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Golpe do falso investimento: Polícia do RS faz operação nos estados de SP e GO contra grupo criminoso que teria conexões no Camboja

Publicado em: 13/01/2026 08:18

Três são presos por esquema milionário em golpe do falso investimento A Polícia Civil do Rio Grande do Sul realiza ofensiva nos estados de São Paulo e Goiás contra um golpe do falso investimento que teria feito ao menos 40 vítimas em todo o país. Estão sendo cumpridos, na manhã desta terça-feira (13), cinco mandados de prisão preventiva, 13 de busca e apreensão e mais de 100 bloqueios de conta. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp De acordo com a investigação, o grupo tem conexões no Camboja e um operador chinês que atuava a partir de São Paulo. O prejuízo às vítimas supera R$ 7 milhões. Até a mais recente atualização desta reportagem, três suspeitos haviam sido presos. Eles não tiveram os nomes divulgados. Um dos capturados é um homem do estado de SP, conhecido como "chinês". Segundo a polícia, ele atuaria na habilitação das linhas telefônicas utilizadas no golpes. Também foram detidos dois operadores financeiros que eram sócios de empresas em Goiânia. "Para viabilizar a utilização de chips com números brasileiros pelos estelionatários [que se encontravam no Camboja], o chinês chegava a habilitar cerca de mil novos números de telefone celular por dia", afirma a Polícia Civil gaúcha. O grupo era estruturado em quatro núcleos especializados, com clara divisão de funções. Veja abaixo: Núcleo de Captação de Vítimas: Os criminosos utilizavam linhas telefônicas registradas em nome de terceiros, mas operadas a partir do mesmo dispositivo celular. A investigação identificou que as linhas eram ativadas remotamente a partir do exterior, utilizando dados cadastrais vazados na internet. Núcleo de Ativação de Linhas Telefônica – O "chinês" atuava como "chipeiro" da organização, responsável pela habilitação das linhas telefônicas utilizadas nos golpes. A análise de dados em nuvem revelou imagens de milhares de caixas de chips e canhotos de recarga, configurando a típica utilização de "linhas fantasmas" para dificultar o rastreamento dos responsáveis. Núcleo de Gestão e Lavagem de Capitais: As empresas beneficiárias dos valores transferidos pelas vítimas foram, em sua maioria, constituídas recentemente, com capital social elevado incompatível com a capacidade financeira de seus sócios formais, muitas delas sem sequer possuírem sede física identificável. Uma única empresa de fachada apresentou movimentação de mais de R$ 2,2 milhões em menos de um mês. Núcleo de Conversão em Criptoativos: Os valores obtidos ilicitamente eram rapidamente convertidos em criptomoedas estáveis e transferidas para terceiros, dificultando o rastreamento. A investigação identificou transferências superiores a R$ 7 milhões para compra de criptoativos em um único dia. Os crimes investigados são estelionato com fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro. "Os protagonistas do esquema, a partir do estado de Goiás, terceirizaram parcelas do esquema e contrataram operadores com a expertise desejada em São Paulo e no Camboja para fornecerem os meios necessários para que o golpe funcionasse e fosse altamente lucrativo", diz o diretor da Divisão de Repressão aos Crimes Cibernéticos, delegado Filipe Bringhenti. Polícia Civil do RS cumpre ordens judiciais em SP e GO Divulgação/Polícia Civil A investigação As investigações começaram após a identificação de uma vítima do RS relatar que foi alvo de uma organização criminosa que se apresentava como empresa de consultoria especializada em investimentos. O primeiro contato se deu por meio de um anúncio patrocinado nas redes sociais que prometia alta rentabilidade em operações no mercado de ações. A vítima foi direcionada a um grupo de WhatsApp que contava com pelo menos 65 participantes. No espaço virtual, supostos investidores experientes e professores compartilhavam dicas de investimentos. Uma pessoa se passava por um americano com formação acadêmica na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Conforma a polícia, inicialmente, os criminosos forneciam orientações legítimas sobre as ações negociadas em plataformas nacionais, gerando ganhos reais para conquistar a confiança da vítima. A partir daí, induziam a migração para operações com criptomoedas, direcionando-a uma plataforma fraudulenta de investimento. "O capital da vítima era aportado, via transferências PIX, para contas de diversas empresas e, na sequência, supostamente convertido em criptoativos na plataforma dos golpistas, cujos saldos e lucros eram artificialmente inflados para encorajar novos aportes. Após ciclos de lucro fictício, perdas súbitas e inexplicadas ocorriam, sempre atribuídas a supostos erros operacionais da própria vítima", detalha a polícia. A investigação apurou que havia manipulação para que novos depósitos fossem realizados, sob falsas garantias contratuais e promessas de rentabilidade que chegavam a 6.000%. Um dos operadores adquiriu, em um único dia, mais de R$ 7 milhões em criptoativos. VÍDEOS: Tudo sobre o RS

Palavras-chave: cibernético

‘Bruxo’ é preso após prometer título à seleção de futebol e provocar fúria de torcedores

Publicado em: 12/01/2026 15:43

O zagueiro do Mali, número 25, Ousmane Camara, reage durante a partida das quartas de final da Copa Africana de Nações (CAN) entre Mali e Senegal Abdel Majid Bziouat/AFP Um homem que se apresentava como “marabô”, um tipo de bruxo, foi detido no Mali por suspeita de fraude após prometer o título da seleção do país na Copa Africana de Nações (CAN), informaram fontes locais à AFP nesta segunda-feira (12). Conhecido apenas como Sr. Sinayogo, ele pedia doações em troca da promessa de que o Mali venceria a competição. A seleção, no entanto, foi eliminada nas quartas de final, após derrota por 1 a 0 para o Senegal, na última sexta-feira (9). Segundo um de seus colaboradores, Sinayogo arrecadou mais de 22 milhões de francos CFA, o equivalente a cerca de R$ 210 mil na cotação atual. Ele atuava principalmente nas redes sociais. Após a eliminação da equipe, uma multidão enfurecida foi até a casa do homem. A polícia interveio e o retirou do local. Sinayogo foi detido no sábado (10) e levado para a brigada de combate a crimes cibernéticos. Dois cinegrafistas que trabalhavam para ele confirmaram a informação à AFP. “O charlatanismo é punível pela lei no Mali”, disse um funcionário da unidade de crimes cibernéticos. Segundo ele, prender o suspeito enquanto a seleção ainda disputava o torneio teria sido difícil “no fervor da CAN”. Antes disso, Sinayogo era conhecido como ativista político. De acordo com um criador de conteúdo próximo a ele, o homem passou a se apresentar como “marabô” recentemente e acumulou uma fortuna.

Palavras-chave: cibernético

Homem é preso em flagrante ao receber cigarros eletrônicos pelos Correios em Rio Pardo de Minas

Publicado em: 10/01/2026 16:08

Material apreendido pela Polícia Civil Polícia Civil/Divulgação Um homem de 28 anos foi preso em flagrante por receptação de cigarros eletrônicos em Rio Pardo de Minas. O material foi enviado pelos Correios, e ele foi abordado pela Polícia Civil no momento em que recebia a encomenda. Segundo a PCMG, a ação teve início após o compartilhamento de informações de inteligência entre as delegacias de Rio Pardo de Minas e de Combate a Crimes Cibernéticos. A partir disso, os policiais passaram a monitorar a entrega da encomenda. “Ele confirmou ser o proprietário da mercadoria e informou que adquiriu os produtos pela internet para consumo próprio. Foram apreendidos 40 cigarros eletrônicos e o aparelho celular do investigado”, informou a PCMG. 📲Clique aqui para seguir o canal do g1 Grande Minas no WhatsApp A delegada responsável pelo caso, Mayra Coutinho, explicou que, devido à quantidade e à origem da mercadoria, a polícia entendeu haver indícios suficientes da prática do crime de receptação. “A prisão em flagrante foi ratificada em razão dos elementos colhidos no local e dos depoimentos prestados, que demonstram que o conduzido estava recebendo mercadoria que sabia ou deveria saber ser produto de crime”, disse a delegada. O homem foi liberado após o pagamento de fiança, e as investigações prosseguem para apurar a origem da mercadoria e a eventual participação de terceiros. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Vídeos do Norte, Centro e Noroeste de MG Veja mais notícias da região em g1 Grande Minas.

