao lado de nomes que dominam o mercado acionário global.

Com aprovação da PEC do fim da escala 6x1 na Câmara, cresce a lista de projetos de interesse do governo nas mãos de Alcolumbre

Publicado em: 01/06/2026 11:23

Alcolumbre e Lula sentaram lado a lado durante posse de Nunes Marques como presidente do TSE e evitaram trocar olhares Walter Rocha / TV Globo A aprovação da PEC que acaba com a escala 6x1 na Câmara dos Deputados e o anúncio feito pelo governo dos Estados Unidos da classificação do Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, aumentaram a urgência de projetos de interesse do governo nas mãos do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A relação entre Lula e Alcolumbre tensionou de vez com a rejeição da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), articulada pelo presidente do Senado. Na mesma semana, o Congresso derrubou o veto de Lula ao PL da Dosimetria, que reduz as penas dos condenados no 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, adversário político do petista. Desde então, a relação entre Lula e Alcolumbre permanece discretamente estremecida, sem muita proximidade em eventos públicos. Pauta prioritária para o governo de olho nas eleições deste ano, o fim da escala 6x1 está no Senado desde a semana passada e, segundo interlocutores de Alcolumbre, seguirá o rito protocolar, passando pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e com a realização de audiências públicas. Câmara aprova PEC pelo fim da escala 6x1 A PEC do fim da 6x1 chegou à mesa de Alcolumbre no mesmo dia em que o líder da oposição e coordenador da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência da República, Rogério Marinho (PL-RN), apresentou uma outra PEC que cria um regime alternativo à Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Esse novo texto prevê que empregador e trabalhador devem negociar o valor do trabalho por "hora trabalhada". Alcolumbre despachou a PEC da oposição à CCJ, mas não deu o mesmo tratamento ao texto a proposta que acaba com a escala 6x1. Apesar disso, aliados do presidente do Senado garantem que a proposta de interesse do governo será votada antes das eleições. Prioridade no Senado Ao g1, o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), minimizou o despacho de Alcolumbre e garantiu que o texto oriundo da Câmara terá prioridade no colegiado. “O tempo do Davi, as decisões do Davi, eu respeito, assim como ele respeita as minhas. Não tem nenhum problema nisso. Não estou dizendo que [a da oposição] vai para a gaveta, mas eu vou esperar a que foi debatida na Câmara, inclusive respeitando o presidente da Câmara, o Hugo Motta, e respeitando o voto de 400 e tantos deputados que votaram e aprovaram lá”, afirmou Otto Alencar. Otto destacou ainda que a CCJ aprovou no ano passado uma PEC de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS) que reduz de forma progressiva a jornada máxima semanal no país até o limite de 36 horas, além de garantir dois dias de descanso remunerado, preferencialmente aos sábados e domingos. “É preciso considerar a do Paim, que nós aprovamos aqui na CCJ e que está na mão do Davi. Na verdade, é uma chuva de PECs”, pontuou. Otto deve se reunir com Alcolumbre nesta terça-feira (2) para alinhar a tramitação da PEC que acaba com a escala 6x1. O presidente do Senado chegou a cogitar realizar uma reunião de líderes, mas desistiu diante da semana esvaziada pelo feriado de Corpus Christi. PEC da Segurança Outra PEC de interesse do governo aguardando despacho de Alcolumbre é a que prevê redesenhar a segurança pública e o combate ao crime organizado no país, conhecida como PEC da Segurança. A proposta foi aprovada em março na Câmara dos Deputados e ainda não foi despachada por Alcolumbre para a CCJ, única comissão em que deve tramitar. Após a decisão anunciada na última sexta-feira (29) pelo governo dos Estados Unidos em classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, o avanço da PEC da Segurança se tornou ainda mais importante para o Palácio do Planalto. A avaliação é de que o governo precisa dar uma resposta que demonstre o compromisso com o combate ao crime organizado e que reforce a defesa da soberania nacional. Aliados de Alcolumbre afirmam que, apesar de ainda estar na gaveta, a PEC deve ser despachada e votada antes das eleições. 88% das prisões no Brasil envolvem PCC e CV Redata Outro tema relevante na agenda do governo Lula este ano é o projeto que cria o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter, conhecido como Redata. A proposta tem o mesmo conteúdo de uma medida provisória editada pelo governo, mas que perdeu a validade em fevereiro. A Câmara dos Deputados chegou a aprovar o texto antes do prazo expirar, porém Alcolumbre não colocou o assunto em votação. A justificativa foi que matérias do tipo precisam ser enviadas com antecedência para garantir tempo suficiente de debate. 🎧Os data centers são a espinha dorsal do mundo digital: são os grandes conjuntos de servidores onde ficam armazenadas e por onde circulam as informações de empresas, bancos, governos e pessoas comuns, distribuídos em diversos países. Trazer data centers para o Brasil pode aumentar a eficiência de aplicativos, operações financeiras e inteligência artificial, já que os dados passam a ser processados no próprio país, sem depender de servidores distantes. Além disso, os investimentos das empresas de tecnologia nessa área colocam o Brasil em uma posição estratégica, com a criação de empregos qualificados e o estímulo ao desenvolvimento tecnológico nacional.

