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Ataques DDoS no Brasil: desafios da segurança digital

Publicado em: 10/03/2026 14:13

Ataques DDoS no Brasil: desafios da segurança digital – Crédito: Divulgação. Em um mundo onde praticamente tudo depende de redes e sistemas conectados, a segurança digital tornou-se parte central da soberania de qualquer país. Entre as ameaças mais recorrentes e disruptivas da atualidade estão os ataques DDoS (Distributed Denial of Service). Eles deixaram de ser ações isoladas de hackers oportunistas e passaram a integrar estratégias mais amplas de guerra cibernética, pressão geopolítica e sabotagem econômica. O que é um ataque DDoS e por que ele é tão perigoso Um ataque DDoS funciona como um congestionamento artificial da internet. Milhares ou até milhões de dispositivos comprometidos passam a enviar requisições simultâneas contra um servidor ou infraestrutura de rede, esgotando sua capacidade de processamento e tornando o serviço indisponível. Diferentemente de ataques voltados ao roubo de informações, o DDoS tem como objetivo principal a interrupção. Ele paralisa sites, aplicativos, plataformas bancárias, provedores de internet e até sistemas governamentais. Em um ambiente digitalizado, minutos de indisponibilidade significam prejuízos financeiros relevantes, quebra de confiança e impacto institucional. O Brasil entre os países mais atacados do mundo Segundo matéria publicada no Teletime, o Brasil figura entre os países que mais sofrem ataques DDoS no mundo. Esse cenário não é casual. O país possui mais de 20 mil provedores de internet (ISPs), o maior número global, criando uma infraestrutura extremamente distribuída. Embora essa característica favoreça a expansão da conectividade, também amplia os pontos de vulnerabilidade. Além disso, o Brasil é uma das maiores economias digitais da América Latina. O crescimento acelerado do setor financeiro digital, do e-commerce, das plataformas governamentais online e da infraestrutura conectada amplia a relevância do país no ambiente digital e, consequentemente, também o torna um alvo estratégico para ataques cibernéticos. Ataques de grande escala comprometem transações financeiras, sistemas logísticos, comunicações institucionais e serviços essenciais. Marinha do Brasil recebe treinamento da Sage Networks A Marinha do Brasil atua na proteção da soberania nacional, inclusive no ambiente cibernético. Sistemas de comunicação, logística, monitoramento marítimo, infraestrutura portuária e redes estratégicas dependem de alta disponibilidade para o funcionamento das operações de defesa e segurança do país. Um ataque DDoS direcionado a essas estruturas pode comprometer operações críticas, gerar instabilidade institucional e afetar a coordenação entre diferentes órgãos responsáveis pela defesa nacional. Diante desse cenário, o investimento em treinamento e capacitação tornou-se um elemento essencial para a preparação das forças armadas. Com esse objetivo, especialistas da Sage Networks realizaram dois dias de treinamentos técnicos para a Marinha do Brasil, abordando os principais conceitos relacionados a ataques DDoS, cenários de guerra cibernética e estratégias de mitigação dessas ameaças. Durante as apresentações, foram discutidos exemplos reais de ataques que impactaram infraestruturas críticas ao redor do mundo, além de estratégias de defesa voltadas à proteção de redes estratégicas e à manutenção da disponibilidade de sistemas essenciais. A iniciativa também buscou ampliar a compreensão dos líderes militares sobre o papel do ciberespaço nas disputas contemporâneas entre Estados. A preparação de lideranças militares para lidar com ameaças digitais é cada vez mais importante em um cenário internacional marcado pela intensificação da guerra cibernética. Ataques a redes, sistemas de comunicação e infraestruturas críticas podem gerar impactos semelhantes aos de operações militares convencionais. DDoS como instrumento de pressão geopolítica Nos últimos anos, ataques DDoS passaram a ser utilizados como ferramenta de pressão estratégica em cenários internacionais. Um exemplo recente ocorreu em fevereiro de 2026, quando autoridades da Dinamarca denunciaram uma série de ciberataques contra sites institucionais na Groenlândia, atribuídos a redes ligadas a hackers russos. Os ataques aconteceram no mesmo período da visita oficial do rei Frederico ao território e durante os primeiros exercícios da OTAN na chamada Operação Sentinela Árctica, voltada ao reforço militar na região. Embora não tenham comprometido dados sensíveis, as ações provocaram interrupções temporárias em páginas governamentais e evidenciaram como o ciberespaço passou a integrar disputas geopolíticas em áreas estratégicas como o Ártico. O DDoS pode funcionar como demonstração de capacidade técnica e instrumento de instabilidade. Ele não destrói infraestrutura física, mas pode comprometer comunicações, sistemas administrativos e operações críticas. Em cenários de crise, isso significa afetar desde portais governamentais e serviços financeiros até canais de coordenação institucional e comunicação pública. Mesmo ataques de curta duração podem gerar confusão operacional, sobrecarregar equipes técnicas e reduzir a capacidade de resposta das instituições. Por isso, a defesa contra DDoS deixou de ser apenas uma questão técnica e passou a integrar o debate sobre segurança nacional e resiliência digital. Defesa preventiva como estratégia de Estado Historicamente, muitos países investiram mais em resposta do que em prevenção. No entanto, em segurança cibernética, a antecipação é mais efetiva e menos custosa do que a reação. A defesa preventiva envolve monitoramento contínuo, análise inteligente de tráfego, identificação de padrões anômalos e capacidade de absorver grandes volumes de requisições maliciosas sem comprometer o serviço legítimo. Quando a proteção é bem estruturada, o usuário final sequer percebe que houve tentativa de ataque. Essa invisibilidade é um dos principais indicadores de maturidade digital. Proteger redes não é apenas evitar indisponibilidade. É certificar a continuidade operacional, preservar reputação e assegurar estabilidade econômica. Tecnologia e responsabilidade compartilhada A proteção contra DDoS exige arquitetura robusta, inteligência de tráfego e capacidade de mitigação em tempo real. Soluções de mitigação podem ser implementadas tanto em ambientes locais (on-premises), com controle direto sobre a infraestrutura, quanto em modelos baseados em nuvem, que oferecem escalabilidade e distribuição geográfica da proteção. A nuvem, em especial, democratiza o acesso à segurança, permitindo que empresas de diferentes portes adotem proteção sem a necessidade de grandes estruturas internas. Como a Sage protege empresas contra ataques DDoS A Sage Networks atua como parceira na proteção contra ataques DDoS. Especializada em segurança de infraestrutura, a empresa desenvolve soluções robustas que priorizam disponibilidade, continuidade operacional e prevenção. Hoje, a empresa ajuda a proteger mais de 20% de toda a internet do Brasil, atendendo provedores de internet, órgãos públicos e empresas privadas que não podem correr o risco de ter seus serviços fora do ar. Anti-DDoS em Nuvem: proteção escalável e imediata A solução Anti-DDoS em Nuvem da Sage oferece mitigação automática em tempo real, absorvendo grandes volumes de tráfego malicioso antes que atinjam a infraestrutura do cliente. Principais benefícios: Alta capacidade de mitigação contra os ataques volumétricos mais complexos do mercado Proteção distribuída e escalável Implementação rápida Monitoramento contínuo 24/7 Suporte multilíngue (português, inglês e espanhol) Dessa forma, a solução é indicada para empresas que precisam de agilidade, escalabilidade e segurança de alto nível sem grandes mudanças estruturais.