Palavras-chave: cibernético

Os mistérios que ainda persistem em torno da operação de inteligência que prendeu Maduro

Publicado em: 10/01/2026 11:11

Trump diz que a captura de Maduro foi uma excelente ação Uma semana após a dramática operação dos Estados Unidos na Venezuela, que culminou na prisão de Nicolás Maduro, detalhes da inteligência que cercou a missão começam a ficar claros, mas muitos mistérios ainda permanecem. A inteligência A missão exigiu meses de planejamento e coleta de informações. Acredita-se que a agência americana de inteligência CIA enviou uma equipe de agentes infiltrados à Venezuela em agosto. Os EUA não possuem uma embaixada operacional no país, portanto, a equipe não pôde usar cobertura diplomática e operou no que é conhecido no mundo da inteligência como uma "zona restrita". Seu objetivo era identificar alvos e recrutar indivíduos que pudessem fornecer assistência. Autoridades americanas afirmaram que tinham uma fonte específica que forneceu informações detalhadas sobre o paradeiro de Maduro, o que teria sido crucial para a operação. A identidade dessas fontes geralmente é fortemente protegida, mas logo se soube que se tratava de uma fonte "governamental" que devia ser muito próxima de Maduro e fazer parte de seu círculo íntimo para saber onde ele estava e quando. Isso gerou intensa especulação sobre quem seria essa fonte e o que aconteceu com ela. No entanto, sua identidade ainda não foi divulgada. Todas as informações de inteligência humana coletadas em campo foram colocadas em um "mosaico" de informações para planejar a operação, em conjunto com informações técnicas, como mapas e imagens de satélite. Maduro e a esposa foram levados ao tribunal, em Nova York, nesta segunda-feira (5/1). Getty Images via BBC A missão A escala, a velocidade e o sucesso da operação foram inéditos. "Tudo funcionou perfeitamente. Isso não acontece com frequência", explica David Fitzgerald, ex-chefe de operações da CIA na América Latina, que também participou do planejamento da missão com os militares americanos. "Não foram as táticas militares que conduziram a operação, mas sim a inteligência." Cerca de 150 aeronaves participaram da missão, com helicópteros chegando a apenas 30 metros do solo para alcançar o complexo de Maduro. No entanto, alguns mistérios permanecem. Um deles é exatamente como os EUA conseguiram desligar as luzes em Caracas para permitir a chegada das forças especiais. "As luzes em Caracas foram em grande parte desligadas graças a uma certa expertise que possuímos; estava escuro e perigoso", declarou o presidente dos EUA, Donald Trump. O fato de o Comando Cibernético dos EUA ter recebido elogios públicos por seu papel na operação levou à especulação de que hackers militares americanos teriam se infiltrado previamente nas redes venezuelanas para desligar a rede elétrica no momento exato. Mas há poucos detalhes sobre isso. A falha das defesas aéreas chinesas e russas também gerou especulações sobre o tipo de tecnologia de interferência ou guerra eletrônica que os EUA implantaram no ar para apoiar a operação. O Comando Espacial dos EUA, que opera satélites, também recebeu reconhecimento por criar uma "rota" para que as forças especiais entrassem sem serem detectadas. Acredita-se também que drones tenham sido utilizados. Os detalhes exatos das capacidades usadas provavelmente permanecerão em segredo, mas os rivais dos EUA farão de tudo para entender o que aconteceu. Prisão de Maduro em Nova York. Arte/g1 A batalha Os planejadores de operações complexas dizem ser extraordinário que tudo tenha corrido conforme o planejado, algo que raramente acontece. Um helicóptero foi atingido por tiros, mas conseguiu continuar voando, e nenhum membro das forças americanas foi morto. Poucos detalhes ainda são conhecidos sobre a batalha que ocorreu no complexo de Maduro, o Forte Tiuna. O governo cubano informou que 32 de seus cidadãos foram mortos pelas forças americanas. Trata-se de guarda-costas fornecidos por Cuba para proteger Maduro. Cuba não só fornece guarda-costas, como também amplo apoio de segurança ao regime. "Dentro do perímetro imediato de Maduro, provavelmente não havia agentes de segurança venezuelanos e, no perímetro externo, talvez uma mistura de ambos [países]", diz Fitzgerald. O fato de terem se mostrado tão ineficazes também levantou questões sobre se alguns elementos do regime facilitaram a missão de alguma forma. As forças americanas também conseguiram alcançar Maduro enquanto ele tentava se trancar em uma sala fortificada, mas antes que pudesse fechar a porta. Eles tinham maçaricos e explosivos prontos para abrir a porta, se necessário, mas a rapidez da prisão sugere, mais uma vez, um conhecimento incrivelmente detalhado da planta do complexo. O plano Antes da operação, a CIA realizou uma avaliação confidencial, analisando o que poderia acontecer caso Maduro fosse deposto. Os analistas examinaram diversas opções e, segundo relatos, concluíram que trabalhar com elementos do regime vigente oferecia uma chance maior de estabilidade do que tentar instalar a oposição exilada no poder. Isso ajudou a consolidar a ideia de que os EUA deveriam colaborar com Delcy Rodríguez, a vice-presidente. Acredita-se que houve contatos secretos e não oficiais com elementos do regime de Maduro antes da operação, para discutir como as diferentes partes poderiam se posicionar diante de possíveis cenários. Os detalhes exatos desses contatos permanecem um mistério, mas provavelmente explicam muito sobre por que a missão foi realizada, por que foi bem-sucedida e qual é o plano para o futuro.

Grok, IA de Musk, agora diz que limita edição de imagens em meio a polêmica com fotos de mulheres e crianças

