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Polícia Federal prende 3 suspeitos de dopar mulheres, abusar delas e divulgar os vídeos na internet

Publicado em: 11/02/2026 20:44

PF prende três suspeitos de integrar quadrilha que dopava mulheres e divulgava vídeos de abusos A Polícia Federal prendeu três suspeitos de dopar mulheres, abusar delas e divulgar os vídeos na internet. A investigação começou depois de um alerta da União Europeia sobre uma rede criminosa internacional de compartilhamento de vídeos de mulheres sedadas sendo violentadas. Nesta quarta-feira (11), a Polícia Federal cumpriu três mandados de prisão em São Paulo, Ceará e Bahia, e sete de busca e apreensão em Santa Catarina, São Paulo, Bahia, Ceará e no Pará. É a primeira operação da PF para combater esse tipo de crime. Os investigadores identificaram indícios de que um grupo de brasileiros dopava as vítimas com remédios controlados. Eles faziam parte de uma rede internacional de troca de vídeos de abusos sexuais. Durante as buscas, os agentes encontraram medicamentos e substâncias em pó, que, segundo a PF, podem ter sido usadas para sedar pessoas. Um dos presos é suspeito de abusar da própria tia. “As vítimas, como eu disse, são pessoas que têm uma relação de confiança com os autores. Os autores, na maioria das vezes, aproveitavam-se dessa relação de confiança - seja parente, amigos próximos ou amigos dos parentes que participavam do convívio social desse autor. Essa sedação é feita de modo fortuito, em que as vítimas não sabem que estão sendo sedadas”, afirma Bruno César Muniz, delegado da PF. Polícia Federal prende 3 suspeitos de dopar mulheres, abusar delas e divulgar os vídeos na internet Jornal Nacional/ Reprodução O caso lembra o da francesa Gisèle Pelicot, que, por dez anos, foi dopada pelo marido, que convidava desconhecidos para manter relações sexuais com ela. Os suspeitos devem responder a processo por estupro de vulnerável e pela divulgação das imagens na internet. A Polícia Federal identificou que o Telegram foi uma das redes utilizadas para divulgação. Em nota, o Telegram disse que a pornografia não consensual é explicitamente proibida pelos termos de serviço e que esse tipo de conteúdo é removido imediatamente sempre que identificado. Os agentes também apreenderam computadores e celulares que podem revelar o envolvimento de outros suspeitos e novas vítimas. LEIA TAMBÉM PF faz operação contra crimes sexuais no ambiente digital e disseminação de vídeos de abuso contra mulheres Denúncias de crimes cibernéticos no Brasil aumentam em 2025; foram quase 90 mil novas queixas

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Suspeitos são investigados no Pará por aplicar golpe e causar prejuízo de mais de R$ 50 mil a empresa em Goiás

Publicado em: 11/02/2026 16:18

Operação último boleto cumoriu mandados no Pará contra suspeitos de golpe em Goiás Polícia Civil do Pará/Divulgação A Polícia do Pará procura por duas pessoas suspeitas de aplicar golpe e causar prejuízo de mais de R$ 50 mil a uma empresa de Rio Verde, em Goiás. Segundo a Polícia Civil, eles adulteração boletos para desviar valores de empresas. A segunda fase da Operação Último Boleto foi deflagrada na terça-feira (19) para cumprir mandados de prisão preventica e três mandados de busca e apreensão em Belém e também em Santa Izabel do Pará, região metropolitana da capital. Celulares foram apreendidos e devem passar por perícia. No entanto, até esta quarta-feira (11), os suspeitos não tinham sido encontrados e seguiam foragidos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 As investigações começaram ainda em junho de 2023 e identificou que os criminosos invadiam o sistema interno da empresa e adulteraram boletos legítimos. “O grupo obtinha acesso indevido a e-mails corporativos, interceptava comunicações e alterava dados de pagamento, utilizando documentação falsa para abrir contas bancárias em nome de pessoas jurídicas, com o objetivo de ocultar e dificultar o rastreamento dos recursos ilícitos”, segundo o delegado João Amorim, titular da Diretoria Estadual de Combate a Crimes Cibernéticos (DECCC). A primeira fase da operação foi em outubro de 2025 e também resultou em prisão e apreensões, inlcuindo de um carro de luxo. Os investigados podem responder por fraude bancária, baseado na adulteração de boletos para o desvio de valores de empresas. Carro apreendido durante a primeira fase da operação Último Boleto. PC

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Jovem é preso pela PF em operação contra exploração sexual infantil em São José dos Campos

Publicado em: 11/02/2026 10:45

Jovem é preso pela PF em operação contra exploração sexual infantil em São José dos Campos Divulgação/PF Um jovem de 22 anos foi preso pela Polícia Federal, na manhã desta quarta-feira (22), em São José dos Campos, suspeito de armazenar imagens de exploração sexual de crianças e adolescentes. Segundo a Polícia Federal, o suspeito foi preso durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão em uma operação chamada ‘Guardiões da Esperança’, que combate crimes de exploração sexual infantil praticados por meio da internet. Ainda segundo a PF, durante a operação, um investigado foi preso em flagrante por estar em posse de arquivos contendo material de abuso sexual infantojuvenil. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp A investigação teve início por meio do Grupo de Repressão a Crimes Cibernéticos da Delegacia da Polícia Federal em São José dos Campos, que fez análises de tráfego de internet e identificou que, entre março de 2022 e novembro de 2023, o suspeito utilizou a rede para baixar e compartilhar quase 200 arquivos contendo material ilícito. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os equipamentos apreendidos serão submetidos à análise pericial. O caso segue sendo investigado. O suspeito preso deve responder por armazenamento e compartilhamento de arquivos de abuso sexual infantil pela internet, que pode chegar a 10 anos de prisão. Por meio de nota, a Polícia Federal alertou pais e responsáveis sobre a importância de acompanhar e orientar o uso da internet para crianças e adolescentes. “Conversando abertamente sobre riscos e ensinando como agir diante de contatos inadequados em ambientes virtuais. A prevenção e a informação são as ferramentas mais eficazes para garantir a segurança e o bem-estar dos menores”, declarou a Polícia Federal. A identidade do suspeito preso não foi divulgada pelas autoridades. O g1 não conseguiu localizar a defesa do homem. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

