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Suspeito de armazenar 7 mil imagens de exploração sexual infantil é preso em Cuiabá

Publicado em: 17/03/2026 08:29

Mandados foram expedidos e cumpridos em Cuiabá (MT) Reprodução Um morador de Cuiabá, que não teve a identidade divulgada, foi preso, nesta terça-feira (17), após a Polícia Civil identificar que ele armazenava cerca de 7 mil imagens de abuso sexual infantojuvenil, inclusive envolvendo bebês, segundo o delegado responsável pela investigação, Guilherme da Rocha. Segundo a polícia, o suspeito já havia sido alvo de outra operação em setembro de 2025. O delegado informou ainda que o homem é investigado pelo crime de armazenamento de pornografia infantil, previsto no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Com a prisão, o suspeito foi conduzido até a Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), onde foram adotadas as providências legais cabíveis e, posteriormente, ele foi colocado à disposição da Justiça. A Polícia Civil informou também que o trabalho investigativo envolveu a análise de diversos dados cibernéticos contidos em equipamentos eletroeletrônicos, como notebooks, pen drives, aparelhos celulares e computadores. A investigação permitiu a identificação do suspeito e, consequentemente, a solicitação do mandado de prisão, expedido pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Cuiabá.

Palavras-chave: cibernético

PF deflagrou 3 operações por dia contra crimes de abuso sexual infantil na internet em 2025

Publicado em: 17/03/2026 02:00

PF fez 3 operações por dia contra crimes de abuso sexual infantil na internet em 2025 A Polícia Federal (PF) realizou 1.132 operações policiais em 2025 contra crimes cibernéticos relacionados a abuso sexual de crianças e adolescentes, 6% a mais do que em 2024. Isso equivale a 3 operações por dia, em média. Os casos envolvem produção, armazenamento e compartilhamento de material ilegal na internet com menores de idade. As operações de 2025 resultaram no resgate de 123 vítimas — um crescimento de 24% em relação ao ano anterior. Os crimes estão previstos nos artigos 240 e 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que tratam da produção, venda e divulgação de imagens ou vídeos de sexo explícito com menores. Com mais crianças e adolescentes no ambiente digital e mais expostos a esses crimes nas redes, foi sancionado o ECA Digital. A nova lei entra em vigor nesta terça-feira (17) e cria obrigações para provedores de serviços digitais, como redes sociais e aplicativos. Entre elas estão vincular os perfis de crianças e adolescentes a um responsável e a remover conteúdo considerado abusivo para esse público. Conhecida como PL da Adultização, a medida busca fortalecer a proteção de crianças e adolescentes no ambiente online diante do aumento desses crimes (veja mais no final da reportagem). Esse debate ganhou impulso no ano passado após denúncias feitas pelo influenciador Felca. A PF é responsável por essas operações porque os crimes têm alcance transnacional. Ao circular em plataformas digitais de alcance global, o material abusivo viola tratados internacionais de proteção à criança. As ações podem envolver prisões, resgate de vítimas e cumprimento de mandados de busca e apreensão. Além do abuso infantil, o departamento responsável também investiga crimes de ódio, fraudes bancárias eletrônicas e delitos de alta tecnologia. Ainda assim, o abuso sexual de crianças e adolescentes concentra a maior parte das ações, representando 9 em cada 10 operações contra crimes cibernéticos. Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra suspeitos de crimes de abuso sexual infantil na internet Divulgação/Polícia Federal Para Juliana Cunha, diretora da SaferNet Brasil, os dados fazem parte de um contexto ainda maior: "É só ver, por exemplo, as denúncias recebidas na SaferNet ano passado: foram cerca de 60 mil denúncias recebidas de conteúdos de abuso e exploração sexual". Segundo relatório recente da Unicef, uma a cada cinco crianças e adolescentes de 12 a 17 anos foi vítima de exploração ou abuso sexual facilitados pela tecnologia. Isso representa cerca de 3 milhões de pessoas. "Com a popularização da internet e dos smartphones, os jovens com cada vez mais acesso a celulares, eles também estão sendo vítimas em outro ambiente. Para um crime físico o abusador precisava conversar, abordar, criar uma confiança para ter acesso àquela criança. Já num crime cibernético, o sujeito fala com muito mais gente", afirma Thiago Figueiredo Rodrigues, delegado da Coordenação de Repressão a Crimes Cibernéticos Relacionados ao Abuso Sexual Infantojuvenil da Polícia Federal. Apesar do aumento de casos e operações policiais, Juliana avalia de forma positiva as ações recentes. Segundo ela, o foco não está só em punir quem consome ou explora esse conteúdo, mas também em identificar e resgatar as vítimas. Casos recentes Piloto é preso dentro de avião no aeroporto de Congonhas suspeito de manter rede de abuso sexual infantil Reprodução/TV Globo Segundo os dados da PF, somente em janeiro de 2026, 17 operações foram iniciadas para combater esse tipo de crime. Também neste ano, foi deflagrada a Operação Apertem os Cintos, que investiga um esquema liderado por um ex-piloto de avião de 60 anos, preso no Aeroporto de Congonhas. Segundo as investigações da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia, do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil de São Paulo, Sérgio Antônio Lopes é suspeito de participar de uma rede de exploração de pornografia infantil e estupro de vulnerável há pelo menos oito anos. As investigações indicam que o suspeito contava com a conivência de familiares das vítimas para o aliciamento. Até o momento, a polícia identificou sete vítimas dessa rede, em São Paulo e no Espírito Santo, mas as investigações continuam para mapear outros envolvidos e possíveis vítimas em outros estados. Outra ação recente foi a Operação Carcará 40, deflagrada no Piauí. Um homem suspeito de produzir, adquirir e compartilhar conteúdo de abuso sexual infantojuvenil foi preso em Picos, no sul do estado. Já em Duque de Caxias, uma mulher de 33 anos foi presa por abusar das próprias filhas e publicar vídeos delas na dark web. Agentes cumpriram um mandado de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão na cidade da Baixada Fluminense, durante a Operação Guardiões. Rondônia teve mais vítimas resgatadas; SP concentrou mais operações Embora o total de operações no combate desses crimes tenha aumentado nacionalmente, isso não aconteceu em todos os estados. Em Rondônia, o estado com mais vítimas resgatadas, o número operações subiu 148%. Passou de 23 em 2024 para 57 em 2025. Em números absolutos, o estado com mais operações policiais realizada em 2025 foi São Paulo, com 193. Apesar disso, o número representa uma redução de 19% em relação a 2024. Operações contra abuso sexual infantojuvenil na internet em 2025 por UF Lara Bernardino - Arte/g1 Veja os números por estado: São Paulo: 193 operações e 6 vítimas resgatadas Minas Gerais: 98 operações e 2 vítimas resgatadas Paraná: 92 operações e 7 vítimas resgatadas Rio Grande do Sul: 84 operações e 8 vítimas resgatadas Rio de Janeiro: 65 operações e 5 vítimas resgatadas Santa Catarina: 59 operações e 13 vítimas resgatadas Rondônia: 57 operações e 21 vítimas resgatadas Bahia: 50 operações e 15 vítimas resgatadas Mato Grosso: 43 operações e 8 vítimas resgatadas Paraíba: 42 operações Rio Grande do Norte: 38 operações Espírito Santo: 34 operações e 5 vítimas resgatadas Pará: 33 operações e 3 vítimas resgatadas Piauí: 30 operações e 4 vítimas resgatadas Goiás: 29 operações e 2 vítimas resgatadas Mato Grosso do Sul: 28 operações e 2 vítimas resgatadas Maranhão: 20 operações Pernambuco: 19 operações Roraima: 17 operações e 5 vítimas resgatadas Tocantins: 17 operações e 3 vítimas resgatadas Ceará: 15 operações e 3 vítimas resgatadas Amazonas: 15 operações Alagoas: 13 operações e 2 vítimas resgatadas Amapá: 11 operações e 3 vítimas resgatadas Acre: 9 operações Distrito Federal: 9 operações Sergipe: 9 operações LEIA MAIS Três suspeitos são alvo da PF por produção e compartilhamento de material de abuso infantil em RO Suspeito de armazenar e compartilhar material de abuso infantil é preso em Ji-Paraná, RO O que é o ECA digital 🔞Em setembro de 2025, o presidente Lula sancionou o ECA Digital, conhecido como PL da Adultização. A lei estabelece obrigações para provedores de serviços digitais, como a exigência de vincular contas de crianças e adolescentes a um responsável e remover conteúdos inadequados para esse público. A legislação foi motivada por denúncias de influenciadores sobre a exposição de crianças a comportamentos inadequados nas redes sociais. O objetivo é garantir a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, abrangendo qualquer produto ou serviço de tecnologia da informação utilizado por esse público. Infográfico - Entenda o debate sobre 'adultização' que viralizou nas redes envolvendo Felca e Hytalo. Arte/g1

