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Boias, robôs submersos e satélites: como cientistas medem o oceano para detectar o El Niño

Publicado em: 23/05/2026 05:00

Boias, robôs submersos e satélites: como cientistas medem o oceano para detectar o El Niño Quando o Centro de Previsão Climática (CPC) dos Estados Unidos anunciou, no dia 14 de maio, que a chance de o El Niño se formar nos próximos meses subiu para 82%, esse número não veio de uma estimativa de qualquer. Veio de uma rede de equipamentos espalhada pelo Oceano Pacífico e pelo resto dos mares do planeta: boias ancoradas a milhares de metros de profundidade, robôs submersos do tamanho de um extintor de incêndio e até mesmo satélites que, do alto da órbita da Terra, conseguem perceber variações de poucos centímetros no nível do mar. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Sozinhos, cada um desses equipamentos veria apenas uma parte do oceano. Combinados, formam o que a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) dos EUA chama de "joia da coroa" do sistema global de observação do clima. Mas a história dessa rede começa em uma das grandes derrotas científicas do século passado: o El Niño de 1982-83, o primeiro evento muito forte da era moderna, não foi previsto nem detectado até estar quase no pico. E ele provocou uma seca devastadora na Indonésia e na Austrália, chuvas torrenciais no Peru e no Equador. Ao todo, prejuízos calculados em US$ 13 bilhões e milhares de mortes. Rede internacional de boias é usada para monitorar o Oceano Pacífico e detectar sinais do El Niño. NOAA Em outras palavras, o fenômeno passou pela frente dos modelos climáticos como um trem sem maquinista. Assim, essa constatação de que o mundo não tinha como enxergar em tempo real o que acontecia no Pacífico Equatorial deu origem, dentro da NOAA, a um projeto para ancorar boias permanentes ao longo da linha do equador. Em janeiro de 1983, os pesquisadores instalaram então um primeiro protótipo de baixo custo, com termostato. Ele era um equipamento rudimentar, que media apenas vento, temperatura do ar e temperatura da superfície do oceano. A partir daí, o modelo foi sendo gradualmente incrementado com novos sensores. A oceanógrafa paulista Regina Rodrigues, professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e integrante do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC), fez pós-doutorado entre 2005 e 2008 nos Estados Unidos, no Pacific Marine Environmental Laboratory (PMEL) da NOAA, em Seattle, onde trabalhou com Michael McPhaden, considerado o "pai" dessa rede de boias. "De lá para cá, gradualmente, essa boia foi ficando cada vez mais incrementada", explica Regina ao g1. Lançamento de uma boia da rede TAO, sistema mantido pela NOAA no Oceano Pacífico equatorial. As boias monitoram temperaturas e condições do oceano fundamentais para entender fenômenos como o El Niño e a La Niña. NOAA "Incrementada com sensores, tanto na parte aérea — que coleta várias variáveis da atmosfera — quanto na parte submersa, o que chamamos de mooring: uma linha que vai até o fundo do oceano com diversos sensores de temperatura e salinidade distribuídos ao longo da coluna d’água [ou seja, em diferentes profundidades do mar]". "Outra característica fundamental dessas boias, segundo a pesquisadora, é que elas transmitiam dados via satélite em tempo real — algo que para os padrões da época era um avanço considerável. Os protótipos foram testados em 1984, em resposta direta ao fiasco da previsão do El Niño anterior, e a rede foi sendo expandida até ficar completa em 1994. Antes disso, equipamentos oceanográficos costumavam gravar as medidas internamente, e os pesquisadores precisavam recuperar o aparelho meses ou anos depois para acessar os dados. Mas para a previsão do El Niño, esperar tanto tempo seria inútil. Comparação do aquecimento anormal do Oceano Pacífico durante os fortes eventos de El Niño de 1982-1983 (acima) e 1997 (abaixo), dois dos mais intensos já registrados. NOAA AVHRR LEIA TAMBÉM: Drama de baleia encalhada há semanas na Alemanha mobiliza protestos e levanta dilema sobre resgate; entenda Estrutura geológica gigante no deserto do Saara parece um 'olho' visto do espaço; veja IMAGEM 'O que aprendi ao viver um ano sozinho com um gato em uma ilha remota' Uma rede espalhada pelo oceano inteiro Hoje, a principal rede de monitoramento do Pacífico conta com 55 boias distribuídas ao longo da linha do equador, entre a costa da América do Sul e a região próxima ao Japão. Cada uma delas funciona como uma pequena estação meteorológica flutuante. Acima da água, medem velocidade e direção do vento, temperatura do ar e umidade. Abaixo da superfície, sensores acompanham o aquecimento da água em diferentes profundidades, chegando a centenas de metros oceano abaixo. Os dados sobem por uma antena instalada no topo da boia e são enviados por satélite em tempo real para centros de previsão do mundo inteiro. A operação é dividida entre diferentes países. Os Estados Unidos, por exemplo, monitoram a parte leste do Pacífico, mais próxima da América do Sul, enquanto o Japão opera o setor oeste, perto da Ásia. Manter essa estrutura funcionando até hoje exige grandes operações em alto-mar. Navios oceanográficos percorrem o Pacífico periodicamente para trocar baterias, substituir sensores corroídos pela água salgada e reparar danos causados por tempestades e pelo desgaste natural do oceano. Mas as boias são apenas uma parte dessa vigilância climática. Imagens do satélite mostram variações no nível do mar em abril de 2026; áreas em vermelho indicam águas mais elevadas no Pacífico equatorial, sinal típico associado ao desenvolvimento do El Niño. Sentinel-6 Michael Freilich/NASA/NOAA Hoje em dia, outro braço importante desse sistema são os chamados flutuadores Argo, uma frota internacional de quase 4 mil robôs submarinos espalhados por todos os oceanos do planeta. Diferentemente das boias fixas, eles se movem livremente com as correntes marítimas. O funcionamento é quase automático: o robô afunda até cerca de mil metros de profundidade, permanece dias submerso e depois sobe lentamente até a superfície coletando informações sobre temperatura, salinidade e pressão da água. Ao emergir, envia tudo por satélite antes de mergulhar novamente. Segundo Regina Rodrigues, esses equipamentos revolucionaram o estudo do oceano profundo. “Esses flutuadores são equipamentos autônomos que são colocados no mar. Eles afundam, se deslocam por cerca de 10 dias e depois sobem, fazendo um perfil de temperatura, salinidade e outras variáveis ao longo da coluna d’água, ou seja, em diferentes profundidades do oceano, até a superfície.” Os satélites completam essa rede de observação vistos do espaço. Eles conseguem monitorar a temperatura da superfície do mar quase diariamente e também detectar pequenas mudanças na altura do oceano, de poucos centímetros. Pode parecer detalhe, mas esse dado é essencial porque água quente ocupa mais espaço. Assim, quando uma grande massa de água aquecida atravessa o Pacífico, o nível do mar sobe ligeiramente antes mesmo de o aquecimento aparecer claramente nos termômetros. Essas ondas de água quente, chamadas ondas Kelvin, são consideradas um dos principais sinais de que um El Niño pode estar se formando. Flutuador Argo sendo lançado ao mar. Argo Program LEIA TAMBÉM: Onde está a Timmy? Libertação de baleia gera nova polêmica na Alemanha Por que Amsterdã proibiu qualquer propaganda de carne nas ruas ANTES e DEPOIS: imagem da Nasa mostra geleira na Antártida que recuou 25 km em tempo recorde O Atlântico também influencia o Brasil Um detalhe curioso de toda essa empreitada é que o olhar dos cientistas sobre o El Niño não fica restrito ao Pacífico. Desde os anos 1990, Brasil, França e Estados Unidos mantêm uma rede semelhante de boias no Atlântico Tropical, carinhosamente apelidada de "Pirata". Desde os anos 1990, Brasil, França e Estados Unidos mantêm uma rede semelhante no Atlântico Tropical, chamada carinhosamente de "Pirata". O sistema acompanha mudanças no oceano que influenciam diretamente o clima brasileiro, especialmente no Norte e no Nordeste. "O El Niño impacta o Atlântico Tropical", explica Regina. "As secas na Amazônia e no Nordeste, por exemplo, dependem também de como o Atlântico se comporta." Segundo a pesquisadora, o comportamento do Atlântico ajuda a determinar, por exemplo, a posição da famosa Zona de Convergência Intertropical, faixa de nuvens responsável por boa parte das chuvas que chegam ao Norte e ao Nordeste do país. Quando essa circulação muda, aumentam os riscos de seca em diferentes regiões brasileiras. ➡️ ENTENDA: A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) é um encontro de ventos na região do Equador. É um dos principais sistemas meteorológicos causadores de chuva em parte das regiões Norte e Nordeste do Brasil, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O Brasil participa diretamente da manutenção dessa rede no Atlântico. Parte das boias é operada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), com apoio da Marinha, que realiza expedições em alto-mar para manutenção dos equipamentos. Boia oceanográfica de deriva do INPE lançada em 1991 é recuperada na Antártica. INPE Mas mesmo com toda essa estrutura, Regina alerta que os cientistas ainda observam apenas uma pequena parte do oceano. "A gente tem muito pouca informação do oceano profundo, para começo de conversa", afirma. E agora, segundo ela, a própria rede responsável por observar os oceanos do planeta começou a dar sinais de desgaste. As boias espalhadas pelo Pacífico e pelo Atlântico, os robôs submarinos e toda a infraestrutura que alimenta previsões climáticas no mundo inteiro enfrentam hoje dois problemas cada vez mais visíveis: vandalismo em alto-mar e cortes de financiamento. O primeiro deles acontece literalmente no meio do oceano. As boias fixas acabaram se transformando em pequenos “oásis” de vida marinha. Peixes se concentram ao redor das estruturas, e pescadores passaram a usar esses pontos como apoio para embarcações durante o trabalho. O problema é que os equipamentos acabam sendo danificados no processo. "Antigamente, até a pandemia, a gente tinha um bom retorno, às vezes chegava 90% dos dados voltarem", conta a pesquisadora. "Agora isso reduziu bastante." Mapa mostra a expansão das medições de temperatura da superfície do mar entre 1860 e 1999. Quanto mais escura a cor, maior a frequência de observações nos oceanos. Climate.gov E o impacto disso tudo vai muito além do monitoramento do El Niño. Os dados coletados por essas redes abastecem praticamente todos os grandes modelos meteorológicos usados hoje no planeta. A previsão da chuva no Sudeste na próxima semana, os alertas de ciclones no Sul do Brasil, ondas de calor na Europa e até projeções agrícolas dependem, em algum nível, das informações medidas por essas boias, robôs e satélites. Além do vandalismo, outro problema preocupa os pesquisadores atualmente: o custo para manter toda essa estrutura funcionando. As campanhas de manutenção exigem navios, equipes especializadas e viagens que podem durar semanas em alto-mar. Ao mesmo tempo, parte das redes internacionais já enfrenta cortes de orçamento. Para Regina, existe uma contradição nesse cenário. Empresas privadas desenvolvem cada vez mais sistemas de previsão baseados em inteligência artificial, mas dependem justamente dos dados produzidos por uma infraestrutura pública global que agora começa a perder recursos. "Em vez de a gente avançar, a gente vai voltar para trás, porque IA não faz milagre", resume a pesquisadora. "Você tem que alimentar e treinar a inteligência artificial com bons dados." Nova espécie de "fungo zumbi" é descoberta no Brasil