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Denúncias de crimes cibernéticos no Brasil aumentam em 2025; foram quase 90 mil novas queixas

Publicado em: 10/02/2026 21:19

Crimes na internet aumentam no Brasil As denúncias de crimes cibernéticos no Brasil aumentaram em 2025. Foram quase 90 mil novas queixas, quase 30% a mais. Quando publicou uma foto celebrando a posse como delegada da Polícia Civil de São Paulo, Raphaela Cardoso não tinha ideia dos ataques que sofreria. Em uma das mensagens, a foto dela, na posse, foi alterada por inteligência artificial como se ela estivesse fazendo trabalho doméstico. Ela denunciou o caso, que está sendo investigado. Denúncias como essa – de misoginia, que é o ódio contra mulheres – aumentaram em 2025, de acordo com a SaferNet, organização que defende os direitos humanos na internet no Brasil. Foram quase 9 mil casos, 225% a mais do que em 2024. O uso de inteligência artificial para gerar imagens de abuso foi um dos responsáveis pela explosão de denúncias de exploração e abuso infantil na internet. Foram mais de 63 mil, a segunda maior marca em 20 anos. "A gente pode contribuir para que a gente tenha indicadores sobre os fenômenos e que as autoridades possam atuar não só na identificação e coleta das evidências, dos indícios dos crimes praticados, mas também no resgate das vítimas e na responsabilização dos agressores”, afirma Thiago Tavares, diretor presidente da SaferNet Brasil. "A gente hoje tem a lei de proteção de dados, porém os criminosos sempre se reinventam. Então, a gente acaba não sabendo o que fazer. Essa é a verdade", diz a estagiária Bruna Ellen. Denúncias de crimes cibernéticos no Brasil aumentam em 2025 Jornal Nacional/ Reprodução Laís Peretto, diretora executiva da Childhood Brasil, que atua no combate à exploração sexual infantojuvenil, avalia que o diálogo é a maior forma de prevenção, além do cuidado com qualquer postagem de imagens: "Não é um álbum de família, é uma informação pública que está na internet. Então, se a gente tem uma vontade que é maior do que o nosso auto-controle, a sugestão é que não poste imagem de uma criança ou adolescente sozinho. Coloque uma imagem com bastante gente, com muitos elementos, para que seja mais difícil a manipulação daquela imagem”. LEIA TAMBÉM Uma em cada dez brasileiras com 16 anos ou mais sofreram violência digital no último ano, aponta pesquisa; saiba como denunciar Quase 7 em cada 10 denúncias de crimes digitais no Brasil são de exploração sexual infantil, diz ONG Anuário da Segurança: crimes caem nas ruas, mas disparam na internet e dentro de casa

Golpe do falso familiar: investigação que começou com vítima no RS leva trio à prisão em Goiás

Publicado em: 10/02/2026 18:10

Ação integrada apreende valores de quadrilha do falso parente no RS Recebeu uma mensagem de um parente que diz ter trocado de número? Atenção, pois pode ser o golpe do falso familiar, que tem feito vítimas principalmente entre idosos. Três homens, suspeitos de aplicar o golpe, foram presos em uma operação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul nesta terça-feira (10). Os mandados de prisão e de busca foram cumpridos em Goiânia (GO). A investigação começou no Litoral Norte após um idoso de 71 anos, morador de Arroio do Sal, transferir R$ 2.997 para criminosos que se passaram pelo filho dele em um aplicativo de mensagens. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Segundo a polícia, os golpistas simulavam urgências e alegavam ter perdido o número do celular para convencer as vítimas a fazer transferências via Pix. Depois, os valores eram movimentados rapidamente entre contas de terceiros para dificultar o rastreamento. A Operação Fake Family foi conduzida pela Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DPRCC/DERCC) e da Delegacia de Polícia de Arroio do Sal, com apoio do Departamento Estadual de Investigações Criminais da Polícia Civil de Goiás. Golpe do falso familiar: investigação que começou com vítima no RS leva trio à prisão em Goiás Polícia Civil VÍDEOS: Tudo sobre o RS

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Donos de maquininhas são presos em operação contra compras com cartões 'fantasmas'; R$ 150 mil bloqueados

Publicado em: 10/02/2026 06:58

Donos de maquininhas são presos em operação contra compras com cartões furtados Divulgação/PCPI Donos de máquinas fraudulentas de cartões de crédito são alvo da segunda fase da Operação Cartão Fantasma, da Polícia Civil do Piauí, contra um esquema de compras na internet com cartões falsos. Até a publicação desta reportagem, três pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (10) em Teresina. Segundo o delegado Humberto Mácola, coordenador da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), a organização criminosa cooptava pessoas para conseguir cartões em nome de terceiros que não sabiam ou não autorizavam os pedidos deles. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp "Eles então passavam esses cartões em máquinas fraudulentas para lesar as vítimas. Na primeira fase prendemos as pessoas que pegavam os cartões e, agora, estamos prendendo os donos das máquinas", disse o delegado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A investigação apontou que os criminosos controlavam as máquinas e faziam compras simuladas para gerar prejuízo às vítimas e lavar o dinheiro. Ao todo, a Polícia Civil procura prender cinco pessoas e fazer buscas e apreensões em dois endereços ligados aos investigados. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 150 mil nas contas bancárias deles. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

