Arquivo de Notícias Resultados para: "cibernético"

Operação policial combate esquema que desviou 68 veículos de locadoras em fraudes cibernéticas

Publicado em: 10/12/2025 07:22

Polícia Civil do Ceará terá Departamento de Homicídios e quatro Delegacias de Proteção à Pessoa Divulgação A Polícia Civil do Ceará realiza nesta quarta-feira (10) a Operação "Checkout", com o objetivo de desmantelar um esquema interestadual especializado em fraudes cibernéticas e desvio de veículos. A ação contou com apoio federal e a cooperação de polícias civis de outros estados. Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp O alvo dos bandidos era uma empresa de locação de veículos. Segundo as investigações, o esquema criminoso funcionava da seguinte forma: os criminosos obtinham dados da empresa de forma ilegal; com os dados, eles acessavam a plataforma de reservas de veículos; os bandidos então faziam reservas ilegais; com o veículo alugado de forma ilegal, eles anunciam a venda do carro. A organização criminosa roubou 68 veículos da frota da empresa locadora de carros. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os carros roubados eram posteriormente revendidos em redes sociais, aplicativos de mensagens e na Dark Web, sendo destinados a desmanches ou enviados para países vizinhos, conforme apurou a polícia. Mandados de busca e de prisão Nesta fase, a operação busca cumprir 18 medidas cautelares autorizadas pela Justiça: 17 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva. As buscas ocorrem nas cidades de Fortaleza e Eusébio, no Ceará; em São Paulo e em Tocantins. A polícia também executa outras medidas judiciais, como a quebra de sigilo telemático e telefônico dos investigados, o bloqueio dos veículos identificados e o bloqueio de R$ 3 milhões de bens por investigado, no intuito de descapitalizar a organização. Os suspeitos respondem aos crimes de invasão de dispositivo informático, furto qualificado por meio eletrônico, falsidade ideológica e organização criminosa. Eles também são investigados por lavagem de dinheiro. As penas dos crimes somados podem ultrapassar 35 anos de prisão, além de multa. A operação é coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) da Polícia Civil cearense e tem suporte do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). As polícias civis de São Paulo e Tocantins também atuam em cooperação. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

Palavras-chave: cibernético

PF prende seis pessoas em operação contra crimes de abuso sexual infantojuvenil no RJ

Publicado em: 09/12/2025 15:58

Mandados de busca, apreensão e prisão foram cumpridos durante a operação. Divulgação/Polícia Federal. A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (9) a Operação Prioridade Absoluta, voltada ao combate de crimes de abuso sexual infantojuvenil praticados na internet. A ação resultou em seis prisões e no cumprimento de oito mandados de busca e apreensão em quatro cidades do estado do Rio de Janeiro. Segundo a PF, durante o cumprimento das decisões judiciais, quatro homens foram presos em flagrante. Dois deles, moradores dos bairros Campo Grande e Cosmos, na capital, foram detidos por armazenar mídias contendo material de abuso sexual infantil. O investigado de Cosmos também responderá por posse ilegal de arma de fogo. Em Magé (RJ), um homem foi preso pelos mesmos crimes, enquanto outro foi autuado apenas por porte ilegal de arma. Ainda de acordo com a Polícia Federal, também foram executados dois mandados de prisão preventiva: um no Rio de Janeiro (RJ), onde o investigado foi preso por produzir mídias com cenas de abuso sexual infantil, e outro em Angra dos Reis (RJ), por estupro de vulnerável. Além disso, seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos na capital, um em Itatiaia (RJ) e outro em Magé. ✅Clique aqui e entre no canal do g1 no WhatsApp A operação foi um trabalho conjunto da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos e as delegacias da PF em Volta Redonda, Angra dos Reis, Niterói e Nova Iguaçu. O caso segue sob investigação. Computadores que armazenavam conteúdo de abuso sexual infantil foram apreendidos. Divulgação/Polícia Federal Violência e abuso sexual infantil: saiba como denunciar VÍDEOS: as notícias que foram ao ar na TV Rio Sul

Palavras-chave: cibernético

Polícia cumpre mandados em Campinas e Hortolândia contra fraudes bancárias; grupo movimentou R$ 6 bilhões

Publicado em: 09/12/2025 08:10

Operação contra fraude no sistema bancário mira grupo que furtou R$ 20 milhões de clientes A Polícia Civil cumpriu, nesta terça-feira (9), mandados de prisão e busca e apreensão em uma operação contra um grupo suspeito de envolvimento em fraudes financeiras e lavagem de dinheiro. A ação, conduzida pela 2ª Delegacia de Crimes Cibernéticos (DCCiber), cumpre 12 mandados de busca e 12 de prisão temporária nas cidades de Campinas (SP), Hortolândia (SP) e São Paulo (SP). Ao todo, nove pessoas foram presas, sendo duas em Campinas. Investigação A investigação aponta que os criminosos utilizaram credenciais válidas ilegalmente para furtar R$ 19,2 milhões de clientes de uma empresa de gestão de recebíveis ligada ao sistema financeiro. Os valores foram transferidos para duas empresas. Uma delas recebeu R$ 7 milhões e, em somente dois anos, movimentou R$ 6,8 bilhões. Participam da operação 32 policiais civis e 16 viaturas da DCCIBER/Deic, além do apoio de oito policiais e quatro viaturas da Deic/Campinas. Deic de Campinas João Alvarenga/EPTV Desdobramento A operação desta terça é um desdobramento de uma ação realizada em julho, quando três pessoas foram presas. De acordo com os investigadores, esses presos seriam laranjas dos verdadeiros donos das empresas beneficiadas pela fraude. Eles são investigados por organização criminosa e lavagem de dinheiro. As apurações também indicam a participação de um escritório de contabilidade, responsável pela criação de empresas usadas pelo grupo criminoso. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

Palavras-chave: cibernético

Operação contra fraude no sistema bancário mira grupo que furtou R$ 20 milhões de clientes; 9 são presos

