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Polícia prende jovem com imagens de criança de 1 ano em conteúdo de pornografia no Amapá

Publicado em: 04/10/2025 10:54

Durante a ação foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão Polícia Civil/Divulgação Um homem de 20 anos foi preso em flagrante nesta sexta-feira (3) em Porto Grande, no interior do Amapá, por armazenar pornografia infantil. Segundo a Polícia Civil, o celular dele tinha imagens de uma criança de um ano. Ele confessou que pretendia produzir um vídeo com conteúdo ilegal. A prisão aconteceu durante a Operação Katharós, da Delegacia de Crimes Cibernéticos ((DR-CCIBER). A polícia também cumpriu dois mandados de busca e apreensão em Macapá e Porto Grande. As investigações começaram há cerca de cinco meses. Na época, foram identificadas 75 mídias com imagens de abuso infantil. Nesta sexta-feira, os agentes encontraram mais 57 arquivos, sendo dez com menores de idade. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça Leia também: Polícia prende líder de facção que comandava crimes em três estados da Amazônia Armamentos de guerra usados por facções entram no Amapá pelos rios da Amazônia, diz polícia A delegada Áurea Uchôa, que cuida do caso, disse que o suspeito usava plataformas de jogos online para conversar com crianças. “Durante interrogatório, o investigado confessou que consome pornografia infantil desde 2023, adquirida pela internet; que mantém conversação com crianças por meio de jogos onlines. Além disso, afirmou que ainda não tinha produzido um vídeo pornográfico infantil, mas que já tinha uma criança em mente”, disse a delegada. O suspeito foi levado à delegacia e vai responder por armazenar imagens com conteúdo sexual envolvendo crianças e adolescentes, crime previsto no Código Penal. Ação foi coordenada pela DRCCIBER Polícia Civil/Divulgação Infância despedaçada: como curar o trauma do abuso sexual? Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

Palavras-chave: cibernético

Como a escassez de pilotos provocou uma crise nas companhias aéreas

Publicado em: 04/10/2025 04:01

Avião é visto decolando no céu de Bruxelas, Bélgica, em 10 de março de 2016. Reuters Voar não é mais o que costumava ser. Longas filas para passar pela segurança, ataques cibernéticos aos sistemas de check-in dos aeroportos, drones levam a cancelamentos de voos, greves trabalhistas, bagagens perdidas e cancelamentos. Agora, além de tudo isso, há uma escassez global de pilotos, e as companhias aéreas sentem os efeitos. Durante e após a pandemia de Covid-19, o treinamento de pilotos foi suspenso em muitos países, enquanto as empresas aguardavam para ver como a pandemia afetaria o setor de viagens. Hoje, com a recuperação das viagens aéreas, há um atraso nos treinamentos, e as escolas de voo têm dificuldades para colocar novos pilotos no ar. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Ao mesmo tempo, a pandemia inspirou muitos pilotos experientes a se aposentarem inesperadamente, com muitos outros aguardando para pendurar suas asas, principalmente na América do Norte. Isso deixa as companhias aéreas com o duplo desafio de compensar uma onda de aposentadorias e encontrar mais pilotos em meio a uma demanda cada vez maior por viagens aéreas, especialmente viagens de lazer. Quão grande é a escassez de pilotos? "O atual crescimento da demanda por viagens aéreas surpreendeu muitas companhias", disse Christoph Klingenberg, especialista em gestão de companhias aéreas e aeroportos da Universidade de Ciências Aplicadas de Worms, na Alemanha. "Como leva vários anos para treinar pilotos, a situação levará alguns anos para se normalizar." O número ideal de pilotos para preencher as vagas nas companhias aéreas varia muito, dependendo da fonte. Só nos Estados Unidos, serão criadas cerca de 18.200 vagas de emprego para pilotos de companhias aéreas e comerciais a cada ano na próxima década, de acordo com o Manual de Perspectivas Ocupacionais do Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA. Somados, esses números representam mais de 180 mil novos empregos para pilotos. Considerando tanto o transporte de passageiros quanto o de carga, a fabricante de aeronaves Boeing estimou recentemente que serão necessários 660 mil novos pilotos comerciais em todo o mundo até 2044. Tornar-se piloto é um grande investimento "Aspirantes a pilotos que iniciam seu treinamento hoje estarão bem posicionados para aproveitar as oportunidades emergentes quando se formarem", diz o relatório da Boeing. Para atender a essa enorme demanda, os aspirantes devem ter acesso a "treinamento relevante, acessível e com preços razoáveis". Embora pilotos experientes possam ganhar muito, a jornada para se chegar até a cabine de comando é longa e cara. Nos EUA, o treinamento de voo pode custar mais de 100 mil dólares (R$ 535 mil), um valor assustador que provavelmente desencoraja muitos de sonhar com um emprego na aviação. Além de outras certificações e qualificações, a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA, na sigla em inglês) exige que todos os comandantes de uma companhia aérea que oferece serviços aéreos regulares de passageiros tenham o certificado de piloto de transporte aéreo (ATP). Isso significa 1,5 mil horas adicionais de experiência de voo, um requisito que pode levar de um a dois anos para os pilotos recém-formados cumprirem. No Brasil, a formação completa de um piloto comercial pode custar mais de R$ 400 mil, incluindo cursos teórico e prático, horas de voo e custos dos exames. Aviação comercial no Brasil registra aumento de 10% no número de passageiros  Por que não pagar mais aos pilotos? Recentemente, muitas companhias aéreas, tanto as grandes quanto as regionais, aumentaram o salário dos pilotos para atrair mais inscrições e manter seus quadros de pilotos. "A melhor maneira de tornar o trabalho de piloto comercial mais atraente é aumentar o salário", disse Dan Bubb, professor da Universidade de Nevada, em Las Vegas, especializado em aviação comercial. "Por muitos anos, isso foi especialmente perceptível nas companhias aéreas regionais, onde o salário era deploravelmente baixo." "Hoje, os salários dos pilotos estão no patamar mais alto que já vi há muito tempo", disse Bubb, que também é ex-piloto de linha aérea, à DW. Além de salários-base mais altos, algumas companhias aéreas também oferecem bônus e outras vantagens para contratar e reter pilotos. Outras criam horários mais equilibrados entre vida pessoal e profissional para as tripulações. Todos esses custos, porém, aumentam o preço das passagens. Mas, nem todas as empresas são tão generosas. Nesta semana, os pilotos da Lufthansa votaram a favor de uma greve após o fracasso das negociações sobre as contribuições previdenciárias, embora, até o momento nenhuma data para a paralisação tenha sido anunciada. Esta seria a primeira greve de pilotos da Lufthansa desde 2022. Aposentadoria compulsória aos 60, 65 ou 67 anos? Há duas décadas, pilotos de companhias aéreas internacionais eram obrigados a se aposentar aos 60 anos, de acordo com as regras estabelecidas pela Organização da Aviação Civil Internacional (OIAC). A agência da ONU com sede em Montreal, no Canadá, define regulamentações para a aviação civil em mais de 190 países. Com os avanços na área da saúde, a idade de aposentadoria foi elevada em 2006 para 65 anos. Contudo, em meio à escassez de pilotos e a um rigor ainda maior sobre os padrões de saúde dos profissionais, alguns propõem aumentar a idade de aposentadoria para 67 anos. "A experiência de voo, frequentemente associada à idade, está significativamente correlacionada com a segurança da aviação", escreveu o senador americano Ted Cruz em uma carta de 19 de setembro ao presidente Donald Trump, buscando apoio para o aumento da idade obrigatória de aposentadoria dos pilotos. "Ter uma idade de aposentadoria 'arbitrária' também torna as viagens aéreas mais caras", acrescentou Cruz. "Como vocês sabem, em termos econômicos, menos oferta necessariamente leva a preços mais altos." Seja qual for a justificativa econômica por trás disso, a ideia encontrou oposição dos sindicatos de pilotos. Até o momento, tanto a Organização da Aviação Civil quanto a FAA preferem manter a idade de aposentadoria atual. O que mais fazer para atrair pilotos? "Para manter o fluxo de novos pilotos e a satisfação dos que já estão no ar, as companhias aéreas precisam aumentar seus esforços de contratação, expandir as instalações de treinamento e recrutar pilotos de outras companhias aéreas não comerciais", argumenta Christoph Klingenberg. Ele acredita que aumentar a idade de aposentadoria para 67 anos possa ser um passo na direção certa. Algumas companhias aéreas ao redor do mundo contratam pilotos com consideravelmente menos horas de serviço, oferecendo grandes bônus e dispensando certos requisitos, segundo Bubb. Ainda assim, eles também precisam passar por treinamento rigoroso e uma série de exames antes de poderem assumir o manche de uma aeronave. Mais IA e automação na cabine? A inteligência artificial (IA) ou o aumento da automação na cabine poderiam compensar a falta de pilotos? "Enquanto muitos setores aderem à ideia de usar IA para otimizar o trabalho, as companhias aéreas ainda hesitam", disse Klingenberg. Ele não espera que isso vá mudar muito nas próximas décadas. A IA desempenhará um papel significativo, mas não substituirá os pilotos, na avaliação de Bubb. "Não tenho dúvidas de que a IA tornará as viagens aéreas mais eficientes, em termos de tempo e consumo de combustível, mas não substituirá os humanos", disse. Quanto a colocar mais pilotos no ar, isso realmente depende de quantos serão necessários, à medida que aumenta a demanda por viagens aéreas. "Espero que a situação melhore depois de 2030, então pode levar cinco anos para se recuperar", concluiu Klingenberg. Bubb acredita que a situação da escassez "permanecerá moderada" e vê possibilidades para o setor. "É uma oportunidade para as companhias aéreas planejarem com antecedência, para que sejam proativas em vez de reativas sempre que houver uma iminente escassez de pilotos", acrescentou.