20º Congresso Empresarial da Acipi coloca pessoas e IA no centro das decisões

Publicado em: 01/06/2026 10:27

Tema deste ano - Pessoas no Centro, o futuro dos negócios é humano e artificial Crédito: Divulgação. Com a proposta de refletir sobre como a inteligência artificial vem transformando o ambiente corporativo sem deslocar o papel estratégico das pessoas, a Associação Comercial e Industrial de Piracicaba realiza, na próxima terça-feira (2), das 16 às 23h00, a vigésima edição do seu Congresso Empresarial, consolidando o evento como um dos principais espaços de atualização e tendências para lideranças. Com o tema “Pessoas no Centro: o futuro dos negócios é humano e artificial”, a programação reúne especialistas de destaque nacional. Gustavo Borges, Roberto Tranjan e Sabina Deweik levarão ao palco do Teatro Municipal Dr. Losso Netto conteúdos autorais voltados à liderança, comportamento, inovação e adaptação em cenários complexos. O público terá acesso a experiências inéditas de IA Crédito: Divulgação. Mauricio Benato, presidente da Acipi, lembra que ao longo da história do Congresso passaram pelo evento nomes como Leandro Karnal, Carlos Alberto Sardenberg, Cristiana Lôbo, Marcelo Tas, Murilo Gun entre outros convidados especialistas. “É um desafio e tanto. A vigésima edição tem algo de especial. A partir da curadoria que definiu o tema, todas as ações foram pautadas para levar ao público experiências exclusivas, com informações relevantes para quem empreende, tem um negócio ou atua como líder. Em respeito ao primeiro congresso realizado em abril de 2003, estamos preparando tudo com muito cuidado para honrar essas 20 edições. A expectativa é positiva em todos os aspectos, especialmente na abordagem de temas tão atuais para a rotina dos empresários: pessoas e tecnologia”. Maurício Benato destaca a IA no Congresso Empresarial da Acipi Crédito: Divulgação. Um dos diferenciais desta edição é a ativação inédita baseada em inteligência artificial, que será utilizada para potencializar conexões entre os participantes. A tecnologia atuará como facilitadora do networking, com recursos como matchmaking de perfis e concierge inteligente, reforçando a proposta de integração entre humano e digital. A curadoria do congresso, inspirada no percurso do Rio Piracicaba, organiza a experiência em etapas que refletem a jornada das empresas. O ponto de partida é a nascente, na qual a liderança define direção e estratégia; na sequência, a correnteza representa o impulso do crescimento a partir da relação com clientes; as margens simbolizam a cultura organizacional, responsável por sustentar e dar consistência ao percurso; as turbulências traduzem os desafios impostos pelas transformações tecnológicas e de mercado; até chegar ao mar, que representa a visão de futuro e as oportunidades de expansão. O Congresso é uma realização da Acipi, por meio da Acipi Escola de Negócios, com patrocínio institucional da Sicoob Cocre e Unimed Piracicaba. Os ingressos continuam à venda na plataforma http://acipi.com.br/congressoempresarial. Alta performance Com quatro medalhas olímpicas, 19 pódios em Jogos Pan-Americanos e um dos nomes mais respeitados da natação brasileira, Gustavo Borges construiu uma trajetória que extrapola o esporte. Empreendedor, investidor e referência em gestão de academias no país, ele traduz a disciplina das piscinas em lógica empresarial. Formado em Economia pela Universidade de Michigan (EUA) e empreendedor há mais de 20 anos, está ao lado de empreendedores em mais de 400 empresas (academias, clubes, escolas de natação e prefeituras) licenciadas no Brasil e América Latina com a Metodologia Gustavo Borges de desenvolvimento de negócios com módulos de gestão aquática e ensino da natação, comercial, marketing e vendas. Olhar humano Roberto Tranjan chega ao evento com uma trajetória consolidada na interseção entre educação, gestão e desenvolvimento humano. Empresário e autor de obras que dialogam com liderança e propósito, ele é reconhecido por provocar reflexões que rompem com modelos tradicionais de gestão. Sua linha de pensamento parte de um princípio simples e muitas vezes negligenciado: empresas são feitas de pessoas. Educador, conferencista, consultor e escritor, Tranjan é formado em Economia e pós-graduado em Administração de Empresas pela Eaesp/FGV. É autor de diversos livros, entre eles: A empresa de corpo, mente e alma, Metanoia, O devir, Chamamentos e O velho e o menino, além de Rico de verdade. A jornada do participante no Congresso envolverá pessoas e experiências e tecnologia Crédito: Divulgação. Futuro não óbvio Sabina Deweik traz ao palco uma perspectiva complementar e necessária: a leitura de sinais emergentes. Jornalista de formação e pesquisadora de tendências, atua na análise de comportamento e nas transformações culturais que impactam o mercado. Com experiência em projetos de inovação e desenvolvimento de lideranças, sua atuação se concentra em conectar presente e futuro, ajudando empresas a interpretar mudanças antes que elas se tornem óbvias. Sabina é futurista, pesquisadora, consultora e educadora. Formada em jornalismo pela PUC-SP, tem mestrado em Comunicação e Semiótica também pela PUC e Mestrado em Comunicação de Moda pela Domus Academy, de Milão. A programação do 20º Congresso Acipi tem início às 16h, com credenciamento e welcome coffee. Às 18h10, ocorre a abertura oficial do evento. Na sequência, às 18h40, está prevista a palestra de Roberto Tranjan. Às 19h35, o público acompanha uma ativação artística, seguida, às 19h50, pela palestra de Sabina Deweik. Às 20h40, é a vez da apresentação de Gustavo Borges. Às 21h20, os três palestrantes se reúnem no palco para um encontro conjunto. O evento segue às 21h40 com retorno ao foyer para networking, sendo encerrado às 23h. SERVIÇO: 20º Congresso Empresarial da Acipi – Pessoas no centro: o futuro dos negócios é humano e artificial Data: 02/06/2026 (próxima terça-feira) Local: Teatro Municipal Dr. Losso Netto Associadas Acipi contam com descontos especiais Ingressos e informações: http://acipi.com.br/congressoempresarial Orientações importantes para os participantes: Curadoria personalizada - Caso ainda não tenha preenchido, verifique seu e-mail de inscrição e abra o link para responder às perguntas. O preenchimento é rápido e essencial para tornar sua experiência no Congresso ainda mais conectada, fluida e personalizada. Acesso – Deixe seu QR Code salvo ou em fácil acesso. Ele será solicitado na entrada do evento. Celular carregado – E com a memória liberada. O congresso será oportuno para registrar insights, conexões e contatos. Se puder, leve um carregador portátil. Chegue com antecedência – Isso vai facilitar seu acesso com tempo para absorver o clima de pré-evento no foyer do Teatro Dr. Losso Neto. Contatos - Vá aberto a conversar, conhecer pessoas e interagir. Esse é o DNA do Congresso Empresarial Acipi: proporcionar contatos que possam ajudar negócios de todos os tamanhos.