Publicado em: 09/01/2026 10:07

Ferramenta gratuita da rede social X tem sido usada para criar imagens íntimas falsas Ferramenta gratuita da rede social X tem sido usada para criar imagens íntimas falsas O Grok, inteligência artificial do X, de Elon Musk, passou a informar que a edição de imagens está restrita a assinantes do serviço. A mudança ocorre após a plataforma ser tomada por fotos manipuladas de mulheres reais com pouca roupa ou nudez, e de crianças com roupas íntimas. Em buscas feitas pelo g1 no X, foram encontradas interações em que usuários pedem ao Grok alterações em imagens já publicadas por outras pessoas na plataforma. Nesses casos, o Grok agora está respondendo: "A geração e edição de imagens atualmente são limitadas a assinantes pagantes. Você pode se inscrever para desbloquear estes recursos". A mensagem vem acompanhada de um link para a página de assinatura. 'Me sinto suja', diz brasileira vítima de foto editada pelo Grok Também foi vítima? Saiba o que fazer Procurado, o X informou que está verificando a resposta da IA e que passará mais detalhes "assim que tiver alguma atualização". Interações do Grok com edição de imagem dentro do X Reprodução/X O g1 mostrou na quinta-feira (8) o caso de uma brasileira que teve fotos usadas no antigo Twitter para gerar imagens que simulavam nudez ou o uso de roupas íntimas. Antes do caso dela, a prática ganhou repercussão quando a jornalista Julie Yukari denunciou à polícia que também teve fotos manipuladas pela mesma ferramenta, no último dia 2. Em meio à onda de imagens manipuladas de mulheres, outras fotos publicadas no X, geradas a partir de comandos de usuários ao Grok, mostravam menores de idade usando roupas mínimas. No dia 2, o Grok afirmou que "falhas nos mecanismos de proteção" levaram à geração de imagens sexualizadas de menores que foram publicadas na rede social X. Pela lei brasileira, a criação e o compartilhamento de imagens íntimas falsas sem autorização é crime e pode levar à punição dos responsáveis, explica a advogada especialista em direito digital Patrícia Peck (saiba mais abaixo). Reguladores de países como Reino Unido, França, Índia e Malásia pretendem investigar a empresa de Musk por causa dessas imagens, apontou a agência de notícias France Presse. A Comissão Europeia ordenou que o X retenha todos os documentos internos e dados relacionados ao seu chatbot de IA até o fim de 2026. 'Horrível. Me sinto suja', diz vítima Giovanna (nome fictício) teve sua foto modificada por usuário do X. Reprodução/Redes sociais. "Eu fiquei em choque quando vi (...). É um sentimento horrível. Eu me senti suja, sabe?", disse Giovanna*, ao ser informada pelo g1 que uma foto sua de biquíni estava na rede social X, na última segunda-feira (7). "Na foto original, do meu story, eu estava de calça." A imagem de Giovanna* que foi manipulada tinha sido publicada recentemente em seu perfil público no Instagram. Uma conta no X identificada como "@endricklamar__" repostou essa imagem no X e pediu que o Grok a retratasse de biquíni. O g1 identificou as manipulações ao buscar palavras-chave relacionadas ao tema na barra de pesquisa do X. A partir disso, foi possível localizar solicitações ao Grok feitas pela conta "@endricklamar__", incluindo uma em que aparecia o @ de Giovanna*. Criado em junho de 2025, o perfil reunia imagens de outras mulheres, cuja identidade não foi possível confirmar (veja os prints abaixo). Não foram encontradas, porém, manipulações semelhantes envolvendo homens. Conta no X vinha publicando imagens de outras mulheres e pedindo para o Grok deixar elas seminuas. Reprodução/X Ao ser contatada, Giovanna* disse que ficou assustada ao saber do uso da própria imagem sem consentimento e afirmou não conhecer o perfil em questão. "Na foto original, do meu story, eu estava de calça. Já na imagem manipulada pela IA, aparece o mesmo local, a mesma pose, tudo igual, só que de biquíni", comparou. "Eu nunca imaginei que isso aconteceria comigo, porque normalmente isso é feito mais com artistas e influenciadores", completou a vítima, que disse já ter denunciado o post e afirmou que pretende registrar um Boletim de Ocorrência. No próprio X, o g1 tentou contato com o responsável pela conta @endricklamar__, mas recebeu apenas a resposta "??". Algumas horas depois, ele excluiu as fotos e o perfil (veja na imagem abaixo). Perfil excluído logo após o contato do g1. Reprodução/X Em sua Política de Uso, a xAI, empresa de Musk responsável pelo Grok, afirma que proíbe o uso da IA para "tomar ações não autorizadas em nome de terceiros", "retratar imagens de pessoas de forma pornográfica" e para "a sexualização ou exploração de crianças". "Isso gera ainda mais responsabilidade por parte da plataforma, porque há uma política, mas ela não é cumprida", diz Patrícia Peck, advogada especialista em direito digital. O g1 procurou o X, que respondeu com uma publicação que já existia em sua página de segurança. No post, a empresa afirma que "qualquer pessoa que use ou incentive o Grok a criar conteúdo ilegal sofrerá as mesmas consequências que quem enviar conteúdo ilegal" (leia a íntegra ao final da reportagem). O X não comentou a denúncia de Giovanna*. Prática é crime; veja o que fazer se for vítima No Brasil, esse tipo de conduta é considerado crime. O problema não está apenas no uso da imagem real, mas na criação de uma falsa situação de intimidade, explica Peck. Veja o que diz o Código Penal: "A lei impõe remoção imediata mediante simples notificação da vítima, sem necessidade de ordem judicial, sob pena de responsabilidade civil do provedor [rede social]", diz Ronaldo Lemos, advogado e diretor do Instituto Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS-Rio). Segundo ele, embora o Brasil ainda não tenha uma lei específica sobre deepfakes (quando imagens reais são alteradas por inteligência artificial), esse tipo de conduta pode se enquadrar nos crimes contra a honra previstos nos artigos 138, 139 e 140 do Código Penal. ➡️ Veja o que fazer caso você seja uma vítima: Preserve as provas: não apague nada inicialmente. Tire prints do perfil do responsável, da imagem gerada, dos comentários e, principalmente, da URL (link) direta da postagem. Registre a autenticidade do material: se possível, use ferramentas de registro de prova digital com validade jurídica, como a ata notarial em cartório ou plataformas online, como o e-Notariado. Esses registros ajudam a evitar que as provas sejam contestadas. Denuncie o conteúdo na plataforma: use os mecanismos internos da rede social para denunciar a violação. O Marco Civil da Internet obriga a remoção rápida de conteúdo íntimo não consensual após notificação da vítima. Registre um boletim de ocorrência: procure uma Delegacia de Crimes Cibernéticos ou faça o registro pela internet, reunindo todas as provas coletadas. O que diz o X "Tomamos medidas contra conteúdos ilegais no X, incluindo Material de Abuso Sexual Infantil (CSAM), removendo-o, suspendendo permanentemente contas e trabalhando com governos locais e autoridades policiais conforme necessário. Qualquer pessoa que use ou incentive o Grok a criar conteúdo ilegal sofrerá as mesmas consequências que se enviar conteúdo ilegal. Para mais informações sobre nossas políticas, consulte nossas páginas de ajuda para as Regras X completas e a variedade de opções de fiscalização." *Giovanna é nome fictício para preservar a identidade da vítima. Crise da memória RAM pode deixar celulares, notebooks e até carros mais caros no Brasil Mulher se casa com personagem criado no ChatGPT

Fotos de biquíni no X: criar imagens íntimas falsas com IA sem consentimento é crime no Brasil, dizem especialistas