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Roblox vira alvo de autoridades após casos de aliciamento e conteúdos impróprios; plataforma desperta preocupação de famílias

Publicado em: 08/02/2026 22:27

Roblox: o que pais precisam saber sobre a segurança das crianças Um dos ambientes virtuais mais populares entre crianças e adolescentes, o Roblox — plataforma com milhares de jogos criados pelos próprios usuários — tem sido alvo crescente de denúncias e investigações no Brasil. Autoridades apontam que, por trás do visual lúdico e da promessa de diversão, o espaço abriga riscos sérios: conteúdos inadequados, dificuldades de monitoramento e, principalmente, um cenário fértil para a atuação de aliciadores de menores. Ao entrar no Roblox, o usuário cria rapidamente um avatar e escolhe um apelido sugerido pela própria plataforma. A criação de conta é simples e, no caso de quem afirma ser maior de idade, nem documentos ou e‑mail são exigidos. Com isso, jogadores podem circular livremente por milhares de mundos virtuais e conversar com outras pessoas — via chat escrito ou por áudio. Segundo dados da plataforma, 144 milhões de usuários jogam diariamente, sendo: 50 milhões menores de 13 anos, 57 milhões entre 13 e 17 anos. A maior parte acessa pelo celular, o que torna o jogo ainda mais presente no cotidiano das famílias. Roblox Reprodução No início do ano, o Roblox implementou verificação facial para tentar identificar a idade dos jogadores e restringir o chat para crianças — o que gerou protestos dentro da própria plataforma. Jogos impróprios e ambientes hostis Embora muitos games indiquem “idade mínima” para acesso, a própria empresa afirma que essa classificação não tem caráter formal e apenas sinaliza restrições. Como grande parte dos conteúdos é criada por usuários, diversos ambientes apresentam temas inadequados para menores. Autoridades relatam a existência de: bailes funk com músicas sexualizadas, jogos com apologia a facções, simulações de ataques em escolas, ambientes que induzem ao suicídio, jogos que oferecem “dinheiro” ao jogador por “matar pessoas”, e até mundos com "venda de crianças". A delegada Lysandrea Salvariego Colabuono, coordenadora do Núcleo de Observação e Análise Digital da Polícia Civil de São Paulo, afirma que jogos perigosos são denunciados à plataforma, mas podem levar semanas para serem retirados do ar. Roblox como porta de entrada para crimes O núcleo especializado relata que 90% das vítimas monitoradas em investigações iniciaram contato com agressores dentro do Roblox. O modo de atuação é silencioso: adultos se passam por crianças, estabelecem vínculos afetivos, conduzem conversas para outros aplicativos, iniciam manipulação emocional, até conseguir fotos ou vídeos íntimos das vítimas. “O agressor não tem pressa. Ele ganha a confiança da criança”, diz a delegada. Casos recentes ilustram o problema: Em Curitiba (PR), uma menina de 11 anos, que jogava um game de construção de zoológicos, passou a ser chantageada. A mãe só descobriu o que ocorria no dia 1º de janeiro. O caso é investigado pelo Nuciber, núcleo especializado em crimes cibernéticos no Paraná. Já em Porto Alegre (RS), outra vítima, uma menina de 12 anos iniciou, uma conversa com um usuário anônimo em um jogo popular de sobrevivência a desastres naturais. O agressor divulgou fotos íntimas dela para familiares e para a escola. O suspeito — um adolescente de 16 anos, de Ribeirão Preto — foi identificado. No celular dele, a polícia encontrou imagens de violência extrema, apologia ao nazismo e grupos de pedofilia, além de possíveis novas vítimas. Mesmo com o agressor apreendido, a família teme novas exposições. O que diz a plataforma O Fantástico procurou a empresa, que disse em nota que suas medidas de segurança vão muito além do que outras plataformas fazem. Diz que não permite que os usuários compartilhem imagens ou vídeos no chat e que a comunicação no Roblox não é criptografada para que a empresa possa monitorá-la, afirma proibir conteúdo inadequado ou que promova atividades ilegais como glorificação de drogas, gangues ou a recriação de eventos sensíveis do mundo real, como tiroteios em escolas. que trabalha para detectar e remover esse tipo de conteúdo, incluindo o uso de verificações humanas e automatizadas. a empresa fala ainda que fornece ferramentas de denúncia fáceis de usar. Marco legal no Brasil e o debate global A discussão acontece em meio à implementação do Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (ECA Digital), aprovado em setembro do ano passado e que começa a valer em 1º de março deste ano. O estatuto estabelece regras mais rígidas para proteger menores em plataformas digitais — o que deve exigir mudanças do Roblox para continuar operando no país. A preocupação com redes sociais para menores cresce no mundo. A Austrália restringiu o uso. A Espanha pretende adotar medidas semelhantes. Na Califórnia, famílias e escolas movem um grande processo contra empresas de tecnologia, acusadas de criar ambientes nocivos e viciantes. Embora não haja consenso científico sobre a dependência digital entre crianças, profissionais de saúde relatam aumento de casos relacionados ao uso excessivo de telas. Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo. PRAZER, RENATA O podcast 'Prazer, Renata' está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts. Siga, assine e curta o 'Prazer, Renata' na sua plataforma preferida.

