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É #FAKE foto de posto com litro de gasolina comum a R$ 12,85 e diesel a R$ 15,89; trata-se de montagem

Publicado em: 24/03/2026 15:47

É #FAKE foto de posto com litro de gasolina comum a R$ 12,85 e diesel a 15,89; trata-se de montagem Reprodução Circula nas redes socias uma foto que supostamente mostraria preços exorbitantes de combustíveis em um posto de gasolina de São Félix do Xingu, no Pará, após a guerra no Irã. É #FAKE. g1 🛑 Como são os posts? Publicados desde 12 de março no X, Facebook e Instagram, eles exibem uma foto de uma placa de preços em um posto de gasolina, na qual se lê "Petro Posto Xingu VI". Ao lado esquerdo, ao fundo, há um homem de boné apoiado em uma caminhonete. Uma das versões leva uma tarja com este texto: "Guerra no Oriente Médio pressiona preço dos combustíveis no Brasil. Imagem de São Félix do Xingu". Já outros posts usam a mesma foto, mas sem a faixa de texto. Uma das legendas diz: "Tava ruim, parece que piorou 😂". Os valores exibidos são estes: Gasolina: R$ 12,85 Gasolina aditivada: R$ 13,10 Diesel S500: R$ 15,25 Diesel S10: R$ 15,89 Etanol: R$ 10,99 ⚠️ Por que o post é mentiroso? Os números exibidos nos posts estão incorretos. Ao Fato ou Fake, o gerente Edivaldo Saraiva desmentiu as alegações e apontou que uma foto real do posto foi editada para que os preços ficassem maiores: "Alguém passou, tirou uma foto da nossa placa de preço. A pessoa adulterou, fez essa montagem". Ele também comentou que o homem que aparece na imagem é um dos clientes do estabelecimento. Além disso, a unidade mencionada nos posts não fica em São Félix do Xingu, mas na cidade de Tucumã, também no Pará. A rede de postos também se pronunciou em 12 de março no Instagram para esclarecer as publicações: "Esclarecemos que se trata de uma montagem, que não correspondem aos preços reais praticados em nossas unidades. Infelizmente esse tipo de ato pode gerar desinformação e prejudicar a imagem de quem trabalha seriamente todos os dias", diz o responsável pelas mídias do posto. Segundo Edivaldo, apesar de os preços serem falsos, os combustíveis sofreram um aumento gradual desde o início da guerra. "As distribuidoras estão passando muito reajuste para a gente", explicou. Ao Fato ou Fake, ele enviou uma foto da placa com os valores de 20 de fevereiro, oito dias antes do início da guerra, e desta segunda-feira (23). Veja a comparação: Foto dos preços em 20 de fevereiro (à esquerda) e a placa com os valores em 23 de março (à direita). Reprodução A escalada da guerra no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz levaram ao aumento do preço dos combustíveis no Brasil. Entre 8 e 14 de março, o preço médio do litro do diesel nos postos do país subiu mais de 11%, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Passou de R$ 6,08 para R$ 6,80. Veja o preço médio de diesel, gasolina e etanol nos postos do Brasil, segundo levantamento da ANP de sexta-feira (20): ▶️Diesel: o maior valor foi de R$ 8,99, registrado em Brumado (BA). Já o menor preço foi encontrado em João Pessoa (PA), a R$ 5,79. ▶️ Gasolina: teve preço médio de R$ 6,65 por litro, alta de 2,94% na última semana. O valor mais alto foi de R$ 9,39, registrado em Guarujá (SP). Já o menor preço foi encontrado em São Paulo (SP), onde a agência identificou o litro a R$ 5,49. ▶️ Etanol: teve preço médio de R$ 4,70 por litro, alta de 1,29%. O maior valor foi de R$ 6,99, registrado em Santa Maria (RS). Já o menor preço foi encontrado em Lins (SP), a R$ 3,86.preço médio subiu mais 6,76%, passando de R$ 6,80 para R$ 7,26 O Fato ou Fake submeteu a imagem sem tarja ao SynthID. Essa plataforma do Google verifica conteúdos criados com a ferramenta de IA da própria companhia. A tecnologia insere uma marca d'água para identificar esse tipo de material. Embora imperceptível para humanos, o "selo" é detectável pelo sistema. A ferramenta apontou que o conteúdo "não foi feito com a IA do Google". Depois, o Fato ou Fake repetiu o processo, mas dessa vez usando um recorte da versão com tarja, mantendo apenas a imagem do posto com a placa de preços. Nesse caso, a análise foi esta: "SynthID detectado em todo ou em parte do conteúdo carregado. Confiança do SynthID: Alta" (veja abaixo). Por fim, o Fato ou Fake pediu que o Google Gemini analisasse se existe alguma manipulação por inteligência artificial na imagem. O resultado apontou: "Se observar bem os números, eles parecem ter uma nitidez diferente do resto da placa, o que é um sinal comum de edição de imagem (Photoshop ou aplicações semelhantes) para alterar os valores originais". Resultado da análise do SynthID. Reprodução SynthID detectou nos pontos azuis a presença da marca d'água de IAs do Google. Reprodução Uma trégua entre Estados Unidos e Irã? É #FAKE foto de posto com litro de gasolina comum a R$ 12,85 e diesel a 15,89; trata-se de montagem Reprodução Veja também O que é #FATO e o que é #FAKE na guerra entre EUA e Irã O que é #FATO e o que é #FAKE na guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica . .. É #FAKE VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)

Epic Games vai cortar mais de 1.000 empregos por queda no uso do 'Fortnite'

