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Substituição de planta exótica que ameaça cítricos deve ser planejada pela prefeitura em Campo Grande

Publicado em: 09/09/2025 16:20

A murta representa uma grave ameaça às plantações de cítricos. Fabiana Assis/G1 Após a derrubada do veto pela Câmara Municipal, a Prefeitura de Campo Grande deverá planejar a substituição de exemplares da planta exótica murta (Murraya paniculata) por outras espécies. A Lei nº 7.451 determina a retirada da murta em todo o território da capital por motivos ambientais e de saúde, uma vez que a planta é hospedeira do inseto transmissor do greening — uma das doenças que mais afetam a produção de cítricos no mundo (entenda mais abaixo). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp A exigência se aplica apenas a imóveis residenciais ou comerciais que, antes da vigência da lei, já possuíam mais de 10 exemplares da murta. Nesses casos, a prefeitura será responsável por elaborar e executar o plano de substituição das plantas. O serviço será custeado pelo município, sem qualquer cobrança ao proprietário do imóvel. Além disso, não será aplicada a multa prevista inicialmente, de R$ 1 mil, para quem mantivesse a espécie após a entrada em vigor da norma. LEIA TAMBÉM: Planta tóxica que ameaça plantações de laranja será erradicada em cidade brasileira Leucena e Murta: plantas invasoras ameaçam meio ambiente e devem ser erradicadas de Campo Grande Doença nos cítricos O greening, também chamado de Huanglongbing (HLB), é transmitido pelo psilídeo, inseto que utiliza a murta como hospedeira. Extremamente prejudicial, a doença reduz a produtividade, compromete a qualidade dos frutos e pode matar as árvores. Identificado pela primeira vez na Ásia, o greening chegou ao Brasil em 2004, em São Paulo. Atualmente, está presente em pomares de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Goiás, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, que reconhece o impacto e a importância do seu combate. Com a expansão da citricultura em Mato Grosso do Sul, especialmente em Campo Grande, Sidrolândia, Terenos e outras cidades do interior, a preocupação com a murta aumentou. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

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Lei que torna Orquestra de Violões patrimônio cultural e imaterial de Teresina é aprovada na Câmara

Publicado em: 09/09/2025 15:50

Orquestra de Violões de Teresina. Reprodução/FMC A Câmara Municipal de Teresina aprovou, nesta terça-feira (9), o projeto de lei que reconhece a Orquestra de Violões como Patrimônio Cultural e Imaterial da cidade. A proposta segue agora para sanção do prefeito Silvio Mendes (União Brasil). A Orquestra foi criada em 2007 pela Fundação Cultural Monsenhor Chaves, como parte do projeto “Violão nas Escolas”. A iniciativa já formou milhares de alunos e revelou músicos que seguiram carreira profissional. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp O repertório da Orquestra é diversificado, com obras que vão da música erudita, como Bach e Stravinsky, à popular, com composições de Tom Jobim. O violão instrumental é o destaque das apresentações. Além dos concertos, a Orquestra realiza atividades educativas em escolas e instituições, como oficinas, workshops e apresentações didáticas. As ações despertam o interesse de crianças e jovens pela música e ajudam na formação de novos músicos. Com a nova lei, a Orquestra de Violões passa a ter reconhecimento oficial pelo trabalho artístico, educativo e social que realiza há quase 20 anos em Teresina. VÍDEOS: Assista às notícias mais vistas da Rede Clube

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Abertura da Festa de Flores e Morangos reúne diversas autoridades

Publicado em: 09/09/2025 15:10

O primeiro final de semana da 43ª edição da Festa de Flores e Morangos de Atibaia foi um sucesso! Na sexta-feira, dia 5, teve cerimônia de abertura com a presença de diversas autoridades, grande público e ampla cobertura dos veículos de imprensa. No sábado, dia 6, o evento recebeu a visita da deputada federal Tabata Amaral e no domingo, dia 7, o secretário estadual de Turismo do Estado de São Paulo, Roberto de Lucena, fez questão de ir à festa, pois não conseguiu comparecer na cerimônia de abertura. Sem falar do grande público, que prestigiou em peso os três primeiros dias do evento mais importante de Atibaia e um dos mais importantes do Estado e do país. Festa de Flores e Morangos Divulgação Cerimônia de abertura Entre as autoridades presentes estão Nelson Takao Yoshida, presidente da Associação Hortolândia de Atibaia; a vice-cônsul do Japão, Yuka Nogami, representando o governo do Japão; Roberto Nishio, presidente da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social - Bunkyo; Carlos Roza, presidente da Japan House; Eduardo Abe, presidente da Associação Cultural Esportiva Nipo Brasileira de Atibaia (ACENBRA); Dirceu Hashimoto, presidente do Sindicato Rural de Atibaia; Carlos Shinkawa, vice-presidente da Pró-Flor; Osvaldo Maziero, presidente da Associação de Produtores de Morango e Hortifrutigranjeiros de Atibaia, Jarinu e Região; Rômulo Kobori, presidente do Conselho Municipal de Desenvovimento Rural de Atibaia; José Carlos Ferreira, vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Atibaia (ACIA); o presidente da Câmara Municipal de Atibaia, Júlio Mendes, e demais vereadores; o prefeito Daniel Martini, a primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Camille Donnabella Martini, e diversos secretários municipais; o deputado federal Saulo Pedroso; Mário Biral, diretor superintendente do Senar/SP; Diógenes Kassaoka, subsecretário de Abastecimento e Segurança Alimentar do Estado de SP; e Estanislau Stek, superintendente do Ministério da Agricultura e Pecuária no Estado de São Paulo, representando o governo federal. Festa de Flores e Morangos Divulgação Em sua fala, Nelson Takao Yoshida, presidente da Associação Hortolândia de Atibaia, destacou o legado dos fundadores da instituição, o objetivo desta tradicional festa e a mudança de local. “É com grande satisfação que a Hortolândia realiza pela segunda vez esse evento em nossa casa própria, aqui no Parque Ecológico de Atibaia. Neste momento, não podemos deixar também de enaltecer o trabalho dos fundadores de nossa entidade, que deixaram um legado valioso para as próximas gerações. A associação segue firme com seu propósito, que é valorizar e promover os produtores rurais de Atibaia e região, destacando todo potencial agrícola, cultural e turístico, além de gerar oportunidade para muitos. Aproveitem cada momento, pois tudo foi feito com muita dedicação e carinho”, enfatiza. Pavilhão de decoração Após a fala das autoridades, foi realizado o corte da fita do pavilhão de decoração de flores, abrindo oficialmente a visita dos turistas a uma das mais esperadas atrações do evento. Com o tema “Hana no Toki – Tempo de Flores” e mais de um milhão de pétalas utilizados na decoração, os visitantes podem acompanhar a magia do universo japonês que será representado pelas quatro estações do ano com diversificados arranjos florais japoneses, os tradicionais ikebanas. A primavera virá com a cor rosa, por conta da Cerejeira, tradicional árvore que floreia na estação. O verão será representado pela cor azul em razão dos diversos festivais típicos da cultura japonesa. A cor laranja ficará para a estação outono, pois as folhas de todas as árvores ficam alaranjadas na estação que antecede o frio. Já o inverno tem a cor gelo, em razão da neve que cai no país nesta época do ano. Festa de Flores e Morangos Divulgação A beleza das orquídeas, rosas e girassóis também darão um toque mais que especial e colorido para a decoração do pavilhão. Sem falar do morango gigante, que tem mão e um leque com a palavra matsuri (festival), perfeito para fazer as mais variadas fotos com a fruta anfitriã da festa. Outra incrível atração do pavilhão é o Ninja Jiraiya, personagem de uma famosa série japonesa lançada no Brasil no final da década de 80. Visitas políticas No sábado, dia 6, a festa recebeu a deputada federal Tabata Amaral e no domingo teve a visita do secretário estadual de Turismo do Estado de São Paulo, Roberto de Lucena. Ambos conheceram todo o evento e se reuniram com o Nelson Takao Yoshida, presidente da Associação Hortolândia de Atibaia. Foi apresentado a eles um projeto de ampliação do Parque Ecológico e outro sobre incentivo à agricultura familiar. Entrada gratuita e ingresso solidário A gratuidade exclusiva para funcionários públicos municipais de Atibaia e alunos da rede municipal de Educação (1º ao 5º ano) acompanhados de seus responsáveis acontece às sextas e aos sábados, como forma de reconhecimento e incentivo à participação da comunidade. Já no dia 19 de setembro, a iniciativa da Entrada Solidária permite a troca de ingresso pela doação de 1 kg de alimento não perecível, em parceria com o Fundo Social de Solidariedade de Atibaia e demais entidades, beneficiando famílias em situação de vulnerabilidade. Festa de Flores e Morangos Divulgação Inclusão Pensando no bem-estar e no acolhimento das crianças, a festa de Flores e Morangos, em parceria com a APAE Atibaia e Ensolar Energia Solar Fotovoltaica, organizou uma sala multissensorial. Um espaço de autorregulação montado com muito carinho. Além disso, o evento também é “pet friendly”, em que animais de estimação são bem-vindos e têm acesso a toda a estrutura do evento. O objetivo é tornar a experiência dos visitantes ainda mais inclusiva e divertida. Realização da festa A Festa de Flores e Morangos de Atibaia é uma realização da Associação Hortolândia de Atibaia, com apoio da Prefeitura Municipal de Atibaia, patrocínio do Lago Azul, Sakata, Hospital Leonardo da Vinci, Aticare, Sicredi, Bioplugs e Ball, e colaboração da Acenbra Atibaia, Associação dos Produtores de Morangos de Atibaia e Região, Pró-Flor e Sindicato Rural de Atibaia. Festa de Flores e Morangos Divulgação Serviço 43ª Festa de Flores e Morangos de Atibaia Data: de 05 a 28 de setembro Às sextas, sábados e domingos Horários: das 9h às 18h Local: Parque Ecológico de Atibaia, Av. Nobuyuki Hiranaka, 566, acesso pela Rodovia Dom Pedro I. No sentido Atibaia/Campinas, acesse a entrada antes do primeiro pedágio (saída 79 - km 79). Já no sentido Campinas/Atibaia, pegue a saída para B. Pires/V. D. Pedro I (antes do km 79). Telefone – 0800-055-5979 Ingressos: inteira R$ 60,00 e meia R$ 30,00 – Todas as sextas o valor do ingresso será de meia entrada (R$ 30,00). Estacionamento (administrado pela empresa Estapar): R$ 50,00 carros, R$ 180,00 ônibus, R$ 100,00 vans e micro-ônibus, R$ 25,00 motos. Site: www.floresemorangos.com.br

