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Rauls: como o funk transformou estelionatários digitais em personagens de músicas e de série

Publicado em: 30/03/2026 04:00

Como o funk vem documentando a história dos estelionatários digitais, conhecidos como Raul Um dos nomes mais comuns do Brasil virou tema de grandes sucessos do funk de São Paulo. Raul virou sinônimo de estelionato e MCs paulistanos vêm relatando o crescimento vertiginoso dessa modalidade de crime nos últimos anos. Começando pelo início, é bom deixar claro que não há uma definição exata do porquê estelionatários, principalmente aqueles que aplicam golpes bancários virtuais, passaram a se chamar Raul. O g1 ouviu produtores musicais, MCs e pesquisadores da área de segurança pública para entender a origem do codinome. A explicação mais ouvida foi a de que o apelido está ligado ao aparelho que clonava cartões durante transações em caixas eletrônicos, chamados de “chupa-cabra” ou “Raul”. E, para se diferenciarem do nome que ficou mais atrelado ao aparelho, os golpistas escolheram o nome usado por 64,6 mil brasileiros, segundo último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Importante: estelionato é crime previsto no código penal. O artigo 171 diz: Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento. A pena é de um a cinco anos de reclusão, além de multa. Principalmente a partir dos anos 2010, o funk paulistano vem cantando sobre a vida dos Rauls. Não necessariamente sobre os golpes aplicados, mas como os criminosos usufruem do dinheiro roubado. Nomes como MC Kelvinho e MC Kapela ficaram conhecidos por cantarem, quase que exclusivamente, músicas com estelionato como tema. Um dos grandes sucessos de Kelvinho, “O Corre”, tem 22 milhões de visualizações no YouTube e conta com os seguinte versos: "Os caras que vivem de golpe / Nocaute no Santa [banco Santander] / É nós que é o corre / E os bicos se espanta / A Civil tenta dar o bote / Tá osso ir em cana / Tá pago o acerto / E a vida tá mansa" A reportagem conversou com três MCs e um produtor musical. Todos pediram para conversar em off com a reportagem, pois temem represálias da polícia e uma possível associação ao crime. Segundo os ouvidos, falar da vida dos golpistas era um nicho dentro do funk. Antes, poucos MCs colhiam o retorno de cantar as dinâmicas do estelionato. A partir dos anos 2020, com o crescimento dos crimes cibernéticos, cresceu também a quantidade de funkeiros que decidiram falar sobre o tema. “A molecada mais nova quer surfar na onda. Se na época do funk ostentação se falava da marca de roupa X ou da moto Y, hoje o negócio é falar dos Rauls, não só pelo crime em si, mas a vida que eles levam por conta dos golpes”, explica um MC. “Nós estamos na favela e a gente convive, mesmo que indiretamente, com essa realidade. Somos iguais a roteiristas de filme. Nós ouvimos e adaptamos histórias da vida real”. Rauls como fenômeno cultural Com o funk dominando as plataformas de streaming, o assunto Raul invadiu os charts. Lançada em 2024, “300 no 7”, canção de MC GP, MC J Vila e MC Luuky, é um dos maiores sucessos temáticos. A canção faz uma espécie de passo a passo da vida de um Raul: Após arrancar 300 (mil reais) no 7 (171), o personagem retratado vai até uma balada e gasta parte do dinheiro na sala VIP do local. A introdução, cantada por GP, diz: “Arranquei 300 no 7 / Nós que faz e acontece / Busca as duas no flat / E joga na Macan [modelo de carro da marca Porsche] / Ativei o modo esquece / Travei seu cartão black / Gastei lá no S, quero só Macallan [marca de uísque]”. Ele continua: “E nós invade as balada de uma forma diferente / Os menor deu uma contada e deixou lá no Mahal [balada na zona sul de SP] / Show do IG no Vitrinni, nós pega a sala VIP / Hoje cês tá com os bigode, donos da capital”. Yuri De Lucca Dinalli, diretor de A&R e Marketing da GR6, maior produtora de funk do país – e que tem no seu catálogo todos os MCs citados nesta reportagem e vários outros que abordam o tema – explica que, se você pensou num funkeiro de sucesso hoje, você pensou em alguém que já falou sobre estelionato. "Falo sem medo de errar: hoje, os 30 principais artistas de funk, em algum momento, falaram sobre Raul, nem que seja numa linha. Mas acredito também que esse assunto já está sendo explorado à sua exaustão”. Depois do sucesso no campo musical, o tema dos Rauls vai chegar ao mundo das séries. Em outubro de 2025, a Netflix anunciou Rauls, uma série criada por Kaique Alves, Konrad Dantas e Felipe Braga, os mesmos de "Sintonia", sucesso de público na plataforma. A empresa não divulgou a sinopse, mas tudo indica que a trama abordará o mundo dos estelionatários, passando pela música. Inclusive, segundo o g1 apurou, boa parte do elenco será composta por MCs - alguns deles com músicas sobre Rauls. 'Tropa dos Raul', música que reúne vários MCs Reprodução/YouTube Estilo Raul Falar de Raul, no caso, não é só falar do ato criminoso, em si. É falar de toda a cultura envolvida com quem o pratica. Onde e como gastam o dinheiro, quais gírias usam, como se vestem. Um dos desdobramentos foi na vestimenta. Se criou um imaginário de como esses golpistas se vestem, sendo desdobrado também para a versão feminina, as Raulas. No caso dos homens, a vestimenta é com cores mais neutras (geralmente preto), poucos acessórios e uma bolsa transversal de grife. Já as Raulas usam macacão ou jaqueta, que precisa ser acompanhada de uma calça jeans de marca internacional, e, o principal acessório, é a presilha no cabelo. Initial plugin text Initial plugin text Outro fator que faz parte da dinâmica de um Raul é onde – e como – gastar o dinheiro dos crimes praticados. Como mostrado nas músicas, os criminosos colocam quantias altas em casas noturnas e bebidas das mais variadas. O funk documentando a história do crime em São Paulo Desde seu nascimento, o gênero em São Paulo documenta por meio das músicas a dinâmica do crime nas periferias do Estado. No início dos anos 2000, o foco de parte das letras eram os assaltos à mão armada e o tráfico de drogas. MCs como Renatinho e Alemão e Careca e Pixote ficaram conhecidos por serem funkeiros do chamado “funk proibidão”. A socióloga Isabela Vianna Pinho, que estuda o tráfico internacional de drogas, conta que durante seu trabalho de pesquisa percebeu que o funk da Baixada abordava o tema nas suas músicas. “As letras têm toda uma relação com a realidade, citam nomes reais. Percebi que, na Baixada Santista, o funk é importante porque documenta uma história”. Entre os anos 2010 e 2012, quatro cantores foram assassinados a tiros na Baixada Santista, incluindo MC Careca. A violência fez com que o proibidão perdesse força e cedesse espaço para outras vertentes, como o funk ostentação. “O proibidão tem público até hoje, mas ninguém quer morrer cantando. No caso dos Rauls, ainda existe uma visão de que quem canta também é estelionatário, mas não tem tanta opressão”, conta um MC paulistano, com mais de 15 anos de carreira. Yuri aponta que casos como o do MC Negão Original, investigado por ligação com esquema de estelionato virtual, confundem a visão do público. “Não podemos confundir: MC é um cronista. Ele narra o que ele vê. Meu trabalho, inclusive, é ajudar com que esse discurso reverbere. Porém, casos como o do Negão Original criam uma ideia errada de que o cantor retrata o que ele vive”. Polícia investiga MC Negão Original por ligação com esquema de estelionato virtual O ‘mundo real’ dos Rauls De acordo com a Ana Clara Klink, doutoranda em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadora do tema, o crescimento dos crimes de estelionato virtual está ligado a uma série de fatores, entre eles: o surgimento do PIX, a pandemia e o anonimato envolvido nessa atuação. Ainda segundo a pesquisadora, o público envolvido nesse tipo de crime é de jovens, principalmente entre 18 e 29 anos, com conhecimento razoável em tecnologia. “É um crime que acontece fora do espaço público, de forma anônima, sem o emprego de violência e com valores altíssimos envolvidos. Além disso, existe uma ideia, que é falsa, de que o alvo não seriam pessoas inocentes”, comenta. Os Rauls aplicam golpes das mais variadas formas: clonam cartões, invadem contas bancárias por meio de aplicativos maliciosos, etc. Gustavo Prieto, professor de Geografia Urbana do Instituto das Cidades da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), pesquisa crime organizado e conta ao g1 como o Primeiro Comando da Capital (PCC) ainda tenta entender o mundo dos Rauls. Segundo Gustavo, o setor responsável pela parte financeira da organização criminosa, chamado “setor do progresso”, busca captar os Rauls para dentro da organização, sem torná-los membros. “Esses estelionatários são uma espécie de micro-empreendedores que trabalham, muitas vezes, com um celular e um computador, dentro da própria casa. Eles funcionam de forma autônoma, inclusive com relação ao ‘procedê’, que é uma espécie de ética do crime. Até por isso, esses criminosos ainda são vistos de forma diferente, até de uma maneira negativa pelos meios antigos”. Outro ponto destacado pelo pesquisador é a forma que o dinheiro conquistado nos golpes é gasto. Ele aponta que existe uma visão errônea de que a periferia é feita, essencialmente, de escassez. "Pensando numa cidade como São Paulo, esses jovens que praticam estelionato conseguem colocar todo o dinheiro conseguido na própria região em que nasceu. Pensando numa região como a zona leste, por exemplo, existem baladas muito caras, shoppings com lojas de grife e todo uma dinâmica de baile de rua, de tabacarias. Consequentemente, essa pessoa que gasta muito dinheiro na quebrada, chama atenção e é vista diferente". A imagem de que o Raul é uma espécie de ladrão de banco 2.0 é muito forte no imaginário. É um criminoso que, por conta do contexto atual, escolheu por dar golpes sem o emprego da violência. A curiosidade sobre como vivem, o que vestem e o que comem transbordou as periferias do estado mais rico do país. Ficou impossível para a arte ignorar os Rauls.

