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Câmara aprova nova lei que permite pequenos negócios em residências de São José dos Campos

Publicado em: 23/10/2025 20:56

Projeto que regulamenta comércios em casa é aprovado em São José A Câmara Municipal de São José dos Campos aprovou nesta quinta-feira (23) o Projeto de Lei Complementar nº 28/2025, enviado pela Prefeitura, que regulamenta a instalação de atividades econômicas de pequeno porte em residências. A proposta substitui a chamada “Lei de Fundo de Quintal”, considerada defasada, e atualiza as regras conforme o Plano Diretor de 2018, a Lei de Uso e Ocupação do Solo de 2019 e o Código de Edificações de 2022. Segundo a Prefeitura, o objetivo é incentivar o empreendedorismo de bairro, aproximando moradia e trabalho e permitindo a formalização de negócios que já funcionam de forma informal dentro das casas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Pela nova legislação, será possível abrir pequenos comércios e serviços domésticos, desde que o responsável more no imóvel. A atividade não poderá ocupar mais de 30% da área construída da residência ou ultrapassar 120 m², e o negócio poderá ter no máximo quatro empregados. A empreendedora Priscila Dias, que tem um ateliê de bolos, explicou que pretende expandir os negócios dentro da própria casa, como se fosse uma loja. “Eu já tinha entendido que a gente precisava de um espacinho para receber os clientes, e os entregadores também, em dia de chuva. Eu pretendo colocar um balcão com vitrine para o cliente chegar, escolher, ter mais produtos. A gente pretende criar coisas personalizadas, como se fosse uma lojinha mesmo”, disse. Já a empreendedora Ana Claudia Nishino, que tem uma produção de biscoitos, disse torcer para que o projeto beneficie os microempreendedores. “Se esse projeto realmente vier para melhorar, para incrementar o trabalho dos microempreendedores, facilitar a vida da gente, com certeza eu estou dentro”, pontuou. Entre as restrições previstas, estão a proibição do consumo no local em atividades alimentícias, a exigência de publicidade discreta (sem luminosos e com placas pequenas) e a vedação da locação do espaço para terceiros. A licença de funcionamento poderá ser cassada em caso de descumprimento de normas de higiene, segurança, trânsito, impacto ambiental ou incômodo à vizinhança. O projeto também traz uma novidade: a regulamentação de minimercados com autoatendimento em áreas comuns de condomínios residenciais, destinados exclusivamente aos moradores. Vereadores de São José aprovaram projeto nesta quinta-feira (23) Cleverson Nunes/CMSJC A medida busca dar segurança jurídica a práticas já existentes, definindo critérios claros para o funcionamento desse tipo de serviço. De acordo com a administração municipal, a lei é de interesse público, pois reduz burocracias, estimula a geração de renda e fortalece os negócios locais, sem alterar os zoneamentos já definidos. A Prefeitura afirma ainda que o texto busca equilibrar o incentivo ao microempreendedorismo com a preservação do caráter residencial e da qualidade de vida nos bairros. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

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Novo Plano Diretor de Fortaleza estabelece critérios para a construção de 'superprédios' na cidade

Publicado em: 23/10/2025 20:18

Novo Plano Diretor estabelece regras para construção de 'super prédios' Eles se erguem majestosos, cada vez mais altos, ao longo da orla de Fortaleza. A construção de arranha-céus vem se tornando tendência na capital cearense. O primeiro "superprédio" construído e entregue na cidade foi o One Residencial, no bairro Mucuripe, próximo ao Parque Bisão. Finalizado em janeiro, o residencial tem 50 andares, 170 metros de altura e uma vista privilegiada não só para a avenida Beira Mar, mas para outras regiões, como Praia do Futuro e Castelão. Hoje, ao lado, está sendo erguido outro empreendimento, que deve ter características semelhantes. A construção dos gigantes imobiliários gera um debate sensível sobre infraestrutura, impacto ambiental e desenvolvimento urbano. A enfermeira paulista Maria Liliane mora há poucos meses na cidade e conta que ficou positivamente impactada. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp “Eu acredito que Fortaleza está se destacando muito por esses projetos de desenvolvimento e a tendência é a movimentação acontecer cada vez mais, trazendo turistas, novos moradores". O empresário fortalezense Paulo Victor Nobre acredita que a estética valoriza a cidade. “Quando os prédios são bem acabados, fica um negócio bonito, dá uma visão bem legal para o local”. Alguns turistas e moradores, por outro lado, enxergam os "superprédios" com preocupação. “Afeta a parte turística, com certeza. A partir do momento que você tira os hotéis pra colocar prédios residenciais, você acaba tirando uma certa liberdade do turista estar presente num lugar desses maravilhoso” pondera a aposentada Kátia Reis. LEIA TAMBÉM: Comunidades tradicionais e construções sustentáveis ganham espaço no novo Plano Diretor de Fortaleza Plano Diretor retoma discussões sobre moradia e preservação ambiental em Fortaleza Vazios urbanos: terrenos abandonados viram alvo de nova proposta urbanística em Fortaleza Já a turista goiana Telma Rodrigues acredita no equilíbrio. "Acho que tem os dois termos, tanto agrega como também gera uma poluição visual, porque vai tampando a cidade. Agrega porque a cidade vai crescendo, mais prédios significam mais gente consumindo, porém também tem essa poluição visual”. Superprédios e Plano Diretor Com 170 metros de altura e 51 andares, o One é o edifício mais alto de Fortaleza. Fabiane de Paula/Sistema Verdes Mares O debate em torno das mega edificações é um dos importantes pontos trazidos no novo Plano Diretor Participativo e Sustentável de Fortaleza (PDPS) que está em elaboração. O plano atual é de 2009 e deveria ter sido atualizado em 2019. Com atraso de seis anos, a legislação voltou a ser discutida em 2025 e pode ser votada pela Câmara Municipal ainda este ano. Pela proposta, a altura máxima dos prédios pode variar de 6 metros, para imóveis localizados em trechos de Zonas de Interesse Social 1(ZEIS 1), até 95 metros, para edificações na chamada Zona de Centralidades Polo 1 - Consolidada (ZCP 1), onde ficam partes dos bairros Aldeota, Meireles, Varjota e Mucuripe. Em outras áreas do Mucuripe, do Meireles e parte da Praia de Iracema, além da própria avenida Beira Mar, localizadas na Zona de Centralidade de Orla 3 (ZCO3), e em bairros como Papicu, Cocó, Guararapes, Dionísio Torres, Joaquim Távora e Bairro de Fátima, na Zona de Intensificação do Ambiente Construído 1 (ZIN1) a altura máxima pode chegar a 72 metros. Novo Plano Diretor de Fortaleza estabelece critérios para a construção de 'superprédios' na cidade TV Verdes Mares Outras regiões da cidade, consideradas fundamentais para a manutenção do clima, por exemplo, não podem ter "superprédios". É o caso da Praia do Futuro, que tem trechos na Zona de Centralidade Orla 7 (ZCO7), que permite construções de, no máximo, 48 metros, e na Zona Ambiental de Uso Sustentável 2 (ZUS2), que só pode ter prédios até 36 metros de altura. As definições de zoneamento, que determinam essas alturas máximas, variam de acordo com a capacidade de suporte do território, como infraestrutura de saneamento e de mobilidade e com os impactos ao meio ambiente, à paisagem e até à vizinhança, como alterações de ventilação e iluminação. De acordo com o novo Plano Diretor, tudo isso deve ser levado em consideração na hora de autorizar um "superprédio". “Os bairros que têm boa infraestrutura de vários tipos poderão ter prédios altos. Não há nenhum problema em relação a isso. E, em outras áreas, já não pode ter, ou porque não tem infraestrutura ou porque tem uma questão da própria natureza, a questão climática. Por exemplo, Praia do Futuro. Os ventos que chegam a Fortaleza, eles chegam sobretudo ali da área leste, da Praia do Futuro. Ali pode ter prédio? Pode, mas não pode ter "superprédio", porque ali você criaria um paredão”, explica Artur Bruno, presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento de Fortaleza (Ipplan), órgão que está à frente da minuta do novo PDPS. Direito de pagar para aumentar a altura do prédio Novo Plano Diretor de Fortaleza estabelece critérios para a construção de 'superprédios' na cidade TV Verdes Mares O documento também prevê instrumentos que podem flexibilizar a altura máxima dos prédios, permitindo construções acima do limite básico. São as chamadas "outorgas onerosas". A autorização é possível mediante pagamento ao município. De acordo com o presidente do Ipplan, houve no passado falta de critério também da outorga, inclusive em áreas onde não poderia ter grandes construções porque não havia infraestrutura. "Agora, vai continuar existindo a outorga onerosa. Isso é interessante porque você pode arrecadar. E essa arrecadação vai ser utilizada na infraestrutura", diz Artur Bruno. A verba vai para o Fundo Municipal de Desenvolvimento Urbano, FUNDURB, que direciona as ações municipais. José Carlos Gama, diretor do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará - Sinduscon/CE, explica que o investimento tem destino certo. “Ele obrigatoriamente tem que ser usado para onde? Em regularização fundiária, em construção de habitação de interesse social. Recursos que são absorvidos pela classe mais favorecida, que pode realmente pagar por isso, são capitaneados, são obtidos pela prefeitura. Todas essas Areninhas de Fortaleza foram criadas com recursos da outorga onerosa da alteração de uso, então é uma operação ganha-ganha”, diz Gama. Regulamentação e usos mistos Novo Plano Diretor de Fortaleza estabelece critérios para a construção de 'superprédios' na cidade TV Verdes Mares Para o Coordenador da Comissão Especial de Política Urbana e Ambiental do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/CE), Rerisson Máximo, esses instrumentos são importantes, mas é necessário rigor técnico na aplicação. Ele defende a criação do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano a partir do novo Plano Diretor. "A gente entende que esse tipo de discussão de lei complementar e outras legislações associadas ao Plano Diretor precisam ser debatidas por audiências públicas, mas sobretudo, pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano". "Na hora de se propor os índices urbanísticos, os parâmetros que vão estar associados às outorgas onerosas e que vão gerar, por exemplo, a possibilidade de construir grandes prédios, que seja feito um estudo técnico de capacidade das infraestruturas, de como é que a cidade vai ser modelada, ao longo do tempo, para que a gente possa estabelecer esses parâmetros com base em critérios técnicos que busquem uma cidade mais equilibrada", defende Rerisson Máximo. Já o presidente do Instituto de Arquitetos Brasil-Departamento do Ceará (IAB-CE), Jefferson John, enfatiza a necessidade de equilíbrio entre a vocação turística da cidade e o crescimento imobiliário. Ele destaca que, atualmente, muitos hotéis tradicionais têm dado lugar a apartamentos residenciais. Uma saída, seria estimular construções de uso misto. “O prédio não seja apenas habitação. Ele tem habitação, serviços, comércio, uma série de outros atrativos que justifiquem ele ter essa quebra de gabarito”. Gabarito, no caso, significa altura máxima. "Sempre quando você tem esse mix de atividades, você tem as fachadas ativas, você tem um entorno vivo, que é isso que a gente precisa buscar", diz Jefferson. Para José Carlos Gama, do Sinduscon/CE, os interesses do mercado devem estar alinhados com os da cidade. “Hoje, em pleno século XXI, não existe mais espaço para aquele que quer levar vantagem em tudo. Há a necessidade do diálogo, de uma mesa redonda. E esse pensamento e essa consciência eu garanto que todos os associados do Sinduscon já tenham há bastante tempo”, finaliza. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará

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Vereador de Santo Antônio de Jesus é preso suspeito de violência doméstica; parlamentar já foi investigado por tentativa de feminicídio

Publicado em: 23/10/2025 16:29

Vereador Morão (União Brasil) é preso em Salvador Divulgacand O vereador Edivan de Jesus Santos, conhecido como Morão (União Brasil), foi preso na manhã desta quinta-feira (23) em Salvador, durante o cumprimento de um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça. O parlamentar, que atua em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo baiano, é suspeito de violência doméstica e familiar contra a ex-companheira. Segundo informações da Polícia Civil (PC), o político foi localizado em uma clínica de saúde mental, localizada no bairro Iapi, Jardim Santa Mônica, na capital baiana. Ele estava internado na unidade de saúde. Após o cumprimento da medida judicial, Morão foi conduzido à delegacia e permanece à disposição da Justiça. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Feira de Santana e região Além disso, o vereador foi alvo de uma medida protetiva após a nova suspeita de agressão doméstica contra a ex-companheira. O caso foi registrado no dia 11 de outubro, em Santo Antônio de Jesus. Vereador já foi investigado por tentativa de feminicídio O parlamentar foi alvo de uma investigação por tentativa de feminicídio contra a mesma vítima em fevereiro deste ano. Na ocasião, a companheira de Morão relatou à polícia que foi agredida com golpes de faca e pedaço de madeira durante uma discussão motivada por ciúmes, no bairro Salgadeira, em Santo Antônio de Jesus. A mulher foi socorrida, recebeu atendimento médico e solicitou medida protetiva. Dois dias depois, em 24 de fevereiro, a Justiça decretou a prisão preventiva do vereador, que ficou foragido por cerca de 20 dias, até ser preso em 12 de março no distrito de Boipeba, município de Cairu. Morão foi transferido para Santo Antônio de Jesus e, posteriormente, para o Conjunto Penal de Valença. A soltura ocorreu em 29 de abril, após audiência de instrução e julgamento no Fórum Desembargador Wilde de Lima. O juiz acatou os argumentos da defesa, que alegou ausência de fundamentos para a manutenção da prisão, e concedeu alvará de soltura. No início do ano, a Câmara Municipal chegou a aprovar, por unanimidade, o afastamento temporário do vereador. À época, a Casa Legislativa divulgou nota repudiando qualquer forma de violência contra a mulher e afirmou acompanhar o caso com atenção e responsabilidade. Em 30 de julho, Morão retornou ao mandato na Câmara Municipal. Durante discurso, o vereador pediu desculpas publicamente às mulheres. “Venho aqui pedir perdão às mulheres, em nome da vereadora Adriana. Faço isso em nome da hierarquia que minha família me ensinou. Elas sempre me ensinaram que as mulheres devem ser respeitadas, e aqui eu peço perdão”, disse o parlamentar. Morão está em seu segundo mandato como vereador em Santo Antônio de Jesus. Ele foi eleito em 2020 com 1.572 votos, inicialmente pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), e atualmente está filiado ao União Brasil. O g1 tenta contato com o partido para apurar como a sigla se posiciona. LEIA MAIS: Ex-vereador acusado de matar grávida na Bahia é condenado a 34 anos de prisão; corpo da vítima nunca foi encontrado Suspeito de homicídio e violência doméstica é preso durante festa em cidade da Bahia VÍDEO: Estudante de 13 anos é agredida e mordida por mãe de adolescente envolvida em discussão na Bahia Vereador preso por tentativa de feminicídio está na delegacia de Santo Antônio de Jesus Veja mais notícias de Feira de Santana e região. Assista aos vídeos do g1 e TV Subaé 💻

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Câmara de Cubatão aprova projeto que substitui multas de trânsito por advertência