MP abre investigação contra vereador que autorizou leilão de rua em SP sem avisar moradores; prefeito diz que vai vetar emenda

Publicado em: 09/09/2025 14:00

O vereador Marcelo Messias (MDB), que virou alvo do Ministério Público de SP após aprovar uma emenda autorizando o leilão da rua América Central, em Santo Amaro, sem consultar os moradores e donos de empresas no local. Montagem/g1/Rede Câmara O Ministério Público de São Paulo instaurou nesta terça-feira (9) uma investigação preliminar sobre a emenda do vereador Marcelo Messias (MDB) que autorizou o leilão de uma rua residencial no bairro de Santo Amaro, Zona Sul da capital paulista. Conforme o g1 publicou, Messias aproveitou um projeto de lei da gestão municipal que tramitou e foi aprovado na Câmara de vereadores na semana passada para inserir a autorização para que a rua América Central pudesse ser vendida à iniciativa privada, por leilão, sem consultar nenhum morador da área (veja mais abaixo). ✅ Clique aqui para se inscrever no canal do g1 SP no WhatsApp Após a publicação da reportagem, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) anunciou que vai vetar toda e qualquer emenda aprovada no PL 673/2025 onde tenha pessoas morando. Na última sexta-feira (5), a reportagem esteve na rua América Central e constatou que nenhum morador dos dez imóveis particulares que ainda existem na rua foi avisado previamente da intenção do parlamentar do MDB de levar a via ao leilão (veja mais abaixo). Os imóveis da rua América Central são alvo de interesse de uma empresa farmacêutica que cresceu no entorno e já é dona de 80% dos terrenos da via. Rua em Santo Amaro, SP, é autorizada a ir para leilão sem moradores serem avisados Segundo um despacho do promotor Silvio Marques, do Ministério Público de São Paulo, a conduta de Marcelo Messias pode ser considerada improbidade administrativa e, portanto, o MP vai investigar “eventuais irregularidades relacionadas à autorização para que a Municipalidade, por meio de emenda do vereador Marcelo Messias (MDB) ao Projeto de Lei 673/2025, possa realizar a venda para a iniciativa privada de trecho de 250 metros Rua América Central”. O g1 procurou o gabinete do vereador do MDB para comentar o assunto, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Por meio de mensagem de WhatsApp, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) disse que tomou conhecimento da emenda do vereador do seu partido pela imprensa e que não tem nenhuma intenção de sancionar as emendas do projeto em vias onde há pessoas morando. "A Prefeitura não irá vender uma rua que dá acesso para residências. O processo de venda passa criteriosa avaliação de técnicos da Prefeitura e só ocorre quando o interesse público é observado", afirmou o prefeito de SP. Sem aviso Conforme o g1 publicou, oradores da Rua América Central, em Santo Amaro, se disseram surpresos e preocupados com uma emenda aprovada na Câmara Municipal na última quarta-feira (3) que autoriza a prefeitura a leiloar a via para a iniciativa privada, caso o projeto seja sancionado pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB). O vereador Marcelo Messias (MDB) incluiu em um projeto de lei da prefeitura uma emenda que autoriza a gestão municipal a negociar a venda do trecho de cerca de 250 metros da via, que inclui uma viela adjacente sem nome que tem sete imóveis residenciais. O projeto foi aprovado com oito emendas por 29 votos a favor e 11, contrários. Os moradores afirmam não ter sido consultados. A emenda do vereador se refere ao trecho entre as ruas La Paz e Ada Negri, inclusive a viela adjacente e sem nome, e 80% deste trecho da rua é ocupado por prédios e galpões da empresa farmacêutica Apsen. No total, além dos prédios da farmacêutica, a Rua América Central – que teve autorização da Câmara Municipal para ser negociada – tem cerca de outros dez imóveis de propriedade particular. Um deles é uma microempresa de produtos eletromecânicos que tem 18 funcionários e, em 2026, vai completar 30 anos de atuação na rua. A rua América Central foi alvo de emenda do vereador Marcelo Messias (MDB), que autorizou o leilão da rua onde fica a empresa farmacêutica Apsen. Montagem/g1/Rodrigo Rodrigues e Lucas Bassi/Rede Câmara O dono da empresa e do imóvel, Joel Moraes, não sabia da autorização para que a rua fosse leiloada e se disse surpreso com a notícia dada a ele pelo g1. “Estou sabendo agora por você e estou muito surpreso”, disse ele. “Nunca fomos procurados por nenhum vereador para falar sobre o assunto. Eu nem sabia que podia vender uma rua em São Paulo... Como é esse processo, você sabe? Vou ter o direito de ir e vir se uma empresa comprar a rua? Ela vai ser fechada pela empresa? Para quem vou pagar o IPTU?”, questionou o empresário. Na viela aos fundos da fábrica da Apsen, existem sete casas. Duas delas, a empresa já comprou. Nas outras cinco, moram famílias que se disseram "apavoradas" com a possibilidade de terem de deixar seus imóveis por conta do repasse da rua. Uma delas é Antonieta Cruz, de 65 anos. Mãe de um filho com transtorno do espectro autista de 47 anos, ela vive com o marido e o filho na casa há mais de 35 anos. Emenda do vereador Marcelo Messias que autorizou o leilão da rua América Central, inclusive a viela residencial adjacente. Reprodução/Câmara Municipal “Nós vimos na reportagem da Globo nosso endereço. Fiquei chateada e muito preocupada. Mas a gente não sabe nem quem a gente pode procurar. A gente vai ter que deixar nossa casa? Eu não tenho interesse de sair daqui”, disse ela. Outro comerciante do local que se disse surpreso com a notícia da emenda é o empresário Ivan Nazarenko, dono de uma empresa de instrumentos cirúrgicos na mesma América Central. Ele também soube da emenda do vereador Messias pela imprensa. “Não entendi como a prefeitura pode vender meu endereço. Qual o significado exato dessa venda, e no que isso implica? Colocarão cancelas de acesso? Mudarão o nome? Como ficará o acesso de serviços públicos como coleta de lixo quando a rua virar propriedade privada? Como ficará o acesso de meus fornecedores e clientes? Estou meio perdido com isso...”, escreveu ele ao g1. “Não me procuraram e é possível que nosso imóvel desvalorize com essa venda da rua. Mas, de qualquer forma, a princípio não teríamos razões, no momento, de sair daqui. Não coloquei nada à venda”, destacou. Nem a Prefeitura de São Paulo tem as respostas para as perguntas feitas pelos moradores da rua. Porque o projeto de lei 673/2025, que foi aprovado na quarta-feira (3) na Câmara, tinha como objetivo a entrega para a iniciativa privada de apenas uma viela nos Jardins que não é mais habitada. A Travessa Engenheiro Antônio de Souza Barros Júnior teve todas as casas compradas e demolidas por uma construtora, que agora vai erguer um condomínio de luxo no local. Não há mais moradores ou comerciantes naquele local. A travessa deve ser negociada pelo preço mínimo de R$ 16 milhões. Em meio ao trâmite do projeto na Câmara, os vereadores incluíram oito emendas diferentes, concedendo ou autorizando o leilão e o repasse de outras áreas da cidade, sem nenhuma justificativa técnica nem consulta pública aos interessados registrada na Casa. Dona Antonieta Cruz, de 65 anos, vive na viela adjacente da rua América Central há 35 anos e não quer mudar ou vender seu imóvel. Rodrigo Rodrigues/g1 Uma dessas emendas é justamente a do vereador Marcelo Messias que autorizou o leilão da rua de Santo Amaro. O g1 procurou o vereador e sua assessoria de imprensa, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. A Prefeitura de São Paulo, por meio de nota, disse que o prefeito Ricardo Nunes tem 15 dias úteis para sancionar ou vetar o Projeto de Lei 673/2025 e que, nesse período, “diferentes secretarias e áreas técnicas analisam o conteúdo e apresentam subsídios