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STF impede Câmara e Prefeitura do PR de vetarem participação da atleta trans Tifanny Abreu na Copa Brasil de Vôlei

Publicado em: 27/02/2026 18:30

CBV e Osasco tentam barrar no STF lei municipal de Londrina sobre atletas trans O Supremo Tribunal Federal (STF) impediu a Câmara e a Prefeitura de Londrina, no norte do Paraná, de vetarem a atleta Tifanny Abreu, jogadora do Osasco São Cristóvão Saúde, de participar da semifinal da Copa Brasil de Vôlei Feminino 2026. O jogo acontece nesta sexta-feira (27), no Ginásio de Esportes Moringão. O Osasco enfrenta o Sesc RJ Flamengo. A decisão foi publicada na tarde desta sexta-feira (27) pela ministra Cármen Lúcia, depois que a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) contestou um requerimento aprovado pela Câmara Municipal para vetar que a jogadora competisse na cidade, com base em uma lei municipal que proíbe a inscrição de atletas transsexuais em competições. Na quinta-feira (26), o juiz Marcus Renato Nogueira Garcia, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) também concedeu uma liminar proibindo o veto da jogadora na partida. ✅ Siga o g1 Londrina e região no WhatsApp Na decisão, a ministra também vedou que sejam aplicadas multas sobre o caso ou que o alvará da realização do evento esportivo seja suspenso, até que a ação passe por exame de mérito - fase principal e mais minuciosa de um processo. "Mostra-se fora de dúvida razoável que há possibilidade de se interpretar e fazer incidir o conteúdo da Lei Municipal n. 13.770/2024, o geraria grande perplexidade e insegurança jurídica e social, por materializar um retrocesso nas políticas de inclusão social, de igualdade de gênero e de promoção da dignidade humana, desenhadas no Brasil nas últimas décadas e reiteradamente validadas em decisões vinculantes emanadas deste Supremo Tribunal", afirmou a ministra na decisão. Enquanto isso, na liminar, o juiz da Vara da Fazenda Pública de Londrina apontou a medida como inconstitucional. "Com o devido respeito, tenho que, ao menos numa impressão inicial, a norma se mostra flagrantemente inconstitucional e não poderá se prestar a embasar atos administrativos restritivos por parte do município de Londrina, impondo penalidades", disse o juiz na liminar. O magistrado também explica na liminar que a legislação municipal não pode contrariar a lei federal. Segundo a liminar, ao proibir a participação de atletas trans, o requerimento "invadiu a competência da União, dos Estados e do Distrito Federal de legislar concorrentemente sobre o desporto". Em nota, a Prefeitura afirmou que vai cumprir a decisão de não vetar Tifanny do jogo desta sexta-feira. "A Prefeitura de Londrina informa que cumprirá a decisão judicial que determinou que o Município se abstenha de impedir a realização da Copa Brasil Feminina de Voleibol, marcada para os dias 27 e 28 de fevereiro. Conforme a determinação, o Município não poderá negar, revogar ou cassar eventual alvará relacionado ao evento, adotando as providências necessárias para o cumprimento da decisão." A assessoria de Tifanny informou que não vai se manifestar sobre o caso, "pois o campeonato é realizado pela CBV e não pelo poder Executivo ou Legislativo de Londrina, não cabendo a eles nenhuma decisão". A assessoria do Osasco São Cristóvão Saúde informou que segue todas as regras da CBV e que a atleta cumpre todos os requisitos técnicos, médicos e de elegibilidade exigidos pela Confederação. Veja a nota completa abaixo. Leia também: Mpox: Paraná registra primeiro caso do vírus mpox do ano, diz Secretaria de Saúde Saúde: Bebê que vive com intestino 6 vezes menor que o ideal ganha alta após ficar internado desde o nascimento, no Paraná Acidente: Duas pessoas morrem e três ficam feridas em acidente com três carros no Paraná Requerimento aprovado na Câmara O requerimento para vetar a participação de Tifanny no jogo foi votado em caráter de urgência e aprovado na quinta-feira (26) na Câmara Municipal de Londrina. Ele foi proposto pela vereadora Jéssica Ramos Moreno (PP), conhecida como Jessicão. A votação terminou com 12 votos favoráveis e 4 votos contra. Veja abaixo. Jessicão alega que o objetivo do requerimento é fazer com que seja cumprida uma lei municipal promulgada em 2024, que proíbe a "participação de atleta identificado em contrariedade ao sexo biológico de seu nascimento em equipes e times esportivos e em competições, eventos e disputas de modalidades esportivas" na cidade. Câmara Municipal de Londrina faz votação de emergência para vetar participação de jogadora trans na semifinal da Copa Brasil de Vôlei Feminino. RPC/Reprodução/Redes Sociais A lei foi criada a partir de um projeto apresentado por Jessicão e prevê "revogação imediata do alvará de realização de evento" e pagamento de multa no valor de R$ 10 mil em caso de descumprimento. A lei, no entanto, não deixa claro se a multa deve ser cobrada da organização do evento ou do clube. Leia mais sobre a lei municipal abaixo. No requerimento que deve ser votado pelo plenário da Câmara na tarde desta quinta-feira, a vereadora solicitou também que jogos em desconformidade com a legislação municipal vigente sejam impedidos, inclusive vedando a participação de qualquer equipe ou atleta que infrinja a lei. Ela também pede que seja revogada a autorização, cessão, apoio institucional ou permissão administrativa — ainda que já concedida — para a equipe Osasco São Cristóvão Saúde, que, segundo ela, inscreveu a atleta "de forma indevida." Veja quais vereadores votaram a favor do requerimento: Chavão (Republicanos) Emanoel (Republicanos) Jessicão (PP) Michele Thomazinho (PL) Roberto Fú (PL) Sídnei Matias (Avante) Antônio Amaral (PSD) Deivid Wisley (Republicanos) Giovani Mattos (PSD) Régis Choucino (PP) Santão (PL) Valdir Santa Fé (PP) Veja quais vereadores votaram contra o requerimento: Anne Ada (PL) Matheus Thum (PP) Professora Flávia Cabral (PP) Paula Vicente (PT) Após a aprovação, a vereadora Paula Vicente (PT) afirmou que pretende fazer um pedido de liminar contra a proposta e vai entrar com uma ação para revogar a lei. A lei A tramitação da Lei Municipal nº 13.770, de 26 de abril de 2024, começou em 2021, quando um projeto de lei foi proposto por Jessicão. O projeto foi aprovado pelo legislativo, mas não foi sancionado pelo então prefeito de Londrina, Marcelo Belinati. Sendo assim, retornou ao legislativo e foi promulgado pelo presidente da Câmara, Emanoel Gomes (Republicanos). Durante a discussão do requerimento, vereadores contrários à proposta também debateram questões relacionadas à clareza da lei aprovada, uma vez que a Lei menciona que a proibição se aplica não só a pessoas transgênero, mas também a gays, lésbicas, bissexuais e até a pessoas cisgênero - termo que define pessoas cuja identidade de gênero corresponde ao sexo biológico atribuído no nascimento. "Para efeito de aplicação desta Lei, define-se como sexo biológico de seu nascimento “Feminino” ou “Masculino”, prevalecendo assim, a proibição da participação de atleta cujo gênero seja identificado em contrariedade ao sexo biológico de seu nascimento: Gay, Lésbica, Bissexual, Pansexual, Intersexual, Assexual, Transexual, Agênero, Não binário de gênero, Cisgênero, Transgênero, Travesti, entre outros", determina um dos parágrafos da lei. A legislação justifica a proibição afirmando que o objetivo é "promover a equidade física e psicológica nas competições, eventos e disputas de modalidades esportivas". A lei ainda determina que bolsas de atletismo ou quaisquer subvenções voltadas ao esporte pela Prefeitura não sejam concedidas para participantes de times e equipes inscritos em modalidades esportivas, coletivas e individuais, cujo gênero seja identificado em contrariedade ao sexo biológico de nascimento. Posicionamento do Osasco "O Osasco São Cristóvão Saúde, instituição que há décadas se dedica ao desenvolvimento e à excelência do voleibol brasileiro, vem a público manifestar seu posicionamento oficial a respeito da situação que envolve a participação da atleta Tifanny Abreu na fase final da Copa Brasil, a ser realizada na cidade de Londrina (PR). Tifanny Abreu atua profissionalmente no voleibol nacional há mais de oito anos. É uma atleta exemplar, dedicada e que cumpre rigorosamente todos os requisitos técnicos, médicos e de elegibilidade exigidos pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), órgão máximo que regula a modalidade no país. Ela está, portanto, regularmente inscrita e apta a disputar qualquer competição sob a chancela da CBV. O Osasco São Cristóvão Saúde entende que as competições esportivas de nível nacional devem ser regidas pelas normas das confederações esportivas nacionais, que possuem a competência técnica e recursos para análise científica para definir os critérios de elegibilidade. A interferência de legislações municipais sobre regras de competições federadas cria um precedente perigoso que ameaça a isonomia e a integridade das disputas esportivas no país. Nosso clube se pauta pelos valores do esporte, que agregam a inclusão, a diversidade e o respeito a todos os indivíduos. Apoiamos integralmente a nossa atleta e defendemos seu direito constitucional ao trabalho e ao exercício de sua profissão, livre de qualquer forma de discriminação." Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias da região em g1 Norte e Noroeste.

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Vereador é acusado de atropelar e matar pescador que estava em bike elétrica, na Serra

