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Presidente Prudente reduz em até 40% mensalidade de boxes em Shopping Popular

Publicado em: 19/10/2025 12:24

Shopping Popular em Presidente Prudente (SP) Arquivo/g1 A Prefeitura de Presidente Prudente (SP) divulgou a redução em até 40% na mensalidade de comerciantes que queiram utilizar um dos 133 boxes disponíveis no Shopping Popular. O benefício foi publicado no Diário Oficial de sexta-feira (10), após aprovação da Lei N° 11.749, na Câmara Municipal, colaborando para permissões de uso no Shopping Popular ‘Ana Cardoso Maia de Oliveira Lima’, válida a partir da publicação. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Antes, os valores mensais variavam de R$ 424,29 a R$ 338,16. Agora, com a redução de 40%, as mensalidades são entre R$ 243,96 e R$ 202,90. Segundo a prefeitura, os comerciantes que já atuam no local foram beneficiados com a redução em junho de 2025. Conforme o secretário da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (Sedepp), Tiago Oliveira, o novo edital para a concessão das 133 unidades está sendo finalizado pela equipe da pasta e será publicado nas próximas semanas, já com os valores atualizados. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: câmara municipal

Ex-presidente da Câmara de Vereadores de Rio Branco morre após sofrer infarto em casa

Publicado em: 19/10/2025 12:13

Ex-vereador de Rio Branco, Carlinhos Santiago morre de infarto em Rio Branco Reprodução O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Rio Branco, Carlos Alberto Santiago de Melo, mais conhecido como Carlinhos Santiago, 69 anos, morreu na tarde deste sábado (19), em Rio Branco. Ele passou mal em casa, foi levado ao hospital, porém não resistiu. Ao g1, o sobrinho de Carlinhos, Thiago Santiago, explicou que o tio não tinha nenhuma doença conhecida pela família e que a morte teria sido inesperada. "Ele teve uma parada cardíaca, ele morreu de infarto", disse ele. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp O velório acontece na Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac) desde às 21h ainda de sábado. A família divulgou que o enterro ocorre neste domingo (19), às 13h no São João Batista. A Aleac divulgou uma nota de pesar, assinada pelo presidente da mesa diretora, Nicolau Junior, lamentando a morte do ex-vereador. A Prefeitura de Rio Branco também manifestou pesar pela morte de Carlinhos. (Veja abaixo) Infarto, angina e arritmia cardíaca: saiba como se proteger das doenças do coração Nota de pesa Aleac "A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), em nome do presidente, deputado estadual Nicolau Júnior, manifesta profundo pesar pelo falecimento de Carlos Santiago de Melo, ocorrido neste sábado, 18. Ex-vereador de Rio Branco, Carlinhos Santiago, como era carinhosamente chamado, deixou sua marca na política acreana. Ele pertence a uma das famílias mais tradicionais da política do Estado, e assim como outros membros, construiu uma trajetória de respeito e compromisso com a sociedade. Nicolau Junior, presidente da Mesa Diretora Assembleia Legislativa do Acre (ALEAC)" Nota de pesar Prefeitura de Rio Branco "A Prefeitura de Rio Branco, vem a público manifestar profundo pesar pelo falecimento do ex-vereador Carlinhos Santiago, que faleceu neste sábado (18), aos 69 anos, em sua casa localizada no bairro Apolônio Sales, em Rio Branco. Ele estava prestes a completar 70 anos em novembro. Carlinhos fazia parte de uma das famílias mais influentes na política do Acre, os Santiago. Que Deus conforte a família neste momento de dor e sofrimento. Rio Branco, 18 de outubro de 2025. Tião Bocalom, prefeito de Rio Branco" Ex-presidente da Câmara de vereadores de Rio Branco morre após passar mal Reprodução VÍDEOS: g1

Palavras-chave: câmara municipal

Jovem empresário morre após carro capotar em Goiânia

Publicado em: 19/10/2025 09:12

Motorista morre após carro capotar na GO-462 O jovem empresário Victor Hugo Napoleão Silva, de 22 anos, morreu após o carro capotar na GO-462, na altura do Setor Orlando de Morais, em Goiânia. O veículo seguia no sentido de Santo Antônio de Goiás, local onde a vítima morava. Segundo o Corpo de Bombeiros, o acidente ocorreu na madrugada de sábado (18). Ao g1, a Polícia Civil de Goiás (PC-GO) informou que o carro da vítima colidiu com o retrovisor de outro veículo, momento em que perdeu o controle e capotou na pista. Victor foi encontrado pelos bombeiros com traumatismo craniano grave e teve a morte confirmada no local. A polícia destacou que as perícias necessárias para apurar o caso foram solicitadas. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Ainda de acordo com a corporação, o motorista do outro carro realizou um teste de bafômetro, que deu negativo, e permaneceu no local até a chegada da Polícia Militar de Goiás (PM-GO). Comoção Victor Hugo Napoleão Silva, de 22 anos, morreu após o carro capotar na GO-462, em Goiânia Reprodução/Instagram de Victor Hugo Napoleão Silva Em entrevista ao O Popular, uma familiar, que preferiu não se identificar, contou que o jovem estava voltando para casa após uma festa no momento do acidente. Ele era proprietário de uma sanduicheria e de uma loja de roupas na cidade. "Um amor de pessoa, muito carinhoso, respeitoso, educado com todo mundo", disse. LEIA TAMBÉM: Adolescente morre durante passeio em comemoração ao Dia das Crianças Pai, mãe e quatro filhos estão entre os mortos em acidente com caminhão, carros e moto na BR-153, diz PRF Cinco crianças e dois adultos morrem após carro cair de ponte em Goiás, dizem bombeiros A morte do empresário causou comoção em Santo Antônio de Goiás. Em nota, a prefeitura da cidade manifestou pesar pelo ocorrido. “Neste momento de dor, nos solidarizamos com familiares e amigos, expressando nossas mais sinceras condolências e desejando força para enfrentarem essa irreparável perda”, destacou a gestão. Nos comentários, familiares e amigos se despediram de Victor, que foi descrito como “um menino de bom coração”. “Coração e energia boa que ele tem, é até difícil de acreditar. Que Deus te receba de braços abertos 😢🖤”, escreveu um amigo. A Câmara Municipal de Santo Antônio de Goiás também lamentou a morte de Victor, que era filho de um servidor público da casa. O presidente Gabriel Machado decretou luto oficial de sete dias. “Que as boas lembranças e o amor de Victor Hugo permaneçam vivos na memória e no coração de todos que o conheceram”, destacou o texto. O corpo da vítima deve ser sepultado neste domingo (19), na cidade de Nova Veneza, às 11h. Jovem morre após acidente de trânsito, em Goiânia Reprodução/TV Anhanguera e Instagram de Victor Hugo 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

