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Condenação da Live Nation por monopólio expõe funcionário que chamou fãs de 'estúpidos' por pagar preços 'absurdos' por shows

Publicado em: 16/04/2026 00:01

Logos da Live Nation Entertainment e da Ticketmaster. Montagem de 23 de maio de 2024. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration Um júri nos EUA concluiu nesta quarta-feira (15) que a gigante de shows Live Nation e sua subsidiária Ticketmaster mantinham um monopólio prejudicial sobre grandes casas de espetáculo. Além disso, o julgamento também trouxe à tona mensagens do agora executivo na área de ingressos, Benjamin Baker, chamando os clientes de “muito estúpidos” e classificando os preços como "absurdos". 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Baker também chegou a dizer que a empresa estava roubando os fãs descaradamente. Em depoimento, ele disse que as mensagens foram “muito imaturas e inaceitáveis”. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O julgamento O julgamento levou ao banco de testemunhas o CEO da Live Nation, Michael Rapino, que foi questionado sobre diversos temas, incluindo o caos na venda de ingressos da turnê de Taylor Swift em 2022. Rapino atribuiu o episódio a um ataque cibernético. A Live Nation Entertainment possui, opera, agenda eventos ou tem participação acionária em centenas de casas de shows. Já a Ticketmaster é considerada a maior plataforma de venda de ingressos do mundo. Advogados das empresas não comentaram imediatamente o veredicto, mas informaram que divulgariam uma nota. A decisão pode custar centenas de milhões de dólares às empresas, apenas considerando a cobrança indevida de US$ 1,72 por ingresso identificada pelo júri em 22 estados. Além disso, podem ser aplicadas multas e outras penalidades. Entre as possíveis medidas está a obrigação de vender parte dos negócios, incluindo arenas e anfiteatros LEIA MAIS: Ticketmaster tem 15 dias para responder MP-SP sobre os custos dos ingressos do BTS O processo civil, inicialmente liderado pelo governo federal dos Estados Unidos, acusava a Live Nation de usar sua influência para sufocar a concorrência — por exemplo, impedindo casas de espetáculo de trabalharem com múltiplas plataformas de venda de ingressos. “Chegou a hora de responsabilizá-los”, disse Kessler em sua argumentação final, classificando a empresa como um “valentão monopolista” que elevou os preços para o público. A Live Nation, por sua vez, nega ser um monopólio e afirma que artistas, equipes esportivas e casas de espetáculo são responsáveis por definir preços e estratégias de venda. Um advogado da empresa argumentou que seu tamanho é resultado de eficiência e esforço. “O sucesso não é contra as leis antitruste nos Estados Unidos”, afirmou o advogado David Marriott SAIBA MAIS: Os shows estão caros demais? Entenda por que valor de ingressos aumentou no Brasil e no mundo A Ticketmaster foi fundada em 1976 e se fundiu com a Live Nation em 2010. Segundo Kessler, a empresa controla hoje cerca de 86% do mercado de shows e 73% do mercado total de eventos ao vivo, incluindo esportes. Ao longo dos anos, a Ticketmaster acumulou críticas de fãs e artistas. Nos anos 1990, a banda Pearl Jam chegou a confrontar a empresa e apresentou uma denúncia antitruste ao Departamento de Justiça dos EUA, que à época não levou o caso adiante. Décadas depois, o Departamento de Justiça — com apoio de dezenas de estados — apresentou a ação atual durante o governo do ex-presidente Joe Biden. Já durante a gestão do presidente Donald Trump, o governo anunciou um acordo para encerrar sua parte no processo. O acordo prevê limites para taxas de serviço em alguns anfiteatros e novas opções de venda de ingressos para promotores e casas de shows, abrindo espaço — sem obrigatoriedade — para concorrentes da Ticketmaster, como SeatGeek e AXS. No entanto, o acerto não exige a separação entre Live Nation e Ticketmaster. Uma parte dos estados aderiu ao acordo, mas mais de 30 decidiram seguir com o julgamento, alegando que as concessões foram insuficientes. A procuradora-geral de Nova Jersey, Jennifer Davenport, afirmou em nota que o veredicto “histórico” confirma que a Live Nation lucrou ilegalmente com seu monopólio por tempo excessivo. “Práticas ilegais e anticompetitivas causaram enormes prejuízos, elevando os preços dos ingressos e dificultando o acesso do público a seus artistas favoritos”, disse. A procuradora-geral de Nova York, Letitia James, classificou a decisão como “uma vitória histórica na proteção da economia e do bolso dos consumidores contra monopólios prejudiciais”. Após a vitória, Kessler evitou detalhar quais medidas os estados vão pedir na próxima fase do processo, que deve incluir novas audiências antes da definição das penalidades. Ainda assim, celebrou o resultado: “É um grande dia para os consumidores. Este caso é uma homenagem aos 34 estados e ao Distrito de Columbia que levaram essa ação adiante”, afirmou. *Com informações da AP.

Palavras-chave: cibernético

Ticketmaster e Live Nation são condenadas por monopólio de mercado de shows nos EUA

Publicado em: 15/04/2026 18:22

Logos da Live Nation Entertainment e da Ticketmaster. Montagem de 23 de maio de 2024. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration Um júri concluiu nesta quarta-feira (15) que a gigante de shows Live Nation e sua subsidiária Ticketmaster mantinham um monopólio prejudicial sobre grandes casas de espetáculo, impondo uma derrota à empresa em um processo movido por dezenas de estados dos EUA e pelo Distrito de Columbia. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça “É um grande dia para a legislação antitruste”, afirmou o advogado Jeffrey Kessler, ao deixar o tribunal. Antes disso, o juiz orientou as equipes jurídicas de ambos os lados a se reunirem entre si e com o governo federal para apresentar, até o fim da próxima semana, uma proposta conjunta com o cronograma das próximas etapas do processo, incluindo a fase de definição de punições. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O julgamento levou ao banco de testemunhas o CEO da Live Nation, Michael Rapino, que foi questionado sobre diversos temas, incluindo o caos na venda de ingressos da turnê de Taylor Swift em 2022. Rapino atribuiu o episódio a um ataque cibernético. Durante o processo, também vieram à tona mensagens internas de um funcionário da empresa, que classificava alguns preços como “absurdos”, chamava clientes de “muito estúpidos” e dizia que a companhia estava “roubando-os descaradamente”. O funcionário, Benjamin Baker — hoje promovido a um cargo executivo na área de ingressos —, afirmou em depoimento que as mensagens foram “muito imaturas e inaceitáveis”. A Live Nation Entertainment possui, opera, agenda eventos ou tem participação acionária em centenas de casas de shows. Já a Ticketmaster é considerada a maior plataforma de venda de ingressos do mundo. Advogados das empresas não comentaram imediatamente o veredicto, mas informaram que divulgariam uma nota. A decisão pode custar centenas de milhões de dólares às empresas, apenas considerando a cobrança indevida de US$ 1,72 por ingresso identificada pelo júri em 22 estados. Além disso, podem ser aplicadas multas e outras penalidades. Entre as possíveis medidas está a obrigação de vender parte dos negócios, incluindo arenas e anfiteatros LEIA MAIS: Ticketmaster tem 15 dias para responder MP-SP sobre os custos dos ingressos do BTS O processo civil, inicialmente liderado pelo governo federal dos Estados Unidos, acusava a Live Nation de usar sua influência para sufocar a concorrência — por exemplo, impedindo casas de espetáculo de trabalharem com múltiplas plataformas de venda de ingressos. “Chegou a hora de responsabilizá-los”, disse Kessler em sua argumentação final, classificando a empresa como um “valentão monopolista” que elevou os preços para o público. A Live Nation, por sua vez, nega ser um monopólio e afirma que artistas, equipes esportivas e casas de espetáculo são responsáveis por definir preços e estratégias de venda. Um advogado da empresa argumentou que seu tamanho é resultado de eficiência e esforço. “O sucesso não é contra as leis antitruste nos Estados Unidos”, afirmou o advogado David Marriott SAIBA MAIS: Os shows estão caros demais? Entenda por que valor de ingressos aumentou no Brasil e no mundo A Ticketmaster foi fundada em 1976 e se fundiu com a Live Nation em 2010. Segundo Kessler, a empresa controla hoje cerca de 86% do mercado de shows e 73% do mercado total de eventos ao vivo, incluindo esportes. Ao longo dos anos, a Ticketmaster acumulou críticas de fãs e artistas. Nos anos 1990, a banda Pearl Jam chegou a confrontar a empresa e apresentou uma denúncia antitruste ao Departamento de Justiça dos EUA, que à época não levou o caso adiante. Décadas depois, o Departamento de Justiça — com apoio de dezenas de estados — apresentou a ação atual durante o governo do ex-presidente Joe Biden. Já durante a gestão do presidente Donald Trump, o governo anunciou um acordo para encerrar sua parte no processo. O acordo prevê limites para taxas de serviço em alguns anfiteatros e novas opções de venda de ingressos para promotores e casas de shows, abrindo espaço — sem obrigatoriedade — para concorrentes da Ticketmaster, como SeatGeek e AXS. No entanto, o acerto não exige a separação entre Live Nation e Ticketmaster. Uma parte dos estados aderiu ao acordo, mas mais de 30 decidiram seguir com o julgamento, alegando que as concessões foram insuficientes. A procuradora-geral de Nova Jersey, Jennifer Davenport, afirmou em nota que o veredicto “histórico” confirma que a Live Nation lucrou ilegalmente com seu monopólio por tempo excessivo. “Práticas ilegais e anticompetitivas causaram enormes prejuízos, elevando os preços dos ingressos e dificultando o acesso do público a seus artistas favoritos”, disse. A procuradora-geral de Nova York, Letitia James, classificou a decisão como “uma vitória histórica na proteção da economia e do bolso dos consumidores contra monopólios prejudiciais”. Após a vitória, Kessler evitou detalhar quais medidas os estados vão pedir na próxima fase do processo, que deve incluir novas audiências antes da definição das penalidades. Ainda assim, celebrou o resultado: “É um grande dia para os consumidores. Este caso é uma homenagem aos 34 estados e ao Distrito de Columbia que levaram essa ação adiante”, afirmou.