Publicado em: 24/03/2026 14:52

Bruno Mars vira avatar no Fortnite Festival Divulgação A Epic Games vai cortar mais de 1.000 empregos após uma queda no engajamento do "Fortnite", somando-se às mais recentes demissões em massa na indústria de videogames, cujo crescimento estagnou devido à incerteza econômica. A empresa também espera economizar US$500 milhões reduzindo os gastos com contratos e marketing e eliminando algumas vagas em aberto, disse o presidente-executivo Tim Sweeney em um comunicado aos funcionários nesta terça-feira. "Estamos gastando muito mais do que estamos ganhando, e precisamos fazer cortes drásticos para manter a empresa funcionando", disse ele. Títulos de grande sucesso, como o jogo de tiro em primeira pessoa "Fortnite", provaram ser resilientes após a pandemia, resistindo à desaceleração econômica que reduziu a demanda além das maiores franquias. LEIA TAMBÉM: Xiaomi tem primeira queda no lucro trimestral em três anos pressionada por aumento dos custos Conheça 'Grow a Garden', o jogo que superou 'Fortnite' Mas o engajamento está diminuindo até mesmo para esses jogos, particularmente os jogos de serviço ao vivo que dependem de um fluxo constante de conteúdo novo e caro para manter os jogadores. "Temos enfrentado desafios para manter a magia do 'Fortnite' de forma consistente", disse Sweeney, acrescentando que "as condições de mercado atuais são as mais extremas" desde os primeiros dias da empresa, fundada em 1991. "As demissões em massa não estão relacionadas à IA", observou Sweeney, em meio a temores da indústria de que a tecnologia possa substituir os desenvolvedores. No início deste mês, a Epic aumentou os preços da moeda virtual do Fortnite, alegando custos mais elevados para manter o jogo em funcionamento. Essa medida representa a segunda grande rodada de demissões em massa da Epic em três anos. Em setembro de 2023, a empresa cortou cerca de 830 vagas, ou aproximadamente 16% de sua força de trabalho, para aumentar a lucratividade. Não ficou imediatamente claro qual a porcentagem de funcionários que seria afetada pelo anúncio de terça-feira. No mês passado, Fortnite liderou o número de jogadores ativos mensais nos EUA, considerando PlayStation e Xbox, mas o tempo médio de jogo caiu drasticamente, de acordo com Mat Piscatella, diretor sênior da Circana. Outras empresas de jogos também cortaram empregos. Em setembro, a Electronic Arts demitiu centenas de funcionários e cancelou um jogo da franquia Titanfall que estava em desenvolvimento, segundo matérias publicadas na mídia. Os cortes de pessoal mais amplos da Amazon no final do ano passado também afetaram sua divisão de jogos. O aumento dos preços dos chips de memória agravou as dificuldades do setor, uma vez que a crescente demanda de centros de dados de inteligência artificial absorve a oferta, elevando os custos dos semicondutores e forçando os fabricantes de consoles a aumentarem os preços.

Saúde mapeia dados da fila de espera em Sorocaba e número atual é fictício, diz secretário

Publicado em: 24/03/2026 13:55

Secretário de Saúde de Sorocaba citado em investigação vai à Câmara prestar esclarecimento O secretário de Saúde de Sorocaba (SP), João Pedro Fraletti, afirmou nesta terça-feira (24) que a pasta está mapeando as filas de espera para exames, consultas e procedimentos cirúrgicos da cidade. Ele esteve na Câmara Municipal após convite feito pelos vereadores. Cada parlamentar teve dois minutos para perguntas, e o secretário dispôs de três minutos para cada resposta. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Sobre a fila de espera, o secretário relatou que um processo de recadastramento está sendo realizado na rede municipal por meio do programa Atualiza Sorocaba. Segundo ele, a cidade tinha 1,3 milhão de cadastros — bem mais que o número de habitantes. "Era três vezes maior que a expectativa de atendimento", afirmou. O vereador Roberto Freitas (PL) citou números de 80 mil a 120 mil pessoas aguardando algum procedimento. João Pedro reconheceu que existe um registro, mas disse que os dados não são confiáveis. "Existe um número, só que eu não consigo precisar por conta da atualização. Se eu falar um número agora, é fictício", declarou. Ele exemplificou com um caso em que um mesmo CPF estava cadastrado em 15 filas diferentes. Saúde mapeia dados da fila de espera em Sorocaba (SP) e número atual é fictício, diz secretário Reprodução/TV Câmara de Sorocaba “Eu não consigo ter uma transparência e acredito que ninguém consegue te dar um número exato. Ninguém consegue, de fato, falar de um número real se você não tiver uma atualização cadastral. Em cima disso, eu consigo falar de um número exato.” Os dados só estarão disponíveis ao menos em quatro meses. O secretário também informou que um projeto está sendo desenvolvido para atender os munícipes por meio de inteligência artificial. Após a atualização dos dados, a ferramenta será disponibilizada de forma mais ampla para a população. Fraletti ainda abordou a distribuição de remédios na rede municipal de saúde. Ele classificou o tema como sensível e disse que a prefeitura paga valores abaixo dos praticados no mercado. Sobre a promessa de campanha de transformar a UBS do Parque Vitória Régia em Pronto-Socorro, feita em 2024, o secretário afirmou que o processo não está em andamento por falta de orçamento e que a medida ficará para o próximo ano. Policlínica O secretário falou ainda sobre o atendimento médico da nova Policlínica que, conforme ele, deveria ocorrer em novembro deste ano e ficará para março do ano que vem. Sobre os médicos que atenderão no local, ele apontou vários caminhos: para a atenção primária, ele disse que 50 novos médicos devem ser chamados de um concurso público que já foi realizado na cidade. Outra opção está relacionada a médicos que estão em UBSs para atuar no nova Polícilina. Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