Palavras-chave: cibernéticotecnologia

Iranianos que fugiram do 'inferno' acompanham a guerra no exílio

Publicado em: 16/03/2026 10:20

Farhad Sheikhi, um curdo iraniano que participou dos protestos contra o governo em 2022. OZAN KOSE / AFP O ativista iraniano Farhad Sheikhi contém as lágrimas ao recordar o som dos tiros e a queda de seus companheiros atingidos pelas balas. Depois de fugir para o Iraque, ele acompanha à distância os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra seu país. "Eu vi literalmente o inferno", afirma o curdo iraniano de 34 anos em Suleimaniya, segunda maior cidade do Curdistão iraquiano, enquanto mostra à AFP as fotos que tirou nos protestos de janeiro contra o governo. As imagens mostram várias pessoas no chão, ao lado de poças de sangue. Mas sua maior preocupação atual é a segurança de sua família no Irã. Com o apagão cibernético na República Islâmica, ele diz que depende de um amigo que ocasionalmente consegue se conectar para enviar informações. "Ele liga para o meu pai e me conta como eles estão. É a única forma de ter notícias deles", explica. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Voltar ao Irã já não é uma opção para Sheikhi, que tem o sonho de viajar para a Alemanha e concluir seus estudos de Direito. Com a guerra entrando na terceira semana, Sheikhi diz que as pessoas estão mais cautelosas e enfrentam condições de vida mais difíceis. Ele afirma não perder a esperança de que "um dia uma revolução social permita a minha volta, mas no momento o risco é grande demais". Após a violenta repressão das autoridades aos protestos de janeiro no Irã, que, segundo organizações de direitos humanos, deixaram milhares de mortos, Sheikhi fugiu para a região autônoma do Curdistão iraquiano. Sheikhi diz lembrar do som de tiros e seus companheiros de protesto caindo sob uma chuva de balas meses antes. OZAN KOSE / AFP O movimento de janeiro não foi a primeira vez em que ele participou de protestos contra as autoridades iranianas. Em 2022, ele se uniu às milhares de pessoas que tomaram as ruas para protestar contra a morte da jovem Mahsa Amini, que faleceu sob custódia depois de ser detida por supostamente infringir o rígido código de vestimenta imposto às mulheres. Na época, ele foi detido três vezes e submetido a torturas que causaram perda auditiva. Sheikhi não se intimidou: em dezembro e janeiro saiu novamente às ruas para protestar contra o regime. "A repressão contra o povo, a matança, foi massiva. Eu mesmo vi", disse. Aresto Pasbar, um iraniano que fugiu do país após participar dos protestos antigovernamentais de 2022, segura um fuzil AK-47 em uma casa. OZAN KOSE / AFP 'Se eu morrer' Durante os protestos de 2022, Aresto Pasbar foi atingido por balas de espingarda que o deixaram cego do olho esquerdo. "Já fiz cinco cirurgias", conta Pasbar, de 38 anos, à AFP em Sulaimaniyah, no Iraque. Com medo de ser assassinado, ele fugiu para a Turquia, onde foi interceptado ao tentar entrar ilegalmente na Europa pelo mar. Uma organização humanitária com sede em Munique o ajudou a obter asilo na Alemanha em 2023. Da Alemanha, ele acompanhou a situação no Irã. Sofreu ao ver a repressão aos protestos, até o ponto de não aguentar mais. Quando a guerra começou, deixou para trás o conforto da Alemanha para se unir aos combatentes curdos iranianos no Curdistão iraquiano, com a esperança de um dia atravessar a fronteira com o Irã aproveitando a guerra atual. Com voz firme, diz que, em seu coração, "não poderia permanecer naquele conforto e ver o meu povo sendo oprimido". Vestido com a tradicional farda cinza dos curdos, fuzil na mão, ele disse ter consciência de que pode não voltar a ver a esposa e as duas filhas. Pasbar conta que, antes de viajar, afirmou à família: "Se eu morrer, por favor, defendam seus direitos". 'Vingança' Em 2005, quando o marido de Amina Kadri, Ikbal, fugiu do Irã devido à perseguição política, sua família esperava que o Curdistão iraquiano representasse um refúgio seguro. Porém, 15 anos depois, Ikbal, que tinha 57 anos e era membro de um grupo armado curdo iraniano no exílio, foi assassinado perto da fronteira entre o Irã e o Iraque. Os agressores atiraram, deixaram o corpo em um rio e fugiram de moto para o Irã, disse Kadri, que citou testemunhas do assassinato. Ela acusa o Irã de ser responsável pelo crime. Apenas 53 dias depois, o filho mais velho de Kadri, que havia permanecido no Irã, foi executado por assassinato. Kadri considera que tudo foi uma armação. "Já não me importa o que aconteça comigo", disse. "Minha vida não é mais valiosa que a do meu filho ou do meu marido", afirmou Kadri, 61 anos, ao falar por telefone de Penjwen, uma cidade fronteiriça onde as forças curdas impediram a entrada de uma equipe da AFP alegando motivos de segurança. Kadri só deseja agora a queda da República Islâmica para poder "vingar o sangue de todos os que foram executados".