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Novo delegado assume Polícia Civil de Alagoas por 60 dias após investigação contra Gustavo Xavier

Publicado em: 14/04/2026 15:12

Delegado Thales Silva Araújo Reprodução O delegado Thales Silva Araújo foi designado pelo governador de Alagoas para responder pela Delegacia Geral da Polícia Civil pelo prazo de 60 dias, conforme decisão judicial, após a saída de Gustavo Xavier do Nascimento, investigado pela Polícia Federal por suspeita de ligação com um esquema de fraude em concursos públicos. A nomeação foi publicada no Diário-Oficial do Estado desta segunda-feira (13). Com isso, Thales Araújo assume temporariamente o comando da Polícia Civil de Alagoas durante o período determinado. Quem é Thales Araújo Thales Silva Araújo é delegado da Polícia Civil de Alagoas desde 2014. Ele possui graduação em Direito pela Universidade Federal do Espírito Santo, concluída em 2009, e especialização em Direito Penal e Processual Penal. Ao longo da carreira, também realizou cursos de capacitação na área policial, incluindo formação em operações táticas, crimes cibernéticos, balística forense, identificação de armas de fogo, investigação de homicídios e polícia comunitária. 'Máfia dos concursos': como era o esquema familiar que cobrava até R$ 500 mil por cargo Com a nomeação, o delegado passa a responder pela Delegacia Geral da Polícia Civil de Alagoas de forma temporária pelos próximos 60 dias. Investigação contra Gustavo Xavier Delegado-geral da Polícia Civil de AL é alvo de mandado de busca por suspeita de ligação com ‘máfia dos concursos’ da PB TV Cabo Branco O delegado-geral Gustavo Xavier do Nascimento é investigado por suspeita de ligação com um esquema criminoso conhecido como “Máfia dos Concursos”, sediado em Patos, no Sertão da Paraíba. O g1 entrou em contato com o delegado-geral, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Ele foi alvo de mandado de busca e apreensão durante operação da Polícia Federal realizada na terça-feira (17), com cumprimento de ordens judiciais na Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Leia mais Quem é Gustavo Xavier, delegado-geral de AL alvo de operação da PF sobre fraudes em concursos Operação da PF mira esquema de fraude em concursos públicos na PB e em outros estados Segundo decisão do juiz Manuel Maia de Vasconcelos Neto, da 16ª Vara Federal da Paraíba, Gustavo Xavier é suspeito de pressionar a família que chefiava o grupo criminoso para garantir vantagens ilícitas e favorecer familiares em concursos públicos. Ainda de acordo com a decisão, a investigação tem como base depoimentos de colaboração premiada de investigados e interceptações telefônicas que apontariam a atuação do delegado no esquema.

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Prevenção de riscos deixa de ser custo para virar estratégia de gestão moderna

Publicado em: 14/04/2026 12:03

A integração entre segurança física e digital proposta pela Delphos ajuda a evitar prejuízos e falhas operacionais Delphos/Divulgação Em um cenário de transformação tecnológica acelerada, aumento da complexidade operacional e crescimento das ameaças híbridas, físicas e digitais, a prevenção de riscos deixou de ser uma função secundária para se tornar um dos pilares centrais da governança organizacional. Empresas e condomínios que ainda operam sob uma lógica reativa convivem com prejuízos recorrentes, desgaste reputacional e vulnerabilidades invisíveis. Já aquelas que estruturam uma política preventiva integrada reduzem perdas, fortalecem sua imagem institucional e asseguram continuidade operacional. A segurança moderna exige método, inteligência e visão estratégica. O novo perfil do risco: físico, digital e humano Os riscos contemporâneos não se limitam a invasões ou furtos. Eles se manifestam em múltiplas dimensões: Segurança patrimonial e perimetral; Vulnerabilidades tecnológicas e cibernéticas; Falhas operacionais e processuais; Fragilidades na cultura organizacional. Relatórios recentes da Gartner reforçam que a expansão da Inteligência Artificial, da automação e da computação em nuvem amplia a superfície de risco das organizações. Entre as principais tendências destacadas estão: Uso crescente de Inteligência Artificial Generativa (GenAI), que exige governança e controle rigorosos; Gestão colaborativa de riscos cibernéticos diante da descentralização tecnológica; Controle de identidades de máquinas em ambientes cada vez mais automatizados. Esses fatores demonstram que segurança física e segurança digital precisam operar de forma integrada sob pena de criar lacunas críticas. Com o avanço da Inteligência Artificial, Delphos atualiza constantemente os protocolos de controle de acesso Delphos/Divulgação Prevenção estruturada: da análise técnica à execução operacional Uma política eficaz de prevenção de riscos começa com diagnóstico técnico aprofundado, envolvendo: Mapeamento de vulnerabilidades físicas e tecnológicas; Avaliação de controles de acesso e sistemas eletrônicos; Análise de rotinas operacionais e protocolos internos; Revisão da cultura organizacional voltada à segurança. A partir desse diagnóstico, implementam-se medidas proativas como: Controle de acesso inteligente com biometria e reconhecimento facial; Monitoramento com análise comportamental por IA; Integração entre sistemas físicos e digitais; Planos estruturados de resposta a incidentes; Programas contínuos de treinamento e conscientização. Prevenção eficaz não é improviso. É engenharia de risco aplicada à realidade de cada operação. Segurança como diferencial competitivo Organizações que adotam gestão preventiva estruturada apresentam ganhos objetivos: Redução consistente de perdas patrimoniais; Maior previsibilidade operacional; Conformidade regulatória facilitada; Valorização institucional e reputacional; Economia estrutural no médio e longo prazo. A prevenção de riscos passa, portanto, a integrar a estratégia de sustentabilidade e governança corporativa. Diagnóstico técnico realizado pela Delphos serve para mapear pontos fracos e criar planos de ação antes que os incidentes ocorram Delphos/Divulgação Delphos: referência em inteligência aplicada à segurança Com atuação consolidada no setor de segurança patrimonial e gestão integrada de riscos, a Delphos posiciona-se como empresa especializada na construção de arquiteturas preventivas personalizadas para empresas e condomínios. A companhia combina: Vigilância presencial qualificada; Tecnologia de monitoramento em tempo real; Plataformas integradas de controle de acesso; Protocolos operacionais estruturados; Análise estratégica contínua de vulnerabilidades. Mais do que fornecer serviços, a Delphos desenvolve soluções adaptadas à complexidade de cada cliente, integrando pessoas, processos e tecnologia sob uma visão sistêmica de proteção. Ao tratar segurança como estratégia, e não apenas como prestação de serviço, a empresa contribui para elevar o padrão de governança e resiliência organizacional de seus parceiros. Controle de acesso inteligente da Delphos utiliza biometria e reconhecimento facial para garantir entrada mais segura e ágil Delphos/Divulgação Uma mudança de paradigma A prevenção de riscos não deve ser encarada como despesa operacional, mas como investimento estruturante. Em um ambiente onde ameaças evoluem rapidamente, apenas organizações que adotam inteligência, integração tecnológica e cultura preventiva estarão preparadas para manter estabilidade, credibilidade e crescimento sustentável. A Delphos reafirma seu compromisso com esse novo paradigma: transformar segurança em ativo estratégico e diferencial competitivo.

Golpe do Falso Advogado: OAB-RN lança cartilha para orientar população contra criminosos

Publicado em: 11/04/2026 09:28

Golpe do falso advogado Reprodução/TV Gazeta A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio Grande do Norte lançou nesta semana uma cartilha digital para ajudar a população potiguar a se proteger do Golpe do Falso Advogado. O documento traz informações sobre como identificar a fraude e denunciar o crime. Há dicas também direcionadas aos advogados. 📝 A cartilha está disponível para download no site da OAB-RN. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp Segundo a OAB, no golpe do Falso Advogado, os criminosos usam os nomes de advogados e dados de processos para exigir pagamentos indevidos com a falsa promessa de liberação de valores judiciais (veja detalhes mais abaixo). A Ouvidoria da OAB-RN informou que já recebeu centenas de denúncias do golpe. Em 2025, segundo a entidade, o número de denúncias passou de 350. Golpe do falso advogado no RN De acordo com a OAB, é importante que os advogados e vítimas do golpe também registrem Boletins de Ocorrência para fortalecer as investigações e possibilitar a responsabilização dos autores. “Nosso trabalho contra o Golpe do Falso Advogado segue em muitas frentes: contato e encaminhamento de denúncias para a Delegacia de Crimes Cibernéticos da Polícia Civil, que é a responsável por investigar os casos; articulação junto aos tribunais para criar mecanismos para coibir o acesso dos criminosos aos dados do processo; e de orientação para os profissionais e clientes”, explica Carlos Kelsen, presidente da Seccional Potiguar. Recentemente a Câmara Federal aprovou um projeto de lei que tipifica o golpe como crime de estelionato e aumenta a pena para os bandidos. “Acreditamos que a informação é uma ferramenta importante de prevenção. Quanto mais gente conhecer como o golpe funciona, mais chances temos de evitar que outras pessoas sejam vítimas desses criminosos”, afirma o presidente. LEIA TAMBÉM Mais de 300 casos em 2025: Golpe do falso advogado causa prejuízos milionários a clientes no RN 'Falso advogado': homem é condenado a 9 anos de prisão por golpes de R$ 100 mil contra idosas no RN O que é o golpe do falso advogado Segundo a OAB, o golpe do falso advogado acontece quando criminosos se passam por profissionais da área jurídica para enganar as vítimas e obter vantagens financeiras indevidas. Eles entram em contato por telefone, e-mail ou aplicativos de mensagens, utilizando nomes falsos ou até de advogados reais. Afirmam que existe um processo em andamento ou valores a receber, e solicitam depósitos para supostas custas ou taxas judiciais. Esses golpistas utilizam documentos falsificados, linguagem técnica e estratégias de pressão emocional para convencer as vítimas a realizarem transferências. A prática tem crescido em todo o país e prejudica tanto a população quanto a imagem da advocacia. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) também disponibiliza uma cartilha dando dicas de como se proteger do golpe. Vídeos mais assistidos do g1 RN

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A guerra no Irã abalou a imagem de 'paraíso' passada por Dubai?

