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Estudo valida tecnologia brasileira inovadora para monitorar pacientes neurocríticos em UTIs

Publicado em: 26/05/2026 04:02

Estudo valida tecnologia brasileira inovadora para monitorar pacientes neurocríticos em UTIs Adobe Stock Um dos grandes desafios da medicina intensiva, praticada em UTIs, é determinar qual é o nível de pressão arterial adequado para pacientes com lesões cerebrais graves. Um estudo recente demonstrou, pela primeira vez, que é possível identificar esse valor de forma não invasiva – utilizando sensores externos – e com precisão equivalente ao método considerado referência (o chamado padrão-ouro). A descoberta abre caminho para um manejo individualizado e mais seguro de pacientes neurocríticos, sem a necessidade de procedimentos cirúrgicos. A circulação sanguínea cerebral possui mecanismos próprios de ajuste, de acordo com suas necessidades. Na presença de certas doenças agudas ou crônicas, esses mecanismos ficam comprometidos, levando a uma dissociação entre a pressão arterial no corpo (sistêmica) e a cerebral. Com isso, o médico não consegue saber exatamente quais níveis de pressão arterial estão adequados a cada paciente para garantir fluxo sanguíneo suficiente para o cérebro. O estudo recém-concluído foi realizado com dados retrospectivos de pacientes no Brasil, Portugal e Estados Unidos. Meus colegas e eu analisamos informações obtidas em prontuários, exames ou bancos de dados para avaliar o desempenho do novo método não invasivo em comparação com a monitorização invasiva, considerada a principal referência. A concordância entre os métodos indicaria um caminho para monitorar o cérebro sem recorrer a uma cirurgia – e foi o que observamos. O resultado demonstrou que é possível usar com sucesso um sensor externo para orientar o tratamento individualizado de pacientes com lesões cerebrais graves. Nossa pesquisa foi publicada em abril na revista Critical Care, do grupo Springer Nature, uma das referências mundiais em medicina intensiva. Agora no g1 Para chegar a essa conclusão, meus colegas e eu trabalhamos com uma base de dados que reuniu 114 pacientes com patologias neurológicas críticas. A maioria deles apresentava traumatismo cranioencefálico grave (68%), além de hemorragia subaracnoidea (sangramento grave que acontece no espaço entre o cérebro e suas membranas), hematomas intracranianos e AVC isquêmico. Foram 268 sessões de monitorização simultânea. O desafio da pressão intracraniana Ao longo de anos cuidando de pacientes com problemas neurológicos graves e agudos, meus colegas e eu convivemos com uma importante limitação: não havia como determinar, de maneira segura e precisa, o nível ideal de pressão arterial para o cérebro de cada paciente. Na prática, contávamos com a experiência clínica, com protocolos gerais e com uma boa dose de intuição. Esse ajuste da pressão ainda representa um sério desafio, pois o valor ideal não é igual para todos. Uma pressão considerada “normal” pode ser excessiva para um paciente e insuficiente para outro. De modo geral, essa pressão é mantida de forma empírica, sem considerar as necessidades individuais de cada cérebro. A monitorização invasiva é uma alternativa para estimar a pressão arterial ideal para o paciente. Além disso, o cérebro lesionado é muito vulnerável a dois extremos: pressão de perfusão (proporciona a irrigação sanguínea cerebral) baixa demais causa isquemia e o tecido morre por falta de sangue. Alta demais, aumenta o edema e a pressão intracraniana. O equilíbrio preciso é o que chamamos de manejo hemodinâmico cerebral personalizado. A tecnologia não invasiva, validada pelo estudo que conduzimos, utiliza um sensor fixado externamente na cabeça do paciente para captar as pulsações do crânio. Em tempo real, os dados são transmitidos para um dispositivo conectado à internet, onde visualizamos gráficos em forma de onda que mostram as variações do volume e da pressão intracraniana. Esses dados são processados por uma plataforma baseada em inteligência artificial e devolvidos em forma de relatórios. Essa tecnologia já está sendo utilizada por hospitais no Brasil e nos Estados Unidos. Entre as instituições brasileiras que fazem uso do sensor externo estão os hospitais Albert Einstein e Nove de Julho, ambos em São Paulo, e o Hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre. Nos Estados Unidos, o método está em uso no Hospital da University of California, San Diego (UCSD), entre outros. Até o momento, o único método validado para medir a pressão intracraniana exige um procedimento cirúrgico para a inserção de um cateter diretamente no cérebro do paciente. Além dos riscos inerentes à cirurgia, o monitoramento depende de um software proprietário desenvolvido pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido, uma tecnologia de alto custo e disponível em poucos centros especializados no mundo. Opção poderá ampliar acesso A alternativa não invasiva mais conhecida é o Doppler transcraniano, exame que fornece informações sobre a circulação sanguínea no cérebro. Sua eficiência, porém, é prejudicada justamente nos pacientes que mais precisam de monitoramento intensivo. Pessoas internadas em UTI frequentemente apresentam condições como anemia, febre e alterações na concentração de gás carbônico no sangue, fatores que interferem nos resultados do exame e reduzem sua precisão. Na prática, isso significa que o Doppler transcraniano não consegue substituir plenamente o método invasivo considerado padrão-ouro. Com este estudo, conseguimos demonstrar, por meio da comparação entre métodos, que é possível usar o monitoramento não invasivo para identificar a pressão de perfusão cerebral ótima, ou seja, o valor individualizado de pressão arterial intracraniana. Enfim, temos evidências de que um sensor externo, sem riscos cirúrgicos e de custo acessível, pode guiar decisões clínicas que antes dependiam de um procedimento que exigia um investimento proibitivo para a maioria das instituições de saúde. Até hoje, esse cuidado personalizado era privilégio de poucos centros de excelência no mundo. O uso do sensor externo inaugura torna a alternativa não invasiva acessível a mais hospitais no Brasil e em outros países. A hipótese que nos motivou foi testada, sustentada e abre caminho para mais pesquisas. A partir de agora, é preciso realizar ensaios clínicos prospectivos (para acompanhar os pacientes ao longo do tempo) e randomizados (com pacientes distribuídos aleatoriamente em grupos) para confirmar se o uso dessa tecnologia em tempo real, no leito, melhora os desfechos dos pacientes. O estudo utilizou tecnologia desenvolvida pela empresa brain4care. O autor declara que não possui participação societária ou vínculo remunerado com a empresa e que a pesquisa não teve outro tipo de financiamento.

Coreia do Norte lança mísseis sobre o Mar Amarelo e acende alerta na Coreia do Sul

Publicado em: 26/05/2026 03:15

Programa de televisão sul-coreano relata os disparos de mísseis pela Coreia do Norte com imagens de arquivo. Lee Jin-man / AP A Coreia do Norte lançou vários mísseis balísticos de curto alcance em direção ao mar nesta terça-feira (26), informou o exército da Coreia do Sul, no mais recente de uma série de demonstrações de armamentos feitas por Pyongyang neste ano. O Estado-Maior Conjunto sul-coreano afirmou que os mísseis foram disparados da cidade de Jongju, na costa oeste norte-coreana. Segundo os militares sul-coreanos, o país reforçou sua postura de vigilância e está trocando informações de perto com os Estados Unidos e o Japão. Foi o primeiro lançamento de armas da Coreia do Norte desde 19 de abril, quando o país disparou vários mísseis de curto alcance no que a mídia estatal descreveu como uma demonstração de ogivas de bombas de fragmentação. Agora no g1 O líder norte-coreano, Kim Jong Un, tem se concentrado em expandir seus arsenais nuclear e de mísseis desde o colapso de sua diplomacia nuclear com o presidente dos EUA, Donald Trump, em 2019. Trump já expressou repetidamente o desejo de retomar as negociações com Kim, mas Pyongyang ignorou as iniciativas até agora e pediu que Washington abandone a exigência de desnuclearização da Coreia do Norte como condição prévia para as conversas. Kim adotou uma postura cada vez mais rígida em relação à Coreia do Sul, chamando o país de inimigo permanente e mais hostil da Coreia do Norte, além de tomar medidas para encerrar todos os vínculos entre os dois lados. Mais cedo nesta terça-feira, o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, pediu durante uma reunião de gabinete esforços mais fortes para avançar o setor militar do país. Ele destacou capacidades em inteligência artificial e drones, além da possível aquisição de um submarino movido a energia nuclear — tema que faz parte de sua diplomacia com Washington. Lee, um político liberal que defende melhores relações com a Coreia do Norte, não comentou especificamente as ameaças representadas pelo Norte. No entanto, ressaltou a importância de a Coreia do Sul demonstrar “determinação para assumir a responsabilidade e proteger nossa própria segurança”, afirmando que essa postura também fortaleceria a aliança do país com os Estados Unidos.