Palavras-chave: câmara municipal

Câmara de BH tem semana tensa sob acusações de boicote e retaliação política

Publicado em: 19/10/2025 06:01

Painel de votação para os vereadores da Câmara Municipal de Belo Horizonte. Cláudio Rabelo/CMBH A última semana foi marcada por tensões e acusações de boicote por motivações políticas na Câmara Municipal de Belo Horizonte. Vereadores de vários partidos afirmam que disputas político-ideológicas têm interferido no andamento dos projetos na Câmara, atingindo tanto a presidência da Casa quanto a Comissão de Legislação e Justiça (CLJ). Segundo parte dos parlamentares, o presidente Juliano Lopes (Podemos) tem deixado de incluir em pauta propostas já prontas para votação, em retaliação a colegas que se afastaram do grupo da chamada família Aro. Lopes nega a denúncia. (entenda mais abaixo) Outra denúncia vem sendo promovida por integrantes da bancada formada por PT e Psol, que acusam a CLJ de aplicar critérios diferentes conforme o autor e o tema das proposições, barrando projetos de caráter social e de esquerda. O presidente da Comissão diz que segue critérios técnicos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Impasse no plenário Parte dos vereadores afirma que projetos já aprovados em comissões e prontos para votação não estão sendo incluídos na pauta do Plenário. O principal exemplo citado por interlocutores ouvidos pelo g1 é o do vereador Lucas Ganem (Podemos), que diz ter diversas proposições paradas há meses, mesmo após reiterados pedidos para votação. Ganem e aliados atribuem a situação a retaliações políticas. No início do ano, ele contrariou os interesses do grupo ligado à família Aro, ao votar em Bruno Miranda (PDT) na eleição da mesa diretora, em vez de apoiar o correligionário de partido, que acabou eleito. Segundo o parlamentar, o grupo, que reúne cerca de 11 vereadores e tem proximidade com o Executivo municipal, tenta enfraquecê-lo politicamente. "Tenho dificuldade em acreditar que o presidente Juliano Lopes, um homem tão experiente, tão conhecedor das dores de ter bons projetos engavetados, reproduziria a mesma prática que tanto criticou no passado. Seria, no mínimo, um curioso exercício de memória seletiva", afirmou Ganem. Atualmente, 130 projetos de lei aguardam apreciação em Plenário, sendo 114 deles protocolados em 2025. Entre as propostas paradas estão textos voltados à causa animal e às pessoas com deficiência. Os parlamentares que fazem as denúncias são, em sua maioria, aliados do ex-presidente da Casa, Gabriel Azevedo (MDB), que já foi adversário político do grupo Aro, mas as reclamações também se estendem a vereadores de outras correntes, que preferiram não se identificar. Eles defendem que o andamento das proposições deve ser definido por critérios técnicos, e não por disputas internas. 🔎 O grupo político que dá sustentação à atual mesa diretora é liderado por Professor Juliano Lopes e tem como principal articulador o secretário de Estado da Casa Civil, Marcelo Aro (PP). 🔎 Desde que Álvaro Damião (União Brasil) assumiu a Prefeitura, aliados da família Aro passaram a ocupar cargos estratégicos na administração municipal, e projetos de interesse do Executivo têm avançado com mais facilidade, como foi o caso da redução da distância mínima para construções às margens de rodovias e o uso de áreas públicas para a construção de um complexo hospitalar estadual. Em nota, o presidente da Câmara afirmou que a definição da pauta de votações é uma atribuição da presidência, conforme o Regimento Interno, e ocorre após consulta ao Colégio de Líderes. Disse que a prerrogativa serve para organizar os trabalhos legislativos de acordo com critérios como urgência, impacto, viabilidade técnica e necessidade de articulação política. "É natural que projetos de diferentes autores tenham tempos distintos de tramitação. Alguns demandam maior debate, enquanto outros aguardam análise de impacto orçamentário ou jurídico ou mesmo a coleta de subsídios para a produção de emenda hábil a sanar eventuais vícios, e há ainda aqueles que demandam consenso político para avançar - o que faz parte do processo democrático", disse Lopes. Afirmou ainda que todas as proposições que concluíram as etapas técnicas estão aptas a votação e serão pautadas conforme a prioridade definida em diálogo com as lideranças, ressaltando o compromisso da Mesa Diretora em garantir celeridade às matérias de interesse da cidade. Nesta semana, Lopes se afastou da presidência para assumir interinamente a Prefeitura, durante viagem oficial de Damião. A cadeira foi ocupada por Fernanda Altoé (Novo), que, segundo interlocutores ligados ao grupo que fez a denúncia, também não pautou os projetos, mesmo aqueles acordados para entrarem em pauta. Vereadores Professor Juliano Lopes (Podemos), à esquerda da foto, e Lucas Ganem (Podemos), à direita da foto. Karoline Barreto + Cristina Medeiros/CMBH Disputa na CLJ Parlamentares da bancada de esquerda, formada por PT e Psol, também denunciam o que chamam de uso político da Comissão de Legislação e Justiça (CLJ). Segundo eles, o colegiado adotou critérios desiguais na análise de projetos, aprovando propostas alinhadas a determinados grupos e barrando outras por motivações ideológicas. Em plenário, a vereadora Juhlia Santos (Psol) cita dois exemplos recentes: o projeto que instituía o Dia Municipal das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé e o que criava a Política Municipal de Saúde Integral da População LGBTI+, ambos rejeitados pela comissão. "Outros projetos com a mesma estrutura, aprovados recentemente pela própria comissão, foram considerados válidos, inclusive propostas que criam novas políticas de saúde e assistência social. Quando o tema é proposto por mim e envolve a população LGBTI+, de repente, o rigor técnico aumenta e os critérios mudam", alegou Juhlia. O presidente da comissão, Uner Augusto (PL), reagiu às críticas e defendeu o trabalho do colegiado, que é composto por cinco membros. “Das 419 proposições apreciadas até o momento, 88 foram de autoria de parlamentares identificados com o campo político da esquerda, e apenas 11 delas (12,5%) receberam parecer pela inconstitucionalidade. Esses números demonstram, de forma objetiva, que não há qualquer tipo de perseguição política ou seletividade nas análises da CLJ”, defendeu Uner. O parlamentar reforçou, ainda, que as decisões são técnicas e que mantém diálogo com todos os vereadores da casa, sem distinção, e reafirma o compromisso da Comissão com a “segurança jurídica, a qualidade legislativa e o respeito à pluralidade política”. Vereadora Juhlia Santos (Psol), à esquerda da foto, e vereador Uner Augusto (PL), à direita da foto. Cláudio Rabelo/CMBH Vídeos mais assistidos do g1 MG

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Prefeitura de Manaus envia à CMM projeto de Lei Orçamentária Anual 2026 com previsão de R$ 12 bilhões