para a decisão”. “Somente depois dessas etapas e da publicação da lei é que começam as análises de viabilidade técnica e jurídica dos pedidos específicos, sejam eles de alienação ou de concessão”, afirmou. Após a publicação da reportagem, o prefeito afirmou que não tem intenção de sancionar autorização para que ruas com residências sejam leiloadas. Em nota, a farmacêutica Apsen informou que "está acompanhando o processo e esclarece que aguarda a sanção do Prefeito do Município de São Paulo, Ricardo Nunes, para que se posicione. A Apsen reafirma seu compromisso em contribuir de forma construtiva com a sociedade e com a comunidade em que atua". O empresário Joel Moraes e o filho, Joel Júnior, souberam da autorização para leilão da rua através do g1. Eles têm uma empresa na rua América Central há quase 30 anos. Rodrigo Rodrigues/g1 Na Rua América Central, os moradores que são alvos da emenda criticaram o vereador e pediram veto do prefeito ao projeto. “Acho um absurdo o que foi feito. A primeira coisa que ele [vereador Messias] deveria ter feito, os seus assessores, é uma pesquisa aqui antes. Só pode estar atendendo algum interesse [que não é público]. Espero que o prefeito seja coerente e não sancione isso, porque que é um absurdo”, disse o empresário Joel Moraes. “Nunca me passou na cabeça vender a casa. Porque aqui é a maior paz para cuidar do meu filho e do meu marido. Estou bem chateada e preocupada. Quero pedir para eles não aprovarem isso, para não tirar o sossego da gente. Peço para que eles não levem isso adiante e deixem a gente em paz”, afirmou Antonieta Cruz. Casas e viela adjacente à Rua América Central, em Santo Amaro, alvo de emenda do vereador Marcelo Messias (MDB). Rodrigo Rodrigues/g1 Expansão O pano de fundo dessa história é a especulação imobiliária que atinge a cidade. Por conta do crescimento da Apsen no bairro, aos poucos a empresa foi comprando os imóveis vizinhos e expandindo seus prédios na vizinhança das ruas La Paz e América Central. Só que esse plano de expansão esbarrou na vontade dos moradores e comerciantes de se manter nos imóveis em que vivem ou trabalham há décadas, conforme eles mesmo contaram ao g1. “A Apsen nos procurou duas vezes nos últimos três ou quatro anos. Numa delas, ofereceu um valor pelo nosso imóvel, muito abaixo do mercado, e não nos interessou sair daqui. A outra foi para trocar o nome da rua para um dirigente fundador da empresa deles. A gente concordou, desde que eles cobrissem os nossos custos de mudança do material gráfico com novo endereço. Mas não sei se essa história de troca de nome evoluiu ou não”, afirmou o empresário Joel Moraes. O filho dele, Joel Júnior, que ajuda o pai a tocar a empresa de produtos eletrônicos, diz que não tem problemas em negociar o imóvel da empresa, caso seja procurado pela farmacêutica. Porém, ele fala que é preciso oferecer um preço justo, para cobrir as despesas de mudança. A farmacêutica Aspen tem 80% dos prédios da Rua América Central e tem interesse na compra dos demais imóveis da via Rodrigo Rodrigues/g1 “Não é só o preço do imóvel que a gente precisa negociar. A nossa empresa tem uma característica muito particular, porque as máquinas daqui foram adaptadas sob medida para o espaço atual. Devido ao alto consumo de energia da nossa atividade, a gente também teve que negociar com a Enel um transformador de energia no poste da rua só para a gente”, explicou o empresário. “A saída daqui envolve uma logística complexa, que a gente precisa embutir nessa negociação. Tem toda uma infraestrutura nossa aqui que precisa ser adaptada para sairmos. É preciso negociar um valor compatível, para construir outra planta em outro lugar”, afirmou. Na viela mora também dona Eva, que tem um imóvel de cerca de 150 metros quadrados, com um grande jardim. Ela comprou a casa, décadas atrás, com a ajuda da mãe e dos irmãos, trabalhando duramente como secretária por quase 40 anos. “Eu pensei que ia terminar os meus dias aqui. Mas estou preocupada com essa história de venderem a rua...”, disse ela. Na conversa no portão da casa, o genro dela, Fernando, contou que também foi procurado pela Apsen para vender o imóvel, mas não também não houve interesse. “Essa casa aqui tem uma característica que você não vê mais aqui em Santo Amaro. É uma casa grande, com quintal e jardim, onde minha sogra criou os filhos e agora os netos vêm se divertir. Com o dinheiro que eles nos ofereceram, a gente não consegue comprar nada parecido em São Paulo”, disse ele. “Eu vejo essa ideia de vender a rua como uma forma de nos aprisionar aqui e forçar a gente a vender as casas a preço de banana”, afirmou. A opinião é compartilhada pelo empresário Ivan Nazarenko: “O leilão dessa rua tem cliente certo, que é a Apsen. Não faz muito sentido dizer ‘leilão’ abstraindo quem é o comprador óbvio. É absolutamente óbvio que isso foi, de alguma forma, articulado pela Apsen. Nossa rua tem uso, não é inútil. Tem a gente, a Eletroero, o pessoal da viela”. O que dizem os especialistas O professor da FGV, Marco Antonio Teixeira, e a doutora em Direito Bianca Tavolari, pesquisadora do Cebrap/USP. Reprodução/Instagram O cientista político Marco Antonio Carvalho Teixeira, professor do curso de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), destacou a importância do debate sobre a decisão dos vereadores. “O papel dos vereadores foi bastante corporativo ao desconsiderar o interesse dos moradores e de quem lá na rua já está, já mora há muito tempo e terá suas vidas completamente modificadas. Eles [parlamentares] viraram representantes da empresa. E este é um debate muito importante para a cidade porque, por mais que haja interesses corporativos, é preciso considerar o interesse coletivo. Faltou esse espírito público aos parlamentares”, afirmou. A doutora em direito Bianca Tavolari, coordenadora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap-USP) e professora da FGV Direito, diz que a Câmara tem incluído nos projetos "privatizações ou potenciais privatizações de ruas por emendas, sem a necessária discussão com a população sobre o interesse público desses espaços". “É muito preocupante, porque isso já foi visto nas revisões de Plano Diretor, em que boa parte foi de emendas de vereadores atendiam a interesses exclusivos do mercado imobiliário. E é muito difícil sustentar que há interesse público nisso", ressalta. E finaliza: "Uma situação sem transparência e sem que a gente possa, de fato, ter uma percepção pública de qual é o interesse real desses vereadores". Quem é o vereador Marcelo Messias O vereador Marcelo Messias (MDB) ao lado do colega de partido, o prefeito Ricardo Nunes (MDB), em evento na Câmara Municipal em 12 de Agosto de 2025. Richard Lourenço / Rede Câmara Cirurgião dentista, Marcelo Messias é vereador em São Paulo desde 2021, quando foi eleito com pouco mais de 23 mil votos. Ele está no 2° mandato na Câmara Municipal e foi reeleito em 2024 com 40.079 votos. Fiel ao prefeito Ricardo Nunes, ele é considerado o substituto do prefeito nas associações comerciais de empresários regionais na Zona Sul de São Paulo, onde Nunes atuava antes de se tornar vice-prefeito e, depois, prefeito reeleito de São Paulo. Na Câmara Municipal, o vereador do MDB faz parte da Corregedoria da Casa – que julga processos de quebra de decorro pelos parlamentares – além de ter sido indicado recentemente para a CPI que começou a investigar as fraudes das construtoras na construção de habitações de interesse social na cidade. O parlamentar também é membro de duas comissões do Poder Legislativo: a Comissão Extraordinária de Direitos Humanos e Cidadania e a Subcomissão do Plano Municipal de Cultura da Comissão de Finanças e Orçamento. Mapa da rua América Central, no bairro de Santo Amaro, Zona Sul, alvo de emenda do vereador do MDB. Arte/g1

