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Brasil tem 3 milhões de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual online em um ano

Publicado em: 04/03/2026 12:00

Criança no celular Canva Uma em cada cinco crianças e adolescentes de 12 a 17 anos diz ter sido vítima de exploração ou abuso sexual com uso de tecnologia no Brasil. O índice de 19% corresponde a cerca de 3 milhões de meninas e meninos atingidos no período em 12 meses. São casos que envolvem uso de ferramentas digitais para produzir e divulgar conteúdo de natureza sexual, aliciar vítimas e ameaçá-las. Os dados são do relatório Disrupting Harm in Brazil: Enfrentando a violência sexual contra crianças facilitada pela tecnologia, lançado nesta quarta-feira (4) pela Unesco, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp Os pesquisadores ouviram 1.029 crianças e adolescentes de 12 a 17 anos e pais ou responsáveis, em entrevistas domiciliares realizadas entre novembro de 2024 e março de 2025. As perguntas consideraram experiências vividas nos 12 meses anteriores à participação no estudo. "Ele também já tinha enviado diversas fotos. ‘Minha p*, minha gostosa. Quero ficar contigo’, me mandou um monte de mensagem”, relatou uma jovem de 16 anos. Entre as situações relatadas, 14% dos entrevistados disseram ter sido expostos a conteúdo sexual não solicitado. Em 49% dos casos, o agressor era alguém conhecido. E 34% afirmaram que não contaram a ninguém o que haviam vivido. Uma jovem entrevistada relatou que tinha 12 anos quando recebeu conteúdo sexual pelo Facebook. “Eu me senti tipo presa àquilo, refém. Porque foi como se ele fizesse parte de mim, como se ele estivesse me dominando pelo fato de ele ter me mostrado todo o corpo dele, como se a gente já tivesse essa intimidade, como se a gente já se conhecesse. E a gente não se conhecia, não tinha essa intimidade”, relatou. O estudo analisou como redes sociais, jogos online, aplicativos de mensagens e outras ferramentas digitais são usados para facilitar a violência sexual. Os entrevistados apresentaram taxas de ansiedade 13 pontos percentuais superiores aos de jovens que não sofreram violência. Além disso, o estudo detalha que crianças vitimizadas têm 5,4 vezes mais chances de praticar autolesão e 5 vezes mais chances de ter pensamentos ou tentativas de suicídio do que aquelas que não foram submetidas a abusos ou exploração. Uso de inteligência artificial O levantamento também identificou o uso de inteligência artificial na produção de imagens falsas com aparência das vítimas: 3% relataram que alguém utilizou ferramentas de IA para criar imagens ou vídeos de conteúdo sexual com sua imagem. Ao comentar esse tipo de ocorrência, Marium Saeed, especialista do Escritório de Estratégia e Evidência do Unicef Innocenti, afirmou que “as tecnologias digitais não estão necessariamente criando formas totalmente novas de violência. Em vez disso, elas muitas vezes facilitam e ampliam formas já existentes de exploração e abuso”. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Polícia Civil abriu inquérito após montagens com imagens nuas de alunas do Colégio Santo Agostinho, na Barra da Tijuca, circularem em grupos de WhatsApp. Colégio Santo Agostinho na Barra da Tijuca Suelen Bastos / g1 Segundo a investigação, alunos do 7º ao 9º ano são suspeitos de utilizar aplicativos de inteligência artificial para remover as roupas de fotos publicadas pelas próprias estudantes nas redes sociais e compartilhar as imagens adulteradas. 'Nunca vão saber o trauma que eles causaram', diz aluna vítima de falsos nudes compartilhados por colegas no Rio de Janeiro Mais de 20 adolescentes foram ouvidas pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), que apura o caso. No ano passado, em Votorantim (SP), dois adolescentes, de 15 e 16 anos, foram apreendidos após utilizarem inteligência artificial para produzir e divulgar imagens falsas de uma estudante nua em uma escola estadual. O caso foi registrado na delegacia do município. A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo informou que os alunos foram suspensos e que a vítima recebe acompanhamento psicológico. Em janeiro, uma investigação apontou que o chatbot Grok, da empresa xAI, integrado à rede social X, gerou cerca de três milhões de imagens sexualizadas de mulheres e menores em 11 dias. De acordo com o Centro de Combate ao Ódio Digital, aproximadamente 23 mil dessas imagens aparentavam representar menores. 'Sentimento horrível. Me sinto suja', diz brasileira vítima de foto editada de biquíni pelo Grok Onde e como os casos acontecem Em 66% dos relatos, a violência ocorreu em canais online. Redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas apareceram em 64% dos casos; e jogos online, em 12%. Entre os aplicativos citados pelas vítimas estão Instagram (59%) e WhatsApp (51%). Por que redes sociais têm tantos casos de exposição de crianças mesmo com sistemas de detecção Mesmo quando o agressor era conhecido, o primeiro contato ocorreu, em 52% dos casos, pela internet. Também houve registros de aproximação inicial na escola (27%), na casa da criança (11%) e em espaços de prática esportiva (2%). Pelo menos 5% das crianças disseram ter recebido ofertas de dinheiro ou presentes em troca de imagens ou vídeos de conteúdo sexual, e 3% relataram propostas para encontros presenciais com finalidade sexual. PL da Adultização e ECA digital: regras para proteger crianças na internet Lula sanciona lei que combate 'adultização' de crianças na Internet O debate sobre exploração e exposição sexual de crianças e adolescentes nas redes sociais ganhou repercussão nacional após vídeo publicado pelo influenciador Felca, em 2025, denunciar a produção e a divulgação de conteúdos envolvendo adolescentes. A repercussão levou o presidente da Câmara a pautar projeto de lei voltado ao combate da chamada “adultização” de menores na internet. O caso citado no vídeo resultou em investigação e, em fevereiro de 2026, a Justiça da Paraíba condenou o influenciador Hytalo Santos a 11 anos e 4 meses de prisão, e o marido dele, Israel Vicente, a 8 anos e 10 meses, por produção de conteúdo sexual envolvendo adolescentes. A sentença descreve que os jovens foram inseridos em ambiente artificial e controlado, comparado a um “reality show”, com exposição a situações inadequadas para a faixa etária. Justiça nega 3º pedido de liberdade a Hytalo Santos O projeto aprovado após a repercussão estabelece obrigações para provedores de serviços digitais quando houver possibilidade de acesso por crianças e adolescentes. Entre as medidas previstas estão a exigência de mecanismos eficazes de verificação de idade, vedação da autodeclaração como único critério para comprovação etária, vinculação obrigatória de contas de usuários com até 16 anos a um responsável legal e remoção de conteúdos considerados abusivos para esse público. Entenda projeto aprovado por deputados governistas e da oposição que cria regras contra adultização no ambiente digital Antes dessa nova legislação, o artigo 241-C do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) já previa pena de 1 a 3 anos de prisão para quem simulasse a participação de criança ou adolescente em cena de sexo explícito ou pornográfica por meio de montagem ou manipulação de imagem. Posteriormente, o Congresso aprovou uma atualização do ECA, sancionada pelo presidente Lula em setembro. A norma, conhecida como ECA Digital, consolidou e ampliou regras de proteção no ambiente online. O ECA Digital determina que plataformas monitorem e removam rapidamente conteúdos nocivos, proíbe publicidade direcionada e o perfilamento comportamental de crianças e adolescentes, exige a vinculação de contas de menores a responsáveis legais e prevê sanções como advertências, multas de até R$ 50 milhões e, em casos graves, suspensão ou proibição de funcionamento por decisão judicial. O início da vigência do estatuto digital está previsto para 17 de março.