Publicado em: 23/10/2025 16:19

Câmara de Cubatão (SP) aprova projeto que substitui multas de trânsito leves por advertências. Divulgação/Prefeitura de Cubatão A Câmara Municipal de Cubatão (SP) aprovou o Projeto de Lei n.º 108/2025, que reforça a aplicação de advertência por escrito, em vez da multa, para infrações de trânsito leves ou médias, como já prevê o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A medida proposta vale para motoristas sem outras infrações nos últimos 12 meses. O projeto é do vereador Guilherme Amaral (PSD) e foi aprovado em duas discussões. Agora, segue para análise do prefeito César Nascimento (PSD) que pode sancionar ou vetar o texto. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. CTB já prevê advertência: projeto obriga que regra seja aplicada A advertência por escrito já está prevista no Artigo 267 do CTB e, conforme o texto, a penalidade pode ser aplicada em vez de multa, desde que: A infração seja leve ou média O motorista não tenha cometido outras infrações no último ano Apesar de ser um direito federal, essa possibilidade, segundo o vereador Guilherme Amaral, é raramente informada ao infrator. O projeto determina que as notificações de infração em Cubatão passem a incluir o conteúdo do artigo do CTB que prevê a advertência. Câmara Municipal de Cubatão (SP) aprovou o Projeto de Lei (PL) Nº 108/2025, que prevê a substituição de multas por advertências escritas. Matheus Tagé/Arquivo A Tribuna Jornal Sentenças devem ser justas, diz autor da proposta Segundo Amaral, a proposta tem caráter educativo e busca diferenciar quem comete erros pontuais de quem é reincidente. “A sentença para um mau condutor insistente no erro não deve ser a mesma que para aqueles que cometem leves infrações. Seres humanos erram, esporadicamente ou não, e as sentenças merecem ser justas”, afirmou o vereador. Veja também: Escola de Cubatão é premiada melhor do mundo EE Parque dos Sonhos, já foi chamada de ‘Parque dos Pesadelos’, se transformou e conquistou reconhecimento internacional por superar adversidades com acolhimento e educação humanista. Saiba mais: Escola estadual de Cubatão (SP) ganha reconhecimento mundial

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Polícia Civil investiga morte de vereadora encontrada morta dentro de casa em Lago Verde

Publicado em: 23/10/2025 14:35

Fernanda Maroca, de 30 anos, foi encontrada morta em Lago Verde (MA) Reprodução/Redes Sociais A Polícia Civil investiga a morte da vereadora Fernanda Oliveira da Silva, conhecida como Fernanda Maroca (PP), de 30 anos, encontrada morta nesta quinta-feira (23), na residência onde vivia em Lago Verde, a 287 km de São Luís. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp A polícia investiga a causa da morte da vereadora. Fernanda Maroca foi encontrada morta por familiares que acionaram a Polícia Militar do Maranhão (PM-MA). Além de mostrar sua atuação política, Fernanda Maroca compartilhava sua rotina como digital influencer e fazia divulgação de produtos em suas redes sociais. Ela estava no segundo mandato como vereadora em Lago Verde. Em 2020, Fernanda foi eleita pela primeira vez para o cargo e também atuou como presidente da Câmara Municipal, entre 2021 a 2022 e entre 2022 a 2024. Em nota, a Prefeitura de Lago Verde decretou luto oficial de três dias pela morte da vereadora e ponto facultativo nas repartições públicas do município (veja a nota completa mais abaixo). Veja, na íntegra, a nota da Prefeitura de Lago Verde (MA): "A Prefeitura de Lago Verde manifesta profundo pesar pelo falecimento da vereadora Fernanda Maroca, ocorrido nesta quinta-feira. Figura destacada e respeitada em nossa comunidade, Fernanda dedicou sua vida ao serviço público, exercendo seu segundo mandatos como vereadora onde também foi presidente da Câmara Municipal por duas legislatura 2021-2022/2023-2024, sempre com compromisso e amor por Lago Verde. Em reconhecimento à sua trajetória e às relevantes contribuições prestadas ao município, decretamos luto oficial de 3 (três) dias em todo o território de Lago Verde e ponto facultativo em todas as repartições públicas municipais não essenciais nesta data. Nossos sentimentos aos familiares e amigos!" Veja os vídeos que estão em alta no g1

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Câmara de Belém autoriza prefeitura a contratar empréstimo de até R$ 500 milhões

Publicado em: 23/10/2025 13:59

Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Câmara Municipal de Belém aprovou um projeto de lei (PL) da Prefeitura para que o município obtenha empréstimo de até R$ 500 milhões com o Banco do Brasil, com garantia da União. O projeto foi aprovado na quarta-feira (22) por maioria dos votos. A proposta chegou à Câmara e, no mesmo dia, passou por três comissões temáticas, que emitiram parecer favorável. No documento, a prefeitura diz que "os recursos do empréstimo serão destinados a investimentos em infraestrutura urbana e viária, incluindo melhorias em ruas, avenidas e outros projetos da cidade." O documento também cita que "os valores recebidos deverão ser incluídos no orçamento municipal ou em créditos adicionais, garantindo que haja transparência na aplicação do dinheiro" e que o prefeito Igor Normando (MDB) também "está autorizado a abrir créditos adicionais para cobrir parcelas e encargos do empréstimo, conforme determina a Lei de Responsabilidade Fiscal." Clique e siga o canal do g1 Pará no WhatsApp Prefeito de Belém, Igor Normando. Igor Mota / OLiberal Dos 35 vereadores que compõem a Câmara de Belém, Marinor Brito (PSOL), Mayky Vilaça (PL) e Ágatha Barra (PL) votaram contra o projeto em sua totalidade. Na votação da última emenda, a vereadora Nay Barbalho (Podemos) também se posicionou contra, unindo-se ao grupo. Marinor apresentou duas emendas ao projeto, sendo uma para retirar o artigo que dispensava nova autorização legislativa e outra para acrescentar cinco itens especificando as possíveis áreas de aplicação dos recursos. Ambas foram rejeitadas. Ela disse que o projeto apresentava "graves falhas de transparência e controle, pois não informa em que áreas ou programas os valores seriam aplicados". Segundo a vereadora, além da autorização para o empréstimo principal, o "texto inclui um segundo dispositivo que permite ao Executivo contrair créditos suplementares sem nova autorização da Câmara, para cobrir despesas decorrentes do contrato de crédito". “A Câmara deu um verdadeiro cheque em branco ao prefeito. Ele poderá usar os recursos como quiser, sem mecanismos jurídicos para fiscalizar a aplicação e sem nenhuma previsão de uso no projeto”, afirmou Brito. Já Mayky Vilaça disse, que o projeto é um endividamento para o município, logo após a capital ter recebido quase R$ 6 bilhões de investimentos para a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30). "Aqui na nossa cidade, existe realmente a necessidade de fazer mais empréstimos, endividando o município? Isso, com certeza, recai sobre o próximo gestor e não é positivo. É contrair dívida sem um planejamento adequado, como ocorreu com este projeto. Não há clareza sobre para que os recursos serão destinados, como serão gastos e nem como serão pagos. Eu considero, no mínimo, incoerente votar a favor disso", contou o parlamentar. Outra vereadora que votou contra, Ágatha Barra (PL)afirmou que a medida “coloca Belém em risco de endividamento desnecessário, sem clareza sobre onde e como os recursos serão aplicados”. “Não há informações sobre as ruas ou bairros que serão beneficiados, nem cronograma de execução", afirmou. Barra disse ainda que "vai acionar os órgãos de controle para acompanhar a execução dos recursos". O g1 solicitou à prefeitura de Belém informações mais detalhadas sobre o projeto, mas não havia obtido retorno até a última atualização da reportagem. Vídeos com as principais notícias do Pará

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1ª Feira Literária de Pouso Alegre (FLIPA) abre edital para venda de livros

Publicado em: 23/10/2025 12:10

1ª Feira Literária de Pouso Alegre (FLIPA) abre edital para venda de livros – Crédito: Divulgação Estão abertas até o dia 28 de outubro, as inscrições para autores, editoras, sebos e livrarias interessados em vender seus produtos durante a 1ª Feira Literária de Pouso Alegre. O evento será realizado na Câmara Municipal nos dias 13 e 14 de novembro, quinta e sexta-feira. No edital, disponível no Boletim Oficial do dia 22 de outubro, estão previstas oito vagas para autores naturais ou residentes de Pouso Alegre e cinco vagas para sebos, livrarias e editoras que funcionam no município. Porém, caso as vagas não sejam preenchidas, serão selecionadas pessoas e empresas de outros municípios. Interessados podem se inscrever encaminhando o portfólio e demais documentos necessários para o e-mail comunicacao@pousoalegre.mg.leg.br e preenchendo este formulário. Os critérios de seleção, prazos e demais informações estão disponíveis aqui. O que é a FLIPA? A Feira Literária de Pouso Alegre (FLIPA) foi criada a partir de um projeto de resolução do presidente da Casa, vereador Dr. Edson, e aprovado por unanimidade pelos vereadores no dia 14 de outubro. Entre os objetivos centrais da FLIPA estão estimular o hábito da leitura em todas as faixas etárias, incentivar a produção e circulação literária e valorizar autores locais e regionais. A feira vai acontecer anualmente, no mês de novembro, e fará parte do calendário de eventos da Câmara. Em 2025, a FLIPA será realizada nos dias 13 e 14 de novembro, quinta e sexta-feira. A programação contará com oficinas de escrita criativa e de desenho, rodas de conversa com autores locais e uma peça de teatro. A programação completa será divulgada no site e nas redes sociais da Câmara.

