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Brasileiro escravizado em Mianmar reconhece chefe entre condenados na China por 'ciberescravos': 'Marco na busca por Justiça'

Publicado em: 01/10/2025 16:44

KK Park, a fábrica de golpes que escravizava brasileiros Luckas Viana dos Santos e Phelipe de Moura Ferreira Reprodução/Arquivo Pessoal O brasileiro Pehlipe de Moura Ferreira, de 26 anos, que foi mantido refém por três meses por uma máfia de golpes cibernéticos em Mianmar, no Sudeste Asiático, afirmou que um dos membros da família Ming condenada na China por controlar campos de "ciberescravos" era o chefe do complexo onde esteve preso com outro brasileiro, Luckas Santos. A BBC informou que um tribunal chinês condenou 39 membros de uma família notória que dirigia centros de fraude em Mianmar, sendo 11 deles à morte. A reportagem cita que a família trabalhava para um dos quatro clãs que controlavam a pacata cidade de Laukkaing e a transformaram em um centro de jogos de azar, drogas e golpes. Ao g1, Phelipe relatou que reconheceu o chefe do complexo onde foi escravizado ao ver uma foto do tribunal divulgada pela imprensa chinesa. Ele relata que o homem, além de comandar o local, o agrediu durante o período em que esteve em cativeiro. "O chefe chinês do 'complexo' onde fui mantido como 'ciberescravo' está entre os membros da família Ming. Na época, eu conversei com ele. Ele me agrediu e agrediu o Luckas também várias vezes. Isso não é só uma notícia, é um marco na busca por Justiça. É um dia importante para todos nós que fomos vítimas desse sistema. A voz dos sobreviventes não se cala", afirmou Phelipe. Ainda conforme a BBC, Mianmar prendeu vários membros dessas famílias em 2023 e as entregou às autoridades chinesas. Além dos 11 membros que receberam sentenças de morte, outros cinco receberam sentenças de morte com suspensão de dois anos; 11 foram condenados à prisão perpétua; e os restantes receberam penas de prisão que variam entre cinco e 24 anos. "É uma sensação de alívio, mas, ao mesmo tempo, uma sensação de desespero, pois eles perderam nem metade dessa máfia. No mesmo complexo que eu e Luckas estávamos ainda existem pessoas lá. Mas a voz de uma vítima nunca deve ser calada, pois nós que fomos vítimas e sobreviventes podemos alertar mais e mais gente a não cair nesse golpe que prendem a nossa liberdade e destroem os nossos sonhos", ressaltou Phelipe. O g1 mostrou em fevereiro o caso de Phelipe e Luckas, que aceitaram promessas falsas de emprego em 2024 e acabaram sendo vítimas de tráfico humano em KK Park, Mianmar. O local é considerado uma "fábrica de golpes online" (veja mais abaixo). Eles conseguiram fugir ao lado de centenas de imigrantes e foram resgatados com a ajuda da ONG "The Exodus Road" no dia 9. Dez dias depois eles retornaram ao Brasil. "Eles batiam na gente quase todos os dias. Era muito difícil. Sofremos bastante e tem amigos que estão lá ainda. Eu fui espancado e preso porque tentei entrar em contato com um amigo meu. Eles me colocaram na prisão por 20 dias. Agora estou com minha família. Quero agradecer a todos que ajudaram. Estou muito feliz, sei que minha mãe ficou muito preocupada", disse Luckas ao chegar ao Brasil. Jovens vítimas de tráfico humano no Mianmar chegam ao Brasil Ameaças diárias de punição e 16 horas de trabalho Phelipe Ferreira contou ao g1 sobre a rotina de escravidão em KK Park. Segundo ele, havia um roteiro a ser seguido. "Nesse script, a gente perguntava ao cliente, no primeiro dia, informações como nome, idade, país onde morava, se era solteiro, casado, viúvo, com o que trabalhava e o salário. Já no quarto dia, a gente pedia uma ajuda. Falava que trabalhava numa plataforma online chamada Wish e, se ele ajudasse, ganharia uma comissão de 30 dólares", contou. Jovens escravizados em Mianmar eram obrigados a dar golpes pela internet em brasileiros No outro dia, eles voltavam a pedir ajuda. O cliente ganhava a comissão, só que, dessa vez, tinha que terminar algumas tarefas na plataforma e, para isso, precisava fazer recargas. Era aí que a gente começava a tirar o dinheiro do cliente. A primeira recarga era de 150 dólares, a segunda, 500 dólares... até completar o valor de 5 mil dólares. Por ser brasileiro, o jovem foi obrigado a aplicar golpes em outros brasileiros. Ele lembra que, sempre que terminava o turno, chorava no quarto. "Fiz a parte dos brasileiros e tentei enganar tanto mulher como homem, mas brasileiro é mais inteligente. Então, eles já sabiam que aquilo era golpe. Mas o pessoal de outros países, como Rússia, Ucrânia, países da América, era mais fácil de enganar". Brasileiro vítima de tráfico humano em Mianmar foi torturado Ele contou que uma cliente do Caribe chegou a sofrer golpe de um chinês no valor de 350 mil euros. Ela fez empréstimo e comprou uma casa, porque o golpista prometeu que viajaria para viver com ela. Depois, a máfia queria que o brasileiro tentasse extorquir mais dinheiro dela. "Eu tentava desviar o assunto com ela, mas meu antigo líder falava: 'Não, a gente vai ter que dar golpe, ela é rica'. Eu tentava procurar gente mais pobre para não dar certo o golpe, mas aí eu poderia ser punido. Era horrível", contou. Phelipe Ferreira conta que a rotina era de ameaças Reprodução Segundo Phelipe, ele e outros imigrantes trabalhavam, em média, 16 horas por dia aplicando golpes. "Às vezes, a gente trabalhava 22 horas por dia. Líderes de equipe, todos chineses, nos monitoravam a cada 10 minutos. Se não cumprisse aquela meta, no final do mês, eu ia receber a punição. A punição era eletrochoque, espancamento ou squat down, que é fazer agachamento. Recebi punição três vezes", afirmou. O brasileiro não chegou ser eletrocutado nem espancado, mas recebeu três vezes a punição de agachamento. Tive que fazer, na primeira vez, 100 agachamentos em cima de uma plataforma que tinha uma espécie de prego na parte de cima. Na segunda punição, foram 300 vezes e, na terceira punição, foram 500 agachamentos. Depois, ele mal conseguia andar: "A minha perna travou, mas, mesmo assim, eu tinha que trabalhar". Phelipe viu outros reféns sofrendo agressões e pensou que uma hora seria morto. No quarto dele, havia um homem de outra nacionalidade que tentou escapar sozinho e, ao ser pego, foi espancado durante 20 dias, levou eletrochoque e foi preso. Segundo ele, o homem depois ficou preso à cama de ferro com os pés amarrados. "Eu pensava: 'Vão matar gente'. Meu maior medo era levar choque. Porque eu sei que isso pode matar a pessoa. O meu maior medo era esse", ressaltou. Cronologia Abaixo, veja uma cronologia do caso: Outubro de 2024 Brasileiros reféns de criminosos cibernéticos não conseguem voltar ao Brasil A mãe de Luckas conta que o filho recebeu uma proposta para trabalhar em um cassino nas Filipinas no início de 2024. Após alguns meses no cassino, o estabelecimento fechou e, como Luckas não tinha dinheiro para voltar ao Brasil, procurou outras oportunidades pela região. Pelo Telegram, ele recebeu um convite para trabalhar na área da tecnologia em Mae Sot, cidade tailandesa na fronteira com Mianmar. A viagem foi marcada para 7 de outubro. Luckas, no entanto, acabou sendo levado por mafiosos para KK Park, em Mianmar, e passou a ser escravizado. Novembro de 2024 Phelipe é feito refém em novembro de 2024. O pai dele, Antônio Ferreira, conta que o filho já havia trabalhado em 2023 em outros países e, em 2024, de volta ao Brasil, teve uma proposta de emprego no Uruguai. Decidiu sair novamente do país para trabalhar fora. No Uruguai, recebeu pelo Telegram uma proposta de emprego na área da tecnologia na Tailândia. Ao chegar, um motorista o buscou no hotel e o levou para Mianmar, onde se tornou refém com outros imigrantes. O local é o mesmo onde Luckas já estava. Os dois, até então, não se conheciam. Jovens brasileiros conseguem fugir de rede de tráfico de pessoas E Dezembro de 2024 Phelipe ficou semanas sem dar notícia, até conseguir se comunicar escondido com a família. O pai procurou a polícia, mas foi orientado a falar com a Embaixada do Brasil Mianmar. Luckas também conseguiu se comunicar com a família. A mãe dele passa a divulgar o caso nas redes sociais pedindo ajuda. As duas famílias, então, começam a ser assistidas pela ONG The Exodus Road", organização civil internacional de combate ao tráfico de pessoas. 15 de janeiro de 2025 Em 15 de janeiro, há uma reunião entre integrantes da ONG e representantes do governo de Mianmar e da Tailândia para a liberação de 371 vítimas de tráfico de pessoas, incluindo os dois brasileiros. 8 de fevereiro de 2025 Phelipe avisa o pai que tentaria a fuga no dia 8 de fevereiro com outros imigrantes. Nas mensagens, às quais o g1 teve acesso, ele conta que ia cruzar um rio com outras 85 pessoas e correr por dois quilômetros. Phelipe pede orações e ainda se despediu caso algo acontecesse com ele. Luckas também avisa a família. E, na sequência, ativistas são informados sobre a fuga e já se mobilizam em relação às documentações que comprovassem que os dois eram vítimas de tráfico humano. Prints mostram conversa de brasileiro vítima de tráfico humano com o pai antes de fugir Arquivo Pessoal 9 de fevereiro de 2025 Phelipe e Luckas conseguem fugir ao lado de centenas de imigrantes. Eles acabam detidos por um grupo rebelde chamado DKBA (Exército Democrático Karen Budista), que os encaminham a um centro de detenção local após negociações com a ONG Exodus Road. 12 de fevereiro de 2025 Phelipe, Luckas e outros imigrantes são transferidos para um centro de detenção em Mae Sot, na Tailândia, onde são feitos procedimentos para comprovar que são realmente vítimas de tráfico humano. Brasileiros vítimas de tráfico humano em Mianmar já estão na Tailândia 13 de fevereiro de 2025 Em uma videochamada, o pai de Phelipe vê as marcas das agressões que ele sofreu. "Ele ligou para mim e mostrou o machucado dele. Está com perna toda vermelha, braço todo vermelho, de tanto choque e paulada que levava lá", afirmou Antônio Carlos Ferreira. As famílias dos dois são avisadas que dois dias depois a embaixada do Brasil iria retirá-los da base militar em Mae Sot para levá-los a Bangkok. 15 de fevereiro de 2025 A embaixada brasileira consegue levar os brasileiros para Bangkok, onde ficam em um hotel. Brasileiros vítimas de tráfico humano são entregues ao governo tailandês

Palavras-chave: cibernéticotecnologia

Saiba quem é Japa, influenciadora presa em operação contra crimes digitais com uso de deepfakes de celebridades