8 coisas 'grátis' na internet que pagamos sem saber

Publicado em: 24/03/2026 12:20

BBC - Em troca do wifi público em aeroportos, hotéis e lanchonetes, fornecemos dados de navegação, localização e comportamento. Getty Images Vivemos na era da gratuidade. Redes sociais grátis, correio eletrônico grátis, buscadores grátis, mapas grátis, notícias grátis, inteligência artificial grátis. Parece que o capitalismo, esse sistema que acusamos de cobiça com tanta frequência, passou a ser mais generoso. Mas há um pequeno detalhe incômodo: nada neste mundo se produz por si próprio. Como recordava Karl Marx (1818-1883), todo valor requer investimento social de trabalho, energia e tempo. Nenhum servidor funciona por altruísmo. Nenhum algoritmo trabalha por vocação social. Nenhum pacote é transportado por inspiração poética. Se não pagamos por algo com dinheiro, estamos pagando de outra forma. A pergunta não é se pagamos, mas com o quê. Aqui estão oito coisas que acreditamos serem gratuitas, mas que, na realidade, não são. Veja os vídeos que estão em alta no g1 1. Redes sociais: o preço da atenção Publicar fotos, comentar, compartilhar memes, acompanhar debates políticos. Tudo parece gratuito. Mas plataformas como a Meta Platforms não vivem do entusiasmo juvenil, mas sim da publicidade segmentada. A socióloga Shoshana Zuboff explicou como o capitalismo de vigilância transforma nossos comportamentos em matéria-prima econômica. Nós não pagamos com cartão. Pagamos com tempo, dados, comportamento e padrões emocionais. Cada "curtida" é uma informação. Cada pausa em frente a um vídeo é um sinal comercial. Nosso divertimento é um recurso, que pode ser explorado. O mais interessante é que não sentimos que estamos pagando. Sentimos que as redes sociais nos entretêm, que nos dão um "prazer" gratuito. Qualquer semelhança com o romance Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley (1894-1963), é mera coincidência. BBC - Para as plataformas de redes sociais, cada "curtida" é uma informação. Getty Images 2. O buscador que sabe tudo A empresa Alphabet Inc., dona do Google, não nos cobra por fazer buscas na internet. Pelo contrário, ela facilita a nossa vida, encontrando restaurantes, médicos, voos e respostas a questões existenciais. Mas cada busca revela uma intenção. E a intenção é ouro. O sociólogo Pierre Bourdieu (1930-2002) nos ensinou que até as nossas eleições aparentemente livres são estruturadas por campos e capitais. E, aqui, as nossas buscas alimentam um campo econômico no qual a informação sobre desejos e necessidades tem valor monetário. Nós não pagamos pela resposta, mas pagamos ao formular a pergunta. 3. Frete grátis (porque alguém está pagando) O comércio eletrônico aperfeiçoou a arte do "frete grátis". Mas o transporte envolve combustível, salários, infraestrutura e logística. Como destacou o acadêmico David Harvey, o capitalismo reorganiza constantemente os custos para manter o acúmulo. O custo não desaparece. Ele é integrado ao preço, compensado com volume ou se mantém sob condições trabalhistas milimetricamente ajustadas. A gratuidade é uma redistribuição estratégica do custo, não a sua evaporação. 4. Aplicativos de entretenimento Séries ilimitadas, vídeos infinitos, música a todo instante. Às vezes, pagamos uma assinatura; em outras, nem isso. O modelo freemium ("free premium", ou premium de graça) nos oferece um ingresso sem barreiras. O filósofo Byung-Chul Han descreveu como a sociedade contemporânea transforma a sedução em forma de controle. Quanto mais tempo passamos nesses aplicativos, mais dados geramos, mais afinado se torna o nosso perfil e mais rentável é a nossa presença. Nós nos integramos pela comodidade. 5. Notícias digitais Muitos meios de comunicação oferecem acesso gratuito aos seus conteúdos. Seria uma forma de filantropia informativa? Não exatamente. O financiamento provém da publicidade, dos cliques e do tráfego. O sociólogo Jürgen Habermas (1929-2026) alertou que a esfera pública depende das condições materiais de comunicação. Quando a atenção se transforma em moeda, a informação também entra na lógica de mercado. O leitor não paga com dinheiro, paga com atenção. E a atenção é monetizável. 6. WiFi público Aeroportos, cafeterias e hotéis oferecem conexão gratuita. Basta aceitar certas condições que raramente lemos. O filósofo Michel Foucault (1926-1984) demonstrou como o poder moderno opera por meio de dispositivos aparentemente neutros que organizam os comportamentos. O acesso "grátis" também é um dispositivo. Em troca, fornecemos dados de navegação, localização e comportamento. O pagamento é a cessão silenciosa. BBC - Oferecer chatbots de IA sem custo financeiro representa, para as empresas, um investimento de longo prazo. Getty Images 7. Chatbots de inteligência artificial As plataformas de inteligência artificial (IA) permitem consultas de todo tipo. Resolver dúvidas, redigir textos, gerar ideias. O usuário sente que tem acesso a uma ferramenta avançada sem pagar por ela. O sociólogo Antonio Gramsci (1898-1937) falou da hegemonia como forma de direção cultural que passa a ser normalizada. A IA gratuita pode ser entendida desta forma. Ela parece um serviço, mas cada interação fortalece infraestruturas corporativas, modelos de negócios e acúmulo de capital cognitivo. Aqui, a gratuidade corresponde a um investimento de longo prazo. 8. O presente mais sofisticado: a sensação de que não devemos nada Talvez o ponto mais interessante seja que a gratuidade não redistribui apenas os custos. Ela transforma a experiência do intercâmbio. O filósofo Louis Althusser (1918-1990) explicou que a ideologia não funciona apenas por discurso, mas por práticas cotidianas, que estruturam nossa percepção. Quando não desembolsamos dinheiro, não sentimos perda. Quando não sentimos perda, não percebemos conflito. E, quando não percebemos conflito, o sistema parece neutro. A gratuidade não elimina o intercâmbio, que continua acontecendo sem a nossa consciência. E isso traz consequências sociais profundas. O paradoxo da generosidade O capitalismo digital não funciona ocultando informações de forma grosseira, mas reformulando a percepção. Se não observarmos o custo, parece que ele não existe. Se não o experimentarmos como sacrifício, parece que a relação não é desigual. Nada disso implica uma conspiração, mas sim um modelo de negócio. O sistema não precisa que acreditemos na sua bondade, basta nos sentirmos cômodos. Mas precisamos ter em mente que, na economia, não existem milagres. Quando algo parece grátis é porque o pagamento, simplesmente, mudou de lugar. O mais interessante não é pagarmos com dados, tempo ou atenção. Mas sim que, como não pagamos com dinheiro, deixamos de sentir que estamos pagando. Aqui reside o presente mais perfeito de todos: a ilusão, cuidadosamente projetada, de que alguém nos está dando algo, sem pedir nada em troca. * Victor Hugo Pérez Gallo é professor assistente da Universidade de Zaragoza, na Espanha. Este artigo foi publicado originalmente no site de notícias acadêmicas The Conversation e republicado sob licença Creative Commons.

