Arquivo de Notícias Resultados para: "cibernético"

Investigado por induzir mães a produzirem cenas de exploração sexual dos filhos é alvo do MPSC

Publicado em: 26/08/2025 11:46

Força-tarefa de SC investiga homem por induzir mães a produzirem cenas de exploração sexual dos filhos Gaeco/Divulgação O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) de Santa Catarina deflagrou nesta terça-feira (26) uma operação contra um homem apontado por induzir mães a produzirem cenas de exploração sexual dos próprios filhos. O investigado foi alvo de um mandado de busca e apreensão. Batizada de Expurgo II, a ação combate a produção e o armazenamento de material de violência sexual contra crianças e adolescentes no estado. A investigação é coordenada pela força-tarefa do Gaeco, ligada ao Ministério Público (MPSC). ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Nesta manhã, o grupo cumpriu dois mandados de busca e apreensão em Criciúma, no Sul, e em Ibirama, no Vale do Itajaí. As ordens foram expedidas pela Justiça de Rio do Sul. A investigação começou após a Polícia Federal (PF) passar informações por meio da Coordenação de Repressão aos Crimes Cibernéticos Relacionados ao Abuso Sexual Infantojuvenil (CGCIBER). A apuração identificou que o homem armazenava arquivos de exploração e também buscava contato com mães das vítimas. "As investigações seguem em andamento para confirmar o envolvimento dos alvos e identificar outros possíveis participantes da rede criminosa", informou o Gaeco. Homem é suspeito de induzir mães a produzirem cenas de exploração sexual dos próprios filhos Gaeco/Divulgação Expurgo A operação é um desdobramento da primeira ação, deflagrada em junho deste ano, quando foram presos em flagrante quatro dos investigados, e cumpridos outros 10 mandados de busca e apreensão, em diversas cidades de Santa Catarina. Desde a primeira ação, os investigadores buscam frear criminosos que armazenam e compartilham conteúdo de violência sexual infantil na internet. LEIA TAMBÉM: Ação com apoio dos EUA prende investigados por armazenar material de abuso Professor de creche preso suspeito de estupro contra alunos é denunciado Suspeita de aliciar menores para prostituição é alvo do Gaeco Infância despedaçada: a dor de uma mãe à espera de justiça VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

Palavras-chave: cibernético

Golpe do motel: polícia prende suspeitos de extorquir pessoas para não divulgar supostas infidelidades no RS

Publicado em: 26/08/2025 07:32

Golpe do motel: polícia prende suspeitos de extorquir pessoas para não divulgar supostas infidelidades no RS Polícia Civil/Divulgação A Polícia Civil prendeu cinco pessoas durante operação nesta terça-feira (26) suspeitas de praticar o golpe do motel: um esquema de extorsão contra vítimas que frequentavam motéis em Porto Alegre e Região Metropolitana e que estariam, supostamente, sendo infiéis – traindo cônjuges. De acordo com o Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos, os criminosos exigiam até R$ 15 mil para não divulgar as supostas infidelidades. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Eles entravam em contato com as vítimas pela internet e, se passando por detetives particulares, diziam que foram contratados pelos cônjuges para investigar supostas traições e ameaçavam expor o material registrado, como fotos. O dinheiro exigido era para ficarem em silêncio (veja uma das mensagens acima). O caso começou a ser investigado em junho deste ano e 10 vítimas foram identificadas. A Polícia Civil descobriu que os criminosos alugaram suítes, monitoravam clientes de motéis na saída dos dos estabelecimentos e registravam fotografias. Com dados da placa dos veículos, identificavam os proprietários e conseguiam entrar em contato. Mulher presa sob suspeita de aplicar golpe do motel no RS Polícia Civil/Divulgação Uma das pessoas foi presa é uma mulher de 27 anos que foi localizada em Eldorado do Sul. Ela era uma das que ficavam monitorando pessoas em motéis. Outros suspeitos ficavam responsáveis pelas extorsões – que ocorriam, na maioria, de dentro da prisão, por pessoas que já cumpriam pena. No total, são cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão em Eldorado do Sul e Charqueadas. VÍDEOS: Tudo sobre o RS

Palavras-chave: cibernético

Homem preso por ameaçar influenciador Felca vendia fotos de crianças vítimas de estupro digital