Publicado em: 18/10/2025 12:59

Sede da Prefeitura de Manaus Semcom A Prefeitura de Manaus encaminhou, na última quarta-feira (15), à Câmara Municipal de Manaus (CMM), o Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) para o exercício de 2026. A proposta prevê um orçamento de R$ 12 bilhões, o que representa crescimento de 14,2% em relação ao valor aprovado para 2025, de R$ 10,5 bilhões. O texto já havia sido apresentado em audiência pública no início de outubro e, segundo a Subsecretaria de Orçamento e Projetos da Secretaria Municipal de Finanças e Tecnologia da Informação (Semef), reflete um processo de planejamento baseado em dados técnicos e na participação popular. A subsecretária Karliley Capucho explicou que a construção do orçamento envolveu técnicos municipais e especialistas do governo federal, além de consultas públicas realizadas dentro do processo do PPA Participativo. “Estamos fechando um ciclo de planejamento para elaboração da Lei Orçamentária de 2026 e do PPA dos próximos quatro anos. Tivemos votação popular, refinamento com as secretarias e agora apresentamos a proposta final”, afirmou Capucho. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ela destacou ainda que o orçamento consolida as estimativas de receitas e despesas do município e garante a execução das políticas públicas definidas pela população. “A Lei Orçamentária materializa decisões democráticas e técnicas. Cada valor previsto traduz o compromisso da prefeitura com uma Manaus mais eficiente, humana e sustentável”, completou. Educação e Saúde concentram maiores recursos De acordo com o projeto, a Educação continuará sendo a área com maior volume de recursos. O orçamento previsto para 2026 é de R$ 3,2 bilhões, aumento de quase 40% em relação a 2024. Do total, 44,57% serão destinados a pessoal, 50,64% a despesas correntes e 4,03% a investimentos. A Saúde também terá reforço orçamentário. Após receber R$ 1,74 bilhão em 2025, o setor deve contar com R$ 1,89 bilhão em 2026, sendo 69,09% para pessoal e encargos, 28,69% para despesas correntes e 1,32% para investimentos. Com o envio do Ploa à CMM, o projeto seguirá para análise das comissões técnicas e, em seguida, para votação em plenário, conforme o trâmite previsto na legislação orçamentária.

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Governador afastado e primeira-dama usavam jatinho pago com dinheiro público para viagens de turismo

Publicado em: 17/10/2025 20:03

Wanderlei Barbosa gastava dinheiro público em viagens de jatinho com família e amigos Um jatinho locado com recursos estaduais foi usado em diversas oportunidades para viagens de turismo pelo governador afastado Wanderlei Barbosa (Republicanos), juntamente com a primeira-dama, Karynne Sotero. Documentos aos quais a TV Anhanguera teve acesso com exclusividade mostram destinos e valores das viagens, pagas com dinheiro público. O governador e a esposa foram afastados dos cargos pelo prazo de 180 dias, por decisão do Superior tribunal de Justiça (STJ), no dia 3 de setembro. A ação ocorreu durante a segunda fase da “Operação Fames-19”, que investiga supostos desvios de recursos públicos com a compra de cestas básicas durante a pandemia de Covid-19 no Tocantins. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Depois de dias de férias no litoral do nordeste, em janeiro deste ano, Wanderlei e Karynne estenderam a folga para os Lençóis Maranhenses. Para voltar do Maranhão até a capital tocantinense, em 13 de janeiro, o casal e familiares usaram o jatinho locado pelo Governo do Estado. O deslocamento custou R$ 141.450,00 aos cofres públicos. Dez dias depois, o jatinho foi novamente utilizado. Desta vez por membros do Governo e o filho do governador, Rérison Castro, que não tem vínculos com o Estado. Ele é superintendente do Sebrae Tocantins. O custo do trajeto de ida e volta foi de R$ 189.750,00. Em nota, o Sebrae esclareceu que não tem relação com as viagens mencionadas (veja nota na íntegra abaixo). A TV Anhanguera e o g1 pediram posicionamento para Wanderlei, Karinne e Rérison sobre as viagens, mas não houve resposta até a atualização desta reportagem. No fim do mês, o avião buscou a comitiva de Wanderlei Barbosa em Guarulhos (SP), depois de uma das viagens internacionais - mais R$ 93 mil de despesas para os cofres públicos. Wanderlei Barbosa e Karynne Sotero durante viagem ao Maranhão Reprodução/TV Anhanguera LEIA TAMBÉM: Viagens internacionais: governador afastado e primeira-dama percorreram equivalente a quase 4 voltas ao mundo durante mandato Governador em exercício suspende contrato de aluguel de avião de R$ 20 milhões para cortar gastos Governador do Tocantins e primeira-dama são afastados pelo STJ durante investigação sobre compra de cestas básicas Entenda como funcionou o suposto esquema de desvio de dinheiro de cestas básicas no Tocantins Viagens em fevereiro e março Juntamente com o presidente da Assembleia Legislativa, Amélio Cayres, colega de partido, Wanderlei usou a aeronave em diversas ocasiões para acompanhar partidas. Isso aconteceu, como exemplo, em 18 de fevereiro deste ano. “A felicidade nossa de ver o jogo do Atlético Mineiro com o nosso time de Tocantinópolis, que representa o Tocantins na Copa do Brasil. Olha a alegria", disse o governador afastado pelas redes sociais. O deslocamento custou R$ 86 mil. Em 19 de março, uma comitiva do governador afastado também acompanhou a Seleção Brasileira contra a Colômbia, em Brasília (DF). Com ele, estavam o neto e os filhos: o deputado estadual Léo Barbosa, do Republicanos, e novamente Rérison Castro. A viagem custou R$ 89 mil, também de recursos públicos. Em nota, Léo Barbosa informou que acompanhou o então governador em agenda institucional no dia 20 de março e que sua presença em qualquer evento público ou privado após o fim da agenda institucional não configura ilegalidade ou aumento de despesas para o Estado (veja nota na íntegra abaixo). Viagens em maio Em 5 de maio, Wanderlei publicou um vídeo pescando no Lago de Palmas, em comemoração ao aniversário de Léo Barbosa. Mas os registros do contrato mostram outro destino: Campina Grande, na Paraíba. Na aeronave, além do governador, viajavam a filha e o genro, sem vínculo com o Estado. O trajeto de ida e volta no mesmo dia custou R$ 165 mil. Segundo os documentos, a viagem foi justificada como “missão oficial”, mas a reportagem não localizou compromissos públicos nessa data. Entre os dias 21 e 22 de maio, um novo voo foi registrado entre Palmas, Brasília e Campina Grande. O deslocamento custou R$ 286 mil aos cofres do Estado. Na comitiva estavam Rérison, junto com a esposa e outros parentes do governador. Segundo o gabinete, a viagem foi para cumprir agendas oficiais nas duas cidades. Mas em vídeo publicado nas redes sociais, o próprio governador afirmou que viajou entre Brasília e Palmas de carro. Wanderlei Barbosa e o deputado estadual Léo Barbosa, filho dele Reprodução/TV Anhanguera Viagem em julho Em 12 de julho, Wanderlei viajou para Minaçu (GO), para uma reunião familiar. 'Estou em Minaçu, prestigiando a festa da nossa família, a família Barbosa, aqui deve ter umas 800 pessoas, pra todo lado, que são descendentes de Domingos Barbosa, meu bisavô" (sic), conforme vídeo que publicou nas redes. A bordo, estavam a primeira-dama, o filho Rérison e o irmão do governador, Marilon Barbosa, também do Republicanos, e presidente da Câmara Municipal de Palmas. O trajeto custou R$ 50 mil. A TV Anhanguera e o g1 pediram posicionamento a Marilon sobre a presença nesta viagem, mas não houve resposta até a atualização desta reportagem. Última viagem A última viagem de Wanderlei e Karynne no jatinho foi uma semana antes de serem afastados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), em setembro deste ano. A viagem durante esse período custou R$ 228 mil e incluiu passagens por Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, onde participaram de feiras e fóruns. Na ocasião, Karynne registrou o passeio na orla carioca. Contrato Independentemente da quantidade de voos, o contrato anual do Governo com a empresa de táxi aéreo previa um custo fixo em torno de R$ 20 milhões. O modelo do avião é considerado executivo de médio porte e de alta perfomance. Assim que assumiu o cargo, o governador em exercício, Laurez Moreira (PSD), devolveu a aeronave e suspendeu o contrato. "Nos assusta um pouco saber que um governante faz o uso de uma aeronave de extremo luxo para viagens nacionais. Fica um pouco difícil encontrar justificativas como por exemplo, de deslocamentos entre capitais, em que já se tem voos comerciais", comentou o doutor em Administração Pública Jorge Leal. Íntegra da nota de Léo Barbosa O deputado estadual Léo Barbosa informa que acompanhou o Governador Wanderlei Barbosa em agenda institucional em Brasília durante todo o dia 20 de março em vários Ministérios, como o de Infraestrutura e o DNIT, em busca de soluções para os problemas do Estado. A sua presença em qualquer evento público ou privado após o fim de sua agenda institucional não configura qualquer tipo de ilegalidade e não representa um aumento de despesas para o Estado. Íntegra da nota do Sebrae Tocantins O Sebrae Tocantins esclarece que não tem relação com as viagens mencionadas, realizadas em aeronave locada pelo Governo do Estado do Tocantins. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