Europeus enviam navios e aeronaves de guerra e sistemas antidrones ao Oriente Médio em meio à expansão da guerra

Publicado em: 04/03/2026 08:26

Destróier HMS Dragon, da Marinha do Reino Unido, deslocado para o Oriente Médio em 3 de março de 2026 meio à expansão da guerra na região. Divulgação/Ministério da Defesa do Reino Unido Países europeus enviaram navios de guerra, incluindo um porta-aviões, e aeronaves com capacidade antidrones para o Oriente Médio em meio à expansão da guerra na região. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: ACOMPANHE as últimas notícias sobre a guerra no Oriente Médio Reino Unido, França e Grécia anunciaram entre terça e quarta-feira (4) o posicionamento de aparatos militares na costa do Chipre, que fica no extremo leste do Mar Mediterrâneo próximo ao Líbano. Veja abaixo o que cada um enviou. O Reino Unido enviou um destróier, o HMS Dragon, dois helicópteros Wildcat com capacidade antidrones; A França enviou um porta-aviões e uma fragata, além de sistemas antimísseis e antidrones; A Grécia enviou duas fragatas e esquadrões de jatos de guerra. Os envios ocorrem após o Chipre, que faz parte da União Europeia, ter sido alvo de drones de ataque nos últimos dias. Ao menos três incidentes distintos ocorreram, entre eles ataques contra uma base militar britânica na ilha e projéteis abatidos perto do aeroporto internacional do país. Segundo autoridades cipriotas, o projétil que atingiu a base foi Shahed iraniano. Inteligência artificial: conflito no Oriente Médio marca novo estágio do desenvolvimento de armas de guerra As fragatas gregas chegaram à costa do Chipre na manhã desta quarta-feira. Também nesta quarta, jatos gregos F-16 interceptaram "um objeto suspeito" próximo à uma base aérea cipriota, segundo a Reuters. Já os equipamentos militares britânicos deixaram suas bases nesta quarta-feira, segundo o governo do Reino Unido, que descreveu como "volátil" a situação da segurança internacional no Oriente Médio. Veja os vídeos que estão em alta no g1

Palavras-chave: inteligência artificial

Fone open-ear: g1 testa 4 modelos que não tampam o ouvido

Publicado em: 04/03/2026 05:04

Fones de ouvido padrão aberto: g1 testou 4 modelos Bruna Azevedo/g1 O fone do tipo open-ear é aquele que não tampa o ouvido. Ele fica apoiado perto da orelha e direciona o som para dentro, mas sem bloquear a audição do que acontece ao redor. Essa característica aumenta a percepção do ambiente, o que pode evitar distrações e ampliar a segurança do usuário. Além disso, são modelos mais confortáveis, já que não entram no canal auditivo e não possuem a borrachinha que pode incomodar e ficar suja de cera (veja como limpar). Fone over-ear em formato de piercing no ouvido Henrique Martin/g1 O ponto negativo, no entanto, é a falta de isolamento acústico. Como o ouvido fica aberto, todo ruído que vem de fora é perceptível. Por conta disso, o uso é mais indicado para locais de trabalho ou dentro de casa. Na rua, qualquer motocicleta, caminhão ou ônibus que passe ao lado pode ocultar totalmente o que se está ouvindo, seja uma música ou um podcast. Ou o som alto de uma academia de ginástica. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O Guia de Compras testou quatro modelos de fones open-ear: Huawei FreeClip 2, JBL Soundgear Sense, Motorola Buds Loop e Philips TAQ2000. Três deles – Huawei, Motorola e Philips – têm o formato em "C", que se encaixa na orelha de forma parecida com um piercing. Já o modelo da JBL é voltado para esportes e fica preso por um gancho que passa sobre a orelha. Da esquerda para a direita: fones da Huawei, Motorola, Philips e JBL Henrique Martin/g1 Veja o resultado dos testes a seguir e, ao final, a conclusão. Huawei FreeClip 2 O Huawei FreeClip 2 é o fone mais caro do teste, vendido na faixa dos R$ 1.000 nas lojas da internet no início de março. O encaixe pode causar estranhamento e, dependendo do ângulo, alguma pressão e incômodo, mas não cai. Dos modelos nesse formato, o da Huawei e o da Motorola são os mais confortáveis – o Philips aperta um pouco no começo. A qualidade sonora é excelente, muito parecida com a encontrada nos fones da Motorola e da JBL. Funciona bem para música clássica, eletrônica ou pop sertanejo. É curioso ouvir bem os graves, médios e agudos e, ao mesmo tempo, conseguir perceber alguém falando com você. O aplicativo Huawei AI Life (para Android e iOS) permite ajustes de equalização e dos comandos por toque. Movimentos da cabeça podem servir para atender chamadas – é esquisito, mas funciona. Da esquerda para a direita, apps dos fones da Huawei, JBL, Motorola e Philips Reprodução A bateria tem duração estimada de 9 horas de uso nos fones e mais 29 horas no estojo, a maior entre os modelos avaliados. Um ponto negativo é o design da caixa de carregamento, que torna o ato de guardar os fones um desafio nas primeiras vezes. JBL Soundgear Sense O JBL Soundgear Sense foge do conceito de “piercing”, com um formato que deixa a saída de som sobre o ouvido. O produto custava R$ 800 nas lojas on-line pesquisadas em março. O fone fica preso a um gancho atrás da orelha, indicado para esportes. Ele vem com um arco plástico que conecta as duas pontas, passando por trás do pescoço para aumentar a segurança e evitar quedas. Fone JBL Soundgear Sense com adaptador para arco Henrique Martin/g1 A qualidade do som é excelente e, dos quatro fones, é o que permite perceber mais detalhes nas músicas. O reforço de graves da JBL está presente, mas de forma menos exagerada. O app JBL Headphones (para Android e iOS) traz equalizador, controles de gestos e de músicas. A bateria tem duração estimada em 6 horas de uso, mais 18h no estojo, o maior entre os testados e não cabe bem no bolso. Moto Buds Loop O Moto Buds Loop pode ser um fone estilo piercing, que custava R$ 900 em fevereiro, ou um acessório de moda em sua versão com cristais Swarovski, por R$ 1.400. Moto Buds Loop versão cristais Swarovski Divulgação O encaixe no ouvido é simples e não pressiona a cartilagem. A qualidade sonora é excelente, similar à dos fones da Huawei e da JBL, com tecnologia desenvolvida em parceria com a Bose. O volume é um pouco mais alto que o dos concorrentes. O app Moto Buds (apenas para Android) oferece os controles básicos e funções de inteligência artificial, como um recurso de gravação e transcrição de conversas ativado pelo estojo. Nos testes, a função funcionou uma vez, travou e não voltou a operar. A bateria tem duração estimada em 8 horas de uso, mais 29 horas no estojo de carregamento. Philips TAQ2000 O Philips TAQ2000 é o fone open-ear mais barato do teste, vendido por R$ 200 em março. Dos quatro, é o que aperta mais no encaixe e leva um tempo para se acostumar. Seu preço baixo o transforma no campeão da relação custo-benefício. A qualidade sonora é um pouco inferior que a dos concorrentes, mas suficiente para o uso no dia a dia em um escritório, por exemplo. O perfil sonoro é mais neutro, sem exageros nos graves. Em sentido horário: Huawei e JBL (em cima), Philips e Motorola (embaixo) Henrique Martin/g1 O aplicativo Philips Fone de Ouvido (para Android e iOS) surpreende com uma função que gera sons da natureza ou ruído branco para ajudar na concentração ou relaxamento, similar a um recurso presente nos AirPods, da Apple. A bateria dura, segundo a Philips, 7 horas contínuas nos fones e 21 horas adicionais no estojo. Conclusão Fones estilo open-ear são diferentes dos modelos que estamos acostumados. Eles perdem em isolamento de ruído e força dos graves, mas ganham por permitir que o usuário esteja ciente o tempo todo do seu entorno. Por isso, não servem para toda situação. Usar na rua ou no transporte público é inviável, pois o barulho externo pode abafar completamente o som. Dos quatro fones avaliados, três têm excelente qualidade sonora – Huawei FreeClip 2, JBL Soundgear Sense e Motorola Buds Loop –, com preço mais elevado. O da Philips surpreende pelo valor de R$ 200 com uma boa qualidade de som, o que é mais que suficiente para testar o formato antes de partir para um modelo mais caro. Os fones testados foram enviados por empréstimo e serão devolvidos aos fabricantes. Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável.