Publicado em: 09/01/2026 03:00

Ferramenta gratuita da rede social X tem sido usada para criar imagens íntimas falsas O uso de inteligência artificial para criar imagens íntimas falsas de mulheres sem consentimento é considerado crime no Brasil. É o que dizem advogados especializados em direito digital ouvidos pelo g1. Desde o fim do mês passado, a rede social X tem sido tomada por imagens manipuladas de mulheres reais com pouca roupa ou nudez. As alterações são feitas com o Grok, ferramenta de IA integrada à plataforma de Elon Musk. O g1 mostrou na quinta-feira (8) o caso de uma brasileira que teve fotos usadas no antigo Twitter para gerar imagens que simulavam nudez ou o uso de roupas íntimas. Antes do caso dela, a prática ganhou repercussão quando a jornalista Julie Yukari denunciou à polícia que também teve fotos manipuladas pela mesma ferramenta, no último dia 2. 'Trend' pode dar multa e prisão no Brasil No Brasil, esse tipo de conduta é considerado crime. O problema não está apenas no uso da imagem real, mas na criação de uma falsa situação de intimidade, explica a advogada Patrícia Peck. Veja o que diz o Código Penal: Produzir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, conteúdo com cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo e privado sem autorização dos participantes: Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 1 (um) ano, e multa. "Além disso, a lei impõe remoção imediata mediante simples notificação da vítima, sem necessidade de ordem judicial, sob pena de responsabilidade civil do provedor [rede social]", diz Ronaldo Lemos, advogado e diretor do Instituto Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS-Rio). Segundo ele, embora o Brasil ainda não tenha uma lei específica sobre deepfakes (quando imagens reais são alteradas por inteligência artificial), esse tipo de conduta pode se enquadrar nos crimes contra a honra previstos nos artigos 138, 139 e 140 do Código Penal. Se houver repetição, intimidação ou perseguição, o caso também pode ser caracterizado como stalking, completa Lemos. Interação no X para recriar imagem de mulher de biquíni usando o Grok Reprodução/X Peck lembra ainda que, desde o ano passado, com a Lei nº 15.123/2025, o Código Penal passou a abordar explicitamente o uso de inteligência artificial em casos de dano emocional à mulher. A pena prevista é de prisão de seis meses a dois anos, além de multa. A advogada explica que, no entendimento do Direito brasileiro, quem faz o "prompt", ou seja, o pedido à IA, é considerado o autor direto do crime, já que usa a ferramenta como meio para cometer injúria ou violar a intimidade da vítima. Segundo a especialista, quem compartilha esse tipo de conteúdo também comete crime. "O ato de replicar conteúdo íntimo falso é tão grave quanto o de criá-lo, porque amplia o dano à vítima", afirma. Especialistas dizem que a chamada "IA de nudez" (ou undressing) existe há anos e, em geral, era oferecida como um serviço pago. O que muda no caso do Grok é, principalmente, a facilidade de acesso, tanto em custo quanto em uso, além da ampla distribuição desse tipo de conteúdo. Entre os últimos dias 5 e 6, a IA do X criou 6.700 imagens por hora identificadas como sexualmente sugestivas ou de nudez, reportou a agência Bloomberg, citando um levantamento feito pela pesquisadora de mídias sociais e deepfakes Genevieve Oh. Paralelamente, Oh acompanhou cinco sites que oferecem esse tipo de conteúdo (e costumam cobrar por isso): eles tiveram uma média de 79 novas imagens de nudez por IA por hora no mesmo período. "Fora a qualidade da imagem final, que está perigosamente muito boa em relação ao contexto do conteúdo tratado", diz Cleber Zanchettin, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e pesquisador da área de inteligência artificial. Para José Telmo, publicitário e professor de marketing digital da ESPM, a combinação entre acessibilidade e velocidade amplia o risco de uso indevido. "A capacidade humana de usar a IA para fins errados costuma ser mais rápida do que a capacidade das empresas de bloquear esse tipo de uso", afirma. Sem saber, brasileira teve foto manipulada com IA Giovanna (nome fictício) teve sua foto modificada por usuário do X. Reprodução/Redes sociais. "Eu fiquei em choque quando vi (...). É um sentimento horrível. Eu me senti suja, sabe?", disse Giovanna*, ao ser informada pelo g1 que uma foto sua de biquíni estava na rede social X, na última segunda-feira (7). "Na foto original, do meu story, eu estava de calça." Esse tipo de manipulação, conhecido como deepfake, não é novidade, mas se espalhou no X no mês passado e virou uma espécie de "trend" tanto no Brasil quanto em outros países. A imagem de Giovanna* que foi manipulada tinha sido publicada recentemente em seu perfil público no Instagram. Uma conta no X identificada como "@endricklamar__" repostou essa imagem no X e pediu que o Grok a retratasse de biquíni. O g1 identificou as manipulações ao buscar palavras-chave relacionadas ao tema na barra de pesquisa do X. A partir disso, foi possível localizar solicitações ao Grok feitas pela conta "@endricklamar__", incluindo uma em que aparecia o @ de Giovanna*. Criado em junho de 2025, o perfil reunia imagens de outras mulheres, cuja identidade não foi possível confirmar (veja os prints abaixo). Não foram encontradas, porém, manipulações semelhantes envolvendo homens. Conta X vinha publicando imagens de outras mulheres e pedindo para o Grok deixar elas seminuas. Reprodução/X "Eu nunca imaginei que isso aconteceria comigo, porque normalmente isso é feito mais com artistas e influenciadores", completou a vítima, que disse já ter denunciado o post e afirmou que pretende registrar um Boletim de Ocorrência. No próprio X, o g1 tentou contato com o responsável pela conta @endricklamar__, mas recebeu apenas a resposta "??". Algumas horas depois, ele excluiu as fotos e o perfil (veja na imagem abaixo). O g1 procurou o X, que respondeu com uma publicação que já existia em sua página de segurança. No post, a empresa afirma que "qualquer pessoa que use ou incentive o Grok a criar conteúdo ilegal sofrerá as mesmas consequências que quem enviar conteúdo ilegal" (leia a íntegra ao final da reportagem). O X não comentou a denúncia de Giovanna*. Perfil excluído logo após o contato do g1. Reprodução/X 'IA do job': brasileiros ganham dinheiro criando mulheres virtuais para conteúdo adulto Marido, patrão e até pai de vítima aparecem entre denunciados por vazamentos de nudes Em sua Política de Uso, a xAI, empresa de Musk responsável pelo Grok, afirma que proíbe o uso da IA para "tomar ações não autorizadas em nome de terceiros", "retratar imagens de pessoas de forma pornográfica" e para "a sexualização ou exploração de crianças". "Isso gera ainda mais responsabilidade por parte da plataforma, porque há uma política, mas ela não é cumprida", diz advogada Patrícia Peck. O g1 encontrou também alguns exemplos em que a IA ignorou o pedido de alteração da imagem (veja abaixo). Exemplo que mostra que Grok ignorou pedido de nudez. Reprodução/X Também foi vítima? Veja o que fazer Preserve as provas: não apague nada inicialmente. Tire prints do perfil do responsável, da imagem gerada, dos comentários e, principalmente, da URL (link) direta da postagem. Registre a autenticidade do material: se possível, use ferramentas de registro de prova digital com validade jurídica, como a ata notarial em cartório ou plataformas online, como o e-Notariado. Esses registros ajudam a evitar que as provas sejam contestadas. Denuncie o conteúdo na plataforma: use os mecanismos internos da rede social para denunciar a violação. O Marco Civil da Internet obriga a remoção rápida de conteúdo íntimo não consensual após notificação da vítima. Registre um boletim de ocorrência: procure uma Delegacia de Crimes Cibernéticos ou faça o registro pela internet, reunindo todas as provas coletadas. O que diz o X "Tomamos medidas contra conteúdos ilegais no X, incluindo Material de Abuso Sexual Infantil (CSAM), removendo-o, suspendendo permanentemente contas e trabalhando com governos locais e autoridades policiais conforme necessário. Qualquer pessoa que use ou incentive o Grok a criar conteúdo ilegal sofrerá as mesmas consequências que se enviar conteúdo ilegal. Para mais informações sobre nossas políticas, consulte nossas páginas de ajuda para as Regras X completas e a variedade de opções de fiscalização." *Giovanna é nome fictício para preservar a identidade da vítima. Crise da memória RAM pode deixar celulares, notebooks e até carros mais caros no Brasil Entenda nova regra que exige confirmação de idade de usuários por sites e aplicativos IA que 'revive' familiares mortos viraliza e acende debate sobre tecnologia do luto

Casos de violações de direitos da pessoa idosa tem aumento de 38% no Amazonas em 2025, aponta Sejusc