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Caio André assume vaga deixada por vereadora na CMM, mas deve se licenciar para retornar à Secretaria de Cultura

Publicado em: 17/10/2025 16:35

Caio André. Divulgação/CMM. O secretario de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, Caio André (União-AM), assumiu nesta sexta-feira (17) como vereador na Câmara Municipal de Manaus (CMM). O posto, no entanto, deve ser ocupado por ele por pouco tempo. Ao g1, Caio André confirmou que já deu entrada no pedido de licença para retornar à secretária. A movimentação na casa legislativa de Manaus ocorre após a então vereadora Professora Jacqueline (União-AM) deixar temporariamente o cargo para assumir o mandato de deputada estadual na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), em vaga deixada por Joana Darc (União-AM), nomeada titular da Secretaria de Estado de Proteção Animal (Sepet-AM). Caio André, que já ocupou o posto de presidente da CMM no biênio 2023-2024, informou que não vai permanecer na casa legislativa para dar continuidade aos trabalhos na pasta de Cultura. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp "Já estou dando entrada no pedido de licença para voltar à SEC e manter o trabalho. Tenho uma missão a cumprir de democratizar e interiorizar a cultura e valorizar ainda mais a economia criativa e a inovação, dando ênfase a esse trabalho, principalmente no artesanato", justificou. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Com a saída iminente do cargo, abre-se caminho para que Amauri Gomes (União-AM) ocupe a vaga. Ativista da causa animal, concorreu a vereador nas eleições de 2024 obtendo 7.788 votos, o que o credenciou como 2º suplente do União Brasil. Caso assuma o posto, Amauri Gomes será um estreante na CMM. Natural de Porto Velho, em Rondônia, tem 33 anos e é engenheiro por formação. O g1 tenta contato com o suplente. Professora Jacqueline deixa Câmara Municipal de Manaus para assumir vaga na Aleam

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Polícia indicia três pessoas por transfobia contra vereadora de Natal durante sessão na Câmara

Publicado em: 17/10/2025 15:00

Delegada fala sobre caso de transfobia contra vereadora na Câmara de Natal A Polícia Civil indiciou duas mulheres e um homem por transfobia contra a vereadora de Natal Thabatta Pimenta durante uma sessão ordinária da Câmara Municipal. O fato aconteceu no dia 20 de maio deste ano. De acordo com os depoimentos colhidos e vídeos analisados pela Polícia Civil, a vereadora foi alvo de ofensas e insultos de cunho transfóbico feitos por pessoas que estavam na galeria do plenário. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp "Naquela ocasião, existia uma sessão plenária em que, durante a fala, a manifestação de uma parlamentar mulher trans, pessoas das galerias iniciaram práticas discriminatórias em razão da sua identidade de gênero", relatou a delegada Paoulla Maués, da Delegacia Especializada em Crimes de Racismo, Intolerância e Discriminação (Decrid), que investigou o caso. O g1 procurou a vereadora, através da assessoria de imprensa, para comentar o caso, mas não recebeu respostas até a atualização mais recente desta reportagem. As três pessoas foram indiciadas pela polícia pela prática dos crimes previstos nos artigos 2º-A e 20 da Lei nº 7.716/1989, que tratam de condutas de discriminação e preconceito em razão de identidade de gênero. "O STF já decidiu que crimes de transfobia e homofobia, ou seja, a discriminação em razão da identidade de gênero e em razão da orientação sexual é considerado crime de racismo", explicou a delegada. ➡️ Thabatta Pimenta foi a primeira pessoa trans a tomar posse como vereadora em Natal, após ser eleita em 2024 com mais de 7 mil votos. Antes, havia sido vereadora em Carnaúba dos Dantas, onde se elegeu em 2020, se tornando a primeira vereadora trans em todo o Rio Grande do Norte. Thabatta Pimenta em sessão na Câmara Municipal de Natal Elpídio Júnior/CMN Imagens, testemunhas e perícia Para a conclusão do inquérito, a Polícia Civil analisou imagens, ouviu testemunhas e contou com laudos periciais da Polícia Científica - os peritos confirmaram a correspondência de voz entre uma das investigadas e as falas ofensivas registradas em vídeo. Segundo a Polícia Civil, testemunhas ouvidas confirmaram que os ataques foram dirigidos especificamente à vereadora em razão de ela ser uma mulher trans, caracterizando preconceito e injúria em razão da identidade de gênero. "O que chamou mais atenção na polícia foi o fato de que mulheres que estavam na galeria passaram a discriminar uma outra mulher, afirmando que ela, sim, ela, a ofensora, era mulher e aquela que estava falando [a vereadora] não era mulher, discriminando-a, subjugando-a e humilhando tão somente em razão da sua identidade de gênero", afirmou a delegada Paoulla Maués. O relatório final destacou que os atos de transfobia foram praticados em ambiente público e durante o exercício da função parlamentar da vítima. A Polícia Civil informou que o inquérito foi remetido à Justiça para as medidas cabíveis. Brasil O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou em agosto de 2023 que atos de transfobia sejam igualados ao crime de injúria racial. E quem os fizer não tem direito a fiança, nem limite de tempo para responder judicialmente. Em 2019, o STF já tinha reconhecido o crime de transfobia, mas deveria ser enquadrado como crime de racismo. Quatro anos depois, ampliou a proteção e determinou que as ofensas deverão ser punidas como injúria racial. A diferença entre os dois é: crime de racismo - é um ato de discriminação contra um grupo ou coletividade; Injúria racial - é uma ofensa à dignidade de uma única pessoa. Ambos os crimes são inafiançáveis e não prescrevem. A pena é de prisão de dois a cinco anos, que pode ser dobrada se o crime for cometido por duas ou mais pessoas. STF determina que atos de homofobia e transfobia contra indivíduos sejam punidos como injúria racial Vídeos mais assistidos do g1 RN