Palavras-chave: cibernéticotecnologia

Plataforma envia acidentalmente US$ 40 bilhões em bitcoins para seus usuários

Publicado em: 07/02/2026 10:39

Representação do Bitcoin em ilustração produzida em 10 de setembro de 2025 REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Foto de arquivo Uma plataforma sul-coreana de câmbio de criptomoedas pediu desculpas neste sábado (7) após transferir por engano mais de US$ 40 bilhões (R$ 209 bilhões) em bitcoins para seus usuários, o que provocou uma breve onda de vendas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A Bithumb afirmou que enviou acidentalmente um total de 620.000 bitcoins, pelo qual bloqueou as operações e os saques dos 695 usuários afetados durante 35 minutos após a falha ocorrida na sexta-feira. Segundo a imprensa local, a plataforma pretendia enviar cerca de 2.000 wons (US$ 1,37 ou R$ 7,15, na cotação atual) a cada cliente como parte de uma promoção, mas transferiu por engano aproximadamente 2.000 bitcoins por usuário. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Pedimos sinceras desculpas pelos transtornos causados aos nossos clientes devido à confusão ocorrida durante o processo de distribuição deste evento (promocional)", disse a empresa em um comunicado publicado neste sábado. A plataforma afirmou que recuperou 99,7% dos bitcoins enviados por engano e que utilizaria seus próprios ativos para cobrir integralmente o montante perdido no incidente. Admitiu, ainda, que a falha provocou brevemente uma "forte volatilidade" nos preços desta criptomoeda na plataforma, visto que alguns destinatários venderam os tokens, e acrescentou que a situação foi controlada em cinco minutos. A Bithumb enfatizou que o incidente "não estava relacionado a ataques cibernéticos externos ou a violações de segurança". O bitcoin, a principal criptomoeda do mundo, despencou nesta semana e apagou os ganhos provocados pela vitória eleitoral do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em novembro de 2024.

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Ataques misteriosos colocam hospitais na Alemanha em alerta para 'guerra híbrida'