Palavras-chave: inteligência artificial

Na primeira encíclica do pontificado, Papa Leão XIV reconhece valor das novas tecnologias, mas faz alerta sobre riscos do mau uso

Publicado em: 25/05/2026 22:44

Leão XIV pede uso responsável da inteligência artificial O Papa Leão XIV publicou nesta segunda-feira (25) a primeira encíclica do pontificado. É um dos documentos mais importantes da Igreja Católica. É uma carta do Papa endereçada a cerca de 1,4 bilhão de fiéis. Leão XIV escolheu a inteligência artificial como tema prioritário. A encíclica reconhece o valor das novas tecnologias, mas faz um alerta sobre os riscos do mau uso. A reportagem é da Ilze Scamparini. O Papa já estava na sala quando as luzes diminuíram. Na tela, uma sequência de imagens reconstruiu a história do progresso humano: as primeiras engrenagens, as fábricas da Revolução Industrial, os computadores, os robôs, os rostos digitais criados por máquinas. Quando o vídeo terminou, Leão XIV destacou que a inteligência artificial pode ter consequências ainda maiores do que as grandes transformações industriais do fim do século 19. Na primeira apresentação pública de uma encíclica - uma carta através da qual o Papa aborda temas da doutrina católica e transmite ensinamentos -, o Papa recorreu à memória de Leão XIII, que em 1891 publicou a “Rerum Novarum”, o texto que denunciou a miséria e as injustiças que acompanharam a Revolução Industrial. A encíclica desta segunda-feira (25), chamada “Magnifica Humanitas”, é o resultado de dez anos de reflexões de um Papa com formação em matemática. Nela, Leão XIV entra em um dos debates mais sensíveis do nosso tempo. O mundo volta a atravessar uma mudança de época, e a Igreja, disse o Papa, não pode assistir em silêncio a uma tecnologia capaz de alterar a vida humana em escala global. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Na primeira encíclica do pontificado, Papa Leão XIV reconhece valor das novas tecnologias, mas faz alerta sobre riscos do mau uso Jornal Nacional/ Reprodução Leão XIV exaltou e elogiou cientistas e engenheiros que trabalham com entusiasmo em tecnologias capazes de aliviar sofrimentos imensos, e lembrou que é necessário escutar também aqueles que não têm voz quando são tomadas decisões capazes de gerar novas formas de exclusão e sofrimento. Afirmou que algoritmos já estão afetando decisões sobre emprego, saúde e segurança, muitas vezes reproduzindo preconceitos e injustiças. Na encíclica, o Papa diz que não se deve renunciar à tecnologia, mas impedir que ela domine o ser humano: "É preciso retirá-la dos monopólios, torná-la discutível, contestável e, portanto, habitável, devolvendo-a à pluralidade das culturas humanas e das formas de vida". A tecnologia, ainda segundo o texto, deve oferecer um apoio inteligente à atividade humana e contribuir para aliviar as pessoas de trabalhos pesados e perigosos, e seguir sempre o princípio do papel insubstituível da pessoa. O Papa também aconselha a proteção dos jovens e destaca o papel primordial da educação para saber usar bem as inovações tecnológicas. O Papa defendeu o “desarmamento” da inteligência artificial e fez um paralelo com a energia nuclear, que também exige controle público, responsabilidade moral e limites. Ele disse que espera que a reflexão desta segunda-feira (25) possa inaugurar uma nova era de artesãos da esperança que continuarão a construir o canteiro de obras do nosso tempo: "Não devemos ter medo da inteligência artificial, mas manter em mente a questão do humano. Não podemos ser descuidados com nossas ferramentas tecnológicas mais potentes". Na primeira encíclica do pontificado, Papa Leão XIV reconhece valor das novas tecnologias, mas faz alerta sobre riscos do mau uso Jornal Nacional/ Reprodução Entre os convidados estavam cardeais, embaixadores, professores e representantes das grandes empresas de tecnologia. Um deles, o pesquisador Christopher Olah, cofundador da empresa americana Anthropic, estava na mesa ao lado de Leão XIV. Chris Olah disse que existe uma possibilidade real de a inteligência artificial eliminar milhões de empregos em todo o mundo e que é preciso garantir que os benefícios da IA sejam compartilhados no mundo inteiro. Agora, o Vaticano trata a inteligência artificial como a nova questão social do século 21. Ao criticar a velocidade da corrida tecnológica, Leão XIV pediu mais controle político e regras mais duras para empresas e governos, e fez uma recomendação: continuemos humanos. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Papa lança sua 1ª encíclica; texto aborda inteligência artificial Papa lança sua 1ª encíclica na próxima semana; texto aborda IA e pode virar novo ponto de atrito com Trump Papa Leão XIV sobre uso de IA na guerra: 'Não é permitido confiar decisões letais ou irreversíveis a sistemas artificiais'

Resumão diário do JN: Em primeira encíclica, Leão XIV reconhece valor da IA, mas faz alerta; fisiculturista teve morte súbita causada por doença no coração, aponta atestado de óbito

Publicado em: 25/05/2026 21:38

O papa publicou a primeira encíclica do pontificado. O documento tratou do uso de inteligência artificial. Leão XIV anunciou a carta tendo ao lado um dos fundadores da Anthropic. O papa reconheceu o valor das novas tecnologias, mas fez um alerta sobre o mau uso das ferramentas digitais. A Justiça do Rio retomou o julgamento do caso Henry. A mãe e o padrasto respondem por crimes relacionados à morte da criança de quatro anos. A Justiça de Minas Gerais manteve preso o turista argentino suspeito de injúria racial, na cidade de Tiradentes. O atestado de óbito apontou que o fisiculturista Gabriel Ganley teve morte súbita causada por uma doença no coração. Começaram as inscrições para o Enem 2026. Um piloto de 19 anos domina a temporada da Fórmula 1. E a Fifa impôs limites ao desperdício de tempo para jogos da Copa do Mundo. Resumão JN g1

TV Morena lança série documental 'Destinos Roubados' e aborda feminicídio em MS

Publicado em: 25/05/2026 20:14

Série documental sobre a epidemia do Feminicídio A TV Morena estreou, nesta segunda-feira (25), a série documental “Destinos Roubados: a Epidemia do Feminicídio”. A produção especial aborda a violência contra a mulher e o feminicídio em Mato Grosso do Sul. O projeto reúne relatos de vítimas, familiares, autoridades e profissionais da rede de proteção, além de apresentar políticas públicas de prevenção e combate aos crimes. Veja o vídeo acima. O primeiro episódio mostra a história de uma mulher que sobreviveu a uma tentativa de feminicídio e o relato de familiares de uma vítima assassinada. A produção apresenta os impactos da violência na vida das vítimas e das famílias, além de destacar sinais de risco, a importância da denúncia e do atendimento rápido. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Dados, prevenção e rede de apoio Ao longo dos cinco episódios, a série apresenta dados sobre a violência contra a mulher em Mato Grosso do Sul, as causas desses crimes, o funcionamento das redes de proteção e iniciativas voltadas ao atendimento de mulheres em situação de risco. Durante os dois meses de produção, foram realizadas dezenas de entrevistas e horas de gravação. Para reconstituir algumas histórias, o documentário utilizou recursos de inteligência artificial na criação de imagens. A série também traz entrevistas com especialistas, representantes do poder público e profissionais que atuam no enfrentamento à violência contra a mulher, além de conteúdos sobre conscientização e ações educativas voltadas a homens agressores. A produção especial aborda a violência contra a mulher e o feminicídio em MS Fábio Rodrigues/Itamar Silva/TV Morena Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

Palavras-chave: inteligência artificial

Braskem avança em iniciativas de descarbonização e transição energética

Publicado em: 25/05/2026 19:38

Polo Industrial de Camaçari Divulgação A Braskem, petroquímica global que desenvolve soluções sustentáveis da química e do plástico para melhorar a vida das pessoas, vem consolidando nos últimos anos uma trajetória consistente rumo à descarbonização e à transição energética. Os temas são pilares estratégicos da companhia, orientando decisões operacionais, investimentos e iniciativas de inovação em todas as regiões onde atua. A indústria desempenha papel determinante no desenvolvimento econômico regional. Na Bahia, por exemplo, o setor industrial representa cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual e responde por aproximadamente 457 mil empregos. Nesse contexto, a adoção de práticas sustentáveis não é apenas uma demanda ambiental, mas uma condição essencial para garantir competitividade, geração de renda e crescimento de longo prazo. Com essa visão, a Braskem criou em 2021 seu Programa de Descarbonização Industrial, que tem como objetivo reduzir em 15% as emissões de gases de efeito estufa (GEE) dos escopos 1 e 2 até 2030. Unidade Industrial Q 1 BA Divulgação De acordo com Angélica Bertin, gerente de Energia e Descarbonização da Braskem, mesmo diante de um cenário global desafiador para o setor petroquímico, 2025 representou um avanço importante na jornada da companhia. “Consolidamos uma cultura organizacional cada vez mais voltada à sustentabilidade, que tem impulsionado equipes a atuarem de forma proativa na busca por soluções inovadoras. Como resultado, desde a implementação do Programa de Descarbonização, mais de 1,3 milhão de toneladas de CO₂e já foram evitadas, sendo a Bahia responsável por 200 mil toneladas desse total”, ressalta. Angélica Bertin Divulgação Bahia sustentável - Entre os principais avanços no estado estão iniciativas voltadas à eficiência energética, eletrificação e transição da matriz energética. Carlos Alfano, diretor industrial da Braskem na Bahia, destaca o projeto Multivariate Process Analysis (ProMV), desenvolvido no Polo Industrial de Camaçari com o apoio do Centro Digital da Braskem. A iniciativa aplica ferramentas de análise de dados, automação, inteligência artificial e Internet das Coisas (IoT) para otimizar processos industriais. “Por meio de modelos matemáticos, estatísticos e simulação em tempo real, o projeto otimizou o consumo energético da operação dos fornos de pirólise, equipamentos-chave na operação das centrais petroquímicas”, explica. Outro exemplo citado pelo diretor industrial é o projeto de Aumento da Produção Específica das Caldeiras da UTE na unidade Químicos 1 (Q 1 BA), conduzido por engenheiros no Polo Industrial de Camaçari. Os profissionais aplicaram uma metodologia para eliminar desperdícios, agilizar processos, reduzir falhas e variabilidade com base em uma análise multivariável e ajustes operacionais. “Desta forma, foi possível obter ganhos financeiros significativos na economia de combustível, além de evitar a emissão de cerca de 30 mil toneladas de CO2e e reduzir em 46% as perdas de água associadas ao processo”, pontua Alfano. No campo da matriz energética, mais de 90% da energia elétrica adquirida pela Braskem nos últimos anos teve origem em fontes renováveis. “Este resultado foi viabilizado por meio de contratos de longo prazo e de investimentos em projetos de geração de energia renovável, como os parques eólicos nas cidades baianas de Urandi, Jacaraci, Licínio de Almeida e Campo Formoso, que contribuem com mais de 400 MW de capacidade instalada no país”, completa Angélica. Cooperação técnica - Incentivar as iniciativas de inovação, sustentabilidade e competitividade é o objetivo do Programa Indústria Verde, da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) e do qual a Braskem é signatária. O acordo de cooperação técnica foi formalizado durante o INDEX Bahia 2026 e tem como foco fortalecer iniciativas voltadas à bioeconomia, às cadeias produtivas sustentáveis e à descarbonização da indústria baiana. Além da Braskem, assinaram o termo representantes da FIEB, Casa dos Ventos e Acelen. Carlos Afano Divulgação “Trata-se de uma iniciativa estratégica que conecta desenvolvimento econômico à sustentabilidade, algo que hoje não é mais uma escolha, mas uma necessidade para a competitividade no cenário global. Vejo esse movimento como um passo concreto na direção de uma indústria mais moderna, eficiente e alinhada às demandas ambientais, permitindo que a transição energética e a descarbonização ocorram de forma consistente e inclusiva”, afirma Carlos Alfano, diretor Industrial da Braskem. Sobre a Braskem A Braskem é uma empresa petroquímica global, orientada ao ser humano, com olhar para o futuro, que cultiva relacionamentos sólidos e gera valor para todos. Oferecendo soluções sustentáveis da química e do plástico para melhorar a vida das pessoas, a petroquímica possui um completo portfólio de resinas plásticas e produtos químicos para diversos segmentos, como embalagens alimentícias, construção civil, industrial, automotivo, agronegócio, saúde e higiene, entre outros. A Braskem acredita que a inovação disruptiva é o único caminho possível para se estabelecer uma nova relação com o planeta, por isso, escolhe agir no presente, promovendo a circularidade do plástico e impulsionando a revolução dos materiais de base biológica. Porque o futuro mais sustentável começa agora - e a indústria tem um papel fundamental nesta construção. Com unidades industriais no Brasil, EUA, México e Alemanha, a companhia exporta seus produtos para clientes, em mais de 71 países, e atua em um modelo de gestão que demonstra compromisso com a ética, de modo a respeitar as normas de conformidade em todos os países e garantir o respeito à competitividade responsável. Mais informações: https://www.braskem.com.br.