Prefeitura é condenada a indenizar servidora temporária demitida após nascimento da filha

Publicado em: 03/10/2025 16:33

Ex-servidora de Ponte Alta deverá ser indenizada após ser dispensada durante gravidez Uma decisão judicial condenou o município de Ponte Alta do Tocantins, na região do Jalapão, a pagar indenização a uma servidora contratada temporariamente que foi desligada do cargo enquanto estava em licença-maternidade. O processo é por danos materiais e morais e a sentença saiu na quinta-feira (2). De acordo com o processo, a ex-servidora de 41 anos era contratada como auxiliar de serviços gerais. Ela começou a trabalhar no cargo do município em fevereiro de 2020. Em janeiro de 2021, logo após ter um bebê, a mulher foi informada sobre o desligamento do cargo. O g1 pediu posicionamento para o município, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. A decisão cabe recurso. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp A funcionária entrou na Justiça e alegou que houve ilegalidade na demissão, pois tinha direito à estabilidade temporária no emprego, por conta da gestação. A decisão é do juiz William Trigilio, da Comarca de Ponte Alta do Tocantins. Ele destacou que a então servidora tinha direito à licença-maternidade e à estabilidade provisória conforme prevê a Constituição, e isso independe do tipo de contrato de trabalho. O ato da prefeitura "violou seu direito constitucional", entendeu o juiz. Entretanto, como o período de estabilidade terminou, ela não poderia ser reintegrada ao quadro de servidores. Diante disso, o magistrado converteu esse direito em uma indenização substitutiva. A prefeitura ainda terá que pagar salários e demais verbas correspondentes ao período de estabilidade, além das contribuições previdenciárias. LEIA TAMBÉM: Laurez Moreira analisa primeiro mês como governador em exercício: 'Cortando desperdícios' Ex-pastor é preso após ser condenado por crimes sexuais contra adolescentes de igreja Suspeita de crime cibernético é investigada após disparo de mensagens com arquivo malicioso Como a mulher foi demitida em um momento de vulnerabilidade, o que "causou abalo psicológico e violou a dignidade da trabalhadora", a prefeitura terá que responder por dano moral, com uma indenização de R$ 5 mil. A prefeitura também terá que arcar com os honorários advocatícios, fixados em 10% sobre o valor total da condenação. O único ponto negado pelo juiz no processo é o recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Isso ocorreu porque o contrato de trabalho firmado com a ex-servidora era em regime estatutário do município e não pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Prefeitura de Ponte Alta do Tocantins Reprodução/Google Street View Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Palavras-chave: cibernéticovulnerabilidade

Suspeita de crime cibernético é investigada após disparo de mensagens com arquivo malicioso

Publicado em: 03/10/2025 15:48

Criminosos tentam aplicar golpes por meio do envio de arquivos zipados; confira O disparo em massa de mensagens contendo um arquivo suspeito virou caso de polícia após trabalhadores e empresários suspeitarem de um golpe virtual. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a investigação para identificar a origem dos disparos está em andamento. A Divisão Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) informou que na quinta-feira (2) registrou sete ocorrências relacionadas ao possível golpe. Em todos os casos, funcionários de empresas relataram ter recebido mensagens de supostos fornecedores ou clientes com arquivos em formato .zip. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp 🚨 Diante dos casos, a Polícia Civil alerta a população para não abrir arquivos com o formato suspeito. Suspeita de golpe Conforme a SSP, no momento em que funcionários abriram os arquivos, as contas de WhatsApp que estavam conectadas no computador foram hackeadas. Em seguida, passaram a replicar as mensagens com o arquivo zipado aos contatos da empresa. A própria plataforma, ao identificar a atividade suspeita, suspendeu as contas. Segundo especialistas em segurança digital, golpistas podem tentar acessar dados importantes de uma pessoa por meio de arquivos maliciosos. LEIA TAMBÉM: Laurez Moreira analisa primeiro mês como governador em exercício: 'Cortando desperdícios' Afastamento de Wanderlei Barbosa e primeira-dama do governo do Tocantins completa um mês; relembre operação da PF Filhos, cunhados e esposas: parentes nomeados em cargos públicos estão na mira do Ministério Público Associação Comercial e Industrial de Paraíso alerta comerciantes sobre suposto golpe Reprodução/TV Anhanguera Comerciantes eram alvo O caso deixou a Associação Comercial e Industrial de Paraíso do Tocantins em alerta. Conforme Sérgio Floresta, diretor de marketing da associação, logo que a situação foi descoberta, os comerciantes da cidade foram avisados. "Nós fizemos uma mobilização para comunicar aos associados, através das redes sociais. Foi uma ação rápida, porque a gente viu o quanto foi rápido a ação dos criminosos. Por meio de um script de computador, eles invadiram de forma instantânea após baixarem o arquivo", declarou. Moradores de outras cidades também relataram o recebimento do arquivo suspeito. De acordo com a SSP, até o momento, não há registros de prejuízos financeiros em nenhum dos casos investigados. Fernanda Dias é proprietária de uma floricultura em Palmas e quase foi vítima. Ela conta que só não clicou no arquivo porque desconfiou que havia algo errado com a mensagem. "Como tenho acesso ao WhatsApp da loja, olhei e achei estranho e imediatamente excluí. Temos um grupo com outros empreendedores e eles estavam comentando que não era para clicar porque era golpe", contou. A gerente administrativa Tamara Sousa não teve a mesma sorte. Ela clicou no arquivo e, em questão de segundos, o aplicativo de mensagens que estava conectado no computador foi invadido. "Meu computador começou a travar, aí depois já passou a mandar mensagens automáticas para os clientes com o arquivo", disse. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Palavras-chave: cibernético

Empresa suspeita de aplicar golpes e causar prejuízo de mais de R$ 1 milhão é alvo de operação em RR

Publicado em: 03/10/2025 11:14

Empresa suspeita de aplicar golpes em consórcios e financiamentos foi alvo de uma operação da Polícia Civil de Roraima. Ascom/PCRR/Divulgação Uma empresa suspeita de aplicar golpes em consórcios e financiamentos de imóveis foi alvo de uma operação da Polícia Civil de Roraima, nessa quinta-feira (2). A ação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão. Mais de 100 vítimas registraram boletins de ocorrência, e o prejuízo estimado passa de R$ 1 milhão. Os mandados foram cumpridos em três cidades: Boa Vista, Manaus (AM) e São Luís (MA). Na capital de Roraima, as ações ocorreram no Centro e no bairro São Bento, na zona Oeste. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Segundo o delegado Eduardo Patrício, da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (Dercc), a empresa prometia "contemplação garantida" para quem contratasse consórcios ou financiamentos. Os anúncios eram feitos nas redes sociais e as vítimas eram orientadas a ir até a sede da empresa. No local, as pessoas eram convencidas a pagar um valor de entrada em que apenas 5% era usado para abrir uma cota de consórcio. Os outros 95% ficavam com a empresa, sob a justificativa de uma taxa de intermediação. “Eles faziam postagens nas redes sociais prometendo contemplação imediata na compra de imóveis e automóveis e afirmavam que, para adquirir o bem mais rapidamente, era necessário dar um valor de entrada”, explicou Eduardo. LEIA TAMBÉM: Financeira responsável por cinco empresas é fechada por suspeita de aplicar golpes em vendas de terrenos em Boa Vista Operação mira PCC em Roraima e prende 17 'gerentes' do tráfico de crack e K9 Dupla é presa por usar adolescente de 14 anos desaparecida de abrigo no tráfico de drogas Documentos apreendidos durante a operação Credencial Falsa. Ascom/PCRR/Divulgação As investigações também identificaram que a empresa emitia boletos em seu próprio nome para o pagamento das parcelas mensais, mas não repassava o dinheiro às administradoras de consórcio. “Apenas uma pequena fração era destinada de fato a algum consórcio, o que tornava praticamente impossível que a pessoa fosse contemplada”, explicou o delegado. A Polícia Civil identificou ainda fraudes em documentos, como alterações em contratos e confirmações falsas de adesão feitas por terceiros por telefone. A investigação confirmou que a empresa não tinha ligação com administradoras oficiais de consórcios ou financiamentos. Um dos investigados, que mora em São Luís, tinha contrato com administradoras. Segundo a polícia, ele usou essa relação para firmar um convênio informal com a empresa de Boa Vista, sem que as administradoras soubessem. “As vítimas percebiam o golpe após pagar a entrada e, passados cerca de dois meses, não eram contempladas. Ao procurar a empresa, eram orientadas a aguardar o mês seguinte, mas a contemplação nunca acontecia. Além disso, os valores pagos não eram devolvidos”, relatou o delegado. Materiais apreendidos durante a operação Credencial Falsa, em Boa Vista (RR). Ascom/PCRR/Divulgação Durante as buscas, a polícia apreendeu documentos, eletrônicos e bens ligados ao esquema. A empresa já havia sido fechada pelo Procon, em fevereiro de 2025, durante uma operação com apoio da Polícia Civil. Batizada de Credencial Falsa, a operação foi deflagrada por meio da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos, com apoio da Delegacia de Defesa do Consumidor (DDCON). Outras operações policiais em Roraima: Três pessoas são presas pela PF suspeitas de lavagem de dinheiro Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