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Cinco suspeitos de aplicar ‘golpe do falso advogado’ são presos na Grande Fortaleza

Publicado em: 27/03/2026 21:45

Cinco suspeitos de aplicar ‘golpe do falso advogado’ são presos na Grande Fortaleza. Polícia Civil do Pará/Reprodução Cinco suspeitos de aplicar o “golpe do falso advogado” foram presos nesta sexta-feira (27) durante a operação “Falso Patrono”. As prisões aconteceram nos municípios de Pacatuba e Guaiúba, ambos na região metropolitana de Fortaleza. Durante as investigações, foi constatado que o grupo entrava em contato com vítimas por meio de aplicativos de mensagens, utilizando fotos de perfil de advogados reais, informando sobre uma suposta liberação de alvarás judiciais e convenciam as vítimas a pagarem antecipadamente despesas extras para liberar os valores. Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp Conforme a Polícia Civil do Pará, a organização criminosa usava os valores obtidos para financiar atividades criminosas de uma facção local na região metropolitana de Fortaleza. As prisões aconteceram após parceria entre as polícias civis do Pará — através da Divisão de Combate a Crimes Econômicos e Patrimoniais Praticados por Meios Cibernéticos (DCCEP) — e do Ceará. LEIA TAMBÉM: ‘Do bar ao botequim, tudo fechado’: Chefe de facção criminosa é preso suspeito de ameaçar comerciantes em Fortaleza Chefe de facção que ostentava armas e publicava vídeos treinando tiros nas redes sociais é preso na Grande Fortaleza Segundo o delegado João Amorim, titular da DECCEP, um dos casos foi formalizado em fevereiro de 2025, quando a vítima sofreu um prejuízo de aproximadamente R$ 10 mil. “Durante as investigações, constatamos que outros casos semelhantes também foram registrados nos Estados do Amazonas, Amapá, Rio de Janeiro e Bahia, envolvendo esta mesma associação criminosa de caráter interestadual, cujos valores somados revelam um prejuízo considerável para as vítimas”, explicou o delegado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os cinco suspeitos presos deverão responder pelos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica e associação criminosa, sem prejuízo de outras tipificações relacionadas ao crime organizado. Esquema interestadual Eletrônicos apreendidos com grupo suspeito de aplicar golpe do falso advogado. Polícia Civil do Pará/Reprodução Com o avanço da investigação, as autoridades constataram que o esquema era operado por uma célula familiar baseada nos municípios de Guaiúba e Pacatuba. Os principais alvos e suas funções na engrenagem criminosa incluíam um núcleo de coordenação, de “laranjas”, de suporte logístico e digital e um operador técnico. “Chegamos aos investigados através de uma minuciosa análise telemática que rastreou endereços de IPs, registros digitais bancários e uso de e-mails de recuperação compartilhados entre os envolvidos. Dessa forma, constatou-se que o grupo operava de forma coordenada, possivelmente com divisão de tarefas para dificultar o rastreio do dinheiro”, comentou o delegado João Amorim. Segundo o titular da DECCEP, além das prisões, foram realizadas buscas nos imóveis visando coletar novos dispositivos eletrônicos que possam detalhar a extensão do esquema e identificar outras vítimas. “Os recursos obtidos pelas fraudes sustentavam os conflitos territoriais para grupos criminosos responsáveis por homicídios e tráficos de drogas na região metropolitana de Fortaleza”, acrescentou o delegado. As diligências seguem em andamento, para localizar um integrante do grupo criminoso que ainda não foi capturado. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará

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Governo de MT sanciona lei que proíbe uso de IA para criar nudes falsos

Publicado em: 27/03/2026 15:47

Mato Grosso passou a proibir a criação e circulação de imagens íntimas falsas produzidas com inteligência artificial, prática conhecida como “deep nudes”, após sanção do Governo do Estado à Lei nº 13.257/2026, proposta pelo deputado estadual Eduardo Botelho (União) e coautoria do deputado Wilson Santos (PSD), em todo o território estadual, na quarta-feira (25). A nova legislação impede o desenvolvimento, uso, comercialização e divulgação de aplicativos ou programas que criem imagens ou vídeos de nudez sem autorização da pessoa retratada. A norma também determina que plataformas digitais adotem mecanismos para identificar e remover esse tipo de conteúdo, além de disponibilizar canais de denúncia e colaborar com investigações. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Os chamados “deep nudes” são montagens feitas com inteligência artificial a partir de fotos reais, simulando cenas íntimas que nunca aconteceram. A prática é considerada uma grave violação de privacidade e tem sido cada vez mais comum, especialmente em ambientes escolares. Segundo dados da SaferNet Brasil, Mato Grosso está entre os estados com maior número de vítimas desse tipo de crime. Em um levantamento nacional com 173 casos, 30 foram registrados no estado, envolvendo principalmente alunas e professoras. Ainda de acordo com a entidade, as denúncias de crimes cibernéticos cresceram 28% em 2025. Um caso recente foi registrado no município de Juína, a 730 km de Cuiabá, onde a Polícia Civil apreendeu quatro celulares com estudantes suspeitos de produzir imagens falsas de nudez utilizando fotos de colegas adolescentes, de 15 e 17 anos, que frequentavam as mesmas escolas. Para o deputado Wilson Santos, a lei representa um avanço na proteção das vítimas. Ele destaca que, apesar dos benefícios da inteligência artificial, o uso indevido da tecnologia pode causar danos psicológicos e ferir a dignidade das pessoas. A legislação prevê penalidades como multas, suspensão de atividades comerciais e outras sanções aplicáveis pelos órgãos competentes. O Governo do Estado também deverá promover campanhas educativas sobre consentimento, privacidade e uso responsável da tecnologia. Operação contra deepfake Delegado fala sobre investigação de uso de IA para criação de deepfakes em Juína (MT) Há duas semanas, a Polícia Civil passou a investigar o possível uso de inteligência artificial (IA) para criação de imagens falsas de nudez utilizando o rosto de adolescentes de 15 e 17 anos, que estudam em duas escolas particulares de Juína. A prática é conhecida como Deepfake. Ao g1, o delegado responsável pela investigação, Marco Remuzzi, informou que recebeu denúncias de mais de 20 pais sobre o caso. De imediato, quatro celulares foram apreendidos com possíveis suspeitos, que também são adolescentes e estudam nas mesmas escolas das vítimas. Segundo o delegado, os aparelhos já passam por extração de dados, que devem auxiliar no avanço das investigações. Remuzzi também afirmou que o caso é tratado como prioridade para garantir a devida responsabilização dos envolvidos. 🔎 🔎 Afinal, o que é Deepfake? - É uma técnica que permite alterar um vídeo ou foto com ajuda de inteligência artificial (IA). Com ele, por exemplo, o rosto da pessoa que está em cena pode ser trocado pelo de outra; ou aquilo que a pessoa fala pode ser modificado G1 Explica: Deepfake

Golpe de R$ 500 mil contra empresa de Governador Valadares leva à operação do MPMG em 5 estados