Palavras-chave: inteligência artificial

8 coisas 'grátis' na internet que pagamos sem saber

Publicado em: 24/03/2026 12:20

BBC - Em troca do wifi público em aeroportos, hotéis e lanchonetes, fornecemos dados de navegação, localização e comportamento. Getty Images Vivemos na era da gratuidade. Redes sociais grátis, correio eletrônico grátis, buscadores grátis, mapas grátis, notícias grátis, inteligência artificial grátis. Parece que o capitalismo, esse sistema que acusamos de cobiça com tanta frequência, passou a ser mais generoso. Mas há um pequeno detalhe incômodo: nada neste mundo se produz por si próprio. Como recordava Karl Marx (1818-1883), todo valor requer investimento social de trabalho, energia e tempo. Nenhum servidor funciona por altruísmo. Nenhum algoritmo trabalha por vocação social. Nenhum pacote é transportado por inspiração poética. Se não pagamos por algo com dinheiro, estamos pagando de outra forma. A pergunta não é se pagamos, mas com o quê. Aqui estão oito coisas que acreditamos serem gratuitas, mas que, na realidade, não são. Veja os vídeos que estão em alta no g1 1. Redes sociais: o preço da atenção Publicar fotos, comentar, compartilhar memes, acompanhar debates políticos. Tudo parece gratuito. Mas plataformas como a Meta Platforms não vivem do entusiasmo juvenil, mas sim da publicidade segmentada. A socióloga Shoshana Zuboff explicou como o capitalismo de vigilância transforma nossos comportamentos em matéria-prima econômica. Nós não pagamos com cartão. Pagamos com tempo, dados, comportamento e padrões emocionais. Cada "curtida" é uma informação. Cada pausa em frente a um vídeo é um sinal comercial. Nosso divertimento é um recurso, que pode ser explorado. O mais interessante é que não sentimos que estamos pagando. Sentimos que as redes sociais nos entretêm, que nos dão um "prazer" gratuito. Qualquer semelhança com o romance Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley (1894-1963), é mera coincidência. BBC - Para as plataformas de redes sociais, cada "curtida" é uma informação. Getty Images 2. O buscador que sabe tudo A empresa Alphabet Inc., dona do Google, não nos cobra por fazer buscas na internet. Pelo contrário, ela facilita a nossa vida, encontrando restaurantes, médicos, voos e respostas a questões existenciais. Mas cada busca revela uma intenção. E a intenção é ouro. O sociólogo Pierre Bourdieu (1930-2002) nos ensinou que até as nossas eleições aparentemente livres são estruturadas por campos e capitais. E, aqui, as nossas buscas alimentam um campo econômico no qual a informação sobre desejos e necessidades tem valor monetário. Nós não pagamos pela resposta, mas pagamos ao formular a pergunta. 3. Frete grátis (porque alguém está pagando) O comércio eletrônico aperfeiçoou a arte do "frete grátis". Mas o transporte envolve combustível, salários, infraestrutura e logística. Como destacou o acadêmico David Harvey, o capitalismo reorganiza constantemente os custos para manter o acúmulo. O custo não desaparece. Ele é integrado ao preço, compensado com volume ou se mantém sob condições trabalhistas milimetricamente ajustadas. A gratuidade é uma redistribuição estratégica do custo, não a sua evaporação. 4. Aplicativos de entretenimento Séries ilimitadas, vídeos infinitos, música a todo instante. Às vezes, pagamos uma assinatura; em outras, nem isso. O modelo freemium ("free premium", ou premium de graça) nos oferece um ingresso sem barreiras. O filósofo Byung-Chul Han descreveu como a sociedade contemporânea transforma a sedução em forma de controle. Quanto mais tempo passamos nesses aplicativos, mais dados geramos, mais afinado se torna o nosso perfil e mais rentável é a nossa presença. Nós nos integramos pela comodidade. 5. Notícias digitais Muitos meios de comunicação oferecem acesso gratuito aos seus conteúdos. Seria uma forma de filantropia informativa? Não exatamente. O financiamento provém da publicidade, dos cliques e do tráfego. O sociólogo Jürgen Habermas (1929-2026) alertou que a esfera pública depende das condições materiais de comunicação. Quando a atenção se transforma em moeda, a informação também entra na lógica de mercado. O leitor não paga com dinheiro, paga com atenção. E a atenção é monetizável. 6. WiFi público Aeroportos, cafeterias e hotéis oferecem conexão gratuita. Basta aceitar certas condições que raramente lemos. O filósofo Michel Foucault (1926-1984) demonstrou como o poder moderno opera por meio de dispositivos aparentemente neutros que organizam os comportamentos. O acesso "grátis" também é um dispositivo. Em troca, fornecemos dados de navegação, localização e comportamento. O pagamento é a cessão silenciosa. BBC - Oferecer chatbots de IA sem custo financeiro representa, para as empresas, um investimento de longo prazo. Getty Images 7. Chatbots de inteligência artificial As plataformas de inteligência artificial (IA) permitem consultas de todo tipo. Resolver dúvidas, redigir textos, gerar ideias. O usuário sente que tem acesso a uma ferramenta avançada sem pagar por ela. O sociólogo Antonio Gramsci (1898-1937) falou da hegemonia como forma de direção cultural que passa a ser normalizada. A IA gratuita pode ser entendida desta forma. Ela parece um serviço, mas cada interação fortalece infraestruturas corporativas, modelos de negócios e acúmulo de capital cognitivo. Aqui, a gratuidade corresponde a um investimento de longo prazo. 8. O presente mais sofisticado: a sensação de que não devemos nada Talvez o ponto mais interessante seja que a gratuidade não redistribui apenas os custos. Ela transforma a experiência do intercâmbio. O filósofo Louis Althusser (1918-1990) explicou que a ideologia não funciona apenas por discurso, mas por práticas cotidianas, que estruturam nossa percepção. Quando não desembolsamos dinheiro, não sentimos perda. Quando não sentimos perda, não percebemos conflito. E, quando não percebemos conflito, o sistema parece neutro. A gratuidade não elimina o intercâmbio, que continua acontecendo sem a nossa consciência. E isso traz consequências sociais profundas. O paradoxo da generosidade O capitalismo digital não funciona ocultando informações de forma grosseira, mas reformulando a percepção. Se não observarmos o custo, parece que ele não existe. Se não o experimentarmos como sacrifício, parece que a relação não é desigual. Nada disso implica uma conspiração, mas sim um modelo de negócio. O sistema não precisa que acreditemos na sua bondade, basta nos sentirmos cômodos. Mas precisamos ter em mente que, na economia, não existem milagres. Quando algo parece grátis é porque o pagamento, simplesmente, mudou de lugar. O mais interessante não é pagarmos com dados, tempo ou atenção. Mas sim que, como não pagamos com dinheiro, deixamos de sentir que estamos pagando. Aqui reside o presente mais perfeito de todos: a ilusão, cuidadosamente projetada, de que alguém nos está dando algo, sem pedir nada em troca. * Victor Hugo Pérez Gallo é professor assistente da Universidade de Zaragoza, na Espanha. Este artigo foi publicado originalmente no site de notícias acadêmicas The Conversation e republicado sob licença Creative Commons.

Palavras-chave: inteligência artificial

Robótica Educacional transforma aprendizado e prepara alunos para o futuro

Publicado em: 24/03/2026 10:57

Em 2026, a Secretaria de Educação de Caraguatatuba amplia as ações de Robótica Educacional na rede municipal e fortalece o uso pedagógico das tecnologias em sala de aula, preparando os alunos para os desafios do futuro. O projeto, retomado em 2025, já mostrou resultados expressivos ao longo do ano letivo, com atividades em diversas escolas e uma mostra final que reuniu projetos desenvolvidos pelos próprios estudantes. A iniciativa integra metodologias modernas de ensino, como o pensamento computacional e o uso de tecnologias digitais, incentivando a criatividade e a participação ativa dos alunos. Prefeitura de Caraguatatuba Prefeitura de Caraguatatuba Na primeira fase, o programa chegou a oito unidades escolares e envolveu professores e estudantes em experiências práticas de construção e programação. As atividades seguem a metodologia STEAM — que reúne Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática — além da Cultura Maker, que estimula o aprendizado por meio da experimentação e da resolução de problemas. Mais do que aprender tecnologia, os alunos desenvolvem habilidades essenciais para a vida, como raciocínio lógico, trabalho em equipe, autonomia e criatividade, alinhadas às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular. Formação de professores fortalece o ensino inovador Para ampliar ainda mais o alcance do projeto, a Secretaria de Educação também investe na formação continuada dos professores. Em parceria com o Instituto Federal de São Paulo (IFSP), educadores da rede municipal participam de um curso de 30 horas com aulas aos sábados. A capacitação aborda temas como robótica, programação com Lego, Scratch e inteligência artificial, ampliando as possibilidades de aplicação da tecnologia no processo de ensino e aprendizagem. A iniciativa garante que a inovação chegue de forma estruturada às salas de aula, com profissionais preparados para utilizar ferramentas tecnológicas de maneira pedagógica e eficiente. Com a ampliação da Robótica Educacional, Caraguatatuba reforça o compromisso com uma educação moderna, inclusiva e conectada às novas demandas do mundo, oferecendo aos estudantes oportunidades reais de aprendizado e desenvolvimento.