Publicado em: 27/02/2026 18:12

Pescador de 62 anos morre após ser atingido por carro enquanto pilotava bike elétrica Um vereador está sendo apontado como o responsável pela morte do pescador aposentado Milton Gonçalves da Silva, de 62 anos, que morreu três dias após ter a bicicleta elétrica atingida por uma caminhonete no último dia 13, no bairro Parque das Gaivotas, na Serra, Grande Vitória. A acusação é feita pela família da vítima. O parlamentar acusado é Agnaldo Couto (DC), de Fundão, na Região Metropolitana de Vitória. Ele foi eleito nas eleições municipais de 2024, é policial militar aposentado e, em 2022, foi condenado por homicídio culposo (quando não há a intenção de matar) no trânsito. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp A defesa do vereador disse que ele dirigia em baixa velocidade e que a bicicleta ingressou rapidamente na pista, "não havendo tempo hábil para qualquer manobra evasiva capaz de evitar o impacto". Imagens feitas no dia do acidente, ocorrido no cruzamento entre as ruas Ibitirama e Ponto Belo, mostram um homem usando o telefone próximo ao corpo do pescador que teve traumatismo craniano, fraturas na costela e na perna, e perfuração no pulmão. LEIA TAMBÉM: INVESTIGAÇÃO: PF pede abertura de inquérito contra governador do ES por troca de mensagens com Macário Neto, preso por venda de sentenças OCORRÊNCIAS: ES registra quase um roubo de bike elétrica por dia em 2025 ACIDENTE: Adolescente que pilotava bike elétrica, desviou de carro e bateu em muro morre após ficar 9 dias internado O vereador de Fundão Agnaldo Couto (DC) é acusado de causar acidente que matou pescador aposentado na Serra, Espírito Santo. Reprodução Segundo Luciana da Silva Lima, sobrinha de Milton que reconheceu o corpo do tio, o homem flagrado é o vereador de Fundão. Ele estaria dirigindo a caminhonete que atingiu a vítima e, após algumas ligações, teria deixado o local. Luciana contou que recebeu mensagens de representantes do parlamentar a fim de resolver a situação. Além disso, segundo a sobrinha da vítima, pessoas que viram o acidente disseram que o motorista apresentava sinais de embriaguez, como fala arrastada e desequilíbrio. Conforme a Polícia Civil, o caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (DDT), que está conduzindo diligências e ouvindo testemunhas. No momento, outras informações não serão divulgadas para evitar interferências na apuração. “Todas as medidas legais foram adotadas e estão seguindo o trâmite dentro do prazo legal.” Polícia Militar apresenta outra versão Procurada, a Polícia Militar informou que foi acionada para a ocorrência, mas que, ao chegar ao local, "nada foi constatado e nenhum dos envolvidos estava presente, fato que foi comunicado ao Ciodes". Em seguida, disse a corporação, a equipe recebeu a informação de que Milton havia sido socorrido e levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Castelândia, no bairro Jacaraípe, na Serra. "No hospital, foi informado aos militares que a vítima já havia recebido alta médica", afirm ua PM em nota. Milton Gonçalves da Silva, de 62 anos, morreu após ter bike elétrica atingida por caminhonete, no Espírito Santo Reprodução No entanto, o pescador foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado ao Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, na mesma cidade, onde ficou internado por três dias antes de morrer. A Polícia Militar foi contestada, mas manteve a nota enviada. Vereador condenado e com carteira de habilitação vencida Conforme o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), Agnaldo Couto já respondeu e foi condenado por uma morte causada em um acidente que aconteceu em 2017 no bairro Residencial Jacaraípe, também na Serra. À época, o então policial militar também dirigia uma caminhonete, mas bateu contra um motociclista. Em 2022, Agnaldo, que respondeu ao processo em liberdade, recebeu pena de dois anos de prisão, convertida em prestação de serviços comunitários, e teve o direito de dirigir suspenso até 2024. Já na data do acidente que matou Milton, apesar de poder dirigir novamente, o parlamentar estava com a carteira de habilitação vencida desde 2018. Conforme a Polícia Militar, ele apresentou um pedido para renovar o documento seis dias após atingir o ciclista. O que diz a defesa do vereador Os advogados que representam Agnaldo Couto alegam que o vereador, imediatamente após o acidente, acionou a Polícia Militar e permaneceu no local, "prestando toda a colaboração necessária, até o momento em que o Sr. Milton foi atendido e encaminhado ao hospital". "Em razão do evidente abalo emocional e estado de choque decorrente da situação, o Sr. Couto foi posteriormente conduzido por terceiros até sua residência". Em relação ao acidente, a defesa diz que o vereador relatou que dirigia em baixa velocidade no momento e que o cruzamento onde o acidente aconteceu não tem sinalização semafórica. "Segundo sua narrativa, a bicicleta elétrica ingressou repentinamente na pista de rolamento, não havendo tempo hábil para qualquer manobra evasiva capaz de evitar o impacto". Em nota, a defesa também menciona o aumento expressivo da circulação de bikes elétricas, fenômeno recente que desafia as estruturas tradicionais do sistema viário. Por fim, dizem que Agnaldo está à disposição das autoridades e que confia na apuração oficial dos fatos para elucidar o caso. A Câmara Municipal de Fundão disse que não recebeu, até o momento, qualquer comunicado ou informação oficial a respeito do ocorrido e, por isso, não se manifestará. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

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Presidente Chico Filho determina recadastro de servidores na Câmara Municipal

Publicado em: 27/02/2026 16:47

Presidente da Câmara Municipal de Maceió, Chico Filho. Arquivo Câmara Municipal de Maceió. O presidente da Câmara Municipal de Maceió, Chico Filho, determinou a realização de um recadastramento geral de todos os servidores efetivos e comissionados do Legislativo. A medida da Mesa Diretora reitera os atos de transparência, eficiência e respeito aos recursos públicos. A determinação de Chico Filho ocorreu durante a sessão desta quarta-feira (11), quando o parlamentar fez uma série de destaques sobre a condução dos trabalhos à frente da Câmara. “A gestão aqui na Câmara de Maceió é baseada em fatos, e tenho recebido apoio da maioria dos vereadores pela forma como estamos conduzindo esta Casa. Por isso, determinei a publicação da Portaria para um recadastramento geral dos servidores, sejam eles efetivos ou comissionados. Todas as nomeações de servidores comissionados da Mesa Diretora seguem rigorosamente a legislação vigente, o Regimento Interno, a Lei Orçamentária, e são cargos criados por lei, publicados em Diário Oficial do Município”, contextualizou Chico Filho. Arquivo Câmara Municipal de Maceió. Quanto aos valores salariais, o presidente da Câmara ressaltou que os pagamentos são públicos e disponíveis para todos os cidadãos por meio do Portal da Transparência do Legislativo. “Falo com bastante propriedade sobre respeito à legislação, pois há dez anos, quando presidi a Câmara, fui o responsável pela criação do Portal da Transparência e de ter colocado esta ferramenta à disposição dos cidadãos. Um portal que seguiu funcionando muito bem nas gestões dos ex-presidentes Kelmann Vieira e Galba Netto, reforçando o compromisso desta Câmara com o controle social e externo”, argumentou Chico Filho. Em outro momento, o presidente da Câmara lembrou que até o presente momento, a Mesa Diretora não havia sido oficiada com documento protocolado na Ouvidoria da Casa, via e-SIC ou ofício na Presidência do Legislativo. “Mesmo sem qualquer tipo de denúncia, esta Mesa Diretora trabalha de forma responsável, com ações imediatas, demonstrando a lisura de suas medidas para determinar o recadastramento geral dos servidores comissionados e efetivos”, finalizou Chico Filho.

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Câmara de Maceió inicia Ano Legislativo com ações inovadoras

Publicado em: 27/02/2026 16:41

Arquivo Câmara Municipal de Maceió. São 27 vereadores atuantes em diversas agendas positivas para garantir aprovações de leis, fiscalizações e contribuir com o desenvolvimento da cidade. A Câmara Municipal iniciou o ano Legislativo de 2026 com uma série de compromissos que já foram cumpridos e estão sendo seguidos pela atual Mesa Diretora. Durante a abertura dos trabalhos nesta terça-feira (3), o presidente Chico Filho elencou diversas iniciativas que aproximam o Poder Legislativo da população. No entendimento do presidente da Câmara, Chico Filho, as perspectivas para este ano são as melhores, já que são 27 parlamentares atuantes, que respeitam a democracia e defendem as suas bandeiras com responsabilidade. “Colocamos em prática aqui na Câmara de Maceió um planejamento audacioso, algo que o prefeito JHC costuma desempenhar muito bem em sua gestão. Nossa gestão no Legislativo tem bases legais e pactuadas com o Ministério Público Estadual de Alagoas. Convocamos 30 novos servidores que passaram no concurso público e hoje integram o quadro funcional da Casa. Nosso Regimento Interno está atualizado e modernizado, e nossa Casa passou por uma reforma necessária, e que hoje contempla todos os servidores”, avalia o presidente. Outras ações foram ressaltadas por Chico Filho com apoio da Mesa Diretora. “Podemos assegurar que a Câmara Municipal tem um novo fôlego e está próxima da população, com as iniciativas do Plenarinho, da Escola do Legislativo, e estas ações atraíram mais de 200 estudantes para a Câmara, algo inédito por aqui. Estamos caminhando em conjunto com a educação, ouvimos a população, aprovamos mais de 170 projetos de lei, milhares de indicações e seguiremos produzindo ações para contribuir com o desenvolvimento de nossa cidade”, garantiu o presidente. Se comunicar com responsabilidade é mais um ato de transparência, conforme Chico Filho. “Nossa Comunicação tem funcionado, produzindo mais de 200 textos jornalísticos, de serviços, de cobertura das ações da Câmara, e intensificando a presença nas redes sociais com a cobertura de tudo o que acontece nas sessões. É mais uma forma eficiente de sermos transparentes”. O presidente Chico Filho finalizou a sua fala com um lema de unidade. “Gosto de trabalhar em grupo, pois entendo que a política tem que ser um verdadeiro instrumento de mudança na realidade”. Participaram da sessão presidida por Chico Filho, as vereadoras Silvania Barbosa, Jeannyne Beltrão, Fátima Santiago, Teca Nelma, Olívia Tenório; e os vereadores Allan Pierre, Aldo Loureiro, Davi Davino, Luciano Marinho, Cal Moreira, Thales Diniz, Milton Ronalsa, Rui Palmeira, Zé Márcio Filho, Siderlane Mendonça, Caio Bebeto, Neto Andrade, Leonardo Dias, Thiago Prado, David Empregos, Jônatas Omena, Galba Netto, Kelmann Vieira, Samyr Malta e Marcelo Palmeira.

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Vereadora da Grande SP que atropelou namorado após ser agredida fala sobre o caso pela 1ª vez; veja VÍDEO

Publicado em: 27/02/2026 14:56

Vereadora na Grande SP atropela namorado e diz ter sido agredida por ele antes do episódio A vereadora Aline Santos (MDB), de 36 anos, se manifestou pela primeira vez sobre o episódio em que atropelou o namorado após relatar ter sido agredida por ele, em Embu das Artes, na Grande São Paulo. Em declaração divulgada após o vídeo do caso ter sido compartilhado nas redes sociais, ela ressaltou que foi vítima de agressão e que o caso "não muda quem eu sou, não muda o meu caráter e nem o meu compromisso com a população". Quero que vocês saibam que esse episódio não muda quem eu sou, não muda o meu caráter e nem o meu compromisso com a população. Logo no começo do vídeo, ela disse que fez "um boletim de ocorrência que segue sob os trâmites legais da Justiça. Eu sempre tratei esse assunto com a seriedade na qual ele deve ser tratado". "Um assunto como esse não deve e não pode ser minimizado. Mas, por se tratar da minha vida pessoal, eu tenho tentado manter com o máximo de discrição possível, em respeito às partes envolvidas", afirmou. Ela acrescentou que o "foco continua sendo o meu trabalho, as demandas da cidade e o segundo mandato que eu recebi com tanto carinho da população embuense. Eu quero agradecer as milhares de mensagens de carinho que eu estou recebendo de todos os lugares do Brasil. Sigo firme, de cabeça erguida e honrando com o meu mandato, que me foi dado com tanta confiança pelo povo embuense". O caso Vereadora denuncia agressão Reprodução O episódio ocorreu na manhã do dia 25 de dezembro do ano passado, por volta das 5h, na Estrada de Itapecerica Campo Limpo, no bairro Jardim Dom José. Segundo boletim de ocorrência, Aline relatou que foi agredida com socos e chutes pelo namorado, Bruno Marcelo Araujo de Souza, após um desentendimento. De acordo com o registro, o casal havia saído para passear de motocicleta quando, em determinado momento, ele parou o veículo e a deixou sozinha na via pública. Ao retornar, teria iniciado as agressões após ser questionado pela vereadora sobre o motivo de tê-la deixado no local. A vereadora sofreu lesões no nariz e na face, além de escoriações nos braços e nas pernas. Após as agressões, ela entrou em seu veículo, um Toyota Corolla branco, para deixar o local. Segundo o depoimento prestado aos guardas civis municipais, Bruno posicionou a motocicleta em frente ao carro para impedir sua saída. Com medo de novas agressões, ela acabou atropelando o homem. A TV Globo teve acesso às imagens. O motociclista vinha em um sentido, em velocidade constante. Segundos depois, o carro de Aline surge na direção contrária e é jogado contra o homem. Ele rola sobre o capô e cai no asfalto. Na sequência, a vereadora passa com o veículo por cima da moto, que estava sobre ele. Segundo o boletim de ocorrência, Bruno fugiu levando o celular da parlamentar. De posse do aparelho, ele passou a enviar mensagens para a assessora da vereadora, afirmando que mataria Aline caso ela registrasse o caso na polícia. O caso foi registrado na Delegacia de Embu das Artes como lesão corporal, ameaça e violência doméstica, com base na Lei Maria da Penha. O g1 não conseguiu contato com a defesa de Bruno. Quem é a vereadora Aline Lima dos Santos (MDB) está em seu segundo mandato consecutivo na Câmara Municipal de Embu das Artes, é assistente social e tem como uma de suas principais bandeiras a representação feminina na cidade. Natural da capital paulista, Aline Lima dos Santos tem 36 anos, é graduada em Serviço Social e afirma ser líder comunitária em 11 comunidades. A vereadora iniciou a trajetória política nas eleições de 2016, quando recebeu 1.353 votos pelo PRP, mas não foi eleita. Entre 2017 e 2020, ocupou o cargo de chefe da Divisão de Fiscalização Tributária no município. Em 2020, foi eleita vereadora para a 15ª legislatura (2021-2024) pelo MDB, com 2.103 votos, sendo a única mulher na Câmara Municipal de Embu das Artes naquele período. Nas eleições de 2024, concorreu novamente ao cargo e foi reeleita com 2.705 votos, passando a exercer o segundo mandato consecutivo.