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MP pede que Justiça anule contrato sem licitação da Câmara de Manaus

Publicado em: 17/10/2025 12:36

Fachada da Câmara Municipal de Manaus Divulgação / CMM O Ministério Público do Amazonas (MPAM) entrou com uma ação civil pública para anular um contrato firmado pela Câmara Municipal de Manaus (CMM) com uma empresa de serviços elétricos. Segundo o órgão, o acordo, feito sem licitação, apresenta irregularidades. O contrato, no valor de R$ 270 mil, foi firmado para alugar um imóvel onde seriam guardados bens da Câmara. A ação foi apresentada pela promotora de Justiça Cley Barbosa Martins, da 13ª Promotoria de Defesa e Proteção do Patrimônio Público (Prodeppp). O MP afirma que o contrato não cumpriu os requisitos exigidos pela nova Lei de Licitações. De acordo com o Ministério Público, a Câmara não justificou por que escolheu o imóvel alugado e não comprovou que não havia outras opções disponíveis, como exige a lei quando a contratação é feita sem licitação. A investigação também apontou que o processo não teve parecer jurídico completo e não comprovou se o valor pago era compatível com o preço de mercado. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp A empresa contratada é a Lux Tecnologia Serviços de Instalação e Manutenção Elétrica Ltda. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Por causa das irregularidades, o MP pediu que a Justiça suspenda o contrato imediatamente e determine que a Câmara faça uma nova licitação em até 120 dias. Durante o período, o contrato atual deve ser mantido apenas de forma provisória até o fim do novo processo. No pedido final, o Ministério Público quer que a Justiça cancele o contrato, obrigue a realização de uma licitação regular e garanta o ressarcimento aos cofres públicos, caso sejam confirmados prejuízos.

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TRE cassa mandato de presidente de Câmara no AC após condenação por agressão à ex-namorada

Publicado em: 17/10/2025 12:31

Presidente da Câmara em cidade do AC perde mandato após condenação por agressão à namorada Reprodução O atual presidente da Câmara Municipal de Porto Walter, no interior do Acre, Rosildo Cassiano (PSD), teve o diploma cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) nesta quinta-feira (16). O vereador foi condenado criminalmente por agredir a namorada e o processo referente à agressão já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso da decisão. No entanto, com relação à cassação, o parlamentar ainda pode recorrer. Ao g1, Rosildo disse que os advogados dele vão entrar com recurso e que seguirá no cargo. "Eu não fui cassado, eles votaram pedindo a cassação do meu diploma, mas eu ainda não fui cassado. Eu continuo", assegurou. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Rosildo foi diplomado em 10 de dezembro do ano passado, mas o cumprimento da pena foi iniciado apenas em 21 de janeiro de 2025, quando já havia sido empossado. Por conta disso, a Lei de Inegibilidade prevê que o parlamentar seja cassado e tenha os direitos políticos suspensos para que a pena seja cumprida. A decisão unânime que cassou o diploma e o mandato de Rosildo foi proferida na sessão do último dia 13 de outubro. O processo teve como relatora a juíza Rogéria José Epaminondas Mesquita e com revisão do desembargador Lois Carlos Arruda. LEIA TAMBÉM: Vereador reeleito no interior do AC é condenado a mais de 3 meses em regime aberto por agredir namorada Vereador é preso suspeito de agredir namorada e liberado após pagar R$ 3 mil de fiança no AC Violência contra mulher: como pedir ajuda De acordo com o processo, a suspensão dos direitos políticos pode acabar apenas após o cumprimento ou extinção da pena e posterior reconhecimento do juiz. Com a decisão, Rosildo Cassiano perde imediatamente o mandato de vereador e, consequentemente, o cargo de presidente da Câmara Municipal de Porto Walter. Porém, cabe recurso da decisão. Condenação O vereador Rosildo Cassiano (PSD) foi condenado a 3 meses e 15 dias de detenção, no regime inicial aberto, por ter agredido a namorada em 2021. A decisão, publicada no dia 31 de agosto de 2024, ainda citou que ele deveria R$ 1,2 mil à vítima. Reeleito em 2024 com 392 votos, o parlamentar foi preso em flagrante e chegou a passar a noite na delegacia, sendo liberado após pagar R$ 3 mil de fiança. Na decisão, é citada a versão da vítima com quem tinha um relacionamento há mais de um ano, que conta que os dois estavam em um churrasco e ela estava mexendo em seu celular, baixando músicas, quando o vereador, achando que ela estaria trocando mensagens com outra pessoa, tomou o celular de suas mãos. Rosildo Cassiano (PSD) foi reeleito nas eleições de 2024 e foi condenado por agredir a namorada no mesmo ano Reprodução A vítima tentou pegar o celular de volta e, por esse motivo, Cassiano a agrediu com dois murros, causando lesões corporais verificadas no laudo de exame de corpo de delito. A mulher apresentava hematomas no braço esquerdo, escoriações no braço direito, no lábio interno esquerdo e na região da perna. Na decisão, assinada pela juíza Carolina Álvares Bragança, da Vara de Proteção à Mulher e Execuções Penais da Comarca de Cruzeiro do Sul, citou que o crime de lesão corporal em âmbito de violência doméstica cometido pelo vereador ocorreu "sem qualquer motivo aparente e a vítima não contribuiu, de forma determinante, para a ação do réu". Cassiano deveria seguir as seguintes condições do regime aberto: Com a intimação para início da execução, comparecer na Vara de Execução das Penas e Medidas Alternativas (vepma), dentro do prazo de cinco dias, para apresentar comprovante de endereço atualizado; Comparecer mensalmente na vepma para justificar suas atividades, inclusive laborais; Não mudar de residência sem prévia comunicação ao Juízo; Não se ausentar da cidade onde reside sem autorização judicial; Recolher-se ao seu domicílio, diariamente, até às 19h do dia anterior e 06h do dia posterior. A PM do Acre disponibiliza os seguintes números para que a mulher peça ajuda: (68) 99609-3901 (68) 99611-3224 (68) 99610-4372 (68) 99614-2935 Veja outras formas de denunciar: Polícia Militar - 190: quando a criança está correndo risco imediato; Samu - 192: para pedidos de socorro urgentes; Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres; Qualquer delegacia de polícia; Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa; Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia; WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656- 5008; Ministério Público; Videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras). Vídeos: g1 em 1 minuto

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Deputada estadual toma posse e reforça presença feminina no Parlamento