Publicado em: 06/02/2026 15:58

Hospital universitário Charité: centros clínicos são alvo de série de "incidentes inexplicáveis" Schoening/picture alliance A Associação de Hospitais de Berlim (BKG) emitiu um alerta descrevendo uma série de incidentes aparentemente “inexplicáveis” em hospitais e instalações de saúde na capital da Alemanha. Eles vão desde incursões de drones em terrenos hospitalares e ciberataques até arrombamentos e incêndios criminosos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A BKG afirmou que os serviços de segurança e inteligência da Alemanha classificaram pelo menos alguns desses ataques como potenciais atos de guerra híbrida. A proteção de instalações de saúde “não é mais uma questão puramente interna dos hospitais, mas uma tarefa que deve ser abordada em conjunto com os serviços de segurança”, segundo a associação. Por razões de segurança, a BKG informou à DW que não poderia divulgar exatamente onde ocorreram os incidentes mencionados na declaração. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A “crescente ameaça híbrida” levou a entidade a tentar conscientizar administradores de hospitais de Berlim sobre a importância de estabelecer medidas eficazes de autoproteção, afirmou. Existem mais de 80 hospitais em Berlim, incluindo o Charité, o maior hospital universitário da Europa, que oferece atendimento integral e realiza pesquisas de ponta. Explosões, incêndios criminosos, ciberataques Ciberataque REUTERS/Kacper Pempel/Illustration/File Photo Em novembro, uma forte explosão danificou severamente o hospital Vivantes, no sudeste de Berlim. Poucas horas depois, um incêndio foi deflagrado na entrada do hospital Charité, no bairro de Mitte, no centro da cidade. Em ambos os casos, os incidentes danificaram áreas destinadas ao tratamento de pacientes com câncer. Isso levou os serviços de segurança do Estado a iniciarem uma investigação sob suspeita de incêndio criminoso com motivação política. Em meados do ano passado, foi noticiado que seis incêndios distintos haviam ocorrido no porão do hospital militar Bundeswehrkrankenhaus (BWK) de Berlim, também localizado em Mitte. Citando fontes de segurança, o jornal BZ informou que as especulações incluíam uma possível ligação com o tratamento de soldados ucranianos na unidade. O Departamento Federal de Proteção da Constituição (BfV) informou à DW que atualmente não está “observando qualquer aumento nas atividades [híbridas] por parte de serviços de inteligência estrangeiros ou outras agências de potências estrangeiras em relação a hospitais”. No entanto, afirmou que, nos últimos anos, hospitais têm sido alvo de diversos agentes de crimes cibernéticos. O órgão acrescentou que está investigando uma série de ataques de ransomware, em que sistemas ou arquivos são sequestrados e criminosos cobram resgate para liberá-los. Os ataques são supostamente feitos por hackers russos na Alemanha. “Há indícios crescentes de que a linha divisória entre ciberespionagem e cibercrime está se tornando cada vez mais tênue. Uma ligação direta com agências estatais russas geralmente não pode ser comprovada de forma inequívoca”, afirmou o BfV em comunicado. LEIA TAMBÉM EUA anunciam novas sanções ao Irã após rodada de negociações sobre acordo nuclear Governo Trump diz que errou ao postar montagem de casal Obama como macacos e derruba publicação após 12 horas no ar Brasil não deve aderir à aliança proposta pelos EUA sobre minerais críticos, dizem auxiliares de Lula Alvos fáceis de extorsão e violência Paciente hospital leito maca Divulgação Segundo Manuel Atug, fundador da AG Kritis, uma associação de especialistas focada em aprimorar a segurança de TI e a resiliência da infraestrutura crítica na Alemanha, hospitais são mais propensos a ser alvos de grupos de ransomware interessados em extorquir dinheiro do que de agentes patrocinados por Estados. “Quase sempre é uma questão de dinheiro. Isso é muito comum, mas, claro, em casos raros também pode haver sabotagem ou espionagem”, disse Atug. “Temos visto hospitais sendo invadidos recentemente, e também houve sobrevoos de drones sobre hospitais.” De acordo com ele, hospitais sempre foram alvos por estarem mal preparados, em grande parte devido à falta de investimento — o que afetou particularmente clínicas menores. “Alguns hospitais financiados com recursos públicos simplesmente não têm dinheiro, enquanto outros têm fundos, mas preferem investi-los em seus principais centros de lucro, em vez de em todas as instalações.” Atug também apontou uma “crescente disposição em usar violência contra aqueles que tentam ajudar”, que ele associou à desinformação disseminada online. “Esse é um nível geral de agressão que não se limita a ataques cibernéticos ou atos de sabotagem.” Em 2024, foram registrados 683 casos de violência contra bombeiros em todo o país, afetando 1.012 pessoas. Outros 2.042 casos envolveram profissionais de resgate, segundo dados do Departamento Federal de Polícia Criminal da Alemanha. No dia 27 de janeiro, um suposto ataque incendiário ao Hospital Judaico de Berlim deixou 14 feridos. Um paciente de 71 anos teria ateado fogo a um objeto no próprio quarto, provocando o incêndio de um colchão. A polícia investiga o caso. Uma recente sabotagem das linhas de energia no sudoeste de Berlim, no início do ano, deixou cerca de 100 mil pessoas sem aquecimento, energia elétrica e internet por vários dias, em meio a temperaturas congelantes. O grupo extremista de esquerda denominado Grupo Vulcão reivindicou a autoria do ataque, mas as investigações ainda estão em andamento. Falhas de segurança Equipes de emergência e da polícia respondem a atropelamento no centro de Mannheim, na Alemanha, em 3 de março de 2025. Dieter Leder/DPA via AP Felix Neumann, especialista em extremismo e contraterrorismo da Fundação Konrad Adenauer, ligada ao partido de centro-direita União Democrata Cristã (CDU), afirmou que a Alemanha ainda tem “muito a fazer” na proteção de infraestruturas críticas contra agentes mal-intencionados. “Algumas medidas foram tomadas. Mas foram tomadas tarde demais e são insuficientes. Estamos preparados para a situação atual? Não, na verdade não. Mas existem conversas e estratégias para lidar com o cenário atual”, disse. A BKG afirma que a cidade está no caminho certo com o Plano Diretor de Defesa Civil dos Hospitais (ZVKH, na sigla em alemão), apresentado em meados do ano passado. Berlim é o primeiro estado alemão a elaborar esse tipo de plano, mas Neumann ressalta que também são essenciais investimentos direcionados à resiliência estrutural e técnica do sistema de saúde. Em outubro, o Instituto Alemão de Hospitais e o Instituto para Negócios da Saúde publicaram um estudo sobre os investimentos necessários para defender hospitais alemães em diferentes cenários. O levantamento identificou uma longa lista de problemas de segurança, incluindo escassez de pessoal, falta de cibersegurança e de proteção no terreno, pontos de acesso desprotegidos e preparação amplamente inadequada para potenciais ameaças químicas, biológicas, nucleares e militares. O estudo constatou que a capacidade de armazenamento de medicamentos, produtos sanguíneos e energia de emergência é atualmente suficiente apenas para tempos de paz. Essas vulnerabilidades também se aplicam a centros de reabilitação, lares de idosos e clínicas psiquiátricas. A pesquisa estimou que seriam necessários 2,7 bilhões de euros (R$ 16,8 bilhões), além de custos operacionais adicionais de 670 milhões de euros por ano, para proteger hospitais da Alemanha diante do atual nível de ameaça de ataques cibernéticos e atos de sabotagem. No mês passado, o Bundestag (Parlamento alemão) aprovou uma nova lei para reforçar a proteção de infraestruturas críticas, incluindo sistemas de TI e telecomunicações, em meio ao aumento de ataques e espionagem na Europa. A legislação foi reforçada por meio de uma resolução complementar após o ataque às linhas de energia no sudoeste de Berlim. Ela obriga empresas e instituições de setores estrategicamente importantes a aprimorar a proteção física das instalações e implementar medidas para impedir que potenciais autores de ataques tenham acesso a informações sensíveis e vulnerabilidades, como o trajeto exato das linhas de energia. A Secretaria do Interior de Berlim afirmou que continua a existir um “elevado nível de risco abstrato” na cidade. Isso se deve tanto à intensificação da espionagem e das atividades de sabotagem por serviços de inteligência estrangeiros — em particular da Rússia — quanto à crescente ameaça de grupos extremistas. VÍDEOS: mais assistidos do g1

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Justiça manda desativar perfis e site usados em ataques à Unimed Cuiabá