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Homem joga solvente em companheira, ateia fogo nela e é preso enquanto dormia em barraca infantil, no Paraná

Publicado em: 27/02/2026 13:55

Homem é preso após atear fogo em mulher Uma mulher de 30 anos ficou gravemente ferida após ser queimada, em Sarandi, no norte do Paraná. De acordo com a Polícia Civil (PC-PR), Igor Vinícius da Costa Nogueira, companheiro dela, jogou solvente na vítima e ateou fogo. Ele foi preso em flagrante pela Guarda Civil Municipal (GCM), enquanto dormia em uma barraca infantil no quintal da casa em que mora. A tentativa de feminicídio, conforme a polícia, aconteceu na madrugada desta quinta-feira (26). O g1 tenta identificar a defesa de Igor, que teve a prisão em flagrante convertida para preventiva após passar por audiência de custódia. De acordo com a GCM, que conversou com vizinhos e testemunhas, a vítima trabalha como zeladora em um supermercado da cidade e terminou o turno de serviço às 21h de quarta-feira (26). Neste momento, o homem foi ao local e a agrediu. ✅ Siga o g1 Maringá e região no WhatsApp Igor também foi visto depois esperando por ela na porta de casa e a ofendendo, enquanto a mulher carregava o filho do casal de um ano nos braços. A discussão, então, se estendeu pela madrugada. Por volta das 4h de quinta-feira, a vítima pediu socorro e tentou se abrigar na casa de um vizinho. Contudo, Igor a alcançou, arrastou a companheira pela calçada, jogou solvente de tinta na cabeça e pescoço dela e ateou fogo. Uma moradora conseguiu conter as chamas usando uma mangueira, segundo a GCM. A equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) informou à GCM que a mulher ficou com as vias aéreas comprometidas e teve queimaduras graves, principalmente em cabeça e pescoço. Intubada, ela foi levada à Santa Casa de Maringá. Nesta sexta-feira (27), a vítima foi transferida de helicóptero ao Hospital Evangélico Mackenzie, de Curitiba. Igor foi preso em flagrante e confessou os crimes. GCM Sarandi Leia também: Londrina: Câmara Municipal no Paraná aprova requerimento de urgência para vetar participação de jogadora trans na semifinal da Copa Brasil de Vôlei Feminino Investigação: Ex-secretária de cidade do PR é suspeita de usar acesso às contas de município para pegar R$ 152 mil e é presa ao planejar sair do país, diz MP Entenda: Mulher sente 'dor de garganta', descobre infecção no peito e morre após passar por cirurgia, no Paraná Prisão Após o ataque, de acordo com a GCM, o homem ateou fogo em um sofá que estava em casa e dormiu em uma barraca infantil no quintal. O princípio de incêndio foi contido e o suspeito foi encontrado no quintal. Segundo a Delegacia da Mulher de Sarandi, o investigado admitiu o uso de solvente de tinta para iniciar o fogo. A polícia apura tentativa de feminicídio e também a possível prática de incêndio criminoso. Histórico de violência Moradores relataram à polícia que o casal tem um relacionamento conturbado de aproximadamente seis anos. A polícia informou que, em 2025, houve ao menos três registros de boletim de ocorrência por agressão de Igor contra a companheira: em abril, setembro (quando o suspeito chegou a ser preso e depois solto) e novembro. A vítima não deu continuidade ao pedido de medida protetiva, à época. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: L Leia mais notícias da região em g1 Norte e Noroeste.

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Justiça suspende demolições e novos prédios em SP por ver falhas na revisão do zoneamento

Publicado em: 27/02/2026 11:33

Prédios em construção na cidade de São Paulo Luiz Franco/g1 O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) suspendeu, provisoriamente, a emissão de alvarás para demolições, corte de árvores e construção de novos prédios na capital paulista baseados na Lei de Zoneamento e no Plano Diretor da cidade. O desembargador Luis Fernando Nishi, do Órgão Especial da Corte, entendeu que o processo de revisão das leis, entre 2023 e 2024, não cumpriu requisitos de participação popular e planejamento técnico. "A continuidade da implementação de políticas públicas de ocupação urbana de acordo com as regras impugnadas traduzem riscos de modificações irreversíveis à vida comunitária", diz trecho da medida cautelar publicada na terça-feira (24). A ação foi movida pela Procuradoria-Geral de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que questionou o ritmo apressado do processo legislativo. Procurada, a Câmara Municipal de São Paulo defendeu que a revisão da Lei de Zoneamento respeitou os trâmites legais. Já a Procuradoria-Geral do Município de São Paulo disse que, quando for notificada, avaliará eventual recurso". (Leia mais ao final.) Moradores de Pinheiros fazem protesto contra demolição de casas por construtora em quadra histórica do bairro Aprovada pela Câmara Municipal e sancionada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), a revisão do Zonamento ampliou as áreas da cidade com incentivo para construção de prédios mais altos, especialmente nos entornos de estações de trem e metrô e de corredores de ônibus. O estímulo ao mercado imobiliário intensificou a verticalização em bairros valorizados da cidade, como Pinheiros, na Zona Oeste, e Vila Mariana, na Zona Sul. Na ação, o MP-SP argumentou que as mudanças foram aprovadas após número considerado reduzido de audiências públicas. Isso porque, enquanto o projeto original era enxuto, com apenas quatro artigos, o texto final teve seu conteúdo ampliado significativamente por substitutivos apresentados por vereadores durante a tramitação, sem que houvesse correspondente ampliação do debate público. Para a promotoria, a rapidez com que foi aprovado também impediu planejamento técnico adequado. Ao analisar o pedido de liminar, o desembargador destacou que a reclassificação do uso e ocupação do solo exige uma análise técnica aprofundada sobre os impactos sociais, ambientais e urbanísticos, além de ampla participação comunitária, conforme previsto na Constituição do Estado de São Paulo. Segundo o relator, documentos apresentados no processo -- incluindo informações da prefeitura e da Câmara e relatório técnico do MP-SP -- demonstraram que os requisitos não foram atendidos de maneira satisfatória. A liminar visa evitar danos de difícil reparação ao ordenamento urbano da cidade enquanto o mérito da ação é julgado. Bairro do Tatuapé, na Zona Leste da cidade, passa por intenso processo de verticalização desde os anos 2000 Fábio Tito/G1 O magistrado determinou ainda que o prefeito e o presidente da Câmara prestem informações no prazo de 30 dias. Após essa fase, o processo seguirá para manifestação da Procuradoria-Geral do Estado e novo parecer da Procuradoria-Geral de Justiça, antes do julgamento definitivo pelo Órgão Especial do TJ-SP. Em nota, a Presidência da Câmara Municipal de São Paulo defendeu que a revisão da Lei de Zoneamento respeitou os trâmites legais e disse que recorrerá da decisão no momento adequado, por meio de sua Procuradoria. "A revisão da Lei de Zoneamento foi mediada por um total de 38 audiências públicas e o projeto de lei acompanhado por 64 páginas de justificativa técnica, portanto, a Câmara entende que o TJ-SP foi induzido a erro e, com os devidos esclarecimentos, a ação será julgada improcedente", diz a nota. A Câmara também argumenta que o MP-SP repete os argumentos de uma outra ação extinta pelo tribunal em fevereiro. Procurada, a Procuradoria-Geral do Município de São Paulo disse ainda não foi oficialmente comunicada sobre a decisão e que "quando notificada, fará a análise do caso para ingressar com eventual recurso".

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Mulher sente 'dor de garganta', descobre infecção no peito e morre após passar por cirurgia, no Paraná

Publicado em: 27/02/2026 11:33

Jessica morava em Apucarana e morreu aos 39 anos. Cedidas pela família Jessica Glaciele de Assis, de 39 anos, morreu em Londrina, no norte do Paraná, seis dias após buscar atendimento pela primeira vez para tratar o que achou que se tratava apenas de uma dor de garganta. De acordo com o marido, André Baganha, o diagóstico final confirmou que ela estava com abscesso retrofaríngeo - infecção bacteriana atrás da faringe -, que causou mediastinite - infecção na cavidade torácica, onde ficam os pulmões, o coração e outros órgãos. ✅ Siga o g1 Londrina e região no WhatsApp O casal é de Apucarana, que fica a 55 quilômetros de distância de Londrina. Segundo André, eles procuraram atendimento para Jessica na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Apucarana nos dias 18, 19 e 20 de fevereiro. "Passaram o medicamento para ela e ela tentou engolir em casa, não conseguiu", o marido contou ao g1. "Na quinta (19), retornou lá e foram dar medicamento de novo falando que era garganta. Só que não tinha inchaço na garganta, nada, mas a garganta estava fechando. Foram dar medicamento de novo pra ela. Ela falou: 'não estou conseguindo engolir'. [...] Na sexta (20) teve que retornar, e já estava pior a dor na garganta. Aí uma médica falou: 'isso não é dor de garganta, isso é uma dor interna'", André lembra. O g1 entrou em contato com o município para uma explicação sobre o atendimento prestado à Jessica, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Jessica, então, foi transferida para o Hospital da Providência, em Apucarana. André ressalta que havia um pedido de realização de uma tomografia para avaliar a extensão da infecção. Entretanto, o exame não foi realizado no dia 20. Leia também: Londrina: Câmara Municipal no Paraná aprova requerimento de urgência para vetar participação de jogadora trans na semifinal da Copa Brasil de Vôlei Feminino Investigação: Ex-secretária de cidade do PR é suspeita de usar acesso às contas de município para pegar R$ 152 mil e é presa ao planejar sair do país, diz MP Saúde: Bebê que vive com intestino 6 vezes menor que o ideal ganha alta após ficar internado desde o nascimento, no Paraná Espera por exame Conforme André, Jessica foi colocada em um leito do Hospital da Providência por volta das 17h do dia 20 de fevereiro. A tomografia foi feita às 16h de sábado (21). O marido relatou ter sido comunicado que houve demora porque a máquina que realiza o exame estava quebrada. "Demoraram. Tiraram a tomografia e vieram me falar que era sério, que ela estava com o peito todo infeccionado, pelo fato da infecção ter descido", André contou. Foi solicitada, então, a transferência ao Hospital Universitário (HU) de Londrina. Antes, a equipe médica colocou drenos para retirar pus. André disse ao g1 que a esposa, naquele momento, não conseguia mais se comunicar. O inchaço na garganta impedia a voz de sair e ela também sentia dores no peito. O g1 entrou em contato com o Hospital da Providência, nesta quinta (26) e sexta-feira (27), e questionou sobre o atendimento realizado em Jessica, mas não houve resposta até a última atualização desta reportagem. Jessica em uma das competições de corrida que participou. Cedidas pela família Cirurgia Jessica chegou ao HU de Londrina às 0h30, de acordo com o hospital. No mesmo dia, ela realizou uma cirurgia que o marido se lembra ter durado aproximadamente sete horas. Neste procedimento cirúrgico, segundo o marido, os médicos também drenaram o pus da infecção na caixa torácica. "Foram colocados dois drenos de cada lado do tórax e um no pescoço", ele explicou. Jessica ficou em um leito da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em coma induzido. Entre segunda (23) e terça-feira (24), ela apresentou uma piora no estado de saúde e teve uma parada cardiorrespiratória. A morte dela foi confirmada às 6h46 de terça. Causa da morte O atestado de óbito de Jessica classificou que as causas da morte foram sepse, mediastinite e abscesso retrofaringeo. André contou ao g1 que a equipe médica do HU considerou que a infecção no pescoço pode ter sido causada por um dente inflamado. "Só que ela não sentia o dente. Não estava sentindo o dente, sentia atrás da garganta. A inflamação pelo jeito desceu de um dente para o pescoço e do pescoço para o peito", o marido disse. Quem é Jessica Jessica prativa crossfit e corrida. Cedidas pela família Jessica tem duas filhas, de oito e 20 anos, e foi casada com André por 16 anos. Ela trabalhava em um clube de lazer de Apucarana. Ela compartilhava nas redes sociais a vida ativa que levava, com prática de crossfit e corridas. "Era uma pessoa que se alimentava bem, cuidava do corpo, se alimentava muito, muito bem. E aconteceu isso, essa fatalidade. Eu estive todo o tempo junto com ela", o marido lamenta. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias da região em g1 Norte e Noroeste.