Como a Nvidia desafia Apple e Intel ao anunciar chip de IA para computadores pessoais

Publicado em: 01/06/2026 07:38

O chip RTX Spark será incluído em uma nova linha de PCs com Windows AFP via Getty Images A Nvidia anunciou um novo chip para PCs em uma tentativa de ganhar espaço no mercado de dispositivos integrados com tecnologia de inteligência artificial (IA). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Essa reinvenção do computador é tão significativa quanto foi a reinvenção do telefone no que hoje conhecemos como smartphone", afirmou o diretor-executivo da Nvidia, Jensen Huang, ao apresentar o chip RTX Spark. Huang fez o anúncio na segunda-feira (01/06), em discurso antes da abertura da feira de tecnologia Computex, em Taipei, Taiwan. O RTX Spark é "um novo superchip... para a era dos agentes pessoais de IA — oferecendo uma nova classe de computador que passa de ferramenta a colega de trabalho", afirmou a Nvidia em seu site. Agora no g1 Ele será incluído em uma nova linha de PCs com Windows produzidos por Lenovo, HP, Dell, Microsoft Surface, Asus e MSI. Eles devem estar disponíveis na segunda metade do ano, com modelos da Acer e da Gigabyte na sequência. A mudança representa um desafio para nomes de destaque no mercado de computadores, como Apple e Intel. Lenovo, HP, Dell e Apple representaram quase 75% do mercado mundial de computadores pessoais nos três primeiros meses deste ano, de acordo com a empresa de pesquisa Gartner. O boom em centros de dados que alimentam a IA ajudou a Nvidia a se tornar a empresa mais valiosa do mundo, com uma avaliação de mercado de mais de US$ 5 trilhões. No domingo (31/05), os Estados Unidos agiram para fechar uma possível brecha no envio de chips como os processadores Blackwell da Nvidia para a China. Orientações publicadas pelo Departamento de Comércio esclareceram que é necessária uma licença para exportar os chips de IA mais avançados para subsidiárias de empresas chinesas sediadas fora da China. O governo americano vem tentando impedir que empresas chinesas comprem os chips de computador de ponta necessários para desenvolver tecnologias cruciais de IA. Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês). LEIA TAMBÉM: Nvidia: o boom de IA ​​que impulsiona empresa mais valiosa do mundo apesar de tensões entre EUA e China O imigrante ex-lavador de pratos que fundou a Nvidia, gigante dos microchips que vale mais que Google e Amazon

O que é a 'tarefa de seleção de Watson' — e por que ela é um dos problemas de lógica mais desconcertantes da história