Denúncias de crimes virtuais crescem 12% em Campinas; veja orientações de segurança

Publicado em: 06/03/2026 21:15

Imagem de arquivo mostra pessoa usando o celular. Reprodução/TV Globo Campinas (SP) registrou 223 boletins de ocorrência por crimes cibernéticos em 2025, um aumento de 12% em relação ao ano anterior, de acordo com dados da Polícia Civil. Em 2024, foram 199 registros do tipo. 🔎 Crimes cibernéticos são atividades ilícitas cometidas por meio de computadores e dispositivos conectados à internet. Ter o celular invadido, ser alvo de perseguição nas redes sociais ou cair em golpes de perfis falsos são situações que podem ser investigadas nesta tipificação. Para o diretor do Deinter-2, Oswaldo Diez, o aumento do uso da internet e a popularização das redes sociais e dispositivos digitais podem explicar o crescimento. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias da região em tempo real e de graça Orientações Sede do Deinter-2, em Campinas João Gabriel Alvarenga/g1 Segundo Oswaldo Diez, preservar os dados pessoais é fundamental para evitar que sejam usados em fraudes, como saques indevidos e compras em sites falsos. Para evitar golpes, a Polícia Civil recomenda cuidados, como: manter antivírus atualizado nos dispositivos; evitar abrir anexos e links de remetentes desconhecidos; conferir se o endereço do site é o oficial antes de fazer compras ou cadastros; não fornecer dados pessoais em páginas suspeitas. Prejuízos Crimes cibernéticos crescem 12% nas região de Campinas entre 2024 e 2025 A empresária Cristiane Volponi conta que fez uma compra pela internet em dezembro. O pagamento foi realizado dentro de um site de compras conhecido. Cerca de cinco minutos depois, o valor já havia sido debitado quando ela recebeu uma mensagem no WhatsApp de golpistas que tinham acesso a dados pessoais dela. Eles diziam que não haviam conseguido gerar a etiqueta de envio. "Eles entraram em contato com a gente pelo WhatsApp, com o nome, endereço, todos os nossos dados", narrou Cristiane. Ela explicou que não queria cancelar o pedido, e os criminosos orientaram que ela fizesse um novo pagamento para liberação do envio por outra transportadora. O marido dela fez um Pix diretamente ao golpista, acreditando que isso resolveria o problema. Foi nesse momento que ela percebeu que se tratava de um golpe. O prejuízo total foi de R$ 1,2 mil, valor não recuperado até hoje. No fim de fevereiro, Cristiane afirma que foi vítima novamente: a página profissional dela foi clonada. Uma pessoa utilizava suas fotos e seu portfólio para vender serviços como se fosse ela. A empresária registrou outro boletim de ocorrência e precisou se manifestar nas redes sociais explicando que não era a responsável pelas postagens. "Eu trabalho com festas, essa pessoa enviava as minhas fotos, o meu álbum como se fosse dela e usou a minha imagem para vender. Aí eu tive que ir na rede social, me expor e dizer que não, que não era eu. É difícil você ter que provar para outros que você é você mesma", disse. Imagem de arquivo mostra uso de celular. Reprodução/TV Globo O vendedor online Rick Luchesi relatou que trabalhava em uma plataforma de vendas e estava enfrentando dificuldades de acesso. Ao buscar ajuda em uma rede social, recebeu resposta de um perfil que acreditou ser o oficial da plataforma. No entanto, tratava-se de criminosos. Após o contato, sua rede social foi banida pelos golpistas, que passaram a divulgar postagens que não eram dele. Amigos o alertaram sobre o conteúdo suspeito. Ele registrou boletim de ocorrência pela internet e conseguiu recuperar a conta. "Por fim eu consegui recuperar. Mesmo estando no meio, a gente está sujeito a passar por isso", comentou Rick. Já o funcionário público Márcio Santos Belleze contou que teve a rede social invadida. A partir do perfil dele, os criminosos passaram a pedir dinheiro a amigos e conhecidos, afirmando que ele recomendava uma suposta empresa de investimentos. Segundo ele, uma amiga quase fez transferência de R$ 13 mil ao golpista. Márcio só soube da tentativa quando ela ligou para confirmar o investimento. Ele conseguiu reverter a situação e recuperou a conta, mas decidiu processar a rede social por danos morais. A Justiça determinou o pagamento de R$ 8 mil de indenização. Ele disse que a situação trouxe “dor de cabeça” e preocupação com o próprio nome sendo usado para enganar terceiros. "O nosso nome aí, né, dando golpe nas pessoas. É preocupante", afirmou. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

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Denúncias por crimes cibernéticos em Limeira crescem 46% em 2025; saiba como se proteger