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Saiba quem é Ronivon Teodoro, vice que assume prefeitura de Augustinópolis após morte de prefeito

Publicado em: 23/10/2025 11:38

Ronivon Teodoro, vice-prefeito de Augustiníopolis Prefeitura de Augustinópolis/Divulgação O vice-prefeito de Augustonópolis, Ronivon Teodoro da Silva (PP), de 47 anos, deve assumir a prefeitura da cidade após a morte do prefeito Antônio Caires de Almeida (Republicanos). Ronivon é empresário, casado, tem três filhos e é natural de Guaraí. Segundo informações do Tribunal Superior Eleitoral, Ronivon declarou ter ensino superior completo e um patrimônio de R$ 7.845.180,43, composto por imóveis, veículos, gado e quotas de capital de empresas. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Ronivon foi eleito vice-prefeito em 2024, junto com Antônio Caires, que havia sido prefeito de Augustinópolis por seis mandatos. No último pleito, em 2024, se elegeu com 56,34% dos votos válidos. Antônio Caires morreu na madrugada desta quinta-feira (23), em Brasília, em decorrência de uma saúde debilitada, segundo a assessoria do irmão Amélio Cayres. O velório deve acontecer na casa do prefeito por volta das 17h. O sepultamento está previsto para às 17h de sexta-feira (24), no cemitério municipal de Augustinópolis. LEIA TAMBÉM Prefeito de Augustinópolis morre aos 75 anos Assembleia aprova pedido do governo para fazer empréstimo de R$ 1,7 bilhão Homenagens Nas redes sociais, Ronivon publicou uma homenagem a Antônio Caires, em que lamentou a morte do prefeito e relembrou o período em que esteve com ele. "Tive a honra e a oportunidade de trabalhar ao seu lado, acompanhando de perto sua dedicação, seu amor por Augustinópolis e o compromisso com cada cidadão. Seu legado de trabalho, humildade e serviço ao povo permanecerá vivo na história do nosso município", escreveu o vice. Em nota, o irmão e deputado Amélio Cayres (Republicanos) lamentou a morte e declarou que o considerava "uma das minhas maiores referências de vida". "Antônio do Bar não só me ensinou sobre a vida, mas também foi meu grande líder político. Sempre tratou cada pessoa com estima, me ensinando que representar o povo significa trocar de lugar com cada pessoa para entender a necessidade da população. Ele me ensinou a fazer o certo, independente do lugar e da ocasião", afirmou Amélio Cayres. A Câmara Municipal de Augustinópolis também lamentou a morte do prefeito nas redes sociais. "Um homem simples, amigo de todos e que sempre trabalhou com amor pela nossa cidade. Neste momento de dor, nos unimos à família, aos amigos e a toda população augustinopolina em oração e gratidão pela vida e pelo legado que ele deixa". Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

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Seis anos depois, família ainda pede justiça por jovem linchado por policiais em Sorocaba: 'Foi muito cruel', diz irmão