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PF faz operação contra grupo que movimentou mais de R$ 12 milhões em migrações ilegais para os EUA

Publicado em: 09/09/2025 12:26

A cerca que divide a fronteira EUA-México no Arizona, EUA, em 22 de janeiro de 2025. REUTERS/Rebecca Noble Um homem foi preso em Barra de São Francisco, no Noroeste do Espírito Santo, durante uma operação da Polícia Federal para desarticular uma associação criminosa dedicada ao contrabando de migrantes para os Estados Unidos, além de lavagem de dinheiro. A polícia disse que o esquema ilícito ajudou 406 pessoas a entrarem no EUA de forma ilegal e movimentou mais de R$ 12 milhões. A PF informou que o preso é um coiote que estava foragido e teve a prisão foi decretada com base em evidências que indicam sua conduta violenta na cobrança de dívidas relacionadas ao processo de migração ilegal. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp A Operação Héstia cumpriu 14 mandados de busca e apreensão na Bahia, São Paulo, Minas Gerais e Paraíba. Ainda de acordo com a PF, os envolvidos utilizavam de empresas de fachada no setor de viagens e turismo e de uma rede de intermediários para promover a emigração ilegal. A ação mobilizou cerca de 44 policiais federais. O nome do preso e das empresas de turismo envolvidas não foram divulgados pela PF. LEIA TAMBÉM: VEJA LISTA: ES é o terceiro estado do Brasil com mais prisões na imigração dos EUA ANGÚSTIA: 'Não sei se vou poder me despedir do meu filho', diz mãe de brasileiro que morreu na guerra da Ucrânia OPERAÇÃO VISA: Mulher presa no ES cobrava até R$ 5 mil para falsificar documentos para facilitar obtenção de visto americano Pessoas eram expostas a riscos extremos e violência Barra de São Francisco, Espírito Santo. Câmara Municipal de Barra de São Francisco. A investigação apontou que as pessoas eram aliciadas, com a promessa de um esquema eficaz para entrada ilícita nos EUA. De acordo com o delegado da Polícia Federal em São Mateus, Leonardo Guimaraes, para entrar no país os grupos seguiam por diversas rotas até o México, onde faziam a travessia da fronteira. Mas muitas vezes, as vítimas eram expostas a riscos extremos e violência durante o trajeto. "As vítimas, em sua maioria, pessoas humildes em busca de melhores condições de trabalho e vida, que entregaram valores econômicos desproporcionais para realizar a travessia. Em diversos casos, chegaram a ceder bens como automóveis, motocicletas e imóveis pertencentes à família, com o objetivo de ingressar nos Estados Unidos" informou o delegado. Três agências faziam parte do esquema, sendo a principal em João Pessoa, na Paraíba, outra em Barra de São Francisco, e uma terceira em Central de Minas, Minas Gerais. Das 406 pessoas identificadas, a maior parte é do Norte do Espírito Santo e Nordeste de Minas Gerais, mas o delegado afirmou que vítimas de vários outros estados também aparecem na lista. Após a chegada em solo americano, as vítimas permaneciam obrigadas a arcar com parcelas elevadas, geralmente custeadas por meio de trabalho precário no exterior ou com o auxílio de familiares. "Aquelas que não conseguem concluir a travessia ou que são deportadas passam a ser alvo de violência e ameaças, como forma de pressão para o pagamento das dívidas contraídas junto ao grupo criminoso", destacou o delegado. Ao longo do processo investigativo, a PF identificou que o grupo criminosos movimentou um total de R$ 12.763.992,13 por meio de diversas modalidades, incluindo transações diretas com as vítimas, movimentações em espécie ou cheque e operações de câmbio. Os integrantes da associação criminosa são investigados pelos crimes de contrabando de migrantes (Art. 232-A do Código Penal), associação criminosa (Art. 288 do Código Penal) e lavagem de dinheiro (Lei nº 9.613/98). As penas somadas para esses delitos podem ultrapassar 23 anos de reclusão. ES é o 3º estado com maior número de pessoas presas em imigração nos EUA VÍDEOS: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

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Câmara de Rio Preto vota nesta terça projeto do prefeito que pode elevar IPTU em até 200%

Publicado em: 09/09/2025 12:12

Câmara de Rio Preto vota hoje projetos polêmicos sobre IPTU e coleta de lixo O projeto de autoria do prefeito de São José do Rio Preto (SP), Fábio Cândido (PL), que altera a cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) no município, será votado pela Câmara dos Vereadores na terça-feira (9). A sessão começa às 14h. A proposta amplia isenções e reduz algumas alíquotas, mas também aumenta o valor venal dos imóveis, o que pode elevar a cobrança em mais de 200% em alguns bairros. O texto ainda permite que os reajustes sejam feitos por decreto, sem passar pela Câmara. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Outro projeto polêmico em pauta é sobre a coleta de lixo. Pela proposta, a gestão do serviço seria transferida da Secretaria de Meio Ambiente para o Semae, autarquia de água e esgoto do município. A prefeitura diz que não haverá taxa para a coleta de lixo, mas o texto abre brecha para a criação de uma tarifa. O mesmo projeto prevê aumento do salário do superintendente do Semae para mais de R$ 25 mil. Na segunda-feira (8), vereadores de oposição realizaram uma reunião pública que lotou a galeria da Câmara. Além dos projetos, também foi discutida a mudança do Centro Pop, que acolhe moradores de rua, para o prédio da Empresa Municipal de Urbanismo de São José do Rio Preto (Emurb). Após mais de duas horas de debate, foi elaborado um abaixo assinado contra a mudança do Centro Pop e contra os projetos que estarão em pauta nesta terça (9). Sessão da Câmara Municipal de São José do Rio Preto (SP) TV TEM / Marina Lacerda Veja mais notícias da região em g1 Rio Preto e Araçatuba. VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

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Câmara aprova alteração na lei sobre chipagem de animais para evitar penalizações indevidas

Publicado em: 09/09/2025 11:42

Câmara de Presidente Prudente (SP) realizou sessão ordinária nesta segunda-feira (8) Maycon Morano Durante a sessão ordinária desta segunda-feira (8), a Câmara Municipal de Presidente Prudente (SP) aprovou uma alteração na Lei Municipal nº 7.908/2012, que trata do registro e chipagem de animais no município. A mudança define que as penalidades previstas na legislação passam a ser aplicadas pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) diretamente ao tutor do animal. A proposta, segundo a justificativa apresentada, busca corrigir distorções identificadas na aplicação da lei, que vinham gerando autuações ao proprietário do imóvel onde o animal é encontrado, e não ao real responsável — o tutor do animal. Com a nova redação, a sanção passa a recair exclusivamente sobre o responsável legal, evitando que terceiros sejam penalizados indevidamente. A alteração também centraliza a competência no CCZ, o que, de acordo com o projeto, garante mais segurança jurídica, padronização dos procedimentos administrativos e maior efetividade na fiscalização. O objetivo, segundo os autores, é fortalecer as políticas públicas de bem-estar animal, controle populacional de cães e gatos e ações voltadas à saúde pública no município. LEIA TAMBÉM Presidente Prudente institui protocolo para controle populacional de cães e gatos soltos Sessão ordinária Os vereadores da Câmara Municipal de Presidente Prudente apreciaram e aprovaram 11 projetos de lei. Destes, cinco foram aprovados em discussão única e seis em primeira e segunda discussão. No expediente com votação, foram deliberados: 30 requerimentos de providências e informações; 46 requerimentos de congratulações; três requerimentos de moção de aplausos; e três cartões de prata e um voto de pesar. Já no expediente em votação, com a leitura de ofícios, devem ser encaminhadas ao Poder Executivo 63 indicações de melhorias para os bairros do município. Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