Publicado em: 01/10/2025 14:10

Influenciadora de Piracicaba é alvo de operação contra crimes com uso de deep fake Presa em uma operação contra o uso de deepfakes (vídeos falsos) de celebridades para a prática de crimes digitais, a influenciadora Laís Rodrigues Moreira, conhecida como Japa, se associava a estelionatários, que exploravam seu alcance nas redes sociais, segundo a Polícia Civil. Na manhã desta quarta-feira (1º), as equipes apreenderam um carro e três motos de luxo na casa da suspeita, em um condomínio fechado na região do Bairro Pompéia, em Piracicaba (SP). A mãe da suspeita também foi presa. Investigações apontam movimentação atípica de R$ 15 milhões nas contas bancárias das duas em um período entre seis meses e um ano. Siga o g1 Piracicaba no Instagram 📲 Japa tinha sua massa de seguidores utilizada para crimes virtuais, segundo a polícia Reprodução Relação com jogos de azar Japa tem 123 mil seguidores no Instagram. Nele, ela ostenta fotos em motos e carros de luxo, mansões e embarcações. De acordo com as investigações, Japa ajudava a impulsionar os golpes e, também, a promover jogos de azar ilegais. "Ela se vincula a eles ou os criminosos, estelionatários se vinculam a ela para usar essa massa de seguidores dela e atingir um número muito maior de potenciais vítimas", explicou o delegado Filipe Borges Bringhenti. O que diz a defesa A defesa da Laís manifestou "surpresa e irresignação" diante do cumprimento dos mandados judiciais. "Especialmente porque, até o presente momento, [a defesa] não teve acesso à decisão judicial que determinou sua prisão, o que impede o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa — fundamentos basilares do Estado Democrático de Direito", acrescentaram os advogados Felipe Cassimiro Melo de Oliveira e Matheus Bottene Pacifico, em nota. Também conforme os defensores, ela jamais evitou colaborar com qualquer investigação e, se intimada, teria se apresentado espontaneamente para prestar os esclarecimentos. "Assim, a medida extrema e precoce de privação da liberdade revela-se, em nossa visão, desproporcional e contrária ao espírito da Constituição da República, que consagra a liberdade como regra e a prisão como exceção. Confiamos na Justiça e acreditamos que, tão logo os fatos sejam devidamente apreciados sob o crivo do devido processo legal, a revogação da prisão se imporá como imperativo da razão jurídica e da prudência institucional", acrescentaram. Influenciadora Laís Rodrigues Moreira, conhecida como Japa Reprodução Como funcionavam os golpes? Segundo as investigações, o grupo utilizava tecnologia de inteligência artificial para criar deepfakes de celebridades como a modelo Gisele Bundchen, da ex-BBB Juliette, da apresentadora Angélica e de Sabrina Sato – para enganar pessoas com vendas fraudulentas de produtos pela internet. Os vídeos falsos eram usados para promover produtos inexistentes como kits de cosméticos e ofertas fraudulentas, levando as vítimas a realizarem pagamentos via PIX. Segundo investigação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, em um desses vídeos, os criminosos usaram a imagem da modelo Gisele Bündchen supostamente anunciando uma promoção em que estariam sendo dadas malas de viagem. O produto seria de graça, mas era necessário pagar o frete. Os interessados eram levados para um site alterado para parecer legítimo onde eram feitos os pagamentos. No entanto, após os valores serem pagos, quem pagou não recebia o produto – era dessa forma que os estelionatários lucravam. O dinheiro caía em contas de fachada. Polícia apreende motocicletas e carro em casa de influenciadora digital de Piracicaba durante operação contra crimes cibernéticos Gustavo Nolasco/EPTV "O que chamou a atenção dos investigadores não foi apenas o valor relativamente baixo do prejuízo, R$ 44,57 cobrados como ‘taxa de frete’, mas a sofisticação técnica por trás do golpe. Os criminosos haviam criado um vídeo com ‘deepfake’ da imagem e voz de Gisele Bündchen, fazendo parecer que a modelo estava realmente promovendo o produto inexistente", conta a delegada Isadora Galian. Segundo a polícia, os criminosos montaram uma espécie de engenharia digital, com uso de inteligência artificial para criação de conteúdo falso até lavagem de dinheiro. O esquema utilizada empresas fantasmas, contas com nomes de "laranjas", incluindo idosas de 80 a 84 anos, e gateways de pagamentos fraudulentos. Grupo suspeito de usar vídeo com 'deepfake' da modelo Gisele Bündchen para aplicar golpes com vendas de produtos é alvo de operação policial no RS Reprodução Balanço da operação A Operação Modo Selva ocorre nos estados de Rio Grande Sul, Santa Catarina, São Paulo, Bahia e Pernambuco. As ações envolveram equipes da Delegacia de Investigações Cibernéticas Especiais (Dicesp) e do Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos Dercc). Foram expedidos pela Justiça nove mandados de busca e apreensão, sete de prisão preventiva, além do sequestro e bloqueio de 10 veículos, e de 21 ativos, investimentos ou aplicações, contas bancárias e carteiras de criptoativos. No interior de São Paulo, foram cumpridos cinco mandados de prisão e de busca e apreensão em Piracicaba (SP) e Hortolândia (SP). Os valores obtidos com o esquema podem chegar a R$ 210 milhões. Polícia cumpre mandados de busca e apreensão em condomínio de Piracicaba Gustavo Nolasco/EPTV Como não cair em golpes A Polícia Civil alerta a população sobre os sinais de golpes digitais que utilizam deepfakes: Desconfie de promoções "imperdíveis" protagonizadas por celebridades Verifique sempre a autenticidade dos perfis que divulgam ofertas Pesquise a reputação da empresa em sites como Reclame Aqui antes de comprar Nunca forneça dados pessoais ou realize pagamentos sem confirmar a legitimidade da oferta Denuncie imediatamente qualquer suspeita de golpe, mesmo que o valor seja baixo Sobre denúncias, a Polícia Civil enfatiza que “uma das descobertas mais preocupantes foi constatar que a grande maioria das vítimas jamais denunciava os golpes”. VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e Região o Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Piracicaba.

Influenciadora digital de Piracicaba é alvo de operação contra crimes digitais com uso de deepfake de celebridades

Publicado em: 01/10/2025 11:26

Polícia cumpre mandados de busca e apreensão na região em operação contra golpes virtuais Uma influencer de Piracicaba (SP) é alvo de operação nacional da Polícia Civil do Rio Grande do Sul contra crimes digitais com "deepfake" envolvendo uso ilegal de nomes de celebridades em golpes. Na manhã desta quarta-feira (1º), as equipes apreenderam motocicletas e veículos na casa da suspeita, em um condomínio fechado na região do Bairro Pompéia. Na cidade, são cumpridos dois mandados de prisão. No Interior de São Paulo, são cumpridos cinco mandados de prisão e de busca e apreensão em Piracicaba (SP) e Hortolândia (SP) durante a operação chamada de "Modo Selva", com trabalhos das equipes da Delegacia de Investigações Cibernéticas Especiais (Dicesp) e do Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos Dercc). Segundo as investigações, o grupo utilizava tecnologia de inteligência artificial para criar deepfakes de celebridades como a modelo Gisele Bundchen, da ex-BBB Juliette, da apresentadora Angélica e de Sabrina Sato – para enganar pessoas com vendas fraudulentas de produtos pela internet. Polícia apreende motocicletas e carro em casa de influenciadora digital de Piracicaba durante operação contra crimes cibernéticos Gustavo Nolasco/EPTV Ao todo, a operação nacional cumpre nove mandados de busca e apreensão, sete de prisão preventiva, além do sequestro e indisponibilidade de 10 veículos, bloqueio de 21 ativos, investimentos ou aplicações, contas bancárias e carteiras de criptoativos em cinco estados: Rio Grande Sul, Santa Catarina, São Paulo, Bahia e Pernambuco. Os valores obtidos com o esquema podem chegar a R$ 210 milhões. Até a publicação desta reportagem, quatro pessoas foram presas. Os vídeos falsos eram usados para promover produtos inexistentes como kits de cosméticos e ofertas fraudulentas, levando as vítimas a realizarem pagamentos via pix. Siga o g1 Piracicaba no Instagram 📲 Segundo a Polícia, os criminosos montaram uma espécie de engenharia digital, com uso de inteligência artificial para criação de conteúdo falso até lavagem de dinheiro. O esquema utilizada empresas fantasmas, contas com nomes de "laranjas", incluindo idosas de 80 a 84 anos, e gateways de pagamentos fraudulentos. Grupo suspeito de usar vídeo com 'deepfake' da modelo Gisele Bündchen para aplicar golpes com vendas de produtos é alvo de operação policial no RS Reprodução Investigação Segundo investigação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, em um desses vídeos, os criminosos usaram a imagem da modelo supostamente anunciando uma promoção em que estariam sendo dadas malas de viagem. O produto seria de graça, mas era necessário pagar o frete. Os interessados eram levados para um site alterado para parecer legítimo onde eram feitos os pagamentos. No entanto, após os valores serem pagos, quem pagou não recebia o produto – era dessa forma que os estelionatários lucravam. O dinheiro caía em contas de fachada. "O que chamou a atenção dos investigadores não foi apenas o valor relativamente baixo do prejuízo, R$ 44,57 cobrados como ‘taxa de frete’, mas a sofisticação técnica por trás do golpe. Os criminosos haviam criado um vídeo com ‘deepfake’ da imagem e voz de Gisele Bündchen, fazendo parecer que a modelo estava realmente promovendo o produto inexistente", conta a delegada Isadora Galian. Os suspeitos devem responder por estelionato, organização criminosa, lavagem de dinheiro e jogo de azar. Suspeitos identificados O esquema começou a ser investigado quando uma mulher do Rio Grande do Sul procurou a Polícia Civil para denunciá-lo. Os suspeitos foram identificados a partir de perfis falsos nas redes sociais que anunciavam as campanhas publicitárias fraudulentas. Os investigadores detalham que um dos perfis usava um nome fictício criado com dados falsos e conexão por meio de VPN para ocultar a localização de quem de fato estaria fazendo uso do perfil. Apesar disso, os perfis verdadeiros dos estelionatários foram identificados. Por meio delas, eles ostentavam os ganhos com os golpes e debochavam das vítimas. "As redes sociais dos investigados eram verdadeiras vitrines de ostentação, com veículos de luxo como Porsche Cayenne S, Range Rover Velar, BMW 430i e motocicletas BMW. Um debochou de uma vítima que havia perdido R$ 800: disse que ‘colocou R$ 200. Perdeu. Depois colocou mais 600", conta a delegada Isadora. Mentoria para golpes Ao longo da investigação, a Polícia Civil identificou o perfil de um estelionatário que ensinava técnicas de golpes digitais para seguidores. "Através desta 'mentoria', ele criava uma verdadeira rede de multiplicação do crime", conta a delegada Isadora. Como não cair em golpes A Polícia Civil alertar a população sobre os sinais de golpes digitais que utilizam deepfakes: Desconfie de promoções "imperdíveis" protagonizadas por celebridades Verifique sempre a autenticidade dos perfis que divulgam ofertas Pesquise a reputação da empresa em sites como Reclame Aqui antes de comprar Nunca forneça dados pessoais ou realize pagamentos sem confirmar a legitimidade da oferta Denuncie imediatamente qualquer suspeita de golpe, mesmo que o valor seja baixo Sobre denúncias, a Polícia Civil enfatiza que “uma das descobertas mais preocupantes foi constatar que a grande maioria das vítimas jamais denunciava os golpes”. VEJA TAMBÉM VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Piracicaba.