Palavras-chave: cibernético

BC prevê regras do PIX parcelado no fim de outubro

Publicado em: 03/10/2025 10:03

O Banco Central (BC) deve publicar as regras o PIX parcelado na última semana de outubro. Essa é a nova previsão da medida que visa definir normas para essa nova modalidade do PIX, que funciona como um empréstimo, com juros. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, tem afirmado que o PIX Parcelado vai aumentar o uso dessa ferramenta no varejo, ou seja, nas vendas de produtos e serviços, e que poderá ser utilizada por 60 milhões de pessoas que atualmente não têm acesso ao cartão de crédito. O parcelamento por meio do PIX já é ofertado por várias instituições financeiras, uma linha de crédito formal, mas o BC pretende padronizar as regras — o que facilitará seu uso pelo consumidor e tende a favorecer a competição entre os bancos. g1 em 1 Minuto: Banco Central divulga regras do PIX parcelado ainda em setembro Regras A norma a ser divulgada deve exigir que as instituições financeiras deixem bem claro quais as condições do contrato de tomada de crédito. Isso significa que o aplicativo vai ter que mostrar informações, como: a taxa de juros cobrada o valor de cada parcela o custo total da operação a multa em caso de atraso Tudo isso antes de o contrato ser fechado. Se os bancos descumprirem, poderão ser penalizados. Outra medida prevê que o pagamento do PIX Parcelado seja feito de forma separada, como um boleto, uma fatura ou um débito automático exclusivo para quitar essa dívida. Segundo o chefe-adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do BC, Breno Lobo, o objetivo é evitar que a população entre em dívidas. “Tem que ficar bem claro para o consumidor que o PIX Parcelado é uma operação de crédito. Então, se é uma operação de crédito, ela incide taxa de juros, IOF, tem um custo efetivo total, e você deve realizar essa operação de forma consciente, que caiba no seu orçamento, mas que ao mesmo tempo, você tenha essa facilidade de acesso ao crédito para poder fazer as compras, transferências necessárias”, afirmou Lobo à TV Globo. Golpe PIX Augusto Castro Cronograma As regras seriam publicadas em setembro, mas agora só serão apresentadas na última semana de outubro. O adiamento, segundo Lobo, ocorreu por dois fatores: a medida se mostrou mais complexa do que o BC previa inicialmente nas últimas semanas, o BC teve que priorizar ações de combate a fraudes e golpes envolvendo PIX e ataques hacker “Se as pessoas não tiverem a tomada de decisão consciente, entenderem direitinho como isso [pix parcelado] funciona, existe esse risco. Então a gente precisou revisar o que estava sendo feito para a gente incorporar esses critérios de transparência para que todas as informações necessárias estejam disponíveis para a tomada de decisão consciente do consumidor”, disse. “As questões relacionadas à segurança, por conta dos incidentes cibernéticos que aconteceram, mobilizaram parte da nossa equipe para desenvolver aprimoramentos relacionados aos serviços de segurança do PIX”, concluiu. Após publicadas, as novas regras só entrarão em vigor após março ou maio do ano que vem, ou seja, há um período para que os bancos se adaptem a essas normas.

Palavras-chave: cibernéticohacker

O Futuro do Direito: Uma Revolução em Ação

Publicado em: 02/10/2025 15:32

Alunos de direito em aula de Juri Simulado – Crédito: Divulgação A imagem tradicional do advogado, com sua pasta de couro, debruçado sobre pilhas de documentos empoeirados é coisa do passado. O mercado jurídico no Brasil passa por uma transformação sem precedentes, impulsionada pela tecnologia, a consciência ambiental e a busca por justiça social. Para os novos profissionais e aqueles que buscam se reinventar, o cenário oferece uma gama de oportunidades que desafia o convencional e redefine o papel do jurista para um consultor estratégico, um empreendedor ou um agente de mudança social. De acordo com a professora Elaine Berini da Costa Oliveira, coordenadora do curso de Direito do campus São José, do Centro Universitário Salesiano de São Paulo, o UNISAL de Campinas, a formação em Direito abre portas para diversas oportunidades de carreira. Professora Drª. Elaine Berini da Costa Oliveira – Crédito: Divulgação "Cursando Direito, você pode escolher outras carreiras além da advocacia, como por exemplo a magistratura, a defensoria pública, a promotoria e demais cargos decorrentes de concursos públicos. Portanto é uma área que lhe dá muitas oportunidades para sua vida profissional", afirma. Oportunidades em Áreas de Vanguarda O avanço da economia digital criou um ambiente em que os desafios legais são "cotidianamente renovados". O Direito Digital emerge como uma área de vanguarda, exigindo do profissional constante atualização para lidar com questões de proteção de dados (LGPD), crimes cibernéticos e a regulação de novos modelos de negócios, como e-commerce e plataformas de marketplace. O jurista, neste contexto, atua de forma proativa, elaborando políticas de privacidade e termos de uso para prevenir problemas legais. Paralelamente, a agenda ESG (Environmental, Social and Governance) transformou o Direito Ambiental, elevando-o de um nicho focado em litigância para uma área de consultoria estratégica de alta relevância. O advogado em ESG atua na interseção do Direito com a Sustentabilidade e as Finanças, auxiliando empresas na transição energética, no mercado de carbono e na estruturação de políticas de direitos humanos e governança corporativa. A conformidade com os padrões ESG deixou de ser uma questão de custo para se tornar um diferencial competitivo que "atrai investidores e parceiros". A Advocacia como Ferramenta de Transformação Social No front dos direitos individuais e coletivos, a advocacia se consolida como uma ferramenta essencial na luta por causas sociais. A defesa dos direitos civis, o combate à violência contra mulheres e a proteção de crianças e adolescentes são áreas de atuação de grande impacto. A advocacia para mulheres, por exemplo, surge como um ramo especializado que busca empoderar a mulher e garantir seus direitos em diversas esferas. Da mesma forma, no combate à violência doméstica, advogados atuam em instituições como o Instituto Maria da Penha, oferecendo orientação e suporte legal. A defesa dos direitos de crianças e adolescentes, por sua vez, exige dos profissionais a capacidade de atuar em uma rede interinstitucional, especialmente no contexto atual, onde os desafios nas redes sociais, como a exposição e a manipulação de menores, demandam legislações e atuações jurídicas inovadoras. "Como operadores do Direito podemos ajudar a sociedade, pois todos são iguais perante a lei, mas nem todos conhecem seus direitos. Assim, quem faz o curso de Direito também tem a missão de ajudar as pessoas e a sociedade como um todo, o que torna suas atividades jurídicas profissionais mais humanizadas", complementa a coordenadora. O Caminho do Serviço Público Outra trajetória de grande relevância é a carreira pública, acessível por meio de concursos. Para muitos formados em Direito, ingressar em uma das prestigiosas carreiras jurídicas é a realização de um sonho. Essas oportunidades abrangem uma ampla gama de atuações, como Magistratura (Juiz), Ministério Público (Promotor de Justiça), Procurador, Defensor Público e Delegado de Polícia. A estabilidade e a capacidade de influenciar diretamente a sociedade, garantindo a aplicação da lei e a defesa dos direitos fundamentais, tornam esses cargos altamente cobiçados. Para algumas dessas posições, a aprovação no Exame de Ordem (OAB) é um requisito, enquanto para outras não é. Essa diversidade de caminhos permite que o bacharel em Direito escolha a atuação que mais se alinha com seus interesses e objetivos de carreira. Para Além do Tribunal: Carreiras Inovadoras Além disso, carreiras não-convencionais ganham cada vez mais espaço. A produção de conteúdo jurídico, por exemplo, permite que o profissional construa autoridade e se posicione como especialista em um nicho, utilizando canais digitais como blogs e redes sociais para atrair clientes. Outra via de grande impacto intelectual e social é a carreira acadêmica, onde o bacharel em Direito, por meio de mestrado e doutorado, pode se dedicar à pesquisa aplicada para influenciar políticas públicas e aprimorar as instituições. O Perfil do Profissional do Futuro Diante deste novo panorama, o sucesso profissional não depende apenas de um conhecimento técnico profundo, mas de um conjunto de habilidades transversais. O jurista do futuro precisa ter pensamento interdisciplinar, ser adaptável, criativo, e possuir uma comunicação clara e estratégica. A ética, o pensamento crítico e a capacidade de resolver problemas complexos são mais do que diferenciais — são condições para prosperar. A Escolha da Formação: UNISAL faz Sentido pra você! É nesse contexto que a escolha da formação se torna decisiva. As instituições de ensino que antecipam essa realidade e preparam seus alunos para esses novos desafios saem na frente. O curso de Direito do UNISAL se destaca por sua abordagem inovadora e sua proposta pedagógica alinhada com as demandas do mercado atual. Na Região Metropolitana de Campinas (RMC), a instituição, reconhecida com nota máxima no conceito do MEC, oferece o curso de nível superior em Direito nos campi São José, em Campinas e Maria Auxiliadora, em Americana. A Pedagogia Salesiana: Razão, Religião e Afeto O diferencial da proposta do UNISAL reside na aplicação da pedagogia salesiana, um modelo educativo centrado no tripé de "Razão, Religião e Amorevolezza". A Razão é traduzida no desenvolvimento do pensamento crítico e da autonomia do estudante, preparando-o para lidar com problemas complexos e para ser um protagonista no mercado. A Amorevolezza, ou bondade pedagógica, é a base para a criação de um ambiente acolhedor, onde a relação entre professor e aluno é marcada pela proximidade e pelo respeito mútuo. Isso fomenta a confiança, a empatia e a capacidade de trabalhar em equipe, habilidades cruciais para a atuação em campos como o Terceiro Setor. Já a Religião, não se limita a uma doutrina, mas se manifesta na formação de valores e na busca por propósito, garantindo que o profissional seja não apenas competente, mas também um cidadão consciente, ético e comprometido com a justiça social. A proposta pedagógica do UNISAL vai além da sala de aula, integrando a teoria com a prática por meio de projetos de extensão, que promovem um diálogo contínuo com a sociedade e a inclusão de grupos vulneráveis. A instituição prepara o egresso não apenas para as demandas técnicas do mercado, mas para a atuação com valores. É por isso, que o UNISAL, faz sentido pra você!