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Rua em Santo Amaro, SP, é autorizada a ir para leilão sem moradores serem avisados

Publicado em: 09/09/2025 05:00

A rua América Central foi alvo de emenda do vereador Marcelo Messias (MDB), que autorizou o leilão da rua onde fica a empresa farmacêutica Apsen. Montagem/g1/Rodrigo Rodrigues e Lucas Bassi/Rede Câmara Moradores da Rua América Central, em Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo, se dizem surpresos e preocupados com uma emenda aprovada na Câmara Municipal na última quarta-feira (3) que autoriza a prefeitura a leiloar a via para a iniciativa privada, caso o projeto seja sancionado pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB). O vereador Marcelo Messias (MDB) incluiu em um projeto de lei da prefeitura uma emenda que autoriza a gestão municipal a negociar a venda do trecho de cerca de 250 metros da via, que inclui uma viela adjacente sem nome que tem sete imóveis residenciais. O projeto foi aprovado com oito emendas por 29 votos a favor e 11, contrários. Os moradores afirmam não ter sido consultados. A emenda do vereador se refere ao trecho entre as ruas La Paz e Ada Negri, inclusive a viela adjacente e sem nome, e 80% deste trecho da rua é ocupado por prédios e galpões da empresa farmacêutica Apsen. ✅ Clique aqui para se inscrever no canal do g1 SP no WhatsApp No total, além dos prédios da farmacêutica, a Rua América Central – que teve autorização da Câmara Municipal para ser negociada – tem cerca de outros dez imóveis de propriedade particular. Um deles é uma microempresa de produtos eletromecânicos que tem 18 funcionários e, em 2026, vai completar 30 anos de atuação na rua. O dono da empresa e do imóvel, Joel Moraes, não sabia da autorização para que a rua fosse leiloada e se disse surpreso com a notícia dada a ele pelo g1. “Estou sabendo agora por você e estou muito surpreso”, disse ele. “Nunca fomos procurados por nenhum vereador para falar sobre o assunto. Eu nem sabia que podia vender uma rua em São Paulo... Como é esse processo, você sabe? Vou ter o direito de ir e vir se uma empresa comprar a rua? Ela vai ser fechada pela empresa? Para quem vou pagar o IPTU?”, questionou o empresário. Emenda do vereador Marcelo Messias que autorizou o leilão da rua América Central, inclusive a viela residencial adjacente. Reprodução/Câmara Municipal Na viela aos fundos da fábrica da Apsen, existem sete casas. Duas delas, a empresa já comprou. Nas outras cinco, moram famílias que se disseram "apavoradas" com a possibilidade de terem de deixar seus imóveis por conta do repasse da rua. Uma delas é Antonieta Cruz, de 65 anos. Mãe de um filho com transtorno do espectro autista de 47 anos, ela vive com o marido e o filho na casa há mais de 35 anos. “Nós vimos na reportagem da Globo nosso endereço. Fiquei chateada e muito preocupada. Mas a gente não sabe nem quem a gente pode procurar. A gente vai ter que deixar nossa casa? Eu não tenho interesse de sair daqui”, disse ela. Outro comerciante do local que se disse surpreso com a notícia da emenda é o empresário Ivan Nazarenko, dono de uma empresa de instrumentos cirúrgicos na mesma América Central. Ele também soube da emenda do vereador Messias pela imprensa. “Não entendi como a prefeitura pode vender meu endereço. Qual o significado exato dessa venda, e no que isso implica? Colocarão cancelas de acesso? Mudarão o nome? Como ficará o acesso de serviços públicos como coleta de lixo quando a rua virar propriedade privada? Como ficará o acesso de meus fornecedores e clientes? Estou meio perdido com isso...”, escreveu ele ao g1. “Não me procuraram e é possível que nosso imóvel desvalorize com essa venda da rua. Mas, de qualquer forma, a princípio não teríamos razões, no momento, de sair daqui. Não coloquei nada à venda”, destacou. Nem a Prefeitura de São Paulo tem as respostas para as perguntas feitas pelos moradores da rua. Porque o projeto de lei 673/2025, que foi aprovado na quarta-feira (3) na Câmara, tinha como objetivo a entrega para a iniciativa privada de apenas uma viela nos Jardins que não é mais habitada. A Travessa Engenheiro Antônio de Souza Barros Júnior teve todas as casas compradas e demolidas por uma construtora, que agora vai erguer um condomínio de luxo no local. Não há mais moradores ou comerciantes naquele local. A travessa deve ser negociada pelo preço mínimo de R$ 16 milhões. Em meio ao trâmite do projeto na Câmara, os vereadores incluíram oito emendas diferentes, concedendo ou autorizando o leilão e o repasse de outras áreas da cidade, sem nenhuma justificativa técnica nem consulta pública aos interessados registrada na Casa. Dona Antonieta Cruz, de 65 anos, vive na viela adjacente da rua América Central há 35 anos e não quer mudar ou vender seu imóvel. Rodrigo Rodrigues/g1 Uma dessas emendas é justamente a do vereador Marcelo Messias que autorizou o leilão da rua de Santo Amaro. O g1 procurou o vereador e sua assessoria de imprensa, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. A Prefeitura de São Paulo, por meio de nota, disse que o prefeito Ricardo Nunes tem 15 dias úteis para sancionar ou vetar o Projeto de Lei 673/2025 e que, nesse período, “diferentes secretarias e áreas técnicas analisam o conteúdo e apresentam subsídios para a decisão”. “Somente depois dessas etapas e da publicação da lei é que começam as análises de viabilidade técnica e jurídica dos pedidos específicos, sejam eles de alienação ou de concessão”, afirmou. Em nota, a farmacêutica Apsen informou que "está acompanhando o processo e esclarece que aguarda a sanção do Prefeito do Município de São Paulo, Ricardo Nunes, para que se posicione. A Apsen reafirma seu compromisso em contribuir de forma construtiva com a sociedade e com a comunidade em que atua". O empresário Joel Moraes e o filho, Joel Júnior, souberam da autorização para leilão da rua através do g1. Eles têm uma empresa na rua América Central há quase 30 anos. Rodrigo Rodrigues/g1 Na Rua América Central, os moradores que são alvos da emenda de Marcelo Messias criticaram o vereador e pediram veto do prefeito ao projeto. “Acho um absurdo o que foi feito. A primeira coisa que ele [vereador Messias] deveria ter feito, os seus assessores, é uma pesquisa aqui antes. Só pode estar atendendo algum interesse [que não é público]. Espero que o prefeito seja coerente e não sancione isso, porque que é um absurdo”, disse o empresário Joel Moraes. “Nunca me passou na cabeça vender a casa. Porque aqui é a maior paz para cuidar do meu filho e do meu marido. Estou bem chateada e preocupada. Quero pedir para eles não aprovarem isso, para não tirar o sossego da gente. Peço para que eles não levem isso adiante e deixem a gente em paz”, afirmou Antonieta Cruz. Casas e viela adjacente à Rua América Central, em Santo Amaro, alvo de emenda do vereador Marcelo Messias (MDB). Rodrigo Rodrigues/g1 Expansão O pano de fundo dessa história é a especulação imobiliária que atinge a cidade. Por conta do crescimento da Apsen no bairro, aos poucos a empresa foi comprando os imóveis vizinhos e expandindo seus prédios na vizinhança das ruas La Paz e América Central. Só que esse plano de expansão esbarrou na vontade dos moradores e comerciantes de se manter nos imóveis em que vivem ou trabalham há décadas, conforme eles mesmo contaram ao g1. “A Apsen nos procurou duas vezes nos últimos três ou quatro anos. Numa delas, ofereceu um valor pelo nosso imóvel, muito abaixo do mercado, e não nos interessou sair daqui. A outra foi para trocar o nome da rua para um dirigente fundador da empresa deles. A gente concordou, desde que eles cobrissem os nossos custos de mudança do material gráfico com novo endereço. Mas não sei se essa história de troca de nome evoluiu ou não”, afirmou o empresário Joel Moraes. O filho dele, Joel Júnior, que ajuda o pai a tocar a empresa de produtos eletrônicos, diz que não tem problemas em negociar o imóvel da empresa, caso seja procurado pela farmacêutica. Porém, ele fala que é preciso oferecer um preço justo, para cobrir as despesas de mudança. A farmacêutica Aspen tem 80% dos prédios da Rua América Central e tem interesse na compra dos demais imóveis da via Rodrigo Rodrigues/g1 “Não é só o preço do imóvel que a gente precisa negociar. A nossa empresa tem uma característica muito particular, porque as máquinas daqui foram adaptadas sob medida para o espaço atual. Devido ao alto consumo de energia da nossa atividade, a gente também teve que negociar com a Enel um transformador de energia no poste da rua só para a gente”, explicou o empresário. “A saída daqui envolve uma logística complexa, que a gente precisa embutir nessa negociação. Tem toda uma infraestrutura nossa aqui que precisa ser adaptada para sairmos. É preciso negociar um valor compatível, para construir outra planta em outro lugar”, afirmou. Na viela mora também dona Eva, que tem um imóvel de cerca de 150 metros quadrados, com um grande jardim. Ela comprou a casa, décadas atrás, com a ajuda da mãe e dos irmãos, trabalhando duramente como secretária por quase 40 anos. “Eu pensei que ia terminar os meus dias aqui. Mas estou preocupada com essa história de venderem a rua...”, disse ela. Na conversa no portão da casa, o genro dela, Fernando, contou que também foi procurado pela Apsen para vender o imóvel, mas não também não houve interesse. “Essa casa aqui tem uma característica que você não vê mais aqui em Santo Amaro. É uma casa grande, com quintal e jardim, onde minha sogra criou os filhos e agora os netos vêm se divertir. Com o dinheiro que eles nos ofereceram, a gente não consegue comprar nada parecido em São Paulo”, disse ele. “Eu vejo essa ideia de vender a rua como uma forma de nos aprisionar aqui e forçar a gente a vender as casas a preço de banana”, afirmou. A opinião é compartilhada pelo empresário Ivan Nazarenko: “O leilão dessa rua tem cliente certo, que é a Apsen. Não faz muito sentido dizer ‘leilão’ abstraindo quem é o comprador óbvio. É absolutamente óbvio que isso foi, de alguma forma, articulado pela Apsen. Nossa rua tem uso, não é inútil. Tem a gente, a Eletroero, o pessoal da viela”. O que dizem os especialistas O professor da FGV, Marco Antonio Teixeira, e a doutora em Direito Bianca Tavolari, pesquisadora do Cebrap/USP. Reprodução/Instagram O cientista político Marco Antonio Carvalho Teixeira, professor do curso de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), destacou a importância do debate sobre a decisão dos vereadores. “O papel dos vereadores foi bastante corporativo ao desconsiderar o interesse dos moradores e de quem lá na rua já está, já mora há muito tempo e terá suas vidas completamente modificadas. Eles [parlamentares] viraram representantes da empresa. E este é um debate muito importante para a cidade porque, por mais que haja interesses corporativos, é preciso considerar o interesse coletivo. Faltou esse espírito público aos parlamentares”, afirmou. A doutora em direito Bianca Tavolari, coordenadora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap-USP) e professora da FGV Direito, diz que a Câmara tem incluído nos projetos "privatizações ou potenciais privatizações de ruas por emendas, sem a necessária discussão com a população sobre o interesse público desses espaços". “É muito preocupante, porque isso já foi visto nas revisões de Plano Diretor, em que boa parte foi de emendas de vereadores atendiam a interesses exclusivos do mercado imobiliário. E é muito difícil sustentar que há interesse público nisso", ressalta. E finaliza: "Uma situação sem transparência e sem que a gente possa, de fato, ter uma percepção pública de qual é o interesse real desses vereadores". Quem é o vereador Marcelo Messias O vereador Marcelo Messias, do MDB, está no 2° mandato dele na Câmara Municipal de São Paulo. Lucas Bassi/Rede Câmara Cirurgião dentista, Marcelo Messias é vereador em São Paulo desde 2021, quando foi eleito com pouco mais de 23 mil votos. Ele está no 2° mandato na Câmara Municipal e foi reeleito em 2024 com 40.079 votos. Fiel ao prefeito Ricardo Nunes, ele é considerado o substituto do prefeito nas associações comerciais de empresários regionais na Zona Sul de São Paulo, onde Nunes atuava antes de se tornar vice-prefeito e, depois, prefeito reeleito de São Paulo. Na Câmara Municipal, o vereador do MDB faz parte da Corregedoria da Casa – que julga processos de quebra de decorro pelos parlamentares – além de ter sido indicado recentemente para a CPI que começou a investigar as fraudes das construtoras na construção de habitações de interesse social na cidade. O parlamentar também é membro de duas comissões do Poder Legislativo: a Comissão Extraordinária de Direitos Humanos e Cidadania e a Subcomissão do Plano Municipal de Cultura da Comissão de Finanças e Orçamento.

