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Aluna de escola pública de Fortaleza é aprovada em medicina na USP e Unicamp

Publicado em: 24/01/2026 05:00

Jovem de Fortaleza que passou em medicina na USP e Unicamp comenta aprovações. Maria Letícia de Oliveira Duarte, de 20 anos, realizou dois sonhos de uma vez: foi aprovada na graduação de Medicina na Universidade de São Paulo (USP) e na Universidade de Campinas (Unicamp). Letícia cursou o ensino médio no Colégio Militar de Fortaleza. Enquanto muitos jovens aguardavam o resultado do Sisu, Letícia recebeu as duas notícias nesta quinta-feira (21), com o resultado da Unicamp, e na sexta-feira (22), ao ser aprovada na 1ª chamada do Funvest, vestibular da USP. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp O desejo de estudar em São Paulo surgiu no segundo ano do ensino médio, incentivado por professores. “Eu comecei a pensar nos vestibulares paulistas no final do meu segundo ano do ensino médio. Realmente sempre foi o meu objetivo”, afirmou Letícia. LEIA TAMBÉM: ENSINO SUPERIOR: Ceará ganha graduação em Inteligência Artificial em meio a ‘boom’ do uso da ferramenta; conheça o novo bacharelado Sisu 2026: Unilab segue liderando nota de corte em medicina no último dia de inscrições; veja ranking O objetivo era claro: cursar medicina. “Eu me interesso muito pela área de neurologia, psiquiatria. Eu pretendo ir atrás mais dessas áreas”, destacou. Aprovada nas duas universidades, Letícia já decidiu onde vai estudar: a USP. “A Unicamp é ótima, mas a USP sempre me brilhou mais os olhos. Eu tenho amigos lá que passaram nos anos anteriores. E na própria capital, eu tenho mais gente conhecida que conseguiria me dar um certo apoio”, explicou. “Comecei a me interessar e comecei a comentar sobre isso com os meus pais. Então, meu pai, principalmente, e minha mãe também começaram a me incentivar, e eu ‘peguei gás’ com isso”, reforçou. Rotina de estudos Aluna de escola pública de Fortaleza é aprovada em medicina na USP e Unicamp. Arquivo pessoal Letícia contou que, ao decidir focar nos vestibulares paulistas, adotou uma rotina intensa de estudos dentro e fora da escola. Ela cursava o ensino médio pela manhã e, no terceiro ano, ganhou bolsa em um cursinho pré-vestibular. “Então eu tive que correr muito por fora”, relatou. Ela tentou os vestibulares paulistas ainda no terceiro ano do ensino médio, mas não foi aprovada. No ano seguinte, dedicou-se exclusivamente ao cursinho em que havia conquistado a bolsa. “Eu estudei principalmente por prova anterior, por prova antiga, no terceiro ano. No primeiro ano de cursinho, como eu tinha batido meio na trave no terceiro ano, no cursinho eu já estava com a base bem fortalecida e consegui estudar online, falar de casa”, explicou Letícia. “Às vezes, eu assistia às aulas de uma matéria que eu tinha mais dificuldade. Eu resolvia as listas do que os professores passavam, mas eu principalmente fazia as provas antigas”, destacou. Letícia disse que sempre teve mais facilidade com as matérias de ciências exatas, como matemática e física, e menos afinidade com geografia e história. Ela também estudou com provas antigas de outros vestibulares, além da Unicamp, Enem e Funvest. “Eu fazia as provas de vestibulares que eu também não prestava para ganhar bagagem. Eu estudei principalmente assim”, completou. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará

Palavras-chave: inteligência artificial

Onde as ruas têm trilha sonora: conheça o Jardim da Conquista, bairro da Zona Leste de SP que tem vias com nomes de músicas