É #FAKE imagem de satélite que mostra antes e depois de ataque a base dos EUA no Catar; conteúdo foi manipulado com IA

Publicado em: 04/03/2026 05:03

É #FAKE imagem de satélite que mostra antes e depois de ataque a base dos EUA no Catar; imagem foi manipulada por IA Reprodução Circula nas redes sociais uma montagem que supostamente mostra o "antes e depois" de um radar dos Estados Unidos no Catar destruído após o ataque de um drone do Irã. É #FAKE. g1 🛑 Como é a montagem falsa? Publicado no sábado (28) no X, onde teve mais de 943 mil visualizações, o post tem a seguinte legenda, em inglês: "Antes vs. depois: Um radar americano no Catar foi completamente destruído hoje em um ataque de drone iraniano". A descrição omite que o conteúdo foi manipulado com inteligência artificial (IA) – leia detalhes abaixo. A montagem mostra o que seriam duas imagens de satélite que mostram o mesmo local, mas em momentos distintos. A da esquerda exibe uma estrutura preservada; e a da direita, o que seria a área após o suposto bombardeio. O conteúdo viralizou no dia em que se iniciou o mais recente ataque direto dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. O presidente Donald Trump declarou que o principal objetivo seria destruir o programa nuclear iraniano. ⚠️ Por que isso é mentira? O Fato ou Fake submeteu a montagem ao SynthID Detector, plataforma do Google que verifica conteúdos gerados com a ferramenta de IA da própria empresa (veja infográfico a seguir). Resultado da análise: "Feito com IA do Google – Synth ID identificado em todo ou parte do conteúdo carregado". SynthID Detector aponta que imagem foi feita ou manipulada com IA do Google Reprodução Essa tecnologia insere uma marca d'água para identificar esse tipo de material. Embora imperceptível para humanos, o "selo" é detectável pelo sistema. Diferentemente de outros modelos que geram deepfakes a partir de vídeos reais, a IA do Google produz cenas hiper-realistas do zero, ou seja, sem a referência de algo verdadeiro publicado anteriormente. A imagem da esquerda é similar a uma imagem de satélite de uma base americana localizada no Bahrein (e não no Catar). Está disponível desde fevereiro de 2025 no Google Earth. Além disso, a comparação entre as duas imagens da fake evidencia que, apesar da suposta destruição, vários elementos (como veículos e sombras) permanecem exatamente na mesma posição (veja abaixo). Além disso, é possível notar três veículos do mesmo porte e formato estacionados nos mesmos lugares em ambas as imagens, a do antes e a do depois. Reprodução Embora a imagem seja falsa, há registros de ataques a bases americanas na região. Uma reportagem publicada pelo g1 no próprio sábado mostrou que um míssil do Irã atingiu uma base da Marinha dos EUA no Bahrein (assista abaixo). O texto informou que bases militares no Golfo — incluindo Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Catar, Jordânia e Kuwait — foram atacadas pela Guarda Revolucionária Iraniana. Vídeo mostra momento em que míssil iraniano atinge base dos EUA no Bahrein É #FAKE imagem de satélite que mostra antes e depois de ataque a base dos EUA no Catar; imagem foi manipulada por IA Reprodução Veja também O que é #FATO e o que é #FAKE na guerra entre EUA e Irã O que é #FATO e o que é #FAKE na guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)

Tribunal Superior Eleitoral aprova regras para uso de inteligência artificial na propaganda eleitoral de 2026

Publicado em: 03/03/2026 23:13

Tribunal Superior Eleitoral aprova regras para uso de inteligência artificial na propaganda eleitoral de 2026 Jornal Nacional/ Reprodução O Tribunal Superior Eleitoral aprovou nesta terça-feira (3) as regras para uso de inteligência artificial na propaganda eleitoral de 2026. Uma das principais preocupações do Tribunal Superior Eleitoral é com o combate à desinformação e o uso ilícito de inteligência artificial. Plataformas que identificarem conteúdo eleitoral irregular ou forem notificadas por usuários devem adotar providências imediatas para cortar o impulsionamento e o acesso a tal conteúdo. O TSE incluiu uma norma que proíbe a divulgação de qualquer novo conteúdo produzido por inteligência artificial que modifique imagem ou voz de candidato 72 horas antes e 24 horas depois da eleição. Inclusive conteúdo produzido pela própria campanha. Ferramentas de inteligência artificial também estão proibidas de sugerir candidatos ao eleitor. O TSE quer evitar que algoritmos favoreçam alguma candidatura. O Tribunal reforçou que, fora desse período, também é proibido fabricar ou manipular vídeos e áudios para distorcer fatos e imagens que prejudiquem ou favoreçam uma candidatura. Os candidatos podem usar inteligência artificial, por exemplo, para produzir uma música ou uma peça publicitária. Mas terão que deixar claro e em destaque que o conteúdo publicado foi criado por IA e informar quando o eleitor estiver interagindo com robôs gerados pela ferramenta. Propagandas que não respeitarem essa legislação deverão ser retiradas pelas plataformas na internet ou por determinação judicial. O candidato pode ter o registro cassado. LEIA TAMBÉM Eleições 2026: regras barram IA três dias antes da votação e proíbem plataformas de sugerir candidatos Eleições 2026: TSE aprova resolução com calendário eleitoral; saiba as principais datas Eleições 2026: TSE proíbe disseminação de conteúdo novo feito por IA 72 horas antes do pleito

Palavras-chave: inteligência artificial

Guerra no Irã marca novo estágio de desenvolvimento de armas de guerra, com sistemas de inteligência artificial