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Novas leis criam Táxi Executivo e Táxi Turismo em João Pessoa; entenda as regras

Publicado em: 27/02/2026 10:38

Taxi Freepik João Pessoa passa a ter duas novas modalidades de táxi: Táxi Executivo e Táxi Turismo. As categorias foram criadas por leis municipais, sancionadas na quinta-feira (26) pelo presidente da Câmara Municipal, vereador Dinho Dowsley (PSD), que exerce interinamente o cargo de prefeito, e publicadas no Diário Oficial do Município. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp A regulamentação, o cadastramento e a emissão dos alvarás caberão à Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob-JP). O que a lei muda no sistema de táxis da capital As novas normas criam categorias específicas dentro do serviço de táxi já existente em João Pessoa. A legislação não substitui o modelo tradicional, mas estabelece critérios próprios para taxistas que desejarem operar como Táxi Executivo ou Táxi Turismo, sempre mediante autorização do poder público municipal. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Táxi Executivo O Serviço de Táxi Executivo cria uma categoria específica dentro do sistema tradicional de táxis de João Pessoa, destinado a passageiros que procuram um serviço com mais conforto. Para ingressar na modalidade, o taxista deve: Estar regular junto à Semob-JP Profissional em dia com as obrigações administrativas e tributárias Condutor que utilize veículo registrado como aluguel (placa vermelha) Os veículos cadastrados no serviço de Táxi Executivo deverão atender a critérios mínimos de padronização e funcionamento. Só serão aceitos automóveis das categorias sedã médio, SUV médio ou superiores, com até cinco anos de fabricação, com ar-condicionado em pleno funcionamento, airbags, vidros e travas elétricas, rodas de liga leve e bancos de couro. A lei também estabelece que os automóveis tenham cor predominantemente preta, design discreto e identificação por adesivo no para-brisa emitido pela Semob-JP. A frota do Táxi Executivo será limitada a até 3,5% do total de táxis da cidade, o que corresponde, inicialmente, a 50 veículos. A lei estabelece que essa limitação tem como objetivo evitar desequilíbrios no mercado e preservar a sustentabilidade econômica tanto do serviço convencional quanto do executivo. O texto legal também prevê um período de transição de até três anos para que os permissionários se adequem integralmente às exigências. Durante esse prazo, a Semob-JP poderá autorizar a operação desde que sejam cumpridos requisitos mínimos, como CNH válida, curso básico de direção defensiva e conduta adequada no atendimento ao público. Táxi Turismo O Serviço de Táxi Turismo cria uma modalidade específica dentro do sistema tradicional de táxis de João Pessoa, destinada ao atendimento de turistas e visitantes da cidade. A proposta é que o transporte seja acompanhado da prestação de informações sobre pontos turísticos, eventos culturais, esportivos, gastronômicos e históricos do município. Para ingressar na modalidade, o taxista deve: Ser permissionário ou auxiliar regular do serviço de táxi Possuir curso de Guia de Turismo Estar devidamente credenciado junto ao município Utilizar adesivo identificador específico no veículo A autorização para atuação como Táxi Turismo será concedida pela Semob-JP em conjunto com a Secretaria Municipal de Turismo. A licença poderá ser suspensa ou cancelada em caso de descumprimento das regras previstas em lei. Assim como no Táxi Executivo, os valores cobrados pelo Táxi Turismo não são definidos diretamente na legislação e dependerão de regulamentação específica da Semob-JP. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

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Inaugurada em Santarém, usina solar vai suprir 60% da demanda energética do TRE do Pará

Publicado em: 27/02/2026 10:15

Usina solar vai suprir 60% da demanda energética do TRE do Pará Com 2.576 placas solares e uma potência de 1,7 MWp, a Usina Fotovoltaica Diogo Seixas Condurú foi inaugurada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE do Pará) na noite da quarta-feira(25), no município de Santarém, oeste paraense. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp O complexo de 14 mil m² representa um marco para a economia e a sustentabilidade do Tribunal, com capacidade para atender 60% do consumo de energia elétrica da sede e das 101 Zonas Eleitorais do estado. A Usina, que tem previsão de economizar anualmente R$ 1,67 milhão, foi inaugurada pelo presidente do TRE do Pará, desembargador José Maria Teixeira do Rosário. “Nós somos o segundo TRE do Brasil a ter esse projeto de energia limpa, o primeiro foi o do Paraná. Com essa Usina, vamos preservar o meio ambiente e economizar recursos que serão geridos com racionalidade para beneficiar todas as unidades eleitorais do estado", afirmou o desembargador-presidente. Iniciado em 2022, o projeto é fruto do esforço contínuo das gestões dos desembargadores José Maria Teixeira do Rosário (atual), Leonam Gondim da Cruz Junior (2024-2025) e Luzia Nadja Guimarães Nascimento(2022-2023). A usina fotovoltaica recebeu o nome de Diogo Seixas Condurú Thalles Puget / Ascom TRE do Pará "Um dos princípios da vida pública é a continuidade administrativa. Por isso, faço questão de parabenizar os gestores anteriores, que iniciaram este empreendimento. E, hoje, graças ao nosso esforço para superar desafios financeiros e logísticos, concretizamos esse sonho que simboliza o compromisso com a sustentabilidade e com a modernização da gestão”, declarou José Maria Teixeira do Rosário. Em três anos e meio de execução, a viabilização da usina envolveu a cessão do terreno pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU), a realização de serviços de infraestrutura, saneamento e terraplanagem da área, em parceria com a Prefeitura de Santarém, até a instalação das placas solares e a conexão final com a rede elétrica da concessionária. Ao priorizar a geração de energia limpa e renovável, o TRE do Pará reduz a emissão de gases de efeito estufa e alinha a Justiça Eleitoral às metas globais de sustentabilidade, convertendo a luz solar em economia direta para os cofres públicos e diminuindo o impacto ambiental institucional. Convidados Além do desembargador-presidente, a mesa de honra da cerimônia de inauguração foi composta pela juíza substituta da Corte Eleitoral, Carina Senna; pelo juiz da 20ª Zona Eleitoral de Santarém, Gabriel Veloso; pelo prefeito José Maria Tapajós; pela vice-presidente da OAB-PA, subseção Santarém, Cinthia Soares; pelo advogado Rafael Fecury, ex-membro da Corte Eleitoral do Pará, e, ainda, por Paulo Condurú, pai do homenageado Diogo Seixas Condurú. Também participaram da programação, o diretor-geral do TRE, Bruno Giorgi Almeida; a secretária de Planejamento, Elaine Machado; a secretária de Administração, Hérika Sodré; o secretário de Tecnologia da Informação, Felipe Brito; e a chefe de gabinete da Presidência, Flávia Sousa; além de magistrados, servidores e colaboradores do Regional. E ainda diversas autoridades locais, incluindo representantes da Câmara Municipal, da Defensoria Pública da União, e do Ministério Público. Homenageado A usina fotovoltaica recebeu o nome de Diogo Seixas Condurú, em homenagem ao jurista e professor que integrou a Corte Eleitoral como juiz substituto e titular entre 2020 e 2023. Vítima de um câncer, o magistrado faleceu em agosto de 2025, aos 45 anos de idade. Durante a cerimônia, ele foi lembrado por sua trajetória de excelência na advocacia, na magistratura e na docência paraense. “O Diogo se fez respeitar pela dedicação e competência. Além de um homem público merecedor de todas as homenagens, era um amigo de uma humildade desproporcional ao seu talento. Ele era força, energia e luz. Eternizar seu nome nesta usina é uma honra justa, pois ele passava para todos nós essa mesma energia que agora será gerada aqui", declarou o advogado Rafael Fecury. Ao lado do presidente do TRE, o pai do homenageado também participou do descerramento da placa inaugural. "Estou muito feliz por essa homenagem ao meu filho, que sempre foi um parceiro e um grande amigo. Agradeço em nome de toda a família por esse gesto. Ele nos deixou muito cedo, mas o seu legado e a sua memória seguem vivos, agora também através desta usina", ressaltou Paulo Condurú. A solenidade encerrou com o acionamento simbólico das placas fotovoltaicas da Usina Diogo Seixas Condurú, localizada na intersecção das avenidas Curuá-Una e Marechal Castelo Branco, no bairro Interventoria. Com a obra em operação, Santarém, que é o terceiro maior colégio eleitoral do estado com mais de 246 mil eleitores, se consolida como um polo de referência na produção de energia limpa para a Justiça Eleitoral no Pará. “A instalação desta usina em Santarém é um divisor de águas. Além da proteção ao meio ambiente, o projeto destaca nosso estado na vanguarda da economia de energia elétrica. É uma medida eficiente que vai liberar recursos públicos para o que mais importa: o fortalecimento da democracia e o atendimento ao cidadão", ressaltou o juiz da 20ª Zona Eleitoral do município, Gabriel Veloso. VÍDEOS: mais vistos do g1 Santarém e Região

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Vereadores de Campo Grande analisam isenção de R$ 12 milhões para evitar aumento da tarifa de ônibus

Publicado em: 26/02/2026 19:52

g1 em 1 Minuto Mato Grosso do Sul: greve do transporte coletivo em Campo Grande A Câmara Municipal de Campo Grande deve votar, na próxima semana, um projeto que autoriza a prefeitura a deixar de cobrar cerca de R$ 12 milhões em impostos do Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo da capital. O benefício fiscal é concedido ao consórcio desde 2012, com autorização dos vereadores, com a justificativa de manter o valor da passagem mais baixo para os usuários. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp O projeto prevê a isenção do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) em 2026. Segundo a prefeitura, a medida é necessária para evitar aumento na tarifa de ônibus em Campo Grande. O líder da prefeita na Câmara, vereador Beto Avelar (PP), defende a proposta. “Qual é a importância disso? Isso ajuda a diminuir, no fim das contas, o custo da passagem para a população. Mas nós estamos cobrando um mau serviço prestado pelo Consórcio Guaicurus", esclareceu. Em dezembro do ano passado, os vereadores derrubaram a continuidade da isenção para 2026. A decisão ocorreu durante uma das maiores greves do transporte público da cidade, causada pelo atraso no pagamento de salários e gratificações. Durante quatro dias, os ônibus ficaram nas garagens e os terminais vazios. A suspensão do benefício, no entanto, durou pouco. Agora, um novo projeto de lei foi enviado à Câmara em regime de urgência. A proposta pode ser votada já na próxima semana. "[..] Quando a prefeitura isenta, ela está adiantando esse dinheiro, deixando de cobrar para que o passageiro não faça esse pagamento do imposto”, disse o presidente da Casa, vereador Epaminondas Neto, conhecido como Papy (PSDB). A vereadora Ana Portela (PL) é contra o benefício. Ela foi relatora da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Coletivo, concluída no ano passado, cujo relatório está sob análise de órgãos do Judiciário. "A gente não viu, desde que a CPI foi finalizada, o relatório entregue ao Ministério Público, a prefeitura, o Executivo, tomar realmente uma atitude em relação ao transporte público aqui da nossa cidade. A população paga caro por um serviço totalmente ineficiente", finalizou. Além do debate na Câmara, a situação do transporte coletivo também é acompanhada pela Justiça. Vereadores durante sessão da Câmara de Campo Grande. Izaias Medeiros A Justiça estabeleceu o dia 9 de março como prazo para que a prefeitura e as agências reguladoras apresentem um plano de ação para uma possível intervenção no sistema. A decisão aponta indícios de que o consórcio não estaria cumprindo o contrato. O presidente da Comissão Permanente de Transporte da Câmara, vereador Dr. Lívio (União), afirma que 197 ônibus circulam com prazo de uso vencido, acima do limite previsto em contrato, e precisam ser substituídos. “Até agora a prefeitura ainda não se manifestou a respeito da troca dos ônibus. A gente exige que essa troca aconteça. A gente já fez todos os atos possíveis e a conversa com a prefeita. A prefeita falou com todas as palavras que não tem condição de intervir no consórcio, no transporte coletivo. Ela não tem condição, mas está buscando solução conjunta com o governo do Estado para mudar o transporte coletivo da capital, que precisa mudar.” Transporte coletivo de Campo Grande. Reprodução Veja vídeos de Mato Grosso do Sul