Palavras-chave: cibernético

Alerta do TikTok ajuda Polícia Civil encontrar adolescente em situação de risco em Rondônia

Publicado em: 14/03/2026 11:00

Imagem ilustrativa Reprodução A Polícia Civil de Rondônia encontrou, na noite de quinta-feira (12), um adolescente em situação de risco extremo depois de receber um alerta internacional enviado pelo TikTok. O local da operação e as condições em que o jovem foi encontrado não foram divulgados. O aviso, chamado Emergency Disclosure Request (EDR), é usado pela plataforma quando há risco imediato à vida ou à segurança de um usuário. Assim que recebeu a notificação, a Polícia Civil acionou equipes especializadas em crimes cibernéticos para agir rapidamente. Com base nos dados fornecidos pelo TikTok, os investigadores conseguiram identificar em poucos minutos a localização do jovem em um município do interior do estado. A polícia entrou em contato com a família e garantiu a proteção do adolescente. A ação foi coordenada pelo Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (DECCO), com apoio da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), do Laboratório de Tecnologia contra Crimes Cibernéticos (Ciberlab) e do Departamento de Inteligência Policial (DIP). Em nota, a Polícia Civil destacou o compromisso de proteger vidas e ressaltou a importância do uso de tecnologia avançada para prevenir situações de risco e combater crimes.

Palavras-chave: cibernéticotecnologia

Emirados Árabes prendem 45 pessoas por filmar e divulgar vídeos durante ataques do Irã

Publicado em: 13/03/2026 18:42

Fumaça sai do porto de Zayed após um ataque iraniano em 1º de março de 2026 REUTERS/Abdelhadi Ramahi A polícia de Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes, anunciou nesta sexta-feira (13) a prisão de 45 pessoas, incluindo estrangeiros, por “divulgação de informações enganosas, gravação e compartilhamento de vídeos”, enquanto o Irã mantém ataques na região do Golfo. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo a polícia, os suspeitos filmaram diferentes locais durante os ataques e publicaram as imagens nas redes sociais. Eles também são acusados de divulgar informações incorretas que poderiam influenciar a opinião pública e espalhar rumores. Nos Emirados Árabes Unidos, esse controle se apoia na lei de combate a rumores e crimes cibernéticos, que prevê punições para a divulgação online de informações consideradas falsas ou prejudiciais à segurança pública. Segundo o jornal The Guardian, um britânico também foi detido por filmar e publicar conteúdo relacionado aos ataques ao Irã em Dubai. O homem, de 60 anos, estava na cidade como turista. Veja o momento em que hotel de luxo de Dubai é atingido por retaliação iraniana Ainda de acordo com a reportagem, países do Oriente Médio reforçaram restrições à divulgação de informações em meio ao conflito na região. Governos locais demonstram preocupação com imagens que revelem locais atingidos por mísseis ou drones, ou que mostrem a interceptação de projéteis, por considerarem que esse tipo de material pode expor informações sensíveis de segurança. O jornal também relata que Israel passou a restringir a publicação de conteúdos considerados ameaça direta à segurança, como transmissões ao vivo que mostrem o horizonte das cidades durante ataques ou imagens que permitam identificar pontos de impacto de mísseis. Segundo o Guardian, monarquias do Golfo e o próprio Irã também endureceram controles sobre jornalistas e moradores, incluindo estrangeiros, em meio ao aumento das hostilidades na região. LEIA TAMBÉM EUA oferecem recompensa de US$ 10 milhões por informações sobre líderes iranianos EUA mandam mais 2.500 fuzileiros navais e um navio para o Oriente Médio em meio a guerra contra Irã, diz agência FOTO mostra avião danificado em Tel Aviv; aeronave se chocou com o avião americano que caiu no Iraque VÍDEOS: mais assistidos do g1

Palavras-chave: cibernético

Tailândia encontra 'delegacia' da Polícia Federal do Brasil em centro de crimes on-line perto da fronteira com o Camboja