Publicado em: 03/03/2026 21:15

Inteligência artificial: conflito no Oriente Médio marca novo estágio do desenvolvimento de armas de guerra O conflito no Oriente Médio marca um novo estágio no desenvolvimento de armas de guerra. Agora, elas usam cada vez mais sistemas de inteligência artificial. O que os Estados Unidos estrearam, em larga escala, no sábado (28), foi seu mais avançado modelo de guerra comandado por inteligência artificial: a força-tarefa Scorpion Strike, que enviou um enxame de centenas de novos drones produzidos pelos americanos - os drones Lucas. São obra de engenharia reversa a partir de um drone de baixo custo produzido pelos próprios iranianos. No sábado (28), os drones Lucas invadiram o céu do Irã como iscas, para que os radares antimísseis iranianos revelassem suas posições e pudessem ser atacados tanto pelos próprios drones, que carregam 18 kg de explosivos cada, quanto por Tomahawks e caças de última geração. É uma nova estratégia de guerra: sobrecarregar o campo de batalha com drones kamikazes. A ideia não é americana, é chinesa. Vem sendo desenvolvida há pelo menos uma década. Em um ataque tão massivo, é praticamente impossível de serem controlados e orquestrados sem o uso da inteligência artificial. O Departamento de Defesa americano primeiro tentou desenvolver sua própria inteligência artificial militar, assinando contratos de longo prazo com empresas conhecidas, como a Lockheed Martin. Mas, depois, percebeu que, para competir com a China, teria que agir menos como um órgão do governo e mais como uma empresa de tecnologia, e passou a assinar contratos com grandes big techs e também com pequenas startups. Entre elas, a Anthropic, fundada pelos irmãos Dario e Daniela Amodei. Eles trabalhavam na OpenAI, do ChatGPT, mas se revoltaram com a velocidade e a falta de preocupação ética no desenvolvimento da tecnologia. Resolveram criar o que chamaram de “inteligência artificial responsável”, com a missão oficial de usar IA para o benefício da humanidade a longo prazo. Mesmo assim, assinaram contrato de US$ 200 milhões no verão passado com o Departamento de Guerra de Donald Trump. E o sistema de inteligência artificial da empresa - chamado Claude - foi usado na ofensiva de sábado (28). De acordo com o professor de geopolítica Craig Jones, da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, a inteligência artificial é usada de três formas principais: análise de material de inteligência - documentos secretos, imagens de satélite, comunicações interceptadas; identificação de alvos a partir dessa análise; simulação do campo de batalha - projetar, como em um videogame, as possibilidades de ataque. A cláusula de contrato da Anthropic pedia que sua tecnologia não fosse usada em armas que podem mirar e atacar um alvo de forma autônoma, sem controle dos humanos. Guerra no Irã marca novo estágio de desenvolvimento de armas de guerra, com sistemas de inteligência artificial Jornal Nacional/ Reprodução Na sexta-feira (27), um dia antes do ataque, o secretário de Guerra americano, Pete Hegseth, publicou um longo texto acusando o fundador da Anthropic de colocar a ideologia do Vale do Silício acima das vidas americanas. Ele afirmou: “O Departamento de Guerra deve ter acesso pleno e irrestrito aos modelos da Anthropic para todo e qualquer propósito legal na defesa da República”. Hegseth colocou a Anthropic como risco à cadeia de suprimentos para a segurança nacional - uma classificação que tradicionalmente só é aplicada a empresas estrangeiras, como rivais de tecnologia da China. Uma hora e meia antes, o presidente Donald Trump tinha ordenado que a Anthropic fosse banida do sistema de defesa americano. De acordo com o professor Jones, o Departamento de Guerra usou a tecnologia apesar da queda de braço entre o governo e a empresa. Ele diz que esses sistemas de inteligência artificial fazem parte da infraestrutura de guerra: são grandes redes interconectadas a um sistema. Ele firma que não dá para desligar o sistema sem reações em cadeia. Por isso que, no sábado (28), o enxame de drones Lucas entrou em formação no céu do Irã. Com ajuda dos satélites Starlink, empresa do bilionário Elon Musk, eram capazes de trocar entre si suas posições. Se um deles fosse abatido, poderiam se reorganizar sem prejudicar a operação. Foram responsáveis por começar a abrir um corredor seguro no céu para os caças que invadiram Teerã e mataram o aiatolá Ali Khamenei. Nessa nova corrida armamentista, em 2026, Pequim mostrou ser capaz de comandar um enxame de 200 drones usando apenas um soldado. O plano dos Estados Unidos é ser capaz de fazer frente a essa tecnologia, principalmente por causa de Taiwan. Washington precisa mostrar que uma invasão chinesa à ilha poderia ser contida, abatendo navios caríssimos com uma multidão de drones de US$ 35 mil cada um. O plano da China é ter, até o final de 2026, um milhão de drones que custam US$ 10 mil cada - menos de um terço do preço dos rivais americanos. Além disso, investiu pesado em sistemas eletrônicos que embaralham, fritam a comunicação dos drones adversários no ar. Enquanto a China mira na capacidade de produzir e escalar, os Estados Unidos querem ter um software de mais precisão. A briga com a Anthropic pode ser uma pedra no caminho do desenvolvimento rápido de armas de guerra. Mas, para o professor Jones, com tanto dinheiro envolvido, outras empresas estarão dispostas a continuar a tradição americana de desenvolver-se tecnologicamente através da guerra. LEIA TAMBÉM O que está por trás do confronto entre Israel, Irã e Estados Unidos e o que podemos esperar? O que revelam as imagens da sala de guerra de onde Trump supervisionou ataque ao Irã Como era o prédio e como funciona a reunião que escolhe o novo líder supremo do Irã, atacados por Israel Escalada nuclear pode ser fatal para a humanidade: 'Vida na Terra seria inviabilizada', diz especialista

Impacto econômico da guerra contra Irã dependerá de duração, danos e custos da energia, diz autoridade do FMI

Publicado em: 03/03/2026 16:36

O impacto da guerra no Oriente Médio sobre a economia mundial vai depender de quanto tempo o conflito durar e do tamanho dos danos à infraestrutura e às indústrias da região, especialmente se a alta nos preços da energia for passageira ou mais prolongada. A avaliação é do vice-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dan Katz. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo ele, se a incerteza persistir e os preços da energia continuarem elevados por mais tempo, os bancos centrais devem agir com cautela e avaliar os desdobramentos antes de tomar decisões. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Katz afirmou que o conflito pode afetar a inflação, o crescimento e outros indicadores, mas que ainda é cedo para medir o tamanho desse impacto. Antes da escalada recente, o FMI projetava crescimento global de 3,3% em 2026, apoiado, entre outros fatores, pelos investimentos em inteligência artificial e pela expectativa de ganhos de produtividade. Impactos imediatos Agora, a instituição monitora possíveis efeitos sobre o comércio, a atividade econômica, os preços da energia e a volatilidade dos mercados financeiros. O FMI também avalia os impactos diretos na região, como danos à infraestrutura e interrupções em setores importantes, como turismo, transporte aéreo e, principalmente, energia. Nesta terça-feira, o petróleo voltou a subir, após o Irã ameaçar atacar navios no Estreito de Ormuz. O barril do Brent chegou a US$ 83, cerca de 15% acima do nível da sexta-feira. Katz afirmou que, se a alta da energia for temporária, os bancos centrais tendem a não reagir de imediato, já que costumam dar mais peso à inflação que exclui itens mais voláteis. No entanto, se o choque for duradouro e começar a afetar as expectativas de inflação, pode haver resposta na política de juros. Ele lembrou que, após a pandemia, o avanço da inflação em 2022 foi influenciado pelo aumento dos preços de energia ligado à guerra na Ucrânia, o que acabou pressionando outros preços na economia. Ataques ao Irã ATTA KENARE / AFP

Palavras-chave: inteligência artificial

'Mísseis passam em cima da casa', 'Fecharam o espaço aéreo', 'Ninguém sai': a rotina dos brasileiros rotina após escalada do conflito entre EUA, Israel e Irã