Publicado em: 23/10/2025 07:26

Lucas Lopes morreu ao ser espancado no dia 1° de janeiro de 2019 Reprodução/Facebook O réveillon é sempre visto pelas pessoas ao redor do mundo como uma forma de estipular metas, renovar ciclos e, também, reforçar os laços entre pessoas queridas. No entanto, uma data que possui um significado tão profundo para tantos se tornou motivo de tristeza - e luta por justiça - para uma família de Sorocaba (SP). Há seis anos, Lucas Lopes havia saído de casa para comemorar o Ano Novo com amigos no bairro Ana Paula Eleutério, conhecido como Habiteto, na zona norte da cidade, mas não voltou mais. Segundo a família, ele foi espancado até a morte por policiais militares que estavam na região e, nesta quinta-feira (22), será realizado o júri popular do acusado do crime. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 Matheus Lopes, irmão de Lucas, relatou ao g1 que três policiais estavam em patrulhamento pelo entorno do bairro para uma operação contra os bailes funk, que acontecem nas ruas. O jovem de 23 anos estava correndo pela rua, quando foi abordado pelos agentes. "Ele estava curtindo com os amigos e correndo na rua, mas havia um policial que estava atrás de toda a 'molecada' que estava na rua, como uma forma de repressão e não ficar na rua. Eles correram em direção ao meu irmão, que foi direto para a casa de um vizinho nosso, mas foi alcançado. A partir disso, ele começou a apanhar muito", lembra. Segundo o familiar, Lucas chegou a ser defendido por moradores da região e recebeu apoio, mas não foi o suficiente. Aos moradores, o policial teria afirmado que o jovem roubou um carro, mas, alterou a versão logo em seguida, dizendo que ele teria atirado uma pedra em direção à viatura. "O policial disse que ele tinha roubado um carro, mas os vizinhos disseram que conheciam o Lucas e sabiam que ele era um menino trabalhador. Logo depois disso, ele alterou a história e disse que ele teria atirado uma pedra contra a viatura. Quando eu e minha mãe chegamos para socorrê-lo, ele já estava desmaiado", conta. Matheus ainda alega que, mesmo chegando ao local para levar o irmão ao hospital, ele e a mãe acabaram hostilizados pelo policial, que teria apontado um revólver em direção a eles. Ele detalha que, durante a abordagem, sentiu muito medo de ser agredido pelo agente. "Nós dois tentamos chegar perto, mas o policial sacou a arma e disse que atiraria se nos aproximássemos. Minha mãe, no instinto de ajudar o filho, até bateu no revólver de um dos agentes, avançou e começou a debater com ele. Em resposta, o policial disse que 'se não quisesse que nada acontecesse com o filho, que deixasse ele dentro de casa'", aponta. Lucas tinha 23 anos quando morreu Reprodução/Facebook Mesmo no chão, Lucas tentou rebater as afirmações dos policiais antes de ficar inconsciente. Ele foi socorrido e encaminhado ao hospital pela própria família, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. "Durante a discussão, o Lucas tentou mexer o dedo com o intuito de dizer que não havia feito aquilo e, mesmo no estado que ele estava, os policiais se recusaram a socorrê-lo. Ele ficou cerca de meia hora desacordado, quando deram a ordem para 'tirá-lo daqui'", diz. "Eu coloquei o meu irmão no carro e dirigi com uma mão no volante e outra tentando fazer massagem cardíaca nele, mas ele não conseguia respirar e cuspia muito. No PA, ele chegou a perder o pulso, mas foi reanimado, entubado e levado para a UTI. Uma hora depois, ele morreu", completa. Ao g1, uma amiga da família afirmou à época do crime que Lucas estava sob efeito de bebidas alcoólicas. Extrovertido e feliz com a vida Matheus descreve o irmão como uma pessoa extrovertida, cheia de amigos e "de bem com a vida". Pouco antes de morrer, ele costumava comprar roupas na capital paulista para vender no interior. "O Lucas era uma pessoa muito conhecida e amada por muita gente. Quando ele morreu, nós fizemos uma passeata como forma de protesto e, até então, eu nunca havia visto tanta gente reunida na minha vida. Meu irmão era uma pessoa boa e trabalhadora, que costumava ir a São Paulo comprar roupas com o Israel, nosso irmão mais velho, e passava nos lugares daqui da cidade vendendo", explica. A relação entre ele e o irmão pode ser descrita como inseparável. Matheus valoriza que, mesmo durante as dificuldades que passaram juntos, eles foram instruídos pela mãe a seguirem um caminho muito distante do crime. Lucas e Matheus tinham uma boa relação entre irmãos Reprodução/Facebook "Existem muitos irmãos que ficam sem se falar, e isso jamais aconteceria dentro da nossa família. Nós passamos por muitas coisas juntos e tivemos uma mãe muito batalhadora. Nunca chegamos a passar fome, mas nós sempre dávamos um jeito para tudo. Nós poderíamos escolher um caminho mais fácil, mas nossa mãe ensinou a sermos pessoas de bem. É uma indignação muito grande", pontua. O cabeleireiro acredita que, se a abordagem dos policiais fossem de uma forma diferente, a história teria um desfecho menos dolorido para todos os envolvidos. "Eu sou uma pessoa suspeita para falar, mas ele era uma pessoa muito feliz, que gostava de dançar, de estar perto dos amigos e de fazer todos darem risada. Se os policiais não tivessem abordado ele dessa forma, isso não teria acontecido. Eles não quiseram nem saber quem era o Lucas ou o que ele fazia da vida. Ele era só alegria", lamenta. Falecimento da mãe e dificuldades emocionais Matheus, Lucas, Israel e Cecília (em ordem) Arquivo pessoal A mãe de Lucas, Matheus e Israel era a pessoa que estava à frente da luta por justiça desde a data da morte do jovem. No entanto, Cecília acabou falecendo há quatro meses, sem receber um desfecho envolvendo o caso do filho. "Minha mãe dizia a todo custo que não ia descansar enquanto não visse a justiça sendo feita e que ia devolver com amor tudo o que entregaram a ela com raiva. Foi uma frase que me marcou bastante, porque foi muito cruel tudo o que fizeram com o Lucas", descreve. Segundo Matheus, a mãe passou a ajudar mais as pessoas necessitadas e colaborar em ações filantrópicas depois que perdeu o filho. Israel, por sua vez, perdeu a filha em decorrência de leucemia cerca de dois anos e meio após a morte de Lucas. "Ela era uma pessoa muito humana e que sempre ajudou muito o próximo, mas passou a viver mais isso depois que o Lucas se foi. Ela transformou a dor em vitória. Abriu uma ONG para ajudar as pessoas por meio da dor do luto. Dois anos e meio depois, o Israel perdeu a filha. E eu perdi meu irmão. Mesmo assim, nós estamos de pé e enfrentando essa luta", conta. Próximo à data do júri popular do policial acusado de matar Lucas, a Câmara Municipal de Sorocaba organizou uma audiência coletiva na última sexta-feira (18). No dia seguinte, os familiares elaboraram um culto ecumênico em homenagem ao jovem no bairro onde moram. MP denunciou o caso O promotor do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) responsável pelo caso, Antônio Farto Neto, explica que o julgamento acontecerá mesmo se o réu não comparecer ao local. Atualmente, o policial militar acusado está aposentado. "O MP denunciou o caso como agressão, que acabou gerando a morte da vítima. Hoje em dia, o policial está aposentado e, se ele não for ao júri, as tramitações acontecerão normalmente. Ele é obrigado a comparecer em todos os autos do processo e, independente disso, o policial corre o risco de ser condenado", explica. De acordo com Farto Neto, o caso foi denunciado pelo MP-SP por ter provas que garantem a segurança de uma condenação. Ele alega não ter contato frequente com a família, por mais que esteja à disposição para diálogo. "O Ministério Público não tem a obrigação de acusar ninguém, então, só trabalhamos com casos onde a prova realmente sustenta uma acusação. Nesse caso, a família tem, inclusive, um assistente de acusação. Nós trabalhamos diversos anos em apenas um caso, então, estamos vendo e revendo constantemente todas as provas de acusação e de defesa", compartilha. "O único caso e local do país onde a própria sociedade senta, avalia a acusação, a defesa e julga é o júri. A transparência dele é importantíssima para todos nós. Se for um acidente já é grave, erro médico também é dolorido, mas assassinato é absurdo", finaliza. O g1 entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) para se posicionar sobre o caso, no entanto, não obteve retorno até a publicação desta reportagem. *Colaborou sob supervisão de Eric Mantuan Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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Vereadores do Rio passam a ter vale-refeição de R$ 1,7 mil

Publicado em: 23/10/2025 05:52

Câmara de Vereadores do Rio, Palácio Pedro Ernesto, parlamento carioca, cinelândia Reprodução TV Globo Vereadores do Rio passam a ter direito a vale-alimentação. A decisão foi publicada no Diário da Câmara Municipal de quinta-feira passada (16), mas o contrato com a empresa fornecedora dos cartões ocorreu em 26 de setembro. O valor do benefício é o mesmo pago a servidores da Casa: R$ 1.739,29. Na prática, isso representa cerca de R$ 217,40 por cada um dos 8 dias em média em que ocorrem as sessões da Câmara do Rio. O g1 apurou que a maior parte delas acontece à tarde. O vale-alimentação se junta a outros benefícios que os parlamentares do Rio recebem mensalmente, além dos salários de cerca de R$ 18,1 mil, como: Auxílio combustível e de manutenção dos veículos; De selos e correspondências; De locação de veículos blindados Em nota, a Câmara informou que "adota o mesmo procedimento que já existe em outros órgãos públicos dos Poderes Legislativo e Judiciário, além do Tribunal de Contas" (leia a íntegra da nota ao fim da reportagem). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1 A contratação da empresa para o fornecimento do vale foi sob a modalidade de pregão eletrônico, e o valor de contrato é de R$ 2.128.890,96 por 24 meses. O horário oficial das votações acontece entre 16h e 18h, mas normalmente se encerra antes das 18h. Há ainda a prática de sessões híbridas às quartas-feiras. Nesses dias, os encontros entre os vereadores começam a partir das 14h30 e eles ficam online fora do Palácio Pedro Ernesto. Após a consulta da reportagem sobre o vale-alimentação, a sessão desta quinta-feira (23) foi marcada para às 10h30. O que diz a Câmara Em nota, a Câmara de Vereadores informou que "adota o mesmo procedimento que já existe em outros órgãos públicos dos Poderes Legislativo e Judiciário, além do Tribunal de Contas. O vale-refeição tem o mesmo valor que é pago aos servidores da Câmara, dentro do estabelecido pela Lei Orgânica do Município e com total transparência". Votação na Câmara de Vereadores do Rio Reprodução/RJ2

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Projeto de concessão do Parque da Cidade é enviado à Câmara de São José dos Campos, SP

Publicado em: 22/10/2025 21:32

Projeto de concessão do Parque da Cidade é enviado à Câmara de São José A Prefeitura de São José dos Campos encaminhou para a Câmara Municipal, nesta quarta-feira (22), o projeto de lei complementar de concessão do Parque da Cidade Roberto Burle Marx. Segundo o projeto, a concessão é por até 35 anos e inclui a administração, gestão, operação e manutenção, além da exploração econômica do parque. O acesso dos usuários deve se manter gratuito. A gestora deverá ainda operar o centro de convenções, construir o novo teatro municipal, fazer obras de restauro do patrimônio histórico, e cercar o parque. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Os serviços de limpeza, vigilância e segurança também estão previstos, e há a previsão de implantação de um setor de alimentação. Parque da Cidade em São José dos Campos Reprodução/TV Vanguarda Segundo a proposta, quando o contrato terminar, os novos equipamentos serão patrimônio municipal. O valor da concessão não é definido no projeto, mas deve vencer quem oferecer o maior valor. O projeto ainda será analisado na Câmara e votado pelos vereadores. Se aprovado, a prefeitura deve abrir a licitação para as empresas interessadas. Por meio de nota, a Prefeitura explicou que o projeto de concessão do Parque da Cidade, protocolado nesta quarta-feira (22) na Câmara Municipal, contemplou as sugestões enviadas pela sociedade no tempo em que esteve disponibilizado para a opinião pública. “Após a apresentação pública do projeto, em 1º de fevereiro do ano passado, houve discussão com vários setores da comunidade para aprimoramento do escopo inicial. Nesse período, a proposta recebeu contribuições dos vereadores e da Associação dos Amigos do Parque da Cidade”, diz a nota. “Com números, valores e dados técnicos mais consolidados, o projeto foi construído nesse um ano e meio de diálogo com todos os interessados e agora vai para a apreciação do Legislativo”, conclui a nota. Prefeitura de São José dos Campos prevê concessão do Parque da Cidade Claudio Vieira/PMSJC Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