Publicado em: 08/01/2026 20:23

Casos de violações de direitos de pessoas idosas crescem no Amazonas. Cristian Newman/Unsplash/Divulgação Mais de 5,8 mil casos de violações de direitos da pessoa idosa foram registradas no Amazonas entre janeiro e dezembro de 2025. Os dados são do Centro Integrado de Proteção e Defesa da Pessoa Idosa (Cipdi), vinculado à Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc). O número representa um aumento de 38% em comparação com o ano de 2024. Entre as violações mais registradas em 2025, a negligência aparece em primeiro lugar, com 1.764 casos. Em seguida, estão situações de vulnerabilidade e risco social (1.433), violência psicológica (786) e violência financeira (683). Também foram contabilizados casos de intimidação e perturbação (634), violência física (219), autonegligência (171) e abandono (161). Outras ocorrências envolvem violência patrimonial, maus-tratos, violência sexual, retenção de documentos, crimes cibernéticos, ameaças, violência doméstica e agressões verbais. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Segundo a coordenadora do Cipdi, Márcia Magalhães, a maioria das denúncias parte de familiares, e o perfil mais recorrente das vítimas é de mulheres entre 60 e 69 anos. “O número de casos atendidos representa não somente o aumento da violência contra a pessoa idosa no estado do Amazonas, mas também o trabalho preventivo e educativo realizado para que a informação alcance a sociedade e incentive a denúncia, já que, em muitos casos, a pessoa idosa não se sente motivada a denunciar”, explicou. Veja os vídeos que estão em alta no g1 De acordo com a secretária da Sejusc, Jussara Pedrosa, apesar do crescimento ser preocupante, ele reflete um aumento da rede de proteção e a ampliação do acesso aos canais de denúncia. “Nós intensificamos bastante os canais de comunicação, os canais de denúncia e também descentralizamos os equipamentos. Isso reflete o número maior de casos de violência sendo denunciados, um indicativo de que mais idosos estão rompendo com esse ciclo de violência e tendo seus direitos assegurados”, afirmou a secretária. Atendimentos ultrapassam 10 mil em 2025 Os atendimentos do Cipdi são realizados por uma equipe multiprofissional formada por psicólogos, assistentes sociais e advogado. Entre os serviços oferecidos estão orientação, registro de denúncias, encaminhamento à rede de proteção, visitas domiciliares, elaboração de relatórios, mediação de conflitos, orientação jurídica e ações temáticas. Somados todos os serviços, o Cipdi ultrapassou a marca de 10 mil atendimentos ao longo de 2025. Onde buscar ajuda e denunciar A Sejusc mantém três unidades do Cipdi, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h: Zona Centro-Sul: Rua do Comércio, ao lado da Delegacia Especializada em Crimes Contra o Idoso (Decci); Zona Leste: PAC do Shopping São José; Zona Norte: PAC do Shopping Via Norte. Casos de violência contra a pessoa idosa também podem ser denunciados 24 horas por dia pelos telefones Disque 100, 180 ou 190.

Palavras-chave: cibernético

UE ordena X a preservar documentos do Grok após polêmica com fotos editadas

Publicado em: 08/01/2026 10:46

Brasileir5a tem foto manipulada com o Grok para aparecer de biquíni: 'Me sinto suja' A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, ordenou que a rede social X, de Elon Musk, retenha todos os documentos internos e dados relacionados ao seu chatbot de IA, o Grok, até o fim de 2026. A determinação ocorreu em meio às críticas que o Grok, uma ferramenta gratuita, vem sofrendo por permitir que usuários utilizem a IA para alterar fotos de outras pessoas, como mulheres e crianças, para exibir nudez ou pouca roupa. Na segunda-feira, a Comissão Europeia disse que as imagens de mulheres e crianças despidas compartilhadas no X eram ilegais e horríveis. Foi vítima da "trend do biquini" no X? Veja o que fazer Interação no X para recriar imagem de mulher de biquíni usando o Grok Reprodução/X Agora, a Comissão decidiu estender uma ordem de retenção de documentos enviada ao X no ano passado, relacionada a algoritmos e à disseminação de conteúdo ilegal, segundo o porta-voz Thomas Regnier. “Isso significa dizer à plataforma: guarde seus documentos internos, não se livre deles, porque temos dúvidas sobre sua conformidade, e precisamos poder acessá-los se solicitarmos”, afirmou Regnier. O porta-voz, no entanto, disse que a medida não equivale a uma nova investigação formal contra o X com base na Lei de Serviços Digitais (DSA) da União Europeia. Além da UE, reguladores de países como Reino Unido, França, Índia e Malásia pretendem investigar a empresa de Elon Musk por causa dessas imagens, segundo a agência AFP. Entre os últimos dias 5 e 6, a IA do X criou 6.700 imagens por hora identificadas como sexualmente sugestivas ou de nudez, reportou a agência Bloomberg, citando um levantamento feito pela pesquisadora de mídias sociais e deepfakes Genevieve Oh. Casos no Brasil Esse tipo de manipulação, conhecido como deepfake (quando imagens reais são alteradas por inteligência artificial), não é novidade, mas se espalhou no X no mês passado e virou uma espécie de "trend" tanto no Brasil quanto em outros países. No Brasil, a prática ganhou repercussão quando a jornalista Julie Yukari denunciou à polícia que teve fotos manipuladas pela mesma ferramenta, no último dia 2. Ela postou uma imagem deitada na cama com sua gata na noite de 31 de dezembro e, quando acordou, no dia seguinte, descobriu que a foto tinha sido manipulada diversas vezes e postada como se ela estivesse nua e com trajes sensuais. No mesmo dia em que Julie fez a denúncia à polícia do Rio de Janeiro, o Grok afirmou que iria corrigir, com urgência, "falhas nos mecanismos de proteção" que levaram à geração de imagens sexualizadas de crianças usando "roupas mínimas". O g1 também encontrou outra vítima brasileira de um usuário que editou uma imagem sua com o Grok. Ela descobriu a manipulação após contato da reportagem. "Eu fiquei em choque quando vi (...). É um sentimento horrível. Eu me senti suja, sabe?", disse a vítima, na última segunda (7), ao ser informada pelo g1 que uma foto sua de biquíni estava no X. "Na foto original, do meu story, eu estava de calça." Sob críticas por imagens sexualizadas, empresa de IA de Musk arrecada US$ 20 bi Prática é considerada crime Pela lei brasileira, a criação e o compartilhamento de imagens íntimas falsas sem autorização é crime e pode levar à punição dos responsáveis — inclusive de quem apenas replica o conteúdo, explica a advogada especialista em direito digital Patrícia Peck (saiba mais abaixo). Veja o que diz o Código Penal: Produzir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, conteúdo com cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo e privado sem autorização dos participantes: Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 1 (um) ano, e multa. — Art. 216-B. do Código Penal A advogada ainda lembra que, desde o ano passado, com a Lei nº 15.123/2025, o Código Penal passou a abordar explicitamente o uso de inteligência artificial em casos de dano emocional à mulher. A pena prevista é de prisão de seis meses a dois anos, além de multa. A advogada explica que, no entendimento do Direito brasileiro, quem faz o "prompt", ou seja, o pedido à IA, é considerado o autor direto do crime, já que usa a ferramenta como meio para cometer injúria ou violar a intimidade da vítima. Segundo a especialista, quem compartilha esse tipo de conteúdo também comete crime. "O ato de replicar conteúdo íntimo falso é tão grave quanto o de criá-lo, porque amplia o dano à vítima", afirma. Também foi vítima? Veja o que fazer Preserve as provas: não apague nada inicialmente. Tire prints do perfil do responsável, da imagem gerada, dos comentários e, principalmente, da URL (link) direta da postagem. Registre a autenticidade do material: se possível, use ferramentas de registro de prova digital com validade jurídica, como a ata notarial em cartório ou plataformas online, como o e-Notariado. Esses registros ajudam a evitar que as provas sejam contestadas. Denuncie o conteúdo na plataforma: use os mecanismos internos da rede social para denunciar a violação. O Marco Civil da Internet obriga a remoção rápida de conteúdo íntimo não consensual após notificação da vítima. Registre um boletim de ocorrência: procure uma Delegacia de Crimes Cibernéticos ou faça o registro pela internet, reunindo todas as provas coletadas. O que diz o X "Tomamos medidas contra conteúdos ilegais no X, incluindo Material de Abuso Sexual Infantil (CSAM), removendo-o, suspendendo permanentemente contas e trabalhando com governos locais e autoridades policiais conforme necessário. Qualquer pessoa que use ou incentive o Grok a criar conteúdo ilegal sofrerá as mesmas consequências que se enviar conteúdo ilegal. Para mais informações sobre nossas políticas, consulte nossas páginas de ajuda para as Regras X completas e a variedade de opções de fiscalização."