Publicado em: 25/08/2025 20:51

Homem preso por ameaçar influenciador Felca vendia fotos de crianças vítimas de estupro digital Reprodução/TV Globo Está preso em Olinda o homem suspeito de ameaçar de morte o influenciador Felca, que denunciou a exposição e exploração de crianças e adolescentes nas plataformas digitais. Cayo Lucas Rodrigues dos Santos, de 22 anos, foi preso em uma casa na cidade de Olinda, em uma operação conjunta das polícias de São Paulo e Pernambuco. Ele é suspeito de ameaçar o influenciador Felipe Bressanim Pereira, o Felca, depois que Felca denunciou a exploração de crianças e adolescentes nas redes sociais. No momento da prisão de Cayo, um computador estava aberto em uma página restrita da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco. O outro homem que estava na casa com Cayo, identificado como Paulo Vinicius e que seria o dono do computador, foi preso em flagrante por invasão a sites oficiais. “Ele confessou inclusive que tinha acesso a todos os sistemas das polícias do Brasil, sistemas do Poder Judiciário, sistemas de mandado de prisão, conseguindo inserir informações de mandado de prisão de qualquer indivíduo, de qualquer inimigo que fosse pessoa inimiga do grupo", diz Eronides Meneses, delegado de Repressão aos Crimes Cibernéticos de PE. “No próprio computador, vimos registro de pesquisas sobre o influenciador Felca, conversas no WhatsApp sobre a atuação policial. De fato, eles sabiam que estavam sendo investigados e que cometiam crime gravíssimo, por isso foram presos em flagrante", disse Guilherme Caselli, delegado da Polícia Civil de SP. O mandado de prisão, expedido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, traz trechos das ameaças feitas por e-mail ao influenciador Felca: “Prepara para morrer. Você vai pagar com a sua vida.” “Você vai morrer, se prepara por sua vida, você corre risco e vai pagar com a sua vida.” O despacho também destacou que Cayo fez falsas acusações de pedofilia contra Felca. As investigações apontam ainda que ele postou em grupos de conversa um mandado falso de prisão contra o influenciador. A Polícia de São Paulo já monitorava Cayo Lucas Rodrigues dos Santos antes mesmo das ameaças ao influenciador Felca. O núcleo que combate crimes virtuais contra crianças e adolescentes investigava as atividades dele na internet desde novembro de 2024. Segundo a polícia, ele fazia parte de uma organização criminosa que explorava pornografia infantil e praticava estupros virtuais. As investigações mostram que a quadrilha usava dados dos responsáveis para chantagear e abusar de crianças e adolescentes. A polícia diz que Cayo se sentiu ameaçado com vídeo que viralizou com denúncias de adultização feitas por Felca, e acabou se expondo mais nas redes, facilitando a localização dele em Olinda. Segundo o secretário da Segurança Pública Paulista, Guilherme Derrite, a expectativa agora é pela transferência de Cayo para São Paulo, para continuar as investigações sobre os crimes virtuais que ele praticava. “Nós vamos extrair todos os dados dos computadores que estavam abertos, solicitar quebra de sigilo dos aparelhos celulares apreendidos e, a partir daí, outros conteúdos provavelmente serão analisados pelo serviço de inteligência da Polícia Civil e, provavelmente, novas fases de operações, cumprimentos de mandados de busca e até prisões poderão ser desencadeados nos próximos dias", disse Guilherme Derrite, secretário da Segurança Pública de SP. O Jornal Nacional não conseguiu contato com as defesas dos dois presos.

Palavras-chave: cibernético

Homem preso por ameaçar Felca é investigado por exploração de menores em 'desafios' da internet