Publicado em: 11/04/2026 04:01

O turismo contribui com cerca de 12% da renda anual de Dubai — uma receita que foi severamente impactada pela guerra. Fatima Shbair/AP Photo/picture alliance via DW Uma série de manchetes recentes sugere que a guerra no Irã marca o fim do chamado "paraíso" ou "sonho de Dubai", no qual estrangeiros ostentam um estilo de vida luxuoso, isento de impostos, nos Emirados Árabes Unidos. "O desmonte de Dubai como porto seguro", apontou a revista norte-americana "The New Yorker". "Será este o fim de Dubai?", perguntou um colunista do "The New York Times". Colapso do turismo: lojas de luxo em Dubai sentem baque da guerra no Oriente Médio ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O "Daily Mail", por sua vez, demonstrou um certo deleite com o fato de influencers obcecados por redes sociais, que até então exibiam vidas glamorosas em Dubai, estarem sendo forçados a deixar o país. O tabloide britânico publicou dezenas de matérias sobre "o grande êxodo de Dubai" e sobre como "a fantasia reluzente e isenta de impostos dos influencers está desmoronando". Parte desse "desmoronamento" envolve a prisão de influenciadores e outras pessoas por divulgarem imagens dos danos causados à cidade por ataques iranianos. A organização de assistência jurídica Detained in Dubai acredita que mais de 100 indivíduos, incluindo europeus, foram presos pelas autoridades dos Emirados Árabes sob leis de crimes cibernéticos ou de segurança nacional. Se condenados, podem enfrentar multas elevadas ou até anos de prisão. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos, o Irã lançou mais de 2,2 mil drones e mais de 500 mísseis balísticos contra o país desde o início da guerra, com alguns ataques supostamente atingindo o aeroporto de Dubai, além de prédios residenciais e hotéis na cidade. Ao mesmo tempo, porém, as autoridades dos Emirados tentaram manter a impressão de segurança e normalidade em Dubai. Líderes visitaram shopping centers, onde empresas foram orientadas a permanecer abertas e operar normalmente. Alguns veículos de mídia locais e contas influentes nas redes sociais promoveram uma narrativa contrária. Ela insiste que a vida segue normalmente e que Dubai continua segura. Veja mais: Como a guerra no Irã quebrou a imagem de segurança de locais do Golfo como Dubai e Catar — e o que isso está custando Países do Oriente Médio relatam nova onda de ataques do Irã Quem está certo sobre o 'sonho de Dubai'? Não há dúvida de que sérios danos econômicos foram causados a Dubai, o segundo maior emirado dos sete que compõem os Emirados Árabes Unidos. A maior parte do petróleo dos Emirados — cerca de 96% — é propriedade do emirado de Abu Dhabi, razão pela qual a maior parte da renda de Dubai vem de atividades não petrolíferas, tais como turismo, serviços financeiros, tecnologia, mercado imobiliário e logística. Dubai tem uma população de cerca de 3,8 milhões de pessoas, mas apenas cerca de 10% são emiradenses nativos. O influxo de imigrantes, como residentes, investidores ou turistas, impulsionou o crescimento econômico de Dubai à medida que a demanda por bens e serviços aumentou junto com a população. "A população expatriada dos Emirados Árabes Unidos é central para as trajetórias de desenvolvimento econômico do país", apontou uma análise de 2021 do Instituto dos Estados Árabes do Golfo, um think tank sediado em Washington. É por isso que "contrações populacionais impulsionadas pela saída de expatriados tendem a ter um impacto econômico desproporcional". Não há números disponíveis sobre quantos residentes estrangeiros deixaram Dubai, de forma permanente ou temporária, desde que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã no fim de fevereiro. Relatos sugerem, no entanto, que dezenas de milhares fugiram. O índice de referência da bolsa de Dubai recuperou cerca de 7% após o anúncio de um cessar-fogo. Waleed Zein/Anadolu/picture alliance via DW O turismo também demonstrou uma redução substancial. Entrevistas com empresas focadas no setor indicam quedas no número de visitantes de até cerca de 80%. Em março, por exemplo, as taxas de ocupação dos hotéis de Dubai despencaram, segundo observou a publicação Arabian Gulf Business Insight. Também houve perdas em outras áreas. O índice de referência da bolsa de Dubai perdeu 16% de seu valor durante a guerra. Gestores do setor de serviços financeiros pediram que funcionários trabalhassem de casa e alguns até evacuaram empregados. Os preços dos imóveis caíram após atingirem níveis recordes, e observadores do mercado disseram que compradores estavam desistindo de aquisições planejadas. Assistência governamental As autoridades locais estão tentando conter danos. Nas últimas duas semanas, os Emirados Árabes Unidos montaram um pacote de medidas no valor de cerca de US$ 272 milhões (1,39 bilhões de reais) como forma de apoio. O pacote concede três meses adicionais para o pagamento de taxas governamentais, incluindo taxas de vendas de hotéis e impostos turísticos, além de mais tempo para a apresentação de declarações aduaneiras. As autoridades também estão financiando planos para estimular o turismo após o fim da guerra. Segundo informou o Financial Times em meados de março, elas também querem flexibilizar regras sobre status fiscal e residência para estrangeiros, a fim de convencer aqueles que partiram a retornar. "Dubai foi um dos primeiros governos regionais a lançar um programa de apoio econômico que vai além de pacotes de resiliência dos bancos centrais", disse Robert Mogielnicki, pesquisador não residente do Instituto dos Estados Árabes do Golfo. "Há um entendimento de que Dubai precisa se adiantar na sua resposta, dada a forte ofensiva contra os Emirados Árabes Unidos e a importância da economia não petrolífera de Dubai." Mogielnicki e outros avaliam que, em termos financeiros, Dubai está longe de acabar. "A economia de Dubai, duramente atingida, exigirá uma grande recuperação para se aproximar da normalidade", disse Mogielnicki à DW. "Muitos observadores continuam otimistas quanto à resiliência do emirado. Um Dubai bem ajustado à economia política regional do pós-conflito parece bastante plausível." Karen Young, pesquisadora sênior do centro de política energética global da Universidade Columbia, concorda. "Minha visão geral é que, sim, Dubai pode se recuperar", disse a especialista em economias dos Estados do Golfo à DW. "Dubai sempre será um polo regional. Representa um ideal de liberdade econômica e luxo, aliado a serviços estatais confiáveis e a uma regularidade nas operações legais e empresariais que poucos na região desfrutam em seus países de origem." "Na minha avaliação, as forças centrais dos Emirados Árabes Unidos permanecem intactas", confirmou Martin Henkelmann, chefe do Conselho Conjunto Germano-Emiradense para Indústria e Comércio, que apoia empresas alemãs nos Emirados. "Mesmo diante dos desafios atuais, os Emirados estão bem posicionados para se recuperar rapidamente." Henkelmann aponta para a forma como os Emirados se recuperaram após a pandemia de covid-19. "Mas essa perspectiva positiva depende de uma resolução rápida do conflito", disse ele à DW. Locais sagrados em Jerusalém reabrem após 40 dias fechados devido à guerra Como funciona o novo sistema de entrada na União Europeia, que entra em vigor nesta sexta-feira (10) 'Sonho de Dubai' – uma pausa, mas não o fim Um dos primeiros indicadores econômicos de guerra vindos dos Emirados também sustenta esse argumento. No início de abril, a empresa americana de inteligência financeira S&P Global publicou o índice de gerentes de compras (PMI) de março para os Emirados Árabes Unidos. Para o cálculo, gerentes de compras em empresas são questionados sobre suas expectativas em relação a pedidos e produção. O PMI de Dubai caiu de 54,6 em fevereiro para 53,2 em março. A boa notícia é que um PMI acima de 50 ainda representa crescimento. "O setor privado não petrolífero dos Emirados Árabes Unidos sofreu um revés com os impactos da guerra", disse David Owen, economista sênior da S&P Global, em comunicado. "Ainda assim, para muitas empresas, as carteiras de pedidos foram resilientes e a produção cresceu." Em março, o Aeroporto Internacional de Dubai, um dos mais movimentados da região, foi atingindo por um drone Reuters Mas também houve perdas menos tangíveis para Dubai. Elas giram no âmbito da reputação, sendo algumas até emocionais, e incluem imagens de hotéis de luxo em chamas e manchetes sobre prisões de influenciers em um Estado que permanece autoritário. Essas perdas podem ser muito mais difíceis de corrigir. "Durante anos, a marca dos Emirados Árabes Unidos — e a de Dubai em particular — foi sustentada por sua alegação de ser uma ilha de estabilidade em uma vizinhança perigosa", escreveu o Financial Times. Por isso, é incerto se indivíduos de alto patrimônio e influenciadores amantes do luxo retornarão em números semelhantes aos de antes, especialmente se tiverem outras opções. "Expatriados são um público-chave para Dubai", argumentou Mogielnicki. "Portanto, suspeito que haverá esforços concentrados e incentivos fortes para reter, trazer de volta e continuar atraindo expatriados no futuro. Não será fácil, mas é um discurso comercial que Dubai seguirá fazendo."