Corpo de canadense enterrado como indigente no Brasil pode levar um ano para voltar à terra natal; entenda

Publicado em: 24/03/2026 05:23

Família canadense reencontra parente desaparecido no litoral de SP O corpo do canadense Karl Van Roon, que estava desaparecido há quatro anos e foi localizado pela família com ajuda de inteligência artificial, pode levar mais de um ano para voltar ao Canadá. Segundo a Prefeitura de Santos, no litoral de São Paulo, a retirada do cadáver só pode ser feita a partir de junho de 2027 ou mediante solicitação de parentes, com autorização sanitária e decisão judicial. Karl saiu de Vancouver, no Canadá, em 2022, e nunca mais entrou em contato com a família. Os pais, Heidi e Terry Van Roon, tentaram diferentes meios para descobrir onde o filho estava, mas foi apenas em 2025 que eles colocaram uma foto do homem em uma ferramenta de inteligência artificial e chegaram a uma reportagem de A Tribuna publicada em 8 de junho de 2024. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. 📰A notícia era sobre um homem que vivia há meses nas ruas de Santos. A reportagem foi publicada a pedido de um morador da cidade que tentava encontrar os familiares do então desconhecido, que se comunicava apenas por linguagem de sinais, mas conseguia entender inglês e italiano. A esperança de um reencontro durou pouco, já que descobriram que Karl morreu um dia depois da publicação da matéria, após sofrer uma embolia pulmonar, em 2024. Não há detalhes sobre como o homem chegou ao Brasil e passou a viver em situação de rua. Fotos mostram antes e depois do canadense Karl Van Roon encontrado com ajuda de IA Arquivo Pessoal e Antônio Romano Neto/Reprodução/A Tribuna Em nota enviada ao g1, a Secretaria de Desenvolvimento Social de Santos informou que a morte de Karl foi registrada como de pessoa não identificada. Por este motivo, o sepultamento foi realizado gratuitamente no Cemitério da Areia Branca, em 18 de junho de 2024. "A exumação do corpo somente poderá ocorrer após o prazo legal de três anos após a morte, ou seja, a partir de junho de 2027. Antes disso, a medida dependerá de autorização sanitária e de decisão judicial, mediante solicitação da família", explicou a secretaria, por meio de nota. A mãe de Karl confirmou ao g1 que ainda não iniciou os trâmites para a exumação e translado dos restos mortais do filho, pois ainda aguarda alguns procedimentos -- não especificados -- da polícia. A secretaria ressaltou que os trâmites de translado de restos mortais seguem normas legais específicas, envolvendo legislações municipais, estaduais e federais, além de protocolos sanitários regulados por órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Fotos mostram antes e depois do canadense Karl Van Roon encontrado com ajuda de IA Arquivo Pessoal e Antônio Romano Neto/Reprodução/A Tribuna Por meio de nota, o Ministério das Relações Exteriores do Canadá explicou que as autoridades canadenses prestam assistência consular à família de Karl e mantêm contato com as autoridades brasileiras. Reconhecimento Após encontrarem o filho na reportagem, os pais conseguiram contato com a Polícia Civil de Santos, mas a resposta não foi a esperada. Karl foi encontrado morto aos 39 anos, em uma calçada da Rua Braz Cubas, no dia 9 de junho de 2024, após sofrer uma embolia pulmonar. Família usou IA para encontrar canadense Karl Van Roon Reprodução/TV Tribuna O delegado Thiago Nemi Bonametti, da 3ª Delegacia de Polícia de Investigação sobre Homicídios de Santos, contou ao g1 que a família reconheceu o canadense por meio de fotografias do corpo no Instituto Médico Legal (IML). Ele acrescentou que a ficha de identificação do cadáver foi enviada à polícia de Vancouver, onde as impressões digitais de Karl foram confirmadas. Apesar da perda, a sensação da família do canadense também foi de alívio pelo fim das buscas. "Agora, podemos começar a viver o luto de verdade. Agora, sabemos que não está aqui", afirmou o pai do canadense, em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

Palavras-chave: inteligência artificial

Como a inteligência artificial padroniza a forma como as pessoas se expressam e pensam

Publicado em: 24/03/2026 04:02

Os chatbots de Inteligência Artificial (IA) estão padronizando a forma como as pessoas falam, escrevem e pensam. Se essa homogeneização continuar sem controle, corre-se o risco de reduzir a sabedoria coletiva da humanidade e sua capacidade de adaptação. É o que argumentam cientistas da computação e psicólogos em um artigo publicado em meados de março na revista Trends in Cognitive Sciences. Eles afirmam que os desenvolvedores de IA deveriam incorporar a pluralidade do mundo real nos conjuntos de treinamento de grandes modelos de linguagem (os LLMs), não apenas para preservar a diversidade cognitiva, mas também para aperfeiçoar o raciocínio dos próprios chatbots. Inteligência Artificial (IA): chatbots estão padronizando a forma como as pessoas falam, escrevem e pensam Finelightarts para Pixabay “Os indivíduos se distinguem na forma como escrevem, raciocinam e veem o mundo. Quando essas diferenças são mediadas pelos LLMs, seus estilos linguísticos, perspectivas e estratégias de raciocínio se tornam homogeneizados, produzindo expressões e pensamentos padronizados entre os usuários”, alertou o cientista da computação Zhivar Sourati, autor principal do artigo e professor da Universidade do Sul da Califórnia. À medida que um número crescente de pessoas utiliza o mesmo punhado de chatbots para realizar suas tarefas, a diversidade vai encolhendo. Quando se usa a IA para polir a escrita, por exemplo, o texto acaba perdendo sua individualidade estilística. “A preocupação não é apenas que os LLMs moldem como as pessoas escrevem ou falam, mas que eles redefinam o que conta como um discurso confiável, uma perspectiva correta ou até um bom raciocínio”, acrescentou Sourati. A equipe apontou estudos indicando que os resultados dos LLMs são menos variados do que a escrita gerada por gente de carne e osso, e que tendem a refletir os valores e estilos de raciocínio de sociedades ocidentais, educadas, industrializadas, ricas e democráticas (western, educated, industrialized, rich and democratic societies, o acrônimo WEIRD) – ou seja, espelham uma fatia estreita e enviesada da experiência humana. Embora pesquisas mostrem que indivíduos geram mais ideias quando usam LLMs, o irônico é que as equipes são menos criativas do que quando combinam suas habilidades coletivas sem o auxílio da IA. Mesmo quem (ainda) não utiliza a a tecnologia pode ser afetado: “se muitas pessoas ao meu redor pensam e falam de uma certa maneira e eu faço as coisas de um jeito diferente, acabo me sentindo pressionado a me alinhar a elas”, explicou Sourati. A solução? Os desenvolvedores deveriam incorporar a multiplicidade global nos modelos, até para proteger o potencial de criação das futuras gerações. Para tirar a prova dos nove, fui perguntar à IA se ela está nos moldando. Eis a resposta (o negrito é meu): “Sim, a inteligência artificial está influenciando e, em muitos casos, padronizando a forma como os humanos se expressam, escrevem e se comunicam, criando um padrão de escrita perfeita, clara e gramaticalmente correta”. O curioso é que, entre os principais pontos dessa tendência, o próprio robô reconhece o “risco de desumanização”, com a perda de laços genuínos e uma baixa interação pessoal.

