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Após pedido do MP, Justiça arquiva caso de violência doméstica contra vereador de Campinas; entenda

Publicado em: 28/01/2026 16:09

Otto Alejandro (PL), vereador de Campinas Câmara Municipal de Campinas O Ministério Público (MP) pediu arquivamento do caso de violência doméstica contra o vereador Otto Alejandro (PL), de Campinas (SP). A decisão tem como base a manifestação da namorada, que após denunciar ter sofrido ofensas verbais e ameaça de morte, se retratou dos fatos e afirmou que não desejava representar contra o parlamentar. Segundo o advogado Ralph Tórtima Filho, que representou o vereador Otto, "a vítima se retratou relativamente à acusação inicial, reconhecendo expressamente que ele não a agrediu." "(...) diante destas circunstâncias, no presente momento, entendo que é impossível o prosseguimento do feito e o exercício responsável de ação penal contra o averiguado", destacou a promotora Simone Rodrigues Horta Gomes. O pedido foi acolhido pela Justiça no dia 7 de janeiro de 2026, e o g1 teve acesso ao documento nesta quarta-feira (28). Siga o g1 Campinas no Instagram 📱 A denúncia do crime de violência doméstica foi um dos elementos que levaram a abertura de uma Comissão Processante por quebra de decoro parlamentar na Câmara de Campinas. Em dezembro de 2025, dois dos três vereadores que compõem o grupo votaram pelo fim da investigação. Por conta do recesso parlamentar, o pedido de arquivamento ainda não foi analisado por todos vereadores. Segundo a assessoria de imprensa da Casa, o pedido deve ser pautado com a retomada dos trabalhos no Plenário a partir de segunda-feira (2). Os 33 vereadores vão discutir e votar o pedido de arquivamento, que será aprovado se obtiver maioria simples. Ou seja, se pelo menos a metade mais um parlamentar for favorável. Se o pedido de arquivamento for reprovado, a apuração continuará. Outras denúncias Em novembro de 2025, o g1 apurou que além do caso de violência doméstica, Otto Alejandro era alvo de pelo menos outras duas investigações pela Polícia Civil por abuso de autoridade, ameaça, injúria e dano. Nos dois casos, a Justiça declarou extinta a punibilidade do parlamentar. Em um dos casos, registrado em março de 2025, Otto Alejandro foi filmado ameaçando guardas municipais em um estabelecimento de Campinas. "Vocês vão perder o emprego (...), vai pra fora", diz em trecho do vídeo. Na decisão de 21 de janeiro de 2026, o juiz da Vara do Juizado Especial Criminal declarou extinta a punibilidade de Otto Alejandro com fundamento no artigo 107 (decadência), inciso IV do Código Penal. Vereador de Campinas é investigado por abuso de autoridade após ameaçar guardas À época, a corporação destacou que os guardas confirmaram em depoimento que foram desacatados e que "aguardava as investigações em andamento no Ministério Público e na Polícia Civil para dar continuidade ao processo interno". Procurada para comentar a decisão da Justiça, a Secretaria de Segurança informou, em nota, que "não tomou ciência da manifestação". O vereador também era investigado em outra ocorrência, registrada em 13 de julho de 2025, como ameaça e dano. Na ocasião, Otto Alejandro chegou a ser acusado de quebrar o vídeo traseiro de um ônibus e ameaçar o motorista de morte após confusão no centro de Campinas. No pedido feito em dezembro de 2025, a promotora do MP destacou que a vítima não desejava representar contra o parlamentar, e a Justiça declarou extinta a punibilidade. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

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SSP: Unidades Digitais de Teresina agora têm atendimento presencial do Balcão Gov.br

Publicado em: 28/01/2026 15:35

Atendimento em Unidade de Serviços Digitais. Ascom SSP-PI A Secretaria de Segurança Pública (SSP-PI), por meio do Instituto de Cidadania Digital, divulgou, nesta quarta-feira (28), que as Unidades de Serviços Digitais localizadas em Teresina passam a ofertar o Balcão Gov.br ampliando o acesso da população aos serviços públicos digitais e fortalecendo a inclusão digital no estado. O Balcão Gov.br é um programa de atendimento presencial que oferece suporte aos cidadãos com orientação para criação, recuperação de acesso e esclarecimento sobre serviços digitais, por meio de atendimento humanizado, especialmente voltado a pessoas com dificuldades no ambiente digital. “O Piauí é um dos grandes parceiros do Ministério da Gestão em projetos fundamentais para a população brasileira, como o Balcão Gov.br, sendo um dos primeiros estados a aderir, e também com a Carteira de Identidade Nacional, a CIN. Nós ficamos muito felizes com essa nova parceria com o estado”, pontua o secretário de Governo Digital, Rogério Mascarenhas. Além da sede do Instituto, no Espaço da Cidadania Digital no Centro de Teresina, o serviço passa a funcionar nas unidades da Seid, Tribunal de Justiça do Piauí, CSU do Parque Piauí, Câmara Municipal de Teresina, Santa Maria da Codipi, Francisca Trindade (Mocambinho) e Uespi. De acordo com o superintendente do Instituto de Cidadania Digital, Marcelo Mascarenha, a iniciativa amplia o papel social das unidades. “As Unidades de Serviços Digitais são espaços de cidadania. Com o Balcão Gov.Br, garantimos que mais pessoas tenham acesso efetivo aos serviços públicos digitais, reduzindo barreiras e promovendo inclusão”, destaca o gestor. O serviço será expandido gradualmente para outras unidades no interior do estado. Além da emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), as Unidades de Serviços Digitais também ofertam serviços como ID Jovem, SINPatinhas e, agora, o Balcão Gov.Br, consolidando esses espaços como pontos integrados de atendimento ao cidadão.