Chinesa é condenada após a 'maior apreensão de bitcoins da história'

Publicado em: 01/10/2025 03:01

Zhimin Qian foi condenada na segunda-feira Polícia de Londres Uma cidadã chinesa foi condenada após uma investigação de fraude que culminou com a maior apreensão de criptomoedas da história até agora, avaliada em mais de 5 bilhões de libras (cerca de R$ 36 bilhões). Zhimin Qian, também conhecido como Yadi Zhang, se declarou culpada na segunda-feira (29/09) no Tribunal da Coroa de Southwark, em Londres, por adquirir e possuir ilegalmente as criptomoedas. Entre 2014 e 2017, ela liderou um golpe em larga escala na China, enganando mais de 128 mil vítimas e armazenando os fundos roubados em ativos de bitcoin, disse a Polícia Metropolitana em um comunicado. A polícia metropolitana disse que a confissão de culpa do homem de 47 anos ocorreu após uma investigação de sete anos sobre uma rede global de lavagem de dinheiro. Um total de 61 mil bitcoins foram apreendidos de Qian, disse a polícia. A polícia disse que a investigação começou em 2018, após receber uma denúncia sobre a transferência de ativos criminosos. Qian fugiu da justiça por cinco anos até sua prisão, o que exigiu uma investigação complexa envolvendo múltiplas jurisdições, disse a sargento Isabella Grotto, que liderou a investigação da Polícia Metropolitana. Ela fugiu da China usando documentos falsos e entrou no Reino Unido, onde tentou lavar o dinheiro roubado comprando imóveis, disse a polícia. "Ao se declarar culpada hoje, a sra. Zhang espera trazer algum conforto aos investidores que esperam desde 2017 por indenização e tranquilizá-los de que o aumento significativo nos valores das criptomoedas significa que há fundos mais do que suficientes disponíveis para pagar suas perdas", disse o advogado de Qian, Roger Sahota, da Berkeley Square Solicitors. Jogador do Corinthians e Sasha Meneghel estão entre vítimas do Sheik do Bitcoins; veja esquema Mas há indicações de que o governo do Reino Unido tentará reter os fundos apreendidos. A BBC entrou em contato com o Tesouro e o Ministério do Interior, mas ainda não obteve resposta. As reformas na legislação criminal do governo conservador anterior visavam facilitar para as autoridades do Reino Unido a apreensão, o congelamento e a recuperação de criptoativos. As mudanças também permitiriam que algumas vítimas solicitassem a liberação de seus ativos mantidos em contas. 'A deusa da riqueza' Qian teve ajuda de uma funcionária de um restaurante chinês chamada Jian Wen, que foi presa por seis anos e oito meses no ano passado por sua participação na operação criminosa. Casa ao norte de Londres para onde Jian Wen se mudou em 2017 Divulgação Wen, de 44 anos, lavou os lucros do golpe e se mudou de uma casa em cima de um restaurante para uma "casa alugada de vários milhões de libras" no norte de Londres, disse o Crown Prosecution Service (CPS) no início deste ano. Ela também comprou dois imóveis em Dubai no valor de mais de 500 mil libras (cerca de R$ 3,7 milhões), disse o CPS. A polícia disse que apreendeu mais de 300 milhões de libras (cerca de R$ 2,1 bilhões) em bitcoins de Wen. Wen alegou ter comprado os imóveis para um empregador na China. Mas o CPS afirmou que a grande quantidade de bitcoins e a falta de evidências de como ela os obteve indicavam que a origem era criminosa. O meio de comunicação chinês Lifeweek relatou em 2024 que investidores, a maioria entre 50 e 75 anos, investiram "centenas de milhares a dezenas de milhões" de yuans em investimentos promovidos por Qian. Os esquemas alavancaram a popularidade das criptomoedas na China na época, prometendo dividendos diários e lucros garantidos, de acordo com a Lifeweek. A empresa de Qian afirmou que ajudaria a China a se tornar um centro de finanças e tecnologia e exibiu projetos e investimentos que disse ter em todo o país. Algumas das vítimas — incluindo empresários, funcionários de bancos e membros do judiciário — teriam sido incentivadas a investir no esquema de Qian por amigos e familiares. Os investidores supostamente sabiam pouco sobre Qian, que era descrita como "a deusa da riqueza". "Bitcoin e outras criptomoedas estão sendo cada vez mais usadas por criminosos organizados para disfarçar e transferir ativos, para que os fraudadores possam desfrutar dos benefícios de sua conduta criminosa", disse o vice-promotor-chefe da Coroa, Robin Weyell. "Este caso, envolvendo a maior apreensão de criptomoedas no Reino Unido, ilustra a escala de lucros criminosos disponíveis para esses fraudadores." A condenação de segunda-feira marca o "ápice de anos de investigação dedicada", que envolveu a polícia e equipes policiais chinesas, disse Will Lyne, chefe do Comando Econômico e de Crimes Cibernéticos da Polícia Metropolitana. A polícia disse que a investigação ainda está em andamento. O CPS está trabalhando para garantir que os fraudadores não se apropriem dos fundos roubados, informou a Polícia Metropolitana. Muitas das vítimas tiveram parte do seu dinheiro devolvido por meio de um esquema de indenização estabelecido na China, informou o CPS no ano passado. Qian está detida até a sentença, que ocorrerá após um julgamento envolvendo outras pessoas ligadas ao caso. A data da publicação da sentença ainda não foi definida. A BBC entrou em contato com a embaixada chinesa no Reino Unido para comentar, mas ainda não obteve resposta. Esta reportagem foi traduzida e revisada por nossos jornalistas utilizando o auxílio de IA na tradução, como parte de um projeto piloto Os bilionários brasileiros em 2025, segundo a Forbes

Palavras-chave: cibernéticotecnologia

Influenciadora investigada por lucrar quase R$ 14 mi com apostas ilegais é solta pela Justiça do Piauí

Publicado em: 30/09/2025 13:33

Delegado diz que influenciadora lucrou R$ 14 mi com apostas ilegais: 'sem compaixão' A DJ e influenciadora Maria Vitória Lima, conhecida como Latina Gold, foi solta na noite de segunda-feira (29), após cinco dias presa. Ela é suspeita de movimentar quase R$ 14 milhões com apostas ilegais nos últimos dois anos. A Justiça do Piauí prorrogou as prisões de Nayanna Fonseca, Domingos Ferreira (DJ Loboox), companheiro de Latina Gold, e Therccya Ribeiro. Eles também são investigados na terceira fase da Operação Jogo Sujo, deflagrada na quinta-feira (25). ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp A decisão de soltura foi assinada pelo juiz Valdemir Ferreira Santos, da Central de Inquéritos da Comarca de Teresina. Latina Gold será monitorada por tornozeleira eletrônica e está proibida de fazer publicações ou comentários sobre a Polícia Civil, o Poder Judiciário e o Ministério Público. O juiz também proibiu a influenciadora de divulgar ou incentivar jogos de azar. Influenciadora lucrou quase R$ 14 mi com apostas ilegais, diz delegado: ‘sem compaixão com o próximo’ De acordo com o delegado Matheus Zanatta, superintendente de Operações Integradas da SSP, a influenciadora promovia o Jogo do Tigrinho, um cassino on-line que promete lucros altos. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Piauí, ela movimentou quase R$ 14 milhões com apostas ilegais entre 2023 e 2025. O g1 procurou a equipe da investigada e aguarda retorno. “Isso mostra que você não tem compaixão ou amor ao próximo, porque você divulgou mais uma vez uma plataforma ilegal, enganando seus seguidores”, disse o delegado em um vídeo gravado na casa da DJ. Segundo a polícia, o companheiro de Maria Vitória, Domingos Ferreira, movimentou cerca de R$ 700 mil com apostas ilegais. O delegado Humberto Mácola, coordenador do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos, informou que uma vítima perdeu R$ 400 mil em apostas promovidas pelo grupo. Influenciadora presa lucrou quase R$ 14 mi com apostas ilegais, diz delegado Instagram/SSP-PI VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

Palavras-chave: cibernético

Operação prende 13 suspeitos de dar golpe de R$ 8 milhões com saques em caixas eletrônicos

Publicado em: 30/09/2025 12:08

Polícia prende grupo suspeito de fraudar caixas eletônicos, em Goiás Treze pessoas foram presas suspeitas de participar de esquema de fraude eletrônica em caixas 24 horas durante operação da Polícia Civil nesta terça-feira (30). Segundo a polícia, os criminosos teriam causado um prejuízo de cerca de R$ 8 milhões. As prisões ocorreram em Goiânia e Aparecida de Goiânia. Como o nome dos investigados não foi divulgado, o g1 não conseguiu entrar em contato com a defesa deles. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Além dos mandados de prisão, também foram cumpridos 13 mandados de busca domiciliar, onde foram apreendidos cartões, celulares e até uma máquina de contar cédulas. Os equipamentos foram levados para a delegacia, onde passaram por perícia. Os crimes ocorreram em um período de 9 horas, entre a virada de outubro e novembro de 2024. Conforme a investigação, o grupo atuava de forma calculada e se aproveitava de uma vulnerabilidade no sistema de segurança do banco no processo de saque via QR Code em caixas do Banco24Horas. Ao todo, os suspeitos realizaram os saques fraudulentos em 285 ocasiões diferentes, causando o prejuízo milionário ao banco. Polícia prende suspeitos de causarem prejuízo de R$ 8 milhôes a instituição bancária, em Goiás Divulgação/ Polícia Civil Como funcionava De acordo com a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), o grupo suspeito se aproveitava de uma brecha no sistema que permitia a retirada de dinheiro em espécie sem que o valor fosse debitado das contas digitais. Com isso, os investigados realizavam múltiplos saques, o que gerou prejuízos às instituições bancárias. LEIA TAMBÉM: Operação bloqueia R$ 21 milhões de grupo ligado a tráfico de drogas em Goiás, DF e mais oito estados Operação em Goiás prende suspeitos de emitir boletos falsos para pagamento em lotéricas Operação mira grupo suspeito de fabricar e vender remédios falsificados em Goiás e vários estados do país A delegada Bárbara Natal Buttini, responsável pela investigação, apontou que os integrantes do grupo faziam transações financeiras entre si para viabilizar os saques irregulares. “Não toleramos fraudes milionárias que colocam em risco a confiança no sistema financeiro”, afirmou a delegada. A polícia ainda destacou que as transações ocorriam exclusivamente por meio de dispositivos vinculados às contas dos investigados, o que afasta a possibilidade de prejuízo a pessoas comuns não envolvidas no esquema. A pena para o crime de furto qualificado mediante fraude eletrônica pode chegar a onze anos de reclusão, segundo a Polícia Civil. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.