Amazon interrompe serviços no Bahrein após ação de drones

Publicado em: 24/03/2026 01:58

EUA anunciam progresso em conversas com o Irã; regime nega A Amazon informou que a Amazon Web Services (AWS) no Bahrein foi "interrompida" em meio ao atual conflito no Oriente Médio. A interrupção se deve a uma atividade de drones na área da empresa, disse um porta-voz da Amazon após uma consulta da Reuters. A Amazon afirmou que está ajudando na migração de clientes para regiões alternativas da AWS enquanto trabalha na recuperação sem detalhar exatamente o que ocorreu. No início do mês, um data center da Amazon nos Emirados Árabes Unidos enfrentou interrupção de energia após ser atingidos por um "objetos não identificados". O impacto aconteceu no domingo (1º) e causou um incêndio, o que forçou autoridades a desligarem a energia do local. Na ocasião, os serviços no Bahrein também foram impactados. Logotipo da Amazon Web Services (AWS) durante evento na capital da Índia em 8 de outubro de 2025. REUTERS/Anushree Fadnavis/Foto de arquivo A interrupção afetou cerca de uma dúzia de serviços centrais de computação em nuvem, e a empresa orientou clientes a fazer backup de dados críticos e transferir operações para servidores localizados em regiões da AWS não afetadas. As gigantes da tecnologia dos EUA têm posicionado os Emirados Árabes Unidos como um centro regional para computação de inteligência artificial, essencial para impulsionar serviços como o ChatGPT. Em novembro, a Microsoft anunciou que planeja aumentar seu investimento total nos Emirados Árabes Unidos para US$ 15 bilhões até o final de 2029 e que utilizará a Nvidia. Esta matéria está em atualização.

Polícia prende suspeito de administrar perfis que fazem apologia à facção criminosa no Ceará

Publicado em: 23/03/2026 21:35

Polícia prende suspeito de administrar perfis que exaltavam Comando Vermelho no Ceará Reprodução A Polícia Civil prendeu em flagrante na última sexta-feira (20) em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza, um homem suspeito de administrar perfis nas redes sociais que faziam apologia à facção criminosa Comando Vermelho (CV). Ele confessou ser o responsável pelas contas e foi autuado pelo crime de organização criminosa. Conforme o auto de prisão em flagrante, o suspeito, identificado como Mateus da Silva de Sousa, foi identificado por meio de um relatório técnico da Polícia. Ele administrava dois perfis voltados para a exaltação e incitação da atuação do Comando Vermelho, sobretudo na região do bairro Alto Alegre, nos limites entre os municípios de Maracanaú e Fortaleza. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp Os perfis, entre outras postagens, anunciavam festas da facção, transmitiam mensagens a membros do grupo criminoso e até mesmo ameaças contra outra facção chamada Massa (TDN), com atuação no município de Caucaia, afirmando que a facção "seria inevitavelmente absorvida pelo Comando Vermelho". Nas postagens, o suspeito muitas vezes utiliza inteligência artificial para anunciar encontros ou mesmo editar fotos. Em uma montagem, por exemplo, ele aparece junto a tanques de guerra em um cenário desértico. (Veja na foto acima) Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA TAMBÉM: Assassinato de secretário municipal no Ceará foi ordenado por chefe de facção foragido no Rio de Janeiro A Justiça considerou que Mateus "promove, exalta e divulga a facção" e que a faz a promoção dos criminosos nos locais por onde circula. O suspeito foi encontrado pela polícia em casa, ocasião em que confessou ser o responsável pelas contas citadas e declarou ser simpatizante da facção. Após ser preso, ele passou por audiência de custódia e teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva, isto é, sem prazo para acabar. Ele foi autuado pelo crime de integrar e promover organização criminosa. A Justiça também autorizou a quebra do sigilo telefônica do suspeito. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará

Palavras-chave: inteligência artificial

Feira com mais de 600 expositores apresenta soluções tecnológicas para produtores rurais em MT

Publicado em: 23/03/2026 18:28

Show Safra, feira que reúne cerca de 190 mil visitantes e 600 expositores acontece entre os dias 23 e 27 de março. Reprodução Um dos maiores produtores agrícolas de Mato Grosso, Lucas do Rio Verde, a 332 km de Cuiabá, sedia a Show Safra, feira que reúne cerca de 190 mil visitantes e 600 expositores, entre os dias 23 e 27 de março. O evento apresenta novas tecnologias, soluções de conectividade e mobilidade para o campo. A previsão é que a feira gere aproximadamente três mil empregos temporários durante os cinco dias de programação. O local conta com uma pista para aviões e helicópteros com previsão de até 240 pousos e decolagens, segundo a organização do evento. O público poderá acompanhar de perto máquinas gigantes, tecnologias aplicadas ao campo e intenso fluxo de visitantes. Programação da feira A programação da Show Safra reúne palestras e painéis sobre inovação, tecnologia e tendências do agronegócio. Entre os principais temas estão: uso de inteligência artificial no campo; novos rumos do setor; soluções para aumentar a produtividade. O evento também abre espaço para discussões sobre educação e formação de futuras gerações, além do papel da mulher na gestão de negócios no agronegócio. Outro destaque da programação é a sustentabilidade, tema presente em diferentes painéis. Especialistas debatem práticas agrícolas mais sustentáveis e os impactos das mudanças climáticas na produção. Agronegócio em Mato Grosso Agronegócio cresceu 11,7% em 2025 e puxou para cima o PIB brasileiro A produção agrícola de Mato Grosso, a maior do país, se concentra na região norte do estado, onde fica localizado o município de Lucas do Rio Verde. Em 2025, o PIB (Produto Interno Bruto) do agronegócio subiu cerca de 11,7% no estado. Com um terço de toda a safra recorde de grãos do ano passado, a economia de Mato Grosso deve permanecer em expansão neste ano puxada pelo setor e pelos investimentos em agroindústria, apesar dos desafios internacionais na pauta exportadora e dos gargalos logísticos para escoar a produção agrícola.