Publicado em: 24/01/2026 05:00

‘Borboletas Psicodélicas' a 'Metamorfose’: veja nomes curiosos de ruas de SP Um bairro na Zona Leste de São Paulo cercado de subidas e descidas. À primeira vista, o Jardim da Conquista, no distrito de São Mateus, não parece diferente de tantos outros bairros periféricos da capital paulista. Mas a singularidade está nas placas das ruas que, em vez de números ou nomes tradicionais, homenageiam hits musicais. Caminhar por ali é como percorrer uma playlist ao ar livre. Há vias batizadas com músicas de diferentes estilos, como a Travessa Evidências, sucesso de Chitãozinho e Xororó, a Travessa Tristeza do Jeca, de Zezé Di Camargo e Luciano, a Travessa Metamorfose, de Raul Seixas, a Travessa Além do Horizonte, música de Roberto Carlos, ou até mesmo a Travessa Estúpido Cupido, de Celly Campello. Os endereços transformados em referências musicais deram identidade à região e dá orgulho para quem mora por lá. "Quando as pessoas perguntam onde moro, eu falo: 'Moro na rua Sonho por Sonho'. Aí falam: 'Nossa, que lindo esse nome de rua'. As pessoas acham bonito e é bonito mesmo. Só tem aqui, nunca vi em nenhum outro lugar. É muito lindo", afirmou a moradora Márcia Aparecida. "Todas as ruas são nomes de músicas e eu acho isso muito legal. Antes as pessoas estranhavam quando eu dizia o nome da minha rua, mas até que agora muitos se acostumaram porque o bairro tem mais de 30 anos. Mas é bem curioso. Apesar de não morar nela, eu gosto muito da Travessa Tristeza do Jeca, música sertaneja", complementou o morador José Ferreira Silva. Segundo a Prefeitura de São Paulo, as denominações do Jardim da Conquista foram oficializadas pela Portaria nº 882/92, de 10 de dezembro de 1992. "Muitas delas foram retiradas do Banco de Nomes da SEHAB/CASE, criado para atender à demanda de regularização de vias que antes tinham apenas numeração." Ruas do Jardim da Conquista, Zona Leste de SP Paola Patriarca/g1 Jandira Marques da Silva do Carmo, mais conhecida como Tauá, de 74 anos, foi uma das que ajudaram a escolher os nomes das ruas. Ao g1, ele disse que a inspiração se deu nos discos que ela tinha em casa. Até pensaram em colocar nomes de pássaros ou parentes, mas decidiram inovar. "O bairro surgiu de uma ocupação nossa nos anos 80. Foi muita luta para conquistarmos a terra aqui, que era um sítio, e por isso colocamos [o nome de] Jardim da Conquista. Depois de regularizar tudo aqui, a gente precisou escolher os nomes das ruas nos anos 90. Até então não tinha. Nos reunimos, então, para decidir", explicou. "Até pensamos em colocar nomes de flores, mas aí já tinha no [Jardim] Santa Bárbara. Um até pensou em colocar nomes de parentes falecidos, mas ia demorar muito. Então, eu, Márcia, Jeruza e Vera sentamos na mesa de casa e um dia fomos a noite toda procurando nome de música com os discos que tínhamos, entre eles de sertanejo, de rock. A gente ia ouvindo as músicas e anotando. Fizemos assembleia depois de escolhermos e todos aceitaram." Jandira Marques da Silva do Carmo, mais conhecida como Tauá, de 74 anos, foi uma das que ajudaram a escolher os nomes das ruas do Jardim da Conquista Paola Patriarca/g1 Segundo Tauá, ninguém brigou pelos nomes escolhidos. "Nos tornamos o único bairro do mundo que tem nome de música nas ruas. Música traz leveza e é tudo de bom. Isso nos faz ter muito orgulho, orgulho de termos conquistado o espaço e orgulho de ter esses nomes de ruas", afirmou. Ainda conforme a moradora, ela ainda costuma ouvir algumas das músicas escolhidas". "Hoje mudou muito o que escuto, mas ainda coloco para ouvir algumas do Raul Seixas porque eu gosto muito", afirmou. Carmen Fagundes Andrade, de 75 anos, é uma das primeiras moradoras do bairro e relembra o momento em que os nomes foram escolhidos. "Eu não participei da escolha, mas eu lembro muito bem de como tudo foi e lembro que todos aprovaram. Amo sertanejo e tem muitas músicas do sertanejo. É muito legal. Eu moro na Travessa Axé Babá, mas se eu pudesse escolher, eu moraria na Travessa Bandeira Branca porque eu amo essa música. Ou na Travessa Sinhá Moça", afirmou. O filho de Carmen diz que o bairro ser tão musical serviu de inspiração para que ele hoje seguisse na carreira de rapper. "Eu acho genial ter isso aqui no bairro. Nenhum lugar tem. E quando você reconhece a potencialidade do bairro, essa diversidade, é muito massa, ainda mais eu sendo da música. Quando era pequeno eu perguntava sobre os nomes das ruas para a minha mãe, e ela me explicava, colocava as músicas em casa", afirmou Carlos Eduardo Fagundes Maia, mais conhecido como Toroka. Moradores do Jardim da Conquista, Márcia, Carmen, Eduardo e Antônio falam sobre o orgulho de ter nomes de ruas com hits musicais Paola Patriarca/g1 Antônio Sobrinho é dono de um comércio na Avenida Somos Todos Iguais. Durante a visita do g1 pelo bairro, o idoso atendia os clientes ao som de uma música que ele mesmo escreveu a letra, e colocou em um aplicativo de inteligência artificial para fazer o arranjo e voz. "Já escrevi mais de 50 músicas e essa aqui que está tocando eu fiz em homenagem ao bairro. Coloquei em um aplicativo de inteligência artificial para ter arranjo e voz, e coloco aqui na loja para os moradores ouvirem. Eu acho fantástico ter nomes assim aqui. Travessa Carpinteiro do Universo, por exemplo. É muito bonito o nome. Eu acho todas bonitas porque deixa o bairro bem particular", afirmou. E complementou: "Desperta muita curiosidade. É um orgulho ser morador do Jardim da Conquista. Foi aqui que criei meus quatro filhos, todos formados. Prefiro nome de música, poesia, do que nome de político. Que tenham mais ruas assim por São Paulo." Ruas do Jardim da Conquista, Zona Leste de SP Paola Patriarca/g1 Veja algumas ruas dos bairros e suas referências: Travessa Evidências: título de uma música de José Augusto e Paulo Sergio Valle, sucesso na voz de Chitãozinho e Xororó. Travessa Estúpido Cupido: título de uma música de Celly Campello. Travessa Além do Horizonte: título de uma música de Roberto Carlos. Travessa Galopeira: música composta pelo flautista e violonista Mauricio Cardozo Ocampo e que ganhou grande projeção no Brasil devido a sua gravação pela dupla sertaneja Chitãozinho e Xororó. Travessa Tristeza do Jeca: música de Zezé Di Camargo e Luciano. Travessa Sem História, Sem Destino: nome vem da música composta por Paulo Debétio e Paulinho Rezende. Antes da oficialização em 1992, a via era conhecida apenas como Viela 5. Travessa Doce Presença: inspirada na canção “Doce Presença”, de Ivan Lins, a travessa substituiu a antiga Rua 23 em 1992. Travessa Na Paz do Seu Sorriso: recebeu o nome de uma música interpretada por Roberto Carlos em 1979. Antes, a via era identificada como Rua 106. Travessa Sonho de um Carnaval: referência direta à música de Chico Buarque. O nome anterior era Viela 30. Travessa Sentimental Demais: batizada a partir da música eternizada por Altemar Dutra. Antes da mudança, era a Viela 16. Travessa Paz na Terra: nome vem de outra música de Roberto Carlos, substituindo a antiga Rua 35. Travessa Nega Manhosa: inspirada na composição de Herivelto Martins, a via correspondia ao primeiro trecho da antiga Rua 98. Travessa Nave-Mãe: denominação retirada do Banco de Nomes da SEHAB/CASE. A travessa reúne trechos de vias que antes não possuíam um nome único, como partes da Rua 98 e das vielas 36 e 104. Travessa Bandeira Branca: música de Dalva de Oliveira. Jardim da Conquista, Zona Leste de SP' Paola Patriarca/g1 Travessa Bandeira Branca no Jardim da Conquista Paola Patriarca/g1 Travessa Sem História, Sem Destino no Jardim da Conquista Paola Patriarca/g1

Palavras-chave: inteligência artificial

Nissan Kait é a aposta da marca para peitar Tera, Kardian e Pulse; veja como ele se sai nessa briga