Publicado em: 06/03/2026 19:58

Denúncias por crimes cibernéticos em Limeira crescem 46% em 2025; saiba como se proteger Reprodução/EPTV As denúncias por crimes cibernéticos cresceram 46,34%, em Limeira (SP). De acordo com a Polícia Civil, o saldo de registros de casos desta tipificação no município saltou de 41 para 60 entre 2024 e 2025, respectivamente. 🔎 Crimes cibernéticos são atividades ilícitas cometidas por meio de computadores e dispositivos conectados à internet. Ter o celular invadido, ser alvo de perseguição nas redes sociais ou cair em golpes de perfis falsos são situações que podem ser investigadas nesta tipificação. Segundo o delegado do Deinter-2, Oswaldo Diez, o aumento do uso da internet e a popularização das redes sociais e dispositivos digitais podem explicar o crescimento. Segundo ele, os criminosos cometem falhas durante as ações e a polícia consegue avançar nas investigações a partir dessas brechas. "Tem instrumentos eficazes no sentido de identificar, e no sentido de localizar o autor desse crime. A falsa impressão de que a internet é uma terra sem lei faz com que esses indivíduos que cometem esses crimes cometam algum tipo de deficiência ou alguma falha. E aí, a polícia vai exatamente nessas falhas identificar e conseguir identificar e prender os indivíduos" , explica o delegado. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram Em Piracicaba (SP), o número de denúncias por crimes cibernéticos diminuiu. Em 2025, a quantidade de registros não ultrapassou 38, contra os 59 casos denunciados durante 2024. Em todo o estado de São Paulo, a Delegacia de Crimes Cibernéticos realizou 138 operações em 2025, cumpriu 632 mandados judiciais e efetuou 325 indiciamentos. No mesmo período, foram apreendidos 402 celulares e 727 outros dispositivos eletrônicos usados como prova. Como se proteger? Para evitar ser vítima de crimes cibernéticos, a Polícia Civil orienta que os usuários mantenham os antivírus dos dispositivos sempre atualizados. Segundo o delegado Oswaldo Diez, muitas invasões acontecem porque as pessoas negligenciam essa proteção. Outro cuidado essencial é não abrir anexos de e-mails desconhecidos. Os estelionatários costumam enviar mensagens com vírus embutidos nesses arquivos, e ao clicar, o computador pode ser infectado e informações sigilosas, como dados bancários, acabam sendo capturadas pelos criminosos. "Quando um indivíduo clica nesse anexo, acaba infectando a sua máquina. E a infecção dessa máquina faz com que aquelas informações sigilosas que a pessoa utiliza durante o trabalho ou aquelas ações que a pessoa faz em um banco virtual, em uma agência bancária virtual, essas informações são cooptadas pelos bandidos", afirma o delegado. Diez também explica que é preciso ter cautela no momento de fazer compras online, e sempre checar se o endereço eletrônico corresponde ao site oficial da loja ou serviço. Segundo o delegado, preservar os dados pessoais é fundamental para evitar que sejam usados em fraudes, como saques indevidos e compras em sites falsos. "Esses dados são muito importantes, preservá-los, para que indivíduos estelionatários virtuais não os utilizem indevidamente", diz. LEIA TAMBÉM 📚 Carne suína: USP aponta queda de preços por retração de compras pela indústria e incerteza de produtores devido ao conflito no Oriente Médio O que fazer em Piracicaba e região: agenda tem DJ GP da ZL, Leonardo, Cezar & Paulinho, MC KAKO e mais Motociclista morre após bater contra lateral de carro em rodovia de Rio das Pedras; vídeo Objetivo patrimonial e furto de dados Segundo o delegado Oswaldo Diez, a maioria destes casos tem objetivo patrimonial, como furtos e estelionatos para obter vantagem financeira. Também entram nessa categoria crimes de pedofilia, calúnia, injúria, difamação e outros contra a honra, praticados em redes sociais. "Também nós temos os furtos de dados. As pessoas acabam sendo vítimas de furtos de dados pessoais, e esses indivíduos criminosos acabam utilizando esses dados subtraídos dos computadores, dos dispositivos das pessoas, para cometer crimes de estelionato, fazendo saques em dinheiro, fazendo compras em estabelecimentos comerciais virtuais", relata o delegado. Nessa tipificação, eles são apurados em delegacias que contam com setores especializados. O trabalho é feito pelo Centro de Inteligência Cibernética, formado por policiais com conhecimento avançado em informática, conhecidos como “policiais hackers”. Denúncias por crimes cibernéticos em Limeira crescem 46% em 2025; saiba como se proteger Reprodução/EPTV VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e Região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba

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Golpe do 'falso advogado': esquema ligado a presídio de MS leva ao indiciamento de 6 pessoas

Publicado em: 06/03/2026 16:22

Equipes do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) de MS participaram da operação. Google StreetView Uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal desarticulou, nesta sexta-feira (6), um esquema de fraude eletrônica conhecido como golpe do “falso advogado”. Parte do grupo criminoso atuava a partir de Mato Grosso do Sul, e mensagens usadas na fraude chegaram a ser enviadas por um detento de dentro de um presídio em Dourados (MS). Segundo a investigação, os criminosos entravam em contato com as vítimas por aplicativos de mensagens e se passavam pelo advogado responsável por um processo judicial real. Para convencer as vítimas, usavam o nome e a foto do profissional verdadeiro. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Durante as conversas, diziam que havia taxas ou custos urgentes a serem pagos para liberar valores ou concluir o processo. Com isso, as vítimas eram levadas a fazer transferências bancárias para contas controladas pelo grupo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em um dos casos investigados, a vítima — uma pessoa idosa — chegou a transferir dinheiro para os suspeitos. Os criminosos ainda tentaram pedir um segundo pagamento, de valor mais alto, mas a fraude foi descoberta antes da nova transferência. Esquema tinha participação de detento A investigação apontou que parte das mensagens usadas no golpe foi enviada de dentro de um presídio em Dourados. Isso indica que o esquema continuava sendo coordenado mesmo com um dos envolvidos cumprindo pena. Os policiais também identificaram a participação de uma advogada inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). De acordo com a investigação, ela teria ajudado a movimentar e esconder a origem do dinheiro obtido com as fraudes. Seis pessoas indiciadas Ao todo, seis pessoas foram identificadas e indiciadas pelos crimes de: estelionato eletrônico lavagem de dinheiro organização criminosa Somadas, as penas máximas podem chegar a 26 anos de prisão. A investigação foi conduzida pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), ligada ao Departamento de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Decor). A operação contou com apoio da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. No estado, participaram equipes do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) e das delegacias de Caarapó e Juti. Alerta à população A Polícia Civil alerta que o golpe do “falso advogado” tem atingido principalmente pessoas idosas que têm processos na Justiça. A orientação é confirmar qualquer pedido de pagamento diretamente com o advogado, usando um telefone já conhecido, antes de fazer qualquer transferência. As autoridades também recomendam atenção a mensagens que pedem pagamentos urgentes, mesmo quando parecem vir de profissionais ou instituições conhecidas. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

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Ataque mira iPhones antigos para roubar dados financeiros; veja como se proteger