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Deepfakes de celebridades: Justiça mantém prisão de influenciadora alvo de operação contra golpes digitais em Piracicaba

Publicado em: 02/10/2025 13:42

Japa tinha sua massa de seguidores utilizada para crimes virtuais, segundo a polícia Reprodução A Justiça manteve a prisão da Laís Rodrigues Moreira, conhecida como Japa, que foi alvo de uma operação contra o uso de vídeos falsos (deepfakes) de celebridades para aplicar golpes digitais. Durante a ação, a mãe dela também foi presa e foram apreendidos um carro e três motos de luxo na casa da influenciadora. Saiba quem é Japa, influenciadora presa em operação A audiência de custódia de Japa foi realizada nesta quinta-feira (2). "Trata-se de cumprimento de mandado de prisão, portanto, a audiência de custódia foi apenas para verificar se alguma ilegalidade foi cometida no ato da prisão e ela segue presa", informou a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Influenciadora de Piracicaba é alvo de operação contra crimes com uso de deep fake Entenda as investigações Investigações apontam movimentação atípica de R$ 15 milhões nas contas bancárias de Japa e de sua mãe em um período entre seis meses e um ano. A influenciadora tem 123 mil seguidores no Instagram. Nele, ela ostenta fotos em motos e carros de luxo, mansões e embarcações. Siga o g1 Piracicaba no Instagram 📲 De acordo com as investigações, Japa ajudava a impulsionar os golpes e, também, a promover jogos de azar ilegais. "Ela se vincula a eles ou os criminosos, estelionatários se vinculam a ela para usar essa massa de seguidores dela e atingir um número muito maior de potenciais vítimas", explicou o delegado Filipe Borges Bringhenti. Influenciadora Laís Rodrigues Moreira, conhecida como Japa Reprodução O que diz a defesa A defesa da Laís manifestou "surpresa e irresignação" diante do cumprimento dos mandados judiciais. "Especialmente porque, até o presente momento, [a defesa] não teve acesso à decisão judicial que determinou sua prisão, o que impede o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa — fundamentos basilares do Estado Democrático de Direito", acrescentaram os advogados Felipe Cassimiro Melo de Oliveira e Matheus Bottene Pacifico, em nota. Também conforme os defensores, ela jamais evitou colaborar com qualquer investigação e, se intimada, teria se apresentado espontaneamente para prestar os esclarecimentos. "Assim, a medida extrema e precoce de privação da liberdade revela-se, em nossa visão, desproporcional e contrária ao espírito da Constituição da República, que consagra a liberdade como regra e a prisão como exceção. Confiamos na Justiça e acreditamos que, tão logo os fatos sejam devidamente apreciados sob o crivo do devido processo legal, a revogação da prisão se imporá como imperativo da razão jurídica e da prudência institucional", acrescentaram. Polícia apreende motocicletas e carro em casa de influenciadora digital de Piracicaba durante operação contra crimes cibernéticos Gustavo Nolasco/EPTV Como funcionavam os golpes? Segundo as investigações, o grupo utilizava tecnologia de inteligência artificial para criar deepfakes de celebridades como a modelo Gisele Bundchen, da ex-BBB Juliette, da apresentadora Angélica e de Sabrina Sato – para enganar pessoas com vendas fraudulentas de produtos pela internet. Os vídeos falsos eram usados para promover produtos inexistentes como kits de cosméticos e ofertas fraudulentas, levando as vítimas a realizarem pagamentos via PIX. Segundo investigação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, em um desses vídeos, os criminosos usaram a imagem da modelo Gisele Bündchen supostamente anunciando uma promoção em que estariam sendo dadas malas de viagem. O produto seria de graça, mas era necessário pagar o frete. Os interessados eram levados para um site alterado para parecer legítimo onde eram feitos os pagamentos. No entanto, após os valores serem pagos, quem pagou não recebia o produto – era dessa forma que os estelionatários lucravam. O dinheiro caía em contas de fachada. "O que chamou a atenção dos investigadores não foi apenas o valor relativamente baixo do prejuízo, R$ 44,57 cobrados como ‘taxa de frete’, mas a sofisticação técnica por trás do golpe. Os criminosos haviam criado um vídeo com ‘deepfake’ da imagem e voz de Gisele Bündchen, fazendo parecer que a modelo estava realmente promovendo o produto inexistente", conta a delegada Isadora Galian. Segundo a polícia, os criminosos montaram uma espécie de engenharia digital, com uso de inteligência artificial para criação de conteúdo falso até lavagem de dinheiro. O esquema utilizava empresas fantasmas, contas com nomes de "laranjas", incluindo idosas de 80 a 84 anos, e gateways de pagamentos fraudulentos. Grupo suspeito de usar vídeo com 'deepfake' da modelo Gisele Bündchen para aplicar golpes com vendas de produtos é alvo de operação policial no RS Reprodução Balanço da operação A Operação Modo Selva ocorre nos estados de Rio Grande Sul, Santa Catarina, São Paulo, Bahia e Pernambuco. As ações envolveram equipes da Delegacia de Investigações Cibernéticas Especiais (Dicesp) e do Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos Dercc). Foram expedidos pela Justiça nove mandados de busca e apreensão, sete de prisão preventiva, além do sequestro e bloqueio de 10 veículos, e de 21 ativos, investimentos ou aplicações, contas bancárias e carteiras de criptoativos. No interior de São Paulo, foram cumpridos cinco mandados de prisão e de busca e apreensão em Piracicaba (SP) e Hortolândia (SP). Os valores obtidos com o esquema podem chegar a R$ 210 milhões. Polícia cumpre mandados de busca e apreensão em condomínio de Piracicaba Gustavo Nolasco/EPTV Como não cair em golpes A Polícia Civil alerta a população sobre os sinais de golpes digitais que utilizam deepfakes: Desconfie de promoções "imperdíveis" protagonizadas por celebridades Verifique sempre a autenticidade dos perfis que divulgam ofertas Pesquise a reputação da empresa em sites como Reclame Aqui antes de comprar Nunca forneça dados pessoais ou realize pagamentos sem confirmar a legitimidade da oferta Denuncie imediatamente qualquer suspeita de golpe, mesmo que o valor seja baixo Sobre denúncias, a Polícia Civil enfatiza que “uma das descobertas mais preocupantes foi constatar que a grande maioria das vítimas jamais denunciava os golpes”. VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e Região o Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Piracicaba.