China teria invadido sistemas de e-mail de assessores do Congresso dos EUA, diz jornal

Publicado em: 08/01/2026 10:38

Bandeiras da China e dos Estados Unidos em imagem de arquivo de encontro diplomático de representantes dos países em abril Jason Lee/Reuters Um grupo de hackers ligado à China comprometeu sistemas de e-mail usados por assessores de comissões influentes da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, informou o jornal "Financial Times nesta quarta-feira (7), citando pessoas familiarizadas com o assunto. Segundo a reportagem, o grupo, apelidado de Salt Typhoon, acessou sistemas de e-mail utilizados por alguns assessores da comissão da Câmara sobre a China, além de auxiliares de painéis responsáveis por temas como relações exteriores, inteligência e forças armadas. O FT não informou quais assessores específicos teriam sido alvo da ação. A Reuters afirmou que não conseguiu verificar imediatamente as informações. Procurado, o porta-voz da Embaixada da China em Washington, Liu Pengyu, condenou o que chamou de “especulações e acusações infundadas”. O FBI se recusou a comentar. A Casa Branca e os escritórios das quatro comissões que teriam sido alvo da operação de vigilância não responderam de imediato aos pedidos de comentário. O Financial Times citou uma pessoa familiarizada com a campanha dizendo que não estava claro se os invasores chegaram a acessar e-mails de parlamentares. As invasões teriam sido detectadas em dezembro. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Parlamentares dos Estados Unidos e seus assessores, especialmente os que supervisionam as amplas estruturas militares e de inteligência do país, são há muito tempo alvos prioritários de espionagem cibernética. Relatos de ataques ou tentativas de invasão surgem periodicamente. Em novembro, o sargento de armas do Senado notificou diversos gabinetes do Congresso sobre um “incidente cibernético”, no qual hackers podem ter acessado comunicações entre o Escritório de Orçamento do Congresso — órgão apartidário que fornece dados financeiros essenciais aos parlamentares — e alguns escritórios do Senado. Em 2023, o Washington Post informou que dois parlamentares seniores dos EUA estavam entre os alvos de uma operação de hacking ligada ao Vietnã. Os hackers do grupo Salt Typhoon, em particular, há anos preocupam a comunidade de inteligência dos Estados Unidos. Os espiões — que, segundo as autoridades, atuariam a serviço da inteligência chinesa — são acusados de coletar dados de grandes volumes de comunicações telefônicas de americanos e de interceptar conversas, inclusive entre políticos influentes e autoridades do governo dos EUA. Pequim nega repetidamente estar por trás das ações de espionagem. No início do ano passado, os Estados Unidos impuseram sanções ao suposto hacker Yin Kecheng e à empresa de segurança cibernética Sichuan Juxinhe Network Technology, acusando ambos de envolvimento com o grupo Salt Typhoon.

Palavras-chave: cibernéticohackerhackers

'Sentimento horrível. Me sinto suja', diz brasileira vítima de foto editada de biquíni pelo Grok, IA de Musk

Publicado em: 08/01/2026 05:00

'Sentimento horrível. Me sinto suja', diz brasileira vítima de foto editada de biquíni pel "Eu fiquei em choque quando vi (...). É um sentimento horrível. Eu me senti suja, sabe?", disse Giovanna*, ao ser informada pelo g1 que uma foto sua de biquíni estava na rede social X, na última segunda-feira (7). "Na foto original, do meu story, eu estava de calça." A brasileira é mais uma vítima de usuários do antigo Twitter que pegam fotos que anônimos (e também famosos) postam nas redes e mandam a Grok, a inteligência artificial da plataforma de Elon Musk, alterar as imagens para exibir nudez ou pouca roupa. Esse tipo de manipulação, conhecido como deepfake (quando imagens reais são alteradas por inteligência artificial), não é novidade, mas se espalhou no X no mês passado e virou uma espécie de "trend" tanto no Brasil quanto em outros países. No Brasil, a prática ganhou repercussão quando a jornalista Julie Yukari denunciou à polícia que teve fotos manipuladas pela mesma ferramenta, no último dia 2. Ela postou uma imagem deitada na cama com sua gata na noite de 31 de dezembro e, quando acordou, no dia seguinte, descobriu que a foto tinha sido manipulada diversas vezes e postada como se ela estivesse nua e com trajes sensuais. Pela lei brasileira, a criação e o compartilhamento de imagens íntimas falsas sem autorização é crime e pode levar à punição dos responsáveis — inclusive de quem apenas replica o conteúdo, explica a advogada especialista em direito digital Patrícia Peck (saiba mais abaixo). Giovanna (nome fictício) teve sua foto modificada por usuário do X usando o Grok. Reprodução/Redes sociais Reguladores de países como Reino Unido, França, Índia e Malásia pretendem investigar a empresa de Musk por causa dessas imagens, apontou a agência de notícias France Presse. No mesmo dia em que Julie fez a denúncia à polícia do Rio de Janeiro, o Grok afirmou que iria corrigir, com urgência, "falhas nos mecanismos de proteção" que levaram à geração de imagens sexualizadas de crianças usando "roupas mínimas". A França já tinha denunciado a IA de Musk por esse tipo de caso. "O Grok oferece um 'modo picante' que exibe conteúdo sexual explícito, incluindo material gerado a partir de imagens com aparência infantil. Isso é ilegal. É revoltante", disse Thomas Regnier, porta-voz da Comissão Europeia para assuntos digitais. As mulheres continuam sendo constrangidas no X, e num ritmo acelerado. Entre os últimos dias 5 e 6, a IA do X criou 6.700 imagens por hora identificadas como sexualmente sugestivas ou de nudez, reportou a agência Bloomberg, citando um levantamento feito pela pesquisadora de mídias sociais e deepfakes Genevieve Oh. Paralelamente, Oh acompanhou cinco sites que oferecem esse tipo de conteúdo (e costumam cobrar por isso): eles tiveram uma média de 79 novas imagens de nudez por IA por hora no mesmo período. Sob críticas por imagens sexualizadas, empresa de IA de Musk arrecada US$ 20 bi Brasileira teve foto manipulada com uso do Grok A imagem de Giovanna* que foi manipulada tinha sido publicada recentemente em seu perfil público no Instagram. Uma conta no X chamada @endricklamar__ repostou essa imagem no X e pediu que a Grok a retratasse de biquíni. Nesse perfil criado no X em junho de 2025 havia imagens de outras mulheres, cuja identidade não foi possível confirmar (veja os prints abaixo). Não foram encontradas manipulações semelhantes envolvendo homens. Conta X vinha publicando imagens de outras mulheres e pedindo para o Grok deixar elas seminuas. Reprodução/X Ao ser contatada, Giovanna* disse que ficou assustada ao saber do uso da própria imagem sem consentimento e afirmou não conhecer o perfil em questão. "Na foto original, do meu story, eu estava de calça. Já na imagem manipulada pela IA, aparece o mesmo local, a mesma pose, tudo igual, só que de biquíni", comparou. "Eu nunca imaginei que isso aconteceria comigo, porque normalmente isso é feito mais com artistas e influenciadores", completou a vítima, que disse já ter denunciado o post e afirmou que pretende registrar um Boletim de Ocorrência. No próprio X, o g1 tentou contato com o responsável pela conta @endricklamar__, mas recebeu apenas a resposta "??". Algumas horas depois, ele excluiu as fotos e o perfil (veja na imagem abaixo). O g1 procurou o X, que respondeu com uma publicação que já existia em sua página de segurança. No post, a empresa afirma que "qualquer pessoa que use ou incentive o Grok a criar conteúdo ilegal sofrerá as mesmas consequências que quem enviar conteúdo ilegal" (leia a íntegra ao final da reportagem). O X não comentou a denúncia de Giovanna*. Perfil excluído logo após o contato do g1. Reprodução/X 'IA do job': brasileiros ganham dinheiro criando mulheres virtuais para conteúdo adulto Marido, patrão e até pai de vítima aparecem entre denunciados por vazamentos de nudes Em sua Política de Uso, a xAI, empresa de Musk responsável pelo Grok, afirma que proíbe o uso da IA para "tomar ações não autorizadas em nome de terceiros", "retratar imagens de pessoas de forma pornográfica" e para "a sexualização ou exploração de crianças". "Isso gera ainda mais responsabilidade por parte da plataforma, porque há uma política, mas ela não é cumprida", diz Patrícia Peck, advogada especialista em direito digital. O g1 encontrou também alguns exemplos em que a IA ignorou o pedido de alteração da imagem (veja abaixo). Exemplo que mostra que Grok ignorou pedido de nudez. Reprodução/X 'Trend' pode render multa e prisão no Brasil No Brasil, esse tipo de conduta é considerado crime. O problema não está apenas no uso da imagem real, mas na criação de uma falsa situação de intimidade, explica Patrícia. Veja o que diz o Código Penal: Produzir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, conteúdo com cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo e privado sem autorização dos participantes: Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 1 (um) ano, e multa. A advogada ainda lembra que, desde o ano passado, com a Lei nº 15.123/2025, o Código Penal passou a abordar explicitamente o uso de inteligência artificial em casos de dano emocional à mulher. A pena prevista é de prisão de seis meses a dois anos, além de multa. A advogada explica que, no entendimento do Direito brasileiro, quem faz o "prompt", ou seja, o pedido à IA, é considerado o autor direto do crime, já que usa a ferramenta como meio para cometer injúria ou violar a intimidade da vítima. Segundo a especialista, quem compartilha esse tipo de conteúdo também comete crime. "O ato de replicar conteúdo íntimo falso é tão grave quanto o de criá-lo, porque amplia o dano à vítima", afirma. Interação no X para recriar imagem de mulher de biquíni usando o Grok Reprodução/X Também foi vítima? Veja o que fazer Preserve as provas: não apague nada inicialmente. Tire prints do perfil do responsável, da imagem gerada, dos comentários e, principalmente, da URL (link) direta da postagem. Registre a autenticidade do material: se possível, use ferramentas de registro de prova digital com validade jurídica, como a ata notarial em cartório ou plataformas online, como o e-Notariado. Esses registros ajudam a evitar que as provas sejam contestadas. Denuncie o conteúdo na plataforma: use os mecanismos internos da rede social para denunciar a violação. O Marco Civil da Internet obriga a remoção rápida de conteúdo íntimo não consensual após notificação da vítima. Registre um boletim de ocorrência: procure uma Delegacia de Crimes Cibernéticos ou faça o registro pela internet, reunindo todas as provas coletadas. O que diz o X "Tomamos medidas contra conteúdos ilegais no X, incluindo Material de Abuso Sexual Infantil (CSAM), removendo-o, suspendendo permanentemente contas e trabalhando com governos locais e autoridades policiais conforme necessário. Qualquer pessoa que use ou incentive o Grok a criar conteúdo ilegal sofrerá as mesmas consequências que se enviar conteúdo ilegal. Para mais informações sobre nossas políticas, consulte nossas páginas de ajuda para as Regras X completas e a variedade de opções de fiscalização." *Giovanna é nome fictício para preservar a identidade da vítima. Crise da memória RAM pode deixar celulares, notebooks e até carros mais caros no Brasil Entenda nova regra que exige confirmação de idade de usuários por sites e aplicativos IA que 'revive' familiares mortos viraliza e acende debate sobre tecnologia do luto