Publicado em: 03/03/2026 08:30

Legendário impedido de deixar Dubai após conflito no Oriente Médio relembra dia do ataque Brasileiros em Dubai, Teerã e outras cidades do Oriente Médio vivem dias de medo desde o início dos ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, no sábado (28), que provocaram retaliações e fecharam aeroportos na região. 💡 Os EUA e Israel justificaram a ofensiva sob a justificativa de destruir o programa nuclear iraniano e evitar a suposta fabricação de armas nucleares. O Irã nega veementemente buscar armas e afirma que seu programa é exclusivamente pacífico. Em meio a explosões, sirenes, cancelamentos de voos e comunicações instáveis, brasileiros relatam a rotina na região e dizem estar seguros, mas mencionam a incerteza sobre quando conseguirão voltar para casa; entre os residentes, cresce a angústia sobre quando a situação no país deve se normalizar. (veja um dos relatos no vídeo acima). Para o médico Abdel Latif, que mora em Valinhos e integra a Sociedade Islâmica de Campinas, a guerra atinge diretamente a própria família. “Minha família mora numa aldeia perto da cidade de Belém. Fica na fronteira entre Cisjordânia e Israel (...) Irã está atacando o país que atacou primeiramente. Então, está atacando Israel. Os mísseis que chegam a Israel passam em cima da casa da minha família”, explica o médico. 'Mísseis passam em cima da casa da minha família', diz médico palestino de Valinhos O advogado Leno Gomes usou as redes sociais para relatar como tem sido os últimos dias em Dubai após o grupo com cerca de 30 amazonenses integrantes do movimento Legendários ficar impossibilitado de sair dos Emirados Árabes Unidos. "Terminamos o Top [evento] e descemos a montanha com muito êxito, e aí estourou a guerra. Não pudemos sair daqui por conta da segurança. Eles fecharam o espaço aéreo, fecharam todas as vias de acesso a outros lugares, ou seja, nós não podemos sair, no entanto, estamos seguros e bem", disse. Um grupo de 36 pessoas que saiu de Sergipe está hospedado em um hotel em Dubai, que conta com abrigo subterrâneo. Ao g1, o engenheiro civil Iago Menezes relatou que os primeiros dias após os ataques foram tensos, mas afirmou que o governo dos Emirados Árabes e a Embaixada do Brasil têm orientado o grupo. O alagoano Élton Arábia, meio-campista e ídolo no Oriente Médio, gravou um vídeo em que comenta a tensão provocada pelo conflito. "Estamos naquela tensão ainda. Hoje, interceptaram um míssil aqui perto [...] Estou começando a ficar preocupado. Eles falam que está sob controle, mas ainda estão tendo muitos ataques. Situação complicada. Fecharam o aeroporto, ninguém sai e ninguém entra", explicou o atleta. Alagoano Élton Arábia fala sobre tensão no Oriente Médio Reprodução A influenciadora digital, Ana Lorenzetti está acompanhada do agente de viagens Carlos Volpe e de um grupo de 17 turistas no cruzeiro que partiria de Dubai e visitaria outras cidades do Emirados Árabes e também do Catar e Bahrein. Eles embarcaram no sábado (28) e na mesma noite receberam alertas de mísseis e drones na região. “O momento mais tenso foi na noite do sábado, quando o governo mandou alertas, o que deu medo. Alertas no nosso celular, pedindo para ficar em segurança por causa dos alertas de mísseis. Tivemos uma noite de nervosismo, tensão, mas onde tudo ontem foi voltando aos trilhos”, relata. A empresária Nayara Araújo relatou momentos de tensão em Dubai após os ataques. Moradora de Goiânia, ela está no país a trabalho. Nayara Araújo desabafou o medo que sentiu na madrugada em que os ataques começaram em Dubai Reprodução/Instagram de Nayara Araújo “Naquele momento de desespero de madrugada, quando a gente começou a ouvir as primeiras explosões, minhas pernas paralisaram, eu tentava mandar mensagem para o meu irmão falando: ‘Cuida do meu filho’. Só conseguia pensar nele”, relatou em uma postagem. Já o brasileiro tricampeão mundial de jiu-jítsu William Salvino estava na capital Teerã para treinar a seleção local quando as primeiras explosões começaram. “Quando ouvi o primeiro bombardeio, chegou até a estremecer o prédio que eu estava, de tão forte que foi. Levantei meio atordoado, sem saber onde estava ainda. Muitas pessoas correndo com a mão na cabeça”, contou, em mensagem enviada à noiva logo após o ataque. O médico e diretor-presidente da Fundação Municipal de Esportes (Funesp) de Campo Grande, Sandro Benites, teve o voo de volta ao Brasil cancelado e segue em Dubai. Benites estava de férias desde o dia 19 de fevereiro. “Ouviu-se alguns estrondos, todo mundo ouviu na cidade. A gente não sabe se foi interceptação de míssil. Tem muita notícia, muita fake news, muita inteligência artificial circulando. Vários passeios turísticos foram cancelados", disse. Diretor da Funesp fica preso em Dubai após escalada de conflito internacional Um gaúcho que mora com a esposa e os dois filhos em Dubai há 10 anos relatou ao g1 os momentos de temor pelos quais a família. Fabricio Leite recebeu dois alertas de emergência no celular em um intervalo de 7 minutos. O comunicado das autoridades locais citava "ameaça potencial de míssil" e pedia para que se buscasse "abrigo imediato na construção segura mais próxima". A família mora em uma residência de três andares e passou próximas horas no térreo. "Perto do banheiro, que é o nosso abrigo", ressalta Fabricio. Um grupo de 22 moradores do Espírito Santo está em um navio em um porto de Dubai, nos Emirados Árabes, sem previsão de retornar ao Brasil. O grupo estava na parte interna do navio prestes a jantar quando recebeu a notícia dos bombardeios. "Era a hora do jantar, em torno de 20h. Alguns mísseis já tinham caído aqui e drones." Nayllane Aquino, de 29 anos, relatou momentos de tensão vividos nos últimos dias, em Dubai. A baiana viajou pela primeira vez para o Emirados Árabes. "Nesse momento, eu sinto muito medo de estar aqui, no meio de tudo isso que está acontecendo. Como nunca passei por uma situação dessa, a ansiedade ataca também bastante, estou muito ansiosa e infelizmente não consigo fazer nada", relatou. Turistas do Espírito Santo estão em cruzeiro parado em Dubai devido aos conflitos no Irã Reprodução Guerra EUA e Israel x Irã Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã de sábado (28), o que deflagrou uma guerra entre os três países. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas. Os bombardeios mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e outros membros de alto escalão da cúpula militar e de governo iraniano. Ao todo, 555 pessoas foram mortas desde o início dos ataques ao país, afirmou a organização humanitária Crescente Vermelho do Irã em atualização nesta segunda-feira (2). Em resposta aos ataques dos EUA e de Israel, o Irã disparou mísseis contra o território israelense e contra bases militares norte-americanas no Oriente Médio. Essa troca de ataques continua desde então, com bombardeios diários contra Israel e Irã, sendo presenciados em outros países da região. Os EUA informaram no domingo que três militares do país foram mortos desde o início da guerra, e Trump prometeu "vingá-los". "Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização", afirmou o presidente dos EUA no domingo. EUA e Israel realizam ataque coordenado contra o Irã Destruição em Teerã após ataques dos EUA Reuters

Palavras-chave: inteligência artificial

Operação mira fraude no Jaé; bando criava rostos via inteligência artificial para cadastrar gratuidades, diz polícia

Publicado em: 03/03/2026 07:05

A Polícia Civil do RJ iniciou nesta terça-feira (3) uma operação contra um esquema de fraude no Jaé, sistema de bilhetagem eletrônica dos transportes municipais do Rio. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 64 mil. Segundo as investigações, os golpistas criavam, em ferramentas de inteligência artificial, rostos fictícios para abrir cadastros de gratuidade na plataforma. Agentes da Delegacia de Defraudações saíram para cumprir mandados de busca contra 4 alvos: André Luís da Silva Arthur de Souza Oliveira Daniel dos Santos Rodrigues Gabriella Cristina Vieira Barbosa dos Santos De acordo com a polícia, a CBD Bilhete Digital, empresa responsável pelo cadastramento das gratuidades e pela emissão dos cartões, identificou irregularidades no sistema e avisou as autoridades. De acordo com a apuração interna da CDB Digital, André, Arthur, Daniel e Gabriela, que ocupavam funções de supervisores e atendentes, validaram cartões de gratuidade sênior criados por IA. Os 4 eram terceirizados da Acerio, contratada para o atendimento ao público nos postos do Jaé. Ainda segundo a investigação, os CPFs informados para os passes eram inexistentes. Polícia mira fraudes no Jaé Reprodução/TV Globo Validações de madrugada De acordo com a polícia, as validações eram feitas fora do horário regular de expediente, principalmente no período noturno, entre 21h e 6h. Só Gabriela teria validado 75 cartões com IA. Esses passes eram entregues a terceiros, que viajavam de graça nos transportes municipais com biometrias incompatíveis com os dados cadastrados, o que levantou a suspeita dos gestores. Com o cumprimento dos mandados de busca, a Polícia Civil afirma que pretende identificar outros possíveis participantes do esquema e os usuários dos cartões de gratuidade falsificados.