Palavras-chave: inteligência artificial

Salão de Pequim: g1 testa Leapmotor A10, elétrico mais barato da marca e que pode vir ao Brasil

Publicado em: 23/05/2026 03:00

Leapmotor A10: conheça os detalhes do carro que deve vir ao Brasil A Leapmotor aproveitou o espaço do estande no Salão do Automóvel de Pequim para apresentar o A10. O modelo é um SUV compacto criado para ser o carro elétrico mais barato da marca. Se chegar ao mercado brasileiro, o modelo disputará espaço com BYD Dolphin e Yuan Pro, Chevrolet Spark EUV, GWM Ora 03 e GAC Aion Y — carros que custam entre R$ 144.990 e R$ 182.990. Pela faixa de preço, também tentará atrair consumidores que ainda preferem modelos a combustão, como Volkswagen T-Cross, Hyundai Creta e Jeep Renegade. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O g1 testou o carro por alguns minutos em uma pista dentro da fábrica da Leapmotor, na China. No local, foi possível dirigir o veículo sem a necessidade de fazer curso ou obter a habilitação especial exigida para estrangeiros circularem por ruas e estradas do país. O nome B03x não começa com a mesma letra do Leapmotor B10 por acaso. Os dois modelos usam a mesma plataforma e, ao observar apenas a silhueta, têm visual bastante semelhante. (O repórter viajou para o evento a convite da Leapmotor e GWM.) Leapmotor A10, B03x fora da China divulgação/Leapmotor Ambos têm linhas retas e proporções compactas, mas o B03x é o menor dos dois. Ele é 24 centímetros mais curto, sete centímetros mais estreito e tem distância entre-eixos 13 centímetros menor. Para efeito de comparação, os 4,27 metros de comprimento do A10 são iguais aos do Renegade e sete centímetros maiores que os do T-Cross. No entanto, como o modelo foi projetado desde o início para ser elétrico, a distância entre os eixos é maior que a do Jeep: 2,60 metros, contra 2,56 metros do Renegade. Esses centímetros extras no entre-eixos se refletem em um porta-malas maior, oficialmente anunciado com 602 litros de capacidade. Durante o teste, porém, o espaço pareceu bem menor que os 518 litros do Fiat Fastback, embora claramente superior aos 320 litros do Renegade. Initial plugin text O A10 conta ainda com um compartimento inferior, localizado abaixo de uma tampa. No teste, foi possível acomodar duas mochilas nesse espaço, com folga para outras quatro sem que ficassem apertadas. No visual externo, o Leapmotor A10 segue a fórmula adotada por muitos carros chineses: linhas arredondadas em toda a carroceria, frente com grade fechada e formato pontiagudo, além de maçanetas embutidas, que ajudam na aerodinâmica. Na traseira, há um respiro em relação à falta de criatividade do conjunto. As lanternas parecem ter LEDs “flutuando” sobre um fundo preto, o que reforça o visual futurista. Juntas, elas formam algo parecido com um rosto sorridente. Lanterna traseira do Leapmotor A10, chamado de B03x fora da China divulgação/Leapmotor No interior, o acabamento traz mais superfícies macias ao toque do que plástico rígido. Já o minimalismo, que foi alvo de críticas no B10, também aparece aqui: A chave é um cartão plástico, semelhante a um cartão bancário; Não há controles físicos para o ar-condicionado; Os ajustes dos retrovisores laterais são feitos apenas pela central multimídia; Alguns botões do volante acumulam mais de uma função, alterada pela central multimídia. Minimalismo é regra no Leapmotor A10, chamado de B03x fora da China divulgação/Leapmotor A10 faz só o básico na pista O teste foi feito com uma versão do A10 destinada ao mercado chinês, o que ficou evidente na boa dirigibilidade combinada com uma suspensão mais macia, típica do gosto local. Esse acerto contrasta com a preferência do consumidor brasileiro, que costuma optar por suspensões mais firmes. Isso já levou alguns modelos a mudar, como o BYD Dolphin, que teve a suspensão reforçada nas atualizações da versão vendida no Brasil. O trajeto não incluía curvas fechadas nem permitia ultrapassar os 80 km/h, com exceção de uma reta mais longa. Ainda assim, o carro enfrentou uma sequência de buracos e, nesse cenário, a suspensão mais macia absorveu bem os impactos. Foi nessa mesma reta que apareceu um dos fatores que ajudam a explicar o preço mais baixo do A10: a aceleração é bem mais contida do que a do Leapmotor B10, testado em São Paulo. Leapmotor A10, B03x fora da China, é feito para quatro ocupantes divulgação/Leapmotor A resposta ao acelerador não foi tão lenta quanto a de alguns motores 1.0 ou 1.3 turbo, mas ficou abaixo do que se espera de um conjunto com 204 cv de potência — quase o dobro dos 116 cv do motor 1.0 turbo do Volkswagen Tera, por exemplo. Essa aceleração mais gradual não deve incomodar no uso urbano, mas exige atenção redobrada em ultrapassagens na estrada, com um cálculo mais cuidadoso do “vai dar?” antes de avançar sobre outro veículo. Outra curiosidade: o Leapmotor A10 tem tração traseira, característica que deve ser mantida caso o modelo seja lançado no Brasil, já que outros carros da marca seguem essa configuração. Esse detalhe confere ao carro um comportamento mais esportivo, mas, nos testes realizados em pista fechada, não foi necessário mudar a forma de acelerar nas curvas por causa desse tipo de tração. O carro mostrou controle suficiente para que até alguém sem experiência com veículos de tração traseira pudesse conduzir o A10 com facilidade, sem perceber que o motor não movimenta as rodas dianteiras. Além da experiência ao volante, o Leapmotor A10 apresenta números interessantes. No ciclo chinês, conhecido por ser mais otimista, a autonomia declarada é de 505 km com uma única carga. Em um carregador rápido, é possível ir de 30% a 80% da bateria em 16 minutos. No interior, a central multimídia tem tela de 14,6 polegadas e, junto com outros sistemas do veículo, é comandada pelo mesmo chip Snapdragon usado no Leapmotor B10. O resultado é uma navegação fluida, com animações tão suaves quanto as de smartphones modernos de alto padrão, como o iPhone. Mesmo sendo o modelo mais acessível da marca, o carro conta com 12 alto-falantes distribuídos pela cabine, bancos dianteiros com ventilação e aquecimento, além de um sistema de comandos de voz com inteligência artificial. Leapmotor A10, ou B03x, pode chegar ao Brasil A Leapmotor ainda não tomou a decisão final sobre o lançamento do A10 no Brasil. No entanto, durante o teste na China, a marca informou ao g1 que, caso o modelo chegue ao país, seguirá o padrão adotado em outros mercados e será rebatizado como B03x. Esse sinal indica uma possível previsão de lançamento e reforça a chance de o carro chegar ao mercado nacional, percepção reforçada pela lista de modelos apresentados aos jornalistas. O A10 recebeu mais tempo de destaque do que os demais modelos. Ainda assim, dividiu a atenção dos presentes com outros cinco carros da marca: B05, C16 (já confirmado e exibido no Salão do Automóvel de 2025), B01, C11 e D19.