Publicado em: 09/12/2025 06:20

Operação contra fraude no sistema bancário mira grupo que furtou R$ 20 milhões de clientes A Polícia Civil de São Paulo realiza nesta terça-feira (9) uma operação contra fraude no sistema bancário que mira um grupo que furtou R$ 20 milhões de clientes. Nove suspeitos foram presos. Entre os alvos estão os donos de uma empresa que movimentou quase R$ 7 bilhões em dois anos e um escritório de contabilidade. Eles são acusados de praticar furto e estelionato contra empresas de meios de pagamento, que oferecem maquininhas de cartão, por exemplo, além de lavagem de dinheiro. No total, são cumpridos 12 mandados de prisão temporária — nove na capital e três em Campinas — e 12 mandados de busca e apreensão. A ação, batizada de Operação Azimut, é conduzida pela Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCIBER) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Viatura da Polícia Civil de São Paulo. Ciete Silvério/GESP Investigação A investigação aponta que os criminosos utilizaram credenciais válidas de forma ilegal para furtar R$ 19,2 milhões de clientes de uma empresa de gestão de recebíveis ligada ao sistema financeiro. Os valores foram transferidos para duas empresas. Uma delas recebeu R$ 7 milhões e, em apenas dois anos, movimentou R$ 6,8 bilhões. Ao todo, participam da operação 32 policiais civis e 16 viaturas da DCCIBER/Deic, além do apoio de oito policiais e quatro viaturas da Deic/Campinas. Desdobramento A operação desta terça (9) é um desdobramento de uma ação realizada em julho, quando três pessoas foram presas. De acordo com os investigadores, esses presos seriam laranjas dos verdadeiros donos das empresas beneficiadas pela fraude. Eles são investigados por organização criminosa e lavagem de capitais. As apurações também indicam a participação de um escritório de contabilidade, responsável pela criação de empresas usadas pelo grupo criminoso. Veja os vídeos que estão em alta no g1

Palavras-chave: cibernético

Vítima de Palmas perde R$ 250 mil após cair em golpe virtual na compra de imóvel, diz polícia

Publicado em: 04/12/2025 20:37

Morador de Palmas perde R$ 250 mil após cair em golpe, diz polícia Uma operação policial realizada nesta quinta-feira (4) cumpriu mandados de busca e apreensão contra um grupo de Mato Grosso suspeito de aplicar golpes virtuais. Uma das vítimas é moradora de Palmas e perdeu cerca de R$ 250 mil por meio de fraude eletrônica. De acordo com a Polícia Civil do Tocantins, pelo menos 13 pessoas, todas do estado vizinho, teriam envolvimento com o golpe que fez uma vítima na capital. A delegada Luciana Midlej, responsável pela investigação, informou que o que chamou a atenção dos investigadores foi o grande volume de dinheiro movimentado em contas bancárias dos alvos. O golpe, segundo a delegada, ocorria da seguinte forma: as vítimas eram induzidas a comprar imóveis pela internet, como lotes ou terrenos, pois acreditavam que seriam bons negócios. Os suspeitos se passavam por proprietários de áreas que estavam à venda. Assim, as vítimas caíam no golpe e, pela movimentação financeira, a polícia acredita que o grupo fez uma grande quantidade de vítimas. “O que chamou muita atenção da equipe da DRCC foram as movimentações financeiras de alguns alvos, nas quais constatamos grande volume de dinheiro de entrada e saída, em um único mês. Em algumas contas, em torno de R$ 500 mil foram movimentados por pessoas que não possuem renda compatível", explicou a delegada. Cumprimento de mandados de busca e apreensão em Cuiabá Divulgação/Polícia Civil 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp LEIA TAMBÉM: Marido que confessou matar mulher e enterrar corpo em mata tem histórico de violência doméstica contra a vítima, diz SSP Terceiro envolvido na morte de pastores em assentamento é preso suspeito de prestar apoio logístico no crime Filho diz que empresário morto a tiros era religioso e dedicado ao trabalho e à família: 'Lutava pelos sonhos dele' Na operação Terra Prometida foram apreendidos celulares, e suspeitos prestaram depoimento. Nesta etapa, a polícia vai analisar o conteúdo dos aparelhos e apurar se há mais pessoas envolvidas na aplicação do golpe cibernético. Equipes da Divisão Especializada na Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), que atuaram na operação Terra Prometida, contaram com o apoio de divisões de Inteligência Policial, Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária e Crimes Rurais e Abigeato, além de policiais civis do Mato Grosso. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Palavras-chave: cibernético

Homem suspeito de produzir e divulgar material de exploração sexual infantil é preso em São Luís

Publicado em: 03/12/2025 10:11

Jovem suspeito de produzir e divulgar material de exploração sexual infantil é preso em São Luís. Divulgação/Polícia Federal A Polícia Federal cumpriu, nesta quarta-feira (3), um mandado de prisão preventiva e outro de busca e apreensão contra um homem de 19 anos, acusado de produzir e compartilhar material de exploração sexual de crianças e adolescentes na internet, além de responder pelo crime de estupro de vulnerável. As investigações indicam que o suspeito utilizava uma rede social para criar e difundir o conteúdo ilegal. Há sinais de transnacionalidade, já que o material teria alcançado usuários em outros países. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp Durante o cumprimento das medidas judiciais, os agentes apreenderam equipamentos eletrônicos, que serão submetidos à perícia para aprofundar as análises e possibilitar a identificação de outras vítimas ou envolvidos. A operação foi conduzida pela Delegacia de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, responsável por apurar delitos praticados no ambiente digital. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A corporação ressaltou que esse tipo de investigação vem sendo intensificado por meio da atuação especializada da delegacia, que emprega técnicas para rastrear e desarticular redes de exploração sexual infantojuvenil on-line. O inquérito segue em andamento.

Palavras-chave: cibernético

O micropaís que reconhece Taiwan e sofre as consequências da tensão entre China e EUA

