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Idoso é preso na Grande Natal suspeito de produzir e compartilhar material de abuso infantil

Publicado em: 10/10/2025 17:49

Idoso foi detido em Ceará-Mirim Divulgação Um idoso de 67 anos foi preso em flagrante nesta sexta-feira (10) na cidade de Extremoz, na Região Metropolitana de Natal, suspeito de produzir, armazenar e compartilhar material de abuso sexual infantil. O nome do suspeito não foi divulgado. 👉 CONTEXTO: A prisão faz parte de uma operação conjunta de combate à exploração sexual de crianças e adolescentes realizada por policiais civis em 17 estados e no Distrito Federal. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp De acordo com a Polícia Civil do Rio Grande do Norte, o homem preso também possuía registros em que cometia estupro de vulnerável contra uma criança de 7 anos, integrante da própria família. A prisão em flagrante foi realizada na Grande Natal durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão de uma operação coordenada pela Polícia Civil do Paraná. A investigação é da Delegacia da cidade de Palmas (PR). Veja os vídeos que estão em alta no g1 O suspeito acabou preso em flagrante porque os policiais analisaram os dispositivos eletrônicos apreendidos e encontraram compartilhamento de fotografias e vídeos de abusos sexual de crianças e adolescentes. A megaoperação, chamada de Pharos II, contou com o apoio do Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública e do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab). A operação no RN foi realizada pela Delegacia Especializada em Crimes Cibernéticos (DRCC) e pela 23ª Delegacia de Polícia de Extremoz (23ª DP). A operação teve alvos em outros estados da federação. Os mandados judiciais tiveram como objetivo apreender dispositivos eletrônicos e coletar elementos que subsidiem a investigação em curso, segundo a Polícia Civil do RN. Veja o número de prisões em flagrante por estado: Alagoas: 1 Goiás: 2 Minas Gerais: 2 Mato Grosso: 2 Pará: 2 Paraíba: 1 Rio de Janeiro: 1 Rio Grande do Norte: 1 Roraima: 1 Vídeos mais assistidos do g1 RN

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Jovem é preso em Alagoas por armazenar vídeos de abuso sexual infantil

Publicado em: 10/10/2025 12:19

Violência e abuso sexual infantil: veja os sinais e saiba como proteger as crianças A ação foi parte da Operação Pharos 2 e contou com apoio técnico da agência Homeland Security Investigations (HSI), dos Estados Unidos. Pharos 2 é coordenada nacionalmente pela Delegacia de Palmas/PR e voltada ao combate à exploração sexual de crianças e adolescentes na internet. As investigações tiveram início após a perícia feita em um celular apreendido com o suspeito no Paraná. Conforme a polícia, o homem comercializava imagens e vídeo de abuso sexual infanto junenil. A partir do que foi pego com ele, a polícia pode rastrear e identificar outros envolvidos nos crimes em diversos estados do país, incluindo Alagoas. No estado, a operação foi conduzida pela Seção de Crimes Cibernéticos da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), com apoio da Polícia Científica de Alagoas, do 56º Distrito Policial (56º DP) de Girau do Ponciano e do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

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12 são presos por se passarem por promotores de Justiça para aplicar golpes

Publicado em: 09/10/2025 07:34

12 presos por se passarem por Promotores de Justiça A Polícia Civil prendeu nesta quarta-feira (8) 12 suspeitos de se passarem por promotores de Justiça para simular venda de alvarás de soltura durante operação integrada entre os Ministérios Públicos de Minas Gerais e do Ceará. Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp Eles telefonavam para parentes de detentos em Minas Gerais e, após se identificarem falsamente como membros do Ministério Público, informavam a possibilidade de expedição de alvará de soltura, mediante pagamento imediato. LEIA TAMBÉM: Como a Feira da Parangaba, em Fortaleza, se tornou ponto de comércio ilegal de animais Vídeo: Família é feita refém durante assalto a casa na Grande Fortaleza Ainda de acordo com o MP do Ceará, os suspeitos integravam uma organização criminosa com atuação nos dois estados. Além das prisões, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Boa Viagem, Cascavel, Chorozinho, Fortaleza, Maracanaú e Pacatuba. Como crime ocorria Operação dos MPs de Minas Gerais e do Ceará prende suspeitos de se passarem por promotores de Justiça Divulgação Segundo as investigações, os integrantes do grupo criminoso estariam se passando por promotores de Justiça para cobrar falsas “fianças” a familiares de presos com a justificativa de que conseguiriam os alvarás de soltura destes. A operação identificou as pessoas que recebiam esse dinheiro. Por meio de análise dos extratos bancários, a investigação detectou fluxo constante de transferências entre diversas contas de um pequeno grupo de titulares, numa tentativa flagrante e coordenada de se ocultar a origem do dinheiro recebido. Conforme o MP, a apuração também mostrou a coordenação das ações do grupo, com constante abertura e encerramento de contas bancárias e de linhas telefônicas. Foi detectada a troca de mensagens entre alguns aparelhos celulares para a comunicação dos suspeitos. Eles trocavam os chips frequentemente, "caracterizando a atuação orquestrada compatível com a dinâmica de uma organização criminosa". Alguns dos investigados apresentaram histórico de fraudes similares. A operação foi articulada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos (Gaeciber) do MP de Minas Gerais e pelo Núcleo de Apoio Técnico à Investigação (Nati) do MP do Ceará. Participaram da ação as Polícias Civis dos dois estados e a Polícia Militar mineira. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

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Militar reformado confessa que pagou para mães enviarem imagens das próprias filhas, aponta investigação contra crimes sexuais