Publicado em: 24/01/2026 04:01

Nissan Kait é um Kicks Play evoluído para peitar VW Tera, Fiat Pulse e Renault Kardian Com uma briga cada vez mais acirrada entre os SUVs compactos, a Nissan precisava urgentemente de uma renovação de seu modelo de entrada. O antigo Kicks vendia bem, mas o projeto pedia uma atualização para enfrentar os recém-lançados Volkswagen Tera e Renault Kardian, além do já conhecido Fiat Pulse. De início, a Nissan confundiu o mercado. O novo Kicks chegou bem maior, para competir em outra prateleira de SUVs. Mas logo ficou claro que a solução viria de um projeto totalmente novo: o Nissan Kait, que aposenta o antigo Kicks e foi desenvolvido sob medida para acirrar a disputa entre os SUVs compactos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O g1 acompanhou a revelação do Kait, apresentado mundialmente no Brasil e que será produzido no Complexo Industrial de Resende, no Rio de Janeiro, tanto para o mercado brasileiro quanto para exportação a mais de 20 países da América Latina. Agora, a reportagem reportagem passou uma semana com o SUV, enfrentando trânsito pesado na cidade e trechos mais livres na estrada, para avaliar se ele tem chances na disputa mais acirrada do mercado automotivo hoje. A primeira impressão é positiva. O Kait não chama atenção como uma Ferrari, mas desperta curiosidade com o visual moderno e o nome diferente. Chamar a atenção é um bom primeiro passo. O comentário mais comum é que o carro é bonito, mas passa a sensação de que “já foi visto antes”. Nissan Kait De fato, as linhas lembram bastante as de um carro eletrificado chinês. Essa era uma conclusão quase imediata de quem via o Kait pela primeira vez. A entrada de ar é bem menor que a do antigo Kicks, e os faróis superiores são separados do conjunto inferior por uma barra fechada. Na traseira, os faróis mais afilados e o nome em destaque na tampa do porta-malas — solução adotada por marcas como GWM e BYD — reforçam essa impressão. Embora mude bastante na dianteira e na traseira, os mais entendidos logo percebem que a lateral mantém praticamente tudo do antigo Kicks. O desenho das portas, retrovisores, maçanetas, o formato dos vidros e a coluna C — que sobe em linha reta após a porta traseira — são idênticos. Nissan Kait e Kicks Play são quase idênticos na lateral Initial plugin text Por dentro, vários itens são idênticos aos do antigo Kicks: Volante; Capacidade do tanque de combustível; Câmbio; Freio de mão; Botões do vidro elétrico; Tamanho e formato do apoio de braço; Porta-copos; Tamanho do para-sol; Retrovisor; Lâmpada de leitura. Embora isso possa parecer um ponto negativo, é importante lembrar que o reaproveitamento de peças costuma ser fundamental para evitar aumentos expressivos de preço. O Hyundai Creta adotou estratégia semelhante, mantendo a lateral praticamente igual, mas alterando o visual em pontos-chave. E, nesse ponto, o Kait conseguiu manter o preço de um projeto ultrapassado e parte dos mesmos R$ 117.990 cobrados pelo Kicks Play. A versão topo de linha custa R$ 152.990. (veja abaixo os preços, comparados aos concorrentes) Volante do Nissan Kait é o mesmo do Kicks Play Rafael Peixoto/g1 O Kait traz, desde a versão de entrada, itens que no Kicks Play aparecem apenas nas versões mais caras, como: Central multimídia de 8 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay; Chave presencial; Faróis e lanternas de LED; Rodas de 17 polegadas; Câmera de ré; Sensor de estacionamento traseiro; Partida por botão. Mas também houve um corte claro para reduzir custos: antes eram duas portas USB na frente do carro, e agora o novo modelo oferece apenas uma. Há duas USB-C na segunda fileira, mas não é exatamente a mesma coisa. Como o espelhamento do Android Auto e do Apple CarPlay pode ser feito sem fio, e há um carregador de celular por indução no console — disponível apenas na versão mais cara do Kait —, a única porta USB pode servir para recarregar o smartphone do carona. Outros dois pontos seguem inalterados e, nesses casos, não há o que reclamar. O primeiro são as dimensões do Kait, que continuam praticamente iguais às do Kicks, com apenas um centímetro a mais no comprimento, devido ao desenho do novo para-choque traseiro. O segundo ponto é o porta-malas de 432 litros, ponto alto do carro e o maior entre os SUVs de entrada. Como o bagageiro foi priorizado, o espaço interno não impressiona, mas também não decepciona. Acomoda quatro adultos com algum conforto, especialmente se nenhum deles for muito alto. Porta-malas do Nissan Kait Rafael Peixoto/g1 Um terceiro item entra na lista, agora pelo lado negativo: o motor é o mesmo 1.6 aspirado do Kicks Play. Se, por um lado, isso mantém o Kait como uma opção robusta, com um motor já conhecido por muitos mecânicos, por outro ele fica para trás por ser o único SUV do segmento sem opção turbo. No uso urbano, o motor entregou o necessário em baixas velocidades. As ultrapassagens na cidade ocorreram sem dificuldades, mas o problema apareceu na estrada: a ausência de turbo pesou nas retomadas e no nível de ruído. O motor só entrega o torque máximo aos 4.000 giros e, ao passar dos 3.000, o ruído já começa a incomodar. Acelerar para ultrapassar com quatro adultos a bordo, sem exceder o limite da via, era um processo lento e ruidoso. Motor do Nissan Kicks Kait Rafael Peixoto/g1 Quando a velocidade se estabiliza, o motor volta a ficar mais silencioso, e o câmbio CVT, sem marchas definidas, garante transições suaves. E, para quem teve um Kicks mais antigo e reclamava da baixa autonomia, o Kait não traz mudanças nesse ponto. Um tanque cheio não garantiu 300 quilômetros, o que significa que, em viagens longas, será preciso parar mais vezes para abastecer. Fechando a avaliação de dirigibilidade, a suspensão agradou, assim como já acontecia no Kicks Play. Ela é bem equilibrada para cumprir o que se espera de um carro: absorver os impactos do asfalto brasileiro e controlar a carroceria em curvas fechadas. Em resumo, o Kait foi bem na cidade. Na estrada, com o carro cheio, passou a sensação de falta de fôlego. É uma contradição com o porta-malas grande, que convida a encarar viagens longas e com mais pessoas a bordo. Tecnologia Outra contradição aparece na tecnologia embarcada do Kait. O carro tem um dos conjuntos mais avançados de segurança e assistência ao motorista entre os concorrentes. Por outro lado, a central multimídia decepciona. A versão testada trazia um sistema que não é fabricado pela Nissan, mas pela Pioneer, empresa conhecida por vender esse tipo de equipamento separadamente. É natural que desenvolver um sistema próprio seja mais caro do que terceirizar, mas as telas da central e do painel do Kait não seguem uma identidade visual única. As interfaces não se integram, as cores do display são diferentes e os botões físicos também adotam padrões próprios. Central multimídia e volante do Nissan Kait Rafael Peixoto/g1 A desconexão é tamanha que havia cerca de 30 segundos de diferença entre os relógios dos dois displays. Assim, a central multimídia cumpre apenas o básico: espelhar o celular sem fio. Até o acabamento decepciona, por refletir excessivamente o que está à frente. A situação até poderia ser resolvida com o aumento do brilho, mas esse ajuste não existe. Olhando para a concorrência, praticamente qualquer solução é melhor. O Volkswagen Tera, por exemplo, traz até inteligência artificial em seu sistema multimídia, capaz de responder a perguntas dos ocupantes. Quem valoriza tecnologia vai sentir a diferença. Nissan Kait: vale a pena? O Kait é uma evolução importante em relação ao Kicks Play. Ficou mais equipado e mais moderno, mas ainda fica atrás de motores mais potentes e mais eficientes no consumo de combustível. O modelo resolve bem a confusão de dois carros diferentes com o mesmo nome e preserva pontos essenciais, especialmente o espaço do porta-malas. Mas quem pode abrir mão de alguns litros e busca um conjunto mais moderno encontra mais no Volkswagen Tera e no Fiat Pulse. Veja os preços de cada concorrente do Nissan Kait. Nissan Kait: de R$ 117.990 a R$ 152.990; Volkswagen Tera: de R$ 108.390 a R$ 144.390; Renault Kardian: de R$ 113.690 a R$ 149.990; Fiat Pulse: de R$ 114.990 a R$ 160.990.

Vorcaro é perguntado sobre relação com políticos e cita só um nome: Ibaneis Rocha

Publicado em: 24/01/2026 04:01

Vorcaro admite à PF que Master tinha problemas de liquidez e usava FGC como modelo de negócio Ao ser interrogado pela Polícia Federal sobre eventuais relações com políticos dos Três Poderes, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, citou apenas um nome: o do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Ele afirmou não conseguir mencionar outras autoridades que frequentariam sua casa. O blog teve acesso à transcrição do depoimento prestado no fim de 2025 à delegada responsável pela investigação que apura suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master. De acordo com o registro, feito via inteligência artificial, Vorcaro foi questionado sobre contatos com ministros, parlamentares, secretários de Estado ou dirigentes de órgãos públicos para tratar da venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB). Segundo o empresário, o único político com quem conversou sobre o tema foi Ibaneis Rocha. Vorcaro disse ter mantido encontros institucionais com o governador entre janeiro de 2024 e 2025, relacionados à proposta de venda do banco ao BRB. Fachada do Banco Master na Faria Lima e Daniel Vorcaro Amanda Perobelli/Reuters; Reprodução Ainda conforme o depoimento, as reuniões ocorreram tanto na residência do banqueiro quanto na residência oficial do governador, sempre, segundo ele, em caráter institucional. Vorcaro afirmou também que, se tivesse de fato ampla influência no meio político, não estaria preso nem submetido ao uso de tornozeleira eletrônica — em referência às medidas cautelares impostas pela Justiça. Nesta sexta-feira (23), Ibaneis Rocha confirmou que se encontrou com Daniel Vorcaro, mas negou que tenha tratado da venda do Banco Master ao BRB. “Em momento algum, nas quatro vezes em que o encontrei, tratei de assuntos relacionados ao BRB/Master. Entrei mudo e saí calado. O único erro meu foi ter confiado demais no Paulo Henrique [Costa]”, afirmou o governador. Ibaneis Rocha, governador do DF Renato Alves/Agência Brasília SAIBA MAIS: Vorcaro diz à PF que venda do Master ao BRB foi construída tecnicamente dentro do BC Vorcaro diz que avisou a PF sobre viagem e que nem nos piores pesadelos esperava ser preso Não consigo citar individualmente quem frequentava a minha casa, diz Vorcaro à PF sobre relações políticas Vorcaro diz que área de fiscalização do BC agiu com diligência normal sobre negócios com BRB até a sua prisão Vorcaro admite à PF que Master tinha problemas de liquidez e usava FGC como modelo de negócio Vorcaro diz à PF que conversou com Ibaneis sobre venda do Banco Master ao BRB