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TRE-SP julga improcedente ação contra vereador de Salmourão por suposta compra de votos

Publicado em: 26/02/2026 19:27

vereador de Salmourão (SP), Wesley Barbosa (PSD) Reprodução/Câmara Municipal O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) julgou improcedente a ação contra o vereador Wesley Barbosa (PSD), que apurava possível compra de votos nas eleições municipais de Salmourão (SP). Cabe recurso da decisão. A decisão foi tomada por unanimidade em sessão plenária realizada na terça-feira (24), em segunda instância. A informação foi confirmada pelo TRE ao g1 nesta quinta-feira (26). 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Segundo o TRE-SP, a ação foi proposta pelo Ministério Público Eleitoral em 16 de dezembro de 2024, para apurar suposta a compra de votos - captação ilícita de sufrágio - que teria ocorrido por meio da promessa de conserto de veículo automotor. O TRE-SP não divulgou outros detalhes sobre as investigações iniciadas à época. Segundo o órgão, a decisão ainda pode ser contestada em terceira instância, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O g1 pediu nota de posicionamento à Câmara Municipal de Salmourão e ao vereador Wesley Barbosa, mas não obteve retornos até a publicação desta reportagem. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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Câmara Municipal no Paraná aprova requerimento de urgência para vetar participação de jogadora trans na semifinal da Copa Brasil de Vôlei Feminino

Publicado em: 26/02/2026 18:00

Câmara Municipal de Londrina faz votação de emergência para vetar participação de jogadora trans na semifinal da Copa Brasil de Vôlei Feminino. RPC/Reprodução/Redes Sociais A Câmara Municipal de Londrina, no norte do Paraná, aprovou nesta quinta-feira (26), em caráter de urgência, um requerimento para vetar a participação de uma jogadora trans na semifinal da Copa Brasil de Vôlei Feminino, que será sediada na cidade. A competição acontece na sexta-feira (27) e é organizada pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). O requerimento foi proposto pela vereadora Jéssica Ramos Moreno (PP), conhecida como Jessicão, que solicitou que o caso fosse discutido com urgência na sessão ordinária realizada nesta quinta-feira na Câmara Municipal. A votação terminou com 12 votos favoráveis e 4 votos contra. Veja abaixo. No requerimento, a vereadora cita nominalmente a atleta Tifanny Abreu, jogadora do Osasco São Cristóvão Saúde, que se prepara para enfrentar o Sesc RJ Flamengo na sexta-feira, às 18h30, no Ginásio de Esportes Moringão, em Londrina. ✅ Siga o g1 Londrina e região no WhatsApp Jessicão alega que o objetivo do requerimento é fazer com que seja cumprida uma lei municipal promulgada em 2024, que proíbe a "participação de atleta identificado em contrariedade ao sexo biológico de seu nascimento em equipes e times esportivos e em competições, eventos e disputas de modalidades esportivas" na cidade. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A lei foi criada a partir de um projeto apresentado por Jessicão e prevê "revogação imediata do alvará de realização de evento" e pagamento de multa no valor de R$ 10 mil em caso de descumprimento. A lei, no entanto, não deixa claro se a multa deve ser cobrada da organização do evento ou do clube. Leia mais sobre a lei municipal abaixo. No requerimento que deve ser votado pelo plenário da Câmara na tarde desta quinta-feira, a vereadora solicitou também que jogos em desconformidade com a legislação municipal vigente sejam impedidos, inclusive vedando a participação de qualquer equipe ou atleta que infrinja a lei. Ela também pede que seja revogada a autorização, cessão, apoio institucional ou permissão administrativa — ainda que já concedida — para a equipe Osasco São Cristóvão Saúde, que, segundo ela, inscreveu a atleta "de forma indevida." Veja quais vereadores votaram a favor do requerimento: Chavão (Republicanos) Emanoel (Republicanos) Jessicão (PP) Michele Thomazinho (PL) Roberto Fú (PL) Sídnei Matias (Avante) Antônio Amaral (PSD) Deivid Wisley (Republicanos) Giovani Mattos (PSD) Régis Choucino (PP) Santão (PL) Valdir Santa Fé (PP) Veja quais vereadores votaram contra o requerimento: Anne Ada (PL) Matheus Thum (PP) Professora Flávia Cabral (PP) Paula Vicente (PT) Após a aprovação, a vereadora Paula Vicente (PT) afirmou que pretende fazer um pedido de liminar contra a proposta e vai entrar com uma ação para revogar a lei. A assessoria de Tifanny informou que não vai se manifestar sobre o caso, "pois o campeonato é realizado pela CBV e não pelo poder Executivo ou Legislativo de Londrina, não cabendo a eles nenhuma decisão". O g1 procurou a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) que disse em nota que está adotando todas as medidas cabíveis para garantir a participação de Tifanny. "A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) está adotando todas as medidas legais cabíveis para garantir a participação de atletas legalmente inscritos na Copa Brasil. A jogadora Tifanny Abreu, do Osasco São Cristóvão Saúde, está elegível para a participação pelos critérios estabelecidos na política de elegibilidade de atletas trans da CBV", informou a Confederação. A assessoria do Osasco São Cristóvão Saúde informou que segue todas as regras da CBV e, no momento, aguarda o resultado das medidas tomadas pela entidade. Leia também: Mpox: Paraná registra primeiro caso do vírus mpox do ano, diz Secretaria de Saúde Saúde: Bebê que vive com intestino 6 vezes menor que o ideal ganha alta após ficar internado desde o nascimento, no Paraná Acidente: Duas pessoas morrem e três ficam feridas em acidente com três carros no Paraná A Lei A tramitação da Lei Municipal nº 13.770, de 26 de abril de 2024, começou em 2021, quando um projeto de lei foi proposto por Jessicão. O projeto foi aprovado pelo legislativo, mas não foi sancionado pelo então prefeito de Londrina, Marcelo Belinati. Sendo assim, retornou ao legislativo e foi promulgado pelo presidente da Câmara, Emanoel Gomes (Republicanos). Durante a discussão do requerimento, vereadores contrários à proposta também debateram questões relacionadas à clareza da lei aprovada, uma vez que a Lei menciona que a proibição se aplica não só a pessoas transgênero, mas também a gays, lésbicas, bissexuais e até a pessoas cisgênero - termo que define pessoas cuja identidade de gênero corresponde ao sexo biológico atribuído no nascimento. "Para efeito de aplicação desta Lei, define-se como sexo biológico de seu nascimento “Feminino” ou “Masculino”, prevalecendo assim, a proibição da participação de atleta cujo gênero seja identificado em contrariedade ao sexo biológico de seu nascimento: Gay, Lésbica, Bissexual, Pansexual, Intersexual, Assexual, Transexual, Agênero, Não binário de gênero, Cisgênero, Transgênero, Travesti, entre outros", determina um dos parágrafos da lei. A legislação justifica a proibição afirmando que o objetivo é "promover a equidade física e psicológica nas competições, eventos e disputas de modalidades esportivas". A lei ainda determina que bolsas de atletismo ou quaisquer subvenções voltadas ao esporte pela Prefeitura não sejam concedidas para participantes de times e equipes inscritos em modalidades esportivas, coletivas e individuais, cujo gênero seja identificado em contrariedade ao sexo biológico de nascimento. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: L Leia mais notícias da região em g1 Norte e Noroeste.

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Empresa alvo de acusação segue com contratos com a prefeitura até o final da investigação, diz Nunes