Publicado em: 12/03/2026 16:30

Sala que imita delegacia da Polícia Federal é encontrada em centro de golpes on-line na fronteira entre Tailândia e Camboja LILLIAN SUWANRUMPHA / AFP Monitores de computador quebrados em escritórios bombardeados, uniformes falsos de polícia espalhados, notas falsas de cem dólares e até uma sala montada para imitar uma delegacia da Polícia Federal do Brasil: esses são os vestígios de uma fuga apressada de supostos cibercriminosos que abandonaram um resort na fronteira entre Camboja e Tailândia. O sudeste asiático tornou-se o epicentro da indústria bilionária de golpes online, na qual centenas de milhares de golpistas - alguns vítimas de tráfico humano, outros trabalhadores voluntários - enganam usuários da internet em todo o mundo com esquemas de romance e de investimento em criptomoedas. Nesta quinta-feira (12), a AFP foi convidada para uma visita organizada pelo Exército tailandês a uma área de O'Smach, no Camboja, que as forças da Tailândia capturaram durante confrontos na fronteira no ano passado. A Tailândia afirma que a área era usada como base de operações pelo Exército cambojano e também por criminosos que conduziam golpes transnacionais. Os dois países vizinhos travaram confrontos mortais ao longo de sua fronteira disputada por três semanas em dezembro, o episódio mais recente de um conflito fronteiriço de longa data. A Tailândia afirmou naquele mês que suas forças atingiram vários cassinos do outro lado da fronteira, alegando que eram utilizados como depósitos de armas e posições de disparo pelas forças cambojanas. Pelo menos dois foram identificados por observadores como fachadas que operavam como centros de golpes online. "Foi por coincidência - o ataque a essas instalações ocorreu porque eram usadas como bases militares pelas forças cambojanas", disse a jornalistas durante a visita o porta-voz do Ministério da Defesa da Tailândia, Surasant Kongsiri. Quando as tropas tailandesas avançaram para neutralizar a ameaça do lado cambojano, "descobriram que as instalações atrás dos cassinos eram centros de golpes", afirmou. Desde que uma trégua frágil foi acordada no fim de dezembro, o Exército tailandês mantém presença na área - apesar dos repetidos pedidos do Camboja para que a Tailândia retire suas tropas de O'Smach e de outras zonas fronteiriças anteriormente controladas pelo país. O ministro da Informação do Camboja, Neth Pheaktra, acusou a Tailândia de tentar justificar sua "anexação de fato" do território cambojano "sob o pretexto de operações contra golpes online". "Essas ações representam um uso perigoso de narrativas de aplicação da lei para justificar incursões militares", afirmou em comunicado à AFP nesta quinta-feira. - Roteiros de golpe e listas telefônicas - A destruição e os escombros que permanecem em O'Smach mais de dois meses após o fim dos combates indicam uma fuga apressada de milhares de pessoas. Jornalistas foram conduzidos por escritórios e dormitórios com beliches onde ficaram para trás as ferramentas usadas nos golpes: cenários falsos de escritórios policiais de Brasil, Austrália, Canadá e Índia, roteiros para ligações golpistas e pilhas de papéis com números de telefone de alvos em todo o mundo. O Exército tailandês afirmou que cerca de 20 mil supostos golpistas que viviam ali escaparam pouco antes de os mísseis atingirem a área. Segundo um analista ouvido pela AFP em dezembro, O'Smach e outros complexos de cassinos atacados pela Tailândia durante os combates poderiam abrigar milhares de vítimas de tráfico humano. Os locais visitados nesta quinta-feira - alojamentos para golpistas do Vietnã e da Indonésia e escritórios para chefes chineses, segundo os militares tailandeses - ficavam em frente ao resort e cassino O'Smach, propriedade do senador e empresário cambojano Ly Yong Phat. Ele foi alvo de sanções de Washington em 2024 pelo suposto papel de sua empresa em "graves abusos de direitos humanos relacionados ao tratamento de trabalhadores traficados submetidos a trabalho forçado em centros de golpes online", segundo autoridades americanas. Ly Yong Phat negou em novembro reportagens que o vinculavam a redes de crimes cibernéticos e lavagem de dinheiro, classificando as acusações como "falsas e prejudiciais à sua reputação" em entrevista a um veículo de imprensa cambojano. Prapas Sornchaidee, da Força Aérea da Tailândia, afirmou que o Camboja - que prometeu eliminar as operações de golpes antes de maio - deveria reconhecer a proliferação dessas atividades e buscar apoio internacional para combatê-las. "Se o Camboja reconhecesse que essas atividades estão ocorrendo e que não consegue controlá-las, e coordenasse com a Tailândia e outros países para enfrentar o problema, seria muito melhor", afirmou. ci-sjc-suy/sco/abs/lm/aa

Palavras-chave: cibernético

Chefe de quadrilha preso em SP criou manual para ensinar a imprimir armas em impressora 3D e usava nome falso