Palavras-chave: inteligência artificial

Destinos Roubados: TVCA estreia série documental sobre feminicídio em Mato Grosso

Publicado em: 25/05/2026 16:48

Destinos roubados: TV Centro América exibe 1° episódio de série sobre feminicídio em MT A TV Centro América estreou, nesta segunda-feira (25), a série documental “Destinos Roubados: a Epidemia do Feminicídio”, produção especial sobre a violência contra a mulher e o feminicídio em Mato Grosso. Dividido em cinco episódios, o projeto reúne relatos de vítimas, familiares, autoridades e profissionais da rede de proteção, além de abordar políticas públicas de prevenção e combate aos crimes. O primeiro episódio apresenta a história de uma mulher que sobreviveu a uma tentativa de feminicídio e o relato de familiares de uma vítima assassinada. A produção mostra os impactos da violência na vida das vítimas e das famílias, além de destacar sinais de risco e a importância da denúncia e do atendimento rápido (assista a cima). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp A série traz dados sobre a violência contra a mulher em Mato Grosso, estado que lidera proporcionalmente os registros de feminicídio no país. Ao longo dos episódios, o documentário aborda as causas da violência, o funcionamento das redes de proteção e iniciativas voltadas ao atendimento de mulheres em situação de risco. Foram dois meses de produção, com dezenas de entrevistas e horas de gravação. Para reconstituir algumas histórias, o documentário utilizou recursos de inteligência artificial na geração de imagens. A série também inclui entrevistas com especialistas, representantes do poder público e profissionais que atuam no enfrentamento à violência contra a mulher, além de conteúdos voltados à conscientização e à abordagem educativa de homens agressores. Medidas protetivas são a principal defesa da mulher vítima de violência Reprodução/JN

Palavras-chave: inteligência artificial

Cão herói, briga em escolas e acidente aéreo de família Huck: o que bombou nos 15 anos de g1 MS