Publicado em: 03/12/2025 08:03

O ar que paira sobre as águas cristalinas de Palau cheira a sal e fruta-pão. Em manhãs calmas em Koror, centro comercial do arquipélago, o ronco dos motores das embarcações de mergulho ecoa pela baía. Há alguns anos, essas embarcações transportavam turistas — muitos da China — atraídos pelas lagoas e cavernas de calcário de Palau. Os hotéis estavam lotados, os restaurantes movimentados e os pescadores mal atendiam à demanda. Mas esse cenário mudou. O boom — e o colapso brusco — não foi acidental. Entre 2015 e 2017, os turistas chineses representavam cerca de metade das visitas ao país. Em 2017, porém, Pequim teria ordenado que operadores turísticos deixassem de vender pacotes para Palau, cortando a principal fonte de visitantes das ilhas à época. "Comprei novas embarcações para atender ao aumento repentino de turistas", disse um dono de loja de mergulho em Koror. Mas, após o pico do turismo, afirmou ele, esses barcos ficaram "parados na baía", e ele levou anos para recuperar apenas o dinheiro investido. Para as autoridades de Palau, a mensagem era clara. Segundo elas, a China usou seu vasto mercado de turismo internacional como parte de uma campanha para afastar Palau do reconhecimento de Taiwan e aproximar o país de Pequim. A BBC procurou o Ministério das Relações Exteriores da China para comentar o assunto, mas não recebeu resposta. A China, porém, já negou diversas vezes usar o turismo como instrumento político. Palau é um dos poucos países que ainda reconhecem Taiwan como Estado soberano. Esse reconhecimento desafia um dos pilares da política externa chinesa, o "princípio de uma só China", no qual Pequim reivindica soberania sobre Taiwan. Mas a disputa não é apenas diplomática. A localização de Palau torna o arquipélago um alvo estratégico para as grandes potências. Ele integra a chamada "Second Island Chain" (segunda cadeia de ilhas, em tradução livre), conjunto de postos avançados que os Estados Unidos consideram crucial para conter a expansão militar da China e responder a eventuais agressões na região ocidental do Pacífico. Palau e os EUA mantêm uma parceria antiga: antes de sua independência, em 1994, Palau era território administrado pelos EUA. Pelo acordo conhecido como Acordo de Livre Associação, Palau concede aos americanos acesso militar exclusivo em troca de ajuda do governo americano, que inclui o direito de cidadãos de Palau viverem e trabalharem livremente nos EUA. Com base nesse acordo, os EUA ampliam agora a sua presença militar no arquipélago. A disputa geopolítica entre China, Taiwan e EUA já afeta o cotidiano do pequeno país, que tem menos de 20 mil habitantes. "Não importa o que façamos, Palau vai ser o centro de qualquer atividade militar por causa da nossa localização", disse à BBC o presidente do Palau, Surangel Whipps Jr. Um prêmio no Pacífico A relação de Palau com Taiwan é profunda. Quando Palau se tornou independente, em 1994, Taiwan agiu rápido para garantir um aliado diplomático, afirmou Cheng-Cheng Li, professor assistente da National Dong Hwa University, em Hualien (Taiwan) que pesquisou profundamente as relações entre os dois países. A ajuda taiwanesa foi prática: especialistas agrícolas trabalhando lado a lado com os locais, equipes médicas atuam em pequenas clínicas, há financiamento para empreendedores locais e bolsas de estudo para estudantes do Palau em Taiwan. Em um país de população pequena, onde o serviço comunitário tem papel central, autoridades de Palau descrevem Taiwan como "parceiro confiável" e "amigo leal". A embaixadora de Taiwan em Palau, Jessica Lee, disse à BBC que líderes locais asseguraram que a relação é "sólida como uma rocha até que a morte nos separe". Ainda assim, Taiwan tem motivos para se preocupar. Nos últimos anos, a China afastou vários dos antigos aliados de Taiwan. Só na região do Pacífico, Ilhas Salomão, Kiribati e Nauru romperam laços diplomáticos com Taiwan e se aproximaram da China desde 2019. O governo chinês vê a ilha governada democraticamente de Taiwan como uma província rebelde que, eventualmente, fará parte do país, e não descarta o uso da força para isso. Segundo os analistas, controlar Taiwan é essencial para o objetivo do líder chinês, Xi Jinping, de reverter o que ele chamou de "século de humilhação" da China pelas potências coloniais, segundo analistas. "Tanto os EUA quanto Taiwan estão paranoicos e tensos com a possibilidade de Palau mudar de lado", disse Graeme Smith, pesquisador sênior da Australian National University. "Eles vão investir muitos recursos para evitar que isso aconteça." As autoridades de Palau e Taiwan afirmam que o governo chinês acionou vários mecanismos para influenciar a posição diplomática do arquipélago. Após assumir o cargo, em 2021, o presidente do Palau afirmou publicamente que a China ofereceu "um milhão" de turistas em troca de mudanças na política do país. Ele recusou. Em 2024, o ministério das Relações Exteriores da China emitiu um alerta de segurança, e aconselhou cidadãos chineses a "ter cautela" ao viajar para o Palau. "Se a China usa o turismo como arma, então é um mercado instável do qual não devemos depender", disse à BBC o presidente de Palau. "Se a China quer ter relação com Palau, pode ter, mas não pode nos dizer que não podemos ter relação com Taiwan." A China negou usar o turismo como instrumento político. Em um artigo de opinião publicado no ano passado no People's Daily, órgão oficial do Partido Comunista da China, o jornal afirmou que a intenção da China ao emitir o alerta era proteger os seus cidadãos no exterior diante do "crescente número de casos de segurança pública em Palau". Disse ainda que as acusações do presidente eram uma tentativa de difamar a China e interferir em assuntos internos. Quando questionado em 2017 sobre a proibição de grupos de turistas, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China afirmou "não ter ouvido falar da situação". Mas em 2024, ao responder sobre o reconhecimento contínuo de Taiwan por Palau, o ministério instou o país a "tomar as decisões corretas que estejam de acordo com seus próprios interesses". Embora a China não tenha comentado a suposta oferta de um milhão de turistas, nem todos concordam com a avaliação do presidente Whipps Jr. Muitos moradores ouvidos pela BBC não compartilham a visão de que o turismo foi usado como arma. "Ele é muito duro com a China", disse Pai Lee, dono taiwanês de um hotel em Koror. "Não acho correto dizer que a China 'armou' o turismo, eles estão apenas usando isso como moeda de troca, como no xadrez. Países fazem isso o tempo todo." Em todo o caso, os efeitos da oscilação repentina no fluxo turístico seguem visíveis. O choque