Publicado em: 06/02/2026 08:07

Unimed Cuiabá Assessoria Foi cumprida, na manhã desta sexta-feira (6), a terceira e última fase da Operação Short Code, que investiga crimes cibernéticos e ataques difamatórios contra a atual diretoria da cooperativa de plano de saúde Unimed Cuiabá. Nesta etapa, a Justiça determinou a desativação de perfis em redes sociais e de um site criados para atacar a cooperativa e seus dirigentes. Em caso de descumprimento, será aplicada multa diária de R$ 10 mil. As ordens judiciais também proíbem qualquer tipo de contato entre os investigados, por qualquer meio. Além de Cuiabá, os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de Aparecida de Goiânia e Morrinhos, em Goiás. Segundo a Polícia Civil, os investigados estão proibidos de fazer novas postagens ou reativar conteúdos antigos que envolvam a empresa, os diretores ou prestadores de serviço, seja em perfis pessoais ou anônimos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp A proibição vale para qualquer formato de conteúdo, sendo texto, imagem, áudio, vídeo, lives, reposts, links ou conteúdo patrocinado. Cada descumprimento pode gerar multa de R$ 10 mil por postagem, informou a polícia. O delegado responsável pelo caso, Sued Dias da Silva Júnior, informou que essa fase marca o encerramento das investigações sobre os crimes cibernéticos praticados contra a cooperativa. Ataques partiam de rede ligada à antiga gestão A primeira fase da operação foi cumprida em junho de 2025. Na época, foram identificados disparos massivos de SMS com acusações anônimas e conteúdo calunioso contra a atual diretoria, enviados a médicos cooperados da instituição. Segundo a Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), os responsáveis utilizavam short codes para atrair os profissionais a acessarem páginas com conteúdos difamatórios, em uma tentativa de desestabilizar a imagem pública da nova gestão da cooperativa. A nova gestão assumiu a empresa após a descoberta de um rombo de R$ 400 milhões nas contas da cooperativa, em 2022, causado por má gestão e irregularidades administrativas.

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Operação combate fraude que inseriu mandados de prisão falsos no TJ e CNJ, incluindo nomes de Lula e Alexandre de Moraes

Publicado em: 05/02/2026 07:29

Presidente Lula durante evento de retomada aos trabalhos do STF Reprodução Uma operação policial combate, na manhã desta quinta-feira (5), um esquema fraudulento de inserção de mandados de prisão falsos em sistemas da Justiça, incluindo autoridades, como opresidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro e vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. De acordo com a Polícia Civil, os nomes eram inseridos indevidamente nos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO). ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp A operação está sendo realizada pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC) de Goiás junto com o Núcleo de Inteligência do TJGO e com a Polícia Civil de Minas Gerais. Há também apoio operacional da Polícia Civil do Distrito Federal. Segundo a Polícia Civil, as investigações apuram a inserção de mandados de prisão falsos tanto no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP) quanto em processos digitais do sistema do Tribunal de Justiça goiano, incluindo documentos fraudulentos que simulavam decisões judiciais. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Reportagem em atualização. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.

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Suspeito de praticar 'sextorsão' com ao menos dez vítimas é preso em MG

Publicado em: 03/02/2026 18:08

Criminoso ameaçava vítimas exigindo dinheiro para não expor imagens íntimas Polícia Civil/Divulgação Um homem de 30 anos foi preso suspeito de praticar extorsão sexual pela internet durante a operação “Rastro Digital”, deflagrada pela Polícia Civil nesta terça-feira (3), em Cabo Verde (MG). A ação foi coordenada pela Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio de Poços de Caldas (MG) e teve como objetivo cumprir mandados de busca, apreensão e prisão preventiva contra o investigado. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Segundo a Polícia Civil, as investigações em meio cibernético apontam que o homem é o principal responsável por uma série de crimes de “sextorsão” praticados em ambiente digital. Até o momento, ao menos dez vítimas foram identificadas em diversas cidades de Minas Gerais e também de outros estados. Em Poços de Caldas, três vítimas procuraram a delegacia para denunciar os fatos. Ainda de acordo com a polícia, o suspeito utilizava perfis falsos em redes sociais e aplicativos de conversa para iniciar contato e estabelecer relacionamentos com pessoas de diferentes idades e gêneros. Durante essas interações, ele realizava chamadas de vídeo usando montagens e gravações de outras pessoas se exibindo sexualmente, com o objetivo de convencer a vítima a participar de “sexo virtual”. As chamadas eram gravadas e, em seguida, o criminoso passava a exigir dinheiro para não divulgar o conteúdo íntimo a familiares ou nas redes sociais. Após identificar o autor, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva, que foi decretada pela Justiça. O investigado foi encaminhado ao Presídio de Poços de Caldas, onde permanece à disposição da Justiça. Investigado foi levado para o Presídio de Poços de Caldas (MG) Prefeitura de Poços de Caldas O que é sextorsão? A sextorsão é um crime no qual uma pessoa é ameaçada com a divulgação de imagens, vídeos ou mensagens de cunho íntimo ou sexual, geralmente obtidos por meio de conversas em redes sociais ou aplicativos de mensagens. Nesses casos, o criminoso exige dinheiro, novos conteúdos íntimos ou algum tipo de favor para não divulgar o material. A prática pode atingir adultos e adolescentes e causa graves danos emocionais, psicológicos e financeiros às vítimas. A Polícia Civil reforça que a culpa nunca é da vítima e que ceder às exigências não garante que as ameaças cessarão. Em qualquer situação de sextorsão, a recomendação é procurar imediatamente a polícia. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

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Escritórios do X são alvos de buscas em investigação sobre pornografia infantil e deepfakes