Publicado em: 25/05/2026 11:16

g1 MS está em festa! Reprodução O g1 MS completa 15 anos neste mês de maio. Para marcar o início das comemorações, na última semana do mês, o portal reuniu as reportagens que lideraram o ranking das mais lidas ao longo desse período. Durante estes 15 anos, o g1 MS acompanhou fatos que mobilizaram os leitores sul-mato-grossenses. Algumas dessas histórias ultrapassaram os limites do estado e ganharam repercussão nacional. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Confira abaixo: 2011 - Acidente grave divide carro em três partes Carro ficou destruído em três partes durante a colisão - 2011 Francisco Gomes/TV Morena Em 2011, um jovem de 24 anos morreu após colidir o carro contra um poste de energia elétrica na Avenida Gury Marques, em Campo Grande. À época, testemunhas relataram que a vítima costumava participar de rachas na região. No dia do acidente, o motorista estava alcoolizado e trafegava a pelo menos 100 km/h, segundo a Companhia Independente de Policiamento de Trânsito (Ciptran). Com o impacto da colisão, o veículo se partiu em três partes. A identificação da marca só foi possível após a análise dos documentos do carro. Sucuri embaixo d'água é sucesso Mergulhadores estrangeiros captam imagens subaquáticas de sucuri. Daniel De Granville Em 2012, quando a inteligência artificial ainda não fazia parte dos debates sobre a autenticidade de imagens, uma foto de uma sucuri submersa chamou a atenção no Facebook. Na época, a imagem foi amplamente compartilhada pelos usuários da rede social, que chegaram a questionar se o registro era verdadeiro. E era. Ao g1, o biólogo Daniel De Granville contou que registrou o momento em que mergulhadores estrangeiros fotografavam uma sucuri de cerca de sete metros de comprimento no rio Formoso, em Bonito. Feita em 2010, a foto levou a reportagem ao primeiro lugar entre as mais acessadas do g1 MS. Briga em frente a escola mata adolescente Imagens mostram briga que matou estudante na saída de escola. TV Morena/Reprodução Luana Vieira Gregório morreu em 2013, aos 15 anos, após ser esfaqueada durante uma briga nas proximidades da escola onde estudava. Segundo a Polícia Militar, a suspeita, de 16 anos, teria iniciado a discussão ao alegar que a vítima usava um perfume que lhe causava alergia. As aulas do período matutino terminaram às 11h20 e, cerca de dez minutos depois, as adolescentes começaram a brigar em uma rua próxima ao colégio. Outros jovens, incluindo estudantes da escola, também se envolveram na confusão, que reuniu cerca de 20 pessoas. Funcionários da instituição e moradores da região tentaram interromper a briga, que terminou com as duas adolescentes feridas. A vítima foi atingida por facadas no fígado e encaminhada ao centro cirúrgico, mas não resistiu aos ferimentos. Mensagem de celular salva vítima de cárcere Mensagem no celular da vizinha encaminhada pela vítima. Osvaldo Nóbrega/ TV Morena Em 2014, uma jovem de 25 anos foi resgatada após permanecer em cárcere privado e conseguir pedir ajuda por meio de uma mensagem enviada pelo celular. “Em um momento de distração do marido, ela enviou uma mensagem para a vizinha usando o celular dele e, em seguida, apagou o conteúdo para que ele não visse”, explicou o delegado responsável pelo caso na época. Acidente de Angélica e Luciano Huck Luciano Huck e Angélica recebem alta após piloto de avião em que estavam fazer pouso forçado/GNews Reprodução GloboNews Em maio de 2015, uma aeronave de pequeno porte fez um pouso forçado em uma fazenda localizada a cerca de 30 quilômetros de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. A bordo estavam os apresentadores Luciano Huck e Angélica, acompanhados dos três filhos e de duas babás, Marcileia Eunice Garcia e Francisca Clarice Canelo Mesquita. A tripulação era composta pelo piloto Osmar Frattini e pelo copiloto José Flávio de Sousa Zanatto. Morte do narcotraficante Jorge Rafaat no Paraguai Imagens mostram momento em que traficante foi morto na fronteira A emboscada que resultou na morte do narcotraficante Jorge Rafaat e deixou outras oito pessoas feridas, em junho de 2016, na região de fronteira entre Brasil e Paraguai, foi registrada por câmeras de segurança de uma farmácia em Pedro Juan Caballero. O vídeo mostra a dinâmica da ação. As imagens registram o momento em que uma caminhonete Toyota Hilux SW4 para em um semáforo na Rua Tenente Herrero. No veículo estava uma metralhadora, calibre .50, instalada no espaço dos bancos traseiros, que haviam sido removidos. Pouco depois, outra caminhonete se posiciona atrás do primeiro veículo. Em seguida, o carro preto conduzido por Rafaat aparece à direita da imagem, ao lado da caminhonete equipada com a metralhadora. Atrás dele, aproximam-se outros veículos que transportavam seguranças do narcotraficante. Uma terceira caminhonete surge segundos depois. Adolescente morre em lava-jato Adolescente Wesner Moreira da Silva morreu após ser machucado com mangueira em lava-jato Redes Sociais Wesner Moreira da Silva, de 17 anos, morreu em 2017 após ter uma mangueira de ar introduzida no ânus durante uma brincadeira em um lava-jato de Campo Grande. O abuso foi denunciado pela família do garoto, que trabalhava no local. Os suspeitos e uma criança de 11 anos, que testemunhou o crime, disseram à polícia que as brincadeiras entre os três eram comuns no local de trabalho. "Ele disse que aquilo não era tipo de brincadeira, disse que pediu para eles [suspeitos] pararem diversas vezes, mas que só pararam depois que ele começou a vomitar e a defecar", afirmou o delegado que investigava o caso em 2017. Sete anos depois do crime, em 2024, Thiago Giovanni Demarco Sena e Willian Enrique Larrea foram presos e condenados. Menina de 10 anos morre após ser agredida na saída de escola Gabrielly Ximenes, de 10 anos, morreu após ser agredida por colegas na saída da escola em Campo Grande (MS). TV Morena/Reprodução Gabrielly Ximenes morreu aos 10 anos, em 2018, sete dias após ser agredida na saída da escola onde estudava. Segundo relato da menina ao pai, a briga começou depois que uma colega ofendeu sua mãe, chamando-a de "prostituta". O pai afirmou que o atendimento de socorro demorou cerca de uma hora e meia. Ele também declarou acreditar que houve negligência médica no caso. Cachorros de estimação salvam a vida de dono Homem é salvo por cães ao ser atacado por onça em fazenda de Porto Murtinho (MS). Divulgação/Corpo de Bombeiro Em 2019, a reportagem mais lida contou a história de um homem de 58 anos salvo por seus cinco cães de estimação após ser atacado por uma onça-pintada em uma fazenda de Porto Murtinho, a 440 quilômetros de Campo Grande. Conforme o Corpo de Bombeiros, a vítima precisou de atendimento médico em razão dos ferimentos. Conforme o registro da ocorrência, o homem sofreu uma mordida e foi atingido por uma patada nas costas, o que provocou diversos arranhões. O grande bote Cobra de 7 metros é flagrada em fazenda de MS e tenta 'dar o bote' em caminhonete Em 2020, quem chamou mais atenção foi uma cobra, com cerca de 7 metros. O pecuarista conto ao g1 que esperou cerca de 40 minutos o animal sair da via e, ao acelerar, ela tentou dar o bote. Veja o vídeo acima. Traição na pandemia Bombeiro estava internado em hospital particular de Campo Grande quando esposa descobriu traição. Redes Sociais/Reprodução Em 2021, uma mulher, de 48 anos, procurou a delegacia em Campo Grande após descobrir que o marido, infectado pelo novo coronavírus e prestes a ser entubado, estava internado em um hospital particular acompanhado da amante. Segundo o boletim de ocorrência, ela é casada há 20 anos com o homem, que é bombeiro. O casal tem uma filha. Ainda conforme o registro policial, a mulher recebeu uma ligação do marido enquanto estava no trabalho. Ele informou que estava com Covid-19 e que procuraria atendimento médico, mas disse que ela “não precisava ir até o hospital, pois ele já estava melhor”. Eleição para governador Urnas eletrônicas em Campo Grande. TRE-MS Em 2022, a página com atualizações instantâneas e com informações relevantes da eleição para governador foi o que mais bombou no portal. Médico integrava grupo de estelionatários e foi morto Médico achado morto amarrado integrava grupo de estelionatários, diz polícia Em 2023, o médico Gabriel Rossi, de 29 anos, foi encontrado morto em uma casa de aluguel por temporada em Dourados (MS). Ele estava desaparecido havia uma semana e foi localizado com os pés e as mãos amarrados. A causa da morte foi identificada como asfixia por provável estrangulamento. Segundo as investigações da Polícia Civil, Gabriel integrava um grupo envolvido em golpes financeiros. Conforme a apuração, o crime teria sido motivado por uma dívida de R$ 500 mil que Bruna Nathália de Paiva mantinha com o médico. Ainda conforme a investigação, para não pagar a dívida, Bruna teria contratado Gustavo Kenedi Teixeira, Keven Rangel Barbosa e Guilherme Augusto Santana para matar Gabriel. O valor combinado pelo assassinato teria sido de R$ 150 mil. Os quatro suspeitos foram presos em Pará de Minas (MG) e levados para Dourados, onde prestaram depoimento. Após o crime, segundo a polícia, Bruna ficou com o celular da vítima e se passou por Gabriel em mensagens enviadas a amigos dele. Com isso, conseguiu obter R$ 2,5 mil. O corpo do médico foi encontrado por uma vizinha, que percebeu o carro da vítima estacionado havia dias em frente ao imóvel e sentiu um forte odor vindo da residência. Natural do Rio Grande do Sul, Gabriel Rossi trabalhava em unidades de saúde de Dourados, entre elas a UPA e o Hospital da Vida. 'Bebê de pedra': idosa descobre feto calcificado Idosa morreu após descobrir bebê calcificado em abdômen. Reprodução O caso que marcou 2024 foi o da Daniela Almeida Vera, de 81 anos, que descobriu que carregava um feto calcificado no abdômen após ser encaminhada ao Hospital Regional de Ponta Porã com dores abdominais. Segundo a equipe médica, ela convivia com a condição havia cerca de 56 anos, desde a última gestação. O caso é conhecido como litopedia, uma condição rara em que o feto se calcifica dentro do corpo após uma gravidez ectópica abdominal. Indígena, Daniela morava em um assentamento no município de Aral Moreira (MS). Ela deu entrada no hospital com um quadro de infecção grave e, no mesmo dia, uma tomografia em 3D identificou o feto calcificado na região abdominal. Após a descoberta, a equipe de obstetrícia foi acionada e realizou a cirurgia para retirada do feto. Em seguida, Daniela foi encaminhada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas morreu no dia seguinte. Segundo o secretário Patrick Dezir, a causa da morte foi uma infecção generalizada decorrente de uma infecção urinária. Criança de 2 anos pega arma do pai e mata a mãe com tiro acidental Criança de 2 anos pega arma do pai, atira e mata a mãe em MS Em 2025, a tragédia da criança de 2 anos que pegou a arma do pai e disparou acidentalmente contra a mãe, de 27 anos, ficou em primeiro lugar. Segundo a polícia, o homem é produtor rural e tinha posse e registro da arma. Conforme as informações apuradas, a arma estava sobre uma mesa quando a criança a pegou e começou a manuseá-la na frente dos pais. Em seguida, o menino se virou em direção à mãe e o disparo foi efetuado. A mulher foi atingida no braço e no tórax. Imagens registraram o momento em que ela se levanta após o tiro, enquanto a criança corre e a abraça. Na sequência, a vítima tenta correr, mas cai no chão. O menino permanece ao lado da mãe, enquanto o pai recolhe a arma e tenta socorrê-la. Chefe do PCC condenado a 126 anos saiu de presídio pela porta da frente com aval de desembargador Gerson Palermo foi condenado a 126 anos de cadeia. Redes sociais/Reprodução A reportagem que mais fez sucesso em 2026, até o momento, fala sobre a trajetória de Gerson Palermo, conhecido como “Germano” ou “Pigmeu”, apontado como um dos líderes do PCC e condenado a quase 126 anos de prisão por tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico e pelo sequestro de um avião da Vasp, em 2000. Em 2020, ele deixou o presídio federal de segurança máxima de Campo Grande após decisão do então desembargador Divoncir Schreiner Maran, que concedeu prisão domiciliar sob a justificativa de problemas de saúde. Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), não havia laudo médico que comprovasse a condição apresentada. Após a soltura, Palermo rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu. Atualmente, ele é considerado foragido. A matéria também trata da decisão do CNJ, que aplicou ao magistrado a pena de aposentadoria compulsória. O órgão concluiu que houve irregularidades na concessão do benefício e apontou que a decisão ultrapassou os limites da atuação judicial. O texto relembra ainda os crimes atribuídos a Palermo, entre eles a Operação All In, da Polícia Federal, que investigou o transporte de cocaína da Bolívia para o Brasil, além do sequestro de um Boeing 727 da Vasp, quando foram roubados malotes com cerca de R$ 5,5 milhões. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul

Palavras-chave: inteligência artificial

O recado do papa Leão XIV sobre a inteligência artificial em seu primeiro 'cartão de visitas' ao completar um ano de pontificado