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Incêndio de grandes proporções avança próximo a Terra Indígena de MT após município decretar estado de emergência; vídeo

Publicado em: 08/09/2025 20:07

Fazendeiros ajudam no combate às chamas em Barra do Garças (MT) Incêndio de grandes proporções avança próximo a Terra Indígena São Marcos, em Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá, segundo relato de produtor rural nesta segunda-feira (8). O fogo ainda não foi controlado e fazendeiros também ajudam no combate às chamas. (Veja vídeo acima). O município ainda decretou estado de emergência em razão dos inúmeros focos de incêndio que se espalharam pela região, e atingem o Parque Estadual da Serra Azul e a Serra do Roncador. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Os bombeiros trabalham na região para conter as chamas, mas as altas temperaturas e a baixa umidade relativa do ar dificultam o trabalho. As chamas começaram no dia 4 de setembro e, desde então, bombeiros, brigadistas e militares do Exército atuam em uma operação conjunta para conter o avanço do fogo. Os bombeiros instalaram dentro do Parque Serra Azul uma sala de situação para monitorar o incêndio em tempo real. A Secretaria de Meio Ambiente (Sema) fechou o parque à visitação até que a situação melhore, que já dura a quatro dias. A medida busca definir estratégias rápidas para o combate ao fogo na área de preservação. Segundo os bombeiros, o monitoramento em tempo real é necessário devido às condições climáticas extremas, como as altas temperaturas e os ventos intensos, que têm favorecido a propagação do fogo. Já na Serra do Roncador, as chamas se aproximam das fazendas e da Terra Indígena. Até agora, cerca de cinco mil hectares de mata foram destruídos pelo fogo. Fogo avança sem controle em Barra do Garças Arquivo pessoal Estado de emergência O decreto que instituiu o estado de emergência na região tem validade de 180 dias e permite ao município adotar medidas urgentes, como a compra de equipamentos, contratação de profissionais e reforço das ações de combate. Segundo a prefeitura, o documento já foi enviado à Câmara Municipal para referendo e também à Assembleia Legislativa de Mato Grosso. A prefeitura pretende ainda comunicar oficialmente o Governo Federal para tentar garantir apoio nacional no enfrentamento do desastre ambiental.