Publicado em: 17/10/2025 11:32

Deputada estadual toma posse e reforça presença feminina no Parlamento Danilo Mello / Aleam Na última terça-feira (14/10), a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) realizou a cerimônia de posse da Professora Jacqueline, como deputada estadual da 20ª Legislatura. A parlamentar assume a vaga deixada pela deputada Joana Darc, licenciada do cargo para comandar a Secretaria de Estado de Proteção e Bem-Estar Animal (Sepet). A solenidade, conduzida pelo presidente da Aleam, deputado Roberto Cidade, aconteceu no plenário Ruy Araújo. Seguindo o rito regimental, Professora Jacqueline prestou o juramento oficial e assinou o termo de posse, formalizando sua entrada no Parlamento Estadual. “Assumo hoje o mandato de deputada estadual com o mesmo compromisso que orientou minha atuação na Câmara Municipal de Manaus: trabalhar com seriedade, presença e buscando sempre resultados concretos em favor do nosso Estado”, afirmou a nova parlamentar, lembrando de sua atuação como vereadora de Manaus, cargo do qual se licenciou para assumir a vaga na Aleam. O presidente Roberto Cidade destacou a importância da chegada da nova deputada e reafirmou o apoio da Mesa Diretora ao seu mandato. “É uma honra conduzir esta cerimônia de posse. Juntos trabalhamos pelo povo do Amazonas”, declarou Cidade. A deputada afirmou que seu mandato será voltado aos professores, servidores públicos, mulheres e comunidades rurais do interior do estado. “Lutarei para que esses grupos tenham voz, respeito e políticas públicas de valorização”, disse, ressaltando que seu trabalho se pautará na escuta das comunidades e na transformação de suas demandas em ações concretas. Com a posse, a Aleam volta a contar com 24 parlamentares, mantendo o número de cinco mulheres na composição legislativa, marca histórica alcançada nas eleições de 2022, que representa um avanço na representatividade feminina na política amazonense. Em nome do Parlamento, a deputada Alessandra Campelo fez um pronunciamento destacando a importância da presença feminina na política. “A Professora Jacqueline é a 21ª mulher, na história do Amazonas, a tomar posse como deputada estadual”, informou Campelo. Segundo ela, essa sub-representação reflete barreiras estruturais e culturais enfrentadas pelas mulheres e limita a diversidade de perspectivas no processo democrático. “A presença de mulheres na política é fundamental para garantir a diversidade e a eficácia democrática, além de assegurar que políticas públicas atendam às necessidades específicas das mulheres”, completou Alessandra, enfatizando que a 20ª Legislatura da Aleam tem trabalhado pela criação de leis e políticas de fortalecimento das mulheres. Professora Jacqueline permanecerá na função pelo período em que a deputada Joana Darc ocupar a titularidade da Sepet.

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Perícia encontra manchas de sangue em berço de bebê que morreu após agressões; mãe foi presa

Publicado em: 17/10/2025 10:59

Perícia encontra sangue no berço de bebê morto após agressões em Jundiaí A perícia encontrou manchas de sangue na casa de mulher presa suspeita de agredir e causar a morte da filha, uma bebê de um ano e três meses, em Jundiaí (SP), em setembro deste ano. O imóvel passou por uma inspeção nesta quinta-feira (16) e, conforme apurado pela TV TEM, os policiais encontraram sangue no colchão, no berço da criança e em uma área próxima à cozinha. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp A suspeita, de 23 anos, foi presa por lesão corporal de natureza grave e violência doméstica. A filha dela foi socorrida com sinais evidentes de violência no dia 19 de setembro, com a clavícula fraturada, o couro cabeludo queimado e múltiplas lesões no corpo. A prisão foi realizada após uma médica denunciar o caso à polícia. Segundo o boletim de ocorrência, inicialmente a criança foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Vetor Oeste e, em seguida, transferida ao Hospital Universitário (HU), mas não resistiu aos ferimentos e morreu em 25 de setembro. Havia marcas de sangue no berço de criança que foi socorrida com sinais de violência em Jundiaí (SP) Polícia Civil/Divulgação LEIA TAMBÉM Mãe presa suspeita de agredir filha disse que chacoalhou criança para reanimá-la, diz delegado Justiça mantém prisão de mãe suspeita de agredir bebê internado em estado grave em Jundiaí Ainda conforme o boletim, a vítima era acompanhada pela médica desde a primeira internação e, por isso, a profissional denunciou o caso às autoridades. O Conselho Tutelar também mantinha contato com a família, mas a mulher se mudou de endereço e não comunicou o órgão. Lesão corporal Inicialmente, o caso havia sido registrado como lesão corporal grave e maus-tratos, no entanto, a polícia informou que foram encontrados indícios de que a criança era agredida desde fevereiro, quando foi atendida pela primeira vez no Hospital Universitário (HU) de Jundiaí. O delegado Rafael Diório, do 5º DP de Jundiaí, disse à TV TEM que as investigações apontam que o bebê era agredido "de forma intensiva", com fraturas nos braços, queimaduras, e um quadro de desnutrição. "É uma sequência de condutas que não são compatíveis somente com maus-tratos. Consideramos até quase como uma tortura, porque desde fevereiro a criança é vítima dessas agressões físicas intensas. Não é só um ralado. É um caso muito triste mesmo", explica o delegado. Em entrevista à TV TEM, a coordenadora pediátrica do HU, Stela Tavolieri, também disse que a criança chegou no hospital entubada e com inúmeras lesões pelo corpo, incluindo queimaduras, mordidas e dedos sem unha. Segundo Stela, as lesões antigas foram identificadas a partir do contexto apresentado pela mãe da criança. Como o bebê não conseguia andar, a equipe médica achou inconsistências com os tipos de ferimentos que ele tinha. Perícia encontrou manchas de sangue na casa de mulher suspeita de agredir a filha em Jundiaí (SP) Polícia Civil/Divulgação CPI e sindicância A Câmara Municipal também aprovou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a atuação do Conselho Tutelar diante do caso. O intuito é investigar uma possível omissão do órgão no cumprimento de suas funções em relação à vítima. A Prefeitura de Jundiaí ainda acionou o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), para instaurar uma sindicância de apuração voltada às ações do Conselho Tutelar 3. O procedimento administrativo, oficializado mês passado, acontecerá de forma sigilosa, prevista em lei, em um prazo de até 60 dias. Assim que os trâmites acabarem, a decisão final será encaminhada ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e o Poder Executivo. Mulher foi presa em flagrante suspeita de agredir e causar morte da filha, em Jundiaí (SP) Polícia Civil/Divulgação Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí

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UniPiaget/Brasil é declarada de utilidade pública pela Câmara Municipal de Suzano