Palavras-chave: inteligência artificial

Reino Unido vai testar efeitos de limitar redes sociais para adolescentes

Publicado em: 03/03/2026 03:00

Jovem usa o celular em Sidney, na Austrália; país aprovou lei que proíbe acesso de menores de 16 anos às redes sociais Hollie Adams/Reuters Dezenas de adolescentes no Reino Unido participarão de testes para avaliar como eles seriam impactados por futuras restrições ao uso de redes sociais. A iniciativa foi anunciada pelo governo britânico, que quer verificar como seriam na prática eventuais limites para menores de 16 anos nas plataformas. Cerca de 150 adolescentes de 13 a 15 anos serão acompanhados e terão a qualidade do sono, o humor e níveis de atividade física avaliados, informou o jornal britânico The Guardian. Os participantes poderão ser totalmente proibidos de usar redes sociais, ter um limite de uso de tela ou ficar sujeitos a um "toque de recolher" virtual, em que serviços são bloqueados após um certo horário do dia. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo o governo britânico, os testes ajudarão a levantar informações para que uma futura decisão seja baseada em evidências do mundo real. O Reino Unido também deverá considerar as contribuições de uma consulta pública em que pais, adolescentes, pesquisadores e empresas poderão opinar sobre regras mais rígidas em torno das redes sociais. Até 26 de maio, o governo britânico receberá opiniões sobre a possível regra de idade mínima ou do "toque de recolher" online, bem como supostos recursos viciantes nas redes, como a rolagem infinita e a reprodução automática de vídeos. A iniciativa também quer receber avaliações sobre o uso de assistentes de inteligência artificial e plataformas de jogos por crianças, além de comentários sobre melhorias nos métodos de verificação de idade. Roblox, Discord, YouTube e mais: redes adotam verificação de idade com selfie após pressão; veja como funciona Veja o que países estão fazendo para regular o acesso de crianças às redes sociais Reino Unido vai endurecer regras para chatbots de IA após polêmica com o Grok, de Musk "Sabemos que pais em todo o mundo estão refletindo sobre a quantidade de tempo que seus filhos devem passar em frente às telas, quando devem dar um celular para eles, o que eles estão vendo online e o impacto que tudo isso está causando", disse a secretária de Tecnologia do Reino Unido, Liz Kendall. "É por isso que estamos pedindo a crianças e pais que participem desta consulta histórica sobre como os jovens podem prosperar em uma era de rápidas mudanças tecnológicas". O levantamento pode levar ao banimento completo de redes sociais para menores de 16 anos no Reino Unido, como acontece na Austrália desde dezembro de 2025, para grandes plataformas. A Câmara dos Lordes, equivalente britânico ao Senado, aprovou em janeiro a proposta que proibiria o uso de redes sociais por menores de 16 anos. O texto agora está na Câmara dos Comuns, parecido com a Câmara dos Deputados. No Brasil, menores de 16 anos deverão ter suas contas em redes sociais vinculadas à de um adulto responsável. A medida está prevista no Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), que começará a valer em março.

O que era o acordo nuclear com o Irã que Obama assinou e Trump abandonou? Entenda

Publicado em: 03/03/2026 02:00

Vamos levar o tempo que for necessário, diz Trump sobre ofensiva contra o Irã O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar o acordo nuclear firmado em 2015 entre o governo de Barack Obama e o Irã. O pacto previa limitar o programa nuclear iraniano em troca da retirada de sanções internacionais. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A fala ocorre dois dias desde os primeiros ataques dos Estados Unidos e de Israel ao país. Desde 28 de fevereiro, bombardeios atingiram alvos ligados ao regime iraniano, incluindo integrantes da cúpula militares -- entre eles o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. Nesta segunda-feira (2), Trump disse estar "muito feliz de ter derrubado o horrível acordo nuclear" firmado pelo ex-presidente Barack Obama com os iranianos. A saída dos EUA ocorreu em 2028, durante seu primeiro mandato. O acordo tinha como objetivo reduzir a capacidade nuclear do Irã e evitar a produção de bomba atômica. Em troca, países que impunham sanções econômicas suspenderiam as restrições financeiras e comerciais. Críticos do pacto, entre eles Israel, afirmam que parte dos recursos liberados foi usada pelo regime iraniano para financiar grupos armados no Oriente Médio (entenda abaixo). Como resultado da retirada dos EUA do acordo, o Irã retomou o programa nuclear e passou a enriquecer mais urânio, desta vez sem qualquer fiscalização. INFOGRÁFICO - Mapa mostra locais dos ataques no Irã e a retaliação. Arte/g1 Acordo selado em 2015 O acordo para limitar o programa nuclear foi selado na Áustria, em 2015, com EUA, Irã e outros cinco países (Grã-Bretanha, França, Rússia, China e Alemanha). As negociações duraram cerca de 20 dias até a assinatura do texto final. Obama e o então presidente iraniano, Hassan Rohani, participaram da definição dos termos. "Todos os caminhos em direção a uma arma nuclear estão cortados", disse Barack Obama na ocasião, após o acordo. Barack Obama fala sobre o acordo nuclear com o Irã, em foto de 2015 Andrew Harnik/Reuters O acordo estabeleceu, entre outros pontos: redução da capacidade nuclear e reservas de urânio fazer pesquisa e desenvolvimento com urânio para centrífugas avançadas, de forma a não acumular urânio enriquecido e autorização para inspeções profundas dos EUA em instalações iranianas. À época, o documento previa o uso nuclear apenas para fins pacíficos. Em contrapartida, Estados Unidos, União Europeia e Organização das Nações Unidas (ONU) retirariam sanções econômicas impostas ao país. Caso cumprisse, o país receberia em troca: liberação de ativos congelados; redução de sanções econômicas; cancelamento, após 3 décadas, de restrições impostas contra a aviação do país, o Banco Central iraniano, o Exército e estatais; tirar o Irã da lista de países sancionados pela ONU. Secretário-geral da ONU na oportunidade, Ban Ki-moon disse que o acordo poderia "contribuir de maneira essencial à manutenção da paz e à estabilidade na região e fora dela". Ainda em seu primeiro governo como presidente dos Estados Unidos, em 2018, Donald Trump anunciou a retirada do país do acordo. Ao anunciar a decisão, Trump chamou o acordo de desastroso e disse que o "pacto celebrado jamais deveria ter sido firmado", por não prover garantias de que o Irã teria abandonado os mísseis balísticos. Leia também: Trump defende ataque ao Irã e confirma que conflito seguirá por 'quatro ou cinco semanas' Israel anuncia ataque contra sede da TV estatal do Irã; mídia iraniana confirma explosões Irã diz que Estreito de Ormuz está fechado e ameaça incendiar navios EUA usaram inteligência artificial Claude, rival do ChatGPT, em ataque ao Irã, diz jornal Ministro do Irã diz que assassinato de Khamenei foi 'crime religioso' e promete 'sérias consequências' Lista de líderes mortos e sobreviventes do Irã após ataque coordenado de Israel e EUA. Reprodução/TV Globo/Fantástico Acordo foi 'rendição histórica' para Israel Aliado dos EUA, Israel criticou o acordo desde o momento em que foi fechado e o chamou de "rendição histórica". O governo israelense sustenta, desde o pacto, que o Irã utilizou parte dos recursos liberados após o alívio das sanções para financiar grupos armados que atuam no Oriente Médio. Entre os grupos financiados pelo regime iraniano está o Hamas, responsável pelo ataque terrorista a Israel em 7 de outubro de 2023, com mais de mil mortos -- e responsável pelo início da guerra na Faixa de Gaza. Mulher chora após ataque em Tel Aviv, em Israel, em 7 de outubro de 2023 REUTERS/Itai Ron "O Irã é o principal financiador de terrorismo em toda a região do Oriente Médio", afirmou, em 2023, o então porta-voz do Ministério de Relações Exteriores de Israel, Lior Haiat. Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reforçou após os ataques feitos desde o dia 28 de fevereiro que a ação tenta evitar a produção de armas nucleares. "Irã não deve ter permissão para se armar com armas nucleares", disse. Entenda a cronologia do programa nuclear do Irã: 1953: Golpe apoiado pelos Estados Unidos consolida o poder do xá Reza Pahlavi, que se torna peça-chave na estratégia americana de contenção da União Soviética durante a Guerra Fria. 1957: Início do programa nuclear iraniano com incentivo dos Estados Unidos. O Irã aderiu ao programa “Átomos para a Paz”. A iniciativa previa o desenvolvimento de energia nuclear para fins pacíficos. 1979: Revolução Islâmica derruba o xá. Em pouco tempo, os aiatolás assumem o poder no Irã. 1987: O programa nuclear passa a ser usado pelo regime islâmico como trunfo contra seus inimigos, Estados Unidos e Israel. 2015: Irã e governo Obama chegam a um acordo. Em troca de alívio nas sanções econômicas, o país aceita limitar o enriquecimento de urânio, sob controle das Nações Unidas. 2018: No primeiro mandato, Donald Trump retira os Estados Unidos do acordo, classificando-o como “o pior de todos os tempos”. Após 2018: Sem fiscalização, o Irã retoma o programa nuclear e passa a enriquecer mais urânio. 2025: O confronto chega ao auge com ataques americanos contra complexos nucleares de Danz, Isfahan e Fordham. Em Fordham, havia 2.700 centrífugas, que provavelmente foram destruídas. 2026: Após semanas de negociações para tentar limitar ou encerrar as atividades do país, americanos e israelenses lançaram neste sábado (28) um ataque coordenado contra o território iraniano. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visita a Faixa de Gaza, durante uma trégua temporária entre o Hamas e Israel. A imagem foi obtida pela Reuters em 26 de novembro de 2023 Avi Ohayon/GPO via Reuters