econômico após a suspensão dos grupos de viagem foi intenso, mas o impacto ambiental do aumento súbito de visitantes também foi. Segundo organizações de proteção ambiental, Palau não estava preparada para o turismo de massa. "Depois do fim da explosão do turismo chinês, fui até lá e os corais estavam mortos", disse Ann Singeo, diretora da Ebiil Society, uma ONG local. "Você via [centenas de] pessoas naquela pequena enseada, todas pisando nos corais. Esse foi o preço que pagamos por não ter regras para usar esses recursos de forma respeitosa." O turismo é só uma parte da suposta estratégia da China. Pequim também tenta estreitar relações com líderes locais: as autoridades de Palau afirmam ter sido convidadas repetidas vezes para visitas à capital chinesa. Em uma dessas visitas, um ex-governante de Palau disse ter perguntado por que Taiwan não poderia se tornar independente. "Taiwan faz parte da China", respondeu um funcionário do Partido Comunista Chinês, visivelmente irritado. O fator americano Com a intensificação das atividades militares da China em torno de Taiwan, incluindo patrulhas aéreas e marítimas, os EUA afirmaram que a China está preparando seus militares para serem capazes de invadir a ilha. Para conter a possível agressão da China contra Taiwan e monitorar as atividades militares no Pacífico Ocidental, os EUA ampliam sua infraestrutura militar em Palau. Ao longo dos anos, os EUA vêm modernizando as pistas de pouso, construindo o sistema de radar tático multimissão de longo alcance (Tacmor, na sigla em inglês) usado para monitorar as atividades militares no Pacífico, e a planeja expandir o porto de Malakal, principal porto de Palau, para receber maiores embarcações militares. Porém, os EUA manifestam preocupação com uma vulnerabilidade específica: a aquisição de terras. Documentos obtidos pela BBC mostram que várias empresas chinesas arrendaram terrenos e construíram propriedades próximas a essas instalações, desde áreas não desenvolvidas até hotéis com vista para o porto e para o aeroporto principal de Palau. Em Angaur, estado ao sul do arquipélago, os EUA constroem atualmente o local receptor do Tacmor, segundo um plano anunciado em 2017. Entretanto, em 2019 e 2020, investidores chineses arrendaram mais de 350 mil metros quadrados de terra após o anúncio da construção do radar. Zhuang Cizhong, um desses investidores, propôs a construção de um resort. "Fomos visitar a empresa dele na China, e ele apresentou um plano para uma casa de repouso para chineses ricos", disse Marvin Ngirutang, ex-governador de Angaur, que acredita que o governo de Palau deveria trabalhar mais de perto com a China. "Havia folhetos com plantas — parecia legítimo." O projeto nunca saiu do papel. Zhuang atribuiu a paralisação à covid-19, mas o governo americano segue em alerta. O embaixador dos EUA em Palau não pôde ser contatado pela BBC, mas já expressou preocupações anteriormente. "Em toda a região há vários terrenos agora arrendados a interesses chineses", disse o embaixador Joel Ehrendreich à agência de notícias Reuters. "Não creio que seja coincidência que fiquem fisicamente próximos aos nossos projetos." Preocupações semelhantes existem localmente. "O receio é que esses investimentos ou arrendamentos não sejam negócios legítimos", disse Jennifer Anson, conselheira de segurança nacional de Palau. "Pode parecer assim externamente, mas, se a China invadir Taiwan, eles poderiam ser transformados em instalações militares." Por outro lado, reportagens da mídia chinesa indicam que havia motivos legítimos para incentivar investimentos em Palau. Em 2019, a Phoenix News, emissora ligada ao Estado, destacou as vantagens de adquirir propriedades no país, citando os recursos turísticos abundantes e a legislação flexível. A BBC não conseguiu contato com Zhuang. O Ministério das Relações Exteriores da China não respondeu a pedidos de comentário sobre os arrendamentos de terras. À sombra de um vazio diplomático O crime organizado vinculado à China também se proliferou desde 2018, segundo autoridades de Palau. O presidente afirmou que há uma "batalha constante" e apontou crimes relacionados à China, incluindo golpes, cassinos ilegais e ataques cibernéticos. Alguns oficiais afirmam que criminosos exploram a ausência de relações diplomáticas entre China e Palau. Wan Kuok Koi, conhecido como "Broken Tooth" ("Dente Quebrado", em tradução livre), líder da infame tríade 14k, com base em Macau, entrou em Palau como investidor estrangeiro em 2018. Posteriormente, o grupo criminoso envolveu-se em suborno, corrupção e jogos de azar online em países, incluindo Palau. Além disso, em 2025, o Tesouro dos EUA sancionou várias pessoas em Palau por vínculos com o Prince Group, conglomerado chinês acusado de golpes, lavagem de dinheiro e tráfico humano em larga escala, entre outros crimes. O Prince Group não respondeu à solicitação de comentário da BBC, mas havia negado "categoricamente" qualquer envolvimento em "atividades ilícitas", segundo nota divulgada após as sanções dos EUA. Muitos desses indivíduos foram incluídos na "lista de estrangeiros indesejáveis" de Palau. Segundo Jennifer Anson, do escritório de segurança nacional, eles contam com a incapacidade da China de rastreá-los devido à ausência de relações diplomáticas. "Quando você pesquisa sites da diáspora chinesa no Camboja, onde às vezes se debate a conveniência de se mudar para Palau, os criminosos são atraídos pela falta de presença diplomática da República Popular da China lá", disse Smith, da Australian National University. Peão das potências Para muitos palauanos, a disputa geopolítica de alto nível parece distante, mas seus efeitos estão por toda parte. A expansão militar dos EUA, os investimentos chineses e rumores sobre agendas ocultas alimentam um crescente sentimento de apreensão. "Esta administração é muito dura com a China, e acho isso ridículo", disse o ex-governador de Angaur, contrário à construção do sistema de radares Tacmor. "Devemos nos concentrar no meio ambiente e menos nas relações China-EUA." Uma petição que circula nos últimos meses pede que os EUA detalhem seus planos de contingência em caso de guerra, sinal de como a ansiedade é profunda. O documento solicita que os EUA "tranquilizem o povo de Palau" sobre a proteção de civis caso um conflito estoure. "Sabemos como é a geopolítica entre China e EUA", disse um morador. "E temos medo de que nossa ilha seja destruída por uma guerra da qual não queremos fazer parte." Por que um país que vive do turismo quer receber menos visitantes Sangue falso e atores 'feridos': como Taiwan se prepara com ensaios para um ataque da China Por que um país inteiro declarou guerra a protetores solares