Publicado em: 17/10/2025 10:07

Câmara aprova por unanimidade projeto que declara Unipiaget como entidade de utilidade pública Divulgação A Câmara Municipal de Suzano aprovou o Projeto de Lei nº 0043/2025, que declara a Associação Unipiaget/Brasil, mantenedora do Centro Universitário Piaget, como entidade de utilidade pública municipal. A proposta, de autoria do vereador Jaime Siunte, reconhece o impacto das ações desenvolvidas pela instituição no município e sua contribuição contínua ao bem-estar coletivo. De acordo com o texto aprovado, o reconhecimento tem como finalidade valorizar o trabalho social do Unipiaget em áreas essenciais como saúde, educação, assistência social, cidadania e meio ambiente. As iniciativas realizadas ao longo de 2024 beneficiaram diretamente mais de 100 mil pessoas, por meio de programas e projetos gratuitos que promovem inclusão e desenvolvimento comunitário. Entre as ações citadas no projeto estão: a Farmácia Solidária, que arrecadou 162 kg de medicamentos para distribuição; o Projeto Psicologia em Ação, que alcançou 30.278 pessoas e o Conexão Nutritiva, que atendeu 8.256 pessoas com orientações sobre alimentação saudável. Outras iniciativas, como Comunidade em Ação, voltada à saúde dos idosos; Mapa do Conhecimento, com educação em saúde infantil e Unipiaget Levando o Direito à Comunidade, que dissemina informações jurídicas sobre bullying e direitos fundamentais, evidenciam o caráter transformador e responsável das ações. O proponente do projeto, Ver. Jaime Suinte, destacou a importância do Centro Universitário Piaget para a cidade. “Essas ações representam prática cidadã e formam profissionais conscientes de seu papel, além de ajudar pessoas que muitas vezes não tem acesso ao tratamento que necessitam”. Para o reitor do Unipiaget, Marcus Rodrigues, o reconhecimento da Câmara reforça a relevância do papel social da instituição. “Ficamos muito honrados com esse reconhecimento por parte da Câmara Municipal de Vereadores, que representa a população da cidade, está em nossa Missão Institucional ser agente de transformação da sociedade, na qual estamos inseridos e este é o reconhecimento do trabalho que há anos vem sendo desenvolvido com responsabilidade e compromisso com a cidade. O Unipiaget é muito mais que uma instituição de ensino, é um grande agente de transformação da sociedade”, reforça o reitor. Com a aprovação do projeto por Unanimidade, o Unipiaget passa a integrar oficialmente o grupo de entidades de utilidade pública de Suzano, ampliando as possibilidades de parceria com o poder público e organizações sociais, além de consolidar sua atuação como referência em ensino superior e responsabilidade social na região do Alto Tietê. Venha estudar no Unipiaget. Vestibular 2026, inscreva-se já. Acesse: https://nl.ong.br/piaget-g1

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Após recomendação do MP, projeto que dava presidência de conselho de meio ambiente à prefeitura é alterado em Piracicaba

Publicado em: 17/10/2025 07:10

Vista aérea do salto do Rio Piracicaba, em Piracicaba Wesley Almeida/ EPTV Após abertura de inquérito e recomendação do Ministério Público (MP-SP), a prefeitura alterou um projeto que trata de mudanças no Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente de (Comdema) de Piracicaba (SP). A proposta ainda passará por votação na Câmara. Na nova versão, o governo municipal retirou trecho que previa o fim da eleição para cargo de presidente do conselho, que seria ocupado sempre pelo secretário de Meio Ambiente. Esse era um dos pontos questionados pela Promotoria. Tanto o projeto retirado quanto a nova versão preveem aumento no número de membros da prefeitura na composição do Comdema. Mas, após alerta da Promotoria, o governo municipal reduziu o número proposto. A seguir, entenda a proposta anterior, e a nova versão: O que previa o projeto retirado: Aumento de 3 para 18 no número de membros da prefeitura na composição do Comdema. A justificativa da prefeitura era de que assim ocorreria uma representação "igualitária" porque a sociedade civil conta com 18 membros no conselho; Fim da eleição para cargo de presidente, que passaria a ser ocupado automaticamente pelo secretário de Meio Ambiente. A justificativa da prefeitura foi de que essa prática é adotada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente(Conama) e Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema); Já o vice-presidente seria um representante do poder público escolhido por conselheiros nomeados, enquanto o 1º e 2º secretários seriam membros da sociedade civil, também escolhidos por conselheiros nomeados. O que prevê a nova versão: Aumento de 3 para 14 no número de representantes da prefeitura na composição do Comdema; Na nova versão, não consta mais que o cargo de presidente seja ocupado pelo secretário de Meio Ambiente. Assim, a Presidência continuará sendo definida em eleição entre representantes da sociedade civil; Também não consta mais, no novo texto, destinação da vice-presidência a membro do poder público, e da 1ª e 2ª secretarias a membros da sociedade civil. Assim, a definição fica sob responsabilidade de membros da sociedade civil. Vista área de Piracicaba Prefeitura de Piracicaba 'Seria um desequilíbrio', diz promotor O promotor Ivan Carneiro Castanheiro, do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema), realizou uma reunião com representantes da prefeitura para tratar do tema. "Foi colocado que, na nossa visão, não poderia ficar assim porque, na verdade, seria um desequilíbrio. Não haveria paridade, já que representantes do governo, como a Polícia Ambiental e a Cetesb [Companhia Ambiental do Estado de São Paulo], estavam na cota da sociedade civil. Então, isso também foi retirado, e também foi acrescentado os números certos de representantes da prefeitura, 14, e não mais 18", explicou. O promotor destacou que a definição da presidência do Comdema continua sob responsabilidade da sociedade civil. "Os projetos de lei de importância ambiental devem passar pelo Condema. É importante que estejam lá representantes do poder público e da sociedade civil [...] E eu gostaria de elogiar o bom senso da prefeitura em fazer essas alterações, e com isso permitir uma maior participação popular, porque, afinal de contas, o meio ambiente é de todos nós. Não é da gestão pública, seja quem for o prefeito", completou Carneiro. Versão anterior foi alvo de críticas: 'retrocesso democrático' Segundo a prefeitura, as mudanças presentes na nova versão ocorrem para atender às recomendações dos promotores do Gaema. Câmara Municipal de Piracicaba Rubens Cardia/ Câmara Municipal de Piracicaba Audiência pública reagendada O MP também recomendou a realização de uma audiência pública para discutir o projeto com a sociedade. Inicialmente, ela estava agendada para 7 de outubro, mas a prefeitura pediu o adiamento para ter tempo suficiente para enviar uma nova versão do projeto à Câmara. Agora, a previsão é de que a audiência aconteça no 18 de novembro, às 19h, no salão nobre da Câmara. Antes disso, um requerimento que oficializa o encontro precisa ser aprovado no Legislativo. Apenas após a audiência, análise de comissões permanentes e votação em plenário as alterações do Comdema estarão aptas a entrar em vigor. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba

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Entenda em 7 pontos como Unicamp quer transformar complexo de saúde em autarquia