Publicado em: 26/03/2026 19:36

MP realiza operação que investiga esquema de corrupção e fraudes Uma operação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) investiga um grupo criminoso suspeito de aplicar um golpe que causou prejuízo de quase R$ 500 mil a uma empresa de Governador Valadares, no Leste de Minas, além de uma instituição financeira. A ação foi realizada na manhã desta quinta-feira (26). De acordo com o MPMG, a fraude ocorreu após os criminosos invadirem uma conta bancária empresarial e realizarem o resgate indevido de um investimento de R$ 800 mil. Em seguida, o grupo fez o pagamento de boletos que totalizaram quase meio milhão de reais. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do Leste e Nordeste de Minas em tempo real e de graça A “Operação Bankline” cumpriu 12 mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão em cidades de Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Pará e no Distrito Federal. As diligências ocorreram em municípios como Goiânia, Senador Canedo e Planaltina de Goiás, em Goiás; Parauapebas, no Pará; Planaltina, no Distrito Federal; Duque de Caxias e Queimados, no Rio de Janeiro; além de São Paulo, Santos, Praia Grande, Itapetininga e Salto, em São Paulo. A ação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos (Gaeciber) e pela 16ª Promotoria de Justiça de Governador Valadares. Operação investiga golpe de quase R$ 500 mil contra empresa de Valadares Ministério Público de Minas Gerais Prisões e materiais apreendidos Segundo o Gaeciber, sete pessoas foram presas até o momento. Durante a operação, foram apreendidos: Quatro notebooks Dez celulares Dois HDs e um pendrive Cinco cadernos com anotações R$ 22.715 em dinheiro Um token de segurança Diversos documentos 30 modems 14 cheques 126 cartões 24 máquinas de cartão Uma chipeira e 11 chips de operadoras Os materiais serão analisados para identificar outras possíveis vítimas. Como o grupo agia De acordo com as investigações, o grupo era dividido em núcleos. Um deles era responsável pela parte tecnológica e utilizava conhecimentos avançados para habilitar dispositivos e burlar sistemas de segurança bancária. Outro núcleo atuava na movimentação financeira, distribuindo o dinheiro entre contas de pessoas físicas e empresas para dificultar o rastreamento dos valores. A fraude foi identificada pelo setor de segurança da instituição financeira, que detectou acessos feitos por dispositivos e redes de internet não habituais, em cidades diferentes da localização da empresa vítima. O nome da empresa não foi divulgado. Orientações para evitar golpes O Ministério Público divulgou orientações para evitar fraudes bancárias: Ativar autenticação em dois fatores em aplicativos Não clicar em links recebidos em mensagens suspeitas Procurar canais oficiais do banco para confirmar informações Ativar notificações de movimentações bancárias Monitorar extratos com frequência Não compartilhar senhas ou códigos Evitar acessar contas em redes públicas ou dispositivos de terceiros Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA TAMBÉM: Vídeos do Leste e Nordeste de Minas Gerais Veja outras notícias da região em g1 Vales de Minas Gerais.

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Polícia Civil de MG cumpre mandados em Boituva durante operação contra 'golpe do leilão' que movimentou R$ 520 milhões

Publicado em: 26/03/2026 19:08

Operação foi feita pela PC-MG Polícia Civil/Divulgação A Polícia Civil de Minas Gerais cumpriu em Boituva (SP), nesta quinta-feira (26), mandados durante uma operação que visa combater o "golpe do leilão", voltado à fraudes bancárias. Segundo a corporação, as investigações começaram em 2023, depois de análises bancárias e fiscais consideradas suspeitas. Foram identificadas movimentações de R$ 520 milhões em cinco anos. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp O grupo, que também é investigado por lavagem de dinheiro e sonegação tributária, agia de forma organizada em diferentes estados do país, incluindo São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná. Mais de 250 pessoas relataram terem sido vítimas dos suspeitos, com prejuízos individuais somados em R$ 200 mil. Durante a ação, foram apreendidos documentos, veículos e outros bens de valor, que passarão por perícia técnica. Ao todo, seis mandados de prisão e dez de busca e apreensão foram cumpridos, mas as localidades das prisões não foram divulgadas pela polícia. 'Golpe do leilão' A fraude consiste na criação de sites que funcionam como plataformas oficiais de leilões, induzindo as vítimas ao erro. Nesta investigação, foi apurado que os usuários eram direcionados a endereços irregulares, por meio de monetização e impulsionamento nas redes sociais. Ainda conforme a polícia, as vítimas eram direcionadas à conversas em aplicativos de mensagens, para finalizar a compra. Neste momento, os suspeitos agiam solicitando transferências bancárias via PIX para a conta de outras pessoas. O dinheiro do golpe era direcionado a um grupo familiar que residia no estado de São Paulo e, de acordo com a investigação, é apontado como o principal operador financeiro do esquema. Eles mudavam os recursos para outras contas, com o intuito de esconder de onde vieram. Segunda operação de MG em SP MPMG cumpriu seis mandados de prisão preventiva durante a apreensão MPMG/Divulgação Uma operação contra um grupo que fraudava sistemas bancários cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão no interior de SP na manhã desta quinta-feira (26). Policiais e agentes do Ministério Público de Minas Gerais estiveram em Itapetininga e Salto (SP), além de outras cidades. De acordo com o MP-MG, os suspeitos faziam parte de um grupo que fraudava dispositivos e sistemas de segurança bancária de forma avançada, com prejuízo de R$ 500 mil a uma empresa de Governador Valadares (MG) e a uma instituição financeira. A investigação, ainda conforme o MP, começou depois que criminosos invadiram a conta bancária de uma empresa e resgataram R$ 800 mil para gerar saldo em conta. Depois disso, o grupo pagou 10 boletos bancários que somam meio milhão de reais. O setor de segurança da instituição identificou que os acessos foram feitos por dispositivos localizados em diferentes municípios, que não correspondem ao estabelecimento da vítima. Além disso, eles contavam com um núcleo que recebia e distribuía o dinheiro entre várias contas físicas para esconder os valores e dificultar o trabalho das autoridades. Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos (Gaeciber), 12 mandados de prisão preventiva e outros 17 de busca e apreensão foram expedidos. No entanto, até a publicação desta reportagem, seis pessoas haviam sido presas. O local das prisões não foi informado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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Cadeirante é preso por extorquir R$ 50 mil de mulher ameaçando espalhar 'nudes' no PI

Publicado em: 26/03/2026 15:56

Cadeirante é preso por extorquir R$ 50 mil de mulher ameaçando espalhar 'nudes' no PI Divulgação/Polícia Civil do Piauí Um homem, que não teve a identidade revelada, foi preso na manhã desta quinta-feira (26) em Teresina, suspeito de extorquir uma mulher por meio de perfis falsos em redes sociais e aplicativos de mensagens. De acordo com o delegado Luciano Alcântara, do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), o prejuízo causado à vítima pode chegar a R$ 50 mil. Segundo a investigação, o caso começou no fim de 2023, quando o suspeito entrou em contato com a vítima pelo Facebook. Após ganhar a confiança dela, os dois passaram a conversar pelo WhatsApp, onde a mulher enviou fotos íntimas. A partir disso, o suspeito passou a fazer ameaças e exigir dinheiro. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp As extorsões ocorreram ao longo de 2024 e se estenderam até 2025, quando a vítima procurou a polícia. Durante esse período, o homem ameaçava divulgar as imagens e dizia ter ligação com facções criminosas, além de afirmar que sabia onde a vítima morava e que poderia atacar familiares dela. Ainda conforme o delegado, o suspeito criou um segundo perfil falso para intensificar o golpe. Com essa conta, ele fingia ser outra pessoa e chegou a dizer à vítima que havia sido sequestrado pelo primeiro perfil. Em seguida, passou a exigir mais dinheiro sob a ameaça de matar essa suposta pessoa. “São várias camadas de terrorismo psicológico. Primeiro ele extorque pelas imagens, depois cria outras situações para continuar tirando dinheiro da vítima”, explicou Luciano Alcântara em entrevista à Rede Clube. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A investigação também identificou a participação de um comparsa, responsável por receber os valores transferidos. Segundo a polícia, o suspeito enviava contas bancárias desse homem para dificultar o rastreamento do dinheiro, caracterizando tentativa de ocultação dos valores. A vítima sofreu impactos psicológicos graves e chegou a pedir demissão de um emprego que mantinha há 11 anos. Ela também contraiu empréstimos para pagar as quantias exigidas pelo suspeito. Outro detalhe que chamou a atenção dos investigadores é que o homem preso era conhecido da vítima. Segundo o delegado, eles tinham contato social e chegaram a se encontrar pessoalmente, mas a mulher não sabia que ele era o responsável pelos perfis falsos. A identificação do suspeito foi possível após análise de rastros digitais deixados pelos perfis falsos. A polícia conseguiu vincular as contas ao homem preso e também comprovar a ligação dele com o comparsa. O suspeito deve responder pelos crimes de extorsão e pode também ser enquadrado por lavagem de dinheiro. O segundo envolvido, que não está no Piauí, segue sendo investigado e pode responder como partícipe nos mesmos crimes. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

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Operação contra grupo que fraudava sistemas bancários cumpre mandados no interior de SP