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Lei considera Presidente Prudente capital estadual da batata-doce e incentiva produção do alimento no Oeste Paulista

Publicado em: 08/09/2025 19:03

Batata-doce Divulgação A cidade de Presidente Prudente (SP) é considerada a capital estadual da batata-doce a partir da Lei nº 11.702, aprovada pela Câmara Municipal e pelo prefeito Milton Carlos de Mello “Tupã” (Republicanos), conforme comunicado publicado no Diário Oficial desta segunda-feira (8). A declaração, segundo o artigo 1º, é em razão da expressiva produção, da qualidade reconhecida do produto regional e do processo de obtenção da Indicação Geográfica (IG) – modalidade Indicação de Procedência – conferida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), garantindo também: I- culinária, alimentos diversos e bebidas; II- compostos bioativos com finalidades terapêuticas e medicinais; III- farinhas e subprodutos com alto valor nutricional; IV- alimentos processados de baixo índice glicêmico e elevado valor funcional. Ao g1, o secretário de Desenvolvimento do município, Tiago Oliveira, informou que eventos ligados à batata-doce serão incentivados pelo poder público. A finalidade é fomentar e divulgar a potência do setor no oeste paulista. “Levaremos a batata-doce para a feira do empreendedor do Sebrae em SP, levando para Holambra (SP) no dia vento Conexidades, seremos porta-vozes dos batateiros que aquecem nossa economia”, destacou. Ainda conforme o secretário, ser classificado como capital da batata-doce, gera mais visibilidade para os produtores do legume e para o município de Presidente Prudente. “Logo, um crescimento no faturamento, o que gera reinvestimento, levando o setor à famosa bola de neve positiva da economia”. No parágrafo 2 da lei aprovada, consta ainda que o Poder Executivo pode criar políticas públicas de incentivo à produção, industrialização, comercialização e exportação da batata-doce, promovendo parcerias com instituições de pesquisa, educação, fomento e extensão rural. “A prefeitura tem a intenção de contribuir não só com eventos, mas com a infraestrutura para um melhor escoamento da produção, essa é a determinação do prefeito. Hoje, Prudente está no centro da produção da batata-doce em quantidade e qualidade”, continuou o secretário. Outro ponto importante para o município, a partir da nova lei, é a inclusão obrigatória da batata-doce nas refeições da merenda escolar da rede pública municipal, bem como a criação de uma rota turística e cultural. A partir da decisão, o município prevê a criação da Semana Municipal da Batata-Doce, realizada anualmente durante a última semana do mês de julho. Confira outros destaques do g1 g1 em 1 minuto: apostas de Capão Bonito e Jundiaí somam mais de R$ 12 milhões na Lotofácil Lotofácil da Independência, concurso 3480: apostas de Capão Bonito e Jundiaí somam mais de R$ 12 milhões Panacota em formato de capivara viraliza na internet e atrai clientes em restaurante no interior de SP Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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Exoneração de secretária: Câmara e Conselho cobram transparência na gestão da Saúde de Campo Grande

Publicado em: 08/09/2025 14:43

Prefeitura de Campo Grande abre processo seletivo de níveis médio e superior Prefeitura de Campo Grande/ Divulgação A Câmara Municipal de Campo Grande cobrou a nomeação de um novo secretário de Saúde após a exoneração de Rosana Leite, anunciada na sexta-feira (6) pela prefeita Adriane Lopes (PP). A decisão surpreendeu por extinguir o cargo e criar um comitê gestor para administrar a pasta, responsável por R$ 2 bilhões do orçamento da capital. O g1 questionou a prefeitura sobre as mudanças, mas não obteve respostas até a última atualização desta reportagem. Na manhã desta segunda-feira (8), a prefeita Adriane Lopes se reuniu com o Conselho Municipal de Saúde e vereadores da Comissão de Saúde para discutir os próximos passos. O presidente da Câmara, vereador Papy (PSDB), disse que compreendeu a decisão política da prefeita e considerou positivo o convite para que a comissão acompanhe o trabalho do comitê gestor. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp O presidente da Comissão de Saúde, vereador Vitor Rocha (PSDB), disse que a reunião com a prefeita foi marcada por cobranças e sugestões. A principal preocupação, segundo ele, é a falta de um nome oficialmente designado para liderar a Secretaria de Saúde. “Questionamos a prefeita e a equipe jurídica. Eles entendem que o comitê é legal, mas eu defendo que Campo Grande precisa ter um secretário de fato e de direito, mesmo que interino. É uma cidade de quase 1 milhão de habitantes, com mais de 6 mil servidores na Saúde e R$ 2 bilhões de orçamento. É essencial ter alguém à frente 24 horas pensando em soluções”, afirmou o vereador. Vitor Rocha também destacou os principais desafios da rede de saúde em Campo Grande: Atenção básica: para o vereador, é preciso reforçar e ampliar os postos de saúde para reduzir a pressão sobre UPAs e hospitais. Rede hospitalar: a regulação de leitos enfrenta dificuldades desde que o Hospital Regional e o Hospital Universitário passaram para controle do governo estadual, de acordo com Rocha. Judicialização: o alto número de decisões judiciais obrigando tratamentos gera custos e afeta o funcionamento do sistema. Fila de espera: o vereador disse que mais de 100 mil pessoas aguardam por consultas, exames e cirurgias em Campo Grande. Rocha compreendeu o envolvimento da Câmara e do Conselho de Saúde na gestão, mas reforçou que a nomeação de um novo secretário é fundamental para dar legitimidade e foco à condução da pasta. “Se a prefeita não nomeia alguém, ela acumula o cargo de prefeita e secretária de saúde. E isso concentra uma responsabilidade muito grande em uma única pessoa”, concluiu. Exoneração e criação de comitê Rosana Leite atuava na gestão municipal desde o primeiro mandato da prefeita. Entre 2021 e 2022, foi secretária extraordinária de Enfrentamento à Covid-19. Em seguida, assumiu como secretária-adjunta de Saúde em 2022. Já em fevereiro de 2023, Rosana foi nomeada titular da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), cargo que manteve após a reeleição de Adriane Lopes nas eleições de 2024. Com a saída da médica da pasta, Rosana foi transferida para a Secretaria Especial da Casa Civil, onde passará a atuar como assessora executiva. O novo cargo é para tratar de articulações entre o Ministério da Saúde e o município. Com a vacância no comando da Saúde, a Sesau passou a ser liderada por um comitê gestor, formado por servidores que já atuam na estrutura da secretaria. A gestão será dividida por áreas de atuação. Veja como ficou a composição: Coordenação: Ivoni Kanaan Nabhan Pelegrinelli Planejamento e Execução Estratégica: Catiana Sabadin Zamarreño Jurídico: Andréa Alves Ferreira Rocha Finanças e Orçamento: Isaac José de Araújo Administrativo: Vanderlei Bispo de Oliveira Contratação: André de Moura Brandão Apesar da formação do novo comitê, a Prefeitura não confirmou quais funções os integrantes ocupavam anteriormente dentro da administração municipal. Moradores relatam problemas pra conseguir atendimento ortopédico em Campo Grande Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

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Câmara de Campos do Jordão adia 2ª votação da taxa ambiental

Publicado em: 08/09/2025 12:04

Audiência discute taxa ambiental em Campos do Jordão A Câmara Municipal de Campos do Jordão (SP) adiou a 2ª votação do projeto de lei complementar que pretende cobrar uma taxa de preservação ambiental para a entrada de veículos na cidade, a mais alta do Brasil e atrai milhares de turistas por conta do frio. A votação definitiva - que já que o projeto já foi aprovado em 1ª votação, em agosto - aconteceria na sessão desta segunda-feira (8). Segundo a Câmara Municipal, o adiamento aconteceu por conta do grande número de sugestões que a proposta recebeu em uma audiência pública, realizada na última quinta-feira (4). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Cerca de 100 pessoas, entre moradores, turistas e empresário, participaram da consulta pública. A previsão é que a 2ª votação aconteça na sessão do dia 22 de setembro. Vista aérea de Campos do Jordão (SP) Luís Felipe Rodrigues O projeto de lei A Prefeitura de Campos do Jordão pretende cobrar uma taxa de preservação ambiental para a entrada de veículos na cidade. Um projeto de lei complementar, que deve colocar a cobrança em prática, foi enviado pela prefeitura à Câmara dos Vereadores e já recebeu aprovação em 1ª votação, realizada no fim de agosto. O projeto ainda precisa de uma 2ª votação, que deve acontecer na sessão da próxima segunda-feira (8), e da sanção do prefeito Caê (Republicanos), autor da proposta. A lei que prevê a cobrança da taxa de preservação ambiental na cidade existe desde 2019, mas nunca entrou em prática. Agora, a prefeitura pretende efetivar mudanças na proposta e colocá-la em vigor. O que está previsto no projeto O projeto de lei prevê que a taxa de preservação ambiental será cobrada pela entrada ou permanência de veículos em Campos do Jordão. O valor será lançado uma vez por dia, independente do tempo de permanência na cidade, que fica na Serra da Mantiqueira. Não será permitida a cobrança proporcional por hora ou fração de tempo. Caso o projeto seja aprovado, os valores serão os seguintes: motos: R$ 6,67 automóveis: R$ 13,34 caminhonete: R$ 20,01 caminhões: R$ 40,02 considerando quatro eixos (R$ 13,34 a cada eixo adicional) vans e micro-ônibus: R$ 73,37 micro-ônibus: R$ 120,06 ônibus: R$ 246,79 O sistema de monitoramento, controle, fiscalização da taxa ambiental pode ser realizado pela própria prefeitura ou por meio de uma concessão. Segundo o prefeito de Campos do Jordão, a taxa é necessária para arcar com a demanda ambiental gerada por conta do grande movimento de turistas na cidade. "Essa intenção movimentação de pessoas e fluxo de carros traz muitos benefícios econômicos, mas também nos pressiona os recursos naturais, gerando grandes volumes de resíduos sólidos, amplia a demanda por água e energia e aumenta muito o impacto na nossa infraestrutura urbana e ambiental." "O valor arrecadado vai ser sempre usado em questões ambientais, como gestão de resíduos sólidos, financiamento da coleta seletiva, apoio à cooperativa que nós inauguramos", completou Caê. O projeto de lei prevê ainda a taxa seria isenta para algumas situações, como para ambulâncias, veículos usados para o transporte de pessoas com deficiência, veículos de moradores de Campos do Jordão, Santo Antônio do Pinhal e São Bento do Sapucaí, entre outras. Câmara de Campos do Jordão Rauston Naves/TV Vanguarda Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina M