Publicado em: 25/05/2026 11:06

AFP via Getty Images Um ano após assumir o comando da Igreja Católica, o papa Leão 14 divulgou na manhã desta segunda (25) o documento "Magnifica Humanitas" — ou, "Magnífica Humanidade", na tradução do latim para o português —, a primeira encíclica de seu pontificado. O texto é sobre como salvaguardar "a pessoa humana na era da inteligência artificial". Na tradição católica, encíclicas são os textos mais importantes a constituir o magistério de um papa. É uma carta dirigida aos bispos e aos fiéis, em que o líder da Igreja expõe o corpo doutrinário do catolicismo. Leão 14, portanto, não só consolida sua visão sobre o tema — que tem aparecido de forma recorrente desde que ele foi eleito sumo pontífice — como demonstra que as preocupações com o impacto da tecnologia na dignidade humana devem ser a tônica de seu papado. É praticamente um cartão de visitas. "É um documento sobre a defesa da dignidade humana no contexto da sociedade da inteligência artificial", resume o vaticanista Filipe Domingues, professor na Pontifícia Universidade Gregoriana, de Roma, e diretor do Lay Centre, também em Roma. "A Igreja, quando fala sobre esses temas, traz para o centro o princípio mais básico que é o personalista, ou seja, da pessoa humana. O ser humano no centro e finalidade de todos os processos." O texto que inaugura o magistério de Leão 14 tem 105 páginas e apresenta-se como um apelo do religioso pela proteção da humanidade, pela promoção da verdade, pela dignidade do trabalho, pela justiça social e pela paz – em tempos de uma revolução tecnológica precipitada pela inteligência artificial. O vaticanista Filipe Domingues explica que, na visão católica, o ser humano, por ser "criado à imagem e semelhança de Deus" tem como valor intrínseco e absoluto a dignidade. É nesse sentido que Leão reflete sobre a inteligência artificial: o papa entende a tecnologia como um instrumento, mas não um ente criativo; e, principalmente, vê a ferramenta como algo que precisa estar a serviço da humanidade, e não o contrário. "A humanidade — em toda a sua grandeza e em todas as suas feridas — jamais deve ser substituída ou superada", afirma Leão. O papa frisa que o amor e as relações humanas são essenciais às pessoas. Logo na abertura, o papa diz que a humanidade "enfrenta hoje uma escolha decisiva". A dicotomia seria, na visão de Leão, construir uma nova Torre de Babel ou "edificar a cidade na qual Deus e a humanidade habitam juntos". A seu modo e em um contexto próprio, Leão recupera uma imagem que era muito cara ao seu antecessor, Francisco (1936-2025): o alerta sobre a necessidade de construirmos pontes em vez de muros. Mas o principal diálogo trazido pela Magnifica Humanitas é com a Rerum Novarum do Leão antecessor — Leão 13 (1810-1903) publicou há exatos 135 anos aquela que é considerad a primeira encíclica social da Igreja. Magnifica Humanitas parte do princípio de que a tecnologia não é "uma força antagonista à humanidade", tampouco "intrinsecamente má". A questão trazida — e aí está o problema, na visão do papa — é que ela "nunca é neutra", já que "assume as características daqueles que a concebem, financiam, regulam e utilizam". O papa clama, diante disso, que a tecnologia seja construída sempre "para o bem comum" e com a preocupação de que as pessoas permaneçam "humanas". Mas o papa não se limita à seara digital. Ao traçar um histórico diacrônico da doutrina social da Igreja, ele defende a dignidade humana como um princípio fundamental e os direitos humanos como fundamentos invioláveis — neste ponto, Leão enquadra o aborto provocado, o assassinato de inocentes e a eutanásia como escolhas que o catolicismo considera "gravemente erradas". Leão cobra mais reconhecimento aos direitos das minorias e pede "decisões concretas" sobretudo para que haja igualdade de gênero com maior participação de mulheres nas leis, no trabalho, na educação e na política. Em um mundo fragmentado por guerras simultâneas, Leão afirma que "qualquer tentativa ou plano para eliminar ou subjugar uma nação é gravemente imoral e, portanto, inaceitável". Leão afirma que "a revolução digital está mudando a natureza dos conflitos" e que a decisão sobre a vida e a morte é cada vez mais impessoal. "A inteligência artificial não remove a desumanidade intrínseca do conflito; ao contrário, pode apenas acelerar os conflitos e torná-los mais impessoais, reduzindo o limiar para o recurso à violência, transformando a defesa em previsão de ameaças e reduzindo as vítimas a dados", escreve. Preocupa-se com o mundo que vê os conflitos bélicos como "instrumento da política internacional" e com o cenário de rearmamento dos países. Para o papa, a paz já não vem sendo entendida como um objetivo a ser construído — tornou-se apenas um intervalo entre guerras. Ele também lembra dos imigrantes e dos refugiados. Para Leão, a maneira como uma sociedade trata os estrangeiros "revela se seu senso de justiça é movido pelo medo ou pelo espírito de fraternidade". O papa pede não só uma postura de acolhimento dos que imigram como também a promoção do "direito de permanecer" em sua terra natal com segurança No âmbito da tecnologia ele alerta contra a concentração de controle nas mãos de poucas empresas, alegando que é preciso seguir o princípio do "destino universal dos bens". Para o papa, a revolução digital não pode excluir e precisa ser inclusiva. O papa afirma que na era digital, a doutrina social exige o acesso mais justo às oportunidades e proteção aos vulneráveis. Discursos de ódio e desinformação precisam ser combatidos. E as tecnologias precisam ter supervisão pública, regulamentação, "para que o princípio orientador não seja apenas o lucro, mas a dignidade de cada pessoa e o bem comum de todos". Na encíclica, fica claro que o papa comunga da mesma preocupação que já aparecia em Francisco: o fato de que a humanidade atravessa um paradigma tecnocrático em que as escolhas são regidas pela eficiência e pelo lucro. Para ele, a inteligência artificial precisa estar sob vigilância — ela pode até imitar e simular o modus operandi de uma pessoa, mas não tem consciência moral, empatia nem capacidades afetivas, relacionais ou espirituais. NurPhoto via Getty Images Para o pontífice, o desenvolvimento tecnológico precisa obedecer a um arcabouço jurídico, políticas adequadas e supervisão — e os usuários têm de ser educados para este cenário. Leão defende um código de ética coerente com a justiça social. "Não basta ter uma inteligência artificial mais moral se a moralidade for determinada por poucos", enfatiza. Ele também se preocupa com o impacto ambiental dessas novas tecnologias. "A pergunta que orienta todo o o texto é o que a gente realmente quer construir: a Torre de Babel de um lado, a confusão e o caos geral porque o objetivo não é honesto. De outro lado uma coisa feita com calma, com paciência, com atenção aos princípios", analisa Filipe Domingues. "É um texto puramente de doutrina social da Igreja", acrescenta o vaticanista. "Não é uma encíclica sobre inteligência artificial, mas uma encíclica sobre a dignidade humana na era da inteligência artificial." Digital e social Ao escolher a temática, Leão 14 se insere na tradição católica iniciada por aquele papa de quem ele emprestou o nome. Leão 13, com a encíclica Rerum Novarum, publicada 135 anos atrás, inaugurou oficialmente a chamada doutrina social da Igreja. Professor na Universidade de Illinois Urbana-Champaign, nos Estados Unidos, o jornalista Alexandre Gonçalves acredita que a primeira encíclica tem o peso de funcionar como "um programa para o pontificado". Nesse sentido, ele — que tem estudado as implicações da inteligência artificial na sociedade contemporânea — vê em Leão o desejo de "integrar à Igreja" o tema mais atual do mundo da tecnologia. "Ele traz a centralidade da doutrina social da Igreja neste momento de transformação muito drástico que o mundo atravessa, no qual a inteligência artificial tem um papel nas transformações", comenta Gonçalves. Na visão do jornalista, o papa cobra que a tecnologia contribua "para o florescimento humano", e não "para a destruição". Autora do recém-lançado livro De Gutenberg a Zuckerberg: A Jornada das Imagens e a Transformação da Comunicação, e pesquisadora no Centro de Estudos Logo-imagéticos Condes-Fotós, a jornalista Mariana Mascarenhas ressalta que "quando o líder da Igreja Católica se posiciona sobre os impactos da inteligência artificial" o alerta ganha "enorme relevância". "Não se trata de condenar a tecnologia ou de defender sua rejeição, mas de convidar a sociedade a refletir sobre os limites, as consequências e os riscos envolvidos no processo", salienta ela. "O papa chama a atenção para a necessidade de consciência crítica diante dessas transformações. É um apelo para que a humanidade não apenas acompanhe a evolução tecnológica, mas também preserve valores humanos fundamentais", analisa Mascarenhas. Getty Images Novidade "É um tema novo no magistério da Igreja", sinaliza Domingues. Ele compara a importância que foi, por exemplo, quando Francisco publicou a encíclica Laudato Si e, pela primeira vez, trouxe a preocupação ambiental como tema central de um documento dessa magnitude. "De forma parecida, há um pioneirismo", analisa ele. E vê ainda a raridade de isso ter sido incorporado pela Igreja de "forma rápida". O vaticanista reconhece que, em geral, o Vaticano demora para embarcar em discussões contemporâneas — o que não ocorre neste caso, já que o assunto tem sido amplamente discutido na sociedade atual. O papa, segundo explica Domingues, desloca o debate para o prisma ético: a tecnologia é um bem, já que vem da inteligência humana, mas ao mesmo tempo "precisa ser governada pelo ser humano, não pode governar". "No contexto intraeclesial, chama a atenção que a Igreja está respondendo ao problema da inteligência artificial no momento em que as coisas estão acontecendo, quase se adiantando à pesquisa científica e tecnológica", diz o sociólogo Francisco Borba Ribeiro Neto, ex-coordenador do Núcleo Fé e Cultura da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). "Normalmente, ela só emitia juízos sobre teorias e avanços das ciências depois que esses avanços estivessem consolidados, para evitar ter que se corrigir no futuro." Segundo ele, não se trata de pressa, mas de necessidade. Demorar demais, afinal, se tornou inviável, "dado a velocidade dos acontecimentos em nosso tempo". "Então a Igreja está se esforçando para encontrar um discernimento adequado não só em relação aos fatos consumados, mas também ao processo no qual esses fatos são gerados", afirma o sociólogo. Professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie, o teólogo e historiador Gerson Leite de Moraes explica que a teologia cristã ostenta "dois polos importantes". De um lado, a propalada "verdade considerada eterna do cristianismo", ou seja, os pilares da própria fé. De outro, o grupo que "recebe essa mensagem", a sociedade em si. Ao mergulhar na seara da inteligência artificial, portanto, Leão demonstra estar antenado com o que ocorre de mais atual nessa sociedade. "Ele está dizendo que a Igreja de fato está no século 21", analisa Moraes. "A importância está nisso: para dizer 'a verdade eterna do cristianismo' neste século 21, é preciso dialogar com assuntos relevantes e importantes como a inteligência artificial é hoje", sintetiza o teólogo. "Leão se preocupa muito com o aspecto humano", salienta Moraes. No discurso do papa, ressalta ele, vem a cobrança do olhar social — afinal, a tecnologia afeta empregos, relações humanas e influencia nos dilemas éticos. "O papa se mostra extremamente contemporâneo e coerente", afirma. Para Ribeiro Neto, a encíclica resulta do "discernimento que resgata o fator humano em meio a uma sociedade cada vez mais tecnológica e pragmática". "Vivemos tempos nos quais a lógica de mercado, os poderes econômicos e políticos parecem gerir a vida sem nenhum compromisso ético", comenta. "Depois de séculos de desenvolvimento humanista, a sociedade parece dominada por um realismo cínico que nega qualquer ideal humanista." Nesse contexto, a Igreja oferece uma voz "que julga a realidade a partir de um 'amor social'", argumenta o sociólogo. "E reafirma o valor da pessoa, mesmo quando o poder parece dizer o contrário", explica. Especialista em inteligência artificial e professor de programação, o empresário de tecnologia Rafael Medeiros tem acompanhado os debates promovidos pela Igreja quanto às balizas éticas do setor. "O papa propõe uma discussão mais ampla", afirma. "A Igreja busca discutir o tema a partir da moral, da ética, da felicidade e do bem comum. Isso tem um peso relevante." "A encíclica é um texto relevante a todos, não apenas aos católicos. É uma reflexão interessante sobre o assunto", argumenta Medeiros. Para Medeiros, a inteligência artificial impacta em todas as camadas sociais, acarretando consequências na vida prática de todos. E isto torna o assunto mais urgente para o Vaticano. "São muitas coisas boas, mas também o aumento dos riscos de desinformação, demissões em massa e outros problemas", avalia. "O papa alerta sobre os riscos, mas se posiciona de forma otimista. Não se trata de parar os avanços tecnológicos, mas sim direcioná-los para o uso do bem", afirma Medeiros. Entre os problemas levantados por Leão está o oligopólio, ou seja, o controle dessa tecnologia nas mãos de poucas empresas dominantes — de certa forma, isso significa uma influência muito grande na humanidade concentrada em um grupo pequeno de empresários. Outra preocupação é sobre como a inteligência artificial está impactando na relação entre as pessoas — e das pessoas com a realidade. "Ele quer evitar bolhas e também a autorreferencialidade", analisa Medeiros. Leão também tem insistido sobre os riscos do uso de inteligência artificial em contexto de guerra;. "Há uma preocupação com a criação de exércitos de humanoides, capazes de promover a aniquilação dos inimigos", pontua Medeiros. Ao mesmo tempo, se esses robôs forem dotados de uma "inteligência", eles poderiam, em tese, assumir o controle de verdadeiros empreendimentos colonizadores, comenta o especialista. Outro aspecto abordado constantemente pelo papa é como a tecnologia influencia na própria cognição. Cada vez mais as pessoas não usam mais o intelecto, delegando para os computadores e celulares atividades corriqueiras que antes demandavam raciocínio e consciência inteligente. "Ninguém se lembra mais do número do telefone de ninguém, ninguém mais sabe se deslocar pela cidade sem um aplicativo", enumera Medeiros. "A atividade cognitiva foi terceirizada." Leão 13, com a encíclica 'Rerum Novarum', publicada 135 anos atrás, inaugurou oficialmente a chamada doutrina social da Igreja Getty Images Leão demonstra também preocupação com o aumento do desemprego, à medida que mais e mais a tecnologia acaba suprindo a necessidade de mão de obra humana. Por fim, o papa tem cobrado uma maior regulamentação para as empresas de tecnologia, com o intuito de proteger a vida das pessoas das implicações negativas do uso de redes sociais e serviços de inteligência artificial. A jornalista Mascarenhas observa três pilares defendidos pelo papa na discussão: responsabilidade, cooperação e educação. "Responsabilidade por parte das empresas, dos desenvolvedores e dos usuários", destaca ela. "Cooperação entre sociedade, instituições e governos para estabelecer limites éticos. E educação midiática e digital para que as pessoas possam utilizar a tecnologia de maneira consciente." Doutrina social revisitada Há ainda um simbolismo. Leão 14 já declarou que escolheu para si este nome em alusão a Leão 13. Exatamente 135 anos atrás, este publicou a encíclica Rerum Novarum, considerada o marco inicial da chamada doutrina social da Igreja — ou seja, quando o Vaticano se volta para questões inerentes à vida em sociedade, não se limitando aos aspectos teológicos. Na época, o cenário era de pós-revolução industrial, e o papa apontava para uma terceira via possível entre o capitalismo selvagem e o socialismo materialista — ele cobrava uma sociedade mais justa. Leão 14 busca ser a voz cristã no atual contexto que também traz implicações sobre o mundo do trabalho e das relações humanas: no caso, a revolução tecnológica impulsionada pelas plataformas de inteligência artificial. "Leão 14 quer participar dessa tradição da doutrina social e acredita que a Igreja de novo pode centrar a reflexão na dignidade da pessoa humana com o objetivo de influenciar os modelos que vão ser adotados para regular as novas tecnologias e as relações de trabalho, as relações políticas e as relações sociais", diz Gonçalves. "Se a gente pensar que a inteligência artificial interfere em setores produtivos de todo o mundo e pode desencadear uma série de demissões, mas também pode abrir novas fronteiras e novos campos de trabalho, há, sim, um paralelo entre esta encíclica e a Rerum Novarum", comenta Moraes. Magnifica Humanitas, contextualiza Ribeiro Neto, "se inscreve numa tradição na qual as encíclicas papais são resposta imediata a uma sociedade cada vez mais em crise". Matemático por formação e nascido nos Estados Unidos, não é de se espantar que Robert Francis Prevost, o papa Leão 14, fale a mesma língua dos cientistas da computação que comandam os rumos das chamadas big tech. E ele parece querer usar essa carta para não só influenciar no debate contemporâneo como para se posicionar de uma forma humana, humanizada e humanitária nesse cenário de revolução digital. De acordo com levantamento feito pela reportagem, o papa aborda o tema da inteligência artificial em manifestações públicas pelo menos duas vezes por mês. Dois dias depois de ter sido eleito, em seu primeiro discurso aos cardeais, ele mencionou que o cenário de inovações tecnológicas cobra dos religiosos "respostas cristãs". Em junho do ano passado, Leão mandou uma carta aos participantes da segunda conferência anual sobre inteligência artificial, ocorrida em Roma. O texto era otimista quanto aos "horizontes" abertos pela tecnologia mas exigia consciência acerca das "questões preocupantes" decorrentes dos avanços. No segundo semestre, o Vaticano sediou um seminário chamado Rerum Novarum Digital, com cerca de 50 especialistas no tema. A ideia, de acordo com o texto oficial divulgado pela Santa Sé, era "fomentar o diálogo" e também "compartilhar experiências". No cerne das preocupações, estava a busca de contribuições "para o uso responsável, ético e centrado no ser humano da inteligência artificial". Participaram professores de instituições renomadas como a Universidade de Columbia e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts — o Brasil foi representado pelo professor Nestor Caticha, da Universidade de São Paulo. A aproximação do Vaticano ao mundo da tecnologia não parece ser uma via de mão única. Da apresentação da encíclica, na manhã desta segunda, participou o bilionário canadense Christopher Olah — um dos fundadores da empresa norte-americana Anthropic, umas das gigantes do mundo da inteligência artificial. Para Domingues, a presença do executivo demonstra como o Vale do Silício "está levando a sério aquilo que a Igreja está fazendo" pelo debate. Para Ribeiro Neto, a presença do empresário demonstra "capacidade real de diálogo com a cultura de nosso tempo". "A Anthropic tem procurado se diferenciar, no mercado de inteligência artificial, como uma desenvolvedora que busca ter responsabilidade ética. E o Vaticano valoriza, convidando alguém ligado a ela, os empreendedores que tem responsabilidade social", ressalta o sociólogo.