Palavras-chave: inteligência artificial

Encontro com Ibaneis, relações políticas e falta de dinheiro no Master: o que Vorcaro disse à PF

Publicado em: 24/01/2026 00:00

Ibaneis Rocha, MDB, admitiu que esteve com Vorcaro, mas negou ter tratado da venda do Master pro BRB Em depoimento à Polícia Federal (PF) no fim de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro falou sobre a crise que culminou na liquidação do Master, em novembro, e disse que teve encontros com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), para discutir a venda da instituição do Banco de Brasília (BRB). Ibaneis confirmou as reuniões com Vorcaro, mas negou ter tratado da venda do Master ao BRB: "Entrei mudo e saí calado". O negócio foi vetado pelo Banco Central (BC) A colunista Andréia Sadi, do g1, teve acesso à transcrição do depoimento, ocorrido em 30 de dezembro. As falas de Vorcaro revelam a proximidade do banqueiro com figuras do poder e o uso do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como base para os negócios do Master. O BC determinou a liquidação extrajudicial do Master por falta de liquidez e indícios de fraude na venda de carteiras de crédito ao BRB no valor de R$ 12,2 bilhões. Daniel Vorcaro, dono do Banco Master Banco Master FGC como modelo de negócio Segundo informações que constam da transcrição, feita com ajuda de inteligência artificial, Vorcaro afirmou que a instituição teve problemas de falta de dinheiro e usava a solidez do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para fechar negócios. O dono do Master afirmou que o banco atravessava uma crise de liquidez. Isso acontece quando uma pessoa, empresa ou banco não consegue honrar compromissos ou pagar dívidas. O banqueiro afirmou à PF que, apesar das dificuldades, o Master cumpriu com todos os compromissos até 17 de novembro. A liquidação ocorreu um dia depois. Segundo Vorcaro, os problemas foram provocados por mudanças em regras sobre o FGC. O dono do Master sugeriu que houve pressão de outros bancos, e não detalhou que mudanças seriam essas. ❗FGC é a sigla para Fundo Garantidor de Créditos. É uma espécie de "SOS" mantido com os recursos dos próprios bancos, que protege clientes em casos de intervenção ou quebra de uma instituição financeira. Em 30 anos, já foram 40 casos. O pagamento aos investidores do Banco Master deverá ser o maior da história do órgão: R$ 41 bilhões, divididos entre quem tinha aplicações de até R$ 250 mil. Quando decretou a liquidação do Master, o BC apontou exatamente a falta de liquidez do banco, além de graves violações às normas do sistema financeiro. Segundo Vorcaro, o plano de negócio do Master era 100% baseado no FGC e não havia nada de errado, porque essa era a regra do jogo. Ele disse que essas mudanças forçaram o Master a buscar outros meios de captar dinheiro no mercado. E que a partir daí o banco passou a ser alvo de uma campanha para destruir sua reputação. Encontros com Ibaneis Vorcaro confirmou ter mantido uma série de encontros com Ibaneis Rocha entre 2024 e 2025. Segundo o banqueiro, as reuniões ocorreram tanto em sua residência quanto na casa do governador, em Brasília. O executivo afirmou que conversou com Ibaneis sobre a proposta de venda do Banco Master ao BRB, controlado pelo governo do DF. O governador negou ter tratado disso. "Em momento algum, nas quatro vezes que o encontrei, tratei de assuntos relacionados ao BRB/Master", disse. Ao longo de 2025, o BRB tentou comprar parte do Master, em uma operação com apoio do governo do DF, acionista controlador do banco público, mas posteriormente barrada pelo Banco Central. O BRB injetou R$ 16,7 bilhões no Banco Master entre 2024 e 2025, e o Ministério Público vê indícios de gestão fraudulenta nessas transferências. Mais de R$ 12 bilhões foram usados para comprar carteiras de crédito que não pertenciam ao Master e se provaram sem lastro. Relações políticas de Vorcaro No depoimento, Vorcaro foi questionado sobre contatos com ministros, parlamentares, secretários de Estado ou dirigentes de órgãos públicos para tratar da venda do Master ao BRB e confirmou apenas os encontros com Ibaneis e autoridades do Banco Central. Vorcaro afirmou que não era capaz de citar os nomes de quem frequentava sua residência. O banqueiro chegou a declarar que, se tivesse tantas relações políticas quanto é sugerido por especulações, não estaria atualmente cumprindo prisão domiciliar com o uso de tornozeleira eletrônica, em referência às medidas cautelares impostas pela Justiça. Prisão no aeroporto Sobre sua prisão no Aeroporto de Guarulhos (SP) na noite de 17 de novembro, o banqueiro disse que foi pego de supresa, negou que estivesse fugindo e disse que avisou o Banco Central sobre a viagem. Ele afirmou que já havia ido a Dubai recentemente para discutir a venda do Master ao grupo Fictor, em um negócio com a participação de investidores dos Emirados Árabes. Vorcaro afirmou que, nem nos seus piores pesadelos, imaginava ser preso. Ele ficou 12 dias na cadeia e agora está em prisão domiciliar. Acareação com ex-presidente do BRB Na acareação entre Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Bezerra, ex-presidente do BRB, realizada no mesmo dia após o depoimento, o dono do Master disse que a instituição não desembolsou nenhum real para adquirir uma carteira de créditos da empresa Tirreno, avaliada em R$ 6 bilhões. A delegada questionou a transação, e Vorcaro afirmou que o valor ficou em uma conta reserva e que se tratava de um registro contábil, sem saída efetiva de dinheiro do caixa do banco. Após insistência da investigadora, Vorcaro disse que não realizou o pagamento. A transcrição do que foi dito na acareação foi obtida pela colunista Julia Duailibi, do g1. Vorcaro voltou a afirmar que o banco vivia uma crise de liquidez até 17 de novembro e disse que, após essa data, os problemas aumentaram em razão da liquidação do banco, decretada no dia seguinte. Na mesma acareação, o presidente do BRB, ao ser questionado sobre por que não exerceu o direito de sacar os valores devidos pela Tirreno diante dos problemas, falou que sabia que o dinheiro não existia fisicamente. Ele afirmou que os valores não existiam e que ele poderia causar uma quebra em sequência da Tirreno e do Banco Master. A declaração sugere que o BRB manteve a operação para evitar a falência do parceiro, mesmo ciente dos graves problemas financeiros.

Palavras-chave: inteligência artificial

Em depoimento, Daniel Vorcaro diz que conversou sobre venda do Master com governador Ibaneis Rocha (MDB)