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Barra do Garças (MT) decreta estado de emergência por causa de incêndio que atinge parque há 4 dias

Publicado em: 08/09/2025 10:07

Incêndio atinge Barra do Garças há quatro dias Secom-BG A Prefeitura de Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá, decretou, nesta segunda-feira (8), estado de emergência devido ao incêndio de grandes proporções que atinge o Parque Estadual da Serra Azul há quatro dias. O fogo mobiliza bombeiros, brigadistas e militares do Exército Brasileiro em uma operação conjunta para conter as chamas. O decreto, que tem validade de 180 dias, permite ao município adotar medidas urgentes, como a compra de equipamentos, contratação de profissionais e reforço das ações de combate. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Segundo a prefeitura, o documento já foi enviado à Câmara Municipal para referendo e também à Assembleia Legislativa de Mato Grosso. A prefeitura pretende ainda comunicar oficialmente o Governo Federal para tentar garantir apoio nacional no enfrentamento do desastre ambiental. Na última semana, o Governo do Estado atendeu a um pedido da prefeitura e enviou três aeronaves de combate ao fogo, sendo duas da Defesa Civil e uma do Corpo de Bombeiros, para auxiliar nos trabalhos aéreos. Em terra, o combate segue com equipes em campo tentando evitar que o incêndio avance ainda mais. Parque fechado Incêndio atinge Parque Estadual Serra Azul em Barra do Garças Arquivo pessoal Há quatro dias, o Parque Estadual da Serra Azul foi fechado após o incêndio atingir a região. Segundo a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), os bombeiros estão no local desde quando os focos de incêndio foram identificados para conter o avanço das chamas. Desde o início da manhã de quinta, equipes do Batalhão de Emergências Ambientais monitoram o incêndio por meio de imagens de satélite para fornecer dados e subsidiar as estratégias de combate às chamas. Em nota, a Prefeitura de Barra do Garças destacou que o parque é patrimônio histórico natural e turístico da cidade. "Quando eventos assim ocorrem, ferem cada um dos cidadãos barragarcenses e, com a administração não é diferente", diz trecho da nota.

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Câmara de Angra dos Reis abre concurso com 23 vagas e salários de até R$ 5,9 mil

Publicado em: 07/09/2025 14:28

Estão abertas as inscrições para o concurso público da Câmara de Vereadores de Angra dos Reis (RJ). Ao todo, são 23 vagas para cargos de níveis médio, médio técnico e superior, além de formação de cadastro de reserva. As oportunidades incluem: assistente legislativo (7), técnico em contabilidade (3), técnico em edificações (1), técnico em elétrica (1), técnico em informática (2), técnico em recursos humanos (1), arquiteto (1), assistente jurídico (3), contador (1), engenheiro civil (1) e redator (2). A jornada de trabalho é de 40 horas semanais, com remuneração que varia entre R$ 4.633,46 e R$ 5.958,29. ✅Clique aqui e entre no canal do g1 no WhatsApp Os interessados podem se inscrever até 6 de outubro de 2025, de forma online, pelo site, mediante pagamento de taxa entre R$ 90 e R$ 110. O concurso prevê aplicação de provas objetiva e discursiva em 30 de novembro de 2025. A validade do certame será de dois anos, podendo ser prorrogada por igual período a critério da Câmara Municipal. VÍDEOS: as notícias que foram ao ar na TV Rio Sul

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Desocupação de prédio no Centro do Rio tem tumulto e uso de gás de pimenta por agentes

Publicado em: 07/09/2025 14:14

Desocupação termina em confusão no Centro do Rio Reprodução Uma desocupação em um prédio no Centro do Rio, na manhã deste domingo (7), teve tumulto, o uso de gás de pimenta por agentes da Polícia Militar e da Secretaria de Ordem Pública (Seop). Além de deputados denunciando que foram agredidos por agentes da Guarda Municipal. Uma pessoa foi presa e duas ficaram feridas, sendo levadas ao Hospital Souza Aguiar. A confusão começou durante a retirada de cerca de 100 famílias — entre elas mulheres, crianças e idosos — de um prédio na Avenida Venezuela, na Região Portuária do Rio. O imóvel pertence à construtora Cury e está em processo de doação para a Prefeitura. Os organizadores afirmam que a ocupação buscava reivindicar moradia popular em um prédio abandonado e sem função social. Durante a ação, houve relatos de violência. Os deputados Josemar (PSOL) e Tarcísio Motta, que estiveram no local, acusa agentes da Guarda Municipal de terem lançado spray de pimenta contra eles quando os parlamentarem tentavam acompanhar a operação. Motta chegou a discutir com o secretário de Ordem Pública Marcus Belchior, que também no local. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça A Prefeitura afirma que o edifício será sede do futuro Centro Cultural Rio África, projeto voltado à valorização da cultura afro-brasileira e à memória da diáspora africana, com localização estratégica em frente ao Cais do Valongo, patrimônio mundial da Unesco  Paes e o governador Cláudio Castro ordenaram a desocupação, alegando que a ocupação colocava em risco o andamento das obras do centro cultural. De acordo com o prefeito Eduardo Paes, a PM e a GM agiram dentro da lei. Os deputados Tarcísio Motta e professor Josemar, ambos do PSOL, durante confusão com a Guarda Municipal do Rio Reprodução Caso registrado na delegacia O deputado federal Tarcísio Motta (PSOL) afirmou que as famílias removidas da Avenida Venezuela estavam em um terreno da União, vinculado à Secretaria de Patrimônio da União (SPU), e que o local está previsto para ser utilizado no programa federal “Imóvel da Gente”, voltado à destinação de imóveis públicos para habitação social. “A confusão começou quando guardas municipais entraram no prédio para retirar os pertences das famílias. Tentamos acompanhar, mas a Guarda Municipal impediu minha circulação. Estávamos apenas exercendo nossa prerrogativa parlamentar”, disse Motta. Na tarde deste domingo, Tarcísio e professor Josemar, registraram um boletim de ocorrência na 20ª DP (Vila Isabel), denunciando agressão, lesão corporal e abuso de autoridade por parte de agentes da Prefeitura do Rio. Motta informou ainda que pretende representar contra o prefeito Eduardo Paes na Câmara Municipal e no Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por impedir o exercício da função parlamentar durante a operação. “Presenciamos uma cena lamentável: a Guarda Municipal agindo em um imóvel que não pertence à Prefeitura, mas sim à União. Fui empurrado, agredido e atingido com spray de pimenta no rosto enquanto exercia meu mandato. Estávamos ali para garantir que os direitos das famílias fossem respeitados, mas acabamos sendo vítimas de um abuso institucional”, afirmou Josemar. Procurada para comentar as supostas ilegalidades cometidas pelos agentes da Seop e da GM, a assessoria de imprensa de Secretaria de Ordem Pública não comentou.

Palavras-chave: câmara municipal