Publicado em: 01/06/2026 06:32

'tarefa de seleção de Watson' BBC / Daniel Arce A Tarefa de Seleção de Wason já foi descrita como "o paradigma experimental mais pesquisado na psicologia do raciocínio". Embora o nome e a descrição possam sugerir algo complexo, trata-se de um experimento surpreendentemente simples e incrivelmente revelador. O "Wason" por trás de tudo isso é o britânico Peter Wason, um dos psicólogos mais influentes e criativos do século 20. Ele tinha um estilo de trabalho pouco convencional, como relatou seu aluno e colaborador Philip Johnson-Laird: "Ele defendia que os psicólogos nunca deveriam saber ao certo por que estavam conduzindo um experimento". Em vez de partir de uma hipótese que precisava ser confirmada ou refutada, ele inventava experimentos e, com base nas observações geradas, formulava hipóteses. Agora no g1 Seu interesse era o pensamento humano, então ele criava tarefas que revelassem seus segredos. Os experimentos cujos resultados se desviavam do esperado, em certo sentido, faziam com que a mente "se entregasse". Essa atitude fascinava seus alunos, que participavam de seus experimentos. "Depois, com o cachimbo na mão, ele explicava onde haviam se equivocado; sua aparência marcante combinava com a imagem que se tinha de Sherlock Holmes", recordou Johnson-Laird ao escrever o obituário de Wason em 2003. E o mais famoso dos experimentos que criou, porque mostrou que o raciocínio humano não era como se acreditava, foi a Tarefa de Seleção, que ele escreveu pela primeira vez há cerca de 60 anos e, desde então, tem sido um dos enigmas cognitivos mais estudados. Teste seus conhecimentos! Você vê quatro cartas, cada uma com uma letra de um lado e um número do outro. As faces que você vê possuem as letras E e K, e os números 4 e 7. Dizem a você que se uma carta tiver uma vogal de um lado, ela terá um número par do outro. A pergunta é: qual ou quais cartas você teria que virar para verificar se essa regra é verdadeira? Quais cartas você viraria para verificar se a regra é verdadeira? BBC / Daniel Arce No experimento original, pouquíssimas pessoas, apenas cerca de 10%, resolveram o quebra-cabeça corretamente, ignorando a carta crucial e selecionando combinações incorretas. A chave é sempre ter em mente o que a regra diz: se houver uma vogal, então deve haver um número par. E também, o que ela não diz: que todos os números pares devem ter uma vogal que nem todas as consoantes devem ter números ímpares. Portanto... E: pode confirmar ou refutar a regra. K: é irrelevante neste caso: a regra não diz nada sobre consoantes, então não importa qual número apareça do outro lado. 4: é aqui que muitas pessoas se confundem. Intuitivamente, parece importante porque a regra menciona "números pares"... mas não diz "se houver um número par, então há uma vogal". Então, se você virar a carta e houver uma vogal, você apenas confirma a regra, mas se houver uma consoante, você não a refuta. 7: Esta é a carta crucial, pois é a única que pode refutar a regra. Por ser um número ímpar, se o outro lado tiver uma vogal, ela a destrói imediatamente. A combinação correta é E e 7. Desde que Wason escreveu sobre este experimento em 1966, muitos estudos o replicaram, frequentemente variando as letras e os números, ou até mesmo substituindo alguns por cores ou formas. O que não mudou muito foram os resultados. O padrão típico é mais ou menos este: cerca de 45% escolhem E + 4 cerca de 35% escolhem apenas E cerca de 4% escolhem corretamente E + 7 O problema, como Wason disse corretamente, é "enganosamente simples", mas também esclarecedor. Eliminar o erro Por que tão poucos acertam? Getty Images/BBC O que foi revolucionário no trabalho de Wason foi converter antigas intuições filosóficas sobre as limitações da razão humana em fenômenos que