Publicado em: 23/01/2026 20:55

Ibaneis Rocha, MDB, admitiu que esteve com Vorcaro, mas negou ter tratado da venda do Master pro BRB O governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha admitiu hoje que teve quatro encontros com Daniel Vorcaro, dono do banco Master. Mas Ibaneis negou ter tratado, nessas reuniões, da venda do Master para o BRB. O negócio entre os dois bancos é alvo da investigação da Polícia Federal por suspeita de fraude bilionária. Daniel Vorcaro prestou depoimento no dia 30 de dezembro de 2025. Disse que tratou pessoalmente com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, do MDB sobre negócios entre o Master e o BRB, como mostrou o jornal Estado de São Paulo. Outros detalhes foram divulgados pelo blog da Andreia Sadi, no g1, que obteve a transcrição do depoimento feita com o uso de inteligência artificial. Daniel Vorcaro mencionou o governador de Brasília em dois momentos. Primeiro, disse que esteve algumas vezes com Ibaneis Rocha para discutir apenas questões técnicas sobre o negócio em reuniões institucionais com a participação de outras pessoas. No segundo trecho do depoimento tomado pela Polícia Federal, o ex-presidente do banco Master disse que já esteve uma vez na casa de Ibaneis e que também recebeu o governador em casa em outro momento. O governador confirmou à TV Globo que teve quatro encontros com Vorcaro. Mas negou que eles tenham conversado sobre a venda do Banco Master ao BRB. Ibaneis afirmou que entrou mudo e saiu calado dos encontros e que as conversas foram conduzidas pelo ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa. Nesta sexta-feira (23), a oposição à Ibaneis Rocha protocolou dois pedidos de impeachment contra ele na Câmara Legislativa do Distrito Federal O BRB injetou mais de R$ 16 bilhões no banco Master entre 2024 e 2025. R$ 12 bilhões foram usados para comprar carteiras de crédito que não pertenciam ao Master e se provaram sem lastro. No mesmo dia do depoimento de Vorcaro, a PF também ouviu Paulo Henrique, demitido do BRB em novembro de 2025, quando o Ministério Público e a PF deflagraram a operação contra o Master. O ex-presidente do BRB disse que só descobriu as irregularidades nas carteiras de crédito depois que o negócio foi fechado. Paulo Henrique disse também que não sacou o dinheiro relativo às carteiras de crédito porque sabia que os recursos não existem no momento em ainda negociavam a operação. Vorcaro disse que informou a todos desde o início os detalhes do negócio. Vorcaro admitiu que o Master tinha problemas de liquidez e usava a solidez do fundo garantidor de créditos, FGC, para fechar negócios. O FGC é formado por recursos dos maiores bancos brasileiros e serve justamente para reembolsar investidores em caso de falência ou intervenção em uma instituição financeira.

Palavras-chave: inteligência artificial

Polícia fecha fábrica clandestina de gelo em casa de luxo no litoral de SP; dono foi preso

Publicado em: 23/01/2026 19:11

Polícia fecha fábrica clandestina de gelo em casa de luxo no litoral de SP Uma fábrica clandestina de gelo foi fechada, nesta sexta-feira (23), durante uma operação da Polícia Civil de Guarujá, no litoral de São Paulo. Segundo a corporação, o espaço funcionava há aproximadamente seis meses nos fundos de uma residência de luxo no bairro Guaiuba. Dois homens foram presos, sendo um deles o dono do imóvel, e os equipamentos foram apreendidos. A ação ocorreu durante a manhã e foi conduzida pela Delegacia Sede do município, com apoio da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Vigilância Sanitária, Guarda Civil Municipal (GCM), da Neoenergia Elektro e da Sabesp. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. Segundo a Polícia Civil, não havia qualquer autorização legal, sanitária ou ambiental para a produção de gelo no local. Além disso, foram constatados indícios de desvio clandestino de água e energia elétrica para produção de gelo. O produto, de acordo com a corporação, era vendido na Baixada Santista. Corporação encontrou indícios de desvio de água e luz na produção de gelo clandestino em Guarujá, SP Polícia Civil Em nota, a polícia destacou que, além do material utilizado para a produção, os agentes apreenderam uma arma de fogo, dinheiro em espécie, de quantia não especificada, e equipamentos eletrônicos. O proprietário do imóvel, que também possui uma adega na região, foi preso em flagrante no local. Mais tarde, um segundo suspeito também foi detido - o local não foi divulgado. A corporação acrescentou que outro homem também é investigado pelos crimes. Além da casa de luxo, os policiais cumpriram mandados em outros dois endereços ligados à dupla - não divulgados oficialmente. A Delegacia de Polícia Sede de Guarujá segue com as investigações. Autoridades Em nota, a Prefeitura de Guarujá informou que o espaço foi interditado pela Vigilância Sanitária. Segundo a pasta, foi identificada a produção de gelo impróprio para consumo humano, além do armazenamento de alimentos com prazo de validade vencido desde 2023. Ainda de acordo com a prefeitura, o estabelecimento funcionava sem alvará sanitário, licença de funcionamento ou qualquer certificação de potabilidade da água utilizada na produção. Por fim, a administração municipal acrescentou que também acionou a Terracom, empresa responsável pela coleta de resíduos sólidos no município, para realizar a retirada e o descarte adequado dos alimentos vencidos. Polícia encontrou fábrica clandestina de gelo em Guarujá (SP) Polícia Civil Neoenergia Elektro e Sabesp Em nota, a Neoenergia Elektro informou que o volume de energia desviado pelos estabelecimentos seria suficiente para abastecer 5.240 residências por um mês. A Sabesp , também por meio de nota, informou que flagrou uma irregularidade no hidrômetro da casa. "A adulteração foi eliminada, e o estabelecimento terá de pagar R$ 39 mil pela água desviada", complementou. "A empresa esclarece ainda que atua continuamente no combate às fraudes. A Sabesp possui profissionais especializados nas áreas de inteligência e vem investindo em inteligência artificial para auxiliar na fiscalização", concluiu. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

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Medicina da Uespi é nota 4 no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica

Publicado em: 23/01/2026 16:30

Pedro Nogueira, aluno do 12º período de Medicina da Uespi. Ascom Uespi O curso de Medicina da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) obteve a nota 4 no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), realizado pelo Ministério da Educação e aplicado aos estudantes que estão concluindo o curso de Medicina em todo o Brasil. O conceito 4 é um indicador relevante no ensino médico brasileiro, representando um índice “muito bom”, situando-se acima da média nacional e demonstrando solidez na formação oferecida. O conceito 4 reflete o esforço dos estudantes, mas também a qualidade da estrutura pedagógica, dos cenários de prática e do corpo docente. A nota funciona como um selo de confiança para a sociedade e um termômetro para gestores educacionais. “A nota que a gente recebeu é resultado do preparo que a gente tem, das aulas que a gente teve. Tudo isso foi um apoio fundamental para que a gente chegasse até aqui. Sempre tem algo a ser melhorado, mas é muito importante que a gente mantenha as aulas práticas, o empenho dos professores, o nosso hospital escola”, descreve Pedro Nogueira, aluno do 12º período do curso de Medicina da Uespi, um dos estudantes que participou da avaliação. Ao avaliar o bom desempenho, o coordenador do curso de Medicina da Uespi, professor mestre Rodrigo Valença, afirmou que o resultado vem do trabalho de todo o seu corpo docente e do processo de desenvolvimento do curso de Medicina e da própria Uespi. Dentre as melhorias no curso ele cita a reforma e revitalização do Centro de Ciências da Saúde (CCS), a instalação de novos laboratórios, como o Laboratório de Simulação Realística do Hospital Escola Getúlio Vargas e, principalmente, a modernização do Projeto Político Pedagógico do curso de Medicina. “Foram incluídas disciplinas mais conectadas com as demandas atuais da sociedade, como Inteligência Artificial para a Saúde e Assistência à Saúde nas Populações Invisibilizadas”, acrescenta o coordenador. No total, 44 estudantes da Uespi participaram desta edição do Enamed. Estando na etapa final de suas formações como médicos, a obtenção de uma nota expressiva revela aos demais alunos de períodos distintos e aos novos que entrarão em 2026 a realidade de pertencerem a uma graduação que lhes possibilitará uma formação muito boa. “Espero que, com os calouros, o nosso ensino continue sendo de qualidade e eficiência. Isso traz ânimo para eles, que estão entrando, e ‘pra’ gente, que está saindo agora, além de manter este sentimento de orgulho e a felicidade de ter feito parte desta história”, relatou, com orgulho, o estudante Pedro Nogueira. Coordenador do curso de Medicina da Uespi, professor Rodrigo Valença. Ascom Uespi O Enamed O Enamed é aplicado pelo Inep e segue parâmetros semelhantes aos do Exame Nacional de Avaliação do Desempenho dos Estudantes (Enade), mas com foco exclusivo na Medicina. A prova abrange áreas essenciais da prática médica, como clínica, cirurgia, pediatria, ginecologia e saúde coletiva, avaliando tanto conhecimento teórico quanto capacidade de aplicação prática. Nesta edição, foram avaliados 351 cursos em todo o Brasil. Destes, 107 cursos (30%) tiveram desempenho insatisfatório (conceitos 1 e 2) e 243 cursos ficaram com desempenho adequado (conceitos 3, 4 e 5) O conceito 4 indica que a maior parte dos estudantes atingiu níveis elevados de proficiência nas competências avaliadas pelo exame, que incluem raciocínio clínico, tomada de decisão, habilidades essenciais da prática médica e domínio dos conteúdos fundamentais das grandes áreas da Medicina. A nota posiciona o curso entre os mais bem avaliados do país e evidencia um desempenho consistente. A prova é obrigatória para todos os alunos matriculados no último ano da graduação, fase em que já passaram pela maior parte do internato e estão prestes a ingressar no mercado de trabalho. O exame reúne concluintes de instituições públicas e privadas de todo o país e funciona como um instrumento de diagnóstico da formação médica brasileira. Ao avaliar estudantes no final do curso, o Enamed busca medir o nível de proficiência dos futuros médicos e verificar se eles dominam as competências essenciais para o exercício profissional. A prova analisa desde conhecimentos teóricos até a capacidade de tomada de decisão clínica, oferecendo ao Ministério da Educação um panorama detalhado da qualidade dos cursos de Medicina.