Publicado em: 26/02/2026 17:37

Rodolfo Marinho da Silva, ex-secretário-adjunto do Turismo, e Gustavo Pires, agora ex-diretor presidente da SPTuris. Reprodução O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta quinta-feira (26) que a empresa investigada por suposta ligação com o secretário-adjunto de Turismo demitido, Rodolfo Marinho, continuará prestando serviços à Prefeitura enquanto durarem as apurações da Controladoria-Geral do Município (CGM). "Vamos abrir a licitação para a contratação de nova empresa. Enquanto a gente não tiver uma empresa contratada, tenho, por necessidade da sua mão de obra, de mantê-la e as pessoas vão receber o seu salário", disse. A investigação envolve a MM Quarter Produções, empresa que mantinha contratos que somam R$ 239 milhões com a SPTuris. O caso levou à demissão do então secretário-adjunto de Turismo Rodolfo Marinho, apontado como possível sócio oculto da empresa, e à troca na presidência da SPTuris, que terá o subprefeito da Sé, Coronel Salles, no lugar de Gustavo Pires. A empresa MM Quarter está registrada em nome de Nathalia Carolina da Silva Souza, ex-sócia de Rodolfo Marinho. Nathalia e Marinho já foram sócios em outra empresa de comunicação e também trabalharam juntos em gabinete parlamentar. A MM Quarter passou a obter contratos de maior valor com a SPTuris após a nomeação de Marinho para a Secretaria Municipal de Turismo (leia mais abaixo). Nunes anuncia demissão de secretário-adjunto e presidente da SPTuris após denúncias Nunes explicou nesta quinta que Gustavo Pires, o agora ex-presidente da SPTuris, quem pediu para sair por causa da investigação, já que foi ele quem assinou os contratos. “A melhor coisa é isso, é que o atual presidente, que assinou esses contratos, saia da empresa para que a fiscalização, toda a investigação, ela possa fluir da melhor forma possível.” Nesta quinta, o prefeito disse ainda que até o momento não foram identificadas irregularidades na execução dos contratos. “Os contratos serão cancelados? Vai ser cancelado", afirmou. “Como eu falei, até o presente momento, a Controladoria não identificou nada com relação ao contrato. Não tem, até o presente momento, nada de superfaturamento, não tem nenhum pagamento de serviço não prestado." Em seguida, o prefeito afirmou que a apuração será conduzida pela CGM e poderá ser estendida a outras secretarias, caso haja vínculos com a empresa investigada. De acordo com o prefeito, dois auditores fiscais foram designados para fazer um “pente-fino” nos contratos da Quarter e de empresas relacionadas. “Dois auditores fiscais atuam, a partir de hoje, dentro da SPTuris, para poder fazer a análise de todos os contratos, de todas as informações necessárias”, afirmou. Segundo o prefeito, ao final da investigação, se forem constatadas irregularidades, os contratos poderão ser rescindidos e a prefeitura assumirá a operação de forma provisória, com possibilidade de absorver funcionários. Investigação O prefeito afirmou que a CGM identificou duas procurações que davam amplos poderes ao secretário-adjunto demitido e a outro empresário, identificado como Vitor. “Essa procuração, tanto para o Rodolfo Marinho como para esse Vitor, são procurações com amplos poderes. Amplos.” Segundo ele, os documentos permitiam controle total da empresa. “Abrir conta, fechar conta, trocar senha, admitir pessoas, demitir pessoas, fazer tudo.” Nunes relatou ainda que Rodolfo Marinho negou qualquer vínculo com a empresa antes da descoberta do documento. “Na conversa comigo, na minha frente, olhando no meu olho, jurou que não tinha nenhuma relação com a empresa.” “Quando foi ontem, quarta-feira, a controladoria me traz um documento do cartório, comprovando que ele tinha relação. Então, demiti na hora.” O que levou à demissão Na noite desta quarta-feira (25), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), demitiu o secretário-adjunto de Turismo, Rodolfo Marinho. Nunes anunciou ainda que o subprefeito da Sé, Coronel Salles, assumirá a presidência da SPTuris, no lugar de Gustavo Pires. As demissões ocorrem após investigação para apurar denúncia de contratos milionários com empresa de ex-sócia de Marinho. A denúncia foi publicada, inicialmente, pelo portal Metrópoles e diz que a empresa MM Quarter Produções e Eventos está no nome de Nathalia Carolina da Silva Souza, que além de ex-sócia, também trabalhou com Marinho em um gabinete de deputado. A Controladoria Geral do Município (CGM) abriu a investigação a partir do próprio prefeito Ricardo Nunes (MDB). Rodolfo Marinho da Silva, ex-secretário-adjunto do Turismo, e Gustavo Pires, agora ex-diretor presidente da SPTuris. Reprodução Segundo o apurado pelo g1, desde 2022, a agência Quarter assinou ao menos 24 contratos só com a SPTuris para prestação de serviços de eventos. Eles somam mais de R$ 239 milhões em quatro anos. A MM Quarter diz que "as insinuações divulgadas não correspondem à realidade dos fatos". (leia mais abaixo) Um dos contratos ativos é para a contratação de guias de turismo bilíngues para o atendimento de turistas durante o carnaval de rua da capital paulista. O contrato é de R$ 9,4 milhões. Nathalia foi sócia minoritária do secretário Rodolfo Marinho da Silva em uma empresa de comunicação, a Legiscom Publicidade e Consultoria LTDA, que prestou serviços eleitorais ao vereador Gilberto Nascimento JR (PL) e o pai dele, o deputado federal Gilberto Nascimento, nas campanhas de 2020 e 2022. Ela tinha 1% da empresa. Nathália e Rodolfo Marinho também trabalharam juntos no gabinete do deputado estadual Rodrigo Moraes (PL) em 2017, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A MM Quarter só começou a ganhar contratos vultosos com a SPTuris depois que Rodolfo Marinho foi indicado pelo prefeito como secretário municipal de Turismo. 📌 Nesta reportagem você vai ler: A Controladoria Geral do Município (CGM) abriu investigação administrativa após denúncia envolvendo contratos da SPTuris. A apuração envolve uma empresa fornecedora que firmou ao menos R$ 239 milhões em contratos com a Prefeitura de São Paulo desde 2022. A empresa MM Quarter Produções e Eventos está registrada em nome de Nathalia Carolina da Silva Souza, ex-sócia do atual secretário-adjunto de Turismo, Rodolfo Marinho. Nathalia e Marinho já foram sócios em outra empresa de comunicação e também trabalharam juntos em gabinete parlamentar. A empresa passou a obter contratos de maior valor com a SPTuris após a nomeação de Marinho para a Secretaria Municipal de Turismo. Registros mostram que Nathalia assumiu como única dona da empresa 13 dias antes da nomeação oficial de Marinho como secretário. Antes da mudança societária, a empresa atuava com serviços de manutenção e limpeza e depois passou a organizar eventos. Documentos indicam que Nathalia declarava residência em um imóvel na Vila Sabrina, na periferia da Zona Norte, e posteriormente informou morar em endereço comercial na Avenida Roque Petroni Júnior, na Zona Sul. O telefone cadastrado da empresa em contratos públicos pertence ao presidente de uma ONG que também possui contratos milionários com a gestão municipal. Parlamentares da oposição acionaram o Ministério Público e pediram investigação sobre possível favorecimento e uso de empresa “laranja”. A Prefeitura afirma que determinou apuração completa sobre eventuais irregularidades. Guias de Turismo contratados para o carnaval de rua de SP em contrato entre a SPTuris e a MM Quarter, que agora está sob investigação da Controladoria do Município. Divulgação/PMSP Segundo o Diário Oficial e os registros da Jucesp, Marinho foi formalmente nomeado secretário por Nunes em 20 de abril de 2022. Treze dias antes, no dia 13 de abril de 2022, sua então ex-sócia foi registrada na Jucesp como dona única da MM Quarter. Durante a campanha de reeleição de Nunes, Marinho deixou a titularidade da pasta, tornando-se secretário-adjunto. Quem assumiu o posto principal do Turismo, em junho de 2024, foi o atual secretário Rui Alves de Souza Júnior, pastor evangélico e deputado estadual pelo Republicanos. Segundo documentos da Junta Comercial de SP (Jucesp), aos quais o g1 teve acesso, a MM Quarter antes era uma empresa de prestação de serviços de manutenção e limpeza, até que, em 13 de abril de 2022, Nathalia Carolina assumiu como única sócia e mudou a atividade social da empresa para uma microempresa de organização de feiras e eventos, exposições e festas, entre outras qualificantes econômicas. Rodolfo Marinho é o atual secretário-adjunto da Secretaria Municipal de Turismo, após ter sido titular da pasta até junho de 2024. Divulgação/PMSP Um ano depois, em 20 de maio de 2023, a empresa passou de micro para empresa de pequeno porte (EPP), segundo a Jucesp. Apesar da mudança na razão social da empresa, o endereço — um terreno com pequenas casas na Vila Sabrina, na periferia da Zona Norte, onde Nathalia Carolina afirmou morar — permaneceu o mesmo, mesmo ela sendo a única proprietária de uma cota de R$ 1,2 milhão da empresa de eventos. Ela só saiu da sociedade com o secretário-adjunto na Legiscom Publicidade em 09 de maio de 2022, após já ter assumido sozinha a MM Quarter. Registros da Junta Comercial de SP (Jucesp) mostram a sociedade entre Nathália Souza e o secretário adjunto Rodolfo Marinho da Silva. Reprodução/Jucesp A Junta Comercial atualizou o endereço dela no registro da empresa apenas nesta segunda-feira (23), depois que a reportagem do Metrópoles apontou as coincidências estranhas dessa relação comercial entre Natália e Rodolfo Marinho. Agora, a empresária afirma que é dona majoritária de uma cota de R$ 3,5 milhões da agência e que mora num prédio comercial da Avenida Roque Petroni Júnior, no Jardim das Acácias, Zona Sul, mesmo endereço da nova sede da empresa (veja destaque no documento). Na portaria, a reportagem foi informada que o prédio da Roque Petroni que agora aparece na Jucesp é apenas de salas comerciais, sem unidades habitacionais. Segundo a MM Carter, "a evolução patrimonial [da Natália] é compatível com a atuação da empresa no mercado." Salas em prédio comercial da MM Quarter, onde sócia diz que mora Rodrigo Rodrigues/g1 Prédio comercial onde Nathalia diz morar Rodrigo Rodrigues/g1 O telefone registrado como contato da MM Quarter Produções e Eventos nos contratos entre a empresa da Nathália e a SPTuris pertence a Marcelo Camargo Moraes, que é presidente da ONG Associação de Bem Estar, Esporte e Cultura (ASA)– que tem outros contratos com a gestão Nunes desde 2022 que somam mais de R$ 212 milhões, em várias áreas. Ao anunciar a demissão de Rodolfo Marinho, o prefeito Ricardo Nunes disse nas redes sociais que a Controladoria do Município encontrou uma procuração da empresária Natália Souza dando amplos poderes para que Marinho administre a MM Quarter. Fontes da prefeitura dizem que o documento assinado por Natália autorizava o agora ex-secretário-adjunto a movimentar contas bancárias, assinar documentos pela empresa, etc. O Bom Dia SP, da TV Globo, teve acesso ao documento e mostra que a procuração vigorou de agosto de 2023 até agosto de 2025, enquanto vários contratos da MM Quarter com a SPTuris estavam em vigor (veja abaixo). No texto, Rodolfo Marinho recebeu até o direito de demitir e admitir empregados da MM Quarter. A procuração da empresária Natália ao agora ex-secretário-adjunto do Turismo, Rodolfo Marinho da Silva. Reprodução O que diz a MM Quarter "A MM Quarter vem a público esclarecer, de forma objetiva e responsável, os questionamentos apresentados, reiterando que as insinuações divulgadas não correspondem à realidade dos fatos. 1.Rodolfo Marinho é sócio oculto da MM Quarter? Não procede. O quadro societário da MM Quarter encontra-se regularmente registrado na Junta Comercial. A empresa não possui sócios ocultos nem qualquer estrutura paralela de controle societário. 2. Por que o nome de Marcelo Camargo Moraes não consta no quadro societário? O Sr. Marcelo mantém vínculo contratual com a MM Quarter na modalidade de prestação de serviços por Pessoa Jurídica, com emissão regular de nota fiscal pelos serviços prestados. 3. Qual o papel do Sr. Marcelo Camargo Moraes na empresa? Marcelo exerce a função de líder de operação e gestão da empresa, atribuições previstas em seu contrato. O instrumento contratual está disponível para consulta pelas autoridades competentes. 4. Sobre a alegação de que a sócia majoritária seria “laranja” (o g1 não fez essa pergunta). A afirmação é inverídica. A sócia está sempre presente e exerce funções efetivas de direção, gestão, tomada de decisões estratégicas, condução operacional e acompanhamento da execução dos contratos assinados pela empresa. Sua evolução patrimonial é compatível com a atuação da empresa no mercado. Seus bens constam na declaração de Imposto de Renda e estão formalmente registrados e declarados às autoridades competentes. 5. Sobre a alegação relativa à residência da sócia A sócia não reside no imóvel divulgado. A fotografia mencionada data do ano de 2011 e refere-se a imóvel no qual a sócia residiu há pelo menos 12 anos. A utilização de registro desatualizado induz a interpretação equivocada dos fatos. 6. Há parentes do Sr. Marcelo Camargo Moraes na empresa? A MM Quarter possui estrutura formal de contratação e processos administrativos regulares. Eventuais vínculos pessoais não configuram irregularidade, desde que inexistente conflito de interesses ou violação legal, o que não ocorre. Todas as contratações observam a legislação trabalhista e as normas internas da empresa. 7.A Sra. Nathalia Carolina da Silva Souza gostaria de se manifestar sobre a investigação e sobre o suposto apontamento de que seria “laranja” da empresa? A Sra. Nathalia prefere não se manifestar sobre o tema. A empresa reafirma seu compromisso com a legalidade e a transparência, confiando que os fatos serão devidamente apurados. 8- Segundo o apurado pelo g1, desde 2022, a agência Quarter assinou 19 contratos só com a SPTuris para prestação de serviços de eventos. Eles somam mais de R$ 229 milhões em quatro anos. Um dos contratos ativos atualmente - em 2026 - é para a contratação de guias de turismo bilíngues para o atendimento de turistas durante o carnaval de rua da capital paulista. O contrato é de R$ 9,4 milhões. O contrato mencionado possui valor global estimado de R$ 9,4 milhões, conforme previsto no instrumento contratual. Contudo, é importante esclarecer que se trata de contrato por demanda, cujo valor representa teto máximo estimado e não necessariamente o montante integral executado. Especificamente em relação ao Carnaval de Rua, o valor efetivamente utilizado para a operação foi de R$ 2.987.443,57, correspondente aos serviços efetivamente demandados e prestados no período." Registro da Alesp mostra que Natália e Rodolfo Marinho foram colegas de gabinete na Alesp em 2017. Reprodução/Alesp O que dizem os demais envolvidos A reportagem também procurou o secretário adjunto Rodolfo Marinho questionando se houve favorecimento da ex-sócia durante a gestão dele, mas não obteve retorno. Em nota, o vereador Gilberto Nascimento e o deputado Gilberto Nascimento afirmaram que "não têm qualquer relação e desconhecem os negócios da empresa mencionada pela reportagem. A relação com o sr. Rodolfo Marinho, secretário adjunto do Turismo, é profissional." Por meio de nota, a gestão municipal disse que o prefeito Ricardo Nunes determinou “toda e qualquer apuração, inclusive sobre eventuais irregularidades cometidas por agentes públicos” envolvidos no suposto esquema. “O prefeito Ricardo Nunes solicitou na manhã de sexta-feira a abertura de um processo investigatório na Controladoria Geral do Município (CGM) para apurar eventuais irregularidades em relação às empresas citadas na reportagem. O prefeito determinou à CGM toda e qualquer apuração, inclusive sobre eventuais irregularidades cometidas por agentes públicos também citados pelo portal”, declarou. A reportagem questionou se o sr Marcelo Camargo Moraes, presidente da ONG ASA - Associação de Bem Estar, Esporte e Cultura - também será investigado, mas também não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. Oposição pede investigação Diante das denúncias e da própria investigação da CGM, vários parlamentares da oposição ingressaram com um pedido de investigação no Ministério Público de São Paulo contra a SPTuris, a MM Quarter e o secretário Rodolfo Marinho. Uma delas é do vereador Nabil Bonduki (PT), que também protocolou um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal de SP para apurar todos os eventos da SPTuris que tem a MM Quarter foi contratada com intermediária, contratante e contratada. “Acabo de protocolar a criação de uma CPI para investigar os contratos da prefeitura na realização de eventos na cidade. O Carnaval acaba, mas as empresas e ONGs com contratos suspeitíssimos com a prefeitura continuam”, escreveu o petista nas redes sociais. Os vereadores Nabil Bonduki (PT) e Luana Alves (PSOL) solicitaram ao Ministério Público que investigue os contratos da MM Quarter com a SPTuris. Montagem/g1/Reprodução/Rede Câmara “Isso é surreal! A empresa [MM Quarter] manda nota de qualquer coisa e a prefeitura paga. A mesma empresa presta quase todo tipo de serviço [na SPTuris]. De copo de água, guias, produtores, fotos... Tudo. É preciso investigar fundo tudo isso”, argumentou. A vereadora Luana Alves e as deputadas Sâmia Bomfim e Mônica Seixas - todas do PSOL - também acionaram o Ministério Público para investigar R$ 229 milhões em contratos da Prefeitura de SP com a Quarter, sob suspeita de uso de “empresa laranja”. “Estamos falando de milhões em contratos públicos sob suspeita. Se há uso de empresa laranja, possível favorecimento e falhas graves de fiscalização, isso não é detalhe burocrático, é um indício de desvio da finalidade da máquina pública”, afirmou Luana Alves (PSOL). “O Carnaval de São Paulo não pode ser transformado em mecanismo de transferência de recursos para grupos privados às custas da transparência e do interesse coletivo”, declarou. O g1 procurou o MP para falar das representações e recebeu o seguinte retorno: "O MPSP confirma ter recebido as Notícias de Fato abaixo, as quais estão em análise, no momento NF 0695.0000135/2026, da BANCADA FEMINISTA DO PSOL NF 0695.0000138/2026, do NABIL GEORGES BONDUKI". Todos os contratos firmados entre a SPTuris e a MM Quarter desde 2022. Reprodução/SPTuris Veja os vídeos que estão em alta no g1