Cidades usam IA para remediar desastres causados por chuvas

Publicado em: 23/03/2026 16:22

A crise climática trouxe prejuízos severos ao Brasil nos primeiros meses de 2026. De acordo com levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), os temporais já causaram prejuízos de R$1,4 bilhão e afetaram mais de 1 milhão de pessoas em todo o país. Ao todo, 377 municípios sofreram com inundações, enxurradas, alagamentos e deslizamentos entre janeiro e março deste ano. Para reverter esse cenário, tecnologias de gestão urbana se tornaram um pilar central para o mapeamento e proteção de áreas de risco. Um dos casos de sucesso é o de Nova Lima, em Minas Gerais. Com mais de um terço da população vivendo em áreas vulneráveis, a cidade implementou um sistema que monitora o nível do Rio das Velhas em tempo real. Os dados são enviados diretamente ao cidadão via aplicativo, permitindo o acompanhamento contínuo da situação, especialmente em períodos de chuva intensa. O papel da prevenção A solução permite que a prefeitura envie alertas preventivos baseados em dados precisos, reduzindo drasticamente o tempo de evacuação em áreas de risco. Para Alexandre Gedanken, diretor-presidente do Instituto das Cidades Inteligentes (ICI), organização que desenvolveu a tecnologia, esse cenário reforça que o verdadeiro diferencial de um município está na sua capacidade de integração. As cidades inteligentes nascem da conexão entre pessoas, tecnologia e gestão pública. A inteligência artificial surge como o próximo passo dessa evolução. Durante o Smart City Expo Curitiba 2026, maior evento de cidades inteligentes das Américas, que ocorre entre 25 e 27 de março na Arena da Baixada, o ICI apresentará a “Vitrine de IA para cidades inteligentes”. O painel irá abordar o uso de IA na modernização da gestão pública. Além de Minas Gerais, cidades como Osasco, em São Paulo, e Londrina, interior do Paraná, também têm utilizado essas ferramentas para modernizar o atendimento e a gestão estratégica. Em Londrina, a plataforma "Londrina On" centraliza serviços essenciais, que vão de iluminação pública a transporte e conservação de vias, em um único canal digital. O sistema permite que o cidadão abra chamados via WhatsApp ou aplicativo, agilizando a resposta da prefeitura para demandas do cotidiano. Já em Osasco, o foco está na estratégia. O projeto "Cidade Inteligente, Humana e Sustentável" utiliza a inovação e o planejamento integrado para transformar o ambiente urbano em um espaço mais resiliente e participativo, colocando o bem-estar humano como prioridade em cada decisão tecnológica. Tecnologias para inovar, criar e vivenciar O debate sobre como transformar espaços urbanos em ambientes seguros e com qualidade de vida é o foco do Smart City Expo Curitiba. Promovido pelo iCities e chancelado pela Fira Barcelona, o evento este ano tem como tema “Cidades para Criar, Inovar e Vivenciar”, reforçando que uma cidade só é verdadeiramente inteligente quando acolhe e protege toda a população. Durante o evento, o ICI terá um espaço dedicado a quem deseja conhecer, na prática, iniciativas voltadas a serviços públicos digitais e gestão urbana. Para Alexandre Gedanken, o encontro é uma oportunidade vital de compartilhar experiências: "O Smart City é um espaço para mostrar como essas conexões geram resultados para os cidadãos, seja no uso estratégico de dados ou na criação de soluções digitais que tornam a gestão mais eficiente e transparente”, conclui.

Ligga Telecom apresenta suas soluções no maior evento de cidades inteligentes das Américas

Publicado em: 23/03/2026 16:10

Mais uma vez, Curitiba se prepara para consolidar a sua posição como referência global em inovação. Entre os dias 25 e 27 de março, a capital paranaense sedia a 7ª edição do Smart City Expo Curitiba, o maior encontro do continente sobre cidades inteligentes. Com a expectativa de reunir mais de 23 mil participantes, o evento debate inovação urbana, tecnologia, governança pública e sustentabilidade. Tema, programação e nomes confirmados Sob o tema “Cidades como Lugares para Inovar, Criar e Vivenciar”, a edição de 2026 propõe uma visão que vai além do uso da tecnologia para descrever as cidades inteligentes. O objetivo é reforçar a importância de inovação tecnológica e visão criativa caminharem juntas para melhorar a experiência da população nos espaços urbanos, já que uma cidade inteligente também é feita de pessoas, cultura e propósito coletivo. O palco principal do congresso contará com nomes de peso: A jornalista Sônia Bridi, referência em mudanças climáticas Philippe Glorieux, diretor de marketing da IMPS The Smurfs, que usa os personagens para divulgar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU Rochelle Haynes, vice-Presidente Sênior e Diretora Geral da Bloomberg Philanthropies What Works Cities, que debate sobre uso inteligente de dados e políticas de mobilidade econômica Shain Shapiro, palestrante internacional, autor do livro This Must Be The Place: How Music Can Make Your City Better (O Lugar Onde Quero Estar) e especialista no papel da música, cultura e políticas urbanas no futuro das cidades Micaela Mantegna, advogada, ativista e autoridade em ética de Inteligência Artificial e políticas de realidades estendidas Além do palco principal, o evento é dividido em cinco trilhas temáticas espalhadas por palcos específicos: Tecnologia e Negócios Disruptivos; Transformação Digital; Cidades Sustentáveis; Governança Digital e Cidades para Pessoas. Ecossistema de inovação e negócios A estrutura da Smart City Expo Curitiba 2026 será dividida em duas áreas. O primeiro piso (P1) abriga o congresso e a área de exposição, onde empresas e startups apresentam aplicações práticas de tudo o que é discutido nos palcos. Já o segundo piso (P2) abriga a Área Business, um hub estratégico de relacionamento desenhado para aproximar líderes públicos e decisores do setor privado. Na última edição do evento, esse espaço de parcerias estratégicas ajudou a gerar cerca de R$ 650 milhões em negócios. Conectividade que transforma municípios A Ligga Telecom chega à edição de 2026 da Smart City Expo Curitiba com um posicionamento claro: não existe cidade inteligente sem uma base sólida de conectividade. Uma infraestrutura robusta é o que permite a evolução dos municípios e uma melhoria real na vida das pessoas. Como 5G e fibra óptica impulsionam cidades inteligentes O que defendemos: Cidades conectadas são mais eficientes pois permitem uma gestão pública baseada em dados e respostas em tempo real Wi-Fi público é inclusão digital e acesso a serviços para o cidadão Tecnologia melhora a experiência da população porque facilita o acesso aos serviços públicos essenciais e reduz desigualdades A segurança integrada e o monitoramento inteligente usam a rede para proteger o patrimônio e, principalmente, a vida dos cidadãos A educação e a saúde tornam-se mais conectadas, permitindo o uso de ferramentas digitais que aceleram o aprendizado e o atendimento médico Um ambiente favorável a novos negócios surge onde há conexão de qualidade, atraindo investimentos e impulsionando a economia local Se a sua empresa busca entender como as tendências globais de inovação urbana se transformam em soluções práticas, o Smart City Expo Curitiba 2026 é ponto de encontro obrigatório. Smart City Expo Curitiba 2026 📆 25 a 27 de março de 2026 📍Arena da Baixada, R. Buenos Aires, 1260 - Batel, Curitiba - PR 🎟️ https://smartcityexpocuritiba.com