Criminosos invadem conta gov.br de juíza federal e retiram restrição judicial de veículo para vendê-lo no RS

Publicado em: 02/10/2025 06:51

Suspeito de esquema de invasão de conta gov.br de juíza para tirar restrição judicial de veículo para vendê-lo é preso Ronaldo Bernardi/Agência RBS A Polícia Civil faz uma operação, nesta quinta-feira (2), contra um suposto esquema de fraude envolvendo a liberação ilegal de um veículo apreendido pela Justiça do Rio Grande do Sul usando dados de uma juíza federal. Mandados de prisão são cumpridos nas cidades de Portão, Dois Irmãos, Sapiranga e Rolante. Até a publicação desta reportagem, cinco pessoas foram presas. A investigação indica que criminosos invadiram a conta gov.br da magistrada para acessar o sistema do Registro Nacional de Veículos Judicial (Renajud), retirar a restrição judicial do automóvel para, então, vendê-lo. O caso foi descoberto quando a polícia identificou que o carro, que estava retido por decisão da Justiça dentro de um processo criminal, teria sido liberado de forma irregular. Ao longo da investigação, surgiu a suspeita de que isso ocorreu a partir do acesso não autorizado ao sistema do Renajud com dados da juíza – apesar de não haver ordem judicial para isso. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O principal beneficiado pela fraude teria sido um comerciante de automóveis que, segundo a investigação, comprou o veículo mesmo sabendo da restrição judicial (saiba mais abaixo). Já o principal suspeito pela invasão foi identificado como um homem com histórico de crimes cibernéticos e patrimoniais em outros estados. Ele foi preso em Santa Catarina. A Polícia Civil confirmou que os acessos ao sistema Renajud teriam sido feitos com a senha da magistrada e que a exclusão da restrição teria sido feita no mesmo dia em que o carro começou a ser negociado. Os suspeitos investigados devem responder por fraude processual, estelionato, organização criminosa e invasão de dispositivo informático. Comerciante, advogado e revenda de veículos O principal beneficiado pela fraude teria sido um comerciante de automóveis que, segundo a investigação, comprou o veículo mesmo sabendo da restrição judicial. De acordo com a polícia, o homem afirmou ter pago R$ 13 mil a um advogado criminalista para que o desbloqueio fosse realizado. Ele ainda teria fornecido a senha gov.br da esposa a um vendedor de uma loja de carros em Dois Irmãos para facilitar a transferência do bem após a remoção da restrição. A delegada Luciane Bertoletti, responsável pela investigação, destacou a sofisticação do esquema. “É um exemplo claro de como a criminalidade se moderniza e tenta explorar brechas tecnológicas para obter lucro ilícito”, afirmou. A Polícia Civil aponta que a antiga proprietária do carro confirmou que vendeu o veículo com a restrição ativa e disse ter ficado surpresa ao saber que o bloqueio havia sido retirado. Ela teria dito que o comprador chegou a pedir ajuda financeira para cobrir os custos da fraude. Após o desbloqueio, o carro teria sido repassado à revenda, onde sócios e vendedores negociaram o veículo. Já sem restrições, o automóvel foi anunciado ao público e vendido a um morador de Caxias do Sul por R$ 77.900. Ele teria pagado entrada e financiado o restante, acreditando que a compra era legal. VÍDEOS: Tudo sobre o RS

Palavras-chave: cibernético

Plataforma do Lá vem o Enem lança 3º tema da redação para correção gratuita; vagas são limitadas

Publicado em: 02/10/2025 05:59

Plataforma do Lá vem o Enem lança 3º tema para correção gratuita de redação Reprodução / Freepik O Lá vem o Enem 2025 lançou, nesta quinta-feira (2), o terceiro tema da redação para correção gratuita na plataforma do projeto, que é "gestão de resíduos sólidos como desafio das cidades brasileiras". 📝 Entre na plataforma de correção gratuita de redações Para participar, os estudantes precisam se inscrever no site oficial do projeto. A correção é feita por professores parceiros. A plataforma oferece materiais de apoio e permite baixar a folha de redação, que tem o mesmo formato do exame oficial. Quem não tiver impressora pode usar uma folha pautada A4. Após concluir o texto, é necessário tirar uma foto de boa qualidade e enviar pelo próprio site. As vagas são limitadas. Serão corrigidas 800 redações até o fim do projeto. Os participantes recebem um relatório detalhado com notas e observações sobre cada competência da prova. O que é o Lá vem o Enem O Lá vem o Enem é um projeto da Rede Paraíba voltado para preparação de estudantes para o exame. Nesta quinta edição, as TVs Cabo Branco e Paraíba, a CBN Paraíba, a Cabo Branco FM, além de portais como o g1 Paraíba e Jornal da Paraíba, produzem conteúdos que ajudam candidatos a se preparar para provas e dão espaço para professores compartilharem assuntos relevantes. O projeto oferece materiais focados em temas atuais que têm grande chance de cair na prova, ajudando estudantes a treinar redações de forma prática e objetiva. Acesse o site do Lá vem o Enem, faça sua redação sobre crimes cibernéticos e garanta a correção gratuita. Vídeos mais assistidos do Lá Vem o Enem

Palavras-chave: cibernético

Brasileiro escravizado em Mianmar reconhece chefe entre condenados na China por 'ciberescravos': 'Marco na busca por Justiça'