podiam ser estudados experimentalmente. Aristóteles já havia estudado as falácias do raciocínio, ou seja, os erros que podem surgir em argumentos lógicos. Séculos depois, Francis Bacon advertiu em Novum Organum que a mente humana tende a favorecer as ideias que já acredita serem verdadeiras. Como escreveu em 1620: "O entendimento humano, uma vez que adotou uma opinião, atrai todo o resto para apoiá-la e concordar com ela". Bacon acreditava que as pessoas tendem naturalmente a buscar confirmação e ignorar tudo o que contradiz suas crenças: uma intuição que hoje parece surpreendentemente próxima do que chamamos de viés de confirmação. Muitos outros perceberam o mesmo, mas talvez a influência filosófica mais importante sobre Wason tenha sido Karl Popper. Ele sustentava que "a ciência não consiste em encontrar confirmações, mas em eliminar o erro." Em sua visão, a investigação científica deveria concentrar-se em buscar provas decisivas que pudessem refutar uma teoria, em vez de acumular exemplos que a apoiassem. Foi justamente isso que fascinou Wason: que, ao se deparar com problemas simples de raciocínio, a maioria das pessoas parecia fazer espontaneamente o contrário. Esse contraste não era uma vaga intuição: alguns anos antes, ele já havia começado a explorar essa mesma ideia com outro experimento igualmente simples e um tanto lúdico. 2-4-6 Getty Images/BBC Qual, afinal, é a regra? No problema 2-4-6, os participantes são informados de que existe uma regra oculta que gera sequências de três números. Sua tarefa é descobri-la. Para começar, o experimentador deu um exemplo: 2 – 4 – 6 Os participantes são solicitados a propor outras sequências de três números para tentar deduzir a regra, e o experimentador informa se a sequência se encaixa ou não na regra. A maioria das pessoas, quase imediatamente, formulou uma hipótese, como "a regra é somar 2", ou algo semelhante: "contar múltiplos", "somar os dois primeiros números para obter o terceiro". E a partir daí, começaram a testar sequências como: 8 – 10 – 12 3 – 6 – 9 50 – 100 – 150 Todas eram razoáveis. Todas se encaixavam. Todas "confirmavam" a ideia inicial. Mas nenhuma delas realmente testou a regra. Todas permaneceram dentro do mesmo tipo de exemplo que já parecia válido. O que quase ninguém fez foi tentar algo que pudesse quebrar a hipótese, como: 1 – 2 – 3 3 – 5 – 7 10 – 5 – 0 Ou seja, casos que forçariam o experimentador a dizer "não". E é aqui que o experimento começa a se tornar revelador, pois a regra real era muito mais simples do que quase todos imaginavam: qualquer sequência de números em ordem crescente. A maioria dos participantes levou muito tempo para descobrir a regra, ou nunca a descobriu, não porque a regra fosse difícil, mas porque sua abordagem para encontrá-la era tendenciosa desde o início: em vez de tentar refutar suas próprias hipóteses, eles tentaram confirmá-las. E foi isso que a Tarefa de Seleção de Wason confirmaria mais tarde. O resultado foi desconcertante. Indicou que a maioria das pessoas falhava sistematicamente nesse tipo de problema abstrato. Nas palavras de Wason (1968), "a tarefa de seleção reflete uma tendência à irracionalidade na argumentação, na medida em que os participantes erram". Ele chegou a sugerir que, nesses tipos de situações, "a irracionalidade, e não a racionalidade, é a norma". Mas então, os psicólogos começaram a perceber algo muito estranho, e a história se tornou ainda mais interessante. Cervejas e refrigerantes Durante as décadas de 1970 e 1980, pesquisadores como Richard Griggs e James Cox estudaram sistematicamente algo curioso: quando o problema era formulado em termos cotidianos, o desempenho melhorava drasticamente. O cenário era o seguinte: você está em um bar e sua função é fazer cumprir uma regra. Você recebe quatro