Publicado em: 06/03/2026 02:00

iPhone 14, lançado em 2022 Darlan Helder/g1 Modelos desatualizados de iPhone estão expostos a um ataque hacker que consegue tomar o controle do celular e roubar informações financeiras, alertou o Google na última terça-feira (3). Ele é realizado por meio de um kit de exploração batizado de Coruna, capaz de atacar modelos de iPhone entre o iOS 13.0 e o iOS 17.2.1. Essas versões foram lançadas em setembro de 2019 e dezembro de 2023, respectivamente. A recomendação é atualizar o iPhone para uma versão mais recente, fora do intervalo coberto pelo Coruna. Para atualizar o celular, clique em "Ajustes", selecione "Geral" e escolha a opção "Atualização de Software". O Coruna explora brechas no iPhone alertadas pela Apple em janeiro de 2024 e se infiltra no celular após serem carregados em sites maliciosos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ataques realizados em 2025 hospedaram o arquivo em sites falsos de apostas e de criptomoedas, revelou o Grupo de Inteligência de Ameaças do Google (GTIG) (saiba mais abaixo). Após chegaram ao dispositivo da vítima, o Coruna tenta contornar barreiras de proteção do iPhone. Se conseguir, ele implementa o instalador PlasmaLoader, que obtém alto nível de permissão no sistema e varre o aparelho em busca de informações financeiras. O PlasmaLoader consegue buscar expressões como "conta bancária" no bloco de notas do celular, identificar o destino de QR codes presentes em imagens e roubar frases de recuperação de carteiras de criptomoedas. "O kit de exploração Coruna não é eficaz contra a versão mais recente do iOS", disse o Google. "Nos casos em que uma atualização não for possível, recomenda-se ativar o Modo de Isolamento para maior segurança". 💡 O Modo de Isolamento (também chamado de Lockdown Mode) do iPhone oferece uma proteção extrema para pessoas mais propensas a serem alvo de ataques cibernéticos. O Google disse ainda que adicionou os sites maliciosos à lista do Navegação Segura, iniciativa da empresa que impede o carregamento de páginas perigosas no Chrome. Ataques do Coruna em 2025 Os pesquisadores do Google identificaram o Coruna em fevereiro de 2025, quando ele foi usado em ataques direcionados por um cliente de uma empresa de vigilância. O kit de exploração buscava mais informações sobre o aparelho, como o modelo e a versão do iOS. Em seguida, carregava o código apropriado para a invasão. Ele foi usado por um grupo de espionagem russo contra pessoas na Ucrânia ao menos desde julho de 2025. Neste caso, o Coruna só era carregado se o site fosse acessado por usuários selecionados de iPhone em uma região específica. O uso mais recente revelado pelo Google foi feito por golpistas chineses, em dezembro de 2025. Eles usavam sites falsos sobre apostas e criptomoedas, mas alegavam que a página só poderia ser carregada no iOS. "Esta página foi otimizada apenas para dispositivos iOS. Acesse-a de um iPhone ou um iPad", dizia o alerta exibido em um dos sites. O usuário que seguia essa orientação era alvo do código do ataque. "Não está claro como essa proliferação ocorreu, mas isso sugere um mercado ativo para explorações de 'segunda mão'. Além dessas brechas identificadas, vários agentes de ameaças agora adquiriram técnicas avançadas de exploração que podem ser reutilizadas e modificadas com brechas recém-identificadas", disse o Google.

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Jovem é preso em flagrante por apologia ao nazismo e discurso de ódio na internet

Publicado em: 05/03/2026 19:01

Um jovem de 21 anos foi preso em flagrante nesta quinta-feira (5) durante uma operação da Polícia Federal (PF) em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Segundo os investigadores, ele publicava nas redes sociais conteúdos nazistas e racistas, além de incitar discriminação e preconceito. A prisão ocorreu durante a Operação Risco Iminente, que apura crimes praticados na internet relacionados a discurso de ódio, incentivo à automutilação e ao suicídio, além de incitação à violência extrema, como ataques armados. Policiais da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (Deleciber) cumpriam um mandado de busca e apreensão na casa do investigado quando identificaram que ele havia acabado de publicar novos conteúdos nazistas e racistas, o que levou à prisão em flagrante. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça De acordo com a investigação, o suspeito mantinha diversos perfis públicos em redes sociais, onde compartilhava postagens racistas, misóginas, lgbtfóbicas e de exaltação a regimes totalitários e a ataques violentos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O homem foi levado para a superintendência da PF no Centro do Rio e depois será encaminhado ao sistema prisional. Ele vai responder por racismo e apologia ao nazismo. A investigação continua para apurar possíveis crimes de terrorismo, incentivo ao suicídio e à automutilação, além da participação de outras pessoas.

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Jovem de 23 anos é preso suspeito de comandar esquema para invadir sistemas de órgãos públicos e de empresas

Publicado em: 05/03/2026 13:49

Jovem preso por esquema de invasões cibernéticas Um jovem de 23 anos foi preso durante uma operação conjunta entre a Polícia Civil de Goiás e a do Tocantins, além da participação da Polícia Judiciária da Bahia, que investiga um esquema criminoso responsável por invadir sistemas públicos e acessar dados sigilosos. Segundo a polícia, a prisão do homem, que é suspeito de comandar o esquema, aconteceu em Santa Helena de Goiás. Como os nomes dos suspeitos envolvidos no esquema não foram divulgados, o g1 não conseguiu localizar as defesas deles. A operação, denominada "Padlock" pelos investigadores, foi realizada na quarta-feira (4). No total, os policiais cumpriram quatro mandados judiciais, sendo um de prisão e três de busca domiciliar, todos em endereços da cidade goiana. De acordo com as investigações, após o jovem conseguir invadir os sistemas institucionais ou corporativos, ele tinha como objetivo principal acessar os dados. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Com os dados obtidos, ele então buscava formas de lucrar com as informações, que variavam entre vender os dados no mercado clandestino até utilizá-los em fraudes, abrindo contas bancárias e contratando empréstimos no nome das vítimas. Ainda de acordo com a Polícia Civil, as investigação do caso teve início no começo de 2025, sendo coordenada pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC). LEIA TAMBÉM: Polícia investiga se morte de empresária do ramo da estética tem relação com cirurgia plástica Operação contra suspeito de intolerância religiosa apreende armas e farda da polícia Operação mira facção criminosa que movimentou mais de R$ 630 milhões e cumpre mandados em sete estados O g1 tentou entrar em contato com a Polícia Civil de Goiás para saber se o suspeito continua preso e por quais crimes deve responder, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Jovem foi preso em Goiás suspeito de coordenar esquema que invadia sistemas públicos Divulgação/Polícia Civil 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

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Suspeitos criavam perfis falsos de advogados para aplicar golpes via Pix no Amazonas

Publicado em: 05/03/2026 10:50

PC-AM cumpre mandados em Borba e Manaus durante Operação Falso Advogado. Foto: Divulgação/PC-AM A Polícia Civil do Amazonas cumpriu, nesta quarta-feira (4), dois mandados de prisão em Borba, cidade no interior do Amazonas, e um de busca e apreensão na capital. Segundo a investigação, os suspeitos criavam perfis falsos de advogados nas redes sociais. Eles abordavam vítimas com informações sobre processos e cobravam supostas taxas judiciais por meio de transferências via Pix. As ações fazem parte da Operação Falso Advogado, coordenada pela Polícia Civil do Piauí em parceria com a Polícia Civil do Ceará. O objetivo da operação é desarticular uma quadrilha envolvida em golpes virtuais e invasão de computadores. Em Manaus, o principal alvo segue foragido. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp No Amazonas, a operação contou com apoio da Delegacia Interativa de Polícia de Borba e da Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Cibernéticos. Veja os vídeos que estão em alta no g1

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Perfis falsos de mais de 100 advogados foram usados em golpes que somam prejuízo de R$ 500 mil