Palavras-chave: cibernéticovulnerabilidade

Após audiência na Argentina, Justiça mantém prisão de influenciador suspeito de desviar R$ 146 milhões via PIX

Publicado em: 29/09/2025 18:43

Fotos mostram a prisão de Gabriel Spalone Alves no aeroporto da cidade de Ezeiza, na Grande Buenos Aires. Montagem/g1/Reprodução Após passar por audiência de custódia, a Justiça manteve nesta segunda-feira (29) a prisão do influenciador e empresário Gabriel Spalone em Buenos Aires, Argentina. Gabriel tem mandado de prisão temporária expedido em São Paulo por ser suspeito de participar de um esquema de desvio de R$ 146 milhões via PIX. Ele estava foragido desde a última terça-feira (23) após uma operação da Polícia Civil (veja mais abaixo). Em nota, o advogado de defesa dele, Eduardo Maurício, informou ao g1 que "será feita a juntada de documentos ao Juiz do Tribunal Criminal pedindo a reconsideração da decisão, sob pena de interpor recurso ao Supremo, para que Spalone responda o processo de extradição em liberdade". O advogado afirmou também que já fez o pedido de revogação de prisão do influencer, e que aguarda decisão do Juiz criminal de São Paulo. "Estou juntando provas da sua inocência e a comprovação do estorno de 100% do valor objeto da fraude, sem o seu conhecimento prévio, praticado por terceiros em detrimento do Banco Itaú no que tange à sua empresa, e também já entrei com requerimento de exclusão da Interpol diretamente no Órgão Polícia internacional e já apresentou também denúncia na Corte Interamericana de Direitos Humanos, sediada na Costa Rica", afirmou, em nota. Sobre a transferência de Gabriel ao Brasil, a defesa afirmou que "tem que aguardar julgar a extradição para a Argentina decidir se ele vai ao Brasil ou se pode aguardar o processo e ser julgado da Argentina". No momento, o influenciador segue em uma cadeia da Polícia de Segurança do Aeroportuária (PSA) do Aeroporto Internacional de Ezeiza. Como foi a prisão na Argentina Policiais prendem influencer Gabriel Spalone em avião ao pousar na Argentina Spalone foi detido na noite de sábado (27) ao desembargar no aeroporto da cidade de Ezeiza, na Grande Buenos Aires, por volta das 22h, depois que seu nome foi incluído na Difusão Vermelha de procurados da Interpol. 🔴Difusão Vermelha, também conhecida como "lista vermelha" é um mecanismo internacional para o compartilhamento de informações de foragidos internacionais. Atualmente, a organização possui 19 bancos de dados à disposição das polícias do mundo, entre eles, de impressões digitais, perfis de DNA, documentos falsificados e obras de arte, por exemplo. De acordo com a Polícia Federal, a prisão foi feita com apoio da Polícia Civil de São Paulo e das autoridades da Argentina, Panamá, Paraguai e Estados Unidos. Na sexta-feira (26), Gabriel chegou a ser detido no Aeroporto Internacional do Panamá, mas foi liberado em menos de 24 horas após as autoridades locais serem informadas de que ele não possuía ordem de prisão internacional e que nem estava na lista da Interpol naquele momento. Contudo, horas depois, Gabriel foi incluído no alerta vermelho da Interpol. Segundo Paulo Barbosa, delegado chefe da Divisão de Crimes Cibernéticos, "a inclusão do nome do Gabriel Spalone na Difusão Vermelha foi resultado de uma ação conjunta da Polícia Civil de São Paulo com a Polícia Federal". FOTOS: como foi a prisão do influencer Gabriel Spalone no aeroporto de Buenos Aires Cooperação policial internacional garantiu a prisão de influenciador Gabriel Spalone antes que fugisse para Dubai, dizem autoridades Na ordem de prisão internacional ao qual o g1 teve acesso, a Interpol apontou que em 26 de fevereiro de 2025, Gabriel Spalone Alves e outros desviaram a quantia de R$ 146,5 milhões de um banco brasileiro, por meio de uma empresa que prestava serviços ao banco. Segundo o documento, assim que o banco descobriu a fraude, recuperou a quantia de R$ 107,5 milhões, resultando em um prejuízo real de R$ 39 milhões. “As investigações revelaram que as contas bancárias que se beneficiaram dos fundos ilicitamente desviados eram movimentadas pelo réu e outros”, afirma o documento. Detido e liberado no Panamá Polícia Federal do Panamá detém influenciador e empresário Gabriel Spalone Conforme a TV Globo apurou, após deixar o Brasil nesta sexta-feira (26) para seguir até Dubai, o influenciador foi para o Paraguai, onde comprou uma passagem com destino a Nova York, nos Estados Unidos, com escala no Panamá. Ao chegar, Gabriel desistiu da conexão para Nova York e adquiriu uma nova passagem com destino à Holanda. Foi nesse momento, enquanto tentava embarcar, que acabou detido. A TV Globo também apurou que empresário seria deportado para o Paraguai, país onde a fuga começou, e, em seguida, transferido para o Brasil. Contudo, o advogado informou às autoridades que Gabriel "era uma pessoa livre para viajar e não tinha qualquer ordem de prisão internacional ou inclusão na Interpol". Em menos de 24 horas, após as autoridades locais serem informadas de que ele não possuía ordem de prisão internacional e que nem estava na lista da Interpol naquele momento, o influencer foi liberado. O que diz a defesa "Eduardo Maurício, advogado de defesa de Gabriel Spalone, confirmou que seu cliente foi mantido detido em Argentina após audiência de custódia, e que agora fará a juntada de documentos ao Juiz do Tribunal Criminal pedindo a reconsideração da decisão, sob pena de interpor recurso ao Supremo, para que Spalone responda o processo de extradição em liberdade. O Eduardo Maurício afirma também que já fez o pedido de revogação de prisão do influencer e empresário no Brasil, aguardando decisão do Juiz criminal de São Paulo (inclusive juntando provas da sua inocência e a comprovação do estorno de 100% do valor objeto da fraude, sem o seu conhecimento prévio, praticado por terceiros em detrimento do Banco Itaú no que tange à sua empresa), e também já entrou com requerimento de exclusão da Interpol diretamente no Órgão Polícia internacional e já apresentou também denúncia na Corte Interamericana de Direitos Humanos, sediada na Costa Rica" Esquema de desvio Operação mira influencer suspeito de esquema que teria desviado R$ 146 milhões via PIX Na última terça-feira (23), a Delegacia de Crimes Cibernéticos da Polícia Civil de São Paulo fez uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão e prisão temporária contra Gabriel Spalone, mas o influenciador não foi encontrado. Ele é suspeito de participação em um esquema que desviou R$ 146 milhões via PIX de um banco e de empresas vítimas das transferências ilegais. Outras duas pessoas foram presas. Guilherme Sateles Coelho e Jesse Mariano da Silva teriam se beneficiado em quase R$ 75 milhões do esquema. Os investigadores dizem que o esquema envolvia empresas criadas por Gabriel Spalone, que ofereciam serviços financeiros digitais, como transações de câmbio, criptomoedas e pagamentos. Elas não tinham autorização do Banco Central para operar transferências diretas via PIX. Então, usavam o sistema de bancos ou empresas financeiras que têm autorização para realizar a operação. Esta intermediação é o chamado o PIX indireto, que é ilegal desde janeiro, quando o Banco Central endureceu regras para fintechs, como as de Gabriel. Segundo a polícia, em fevereiro deste ano, as empresas dele realizaram em menos de 5 horas mais de 600 transferências ilegais por pix indireto, de 10 contas de um único banco, totalizando R$ 146 milhões. O banco conseguiu identificar a fraude e recuperar R$ 100 milhões. Policiais cumprem mandados de busca e apreensão de carros e entram em imóveis de investigados no esquema de fraude com o PIX em São Paulo Reprodução/Divulgação Gabriel Spalone tem 29 anos e é empresário e influenciador digital Reprodução/Arquivo pessoal

Palavras-chave: cibernético

Partido pró-Ocidente ganha maioria parlamentar na Moldávia e derrota grupos pró-Rússia

Publicado em: 29/09/2025 04:47

Um apoiador do Partido Ação e Solidariedade (PAS), pró-UE, envolto na bandeira da Moldávia, sorri enquanto confere os resultados parciais em um celular após o fechamento das urnas para a eleição parlamentar, em Chisinau, Moldávia, no domingo, 28 de setembro de 2025. AP Photo/Vadim Ghirda O partido pró-Ocidente da Moldávia conquistou uma clara maioria parlamentar, derrotando grupos pró-Rússia em uma eleição amplamente vista como uma escolha decisiva entre o Leste e o Ocidente. Com quase todos os relatórios das seções eleitorais apurados na segunda-feira, os dados eleitorais mostraram que o pró-UE Partido Ação e Solidariedade (PAS) obteve 50,1% dos votos, enquanto o Bloco Eleitoral Patriótico, pró-Rússia, ficou com 24,2%. O Bloco Alternativa, favorável à Rússia, ficou em terceiro lugar, seguido pelo populista Nosso Partido. O partido de direita Democracia em Casa também conquistou votos suficientes para entrar no parlamento. A votação tensa de domingo colocou o governista PAS contra vários adversários pró-Rússia, mas sem parceiros pró-Europeus viáveis. Os dados eleitorais indicam que o partido terá uma maioria clara de cerca de 55 das 101 cadeiras no Legislativo. A eleição foi amplamente vista como uma escolha geopolítica para os moldavos: entre um caminho rumo à União Europeia ou um retorno à esfera de influência de Moscou. Cristian Cantir, professor associado de relações internacionais da Oakland University e moldavo, disse à Associated Press que a vitória do PAS é “uma clara conquista para as forças pró-Europa na Moldávia, que poderão garantir continuidade nos próximos anos na busca de seu objetivo final de integração à UE”. “Uma maioria do PAS poupa o partido de ter que formar uma coalizão que provavelmente seria instável e atrasaria o ritmo das reformas para aderir à UE”, afirmou, acrescentando que “a Moldávia continuará em um ambiente geopolítico difícil, caracterizado pelas tentativas da Rússia de trazê-la de volta à sua esfera de influência”. O resultado da votação de domingo foi notável diante das repetidas afirmações das autoridades moldavas de que a Rússia conduzia uma vasta “guerra híbrida” para tentar influenciar o pleito. A Moldávia solicitou adesão à UE em 2022, após a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, e recebeu o status de candidata naquele ano. Bruxelas concordou em abrir negociações de adesão no ano passado. Os supostos esquemas russos incluíram a orquestração de um esquema em larga escala de compra de votos, a realização de mais de 1.000 ataques cibernéticos contra infraestrutura governamental crítica só neste ano, um plano para incitar tumultos durante a eleição de domingo e uma ampla campanha de desinformação online para influenciar os eleitores. Em entrevista à AP, dias antes da votação, o líder do PAS, Igor Grosu, também alertou sobre a interferência russa e disse que os resultados de domingo definiriam o futuro do país “não apenas pelos próximos quatro anos, mas por muitos, muitos anos à frente”. “Mas eu acredito na determinação e no espírito de mobilização dos moldavos, dentro do país e na diáspora”, afirmou. O dia da eleição foi marcado por uma série de incidentes, que variaram de ameaças de bomba em várias seções eleitorais no exterior a ataques cibernéticos contra a infraestrutura eleitoral e governamental, eleitores fotografando suas cédulas e alguns sendo transportados ilegalmente até os locais de votação. Três pessoas também foram detidas, suspeitas de planejar causar distúrbios após a eleição. Fundado em 2016 pela presidente pró-Ocidente Maia Sandu, o PAS fez campanha com a promessa de continuar a trajetória da Moldávia rumo à adesão à UE, assinando um tratado de adesão ao bloco de 27 países até 2028, dobrando a renda da população, modernizando a infraestrutura e combatendo a corrupção. Após uma eleição legislativa, o presidente da Moldávia nomeia um primeiro-ministro, geralmente do partido ou bloco vencedor, que então tenta formar um novo governo. A proposta de governo precisa da aprovação do parlamento. Cerca de 1,6 milhão de pessoas, ou aproximadamente 52,1% dos eleitores habilitados, compareceram às urnas, segundo a Comissão Eleitoral Central, sendo 280 mil desses votos vindos de seções instaladas no exterior.