Demanda da inteligência artificial pode pressionar oferta de energia nos EUA, diz executiva do Google

Publicado em: 23/03/2026 15:46

Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os Estados Unidos podem não estar ampliando a geração de energia elétrica com rapidez suficiente para atender à crescente demanda da inteligência artificial. O alerta foi feito nesta segunda-feira (23) por Ruth Porat, presidente e diretora de investimentos da Alphabet, empresa controladora do Google. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Estamos preocupados com o fato de não estarmos a todo vapor em termos de energia", disse ela durante a conferência CERAWeek, realizada em Houston. Segundo a executiva, o país provavelmente precisará recorrer a diferentes fontes de energia para dar conta da demanda. Recentemente, a Alphabet tomou uma medida pouco comum para uma empresa de tecnologia: comprou uma companhia do setor elétrico para ajudar a sustentar seus planos de crescimento. A empresa também vem investindo em reatores nucleares avançados — uma nova geração de usinas nucleares — e firmando contratos de resposta à demanda, mecanismo em que grandes consumidores de eletricidade reduzem temporariamente o uso de energia nos momentos de maior consumo. Esse tipo de medida envolve, por exemplo, os data centers, grandes instalações cheias de computadores que armazenam e processam dados usados por serviços digitais e sistemas de inteligência artificial. Em um dos projetos, a empresa firmou um acordo com a fornecedora de energia NextEra Energy para reativar uma usina nuclear que havia sido fechada no Estado de Iowa. A energia gerada será destinada ao funcionamento de seus data centers. Ameaça da inteligência artificial de substituir o trabalho humano gera insegurança Noah Berger/AP Images/picture alliance

Inteligência artificial: do estratégico ao tático

Publicado em: 23/03/2026 15:34

Wilson de Godoy, Diretor Executivo da TOTVS Sudeste Meridional – Crédito: Divulgação. Nas regiões do polo tecnológico do Vale do Paraíba ao cinturão industrial do ABC Paulista, passando pela força da agroindústria no Sul de Minas, a inovação não é um conceito abstrato. Ela está diretamente ligada à competitividade e à capacidade de adaptação dos negócios. Nesse contexto, a inteligência artificial deixa de ser uma promessa e passa a ocupar um papel cada vez mais central na operação das empresas. Ainda assim, o mercado vive um momento de transição. Dados do estudo “Panorama IA nas empresas brasileiras”, encomendado pela TOTVS, mostram que metade das empresas no país ainda não utiliza inteligência artificial de forma estruturada e, entre aquelas que já adotaram a tecnologia, a maioria ainda está em estágios iniciais de maturidade. Mais do que isso: o uso segue concentrado em aplicações táticas, como geração de conteúdo e automações pontuais, distantes do core do negócio. Esse cenário não representa uma limitação, mas sim uma oportunidade clara de evolução. O verdadeiro salto de produtividade acontece quando a IA deixa de ser periférica e passa a atuar integrada aos sistemas que sustentam a gestão. É justamente nessa virada que emergem os chamados agentes de IA. Mais do que ferramentas, eles funcionam como copilotos especializados, capazes de compreender o contexto da operação e atuar de forma contínua e proativa. Na prática, isso significa sair de um uso reativo para uma atuação estratégica. A inteligência artificial passa a analisar dados operacionais, antecipar cenários e apoiar decisões críticas, seja na gestão de estoques, na previsão de demanda ou na identificação de gargalos produtivos. Esse movimento ganha contornos muito concretos quando olhamos para as características das empresas das regiões em que atuamos. Em todos os cenários, o padrão se repete: a IA gera mais valor quando está conectada ao contexto do negócio. Não se trata de adicionar uma nova camada tecnológica, mas de construir um ambiente onde os dados organizados e governados, alimentam uma inteligência capaz de aprender, evoluir e apoiar a estratégia. Inteligência artificial: do estratégico ao tático – Crédito: Divulgação. Por isso, o principal desafio das empresas não é mais acessar a tecnologia, mas saber como incorporá-la de forma consistente. O domínio da inteligência artificial não virá da adoção de múltiplas ferramentas isoladas, mas da capacidade de integrá-la ao coração da operação, transformando dados em decisões mais rápidas, precisas e estratégicas para cada negócio. Em um ambiente competitivo, onde eficiência e produtividade são determinantes, a IA deixa de ser diferencial e passa a ser critério. No fim, ela é o que separa as empresas que apenas acompanham o ritmo do mercado daquelas que efetivamente lideram sua transformação. Afinal, em um futuro de decisões guiadas por dados, será que haverá espaço para as empresas que apenas seguem o movimento de outras, sem colocar a inovação e a tecnologia como pilares centrais da sua estratégia de crescimento? Sobre a TOTVS (português) Maior empresa de tecnologia do Brasil, a TOTVS cria soluções para potencializar a evolução das pessoas e das empresas. Com mais de 70 mil clientes no Brasil e em diversos países da América Latina, possui um ecossistema completo de tecnologia baseado em 3 unidades de negócio: TOTVS Gestão, com ERPs, soluções cross e sistemas especializados que garantem mais produtividade, eficiência e governança; RD Station, com ferramentas digitais de marketing, vendas e relacionamento para as empresas impulsionarem seus negócios e crescerem; e Techfin ERP Finance, que oferece soluções de crédito B2B e pagamento para ampliar, simplificar e democratizar o acesso das empresas a serviços financeiros. Nos últimos 5 anos, a TOTVS investiu R$3 bilhões em pesquisa e desenvolvimento, com destaque para Inteligência Artificial, buscando inovar cada vez mais para ser o trustedadvisor de seus clientes. As empresas que movem o país confiam na TOTVS. O Brasil que fazfaz com TOTVS. Saiba mais em: http://www.totvs.com.br