Publicado em: 08/10/2025 20:47

Militar reformado confessa que pagou para mães enviarem imagens das próprias filhas, aponta investigação contra crimes sexuais Reprodução/TV Globo A Polícia Federal prendeu 66 pessoas e resgatou três crianças em uma operação contra crimes sexuais, principalmente na internet. Quase 900 agentes com o apoio das policiais civis dos estados e do DF cumpriram 182 mandados de busca e apreensão em todo o país. Todos os investigados são homens com idades entre 21 e 71 anos. Entre os alvos, um bombeiro, um policial, um professor e um jornalista. Segundo a investigação, um militar reformado da Força Aérea Brasileira confessou que pagou para mães enviarem imagens das próprias filhas. Os investigadores buscaram imagens criminosas nos celulares e computadores dos suspeitos durante as buscas e prenderam em flagrante, sem direito a fiança, 55 pessoas. Além disso, a operação, que contou com o apoio das polícias civis estaduais e do DF, prendeu 11 pessoas de forma preventiva e apreendeu dois menores de idade. Os suspeitos podem responder por armazenamento, compartilhamento, produção e venda de material pornográfico infantil e também por estupro ou estupro de vulnerável, se a vítima for menor de 14 anos. A Polícia Federal afirma que os abusadores usam as redes sociais para buscar novas vítimas. Nesta quarta-feira (8), a operação resgatou três crianças em São Paulo, no Amazonas e em Santa Catarina. Uma delas era enteada de um dos suspeitos que criou um perfil falso para conseguir fotos da criança de 11 anos. “Eles são aliciados para produzir material próprio, para se exibirem para esses abusadores sexuais, e os pais precisam estar muito, muito atentos. Esses aliciadores conseguem contato com essas crianças, conseguem conversar e obter arquivos delas, conseguem fazê-las vítimas de abuso sexual infantil”, afirma Valdemar Latance, coordenador-geral de crimes cibernéticos da PF. LEIA TAMBÉM Megaoperação da PF: Homem é preso no Norte de MG suspeito de armazenar 754 mídias de abuso infantil Megaoperação contra abuso infantil na internet é deflagrada em AL e outros 16 estados

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PF prende suspeito em Divinópolis durante megaoperação contra abuso infantil

Publicado em: 08/10/2025 19:51

PF realiza operação contra abuso infantil em todo o Brasil Um homem foi preso em Divinópolis nesta quarta-feira (8) durante a Operação Nacional Proteção Integral III, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em todo o país para combater crimes de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, especialmente pela internet. A corporação não informou se a prisão na cidade foi em flagrante ou por mandado judicial. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp Segundo a PF, a operação cumpriu 182 mandados de busca e apreensão e 11 de prisão preventiva em diferentes estados. Até o momento, foram registradas 55 prisões em flagrante, duas apreensões de menores e três vítimas resgatadas — números que ainda podem aumentar. A ação contou com a participação de 617 policiais federais e 277 policiais civis de 16 estados, incluindo Minas Gerais. O preso em Divinópolis foi levado à delegacia da PF na cidade, onde foi ouvido e permanece à disposição da Justiça. Ainda segundo a PF, esta é a terceira fase da Operação Proteção Integral, que já teve etapas realizadas em março e maio deste ano. O objetivo é identificar e prender suspeitos de crimes cibernéticos que violem a dignidade sexual de crianças e adolescentes. Entre janeiro e setembro de 2025, a PF cumpriu mais de 1,6 mil mandados de prisão de condenados por crimes sexuais em todo o país. Polícia Federal coordena operação nacional contra abuso sexual infantil Divulgação/PF VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas O

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Três pessoas são presas em operação de combate a crimes sexuais contra crianças na Bahia

Publicado em: 08/10/2025 18:46

Combate ao abuso sexual de crianças e adolescentes Pelo menos três pessoas foram presas na Bahia em meio à Operação Proteção Integral III, que combate crimes sexuais praticados contra crianças e adolescentes, principalmente pela internet. A ação foi deflagrada nesta quarta-feira (8), em diversas cidades do Brasil. Na Bahia, os mandados foram cumpridos em Salvador, Juazeiro e Mulungu do Morro. Além das prisões, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão, sendo três em Feira de Santana, segunda maior cidade do estado. Na capital, um homem de 28 anos foi preso no bairro Novo Marotinho. No local, foram apreendidos equipamentos eletrônicos utilizados para armazenamento de dados. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia No interior, em Mulungu do Morro, outro mandado de prisão preventiva foi cumprido na sede do município. Na residência do suspeito, os policiais apreenderam diversos equipamentos eletrônicos e encontraram material pornográfico contendo conteúdo infantil. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o que foi apreendido no total nas diligências e sobre as outras cidades envolvidas. Operação de combate a crimes sexuais é realizada na Bahia e em outros estados do Brasil PF-BA Balanço parcial da operação no Brasil A operação teve alcance nacional e contou com a participação de todos os 27 estados, incluindo a Bahia. A Polícia Federal cumpriu mandados em todos, enquanto a Polícia Civil (PC) atuou em 16 unidades da federação. Ao todo, foram 184 mandados de busca e apreensão, sendo 138 cumpridos pela PF e 46 pela PC. Além disso, foram 9 mandados de prisão preventiva expedidos. A ação mobilizou 894 policiais, incluindo 617 federais e 277 civis. Até a publicação desta reportagem: 55 pessoas foram presas em flagrante; 9 mandados de prisão preventiva foram cumpridos; dois adolescentes foram apreendidos; três vítimas foram resgatadas; 184 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Segundo a PF, a operação é uma continuidade das edições anteriores, deflagradas em março e maio deste ano, e integra os esforços nacionais de enfrentamento aos crimes cibernéticos que violam a dignidade sexual de crianças e adolescentes. LEIA MAIS: Sete pessoas são presas na BA e SC em 3ª fase de operação contra grupo envolvido em homicídios Deputado Binho Galinha é preso na Bahia dois dias após operação contra milícia responsável por lavagem de dinheiro Lar de idosos 'inabitável' é interditado e responsável pelo espaço é presa em Salvador Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 Bahia e TV Bahia