Publicado em: 25/08/2025 14:34

Delegados falam sobre prisão de homem que enviou ameaças a youtuber Felca O homem preso nesta segunda-feira (25) por ameaçar o youtuber Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, também é investigado por fazer parte de uma quadrilha que, por meio de "desafios" na internet, promovia exploração sexual de crianças e adolescentes. Cayo Lucas Rodrigues dos Santos, de 22 anos, foi detido em Olinda, pelas polícias civis de São Paulo e de Pernambuco. No dia 6 de agosto, Felca publicou um vídeo-denúncia sobre exploração e abuso de crianças e adolescentes na internet. O youtuber fez um compilado de denúncias sobre influenciadores que abusam da imagem de crianças, e relatou como o algoritmo divulga esse tipo de conteúdo. Desde então, ele recebia ameaças e um dos responsáveis seria o homem detido em Pernambuco. Junto com ele, foi preso outro jovem, identificado apenas como Paulo Vinícius, flagrado acessando indevidamente sistemas da Secretaria de Defesa Social. ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp Em coletiva de imprensa, o delegado de São Paulo Guilherme Caselli contou que Cayo Lucas costumava ganhar dinheiro vendendo acessos a informações sigilosas, por meio da invasão a sistemas das secretarias de segurança e do Judiciário de diversos estados. Ele responde pelos crimes de associação criminosa e ameaça. Questionado sobre o porquê de Felca ter virado alvo do criminoso, o delegado afirmou que há a possibilidade de isso ter ocorrido devido a uma suposta participação de Cayo Lucas com uma rede de exploração de menores na internet. "Tem uma possibilidade [...] a investigação ainda está em curso, mas que, de fato, ele participe de uma organização, de uma estrutura, que tem um apelo, via rede Discord, de exploração sexual de crianças e adolescentes, através daqueles famigerados desafios. Através desses desafios, eles exploram sexualmente crianças e adolescentes. Mas, entenda, isso ainda está na fase embrionária", informou o delegado. LEIA TAMBÉM: Saiba quem é o homem preso em Olinda por fazer ameaças a Felca Preso por ameaçar Felca vendia material infantil na internet, diz Derrite Felca enumera resultados duas semanas após denúncia contra adultização de crianças Preso por ameaçar Felca é preso em Olinda pela Polícia Civil de SP Reprodução/Polícia Civil Segundo o delegado, Cayo Lucas e Paulo Vinícius moravam em casas próximas e frequentavam as residências um do outro. No momento em que a polícia chegou, Cayo se preparava para sair de casa. Já Paulo Vinícius foi preso porque ele foi flagrado acessando sistemas sigilosos. "Nós sabíamos que ele [Paulo] era associado, não temos provas de que ele participou, que ele concorreu nas ameaças. Mas, no dispositivo, no ambiente onde os dois estavam, nós encontramos o computador que era dispositivo desse que foi preso em situação flagrancial. E aí sim, de fato, a gente viu o acesso a diversas plataformas. No próprio computador, a gente viu o registro de pesquisa sobre o influenciador digital Felca, vimos conversas ali no WhatsApp que estavam abertas falando da atuação policial. Então, de fato, eles sabiam que eles estavam sendo investigados", explicou. Ainda segundo o delegado, embora tenham conhecimento avançado em informática, os dois homens são, na verdade, "oportunistas", que compravam acesso a ferramentas para praticar os crimes e, assim, ganhar dinheiro. "São pessoas que, de fato, têm um conhecimento elevado de informática, mas a gente não pode dizer que são hackers. São oportunistas, porque eles não fazem programação. A vulnerabilidade que eles buscam [nos sistemas], eles compram essa espécie de vulnerabilidade através de bancos de dados com login e senha", disse. A prisão Polícia de SP prende homem acusado de fazer ameaças ao youtuber Felca O delegado Eronides Meneses, da Delegacia de Crimes Cibernéticos de Pernambuco, disse que, inicialmente, foram feitas buscas por Cayo Lucas em Gravatá, no Agreste, onde ele mora. Entretanto, a polícia descobriu que ele tinha se mudado para Olinda, onde morava perto de Paulo Vinícius, o outro homem preso. O delegado informou que as investigações sobre os crimes desse segundo suspeito serão tocadas no estado. "Eles foram autuados em flagrante pelo crime do artigo 154-A do Código Penal, a pena chega a até cinco anos, de invasão de dispositivo informático com acesso a informações sigilosas. [...] Já representei pela manutenção e conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva", declarou. A Polícia Civil de São Paulo pediu a transferência de Cayo Lucas para um presídio em São Paulo, para responder pelos crimes. Entretanto, a Justiça é quem deve decidir. Conteúdo das ameaças Os e-mails com ameaças foram enviados no dia 16 de agosto e fazem referência ao vídeo no qual Felca denunciou o influenciador Hytalo Santos por exploração de menores de idade nos conteúdos que divulga nas redes sociais. Em um dos e-mails, enviado às 5h30 da manhã, o remetente diz "você acha que vai ficar impune por denunciar o Hytalo Santos". A mensagem prossegue com ameaças: "Você tá enganado você vai ferrar muito sua vida", "prepara pra morrer" e "você vai pagar com a sua vida". Um segundo e-mail, enviado às 8h05 pelo mesmo remetente, reitera as ameaças. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