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Caso Aguiar: entenda como o uso de IA mudou o rumo da investigação do desaparecimento de três pessoas da mesma família no RS

Publicado em: 23/05/2026 01:00

Entenda como a IA mudou o rumo da investigação do Caso Aguiar, no RS O uso de uma voz falsa criada por inteligência artificial (IA) ajudou o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) a reconstruir o caminho que, segundo a acusação, levou à morte de três pessoas da mesma família, em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Segundo a acusação, a tecnologia foi usada para simular que uma das vítimas estava viva, sustentar uma farsa sobre seu desaparecimento e atrair seus pais, que também foram mortos. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp 🔎As vítimas são Silvana de Aguiar, 48 anos, e os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, Qque não são vistos desde 24 e 25 de janeiro. São réus neste caso: Cristiano Domingues Francisco, PM e ex-marido de Silvana; Milena Ruppental Domingues, atual esposa de Cristiano; e Wagner Domingues Francisco, irmão de Cristiano. Segundo o promotor de Justiça Caio Isola de Aro, a descoberta da voz simulada foi cruzada com outros materiais digitais, como textos em celulares, dados em nuvem e geolocalização. O conjunto de provas levou o MP a denunciar Milena como corré nos crimes, embora a Polícia Civil não a tenha indiciado pelas mortes. “Quando tivemos a notícia de que tinha sido utilizada a inteligência artificial para dissimular a maldade dos réus, dos envolvidos no crime, atrair as vítimas com base numa voz falsificada, isso chamou atenção”, afirmou o promotor. ⚠️ Além da conclusão da polícia, a reportagem consultou duas ferramentas de detecção de IA. Tanto a Hiya Deepfake Voice Detector quanto a undetectable.AI concluíram que é altamente provável que os áudios tenham, sim, sido gerados com inteligência artificial. Peça-chave na investigação Para o MP, a inteligência artificial foi uma peça de encaixe, que ajudou a explicar como familiares acreditaram ter recebido contato de Silvana após o desaparecimento. No início do caso, familiares relataram ter recebido contato de Silvana por telefone, o que dava credibilidade à versão do ex-marido de que ela teria se acidentado. A análise dos celulares dos investigados, porém, revelou outro cenário. “Quando se teve acesso ao celular, às nuvens dos investigados e se verificou texto pré-ordenado, gravações e áudios caracterizados como uma simulação de voz, aí sim fechou essa lacuna”, disse. Para a acusação, a voz falsa foi usada para reforçar a versão de um acidente e fazer contato com os pais de Silvana, atraindo-os para a morte. O promotor destaca que a IA não foi uma prova isolada, mas parte de um "conjunto" que permitiu ao MP fazer nova análise jurídica sobre o material coletado. PM preso acusado de matar a família Aguiar segue recebendo salário como servidor público no RS Novo desafio para a polícia O caso expõe um novo desafio para as investigações. Para o delegado Cristiano Ribeiro Ritta, da Polícia Civil, a IA qualifica a ação de criminosos. “Os golpes vão sendo mais sofisticados na medida em que a inteligência artificial também passa a ser um vetor de qualificação do crime”, disse Ritta. Segundo ele, a tecnologia já aparece em estelionatos, fraudes e crimes digitais. No caso Aguiar, porém, o uso de uma voz falsa em uma investigação de homicídio dá outra dimensão ao problema. Ele explica que a análise de um áudio suspeito não pode depender apenas da escuta. Em alguns casos, a voz pode soar robótica, ter velocidade irregular ou apresentar cortes. Mas a qualidade das ferramentas de IA torna cada vez mais difícil identificar uma falsificação apenas pela percepção humana. Um dos caminhos é a perícia. Ainda assim, segundo Ritta, nem sempre o laudo consegue afirmar de forma definitiva se um áudio foi produzido por inteligência artificial. A investigação precisa cruzar informações. Um áudio deve ser analisado junto ao aparelho usado, conexão de internet, endereço IP, atividade da conta, localização e coerência com outros elementos do inquérito. “A gente vai ter que combinar uma série de outros elementos de prova”, afirmou o delegado. “A gente não vai assentar a responsabilidade de uma pessoa numa única prova digital.” Análise jurídica e perícia O professor Ricardo Jacobsen Gloeckner, do Programa de Pós-Graduação em Ciências Penais da PUCRS, afirma que o caso mostra como a IA pode alterar a execução de crimes graves, não apenas golpes financeiros. “O que parece ser interessante é que o meio de execução do crime foi realizado através de um fake da voz de alguém”, afirmou o professor. Gloeckner diz que a ampla disponibilidade de ferramentas digitais torna a clonagem de voz um risco que não se limita a pessoas famosas. Uma simples mensagem de áudio enviada a outra pessoa pode, segundo ele, servir de base para uma simulação. O professor também chama atenção para a limitação das ferramentas de detecção. Softwares que prometem identificar conteúdos falsos ainda podem errar. Por isso, a perícia digital passa a ter papel decisivo em investigações criminais. “Não há outra forma de a gente identificar que aquele áudio é ou não é verdadeiro a não ser através de uma perícia”, disse. Em golpes comuns, pedidos de dinheiro, dados ou vantagens fora do padrão podem servir como sinais de alerta. No caso Aguiar, segundo Gloeckner, a situação era mais difícil porque a mensagem falsa teria partido de uma relação familiar e emocional. “Era muito difícil a vítima se precaver daquele crime”, afirmou o professor. Essa é uma das diferenças em relação aos golpes mais conhecidos. Em fraudes financeiras, costuma haver urgência, promessa de vantagem ou pedido inesperado. No caso investigado, segundo as fontes ouvidas, o áudio simulava uma situação pessoal e familiar, o que reduzia a chance de desconfiança. “A inteligência artificial tem suas benesses, mas também tem os pontos de reflexão, de perigo. Alguém pode nos enganar com uma falsa voz de alguém, enganar uma investigação e se beneficiar disso, seja financeiramente, seja em casos de crimes de sangue”, disse o promotor. O g1 procurou Jeverson Barcellos, advogado de Cristiano, que afirmou que ainda "não obteve acesso a grande maioria das cautelares". O que diz a defesa de Milena "A defesa de Milena vem a público esclarecer que ela não possui qualquer envolvimento com supostos áudios, tampouco com eventual utilização de inteligência artificial relacionada aos fatos investigados. As informações divulgadas até o momento carecem de comprovação técnica conclusiva, sendo precipitada qualquer tentativa de vincular o nome de Milena à criação, manipulação ou divulgação de conteúdos atribuídos ao caso. A defesa reforça que a apuração deve ocorrer com responsabilidade, respeito ao devido processo legal e observância da presunção de inocência, evitando-se conclusões antecipadas e exposições indevidas." Silvana Germann de Aguiar, Dalmira Germann de Aguiar e Isail Vieira de Aguiar Imagens cedidas/Polícia Civil VÍDEOS: Tudo sobre o RS

Trump divulga vídeo feito por IA que o mostra lançando apresentador em lata de lixo

Publicado em: 22/05/2026 23:03

Trump divulga vídeo feito por IA que o mostra lançando apresentador Stephen Colbert em lata de lixo Reprodução/Redes sociais O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou em sua conta na sua própria rede social um vídeo feito por inteligência artificial que o mostra arremessando o apresentador Stephen Colbert em uma lata de lixo. O post da Truth Social não tem nenhuma legenda. Ele foi publicado um dia após a exibição do último programa de Colbert, o Late Show, encerrado pela rede CBS após pressão de Trump. Trump havia demonstrado irritação repetidas vezes com o apresentador e comediante, um notório crítico do presidente. Já era sabido desde julho de 2025 que o "Late Show" seria encerrado. Agora no g1 “Ano que vem será nossa última temporada. Não vou ser substituído. Tudo isso vai acabar”, disse Colbert, para o público que ficou surpreso com a notícia. Em comunicado, a CBS afirmou que Stephen Colbert, que comandava o programa desde 2015, era insubstituível e que iriam aposentar a franquia “The Late Show”. O talk show, um dos mais tradicionais da televisão americana, estreou em 1993 com David Letterman. Segundo a emissora, a decisão de encerrar o programa foi motivada por questões financeiras. O apresentador havia chamado de "suborno" o pagamento de US$ 16 milhões (R$89 milhões) que a Paramount, proprietária do canal, fez em um acordo com Donald Trump para evitar um processo judicial. A CBS explicou que o cancelamento se deveu a questões financeiras "em meio a um ambiente desafiador" no horário noturno que começa às 23h30, após o horário nobre, e que é dominado por programas de comédia satírica que misturam entretenimento com comentários políticos. A emissora descartou que essa decisão tenha qualquer relação com "o desempenho do programa, o conteúdo ou outras questões que acontecem na Paramount". Stephen Colbert anuncia fim do 'The Late Show' REUTERS/Caitlin Ochs/File Photo

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Falha de segurança na plataforma digital do INSS provoca vazamento de dados de cerca de 2 milhões de segurados