Publicado em: 04/03/2026 11:17

Golpistas se passavam por advogados em perfis falsos para abordar clientes Cento e vinte advogados foram alvo de golpistas que usavam o nome deles para cobrar taxas inexistentes de clientes em quatro estados. A informação foi divulgada pela Polícia Civil do Piauí durante coletiva sobre a Operação Falso Advogado, realizada nesta quarta-feira (4). Até a última atualização, 14 suspeitos tinham sido presos durante a ação deflagrada pelo Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) da Polícia Civil do Piauí. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Segundo o delegado-geral da Polícia Civil do Piauí, Luccy Keiko, os suspeitos acessavam processos públicos para identificar advogados e buscar fotos deles. Com essas imagens, eles contatavam os clientes usando números de telefone diferentes. "Eles diziam que a ação judicial dos clientes tinha sido julgada procedente e pediam o pagamento de, por exemplo, R$ 10 mil", explicou o delegado-geral. Os golpistas não eram advogados nem servidores públicos, afirmou o delegado Humberto Mácola, coordenador do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). Entre os suspeitos há pessoas procuradas por roubo e tráfico de drogas. Uma das vítimas recebeu contato de um falso advogado, que a orientou a fazer uma videochamada com alguém que se passava por servidor do Tribunal de Justiça do Piauí. Esse segundo golpista conseguiu convencê-la a repassar o dinheiro. "Os processos eram variados, desde a área cível até a trabalhista. Outra vítima tinha R$ 1 milhão para receber e perdeu R$ 70 mil. Jovens e idosos sofreram esses golpes", comentou o delegado Humberto. A investigação apontou que os criminosos causaram um prejuízo de cerca de R$ 500 mil. Sobre a operação Suspeitos de criar perfis falsos de advogados e cobrar taxas de vítimas são presos Divulgação/SSP-PI A Operação Falso Advogado foi deflagrada nesta quarta (4) com o intuito de prender golpistas suspeitos de se passar por advogados e servidores da Justiça e cobrar taxas inexistentes a vítimas com processos judiciais. O delegado Humberto Mácola, coordenador do DRCC, afirmou que pelo menos 50 vítimas foram feitas inicialmente — todas do Piauí. Ao todo, a polícia procura prender 31 pessoas envolvidas no esquema, além de cumprir 31 mandados de busca e apreensão em Fortaleza (CE), Maracanaú (CE), Tauá (CE), Pacatuba (CE), Caucaia (CE) Aracoiaba (CE), Aparecida de Goiânia (GO), Manaus (AM), Borba (AM), Recife (PE) e Paulista (PE). A operação contou com apoio das Polícias Civis do Ceará, Goiás, Pernambuco e Amazonas. Informações privilegiadas de processos sigilosos Segundo o delegado, os suspeitos tinham acesso a informações de processos sigilosos e usavam técnicas de engenharia social para enganar as vítimas. "Eles criavam perfis falsos no WhatsApp e se passavam pelos advogados das vítimas. Diziam que os processos tinham tido ganhos de causas e solicitavam taxas inexistentes para liberar os alvarás", explicou o delegado ao g1. "Assim, as vítimas, acreditando que estavam realmente falando com seus advogados, transferiam valores a esses criminosos. Inclusive, tinham chamadas de vídeo em que eles se passavam por servidores da Justiça para tentar dar mais credibilidade aos golpes", acrescentou. Mácola alertou que advogados e tribunais não pedem pagamentos imediatos por Pix para liberar valores judiciais. Ele orientou que clientes sempre confirmem informações com o escritório por um número oficial já conhecido. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

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Suspeitos se passavam por advogados em perfis falsos e aplicavam golpes que somam R$ 500 mil no PI; presos em 4 estados

Publicado em: 04/03/2026 07:17

Suspeitos de criar perfis falsos de advogados e cobrar taxas de vítimas são presos Divulgação/SSP-PI Suspeitos de criar perfis falsos de advogados e exigir o pagamento de "taxas judiciais" inexistentes a vítimas com processo em andamento foram presos na Operação Falso Advogado, realizada nesta quarta-feira (4) pelo Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) da Polícia Civil do Piauí. O delegado Humberto Mácola, coordenador do DRCC, afirmou que pelo menos 50 vítimas foram feitas inicialmente — todas do Piauí. A investigação apontou que os criminosos causaram um prejuízo de cerca de R$ 500 mil. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Ao todo, a polícia procura prender 31 pessoas envolvidas no esquema, além de cumprir 31 mandados de busca e apreensão em Fortaleza (CE), Maracanaú (CE), Tauá (CE), Pacatuba (CE), Caucaia (CE) Aracoiaba (CE), Aparecida de Goiânia (GO), Manaus (AM), Borba (AM), Recife (PE) e Paulista (PE). Segundo o delegado Humberto, os suspeitos conseguiam informações privilegiadas de processos sigilosos e se utilizavam de engenharia social para enganar quem sofria os golpes. "Eles criavam perfis falsos no WhatsApp e se passavam pelos advogados das vítimas. Diziam que os processos tinham tido ganhos de causas e solicitavam taxas inexistentes para liberar os alvarás", explicou o delegado ao g1. Esta reportagem está em atualização. Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

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Operação contra golpes em fintechs tem 3 presos; bando desviou R$ 322 milhões e negociou com o ‘Faraó dos Bitcoins’

Publicado em: 04/03/2026 06:30

Operação mira fraudes milionárias contra fintechs A Polícia Civil do RJ e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) iniciaram nesta quarta-feira (4) a Operação Pecunia Obscura, contra um esquema de fraudes contra fintechs e lavagem de dinheiro praticado na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Até a última atualização desta reportagem, 3 pessoas haviam sido presas. Os investigados desviaram, de acordo com o inquérito, R$ 322 milhões em 5 anos e chegaram a negociar com o grupo de Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como o Faraó dos Bitcoins. Glaidson não é alvo nesta quarta-feira. Agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas e promotores do Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (CyberGaeco/MPRJ) saíram para cumprir, no total, 4 mandados de prisão e 23 de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Maranhão. O MPRJ denunciou 11 pessoas pelo esquema. As equipes foram para endereços em Armação dos Búzios, Saquarema e Araruama, na Região dos Lagos; nas zonas Sudoeste e Norte da capital; e em Niterói e em São Gonçalo. No Maranhão, a ação é integrada com a Polícia Civil daquele estado. A Justiça também determinou o sequestro de bens, móveis e imóveis, e da quantia de R$ 150 milhões. Os alvos são: Alex Maylon Passinho Dominici, preso no Maranhão; Celis de Castro Medeiros Júnior, preso no Maranhão; Saulo Zanibone de Paiva, foragido; Yago de Araujo Silva, preso no Rio de Janeiro. O inquérito apura os crimes de organização criminosa, estelionato, falsificação de documento público, uso de documento falso e lavagem de dinheiro. Fraude milionária A investigação começou em março de 2021, quando uma fintech denunciou ter sido vítima de um golpe de R$ 1 milhão. 🔎Fintechs vêm da abreviação de “financial technology” (tecnologia financeira, em inglês) e designam empresas que oferecem serviços bancários e financeiros digitais — como transferências, emissão de boletos, cartões, pagamentos por maquininha e até empréstimos — de forma mais simples e rápida que os bancos tradicionais. A força-tarefa descobriu que os estelionatários utilizaram documentos falsos para desviar dinheiro da empresa ao explorar uma vulnerabilidade no sistema. As autoridades acionaram o Conselho de Controle de Atividades Financeira (Coaf), o que permitiu descobrir que o bando movimentou quantias muito maiores em um complexo esquema de lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, o grupo fez depósitos em espécie de milhares de reais e os transferiu para diversas empresas fantasmas a fim de lavar o dinheiro. A organização criminosa também atua em Minas Gerais e no Maranhão.