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Megaoperação da PF: Homem é preso no Norte de MG suspeito de armazenar 754 mídias de abuso infantil

Publicado em: 08/10/2025 11:32

PF realiza operação contra abuso infantil em todo o Brasil Um homem de 42 anos foi preso em flagrante nesta quarta-feira (8) pela Polícia Federal em Josenópolis, no Norte de Minas, durante uma operação nacional de combate a crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes cometidos, principalmente, pela internet. ➡️ Forças de segurança cumprem 182 mandados de busca e apreensão em todos os estados brasileiros. Cerca de 900 policiais participam da operação, intitulada Proteção III, uma das maiores de combate a esse tipo de crime. 📲Clique aqui para seguir o canal do g1 Grande Minas no WhatsApp Mandado foi cumprido na zona rural de Josenópolis Polícia Federal/ Divulgação O homem preso na zona rural de Josenópolis estava sendo investigado desde 2024 por armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil. Segundo a PF, ele havia armazenado em sua conta pessoal na internet 754 mídias de abuso, adquiridas entre 2020 a 2024. O celular do suspeito foi apreendido. Ele foi levado para a delegacia da Polícia Federal em Montes Claros. Sobre a operação Operação da PF ocorreu em diferentes estados do país Divulgação Coordenada pela PF, a operação integra os esforços nacionais de combate aos crimes cibernéticos que violam a dignidade sexual de crianças e adolescentes. Os mandados estão sendo cumpridos em ação conjunta com as Polícias Civis de 16 estados brasileiros. São 138 mandados de busca e apreensão cumpridos por policiais federais e 44 cumpridos por policiais civis nos estados. Até a última atualização desta reportagem, 46 pessoas foram presas em flagrante, dois adolescentes apreendidos e duas vítimas foram resgatadas. Vídeos do Norte, Centro e Noroeste de MG Veja mais notícias da região em g1 Grande Minas.

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Dois são presos em Guaratinguetá e Jacareí em megaoperação da PF contra abuso sexual de crianças e adolescentes

Publicado em: 08/10/2025 11:25

PF realiza operação contra abuso infantil em todo o Brasil Dois homens foram presos na manhã desta quarta-feira (8), em Guaratinguetá e Jacareí, durante uma operação nacional para identificar e prender criminosos envolvidos em crimes de abuso sexual de crianças e adolescentes cometidos, principalmente, pela internet. Em Jacareí, um homem foi preso em flagrante durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão. Um celular foi apreendido; Em Guaratinguetá, um idoso de 67 anos foi preso em flagrante em um endereço na região central após os policiais encontrarem armas sem registro no local das buscas. Ao todo, forças de segurança cumprem 182 mandados de busca e apreensão em todos os estados brasileiros. Pelo menos 46 pessoas foram presas em flagrante, dois adolescentes apreendidos e duas vítimas foram resgatadas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Homem é preso em Guaratinguetá durante megaoperação da PF contra abuso sexual de crianças e adolescentes Polícia Federal/Divulgação Os dois resgates foram realizados no Amazonas e em Santa Catarina, segundo apurou a TV Globo. Se tratam de casos em que os agentes de segurança identificam situações de abuso em andamento no endereço em que o mandado está sendo cumprido. Ou seja, a pessoa não apenas compartilhava conteúdo criminoso, mas também produzia material de abuso com a criança ou adolescente com quem convive. Coordenada pela PF, a operação integra os esforços nacionais de combate aos crimes cibernéticos que violam a dignidade sexual de crianças e adolescentes. Os mandados estão sendo cumpridos em ação conjunta com as Polícias Civis de 16 estados brasileiros. Entenda a operação em detalhes: São 138 mandados de busca e apreensão cumpridos por policiais federais e 44 cumpridos por policiais civis nos estados. Cerca de 900 policiais, ao todo, participam da operação, uma das maiores de combate a esse tipo de crime.

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PF cumpre mandado de busca em Sergipe durante megaoperação de combate ao abuso sexual de crianças e adolescentes

Publicado em: 08/10/2025 08:47

Polícia Federal em Sergipe. PF A Polícia Federal (PF) cumpriu um mandado de busca no município de Estância durante uma megaoperação nacional de combate ao abuso sexual de crianças e adolescentes deflagrada nesta quarta-feira (8). De acordo com a PF, a operação integra os esforços nacionais de combate aos crimes cibernéticos que violam a dignidade sexual de crianças e adolescentes. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 SE no WhatsApp Em todo o Brasil, até a última atualização desta reportagem, 19 pessoas foram presas em flagrante, 2 menores foram apreendidos e uma vítima foi resgatada. A Polícia Federal alerta pais e responsáveis sobre a importância de acompanhar e orientar o uso da internet por crianças e adolescentes, conversando abertamente sobre riscos e ensinando como agir diante de contatos inadequados em ambientes virtuais. Mais notícias Infância despedaçada: como curar o trauma do abuso sexual?