Palavras-chave: cibernético

Vídeo mostra momento em que influencer Gabriel Spalone é preso ao pousar na Argentina

Publicado em: 28/09/2025 14:34

Policiais prendem influencer Gabriel Spalone em avião ao pousar na Argentina Um vídeo mostra o momento em que o influenciador e empresário Gabriel Spalone é preso na Argentina neste sábado (27) por participar de um esquema de desvio de R$ 146 milhões via PIX. Spalone foi detido ao desembargar no aeroporto da cidade de Ezeiza, na Grande Buenos Aires, por volta das 22h, após o nome dele ter sido ser incluído pelas autoridades brasileiras na Difusão Vermelha de procurados da Polícia Internacional (Interpol). Ele chegou a ser detido no Panamá, mas ainda não estava na lista do órgão internacional e foi liberado logo em seguida (leia mais abaixo). 🔴Difusão Vermelha, também conhecida como "lista vermelha" é um mecanismo internacional para o compartilhamento de informações de foragidos internacionais. Atualmente, a organização possui 19 bancos de dados à disposição das polícias do mundo, entre eles, de impressões digitais, perfis de DNA, documentos falsificados e obras de arte, por exemplo. Pelas imagens é possível ver Spalone descendo do avião acompanhado de policiais federais argentinos e um agente da Interpol. Ele carrega uma mala de mão e o policial o segura pelo ombro. Spalone não aparece algemado. O influenciador passou por audiência de custódia em Buenos Aires nesta segunda-feira (29), segundo o advogado de defesa dele, Eduardo Maurício. Ele será transferido para o Brasil para ficar à disposição da Justiça. ✅ Clique aqui para se inscrever no canal do g1 SP no WhatsApp Ele era considerado foragido no Brasil deste terça-feira (23), após ser alvo de uma operação da Polícia Civil de São Paulo contra crimes virtuais. Fotos mostram a prisão de Gabriel Spalone Alves no aeroporto da cidade de Ezeiza, na Grande Buenos Aires. Montagem/g1/Reprodução/TV Globo FOTOS: Veja como foi a prisão do influencer Gabriel Spalone no aeroporto de Buenos Aires, na Argentina Na ordem de prisão internacional ao qual o g1 teve acesso, a Interpol aponta que em 26 de fevereiro de 2025, Gabriel Spalone Alves e outros desviaram a quantia de R$ 146,5 milhões de um banco brasileiro, por meio de uma empresa que prestava serviços ao banco. Segundo o documento, assim que o banco descobriu a fraude, recuperou a quantia de R$ 107,5 milhões, resultando em um prejuízo real de R$ 39 milhões. “As investigações revelaram que as contas bancárias que se beneficiaram dos fundos ilicitamente desviados eram movimentadas pelo réu e outros”, afirma o documento. “Este pedido deve ser tratado como um pedido oficial de prisão preventiva. Favor prosseguir com a prisão preventiva, em conformidade com a legislação nacional aplicável e os tratados bilaterais e multilaterais pertinentes”, completa. Segundo o advogado Eduardo Maurício, além de defendê-lo no processo de extradição para o Brasil, o escritório dele deve fazer um pedido de exclusão do nome do influencer da lista da Interpol diretamente na sede da entidade, em Lyon (França), além de protoco ar enúncia na Corte Interamericana de Direitos Humanos. A defesa de Spalone também trabalha na defesa dele no inquérito da 'Operação Dubai', da Polícia Civil de São Paulo e vai pedir um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF), com objetivo de revogar sua prisão no Brasil, o que deve pode refletir em liberdade imediata na Argentina (Veja nota na íntegra abaixo). “Recentemente apresentamos todas as provas que provam a inexistência de crime por parte do influencer e também requeremos a revogação da sua prisão preventiva, que está aguardando decisão Judicial da Justiça de São Paulo”, disse Eduardo Maurício (veja vídeo abaixo). Advogado fala de prisão de Gabriel Spalone na Argentina e diz que cliente não cometeu crim O adido da Polícia Federal na Argentina, André Vianna, disse que "graças aos postos da Polícia Federal no exterior e em conjunto com nossas adidâncias e a cooperação internacional e integração com a Interpol conseguimos prendê-lo na Argentina quando desembarcou". "Foi algo bastante importante e que mostra a importância da PF no exterior. Essa prisão jamais teria ocorrido se não fosse por isso e a integração com a Interpol", declarou Vianna. Detenção no Panamá Gabriel Spalone tem 29 anos e é empresário e influenciador digital Reprodução/Arquivo pessoal Na sexta-feira (26), Gabriel chegou a ser detido no Aeroporto Internacional do Panamá, mas foi liberado em menos de 24 horas após as autoridades locais serem informadas de que ele não possuía ordem de prisão internacional e que nem estava na lista da Interpol naquele momento. Maurício disse que as autoridades do Panamá o liberaram para seguir viagem a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Sua defesa também afirmou que a prisão no Panamá havia sido "ilegal e abusiva". Contudo, horas depois, Gabriel foi incluído no alerta vermelho da Interpol. Segundo Paulo Barbosa, delegado chefe da Divisão de Crimes Cibernéticos, "a inclusão do nome do Gabriel Spalone na Difusão Vermelha foi resultado de uma ação conjunta da Polícia Civil de São Paulo com a Polícia Federal". Ele será transferido para o Brasil para ficar à disposição da Justiça. Destinos Conforme a TV Globo apurou, após deixar o Brasil nesta sexta-feira (26) para seguir até Dubai, o influenciador foi para o Paraguai, onde comprou uma passagem com destino a Nova York, nos Estados Unidos, com escala no Panamá. Ao chegar, Gabriel desistiu da conexão para Nova York e adquiriu uma nova passagem com destino à Holanda. Foi nesse momento, enquanto tentava embarcar, que acabou detido. A TV Globo também apurou que empresário seria deportado para o Paraguai, país onde a fuga começou, e, em seguida, transferido para o Brasil. Contudo, o advogado informou às autoridades que Gabriel "era uma pessoa livre para viajar e não tinha qualquer ordem de prisão internacional ou inclusão na Interpol". Menos de 24 horas, ele foi liberado. Gabriel Spalone tem 29 anos e é empresário e influenciador digital. Reprodução/Instagram O que diz a defesa "Eduardo Maurício advogado de defesa de Gabriel Spalone ratifica que seu cliente foi colocado em liberdade no Panamá, e afirma que posteriormente foi detido novamente em Buenos Aires (desta vez com uma inclusão ao que parece correta na Interpol). Dr. Eduardo Maurício afirma que exercerá a defesa do influencer e empresário no processo de extradição que se inicia na Argentina, e em paralelo, já foi fornecida provas da sua inocência e já foi requerido no Brasil a revogação da sua prisão pendente de decisão judicial, e se o caso impetrará habeas corpus perante o Tribunal, bem como a defesa procederá com o pedido exclusão de Spalone da Interpol diretamente em Lyon na França; e também com denúncia na Corte Interamericana de Direitos Humanos, tudo visando com que Gabriel possa responder o processo em liberdade." Esquema de desvio Operação mira influencer suspeito de esquema que teria desviado R$ 146 milhões via PIX Na última terça-feira (23), a Delegacia de Crimes Cibernéticos da Polícia Civil de São Paulo fez uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão e prisão temporária contra Gabriel Spalone, mas o influenciador não foi encontrado. Ele é suspeito de participação em um esquema que desviou R$ 146 milhões via PIX de um banco e de empresas vítimas das transferências ilegais. Outras duas pessoas foram presas. Guilherme Sateles Coelho e Jesse Mariano da Silva teriam se beneficiado em quase R$ 75 milhões do esquema. Os investigadores dizem que o esquema envolvia empresas criadas por Gabriel Spalone, que ofereciam serviços financeiros digitais, como transações de câmbio, criptomoedas e pagamentos. Elas não tinham autorização do Banco Central para operar transferências diretas via PIX. Então, usavam o sistema de bancos ou empresas financeiras que têm autorização para realizar a operação. Esta intermediação é o chamado o PIX indireto, que é ilegal desde janeiro, quando o Banco Central endureceu regras para fintechs, como as de Gabriel. Segundo a polícia, em fevereiro deste ano, as empresas dele realizaram em menos de 5 horas mais de 600 transferências ilegais por pix indireto, de 10 contas de um único banco, totalizando R$ 146 milhões. O banco conseguiu identificar a fraude e recuperar R$ 100 milhões. Policiais cumprem mandados de busca e apreensão de carros e entram em imóveis de investigados no esquema de fraude com o PIX em São Paulo Reprodução/Divulgação

Palavras-chave: cibernético

Veja fotos da prisão do influencer Gabriel Spalone no aeroporto de Buenos Aires, na Argentina