Publicado em: 26/03/2026 12:44

MPMG cumpriu seis mandados de prisão preventiva durante a apreensão MPMG/Divulgação O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão durante uma operação que combate fraudes eletrônicas em diversas cidades do país, incluindo Itapetininga e Salto (SP), nesta quinta-feira (26). De acordo com o ministério, os suspeitos faziam parte de um grupo que fraudava dispositivos e sistemas de segurança bancária de forma avançada. Ao todo, as investigações apontam um prejuízo de R$ 500 mil a uma empresa de Governador Valadares (MG) e a uma instituição financeira. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp A investigação, ainda conforme o MP, começou depois dos criminosos invadirem uma conta bancária de uma empresa e sacarem R$ 800 mil para gerar saldo em conta. Depois disso, o grupo pagou 10 boletos bancários que somam meio milhão de reais. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O setor de segurança da instituição identificou que os acessos foram feitos por dispositivos localizados em diferentes municípios, que não correspondem ao estabelecimento da vítima. Além disso, eles contavam com um núcleo que recebia e distribuía o dinheiro entre várias contas físicas para esconder os valores e dificultar o trabalho das autoridades. Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos (Gaeciber), 12 mandados de prisão preventiva e outros 17 de busca e apreensão foram expedidos. No entanto, até a publicação desta reportagem, seis pessoas haviam sido presas. As investigações continuam. Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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MPF denuncia esquema de tortura e venda de vídeos de crueldade contra animais no Pará

Publicado em: 26/03/2026 12:22

PF identifica rede internacional envolvida em tortura e morte de animais. Divulgação/PF O Ministério Público Federal (MPF) denunciou à Justiça Federal no Pará integrantes de um esquema criminoso que produzia, vendia e compartilhava vídeos de extrema violência contra animais. As práticas incluíam tortura, mutilação e morte de bichos domésticos e silvestres, muitas vezes com conotações sexuais, sob encomenda de usuários estrangeiros. A denúncia foi apresentada no dia 18 de março e usa como base a Operação Bestia, feita pela Polícia Federal (PF) em 22 de novembro de 2025. A investigação começou com denúncia da organização búlgara "Campaigns and Activism for Animals in the Industry", que flagrou material violento supostamente feito no Brasil. Como funcionava o esquema A Unidade de Repressão a Crimes Cibernéticos de Ódio da PF rastreou fluxos financeiros e digitais. Os vídeos eram vendidos em dólar e euro via plataformas online e Pix, com contatos diretos entre produtores e compradores internacionais, usando termos cifrados. Em buscas e apreensões, a PF encontrou em residências de denunciados dispositivos com vídeos inéditos de abusos, além de roupas, objetos cortantes e recipientes idênticos aos das gravações. Perícia facial confirmou as identidades, descartando manipulações. Os alvos usavam gatos, coelhos e aves em produções planejadas e reiteradas, transformando a crueldade em fonte de renda habitual. Uma das pessoas está presa; a outra é foragida, com prisão preventiva decretada. Crimes e pedidos do MPF O MPF imputou maus-tratos a animais (pena de 2 a 5 anos de reclusão para cães e gatos, com agravantes pela morte), associação criminosa e outros delitos. Por causa da gravidade, não houve proposta de Acordo de Não Persecução Penal (ANPP). A ação pede condenação criminal e indenização por danos morais coletivos, devido ao ataque à proteção da fauna e aos valores éticos da sociedade. O caso tramita na Justiça Federal no Pará, sob sigilo. VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará

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Após ser identificado por câmeras do Smart Sampa, morador da Zona Sul de SP é detido 4 vezes por engano em 7 meses

Publicado em: 26/03/2026 00:01

Homem é detido quatro vezes por engano Detido ao sair de casa, no trabalho, ao levar a mãe ao hospital e numa corrida de rua. O coordenador de departamento pessoal Ailton Alves de Sousa, de 41 anos, sente um medo constante após ter sido conduzido quatro vezes à delegacia por engano, nos últimos sete meses, em São Paulo. Os policiais militares que o conduziram à delegacia disseram que Ailton está cadastrado no sistema do Smart Sampa, o programa de reconhecimento facial da Prefeitura de São Paulo, como um foragido da Justiça por cometer um homicídio no estado de Mato Grosso. Morador de Heliópolis, a maior favela de São Paulo, na Zona Sul, Ailton disse que nunca foi ao Centro-Oeste e que sente um grande constrangimento por conta de tantas detenções por engano. Na primeira vez, ele foi retirado de dentro de casa. “Eles me levaram na viatura. A primeira pergunta que o delegado me fez foi: você já foi pro Mato Grosso? Eu disse que não e foi aí que começou toda essa situação”, disse Ailton. 🔎 O Smart Sampa é o maior sistema de monitoramento de segurança da América Latina. Ele usa o reconhecimento facial de câmeras inteligentes para identificar foragidos da polícia, além de ajudar a encontrar pessoas desaparecidas. De acordo com a prefeitura, hoje o sistema conta com 40 mil câmeras em toda a capital. Ailton Alves de Sousa, de 41 anos Arquivo Pessoal As quatro detenções incorretas poderiam ter sido evitadas se alguns detalhes tivessem sido observados: O primeiro é que o verdadeiro foragido, nascido em Santa Tereza do Oeste (PR), tem o sobrenome Souza com a letra “z”, enquanto o paulistano é Sousa, com “s”; Apesar de também terem nomes iguais, os sobrenomes das mães de ambos são diferentes; Além disso, o nome e a idade dos pais deles não coincidem; Há uma diferença de idade entre os dois Ailtons de 12 anos. O que está foragido nasceu em 1972 e o inocente, em 1984; Mas o ponto principal é que não há imagens do suspeito nos mandados de prisão expedidos em Mato Grosso. O advogado de Ailton já pediu para a prefeitura apagar os dados de seu cliente do Smart Sampa, mas isso não aconteceu, e as abordagens continuaram. A última foi na segunda-feira (23) quando ele acompanhava a mãe numa consulta médica. No mesmo dia, policiais militares já tinham ido buscá-lo em casa de madrugada, mas ele não os atendeu. Para Luiz Augusto d'Urso, advogado especialista em crimes cibernéticos, a prefeitura precisa ser mais ágil para reparar os erros que trazem problemas para quem não comete crimes. “A prefeitura tem a obrigação de, ao aplicar um sistema de inteligência artificial, de reconhecimento facial, ter um canal eficiente de denúnicias, uma Ouvidoria e até auditorias sobre o sistema para que não tenha erros, que podem acontecer, mas devem ser imediatamente corrigidos”, diz. Sandro Godoy, advogado de Ailton, diz que entrou com requerimentos no Smart Sampa e na Justiça de Mato Grosso para que o erro seja corrigido o quanto antes. “O que a gente quer é tirar essa biomentira. Já entrei com pedido junto ao Smart Sampa através de e-mails. Só que até agora a gente não obteve nenhum tipo de resposta.” Enquanto os sistemas não são corrigidos, Ailton vive uma rotina de constante medo. “Eu sei que já aconteceram duas, três vezes, já é a quarta vez e toda vez eu sou levado. Eu não sei o que pode acontecer. Eu fico com medo, mesmo sem dever nada. Você fica com receio, com medo, com vergonha, da situação em si”, afirmou. O que dizem as autoridades Procuradas, nem a Prefeitura de São Paulo nem a Secretaria da Segurança Pública souberam dizer quem poderia ter incluído a imagem do paulistano no sistema. Em nota, a SSP informou ter notificado o Conselho Nacional de Justiça, órgão responsável pelo abastecimento do Banco Nacional de Mandados de Prisão, sobre a inconsistência e também providenciou a remoção dos dados e da fotografia de Ailton da base estadual. Também em nota, a Polícia Militar informou que é “acionada para cumprir mandados, preventivos ou temporários, que constam no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP) e em outras plataformas estaduais e nacionais. Os mandados são expedidos pelo Poder Judiciário e acionados pelo Copom”. Já a prefeitura disse que “não houve qualquer falha no funcionamento do programa Smart Sampa” e que a “atuação da Guarda Civil Metropolitana (GCM) ocorreu de forma regular, a partir de um alerta emitido pelo sistema de reconhecimento facial, seguido da confirmação de mandado de prisão ativo no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP)”. A Secretaria Municipal de Segurança Urbana informou que o Smart Sampa não é responsável pela inclusão ou atualização de dados em bases oficiais, que é feito por órgãos como o Poder Judiciário, e disse que comunicou a SSP para que adotasse as “medidas cabíveis” para retirar a informação incorreta do sistema. Ailton Alves de Sousa, de 41 anos Arquivo Pessoal

Técnico em eletrônica é preso por usar celulares furtados para fazer transferências e saques em Cariacica