Golpe do amor: após 'Brad Pitt no RS', polícia ensina a reconhecer e denunciar fraudes na internet

Publicado em: 08/01/2026 04:00

Delegado explica como prevenir "golpe do amor" virtual Uma recente onda de memes com imagens do ator americano Brad Pitt em pontos turísticos do Rio Grande do Sul, geradas por inteligência artificial, serviu de gancho para um alerta da Polícia Civil sobre um crime cada vez mais comum: o "golpe do amor". A brincadeira começou após uma mulher gaúcha afirmar que estava noiva do astro, o que mais tarde ela descreveu como uma piada. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Embora o caso tenha gerado humor nas redes sociais, a tecnologia por trás das imagens é a mesma utilizada por criminosos para aplicar golpes sofisticados e causar prejuízos financeiros e emocionais. Um exemplo real ocorreu no ano passado em São Borja, quando uma gaúcha foi vítima do "golpe do amor" ao acreditar que estava noiva de um cantor do Paraná. Um golpista usava imagens do artista Gabriel Pasa para manter relacionamentos virtuais com várias mulheres e extrair dinheiro em forma de presentes. O delegado Eibert Moreira, diretor do Departamento de Repressão a Crimes Cibernéticos da Polícia Civil do RS, explica que a tecnologia de IA já permite a criação de vídeos e áudios falsos muito realistas. Segundo ele, os golpistas coletam fotos e vídeos disponíveis na internet para "treinar" um modelo de inteligência artificial, que passa a reproduzir a imagem e a voz da pessoa com movimentos convincentes. No "golpe do amor", os criminosos se passam por celebridades ou até por membros de forças armadas estrangeiras para estabelecer um vínculo emocional rápido com a vítima. "Surge uma paixão, um amor relâmpago, de forma muito rápida", descreve o delegado. Uma vez que a vítima está envolvida, o golpista inventa uma necessidade urgente de dinheiro, como o custo de uma passagem para um encontro, e solicita o pagamento. A principal recomendação para não cair nesse tipo de fraude é desconfiar de qualquer relacionamento virtual que evolua de forma muito intensa e, principalmente, que envolva pedidos de dinheiro. "Sempre que houver pedido de dinheiro, dá para desconfiar. Junto com isso, surge o pedido de um pagamento através de Pix. A gente precisa desconfiar dessas situações", alerta o delegado. Caso uma pessoa se torne vítima, a orientação é procurar a polícia imediatamente. O delegado garante que o departamento dispõe de tecnologia para rastrear as conexões e identificar os autores com alto grau de certeza. "Nossas investigações conseguem um grau de certeza tão grande que o Poder Judiciário e o Ministério Público têm decretado prisões preventivas habitualmente", ressaltou. Apenas no primeiro ano de atuação da delegacia especializada, mais de 81 pessoas envolvidas em golpes cibernéticos foram presas. "Memes" de Brad Pitt no Rio Grande do Sul circularam pela internet imagens geradas por Inteligência Artificial Golpe do namoro virtual: entenda o que é e por que as pessoas ainda caem VÍDEOS: Tudo sobre o RS

Casal é preso pela PF em São Carlos em operação contra abuso sexual infantil na internet

Publicado em: 06/01/2026 10:40

Operação da PF prende casal em São Carlos (SP) Divulgação/ Polícia Federal Um homem e uma mulher foram presos em flagrante pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (6), em São Carlos (SP), durante a Operação "Olho de Thundera". A ação, coordenada pela delegacia da PF em Araraquara (SP), visa combater a posse e o compartilhamento de material de abuso sexual infantojuvenil na internet. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram De acordo com a Polícia Federal, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em residências de investigados na cidade. Durante o cumprimento das medidas, a análise preliminar realizada nos dispositivos eletrônicos dos dois suspeitos revelou a existência de diversos arquivos ilícitos envolvendo crianças e adolescentes. Mais notícias da região: VÍDEO: Jiboia de 2 metros é capturada em árvore em frente à residência no interior de SP PERIGO: Lombada irregular e sem sinalização causa grave acidente e gera reclamação FEMINICÍDIO: Quem era Jéssica Flora, mulher assassinada a facadas pelo companheiro Diante das evidências, o casal foi detido pelos crimes de armazenamento e compartilhamento de vídeos contendo cenas de sexo com menores de idade. Segundo a PF, tratam-se de crimes de natureza permanente previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Os celulares apreendidos foram encaminhados ao laboratório de perícia da Polícia Federal. Os aparelhos passarão por uma análise detalhada para identificar outros arquivos — inclusive os que possam ter sido excluídos — e para rastrear conexões com outros usuários. As investigações continuam para localizar eventuais cúmplices e identificar vítimas. Celulares apreendidos pela PF em São Carlos (SP) Divulgação/ Polícia Federal Olho de Thundera A operação foi batizada de "Olho de Thundera" em referência ao símbolo da série animada "Thundercats", que representa a "visão além do alcance". Segundo a corporação, a analogia indica que a Polícia Federal mantém vigilância aguçada no mundo cibernético para detectar ameaças e proteger crianças e adolescentes, permitindo uma reação rápida das autoridades. Veja o que é destaque no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Alerta aos pais e responsáveis A Polícia Federal aproveitou a deflagração da operação para emitir um alerta sobre a importância do monitoramento parental no ambiente virtual. A corporação destaca que a prevenção é a maneira mais eficaz de garantir a segurança. Recomendações da PF: Monitoramento: Acompanhar de perto as atividades online de crianças e adolescentes. Diálogo: Conversar abertamente sobre os perigos da internet e orientar sobre o uso seguro de redes sociais e jogos. Atenção aos sinais: Ficar atento a mudanças bruscas de comportamento, como isolamento repentino ou segredo excessivo em relação ao uso de celulares e computadores. Instrução: Ensinar os jovens a pedir ajuda caso recebam contatos inadequados. A sociedade pode colaborar com o combate a este tipo de crime denunciando condutas suspeitas. As informações podem ser passadas diretamente às autoridades competentes ou por meio da plataforma nacional de denúncias, o Comunica PF (gov.br/pf). A PF ressalta que, embora a legislação ainda utilize o termo "pornografia", a comunidade internacional e as autoridades policiais têm adotado as terminologias "abuso sexual" ou "violência sexual" de crianças e adolescentes. A mudança na nomenclatura busca dar a real dimensão da violência e do impacto devastador infligido às vítimas. REVEJA VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