Justiça de SP determina soltura de donos da Camisaria Colombo, suspeitos de fraude milionária

Publicado em: 25/08/2025 14:24

Donos da Camisaria Colombo são alvos de operação por fraude milionária A Justiça de São Paulo determinou a soltura dos irmãos Álvaro Jabur Maluf e Paulo Jabur Maluf, donos da Camisaria Colombo, presos na quinta-feira (21) por suspeita de fraude milionária no sistema bancário e ocultação de patrimônio. A decisão é de primeira instância. Como o delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Artur Dian, não pediu prorrogação da temporária nem preventiva, o juiz determinou que os irmãos fossem colocados em liberdade, sem medidas cautelares. Bruno Gomes de Souza, representante legal da BS Capital, também foi preso na quinta-feira. O grupo criminoso, formado por pelo menos sete pessoas, é investigado pelos crimes de furto mediante fraude e fraude contra credores. Segundo a polícia, eles exploraram uma falha em um sistema de pagamentos para gerar créditos falsos. Alvo de mandado de prisão temporária, Mauricio Miwa, funcionário da empresa de gestão de valores, está no exterior. O empresário Paulo Jabur Maluf Reprodução Outros mandados Além das prisões, a Justiça também autorizou o cumprimento de mais 12 mandados de busca e apreensão em endereços na capital paulista, Birigui e Avaré, cidades do interior do estado, e Brasília. Os outros investigados são pessoas beneficiadas pelos valores que foram transferidos da conta da empresa BS Capital. O g1 tenta contato com as defesas dos alvos da operação. O advogado Victor Waquil Nasralla, que defende Álvaro, informou que "somente teve ciência da presente investigação na data de hoje. Até o momento, contudo, não lhe foi franqueado o acesso integral aos autos, o que inviabiliza qualquer manifestação mais aprofundada sobre o caso. Não obstante, todas as medidas cabíveis já estão sendo adotadas a fim de garantir o pleno exercício do direito de defesa". A defesa de Paulo, feita pelo escritório Bialski Advogados Associados, informou que seu cliente "nega que ele tenha praticado qualquer tipo de fraude e que as operações financeiras contestadas foram devidamente explicadas em seu depoimento. Acresça-se que o desacordo entre as partes ainda pende da devida prestação de contas. E, nosso cliente nunca se recusou a ressarcir eventual prejuízo. Por fim, a defesa espera a restituição da liberdade de Paulo e irá comprovar que, efetivamente, ele jamais agiu de má fé ou de forma criminosa." Mais de 20 policiais da Divisão de Crimes Cibernéticos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de São Paulo participam da operação. "Esse esquema perdurou por algum tempo, tendo como vítima a instituição financeira. Ela detectou desvios, eventuais desvios nas operações ali... com determinado cliente, que é a empresa Colombo. E aí veio nos procurar. Procurou a Divisão de Crimes Cibernéticos e iniciou-se a investigação", falou à TV Globo o delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Artur Dian. Como o esquema funcionava Camisaria Colombo Reprodução/Shopping Gurarapes As investigações começaram em dezembro após uma denúncia formalizada pela instituição financeira PagSeguro, que apontou um furto milionário por meio de fraude tecnológica. Segundo as investigações, o esquema tinha como finalidade dissimular bens e valores em processo da recuperação judicial da Camisaria Colombo, dando prejuízo a credores do sistema financeiro nacional. Paulo Barbosa, delegado de Polícia Divisionário da DCCIBE/Deic, explicou como o grupo agia: A operação em si era feita por meio de uma conta operada pelos proprietários da empresa, utilizando uma conta de meio de pagamento; A Camisaria Colombo contratou uma empresa terceirizada que fazia a gestão de todos os pagamentos de franquias, de fornecedores, de funcionários; Ao encontrar uma vulnerabilidade no sistema, esse gestor fez o "verdadeiro milagre da multiplicação dos peixes", segundo o delegado; Ele remetia valores para outras contas, esses valores chegavam ao destino, mas não eram debitados na origem. Segundo o delegado, "ele conseguiu operar em mais de 2.500 transações ao longo de 20 dias. O dinheiro já foi destinado a outra seis empresas fora da capital, que foram objetos de cumprimento de mandado de busca e apreensão. Houve R$ 21 milhões de prejuízo. As transações foram de R$ 26 milhões no total. Desses R$ 26 milhões, a empresa tinha como crédito em conta-corrente cinco. Então ele utilizou desse cinco para multiplicar os 26, aí houve esse milagre“. O grupo conseguiu transferir cerca de R$ 21 milhões para uma conta da BS Capital. Desse total, R$ 9 milhões foram transferidos entre os dias 1º e 21 de outubro do ano passado. Procurada pela equipe de reportagem, o PagSeguro informou que "não comenta sobre processos judiciais.” A Camisaria Colombo foi fundada em 1917, em São Paulo, e se consolidou como uma das maiores varejistas de moda masculina do país. A rede vende ternos, camisas, gravatas e outros itens de vestuário, com lojas em shoppings e centros comerciais. Polícia Civil de São Paulo faz operação contra donos da Camisaria Colombo Divulgação/Polícia Civil de SP Endereço ligado a Paulo Jabur Maluf, um dos alvos da 'Operação Fractal' da Polícia Civil de São Paulo Divulgação/Polícia Civil de SP