Palavras-chave: cibernético

Uma em cada dez brasileiras com 16 anos ou mais sofreram violência digital no último ano, aponta pesquisa; saiba como denunciar

Publicado em: 03/12/2025 07:24

'Stalking': saiba quando a perseguição na internet se torna crime Quase 9 milhões de mulheres brasileiras — uma em cada dez com 16 anos ou mais — contam que sofreram algum tipo de violência digital nos últimos 12 meses. O dado inédito faz parte da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher realizada pelo Datasenado, em parceria com a Nexus, e obtida com exclusividade pelo Bom Dia Brasil. Foram mais de 21 mil entrevistas em todo o país. É a primeira vez que uma pesquisa analisa de forma aprofundada o cenário de violência de gênero no ambiente digital. As mulheres falaram das agressões mais comuns no ambiente virtual: mensagens ofensivas, ameaçadoras enviadas repetidamente; invasão de contas e dispositivos pessoais; e a divulgação de mentiras nas redes sociais. Os ataques virtuais se tornaram tão comuns que muitas mulheres consideram esses crimes como algo normal. E os pesquisadores dizem que na internet as vitimas podem demorar mais a perceber e denunciar a violência. Os números levaram a gente a pensar o quanto essa violência digital está naturalizada. Muitas vezes, um insulto no meio digital é relevado. (...) Ela tem que denunciar essa violência. Nós temos leis para coibir a violência digital. A pesquisa indica que, além de denunciar, é preciso proteger as mulheres no ambiente digital — com segurança nas plataformas, investigação rápida e responsabilização dos agressores. Educar os meninos desde cedo para o respeito às mulheres também aparece como parte da solução. "O nível de desumanização desses homens, desses grupos é demais e, em nenhum momento, eles te veem ali como um ser humano, como uma pessoa que tem sentimento, que é vivo, que sente", afirma jovem de 22 anos, alvo de agressão virtual e que prefere não ser identificada para que não ser encontrada pelos agressores que a perseguem há quatro anos. Ela conta que o terror começou em 2022, quando um post em que defendia a memória da vereadora assassinada Marielle Franco chamou a atenção de um grupo. Os insultos começaram por uma rede social. E dois anos depois, a violência aumentou: todos os dias ela recebia ameaças de estupro, de morte. Montagens com inteligência artificial simulavam fotos em que ela aparecia nua ou em cenas pornográficas. E até encomendas chegaram pelo correio. É limitador, sabe, muito limitador. Porque você tem medo de sair, de te expor de alguma forma, tirarem foto sua, de estarem te perseguindo. Como denunciar É muito importante denunciar qualquer forma de violência no ambiente virtual. As vítimas podem procurar qualquer delegacia da Polícia Civil ou as especializadas, como as Delegacias da Mulher e de Crimes Virtuais. 👉 É possível ainda denunciar também pela internet pela central nacional de denúncias de crimes cibernéticos, da associação civil Safernet Brasil: https://new.safernet.org.br/denuncie A Central Ligue 180 também recebe denúncias e funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, de Brasília. O número é gratuito. Qualquer pessoa pode ligar para denunciar ou buscar informações sobre todos os tipos de violência. A vítima que liga é acolhida por outras mulheres "que são qualificadas em violência de gênero". Veja como e quando denunciar o 'stalking', crime de perseguição Daniel Ivanaskas/G1 180, central de atendimento à mulher, completa 20 anos Veja também: Cidade de SP registra recorde de feminicídios em 2025

PF faz operação contra suspeitos de ataque hacker a sites oficiais do governo e segurança pública

Publicado em: 03/12/2025 07:15

PF faz operação contra suspeitos de ataque hacker a sites do governo A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação nesta quarta-feira (3) contra uma associação criminosa especializada na oferta de serviços ilegais de ataques hacker a sites institucionais, como os de órgãos do governo e de segurança pública. Segundo as investigações, os suspeitos da operação promoveram ofensivas digitais a órgãos considerados estratégicos, como Polícia Federal (PF), Serpro (Empresa Nacional de Inteligência em Governo Digital e Tecnologia da Informação), Dataprev e o Centro Integrado de Telemática do Exército Brasileiro. A operação é chamada de Power OFF — que significa desligar a energia, em tradução livre do inglês —, e mira a atuação de criminosos especializados no formato de negação de serviço distribuído (DDoS – Distributed Denial of Service) sob demanda, conhecidos como booters e stressers. 🔎Um ataque DDoS (Distributed Denial of Service) é um ataque cibernético que tem como objetivo tornar um serviço online (como um site ou servidor) indisponível, a partir de uma sobrecarga com um volume massivo de tráfego malicioso de múltiplas fontes. Operação da PF contra associação criminosa de ataques hacker Divulgação/PF Segundo as investigações, as plataformas permitem que qualquer pessoa, mesmo sem conhecimento técnico, contrate um ataque hacker no formado DDoS mediante pagamento. Os serviços são hospedados em servidores de nuvem distribuídos em diversos países e utilizados por agentes em escala mundial. ➡️Nessa quarta-feira (2) a PF também fez uma operação contra criminosos acusados de usar o mesmo tipo de ataque para derrubar sites institucionais de parlamentares que se manifestaram a favor do projeto de lei que equipara aborto a homicídio. Relembre aqui. Mandados de prisão A PF cumpre quatro mandados de busca e apreensão e dois de prisão em endereços de São Paulo (SP), São Caetano do Sul (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Tubarão (SC). Os alvos são administradores das plataformas ilegais e usuários que contrataram os serviços para realizar ataques contra sistemas de alta relevância. As investigações contaram com cooperação policial internacional do FBI (Federal Bureau of Investigation), dos Estados Unidos. Os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa e interrupção ou perturbação de serviço telemático ou de informação de utilidade pública, previstos na legislação penal brasileira.

My Family Cinema e BTV: cerco ao 'gatonet' derruba milhares de sites e apps piratas no Brasil