Publicado em: 01/10/2025 16:44

KK Park, a fábrica de golpes que escravizava brasileiros Luckas Viana dos Santos e Phelipe de Moura Ferreira Reprodução/Arquivo Pessoal O brasileiro Pehlipe de Moura Ferreira, de 26 anos, que foi mantido refém por três meses por uma máfia de golpes cibernéticos em Mianmar, no Sudeste Asiático, afirmou que um dos membros da família Ming condenada na China por controlar campos de "ciberescravos" era o chefe do complexo onde esteve preso com outro brasileiro, Luckas Santos. A BBC informou que um tribunal chinês condenou 39 membros de uma família notória que dirigia centros de fraude em Mianmar, sendo 11 deles à morte. A reportagem cita que a família trabalhava para um dos quatro clãs que controlavam a pacata cidade de Laukkaing e a transformaram em um centro de jogos de azar, drogas e golpes. Ao g1, Phelipe relatou que reconheceu o chefe do complexo onde foi escravizado ao ver uma foto do tribunal divulgada pela imprensa chinesa. Ele relata que o homem, além de comandar o local, o agrediu durante o período em que esteve em cativeiro. "O chefe chinês do 'complexo' onde fui mantido como 'ciberescravo' está entre os membros da família Ming. Na época, eu conversei com ele. Ele me agrediu e agrediu o Luckas também várias vezes. Isso não é só uma notícia, é um marco na busca por Justiça. É um dia importante para todos nós que fomos vítimas desse sistema. A voz dos sobreviventes não se cala", afirmou Phelipe. Ainda conforme a BBC, Mianmar prendeu vários membros dessas famílias em 2023 e as entregou às autoridades chinesas. Além dos 11 membros que receberam sentenças de morte, outros cinco receberam sentenças de morte com suspensão de dois anos; 11 foram condenados à prisão perpétua; e os restantes receberam penas de prisão que variam entre cinco e 24 anos. "É uma sensação de alívio, mas, ao mesmo tempo, uma sensação de desespero, pois eles perderam nem metade dessa máfia. No mesmo complexo que eu e Luckas estávamos ainda existem pessoas lá. Mas a voz de uma vítima nunca deve ser calada, pois nós que fomos vítimas e sobreviventes podemos alertar mais e mais gente a não cair nesse golpe que prendem a nossa liberdade e destroem os nossos sonhos", ressaltou Phelipe. O g1 mostrou em fevereiro o caso de Phelipe e Luckas, que aceitaram promessas falsas de emprego em 2024 e acabaram sendo vítimas de tráfico humano em KK Park, Mianmar. O local é considerado uma "fábrica de golpes online" (veja mais abaixo). Eles conseguiram fugir ao lado de centenas de imigrantes e foram resgatados com a ajuda da ONG "The Exodus Road" no dia 9. Dez dias depois eles retornaram ao Brasil. "Eles batiam na gente quase todos os dias. Era muito difícil. Sofremos bastante e tem amigos que estão lá ainda. Eu fui espancado e preso porque tentei entrar em contato com um amigo meu. Eles me colocaram na prisão por 20 dias. Agora estou com minha família. Quero agradecer a todos que ajudaram. Estou muito feliz, sei que minha mãe ficou muito preocupada", disse Luckas ao chegar ao Brasil. Jovens vítimas de tráfico humano no Mianmar chegam ao Brasil Ameaças diárias de punição e 16 horas de trabalho Phelipe Ferreira contou ao g1 sobre a rotina de escravidão em KK Park. Segundo ele, havia um roteiro a ser seguido. "Nesse script, a gente perguntava ao cliente, no primeiro dia, informações como nome, idade, país onde morava, se era solteiro, casado, viúvo, com o que trabalhava e o salário. Já no quarto dia, a gente pedia uma ajuda. Falava que trabalhava numa plataforma online chamada Wish e, se ele ajudasse, ganharia uma comissão de 30 dólares", contou. Jovens escravizados em Mianmar eram obrigados a dar golpes pela internet em brasileiros No outro dia, eles voltavam a pedir ajuda. O cliente ganhava a comissão, só que, dessa vez, tinha que terminar algumas tarefas na plataforma e, para isso, precisava fazer recargas. Era aí que a gente começava a tirar o dinheiro do cliente. A primeira recarga era de 150 dólares, a segunda, 500 dólares... até completar o valor de 5 mil dólares. Por ser brasileiro, o jovem foi obrigado a aplicar golpes em outros brasileiros. Ele lembra que, sempre que terminava o turno, chorava no quarto. "Fiz a parte dos brasileiros e tentei enganar tanto mulher como homem, mas brasileiro é mais inteligente. Então, eles já sabiam que aquilo era golpe. Mas o pessoal de outros países, como Rússia, Ucrânia, países da América, era mais fácil de enganar". Brasileiro vítima de tráfico humano em Mianmar foi torturado Ele contou que uma cliente do Caribe chegou a sofrer golpe de um chinês no valor de 350 mil euros. Ela fez empréstimo e comprou uma casa, porque o golpista prometeu que viajaria para viver com ela. Depois, a máfia queria que o brasileiro tentasse extorquir mais dinheiro dela. "Eu tentava desviar o assunto com ela, mas meu antigo líder falava: 'Não, a gente vai ter que dar golpe, ela é rica'. Eu tentava procurar gente mais pobre para não dar certo o golpe, mas aí eu poderia ser punido. Era horrível", contou. Phelipe Ferreira conta que a rotina era de ameaças Reprodução Segundo Phelipe, ele e outros imigrantes trabalhavam, em média, 16 horas por dia aplicando golpes. "Às vezes, a gente trabalhava 22 horas por dia. Líderes de equipe, todos chineses, nos monitoravam a cada 10 minutos. Se não cumprisse aquela meta, no final do mês, eu ia receber a punição. A punição era eletrochoque, espancamento ou squat down, que é fazer agachamento. Recebi punição três vezes", afirmou. O brasileiro não chegou ser eletrocutado nem espancado, mas recebeu três vezes a punição de agachamento. Tive que fazer, na primeira vez, 100 agachamentos em cima de uma plataforma que tinha uma espécie de prego na parte de cima. Na segunda punição, foram 300 vezes e, na terceira punição, foram 500 agachamentos. Depois, ele mal conseguia andar: "A minha perna travou, mas, mesmo assim, eu tinha que trabalhar". Phelipe viu outros reféns sofrendo agressões e pensou que uma hora seria morto. No quarto dele, havia um homem de outra nacionalidade que tentou escapar sozinho e, ao ser pego, foi espancado durante 20 dias, levou eletrochoque e foi preso. Segundo ele, o homem depois ficou preso à cama de ferro com os pés amarrados. "Eu pensava: 'Vão matar gente'. Meu maior medo era levar choque. Porque eu sei que isso pode matar a pessoa. O meu maior medo era esse", ressaltou. Cronologia Abaixo, veja uma cronologia do caso: Outubro de 2024 Brasileiros reféns de criminosos cibernéticos não conseguem voltar ao Brasil A mãe de Luckas conta que o filho recebeu uma proposta para trabalhar em um cassino nas Filipinas no início de 2024. Após alguns meses no cassino, o estabelecimento fechou e, como Luckas não tinha dinheiro para voltar ao Brasil, procurou outras oportunidades pela região. Pelo Telegram, ele recebeu um convite para trabalhar na área da tecnologia em Mae Sot, cidade tailandesa na fronteira com Mianmar. A viagem foi marcada para 7 de outubro. Luckas, no entanto, acabou sendo levado por mafiosos para KK Park, em Mianmar, e passou a ser escravizado. Novembro de 2024 Phelipe é feito refém em novembro de 2024. O pai dele, Antônio Ferreira, conta que o filho já havia trabalhado em 2023 em outros países e, em 2024, de volta ao Brasil, teve uma proposta de emprego no Uruguai. Decidiu sair novamente do país para trabalhar fora. No Uruguai, recebeu pelo Telegram uma proposta de emprego na área da tecnologia na Tailândia. Ao chegar, um motorista o buscou no hotel e o levou para Mianmar, onde se tornou refém com outros imigrantes. O local é o mesmo onde Luckas já estava. Os dois, até então, não se conheciam. Jovens brasileiros conseguem fugir de rede de tráfico de pessoas E Dezembro de 2024 Phelipe ficou semanas sem dar notícia, até conseguir se comunicar escondido com a família. O pai procurou a polícia, mas foi orientado a falar com a Embaixada do Brasil Mianmar. Luckas também conseguiu se comunicar com a família. A mãe dele passa a divulgar o caso nas redes sociais pedindo ajuda. As duas famílias, então, começam a ser assistidas pela ONG The Exodus Road", organização civil internacional de combate ao tráfico de pessoas. 15 de janeiro de 2025 Em 15 de janeiro, há uma reunião entre integrantes da ONG e representantes do governo de Mianmar e da Tailândia para a liberação de 371 vítimas de tráfico de pessoas, incluindo os dois brasileiros. 8 de fevereiro de 2025 Phelipe avisa o pai que tentaria a fuga no dia 8 de fevereiro com outros imigrantes. Nas mensagens, às quais o g1 teve acesso, ele conta que ia cruzar um rio com outras 85 pessoas e correr por dois quilômetros. Phelipe pede orações e ainda se despediu caso algo acontecesse com ele. Luckas também avisa a família. E, na sequência, ativistas são informados sobre a fuga e já se mobilizam em relação às documentações que comprovassem que os dois eram vítimas de tráfico humano. Prints mostram conversa de brasileiro vítima de tráfico humano com o pai antes de fugir Arquivo Pessoal 9 de fevereiro de 2025 Phelipe e Luckas conseguem fugir ao lado de centenas de imigrantes. Eles acabam detidos por um grupo rebelde chamado DKBA (Exército Democrático Karen Budista), que os encaminham a um centro de detenção local após negociações com a ONG Exodus Road. 12 de fevereiro de 2025 Phelipe, Luckas e outros imigrantes são transferidos para um centro de detenção em Mae Sot, na Tailândia, onde são feitos procedimentos para comprovar que são realmente vítimas de tráfico humano. Brasileiros vítimas de tráfico humano em Mianmar já estão na Tailândia 13 de fevereiro de 2025 Em uma videochamada, o pai de Phelipe vê as marcas das agressões que ele sofreu. "Ele ligou para mim e mostrou o machucado dele. Está com perna toda vermelha, braço todo vermelho, de tanto choque e paulada que levava lá", afirmou Antônio Carlos Ferreira. As famílias dos dois são avisadas que dois dias depois a embaixada do Brasil iria retirá-los da base militar em Mae Sot para levá-los a Bangkok. 15 de fevereiro de 2025 A embaixada brasileira consegue levar os brasileiros para Bangkok, onde ficam em um hotel. Brasileiros vítimas de tráfico humano são entregues ao governo tailandês

Palavras-chave: cibernéticotecnologia

Saiba quem é Japa, influenciadora presa em operação contra crimes digitais com uso de deepfakes de celebridades