Palavras-chave: cibernéticovulnerabilidade

Saiba quem é o homem preso em Olinda por fazer ameaças ao youtuber Felca

Publicado em: 25/08/2025 12:03

Polícia de SP prende homem acusado de fazer ameaças ao youtuber Felca Cayo Lucas Rodrigues dos Santos é o nome do homem preso nesta segunda-feira (25), acusado de ameaças ao youtuber e humorista Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca. O homem, que tem 22 anos, foi detido em casa, em Olinda, pela Polícia Civil de São Paulo, responsável pela investigação (veja vídeo acima). No dia 6 de agosto, Felca publicou um vídeo-denúncia sobre exploração e abuso de crianças e adolescentes na internet. O youtuber faz um compilado de denúncias sobre influenciadores que abusam da imagem de crianças, e relata como o algoritmo divulga esse tipo de conteúdo. De acordo com a polícia de São Paulo, Cayo Lucas costumava vender vídeos e fotos de vítimas de estupro virtual e, por isso, fez ameaças ao youtuber depois do vídeo. Já a polícia pernambucana disse que o criminoso já era investigado em Pernambuco por outros crimes, sem informar quais. ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp No momento em que foi detido, Cayo Lucas estava acompanhado de outro homem e, de acordo com a Polícia Civil de Pernambuco, ele foi preso em flagrante por invasão de dispositivo informático. Os dois foram levados para a Delegacia de Crimes Cibernéticos, na Boa Vista, na região central do Recife. De acordo com o cadastro de Cayo Lucas na Secretaria de Defesa Social (SDS), ele tem fundamental completo e tem as ocupações "estudante, mensageiro e office-boy". Segundo a investigação da polícia de SP, Cayo Lucas utilizava uma conta na rede social Telegram para anunciar serviços criminosos. Numa postagem, ele prometia obter identidade, bloquear contas bancárias e pegar foto 3x4 "de qualquer pessoa do Brasil". Preso por ameaçar Felca é preso em Olinda pela Polícia Civil de SP Reprodução/Polícia Civil LEIA TAMBÉM: Polícia de SP prende homem acusado de fazer ameaças ao youtuber Felca Preso por ameaçar Felca vendia material infantil na internet, diz Derrite Felca enumera resultados duas semanas após denúncia contra adultização de crianças Em pesquisa no Telegram pelo nome de usuário utilizado por Cayo Lucas, é possível ver um canal em que ele é "denunciado" por ser "lammer" e "lotter", termos utilizados por hackers para denominar fraudadores amadores e que usam "ferramentas" de outras pessoas, sem entender bem o funcionamento. Nos sistemas do Tribunal de Justiça de Pernambuco, consta que Cayo Lucas responde a um processo por crime de trânsito. Cayo Lucas foi preso em cumprimento a um mandado de prisão temporária expedido no sábado (23) pela Vara Criminal de Plantão do Tribunal de Justiça de São Paulo. No documento, consta que ele é investigado pelo crime de ameaça. Segundo a Polícia Civil pernambucana, após prestar depoimento, os dois homens presos serão apresentados em audiência de custódia e permanecerão à disposição da Justiça. O que diziam os e-mails Os e-mails com ameaças foram enviados no dia 16 de agosto e fazem referência ao vídeo no qual Felca denunciou o influenciador Hytalo Santos por exploração de menores de idade nos conteúdos que divulga nas redes sociais. Em um dos e-mails, enviado às 5h30 da manhã, o remetente diz "você acha que vai ficar impune por denunciar o Hytalo Santos". A mensagem prossegue com ameaças: "Você tá enganado você vai ferrar muito sua vida", "prepara pra morrer" e "você vai pagar com a sua vida". Um segundo e-mail, enviado às 8h05 pelo mesmo remetente, reitera as ameaças. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