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Golpistas criam site falso para pagamento da taxa ambiental de Ubatuba, no Litoral Norte de SP

Publicado em: 03/03/2026 10:44

Cidade de Ubatuba tem TPA desde 2023. Reprodução/TV Vanguarda Turistas de Ubatuba devem redobrar a atenção ao pagar a Taxa de Preservação Ambiental (TPA). Golpistas criaram um site falso para enganar contribuintes. Segundo a prefeitura, a página fraudulenta é muito parecida com a oficial. O site verdadeiro para pagamento da taxa é o de nome Eco Ubatuba e, de acordo com o alerta, a principal diferença está no final do endereço eletrônico, no “.br”. A orientação é verificar mais de uma vez o site antes de concluir o pagamento. Em nota, a prefeitura informou que está adotando as medidas legais cabíveis. Isso inclui a notificação das autoridades policiais para investigação de crimes cibernéticos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 De acordo com a Administração, já há registro de vítimas e existe risco de novos prejuízos caso a população não esteja atenta aos canais oficiais. A TPA de Ubatuba foi criada em 2023 e o último decreto da Prefeitura, publicado no fim do último ano, atualizou os valores cobrados pela taxa ambiental em Ubatuba em 2026 - veja abaixo: motocicleta: R$ 3,72 veículos de pequeno porte (passeio/automóvel): R$ 13,86 veículos utilitários (caminhonete e furgão): R$ 20,78 veículos de excursão (vans): R$ 41,56 micro-ônibus e caminhões: R$ 62,87 ônibus: R$ 98,03 Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

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Grande leva de ataques ao Irã ainda está por vir, diz Trump

Publicado em: 02/03/2026 12:42

Secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, atualiza informações sobre guerra contra o Irã em 2 de março de 2026. REUTERS/Elizabeth Frantz Donald Trump disse nesta segunda-feira (2) que os EUA ainda farão uma leva de ataques ao Irã ainda maior que a realizada no sábado (28). Em entrevista à rede de TV CNN Internacional, Trump disse que "uma grande onda (de ataques) ainda está por vir na guerra com o Irã". ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: ACOMPANHE a cobertura sobre o conflito em tempo real A guerra contra o Irã "não será eterna" e os objetivos dos Estados Unidos são destruir os programas nuclear e de mísseis e a Marinha iranianos, afirmou o secretário de Guerra norte-americano, Pete Hegseth. "Às organizações de mídia e à esquerda política que gritam ‘guerra sem fim’, parem. Isto não é o Iraque. Isto não é interminável, nossa geração sabe melhor, e Trump também. Esta operação tem uma missão clara, devastadora e decisiva: destruir a ameaça de mísseis, destruir a Marinha, e nada de armas nucleares”, afirmou Hegseth. "O Irã não terá armas nucleares. Estamos os atingindo de forma avassaladora e sem qualquer hesitação", completou o secretário sobre a guerra contra o Irã. Esta foi a primeira vez que alguma autoridade dos EUA falou de forma clara os objetivos do país na guerra contra o Irã. Desde então, as justificativas para iniciar o conflito se baseavam em frases genéricas ou contestadas, como a de "defender o povo americano" e que Teerã teria mísseis que conseguiriam atingir os EUA. Hegseth disse que nada está descartado na guerra contra o Irã, mas que os EUA não enviarão tropas para o país. Além disso, ele disse que é o presidente Donald Trump quem decidirá quanto tempo o conflito vai durar. O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA, o general Dan Caine, disse que deve demorar algum tempo para que os objetivos sejam atingidos. Entenda o que levou Israel e EUA a atacarem o Irã O secretário de Guerra também acusou o Irã de planejar uma "chantagem nuclear" contra o mundo e que "os EUA não iniciaram essa guerra, porém Trump vai a encerrar". "As persistentes ambições nucleares do Irã, seus ataques a rotas globais de navegação e seu crescente arsenal de mísseis balísticos e drones letais não são mais riscos toleráveis. O Irã estava construindo mísseis e drones poderosos para criar um escudo convencional para suas ambições de chantagem nuclear. E nossas bases, nosso povo, nossos aliados — todos na mira", afirmou Hegseth. O secretário de Guerra norte-americano afirmou que o regime iraniano "teve todas as chances" para fazer um acordo nuclear com os EUA. Segundo ele, a guerra não tem como objetivo a mudança de regime —algo que seria ilegal à luz da Constituição dos EUA—, mas disse que "o regime já mudou e o mundo está melhor por conta disso", em referência ao assassinato do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. Ataque contra o Irã teve 'velocidade, surpresa e violência', diz general O general Dan Caine acompanhou Hegseth na coletiva e deu mais detalhes sobre como foi o ataque contra o Irã. Caine afirmou que o Exército dos EUA utilizou mísseis Tomahawk, de alta precisão e poder destrutivo, contra o Irã em um ataque pautado na "velocidade, surpresa e violência". O ataque deixou o regime iraniano "sem a habilidade para enxergar ou reagir adequadamente", segundo ele. "Através de todos os meio, ar, mar, terra e cibernético, as Forças Armadas dos EUA atacaram de forma sincronizada e visando interromper, desmantelar, negar e destruir as habilidades do Irã de manter operações de combate contínuas. Isso marcou o auge de meses e até anos de planejamento e refinamento contra esses alvos", afirmou Caine. Segundo Caine, os objetivos dos EUA no conflito também estão proteger os EUA e prevenir que o Irã tenha capacidade de projetar seu poder. O general norte-americano descreveu a linha do tempo entre a autorização de Trump para o ataque e as ações atuais contra o território iraniano. Veja abaixo (os horários estão no fuso de Brasília): Sexta (27), ás 13h38: Exército dos EUA recebeu autorização de Trump por comunicado: "Operação Fúria Épica aprovada. Força total. Boa sorte"; Nesse momento, todos os elementos das Forças Armadas fizeram suas preparações finais e se movimentaram posicionaram para o ataque. Divisões cibernética e especial do Exército fizeram o ataque inicial "não cinético", que "interrompeu e derrubou as capacidades do Irã de reagir" Sexta (27), ás 23h15: Exército dos EUA iniciou a Operação Fúria Épica: mais de 100 aeronaves lançadas por terra e mar, entre jatos, bombardeiros e de rastreamento, lançaram o ataque ao Irã e navios dispararam mísseis Tomahawk contra território e navios iranianos. "Foi um ataque em grande escala por meio de múltiplos domínios e atingiu mais de mil alvos nas primeiras 24h. (...) Na fase inicial, o foco do Exército norte-americano focou em bombardear sistematicamente infraestrutura do centro de comando do Irã, suas forças navais, instalações de mísseis balísticos e infraestrutura de inteligência", afirmou Caine. Caine disse também que essa guerra ainda vai demorar algum tempo, que "o trabalho ainda está apenas começando" e deve haver novas mortes de soldados dos EUA. Ele acrescentou que todos os militares dos EUA permanecerão atentos e sob aviso em bases no Oriente Médio e ao redor do mundo. Guerra EUA e Israel x Irã Os bastidores das ações de Israel contra a produção de armas atômicas no Irã Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã de sábado (28), o que deflagrou uma guerra entre os três países. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas. Os bombardeios mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e outros membros de alto escalão da cúpula militar e de governo iraniano. Ao todo, 555 pessoas foram mortas desde o início dos ataques ao país, afirmou a organização humanitária Crescente Vermelho do Irã em atualização nesta segunda-feira (2). Em resposta aos ataques dos EUA e de Israel, o Irã disparou mísseis contra o território israelense e contra bases militares norte-americanas no Oriente Médio. Essa troca de ataques continua desde então, com bombardeios diários contra Israel e Irã, e sendo presenciados em outros países da região. Os EUA informaram no domingo que três militares do país foram mortos desde o início da guerra, e Trump prometeu "vingá-los". "Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização", afirmou o presidente dos EUA no domingo.