Publicado em: 25/03/2026 07:40

Homem é preso por usar aparelhos roubados e pegar dinheiro das contas das vítimas Um técnico em eletrônica de 32 anos foi preso em Cariacica, na Grande Vitória, suspeito de usar celulares furtados para realizar transferências bancárias e saques nas contas das vítimas. Segundo a Polícia Civil, Carlos Roberto Fernandes teria recebido valores entre R$ 200 e R$ 500 para acessar os aparelhos. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (24). Uma mulher de 26 anos, esposa dele, também foi detida, mas liberada e vai responder ao processo em liberdade após alegar estar grávida. O g1 não conseguiu localizar a defesa do suspeito. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp A polícia também investiga a participação de uma terceira pessoa, ainda não identificada, que aparece ao lado do suspeito de receptação em imagens registradas por câmeras de uma agência bancária no momento dos saques. Segundo o titular da Delegacia de Crimes Cibernéticos, delegado Brenno Andrade, os celulares foram furtados durante um show na Praia de Camburi, em Vitória, no dia 17 de janeiro. No dia seguinte, as vítimas começaram a perceber as movimentações bancárias indevidas. O prejuízo estimado é de R$ 13,1 mil. O técnico em eletrônica Carlos Roberto Fernandes, de 32 anos, foi preso em Cariacica, na Grande Vitória, suspeito de usar celulares furtados para realizar transferências bancárias e saques nas contas das vítimas Divulgação/PCES LEIA TAMBÉM: FEMINICÍDIO: Morte de comandante da Guarda em Vitória expõe violência em relações abusivas e dificuldade das mulheres em pedir ajuda DENÚNCIA FEITA POR ESTUDANTES: Professor é afastado após alunas denunciarem assédio sexual em escola da Serra Câmeras de segurança de uma agência bancária em Cariacica, registraram o momento em que Carlos Roberto e uma mulher realizam saques em um caixa eletrônico, retirando dinheiro das contas das vítimas. De acordo com o delegado, o suspeito era conhecido na região de Campo Grande, em Cariacica, na Grande Vitória, por conseguir desbloquear telefones. Ele acessava os aplicativos bancários depois de encontrar as senhas nos aparelhos. “Iniciamos as investigações e percebemos que ocorreram transações indevidas dentro do aplicativo das vítimas. O criminoso começou a fazer transferências bancárias e depois realizava saques em dinheiro. Ele era conhecido por esse tipo de prática”, explicou. Tornozeleira eletrônica A investigação começou após uma das vítimas registrar Boletim de Ocorrência (BO) ao notar as transações. Uma das transferências levou os policiais até outra mulher, inicialmente tratada como suspeita, mas depois foi constatado que ela também havia sido vítima do mesmo tipo de crime no mesmo evento. Carlos Roberto Fernandes, de 32 anos, flagrado pelas câmeras de uma agência bancária realizando saques dos dinheiros das vítimas. Uma mulher que estava com ele ainda não foi identificada. Espírito Santo Divulgação/PCES Com base nas imagens da agência e nas movimentações bancárias, os policiais identificaram o suspeito. Ao ser localizado, foi constatado que Carlos Roberto usava tornozeleira eletrônica, o que ajudou na confirmação da identidade. “Era uma manhã de sol, e o indivíduo estava de calça. Um dos policiais suspeitou e verificou que ele utilizava tornozeleira eletrônica”, afirmou. O homem tem passagens pela polícia por crimes como roubo, furto, receptação e estelionato. Já a mulher, segundo a investigação, recebeu parte do dinheiro transferido e tinha conhecimento da atividade criminosa. Alerta A Polícia Civil orienta que os usuários evitem guardar senhas no bloco de notas do celular. “O ideal é não salvar esse tipo de informação no aparelho, nunca registrar a senha de forma escrita ou guardada no bloco de notas e, se possível, utilizar recursos como reconhecimento facial nos aplicativos bancários. Isso já evita muita dor de cabeça quando a pessoa tem o telefone roubado ou furtado”, recomendou o delegado. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Palavras-chave: cibernético

Suspeitos de fazer e vender de atestados falsos a testes de gravidez e DNA são presos

Publicado em: 24/03/2026 16:08

Polícia cumpriu mandados de prisão em Goiânia e Aparecida de Goiânia Divulgação/Polícia Civil Sete suspeitos de fazer e vender atestados e outros documentos falsos, como testes de gravidez e de DNA, foram presos nesta terça-feira (24) em Goiânia e Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Segundo a Polícia Civil (PC), o grupo atuava há cerca de quatro anos vendendo atestados e exames laboratoriais falsos na internet. A delegada Bárbara Buttini, da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), disse que o grupo usava sites com aparência profissional para comercializar os documentos falsos. A documentação era enviada de forma digital ou física. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp De acordo com a investigação, na plataforma digital, os documentos eram ofertados com tabela de preços que variava conforme a demanda. Eles tinham aparência legítima, com identificação de médicos, CID, carimbos e assinaturas falsas. LEIA TAMBÉM: Jovens são presos suspeitos de vender atestados médicos falsos para o carnaval Prefeitura de Goiânia tem cerca de 100 casos comprovados de atestados falsos entregues por servidores, diz Mabel MP investiga má gestão de atestados após Prefeitura de Goiânia anunciar que há 26 mil pedidos de afastamentos por licença-saúde e outras O grupo tinha uma tabela fixa em que constam, por exemplo, os valores de atestados, que variam entre R$ 30 até R$ 150, dependendo do período pretendido pelo comprador. "Trata-se de uma atuação extremamente grave, que ultrapassa a fraude comum, atingindo diretamente a fé pública e a saúde coletiva, podendo gerar consequências profundas em relações familiares, processos judiciais e decisões médicas", disse a delegada Bárbara Buttini. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Entre os documentos comercializados estão: atestados médicos para justificativa de faltas; exames laboratoriais falsos; exames de DNA; exames de gravidez (inclusive com a escolha de resultado); atestados relacionados ao aborto; atestado de aptidão física; atestado para saque de FGTS; para dispensa militar e receitas médicas. "Quando alguém falsifica um exame de DNA, não se trata apenas de um documento: estamos falando de impactos diretos em vínculos familiares, direitos de filiação e decisões judiciais sensíveis", completou Bárbara. Documentos eram oferecidos em site com tabela de preços Divulgação/Polícia Civil 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

Palavras-chave: cibernético

Por que os EUA proibiram a importação de novos modelos de roteadores

Publicado em: 24/03/2026 03:00

Roteadores compartilham e coordenam o uso da internet entre vários equipamentos Altieres Rohr/G1 A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) anunciou na segunda-feira (23) a proibição da importação de novos modelos de roteadores fabricados no exterior sob o argumento de que esses aparelhos levantam preocupações com a segurança. O principal alvo da medida é a China, que já tem outras restrições sobre o envio de seus equipamentos aos EUA. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A estimativa é de que a China controle 60% do mercado americano de roteadores domésticos, que conectam computadores, telefones e outros dispositivos à internet, afirma a agência Reuters. A ordem da FCC não afeta a importação ou o uso de modelos existentes, mas proíbe os que forem lançados a partir de agora. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo a agência, uma análise convocada pela Casa Branca considerou que roteadores importados representam "um grave risco de segurança cibernética que poderia ser aproveitado para interromper imediata e gravemente a infraestrutura crítica dos EUA." A FCC afirmou ainda que agentes mal-intencionados exploraram brechas de segurança em roteadores fabricados no exterior "para atacar residências, interromper redes, permitir a espionagem e facilitar o roubo de propriedade intelectual". O comunicado citou como exemplos os ataques como Volt, Flax e Salt Typhoon, todos apontados como de origem em grupos hackers chineses. O último teria sido capaz de invadir sistemas de e-mail de assessores do Congresso americano. A determinação inclui uma isenção para roteadores que o Pentágono considera que não representam riscos inaceitáveis. LEIA TAMBÉM: Governo dos EUA registra domínio 'alien.gov' após Trump ordenar divulgação de arquivos sobre supostos ETs Youtuber diz não ter R$ 70 mil para pagar condenação e pede para juiz reconsiderar Vídeos no TikTok simulam agressões a mulheres em meio a recorde de feminicídios Parlamentares já haviam levantado preocupações de segurança sobre os roteadores fabricados na China, e o deputado John Moolenaar, presidente republicano do comitê seleto da Câmara sobre a China, elogiou a ordem da FCC. "A tremenda decisão de hoje da FCC e do governo Trump protege nosso país contra os implacáveis ataques cibernéticos da China e deixa claro que esses dispositivos devem ser excluídos de nossa infraestrutura crítica", disse Moolenaar. "Os roteadores são essenciais para manter todos nós conectados e não podemos permitir que a tecnologia chinesa esteja no centro disso." A Embaixada da China em Washington não fez comentários de imediato. A TP-Link Systems foi processada em fevereiro pelo procurador-geral do Texas, Ken Paxton, por supostamente comercializar seus roteadores de rede de forma enganosa e permitir que Pequim acessasse dispositivos dos consumidores norte-americanos. A empresa, sediada na Califórnia e com origem a partir de uma fabricante chinesa, disse que "defenderia vigorosamente" sua reputação. A companhia afirmou que o governo chinês não tem nenhuma forma de propriedade ou controle sobre a empresa, seus produtos ou dados de usuários. A Reuters informou em fevereiro que o governo Trump havia suspendido uma proposta de proibição das vendas domésticas de roteadores fabricados pela TP-Link. Em dezembro, a FCC emitiu regras semelhantes proibindo a importação de todos os novos modelos de drones chineses.