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Dois mandados são cumpridos na Paraíba em operação nacional contra abuso sexual infantil

Publicado em: 08/10/2025 08:09

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (8), uma megaoperação nacional para combater o abuso sexual de crianças e adolescentes em 16 estados brasileiros, incluindo a Paraíba. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em João Pessoa. Um dos mandados foi cumprido contra um homem de 27 anos, no bairro do Bessa, pela Delegacia de Crimes Cibernéticos. Segundo a Polícia Civil, a ação é um desdobramento de uma investigação que apura crimes de compartilhamento e armazenamento de imagens de abuso sexual infantil na internet. Os dispositivos apreendidos com o investigado serão encaminhados para perícia, a fim de comprovar a materialidade dos crimes. Até a última atualização desta publicação, não há detalhes sobre o cumprimento do segundo mandado em João Pessoa. Em todo o país, a Operação Proteção Integral III teve como objetivo o cumprimento simultâneo de 182 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão preventiva. A ação resultou em 19 prisões em flagrante, duas apreensões de menores e pelo menos uma vítima resgatada. Participaram da operação 617 policiais federais e 273 policiais civis dos estados de Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

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PF faz megaoperação de combate ao abuso sexual de crianças e adolescentes em todo o país

Publicado em: 08/10/2025 07:28

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (8) uma operação nacional para identificar e prender criminosos envolvidos em crimes de abuso sexual de crianças e adolescentes cometidos, principalmente, pela internet. Forças de segurança cumprem 182 mandados de busca e apreensão em todos os estados brasileiros. Até a última atualização desta reportagem, 19 pessoas foram presas em flagrante, 2 menores foram apreendidos e uma vítima foi resgatada. Coordenada pela PF, a operação integra os esforços nacionais de combate aos crimes cibernéticos que violam a dignidade sexual de crianças e adolescentes. Os mandados estão sendo cumpridos em ação conjunta com as Polícias Civis de 16 estados brasileiros. - Esta reportagem está em atualização.

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Apple critica Windows e Microsoft em comercial que relembra apagão cibernético

Publicado em: 07/10/2025 15:27 Fonte: Tudocelular

A Apple divulgou um novo vídeo para destacar seus produtos e criticar a Microsoft no processo. Nesse sentido, a mídia foca no dia em que o problema da chamada Tela Azul da Morte afetou computadores no mundo inteiro. Entretanto, as máquinas Mac da maçã não foram impactadas da mesma forma. O vídeo de pouco mais de 8 minutos de duração, então, serve para enfatizar a segurança da linha de dispositivos da gigante de Cupertino, considerada bastante robusta. Dessa forma, a situação do CrowdStrike, que gerou vários problemas ligados à BSOD (Blue Screen of Death) afetou os PCs com Windows.Por utilizarem Macs, os funcionários da Apple conseguiram retornar as operações normalmente dentro de alguns minutos. O vídeo mostra uma situação na qual o problema de tela azul da morte gerou uma situação bem caótica, já que afetou os computadores com Windows.Clique aqui para ler mais

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Stalking e ameaça lideram crimes virtuais contra mulheres, aponta SSP; saiba como agir