Publicado em: 01/10/2025 14:10

Influenciadora de Piracicaba é alvo de operação contra crimes com uso de deep fake Presa em uma operação contra o uso de deepfakes (vídeos falsos) de celebridades para a prática de crimes digitais, a influenciadora Laís Rodrigues Moreira, conhecida como Japa, se associava a estelionatários, que exploravam seu alcance nas redes sociais, segundo a Polícia Civil. Na manhã desta quarta-feira (1º), as equipes apreenderam um carro e três motos de luxo na casa da suspeita, em um condomínio fechado na região do Bairro Pompéia, em Piracicaba (SP). A mãe da suspeita também foi presa. Investigações apontam movimentação atípica de R$ 15 milhões nas contas bancárias das duas em um período entre seis meses e um ano. Siga o g1 Piracicaba no Instagram 📲 Japa tinha sua massa de seguidores utilizada para crimes virtuais, segundo a polícia Reprodução Relação com jogos de azar Japa tem 123 mil seguidores no Instagram. Nele, ela ostenta fotos em motos e carros de luxo, mansões e embarcações. De acordo com as investigações, Japa ajudava a impulsionar os golpes e, também, a promover jogos de azar ilegais. "Ela se vincula a eles ou os criminosos, estelionatários se vinculam a ela para usar essa massa de seguidores dela e atingir um número muito maior de potenciais vítimas", explicou o delegado Filipe Borges Bringhenti. O que diz a defesa A defesa da Laís manifestou "surpresa e irresignação" diante do cumprimento dos mandados judiciais. "Especialmente porque, até o presente momento, [a defesa] não teve acesso à decisão judicial que determinou sua prisão, o que impede o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa — fundamentos basilares do Estado Democrático de Direito", acrescentaram os advogados Felipe Cassimiro Melo de Oliveira e Matheus Bottene Pacifico, em nota. Também conforme os defensores, ela jamais evitou colaborar com qualquer investigação e, se intimada, teria se apresentado espontaneamente para prestar os esclarecimentos. "Assim, a medida extrema e precoce de privação da liberdade revela-se, em nossa visão, desproporcional e contrária ao espírito da Constituição da República, que consagra a liberdade como regra e a prisão como exceção. Confiamos na Justiça e acreditamos que, tão logo os fatos sejam devidamente apreciados sob o crivo do devido processo legal, a revogação da prisão se imporá como imperativo da razão jurídica e da prudência institucional", acrescentaram. Influenciadora Laís Rodrigues Moreira, conhecida como Japa Reprodução Como funcionavam os golpes? Segundo as investigações, o grupo utilizava tecnologia de inteligência artificial para criar deepfakes de celebridades como a modelo Gisele Bundchen, da ex-BBB Juliette, da apresentadora Angélica e de Sabrina Sato – para enganar pessoas com vendas fraudulentas de produtos pela internet. Os vídeos falsos eram usados para promover produtos inexistentes como kits de cosméticos e ofertas fraudulentas, levando as vítimas a realizarem pagamentos via PIX. Segundo investigação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, em um desses vídeos, os criminosos usaram a imagem da modelo Gisele Bündchen supostamente anunciando uma promoção em que estariam sendo dadas malas de viagem. O produto seria de graça, mas era necessário pagar o frete. Os interessados eram levados para um site alterado para parecer legítimo onde eram feitos os pagamentos. No entanto, após os valores serem pagos, quem pagou não recebia o produto – era dessa forma que os estelionatários lucravam. O dinheiro caía em contas de fachada. Polícia apreende motocicletas e carro em casa de influenciadora digital de Piracicaba durante operação contra crimes cibernéticos Gustavo Nolasco/EPTV "O que chamou a atenção dos investigadores não foi apenas o valor relativamente baixo do prejuízo, R$ 44,57 cobrados como ‘taxa de frete’, mas a sofisticação técnica por trás do golpe. Os criminosos haviam criado um vídeo com ‘deepfake’ da imagem e voz de Gisele Bündchen, fazendo parecer que a modelo estava realmente promovendo o produto inexistente", conta a delegada Isadora Galian. Segundo a polícia, os criminosos montaram uma espécie de engenharia digital, com uso de inteligência artificial para criação de conteúdo falso até lavagem de dinheiro. O esquema utilizada empresas fantasmas, contas com nomes de "laranjas", incluindo idosas de 80 a 84 anos, e gateways de pagamentos fraudulentos. Grupo suspeito de usar vídeo com 'deepfake' da modelo Gisele Bündchen para aplicar golpes com vendas de produtos é alvo de operação policial no RS Reprodução Balanço da operação A Operação Modo Selva ocorre nos estados de Rio Grande Sul, Santa Catarina, São Paulo, Bahia e Pernambuco. As ações envolveram equipes da Delegacia de Investigações Cibernéticas Especiais (Dicesp) e do Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos Dercc). Foram expedidos pela Justiça nove mandados de busca e apreensão, sete de prisão preventiva, além do sequestro e bloqueio de 10 veículos, e de 21 ativos, investimentos ou aplicações, contas bancárias e carteiras de criptoativos. No interior de São Paulo, foram cumpridos cinco mandados de prisão e de busca e apreensão em Piracicaba (SP) e Hortolândia (SP). Os valores obtidos com o esquema podem chegar a R$ 210 milhões. Polícia cumpre mandados de busca e apreensão em condomínio de Piracicaba Gustavo Nolasco/EPTV Como não cair em golpes A Polícia Civil alerta a população sobre os sinais de golpes digitais que utilizam deepfakes: Desconfie de promoções "imperdíveis" protagonizadas por celebridades Verifique sempre a autenticidade dos perfis que divulgam ofertas Pesquise a reputação da empresa em sites como Reclame Aqui antes de comprar Nunca forneça dados pessoais ou realize pagamentos sem confirmar a legitimidade da oferta Denuncie imediatamente qualquer suspeita de golpe, mesmo que o valor seja baixo Sobre denúncias, a Polícia Civil enfatiza que “uma das descobertas mais preocupantes foi constatar que a grande maioria das vítimas jamais denunciava os golpes”. VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e Região o Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Piracicaba.

Influenciadora digital de Piracicaba é alvo de operação contra crimes digitais com uso de deepfake de celebridades

Publicado em: 01/10/2025 11:26

Polícia cumpre mandados de busca e apreensão na região em operação contra golpes virtuais Uma influencer de Piracicaba (SP) é alvo de operação nacional da Polícia Civil do Rio Grande do Sul contra crimes digitais com "deepfake" envolvendo uso ilegal de nomes de celebridades em golpes. Na manhã desta quarta-feira (1º), as equipes apreenderam motocicletas e veículos na casa da suspeita, em um condomínio fechado na região do Bairro Pompéia. Na cidade, são cumpridos dois mandados de prisão. No Interior de São Paulo, são cumpridos cinco mandados de prisão e de busca e apreensão em Piracicaba (SP) e Hortolândia (SP) durante a operação chamada de "Modo Selva", com trabalhos das equipes da Delegacia de Investigações Cibernéticas Especiais (Dicesp) e do Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos Dercc). Segundo as investigações, o grupo utilizava tecnologia de inteligência artificial para criar deepfakes de celebridades como a modelo Gisele Bundchen, da ex-BBB Juliette, da apresentadora Angélica e de Sabrina Sato – para enganar pessoas com vendas fraudulentas de produtos pela internet. Polícia apreende motocicletas e carro em casa de influenciadora digital de Piracicaba durante operação contra crimes cibernéticos Gustavo Nolasco/EPTV Ao todo, a operação nacional cumpre nove mandados de busca e apreensão, sete de prisão preventiva, além do sequestro e indisponibilidade de 10 veículos, bloqueio de 21 ativos, investimentos ou aplicações, contas bancárias e carteiras de criptoativos em cinco estados: Rio Grande Sul, Santa Catarina, São Paulo, Bahia e Pernambuco. Os valores obtidos com o esquema podem chegar a R$ 210 milhões. Até a publicação desta reportagem, quatro pessoas foram presas. Os vídeos falsos eram usados para promover produtos inexistentes como kits de cosméticos e ofertas fraudulentas, levando as vítimas a realizarem pagamentos via pix. Siga o g1 Piracicaba no Instagram 📲 Segundo a Polícia, os criminosos montaram uma espécie de engenharia digital, com uso de inteligência artificial para criação de conteúdo falso até lavagem de dinheiro. O esquema utilizada empresas fantasmas, contas com nomes de "laranjas", incluindo idosas de 80 a 84 anos, e gateways de pagamentos fraudulentos. Grupo suspeito de usar vídeo com 'deepfake' da modelo Gisele Bündchen para aplicar golpes com vendas de produtos é alvo de operação policial no RS Reprodução Investigação Segundo investigação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, em um desses vídeos, os criminosos usaram a imagem da modelo supostamente anunciando uma promoção em que estariam sendo dadas malas de viagem. O produto seria de graça, mas era necessário pagar o frete. Os interessados eram levados para um site alterado para parecer legítimo onde eram feitos os pagamentos. No entanto, após os valores serem pagos, quem pagou não recebia o produto – era dessa forma que os estelionatários lucravam. O dinheiro caía em contas de fachada. "O que chamou a atenção dos investigadores não foi apenas o valor relativamente baixo do prejuízo, R$ 44,57 cobrados como ‘taxa de frete’, mas a sofisticação técnica por trás do golpe. Os criminosos haviam criado um vídeo com ‘deepfake’ da imagem e voz de Gisele Bündchen, fazendo parecer que a modelo estava realmente promovendo o produto inexistente", conta a delegada Isadora Galian. Os suspeitos devem responder por estelionato, organização criminosa, lavagem de dinheiro e jogo de azar. Suspeitos identificados O esquema começou a ser investigado quando uma mulher do Rio Grande do Sul procurou a Polícia Civil para denunciá-lo. Os suspeitos foram identificados a partir de perfis falsos nas redes sociais que anunciavam as campanhas publicitárias fraudulentas. Os investigadores detalham que um dos perfis usava um nome fictício criado com dados falsos e conexão por meio de VPN para ocultar a localização de quem de fato estaria fazendo uso do perfil. Apesar disso, os perfis verdadeiros dos estelionatários foram identificados. Por meio delas, eles ostentavam os ganhos com os golpes e debochavam das vítimas. "As redes sociais dos investigados eram verdadeiras vitrines de ostentação, com veículos de luxo como Porsche Cayenne S, Range Rover Velar, BMW 430i e motocicletas BMW. Um debochou de uma vítima que havia perdido R$ 800: disse que ‘colocou R$ 200. Perdeu. Depois colocou mais 600", conta a delegada Isadora. Mentoria para golpes Ao longo da investigação, a Polícia Civil identificou o perfil de um estelionatário que ensinava técnicas de golpes digitais para seguidores. "Através desta 'mentoria', ele criava uma verdadeira rede de multiplicação do crime", conta a delegada Isadora. Como não cair em golpes A Polícia Civil alertar a população sobre os sinais de golpes digitais que utilizam deepfakes: Desconfie de promoções "imperdíveis" protagonizadas por celebridades Verifique sempre a autenticidade dos perfis que divulgam ofertas Pesquise a reputação da empresa em sites como Reclame Aqui antes de comprar Nunca forneça dados pessoais ou realize pagamentos sem confirmar a legitimidade da oferta Denuncie imediatamente qualquer suspeita de golpe, mesmo que o valor seja baixo Sobre denúncias, a Polícia Civil enfatiza que “uma das descobertas mais preocupantes foi constatar que a grande maioria das vítimas jamais denunciava os golpes”. VEJA TAMBÉM VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Piracicaba.