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Procuração aponta possível 'sociedade oculta' entre empresária e ex-secretário-adjunto em contratos da SPTuris

Publicado em: 26/02/2026 15:26

Controladoria da capital investiga contratos de quase R$ 240 milhões da SPTuris O controlador-geral do Município de São Paulo, Daniel Falcão, disse nessa quinta-feira (26) que a demissão do secretário-adjunto da secretaria de Turismo da cidade, Rodolfo Marinho, pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), foi motivada por uma forte desconfiança de "possível sociedade oculta" entre o agora ex-secretário e a empresária dona da empresa MM Quarter. O g1 e a TV Globo tiveram acesso ao documento que motivou a demissão de Marinho e do presidente da SPTuris, Gustavo Pires, e ele mostra que Rodolfo Marinho, mesmo sendo secretário-adjunto do Turismo tinha poder para abrir contas, contratar e demitir funcionários e até gerir o dinheiro da empresa que tinha contratos milionários com a SPTuris. Conforme o portal Metrópoles publicou e o g1 confirmou, Rodolfo Marinho era sócio de Nathalia Carolina da Silva Souza em uma empresa de consultoria política até poucos dias antes de ele assumir o cargo da Secretaria Municipal de Turismo da gestão Ricardo Nunes (MDB), em 2022. A procuração da empresária Natália ao agora ex-secretário-adjunto do Turismo, Rodolfo Marinho da Silva. Reprodução Poucos dias antes da nomeação do ex-sócio, Nathalia abriu a empresa MM Quarter Produções como sócia única. A empresa começou a ganhar contratos milionários com a SPTuris durante a gestão de Rodolfo Marinho na Secretaria Municipal de Turismo. Foram ao menos 24 contratos assinados com a empresa, que somam mais de R$ 239 milhões. Na semana passada, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) determinou uma investigação da CGM nos contratos da Quarter e o órgão descobriu uma procuração registrada no 36° Cartório da Vila Maria onde Nathalia concedia amplos poderes de gestão da empresa dela para o agora ex-secretário-adjunto. O controlador-geral do Município de São Paulo – Daniel Falcão – e o agora ex-secretário de Turismo de São Paulo, Rodolfo Marinho. Montagem/g1/Reprodução/TV Globo e José Luis da Conceição/Secom/PMSP Segundo o controlador Daniel Falcão, que investiga o caso dentro da prefeitura, o documento descoberto pela PGM pode significar que Nathalia Carolina e Rodolfo Marinho tinham uma sociedade oculta que atuava dentro da prefeitura. “É possível haver uma sociedade oculta porque, tanto o secretário-adjunto quanto a sócia, que aparece no quadro societário da Quarter, dava amplos poderes de contratar, demitir e fazer transações bancárias. Então, isso é um indício forte de que haja sócios ocultos [dentro da MM Quarter]”, declarou o CGM ao SP1 da TV Globo. Por causa do escândalo, o prefeito Ricardo Nunes anunciou na noite desta quarta-feira (26) a demissão de Rodolfo Marinho e também do presidente da SPTuris, Gustavo Pires, que estava no cargo desde 2021. Pires foi substituído no comando da SPTuris pelo subprefeito da Sé, Coronel Marcelo Salles. “O coronel Salles, através da sua presidência, dar toda a colaboração para Controladoria continuar as investigações. Nós não permitiremos no nosso governo nenhum tipo de ilegalidade ou irregularidade”, disse Nunes em vídeo publicado nas redes sociais. “Os próximos passos são apurar os contratos, ver o que tem de errado, apurar desde o início da licitação. E apurar a relação indevida do ex-secretário-adjunto e a empresa [MM Quarter]. É muito evidente e, ao mesmo tempo, ajudar a SPTuris a resolver a questão”, declarou (veja vídeo abaixo). O prefeito Ricardo Nunes também disse em coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (26) que a CGM identificou uma segunda procuração onde a empresária Nathália Souza também dava amplos poderes de gestão da MM Quarter para outra pessoa que se chama Vitor. “A controladoria identificou duas procurações. Uma para o Rodolfo Marinho e uma para um cara chamado Vitor, que eu não me lembro o sobrenome. Mas é um que ele é sócio de alguma empresa que presta serviço pra Prefeitura de São Paulo. Essa procuração, tanto para o Rodolfo Marinho como para esse Vitor, são procurações com amplos poderes. Amplos. Abrir conta, fechar conta, trocar senha, admitir pessoas, demitir pessoas, fazer tudo”, disse NUnes. “Aparentemente, eu só tô dizendo assim porque a gente tem que tomar cuidado pra não ter questionamento judicial, a minha percepção é de que quem é dono mesmo desse negócio [MM Quarter] é o Rodolfo [Marinho] e esse Vitor”, declarou o prefeito. Nunes anuncia demissão de secretário-adjunto e presidente da SPTuris após denúncias “É uma impressão que eu tenho. Ninguém de uma forma normal, ou pelo menos de uma forma assim que a gente tem o costume de ver, daria uma procuração com tantos poderes pra alguém se não tivesse uma relação muito próxima, né?”, completou. Nunes também afirmou que colocou dois funcionários da CGM dentro da SPTuris, a partir desta quinta (26), para fazer um pente fino em todos os contratos da empresa municipal com a MM Quarter, investigada. “Dois auditores fiscais atuam, a partir de hoje, dentro da SPTuris, para poder fazer a análise de todos os contratos, de todas as informações necessárias. E, a partir dessa análise, inicia-se o processo de nova licitação para substituir essa empresa [MM Quarter]”, disse o prefeito do MDB. Investigação da CGM A Controladoria Geral do Município (CGM) abriu a investigação sobre as relações entre Rodolfo Marinho com a MM Quarter a partir de um pedido do próprio prefeito Ricardo Nunes, em razão de matérias publicadas pelo portal Metrópoles sobre o assunto. Segundo o apurado pelo g1, desde 2022, a agência Quarter assinou ao menos 24 contratos só com a SPTuris para prestação de serviços de eventos. Eles somam mais de R$ 239 milhões em quatro anos. A MM Quarter diz que "as insinuações divulgadas não correspondem à realidade dos fatos". (leia mais abaixo) Um dos contratos ativos é para a contratação de guias de turismo bilíngues para o atendimento de turistas durante o carnaval de rua da capital paulista. O contrato é de R$ 9,4 milhões. Nathalia foi sócia minoritária do secretário Rodolfo Marinho da Silva em uma empresa de comunicação, a Legiscom Publicidade e Consultoria LTDA, que prestou serviços eleitorais ao vereador Gilberto Nascimento JR (PL) e o pai dele, o deputado federal Gilberto Nascimento, nas campanhas de 2020 e 2022. Ela tinha 1% da empresa. Nathália e Rodolfo Marinho também trabalharam juntos no gabinete do deputado estadual Rodrigo Moraes (PL) em 2017, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A MM Quarter só começou a ganhar contratos vultosos com a SPTuris depois que Rodolfo Marinho foi indicado pelo prefeito como secretário municipal de Turismo. Rodolfo Marinho da Silva, ex-secretário-adjunto do Turismo, e Gustavo Pires, agora ex-diretor presidente da SPTuris. Reprodução 📌 Nesta reportagem você vai ler: A Controladoria Geral do Município (CGM) abriu investigação administrativa após denúncia envolvendo contratos da SPTuris. A apuração envolve uma empresa fornecedora que firmou ao menos R$ 239 milhões em contratos com a Prefeitura de São Paulo desde 2022. A empresa MM Quarter Produções e Eventos está registrada em nome de Nathalia Carolina da Silva Souza, ex-sócia do atual secretário-adjunto de Turismo, Rodolfo Marinho. Nathalia e Marinho já foram sócios em outra empresa de comunicação e também trabalharam juntos em gabinete parlamentar. A empresa passou a obter contratos de maior valor com a SPTuris após a nomeação de Marinho para a Secretaria Municipal de Turismo. Registros mostram que Nathalia assumiu como única dona da empresa 13 dias antes da nomeação oficial de Marinho como secretário. Antes da mudança societária, a empresa atuava com serviços de manutenção e limpeza e depois passou a organizar eventos. Documentos indicam que Nathalia declarava residência em um imóvel na Vila Sabrina, na periferia da Zona Norte, e posteriormente informou morar em endereço comercial na Avenida Roque Petroni Júnior, na Zona Sul. O telefone cadastrado da empresa em contratos públicos pertence ao presidente de uma ONG que também possui contratos milionários com a gestão municipal. Parlamentares da oposição acionaram o Ministério Público e pediram investigação sobre possível favorecimento e uso de empresa “laranja”. A Prefeitura afirma que determinou apuração completa sobre eventuais irregularidades. Guias de Turismo contratados para o carnaval de rua de SP em contrato entre a SPTuris e a MM Quarter, que agora está sob investigação da Controladoria do Município. Divulgação/PMSP Segundo o Diário Oficial e os registros da Jucesp, Marinho foi formalmente nomeado secretário por Nunes em 20 de abril de 2022. Treze dias antes, no dia 13 de abril de 2022, sua então ex-sócia foi registrada na Jucesp como dona única da MM Quarter. Durante a campanha de reeleição de Nunes, Marinho deixou a titularidade da pasta, tornando-se secretário-adjunto. Quem assumiu o posto principal do Turismo, em junho de 2024, foi o atual secretário Rui Alves de Souza Júnior, pastor evangélico e deputado estadual pelo Republicanos. Segundo documentos da Junta Comercial de SP (Jucesp), aos quais o g1 teve acesso, a MM Quarter antes era uma empresa de prestação de serviços de manutenção e limpeza, até que, em 13 de abril de 2022, Nathalia Carolina assumiu como única sócia e mudou a atividade social da empresa para uma microempresa de organização de feiras e eventos, exposições e festas, entre outras qualificantes econômicas. Rodolfo Marinho é o atual secretário-adjunto da Secretaria Municipal de Turismo, após ter sido titular da pasta até junho de 2024. Divulgação/PMSP Um ano depois, em 20 de maio de 2023, a empresa passou de micro