cartas. Cada uma representa um cliente: um lado mostra o que ele está bebendo e o outro, sua idade. As cartas que você vê são: Cerveja, Refrigerante, 20, 17. A regra é: se uma pessoa bebe álcool, ela deve ter mais de 18 anos. Quais cartas você teria que virar para verificar se alguém está violando a regra? Quais cartas você viraria para verificar se a regra está sendo seguida? BBC / Daniel Arce A resposta correta é: Cerveja e 17 anos. A lógica é exatamente a mesma que com as letras e os números: você precisa virar a carta que confirma a regra (a pessoa que está bebendo cerveja tem mais de 18 anos?) e a que a refuta (o jovem de 17 anos está bebendo álcool?). O refrigerante não importa — a regra não diz nada sobre quem pode beber refrigerante — e o mesmo vale para o jovem de 20 anos: mesmo que ele beba cerveja, não estará infringindo nenhuma regra. Mas aqui acontece algo surpreendente: nesse cenário, a maioria das pessoas acerta sem dificuldade. O problema lógico é idêntico ao das cartas abstratas, mas algo no conteúdo — uma situação social reconhecível, uma regra que faz sentido — muda completamente a forma de raciocínio. A partir daí, o experimento de Wason deixou de ser apenas um teste de lógica e se tornou um campo de batalha teórico. Leda Cosmides, da perspectiva da psicologia evolucionista, propôs uma explicação provocadora: talvez o raciocínio humano não seja projetado para a lógica abstrata, mas sim para detectar trapaceiros em interações sociais. Dessa perspectiva, não é que falhamos na tarefa de Wason: é que somos extraordinariamente bons em uma versão diferente dela, uma que tem consequências reais no mundo social. Outros pesquisadores dizem que a mente humana não é um sistema de lógica perfeita, mas um sistema com limites: racionalidade suficiente, não ótima — uma ideia que Herbert A. Simon, ganhador do Prêmio Nobel de Economia, desenvolveu sob o nome de racionalidade limitada. E os psicólogos Daniel Kahneman e Amos Tversky ampliaram essa linha de pensamento, mostrando que nossos julgamentos são guiados por atalhos mentais sistemáticos, não por dedução lógica estrita. Além do laboratório A mente humana é o enigma Getty Images É difícil superestimar a influência da Tarefa de Seleção de Wason. Na psicologia cognitiva, ela se tornou uma referência: poucas tarefas experimentais geraram tantos estudos, tantas replicações e tanto debate. Seu impacto se estendeu muito além disso. Na filosofia da ciência, a tarefa se tornou um exemplo vívido da assimetria entre confirmação e falsificação que Popper havia descrito no abstrato: não é que as pessoas não entendam lógica, mas sim que algo em nossa arquitetura mental nos inclina a buscar confirmação. Na economia comportamental, o trabalho de Kahneman, Tversky e outros se baseou diretamente nessa mesma fonte. E na educação, o experimento é usado para ensinar pensamento crítico. Mais recentemente, o experimento entrou no campo da inteligência artificial. Quando pesquisadores querem medir se um modelo de linguagem realmente raciocina ou simplesmente reconhece padrões, um dos testes clássicos é uma versão da tarefa de Wason. Os modelos mais avançados resolvem o problema facilmente em sua forma abstrata — eles têm acesso a toda a lógica formal já escrita —, mas cometem erros surpreendentemente semelhantes aos humanos quando o conteúdo muda de maneiras sutis ou inesperadas. A tarefa permanece, em certo sentido, um raio-X do raciocínio. E esse é talvez o aspecto mais duradouro do trabalho de Wason: não a tarefa em si, mas a questão que ela deixou em aberto. Não se trata de saber se os humanos são irracionais, mas sim por que falhamos precisamente onde falhamos e sob quais condições paramos de falhar. A mente não é uma máquina lógica defeituosa. É algo mais estranho e interessante.