Publicado em: 28/09/2025 12:05

Fotos mostram a prisão de Gabriel Spalone Alves no aeroporto da cidade de Ezeiza, na Grande Buenos Aires. Montagem/g1/Reprodução/TV Globo A TV Globo teve acesso, com exclusividade, das imagens da prisão do influenciador Gabriel Spalone Alves, na Argentina. Ele foi preso sob a acusação de por participar de um esquema de desvio de R$ 146 milhões via PIX. Spalone foi detido ao desembargar no aeroporto da cidade de Ezeiza, na Grande Buenos Aires, por volta das 22h, em razão do nome dele ter sido ser incluído pelas autoridades brasileiras na Difusão Vermelha de procurados da Polícia Internacional (Interpol). O influenciador eve passar por audiência de custódia em Buenos Aires nesta segunda-feira (29), segundo o advogado de defesa dele, Eduardo Maurício. ✅ Clique aqui para se inscrever no canal do g1 SP no WhatsApp Gabriel Spalone foi detido ao desembargar no aeroporto da cidade de Ezeiza, na Grande Buenos Aires, por volta das 22h, nesta sábado (27). Reprodução/TV Globo O influencer era considerado foragido no Brasil deste terça-feira (23), após ser alvo de uma operação da Polícia Civil de São Paulo contra crimes virtuais. 🔴Difusão Vermelha, também conhecida como "lista vermelha" é um mecanismo internacional para o compartilhamento de informações de foragidos internacionais. Atualmente, a organização possui 19 bancos de dados à disposição das polícias do mundo, entre eles, de impressões digitais, perfis de DNA, documentos falsificados e obras de arte, por exemplo. Na ordem de prisão internacional ao qual o g1 teve acesso, a Interpol aponta que em 26 de fevereiro de 2025, Gabriel Spalone Alves e outros desviaram a quantia de R$ 146,5 milhões de um banco brasileiro, por meio de uma empresa que prestava serviços ao banco. Segundo o documento, assim que o banco descobriu a fraude, recuperou a quantia de R$ 107,5 milhões, resultando em um prejuízo real de R$ 39 milhões. “As investigações revelaram que as contas bancárias que se beneficiaram dos fundos ilicitamente desviados eram movimentadas pelo réu e outros”, afirma o documento. Gabriel Spalone foi detido ao desembargar no aeroporto da cidade de Ezeiza, na Grande Buenos Aires, por volta das 22h, nesta sábado (27). Montagem/g1/Reprodução/TV Globo “Este pedido deve ser tratado como um pedido oficial de prisão preventiva. Favor prosseguir com a prisão preventiva, em conformidade com a legislação nacional aplicável e os tratados bilaterais e multilaterais pertinentes”, completa. Segundo o advogado Eduardo Maurício, além de defendê-lo no processo de extradição para o Brasil, o escritório dele deve fazer um pedido de exclusão do nome do influencer da lista da Interpol diretamente na sede da entidade, em Lyon (França), além de protoco ar enúncia na Corte Interamericana de Direitos Humanos. A defesa de Spalone também trabalha na defesa dele no inquérito da 'Operação Dubai', da Polícia Civil de São Paulo e vai pedir um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF), com objetivo de revogar sua prisão no Brasil, o que deve pode refletir em liberdade imediata na Argentina (Veja nota na íntegra abaixo). “Recentemente apresentamos todas as provas que provam a inexistência de crime por parte do influencer e também requeremos a revogação da sua prisão preventiva, que está aguardando decisão Judicial da Justiça de São Paulo”, disse Eduardo Maurício (veja vídeo abaixo). Advogado fala de prisão de Gabriel Spalone na Argentina e diz que cliente não cometeu crim Prisão no Panamá Gabriel Spalone tem 29 anos e é empresário e influenciador digital Reprodução/Arquivo pessoal Na sexta-feira (26), Gabriel chegou a ser detido no Aeroporto Internacional do Panamá, mas foi liberado em menos de 24 horas após as autoridades locais serem informadas de que ele não possuía ordem de prisão internacional e que nem estava na lista da Interpol naquele momento. Maurício disse que as autoridades do Panamá o liberaram para seguir viagem a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Sua defesa também afirmou que a prisão no Panamá havia sido "ilegal e abusiva". Contudo, horas depois, Gabriel foi incluído no alerta vermelho da Interpol. Segundo Paulo Barbosa, delegado chefe da Divisão de Crimes Cibernéticos, "a inclusão do nome do Gabriel Spalone na Difusão Vermelha foi resultado de uma ação conjunta da Polícia Civil de São Paulo com a Polícia Federal". Ao pousar em Buenos Aires, Argentina, depois de sair do Panamá, Gabriel foi preso pela Interpol dentro do avião. Ele será transferido para o Brasil para ficar à disposição da Justiça. Liberação Foto da Interpol no documento de prisão de Gabriel Spalone Alves, em Buenos Aires. Montagem/g1/Reprodução Conforme a TV Globo apurou, após deixar o Brasil nesta sexta-feira (26) para seguir até Dubai, o influenciador foi para o Paraguai, onde comprou uma passagem com destino a Nova York, nos Estados Unidos, com escala no Panamá. Ao chegar, Gabriel desistiu da conexão para Nova York e adquiriu uma nova passagem com destino à Holanda. Foi nesse momento, enquanto tentava embarcar, que acabou detido. A TV Globo também apurou que empresário seria deportado para o Paraguai, país onde a fuga começou, e, em seguida, transferido para o Brasil. Contudo, o advogado informou às autoridades que Gabriel "era uma pessoa livre para viajar e não tinha qualquer ordem de prisão internacional ou inclusão na Interpol". Menos de 24 horas, ele foi liberado. Gabriel Spalone tem 29 anos e é empresário e influenciador digital. Reprodução/Instagram O que diz a defesa "Eduardo Maurício advogado de defesa de Gabriel Spalone ratifica que seu cliente foi colocado em liberdade no Panamá, e afirma que posteriormente foi detido novamente em Buenos Aires (desta vez com uma inclusão ao que parece correta na Interpol). Dr. Eduardo Maurício afirma que exercerá a defesa do influencer e empresário no processo de extradição que se inicia na Argentina, e em paralelo, já foi fornecida provas da sua inocência e já foi requerido no Brasil a revogação da sua prisão pendente de decisão judicial, e se o caso impetrará habeas corpus perante o Tribunal, bem como a defesa procederá com o pedido exclusão de Spalone da Interpol diretamente em Lyon na França; e também com denúncia na Corte Interamericana de Direitos Huamnos, tudo visando com que Gabriel possa responder o processo em liberdade." Esquema de desvio Operação mira influencer suspeito de esquema que teria desviado R$ 146 milhões via PIX Na última terça-feira (23), a Delegacia de Crimes Cibernéticos da Polícia Civil de São Paulo fez uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão e prisão temporária contra Gabriel Spalone, mas o influenciador não foi encontrado. Ele é suspeito de participação em um esquema que desviou R$ 146 milhões via PIX de um banco e de empresas vítimas das transferências ilegais. Outras duas pessoas foram presas. Guilherme Sateles Coelho e Jesse Mariano da Silva teriam se beneficiado em quase R$ 75 milhões do esquema. Os investigadores dizem que o esquema envolvia empresas criadas por Gabriel Spalone, que ofereciam serviços financeiros digitais, como transações de câmbio, criptomoedas e pagamentos. Elas não tinham autorização do Banco Central para operar transferências diretas via PIX. Então, usavam o sistema de bancos ou empresas financeiras que têm autorização para realizar a operação. Esta intermediação é o chamado o PIX indireto, que é ilegal desde janeiro, quando o Banco Central endureceu regras para fintechs, como as de Gabriel. Segundo a polícia, em fevereiro deste ano, as empresas dele realizaram em menos de 5 horas mais de 600 transferências ilegais por pix indireto, de 10 contas de um único banco, totalizando R$ 146 milhões. O banco conseguiu identificar a fraude e recuperar R$ 100 milhões. Policiais cumprem mandados de busca e apreensão de carros e entram em imóveis de investigados no esquema de fraude com o PIX em São Paulo Reprodução/Divulgação

Palavras-chave: cibernético

Gabriel Spalone, suspeito de desviar R$ 146 milhões via PIX, passará por audiência de custódia na Argentina nesta segunda-feira