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Fortaleza vai pagar mais de R$ 560 mi de precatórios a professores municipais a partir de 2027

Publicado em: 23/01/2026 16:27

Prefeito de Fortaleza e secretário da Educação comentam pagamento de precatórios. Os professores da rede municipal de Fortaleza vão receber mais R$ 560 milhões em pagamentos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). Os pagamentos vão ser feitos em três parcelas a partir de 2027. A informação foi repassada ao g1, nesta sexta-feira (23), pelo secretário municipal da Educação, Idilvan Alencar. Ao todo, o investimento municipal é de mais de R$ 700 milhões, mas, desse valor, 20% o Executivo municipal destina a melhorias estruturais das unidades da rede de educação. O acordo foi firmado com a Prefeitura e a categoria, mas ainda falta homologação. A expectativa é que a oficialização ocorra na próxima semana. “Os acordos homologados até 1º de fevereiro entram no orçamento de 2027. O acordo seria 40% [do pagamento], depois 30%, depois 30%, em 2027, 2028 e 2029”, explicou o secretário da Educação. Ele informou, no entanto, que não há ainda um número exato de docentes que vão receber os repasses. LEIA TAMBÉM: Evandro Leitão segue atualização do MEC e anuncia reajuste de 5,4% no piso dos professores EDUCAÇÃO: Ceará ganha graduação em Inteligência Artificial em meio a ‘boom’ do uso da ferramenta; conheça o novo bacharelado O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Ceará (Sindiute) comemorou o acordo, e cobrou a homologação. “Essa conquista é resultado de anos de mobilização, pressão e resistência da categoria, com o Sindiute na linha de frente. É fruto de organização e luta. Seguimos firmes até que o direito esteja no bolso dos trabalhadores”, disse a entidade. O prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão, também comentou o acordo. Conforme o gestor, a medida é considerada um avanço fundamental para a garantia dos direitos dos profissionais da educação da rede municipal. "É a valorização do profissional da Educação. Assinamos o acordo dos precatórios do Fundef, um avanço fundamental para garantirmos uma vitória histórica dos profissionais da educação. Falta pouco para essa conquista ser homologada e virar realidade", afirmou. Fortaleza vai pagar mais de R$ 560 mi de precatórios a professores municipais a partir de 2027. Ascom/Seduc-AL Assista aos vídeos mais vistos do Ceará

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'Violada e em perigo': professora britânica acusa Grok, IA de Elon Musk, de 'sequestro digital' de sua imagem

Publicado em: 23/01/2026 14:56

Daisy Dixon Reprodução/Instagram Quando Daisy Dixon, professora da Universidade de Cardiff, no País de Gales, descobriu que imagens sexualizadas suas, de lingerie ou grávida, circulavam na rede social X, geradas pelo Grok, a ferramenta de IA da plataforma, sentiu-se "violada em sua intimidade". "É um sequestro digital do seu corpo", uma "agressão" de uma "misoginia extrema", disse à AFP a docente de filosofia, de 36 anos. Ativa no X e no Instagram, onde faz divulgação filosófica entre outras atividades, Daisy Dixon descobriu, em dezembro, imagens suas geradas artificialmente no X. Alguns usuários haviam usado o Grok para manipulá-las a partir de poucas fotos que ela mesma havia publicado, nas quais aparecia com roupas esportivas. 'Sentimento horrível. Me sinto suja', diz brasileira vítima de foto editada de biquíni pelo Grok, IA de Musk Ferramenta gratuita da rede social X tem sido usada para criar imagens íntimas falsas 'Fábrica de estupros' As primeiras imagens criadas pela ferramenta de inteligência artificial da plataforma de Elon Musk eram relativamente inofensivas. A manipulação se limitava a mudanças de penteado ou maquiagem, conta Daisy Dixon. Mas depois "realmente degeneraram". Em especial, alguns usuários pediram ao Grok que a mostrasse de calcinha fio-dental, que alargasse seus quadris ou que a colocasse em poses "mais vulgares". O Grok obedecia e "gerava a imagem", relata a professora. Daisy Dixon podia ver tanto os pedidos quanto as imagens criadas aparecerem em sua conta no X - onde tem cerca de 34 mil seguidores -, já que o Grok as publica automaticamente na plataforma. Um usuário chegou a pedir ao Grok que a retratasse em uma "fábrica de estupros", segundo ela, embora, nesse caso extremo, a ferramenta não tenha gerado a imagem solicitada. "Senti-me realmente violada na minha intimidade e também em perigo", sublinha Daisy Dixon. "Tive vontade de me esconder", mas depois "a raiva substituiu o medo". Daisy Dixon afirma ter ficado particularmente impactada ao ver que o Grok atendeu ao pedido de um usuário para retratá-la grávida, de biquíni, com aliança no dedo. Ao procurar apoio no X, não encontrou nenhum meio para denunciar a imagem. O Reino Unido acaba de endurecer sua legislação contra esse tipo de prática, penalizando tanto a criação quanto a solicitação de imagens íntimas não consentidas. Milhões de imagens Segundo um estudo publicado nesta quinta-feira pelo Center for Countering Digital Hate, ONG que frequentemente denuncia práticas do X, o Grok gerou cerca de três milhões de imagens sexualizadas de mulheres e crianças em apenas 11 dias, a uma média de 190 imagens por minuto. Em um relatório publicado neste mês, Paul Bouchaud, pesquisador da ONG parisiense AI Forensics, aponta que, de 20 mil imagens geradas pelo Grok, mais da metade mostrava pessoas "pouco vestidas", quase todas mulheres. Grok, inteligência artificial criada por Elon Musk REUTERS/Dado Ruvic/Illustration Diante da indignação provocada pela proliferação desse tipo de conteúdo, alguns países anunciaram neste mês o bloqueio total do Grok. A plataforma X recuou e anunciou, em meados de janeiro, uma limitação de sua ferramenta de IA nos países onde a criação desse tipo de imagem é ilegal, embora ainda não esteja claro em quais lugares essa restrição está em vigor. Daisy Dixon afirma estar "em geral, satisfeita com os avanços obtidos", mas considera que "isso nunca deveria ter acontecido". Paul Bouchaud ressalta que o Grok também dispõe de um site e de um aplicativo capazes de gerar imagens de nudez, com opção de compartilhamento.