Palavras-chave: inteligência artificial

Eleições 2026: regras barram IA três dias antes da votação e proíbem plataformas de sugerir candidatos

Publicado em: 03/03/2026 00:01

TSE proíbe conteúdo feito por IA 72 horas antes das eleições Conteúdo criado digitalmente vetado três dias antes da eleição, proibição de plataformas recomendarem candidatos e criação de "planos de conformidade" com big techs. Essas são algumas das novas regras eleitorais aprovadas por unanimidade pelos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite desta segunda-feira (2). As normas irão guiar os partidos e candidatos nas eleições de 2026. O g1 conversou com especialistas para avaliar os pontos positivos e negativos das mudanças. E eles ponderam: o principal desafio será a implementação das normas. ➡️Importante: as análises ocorrem antes da divulgação do texto final das resoluções, que será publicado até 5 de março, como determina a legislação eleitoral. Pontos que pautaram as discussões nas audiências públicas, como a liberação de impulsionamento pago com críticas ao governo, ainda não foram detalhados. As regras sobre conteúdos com uso de inteligência artificial na propaganda eleitoral eram algumas das mais aguardadas por especialistas. Para Fabiano Garrido, diretor executivo do Instituto Democracia em Xeque, o conjunto das resoluções marca a primeira vez em que o TSE estrutura uma abordagem regulatória mais abrangente sobre IA no processo eleitoral. "Não se trata apenas de proibir deepfakes, mas de enfrentar o fenômeno de forma sistêmica: vedação a sistemas de IA que recomendem candidaturas, proibição de manipulações que configurem violência política digital — especialmente com uso de imagens sexualizadas —, banimento de perfis automatizados com prática reiterada lesiva e exigência de planos de conformidade por parte das plataformas", disse Garrido. ✍🏻A elaboração e a revisão das normas foram coordenadas pelo vice-presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, que assumirá a presidência da Corte em junho. Durante o período de consulta pública, o tribunal recebeu mais de 1.600 contribuições. “Os números alcançados, recorde em comparação com os ciclos anteriores, revelam o elevado grau de engajamento da sociedade adequadamente captado por ferramentas institucionais”, disse Marques. 🗳️No dia 4 de outubro, os brasileiros irão às urnas para escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. Se houver segundo turno, será realizado em 25 de outubro. 🚫Conteúdos de IA vetados três dias antes da votação Uma das principais novidades é a proibição da circulação de conteúdos gerados por inteligência artificial nas 72 horas que antecedem a eleição e nas 24 horas depois da votação. O ministro Nunes Marques afirmou que o objetivo é "excluir surpresas indesejadas no período mais crítico do processo eleitoral". O trecho da resolução estabelece: "limitação temporal específica – 72 horas antes e 24 horas após o pleito – à circulação de quaisquer conteúdos sintéticos novos, produzidos ou alterados por inteligência artificial ou tecnologias equivalentes, que modifiquem imagem, voz ou manifestação de candidata, candidato ou de pessoa pública, ainda que rotulados, de forma a excluir surpresas indesejadas no período mais crítico do processo eleitoral". Para Fabiano Garrido, a restrição atinge o ponto mais sensível da disputa: "o momento em que o eleitor está consolidando sua decisão e quando há menor margem para resposta institucional. Na prática, a medida reduz o incentivo à produção de 'bombas' informacionais de última hora — vídeos manipulados, áudios falsificados ou montagens altamente verossímeis — cujo impacto poderia ser irreversível antes da checagem ou da remoção". Em maio de 2025, na Argentina, um vídeo gerado por inteligência artificial circulou nas vésperas das eleições legislativas de Buenos Aires. No conteúdo falso, o ex-presidente Mauricio Macri supostamente anunciava a retirada de uma candidatura de seu partido e pedia apoio a candidatos ligados ao presidente Javier Milei. Para Guilherme Barcelos, advogado especialista em Direito Eleitoral, essa é uma medida a mais para tentar impedir o uso de IA em desinformação. "Os deepfakes já são vedados. Agora, há também um reforço nas restrições ao uso da IA em geral nesse período". Apesar disso, especialistas questionam como as plataformas irão implementar a restrição. Andressa Michelotti, pesquisadora da UFMG e especialista em regulação de plataformas, afirma que será necessária capacidade de monitoramento em larga escala. "A restrição temporal direciona-se aos anunciantes, mas fica o questionamento sobre compartilhamentos e republicações de usuários não cobertas pela resolução. Conteúdos produzidos por apoiadores, sem vínculo formal com partidos ou campanhas, não necessariamente se enquadram nessas regras. Nada impede que esse material seja baixado e redistribuído por terceiros, fora das contas oficiais", disse Michelotti. 🤖Plataformas não podem recomendar candidatos - nem se pedirem Uma das resoluções do TSE proíbe que sistemas de inteligência artificial recomendem candidatos — ainda que o usuário peça essa indicação. "De forma a impedir a interferência algorítmica no processo decisório de definição do voto", disse Nunes Marques. Para Guilherme Barcelos, advogado especialista em Direito Eleitoral, é de difícil interpretação o que seria essa "indicação". "Se o cidadão possui posições definidas acerca de determinados temas e pergunta para um desses sistemas que candidato se adequaria mais a ideia, isso seria uma recomendação, uma indicação? Trata-se de uma bela zona de penumbra aí". Criação de 'planos de conformidade' O TSE determinou também a criação de "planos de conformidade" para as plataformas digitais. Bruno Bioni, professor da ESPM e do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), explica que esses planos funcionam como um roteiro detalhado de prestação de contas, antes, durante e depois do processo eleitoral, sobre os erros e acertos das medidas adotadas para contenção de danos. “Normalmente, nós vemos tais planos de conformidade serem apresentados em processos de fiscalização, quando já há um ilícito em potencial e de forma negociada em agências reguladoras. De forma muito inovadora, o TSE está posicionando tais planos de conformidade a partir de uma lógica mais de prevenção e não de correção de danos", disse Bioni. Desafio será a implementação Apesar de destacarem avanços, especialistas reforçam que o maior desafio será a implementação das novas normas. "A eficácia dessas normas exigirá capacidade técnica de monitoramento contínuo e cooperação estruturada com universidades, centros de pesquisa e organizações da sociedade civil. O fortalecimento do programa de enfrentamento à desinformação criado pelo TSE — agora também voltado ao uso indevido de IA — será decisivo. Sem uma rede de monitoramento qualificada e ágil, a regulação pode perder efetividade diante da velocidade e da sofisticação do ecossistema digital", disse Fabiano Garrido. "A grande questão é operacional e técnica por conta das plataformas: como as plataformas irão reagir e implementar essas exigências. Há custo operacional, necessidade de ajustes técnicos e capacidade de monitoramento em larga escala. A efetividade da norma dependerá não apenas do texto regulatório, mas da viabilidade prática de sua aplicação", disse Michelotti. O TSE aprovou ainda: "Responsabilidade solidária" de provedores por não remover imediatamente conteúdos sintéticos irregulares. Vedação à violência política digital, especialmente com manipulação de imagens com sexo, nudez ou pornografia. Banimento de perfis falsos, apócrifos ou automatizados com prática reiterada lesiva. Detalhe da urna eletrônica Reprodução/TV Globo