Publicado em: 07/10/2025 07:19

'Stalking': saiba quando a perseguição na internet se torna crime A Polícia Civil de Sorocaba (SP) registrou 38 boletins de ocorrência por crimes cometidos contra mulheres na internet, de janeiro a julho de 2025. Dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), indicam que perseguição (ou stalking) e ameaças são as principais formas de violência cometidas na web. No mesmo período do ano passado - isto é, entre janeiro a julho de 2025 -, o número de boletins registrados por violência digital foi o mesmo, 38. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Ameaças lideram os crimes virtuais sofridos por moradoras de Sorocaba. Foram 14 nos primeiros sete meses de 2025 e 15 no mesmo intervalo do ano anterior. Casos de stalking vêm logo depois, com 10 registros em 2025 e 11 em 2024. Ainda conforme o levantamento, a maioria dos criminosos mantinha relação amorosa com a vítima, em diferentes níveis de relacionamento. Do total de casos, de 2024 e 2025, 27 vítimas tinham algum tipo de envolvimento amoroso, sendo que 21 delas eram casadas e 19 estavam em união estável. Ainda entre o total de casos, sete afirmaram que foram vítimas da violência por parentes. Confira: Envolvimento amoroso: 27; Casamento: 21; União estável: 19; Parentesco: 7; e Não declarado: 2. Em todo o estado de São Paulo, neste ano, de janeiro a julho, 3.220 boletins de ocorrência por violência contra a mulher na internet foram registrados. No ano passado, no mesmo período, foram 4.539 boletins. 'Vai morrer sozinha' Ninguém inicia um relacionamento pedindo antecedentes criminais. Quem tem um passado obscuro também não expõe isso no primeiro encontro ou publica nas redes sociais. Fosse o contrário, uma mulher de 38 anos, moradora de Sorocaba (SP), que preferiu não se identificar, não teria passado o que passou e ainda está passando. Ela teve de mudar sua vida, seus comportamentos e suas rotinas em função do último relacionamento. Entre as diversas mensagens, teve de ler que ela tinha um encosto e que iria morrer sozinha. Em outra ocasião, o agressor disse que ela tinha que ter relações sexuais com ele, ou ele e o cachorro dele morreriam. Ela não foi. Como punição, recebeu fotos de um cachorro com múltiplos ferimentos. “Ele me mandou mensagem dizendo que o cachorro dele morreu por minha culpa.” O agressor tem como passado uma extensa ficha criminal, com denúncia de seis mulheres e medidas protetivas, duas somente de 2024. Ele ainda responde por tentativa de homicídio. “Um ponto importante aqui é que, geralmente, falam que é preciso ficar atento aos sinais. Só que a gente precisa entender que, às vezes, não vai ter sinais. Ninguém vem com letreiro na testa dizendo 'estuprador', 'agressor'." E no meio de tantas privações, ela também encontrou insegurança onde deveria mais receber apoio. Ela relata que teve problemas para registrar o caso na Delegacia da Mulher em Sorocaba. Em vez de prontidão, recebeu burocracia proposital. “Fiquei lá plantada quatro horas pra ver se alguém me atendia. Quem me atendeu foi um homem, que disse que só foi ameaça e que não aconteceu nada demais comigo.” Na sua residência, em vez de proteção, ao acionar a Polícia Militar, recebeu sermão e quase um tutorial para se expor a riscos. “Eles começaram a brigar comigo e me intimar, o porquê de eu não ter ido lá fora filmar o agressor.” Como resultado de tudo isso, ela está fazendo tratamento para crise do pânico, estresse pós-traumático e transtorno adaptativo, quando a pessoa tem diversos gatilhos em função de algum trauma. Atualmente, ela ainda conta com uma medida protetiva, que é renovada a cada seis meses. Violência combinada Caso é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Sorocaba (SP) Victor Cardoso/TV TEM Em Jundiaí (SP), mais um exemplo de violência contra a mulher. Nesse caso, uma combinação de violência física e a forma digital. A vítima, de 39 anos, sofreu tentativa de feminicídio por enforcamento por parte do ex-companheiro. Ele também usou uma faca e pedaços de madeira contra a mulher, que prefere não ser identificada. O agressor ainda violou uma medida protetiva determinada pela Justiça. O homem chegou a ser preso, mas foi solto na audiência de custódia. Além disso, as ameaças continuaram, inclusive na forma digital. A mulher recebeu mensagem com os dizeres 'quero ver vc (sic) no inferno', 'tenho ódio de vc' (sic), 'te odeio' e 'te busco no inferno'". Ela ainda tenta reverter a situação na Justiça, mas, enquanto isso, segue uma rotina de medo e insegurança, a qual ele define como cárcere privado na própria casa. Comportamentos repetitivos e obsessivos Emanuela Barros, advogada de Sorocaba (SP) Arquivo Pessoal A advogada Emanuela Barros é uma das mais conhecidas ativistas da causa quando se trata de violência contra a mulher em Sorocaba. “O crime de stalking é caracterizado por comportamentos repetitivos e obsessivos direcionados a uma pessoa, causando medo, angústia ou interferência na rotina da vítima. As leis variam conforme o país, mas geralmente incluem perseguição, ameaças ou monitoramento constante", explica. Ela comenta que não é fácil atuar nessas situações. “Muitas vezes, a questão da violência cibernética depende ainda de comprovação de como que foi, e, na verdade, é uma perseguição que a pessoa faz através de redes sociais, das mídias sociais e deixam a mulher numa condição muito vulnerável”, diz. “Você não tem lugar seguro, onde que você está, está sendo perseguida, você está sendo, de certa forma, podada, porque onde que você está, a pessoa te persegue sabendo que você está, manda mensagem, manda foto, às vezes até faz a violência de forma bastante direta”, lembra. A especialista diz ainda que é importante orientar a vítima de que é essencial ter provas da perseguição para conseguir, durante o processo, demonstrar que a história da vítima é verídica. "Salvar e-mails, postagens em redes sociais, tirar prints (capturas de tela) de mensagens ou registrar chamadas telefônicas. Tem que armazenar tudo e nunca apagar as provas", completa. Emanuela ainda comenta outro ponto que envolve os crimes cibernéticos: eles têm relação com o chamado "revenge porn", ou pornografia da vingança, que é quando fotos e momentos íntimos da vítima são postadas em sites e redes sociais, ou encaminhadas em aplicativos de mensagem. Forma de controle e poder Kelly Pedroso, psicóloga de Sorocaba (SP) Arquivo Pessoal A dificuldade em aceitar o fim do relacionamento é uma das principais causas das perseguições online. Conforme a psicóloga Kelly Pedroso, muitos desses casos de violência digital têm origem em relações amorosas anteriores, e o ambiente virtual acaba sendo usado para manter o controle e prolongar os laços de poder. “O stalking muitas vezes emerge de uma dificuldade em aceitar o fim da relação. Ex-parceiros usam o ambiente digital como forma de controle, prolongando vínculos de poder e dependência emocional. A tecnologia facilita essa continuidade da violência, que já existia em muitos casos durante o relacionamento”, explica Kelly. Segundo a especialista, esse tipo de comportamento dos ex-parceiros e ex-parceiras causa nas vítimas grande sofrimento emocional e acaba causando danos à saúde mental. “As ameaças e perseguições virtuais desencadeiam um estado de vigilância constante, gerando ansiedade, medo e estresse crônico. Muitas vítimas desenvolvem insônia, dificuldades de concentração e quadros depressivos”, detalha. A psicóloga ainda destaca que a violência digital acaba corroendo a autoestima das pessoas, fazendo com que elas se isolem dos outros por conta do medo do que pode acontecer. Mesmo que o ambiente seja online, as vítimas têm medo de que as ameaças virem realidade. “A vítima tende a duvidar da própria autonomia e passa a evitar a exposição online. Em muitos casos, reduz o contato com amigos e familiares, o que aprofunda o isolamento e o sentimento de vulnerabilidade.” A especialista ainda reforça que um dos primeiros passos para quem sofre esse tipo de violência é reconhecer que não se trata apenas de um problema individual, mas sim de uma agressão, e compartilhar com pessoas que têm mais confiança nesses momentos. “É importante não se culpar. Procurar apoio emocional, preservar provas e buscar ajuda profissional e jurídica são passos fundamentais para quebrar o ciclo de controle”, orienta. Nesses momentos, como explica a profissional, é importante ter um suporte de familiares e amigos. “Eles devem validar a experiência da vítima e oferecer presença e escuta, sem minimizar o que ela sente. Acolher e acompanhar o processo ajuda a reduzir o isolamento”, diz. Por fim, a psicóloga lembra que o ambiente digital não apenas reproduz, mas também intensifica a violência de gênero. “O digital amplia o alcance e o impacto das agressões, reforçando desigualdades que já estão presentes nas relações offline”, conclui. Perseguição e morte Anna Carolina Pascuin Nicoletti foi achada morta em Sorocaba Arquivo Pessoal Um dos casos mais lembrados desse tipo de violência em Sorocaba ocorreu em novembro de 2021, na zona oeste da cidade. A influenciadora Anna Carolina Pascuin Nicoletti, à época com 24 anos, foi encontrada morta em um apartamento, no bairro Wanel Ville. De acordo com a Polícia Civil, o ex-padrasto de Anna era considerado um stalker - crime de perseguição, conhecido também como "stalking". Os depoimentos de conhecidos da vítima e de parente sobre a suposta obsessão e uma possível arma guardada na casa dele foram embasados no pedido de prisão temporária. Ele virou réu, está preso e já foi condenado a mais de dois anos de prisão. Como denunciar As duas principais formas de denunciar esse tipo de violência são na delegacia virtual da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP), ou nas delegacias da mulher do estado. Veja como e quando denunciar o 'stalking', crime de perseguição Daniel Ivanaskas/G1 Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí

'Tenho seus nudes e tudo para arruinar você': BBC rastreia golpista que visa meninos adolescentes

Publicado em: 05/10/2025 18:32

Os pais de Evan Boettler o descrevem como um adolescente brilhante e engraçado que adorava pescar, praticar esportes e caçar BBC "Eu tenho seus nudes e tudo o que é necessário para arruinar sua vida". Essa mensagem assustadora foi recebida nas redes sociais pelo adolescente americano Evan Boettler, de alguém que ele acreditava ser uma jovem — mas, na verdade, era um golpista se passando por uma adolescente. Apenas 90 minutos depois de receber a primeira mensagem, o jovem de 16 anos se suicidou. Sextortion — termo em inglês usado para extorsão sexual — é um dos crimes cibernéticos que mais crescem. As vítimas, geralmente adolescentes nos EUA e na Europa, são induzidas a enviar fotos ou vídeos íntimos, que posteriormente são usados pelos golpistas para ameaçá-los em troca de dinheiro. "Quando finalmente nos disseram naquela noite que ele tinha ido embora, não fez nenhum sentido. Não entendo como isso pode acontecer com nossa família", diz Kari, mãe de Evan. Na casa do Missouri que ela divide com o pai de Evan, Brad, ela descreve o filho como um adolescente brilhante e engraçado que adorava pescar, praticar esportes e caçar. Eles me contam que, no final de uma tarde fria no início de janeiro de 2024, Evan foi contatado no Snapchat por alguém que ele acreditava ser uma garota chamada JennyTee60. Mas ela não era o que parecia. Em minutos, "Jenny" o convenceu a compartilhar imagens explícitas de si mesmo e imediatamente começou a chantageá-lo. Quase dois anos depois, a dor dos Boettlers segue intensa e sua busca por respostas gera frustração. Plataformas de mídia social como a Meta se recusam a compartilhar informações sobre os suspeitos sem uma ordem judicial — o que a família ainda não tem, apesar de pressionar o FBI a agir. Nos anos desde a morte de Evan, a polícia parece ter feito pouco progresso em localizar os criminosos responsáveis por extorquir o adolescente. Há, no entanto, um rastro crucial: em determinado momento, o golpista exigiu o login de Evan no Facebook e, quando eles o usaram, deixaram um endereço IP. Essa pegada digital me levou a vários locais na Nigéria, mais frequentemente sua cidade mais populosa, Lagos, onde eu esperava descobrir quem era o responsável. Minhas primeiras reuniões me levaram às ruas secundárias que abrigam muitos dos fraudadores da cidade, conhecidos como "Yahoo Boys" — em homenagem ao e-mail que eles usavam para executar fraudes on-line no início dos anos 2000. Esses jovens, geralmente na casa dos 20 anos, vivem em áreas pobres, mas sonham com carros velozes e dinheiro rápido. Foi lá que conheci Ola. Ele expôs a mecânica do crime de sextortion com uma facilidade prática. "Você abre uma conta feminina usando nomes falsos de geradores falsos", disse ele. "É um site onde você obtém nomes de pessoas do país que você deseja." Depois que o perfil é configurado, a segmentação começa. Os meninos do outro lado da tela se tornam nada mais do que nomes de usuário para os golpistas que enviam mensagens para centenas de pessoas por dia, esperando que alguém lhes envie dinheiro. Eu digo a ele que suas ações são cruéis e podem arruinar a vida de alguém. Ele responde: "Não me sinto mal porque preciso do dinheiro". Aparentemente, era impossível para Ola acreditar que um adolescente britânico ou americano não tivesse dinheiro para pagar os golpistas. Em sua mente, nascer no Ocidente significa automaticamente ter privilégio. Sua resposta é igualmente dura quando pergunto por que ele escolhe adolescentes desses países como alvos. "Porque seu desejo sexual é muito grande e os meninos têm medo de que suas fotos sejam divulgadas para seus colegas de escola, pais e amigos." BBC acompanhou os golpistas em sua rotina de fraudes BBC Ola trabalha sozinho, mas outros casos mostram como o sextortion em Lagos evoluiu para operações em rede mais organizadas — gangues comandadas por líderes, hierarquias e recursos combinados, projetados para maximizar o lucro. As informações obtidas acabaram me levando aos canais de Makoko, um dos bairros mais pobres da cidade, onde casas de madeira equilibradas sobre palafitas se erguem à beira da Lagoa de Lagos. Para filmar lá, primeiro tivemos que pedir permissão ao chefe da comunidade. Fomos guiados por uma equipe local de guias que sabia como navegar na área. Fui informado sobre operações conhecidas como Hustle Kingdoms (algo como Reinos da Labuta, em português) — salas com gangues de jovens em telefones executando fraudes. Eles raramente, ou nunca, foram filmados. Mas depois de muita negociação, recebi acesso. O Hustle Kingdom visitado pela BBC ficava no segundo andar de um prédio baixo. Dentro da pequena sala, uma dúzia de jovens estavam sentados com laptops nos joelhos, todos os telefones cheios de mensagens de alvos em potencial. A atmosfera era de uma central de atendimento de telemarketing: eles trocavam perfis falsos, trocavam roteiros e divulgavam os nomes das novas vítimas. Cada jovem desempenhava um papel, mas o dinheiro sempre fluía para cima, para o líder conhecido como Ghost. Ali, os golpistas experientes ensinavam seus aprendizes. A promessa era de dinheiro rápido, mas, por trás da bravata, havia algo mais predatório — garotos de pouco mais de dez anos eram, na prática, aliciados para o crime. Mentores mais velhos exibiam histórias de sucesso e status social, ao mesmo tempo em que impunham dívidas ou ficavam com parte de cada golpe, criando um ciclo difícil de romper. Observando esses homens em ação, percebi como aquilo estava distante da imagem de golpistas solitários. Era organizado, eficiente e implacável — um sistema desenhado para extrair o máximo de dinheiro possível. Será que o golpista de Evan fazia parte de um Hustle Kingdom ou atuava sozinho? O líder, Ghost, disse que eles se dedicavam principalmente a fraudes financeiras, em sua maioria golpes românticos, e não sextortion, já que se dizia uma "pessoa temente a Deus". Segundo ele, apenas quem tinha "coração negro" faria esse tipo de coisa. Dentro desse Hustle Kingdom, a sextortion era vista como vergonhosa. Acompanhamos Ade em uma visita a um curandeiro tradicional, em uma cerimônia que envolvia o sacrifício de uma pomba para vinculá-lo à riqueza BBC Esses golpistas me disseram que muitos Yahoo boys estavam migrando para o que chamavam