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Em acareação, Vorcaro diz à PF que não pagou nenhum real por carteira de R$ 6 bi e sugere que BC é responsável por crise de liquidez

Publicado em: 23/01/2026 14:53

Vorcaro admite à PF que Master tinha problemas de liquidez e usava FGC como modelo de negócio Na acareação entre Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Bezerra, ex-presidente do BRB, o dono do Banco Master disse que a instituição não desembolsou nenhum real para adquirir uma carteira de créditos da empresa Tirreno, avaliada em R$ 6 bilhões, contradizendo a tese inicial de que houve pagamento real. O blog teve acesso à transcrição dos depoimentos dados no final de 2025 à delegada da Polícia Federal (PF) responsável pelo caso. Segundo informações que constam da transcrição feita via inteligência artificial, a delegada questionou a transação, e Vorcaro afirmou que o valor ficou em uma conta reserva e que tratava-se de um registro contábil, sem saída efetiva de dinheiro do caixa do banco. Após insistência da investigadora, Vorcaro disse que não realizou o pagamento. Vorcaro disse à PF que o banco vivia um momento de crise de liquidez até 17 de novembro, quando, segundo ele, todos os resgates foram honrados com dificuldade e planejamento. Após este período ele diz que os problemas aumentaram após a liquidação do banco pelo Banco Central. Na mesma acareação, o presidente do BRB, ao ser questionado por que não exerceu o direito de sacar os valores devidos pela Tirreno diante dos problemas, falou que sabia que o dinheiro não existia fisicamente. Ele afirmou que os valores não existiam e que ele poderia causar uma quebra em sequência da Tirreno e do Banco Master. A declaração sugere que o BRB manteve a operação para evitar a falência do parceiro privado, mesmo ciente da falta de liquidez imediata das garantias. Investigações do Caso Master A investigação da Polícia Federal listou uma série de operações suspeitas entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB), com falhas consideradas graves. Houve omissão dos gestores do BRB e falha de seus métodos de prudência e governança em relação à aquisição de carteiras de crédito que significavam 30% de todos os ativos do banco público, constituindo, desse modo, forte indício de que o BRB buscou auxiliar o Master em sua crise de liquidez. Segundo a investigação, o Banco Master não tinha fundos suficientes para honrar os títulos que emitiu com vencimento em 2025. Comprou, então, créditos – sem realizar qualquer pagamento – de uma empresa chamada Tirreno. Em seguida, revendeu esses mesmos créditos ao BRB, que pagou cerca de R$ 12 bilhões pelo negócio. Segundo a PF, houve total falha de monitoramento dos ativos, pois a falsidade era grotesca e foi imediatamente identificada pelo Banco Central. O BRB, mesmo após o início da fiscalização, demorou três meses para encerrar o processo de compras de títulos do Master. LEIA MAIS Vorcaro diz à PF que venda do Master ao BRB foi construída tecnicamente dentro do BC Vorcaro diz que avisou a PF sobre viagem e que nem nos piores pesadelos esperava ser preso Não consigo citar individualmente quem frequentava a minha casa, diz Vorcaro à PF sobre relações políticas Vorcaro diz que área de fiscalização do BC agiu com diligência normal sobre negócios com BRB até a sua prisão Vorcaro admite à PF que Master tinha problemas de liquidez e usava FGC como modelo de negócio Vorcaro diz à PF que conversou com Ibaneis sobre venda do Banco Master ao BRB

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Pesquisador diz ter encontrado 149 milhões de senhas expostas, incluindo contas de Gmail, Instagram e 'gov.br'

Publicado em: 23/01/2026 14:23

O bloqueio de tela é uma das medidas de segurança mais importantes em smartphones. Sem bloqueio, qualquer contato breve com o aparelho é suficiente para instalar um programa espião Altieres Rohr/G1 Um pesquisador de cibersegurança disse nesta sexta-feira (23) ter encontrado um banco de dados com 149 milhões de senhas expostas na internet. A lista inclui dados de usuários do Gmail, do Facebook, do Instagram, do Yahoo, do "gov.br", entre outros. Segundo Jeremiah Fowler, que detalhou o caso para a empresa ExpressVPN, o material tinha 96 GB de dados brutos, incluindo e-mails, nomes de usuários, senhas roubadas de vítimas ao redor do mundo. Fowler não informou como encontrou o banco de dados nem onde ele estava hospedado. Ele disse que não encontrou informações sobre quem criou a lista e que, por isso, alertou o provedor de hospedagem. O provedor disse que o sistema era mantido por uma empresa subsidiária que operava de forma independente. Depois de um mês e várias tentativas, o banco de dados foi finalmente derrubado, e as senhas ficaram inacessíveis. O g1 procurou o governo federal e todas as plataformas citadas como vítimas de vazamento. A Apple, responsável pelo iCloud, afirmou que não comentaria o caso. As outras empresas, assim como o governo federal, não enviaram posicionamento até a última atualização da reportagem. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ainda de acordo com o pesquisador, a lista de contas de e-mail expostas inclui: Gmail, 48 milhões; Yahoo, 4 milhões; Outlook, 1,5 milhão; iCloud, 900 mil; E-mails com final ".edu", 1,4 milhão. Outros serviços incluem Facebook (17 milhões), Instagram (6,5 milhões), Netflix (3,4 milhões), TikTok (780 mil), Binance (420 mil) e OnlyFans (100 mil). Sem citar números, ele também afirmou ter encontrado senhas associadas a domínios ".gov", usados por governos de vários países. Um dos registros está relacionado ao "gov.br", voltado para acessar plataformas de órgãos públicos brasileiros. Fowler disse ainda ter encontrado um grande números de registros de serviços como Netflix, HBO Max, Disney Plus e Roblox, além de serviços financeiros, de criptomoedas e de corretoras de investimento. "Não se sabe se o banco de dados foi usado para atividades criminosas, se as informações foram coletadas para fins legítimos de pesquisa, nem como ou por que o banco de dados foi divulgado publicamente", disse o pesquisador. LEIA TAMBÉM: Como um brasileiro invadiu os sistemas da Nasa e foi reconhecido pela agência China usa robôs humanoides com inteligência artificial nas ruas ChatGPT vai começar a ter anúncios nos EUA nas próximas semanas

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Vorcaro diz à PF que venda do Master ao BRB foi construída tecnicamente dentro do BC

Publicado em: 23/01/2026 13:31

Vorcaro admite à PF que Master tinha problemas de liquidez e usava FGC como modelo de negócio Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro afirmou em depoimento à Polícia Federal que a venda da instituição ao BRB, banco público do Distrito Federal, foi construída tecnicamente dentro do Banco Central (BC). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O blog teve acesso à transcrição do depoimento dado no final de 2025 à delegada da PF responsável pelo caso. Segundo informações que constam da transcrição feita via inteligência artificial, o dono do Master afirmou que se encontrou algumas vezes com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), mas que não tratou com ele sobre a compra do Master pelo BRB. Vorcaro disse à PF que ficou frustrado pela não concretização do negócio junto ao banco público e criticou a exposição do caso com prejuízo para ele e para o sistema financeiro brasileiro. Leia também: Entenda o que está por trás da liquidação do Banco Master Vorcaro admite à PF que Master tinha problemas de liquidez e usava FGC como modelo de negócio Vorcaro diz que avisou a PF sobre viagem e que nem nos piores pesadelos esperava ser preso À PF, ele disse que o banco pagava aos investidores todos os valores de fundos de pensão e outros investimentos até o dia 17 de novembro. Tentativas frustradas de venda e deterioração financeira O Banco Master voltou ao centro das atenções em março, quando avançou nas negociações para vender 58% do capital ao Banco de Brasília (BRB) por cerca de R$ 2 bilhões. A operação, que formaria um conglomerado com cerca de R$ 100 bilhões em ativos, passou a ser monitorada por órgãos de controle, como o Ministério Público do Distrito Federal e o Ministério Público de Contas, que pediram esclarecimentos sobre as condições da compra. O processo se arrastou enquanto o Master enfrentava dificuldades de caixa. Em maio, o banco obteve uma linha de crédito emergencial de R$ 4 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos, renovada duas vezes. Ao mesmo tempo, buscava compradores para o Will Bank, seu braço digital. Na véspera da liquidação, a instituição recebeu outra oferta: a holding Fictor e um consórcio de investidores dos Emirados Árabes Unidos propuseram um aporte imediato de R$ 3 bilhões e a compra das ações do fundador Daniel Vorcaro, excluindo o Will Bank e o Master Investimentos. Com a liquidação decretada pelo Banco Central, a proposta perdeu validade. Mais do Caso Master: Vorcaro diz à PF que conversou com Ibaneis sobre venda do Banco Master ao BRB Vorcaro diz que área de fiscalização do BC agiu com diligência normal sobre negócios com BRB até a sua prisão Não estaria de tornozeleira se tivesse tantas relações políticas como dizem, afirma Vorcaro em depoimento à PF Não consigo citar individualmente quem frequentava a minha casa, diz Vorcaro à PF sobre relações políticas Daniel Vorcaro, dono do Banco Master Reprodução