Palavras-chave: cibernéticohackerhackers

Facebook remove grupo italiano que compartilhava fotos íntimas de mulheres na internet: 'Homens escreviam sem esconder nome e rosto'

Publicado em: 23/08/2025 00:00

Facebook Beata Zawrzel/NurPhoto via Getty Images O Facebook removeu um grupo italiano em que homens compartilhavam imagens íntimas de mulheres, muitas vezes sem o consentimento delas, com milhares de pessoas online. O grupo 'Mia Moglie' — que em inglês significa 'minha esposa' — tinha cerca de 32 mil membros antes de ser fechado nesta semana. A descoberta gerou indignação entre italianos, que estão preocupados com o crescimento de outros grupos semelhantes em sua ausência. A Meta, dona do Facebook, afirmou ter encerrado a página "por violar nossas políticas de Exploração Sexual de Adultos". Capturas de tela feitas antes da remoção do grupo no Facebook pareciam mostrar fotos de mulheres em diferentes estados de nudez, às vezes dormindo ou em momentos íntimos. Sob as publicações, havia inúmeros comentários sexualmente explícitos de homens. Alguns diziam que queriam "estuprar" a mulher, enquanto outros elogiavam o caráter secreto de algumas das fotografias. A página foi denunciada pela escritora Carolina Capria, que publicou online dizendo ter se sentido "enjoada" e "assustada" com o que viu. "Essa ligação entre violência e sexualidade está tão enraizada em nossa cultura que, em um grupo público, homens escrevem sem esconder seus nomes e rostos", afirmou. Fiorella Zabatta, do partido European Greens, disse nas redes sociais que aquilo "não era apenas diversão inofensiva", mas sim um "estupro virtual". "Essas plataformas precisam ser combatidas, essa ideia tóxica de masculinidade deve ser combatida, e todos nós precisamos agir: a sociedade civil e a política também." Teve um nude vazado? Prática é crime; saiba como juntar provas, denunciar e pedir remoção O revenge porn, compartilhamento de imagens ou vídeos sexualmente explícitos que deveriam permanecer privados, foi criminalizado na Itália em 2019. Segundo a imprensa italiana, mais de mil pessoas já denunciaram o grupo à unidade policial que investiga crimes cibernéticos. Em nota, a Meta acrescentou: "não permitimos conteúdos que ameacem ou promovam violência sexual, agressão sexual ou exploração sexual em nossas plataformas". A descoberta da página italiana no Facebook levou alguns a traçarem paralelos com o caso Pelicot, na França. No ano passado, Dominique Pelicot foi condenado a 20 anos de prisão por drogar, abusar e convidar estranhos a estuprar sua então esposa, Gisèle Pelicot. Apesar de virtual, Capria disse que o episódio mostrava que o caso Pelicot não foi uma anomalia, já que, em ambos, havia "um homem que acredita poder controlar sua esposa, e para quem a sexualidade está intrinsecamente ligada à opressão". O que é deepfake e como ele é usado para distorcer realidade ‘Violentada a cada clique’, vítimas contam consequências da pornografia de revanche Teve um nude vazado? Prática é crime; saiba como denunciar

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