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Da ameaça de destruir a civilização no Irã ao cessar-fogo: as 10 horas em que Trump pôs o mundo em suspense

Publicado em: 07/04/2026 23:22

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira (7) que adiou por duas semanas o ultimato contra o Irã e disse ter condicionado a medida à abertura completa do Estreito de Ormuz. Teerã confirmou o acordo que permitirá a reabertura do Estreito de Ormuz por um período inicial de duas semanas. Trump havia dado até as 21h desta terça-feira para que o Irã chegasse a um acordo com os Estados Unidos e reabrisse a rota, por onde passa grande parte do petróleo mundial. Ele afirmou que uma "civilização inteira" iria morrer com os ataques previstos para esta terça. Essa foi a mais grave ameaça desde o início da guerra e deixou o mundo em tensão nas 10 horas que seguiram o anúncio. Desde os primeiros dias de conflito, o presidente dos EUA vem declarando a vitória de seu governo sobre o regime iraniano, mas o Irã segue fazendo ataques em retaliação e afirma que não irá se render. Algumas horas antes da ameaça de Trump, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que milhões de iranianos estão "prontos para se sacrificar" pelo país. "Mais de 14 milhões de iranianos valentes já declararam, até este momento, estar prontos para sacrificar suas vidas em defesa do Irã. Eu também tenho sido, sou e continuarei sendo alguém disposto a dar a vida pelo Irã", afirmou Pezeshkian em publicação no X. A ameaça de Trump - terça de manhã 9h06 - Trump publica ameaça na rede social Truht Social. Na manhã da terça-feira, por volta das 9h, Trump fez a mais grave ameaça desde o início da guerra entre EUA-Israel e Irã. "Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada", escreveu o presidente. O presidente dos EUA deu prazo até as 21h (horário de Brasília) da terça-feira para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de petróleo, fechada por Teerã em resposta a ataques dos EUA e de Israel. "Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. Contudo, agora que temos uma mudança de regime completa e total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, QUEM SABE? Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim. Deus abençoe o grande povo do Irã!", afirmou. Trump sobre Irã: 'Uma civilização inteira morrerá esta noite' Irã reage e afirma que ameaça pode causar genocídio Amir-Saeid Iravani, representante de Teerã na ONU, afirmou que as ameaças de Trump "constituem incitação a crimes de guerra e potencialmente genocídio". Durante uma sessão do Conselho de Segurança sobre o Estreito de Ormuz, Iravani instou a comunidade internacional a denunciar a retórica de Trump antes que seja tarde demais. "O Irã não ficará de braços cruzados diante de crimes de guerra tão graves. Exercerá, sem hesitação, seu direito inerente de autodefesa e tomará medidas recíprocas imediatas e proporcionais", disse ele. EUA fazem novos bombardeios contra ilha de Kharg A Ilha de Kharg, responsável por 90% do petróleo exportado pelo Irã, foi bombardeada novamente pelos Estados Unidos. O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, confirmou o ataque, denunciado pelo Irã e reportado por agências de notícias e a imprensa norte-americana. Políticos dos EUA, ONU e Papa reagem a ameaça de Trump A fala de Trump gerou uma onde de reações por parte de poíticos Democratas e Republicanos, a secretaria-geral da ONU e até o Papa Leoão XIV. Secretário-geral da ONU está 'muito preocupado' O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou sua preocupação com a ameaça do presidente Donald Trump. “O secretário-geral está muito preocupado com as declarações que ouvimos ontem e novamente esta manhã, declarações que sugerem que todo um povo ou toda uma civilização poderiam ser obrigados a suportar as consequências de decisões políticas e militares”, afirmou o porta-voz Stéphane Dujarric. Aliados políticos de Trump se colocam contra escala de ataques O senador Ron Johnson, do partido republicano (o mesmo que Trump), afirmou que não apoia um possível bombardeio americano contra infraestrutura civil iraniana. “Acho que seria um grande erro”, disse. O influente podcaster de direita Tucker Carlson também criticou a possibilidade de escalada militar, afirmando que autoridades americanas deveriam resistir a qualquer tentativa de ataques em massa que possam matar civis iranianos. Democratas rechaçam ameaça O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, do partido democrata, chamou Trump de “uma pessoa extremamente doente” após o presidente afirmar que “uma civilização inteira morrerá”. Na Câmara, a liderança democrata pediu o retorno imediato dos parlamentares a Washington para votar o fim da guerra com o Irã. Além disso, a ex-vice-presidente dos EUA Kamala Harris chamou as ameaças de Donald Trump contra o Irã de "abomináveis" em um post na rede social X, nesta terça-feira (7). A democrata, que perdeu as últimas eleições para Trump, afirmou: "O presidente dos Estados Unidos está ameaçando cometer crimes de guerra e exterminar uma "civilização inteira" — tudo porque ele mesmo iniciou uma guerra desastrosa e não tinha plano nem estratégia para terminá-la. Isso é abominável, e o povo americano não apoia isso. A imprudência de Trump está colocando desnecessariamente nossos bravos militares em perigo, destruindo a posição dos Estados Unidos no cenário internacional e tornando a vida ainda mais cara para o povo americano. Devemos todos nos opor a isso e nos opor ao financiamento dessa guerra ilegal por escolha própria", escreveu. Papa diz que ameaça é 'inaceitável O Papa Leão XIV chamou de “inaceitáveis” as ameaças contra todo o povo do Irã durante uma coletiva de imprensa. Leão fez um apelo e pediu que cidadãos de todo o mundo entrem em contato com representantes políticos e cobrem o fim da guerra. Ele disse ainda que todos precisam pensar nas vítimas do conflito, incluindo crianças. Em referência às ameaças de Trump de bombardear pontes e usinas de energia, o papa afirmou que ataques à infraestrutura civil são violações do direito internacional. "A ameaça contra o povo do Irã é inaceitável. Há questões de direito internacional, mas muito mais do que isso, é uma questão moral", afirmou. Regime iraniano convoca população Alireza Rahimi, identificado pela televisão estatal iraniana como secretário do Conselho Supremo da Juventude e dos Adolescentes, fez a convocação para "todos os jovens, atletas, artistas, estudantes e universitários e seus professores". "As usinas de energia são nossos ativos e capital nacional". 11h - população do Irã faz cordão humano Iranianos atenderam à convocação do regime e foram até a usina termoelétrica de Kazeroon, na província de Fars, no sudoeste do Irã, para formar uma corrente humana em torno do local. Em vídeo divulgado pela agência de notícias iraniana Fars, centenas de pessoas aparecem na porta da instalação, segurando bandeiras e cartazes para demonstrar seu apoio ao governo. Iranianos formam corrente humana em torno de usina termoelétrica População do Irã vai às ruas Faltando poucas horas para às 21h, a população do Irã foi às ruas de Teerã, a capital do país, na noite desta terça-feira (7) em apoio ao governo. Imagens divulgadas pelas agências de notícia iranianas no Telegram (veja abaixo) mostram centenas de pessoas na porta da usina termoelétrica de Kazeroon, na província de Fars, no sudoeste do país, segurando bandeiras e cartazes para demonstrar seu apoio ao governo. População do Irã vai às ruas da capital para dar apoio ao regime em meio a ameaças de Trump TV israelense faz contagem O tempo está acabando para o suposto ataque de Donald Trump que, segundo ele, fará os iranianos “viverem no inferno”. O prazo estabelecido pelo presidente dos Estados Unidos termina nesta terça-feira (7), às 21h, no horário de Brasília. Em Israel, o canal Channel 13 fez uma contagem regressiva ao vivo até o fim do ultimato. TV israelense faz contagem regressiva para ataque de Trump Reprodução Paquistão pede a Trump que adie ultimato O primeiro-ministro do Paquistão, que atua como mediador nas negociações da guerra entre EUA, Israel e Irã, pediu ao presidente dos EUA, Donald Trump, que adie o prazo dado a Teerã em duas semanas. O primeiro-ministro do Paquistão também solicitou ao Irã a reabertura do Estreito de Ormuz pelo mesmo período, como gesto de boa vontade e pediu que todas as partes em conflito adotem um cessar-fogo de duas semanas para permitir o avanço da diplomacia. Segundo o premiê, os esforços diplomáticos por um acordo de paz no Oriente Médio “avançam de forma constante”. O embaixador do Irã no Paquistão disse em uma publicação nas redes sociais, na noite de terça-feira (7), que a diplomacia para pôr fim à guerra deu um “passo à frente”, saindo de uma fase “crítica e sensível”. Ele completou dizendo que "no próximo estágio, respeito e cortesia devem substituir retórica e redundância". Nova onda de ataques do Irã Míssil iraniano cruza o espaço aéreo israelense em meio ao conflito entre os EUA e Israel com o Irã, visto de Ashkelon, Israel, em 7 de abril de 2026 Amir Cohen/Reuters Países do Oriente Médio relatam uma série de ataques provenientes do Irã. Catar, Bahrein e Emirados Árabes Unidos disseram ter sido alvos de mísseis e drones de Teerã poucas horas antes do fim do prazo dado por Trump para Teerã fechar um acordo favorável a Washington. Em Bagdá, no Iraque, duas pessoas morreram após um projétil atingir uma casa, segundo o Ministério do Interior. Além disso, instalações americanas próximas ao aeroporto da capital iraquiana também foram alvo de ataques, e chamas foram vistas no local. Segundo a agência Reuters, explosões foram ouvidas em Doha, a capital do Catar. O país disse que interceptou um ataque de mísseis com sucesso. O país disse que interceptou um ataque de mísseis, mas quatro pessoas ficaram feridas, incluindo uma criança, em função dos destroços. Ao mesmo tempo, o Ministério do Interior do Bahrein informou que sirenes foram acionadas em todo o país. "Os cidadãos e residentes são aconselhados a manter a calma e dirigir-se ao local seguro mais próximo", disse o ministério, em uma publicação na internet. Os Emirados Árabes Unidos também acionaram sirenes de alerta e disseram estar "atuando contra mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones". Embaixadas brasileiras no Oriente Médio emitem alertas Diversas embaixadas brasileiras nos países do Oriente Médio emitiram alertas para os brasileiros da região em meio a possível escalada do conflito entre Donald Trump e Irã. As embaixadas de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos; Doha, no Catar; Kuwait; e no Bahrein enviaram alertas Na capital do Catar, a embaixada brasileira soltou um comunicado com recomendações de segurança e prevenções. "🚨 ATENÇÃO, BRASILEIROS EM DOHA E REGIÃO: A atual escalada das tensões no Oriente Médio exige que a nossa comunidade no Catar mantenha a atenção e o preparo. Se você mora no país ou está aqui temporariamente, leia e siga estas orientações práticas de segurança," escreveu a embaixada em seu Instagram. Agência americanas alertam para hackers iranianos Agências de segurança dos Estados Unidos alertaram nesta terça-feira (7) que hackers apoiados pelo Irã estão explorando falhas em sistemas para atacar a infraestrutura do país, incluindo serviços de água, esgoto, energia e órgãos de governos locais. Os hackers buscam causar "impactos nos EUA" e já provocaram "interrupções em serviços e prejuízos financeiros", afirmaram as autoridades em comunicado. O alerta foi emitido pelo FBI, pela Agência de Segurança Nacional (NSA), pela Agência de Defesa Cibernética (CISA), pela Agência de Proteção Ambiental (EPA), pelo Comando Cibernético dos EUA e pelo Departamento de Energia. Trump adia ultimato contra o Irã por 2 semanas 19h32 - Trump recua Em um post no Truth Social, Trump disse que resolveu adiar os ataques após um pedido de autoridades do Paquistão, que estão mediando conversas indiretas entre os Estados Unidos e o Irã. "Concordo em suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas. Este será um CESSAR-FOGO de dois lados!", afirmou. O presidente norte-americano alegou que todos os objetivos militares dos EUA no Irã já foram cumpridos e que as negociações para um acordo definitivo de paz estão avançadas.