Bombardeios que mataram Ali Khamenei e dezenas de membros do governo iraniano levaram décadas para serem planejados

Publicado em: 02/03/2026 22:14

Veja detalhes da ação que matou Ali Khamenei e dezenas de integrantes do governo do Irã Durante meses, os Estados Unidos e Israel planejaram cada detalhe da operação militar histórica que matou o aiatolá do Irã Ali Khamenei. A estratégia para o ataque mudou na última hora. Os bombardeios que mataram Ali Khamenei e dezenas de membros do governo duraram 60 segundos, mas levaram décadas para serem planejados. Os serviços secretos israelenses passaram anos coletando informações de forma minuciosa. Nos últimos seis meses, agências de inteligência americanas passaram a apoiar com tecnologia, agentes e informações. Os bombardeios simultâneos mataram Khamenei, sete membros da cúpula da segurança iraniana e vários parentes do aiatolá. Ao menos 40 outros chefes militares iranianos morreram nos ataques. Os Estados Unidos conseguiram a localização exata do líder supremo e compartilharam com Israel. A informação certeira acelerou o cronograma do ataque. Diferentemente de outros inimigos dos Estados Unidos, Khamenei não vivia escondido. Fontes da imprensa internacional deram detalhes sobre a operação. A residência oficial do aiatolá ficava na Rua Pasteur, no Centro da capital Teerã. Israel tinha hackeado quase todas as câmeras de trânsito da região e combinado as imagens com as informações dos guarda-costas e motoristas altamente treinados dos funcionários do governo. A inteligência americana tinha algo ainda mais concreto: um espião que teve acesso aos planos de uma reunião de segurança no sábado (28) nos escritórios do aiatolá. Bombardeios que mataram Ali Khamenei e dezenas de membros do governo iraniano levaram décadas para serem planejados Jornal Nacional/ Reprodução Khamenei foi cauteloso em 37 anos de poder, mas se sentiu menos vulnerável porque a reunião seria durante o dia - uma oportunidade que israelenses e americanos consideraram imperdível. A operação começou quando caças levantaram voo às 6h em Israel. Eram 7h30 em Teerã. O ataque exigia poucos aviões com mísseis de longo alcance e alta precisão. Duas horas e cinco minutos depois da decolagem, os mísseis atingiram o complexo. O consultor em segurança internacional Mark Cancian explicou que a combinação das duas inteligências foi fundamental para o sucesso da operação: “Pode ser que o agente estivesse no escritório de algum outro funcionário e tenha notado que ele iria a uma reunião com o líder supremo. Acho que é uma combinação de observação passiva das entradas e saídas, mas também de alguém infiltrado”. Segundo o “Wall Street Journal”, os Estados Unidos usaram o modelo de inteligência artificial da empresa Anthropic na seleção de alvos e na simulação de batalha. Na sexta-feira (27), a poucas horas dos ataques, Trump tinha ordenado que todas as agências federais parassem imediatamente de usar a tecnologia da Anthropic, afirmando que ela é “administrada por pessoas que não têm ideia do que é o mundo real”. A crise começou depois que a Anthropic reclamou que o sistema Claude foi usado na operação que capturou Nicolás Maduro. A empresa afirma que não quer sua inteligência artificial empregada na vigilância de pessoas para fins violentos ou para desenvolver armas. Antes do ataque de sábado (28), Israel já vinha assassinando chefes de grupos terroristas e cientistas nucleares dentro do Irã. Em 2025, Khamenei passou semanas escondido em diferentes bunkers depois dos ataques americanos. Desta vez, ele foi o primeiro alvo. O campo de batalha hoje é tão definido por dados e acesso quanto por tanques e porta-aviões. Em um minuto, a cúpula do regime iraniano foi decapitada. LEIA TAMBÉM Trump defende ataque ao Irã e confirma que conflito seguirá por 'quatro ou cinco semanas, ou mais' Apenas um em cada quatro americanos apoia ataques dos EUA ao Irã, aponta pesquisa Reuters/Ipsos Guarda Revolucionária do Irã afirma que inimigos que mataram Khamenei não estarão seguros 'nem mesmo em casa' O que é e o que faz um aiatolá? 'Minhas pernas paralisaram', 'Pessoas correndo', 'Medo de estar aqui': brasileiros relatam insegurança após ataques entre EUA, Israel e Irã 'Devemos nos preparar para o pior', diz Celso Amorim sobre conflito no Oriente Médio

Curso de inteligência artificial capacita mais de 120 professores da rede pública em Cubatão

Publicado em: 02/03/2026 20:30

Professores da rede municipal de Cubatão recebem formação inédita em inteligência artificial, na modalidade EAD. Divulgação Pelo menos 120 professores da rede municipal de Cubatão iniciaram o “IAEDU – Professores e Inteligência Artificial: Práticas Inovadoras na Educação Pública”. A formação é voltada ao uso da IA generativa nas práticas pedagógicas e administrativas, com foco em aplicação responsável, criativa e ética, alinhada à BNCC e aos princípios da educação pública. A capacitação integra a política municipal de valorização profissional e faz parte de um conjunto de ações que estimulam o uso crítico da inteligência artificial no cotidiano escolar. O programa é desenvolvido pelo Centro de Educação à Distância (Cemead), vinculado à Secretaria Municipal de Educação (Seduc). ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. A formação é totalmente EAD e realizada no Ambiente Virtual de Aprendizagem (Moodle). A carga horária é de 60 horas, distribuídas em seis módulos sequenciais que vão dos fundamentos teóricos ao desenvolvimento de um projeto final aplicado à prática profissional. Segundo o coordenador e professor do Cemead, Márcio Henrique Nardez, o avanço das tecnologias exige reflexão crítica nas escolas. Ele afirmou que o IAEDU vai além da apresentação de ferramentas e busca compreender o papel da inteligência artificial na educação, considerando impactos pedagógicos, éticos e sociais. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O curso foi elaborado pelo professor Joacir Carvalho Leite, pesquisador com quase 20 anos de experiência em educação a distância e na criação de cursos EAD voltados à formação continuada de professores da rede pública. A revisão do conteúdo foi feita pelo professor mestre Renato Batista Roman, da Universidade Federal do ABC (UFABC). Joacir destaca que o objetivo não é substituir o trabalho docente por tecnologia, mas mostrar como a IA pode apoiar o planejamento e a organização pedagógica. Ele explicou que o próprio desenvolvimento do curso utilizou IA de forma responsável, como ferramenta de apoio ao planejamento e à revisão textual, sempre com mediação humana. Confira os módulos do curso: Fundamentos da Inteligência Artificial na Educação Inteligência Artificial e Práticas Pedagógicas Planejamento, Avaliação e Produção de Materiais com IA Ética, Responsabilidade e Limites do Uso da IA na Educação IA, Inovação Pedagógica e Contexto Escolar Projeto Final: Aplicações da Inteligência Artificial na Prática VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

Eleições 2026: TSE proíbe disseminação de conteúdo novo feito por IA 72 horas antes do pleito

Publicado em: 02/03/2026 20:18

Veja os vídeos que estão em alta no g1 O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou nesta segunda-feira (2) uma resolução que trata das regras de propaganda eleitoral para as eleições de 2026. O texto proíbe a publicação, republicação ou o impulsionamento de novos conteúdos produzidos ou alterados por inteligência artificial nas 72 horas que antecedem o pleito e nas 24 horas posteriores ao seu encerramento. A proposta em discussão na Corte Eleitoral altera uma resolução de 2019 sobre o mesmo tema.

Palavras-chave: inteligência artificial