Publicado em: 12/03/2026 12:28

Armas em impressoras 3D: operação prende chefe de esquema no interior de SP Lucas Alexandre Flaneto de Queiroz, conhecido como Zé Carioca, é o engenheiro preso apontado como chefe de uma quadrilha investigada por fabricar armamentos com impressoras 3D nesta quinta-feira (12) em Rio das Pedras (SP), no interior de São Paulo. Os investigadores descobriram que ele é engenheiro e usava um nome falso para publicar testes e orientações para montagens das armas. Manual de fabricação 3D: o suspeito chegou a criar um manual de mais de 100 páginas para que qualquer pessoa com conhecimento em impressão 3D pudesse produzir armas não rastreáveis em poucas semanas, com materiais de fácil acesso e baixo custo, segundo a polícia. O Coronel da Polícia Militar (PM) de Piracicaba (SP), Cleotheos Sabino de Souza Filho, afirmou que o armamento era vendido pela internet e chegou a ser oferecido para outros países. “Quadrilha vendia armas até pela internet, eles desenvolveram um projeto de armas, faziam as impressões em 3D, em polímeros plástico. Sabemos que esse indivíduo chegou a oferecer o armamento a outros países. Esse tipo de arma tem uma limitação de disparo por sei feita com plástico. Mas, é funcional, pode matar pessoas”, esclareceu o coronel da PM. A ação faz parte da Operação Shadowgun no Rio de Janeiro, que cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão em 11 estados, mas o polo principal ocorreu em Rio das Pedras, onde funcionava uma espécie de fábrica. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram Na região, foram cumpridos quatro mandados. "Mas, acreditamos que tenham muito mais pessoas envolvidas no processo. Um homem e uma mulher foram presos, outros dois não foram localizados ainda. Estamos com diligência em Ribeirão Preto (SP) também", apontou o comandante da PM. Um dos presos tinha registro de CAC, mas as armas apreendidas não estavam no acervo dele. Apreensões Na cidade, os agentes também apreenderam em um galpão armas de diversos calibres, incluindo pistolas, revólveres, espingardas e rifles, além de coletes, capacetes, munições, rádios, celulares, computadores e equipamentos eletrônicos. LEIA TAMBÉM: Operação em 11 estados mira esquema de venda de armas produzidas em impressoras 3D; 4 são presos PF encontra fábrica clandestina para montagem de armas em Rio das Pedras; 4 impressoras 3D são apreendidas no local Até a última atualização desta reportagem, além de Lucas, outros três homens haviam sido presos. Agentes saíram para cumprir 5 mandados de prisão em São Paulo e 36 de busca e apreensão. Cinco pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. A Polícia Civil do Rio e Janeiro e o Ministério da Justiça e Segurança Pública também atuam nas investigações. Segundo apuração da 32ª DP (Taquara) e do Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (CyberGaeco/MPRJ), o grupo produzia e comercializava principalmente carregadores de armas de fogo feitos por impressão 3D, além de divulgar projetos de “armas fantasmas” — que não possuem rastreabilidade. Os denunciados responderão na Justiça pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e comércio ilegal de arma de fogo. Algumas das armas produzidas em impressoras 3D Reprodução Onde os mandados são cumpridos Bahia Espírito Santo Goiás Minas Gerais Pará Paraíba Rio de Janeiro Rio Grande do Sul Roraima Santa Catarina São Paulo No interior de São Paulo, os mandados são cumpridos em Rio das Pedras, Piracicaba, Saltinho (SP) e Tambaú (SP), na região central. Os endereços investigados nos 11 estados são ligados a produtores, vendedores e compradores do material ilegal. Como funcionava o esquema O principal produto disseminado pelo grupo é uma arma semiautomática impressa em 3D. O projeto era divulgado com um manual técnico detalhado e com um “manifesto ideológico” defendendo o porte irrestrito de armas. De acordo com a Polícia Civil, o chefe da organização é um engenheiro especializado em controle e automação. Com um nome falso, ele publicava nas redes sociais testes balísticos, atualizações de design e orientações sobre calibração e montagem das armas. O homem ainda elaborou um manual com mais de 100 páginas detalhando o processo de fabricação, o que permitiria que pessoas com conhecimento intermediário em impressão 3D produzissem o armamento com equipamentos de baixo custo e em casa. As investigações apontam que o material circulava em redes sociais, em fóruns e na dark web. O grupo também utilizava criptomoedas para financiar as atividades. Impressoras 3D eram usadas para fabricar armas e acessórios Reprodução Estrutura organizada A força-tarefa identificou outros 3 integrantes do esquema. Cada um exercia uma função específica: “suporte técnico” direto; divulgação e articulação ideológica; propaganda e identidade visual. Para a polícia, a organização tinha divisão clara de tarefas e combinava conhecimentos em engenharia, impressão 3D e segurança digital para viabilizar a produção e disseminação dos armamentos. Armas apreendidas durante operação parte da Operação Shadowgun, que cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão em 11 estados Reprodução/EPTV Vendas em 11 estados A apuração identificou que o material foi negociado com 79 compradores entre 2021 e 2022. Os clientes estão espalhados por 11 estados. Segundo a investigação, muitos possuem antecedentes criminais, principalmente por tráfico de drogas e outros delitos graves. A polícia investiga se o material abastecia o crime organizado, incluindo tráfico de drogas e milícias. Um dos compradores está preso após ser flagrado com grande quantidade de armas e munição. No Rio de Janeiro, foram identificados 10 compradores, em cidades como São Francisco de Itabapoana, Araruama, São Pedro da Aldeia, Armação dos Búzios e na capital, nos bairros do Recreio dos Bandeirantes e Barra da Tijuca. As diligências têm apoio das Polícias Civis de outros estados. Operação mira esquema de venda de armas produzidas em impressoras 3D VÍDEOS: Tudo sobre Piracicaba e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Piracicaba

Palavras-chave: cibernético

Adolescente é investigado por armazenar vídeos de abuso sexual infantil, na PB

Publicado em: 12/03/2026 10:40

Adolescente é alvo de mandado de busca em operação contra abuso sexual infantil, na PB Reprodução / Polícia Civil Um adolescente foi alvo de um mandado de busca e apreensão cumprido nesta quinta-feira (12) durante uma operação contra abuso sexual infantil realizada pela Polícia Civil da Paraíba, no município de Mulungu. A ação apura o compartilhamento de vídeos com crianças em cena de sexo no ambiente digital. A operação foi conduzida pela Delegacia de Crimes Cibernéticos (DECC). Segundo a Polícia Civil, o adolescente baixava os vídeos por meio de grupos em redes sociais e também recebia o conteúdo enviado por um homem adulto, morador de outro estado, que será investigado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp Durante o cumprimento do mandado, dois aparelhos de telefone celular foram apreendidos. O delegado João Ricardo explicou que a medida teve caráter exclusivamente investigativo e que o menor não foi apreendido. De acordo com a Polícia Civil, as investigações continuam para identificar outras pessoas envolvidas no envio e no compartilhamento do material. Violência e abuso sexual infantil: veja os sinais e saiba como proteger as crianças Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

Palavras-chave: cibernético

Polícia de Piracicaba cumpre mandados em operação interestadual contra fabricação de armas em impressoras 3D

Publicado em: 12/03/2026 08:20

Operação mira esquema de venda de armas produzidas em impressoras 3D A Polícia Civil de Piracicaba (SP), em conjunto com o Grupo de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público (Gaeco), cumpre mandados de prisão e busca e apreensão, na manhã desta quinta-feira (12), em uma ação contra um esquema de fabricação de armas em impressoras 3D. Em Rio das Pedras (SP), os agentes apreenderam muitas armas de vários calibres e formas, incluindo pistolas, revólveres, espingardas e rifles, além de coletes, capacetes, munições, rádios, celulares, computadores e equipamentos eletrônicos. O arsenal estava escondido em um galpão. Os agentes também cumprem mandados em Piracicaba (SP), Saltinho (SP) e Tambapú (SP), na região central do estado. Também nesta manhã, a Polícia Civil do Rio de Janeiro (RJ), o Ministério Público do Rio (MPRJ) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública cumprem mandados em outros estados. Algumas das armas produzidas em impressoras 3D Reprodução A ação integra a Operação Shadowgun. Até a última atualização desta reportagem, 4 homens haviam sido presos — entre eles, o apontado como chefe da quadrilha, encontrado em Rio das Pedras (SP). Agentes saíram para cumprir 5 mandados de prisão em São Paulo e 36 de busca e apreensão em SP e em outros 10 estados. Cinco pessoas foram denunciadas pelo MPRJ. Segundo as investigações da 32ª DP (Taquara) e do Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (CyberGaeco/MPRJ), o grupo produzia e comercializava principalmente carregadores de armas de fogo feitos por impressão 3D, além de divulgar projetos de “armas fantasmas” — que não possuem rastreabilidade. Os denunciados responderão na Justiça pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e comércio ilegal de arma de fogo. Onde os mandados são cumpridos Bahia Espírito Santo Goiás Minas Gerais Pará Paraíba Rio de Janeiro Rio Grande do Sul Roraima Santa Catarina São Paulo Como funcionava o esquema O principal produto disseminado pelo grupo é uma arma semiautomática impressa em 3D. O projeto era divulgado com um manual técnico detalhado e com um “manifesto ideológico” defendendo o porte irrestrito de armas. De acordo com a Polícia Civil, o chefe da organização é um engenheiro especializado em controle e automação. Com um nome falso, ele publicava nas redes sociais testes balísticos, atualizações de design e orientações sobre calibração e montagem das armas. O homem ainda elaborou um manual com mais de 100 páginas detalhando o processo de fabricação, o que permitiria que pessoas com conhecimento intermediário em impressão 3D produzissem o armamento com equipamentos de baixo custo e em casa. As investigações apontam que o material circulava em redes sociais, em fóruns e na dark web. O grupo também utilizava criptomoedas para financiar as atividades. Impressoras 3D eram usadas para fabricar armas e acessórios Reprodução Estrutura organizada A força-tarefa identificou outros 3 integrantes do esquema. Cada um exercia uma função específica: “suporte técnico” direto; divulgação e articulação ideológica; propaganda e identidade visual. Para a polícia, a organização tinha divisão clara de tarefas e combinava conhecimentos em engenharia, impressão 3D e segurança digital para viabilizar a produção e disseminação dos armamentos. Vendas em 11 estados A apuração identificou que o material foi negociado com 79 compradores entre 2021 e 2022. Os clientes estão espalhados por 11 estados. Segundo a investigação, muitos possuem antecedentes criminais, principalmente por tráfico de drogas e outros delitos graves. A polícia investiga se o material abastecia o crime organizado, incluindo tráfico de drogas e milícias. Um dos compradores está preso após ser flagrado com grande quantidade de armas e munição. No Rio de Janeiro, foram identificados 10 compradores, em cidades como São Francisco de Itabapoana, Araruama, São Pedro da Aldeia, Armação dos Búzios e na capital, nos bairros do Recreio dos Bandeirantes e Barra da Tijuca. As diligências têm apoio das Polícias Civis de outros estados.