Publicado em: 03/12/2025 02:00

Mensagem de erro em aplicativos de streaming piratas foram publicadas nas redes sociais Reprodução Duas operações tiraram do ar 558 de serviços de streaming pirata desde a última quinta-feira (27). Elas são desdobramentos de investigações que já derrubaram milhares de plataformas ilegais nos últimos meses. A mais recente, realizada na Argentina, derrubou 22 aplicativos, como o BTV e o Red Play, no domingo (30). Foi a segunda fase da investigação que, no início de novembro, já tinha tirado do ar outros 14 apps, incluindo o My Family Cinema e o TV Express. No Brasil, uma força-tarefa bloqueou 535 sites e 1 aplicativo de streaming na oitava fase da Operação 404. Ela é liderada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e, desde 2019, atua contra serviços na internet que violam direitos autorais. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1 Muitas dessas plataformas são acessadas em TV boxes, também conhecidos como aparelhos de IPTV e caixinhas de TV, que permitem acessar serviços de streaming pela televisão. Com serviços indisponíveis, várias pessoas que pagaram por assinaturas recorrerem a canais como o ReclameAqui. Mas, como as plataformas são usadas para transmitir conteúdo pirateado, os clientes perdem seus direitos, explicou o Procon-SP ao g1. Saiba mais sobre as operações contra pirataria. O que é a operação da Argentina? O que é a Operação 404, do Brasil? TV box é ilegal? Quais os direitos dos usuários? Quais serviços foram derrubados? O que é a operação da Argentina? O departamento de investigação de crimes cibernéticos do Ministério Público Fiscal de Buenos Aires investiga desde setembro de 2024 um esquema de serviços de streaming ilegal. Em agosto de 2025, buscas em quatro endereços permitiram descobrir escritórios que funcionavam como empresas legítimas, mas serviam como centrais da pirataria. Um deles tinha até mesmo um setor de Recursos Humanos para seus cerca de 100 funcionários. Os aplicativos tinham mais de 6,2 milhões de assinantes ativos, sendo 4,6 milhões no Brasil, disse a Alianza. Cada um desses usuários pagava até US$ 5 por mês (R$ 27), o que contribuiu para um faturamento anual estimado em mais de US$ 150 milhões (R$ 800 milhões). Escritório na Argentina alvo de busca em operação contra serviços de streaming pirata Reprodução Brasil recebeu quase 2 milhões de TV boxes ilegais da China em 1 ano, diz associação Como é a solução que promete 'pane geral' em caixinhas irregulares Quarto privativo, cama e TV de 32": como é o avião que fará voo mais longo do mundo A denúncia partiu da Alianza, associação de empresas contra pirataria audiovisual na América Latina, que vê a Argentina como base para integrantes do esquema buscarem clientes de países como Brasil, México, Equador e África do Sul. Os escritórios na Argentina eram responsáveis apenas pelas áreas de marketing e vendas. A estrutura técnica estava hospedada na China, o que exigiu mais tempo para interromper o funcionamento dos serviços. Como foi a operação que derrubou apps de streaming pirata no Brasil O que é a Operação 404, do Brasil? O Ministério da Justiça e Segurança Pública conduz desde 2019 a Operação 404, que faz referência ao "erro 404", usado para indicar que o usuário acessou uma página não encontrada. O governo disse que, na fase mais recente, foram cumpridos 44 mandados de busca e apreensão, 4 ordens de prisão preventiva e 3 prisões em flagrante com o objetivo de alcançar estruturas de financiamento dos serviços ilegais. Nesta etapa, o governo teve a cooperação das Polícias Civis de 15 estados, além da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), da Agência Nacional do Cinema (Ancine) e de autoridades da Argentina, do Equador, do Peru e do Reino Unido. Nas fases anteriores, realizadas desde novembro de 2019, a operação conseguiu bloquear mais de 3 mil sites ou aplicativos, bem como remover conteúdos ilegais de buscadores e remover perfis em redes sociais que promoviam esses serviços. Policiais cumprem mandados contra sites piratas Divulgação/Ministério da Justiça TV box é ilegal? As TV boxes, também conhecidas como aparelho de IPTV e caixinhas de TV, podem ser usadas no Brasil, mas precisam ter sido homologadas pela Anatel. A lista de aparelhos autorizados pela agência pode ser encontrada neste link ao selecionar o filtro "Tipo de produto" e selecionar "Smart TV Box". "O processo de homologação é realizado para garantir que o equipamento atenda aos requisitos técnicos definidos pela Anatel em relação à emissão de radiofrequências, à segurança cibernética e ao uso regular das redes de telecomunicações", diz a agência. A Anatel afirma que colabora com entidades como a Alianza, a Ancine e a Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA) para bloquear o funcionamento das TV boxes não homologadas e o conteúdo de serviços de streaming pirata. "Além de possibilitar a pirataria, TV Boxes piratas podem interferir em outros aparelhos legítimos e permitir ataques hackers às redes de seus usuários", diz a agência. Quais os direitos dos usuários? O Procon-SP informou ao g1 no início de novembro que o consumidor "abdica de seus direitos" ao adquirir um produto ou serviço mesmo sabendo que ele é irregular. "Até por uma questão prática, em tese, a empresa da qual ele adquiriu o produto ou serviço pode nem estar regularizada, o que impede que órgãos como o Procon-SP a notifique", disse o órgão de defesa do consumidor. A Anatel orienta usuários de TV boxes a comprarem apenas aparelhos certificados pela agência para "garantir a segurança do consumidor e evitar a prática de atividades ilícitas". Quais serviços foram derrubados? O Ministério da Justiça e Segurança Pública disse que não tem uma lista dos sites ou aplicativos bloqueados e que os nomes só são mantidos por Polícias Civis e por órgãos de Justiça de cada estado que contribuiu com essa etapa da investigação. A operação da Argentina, por sua vez, chegou a uma relação de 36 aplicativos que saíram do ar. Confira a lista abaixo: ALA TV Bex TV Blue TV Boto TV Break TV BTV App BTV Live Cinefly Duna TV Eppi Cinema Football Zone Hot Humo Cinema Jovi TV Lumo TV Mega TV MIX My Family Cinema Nava TV Nossa TV ONPix PLUSTV Pulse TV Red Box Red Play Live Ritmo TV Samba TV Super TV Premium TV Express Vela Cinema Venga TV Vexel Cinema Waka TV WEIV WeivTV – Nova Yoom Cinema

Palavras-chave: cibernéticohackerhackers

Nova decisão na Argentina derruba mais 22 apps de streaming ilegal no Brasil

Publicado em: 01/12/2025 16:23

Erro 503 no aplicativo BTV Reprodução/X A Justiça da Argentina derrubou 22 aplicativos de streaming pirata no último domingo (30), em nova fase de uma operação contra plataformas ilegais. Entre os serviços que saíram do ar, estão BTV, Red Play e Blue TV, que também eram usados no Brasil (veja lista completa abaixo). Os aplicativos eram usados em TV boxes, que permitem acessar serviços de streaming pela televisão. Os dispositivos, também chamados de aparelhos de IPTV e caixinhas de TV, são permitidos no Brasil, desde que sejam certificados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Os 22 serviços derrubados pela Justiça da Argentina são: ALA TV, Blue TV, Boto TV, Break TV, BTV App, BTV Live, Duna TV, Football Zone, Hot, Mega TV, MIX, Nossa TV, ONPix, PLUSTV, Pulse TV, Red Box, RedPlay Live, Super TV Premium, Venga TV, Waka TV, WEIV e WeivTV – Nova. Usuários relataram nas redes sociais que o aplicativo BTV apresentou o erro 503, que indica uma dificuldade de processamento do servidor. 'RH da pirataria': os detalhes da operação contra apps de streaming ilegal no Brasil Como é a solução que promete 'pane geral' em caixinhas irregulares 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1 Mais de 2 milhões de usuários pagavam para ter acesso às 22 plataformas ilegais, afirmou a Alianza, associação de empresas contra pirataria audiovisual na América Latina que denunciou o esquema na Argentina. Operação contra pirataria Esta foi a segunda fase de bloqueios contra serviços com conteúdo pirata. No início de novembro, 14 serviços já tinham sido derrubados. Na primeira fase, os serviços derrubados foram My Family Cinema, TV Express, Eppi Cinema, Vela Cinema, Cinefly, Vexel Cinema, Humo Cinema, Yoom Cinema, Bex TV, Jovi TV, Lumo TV, Nava TV, Samba TV e Ritmo TV. Os aplicativos tinham cerca de 6,2 milhões de assinantes ativos, sendo 4,6 milhões no Brasil, disse a Alianza. A associação informou ainda que clientes pagavam de US$ 3 a US$ 5 por mês cada um (entre R$ 16 e R$ 27 por mês) para ter acesso indevido a filmes, séries e transmissões esportivas protegidos por direitos autorais. A estimativa é que o esquema teve faturamento anual entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões (de R$ 800 milhões a R$ 1 bilhão), segundo a Alianza. As plataformas começaram a ser derrubadas após uma investigação que começou ainda em 2024. A Alianza apresentou uma denúncia para o departamento de investigação de crimes cibernéticos do Ministério Público Fiscal de Buenos Aires, que iniciou uma investigação formal. Em agosto de 2025, a Justiça autorizou buscas em quatro escritórios de empresas que pareciam legítimas, mas funcionavam como centrais do esquema de conteúdo pirata. Os escritórios na Argentina eram responsáveis apenas pelas áreas de marketing e vendas. A estrutura técnica estava hospedada na China. Como foi a operação que derrubou apps de streaming pirata no Brasil