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Vorcaro diz à PF que conversou com Ibaneis sobre venda do Banco Master ao BRB

Publicado em: 23/01/2026 12:50

Fachada do Banco Master na Faria Lima e Daniel Vorcaro Amanda Perobelli/Reuters; Reprodução Em depoimento à Polícia Federal, Daniel Vorcaro afirmou que conversou com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), sobre a proposta de venda do Banco Master ao Banco Regional de Brasília (BRB), controlado pelo governo do DF. O negócio foi barrado pelo Banco Central (BC). O blog teve acesso à transcrição do depoimento dado no final de 2025 à delegada da PF responsável pelo caso. Segundo informações que constam da transcrição feita via inteligência artificial, o dono do Master afirmou que teve encontros institucionais com Ibaneis entre janeiro de 2024 e 2025. Vorcaro relatou que os encontros foram em sua casa e na casa do governador, em Brasília. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Nesta sexta-feira (23), o governador do Distrito Federal confirmou que se encontrou com o banqueiro Daniel Vorcaro, mas negou que tenha tratado da venda do banco Master ao BRB. "Em momento algum nas quatro vezes que o encontrei tratei de assuntos relacionados ao BRB/Master. Entrei mudo e saí calado. O único erro meu foi ter confiado demais no Paulo Henrique [Costa]", disse Ibaneis Rocha. Ao longo de 2025, o BRB tentou comprar boa parte do Master – uma operação que contou com grande apoio do governo do DF, acionista controlador do banco público, mas foi barrada pelo Banco Central. O Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master após suspeitas de fraude na venda de carteiras de crédito do Master para o BRB no valor de R$ 12,2 bilhões. O BRB injetou R$ 16,7 bilhões no Banco Master entre 2024 e 2025 — e o Ministério Público vê indícios de gestão fraudulenta nessas transferências.

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Vídeos de alimentos e objetos falantes criados com IA inundam as redes com dicas de como usá-los

Publicado em: 23/01/2026 11:19

Vídeos de alimentos que dão dicas viralizam nas redes sociais Reprodução/TikTok "Eu sou a casca de banana e não sou lixo. Me pique e jogue na terra que eu viro adubo poderoso para as suas plantas que estão lá morrendo", diz a própria banana, em tom raivoso, em um vídeo publicado no TikTok que já soma 159 mil visualizações. 🍌😡 "Geladeira me deixa duro e sem graça. Meu lugar é fora, vivendo em paz", alerta um pão de forma em outro vídeo, desta vez no Instagram. 🍞 Vídeos como esses, criados com o uso de inteligência artificial, têm se espalhado pelo Instagram e no TikTok, onde já é possível encontrar perfis dedicados exclusivamente a esse tipo de publicação. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Em comum, eles mostram alimentos ou objetos com expressões ranzinzas dando dicas sobre como devem ser usados ou conservados, quase sempre sem citar a origem das informações apresentadas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O g1 verificou que parte desses vídeos foi criada com o Veo 3, IA do Google que gera vídeos ultrarrealistas e que já havia sido usada em outras virais ao longo de 2025, como a apresentadora fictícia Marisa Maiô. Embora também apareçam vídeos de outros itens, como geladeira, pasta de dente e esponja de lavar louça, a maioria dos posts traz dicas relacionadas a alimentos, como macarrão, morango, brócolis, salsicha, alho, cenoura e abacaxi, para citar alguns. No TikTok, já são centenas de publicações com as hashtags #alimentosfalantes e #objetosfalantes. Nos comentários, as reações costumam variar entre quem acha o conteúdo fofo, quem se diverte com o alimento "dando bronca" e quem elogia a possível utilidade das informações ali passadas. 🍉🍇 Existem frutas que não podem ser guardadas juntas? Trend '2026 é o novo 2016' resgata nostalgia de 10 anos atrás Para analisar esse tipo de trend, o g1 conversou com Angelica Mari, especialista em cyberpsicologia, área que estuda os impactos da tecnologia no comportamento humano. Segundo ela, trata-se de um fenômeno em que o público acaba acreditando que, por ser uma geladeira "falando", o eletrodoméstico saberia automaticamente como os alimentos devem ser conservados, mesmo quando a informação não tem base técnica. "Mas alguns desses vídeos que vi trazem regras duvidosas, principalmente sobre conservação de alimentos. Por isso, é importante checar a informação ali apresentada", completa Mari. Ela aponta que o uso de uma linguagem simples e acessível, mesmo quando o alimento "briga" com você, ajuda a criar proximidade com quem assiste. "Nem sempre as pessoas conseguem absorver uma instrução, por exemplo, do Ministério da Saúde sobre como higienizar um alimento. Hoje, essa informação costuma funcionar melhor quando é apresentada de forma gamificada, infantilizada ou narrativizada", completa. O fenômeno também impulsionou uma nova trend no TikTok: a de pessoas que passam a seguir, em tom de humor, os "conselhos" dos alimentos falantes. Vídeos têm uma pegada 'Brain rot' Vídeos de 'Brain rot' também se espalharam no TikTok. Reprodução/TikTok Os vídeos de alimentos falantes também se aproximam do chamado brain rot, termo usado para descrever a sensação de desgaste mental provocada pelo consumo excessivo de conteúdos superficiais, especialmente nas redes sociais. A expressão ganhou força a ponto de ser eleita a palavra do ano de 2024 pelo Dicionário Oxford, após registrar cerca de 130 mil buscas ao longo do ano. O brain rot virou um fenômeno nos últimos anos, principalmente no TikTok e no YouTube, com vídeos que apresentam objetos ou animais com características humanas, inseridos em narrativas simples. Entre os exemplos mais populares estão personagens como "Tralalero Tralala", um tubarão usando tênis; "Ballerina Cappuccina", uma xícara vestida de bailarina; e "Tum Tum Tum Sahur", uma madeira com um taco (veja na imagem acima). Em geral, esses personagens não transmitem informações consideradas úteis. Ainda assim, os vídeos costumam seguir uma lógica de continuidade, com histórias recorrentes, como se cada publicação fosse um novo episódio de uma série. LEIA TAMBÉM: Como um brasileiro invadiu os sistemas da Nasa e foi reconhecido pela agência China usa robôs humanoides com inteligência artificial nas ruas ChatGPT vai começar a ter anúncios nos EUA nas próximas semanas De onde vem o que eu como: banana Crise da memória RAM pode deixar celulares, notebooks e até carros mais caros no Brasil Fim do orelhão: Anatel começa retirada definitiva no Brasil