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Secretário de Trump diz que guerra contra Irã 'não será eterna' e que objetivo dos EUA é destruir a 'ameaça nuclear' de Teerã

Publicado em: 02/03/2026 10:55

Secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, atualiza informações sobre guerra contra o Irã em 2 de março de 2026. REUTERS/Elizabeth Frantz A guerra contra o Irã "não será eterna" e os objetivos dos Estados Unidos são destruir os programas nuclear e de mísseis e a Marinha iranianos, afirmou o secretário de Guerra norte-americano, Pete Hegseth. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: ACOMPANHE a cobertura sobre o conflito em tempo real "Às organizações de mídia e à esquerda política que gritam ‘guerra sem fim’, parem. Isto não é o Iraque. Isto não é interminável, nossa geração sabe melhor, e Trump também. Esta operação tem uma missão clara, devastadora e decisiva: destruir a ameaça de mísseis, destruir a Marinha, e nada de armas nucleares”, afirmou Hegseth. "O Irã não terá armas nucleares. Estamos os atingindo de forma avassaladora e sem qualquer hesitação", completou o secretário sobre a guerra contra o Irã. Esta foi a primeira vez que alguma autoridade dos EUA falou de forma clara os objetivos do país na guerra contra o Irã. Desde então, as justificativas para iniciar o conflito se baseavam em frases genéricas ou contestadas, como a de "defender o povo americano" e que Teerã teria mísseis que conseguiriam atingir os EUA. Hegseth disse que nada está descartado na guerra contra o Irã, mas que os EUA não enviarão tropas para o país. Além disso, ele disse que é o presidente Donald Trump quem decidirá quanto tempo o conflito vai durar. O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA, o general Dan Caine, disse que deve demorar algum tempo para que os objetivos sejam atingidos. Entenda o que levou Israel e EUA a atacarem o Irã O secretário de Guerra também acusou o Irã de planejar uma "chantagem nuclear" contra o mundo e que "os EUA não iniciaram essa guerra, porém Trump vai a encerrar". "As persistentes ambições nucleares do Irã, seus ataques a rotas globais de navegação e seu crescente arsenal de mísseis balísticos e drones letais não são mais riscos toleráveis. O Irã estava construindo mísseis e drones poderosos para criar um escudo convencional para suas ambições de chantagem nuclear. E nossas bases, nosso povo, nossos aliados — todos na mira", afirmou Hegseth. O secretário de Guerra norte-americano afirmou que o regime iraniano "teve todas as chances" para fazer um acordo nuclear com os EUA. Segundo ele, a guerra não tem como objetivo a mudança de regime —algo que seria ilegal à luz da Constituição dos EUA—, mas disse que "o regime já mudou e o mundo está melhor por conta disso", em referência ao assassinato do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. Ataque contra o Irã teve 'velocidade, surpresa e violência', diz general O general Dan Caine acompanhou Hegseth na coletiva e deu mais detalhes sobre como foi o ataque contra o Irã. Caine afirmou que o Exército dos EUA utilizou mísseis Tomahawk, de alta precisão e poder destrutivo, contra o Irã em um ataque pautado na "velocidade, surpresa e violência". O ataque deixou o regime iraniano "sem a habilidade para enxergar ou reagir adequadamente", segundo ele. "Através de todos os meio, ar, mar, terra e cibernético, as Forças Armadas dos EUA atacaram de forma sincronizada e visando interromper, desmantelar, negar e destruir as habilidades do Irã de manter operações de combate contínuas. Isso marcou o auge de meses e até anos de planejamento e refinamento contra esses alvos", afirmou Caine. Segundo Caine, os objetivos dos EUA no conflito também estão proteger os EUA e prevenir que o Irã tenha capacidade de projetar seu poder. O general norte-americano descreveu a linha do tempo entre a autorização de Trump para o ataque e as ações atuais contra o território iraniano. Veja abaixo (os horários estão no fuso de Brasília): Sexta (27), ás 13h38: Exército dos EUA recebeu autorização de Trump por comunicado: "Operação Fúria Épica aprovada. Força total. Boa sorte"; Nesse momento, todos os elementos das Forças Armadas fizeram suas preparações finais e se movimentaram posicionaram para o ataque. Divisões cibernética e especial do Exército fizeram o ataque inicial "não cinético", que "interrompeu e derrubou as capacidades do Irã de reagir" Sexta (27), ás 23h15: Exército dos EUA iniciou a Operação Fúria Épica: mais de 100 aeronaves lançadas por terra e mar, entre jatos, bombardeiros e de rastreamento, lançaram o ataque ao Irã e navios dispararam mísseis Tomahawk contra território e navios iranianos. "Foi um ataque em grande escala por meio de múltiplos domínios e atingiu mais de mil alvos nas primeiras 24h. (...) Na fase inicial, o foco do Exército norte-americano focou em bombardear sistematicamente infraestrutura do centro de comando do Irã, suas forças navais, instalações de mísseis balísticos e infraestrutura de inteligência", afirmou Caine. Caine disse também que essa guerra ainda vai demorar algum tempo, que "o trabalho ainda está apenas começando" e deve haver novas mortes de soldados dos EUA. Ele acrescentou que todos os militares dos EUA permanecerão atentos e sob aviso em bases no Oriente Médio e ao redor do mundo. Guerra EUA e Israel x Irã Os bastidores das ações de Israel contra a produção de armas atômicas no Irã Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã de sábado (28), o que deflagrou uma guerra entre os três países. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas. Os bombardeios mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e outros membros de alto escalão da cúpula militar e de governo iraniano. Ao todo, 555 pessoas foram mortas desde o início dos ataques ao país, afirmou a organização humanitária Crescente Vermelho do Irã em atualização nesta segunda-feira (2). Em resposta aos ataques dos EUA e de Israel, o Irã disparou mísseis contra o território israelense e contra bases militares norte-americanas no Oriente Médio. Essa troca de ataques continua desde então, com bombardeios diários contra Israel e Irã, e sendo presenciados em outros países da região. Os EUA informaram no domingo que três militares do país foram mortos desde o início da guerra, e Trump prometeu "vingá-los". "Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização", afirmou o presidente dos EUA no domingo.