Publicado em: 03/02/2026 07:36

Elon Musk no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), em janeiro de 2026 AP Photo/Markus Schreiber Escritórios do X na França são alvos de busca na manhã desta terça-feira (3), segundo procuradores franceses. As buscas são parte de uma investigação preliminar sobre uma série de supostos crimes, incluindo a disseminação de pornografia infantil e deepfakes. Autoridades pediram que Elon Musk preste esclarecimentos no âmbito da investigação sobre sua plataforma de mídia social X, informou o Ministério Público de Paris. “Intimações para depoimentos voluntários em 20 de abril de 2026, em Paris, foram enviadas ao sr. Elon Musk e à sra. Linda Yaccarino, na condição de gestores de fato e de direito da plataforma X à época dos acontecimentos”, afirmou o órgão. Yaccarino deixou o cargo de CEO do X em julho do ano passado, após dois anos à frente da empresa. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A investigação foi aberta em janeiro do ano passado pela unidade de combate a crimes cibernéticos do Ministério Público, segundo o comunicado. O inquérito apura suposta “cumplicidade” na manutenção e disseminação de imagens pornográficas de menores, deepfakes sexualmente explícitos, negação de crimes contra a humanidade e manipulação de um sistema automatizado de processamento de dados no âmbito de um grupo organizado, além de outras infrações. Além disso, os promotores solicitaram “depoimentos voluntários” de Elon Musk e de Linda Yaccarino, CEO do X de 2023 a 2025, agendados para 20 de abril. Funcionários da plataforma X também foram intimados para prestar depoimento como testemunhas na mesma semana de abril, informou o comunicado. Um porta-voz do X não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Em uma mensagem publicada no X, o Ministério Público de Paris confirmou as diligências em andamento e informou que estava deixando a plataforma, ao mesmo tempo em que convidou seguidores a acompanharem o órgão em outras redes sociais. “Nesta etapa, a condução da investigação baseia-se em uma abordagem construtiva, com o objetivo final de garantir que a plataforma X cumpra a legislação francesa, já que opera em território nacional”, disseram os promotores em nota. A investigação foi aberta inicialmente após denúncias de um parlamentar francês, que alegou que algoritmos enviesados no X poderiam ter distorcido o funcionamento de um sistema automatizado de processamento de dados. Posteriormente, o inquérito foi ampliado após novas denúncias de que o chatbot de inteligência artificial do X, Grok, teria negado o Holocausto e disseminado deepfakes sexualmente explícitos, segundo o comunicado.

'Fiz piada com o príncipe saudita no YouTube - depois meu celular foi hackeado e fui espancado no centro de Londres'