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Câmara de Campinas aprova criação do polo de inovação em Barão Geraldo; entenda

Publicado em: 22/10/2025 21:32

Câmara de Campinas (SP) aprovou o projeto que cria o polo de inovação no distrito de Barão Geraldo em sessão nesta quarta (22) Câmara Municipal de Campinas A Câmara de Campinas (SP) aprovou na noite desta quarta-feira (22), em definitivo, o projeto de lei que cria o Polo de Inovação para o Desenvolvimento Sustentável (PIDS), no distrito de Barão Geraldo. Foram 24 votos favoráveis, cinco contrários e uma abstenção - veja abaixo como votou cada vereador. O texto aprovado na Casa prevê transformar uma área de aproximadamente 17 milhões de m² em um “espaço de desenvolvimento tecnológico, de pesquisa, inovação e sustentabilidade”. O plano é transformar parte da área de Zona de Atividade Econômica (ZAE) em Zona Mista (ZM), permitindo que atividades comerciais aconteçam ao lado de residências, “a partir de um modelo desenvolvimento sustentável”, segundo a Prefeitura. Votaram a favor (24) Ailton da Farmácia (PSB) Arnaldo Salvetti (MDB) Benê Lima (PL) Carlinhos Camelô (PSB) Carmo Luiz (Republicanos) Débora Palermo (PL) Dr. Yanko (PP) Edison Ribeiro (União Brasil) Eduardo Magoga (Podemos) Filipe Marchesi (PSB) Guilherme Teixeira (PL) Hebert Ganem (Podemos) Higor Diego (Republicanos) Luis Yabiku (Republicanos) Marcelo Silva (PP) Marrom Cunha (MDB) Mineiro do Espetinho (Podemos) Nick Schneider (PL) Otto Alejandro (PL) Paulo Haddad (PSD) Permínio Monteiro (PSB) Roberto Alves (Republicanos) Rodrigo Farmadic (União Brasil) Ruben Gás (PSB) Votaram contra (5) Fernanda Souto (Psol) Guida Calixto (PT) Gustavo Petta (PCdoB) Paolla Miguel (PT) Wagner Romão (PT) Abstenção (1) Vini Oliveira (Cidadania) O g1 resumiu, abaixo, os principais pontos para entender o projeto com base no texto elaborado pelo Executivo e aprovado por maioria na Câmara. Clique para ler: Onde fica a área incluída no projeto Quais usos do solo serão permitidos Qual é o limite de altura dos prédios Qual é a densidade máxima de moradias Planos de habitação social Quais são as exigências ambientais e de drenagem Como será organizada a mobilidade e a infraestrutura Que incentivos são oferecidos a projetos inovadores Quem fará a gestão e o controle Entenda como Campinas passou de pouso de tropeiros a metrópole referência em inovação Onde fica a área incluída no projeto O projeto abrange duas áreas: a área prioritária, que recebe maior densidade urbana e centralidade; e a área de ampliação, voltada a “projetos inovadores” e expansão de atividades econômicas. O novo zoneamento inclui o polo de alta tecnologia, a zona de expansão e os campi da Unicamp e da PUC-Campinas. Também engloba o HUB Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (HIDS) da Unicamp, com mais de 11 milhões de m², incluindo a Fazenda Argentina. Perímetro do Polo de Inovação e Desenvolvimento Sustentável (PIDS) de Barão Geraldo Prefeitura de Campinas Quais usos do solo serão permitidos Zona de Centralidade (ZC-PADS): uso misto, com habitação multifamiliar vertical, comércio, serviços, atividades institucionais e indústrias de baixa a média incomodidade. Zona de Atividade Econômica (ZAE-PADS): atividades estratégicas de inovação, pesquisa, tecnologia, desenvolvimento econômico e serviços de apoio, sem uso residencial. Qual é o limite de altura dos prédios Área prioritária: até 23 metros. Área de ampliação: até 14 metros, salvo torres de testes e equipamentos tecnológicos. Há ainda restrições para terrenos próximos à vegetação nativa, para proteger microclima e sombra. Qual é a densidade máxima de moradias Área prioritária: até 500 unidades habitacionais por hectare. Área de ampliação: normalmente 220 unidades/hectare, mas projetos considerados inovadores podem chegar a 500 unidades/hectare se incluírem habitação de interesse social. Planos de habitação social O projeto da Prefeitura incentiva moradia vertical de interesse social (HIS) e prevê a criação de um Programa de Locação Social, para facilitar acesso à habitação dentro da zona de centralidade. Esse programa terá como público-alvo estudantes e trabalhadores de baixa renda da região, e deverá ser criado por lei específica no prazo de 360 dias. Apesar de incentivar a habitação popular, o projeto impede alguns tipos de moradias de baixa renda, como o Empreendimento Habitacional de Interesse Social (EHIS-COHAB) e o Empreendimento Habitacional de Mercado Popular (EHMP-COHAB). Quais são as exigências ambientais e de drenagem Áreas verdes: preservação e renaturalização do Ribeirão Anhumas e recomposição de fragmentos de vegetação nativa. Permeabilidade: no mínimo 20% da área do lote deve permitir infiltração da água. Drenagem sustentável: uso de Soluções Baseadas na Natureza (SbN) para reduzir impermeabilização e armazenar excesso de água naturalmente. Espaço público: no mínimo 20% do lote deve ser destinado a áreas acessíveis ao público. Como será organizada a mobilidade e a infraestrutura Pedestres e ciclistas têm prioridade. Quadras maiores que 130 m devem ter passagens internas a cada 130 m. Vias arteriais e coletoras: calçadas de 5 m e 4 m, respectivamente; vias locais com 14 m de largura. Infraestrutura subterrânea: toda a rede de água, esgoto, energia e telecomunicações deve ser subterrânea e compartilhada. Que incentivos são oferecidos a projetos inovadores Empreendimentos que adotem soluções ecológicas - como energia limpa e drenagem natural - terão descontos na outorga onerosa, ou seja, na taxa paga para construir mais do que o permitido originalmente. Loteamentos inovadores devem destinar 30% da área a espaços público e garantir conectividade com a internet. Quem fará a gestão e o controle Um Comitê de Análise formado por representantes das secretarias municipais. Ele define critérios para projetos inovadores, aprova novas construções, acompanha indicadores de desempenho e supervisiona a aplicação da lei. Além disso, obras maiores ou que impactem o entorno exigem Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV). Para obra nova e regularização no raio de 1 km do CNPEM deverá ser obrigatoriamente apresentado EIV/RIV, independentemente da área construída. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

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Acidente com suspeita de fraude processual: PMs não confirmam se viram namorada de Bigodini no banco do motorista