Publicado em: 22/05/2026 20:41

Uma falha de segurança na plataforma digital do INSS, o Meu INSS, provocou o vazamento de dados de cerca de 2 milhões de segurados. O problema foi detectado há quase um mês, mas só agora o INSS tornou público. Uma brecha no sistema do Meu INSS, controlado pela Dataprev, permitiu que informações sigilosas ficassem expostas. O vazamento pode ter atingido ao menos 2 milhões de segurados. O INSS informou que 97% dos dados vazados são de pessoas já falecidas e cerca de 50 mil acessos foram de dados de contribuintes vivos. A falha ocorria no momento em que alguém tentava fazer um requerimento de benefício no sistema Meu INSS. Há suspeita de uso de ferramentas de inteligência artificial para acessar em massa essas informações. O INSS afirma que o vazamento não afeta o sistema de concessão de benefícios, por exemplo, porque o processo exige documentos e passa por etapas de comprovação. Os consignados exigem reconhecimento de biometria facial. Mesmo assim, segundo especialistas em segurança digital, a exposição de dados pessoais pode abrir caminho para atuação de criminosos que usam nome, CPF e histórico de trabalho para aplicar golpes. Falha de segurança na plataforma digital do INSS provoca vazamento de dados de cerca de 2 milhões de segurados Jornal Nacional/ Reprodução A Dataprev informou que está apurando o caso e que, no mesmo dia do incidente, o endereço de IP utilizado foi bloqueado automaticamente e não foram identificados novos acessos semelhantes na plataforma digital. A empresa também informou que implementou novos controles de segurança com limites de acesso. Para o professor Alexandre Veronese, pesquisador de segurança de dados da Universidade de Brasília, há um compartilhamento excessivo da base de informações do INSS com outros órgãos, o que fragiliza o controle no acesso: "Quanto mais usuários você tem, mais pessoas vão ter, por exemplo, credenciais de acesso e login para aquela base de dados, vão poder mexer, alterar, vão poder utilizar. Quando você tem um compartilhamento, você passa isso para outro conjunto de pessoas. Não só utilizar login e senha, utilizar autenticação de dois fatores, utilizar meios tradicionais, mas também fazer um redesenho das bases e dos seus sistemas de compartilhamento com base em experiências mais bem-sucedidas dentro do governo federal mesmo, para reorganizar isso". GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM INSS confirma que informações de beneficiários foram expostas em vazamento

Mega-Sena: grupo que apostou cerca de R$ 13 milhões na Mega da Virada usou IA para fazer novo bolão de R$ 232 mil para edição de aniversário

Publicado em: 22/05/2026 20:25

Grupo que apostou na Mega da Virada faz novo bolão de R$ 232 mil em edição especial O grupo goiano que apostou R$ 13 milhões na Mega da Virada de 2025 e agora fez um bolão de R$ 232 mil na edição especial de 30 anos do sorteio usou a Inteligência Artificial (IA) para escolher os 20 números do jogo. Ao g1, o sargento Glaciel Andrade, que organizou o bolão, explicou que o grupo costuma apostar em números que se repetiram mais vezes em sorteios anteriores há cerca de 10 anos, e que agora utilizou a IA para ajudar a fazer o levantamento desses números. O sorteio 3.010 acontece neste domingo (24) e conta com o valor do prêmio estimado em R$ 300 milhões. Como o prêmio não acumula, se não houver ganhadores com seis acertos, o prêmio será dividido entre os que acertarem cinco números e assim por diante. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Goiás no WhatsApp De acordo com Glaciel, os números escolhidos são de sorteios que tiveram prêmios superiores a R$ 200 milhões. "Observando as dezenas mais quentes e frias que têm saído nos grandes prêmios e a IA tem nos dado resultados positivos referente a este jogo", destacou. Glaciel afirmou que o grupo pretendia jogar esses números na Mega da Virada, mas, como não jogaram, optaram por tentar a sorte com as dezenas neste sorteio. LEIA TAMBÉM: Após apostar R$ 13 milhões na Mega da Virada, grupo está empolgado com bolão de R$ 232 mil para edição de aniversário: ‘Mais chances de ganhar' Mega-Sena: grupo que apostou cerca de R$ 13 milhões na Mega da Virada faz novo bolão de R$ 232 mil para tentar levar prêmio da edição de aniversário Mega-Sena: Grupo aposta mais de R$ 230 mil para tentar ganhar R$ 115 milhões Sobre a ansiedade dos participantes do bolão em relação ao sorteio, o sargento afirmou que o grupo tem se mantido firma e já com planos para os próximos grandes prêmios, como da Lotofácil da Independência e a Quina de São João. "Ou seja independente dos resultados que virão nosso grupo cresce a cada dia mais", concluiu. Prêmio anterior No final de 2025, um grupo organizado pelo sargento apostou cerca de R$ 13 milhões em bolões para a Mega da Virada, que acumulou em R$ 1 bilhão. Após o sorteio, o grupo ganhou mais de R$ 1,1 milhão com o acerto de 45 quinas e 2.020 quadras. Em abril deste ano, o grupo fez outra aposta de 20 números pelo valor de R$ 232 mil para concorrer ao prêmio de R$ 115 milhões na época, mas não conquistou nenhum prêmio. Grupo faz novo bolão milionário, em Goiás Arquivo pessoal/Glaciel Andrade 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

Palavras-chave: inteligência artificial

Mais de R$ 35 milhões: CNJ determina que Tribunal de Justiça de Goiás corrija pagamento indevido a juízes e desembargadores

Publicado em: 22/05/2026 19:23

CNJ determina que Tribunal de Justiça de Goiás corrija folhas de pagamento O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) corrija o pagamento indevido feito para juízes e desembargadores, em valores que, somados, ultrapassam R$ 35,3 milhões. De acordo com o CNJ, a auditoria apontou possíveis irregularidades nas folhas de pagamento ordinárias e extraordinárias de magistrados nos meses de março e abril de 2026. O g1 procurou o TJ, mas, até a última atualização desta matéria, não teve retorno. Segundo a decisão do CNJ, o relatório técnico da auditoria apontou que o TJ usou metodologia de cálculo e práticas de desembolso financeiro fora dos parâmetros fixados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Inconsistências Metodológicas Identificadas de acordo com o CNJ: Pagamento de passivos funcionais em valor superior ao limite mensal: no mês de março de 2026; Circularidade no cálculo do adicional constitucional de férias; Antecipação indevida de competência; Pagamento de plantão judicial irregular; Pagamento de verbas retroativas vedadas; Indenização de férias acima do teto legal; Processamento de folha suplementar em duplicidade de contracheque; Pagamento de rubricas extintas e vedadas. LEIA TAMBÉM: Servidores de GO receberam remunerações de mais de R$ 300 mil em julho, mais de 7 vezes que um ministro do STF Inteligência artificial desenvolvida pelo TJGO poderá agilizar processos judiciais em todo o Brasil Processo que apurava irregularidades em nomeação de cunhado de Marconi Perillo a conselheiro do TCM é arquivado Os valores de todos os pontos citados pela auditoria juntos somam o montante de R$ 35.338.865,72. Ainda de acordo com o CNJ, é preciso readequar, de forma urgente, os critérios de processamento da folha de pagamento do TJ-GO e a apuração dos valores pagos de forma individual, para eventual ressarcimento dos valores. O Ministro Mauro Campbell Marques, corregedor nacional de Justiça, determinou que o TJ-GO faça uma série de adequações em prazos determinados e citou, no documento, que o descumprimento das determinações no prazo fixado pode ser considerado como conduta negligente. Veja as determinações: Unicidade de contracheque; Prazo para recálculo: elabore, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, o recálculo individualizado, por magistrado e por rubrica; Compensação de valores; Comunicação do saldo devedor; Envio de relatórios (prazo de 5 dias); Folha de pensionistas. Fachada do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Lucas Castor/Agência CNJ 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

Palavras-chave: inteligência artificial

É #FAKE vídeo de Xororó recomendando 'truque do hortelã' para curar mau hálito; vídeo foi manipulado com IA