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Por que anúncios de bets com Kane e Haaland foram vetados do Instagram: 'Irresponsáveis'

Publicado em: 01/06/2026 03:00

Harry Kane (à esquerda) e Erling Haaland em um jogo do Tottenham contra o Manchester City em 2023 PA Media via BBC Dois anúncios no Instagram com os astros do futebol Harry Kane e Erling Haaland foram banidos no Reino Unido por serem considerados “irresponsáveis”, diz o órgão regulador de publicidade do país. A Advertising Standards Authority (ASA) disse que os anúncios, que eram de um site de apostas online, violaram o seu código porque Kane e Haaland têm um "forte apelo junto de menores de 18 anos". 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A Oddschecker, que publicou as imagens, afirmou que elas eram "principalmente de natureza editorial, e não anúncios" e que havia configurado a conta para ser acessada apenas por maiores de 18 anos. No entanto, a ASA disse que existe "um número significativo de crianças que não usam sua data real de nascimento ao se inscreverem" no Instagram. Agora no g1 Funcionário do Google é acusado de usar dados internos para lucrar US$ 1 milhão em site de apostas O que são os sites de 'apostas sobre tudo' que têm irritado bets no Brasil A ASA investigou os anúncios em questão após uma queixa de um pesquisador da Universidade de Bristol. Um deles mostrava uma imagem de Kane com a legenda: "Harry Kane é o jogador com mais apostas para vencer a Bola de Ouro em 2026 (32% das apostas)", com um emoji de troféu. O outro mostrava Haaland e trazia a legenda: "Nas últimas 24 horas, a Noruega vencer a Copa do Mundo de 2026 é a aposta mais feita através do oddschecker." A Cyan Blue Odds Ltd, empresa que opera a Oddschecker, disse reconhecer que exibir grandes jogadores de futebol pode atrair crianças e que havia configurado a conta para que apenas maiores de 18 anos pudessem visualizá-la. Argumentou que as postagens não eram publicitárias, mas sim conteúdo “editorial” mais geral, razão pela qual não havia nenhum aviso de idade ou mensagem promovendo o jogo responsável. A ASA rejeitou a defesa, considerando Kane e Haaland "como apresentando alto risco de forte apelo junto a menores de 18 anos". “Por esses motivos, concluímos que os anúncios eram irresponsáveis e violaram o código”. Em outra investigação, a ASA concluiu que um outro anúncio no Instagram com um jogador de futebol não violou suas regras. O anúncio da Betway mostrava uma foto do ex-atacante do Arsenal e agora analista Thierry Henry, mas a ASA disse que é improvável que ele atraia fortemente os menores de 18 anos e, portanto, não violou seu código. Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês).

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