ECA Digital: o que muda na proteção online de crianças e adolescentes - O Assunto #1685

Publicado em: 23/03/2026 00:30

Na última terça-feira (17), o presidente Lula assinou o decreto que cria o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente. O ECA Digital cria regras que obrigam redes e provedores de conteúdo a controlar o acesso de menores de 16 anos, e a garantir que eles não recebam conteúdos impróprios para a idade. Essa é uma pauta que ganhou os holofotes do debate público depois da publicação do vídeo do influenciador Felca, em agosto de 2025. Nele, Felca denunciou a sexualização de crianças e adolescentes e o uso indevido da imagem de jovens com a finalidade de ganhar dinheiro com conteúdo online. Apenas em 2025, o Brasil registrou quase 90 mil denúncias de crimes cibernéticos: mais de 60% deles alertavam para abuso e exploração sexual infantil. Neste episódio, o secretário de Políticas Digitais do Governo Federal, João Brant, relata quais são os quatro eixos mais importantes do ECA Digital. E Natuza Nery entrevista Thiago Tavares, presidente da SaferNet Brasil, associação civil que atua na defesa dos Direitos Humanos na Internet há mais de 20 anos. Thiago explica o que muda na prática a partir de agora. Convidado: Thiago Tavares, presidente da SaferNet Brasil. O que você precisa saber: Lula assina decretos que regulamentam ECA Digital: veja principais pontos O que muda na sua vida e na de seus filhos com o ECA Digital ECA Digital: 'Se você conhece alguém contra, desconfie', diz Felca ANPD diz que sistemas e lojas de aplicativos serão fiscalizados com maior rigor O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco e Juliene Moretti. Colaboraram neste episódio Arthur Stabile e Janize Colaço. Apresentação: Natuza Nery. O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. ECA Digital, Estatuto da Criança e do Adolescente que cria novas regras para o acesso de menores à internet, entra em vigor Jornal Nacional/ Reprodução

Palavras-chave: cibernético

Você viu? Chuva provoca alagamentos em Buriticupu, acidente com carretas na BR-135 e outras notícias da semana no g1 MA