Palavras-chave: cibernético

Operação em 11 estados mira esquema de venda de armas produzidas em impressoras 3D

Publicado em: 12/03/2026 06:59

Operação mira esquema de venda de armas produzidas em impressoras 3D A Polícia Civil do RJ, o Ministério Público do Rio (MPRJ) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública iniciaram nesta quinta-feira (12) a Operação Shadowgun, contra um esquema interestadual de produção e venda de armamentos fabricados com impressoras 3D. Até a última atualização desta reportagem, 4 homens haviam sido presos — entre eles, o apontado como chefe da quadrilha. Agentes saíram para cumprir 5 mandados de prisão em São Paulo e 36 de busca e apreensão em SP e em outros 10 estados. Cinco pessoas foram denunciadas pelo MPRJ. Segundo as investigações da 32ª DP (Taquara) e do Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (CyberGaeco/MPRJ), o grupo produzia e comercializava principalmente carregadores de armas de fogo feitos por impressão 3D, além de divulgar projetos de “armas fantasmas” — que não possuem rastreabilidade. Os denunciados responderão na Justiça pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e comércio ilegal de arma de fogo. Algumas das armas produzidas em impressoras 3D Reprodução Onde os mandados são cumpridos Bahia Espírito Santo Goiás Minas Gerais Pará Paraíba Rio de Janeiro Rio Grande do Sul Roraima Santa Catarina São Paulo Como funcionava o esquema O principal produto disseminado pelo grupo é uma arma semiautomática impressa em 3D. O projeto era divulgado com um manual técnico detalhado e com um “manifesto ideológico” defendendo o porte irrestrito de armas. De acordo com a Polícia Civil, o chefe da organização é um engenheiro especializado em controle e automação. Com um nome falso, ele publicava nas redes sociais testes balísticos, atualizações de design e orientações sobre calibração e montagem das armas. O homem ainda elaborou um manual com mais de 100 páginas detalhando o processo de fabricação, o que permitiria que pessoas com conhecimento intermediário em impressão 3D produzissem o armamento com equipamentos de baixo custo e em casa. As investigações apontam que o material circulava em redes sociais, em fóruns e na dark web. O grupo também utilizava criptomoedas para financiar as atividades. Impressoras 3D eram usadas para fabricar armas e acessórios Reprodução Estrutura organizada A força-tarefa identificou outros 3 integrantes do esquema. Cada um exercia uma função específica: “suporte técnico” direto; divulgação e articulação ideológica; propaganda e identidade visual. Para a polícia, a organização tinha divisão clara de tarefas e combinava conhecimentos em engenharia, impressão 3D e segurança digital para viabilizar a produção e disseminação dos armamentos. Vendas em 11 estados A apuração identificou que o material foi negociado com 79 compradores entre 2021 e 2022. Os clientes estão espalhados por 11 estados. Segundo a investigação, muitos possuem antecedentes criminais, principalmente por tráfico de drogas e outros delitos graves. A polícia investiga se o material abastecia o crime organizado, incluindo tráfico de drogas e milícias. Um dos compradores está preso após ser flagrado com grande quantidade de armas e munição. No Rio de Janeiro, foram identificados 10 compradores, em cidades como São Francisco de Itabapoana, Araruama, São Pedro da Aldeia, Armação dos Búzios e na capital, nos bairros do Recreio dos Bandeirantes e Barra da Tijuca. As diligências têm apoio das Polícias Civis de outros estados.

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Golpe do falso advogado: acreano é preso no Ceará suspeito de roubar R$ 11 mil de vítima