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Hackers iranianos miram infraestrutura crítica dos EUA, alertam agências americanas

Publicado em: 07/04/2026 17:48

Trump sobre Irã: 'Uma civilização inteira morrerá esta noite' Agências de segurança dos Estados Unidos alertaram nesta terça-feira (7) que hackers apoiados pelo Irã estão explorando falhas em sistemas para atacar a infraestrutura do país, incluindo serviços de água, esgoto, energia e órgãos de governos locais. Os hackers buscam causar "impactos nos EUA" e já provocaram "interrupções em serviços e prejuízos financeiros", afirmaram as autoridades em comunicado. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O alerta foi emitido pelo FBI, pela Agência de Segurança Nacional (NSA), pela Agência de Defesa Cibernética (CISA), pela Agência de Proteção Ambiental (EPA), pelo Comando Cibernético dos EUA e pelo Departamento de Energia. O comunicado das agências não especifica quais são os alvos, mas afirma que os invasores miram sistemas usados para controlar e monitorar equipamentos de operações de infraestrutura crítica. Autoridades no Irã limitaram o acesso à internet, e os EUA aumentaram as preocupações com riscos representados por IA Reuters/Dado Ruvic "Organizações de vários setores da infraestrutura crítica dos EUA sofreram interrupções por meio de interações maliciosas com arquivos de projeto e da manipulação de dados", diz o comunicado. Segundo o comunicado, os ataques exploram dispositivos como controladores lógicos programáveis fabricados pela empresa americana Rockwell Automation. Esses aparelhos são computadores industriais que funcionam como o "cérebro" das operações. 'Project Maven': como os EUA usam IA como tecnologia de guerra para lançar ataques letais em minutos A China está vencendo uma corrida pela IA, os EUA outra — mas qualquer um dos dois pode conseguir dianteira Apple, 50 anos: 3 sucessos e 3 fracassos da empresa em sua história As agências afirmaram que "organizações dos EUA devem revisar com urgência as táticas, técnicas e procedimentos (TTPs) e os indicadores de comprometimento (IOCs)" para buscar sinais de atividade atual ou passada por terceiros em suas redes. Os órgãos de segurança destacaram ainda que já tinham reportado ataques a controladores lógicos por parte do grupo "CyberAv3ngers" (também conhecido como Shahid Kaveh Group), ligado à estrutura de ataques cibernéticos da Guarda Revolucionária do Irã. Hackers do grupo Handala, que apoia o Irã, afirmaram em março que invadiram sistemas da empresa americana de tecnologia médica Stryker. Eles alegaram que o ataque foi uma retaliação a supostos bombardeios dos EUA que mataram crianças iranianas. Em outro caso, hackers bloquearam o acesso de uma empresa de saúde à própria rede usando uma ferramenta que autoridades dos EUA associam ao Irã, segundo pesquisadores da empresa americana de segurança digital Halcyon. O alerta de autoridades americanas de segurança foi publicado logo após o presidente Donald Trump afirmar que "uma civilização inteira morrerá nesta noite", horas antes do prazo final dado por ele para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz. 'Project Maven': como os EUA usam IA como tecnologia de guerra

Pane no sistema e greve no Detran RJ afetam serviços e cancelam provas de CNH no estado

Publicado em: 07/04/2026 10:54

Pane no sistema e greve no Detran RJ afetam serviços e cancelam provas de CNH no estado Uma falha nos sistemas do Detran RJ, somada a uma greve de servidores, provocou transtornos a candidatos à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e a usuários de outros serviços nesta segunda-feira (6) e terça (7). Provas práticas de direção foram canceladas, e atendimentos como renovação de habilitação e transferência de veículos ficaram comprometidos. De acordo com o órgão, a instabilidade registrada na segunda-feira foi causada por uma tentativa de ataque cibernético, que afetou os sistemas de habilitação e veículos. Após a atuação das equipes técnicas, os serviços foram restabelecidos, mas os reflexos ainda atingiram o atendimento ao público. Greve de servidores agrava situação Servidores aguardam em frente ao Detran durante paralisação de servidores, no Rio Reprodução Além da pane no sistema, uma paralisação de funcionários também impactou o funcionamento das unidades. Segundo relatos, faltaram examinadores em locais de prova, o que impediu a realização dos testes práticos. Em Sepetiba, na Zona Oeste do Rio, uma instrutora contou que encontrou dezenas de carros de autoescolas parados, com portas abertas, e nenhum exame foi realizado. Já no posto do Aerotown, na Barra da Tijuca, cerca de 200 pessoas ficaram sem fazer a prova por ausência de profissionais. Ainda segundo profissionais do setor, há problemas que vão além da greve, como dificuldade no agendamento online, falhas na validação de aulas e entraves no credenciamento de instrutores autônomos. Candidatos recebem e-mail informando o cancelamento das provas práticas de direção no Rio Reprodução Candidatos relataram que receberam e-mails informando o cancelamento dos exames práticos agendados para esta terça-feira (7). O comunicado foi enviado pela divisão de aprendizagem do departamento. Na tarde de segunda-feira, servidores realizaram um protesto na Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio, com interdição de pistas durante a manifestação. Em nota, o sindicato da categoria informou que a greve ocorre por descumprimento de acordos judiciais e reivindicação de melhores condições de trabalho. A entidade afirmou que tentou diálogo antes da paralisação, mas não houve avanço. O Detran RJ, por sua vez, declarou que mantém negociação com os servidores e que já concedeu reajustes em auxílios. O órgão também afirmou que cumpre decisões judiciais e que trabalha para melhorar a infraestrutura das unidades. O departamento orienta que candidatos que não conseguiram fazer a prova prática serão remanejados. Já quem teve outros serviços afetados pode retornar à unidade em até cinco dias úteis após a normalização, sem necessidade de novo agendamento. Manifestação de funcionários interdita trecho da Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio Reprodução: Redes sociais

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Operação prende suspeito de armazenar conteúdo de abuso sexual infantil, em João Pessoa

Publicado em: 02/04/2026 07:05

Operação prende suspeito de armazenar conteúdo de abuso sexual infantil, em João Pessoa Divulgação/Polícia Civil da Paraíba A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, no início da manhã desta quinta-feira (2), a operação "Infância Protegida II", em João Pessoa. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido contra um homem de 31 anos suspeito de armazenar arquivos com conteúdo de abuso sexual infantil. De acordo com a Polícia Civil, o suspeito teria praticado os crimes tanto no imóvel onde residia com colegas de trabalho, na capital paraibana, quanto em sua cidade natal, localizada no interior de Pernambuco. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp A ação foi realizada por equipes da Delegacia de Crimes Cibernéticos (DECC) no bairro de Manaíra. Durante o cumprimento do mandado, os policiais apreenderam o dispositivo eletrônico que, segundo as investigações, era utilizado para armazenar o material ilegal. O homem é investigado por armazenamento de conteúdo relacionado a abuso sexual infantil, crime previsto na legislação brasileira. O material apreendido vai passar por perícia e o caso segue em investigação. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba .

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Tropas britânicas serão enviadas ao Oriente Médio, enquanto Trump critica atuação do Reino Unido na guerra

Publicado em: 31/03/2026 18:38

Cerca de 1.000 militares britânicos estarão envolvidos na defesa do Golfo e do Chipre Ministério da Defesa do Reino Unido O Reino Unido decidiu enviar tropas e mais sistemas de defesa aérea ao Oriente Médio para ações defensivas contra ataques do Irã. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O deslocamento vai elevar para cerca de 1.000 o total de militares britânicos envolvidos na defesa do Golfo e do Chipre. O secretário de Defesa do Reino Unido, John Healey, disse que equipes e sistemas adicionais de defesa aérea seriam enviados à Arábia Saudita, ao Bahrein e ao Kuwait, enquanto o uso de jatos Typhoon no Qatar será estendido. Ele informou ainda que o Reino Unido enviará à Arábia Saudita, ainda esta semana, o sistema de mísseis de defesa aérea Sky Sabre, juntamente com equipes para operá-lo. Irã divulga vídeo derrubando drones avançados dos EUA O sistema pode interceptar munições e aeronaves e será integrado às defesas aéreas mais amplas da região, disse o ministério. "Minha mensagem aos parceiros do Golfo é: o que o Reino Unido tem de melhor ajudará vocês a defender seus céus", afirmou Healey em viagem pelos países do Golfo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem criticado a posição do Reino Unido em relação à guerra, assim como a de outros aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Nesta terça-feira (31), o presidente mencionou especificamente o Reino Unido ao afirmar que países que não participaram dos ataques iniciais contra o Irã deveriam "buscar seu próprio petróleo" no Estreito de Ormuz. "Todos esses países que não conseguem combustível de aviação por causa do Estreito de Ormuz, como o Reino Unido, que se recusou a participar da decapitação do Irã, tenho uma sugestão para vocês: Número 1, comprem dos EUA, nós temos de sobra, e Número 2, criem um pouco de coragem tardia, vão ao Estreito e simplesmente TOMEM", escreveu em uma publicação na rede social Truth Social. "Vocês terão de começar a aprender a lutar por si mesmos." O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, disse na segunda-feira (30) que o país "não vai ser arrastado para esta guerra", mas vai continuar defendendo seus interesses e aliados na região. Starmer reiterou que tropas britânicas não serão enviadas para atuar em solo iraniano. "Essa guerra não é nossa e não vamos ser arrastados para ela", afirmou ao responder a uma pergunta de jornalistas. O Reino Unido anteriormente autorizou os EUA a utilizarem bases militares britânicas para ataques "defensivos" contra locais de lançamento de mísseis iranianos, depois que Starmer recusou um pedido para usar bases britânicas nos ataques iniciais dos EUA e de Israel contra o Irã em fevereiro. Netanyahu diz que 'mais da metade' dos objetivos militares foram alcançados Netanyahu disse que ofensiva contra o Irã 'definitivamente ultrapassou a metade', mas esclareceu que se refere a missões, não a tempo Ronen Zvulun/Reuters/Arquivo Nesta segunda, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a ofensiva "definitivamente ultrapassou a metade", mas esclareceu posteriormente que se referia a missões, não a tempo. Netanyahu acrescentou que a guerra matou "milhares" de membros da Guarda Revolucionária do Irã e que Israel e os EUA estavam "perto de acabar com a indústria armamentista", destruindo fábricas inteiras e o próprio programa nuclear. Segundo o Wall Street Journal, Trump teria dito a seus assessores que está disposto a encerrar a campanha militar contra o Irã, mesmo que o Estreito de Ormuz permaneça em grande parte fechado. Questionada sobre o assunto, a Casa Branca remeteu a comentários feitos pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, de que o estreito de Ormuz "reabrirá de uma forma ou de outra". Trump fez novas ameaças de "aniquilar" as usinas de energia, poços de petróleo e "possivelmente" as usinas de dessalinização de água do Irã caso um acordo não seja alcançado "em breve". "Grandes progressos foram feitos, mas, se por algum motivo um acordo não for alcançado em breve, o que provavelmente acontecerá, e se o estreito de Ormuz não for imediatamente 'aberto para negócios', concluiremos nossa adorável 'estadia' no Irã", o mandatário publicou na rede social Truth Social. Mas um porta-voz do ministro das Relações Exteriores do Irã negou, mais uma vez, que tenha havido negociações com autoridades americanas. Esmaeil Baqaei afirmou que o Irã "não negociou com os EUA nesses 31 dias", referindo-se à duração da guerra. "O que ocorreu foi o envio de um pedido de negociação, acompanhado de um conjunto de propostas dos Estados Unidos, que nos chegaram por meio de certos intermediários, incluindo o Paquistão", escreveu Baqaei em uma declaração online. "Nossa posição é muito clara. Enquanto a agressão militar e a invasão americana continuam com toda a intensidade, todos os nossos esforços e recursos estão voltados para a defesa da essência do Irã. Não nos esquecemos da traição infligida à diplomacia em duas ocasiões em menos de um ano." Homem carrega caixas de uma casa danificada por ataques em Teerã, capital do Irã, na segunda-feira (30) Reuters Ataques e mortes continuam As Forças de Defesa de Israel informaram na segunda-feira que quatro soldados foram mortos e dois ficaram feridos. De acordo com o comunicado, divulgado no Telegram, o capitão Noam Madmoni, de 22 anos, o sargento Ben Cohen, de 21, e o sargento Maxsim Entis, de 22 anos, morreram em combate no sul do Líbano. Um quarto soldado foi morto no mesmo incidente, mas seu nome não foi divulgado. Duas pessoas também foram levadas para o hospital: um soldado foi classificado como "gravemente ferido" e um reservista como "moderadamente ferido". Já a terça-feira (31) começou com uma nova onda de ataques lançada por Israel contra a capital iraniana, Teerã, horas depois de os militares supostamente terem identificado mísseis do Irã em direção a Israel. Ataques também foram registrados em Dubai, onde as autoridades afirmam que um navio com dois milhões de barris de petróleo que navega em direção à China foi incendiado após um ataque de drone iraniano pouco antes das 4h do horário local. Quatro pessoas ficaram feridas no incidente, que ocorreu perto de uma casa abandonada na área de Al Badia. O incêndio foi controlado após algumas horas e, embora tenha havido alguns danos ao navio, os 24 tripulantes estão seguros e ilesos, segundo as autoridades em Dubai. A mídia iraniana noticiou o ataque, mas não houve atribuição de autoria. Ainda não há imagens ou vídeos do navio danificado. Vale lembrar que, de acordo com as leis de crimes cibernéticos dos Emirados Árabes, é proibido fotografar, compartilhar ou publicar imagens de locais atingidos por mísseis ou drones. O navio Al-Salmi, construído em 2011, pertence e é operado pela estatal Kuwait Oil Tanker Company, que não comentou o caso até a publicação desta reportagem. A empresa de inteligência marítima TankerTrackers.com afirma que o navio transporta cerca de 1,2 milhão de barris de petróleo bruto saudita e 800 mil barris de petróleo bruto kuwaitiano. O carregamento teria sido concluído no mês passado. O navio Al-Salmi está transmitindo sua posição, indicada no mapa pelo ponto vermelho, no Golfo Pérsico, ao largo da costa dos Emirados Árabes Unidos Marinetraffic via BBC Em uma publicação no X, o Ministério de Defesa dos Emirados Árabes afirmou que os sons ouvidos na manhã desta terça-feira em todo o país são de interceptações com mísseis balísticos e de cruzeiro, além de drones. Assim que os ataques começaram, alertas foram enviados aos celulares de quem está na região, orientando os moradores e visitantes a procurarem abrigo e permanecerem em um local seguro. Os alertas, que também são enviados em outros países do Golfo, ocorrem com mais frequência à noite. O exército do Kuwait também afirmou que está interceptando ataques de drones e mísseis sobre seu território. Já na Arábia Saudita, seis casas foram danificadas por destroços de um drone abatido. Não houve feridos, informou a autoridade de defesa civil do país em um comunicado. Na cidade de Sharjah, nos Emirados Árabes, as autoridades informaram que um drone foi lançado por Israel tendo como alvo o edifício administrativo da Companhia de Telecomunicações Thuraya. Não houve feridos. Explosões também foram ouvidas em Teerã durante a madrugada, segundo a agência de notícias AFP. Isso teria levado à interrupção do fornecimento de energia em algumas partes da cidade, segundo a mídia local. A agência de notícias Tasnim, associada à Guarda Revolucionária Islâmica, informou que a maior parte da energia já havia sido restabelecida na manhã desta terça-feira após a interrupção, que teria sido causada por estilhaços que atingiram uma subestação. O estreito de Ormuz Uma comissão parlamentar no Irã aprovou planos para impor pedágios ao tráfego no estreito de Ormuz, de acordo com a agência de notícias Fars, afiliada à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). A agência acrescenta que, segundo os planos, navios americanos, israelenses e de outros países que participaram das sanções contra o Irã seriam proibidos de transitar pelo estreito. A agência de notícias AFP informou que o novo sistema de pedágios foi anunciado na televisão estatal iraniana, que afirmou que o Irã o implementará em cooperação com Omã. Cerca de 20% do petróleo bruto mundial passa por essa importante via marítima entre o Irã e Omã. Desde o início da guerra, as travessias caíram cerca de 95%, segundo a empresa de inteligência marítima Kpler.