Palavras-chave: cibernético

China propõe regras para ferramentas de inteligência artificial que simulam humanos

Publicado em: 27/12/2025 15:19

China divulgou um conjunto de regras para reforçar a supervisão de IA projetadas para simular personalidades humanas Foto/ TJGO O órgão regulador cibernético da China divulgou neste sábado (26), para consulta pública, um conjunto de sugestões de regras para reforçar a supervisão a serviços de inteligência artificial (IA) projetados para simular personalidades humanas e envolver os usuários em interações emocionais. A medida ressalta o esforço do governo local para lidar com a rápida implantação da IA voltada ao consumidor, fortalecendo os requisitos éticos e de segurança. As regras propostas se aplicariam a produtos e serviços de IA oferecidos ao público na China que apresentam traços simulados de personalidade humana, padrões de pensamento e estilos de comunicação. Eles interagem com os usuários emocionalmente por meio de texto, imagens, áudio, vídeo ou outros meios. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A brasileira que viraliza traduzindo o caos da IA: 'As pessoas estão perdidas' A minuta estabelece uma abordagem regulatória exigindo que os provedores alertem os usuários contra o uso excessivo e intervenham quando os usuários mostrarem sinais de dependência. De acordo com a proposta, os provedores de serviços seriam obrigados a assumir responsabilidades de segurança durante todo o ciclo de vida do produto e estabelecer sistemas para revisão de algoritmos, segurança de dados e proteção de informações pessoais. A minuta também visa os possíveis riscos psicológicos. Espera-se que os provedores identifiquem os estados dos usuários e avaliem suas emoções e seu nível de dependência do serviço. Se os usuários apresentarem emoções extremas ou comportamento viciante, os provedores deverão tomar medidas necessárias para intervir, segundo o documento. As medidas estabelecem limites para conteúdo e conduta, afirmando que os serviços não devem gerar conteúdo que ponha em risco a segurança nacional, espalhe rumores ou promova a violência ou a obscenidade. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja mais: O ChatGPT está nos deixando burros? IA: 4 perguntas para se fazer antes de usar qualquer ferramenta de inteligência artificial

Está na hora de atualizar a conexão e a cibersegurança da sua empresa?

Publicado em: 23/12/2025 14:58

Um estudo global divulgado recentemente apontou que 55% das empresas brasileiras sofreram algum tipo de ataque cibernético com perdas materiais nos últimos 12 meses e 84% delas tiveram a mesma experiência em algum momento de sua operação. Analisando as empresas entrevistadas ao redor do mundo que também sofreram ciberataques, 68% delas observaram um impacto considerável no preço de suas ações e 92% enfrentaram consequências legais ou regulatórias, como multas e ações judiciais. Para que a sua empresa não precise fazer parte desses resultados, nem enfrente prejuízos como os citados acima, abaixo estão 7 sinais claros de que a cibersegurança da sua empresa precisa ser modernizada. Sua empresa não conta com uma equipe de segurança digital e/ou seus funcionários não estão devidamente treinados para se proteger de ciberameaças Sua empresa não conta com políticas, protocolos de resposta ou monitoramento contínuo diante de ciberataques, o que faz com que a organização reaja – em vez de prevenir – aos ataques digitais Sua empresa utiliza plataformas em nuvem, mas não realiza o backup regular dessas informações, nem as protege de forma adequada Os sistemas e redes da sua empresa acumulam tentativas de login suspeitas, principalmente de regiões ou dispositivos desconhecidos Sua empresa não controla a forma como os colaboradores acessam redes e sistemas corporativos, sendo que o acesso via dispositivos pessoais ou através de conexões Wi-Fi públicas pode aumentar os riscos de segurança a dados sensíveis Sua empresa não se preocupa em manter atualizados os softwares e sistemas operacionais Sua empresa não realiza backups regularmente, não conta com um plano de recuperação diante da perda ou do roubo de dados, nem possui uma estratégia adequada de backup, como a redundância no armazenamento de dados, por exemplo Se a sua empresa se identificou com dois ou mais desses sinais, a questão deixa de ser “se” um ataque vai acontecer e passa a ser “quando”, e qual será o impacto dele nas suas operações. Quando a rede também precisa de um upgrade Não é apenas a cibersegurança que dá sinais quando está vulnerável de alguma forma: a conexão é outra peça do quebra-cabeça corporativo que ajuda a mostrar quando a infraestrutura já não acompanha a realidade empresarial. Entre os sinais claros que indicam que a conexão cresceu menos do que o próprio negócio estão: Reclamações constantes de internet lenta e diminuição da velocidade de resposta ao utilizar sistemas críticos, acessar arquivos compartilhados e fazer chamadas de vídeo Lentidão significativa em horários de pico Dificuldade para suportar novos softwares ou sistemas empresariais Falta de escalabilidade da rede, com dificuldade para suportar novos colaboradores, aumento no tráfego ou no volume de dados Precisa modernizar? Conte com a Ligga! Conexão e cibersegurança funcionam como uma via de mão dupla. Não existe rede de qualidade sem proteção adequada, nem segurança robusta em uma rede instável. Para ter o melhor dos dois mundos quando se fala em conectividade ágil e segura, a melhor opção é ter a Ligga como a sua parceira de negócios. Oferecemos planos de internet 100% fibra para um desempenho incomparável, além de soluções de segurança como anti-DDoS e proteção integrada SD-WAN para blindar a sua empresa contra ameaças digitais. Conheça nossas soluções e descubra qual a melhor combinação de serviços para o seu negócio.

Palavras-chave: cibernético

Agência de notícias do governo de Sergipe é hackeada e criminosos deixam mensagem de ódio

Publicado em: 23/12/2025 07:50

Foto ilustrativa de teclado de computador AFP A gência de notícias do governo de Sergipe foi alvo de um ataque cibernético na manhã desta terça-feira (23). Durante a invasão, criminosos conseguiram alterar o conteúdo da página inicial para exibir mensagens de ódio. A equipe técnica responsável pelo site identificou a invasão e derrubou o acesso pouco tempo depois. No entanto, até a última atualização desta reportagem, a agência de notícias permanecia fora do ar e não havia previsão para o restabelecimento completo dos serviços online. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 SE no WhatsApp O governo ainda não se pronunciou oficialmente, mas informou que já está trabalhando para retomar a normalidade do sistema e apurar a origem do ataque. Veja os vídeos que estão em alta no g1

Palavras-chave: cibernético