Publicado em: 11/03/2026 21:29

Ação ocorreu após homem aplicar o golpe do 'falso advogado' e conseguir cerca de R$11 mil de uma vítima Arquivo pessoal/ Polícia Civil de Maracanaú Um acreano, que não teve a identidade divulgada, foi preso nessa terça-feira (10) na Região Metropolitana de Maracanaú, no interior do Ceará, suspeito de se passar por advogado e roubar R$ 11 mil de uma moradora do Acre. A prisão ocorreu em uma operação conjunta entre a Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) do Acre e a 2ª Seccional da Região Metropolitana de Maracanaú da Polícia Civil do Ceará. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Ao g1, o delegado responsável pelo caso, Eustáquio Nomerg, explicou que o suspeito entrava em contato com vítimas que tinham processos judiciais em andamento e prometia uma suposta liberação de valores. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No último dia 17, o suspeito entrou em contato com uma moradora do Acre e aplicou um golpe de R$ 11 mil. "Não satisfeito, nos dias seguintes, o criminoso continuou mantendo contato com a vítima, na tentativa de conseguir mais dinheiro. Ainda estamos cruzando as informações com a Polícia do Ceará para saber quantas transferências foram feitas", destacou. Ainda segundo Nomerg, antes de ser preso nessa terça-feira, o homem tentou um novo contato com a vítima e a prisão só foi possível porque a mulher procurou logo a delegaci , que denunciou o caso em uma delegacia. O delegado explicou também que o Judiciário deve pedir a transferência do homem para Rio Branco. LEIA MAIS: Golpe da falsa Defensoria: Criminosos se passam por defensores públicos para enganar moradores do AC Servidores do TJ relatam tentativa de golpe do pagamento de precatório e órgão emite alerta no Acre Golpes em meios eletrônicos crescem 87% no Acre, revela Anuário "Uma situação mais comuns a todas a fraudes é a determinação para que a vítima atue rápido, não tendo tempo para raciocinar muito que pode estar caindo em um golpe", concluiu o delegado. O suspeito foi preso com um notebook, seis aparelhos celulares e dezesseis chips telefônicos. Os materiais foram encaminhado para análise técnica e podem ser usados para a identificação de outros comparsas e até demais vítima que caíram na prática criminosa. ⚠️Orientações Desconfiar de ofertas muito vantajosas; Pedidos urgentes de dinheiro ou solicitação de dados pessoais e bancários; Não compartilhar a tela do aplicativo bancário; Não clicar em links desconhecidos; Verificar o dados da transferência via PIX. Casos semelhantes Outro caso parecido aconteceu no início deste mês, com a Defensoria Pública do Estado (DPE-AC), após clientes relatarem terem sido procurados pelos golpistas, que solicitam dados pessoais e bancários, com a desculpa de que faltava algum dado, ocasião em que as informações pessoais eram capturadas e a fraude concluída. Já em janeiro de 2024, os servidores de Sena Madureira, no interior do Acre, denunciaram que dados e depósitos estavam sendo pedidos por golpistas para o pagamento de precatórios. À época, o TJ-AC emitiu um alerta à população dizendo que não realizava cobrança de taxas para realização dos serviços. Reveja os telejornais do Acre

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Roteadores ASUS são sequestrados para alimentar rede global de crimes cibernéticos

Publicado em: 11/03/2026 18:22 Fonte: Tudocelular

Um novo malware pode comprometer roteadores da ASUS ao redor do mundo, além de converter todos esses dispositivos em uma parte de uma rede secreta de proxies usada por criminosos. Essa campanha tem relação com o programa malicioso KadNap e já infectou mais de 14 mil equipamentos, o que permite aos hackers ocultarem suas atividades online, Roteadores ASUS sequestrados: O perigo por trás da nova rede proxy de cibercrime Pesquisadores identificaram essa nova ameaça de nome KadNap, que tem capacidade de infectar os roteadores da marca taiwanesa e adicioná-los a um botnet usado para tráfego malicioso. Rede proxy clandestina chamada “Doppelgänger” Os equipamentos infectados passam a integrar uma rede de proxy apelidada de Doppelgänger. Ela permite aos cibercriminosos redirecionar tráfego e ocultar sua localização real ao executar ataques ou atividades ilegais online.Clique aqui para ler mais

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Grupo ligado ao Irã reivindica ciberataque a empresa de tecnologia médica dos EUA e diz que foi resposta a ataque em escola

Publicado em: 11/03/2026 16:44

Ciberataque REUTERS/Kacper Pempel/Illustration/File Photo Um grupo de hackers vinculado ao Irã reivindicou, nesta quarta-feira (11), a autoria de um ataque cibernético em larga escala contra a gigante americana de tecnologia médica Stryker, em retaliação à ofensiva militar contra o Irã. O ataque destruiu mais de 200 mil sistemas e extraiu 50 terabytes de dados, afirmou o grupo de hackers Handala em um comunicado. "Nossa grande operação cibernética foi um sucesso completo", acrescentou, especificando que realizou o ataque cibernético em resposta ao "ataque brutal à escola de Minab", onde morreram 150 pessoas, segundo as autoridades iranianas. O grupo de hackers alegou que o ataque afetou os escritórios da Stryker em 79 países e que todos os dados roubados estão "nas mãos dos povos livres do mundo". "Este é apenas o começo de um novo capítulo na guerra cibernética", acrescentou o grupo Handala, que ameaçou diretamente "líderes sionistas e seus grupos de pressão". A Stryker reportou uma "interrupção global da rede" em seu "ambiente da Microsoft como resultado de um ciberataque". "Não temos indícios de ransomware ou malware e acreditamos que o incidente está contido", disse. Segundo fontes citadas pelo The Wall Street Journal, as interrupções começaram pouco depois da 1h00 (horário de Brasília) desta quarta-feira (11). Foto de menino acenando pra antes de morrer em ataque no Irã viraliza O grupo Handala reivindicou nas últimas semanas a autoria de uma série de ciberataques contra empresas israelenses e do Golfo Pérsico. Desde o início da guerra no Irã, desatada em 28 de fevereiro por uma ofensiva israelense-americana, o grupo reivindicou ataques cibernéticos contra infraestruturas israelenses, assegurando que tem "acesso total" às câmeras de segurança de Jerusalém. O grupo Handala é conhecido por sua afiliação "ao regime iraniano", disse o chefe de inteligência cibernética da empresa israelense Check Point. "Nós os vínhamos rastreando há anos", assinalou. Um relatório do Google Threat Intelligence, publicado no começo deste ano, destacou que a atividade maliciosa do grupo Handala "consistiu principalmente em operações de hackeamento e vazamento de dados, mas tem incorporado cada vez mais o doxxing (publicação de dados privados na internet) e táticas concebidas para promover o medo, a incerteza e a dúvida". Dispositivos com Windows - inclusive os móveis e smartphones conectados às redes da Stryker - foram apagados remotamente, assinalou o relatório. Fundada em Kalamazoo (Michigan), a Stryker é uma gigante global de dispositivos médicos com cerca de 56.000 funcionários e receita projetada de US$ 25,12 bilhões em 2025 (cerca de R$ 138 bilhões, na cotação da época). Fabrica de implantes ortopédicos e instrumentos cirúrgicos a leitos hospitalares e sistemas de cirurgia robótica. O grupo Handala anunciou posteriormente que também havia realizado um ataque contra a Verifone, empresa especializada em pagamentos eletrônicos. A AFP não pôde verificar de forma independente as afirmações do grupo, e a Verifone não respondeu de imediato a um pedido de comentários. Veja mais: China alerta EUA para apocalipse ao estilo 'Exterminador do Futuro' por uso militar da IA WhatsApp lança recurso para pais limitarem quem pode falar com seus filhos Trend de influenciadores sobre segurança de Dubai gera críticas nas redes