Publicado em: 22/03/2026 10:03

Confira o resumo de algumas das principais notícias divulgadas pelo g1 Maranhão na semana do dia 15 a 21de março. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Maranhão no WhatsApp Domingo (15) Mulher é presa por manter rinha clandestina de galos em Caxias, no MA Divulgação/Polícia Civil do Maranhão Uma mulher foi presa suspeita de manter um criatório irregular de galos de briga no município de Caxias, a cerca de 364 km de São Luís. A prisão foi feita pela Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), nas primeiras horas da manhã da última quinta-feira (12), durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. Segundo a Delegacia Regional de Caxias, responsável pelas investigações, os policiais foram até o bairro Antenor Viana após diversas denúncias anônimas sobre o criatório. No local, os agentes encontraram uma rinha de galo clandestina e 12 aves presas em condições consideradas totalmente insalubres. As investigações apontam que o imóvel já havia sido alvo de várias ações da polícia. O endereço também era suspeito de ser utilizado para tráfico de drogas, com intensa movimentação de usuários de entorpecentes. De acordo com a Polícia Civil, a proprietária já tinha histórico de notificações relacionadas às irregularidades no manejo das aves. Durante a operação, os 12 galos foram resgatados e encaminhados imediatamente para atendimento veterinário, a fim de garantir a sobrevivência e a reabilitação dos animais. Após ser presa, a mulher foi conduzida à delegacia e, em seguida, recambiada à Unidade Prisional, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário. Segunda-feira (16) Dorian de Souza, de 35 anos, foi morto a tiros na madrugada de sábado (14) Reprodução/TV Mirante Um homem identificado como Dorian de Souza, de 35 anos, foi morto a tiros na madrugada de sábado (14) enquanto saía de uma festa na Avenida Industrial, no bairro Bom Sucesso, em Imperatriz, na região tocantina do Maranhão. Dois homens ainda não identificados efetuaram os disparos e fugiram em seguida. Uma mulher que estava no local também foi baleada e socorrida para o Hospital Regional de Imperatriz. O estado de saúde dela não foi informado. Os suspeitos ainda não foram localizados. De acordo com a polícia, o crime ocorreu por volta das 2h, quando Dorian deixava a festa e subia em sua moto. Ele foi atingido por vários disparos e morreu no local. Segundo a Polícia Civil, a principal linha de investigação é de acerto de contas, já que Dorian tinha várias passagens por tráfico de drogas. Ele teria sido responsável, por um período, por um dos maiores pontos de venda de entorpecentes em Imperatriz. PF apreende carga ilegal de canetas emagrecedoras no Aeroporto de São Luís Divulgação/PF A Polícia Federal apreendeu, nesse domingo (15), canetas e frascos de medicamento emagrecedor com tirzepatida no Aeroporto Internacional Marechal Cunha Machado, em São Luís. Segundo a PF, o material era transportado sem autorização sanitária e sem recolhimento de tributos. A apreensão ocorreu durante abordagem e inspeção das bagagens de um passageiro que havia embarcado em Foz do Iguaçu (PR). A tirzepatida, molécula usada no medicamento Mounjaro, é uma substância de controle rigoroso no Brasil e exige autorização específica dos órgãos competentes para importação e comercialização. Todo o material apreendido foi encaminhado à sede da PF para os procedimentos legais cabíveis. O passageiro poderá responder pelos crimes de contrabando e de infração sanitária. Terça-feira (17) Homem é encontrado morto no rio Pindaré e segue sem identificação Um corpo morto de um homem foi visto boiando no rio Pindaré, próximo à cidade Pindaré Mirim, no último domingo (15). Segundo a polícia, o homem foi avistado por pessoas que trabalham nas proximidades do trecho onde ele estava. Ainda não há informações sobre a causa da morte. De acordo com a polícia, o corpo foi encontrado em uma rampa na beira do rio por moradores, pescadores e canoeiros que trabalham na região. Ainda segundo a polícia, as testemunhas retiraram o corpo da água e o colocaram na rampa, acionando o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil. A remoção foi feita com o apoio de uma funerária. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de São Luís. O caso segue sob investigação para esclarecer as circunstâncias da morte. Um dos quatro suspeitos presos foi baleado durante a ação policial e está inconsciente no hospital Socorrão II. Reprodução/Redes sociais Um motorista de aplicativo foi resgatado pela Polícia Militar do Maranhão após ser sequestrado por criminosos, na madrugada desta terça-feira (17), na região do bairro Janaína, em São Luís. Os quatro suspeitos de praticarem o crime foram presos em flagrante, um deles foi baleado durante a ação policial (veja, mais abaixo, o nome dos presos). Segundo informações do 43º Batalhão de Polícia Militar (BPM), por volta das 3h a guarnição que fazia patrulhamento foi informada do roubo e sequestro de um motorista de aplicativo. Durante buscas pelo bairro Janaína, a PM localizou o veículo da vítima e deu ordem de parada, mas os ocupantes tentaram fugir e atiraram contra a guarnição. Houve troca de tiros e, durante a perseguição, o motorista do carro perdeu o controle da direção e colidiu. Com o impacto, os policiais conseguiram abordar e conter os suspeitos, sendo que um deles foi alvejado com um dos disparos. Ainda de acordo com a PM, a vítima foi encontrada amarrada no porta-malas do veículo e resgatada com vida. Quarta-feira (18) Carretas colidem na BR-135, em Miranda do Norte no MA Reprodução/Redes sociais Duas pessoas ficaram gravemente feridas após um acidente envolvendo um caminhão do tipo guincho e outros dois veículos de carga. A colisão aconteceu na manhã desta quarta-feira (18), na BR-135, no município de Miranda do Norte, no Maranhão. Imagens feitas por condutores que passavam no local mostram que um dos veículos ficou destruído (veja no vídeo acima). Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), houve uma colisão frontal entre o caminhão guincho e outro veículo de carga, deixando os condutores feridos. As vítimas, de 38 e 31 anos, foram socorridas e levadas para um hospital em São Luís. Já o terceiro veículo de carga envolvido no acidente teve apenas pequenos danos materiais e o motorista saiu ileso. A PRF destaca que, após o acidente a rodovia ficou totalmente interditada, mas não houve registro de congestionamento. Motoristas estão utilizando uma via de acesso ao lado para seguir viagem. A retirada dos veículos ainda será realizada. Em seguida, será feita a limpeza da pista por causa do óleo derramado. Ainda de acordo com a PRF, as causas do acidente ainda estão sendo analisadas para a elaboração do Laudo Pericial de Acidente de Trânsito. Quinta-feira (19) Agência bancária de Lagoa do Mato será fechada e moradores terão que se deslocar para outras cidades Reprodução/Google mapas A única agência bancária que funciona na cidade de Lagoa do Mato, a cerca de 560 km de São Luís, encerrará suas atividades no dia 17 de abril. A cidade contará apenas com serviços de dois correspondentes bancários. A agência faz parte do grupo Bradesco e será transferida para o município de Pastos Bons, a cerca de 550 km de São Luís. Os clientes de Lagoa do Mato agora serão atendidos na agência de Buriti Bravo após o fechamento. A mudança preocupa os moradores que dependem dos serviços bancários, principalmente os aposentados. Segundo o aposentado José Ribeiro da Silva, o fechamento da agência é um problema, devido à distância que precisará ser percorrida até o banco mais próximo, cerca de 60 km. “E agora acabar um banco desse é problema. Qualquer coisinha tem que ir para o Buriti Bravo, né? 60 quilômetros de distância não é fácil”, afirmou o aposentado. De acordo com pesquisas, o Maranhão tem mais de 10 cidades em que a população não tem acesso aos benefícios de uma agência bancária. Bradesco esclarece novo modelo de atendimento O Banco do Bradesco informou que tem promovido mudanças no modelo de atendimento, transformando parte das agências em unidades de negócios. O banco disse ainda que o processo vem sendo adotado há algum tempo, já que atualmente 98% das operações são realizadas pelos clientes por meio de canais digitais. Conforme o banco, os clientes são redirecionados para outras agências da região e continuam sendo atendidos por outros canais oferecidos. Preso mais um suspeito de sequestro e morte de lavrador A Polícia Civil prendeu o quarto suspeito de participar do sequestro e assassinato do lavrador Ribamar da Conceição Souza, de 57 anos. O homem foi identificado como Elis Alves da Silva e é apontado como o fornecedor da arma utilizada no crime. Segundo a polícia, a arma ainda não foi apreendida, mas as investigações apontaram que ele foi responsável por conseguir o armamento para que fosse cometido o assassinato da vítima. Entenda o caso A Polícia Civil investiga a morte de José Ribamar da Conceição Souza, cujo corpo foi encontrado na quinta-feira (29), enterrado em uma cova em uma fazenda no município de Santa Luzia, a 294 km de São Luís. A namorada da vítima e os dois filhos dela foram presos, suspeitos de participação no crime. A vítima trabalhava em uma fazenda em Paulo Ramos (MA) e ia para Santa Luzia todos os fins de semana para encontrar a namorada. No dia 17 de janeiro, ele desapareceu logo após ter sido visto no povoado Centro dos Turipas, na zona rural de Santa Luzia. De acordo com a Polícia Civil, a moto de José Ribamar foi encontrada na mata queimada, dias após o desaparecimento. O corpo foi localizado a cerca de 30 km de onde a moto foi encontrada, durante uma força-tarefa realizada por policiais e voluntários que participavam das buscas. Um conflito familiar é uma das linhas de investigação da polícia. A namorada da vítima foi presa no dia 29 de janeiro de 2026, assim como os dois filhos dela, apontados como autores do crime. Segundo a polícia, a mulher, que era viúva, teria iniciado um relacionamento com José Ribamar, e os filhos dela eram contra a relação. A Polícia continua investigando o caso. Sexta-feira (20) Operação prende suspeitos de fraudar consignados com RGs falsos e causar prejuízo de R$ 710 mil no MA Divulgação/Policia Civil do Maranhão A Polícia Civil do Maranhão prendeu seis pessoas suspeitas de integrar um esquema de falsificação de documentos e fraudes financeiras durante a Operação Holerite, realizada na manhã desta sexta-feira (20) em São Luís e em outras cidades do estado. O grupo teria causado prejuízo de cerca de R$ 710 mil. Durante a operação, coordenada pelo Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO) da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e seis de prisão preventiva. Em uma das residências, policiais encontraram uma ligação clandestina de energia, e a moradora também foi autuada por furto. Segundo a investigação, o grupo falsificava carteiras de identidade em nome de servidores públicos estaduais. Com os documentos adulterados, os criminosos abriam contas bancárias e contratavam empréstimos consignados, que eram descontados diretamente nos contracheques das vítimas, causando um prejuízo estimado em cerca de R$ 710 mil. Os investigadores identificaram que o esquema tinha divisão de tarefas, com responsáveis pela produção dos documentos falsos, abertura das contas e contratação dos empréstimos. A polícia chegou aos suspeitos após meses de investigação. Entre os materiais apreendidos estão documentos falsificados, impressoras de alta resolução, celulares, notebooks e material usado para produzir os documentos fraudulentos. A Operação Holerite teve apoio de equipes especializadas da Polícia Civil, como os departamentos de crimes cibernéticos, fraudes financeiras, serviços delegados e o Grupo de Resposta Tática. O caso segue em investigação para identificar outros envolvidos e eventuais beneficiários do esquema. Tartaruga e boto são encontrados mortos em praia de São Luís Uma tartaruga da espécie verde e um boto-cinza (espécie Sotalia guianensis) foram encontrados mortos, nesta sexta-feira (20), na faixa de areia da Praia do Caolho, em São Luís. Após serem encontrados, a área foi isolada por guarda-vidas da Guarda Municipal. De acordo com os guarda-vidas, a hipótese é de que os animais tenham sido colocados lado a lado por garis que realizam a limpeza das praias durante a madrugada. O recolhimento da tartaruga será feito pelo Instituto Queamar, que também monitora os encalhes de espécies marinhas. Segundo o órgão, nos últimos dois anos, cerca de 400 espécies marinhas encalharam no litoral do Maranhão. “Essa região do Maranhão é considerada uma área de alimentação. Esses animais vêm para cá ainda muito jovens, principalmente na fase juvenil, para se alimentar. Há diversas influências que podem causar impactos, como a pesca, o lixo e até mesmo predadores”, explicou a bióloga Viviane Araújo, do Instituto Queamar. Já o boto da espécie Sotalia guianensis será recolhido por uma equipe do Instituto Amares. Segundo a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema), o animal também está na lista de espécies ameaçadas de extinção. As duas espécies vivem nas baías de São Marcos e São José e ajudam a manter o equilíbrio do litoral maranhense. Sábado (21) Corpo de homem é encontrado na Praia do Olho D’Água, em São Luís Reprodução/TV Mirante O corpo de um homem, ainda não identificado, foi encontrado na manhã deste sábado (21) na Praia do Olho D’Água, no prolongamento da Avenida Litorânea, em São Luís. Segundo a Polícia Militar, pessoas que caminhavam e corriam pela orla viram o corpo boiando na maré e acionaram o Corpo de Bombeiros, que por sua vez chamou a PM. A área foi isolada até a chegada dos demais órgãos de segurança. Ainda não há informações sobre a identidade da vítima nem sobre as circunstâncias da morte. Chuva provoca alagamentos e invade casas em cidade afetada por crateras gigantes As fortes chuvas que atingiram Buriticupu, no interior do Maranhão, alagaram ruas e invadiram casas nas últimas 24 horas. O município é conhecido por abrigar cerca de 33 voçorocas, grandes erosões que avançam há anos sobre bairros inteiros. Imagens feitas por moradores mostram ruas tomadas pela água e casas sendo invadidas (assista acima). Em um dos vídeos, um morador desabafa enquanto filma o alagamento: “A casa aqui tá cheia d’água... já desceu sandália, colchão… olha a situação”. Famílias da Rua Independência, no bairro Vila Isaías, onde há uma enorme cratera, relataram prejuízos materiais. Estabelecimentos comerciais também foram afetados. Na BR‑222, um caminhão chegou a ficar preso no meio da enxurrada, que tomou conta da via durante a chuva. No ano passado, a Justiça determinou que a prefeitura adotasse medidas de contenção, mas, segundo o Ministério Público do Maranhão, as ações não foram executadas. Nesta semana, a Justiça do Maranhão acolheu pedidos do MP que obrigam a Prefeitura de Buriticupu à cumprir uma sentença que determina a adoção de providências em áreas afetadas por voçorocas. O município tem até 48 horas para atender à decisão. A Defesa Civil municipal informou que choveu 60 mm nas últimas 24 horas, mas não houve registro de desabamento, deslizamento, aumento das áreas de voçorocas ou famílias desabrigadas. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) afirmou que não recebeu chamados relacionados ao temporal.