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Polícia do RJ mira suspeitos de abuso sexual infantil na internet

Publicado em: 31/03/2026 07:17

Polícia do RJ mira suspeitos de abuso sexual infantil na internet Reprodução Um suspeito foi preso e outros dois foram conduzidos para a delegacia, na manhã desta terça-feira (31), durante uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, em conjunto com o Ministério da Justiça, por envolvimento em crimes cibernéticos relacionados ao abuso sexual infantojuvenil. Segundo as investigações, os envolvidos usavam um tipo de rede em que os próprios computadores se conectam diretamente uns aos outros para trocar arquivos, sem passar por um servidor central. Isso acaba dificultando o trabalho da polícia, porque fica mais complicado rastrear de onde vieram os arquivos e quem os compartilhou. Nesse sistema, cada usuário atua simultaneamente como receptor e transmissor de arquivos, o que permite o compartilhamento automático dos conteúdos armazenados em seus próprios dispositivos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça As apurações indicam que a tecnologia vinha sendo usada para a disseminação de material de abuso sexual de crianças e adolescentes. Para funcionar, o sistema exige a instalação de programas específicos, que organizam e compartilham os arquivos de forma contínua. Com base nos elementos reunidos, agentes cumprem três mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. A expectativa é apreender computadores, celulares, HDs externos e outras mídias digitais que possam conter provas dos crimes. A ação é conduzida por uma unidade especializada da Polícia Civil, em conjunto com o Cybergaeco, o Cyberlab do Ministério da Justiça e com apoio do Departamento-Geral de Polícia Especializada. Os agentes pretendem identificar outros possíveis envolvidos e interromper a circulação do material ilegal, já que os arquivos continuam sendo compartilhados enquanto os programas de P2P permanecem ativos. A operação faz parte de uma estratégia permanente de combate a crimes cibernéticos contra crianças e adolescentes e reforça o compromisso das autoridades com a proteção de vítimas em situação de vulnerabilidade. Veja os vídeos que estão em alta no g1

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Netanyahu diz que 'mais da metade' dos objetivos militares já foram alcançados em guerra de Israel e EUA contra o Irã

Publicado em: 31/03/2026 06:48

Netanyahu disse que ofensiva contra o Irã "definitivamente ultrapassou a metade", mas esclareceu que se refere a missões, não a tempo. Ronen Zvulun/Reuters/Arquivo via BBC Quando a guerra de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã vai acabar? O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira (30/3) que a ofensiva "definitivamente ultrapassou a metade", mas esclareceu posteriormente que se referia a missões, não a tempo. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Netanyahu acrescentou que a guerra matou "milhares" de membros da Guarda Revolucionária do Irã e que Israel e os EUA estavam "perto de acabar com a indústria armamentista", destruindo fábricas inteiras e o próprio programa nuclear. Segundo o Wall Street Journal, o presidente americano Donald Trump teria dito a seus assessores que está disposto a encerrar a campanha militar contra o Irã, mesmo que o Estreito de Ormuz permaneça em grande parte fechado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Questionada sobre o assunto, a Casa Branca remeteu a comentários feitos pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, de que o Estreito de Ormuz "reabrirá de uma forma ou de outra". Trump fez novas ameaças de "aniquilar" as usinas de energia, poços de petróleo e "possivelmente" as usinas de dessalinização de água do Irã caso um acordo não seja alcançado "em breve". "Grandes progressos foram feitos, mas, se por algum motivo um acordo não for alcançado em breve, o que provavelmente acontecerá, e se o Estreito de Ormuz não for imediatamente 'aberto para negócios', concluiremos nossa adorável 'estadia' no Irã", o mandatário publicou na rede social Truth Social. Mas um porta-voz do ministro das Relações Exteriores do Irã negou, mais uma vez, que tenha havido negociações com autoridades americanas. Esmaeil Baqaei afirmou que o Irã "não negociou com os EUA nesses 31 dias", referindo-se à duração da guerra. "O que ocorreu foi o envio de um pedido de negociação, acompanhado de um conjunto de propostas dos Estados Unidos, que nos chegaram por meio de certos intermediários, incluindo o Paquistão", escreveu Baqaei em uma declaração online. "Nossa posição é muito clara. Enquanto a agressão militar e a invasão americana continuam com toda a intensidade, todos os nossos esforços e recursos estão voltados para a defesa da essência do Irã. Não nos esquecemos da traição infligida à diplomacia em duas ocasiões em menos de um ano." Irã chama proposta de paz dos EUA de 'fora da realidade'; Trump volta a fazer ameaças por acordo Homem carrega caixas de uma casa danificada por ataques em Teerã, capital do Irã, na segunda-feira (30/3). Reuters via BBC Ataques e mortes continuam As Forças de Defesa de Israel informaram na segunda-feira que quatro soldados foram mortos e dois ficaram feridos. De acordo com o comunicado, divulgado no Telegram, o capitão Noam Madmoni, de 22 anos, o sargento Ben Cohen, de 21, e o sargento Maxsim Entis, de 22 anos, morreram em combate no sul do Líbano. Um quarto soldado foi morto no mesmo incidente, mas seu nome não foi divulgado. Duas pessoas também foram levadas para o hospital: um soldado foi classificado como "gravemente ferido" e um reservista como "moderadamente ferido". Já a terça-feira (31/3) começou com uma nova onda de ataques lançada por Israel contra a capital iraniana, Teerã, horas depois de os militares supostamente terem identificado mísseis do Irã em direção a Israel. Ataques também foram registrados em Dubai, onde as autoridades afirmam que um navio com dois milhões de barris de petróleo que navega em direção à China foi incendiado após um ataque de drone iraniano pouco antes das 4h do horário local. Quatro pessoas ficaram feridas no incidente, que ocorreu perto de uma casa abandonada na área de Al Badia. O incêndio foi controlado após algumas horas e, embora tenha havido alguns danos ao navio, os 24 tripulantes estão seguros e ilesos, segundo as autoridades em Dubai. A mídia iraniana noticiou o ataque, mas não reconheceram sua autoria. Ainda não há imagens ou vídeos do navio danificado. Vale lembrar que, de acordo com as leis de crimes cibernéticos dos Emirados Árabes, é proibido fotografar, compartilhar ou publicar imagens de locais atingidos por mísseis ou drones. O navio Al-Salmi, construído em 2011, pertence e é operado pela estatal Kuwait Oil Tanker Company, que não comentou o caso até a publicação desta reportagem. A empresa de inteligência marítima TankerTrackers.com afirma que o navio transporta cerca de 1,2 milhão de barris de petróleo bruto saudita e 800 mil barris de petróleo bruto kuwaitiano. O carregamento teria sido concluído no mês passado. A empresa de inteligência marítima TankerTrackers.com afirma que o navio transporta cerca de 1,2 milhão de barris de petróleo bruto saudita e 800 mil barris de petróleo bruto kuwaitiano. O carregamento teria sido concluído no mês passado. MarineTraffic via BBC Em uma publicação no X, o Ministério de Defesa dos Emirados Árabes afirmou que os sons ouvidos na manhã desta terça-feira em todo o país são de interceptações com mísseis balísticos e de cruzeiro, além de drones. Assim que os ataques começaram, alertas foram enviados aos celulares de quem está na região, orientando os moradores e visitantes a procurarem abrigo e permanecerem em um local seguro. Os alertas, que também são enviados em outros países do Golfo, ocorrem com mais frequência à noite. O exército do Kuwait também afirmou que está interceptando ataques de drones e mísseis sobre seu território. Já na Arábia Saudita, seis casas foram danificadas por destroços de um drone abatido. Não houve feridos, informou a autoridade de defesa civil do país em um comunicado. Na cidade de Sharjah, nos Emirados Árabes, as autoridades informaram que um drone foi lançado por Israel tendo como alvo o edifício administrativo da Companhia de Telecomunicações Thuraya. Não houve feridos. Explosões também foram ouvidas em Teerã durante a madrugada, segundo a agência de notícias AFP. Isso teria levado à interrupção do fornecimento de energia em algumas partes da cidade, segundo a mídia local. A agência de notícias Tasnim, associada à Guarda Revolucionária Islâmica, informou que a maior parte da energia já havia sido restabelecida na manhã desta terça-feira após a interrupção, que teria sido causada por estilhaços que atingiram uma subestação. O Estreito de Ormuz Uma comissão parlamentar no Irã aprovou planos para impor pedágios ao tráfego no Estreito de Ormuz, de acordo com a agência de notícias Fars, afiliada à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). A agência acrescenta que, segundo os planos, navios americanos, israelenses e de outros países que participaram das sanções contra o Irã seriam proibidos de transitar pelo estreito. A agência de notícias AFP informou que o novo sistema de pedágios foi anunciado na televisão estatal iraniana, que afirmou que o Irã o implementará em cooperação com Omã. Cerca de 20% do petróleo bruto mundial passa por essa importante via marítima entre o Irã e Omã. Desde o início da guerra, as travessias caíram cerca de 95%, segundo a empresa de inteligência marítima Kpler.