Publicado em: 22/10/2025 21:29

PMs relatam que não viram namorada do vereador Bigodini na posição do motorista Ao serem ouvidos em um inquérito que investiga a suspeita de fraude processual em um acidente envolvendo o vereador Roger Ronan da Silva, o Bigodini (MDB), os mesmos policiais militares que atenderam a ocorrência no fim de setembro em Ribeirão Preto (SP) deram informações diferentes do primeiro registro. Ouvidos pela Polícia Civil em 3 de outubro, cinco dias após o carro do parlamentar atingir um poste na Avenida do Café, os PMs não confirmaram terem visto a namorada do vereador no banco do motorista, como relataram no primeiro boletim de ocorrência, na madrugada de 29 de setembro. A informação foi obtida pela EPTV, afiliada da TV Globo, em uma resposta enviada pela própria defesa do parlamentar ao Conselho de Ética da Câmara, que abriu um processo de cassação por quebra de decoro parlamentar em consequência das suspeitas em torno da conduta de Bigodini. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp A investigação por fraude processual foi iniciada em função de versões divergentes com relação ao acidente e depois da circulação de um vídeo nas redes sociais em que o parlamentar, e não a namorada dele, aparece deixando o banco do motorista após a batida. Além disso, durante o atendimento da ocorrência, nenhum dos dois se submeteu ao teste do bafômetro embora as autoridades tenham notado que o vereador tinha sinais de embriaguez. Bigodini e namorada após acidente de carro em Ribeirão Preto Redes sociais Versões diferentes Logo depois do acidente em 29 de setembro, em um primeiro registro da ocorrência, os PMs disseram que Isabela de Cássia de Andrade Faria, namorada de Bigodini, desembarcou do lado do motorista, se identificou como condutora do veículo e alegou que o vereador estava no banco do passageiro. Mas, segundo um documento apresentado pela própria defesa de Bigodini ao Conseho de Ética da Câmara em 14 de outubro, ao serem ouvidos pela Polícia Civil em 3 de outubro, eles não confirmaram de fato terem visto Isabela no banco do motorista. LEIA TAMBÉM Bigodini pede novo afastamento da Câmara e se pronuncia pela primeira vez em vídeo: 'Quero cuidar da minha saúde' Acidente com Bigodini em Ribeirão Preto: Polícia Civil vai investigar se houve fraude processual Vereador Bigodini e namorada faltam a depoimento à polícia sobre suposta fraude em acidente Um dos PMs alegou ter visto um vulto na porta do motorista se fechando e que Isabela se apresentou como condutora. O outro policial afirmou que não viu Isabela no banco do motorista ao chegar ao local do acidente e que foi ela quem foi ao encontro dos policiais se identificar como condutora. A informação foi apresentada pela defesa de Bigodini para reforçar o argumento de que as investigações criminais contam com informações contraditórias e ausência de provas contundentes que enfraquecem o processo de cassação de Bigodini na Câmara. Bigodini (MDB) está em seu primeiro mandato como vereador de Ribeirão Preto (SP) Câmara Municipal de Ribeirão Preto Da suspeita de fraude processual ao Conselho de Ética O acidente aconteceu na madrugada de 29 de setembro e a polícia investiga se houve fraude processual, uma vez que o vereador e a namorada, Isabela de Cássia, alegam que ela era quem dirigia o carro que bateu em um poste, mas um vídeo mostra Bigodini saindo do veículo pelo lado do motorista. No dia 16 de outubro, o vereador e a namorada faltaram ao depoimento marcado na Polícia Civil para falar sobre o acidente. Seria a primeira vez que o casal falaria oficialmente às autoridades. Advogado de defesa de Bigodini e Isabela, Wesley Felipe Martins justificou a ausência dos clientes no depoimento pelo "direito constitucional de se permanecer em silêncio". No dia 1º de outubro, a Câmara de Vereadores de Ribeirão Preto aprovou a abertura de um processo para o Conselho de Ética analisar a cassação de Bigodini em função dessa suspeita. Dessde então, ele tem apresentado atestados médicos para não comparecer às sessões do legislativo. Em um vídeo publicado nas redes sociais no fim da tarde de segunda-feira (20), no mesmo dia em que pediu um novo afastamento, Bigodini disse que "passou por dias difíceis", que estava abalado e precisou "parar para refletir." Momento em que o carro com o vereador Bigodini e a namorada bate em árvore na Avenida do Café em Ribeirão Preto, SP Câmeras de segurança/Reprodução Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca

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Comunidades tradicionais e construções sustentáveis ganham espaço no novo Plano Diretor de Fortaleza