Publicado em: 28/09/2025 10:30

Polícia Federal do Panamá detém influenciador e empresário Gabriel Spalone O influenciador e empresário Gabriel Spalone, preso na Argentina neste sábado (27) por participar de um esquema de desvio de R$ 146 milhões via PIX, deve passar por audiência de custódia em Buenos Aires nesta segunda-feira (29), segundo o advogado de defesa dele, Eduardo Maurício. Spalone foi detido ao desembargar no aeroporto da cidade de Ezeiza, na Grande Buenos Aires, por volta das 22h, em razão do nome dele ter sido ser incluído pelas autoridades brasileiras na Difusão Vermelha de procurados da Polícia Internacional (Interpol). ✅ Clique aqui para se inscrever no canal do g1 SP no WhatsApp O influencer era considerado foragido no Brasil deste terça-feira (23), após ser alvo de uma operação da Polícia Civil de São Paulo contra crimes virtuais. 🔴Difusão Vermelha, também conhecida como "lista vermelha" é um mecanismo internacional para o compartilhamento de informações de foragidos internacionais. Atualmente, a organização possui 19 bancos de dados à disposição das polícias do mundo, entre eles, de impressões digitais, perfis de DNA, documentos falsificados e obras de arte, por exemplo. Na ordem de prisão internacional ao qual o g1 teve acesso, a Interpol aponta que em 26 de fevereiro de 2025, Gabriel Spalone Alves e outros desviaram a quantia de R$ 146,5 milhões de um banco brasileiro, por meio de uma empresa que prestava serviços ao banco. Segundo o documento, assim que o banco descobriu a fraude, recuperou a quantia de R$ 107,5 milhões, resultando em um prejuízo real de R$ 39 milhões. Fotos da Interpol no documento de prisão de Gabriel Spalone Alves, em Buenos Aires, e da prisão dele no aeroporto. Montagem/g1/Reprodução/TV Globo “As investigações revelaram que as contas bancárias que se beneficiaram dos fundos ilicitamente desviados eram movimentadas pelo réu e outros”, afirma o documento. “Este pedido deve ser tratado como um pedido oficial de prisão preventiva. Favor prosseguir com a prisão preventiva, em conformidade com a legislação nacional aplicável e os tratados bilaterais e multilaterais pertinentes”, completa. Segundo o advogado Eduardo Maurício, além de defendê-lo no processo de extradição para o Brasil, o escritório dele deve fazer um pedido de exclusão do nome do influencer da lista da Interpol diretamente na sede da entidade, em Lyon (França), além de protoco ar enúncia na Corte Interamericana de Direitos Humanos. A defesa de Spalone também trabalha na defesa dele no inquérito da 'Operação Dubai', da Polícia Civil de São Paulo e vai pedir um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF), com objetivo de revogar sua prisão no Brasil, o que deve pode refletir em liberdade imediata na Argentina (Veja nota na íntegra abaixo). “Recentemente apresentamos todas as provas que provam a inexistência de crime por parte do influencer e também requeremos a revogação da sua prisão preventiva, que está aguardando decisão Judicial da Justiça de São Paulo”, disse Eduardo Maurício (veja vídeo abaixo). Advogado fala de prisão de Gabriel Spalone na Argentina e diz que cliente não cometeu crim Prisão no Panamá Gabriel Spalone tem 29 anos e é empresário e influenciador digital Reprodução/Arquivo pessoal Na sexta-feira (26), Gabriel chegou a ser detido no Aeroporto Internacional do Panamá, mas foi liberado em menos de 24 horas após as autoridades locais serem informadas de que ele não possuía ordem de prisão internacional e que nem estava na lista da Interpol naquele momento. Maurício disse que as autoridades do Panamá o liberaram para seguir viagem a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Sua defesa também afirmou que a prisão no Panamá havia sido "ilegal e abusiva". Contudo, horas depois, Gabriel foi incluído no alerta vermelho da Interpol. Segundo Paulo Barbosa, delegado chefe da Divisão de Crimes Cibernéticos, "a inclusão do nome do Gabriel Spalone na Difusão Vermelha foi resultado de uma ação conjunta da Polícia Civil de São Paulo com a Polícia Federal". Ao pousar em Buenos Aires, Argentina, depois de sair do Panamá, Gabriel foi preso pela Interpol dentro do avião. Ele será transferido para o Brasil para ficar à disposição da Justiça. Detido e liberado no Panamá Conforme a TV Globo apurou, após deixar o Brasil nesta sexta-feira (26) para seguir até Dubai, o influenciador foi para o Paraguai, onde comprou uma passagem com destino a Nova York, nos Estados Unidos, com escala no Panamá. Ao chegar, Gabriel desistiu da conexão para Nova York e adquiriu uma nova passagem com destino à Holanda. Foi nesse momento, enquanto tentava embarcar, que acabou detido. A TV Globo também apurou que empresário seria deportado para o Paraguai, país onde a fuga começou, e, em seguida, transferido para o Brasil. Contudo, o advogado informou às autoridades que Gabriel "era uma pessoa livre para viajar e não tinha qualquer ordem de prisão internacional ou inclusão na Interpol". Menos de 24 horas, ele foi liberado. Gabriel Spalone tem 29 anos e é empresário e influenciador digital. Reprodução/Instagram O que diz a defesa "Eduardo Maurício advogado de defesa de Gabriel Spalone ratifica que seu cliente foi colocado em liberdade no Panamá, e afirma que posteriormente foi detido novamente em Buenos Aires (desta vez com uma inclusão ao que parece correta na Interpol). Dr. Eduardo Maurício afirma que exercerá a defesa do influencer e empresário no processo de extradição que se inicia na Argentina, e em paralelo, já foi fornecida provas da sua inocência e já foi requerido no Brasil a revogação da sua prisão pendente de decisão judicial, e se o caso impetrará habeas corpus perante o Tribunal, bem como a defesa procederá com o pedido exclusão de Spalone da Interpol diretamente em Lyon na França; e também com denúncia na Corte Interamericana de Direitos Huamnos, tudo visando com que Gabriel possa responder o processo em liberdade." Esquema de desvio Operação mira influencer suspeito de esquema que teria desviado R$ 146 milhões via PIX Na última terça-feira (23), a Delegacia de Crimes Cibernéticos da Polícia Civil de São Paulo fez uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão e prisão temporária contra Gabriel Spalone, mas o influenciador não foi encontrado. Ele é suspeito de participação em um esquema que desviou R$ 146 milhões via PIX de um banco e de empresas vítimas das transferências ilegais. Outras duas pessoas foram presas. Guilherme Sateles Coelho e Jesse Mariano da Silva teriam se beneficiado em quase R$ 75 milhões do esquema. Os investigadores dizem que o esquema envolvia empresas criadas por Gabriel Spalone, que ofereciam serviços financeiros digitais, como transações de câmbio, criptomoedas e pagamentos. Elas não tinham autorização do Banco Central para operar transferências diretas via PIX. Então, usavam o sistema de bancos ou empresas financeiras que têm autorização para realizar a operação. Esta intermediação é o chamado o PIX indireto, que é ilegal desde janeiro, quando o Banco Central endureceu regras para fintechs, como as de Gabriel. Segundo a polícia, em fevereiro deste ano, as empresas dele realizaram em menos de 5 horas mais de 600 transferências ilegais por pix indireto, de 10 contas de um único banco, totalizando R$ 146 milhões. O banco conseguiu identificar a fraude e recuperar R$ 100 milhões. Policiais cumprem mandados de busca e apreensão de carros e entram em imóveis de investigados no esquema de fraude com o PIX em São Paulo Reprodução/Divulgação

Palavras-chave: cibernético

Jovens denunciam ex-colegas de escola por criar falsas ‘nudes’ delas e compartilhar em app de mensagens, no Ceará

Publicado em: 28/09/2025 04:01

Jovens denunciam ex-colegas de escola por criar falsas ‘nudes’ delas e compartilhar em app de mensagens, no Ceará. Reprodução Um grupo de jovens denunciou dois ex-colegas de escola que criaram falsas “nudes” delas e compartilharam em um aplicativo de mensagens. Conforme as mulheres, o grupo possuía inúmeras imagens de diferentes pessoas, mas elas já identificaram sete vítimas. O g1 conversou com duas delas. As imagens eram retiradas das redes sociais das vítimas e manipuladas com uso de inteligência artificial. As sete vítimas já identificadas e os dois homens denunciados são todos estudantes de uma mesma escola em Fortaleza. Em nota, a Polícia Civil informou que investiga denúncias de crimes contra a dignidade sexual, em ambiente virtual, registrados em Fortaleza. Os fatos foram comunicados por meio de boletins de ocorrência (BO) na Delegacia do 27° Distrito Policial, unidade responsável pela apuração do caso. ✅ Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp A corporação também orientou que, caso existam outras vítimas, elas também registrem um boletim de ocorrência, que pode ser feito presencialmente em qualquer delegacia. Depois de criadas, as falsas nudes eram compartilhadas em um grupo de um aplicativo de mensagens onde estavam os dois denunciados. O grupo foi descoberto por um amigo — tanto das vítimas, quanto dos criminosos —, que também é ex-estudante da mesma escola. Conforme uma das vítimas, esse amigo teve acesso ao grupo através do celular de um dos criminosos e flagrou uma imagem manipulada da própria mãe. Revoltado, ele contou para as ex-colegas. Vítimas eram próximas de criminosos Uma das vítimas é uma jovem de 20 anos, que vai ter a identidade preservada. Ela disse ter ficado surpresa não apenas com a criação das imagens, mas também com quem eram os responsáveis. "Esse ano mesmo eu saí, conversei com eles e tudo. Eles pareciam pessoas que não iriam fazer coisas assim. Quando a gente recebeu esses vídeos, todo mundo ficou sem acreditar... Eles ficavam rindo. Dá pra ver nas mensagens eles falando: 'A gente tem o poder nas mãos', coisa assim do tipo", disse. "Eu cheguei a aconselhar ele sobre faculdade, quando ele queria trocar de faculdade, sobre emprego, trabalho. A gente conversava porque a gente cresceu junto", reforçou a vítima. Ela disse também que uma das fotos que os criminosos pegaram foi de um "status" que ela postou em um aplicativo de mensagens. "Um print [captura de tela] de foto que eu tirei no banheiro do shopping com as minhas amigas. Eles vinham guardando coisas para fazer isso. Das outras meninas, por exemplo, eram postagens de Instagram e tudo, que eles pegavam delas, que elas estavam de biquíni e botavam no aplicativo", explicou a jovem. Crise de ansiedade Uma segunda vítima ouvida pelo g1 revelou que teve uma crise de ansiedade quando soube da existência do grupo e do material compartilhado entre os criminosos. "Ah, eu acho que pra mim foi uma das piores notícias que eu recebi recentemente. Eu senti que o meu corpo gelou", disse. "Eu simplesmente tremia, o meu corpo gelou, e eu comecei a passar mal. Eu tive uma crise de ansiedade. Meu marido estava na sala comigo, me ouviu chorando, me ouviu com falta de ar", reforçou a vítima. Ela disse que o choque foi agravado quando viu quem era um dos responsáveis por fazer as imagens — alguém que foi próximo a ela durante o ensino médio. "Foi um baque muito grande, tanto por eu ter visto esse tipo de exposição que não é real, o que torna muito pior, como quando eu soube que era um amigo meu, alguém que eu compartilhava minha vida, na inocência, achando que era uma pessoa boa pra mim", lamentou a jovem. Pena de até 8 anos de prisão Advogado comenta sobre punições aplicáveis a quem comete crimes sexuais na internet. O advogado Filipe Brayan alertou que é preciso desmistificar que crimes cometidos pela internet sempre saem impunes. "Há uma falsa percepção da sociedade que aqueles comportamentos realizados nas redes sociais não são passíveis de punição, não são alcançados pela lei ou que o autor daquele comportamento dificilmente vai ser descoberto pela justiça, o que não é verdade", disse. "Hoje em dia já há uma delegacia especializada em crimes cibernéticos. Lá, há procedimentos cujo o nome da vítima vai permanecer em sigilo e o conteúdo não vai ser disponibilizado para acesso. Também há softwares adequados para descobrir o verdadeiro autor daquele conteúdo, que se descoberto pode responder até a três crimes, o primeiro deles de violência psicológica contra a mulher", destacou. Ele explicou que sujeitar uma mulher a constrangimentos usando a imagem dela, mesmo que gerada por inteligência artificial, em contextos sexuais pode gerar pena de até dois anos de prisão. "Além disso, aquele que produziu um conteúdo utilizando a imagem da vítima em ato sexual, ato libidinoso, responde a um outro crime que a pena é até de um ano de prisão. Mas se esse conteúdo gerado for disponibilizado em qualquer rede social, grupo do WhatsApp, já há um novo e terceiro crime, cuja pena é de até cinco anos de prisão", reforçou. "Juntando os três tipos de crimes que podem ser cometidos com apenas um único ato, chegamos a pena de até oito anos de prisão. Aquele que produziu o conteúdo vai ser sujeito ao crime de violência psicológica contra a mulher, ao crime de produção de conteúdo libidinoso por inteligência artificial e ao crime de publicação desse conteúdo", complementou. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará

Influencer suspeito de desviar R$ 146 milhões via PIX é preso na Argentina após inclusão na lista da Interpol