Após fechar fábrica na Argentina, Whirlpool anuncia 200 vagas de emprego em unidade brasileira

Publicado em: 25/05/2026 10:38

Whirlpool Corporation em Rio Claro Divulgação A Whirlpool S.A., dona da Brastemp, Consul e KitchenAid, anunciou a abertura de 200 oportunidades de emprego e investimento de R$ 300 milhões na unidade de Rio Claro, no interior de São Paulo, durante coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (25). A empresa não informou quando iniciará o processo seletivo para preencher as novas vagas. Em abril, a empresa anunciou que fechou a fábrica de Pilar, na Argentina, e que iria transferir a produção à cidade. À época, disse que a unidade seria a mais avançada da América Latina, utilizando inteligência artificial e robótica para lidar com as maiores complexidades da produção de lavanderia. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram "Na prática, a gente já enxerga, de início, 200 empregos diretos na operação de Rio Claro, principalmente operação, mas também com a parte do desenvolvimento de produtos, dos processos e, como a nossa decisão compreende a mais de 50% das peças também serem produzidas por fornecedores locais da região, do Brasil, a gente projeta algo em torno de 2.800 empregos diretos e indiretos", disse o vice-presidente da Whirlpool, Vinícius Tokuda. Após fechar fábrica na Argentina, Whirlpool anuncia 200 vagas de emprego em unidade brasileira Fabio Rodrigues/g1 De acordo com Tokuda, o início da produção na unidade de Rio Claro deve ocorrer em setembro deste ano. "Essa mudança está conectada com dois elementos, um elemento de expansão, mas também um elemento de rearranjo interno conectado com o plano diretor para aumentar o nível de produtividade da nossa produção atual". O vice-presidente da Whirlpool explicou que, a princípio, a operação da unidade de Rio Claro deverá atender o mercado nacional, mas a ideia é entregar produtos para toda a América Latina, tendo a Argentina como um segundo mercado mais relevante à empresa. Vice-presidente da Whirlpool, Vinícius Tokuda. Fabio Rodrigues/g1 "A gente tem o privilégio de ter em Rio Claro um Centro de Desenvolvimento de Lavadoras para o mundo inteiro, então a tecnologia brasileira sendo exportada e a gente conecta aqui a 10 metros de distância entre o Centro de Desenvolvimento e a Fábrica, então a gente espera fazer essa conexão com todas as universidades que a gente tem o privilégio de ter aqui", disse Tokuda. Mais notícias da região: INJÚRIA RACIAL: Jogadores da Ferroviária sofrem injúria racial em partida no Amazonas: 'que a Justiça seja feita' PROGRAMAÇÃO: Semana do MEI tem atividades de gestão e expansão dos negócios no interior de SP TECNOLOGIA: Como USP usa IA e impressora 3D para recriar mamas de mulheres que tiveram câncer; VÍDEO Operação em Rio Claro De acordo com o vice-presidente, a unidade de Rio Claro, a partir de setembro, passará com a operação e produção dos produtos já existentes, como lavadoras de carga superior, fogões, fornos e cooktops, somando-se com as lavadoras de carga frontal com uma operação bastante verticalizada. "Com grande parte das peças sendo desenvolvidas também em outros parceiros no Brasil [...], então a gente fala em mais de R$ 300 milhões de investimentos para essa decisão, conectado também à geração direta e indireta de 2.800 novos empregos", afirmou. Após fechar fábrica na Argentina, Whirlpool anuncia 200 vagas de emprego em unidade brasileira Fabio Rodrigues/g1 Fechamento de fábrica na Argentina Segundo comunicado da empresa, a transição tem como objetivo melhorar a eficiência operacional e otimizar recursos, "consolidando a posição da Whirlpool como líder no setor ao integrar excelência fabril e inovação centrada no consumidor para impulsionar o crescimento sustentável". A Whirlpool destacou que a decisão "não altera o compromisso da empresa em continuar o fornecimento e o atendimento ao cliente na Argentina". O mercado argentino seguirá sendo abastecido por produtos fabricados em outros países e distribuídos pela Whirlpool AR. Ainda segundo a empresa, com a unificação da produção de máquinas de lavar de carga superior (top-loading) e carga frontal (front-loading) em Rio Claro, a unidade se tornará um hub de exportação de classe mundial, responsável por fornecer produtos premium de lavanderia para toda a América Latina. Whirlpool tem unidade em Rio Claro (SP) Divulgação Veja o comunicado na íntegra: São Paulo, abril de 2026 – A Whirlpool S.A. confirma a transferência da produção anteriormente realizada em Pilar, na Argentina, para sua unidade de manufatura em Rio Claro, no Brasil. Esta transição visa melhorar a eficiência operacional e otimizar recursos, consolidando a posição da Whirlpool como líder no setor ao integrar excelência fabril e inovação centrada no consumidor para impulsionar o crescimento sustentável. Compromisso com a Argentina Esta decisão não altera o compromisso da empresa em continuar o fornecimento e o atendimento ao cliente na Argentina. O mercado continuará a ser atendido por produtos fabricados nas diversas unidades globais do grupo e distribuídos pela Whirlpool AR. Rio Claro como hub mundial Ao unificar a produção de máquinas de lavar de carga superior (top-loading) e carga frontal (front-loading) em Rio Claro, a Whirlpool está criando um hub de exportação de classe mundial, pronto para fornecer produtos de lavanderia premium para toda a América Latina. Consequentemente, Rio Claro se tornará oficialmente a unidade de manufatura mais avançada da região, utilizando Inteligência Artificial e robótica para dominar as mais altas complexidades da produção de lavanderia. Agora no g1 REVEJA OS VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