Palavras-chave: cibernético

Para aumentar segurança e coibir fraudes, Banco Central regulamenta prestação de serviços financeiros

Publicado em: 28/11/2025 10:46

O Banco Central (BC) e o Conselho Monetário Nacional (CMN) regulamentaram nesta sexta-feira (28) prestação de serviços no modelo conhecido como "Banking as a Service" (BaaS) — que permite que empresas de diversos segmentos econômicos (tomadoras de serviços) disponibilizem serviços financeiros. Segundo o BC, a norma entra em vigor imediatamente, mas a adequação de contratos vigentes pode ser feita até o fim de 2026. "O objetivo principal da regulamentação é mitigar potenciais riscos aos clientes e partes envolvidas, incorporando adequada segurança jurídica aos negócios. Adicionalmente, as regras visam a preservar a higidez do mercado financeiro e do sistema de pagamentos, promovendo ao mesmo tempo a eficiência, a competição e o acesso a produtos e serviços disponibilizados por meio desse modelo", informou o BC, por meio de nota. Veja os vídeos que estão em alta no g1 De acordo com a institução, o regulamento define claramente quais as partes envolvidas no modelo de negócio e suas respectivas responsabilidades. Além disso, explicou que a norma também engloba aspectos como governança corporativa, gerenciamento de riscos e controles internos, requisitos de segurança, conduta, contratação e responsabilização. As normas também tratam da obrigação de as instituições autorizadas manterem à disposição do BC "diversos dados, informações e documentações pertinentes sobre os serviços prestados no âmbito do BaaS, além de conferir diversas competências à área de supervisão". Segundo o Banco Central, o regulamento aprimora o nível de transparência dos serviços prestados no modelo de "BaaS" aos clientes. "A norma exige que as instituições prestadoras de serviços assegurem que as informações necessárias à sua identificação como prestadoras dos serviços financeiros e de pagamento esteja acessível e visível ao cliente nos canais e interfaces disponibilizados, bem como em contratos, em outros documentos e em instrumentos de pagamento", acrescentou a instituição. Nesta semana, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o caso envolvendo o Banco Master reforça a necessidade de aprimorar e modernizar o perímetro de supervisão do sistema financeiro. Ele também defendeu um aumento do orçamento para modernizar BC e melhorar supervisão. Os ataques cibernéticos fazem parte das ameaças híbridas. Getty Images via BBC Ataques cibernéticos O Banco Central tem buscado aprimorar a segurança do sistema financeiro após o registro de ataques cibernéticos nos últimos meses. Nesta semana, a autoridade monetária avaliou que "merecem especial atenção a crescente dependência de serviços prestados por terceiros e o uso disseminado de APIs [conjunto de protocolos], em "muitos casos sem a devida avaliação periódica dos riscos e sem monitoramento operacional adequado, o que torna a gestão de riscos mais desafiadora". A autoridade monetária observou, ainda, que alterações recentes nas regras contribuem para fortalecer a segurança e a resiliência do sistema financeiro, tais como: limites para transferências via PIX e regras mais rígidas para autorização de novas instituições; rejeição transferências que tenham como destinatárias contas com "fundada suspeita de envolvimento em fraude"; fim do uso irregular das chamadas "contas bolsão". Ocorrências nos últimos meses Em julho, o Banco Central informou que a C&M Software — empresa que presta serviços tecnológicos e conecta instituições financeiras ao BC — comunicou ter sido alvo de um ataque à sua infraestrutura. Em setembro, a fintech Monbank informou que foi alvo de um ataque hacker que resultou no desvio de R$ 4,9 milhões. Segundo a instituição, nenhuma conta de clientes foi comprometida, e R$ 4,7 milhões já foram recuperados. Também em setembro, a Sinqia, empresa responsável por conectar bancos ao sistema PIX, informou que um ataque hacker provocou o desvio de aproximadamente R$ 710 milhões em transações não autorizadas. Megaoperação realizada em agosto desarticulou um esquema criminoso bilionário no setor de combustíveis identificou o uso de ao menos 40 fundos de investimento e diversas fintechs. O esquema era comandado por integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). As instituições eram utilizadas para lavar dinheiro, mascarar transações e ocultar patrimônio. Regra sobre nome de bancos O BC e o Conselho Monetário Nacional também baixaram regras para a "nomenclatura e a forma de apresentação ao público" das instituições financeiras. A nomenclatura abrange, por exemplo: o nome empresarial, o nome fantasia, a marca e o domínio de internet utilizados pelas instituições "Será vedado às instituições utilizar termos que sugiram atividade ou modalidade de instituição, em português ou em língua estrangeira, para a qual não tenham autorização de funcionamento específica", informou o Banco Central. Na apresentação ao público, acrescentou a autoridade monetária, as instituições "deverão utilizar termos que deixem claro aos clientes e usuários a modalidade da instituição que está prestando o serviço'. "A instituição integrante de conglomerado prudencial poderá utilizar, em sua apresentação ao público, termo que sugira a atividade exercida, a modalidade autorizada ou a nomenclatura de uma das instituições autorizadas que integra tal conglomerado", explicou o BC. As instituições autorizadas que estiverem em desacordo com as novas regras deverão elaborar plano de adequação, no prazo de 120 dias, contemplando, no mínimo, os procedimentos que serão adotados e o prazo para a adequação da instituição às novas regras, que deverá ser de, no máximo, um ano.