Palavras-chave: cibernético

Por dentro do mundo dos 'preppers', as pessoas que se preparam para o colapso da civilização

Publicado em: 22/03/2026 05:01

Leigh Price diz que viver em uma sociedade em que é possível receber compras de supermercado na porta de casa tornou as pessoas menos preparadas para desastres BBC Quando eu comecei a explorar o mundo do prepping (preparação para emergências, em tradução livre), não sabia o que esperar. Parte de mim imaginava algo teatral, como kits para apocalipse zumbi ou bunkers nucleares. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Mas, ao me aventurar pelo interior da região central do País de Gales, ficou claro que eu havia caído em estereótipos. Leigh Price, 51, de Builth Wells, disse que não estava se preparando para hordas de zumbis vagando pelos arredores, como muitos poderiam supor, mas para ameaças muito mais reais. "Todo mundo acha que um prepper [indivíduo que se prepara para grandes catástrofes] é algum tipo de maluco de chapéu de alumínio. Não me entenda mal, há alguns por aí. Mas muitos dos estereótipos sobre preppers vêm dos Estados Unidos; no Reino Unido, é totalmente diferente." Vim descobrir do que eu precisaria exatamente para sobreviver se a civilização colapsasse BBC Prepping é um movimento global de pessoas que se preparam para a eventualidade de que a sociedade venha a colapsar parcial ou totalmente. Isso geralmente envolve manter um estoque de alimentos e aprender habilidades necessárias para se virar por conta própria. Price, pai de três filhos, serviu no Exército, mas hoje administra uma loja especializada para preppers e oferece cursos de sobrevivência. Veja os vídeos em alta do g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Cercado por árvores na zona rural de Powys, no País de Gales, o local é um ambiente tranquilo para uma loja que tinha todo o equipamento que se pode imaginar para sobreviver ao fim da civilização, incluindo balestras (arma antiga semelhante a um arco, por vezes conhecida como besta) e paredes cobertas de facas. LEIA TAMBÉM: 'Estado 51, alguém?': após mirar Canadá, Groenlândia e Cuba, Trump sugere dar à Venezuela status de estado dos EUA "Algumas pessoas estão se preparando para o fim do mundo, um ataque nuclear ou seja lá o que for, e eu sempre digo: 'olha, quando se trata de um ataque nuclear, não é impossível, mas é altamente improvável'", diz Price. "É melhor você se preparar para as coisas que têm mais probabilidade de acontecer." A loja de preppers de Price é cercada por árvores por todos os lados, com cabanas de glamping (camping com conforto, em tradução livre) escondidas na floresta BBC Price disse: "O mundo está ficando um pouco mais perigoso. A instabilidade social está no limite. Há algumas coisas acontecendo no mundo, nações contra nações." A lista de possíveis ameaças dele inclui ataques cibernéticos que "podem derrubar a rede elétrica nacional", interrompendo todos os aspectos da vida moderna. "Se isso derrubar as redes elétricas, voltamos à Idade da Pedra. Pelo menos por alguns dias", disse Price. "Você pode imaginar então que, quando as pessoas entram em pânico, tendem a fazer coisas desesperadas. "O pior cenário que pode acontecer é as pessoas começarem a saquear as casas dos outros, haverá brigas, incêndios... Então, como você se prepararia para isso?" A água é outro item básico ao qual todos deveriam ter acesso em uma emergência, diz Price BBC Eu havia presumido que poderia simplesmente pegar meu kit de primeiros socorros e minha barraca e correr para as colinas em um cenário assim, até Price me dizer que esse é o maior erro que as pessoas cometem. "Elas acham que poderiam sobreviver como Rambo na natureza, mas, depois de alguns dias de vento, chuva e frio, vão pensar duas vezes", disse. A chave é defender o seu local ou se deslocar para um mais seguro, como a casa de um amigo, afirmou Price. Ele disse ainda que muitas pessoas acreditam que os preppers têm bunkers cheios de armas e munição, mas, na realidade, são "pessoas comuns do dia a dia, de todas as origens e de todos os espectros políticos", que têm o suficiente do básico para sobreviver por semanas sem precisar de supermercados ou do governo. Para avaliar em que nível eu estava em termos de preparação, Price me submeteu a um teste. Depois de fazer várias perguntas sobre o meu estoque de alimentos, água e kits de primeiros socorros, ele disse que eu havia tirado 7/10. Aparentemente, estar acostumado a fazer compras grandes por ter crescido na zona rural da Cornualha e ter equipamentos de acampamento faz com que você esteja razoavelmente preparado. Mas, para aumentar a minha pontuação, precisaria comprar um kit de primeiros socorros melhor, um filtro de água e mais comida, muito mais comida. Leigh Price diz que alguns preppers acumulam equipamentos que nunca usarão e que é melhor se ater ao básico BBC Influência da pandemia Price disse que sempre esteve preparado para emergências, mas considera isso apenas bom senso. Ele abriu parcialmente a loja após a pandemia de covid-19, para poder se preparar caso algo semelhante voltasse a acontecer, depois de ter de fechar seu negócio anterior. "Pensei: 'bem, vou fazer algo em outro lugar, mesmo que isso aconteça de novo', [assim] eu ainda poderia manter um negócio e sustentar a minha família." Administrar a loja permite que ele compre seu próprio equipamento de prepping a preços de atacado. Ele disse que não poderia "nem arriscar um palpite" sobre quanto já gastou se preparando, mas acha que pode ter sido "algumas milhares de libras". Ele acrescentou que não é obcecado por prepping e passa apenas cerca de uma hora por semana verificando se seu equipamento está em boas condições. Uma das principais coisas a se armazenar é comida, diz Price BBC As lojas de Price são úteis para todos os tipos de emergência, ele disse, e por viver em uma área rural, ele obtém água de um poço artesiano, o que significa que um eventual apagão não apenas apaga as luzes, mas também impede o acesso à água potável, a menos que seja possível purificá-la. O que, é claro, ele consegue fazer, já que possui uma bomba com filtro de água para acessar essa reserva subterrânea por meio do poço. "Eu não me preparo para uma coisa específica, por assim dizer. Sempre penso que, se você está devidamente preparado e tem tudo organizado em casa, não importa o que aconteça, você consegue lidar com isso." Isso significa uma abordagem diferente dependendo de onde você está. Por exemplo, em uma viagem a Londres, na Inglaterra, Price disse: "Eu sempre teria um kit de primeiros socorros, não importa para onde eu vá. Provavelmente teria algum tipo de lenço, se houver, por exemplo, um incêndio, você pode cobrir a boca com ele. Uma lanterna, caderno e caneta, um bom casaco impermeável." Price disse que uma das coisas que recomenda é encontrar uma comunidade: "Prosperamos como espécie humana vivendo juntos; ninguém vai sobreviver sozinho fugindo para a natureza. Em uma situação extrema, é melhor trabalharmos juntos." Há três anos, havia apenas um encontro de preppers no País de Gales, mas agora eles acontecem regularmente em todo o país, disse Price. Donna Lloyd disse que recomenda às pessoas com orçamento limitado que comecem simplesmente comprando uma lata de comida extra ao fazer compras de alimentos Donna Llyod via BBC Donna Lloyd, 60, também acredita na criação de uma comunidade. Ela administra uma página no Facebook sobre prepping e começou a reunir suprimentos depois que a sua eletricidade caiu durante o lockdown da pandemia. Ela e sua esposa, que vivem em Powys, no País de Gales, não conseguiram fazer uma xícara de chá, então um amigo foi até a casa delas com um fogareiro de acampamento para ferver água. "Foi como aquele momento de estalo, eu me senti meio vulnerável e um pouco boba", disse. "Pensei: 'bem, eu posso comprar um fogareiro de acampamento. Eu posso fazer isso'." Lloyd, que já trabalhou nas Forças Armadas, mas hoje atua na área de educação, armazena água, alimentos enlatados, comida liofilizada, chá, café, leite em pó e um kit de primeiros socorros. Assim como Price, Lloyd não está se preparando para algo específico, apenas tem consciência de que alguma coisa pode acontecer. Lloyd disse que saber fazer fogo provavelmente não será necessário, mas pode aumentar a confiança de uma pessoa Donna Llyod via BBC Ela acredita que há um estereótipo sobre como é um prepper, mas, na prática, existe um espectro. Desde aqueles que têm seus próprios abrigos antinucleares até os que apenas carregam lanternas na bolsa, ela disse: "Eu fico em algum ponto no meio." O universo do prepping pode ser bastante reservado, afirmou, variando de "armazenar suprimentos de forma discreta a um isolamento completo de 'lobo solitário', muitas vezes para evitar estigma e rotulações", enquanto outros se concentram na construção de comunidade. Mas Lloyd disse que essa mentalidade não a impede de levar uma vida normal, e ela ainda tira férias. "Há maneiras de se preparar, de modo que, mesmo estando longe do que você normalmente carrega, ainda seja possível utilizar ou improvisar com o que tiver", disse Lloyd. "Algo que levo comigo o tempo todo é uma pequena ferramenta de sobrevivência no formato de cartão, com diferentes funções, como chave de fenda e abridor de garrafas." Ela disse que outra forma de se sentir mais confiante é aprender a fazer fogo. Lloyd continua: "Não se trata necessariamente de fazer fogo, mas da habilidade de identificar os elementos que ajudam você a acendê-lo. "Ajudar você, como pessoa, a ter confiança, a se sentir mais no controle, mais capaz de lidar com situações e mais consciente do seu ambiente." Ela afirmou que não faz isso por diversão, o prepping a ajuda a se sentir mais confiante e segura. Esse sentimento é compartilhado por Price: "Tendo esses suprimentos iniciais, você vai se sentir um pouco melhor do que alguém que não tem absolutamente nada. Um bom ditado no prepping é: 'é melhor ter e não precisar do que precisar e não ter.'"

Palavras-chave: cibernético