de "Yahoo Plus". Isso envolvia visitar sacerdotes locais para abençoar os golpes e lançar feitiços que acreditavam deixar as vítimas mais vulneráveis ou protegê-los de serem descobertos. Curandeiros tradicionais fazem parte da cultura nigeriana há séculos, e para alguns desses homens, recorrer a eles era tão natural quanto comprar um novo chip de celular. Conheci Ade, de 20 anos, que havia começado recentemente a praticar sextortion contra homens. Ele aceitou que eu o acompanhasse até um chamado "ciberespiritualista", alguém em quem acreditava para ajudá-lo a ganhar mais dinheiro. O santuário ficava escondido em uma rua lateral nos arredores da cidade — uma sala de teto baixo repleta de figuras entalhadas. Uma pomba branca foi trazida e sacrificada, com seu sangue derramado no chão. Ade foi instruído a comer parte da oferenda — um ritual que, segundo o espiritualista, o ligaria à riqueza e à proteção. Quando perguntei quão comum aquilo era, o curandeiro me disse que atendia seis ou sete Yahoo boys por dia. Para Ade, não era superstição, mas um gasto de trabalho. O que mais me impressionou foi o contraste entre o velho e o novo. Em um momento, eu observava um jovem de 20 anos participar de um ritual enraizado em crenças seculares. No seguinte, me mostravam as ferramentas da era digital. Mais tarde, também descobri um golpista usando uma espécie de feitiçaria do século 21 — tecnologia de deepfake com uma mulher contratada, Rachel, atuando como o rosto do golpe. Ele me mostrou o aplicativo em seu laptop — uma ferramenta profissional de troca de rostos que custara US$ 3,5 mil (R$ 18,6 mil). Disse que valia a pena pelo retorno. O filho de 17 anos de Brandon Guffey tirou a própria vida após ser alvo de sextortion no Instagram BBC Nos EUA, as denúncias de sextortion ao FBI mais do que dobraram nos últimos três anos, chegando a 55 mil em 2024. No Reino Unido, a Agência Nacional do Crime recebe 110 denúncias por mês. As redes sociais dizem que estão agindo, mas seus críticos afirmam que poderiam intervir de forma mais agressiva. Na Carolina do Sul, conheci Brandon Guffey, deputado estadual cujo filho Gavin tirou a própria vida em 2022, após ser alvo de sextortion no Instagram. Ele tinha 17 anos. Antes da morte do filho, Brandon já preparava um processo contra a Meta, alegando que a empresa havia falhado em protegê-lo de predadores. Uma das contas usadas para chantageá-lo acabou removida, mas outras permaneceram ativas. Para Brandon, esse detalhe era decisivo. A Meta afirmou que, em 2024, derrubou 63 mil contas de sextortion ligadas à Nigéria em uma única ação, incluindo 2,5 mil que faziam parte de uma rede coordenada para atacar adolescentes ocidentais. Mas críticos argumentam que esses números apenas ressaltam a dimensão do problema. "Eles derrubaram tudo em um dia para fazer marketing enquanto crianças ainda eram atacadas?", pergunta Brandon. "Ou, se conseguiram derrubar em um dia, por que não fizeram mais nada desde então?" Um porta-voz da Meta disse que a ideia de que a empresa poderia acabar com a sextortion se quisesse era "simplesmente falsa". Ele afirmou que a companhia trabalha de forma agressiva para combatê-la, desarticulando redes de golpistas e apoiando investigações policiais. "Temos cerca de 40 mil pessoas trabalhando em segurança globalmente, com mais de US$ 30 bilhões (R$ 160,1 bilhões) investidos nessa área na última década", disse o porta-voz. "Inclui colocar automaticamente adolescentes nas configurações mais restritas de mensagens e alertá-los quando estão conversando com alguém possivelmente em outro país." O ceticismo dos pais em luto ecoa dentro da própria Meta. Arturo Bejar, ex-diretor de engenharia que se tornou denunciante, testemunhou no Congresso dos EUA, em 2023, que a liderança da empresa ignorava alertas repetidos sobre os perigos enfrentados por crianças em suas plataformas. Ele me disse que os sistemas criados para proteger jovens eram fundamentalmente inadequados. "Eles continuam mostrando que não querem saber quando crianças estão em risco, não querem que as pessoas saibam... porque não querem lidar com isso", afirmou. A Meta disse que muitas das medidas sugeridas por Bejar já estavam em prática. Acrescentou que, no ano passado, introduziu contas de adolescentes com proteções embutidas no Instagram, permitindo que só recebessem mensagens de quem já estava em sua lista de contatos. O porta-voz acrescentou que, quando algo era denunciado como spam, a empresa agia se não estivesse de acordo com os padrões da comunidade. Referindo-se ao caso de Evan Boettler, o Snapchat afirmou que suas "mais profundas condolências estão com a família Boettler". "Temos tolerância zero com sextortion no Snapchat. Se descobrimos essa atividade, agimos rapidamente para remover a conta e apoiamos os esforços policiais para levar os criminosos à Justiça." A Internet Watch Foundation (IWF) tem uma ferramenta que jovens menores de 18 anos em todo o mundo podem usar para denunciar, de forma confidencial, imagens íntimas ou sexuais próprias, removê-las da internet e impedir que sejam reenviadas. E, mesmo que o conteúdo ainda não tenha sido publicado, a ONG pode criar uma impressão digital da imagem para evitar sua circulação — embora não consiga removê-la de redes criptografadas, como o WhatsApp, ou se estiver salva em dispositivos pessoais. No Reino Unido, a entidade atua em parceria com o Childline, que oferece a ferramenta pelo serviço "Report Remove", no qual a criança também pode falar com um conselheiro. A IWF nos informou que, nos primeiros oito meses de 2025, tomou medidas diante de 723 denúncias recebidas pelo Report Remove — 224 delas relacionadas à sextortion. Enquanto isso, para os pais de Evan, os obstáculos à Justiça permanecem intransponíveis. Com a Meta e o Snapchat incapazes de liberar os dados, todas as esperanças de identificar o golpista de Evan dependiam da GloWorld, uma operadora nigeriana à qual o endereço de IP estava vinculado. Após meses de tentativas, finalmente recebi uma atualização. Embora a GloWorld devesse manter as informações dos usuários por dois anos, não o fez. A trilha esfriou. Quando liguei para os Boettler, foram gentis e me agradeceram pelo esforço. Brad havia descrito antes o filho como "um garoto incrível". "Não era difícil ser pai dele porque era um ser humano tão bom", disse. "Não consigo nem colocar em palavras o quanto eu o amava."