Três suspeitos de aplicar golpes milionários, usando empresas de fachada, e manter vida de luxo são presos em SP

Publicado em: 25/05/2026 10:10

Walter Galassini Naswaty, Roderlei Oliveira e João Victor César de Araújo foram presos pela Polícia Civil nesta segunda-feira (25). Reprodução/TV Globo Três homens foram presos nesta segunda-feira (25) suspeitos de aplicar golpes milionários, usando empresas de fachada, e manter uma vida de luxo em São Paulo. Eles vendiam cursos online inexistentes de inteligência artificial nas redes sociais e praticavam o falso empréstimo. Em dois anos, a polícia suspeita que o grupo desviou R$ 30 milhões. Segundo a investigação, eles usavam empresas de fachada para aplicar golpes em larga escala, inclusive contra empresários e idosos. As prisões foram feitas por policiais civis da 2ª Delegacia de Investigações sobre Estelionato do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), com autorização de Justiça, que também autorizou oito mandados de busca e apreensão contra a quadrilha. De acordo com a polícia, as vítimas eram atraídas por meio de redes sociais e contatos telefônicos com falsas promessas de redução de juros, renegociação de dívidas e venda de cursos, aplicativos e inteligências artificiais inexistentes. O grupo vivia em casas de alto padrão e ostentava veículos de luxo e jet skis, que foram apreendidos durante a ação policial. Os presos são Walter Galassini Naswaty, João Victor César de Araújo e Roderlei Oliveira. O g1 tenta localizar a defesa dos acusados, mas não havia conseguido até a última atualização desta reportagem. Casa de luxo e carro importado de um dos golpistas presos pela polícia civil nesta segunda-feira (25), em São Paulo. Reprodução/TV Globo Carros de luxo apreendidos durante operação da Polícia Civil em São Paulo nesta segunda-feira (25). Reprodução/TV Globo Bens apreendidos pela polícia durante operação contra estelionatários em São Paulo. Reprodução/TV Globo Carros de luxo apreendidos durante operação da Polícia Civil em São Paulo nesta segunda-feira (25). Reprodução/TV Globo

Palavras-chave: inteligência artificial

Como USP usa IA e impressora 3D para recriar mamas de mulheres que tiveram câncer; VÍDEO

Publicado em: 25/05/2026 08:15

USP São Carlos usa impressora 3D para ajudar mulheres mastectomizadas O Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos (SP), desenvolveu um projeto que usa escaneamento 3D, inteligência artificial e impressão aditiva para produzir próteses mamárias para mulheres que passaram pela mastectomia (retirada dos seios no tratamento de câncer). O projeto "Protema" alia a alta precisão e o baixo custo para democratizar o acesso a soluções estéticas e funcionais, proporcionando conforto anatômico e aparência natural, fortalecendo a autoestima e reintegração social das mulheres mastectomizadas. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram A aposentada Marciana Menezes Feitosa venceu todas as etapas do tratamento contra o câncer, mas precisou retirar um terço da mama direita. Ela descobriu o projeto do IFSC e foi uma das voluntárias. "As meninas me procuraram através da rede feminina, da Liga Feminina de Combate ao Câncer. E eu me joguei. A gente tem uma parceria nisso, então valeu muito a pena, me empolguei demais", disse. Marciana afirmou que após a suspeita do câncer de mama, ela fez uma biópsia que confirmou a doença. "Não chorei, não gritei, mas me lembro muito do gelo que eu senti nas pernas. Posso morrer, pode ter chegado a minha hora, mas eu vou lutar". Prótese personalizada Projeto da USP de São Carlos confecciona próteses mamárias com impressora 3D para mulheres mastectomizadas EPTV/Reprodução O professor e coordenador do Protema, Odemir Martinez, explicou que o projeto foi motivado pela ausência de opções de próteses no mercado, principalmente que fossem personalizadas. "Ela une a inteligência artificial que vai ser utilizada no escaneamento das próteses e na forma de sair do escaneamento até a estrutura das próteses para que elas fiquem mais perfeitas e ligadas ao nosso laboratório de impressão 3D", explicou Odemir. Mais notícias da região: VÍDEO: estacionamento irregular para descarga em supermercado provoca acidentes CRIME: mãe é presa após abandonar bebê recém-nascida em lixeira de hospital JUSTIÇA: acusado de matar companheira na frente dos filhos é condenado a 60 anos de prisão As próteses produzidas no projeto mudaram conforme a pesquisa avançou. Uma das primeiras tinha material rígido e perfurações que marcavam na roupa, além de um fundo que, em contato com a pele recém-operada, poderia causar incômodo às mulheres. Os modelos atuais são diferentes. Eles possuem flexibilidade e não têm nada que encoste na área da cirurgia, o que garante mais conforto e segurança à mulher. A prótese é personalizada para cada paciente que, por cima da roupa, tem as medidas tiradas. As pesquisadoras tiram as fotos das pacientes e as informações são enviadas para um computador, que cria um modelo virtual que vai para a impressora 3D. Cada prótese criada é única. Projeto da USP de São Carlos confecciona próteses mamárias com impressora 3D para mulheres mastectomizadas EPTV/Reprodução A estudante Manuela de Oliveira explicou que elas escaneiam a mama não operada e jogam as informações em um programa que faz as adaptações. "São várias etapas. É tirar as medidas, analisar como ficou, se ficou proporcional ou não, jogar nesse software e, aí sim, colocar ela para imprimir". O material usado é um polímero flexível, também utilizado em produtos como capas de celular. A prótese é uma alternativa enquanto a paciente espera por uma cirurgia para reconstrução da mama, o que pode demorar meses pela falta de cirurgiões plásticos ou pela condição da paciente. O mastologista João Gilberto Bortolotti Filho disse que há situações em que elas não podem passar pela reconstrução. "Com o número de casos aumentando, nós temos que ser rápidos no tratamento e os cirurgiões plásticos não conseguem acompanhar a velocidade em que a gente faz as cirurgias". Melhoria da autoestima Marciana está na fila para fazer a reconstrução mamária, não só pela autoestima, mas por causa da saúde. "Estou confiando que vai fazer uma diferença muito grande por várias questões, eu tenho hérnia de disco na C4 e na C5, já diagnosticada desde 2000. Numa coluna saudável não faria diferença, mas numa coluna com o meu histórico, faria". Desde outubro, o Protema atendeu gratuitamente 25 mulheres com próteses feitas em três impressoras 3D. A expectativa é que o projeto cresça em breve. Projeto da USP de São Carlos confecciona próteses mamárias com impressora 3D para mulheres mastectomizadas EPTV/Reprodução "A curto prazo, nós pretendemos estender esse número de três impressoras para 30 e daí fazer um processo industrial e conseguir atender um maior número de pessoas. E, ao longo prazo, nós pretendemos estender isso para 150 impressoras e daí atender o Brasil todo", disse Odemir. Marciana descobriu o câncer em uma mamografia de rotina. Para ela, projetos como o Protema devolvem o amor próprio, mas o mais importante é a prevenção. "Eu procurei sempre ser preventiva nos cuidados com a minha mama. E acredito e vivi, tenho certeza, que [fez] uma diferença muito grande. Fez muita diferença eu ter descoberto a minha na prevenção. Não se descuidem, se cuidem porque viver é importante e quanto mais qualidade de vida a gente tiver, mais felizes nós seremos", afirmou Marciana. As mulheres interessadas em receber a prótese, inclusive de outras cidades, podem entrar em contato com o Instituto de Física da USP de São Carlos pelo telefone (16) 3373-9878. Marciana foi uma das voluntárias do projeto da USP, que confecciona próteses mamárias para mulheres mastectomizadas EPTV/Reprodução REVEJA OS VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

Palavras-chave: inteligência artificial

IA não pode ficar só nas mãos das big techs, diz fundador da Anthropic no Vaticano

Publicado em: 25/05/2026 07:53

Christopher Olah, cofundador da Anthropic, antes da apresentação de “Magnifica humanitas”, a primeira encíclica do Papa Leão XIV, focada na ascensão da inteligência artificial, no Vaticano, em 25 de maio de 2026. REUTERS/Yara Nardi O cofundador da Anthropic, Chris Olah, disse nesta segunda-feira (25) que o desenvolvimento da inteligência artificial não pode ficar exclusivamente nas mãos das empresas de tecnologia, e defendeu mais supervisão por parte de líderes religiosos, governos e da sociedade civil. Ele fez a declaração no Vaticano durante a apresentação da primeira encíclica do Papa Leão XIV sobre inteligência artificial, Olah afirmou que há “uma possibilidade real” de que a IA substitua o trabalho humano “em escala muito ampla”. “Se isso acontecer, apoiar os trabalhadores substituídos será um imperativo moral de proporções históricas”, disse ele, sentado ao lado do papa. ➡️ Contexto: Encíclicas são documentos papais dirigidos a bispos de todo mundo (e, como resultado, aos fiéis) informando a posição da Igreja Católica sobre determinados assuntos. Papa Leão XIV comemora ano de pontificado com mensagem a líderes mundiais Ele acrescentou que empresas como a dele operam sob fortes pressões comerciais, geopolíticas e pessoais, que podem entrar em conflito com os interesses mais amplos da sociedade. “Todo laboratório de IA de fronteira (...) opera dentro de um conjunto de incentivos e restrições que às vezes podem conflitar com fazer a coisa certa”, afirmou, acrescentando que até pesquisadores bem-intencionados continuam influenciados por essas forças. Segundo Olah, isso torna essencial a existência de fiscalização externa.