Palavras-chave: cibernéticohacker

Grupo suspeito de usar deepfake de Pedro Geromel e criar anúncios falsos de loja do Grêmio é alvo de operação da Polícia Civil do RS

Publicado em: 27/11/2025 07:39

Grupo que criou anúncios falsos de loja do Grêmio é alvo de operação Divulgação/Polícia Civil A Polícia Civil do RS realiza, na manhã desta quinta-feira (27), nos estados de São Paulo e do Paraná, uma operação contra um grupo suspeito de usar deepfake do ex-jogador Pedro Geromel e criar anúncios falsos da loja oficial de produtos do Grêmio. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp São cumpridos 10 mandados de busca e apreensão, três de prisão preventiva, além de sequestro de bens dos investigados. Há registro de pessoas que foram lesadas pelo golpe em todo o país. "A investigação confirmou o uso de vídeo deepfake do zagueiro Geromel, criado por inteligência artificial para simular depoimento real do atleta. O material era apresentado tanto nas redes sociais quanto nas páginas falsas, conferindo credibilidade à fraude", diz a Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Cibernéticos. O mapeamento identificou que foram desenvolvidos um site similar ao da loja Grêmio Mania (com reprodução de logotipo, paleta de cores e tipografia utilizados) e um perfil falso nas redes sociais para divulgar os produtos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Campanhas patrocinadas impulsionavam os anúncios. As vítimas eram direcionadas para o site fraudulento, em que eram realizadas as compras. Os produtos não eram entregues. No endereço eletrônico, os itens esportivos eram ofertados com valores equivalentes aos praticados pelo clube, mas com descontos de até 70%, além de frete grátis. Veja imagem acima "Esses anúncios eram apresentados como campanhas promocionais legítimas, exibiam produtos com descontos agressivos e redirecionavam automaticamente para o domínio fraudulento controlado pelos investigados", acrescentam os investigadores. O Grêmio e o ex-jogador Pedro Geromel não se manifestaram sobre o caso até a mais recente atualização desta reportagem. São cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e três de prisão preventiva Divulgação/Polícia Civil Como evitar o golpe Atente-se a links patrocinados Evite clicar diretamente em anúncios pagos em redes sociais ou nos primeiros resultados; patrocinados em buscadores (Google, Yahoo); Prefira acessar o site oficial digitando o endereço manualmente no navegador. Desconfie de vantagens excessivas Fraudes costumam oferecer condições exageradas, como: Descontos muito acima do padrão; Promoções relâmpago com valores irrisórios; Frete grátis irrestrito; Kits promocionais que não existem na loja oficial. Verifique a URL antes de comprar Confirme se o endereço do site corresponde ao domínio oficial da empresa; Tenha atenção especial a domínios com letras trocadas, acréscimos de palavras ou sufixos incomuns. Fique atento a vídeos e depoimentos suspeitos Avanços recentes de deepfake possibilitam manipulações extremamente realistas; Sempre confirme campanhas oficiais diretamente com o clube ou empresa.

Suspeitos de aplicar golpe do ‘falso advogado' contra cliente de Sergipe são presos em São Paulo e Ceará

Publicado em: 26/11/2025 15:30

Delegado fala sobre prisões durante 'Operação do Falso Advogado' Quatro homens foram presos por suspeita de envolvimento no golpe do ‘falso advogado’, que causou prejuízo de cerca de R$ 90 mil para um cliente de Sergipe. A informação foi divulgada, nesta quarta-feira (26), pela Polícia Civil de Sergipe. Segundo a Polícia Civil, duas prisões foram realizadas na cidade de Santos (SP) e duas na Região Metropolitana de Fortaleza (CE). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 SE no WhatsApp As investigações tiveram início após uma vítima de Sergipe procurar a Divisão de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) relatando ter sido induzida a transferir cerca de R$ 90 mil aos suspeitos. No golpe, eles se passavam por advogados, inclusive com o uso de identidades falsas, e afirmavam que ela havia vencido uma ação judicial. Em seguida, exigiam o pagamento de supostas taxas, impostos e custos processuais para liberar uma indenização inexistente, levando à realização de diversas transferências bancárias. Polícia Civil em Sergipe SSP/SE/Arquivo De acordo com o delegado da DRCC, Érico Xavier, a identificação dos suspeitos permitiu a representação pelas medidas judiciais necessárias e a articulação direta com as forças policiais de São Paulo e do Ceará, possibilitando o cumprimento dos mandados e a coleta de material relevante para o prosseguimento das investigações. A situação está sendo acompanhada pela Ordem dos Advogados de Sergipe, que tem contribuindo com as investigações.

Palavras-chave: cibernético

BC diz que liquidação do banco Master não representa risco ao sistema financeiro, mas cita ataques cibernéticos

Publicado em: 26/11/2025 08:46

O Banco Central avaliou que a liquidação extrajudicial de instituições do conglomerado Master não traz risco sistêmico. Entretanto, enfatizou a necessidade de que as instituições financeiras aprimorem seus sistemas de riscos o que "inclui processos robustos de resposta a incidentes cibernéticos". As informações constam na ata do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef), divulgada nesta quarta-feira (26). "Trata-se de conglomerado prudencial bancário, classificado como de crédito diversificado, porte pequeno e enquadrado no segmento S3 da regulação prudencial, tendo como instituição líder o Banco Master S.A. O conglomerado representa 0,57% do ativo total e 0,55% das captações totais do sistema financeiro nacional", informou o BC sobre a liquidação do Master. Anunciada na semana passada, a liquidação do conglomerado, e a prisão de Daniel Vorcaro, dono da instituição, representam o capítulo final de uma série de polêmicas que já envolviam o banco. A instituição já operava sob risco de falência por causa do alto custo de captação e da exposição a investimentos considerados arriscados, com juros muito acima do padrão de mercado. Tentativas de venda, como a proposta do Banco de Brasília (BRB), não avançaram. Todas foram interrompidas por questionamentos de órgãos de controle, falta de transparência, pressões políticas e menções ao Master em investigações. Na véspera da liquidação, a instituição recebeu outra oferta: a holding Fictor e um consórcio de investidores dos Emirados Árabes Unidos propuseram um aporte imediato de R$ 3 bilhões e a compra das ações do fundador Daniel Vorcaro, excluindo o Will Bank e o Master Investimentos.

Palavras-chave: cibernético