Publicado em: 27/09/2025 22:15

Polícia Federal do Panamá detém influenciador e empresário Gabriel Spalone O influenciador e empresário Gabriel Spalone, alvo de mandado de prisão temporária por suspeita de participar de um esquema de desvio de R$ 146 milhões via PIX, foi preso na noite deste sábado (27) ao pousar no Aeroporto Internacional da Argentina, em Buenos Aires, depois de ser incluído na Difusão Vermelha de procurados da Interpol. 🔴Difusão Vermelha, também conhecida como "lista vermelha" é um mecanismo internacional para o compartilhamento de informações de foragidos internacionais. Atualmente, a organização possui 19 bancos de dados à disposição das polícias do mundo, entre eles, de impressões digitais, perfis de DNA, documentos falsificados e obras de arte, por exemplo. De acordo com a Polícia Federal, a prisão foi feita com apoio da Polícia Civil de São Paulo e das autoridades da Argentina, Panamá, Paraguai e Estados Unidos. A nota diz ainda que Gabriel deve ser extraditado para o Brasil. De acordo com o advogado Eduardo Maurício, que representa o empresário, foi requirido um pedido de revogação da prisão e para a exclusão do influenciador da lista da Interpol. Também foi feita uma denúncia na Corte Interamericana de Direitos Huamanos, para que Gabriel possa responder o processo em liberdade. (Veja nota na íntegra abaixo). Na sexta-feira (26), Gabriel chegou a ser detido no Aeroporto Internacional do Panamá, mas foi liberado em menos de 24 horas após as autoridades locais serem informadas de que ele não possuía ordem de prisão internacional e que nem estava na lista da Interpol naquele momento. Maurício disse que as autoridades do Panamá o liberaram para seguir viagem a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Sua defesa também afirmou que a prisão no Panamá havia sido "ilegal e abusiva". Contudo, horas depois, Gabriel foi incluído no alerta vermelho da Interpol. Segundo Paulo Barbosa, delegado chefe da Divisão de Crimes Cibernéticos, "a inclusão do nome do Gabriel Spalone na Difusão Vermelha foi resultado de uma ação conjunta da Polícia Civil de São Paulo com a Polícia Federal". Ao pousar em Buenos Aires, Argentina, depois de sair do Panamá, Gabriel foi preso pela Interpol dentro do avião. Ele será transferido para o Brasil para ficar à disposição da Justiça. Gabriel Spalone tem 29 anos e é empresário e influenciador digital Reprodução/Arquivo pessoal Detido e liberado no Panamá Conforme a TV Globo apurou, após deixar o Brasil nesta sexta-feira (26) para seguir até Dubai, o influenciador foi para o Paraguai, onde comprou uma passagem com destino a Nova York, nos Estados Unidos, com escala no Panamá. Ao chegar, Gabriel desistiu da conexão para Nova York e adquiriu uma nova passagem com destino à Holanda. Foi nesse momento, enquanto tentava embarcar, que acabou detido. A TV Globo também apurou que empresário seria deportado para o Paraguai, país onde a fuga começou, e, em seguida, transferido para o Brasil. Contudo, o advogado informou às autoridades que Gabriel "era uma pessoa livre para viajar e não tinha qualquer ordem de prisão internacional ou inclusão na Interpol". Menos de 24 horas, ele foi liberado. O que diz a defesa "Eduardo Maurício advogado de defesa de Gabriel Spalone ratifica que seu cliente foi colocado em liberdade no Panamá, e afirma que posteriormente foi detido novamente em Buenos Aires (desta vez com uma inclusão ao que parece correta na Interpol). Dr. Eduardo Maurício afirma que exercerá a defesa do influencer e empresário no processo de extradição que se inicia na Argentina, e em paralelo, já foi fornecida provas da sua inocência e já foi requerido no Brasil a revogação da sua prisão pendente de decisão judicial, e se o caso impetrará habeas corpus perante o Tribunal, bem como a defesa procederá com o pedido exclusão de Spalone da Interpol diretamente em Lyon na França; e também com denúncia na Corte Interamericana de Direitos Huamnos, tudo visando com que Gabriel possa responder o processo em liberdade." Esquema de desvio Operação mira influencer suspeito de esquema que teria desviado R$ 146 milhões via PIX Na última terça-feira (23), a Delegacia de Crimes Cibernéticos da Polícia Civil de São Paulo fez uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão e prisão temporária contra Gabriel Spalone, mas o influenciador não foi encontrado. Ele é suspeito de participação em um esquema que desviou R$ 146 milhões via PIX de um banco e de empresas vítimas das transferências ilegais. Outras duas pessoas foram presas. Guilherme Sateles Coelho e Jesse Mariano da Silva teriam se beneficiado em quase R$ 75 milhões do esquema. Os investigadores dizem que o esquema envolvia empresas criadas por Gabriel Spalone, que ofereciam serviços financeiros digitais, como transações de câmbio, criptomoedas e pagamentos. Elas não tinham autorização do Banco Central para operar transferências diretas via PIX. Então, usavam o sistema de bancos ou empresas financeiras que têm autorização para realizar a operação. Esta intermediação é o chamado o PIX indireto, que é ilegal desde janeiro, quando o Banco Central endureceu regras para fintechs, como as de Gabriel. Segundo a polícia, em fevereiro deste ano, as empresas dele realizaram em menos de 5 horas mais de 600 transferências ilegais por pix indireto, de 10 contas de um único banco, totalizando R$ 146 milhões. O banco conseguiu identificar a fraude e recuperar R$ 100 milhões. Policiais cumprem mandados de busca e apreensão de carros e entram em imóveis de investigados no esquema de fraude com o PIX em São Paulo Reprodução/Divulgação

Palavras-chave: cibernético

Autoridades do Panamá prendem influenciador brasileiro suspeito de desviar milhões via Pix

Publicado em: 27/09/2025 20:40

Polícia Federal do Panamá detém influenciador e empresário Gabriel Spalone Um influenciador brasileiro, investigado pela Polícia de São Paulo, foi detido no Panamá durante uma conexão de aeroporto. Gabriel Spalone é considerado foragido aqui no Brasil desde terça-feira (23), quando foi alvo de uma operação sobre um esquema de golpes com transferências digitais. Gabriel Spalone, de 29 anos, é dono de duas empresas que se apresentam como fintechs , que são financeiras online voltadas para pagamentos e investimentos. Em uma rede social, o influenciador afirma que mora em Dubai. Ele também tem endereços em São Paulo. Na última terça-feira, a Polícia Civil fez uma operação para cumprir mandatos de busca e apreensão e de prisão temporária contra Spalone, mas o influenciador não foi encontrado. Duas pessoas foram presas. Os investigadores dizem que o esquema funcionava da seguinte forma: as empresas criadas por Gabriel Spalone ofereciam serviços financeiros digitais, como transações de câmbio, criptomoedas e pagamentos; essas companhias não tinham autorização do Banco Central para operar diretamente transferências diretas via Pix. Então, usavam o sistema de bancos ou empresas financeiras que têm autorização – o chamado Pix indireto, que é ilegal desde janeiro, quando o Banco Central endureceu as regras para as fintechs, como as de Spalone. Segundo a polícia, em fevereiro, as empresas de Gabriel realizaram, em menos de 5 horas, mais de 600 transferências ilegais por Pix indireto de 10 contas de um único banco, totalizando R$ 146,5 milhões A instituição conseguiu identificar a fraude e recuperar R$ 100 milhões. As autoridades brasileiras localizaram o influenciador na sexta-feira (26). Ele estava no Aeroporto Internacional do Panamá fazendo uma escala de um voo para os Estados Unidos. Os policiais brasileiros pediram a detenção dele e a transferência para o Brasil. A defesa de Gabriel Spalone disse que recorreu à Justiça panamenha e que o influenciador foi solto na tarde deste sábado. A Polícia Civil de São Paulo não confirmou a informação. Em nota, o advogado do influenciador afirmou ainda que o seu cliente "já esclareceu e apresentou todas as provas que demonstram inexistir necessidade de prisão e qualquer ato ilícito de sua autoria." gora há pouco, a Delegacia de Crimes Cibernéticos da Polícia Civil de São Paulo confirmou que o nome Gabriel Spalone foi incluído na lista vermelha da Interpol. Gabriel Spalone Reprodução JN SAIBA MAIS: Gabriel Spalone: quem é influenciador suspeito de desviar R$ 146 milhões via PIX no Panamá Após ser detido no Panamá, influenciador suspeito de desviar R$ 146 milhões via PIX é liberado, diz advogado

Palavras-chave: cibernético

Alepa em foco: fique por dentro dos destaques do poder legislativo

Publicado em: 26/09/2025 12:10

Alepa em foco Divulgação Veja abaixo os destaques da semana na Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa): Alepa em Parauapebas Sessão ordinária da Assembleia Legislativa do Estado do Pará em Parauapebas Ozeas Santos A sessão ordinária da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), realizada nesta terça-feira, 23, na Câmara Municipal de Parauapebas, foi marcada pela aprovação de três projetos e por discursos voltados às demandas da região. O encontro integrou a programação da Alepa Itinerante, que tem levado o parlamento estadual a diferentes municípios. O presidente da Casa, deputado Chicão (MDB), presidiu a sessão. Além das votações realizadas em plenário durante a sessão, os deputados também aprovaram o Projeto de Resolução nº 2/2025, de autoria da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. A proposta acrescenta dispositivos à Resolução nº 01/2025, que criou o programa Alepa Itinerante COP30, e garante maior flexibilidade para a realização de atividades. O texto aprovado prevê que, no âmbito do programa, poderão ser realizadas sessões ordinárias, sessões especiais e audiências públicas extraordinárias, a critério da presidência. Proteção à infância Deputado Braz (PDT) Balthazar Costa Durante a sessão ordinária, em Parauapebas, dos deputados aprovaram o Projeto de Lei nº 63/2024, de autoria do deputado Braz (PDT), que institui a Campanha de Conscientização e Prevenção contra Crimes Cibernéticos cometidos contra crianças e adolescentes no Pará por meio do uso indevido da inteligência artificial. O parlamentar defendeu a aprovação do projeto por considerar a matéria de extrema relevância e sensibilidade no contexto contemporâneo, que é a proteção de crianças e adolescentes diante dos perigos advindos do uso da inteligência artificial. Meio ambiente Deputado Carlos Bordalo (PT) Balthazar Costa Também foi aprovado por unanimidade o Projeto de Lei nº 210/2023, do deputado Carlos Bordalo (PT), que dispõe sobre medidas de prevenção a desperdícios, de aproveitamento das águas de chuva e de reuso não potável das águas cinzas no Estado. Segundo o proponente, o projeto tem como objetivo instituir medidas de prevenção a desperdícios, de aproveitamento das águas de chuva e de reuso não potável das chamadas águas cinzas, descartadas por pias, ralos, máquinas de lavar e chuveiros, e que podem ser aproveitadas em irrigação de jardins e manutenção de lagos artificiais, além de lavagem de calçadas, pisos e veículos, por exemplo. Audiência pública Audiência pública em Parauapebas Balthazar Costa A cidade de Parauapebas foi o primeiro, dos cinco municípios, que recebeu os parlamentares estaduais para a realização do projeto Alepa Itinerante - Edição COP 30. Durante a manhã desta terça (23), no plenário da Câmara do município, os deputados participaram de uma Audiência Pública com o objetivo de ouvir as demandas da população parauapebense. O movimento “Parauapebas cidade universitária” foi representado por lideranças políticas da região e contou com a presença de cerca de 70 alunos. Representando a Federação Umbandista do Estado, mãe Vanessa de Oxum e mãe Gláucia usaram da palavra na tribuna clamando por políticas públicas que protejam os povos de matriz africana do preconceito e dos casos de violência vividos. Encontro estadual Deputada Andréia Xarão no Encontro Estadual “O Brasil precisa pensar o Brasil” Fernanda Cirino A Fundação Ulysses Guimarães – Pará promoveu na nesta quinta-feira (25), às 13h30, no Plenário da Alepa, o encontro estadual “O Brasil precisa pensar o Brasil”. A iniciativa faz parte da série nacional de debates que marcam os 60 anos do MDB e os 30 anos da FUG, e que resultarão em um documento programático para orientar as diretrizes do partido em 2026. O encontro foi presidido pela presidente da FUG-PA, deputada Andréia Xarão e terá como foco a Amazônia no contexto da COP30.