Publicado em: 22/10/2025 20:28

Entenda a proposta do IPTU Verde, em discussão no novo Plano Diretor de Fortaleza Andar entre plantas e espaços arborizados, depois de um dia cansativo. Terezinha Patrício está há dois meses morando num condomínio do Bairro de Fátima e já adotou a prática de descer às áreas comuns e aproveitar o verde espalhado no empreendimento. “Eu acho importante porque a árvore, a natureza, transmitem uma energia, oxigênio puro. Tem hora que dá vontade de armar a rede ali debaixo e ficar”, conta apontando para um caramanchão cheio de trepadeiras na área de lazer do edifício. Condomínios em Fortaleza têm investido cada vez mais em espaços verdes e soluções que dão ênfase a usos sustentáveis. O edifício de Terezinha tem quinze anos e vem adotando essa mentalidade há algum tempo. Os moradores investiram em rampas de acessibilidade, sensores de presença para economia de energia, sensores de bombeamento de água, substituição de lâmpadas comuns por LED. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp Além disso, há quatro anos, instalaram uma usina de placas solares na laje técnica para produzir a própria energia limpa. “Aqui no condomínio, a gente vem sempre buscando soluções sustentáveis que impactem positivamente o meio ambiente e que sejam vistas a médio e a longo prazo. Até porque a gente pensa muito nas pessoas que virão após a nossa passagem por aqui”, afirma Willame Gomes, o síndico profissional do condomínio. Essas iniciativas sustentáveis têm destaque especial no novo Plano Diretor Participativo e Sustentável de Fortaleza (PDPS), que está sendo debatido este ano e deve ir a votação em novembro na Câmara Municipal. Elas podem ensejar a aplicação de um novo instrumento de incentivo fiscal, o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) Verde. LEIA TAMBÉM: Plano Diretor retoma discussões sobre moradia e preservação ambiental em Fortaleza Vazios urbanos: terrenos abandonados viram alvo de nova proposta urbanística em Fortaleza Iniciativas sustentáveis em condomínios têm destaque no novo Plano Diretor Participativo e Sustentável de Fortaleza. TV Verdes Mares Pela minuta apresentada pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento de Fortaleza (Ipplan), imóveis em que os proprietários, possuidores ou responsáveis adotem ações práticas de conservação e preservação do meio ambiente natural vão conseguir descontos no imposto. “Se o empreendedor, o construtor, ele faz um prédio e ele faz uma pracinha em frente, ele vai cuidar de uma área verde ao lado, um microparque, ou então, no próprio prédio já cria uma série de condições, ele pode ter o IPTU verde, ele vai ter uma redução no IPTU. Porque ele está investindo em áreas verdes ou estimulando a presença de áreas verdes, assumindo a gestão de áreas verdes”, explica Artur Bruno, diretor do Ipplan. Construções sustentáveis e soluções baseadas na natureza Iniciativas sustentáveis em condomínios têm destaque no novo Plano Diretor Participativo e Sustentável de Fortaleza. TV Verdes Mares O novo Plano Diretor prevê aplicar o IPTU Verde a partir de dois grandes eixos: as ações de Sustentabilidade Urbana, que estão relacionadas ao terreno e ao ambiente do entorno e as Construções Sustentáveis, que são aquelas que dizem respeito à eficiência da edificação. No caso da Sustentabilidade Urbana, serão estimuladas as chamadas “Soluções Baseadas na Natureza”, que são intervenções que imitam processos naturais para gerar benefícios ambientais, como reduzir o calor ou gerenciar a água da chuva. Nessa lógica, entram os imóveis que adotam praças e parques, por exemplo. No caso das Construções Sustentáveis, vão ser premiados com o incentivo fiscal os imóveis que implantarem soluções para o reuso da água, utilizarem fontes de energia renovável (como painéis solares), construírem paredes verdes e coberturas verdes, além de implementarem práticas de descarbonização da construção e elementos que contribuam para a melhoria da saúde mental por meio da paisagem, incluindo manifestações artísticas que valorizem a cultura local. Mesmo estabelecendo as regras básicas para o funcionamento do benefício, o Plano Diretor não traz os detalhes de pontuação e percentuais de desconto. Isso deve constar em uma regulamentação futura, uma lei específica a ser elaborada depois da aprovação do PDPS. Aplicação consciente Muitos especialistas acreditam que o IPTU Verde pode ser uma maneira eficiente de garantir uma Fortaleza mais sustentável. Ainda assim, o benefício precisa ser concedido a partir de um rigor técnico e social. “É preciso tomar cuidado com o uso dessas medidas, ver o que é o significado disso. Quanto que o município está perdendo? E o que ele está ganhando?” questiona o professor Renato Pequeno - Coordenador do Laboratório de Estudos da Habitação (LEHAB) da Universidade Federal do Ceará (UFC). “Se for positivo, se for uma operação ganha-ganha, perfeito. Mas é preciso que haja um estudo caso a caso. Se eu vou garantir a melhoria do meu quintal, vou melhorar área de lazer do meu edifício e isso não traz nenhum rebatimento para a cidade, então isso não é justiça social, isso não é combate à desigualdade”, defende Renato Pequeno. O presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil - Departamento do Ceará (IAB), Jefferson John, também defende que haja critérios claros e justos na aplicação para que os descontos não seja apenas uma “questão figurativa”. Algumas perguntas precisam ser respondidas. “Ele vai construir usando materiais de reciclagem? Ou ele vai construir usando técnicas construtivas que utilizem menos água e gerem menos resíduos? Então precisa se aprofundar para que a gente realmente tenha na prática, não só o desconto ou não só a política, mas que a gente possa reverberar no uso dos materiais e na qualidade dos espaços que as pessoas vão habitar” pontua Jefferson. Zona Especial de Comunidades e Povos Tradicionais (ZECT) Zona Especial de Comunidades e Povos Tradicionais de Fortaleza Plano Diretor de Fortaleza Outra novidade importante do novo PDPS de Fortaleza é a criação da Zona Especial de Comunidades e Povos Tradicionais (ZECT). O zoneamento inédito atende a uma demanda histórica de proteção dessas comunidades, garantindo permanência no território e o modo de vida dos moradores. "Nós temos três comunidades ali na área da Praia do Futuro, do Cocó, quase todas elas dentro do Parque do Cocó, que têm características muito próprias. Elas são comunidades tradicionais. Elas vivem e sobrevivem dessas áreas que estão em torno das suas casas", explica Artur Bruno. Vão ser reconhecidas como ZECT as comunidades: Boca da Barra, no bairro Edson Queiroz; Olho D’Água, no bairro Manoel Dias Branco; Casa de Farinha, no bairro Praia do Futuro II Nessas regiões, os moradores preservam práticas seculares de subsistência e mantêm uma relação muito próxima com o território natural. Casa de Farinha às margens do Rio Cocó, em Fortaleza existe há 70 anos. Kílvia Muniz/TV Verdes Mares A Casa de Farinha, por exemplo, existe há 70 anos e foi fundada pelo patriarca, já falecido, José Eugênio e sua esposa, Ana Alves. Às margens do Rio Cocó, ele desenvolveu uma forma simples e comunitária de existir, sobrevivendo da agricultura familiar, da pesca artesanal e do extrativismo por décadas. As práticas foram repassadas aos descendentes que, até hoje, reproduzem o manejo rural em uma das regiões mais valorizadas e nobres da capital cearense. Entrar na comunidade, que tem cerca de 35 moradores, é uma viagem no tempo e um suspiro de ancestralidade. Édson da Silva é neto de José Eugênio e aprendeu com ele e o pai, Raimundo Batista, o ofício da carpintaria e os trabalhos com a palha da carnaúba seca. Hoje, garante renda produzindo e comercializando cobertas de palha para as barracas da Praia do Futuro. "É uma forma de vida completamente diferente de quem mora nas áreas urbanas, né? A gente aprendeu muito com meu avô, que foi o fundador da nossa Casa de Farinha. A gente não se sente vivendo fora da comunidade, onde nós nascemos e crescemos aqui, né?", garante o carpinteiro. Ana Alves da Silva e José Eugênio da Silva, fundadores da comunidade tradicional Casa de Farinha, em Fortaleza. Arquivo Pessoal A casa de farinha que dá nome à comunidade está desativada atualmente, mas há planos de restauração. Enquanto isso, o pai de Édson, Raimundo, de 68 anos, produz tapioca em um forno sustentável rústico de barro. É um anfitrião de mão cheia. “A gente providencia um banquete pro ‘caba’ ficar mais animadinho”, sorri enquanto oferece tapioca quentinha ao visitante. Risco de desapropriação e falta de serviços básicos Casa de Farinha às margens do Rio Cocó, em Fortaleza. TV Verdes Mares Com o reconhecimento dessa e de outras comunidades como ZECT, há grandes esperanças de segurança habitacional e social. O morador da Casa de Farinha, Neto Nascimento, conta que em 2016, durante processo de criação da Unidade de Conservação Estadual do Parque do Cocó, a comunidade por pouco não foi expulsa da região, localizada dentro da reserva. O mesmo risco viveu a comunidade Olho D’Água. “A primeira proposta da poligonal do parque, ela estava na poligonal, aí fizeram um recorte, ela ficou de fora. Agora ela está no limite do parque, mas também é uma comunidade tradicional”, conta Neto. Pertencendo a uma zona especial, a população espera conquistar não apenas o direito de continuar nas suas terras, mas ter acesso a serviços públicos básicos. “A gente não tem energia regular, não temos água regular, não temos saneamento regular, temos uma via de acessibilidade precária”, pontua Neto. “Se tiver uma ocorrência aqui para chamar um SAMU, um serviço público, não entra, não vem. Quando a gente vai fazer qualquer serviço, porque a primeira coisa que pede é o endereço, a gente não tem endereço. Muitas vezes a gente usa endereço de fora”, relata. O professor da UFC Renato Pequeno chama atenção para o fato de que essas zonas especiais de comunidades tradicionais são remanescentes em setores da cidade que têm faixas de praia e beiras de rio. "São áreas que são atrativas para o setor imobiliário. Quais são os meios que vão ser garantidos para que essa população possa permanecer lá? Para além da definição de zona, o que vai ser feito para garantir a preservação desses povos?", questiona o professor. Para os moradores, a esperança é que a implantação da ZECT crie mecanismos para preservar e melhorar a qualidade de vida de povos que resistem mesmo com tantas pressões. "Essas unidades passaram décadas invisibilizadas pelo poder público. Através desse instrumento, a gente tem a chance de fazer uma discussão junto com o poder público, apresentar, olha aqui, nós existimos, essa comunidade existe, essa comunidade está aqui, ela tem o seu modo de vida, tem seus costumes, tem sua forma cultural de viver", finaliza Neto. 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Aprovada lei que proíbe material escolar com conteúdo erótico em MT

Publicado em: 22/10/2025 19:39

Câmara Municipal de Cuiabá Secom/Câmara A Câmara Municipal de Cuiabá aprovou nesta terça-feira (21) um projeto de lei que proíbe a distribuição, em qualquer formato, de livros que contenham conteúdo erótico nas escolas do município. A circulação de conteúdos com o intuito científico ou biológicos não se enquadram na proibição. NO DIÁRIO XXXX Conteúdos utilizados para a representação do corpo humano, ou demonstrações a respeito do sistema reprodutivo podem ser distribuídos na escola, respeitando a faixa etária indicada. O projeto recebeu o parecer favorável da Comissão de Educação com 21 votos no dia 25 de setembro de 2025. O texto ganhou força após ter sido derrubado com ampla maioria no dia 26 de agosto depois do parecer negativo da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), quando os vereadores optaram por seguir sem o andamento da lei. A lei considera conteúdo erótico qualquer material que não seja adequado ao ambiente escolar ou faixa etária dos alunos que pode ser produzido em áudio, vídeo, imagem, desenho, textos escritos ou lidos que contenham de forma explícita ou implícita: Palavrões; Representações eróticas; Órgãos genitais; Relações sexuais ou atos libidinosos; Um projeto semelhante foi votado em 2022 e aprovado pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados. O projeto sugere alterar o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) para incluir uma recomendação de conteúdos a serem distribuídos nos materiais escolares por faixa etária. Veja os vídeos que estão em alta no g1

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