Publicado em: 22/05/2026 18:35

É #FAKE vídeo em que Xororó recomenda truque do hortelã para curar mau hálito Reprodução Circula nas redes sociais um vídeo do cantor Xororó, da dupla com Chitãozinho, dizendo que sofreu com o mau hálito e recomendando um chá natural conhecido como "truque de hortelã" para curar o problema. Há também o link para um site de venda de um guia com "dicas naturais". É #FAKE. Selo Fake (Horizontal) g1 🛑 Como é o vídeo falso? O vídeo com mais de quatro minutos viralizou como anúncio pago em plataformas da Meta, como Facebook, Instagram, Messenger e Threads (veja nota da empresa ao final desta reportagem). A propaganda aparece para usuários acordo com idade, gênero, localização e interesses. As cenas exibem uma sucessão de fotos de Xororó em shows e, em meio a essa sequência, trechos de uma entrevista real do cantor. Mas o autor do conteúdo usou inteligência artificial (IA) para manipular esse registro e inserir um áudio que imita a voz do sertanejo, com declarações que ele nunca fez. Nessa versão mentirosa, o artista aparece falando que sofreu com mau hálito por quatro anos, que o teria levado a cancelar shows. Também indica um "truque do hortelã" para solucionar o problema. O Fato ou Fake submeteu o material a uma ferramenta que detecta áudios fabricados sinteticamente e comprovou o uso desse recurso. Procurada, a assessoria de imprensa de Xororó desmentiu a história. Por fim, uma dentista explicou que a "cura" mencionada não é efetiva (leia todos os detalhes mais abaixo nesta checagem). No vídeo, o cantor "conta" ter descoberto, por meio de um vídeo de uma mulher chamada Fernanda Silva, que o mau hálito seria causado por uma bactéria no estômago, e não decorrência de higiene bucal ruim. O depoimento cita um  chá natural conhecido como "truque da hortelã", supostamente baseado em uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), para eliminar o inconveniente. Por fim, cita-se que a "indústria farmacêutica" tenta derrubar o vídeo, com indicação de um link para aprender a "receita". O endereço indicado leva a um site que exibe recomendações para reduzir o mau hálito e um botão com a expressão "quero aprender as dicas". A página alerta que não promete resultados e que eles podem variar dependendo da idade e do peso. Afirma ainda que o produto não se destina a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença. O botão leva a um novo site. No topo, aparece um cronômetro de 14 minutos, junto à expressão "oferta por tempo limitado". Um formulário colhe dados pessoais como nome, Cadastro de Pessoa Física (CPF), e-mail e telefone. O produto é vendido a R$ 47 via PIX, boleto ou cartão. O dinheiro vai para uma intermediadora de pagamentos. ⚠️ Por que é #FAKE? Contatada pelo Fato ou Fake, a assessoria de imprensa Xororó respondeu, por WhatsApp, que "o vídeo em questão é falso." E disse que "o conteúdo utiliza trechos de uma entrevista concedida ao jornalista André Piunti, que foram manipulados com o uso de inteligência artificial, resultando em declarações totalmente fora de contexto". "O cantor nunca fez tais afirmações, tampouco autorizou o uso de sua imagem para esse tipo de conteúdo." O Fato ou Fake submeteu o vídeo ao Hive Moderation, que detecta uso de IA. Resultado da análise: probabilidade de 99,2% de a fala atribuída ao cantor ter sido gerada com esse recurso. O detector Hiya, disponível na ferramenta de verificação InViD e voltado especificamente para análise de áudios, também apontou alta probabilidade (68%) de a fala ser sintética. O vídeo também foi submetido à ferramenta de detecção Hive Moderation. Resultado da análise: Fala gerada por IA, com probabilidade de 99,2%. Reprodução O Hiya apontou o áudio como muito provavelmente gerado por inteligência artificial, com probabilidade de 68%. Reprodução Em entrevista por telefone, a presidente da Associação Brasileira de Halitose (ABHA), a cirurgiã-dentista Sandra Kirchmayer, explicou: O mau hálito decorre da liberação de alguns compostos malcheirosos, normalmente derivados de enxofre, pela expiração da pessoa. Quando a liberação desses compostos de enxofre sobe acima do limiar da percepção humana, o hálito passa a incomodar. Não se trata de uma doença, mas, sim, de um sinal/aviso dado pelo corpo a respeito de algo fora do equilíbrio. A principal causa da halitose é a saburra lingual ou o biofilme lingual, que são camadas de células mortas, resíduo alimentar e deficiência de uma higiene correta da língua. A doença periodontal também representa um desequilíbrio bacteriano importante. A halitose é geralmente bacteriana – só que são bactérias que estão em desequilíbrio no meio bucal. E isso faz com que, nesse metabolismo bacteriano, a pessoa exale alguns compostos de enxofre. O mau hálito deve ser tratado pelo cirurgião-dentista, já que mais de 90% das causas da halitose estão na boca. Tem que ser um cirurgião dentista com capacidade para esse tipo de diagnóstico e para esse tipo de tratamento. O primeiro passo é estabelecer o diagnóstico correto. É muito comum a halitose ter relação com fatores associados. Por exemplo, a pessoa que tem um déficit salivar importante pode piorar a sensação dela em relação ao hálito. Quem promete cura para a halitose está fazendo uma promessa falsa. O chá de hortelã não cura mau hálito. Ele tem suas propriedades próprias da erva, fresca, que vai dar um conforto gástrico, mas de forma nenhuma está associado à produção de gases de enxofre. Outro mito: a halitose vem do estômago. Mais de 90% das causas são de origem bucal. A relação com o estômago ocorre em raríssimos casos. Não é o que acontece na clínica diária. 📌 O que diz a Meta? Procurada pelo Fato ou Fake, a Meta respondeu com a seguinte nota, por e-mail. "Com base em suas políticas, a Meta não permite a desinformação prejudicial sobre saúde que organizações de saúde reconhecidas identificam como provável de contribuir diretamente para danos iminentes à saúde e à segurança pública. Isso inclui desinformação sobre vacinas e conteúdo que promove ou defende curas milagrosas prejudiciais para questões de saúde. Trabalhamos com uma rede de verificadores de fatos independentes, incluindo parceiros no Brasil, para revisar e classificar informações potencialmente falsas ou enganosas, o que pode incluir desinformação sobre saúde. Quando os verificadores de fatos classificam um conteúdo como falso, reduzimos sua distribuição e aplicamos rótulos para informar as pessoas antes de compartilharem. Também incentivamos nossa comunidade a denunciar conteúdos que acreditam violar nossas políticas, para que possamos revisar e tomar as medidas apropriadas. Para mais informações sobre como funciona a verificação de fatos em nossas plataformas, visite nosso Centro de Transparência. Você também pode encontrar mais detalhes sobre nossa abordagem à desinformação aqui". O link que remete ao Centro de Transparência abre uma página cuja atualização data de abril de 2025. Ela informa que "nos próximos meses, encerraremos o programa atual de verificação de fatos por terceiros nos Estados Unidos e iniciaremos a transição para um programa baseado na comunidade chamado Notas da Comunidade". "Estamos começando a implementar as Notas da Comunidade nos EUA e continuaremos a aprimorá-las ao longo do ano antes de expandi-las para outros países." Cita ainda: "Atualmente, no resto do mundo, contamos com verificadores de fatos independentes da Meta e certificados pela entidade apartidária Rede Internacional de Verificação de Fatos (IFCN, pela sigla em inglês) ou pela European Fact-Checking Standards Network (EFCSN), na Europa, para combater a desinformação no Facebook, no Instagram e no Threads. Enquanto os verificadores de fatos se concentram na legitimidade e na precisão das informações, nosso foco é informar as pessoas quando o conteúdo é classificado". É #FAKE vídeo em que Xororó recomenda truque do hortelã para curar mau hálito Reprodução VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Vídeos em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito) GloboPop: clique para ver vídeos do palco de Fato ou Fake

Palavras-chave: inteligência artificial

Posicionamento no mercado de infoprodutos de alta performance? Conheça evento

Publicado em: 22/05/2026 15:36

A AUGE, plataforma desenvolvida para atender infoprodutores em fase de escala e operações digitais de alta performance, realizou nesta terça-feira (20), em São José dos Campos (SP), um encontro privado voltado à apresentação e validação prática de sua arquitetura tecnológica proprietária junto a empresários, especialistas do mercado e convidados estratégicos. A AUGE é do ecossistema CSX Holding. Com participação restrita e acesso limitado a convidados selecionados, o encontro foi estruturado para demonstrações operacionais, validações estratégicas e troca de experiências entre empresários e operações digitais já consolidadas, reforçando o posicionamento da AUGE no mercado nacional de infoprodutos premium. CSX Holding Divulgação A iniciativa representa uma etapa importante da companhia antes da liberação oficial da plataforma, prevista para 1º de junho, quando a operação será disponibilizada ao mercado. Durante o encontro, a equipe da AUGE apresentou sua proposta tecnológica voltada ao setor de infoprodutos, construída para atender operações digitais que demandam maior previsibilidade, estabilidade, automação e capacidade de crescimento sem perda operacional. Na apresentação institucional da plataforma, o escritor e psiquiatra Augusto Cury e o empresário Tulio Vitty, fundador da Ecosystem Direitos de Corporação, acompanharam a demonstração da tecnologia ao centro do ambiente, reforçando o caráter estratégico e reservado do encontro. A iniciativa também reuniu nomes ligados ao mercado digital, educação e entretenimento, entre eles os infoprodutores Pedro Bertotto e Antonio Pedro, além do cantor MC Kekel e da cantora Kell Smith, ampliando a troca de experiências entre empresários, operações digitais e profissionais de diferentes segmentos conectados à nova economia digital. CSX Holding Divulgação Entre os diferenciais apresentados pela plataforma estão inteligência artificial aplicada à operação, dashboards estratégicos, automação de processos, infraestrutura otimizada para operações de maior volume e uma camada de experiência desenvolvida para retenção, estabilidade e eficiência operacional. A plataforma também apresentou a Ally, inteligência artificial desenvolvida para atuar como suporte operacional dentro do ecossistema da AUGE, auxiliando produtores em processos de copy, estruturação de páginas, automações, organização operacional e otimização de conversão. Em uma das imagens institucionais do evento, o empresário Caio Santomo, CEO da CSX Holding, aparece ao lado de Eike Batista, em um momento de relacionamento institucional e troca de experiências sobre inovação, tecnologia e novos mercados. Segundo a companhia, a tecnologia proprietária da AUGE foi desenvolvida para suportar operações de alta demanda, oferecendo uma estrutura preparada para crescimento contínuo, estabilidade operacional e redução de gargalos frequentemente encontrados por empresas em fase de escala. Voltada a operações que já ultrapassaram a fase inicial de desenvolvimento, a plataforma foi construída para atender infoprodutores e empresas digitais que exigem performance, previsibilidade, estabilidade operacional e capacidade de expansão sem perda de eficiência. A AUGE integra a CSX Capital, vertical estratégica voltada ao desenvolvimento de tecnologia, novos negócios e soluções para operações digitais. A unidade integra a estrutura empresarial da CSX Holding, grupo sediado em São José dos Campos com atuação multissetorial e foco em governança, inovação e desenvolvimento de operações escaláveis. Sob liderança do empresário Caio Santomo, fundador e CEO da CSX Holding, o grupo vem ampliando sua atuação em projetos ligados à inteligência de mercado, infraestrutura empresarial e desenvolvimento de novos negócios. O encontro foi conduzido pela Ecosystem Direitos de Corporação, liderada por Tulio Vitty, que convidou a AUGE para integrar a iniciativa. Dentro desse contexto, a plataforma também participou como patrocinadora institucional do encontro. Segundo a empresa, o objetivo da AUGE é atuar junto a infoprodutores e empresas digitais que exigem maior inteligência operacional, eficiência e estruturas preparadas para crescimento sustentável em escala. SERVIÇO AUGE — Plataforma para Infoprodutores de Alta Performance Liberação operacional da plataforma: 01 de junho de 2026