Publicado em: 02/02/2026 18:40

Ghanem al-Masarir foi hackeado em 2018 por um software de espionagem no iPhone BBC Com centenas de milhões de visualizações, o youtuber Ghanem al-Masarir estava no auge. Do seu apartamento na cidade inglesa de Wembley, o comediante falastrão e que fazia tiradas ofensivas causava impacto como crítico da família real da Arábia Saudita. Mas, além de atrair fãs, ele fez alguns inimigos poderosos. A primeira coisa que al-Masarir notou foi que seus celulares estavam se comportando de forma estranha. Eles se tornaram muito lentos, com as baterias acabando rapidamente. Então ele percebeu ver os mesmos rostos ao circular em diferentes partes de Londres. Pessoas que pareciam ser apoiadores do regime saudita começaram a pará-lo na rua, assediando-o e filmando-o. Mas como eles sabiam onde ele estava o tempo todo? Al-Masarir temia que seu telefone estivesse sendo usado para espioná-lo. Especialistas cibernéticos confirmariam mais tarde que ele se tornara uma nova vítima da ferramenta de invasão Pegasus. "Era algo que eu não conseguia compreender. Eles podem ver sua localização. Eles podem ligar a câmera. Podem ligar o microfone, ouvir você", diz Al-Masarir à BBC. "Eles têm seus dados, todas as fotos, tudo. Você sente que foi violado." Na segunda-feira (26/1), após seis anos de batalhas judiciais, a Alta Corte de Justiça de Londres decidiu que a Arábia Saudita era responsável pela invasão e ordenou que o reino pagasse a Al-Masarir mais de 3 milhões de libras (R$ 21,5 milhões) em indenização. Golpe por mensagem de texto O 'Ghanem Show' ainda tem 600 mil inscritos no YouTube, mas o comediante não posta mais vídeos The Ghanem Show Os iPhones de Al-Masarir foram hackeados em 2018 depois que ele clicou em links em três mensagens de texto aparentemente enviadas por veículos de notícias como ofertas especiais de assinatura. Isso o levou a ser perseguido, assediado e, em agosto daquele ano, espancado no centro de Londres. O tribunal ouviu que duas pessoas que Al-Masarir não conhecia se aproximaram dele e gritaram, dizendo "quem ele era para falar da família real saudita?", antes de acertá-lo no rosto com um soco e continuarem com a agressão. Pessoas que passavam intervieram, e os dois homens recuaram, chamando o YouTuber de "escravo do Catar" e dizendo que iriam "lhe dar uma lição". O juiz da Alta Corte disse que o ataque foi premeditado e observou que um dos agressores usava um fone de ouvido. "Há indícios convincentes" de que o ataque e a invasão hacker "foram dirigidos ou autorizados pelo Reino da Arábia Saudita ou agentes agindo em seu nome", disse o juiz Pushpinder Saini. "O Reino da Arábia Saudita tinha um claro interesse e motivação para calar as críticas públicas ao governo saudita", decidiu o juiz. Após a agressão, Al-Masarir continuou sendo perseguido. Em 2019, uma criança se aproximou dele em um café no bairro de Kensington e cantou uma música elogiando o rei Salman, o monarca saudita. Este incidente foi filmado e postado nas redes sociais, viralizou com hashtag própria e foi até transmitido na televisão estatal da Arábia Saudita. No mesmo dia, um homem caminhou até Al-Masarir quando ele estava saindo de um restaurante na capital britânica e lhe disse: "Seus dias estão contados", antes de ir embora. Al-Masarir nasceu na Arábia Saudita, mas vive no Reino Unido há mais de 20 anos. Ele agora é um cidadão britânico e vive em Wembley, mas não se aventura mais longe de casa — ir ao centro de Londres ainda é um trauma. O comediante, de 45 anos, alcançou a fama no mundo de língua árabe por seus vídeos satíricos no YouTube criticando os governantes sauditas, em particular o príncipe herdeiro Mohamed bin Salman, que governa de fato a Arábia Saudita. Os vídeos de al-Masarir frequentemente satirizavam o príncipe herdeiro saudita Getty Images via BBC As tiradas humorísticas de Al-Masarir — e às vezes ataques pessoais e ofensivos ao governo saudita — frequentemente viralizavam, gerando mais de 345 milhões de visualizações. Em seu clipe mais assistido — que tem 16 milhões de visualizações — ele criticou as autoridades por estarem irritadas com um vídeo que viralizou de garotas dançando na Arábia Saudita. Misteriosamente, o som foi removido no YouTube e Al-Masarir não tem ideia de como ou quando o vídeo foi editado. Desde que ele foi hackeado e atacado, ele perdeu a confiança e ficou deprimido. Antes bem-humorado e aberto, ele concordou em falar com a BBC — mas estava reservado e não quis mostrar totalmente o rosto. Ele não posta um vídeo há três anos e diz que, apesar de sua vitória legal, o governo saudita conseguiu silenciá-lo. "Nenhuma quantia em dinheiro pode compensar o dano que isso me causou", diz ele. "Realmente me transformou. Não sou o mesmo Ghanem de antes." Veja os vídeos que estão em alta no g1 O software Pegasus Especialistas em spyware do Citizen Lab da Universidade de Toronto, Canadá, confirmaram que Al-Masarir havia sido hackeado com o spyware Pegasus. Eles enviaram um analista a Londres e consideraram altamente provável que a invasão tenha sido orquestrada pela Arábia Saudita. O Pegasus é uma ferramenta fabricada pela empresa israelense NSO Group, que disse só vender seu software a governos para ajudar a rastrear terroristas e criminosos. Mas o Citizen Lab encontrou o programa em telefones pertencentes a políticos, jornalistas e dissidentes. Quando Al-Masarir tentou pela primeira vez entrar como uma ação contra a Arábia Saudita, o reino argumentou que estava protegido de processos judiciais sob a Lei de Imunidade do Estado de 1978. Mas em 2022 o tribunal decidiu que a Arábia Saudita não tinha imunidade. Desde então, o país não foi representado em mais nenhum processo. "O Reino da Arábia Saudita deixou de apresentar uma defesa ou responder a esta ação e violou múltiplas ordens adicionais. Parece improvável que participe do processo", concluiu o juiz. Ainda não está claro se a Arábia Saudita pagará a indenização estipulada. A BBC contatou a embaixada saudita em Londres, mas não obteve resposta. Al-Masarir diz que está determinado a fazer cumprir a sentença e está disposto a usar tribunais internacionais, se necessário. Mas nenhuma quantia em dinheiro compensará como a invasão virou sua vida de cabeça para baixo, diz ele. "Me sinto deprimido por eles terem conseguir fazer algo assim em Londres, no Reino Unido."

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Vítimas de brechó de artigos de luxo levaram calotes de R$ 45 mil; casal revendia itens e não pagava, diz delegado

Publicado em: 02/02/2026 08:45

Donos de brechó virtual denunciados pelo Fantástico há um ano foram presos depois de uma denúncia feita no Piauí Três mulheres piauienses foram vítimas do casal Francine Costa Prado e Filipe Prado dos Santos, dono do brechó de artigos de luxo Desapega Legal e preso em São Paulo suspeito de dar calotes de quase R$ 20 milhões. Uma delas vendeu uma bolsa avaliada em R$ 35 mil e nunca recebeu o dinheiro. Segundo o delegado Humberto Mácola, da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos da Polícia Civil do Piauí, duas vítimas procuraram a polícia antes da mulher que sofreu um golpe na compra de uma bolsa de R$ 8 mil. A denúncia foi feita entre agosto e setembro de 2025 e revelada pelo Fantástico no domingo (1º). Os primeiros casos aconteceram entre novembro e dezembro de 2024. Em Bom Jesus (PI), uma mulher que já tinha vendido bolsas de luxo para o brechó negociou a venda de outra bolsa, de R$ 35 mil. "Eles [o casal] ficaram de realizar o pagamento depois de 30 dias. Esse tempo é de praxe porque, como se trata de um bazar, eles se comprometem a encontrar um comprador para o item. A vítima relatou que a bolsa foi vendida para uma terceira pessoa, mas o valor dela não foi repassado", explicou o delegado ao g1. No mesmo período, em Uruçuí (PI), outra mulher encontrou a página do Desapega Legal no Instagram e vendeu uma bolsa de R$ 15 mil. Os responsáveis pelo brechó aplicaram o mesmo golpe: revenderam o item a um comprador e não pagaram a dona original. De acordo com o delegado, Francine e Filipe criaram uma carteira de clientes muito grande e aplicavam golpes semelhantes em vários estados. "Os bens deles foram bloqueados pela Justiça, então os valores que estão nas contas deles podem ser repassados às vítimas. Basta que elas solicitem, por meio de advogados, ao juiz do caso para receber essas quantias como terceiros de boa-fé (quem adquire bens sem saber de irregularidades)", orientou Humberto. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

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