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Jovem é assassinado a tiros e adolescente fica ferida em ponte de Palmas

Publicado em: 04/10/2025 13:17

Crime aconteceu em trecho da ponte sobre o rio Taquaruçu Grande, na avenida Teotônio Segurado, em Palmas Djavan Barbosa/TV Anhanguera O motociclista Crystian de Souza Madeira, de 18 anos, foi assassinado a tiros quando passava pela ponte sobre o Ribeirão Taquaruçu Grande, na região sul de Palmas. A passageira, uma adolescente de 15 anos, ficou ferida e foi levada para o Hospital Geral de Palmas. O crime aconteceu na madrugada deste sábado (4), na Avenida Teotônio Segurado. Segundo a Polícia Militar, os atiradores estavam em outra moto. Eles não foram identificados. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Crystian morreu no local e a adolescente foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) com ferimento no braço. A área foi isolada e a PM controlou o tráfego na pista. LEIA TAMBÉM: Influenciadora é presa suspeita de divulgar jogos ilegais e ocultar patrimônio em Porto Nacional Mulher é arrastada pelos cabelos e se esconde de agressor em recepção de hotel em Palmas Suspeita de crime cibernético é investigada após disparo de mensagens com arquivo malicioso Conforme a Secretaria da Segurança Pública, o caso é nvestigado pela 1ª Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa de Palmas (DHPP - Palmas), a fim de esclarecer a autoria e motivação para o crime. O corpo de Crystian foi levado pelo Instituto Médico Legal de Palmas (IML), onde passará pelos exames necroscópicos e, em seguida, será liberado aos familiares. VEJA TAMBÉM: Corpo encontrado com marcas de tiros em Araguaína é identificado Corpo encontrado com marcas de tiros em Araguaína é identificado Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

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