Grupo Charão conquista reconhecimento nacional no GPTW

Publicado em: 22/05/2026 15:00

Grupo Charão conquista reconhecimento nacional no GPTW Charão Tributário O Grupo Charão conquistou, pela primeira vez, reconhecimento nacional no Great Place to Work (GPTW), entrando para o ranking das 150 melhores empresas para se trabalhar do Brasil. A premiação foi recebida em São Paulo e marcou um momento histórico para a empresa, que também se tornou a única representante de Manaus e Boa Vista presente na lista nacional. A conquista acontece após uma trajetória de transformação interna construída ao longo dos últimos anos. Antes do reconhecimento nacional, o grupo já havia sido reconhecido por três anos consecutivos entre as melhores empresas para se trabalhar da Região Norte, alcançando em 2025 o 4º lugar no ranking regional. Mas, segundo a própria empresa, o reconhecimento não começou com troféus. Começou com uma mudança profunda na forma de enxergar pessoas, liderança e cultura organizacional. Em 2019, o Grupo Charão enfrentava desafios internos relacionados à alta rotatividade, contratações desalinhadas, ausência de processos estruturados e dificuldades na gestão de equipes. O cenário gerava desgaste operacional e levantou um alerta sobre a necessidade de transformação interna. Foi nesse período que Eduardo Charão, fundador do grupo, buscou apoio do consultor empresarial Carlos Oshiro para entender os desafios que a empresa enfrentava na área de gestão de pessoas. “Na época, eu ainda tinha uma visão muito operacional sobre gestão. Existia uma dificuldade enorme em estruturar pessoas, reter talentos e criar um ambiente de crescimento. Foi quando ouvi algo que mudou completamente minha forma de pensar: os problemas não mudariam enquanto a liderança continuasse pensando da mesma maneira”, relembra Eduardo Charão. Durante uma imersão empresarial conduzida por Carlos Oshiro sobre gestão na nova economia, Eduardo passou a refletir sobre a necessidade de mudança cultural dentro da organização. “No início, eu ainda não estava convencido de que investir fortemente em pessoas realmente traria resultado. Mas os problemas continuavam acontecendo. Em algum momento ficou claro que, para mudar os resultados, precisávamos mudar as atitudes, os processos e principalmente a mentalidade da liderança”, afirma. A partir desse momento, o Grupo Charão iniciou um processo gradual de profissionalização da gestão de pessoas, cultura organizacional e desenvolvimento interno. Em março de 2022, a empresa deu mais um passo importante com a contratação de Ellen Braga, psicóloga e atual Gestora de RH do Grupo Charão, responsável pela estruturação estratégica da área de Gestão de Pessoas. Segundo Ellen Braga, o objetivo nunca foi apenas implantar ações isoladas de RH, mas construir uma cultura organizacional sólida, alinhada ao crescimento sustentável da empresa. “Desde o início, existia uma convicção muito clara dentro da Charão: pessoas, cultura e resultado precisavam caminhar juntos. Nosso trabalho foi conectar desenvolvimento humano aos objetivos estratégicos da empresa, criando uma cultura baseada em pertencimento, transparência, desenvolvimento contínuo e valorização genuína das pessoas”, destaca. Ao longo dos últimos anos, o grupo implementou projetos voltados ao fortalecimento da cultura organizacional, desenvolvimento de lideranças, programas de reconhecimento, treinamentos técnicos e comportamentais, além de investimentos em tecnologia, inteligência artificial, SST e melhoria da experiência dos colaboradores. A evolução interna começou a refletir diretamente nos resultados da pesquisa GPTW. Em 2023, o Grupo Charão conquistou sua primeira certificação Great Place to Work. Em 2024, além da recertificação, passou a integrar o ranking das melhores empresas para trabalhar da Região Norte. O reconhecimento se repetiu nos anos seguintes, consolidando o amadurecimento cultural da organização até a chegada ao ranking nacional em 2026. Para Ellen Braga, um dos fatores decisivos para a consolidação dessa cultura foi o apoio constante da alta direção. “Existe uma liderança muito aberta à construção conjunta, ao diálogo e ao investimento em desenvolvimento humano. Costumo dizer que nunca ouvi um ‘não’ quando o assunto foi investir em pessoas, desde que houvesse propósito, indicadores e clareza sobre os impactos esperados. Isso demonstra maturidade de gestão e entendimento de que desenvolver pessoas não é custo, mas investimento estratégico”, afirma. Hoje, o Grupo Charão reúne a Charão Consultoria, Charão Tributário e Charão Educacional, atuando nas áreas contábil, tributária e de desenvolvimento empresarial, com forte presença na Zona Franca de Manaus e na Área de Livre Comércio de Boa Vista. Segundo a empresa, a cultura construída internamente tem como base desenvolvimento contínuo, alta performance, inovação e crescimento sustentável. “Talvez uma das maiores características da Charão seja justamente a inconformidade positiva com a zona de conforto. Existe uma busca constante pelo próximo nível, por inovação, crescimento e evolução. Aqui entendemos que empresas crescem de forma sustentável quando as pessoas crescem junto com elas”, reforça Ellen Braga. Para Eduardo Charão, o reconhecimento nacional representa a validação de uma construção coletiva realizada ao longo dos últimos anos. “Receber esse reconhecimento nacional pela primeira vez tem um significado muito forte para nós, principalmente por representar o trabalho diário de pessoas que ajudaram a construir essa história. Mais do que um prêmio, isso mostra que é possível desenvolver uma empresa forte, competitiva e humana também na região Norte do país”, finaliza.