para empresa de pequeno porte (EPP), segundo a Jucesp. Apesar da mudança na razão social da empresa, o endereço — um terreno com pequenas casas na Vila Sabrina, na periferia da Zona Norte, onde Nathalia Carolina afirmou morar — permaneceu o mesmo, mesmo ela sendo a única proprietária de uma cota de R$ 1,2 milhão da empresa de eventos. Ela só saiu da sociedade com o secretário-adjunto na Legiscom Publicidade em 09 de maio de 2022, após já ter assumido sozinha a MM Quarter. Registros da Junta Comercial de SP (Jucesp) mostram a sociedade entre Nathália Souza e o secretário adjunto Rodolfo Marinho da Silva. Reprodução/Jucesp A Junta Comercial atualizou o endereço dela no registro da empresa apenas nesta segunda-feira (23), depois que a reportagem do Metrópoles apontou as coincidências estranhas dessa relação comercial entre Natália e Rodolfo Marinho. Agora, a empresária afirma que é dona majoritária de uma cota de R$ 3,5 milhões da agência e que mora num prédio comercial da Avenida Roque Petroni Júnior, no Jardim das Acácias, Zona Sul, mesmo endereço da nova sede da empresa (veja destaque no documento). Na portaria, a reportagem foi informada que o prédio da Roque Petroni que agora aparece na Jucesp é apenas de salas comerciais, sem unidades habitacionais. Segundo a MM Carter, "a evolução patrimonial [da Natália] é compatível com a atuação da empresa no mercado." Salas em prédio comercial da MM Quarter, onde sócia diz que mora Rodrigo Rodrigues/g1 Prédio comercial onde Nathalia diz morar Rodrigo Rodrigues/g1 O telefone registrado como contato da MM Quarter Produções e Eventos nos contratos entre a empresa da Nathália e a SPTuris pertence a Marcelo Camargo Moraes, que é presidente da ONG Associação de Bem Estar, Esporte e Cultura (ASA)– que tem outros contratos com a gestão Nunes desde 2022 que somam mais de R$ 212 milhões, em várias áreas. Ao anunciar a demissão de Rodolfo Marinho, o prefeito Ricardo Nunes disse nas redes sociais que a Controladoria do Município encontrou uma procuração da empresária Natália Souza dando amplos poderes para que Marinho administre a MM Quarter. Fontes da prefeitura dizem que o documento assinado por Natália autorizava o agora ex-secretário-adjunto a movimentar contas bancárias, assinar documentos pela empresa, etc. O Bom Dia SP, da TV Globo, teve acesso ao documento e mostra que a procuração vigorou de agosto de 2023 até agosto de 2025, enquanto vários contratos da MM Quarter com a SPTuris estavam em vigor (veja abaixo). No texto, Rodolfo Marinho recebeu até o direito de demitir e admitir empregados da MM Quarter. A procuração da empresária Natália ao agora ex-secretário-adjunto do Turismo, Rodolfo Marinho da Silva. Reprodução O que diz a MM Quarter "A MM Quarter vem a público esclarecer, de forma objetiva e responsável, os questionamentos apresentados, reiterando que as insinuações divulgadas não correspondem à realidade dos fatos. 1.Rodolfo Marinho é sócio oculto da MM Quarter? Não procede. O quadro societário da MM Quarter encontra-se regularmente registrado na Junta Comercial. A empresa não possui sócios ocultos nem qualquer estrutura paralela de controle societário. 2. Por que o nome de Marcelo Camargo Moraes não consta no quadro societário? O Sr. Marcelo mantém vínculo contratual com a MM Quarter na modalidade de prestação de serviços por Pessoa Jurídica, com emissão regular de nota fiscal pelos serviços prestados. 3. Qual o papel do Sr. Marcelo Camargo Moraes na empresa? Marcelo exerce a função de líder de operação e gestão da empresa, atribuições previstas em seu contrato. O instrumento contratual está disponível para consulta pelas autoridades competentes. 4. Sobre a alegação de que a sócia majoritária seria “laranja” (o g1 não fez essa pergunta). A afirmação é inverídica. A sócia está sempre presente e exerce funções efetivas de direção, gestão, tomada de decisões estratégicas, condução operacional e acompanhamento da execução dos contratos assinados pela empresa. Sua evolução patrimonial é compatível com a atuação da empresa no mercado. Seus bens constam na declaração de Imposto de Renda e estão formalmente registrados e declarados às autoridades competentes. 5. Sobre a alegação relativa à residência da sócia A sócia não reside no imóvel divulgado. A fotografia mencionada data do ano de 2011 e refere-se a imóvel no qual a sócia residiu há pelo menos 12 anos. A utilização de registro desatualizado induz a interpretação equivocada dos fatos. 6. Há parentes do Sr. Marcelo Camargo Moraes na empresa? A MM Quarter possui estrutura formal de contratação e processos administrativos regulares. Eventuais vínculos pessoais não configuram irregularidade, desde que inexistente conflito de interesses ou violação legal, o que não ocorre. Todas as contratações observam a legislação trabalhista e as normas internas da empresa. 7.A Sra. Nathalia Carolina da Silva Souza gostaria de se manifestar sobre a investigação e sobre o suposto apontamento de que seria “laranja” da empresa? A Sra. Nathalia prefere não se manifestar sobre o tema. A empresa reafirma seu compromisso com a legalidade e a transparência, confiando que os fatos serão devidamente apurados. 8- Segundo o apurado pelo g1, desde 2022, a agência Quarter assinou 19 contratos só com a SPTuris para prestação de serviços de eventos. Eles somam mais de R$ 229 milhões em quatro anos. Um dos contratos ativos atualmente - em 2026 - é para a contratação de guias de turismo bilíngues para o atendimento de turistas durante o carnaval de rua da capital paulista. O contrato é de R$ 9,4 milhões. O contrato mencionado possui valor global estimado de R$ 9,4 milhões, conforme previsto no instrumento contratual. Contudo, é importante esclarecer que se trata de contrato por demanda, cujo valor representa teto máximo estimado e não necessariamente o montante integral executado. Especificamente em relação ao Carnaval de Rua, o valor efetivamente utilizado para a operação foi de R$ 2.987.443,57, correspondente aos serviços efetivamente demandados e prestados no período." Registro da Alesp mostra que Natália e Rodolfo Marinho foram colegas de gabinete na Alesp em 2017. Reprodução/Alesp O que dizem os demais envolvidos A reportagem também procurou o secretário adjunto Rodolfo Marinho questionando se houve favorecimento da ex-sócia durante a gestão dele, mas não obteve retorno. Em nota, o vereador Gilberto Nascimento e o deputado Gilberto Nascimento afirmaram que "não têm qualquer relação e desconhecem os negócios da empresa mencionada pela reportagem. A relação com o sr. Rodolfo Marinho, secretário adjunto do Turismo, é profissional." Por meio de nota, a gestão municipal disse que o prefeito Ricardo Nunes determinou “toda e qualquer apuração, inclusive sobre eventuais irregularidades cometidas por agentes públicos” envolvidos no suposto esquema. “O prefeito Ricardo Nunes solicitou na manhã de sexta-feira a abertura de um processo investigatório na Controladoria Geral do Município (CGM) para apurar eventuais irregularidades em relação às empresas citadas na reportagem. O prefeito determinou à CGM toda e qualquer apuração, inclusive sobre eventuais irregularidades cometidas por agentes públicos também citados pelo portal”, declarou. A reportagem questionou se o sr Marcelo Camargo Moraes, presidente da ONG ASA - Associação de Bem Estar, Esporte e Cultura - também será investigado, mas também não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. Oposição pede investigação Diante das denúncias e da própria investigação da CGM, vários parlamentares da oposição ingressaram com um pedido de investigação no Ministério Público de São Paulo contra a SPTuris, a MM Quarter e o secretário Rodolfo Marinho. Uma delas é do vereador Nabil Bonduki (PT), que também protocolou um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal de SP para apurar todos os eventos da SPTuris que tem a MM Quarter foi contratada com intermediária, contratante e contratada. “Acabo de protocolar a criação de uma CPI para investigar os contratos da prefeitura na realização de eventos na cidade. O Carnaval acaba, mas as empresas e ONGs com contratos suspeitíssimos com a prefeitura continuam”, escreveu o petista nas redes sociais. Os vereadores Nabil Bonduki (PT) e Luana Alves (PSOL) solicitaram ao Ministério Público que investigue os contratos da MM Quarter com a SPTuris. Montagem/g1/Reprodução/Rede Câmara “Isso é surreal! A empresa [MM Quarter] manda nota de qualquer coisa e a prefeitura paga. A mesma empresa presta quase todo tipo de serviço [na SPTuris]. De copo de água, guias, produtores, fotos... Tudo. É preciso investigar fundo tudo isso”, argumentou. A vereadora Luana Alves e as deputadas Sâmia Bomfim e Mônica Seixas - todas do PSOL - também acionaram o Ministério Público para investigar R$ 229 milhões em contratos da Prefeitura de SP com a Quarter, sob suspeita de uso de “empresa laranja”. “Estamos falando de milhões em contratos públicos sob suspeita. Se há uso de empresa laranja, possível favorecimento e falhas graves de fiscalização, isso não é detalhe burocrático, é um indício de desvio da finalidade da máquina pública”, afirmou Luana Alves (PSOL). “O Carnaval de São Paulo não pode ser transformado em mecanismo de transferência de recursos para grupos privados às custas da transparência e do interesse coletivo”, declarou. O g1 procurou o MP para falar das representações e recebeu o seguinte retorno: "O MPSP confirma ter recebido as Notícias de Fato abaixo, as quais estão em análise, no momento NF 0695.0000135/2026, da BANCADA FEMINISTA DO PSOL NF 0695.0000138/2026, do NABIL GEORGES BONDUKI". Todos os contratos firmados entre a SPTuris e a MM Quarter desde 2022. Reprodução/SPTuris Veja os vídeos que estão em alta no g1

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