Chinesa é condenada após a 'maior apreensão de bitcoins da história'

Publicado em: 01/10/2025 03:01

Zhimin Qian foi condenada na segunda-feira Polícia de Londres Uma cidadã chinesa foi condenada após uma investigação de fraude que culminou com a maior apreensão de criptomoedas da história até agora, avaliada em mais de 5 bilhões de libras (cerca de R$ 36 bilhões). Zhimin Qian, também conhecido como Yadi Zhang, se declarou culpada na segunda-feira (29/09) no Tribunal da Coroa de Southwark, em Londres, por adquirir e possuir ilegalmente as criptomoedas. Entre 2014 e 2017, ela liderou um golpe em larga escala na China, enganando mais de 128 mil vítimas e armazenando os fundos roubados em ativos de bitcoin, disse a Polícia Metropolitana em um comunicado. A polícia metropolitana disse que a confissão de culpa do homem de 47 anos ocorreu após uma investigação de sete anos sobre uma rede global de lavagem de dinheiro. Um total de 61 mil bitcoins foram apreendidos de Qian, disse a polícia. A polícia disse que a investigação começou em 2018, após receber uma denúncia sobre a transferência de ativos criminosos. Qian fugiu da justiça por cinco anos até sua prisão, o que exigiu uma investigação complexa envolvendo múltiplas jurisdições, disse a sargento Isabella Grotto, que liderou a investigação da Polícia Metropolitana. Ela fugiu da China usando documentos falsos e entrou no Reino Unido, onde tentou lavar o dinheiro roubado comprando imóveis, disse a polícia. "Ao se declarar culpada hoje, a sra. Zhang espera trazer algum conforto aos investidores que esperam desde 2017 por indenização e tranquilizá-los de que o aumento significativo nos valores das criptomoedas significa que há fundos mais do que suficientes disponíveis para pagar suas perdas", disse o advogado de Qian, Roger Sahota, da Berkeley Square Solicitors. Jogador do Corinthians e Sasha Meneghel estão entre vítimas do Sheik do Bitcoins; veja esquema Mas há indicações de que o governo do Reino Unido tentará reter os fundos apreendidos. A BBC entrou em contato com o Tesouro e o Ministério do Interior, mas ainda não obteve resposta. As reformas na legislação criminal do governo conservador anterior visavam facilitar para as autoridades do Reino Unido a apreensão, o congelamento e a recuperação de criptoativos. As mudanças também permitiriam que algumas vítimas solicitassem a liberação de seus ativos mantidos em contas. 'A deusa da riqueza' Qian teve ajuda de uma funcionária de um restaurante chinês chamada Jian Wen, que foi presa por seis anos e oito meses no ano passado por sua participação na operação criminosa. Casa ao norte de Londres para onde Jian Wen se mudou em 2017 Divulgação Wen, de 44 anos, lavou os lucros do golpe e se mudou de uma casa em cima de um restaurante para uma "casa alugada de vários milhões de libras" no norte de Londres, disse o Crown Prosecution Service (CPS) no início deste ano. Ela também comprou dois imóveis em Dubai no valor de mais de 500 mil libras (cerca de R$ 3,7 milhões), disse o CPS. A polícia disse que apreendeu mais de 300 milhões de libras (cerca de R$ 2,1 bilhões) em bitcoins de Wen. Wen alegou ter comprado os imóveis para um empregador na China. Mas o CPS afirmou que a grande quantidade de bitcoins e a falta de evidências de como ela os obteve indicavam que a origem era criminosa. O meio de comunicação chinês Lifeweek relatou em 2024 que investidores, a maioria entre 50 e 75 anos, investiram "centenas de milhares a dezenas de milhões" de yuans em investimentos promovidos por Qian. Os esquemas alavancaram a popularidade das criptomoedas na China na época, prometendo dividendos diários e lucros garantidos, de acordo com a Lifeweek. A empresa de Qian afirmou que ajudaria a China a se tornar um centro de finanças e tecnologia e exibiu projetos e investimentos que disse ter em todo o país. Algumas das vítimas — incluindo empresários, funcionários de bancos e membros do judiciário — teriam sido incentivadas a investir no esquema de Qian por amigos e familiares. Os investidores supostamente sabiam pouco sobre Qian, que era descrita como "a deusa da riqueza". "Bitcoin e outras criptomoedas estão sendo cada vez mais usadas por criminosos organizados para disfarçar e transferir ativos, para que os fraudadores possam desfrutar dos benefícios de sua conduta criminosa", disse o vice-promotor-chefe da Coroa, Robin Weyell. "Este caso, envolvendo a maior apreensão de criptomoedas no Reino Unido, ilustra a escala de lucros criminosos disponíveis para esses fraudadores." A condenação de segunda-feira marca o "ápice de anos de investigação dedicada", que envolveu a polícia e equipes policiais chinesas, disse Will Lyne, chefe do Comando Econômico e de Crimes Cibernéticos da Polícia Metropolitana. A polícia disse que a investigação ainda está em andamento. O CPS está trabalhando para garantir que os fraudadores não se apropriem dos fundos roubados, informou a Polícia Metropolitana. Muitas das vítimas tiveram parte do seu dinheiro devolvido por meio de um esquema de indenização estabelecido na China, informou o CPS no ano passado. Qian está detida até a sentença, que ocorrerá após um julgamento envolvendo outras pessoas ligadas ao caso. A data da publicação da sentença ainda não foi definida. A BBC entrou em contato com a embaixada chinesa no Reino Unido para comentar, mas ainda não obteve resposta. Esta reportagem foi traduzida e revisada por nossos jornalistas utilizando o auxílio de IA na tradução, como parte de um projeto piloto Os bilionários brasileiros em 2025, segundo a Forbes

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Influenciadora investigada por lucrar quase R$ 14 mi com apostas ilegais é solta pela Justiça do Piauí

Publicado em: 30/09/2025 13:33

Delegado diz que influenciadora lucrou R$ 14 mi com apostas ilegais: 'sem compaixão' A DJ e influenciadora Maria Vitória Lima, conhecida como Latina Gold, foi solta na noite de segunda-feira (29), após cinco dias presa. Ela é suspeita de movimentar quase R$ 14 milhões com apostas ilegais nos últimos dois anos. A Justiça do Piauí prorrogou as prisões de Nayanna Fonseca, Domingos Ferreira (DJ Loboox), companheiro de Latina Gold, e Therccya Ribeiro. Eles também são investigados na terceira fase da Operação Jogo Sujo, deflagrada na quinta-feira (25). ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp A decisão de soltura foi assinada pelo juiz Valdemir Ferreira Santos, da Central de Inquéritos da Comarca de Teresina. Latina Gold será monitorada por tornozeleira eletrônica e está proibida de fazer publicações ou comentários sobre a Polícia Civil, o Poder Judiciário e o Ministério Público. O juiz também proibiu a influenciadora de divulgar ou incentivar jogos de azar. Influenciadora lucrou quase R$ 14 mi com apostas ilegais, diz delegado: ‘sem compaixão com o próximo’ De acordo com o delegado Matheus Zanatta, superintendente de Operações Integradas da SSP, a influenciadora promovia o Jogo do Tigrinho, um cassino on-line que promete lucros altos. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Piauí, ela movimentou quase R$ 14 milhões com apostas ilegais entre 2023 e 2025. O g1 procurou a equipe da investigada e aguarda retorno. “Isso mostra que você não tem compaixão ou amor ao próximo, porque você divulgou mais uma vez uma plataforma ilegal, enganando seus seguidores”, disse o delegado em um vídeo gravado na casa da DJ. Segundo a polícia, o companheiro de Maria Vitória, Domingos Ferreira, movimentou cerca de R$ 700 mil com apostas ilegais. O delegado Humberto Mácola, coordenador do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos, informou que uma vítima perdeu R$ 400 mil em apostas promovidas pelo grupo. Influenciadora presa lucrou quase R$ 14 mi com apostas ilegais, diz delegado Instagram/SSP-PI VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

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