Grupo que fez bolão de mais de R$ 200 mil acerta dois números na Mega-Sena de 30 anos

Publicado em: 25/05/2026 07:48

Grupo que apostou na Mega da Virada faz novo bolão de R$ 232 mil em edição especial O grupo que fez um bolão de mais de R$ 232 mil para o concurso da Mega-Sena em comemoração aos 30 anos da loteria acertou duas dezenas. O valor se refere a um bilhete com 20 dezenas apostadas. Organizador da aposta, o sargento Glaciel Andrade disse que os números haviam sido escolhidos com auxílio de Inteligência Artificial (IA). As 20 dezenas que compuseram a aposta feita pelo grupo foram: 05-08-09-14-16-20-21-26-28-35-37-39-42-47-48-49-51-54-55-56. O bolão foi registrado em uma casa lotérica de Itumbiara, no sul de Goiás, com cem cotas, cada uma custando R$ 2.325,60. Houve, ainda, um custo de R$ 813,96 pela taxa de serviço da lotérica. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Goiás no WhatsApp Desses números, foram sorteados apenas o 35 e o 47. Assim, como o acerto mínimo para ter alguma premiação é a quadra (quatro números), a aposta do grupo não rendeu nenhum prêmio. Todas as dezenas sorteadas na edição de aniversário pela Caixa Econômica Federal foram: 03 - 30 - 33 - 35 - 45 - 47. Em todo o país, duas apostas acertaram as seis dezenas: uma em Fortaleza, no Ceará, e outra no Rio de Janeiro. No caso da capital cearense, a aposta foi feita da mesma forma do grupo do sargento Glaciel, um bolão com cem cotas. Grupo faz novo bolão milionário, em Goiás Arquivo pessoal/Glaciel Andrade LEIA TAMBÉM Mega-Sena: grupo que apostou cerca de R$ 13 milhões na Mega da Virada faz novo bolão de R$ 232 mil para tentar levar prêmio da edição de aniversário Mega-Sena: grupo que apostou cerca de R$ 13 milhões na Mega da Virada usou IA para fazer novo bolão de R$ 232 mil para edição de aniversário Após apostar R$ 13 milhões na Mega da Virada, grupo está empolgado com bolão de R$ 232 mil para edição de aniversário: ‘Mais chances de ganhar' De acordo com Glaciel, os números escolhidos são de sorteios que tiveram prêmios superiores a R$ 200 milhões. "Observando as dezenas mais quentes e frias que têm saído nos grandes prêmios e a IA tem nos dado resultados positivos referente a este jogo", destacou. O sargento contou que o grupo pretendia jogar esses números na Mega da Virada, mas, como não jogaram, optaram por tentar a sorte com as dezenas neste sorteio. Entenda a estratégia A Caixa Econômica permite apostas na Mega-Sena de 6 a 20 dezenas, entre as 60 disponíveis em cada volante. A aposta de 6 dezenas custa R$ 6, enquanto a de 7 dezenas sobe para R$ 42. A quantidade máxima apostada, como a feita pelo grupo do sargento Glaciel, custa R$ 232.560,00, o valor de um imóvel em muitos lugares do Brasil. Mas por que os valores sobem tanto à medida que o número de dezenas apostadas aumenta? Em função da probabilidade de acerto, conforme a própria Caixa Econômica explica em seu site. Compare as chances de uma aposta ser vencedora de acordo com os números jogados: 6 dezenas apostadas: chance de 1 em 50.063.860; 20 dezenas apostadas: chance de 1 em 1.292. As apostas múltiplas têm, ainda, outra vantagem: se as dezenas forem acertadas, os prêmios se multiplicam. Supondo que o grupo tivesse gabaritado os seis números, a premiação, de acordo com a Caixa, seria: 1 vez a Sena 84 vez a Quina 1.365 vezes a Quadra Tabela da Caixa mostra como funcionam as premiações de acordo com a quantidade de dezenas apostadas Reprodução/ site da Caixa Econômica 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

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Papa Leão XIV faz pedido histórico de perdão pelo papel da Igreja na legitimação da escravidão

Publicado em: 25/05/2026 07:27

Papa Leão XIV na Missa de Pentecostes na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Gregorio Borgia/AP O papa Leão XIV fez nesta segunda-feira (25) um pedido histórico de perdão pelo papel da própria Santa Sé na legitimação da escravidão e por ter demorado séculos para condená-la. Ele classificou o passado do Vaticano como uma “ferida na memória cristã”. Papados anteriores já haviam pedido desculpas pelo envolvimento de cristãos no tráfico transatlântico de escravizados. Mas nenhum papa havia reconhecido publicamente — nem pedido perdão — pelo papel de antigos pontífices em autorizar explicitamente soberanos europeus a subjugar e escravizar “infiéis”. Primeiro papa nascido nos Estados Unidos, Leão XIV, cuja história familiar inclui tanto pessoas escravizadas quanto proprietários de escravos, fez o pedido de desculpas em sua primeira encíclica, “Magnifica Humanitas” (“Humanidade Magnífica”), divulgada nesta segunda. O documento trata dos desafios para proteger a humanidade em uma era de crescente dependência da inteligência artificial. Ao abordar o tema, o papa relacionou o tráfico transatlântico de escravizados a novas formas de escravidão e colonialismo impulsionadas pela revolução digital, como o trabalho não regulamentado usado na extração de minerais raros necessários para chips de IA. Com isso, Leão XIV respondeu a décadas de pedidos de católicos negros dos Estados Unidos, ativistas e estudiosos para que a Santa Sé reconhecesse e reparasse seu próprio papel no comércio colonial de seres humanos. “É impossível não sentir profunda tristeza ao contemplar o imenso sofrimento e humilhação suportados por tantos, em contraste com sua dignidade incomensurável como pessoas infinitamente amadas pelo Senhor”, escreveu o papa. “Por isso, em nome da Igreja, peço sinceramente perdão.” Agora no g1 Séculos de legitimação da escravidão O Vaticano sustenta que sempre defendeu a dignidade de todos os seres humanos como filhos de Deus. No entanto, uma série de decretos do século XV autorizou soberanos portugueses a conquistar territórios na África e nas Américas e escravizar não cristãos. Em 1452, por exemplo, o papa Nicolau V publicou a bula papal "Dum Diversas', que concedia ao rei de Portugal e seus sucessores o direito de “invadir, conquistar, combater e subjugar” “sarracenos, pagãos e outros infiéis”. O texto também autorizava os portugueses a reduzir essas pessoas à “escravidão perpétua”. Essa bula e outro documento emitido três anos depois, o "Romanus Pontifex", serviram de base para a chamada Doutrina da Descoberta, teoria usada para legitimar a tomada colonial de terras na África e nas Américas. As permissões dadas por Nicolau V foram confirmadas ou renovadas posteriormente pelos papas Calisto III, Sisto IV e Leão X. Em 2023, o Vaticano repudiou formalmente a Doutrina da Descoberta, mas nunca anulou oficialmente as bulas papais em si. A Santa Sé afirma que um documento posterior, o Sublimis Deus, de 1537, reafirmou que povos indígenas não deveriam ser privados de liberdade, propriedades ou escravizados. Igreja demorou a condenar a escravidão Na encíclica, Leão XIV lembrou que seu antecessor de nome, o papa Leão XIII, foi o primeiro a condenar explicitamente a escravidão, em 1888 — quando vários países já haviam abolido a prática. Antes disso, segundo o pontífice, até instituições da Igreja possuíam escravos. Ao reconhecer o papel da própria Santa Sé e as bulas papais do século XV, Leão XIV escreveu: “Já no início da era moderna, a Sé Apostólica de Roma, respondendo a pedidos de soberanos, interveio diversas vezes para regular e legitimar formas de subjugação e, em certos casos, inclusive a escravização de ‘infiéis’.” O papa afirmou que não é possível julgar decisões do passado apenas pelos padrões atuais, mas disse que isso não diminui a demora da sociedade e da Igreja em denunciar a escravidão. “Isso constitui uma ferida na memória cristã, da qual não podemos nos considerar desvinculados”, escreveu. Leão XIV também afirmou que a Igreja precisa condenar com firmeza todas as formas de exploração ligadas à revolução tecnológica digital “se quisermos evitar a necessidade de pedir perdão novamente no futuro”. Em 1985, o papa João Paulo II pediu perdão aos africanos pelo tráfico de escravizados praticado por cristãos. g1/Arquivo Histórico familiar e pedidos anteriores Durante visita a Camarões, em 1985, o papa João Paulo II pediu perdão aos africanos pelo tráfico de escravizados praticado por cristãos, mas sem mencionar o papel direto dos papas. Em 1992, durante visita à Ilha de Gorée, no Senegal — um dos maiores centros do tráfico de escravizados da África Ocidental — João Paulo II chamou a escravidão de “tragédia de uma civilização que se dizia cristã”. Segundo pesquisa genealógica publicada por Henry Louis Gates Jr., 17 ancestrais americanos de Leão XIV eram negros e aparecem em registros oficiais como mulatos, negros, crioulos ou pessoas livres de cor. A árvore genealógica do papa inclui tanto pessoas escravizadas quanto proprietários de escravos. No mês passado, durante visita a Angola, Leão XIV rezou em um santuário católico localizado em uma área que foi um importante centro do tráfico de africanos escravizados durante o domínio colonial português. Na ocasião, ele mencionou o “sofrimento e a grande dor” vividos pelos angolanos ao longo dos séculos, mas sem citar diretamente a escravidão.

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