Polícia do Amapá prende suspeito de aplicar golpe do 'falso boleto' em mais de 200 vítimas e faturar R$ 1 milhão

Publicado em: 10/03/2026 15:15

Polícia prende suspeito de aplicar golpe do 'falso boleto' em mais de 200 vítimas A Polícia Civil do Amapá realizou nesta segunda-feira (9) a Operação Boleto Fantasma, que resultou na prisão preventiva, em Goiânia, de um homem apontado como responsável pela criação e administração de sites falsos da companhia de energia do Estado. Segundo a polícia, o esquema fez mais de 200 vítimas e causou prejuízo superior a R$ 1 milhão, ao induzir consumidores ao pagamento de boletos fraudulentos em páginas que simulavam o ambiente oficial da concessionária. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Investigação e prisão O delegado Breno Esteves, titular da DR-CCIBER, explicou que a investigação analisou elementos informativos e realizou rastreamento patrimonial, o que possibilitou identificar o responsável pelo esquema, cumprir os mandados judiciais e bloquear bens e valores que ultrapassam R$ 1 milhão. “Trata-se de uma investigação de grande relevância, porque estamos diante de um esquema que atingiu diretamente centenas de consumidores e gerou expressivo prejuízo financeiro à população. A Polícia Civil conseguiu identificar o responsável pela estrutura criminosa, efetuar sua prisão e avançar no bloqueio patrimonial, demonstrando que fraudes eletrônicas dessa magnitude serão apuradas com firmeza, técnica e integração entre as forças policiais”, destacou o delegado. LEIA MAIS: Jovem de 19 anos é morta por estrangulamento em loja de Santana, no Amapá Celular de jovem estrangulada em Santana foi trocado por crack; polícia investiga latrocínio Apoio em Goiás e apreensões A operação contou com o apoio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos de Goiás, onde foram cumpridos três mandados de busca e apreensão — dois em Goiânia e um em Senador Canedo — além de um mandado de prisão preventiva. Operação da Polícia Civil Polícia Civil/divulgação Durante o cumprimento das ordens judiciais, o suspeito também foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, após a localização de uma pistola calibre 6,35 mm com sete munições. Foram apreendidos também eletrônicos, 10 relógios importados, 143 dólares, 50 libras esterlinas e seis pulseiras de ouro. Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

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Comissão de Segurança Pública pede que PGR avalie investigação de trend ‘caso ela diga não’

Publicado em: 10/03/2026 15:10

Trend 'Caso ela diga não' estimula violência contra as mulheres e vira caso de polícia A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (10) um requerimento que pede que a Procuradoria Geral da República (PGR) avalie a abertura de uma investigação sobre a conduta dos autores do vídeo “caso ela diga não”. Os vídeos da “trend” (tendência) mostram homens reagindo de diferentes formas quando uma mulher nega um pedido de casamento. Os conteúdos, que viralizaram nas redes sociais, simulam violência contra mulheres, com homens portando armas de fogo e facas e executando golpes de artes marciais. A indicação, instrumento aprovado pelo colegiado, é uma sugestão de ação a um órgão. A decisão final cabe à PGR. No pedido, o deputado pede: a instauração de inquérito ou procedimento investigatório criminal para apurar as condutas relacionadas à trend mencionada, identificando autores e avaliando a tipificação dos crimes de apologia à violência contra a mulher e outros correlatos; a comunicação às plataformas de redes sociais (como X, Instagram, TikTok, YouTube) para que forneçam informações sobre o alcance das publicações, dados de autoria e medidas administrativas adotadas; o envio de recomendações a órgãos de segurança pública e entidades de defesa da mulher para o monitoramento e prevenção desse tipo de conteúdo; a adoção de providências judiciais cabíveis para a responsabilização dos envolvidos e a remoção definitiva dos conteúdos ilícitos. Montagem mostra exemplos de vídeos da trend “treinando caso ela diga não”, em que criadores simulam reações violentas após rejeição a pedidos de namoro ou casamento. Reprodução/TikTok O requerimento aprovado é do deputado Pedro Campos (PSB-PE) e foi votado de forma simbólica na comissão - quando os parlamentares fazem um acordo. Além de combater o feminicídio, o parlamentar disse que o requerimento tem o objetivo de “puxar a orelha” das redes sociais. “É algo absurdo, um incentivo e apologia à violência contra a mulher. Nós não podemos aceitar que seja tratado como piada homens simulando violência contra as mulheres”, afirmou Campos. “É uma conduta criminosa e não podemos permitir que esse tipo de incentivo de violência contra a mulher circule nas redes sociais como se isso fosse algo normal”, disse. A Diretoria de Crimes Cibernéticos da Polícia Federal (PF) já derrubou os perfis e abriu inquérito para investigar a trend ''caso ela diga não'. A informação foi confirmada ao blog da jornalista Julia Duailibi. A corporação deu início a uma ofensiva para desarticular a propagação desses conteúdos, que incitam a violência contra mulheres. Tiktok remove vídeos O TikTok removeu vídeos associados à trend “treinando caso ela diga não” após reportagens e o início de investigação da Polícia Federal sobre o conteúdo, que simulava agressões a mulheres. Ao menos 20 posts mapeados pelo g1 foram retirados do ar após a plataforma solicitar links encontrados pela reportagem, na segunda-feira (9). Nos vídeos, os criadores simulavam situações de abordagem romântica, geralmente um pedido de namoro ou casamento. Em seguida, aparece a frase “treinando caso ela diga não” ou variações semelhantes. Depois da legenda, os autores encenam reações agressivas diante da possibilidade de rejeição. Em muitos casos, as simulações incluem socos em objetos, movimentos de luta ou golpes com faca. Procurado, o TikTok afirmou que os conteúdos violam as regras da plataforma e que foram removidos após serem identificados. Os perfis seguem no ar. “Os referidos conteúdos violam nossas Diretrizes da Comunidade e foram removidos da plataforma assim que identificados. Nosso time de moderação segue atento e trabalhando para identificar possíveis conteúdos violativos sobre o tema. Não permitimos discurso de ódio, comportamento de ódio ou promoção de ideologias de ódio”, afirmou a plataforma.

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