Publicado em: 17/10/2025 06:54

Área da saúde da Unicamp pode passar a ser gerida por autarquia A Unicamp estuda transformar seu complexo de saúde em autarquia estadual. A proposta para mudar a administração e o financiamento dos hospitais foi discutida em audiência na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), na terça-feira (14). Mas o que isso significa na prática? Segundo a universidade, a mudança daria mais autonomia financeira e administrativa, permitindo ampliar serviços de saúde e atividades acadêmicas. O modelo já é usado em outras instituições, mas ainda gera debate, especialmente sobre a manutenção do emprego de servidores. "Nós não estamos privatizando nada, absolutamente nada. Nós estamos criando uma autarquia, que é uma forma de fortalecer o financiamento público de uma área fundamental que é a área da saúde", frisou o reitor da Unicamp, Paulo César Montagner, durante a audiência. ➡️ Para explicar o projeto, o g1 organizou as informações em 7 pontos principais. Clique para ler: O que muda com a proposta Por que a mudança é estudada Quem apoia a proposta Críticas e dúvidas O que pensam os servidores Exemplos de outras universidades Próximos passos Imagem de arquivo mostra cirurgia realizada no HC da Unicamp HC da Unicamp/Divulgação O que muda com a proposta O projeto prevê transformar as principais unidades do complexo hospitalar da Unicamp em uma autarquia estadual, incluindo: Hospital de Clínicas (HC) Hospital da Mulher Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti (Caism) Centro de Hematologia e Hemoterapia (Hemocentro) Centro de Diagnóstico de Doenças do Aparelho Digestivo (Gastrocentro) Centro Integrado de Pesquisas Oncohematológicas na Infância (CIPOI) Centro de Estudos e Pesquisas em Reabilitação Prof. Dr. Gabriel O.S. Porto (CEPRE) Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) Centro Clínico Multidisciplinar da Faculdade de Odontologia O que muda? As unidades continuariam ligadas à universidade para ensino e pesquisa. Teriam orçamento próprio, com repasses diretos do governo estadual, sem depender do orçamento global da Unicamp. A universidade deixaria de destinar cerca de 17% do orçamento - ou R$ 1,1 bilhão - à saúde, podendo investir mais em novos cursos, pesquisas e expansão de campi, segundo a Reitoria. Por que a mudança é estudada Atualmente, o complexo de saúde da Unicamp atende mais de 6 milhões de pessoas em 90 municípios da região de Campinas, mas mantém quase a mesma estrutura desde os anos 1980, conforme destacou o coordenador geral Fernando Antônio Santos Coelho. "Temos dificuldade de crescer, porque está fortemente relacionado ao financiamento que a universidade tem. Hoje, a gente está numa posição em que é importante pensar em alternativas para crescer a área de saúde, fundamental para a região metropolitana de Campinas", disse Coelho. A universidade afirma que o modelo atual de financiamento limita a expansão e dificulta a modernização dos hospitais. Com a autarquização, a Unicamp espera maior agilidade na gestão, atração de recursos e sustentabilidade do sistema. Quem apoia a proposta Para Unicamp, o principal ponto positivo da autarquização é a possibilidade de crescimento acadêmico - como, por exemplo, o avanço dos estudos sobre a criação de um curso de medicina em Piracicaba (SP), uma demanda antiga dos estudantes. Coordenador de Ensino Técnico e Superior da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI), Marcos Nogueira Martins afirmou durante o encontro que a pasta estadual “apoia totalmente” a iniciativa. "O processo é virtuoso, todo mundo ganha. A universidade ganha porque aumenta a sua oferta de cursos, aumenta o número de estudantes, tudo. E os hospitais também crescem porque são administrados pela Secretaria da Saúde, que o faz muito melhor do que a universidade", opinou. Críticas e dúvidas Críticos à proposta apontam, entre as principais preocupações, a segurança jurídica e direitos dos servidores, incluindo riscos de desigualdade salarial e criação de duas estruturas de pessoal. Diante disso, o diretor da Área de Saúde da Unicamp, Luiz Carlos Zeferino, garantiu que, caso a autarquização se concretize, os trabalhadores teriam todos os direitos previstos pela lei garantidos. "Temos cerca de 2,5 mil profissionais contratados hoje pela Funcamp. As pessoas estão achando que nós vamos demitir todos. Impossível fazer isso, e se alguém falar que vai demitir, é mentira, é fake news. O quadro, as unidades precisam dessas pessoas", frisou. A audiência pública também trouxe questões referentes à garantia de que os recursos sejam reinvestidos na saúde, sem desvio para outras áreas acadêmicas, e ao risco de contingenciamento de recursos pelo Estado, caso a autarquia fique sujeita à política orçamentária estadual. Zeferino destacou que o contingenciamento já é uma realidade. “Basta ter queda de arrecadação de ICMS e diminui o repasse para a universidade, que precisa segurar contratações por um tempo e, quase sempre, as unidades mais comprometidas são as da área da saúde”. Durante a reunião, a universidade também foi questionada sobre a possibilidade de conflitos de gestão de comando no novo modelo. Nesse sentido, tanto a gestão da Unicamp quanto a SCTI garantiram que a autonomia universitária deve ser mantida. Vista aérea do complexo hospitalar que compreende a Área da Saúde da Unicamp Antoninho Perri/Unicamp O que pensam os servidores Na noite de terça-feira (14), o tema foi debatido em audiência pública na Câmara Municipal de Campinas, conduzida pela vereadora Fernanda Souto (PSOL). O coordenador-geral, Fernando Coelho, disse que a universidade não tem recursos suficientes para atender à crescente demanda da área da saúde. “Não há mais investimentos, os recursos vão apenas para custeio”, afirmou. Já a presidente da Associação dos Docentes da Unicamp (ADunicamp), professora Silvia Gatti, defendeu que, antes de discutir a autarquização, a Reitoria deveria buscar novas formas de financiamento. “O nosso problema é o subfinanciamento. Por isso, precisamos pressionar o governo para aumentar o valor da quota-parte das universidades dos atuais 9,57% para pelo menos 11%”, defendeu a docente. Representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU) também participaram da audiência e manifestaram oposição à proposta, que classificaram como “privatista”. O g1 entrou em contato com o sindicato e com a Funcamp para pedir um posicionamento sobre o tema, mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem. O exemplo de outras universidades O modelo proposto para a Unicamp se inspira no adotado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e na Faculdade de Medicina de Botucatu, da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Nessas instituições, a gestão administrativa e orçamentária é vinculada à Secretaria de Estado da Saúde, mas as atividades de ensino, pesquisa e extensão permanecem sob responsabilidade das universidades. Segundo a Reitoria da Unicamp, o Hospital de Botucatu tinha 461 leitos antes da mudança e hoje conta com 664. O número de internações anuais, que antes girava entre 12 mil e 13 mil, atualmente varia entre 25 mil e 27 mil. Já o quadro de funcionários da saúde passou de 1.965 em 2009 para 3.129 neste ano. Próximos passos Agora, os próximos passos do projeto incluem uma nova audiência feita pela Comissão de Saúde e Ciência e Tecnologia da Alesp, focada nos servidores da Unicamp. Esse encontro deve ter representantes: da Associação de Docentes da Unicamp (ADunicamp); do STU; da superintendência do HC; da Reitoria; da diretoria da Faculdade de Ciências Médicas; e da Funcamp. A expectativa da Reitoria é ter uma proposta fechada até o final deste mês de outubro. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.

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