Palavras-chave: cibernético

Aplicativo falso, deepfakes e ataques a data centers: como é a 'guerra digital' entre Irã, EUA e Israel

Publicado em: 31/03/2026 02:00

Conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã completa um mês Enquanto fugiam de um ataque de mísseis do Irã, alguns israelenses com celulares Android receberam uma mensagem com link para um suposto aplicativo de informações em tempo real sobre abrigos antiaéreos. Mas, em vez de oferecer um aplicativo útil, o link baixava um arquivo malicioso que dava aos hackers acesso à câmera do celular, à localização e a todos os dados dos usuários. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A operação atribuída aos iranianos demonstrou uma coordenação sofisticada na frente cibernética do conflito que opõe os Estados Unidos e Israel ao Irã e seus representantes digitais. À medida que buscam usar capacidades cibernéticas para compensar suas desvantagens militares, o Irã e seus apoiadores demonstram como desinformação, inteligência artificial e invasões digitais agora estão incorporadas à guerra moderna. As mensagens falsas recebidas recentemente pareciam ter sido cronometradas para coincidir com os ataques de mísseis, representando uma combinação inédita de ataques digitais e físicos, destacou Gil Messing, chefe de gabinete da empresa israelense de cibersegurança Check Point Research. "Isso foi enviado às pessoas enquanto elas corriam para os abrigos para se proteger", disse Messing. "O fato de estar sincronizado e no mesmo minuto é uma novidade". Especialistas afirmaram que a disputa digital provavelmente continuará mesmo com um cessar-fogo porque é mais fácil e barata que o conflito convencional e não é projetada para matar ou conquistar, mas para espionar, roubar e intimidar. Ataques virtuais de alto volume e baixo impacto Embora em grande número, a maioria dos ataques cibernéticos ligados à guerra tem causado danos relativamente limitados a redes econômicas ou militares. Mas eles colocaram muitas empresas na defensiva, forçando-as a corrigir rapidamente antigas vulnerabilidades. Quase 5.800 ataques cibernéticos de cerca de 50 grupos ligados ao Irã foram rastreados até agora, de acordo com investigadores da empresa de segurança DigiCert, com sede em Utah. A maior parte tem como alvo empresas dos EUA e de Israel, mas alguns visaram redes no Bahrein, no Kuwait, no Catar e em outros países da região. Muitos ataques virtuais são bloqueados por medidas mais recentes de cibersegurança, mas podem causar danos sérios a organizações com sistemas desatualizados e impor demanda por recursos mesmo quando não têm sucesso. Eles também têm um impacto psicológico sobre empresas que podem fazer negócios com o setor militar. "Há muito mais ataques acontecendo que não estão sendo relatados", disse Michael Smith, diretor de tecnologia de campo da DigiCert. Veja as exigências de EUA e Irã para acabar a guerra Um grupo de hackers pró-Irã disse na sexta-feira (27) ter invadido uma conta do diretor do FBI, Kash Patel, e publicou o que pareciam ser fotografias antigas, um currículo e outros documentos pessoais do chefe da agência. Muitos desses registros pareciam ter mais de uma década. É semelhante a muitos dos ataques cibernéticos ligados a hackers pró-Irã: chamativos e projetados para aumentar o moral entre apoiadores, enquanto minam a confiança do oponente, mas sem grande impacto no esforço de guerra. Esses ataques de alto volume e baixo impacto são "uma forma de dizer às pessoas em outros países que ainda é possível alcançá-las, mesmo que estejam em outro continente. Isso os torna mais uma tática de intimidação", disse Smith, da Digicert. Estruturas críticas como alvos É provável que o Irã ataque os elos mais fracos da cibersegurança americana: cadeias de suprimentos que sustentam a economia e o esforço de guerra, bem como infraestrutura crítica, como portos, estações ferroviárias, sistemas de água e hospitais. O Irã também está mirando data centers com armas cibernéticas e convencionais, mostrando o quão importantes esses locais são para a economia, as comunicações e a segurança das informações militares. Vista aérea de um data center da AWS que integra a região US-EAST-1, no norte da Virgínia, nos EUA Reuters/Jonathan Ernst Neste mês, hackers do grupo Handala, que apoia o Irã, afirmaram ter invadido a empresa americana de tecnologia médica Stryker e alegaram que o ataque foi uma retaliação a supostos bombardeios dos EUA que mataram crianças iranianas em idade escolar. Em outro ataque, hackers bloquearam o acesso de uma empresa de saúde à sua própria rede por meio de uma ferramenta que autoridades dos EUA associam ao Irã, afirmaram recentemente pesquisadores da empresa americana de cibersegurança Halcyon. Neste caso, os hackers nunca exigiram resgate, sugerindo que estavam motivados por destruição e caos, e não por lucro, revelaram os pesquisadores. Junto com o ataque à Stryker, "isso sugere um foco deliberado no setor médico, em vez de alvos de oportunidade", disse Cynthia Kaiser, vice-presidente sênior da Halcyon. "À medida que esse conflito continua, devemos esperar que esse direcionamento se intensifique". A inteligência artificial está dando um impulso A inteligência artificial pode ser usada para aumentar a velocidade de ataques cibernéticos e permitir que hackers automatizem grande parte do processo. Mas é na desinformação que a IA realmente demonstrou seu impacto corrosivo sobre a confiança pública. Apoiadores de ambos os lados têm disseminado imagens falsas de atrocidades ou de vitórias decisivas que nunca aconteceram. Um deepfake de navios de guerra dos Estados Unidos afundados acumulou mais de 100 milhões de visualizações. É #FAKE que imagens mostrem militares de elite americanos capturados pelo Irã O que é deepfake e como ele é usado para distorcer realidade O que é #FATO e o que é #FAKE na guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio As autoridades no Irã limitaram o acesso à internet e estão trabalhando para moldar a visão que os iranianos têm da guerra com propaganda e desinformação. A mídia estatal iraniana, por exemplo, passou a rotular imagens reais da guerra como falsas, às vezes substituindo-as por imagens manipuladas próprias, segundo pesquisa da NewsGuard, empresa americana que monitora desinformação. O aumento das preocupações com riscos representados por IA e invasões levou o Departamento de Estado americano a criar em 2025 o Escritório de Ameaças Emergentes, focado em novas tecnologias e em como elas poderiam ser usadas contra os EUA. Ele se junta a esforços semelhantes já em andamento em órgãos como a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (CISA) e a Agência de Segurança Nacional (NSA). A IA também desempenha um papel na defesa contra ataques cibernéticos ao automatizar e acelerar o trabalho, afirmou recentemente ao Congresso americano a diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard. A tecnologia, disse ela, "moldará cada vez mais as operações cibernéticas, com operadores e defensores usando essas ferramentas para melhorar sua velocidade e eficácia". Apesar de Rússia e China serem vistas como ameaças cibernéticas maiores, o Irã ainda assim lançou várias operações contra americanos. Nos últimos anos, grupos que trabalham para Teerã infiltraram o sistema de e-mail da campanha do presidente Donald Trump, atacaram sistemas de água nos Estados Unidos e tentaram invadir redes usadas pelos militares e por contratados de defesa. Eles também se passaram por manifestantes americanos online como forma de incentivar protestos contra Israel de maneira encoberta. Autoridades no Irã limitaram o acesso à internet, e os EUA aumentaram as preocupações com riscos representados por IAAutoridades no Irã limitaram o acesso à internet, e os EUA aumentaram as preocupações com riscos representados por IA Reuters/Dado Ruvic

Professor de vôlei investigado por aliciamento e exploração sexual de adolescentes é preso em BH

Publicado em: 30/03/2026 19:33

Professor de vôlei Fernando Pacheco de Lima, investigado por aliciamento e exploração sexual de adolescentes Reprodução/Redes sociais O professor de vôlei Fernando Pacheco de Lima, investigado por aliciamento e exploração sexual de adolescentes, foi preso nesta segunda-feira (30). Segundo a Polícia Civil, ele estava em um hotel da Região Centro-Sul de Belo Horizonte no momento da prisão. As apurações da 2ª Delegacia Especializada de Investigação de Crimes Cibernéticos apontam que o homem, de 40 anos, utilizava perfis falsos em redes sociais para manter contato com ex-alunas de uma escola particular onde lecionava e pedir imagens de nudez. Ele também tentava promover diálogos de cunho erótico com as vítimas, que tinham entre 11 e 12 anos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Minas no WhatsApp Conforme a polícia, a prisão foi efetuada com base no artigo 241-D do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que tipifica o delito conhecido como grooming — o aliciamento de menores de idade para fins sexuais por meios de comunicação. Durante a ação, um aparelho celular foi apreendido para ser periciado. "De acordo com o levantamento da unidade especializada, o homem já possui histórico criminal pela prática do mesmo tipo de delito, agindo de forma semelhante para se aproximar e explorar vítimas vulneráveis. O investigado foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça", informou a Polícia Civil. A TV Globo tenta contato com a defesa do professor Fernando Pacheco de Lima para um posicionamento. Demitido após denúncias Polícia Civil investiga professor suspeito de aliciar alunas de escola particular de BH O professor de vôlei trabalhava em uma escola particular de Belo Horizonte. Ele passou a ser investigado pela Polícia Civil depois de uma denúncia de aliciamento registrada em 21 de fevereiro e foi demitido da instituição de ensino (relembre no vídeo acima). De acordo com a mãe de uma aluna, o homem se comunicava com as crianças por aplicativo usando um perfil falso, no qual fingia ser uma adolescente e solicitava às vítimas o envio de fotos íntimas. Armazenamento de material de abuso Em novembro de 2021, o suspeito foi preso por armazenar material de abuso sexual infantil. Na época, ele tinha 34 anos e ficou pouco menos de um mês na prisão, porque foi solto graças a um alvará expedido pela Justiça. A investigação do caso tinha começado em 2019, quando os pais de uma aluna de uma escola privada registraram a denúncia sobre pedidos de fotos de teor íntimo nas redes sociais da filha. LEIA TAMBÉM: Operação destrói cinco pontos de garimpo ilegal no Rio das Velhas, na Grande BH CNJ afasta desembargador responsável pela recuperação judicial da 123 Milhas Vídeos mais vistos no g1 Minas:

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