Tecnofrigorífico 2026: o ponto de encontro dos negócios da proteína animal

Publicado em: 22/05/2026 14:27

A Tecnofrigorífico é a maior feira do setor de carnes do Norte e Nordeste divulgação A 14ª edição da Feira Tecnofrigorífico, acontecerá de 27 a 29 de maio de 2026, no Centro de Eventos do Ceará. Será uma Feira imperdível para profissionais e empresários do setor. Esta Feira tem o compromisso de apresentar as últimas inovações e tendências tecnológicas destinadas a otimizar a produção, garantia de qualidade e sustentabilidade dentro da indústria frigorífica. A realização desta Feira é um marco significativo para acelerar os negócios entre os principais players do mercado, desde fornecedores de equipamentos de ponta até especialistas em soluções sustentáveis. Além da exposição de produtos e serviços, a Tecnofrigorífico 2026 será enriquecida com uma série de palestras que abordarão os principais temas e desafios enfrentados pelo setor. Essas palestras serão ministradas por líderes e especialistas renomados, oferecendo uma oportunidade valiosa de aprendizado e troca de experiências. Os participantes terão a oportunidade de se atualizar sobre as melhores práticas, normativas e estratégias de mercado, contribuindo, assim, para a elevação dos padrões de qualidade e eficiência no processamento de proteína animal. Temáticas como: Inteligência Artificial no apoio à gestão; Documentações necessárias para a produção de Linguiça no Ceará; Varejo de carne: análises, tendências e perspectivas, a atuação do RT nas indústrias de alimentos, qualidade nos processos de higienização da produção de alimentos e entre outros estarão na grade do Ciclo de Palestras Tecnofrigorifico 2026. Além da programação técnica e das oportunidades de negócios, a Tecnofrigorífico também reforça seu compromisso com a formação de novos profissionais para a cadeia da proteína animal. Dentro dessa proposta, o Programa de Talentos Sindicarnes chega à Tecnofrigorífico 2026 como uma iniciativa estratégica para aproximar universidades, estudantes e empresas da cadeia da proteína animal, promovendo conexões, experiências práticas, conteúdos técnicos e oportunidades de desenvolvimento profissional, além de fortalecer a integração entre a indústria e os futuros talentos do setor. Sobre a Tecnofrigorífico A Tecnofrigorífico é a maior feira do setor de carnes do Norte e Nordeste, surgiu como resposta à necessidade dos empresários locais em busca de novidades para o setor cárneo, sendo um elo entre o mercado de carnes nas regiões Norte e Nordeste, com as empresas expositoras. A Feira reunirá visitantes, expositores e palestrantes em um espaço dedicado à inovação, tecnologia e negócios na indústria da carne, se consolidando como uma Feira de destaque para o desenvolvimento e fortalecimento de toda a cadeia produtiva de carnes. A Feira é aberta ao público e a entrada é gratuita, reafirmando o compromisso dos organizadores em promover o acesso ao conhecimento e às novidades do setor sem barreiras. A Tecnofrigorífico 2026 representa uma ocasião imperdível para profissionais, estudantes e investidores que buscam ampliar seus horizontes e estabelecer conexões valiosas no mercado de carnes. Convidamos todos os interessados a se juntarem a nós nesse evento excepcional, que sem dúvida contribuirá significativamente para o desenvolvimento e fortalecimento da cadeia produtiva de carne no Norte e Nordeste. A 14ª edição da Feira Tecnofrigorífico, acontecerá de 27 a 29 de maio de 2026 SERVIÇO Data: 27 a 29 de maio de 2026 Horário: 14h às 21h Local: Centro de Eventos do Ceará (Portão C) Cidade: Fortaleza – Ceará PROGRAMAÇÃO - 27 a 29 de maio de 2026 Exposição de produtos e serviços – visitação aos estandes 2º Festival de Linguiça Artesanal Ciclo de Palestras Workshops técnicos INFORMAÇÕES E CREDENCIAMENTO Site: http://www.tecnofrigorifico.com.br Credenciamento: http://www.inscricaoeletronica.app.br/14tecnofrigorifico Instagram: @tecnofrigorifico Assessoria: Rayla Salvino, 85 98211.8120. CEO: Everton Silva, 85 98802-8687.

Balneário Camboriú avança em inovação, planejamento urbano e requalificação da orla

Publicado em: 22/05/2026 14:20

Com uma das maiores valorizações imobiliárias do país, Balneário Camboriú vive um momento de expansão populacional e desenvolvimento econômico. Conforme dados da Administração Municipal, o Produto Interno Bruto (PIB) da cidade gira em torno dos R$ 9 bilhões, o que a posiciona como uma das economias mais importantes de Santa Catarina. Para acompanhar esse movimento, a gestão municipal investe em inovação e planejamento. Entre os principais exemplos de iniciativas recentes que têm melhorado a infraestrutura dos cidadãos, está o novo Plano Diretor, que projeta o futuro da cidade. Além disso, o município lançou um Laboratório de Inovação e anunciou obras de reurbanização da orla da Praia Central. — Balneário Camboriú vive um novo ciclo de desenvolvimento, baseado em planejamento, inovação e qualidade de vida. A visão da atual gestão é preparar a cidade para o futuro sem perder aquilo que faz de BC uma referência nacional em turismo, serviços e valorização urbana — afirma a prefeita da cidade, Juliana Pavan. Inovação na gestão pública Um dos símbolos desse novo momento é o Laboratório de Inovação (LaBC), lançado pela Prefeitura por meio da Secretaria de Governo, Inovação e Orçamento (Segov). O espaço funciona como um ambiente institucional de experimentação e cocriação, com foco em aproximar o governo da sociedade, simplificar processos burocráticos e transformar serviços públicos com mais eficiência. Entre as iniciativas do LaBC está a capacitação de servidores públicos em inovação, além de atuar com iniciativas para transformar Balneário Camboriú em uma cidade inteligente. No campo legislativo, a Lei Municipal nº 5.074/2025 estruturou o ecossistema de inovação do município ao criar quatro instrumentos: o Sistema Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação (SMCTI), que integra empresas, startups, universidades e órgãos públicos; o Fundo Municipal de Inovação (FMI), voltado a projetos em tecnologia da informação, energias renováveis, realidade virtual e inteligência artificial; o Programa de Incentivo à Inovação (PII), que prevê benefícios fiscais com deduções em impostos como ISSQN e IPTU; e o Plano Municipal de Inovação, elaborado pelo Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação (CMCTI). O município também instituiu o Sandbox Regulatório, criado pelo Decreto nº 12.473, que permite a empresas e instituições testar produtos e serviços inovadores por um período limitado, com regras simplificadas e sob supervisão pública. Uma cidade cada vez mais inteligente Para além dos investimentos em inovação, a tecnologia também está presente em diferentes frentes da gestão municipal. Um dos exemplos é o aplicativo BC Digital, desenvolvido pela própria equipe técnica da Prefeitura, que reúne serviços, atendimento e comunicação direta com a população em um único canal. Na área de segurança, os recursos tecnológicos também estão presentes a partir do videomonitoramento integrado e de totens com reconhecimento facial. A Central de Operações 153 também foi modernizada, para atender com excelência às demandas da população. Já na saúde, Balneário Camboriú investiu em iniciativas de telemedicina e digitalização de processos. O objetivo é reduzir a burocracia nos serviços de saúde e garantir que toda a população tenha acesso ao atendimento. — A tecnologia também tem sido utilizada para apoiar o planejamento urbano e a gestão estratégica da cidade, permitindo mais eficiência na tomada de decisões e no acompanhamento do crescimento urbano previsto no Plano Diretor — destaca a prefeita Juliana Pavan. Novo planejamento urbano garante segurança e crescimento Após mais de uma década com o Plano Diretor desatualizado, Balneário Camboriú sancionou o novo posicionamento municipal, que foi aprovado por unanimidade pelo Legislativo. O documento estabelece diretrizes para um crescimento mais equilibrado, democrático e sustentável. O novo Plano inclui a criação de novos corredores de crescimento em diferentes regiões da cidade, para evitar a sobrecarga de áreas que já recebem grande fluxo de pessoas . Na sequência, a Prefeitura protocolou na Câmara de Vereadores o projeto de revisão do Microzoneamento, a Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo. O texto, aprovado por unanimidade pelo Colégio de Delegados em audiência pública, está em tramitação final no Legislativo. — O principal desafio é garantir que a infraestrutura acompanhe o ritmo acelerado de crescimento. Questões como mobilidade, drenagem, saneamento e preservação ambiental precisam ser pensadas de forma integrada — avalia Juliana Pavan. Meio ambiente e saneamento O equilíbrio entre desenvolvimento e preservação ambiental é uma das prioridades da gestão municipal. Um dos projetos que está em andamento nesta área é o Parque Inundável do Rio Camboriú, iniciativa que contribui para o controle das cheias e o abastecimento em períodos de estiagem. Já no saneamento, a Prefeitura e a Empresa Municipal de Água e Saneamento de Balneário Camboriú (EMASA) promovem melhorias no sistema, com investimentos na modernização da Estação de Tratamento de Esgoto, recuperação de estruturas e ampliação da eficiência operacional. As melhorias buscam garantir mais qualidade ambiental e acompanhar o crescimento da cidade com responsabilidade. Nova orla para a comunidade Uma das maiores obras em andamento na cidade é a reurbanização da orla da Praia Central, que avança com quatro frentes de trabalho simultâneas. Entre os serviços em execução, estão a infraestrutura, a finalização de trechos do muro de proteção costeira e as escavações, que preparam o espaço para as próximas etapas do projeto. Quando concluída, a nova orla terá uma com ciclovia de três metros de largura e uma pista de corrida de 2,5 metros, que juntas, devem totalizar 5,5 metros para uso esportivo e micromobilidade. A expansão prevê mais do que o dobro do espaço atual, que corresponde a dois metros de ciclofaixa compartilhada na Avenida Atlântica. O projeto também terá o dobro de arborização em relação ao plano inicial, com 510 unidades plantadas apenas no trecho em execução, além de área gramada de 3.631 m² na etapa Barra Sul. — O objetivo é fazer Balneário Camboriú continuar crescendo, gerando oportunidades e atraindo investimentos, mas sempre com responsabilidade, planejamento e foco na qualidade de vida da população — conclui Juliana Pavan. AMFRI como parceira do desenvolvimento Por trás de parte dos avanços em infraestrutura e gestão, está o suporte técnico da Associação dos Municípios da Região da Foz do Rio Itajaí (AMFRI). Com 20 colegiados ativos e atuação em áreas que vão da engenharia à assistência social, a associação oferece às prefeituras da região serviços especializados a um custo menor do que a contratação individual. Para conferir mais informações sobre a região da AMFRI, acesse o canal do projeto Caminhos do Litoral Norte.