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O que é a Guarda Revolucionária do Irã

Publicado em: 28/02/2026 08:05

EUA e Israel realizam ataque coordenado contra o Irã A União Europeia incluiu em janeiro de 2026 a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês) em sua lista de organizações terroristas. O anúncio foi feito pela chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, e é uma reposta à violenta repressão aos protestos que ocorreram no país. EUA e Israel realizam ataque coordenado contra o Irã, que dispara mísseis em resposta Veja a cobertura do conflito AO VIVO Quem é o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã alvo dos EUA Quem são os 'Mustazafin', ou 'oprimidos', jovens pobres que formaram a guarda que hoje protege a ditadura do Irã "Quando se age como terrorista, deve-se ser tratado como terrorista", destacou Kallas, criticando o papel desempenhando pela Guarda Revolucionária do Irã, a força militar de elite do Irã responsável por proteger o regime de ameaças internas e externas, na repressão às manifestações no país no último mês. "O balanço de vítimas e os meios utilizados pelo regime são verdadeiramente aterrorizantes. Por isso é que enviamos a mensagem de que, quando se reprimem as pessoas, isso tem um preço e merece sanções", afirmou. Essa força paramilitar foi criada após a Revolução Iraniana de 1979, em que islamistas derrubaram o governo apoiado pelo Ocidente, para proteger o então embrionário regime clerical xiita. Ela também formou um importante contrapeso para os militares convencionais do Irã, cujos integrantes foram vistos durante muito tempo como leais ao xá exilado. A unidade operou inicialmente como uma força doméstica, mas expandiu-se rapidamente depois que o então ditador iraquiano, Saddam Hussein, invadiu o Irã em 1980. Em reação, o aiatolá Ruhollah Khomeini deu ao grupo suas próprias forças terrestre, naval e aérea. A instituição é parte das Forças Armadas do país e está diretamente subordinada a Ali Khamenei, líder supremo do Irã. Embora o Irã nunca tenha divulgado números oficiais, uma estimativa do Instituto Internacional para Estudos Estratégicos calcula que a IRGC seja formada por 125 mil homens. Um Estado dentro do Estado A Guarda Revolucionária é considerada o pilar mais poderoso da liderança do Irã. Ela tem tropas próprias para o Exército, Marinha e Aeronáutica, unidades especiais para missões no exterior e a Basij, milícia paramilitar formada por voluntários. Soldados da Basij patrulham mesquitas e têm papel crucial na repressão violenta de civis contrários ao regime do aiatolá. A Guarda Revolucionária dispõe ainda de um exército cibernético, um centro de monitoramento e combate a crimes cibernéticos e um serviço secreto próprio, que age independente do órgão de inteligência do governo e reporta diretamente a Khamenei. Sanções internacionais Embora seja um órgão oficial do Irã, a IRGC foi designada uma organização terrorista pelos EUA em 2019, durante o primeiro mandato do presidente Donald Trump. O Canadá seguiu o exemplo em 2024, e a Austrália, em 2025 – após um ataque a uma sinagoga em Melbourne, pelo qual a Guarda Revolucionária foi responsabilizada. Na União Europeia, essa designação é limitada apenas a alguns oficiais do alto escalão da instituição. Em 2023, o Parlamento Europeu aprovou uma resolução solicitando a inclusão da Guarda Revolucionária na lista de organizações terroristas da UE. A decisão final cabe, porém, aos Estados-membros. Com a violenta repressão à atual onda de protestos que se espalhou pelo país, o bloco europeu está inclinado agora a adotar essa medida. "A guarda foi criada como uma ferramenta para promover a jihad em todo o mundo", afirmou em 2019 à DW Paulo Casaca, fundador e diretor executivo do South Asia Democratic Forum, baseado em Bruxelas. Segundo ele, a Guarda Revolucionária "está envolvida na promoção do terrorismo há muito tempo" e é o "principal instrumento armado para os abusos do regime". Papel na economia Nas últimas décadas, a Guarda Revolucionária ampliou amplamente sua influência sobre a economia iraniana. Um exemplo disso é o Khatam-al-Anbia, conglomerado fundado no final da década de 1980 para reconstruir o Irã no pós-guerra. Controlado pela força de elite, ele é responsável por diversos projetos de infraestrutura e investimentos estratégicos. Hoje, a Guarda Revolucionária fabrica carros, constrói represas, estradas, ferrovias e até mesmo linhas de metrô. Ela também está intimamente ligada à economia de gás e petróleo do país e atua nos setores de mineração e farmacêutico. Informalmente, seus domínios se estendem até mesmo ao mercado imobiliário e ao contrabando. Não há, contudo, dados precisos sobre a participação da força militar no PIB iraniano. Estima-se que Guarda Revolucionária do Irã reúna um total de 125 mil homens Iranian Supreme Leader'S Office/Zuma/picture alliance Papel no exterior e em conflitos fora do Irã A brigada Quds da Guarda Revolucionária é responsável por missões no exterior e tem como finalidade apoiar grupos ideologicamente próximos do Irã. No Iraque, por exemplo, essas tropas estruturaram forças xiitas; na Síria, apoiaram o ditador Bashar al-Assad; no Líbano, o Hezbollah; no Iêmen, a milícia houthi; e, na Faixa de Gaza, o grupo radical palestino Hamas. Essa aliança informal de países e milícias do Oriente Médio liderada pelo Irã é conhecida como "Eixo da Resistência" e inclui ainda grupos no Afeganistão e Paquistão. O que os une é sua oposição ao Ocidente. Elas se apresentam como a "resistência" à influência dos Estados Unidos e de seu aliado Israel na região. Pai da Revolução Iraniana e líder supremo do Irã de 1979 até 1989, Ruhollah Khomeini fez do apoio à causa palestina e da eliminação de Israel um elemento central da política externa do país. Irã e Israel têm travado uma guerra indireta há anos, mas em 2024 passaram a se atacar diretamente, na esteira das guerras na Faixa de Gaza e contra o Hezbollah no Líbano. Em junho de 2025, Israel lançou um pesado ataque contra o Irã, o pior infligido ao país desde a guerra com o Iraque de 1980, com o objetivo de sabotar o desenvolvimento de armas nucleares pela República Islâmica. Um dos mortos nesse ataque foi Hossein Salami, de 65 anos, chefe da Guarda Revolucionária iraniana desde 2019. Ele era um oficial experiente e integrava a organização praticamente desde a sua fundação, em 1979.

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