Oportunidade: Heineken abre 5 mil vagas em curso gratuito de inteligência artificial

Publicado em: 22/05/2026 11:25 Fonte: Tudocelular

O Grupo Heineken anunciou nesta sexta-feira (22) uma nova parceria com a plataforma de educação DIO, para disponibilizar 5 mil bolsas de estudo para curso gratuito de inteligência artificial. O “Bootcamp HEINEKEN: Inteligência Artificial Aplicada a Vendas na Prática” cega como um programa totalmente online e focado em profissionais e estudantes que desejam maior conhecimento de IA aplicada ao contexto comercial, a fim de ampliar a produtividade e os resultados.A iniciativa chega com uma trilha inédita, composta por quatro módulos. O primeiro ensina os fundamentos da inteligência artificial. Já o segundo foca na engenharia de prompts na prática, com técnicas para a criação de instruções. Por sua vez, o terceiro explora aplicações em produtividade pessoal, como no NotebookLM. Para completar, o quatro aplica o repertório ao contexto de vendas.Clique aqui para ler mais

Spotify permitirá que usuários criem covers e remixes de músicas com IA

Publicado em: 22/05/2026 10:57

Spotify vai permitir remix com IA sgcdesignco/Unsplash O Spotify se associou à Universal Music Group para permitir que os usuários criem remixes e versões de músicas de artistas da gravadora por meio de inteligência artificial, mediante uma tarifa adicional à assinatura padrão. É o fim das gravadoras? Modelo independente cresce no mercado musical, mas traz desafios Rock in Rio 2026 divulga line-up dos palcos Supernova, com Delacruz e Defante, e Global Village, com João Bosco; veja listas A nova função, anunciada nesta quinta-feira (21), se aplicará apenas a artistas que tenham dado seu consentimento, e tanto o intérprete original quanto o compositor receberão parte da receita gerada. "Pela primeira vez, os fãs poderão criar legalmente versões e remixes a partir dos catálogos dos artistas e compositores participantes, de modo que tanto o artista original quanto o compositor compartilhem o valor criado", disse Charlie Hellman, chefe de música do Spotify, durante o dia do investidor da companhia. Até agora, o Spotify havia proibido músicas geradas com inteligência artificial a partir da obra de um artista sem sua autorização expressa, embora permita o envio de músicas criadas com IA de forma geral, incluindo conteúdo associado a músicos criados por inteligência artificial. O acordo coloca o Spotify em concorrência direta com a Suno e a Udio, os dois aplicativos de música com IA dominantes no mercado. Hellman afirmou que essa função oferecerá a artistas e compositores "uma fonte de receita completamente nova, além do que já ganham no Spotify". O diretor-executivo da Universal Music Group, Lucian Grainge, classificou a iniciativa como "firmemente centrada no artista, baseada em uma IA responsável", e afirmou que ela "impulsionará o crescimento de todo o ecossistema". Shows Durante o evento, o Spotify também anunciou que dará aos assinantes pagos acesso antecipado para comprar ingressos para os shows de seus artistas favoritos.O novo serviço, chamado "Reserved", será lançado este ano nos Estados Unidos antes de se expandir para outros mercados. Os assinantes serão selecionados com base nos dados de escuta, incluindo a frequência com que reproduzem determinado artista em streaming, a variedade de faixas que ouvem de seu catálogo e se salvaram músicas em sua biblioteca. Eles terão cerca de 24 horas para comprar até dois ingressos por meio de uma plataforma de vendas parceira. O Spotify afirmou que a iniciativa ajudará a direcionar os ingressos para fãs reais em vez de bots de revenda, que há muito tempo frustram tanto o público quanto os artistas. VEJA TAMBÉM Rock in Rio anuncia novas atrações para última noite do festival

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Falso médico da Otan e promessa de casamento: como age grupo que lucrou R$ 60 mil chantageando paranaense com fotos íntimas

Publicado em: 22/05/2026 08:12

Organização criminosa movimenta quase R$ 4 milhões com golpe de extorsão na internet Os golpistas que conseguiram mais de R$ 4 milhões usando fotos íntimas para chantagear vítimas se apresentaram à uma paranaense de Palmas, cidade de 50 mil habitantes do sul do estado, como "David Green”. O administrador do perfil falso disse que era um médico da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). O contato foi feito por meio das redes sociais, onde os criminosos buscaram criar um relacionamento virtual com a vítima para fazê-la confiar neles. No entanto, a história terminou com um prejuízo de R$ 60 mil para a mulher. ✅ Siga o g1 Paraná no WhatsApp A história levou a polícia a descobrir que pelo menos outras 20 vítimas, de diversos estados, também caíram no golpe. As investigações apontaram que os autores fazem parte de uma organização criminosa estruturada formada por brasileiros e estrangeiros. O grupo foi alvo de uma operação da Polícia Civil do Paraná (PC-PR) nesta quinta-feira (21). "O criminoso utilizava fotos de terceiro — já mapeadas como recorrentes em golpes internacionais — e se apresentava falsamente como um médico oncologista em missão de paz da Otan na Síria. Durante o processo de manipulação emocional, o autor prometia casamento e conquistou a confiança da vítima, a induzindo ao compartilhamento de fotos e vídeos íntimos", explica a corporação. Operação foi realizada nesta quinta (21) Polícia Civil O delegado Kelvin Bressan, do Núcleo de Investigações Qualificadas da Divisão Policial do Interior da PC-PR, explica que, posteriormente, o golpista passou a solicitar valores sob diversos pretextos, incluindo supostas despesas com passagens aéreas, detenções e multas relacionadas ao transporte de ouro na Áustria e no Brasil. "Após a vítima demonstrar desconfiança e relatar dificuldades financeiras, o investigado passou a praticar extorsão na modalidade sextortion, ameaçando divulgar o material íntimo em redes sociais caso não recebesse novos pagamentos, exigindo a quantia de R$ 20 mil. Ao todo, a vítima teve um prejuízo de mais de R$ 60 mil". As investigações apontam que, em apenas dois meses, os criminosos movimentaram quase R$ 4 milhões com as chantagens. A polícia apurou que o crime começou a ser praticado em 2024, com a vítimas de Palmas. Foi ela que motivou o início das investigações no estado — que, por sua vez, culminaram na operação desta quinta (21). Leia também: Flagrante: Casal tenta 'disfarçar' duas toneladas de maconha com milho R$ 101 mil de multas: Três fazendeiros são autuados por destruir florestas nativas Salvo por guardas: Paranaense que já salvou pessoas de engasgo sofre asfixia Operação policial Na operação desta quinta-feira (21), foram cumpridos cinco mandados de prisão e cinco de busca domiciliar em Santa Maria de Jetibá (ES), Jandaia (GO), São Luís (MA), Ielmo Marinho (RN) e João Pessoa (PB). Os nomes dos cinco detidos não foram divulgados. A ação contou com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (CIBERLAB/MJSP) e com a colaboração de inteligência e operacional das polícias civis do Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Paraíba e Rio Grande do Norte. Entre os crimes investigados estão extorsão majorada, organização criminosa transnacional e lavagem de dinheiro por meio de criptoativos, cujas penas podem superar 20 anos de prisão. Segundo a polícia, a operação desta quinta teve como objetivos identificar os demais integrantes da rede criminosa, delimitar a extensão total dos golpes aplicados e buscar a reparação dos danos causados. Operação foi realizada nesta quinta (21) Cedida pela Polícia Civil ➡️ Organização criminosa estruturada A investigação da PC-PR identificou uma divisão estruturada de tarefas na organização criminosa. O núcleo estrangeiro, de caráter operacional, utilizava terminal telefônico com DDI da Nigéria (+234). Este núcleo era responsável pela abordagem, sedução e posterior extorsão. "A nível nacional, o núcleo era voltado à lavagem de dinheiro, sendo composto por operadores financeiros responsáveis por ceder contas bancárias para o recebimento, ocultação e dissimulação dos valores ilícitos mediante conversão em criptoativos”, complementa o delegado. A apuração identificou que, em dois meses, foram movimentados quase R$ 4 milhões. Algumas das contas figuram como beneficiárias em múltiplos boletins de ocorrência registrados em diversos estados da federação. Os dados bancários permitem estimar ao menos vinte vítimas do mesmo esquema criminoso, localizadas em diversos Estados. ➡️Proteção das mulheres contra a violência na internet O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quarta-feira (20) dois decretos que criam novas regras para a atuação das redes sociais, as chamadas big techs, no Brasil. Um deles atualiza a regulamentação do Marco Civil da Internet, que estabelece direitos e deveres para o uso da internet no Brasil. O outro novo decreto traz medidas para a proteção das mulheres contra a violência na internet. Os principais pontos são: as plataformas devem criar um canal específico para denúncias de nudez (seja de imagens verdadeiras ou de imagens falsas, geradas por Inteligência Artificial contra pessoas reais). Nesses casos, o conteúdo de nudez deve ser removido em até 2 horas após a notificação feita pela vítima ou por seu representante; o algoritmo deve ser programado para reduzir o alcance de ataques coordenados contra mulheres — como os que costumam atingir mulheres jornalistas atacadas por causa de seu trabalho, por exemplo; as companhias ficam proibidas de disponibilizar ferramentas de IA que permitam a criação de "nudes" falsos — como as que alteram fotos reais "retirando" a roupa de mulheres; dentro do canal de denúncia para as mulheres, as empresas devem divulgar a informação de que as vítimas também devem ligar para o 180, o canal de denúncias oficial do governo. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias no g1 Paraná.

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