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Vereador afastado repassou mais de R$ 3 milhões em emendas para instituto

Publicado em: 28/01/2026 14:11

Vereador, servidores e empresários são os alvos de investigação em Cuiabá A investigação da Polícia Civil que resultou no afastamento do vereador Chico 2000, sem partido, aponta que o parlamentar teria destinado, por meio de emendas parlamentares, mais de R$ 3 milhões ao Instituto Brasil Central (Ibrace), entre 2023 e 2025. O dinheiro seria designado para execução de corridas de rua, no entanto, a polícia apontou que parte foi desviado para outros fins, como a reforma de um imóvel do vereador. A TV Centro América entrou em contato com a defesa do vereador, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. O g1 também tenta localizar a defesa do instituto. A apuração integra a Operação Gorjeta, deflagrada nesta terça-feira (27), que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo a Câmara Municipal de Cuiabá e a Secretaria Municipal de Esportes. Além do afastamento do vereador, foram cumpridos mandados de busca, determinadas medidas cautelares e o bloqueio de bens. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Levantamento no Portal da Transparência mostra que, entre 2022 e 2025, Chico 2000 destinou cerca de R$ 3,65 milhões em emendas parlamentares ao Ibrace. Os recursos teriam como finalidade a realização de eventos esportivos, como a Corrida do Legislativo e a Corrida do Bom Jesus de Cuiabá, mas a investigação aponta que parte dos recursos voltou ao parlamentar de forma indireta. Mensagens de texto trocadas entre o vereador e outros investigados indicam a existência de transferências financeiras supostamente trianguladas entre o Ibrace e a empresa Chiroli Esportes, de propriedade de João Nery Chiroli, também investigado. A investigação aponta ainda que o Ibrace, presidido por Alex Jony Silva, teria atuado como uma “entidade de passagem”, funcionando como intermediário formal no esquema. De acordo com o conteúdo extraído de celulares apreendidos, a Chiroli Esportes era a real organizadora das corridas, enquanto seu proprietário atuaria informalmente como representante do Ibrace. Triangulação As apurações indicam ainda que o Instituto recebia os recursos públicos e, em seguida, repassava os valores à empresa Chiroli Esportes. Ainda conforme as conversas analisadas, após esses repasses, houve a transferência de R$ 20 mil da empresa para uma conta indicada por Chico 2000, em nome de uma pessoa identificada pela polícia como pedreiro e construtor contratado pelo vereador. Ainda conforme as apurações, no dia seguinte ao recebimento dos recursos, houve a transferência de R$ 20 mil para a conta do pedreiro responsável por reformas da pousada apontada pela investigação como sendo de propriedade do vereador. De acordo com os autos, a transação teria sido intermediada pelo chefe de gabinete do parlamentar, Rubens Vuolo Júnior, que encaminhou o comprovante da transferência ao vereador com a legenda “na conta”. Chico 2000 é apontado como o principal alvo da operação. A Polícia Civil apura se os repasses foram irregulares e se houve desvio de dinheiro público, lavagem de dinheiro e peculato. O g1 tenta localizar a defesa dos citados na reportagem. Operação Gorjeta A Câmara de Vereadores foi isolada nesta terça-feira (27) enquanto policiais cumpriam mandados de busca e apreensão. Além do vereador, a operação teve como alvos o servidor da Câmara Municipal de Cuiabá Alex Jones Silva e o empresário João Nery Chirol, proprietário da empresa Chirolli Uniformes, o chefe de gabinete de Chico 2000 Rubens Vuolo Júnior, Joaci Conceição Silva, lotado no gabinete do vereador Mario Nadaf), e Magali Gauna Felismino Chiroli. Ao todo, a Justiça autorizou o cumprimento de 75 ordens judiciais, incluindo 12 mandados de busca e apreensão e 12 ordens de acesso a dados armazenados em celulares e outros dispositivos eletrônicos. Como parte da operação, a Justiça determinou ainda o afastamento do vereador Chico 2000 do mandato parlamentar e a suspensão do exercício da função pública de dois servidores da Câmara Municipal de Cuiabá. A decisão judicial ainda determinou o bloqueio de R$ 676 mil em contas bancárias de nove pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de veículos, uma embarcação, um reboque e imóveis. Suspeita de corrupção Há cinco meses, os vereadores Chico 2000 e Sargento Joelson (PSB) foram afastados da Câmara Municipal após se tornarem alvos da Operação Perfídia, por suspeita de pagamento de propina para a aprovação de projetos no Legislativo. Pouco depois, a Justiça aprovou o retorno dos dois vereadores ao Legislativo. Quem é Chico 2000? Seu verdadeiro nome é Francisco Carlos Amorim Silveira, conhecido como Chico 2000. Ele nasceu em Iúna, no Espírito Santo, no dia 24 de março de 1955. Ele tem 69 anos e atuou como advogado e profissional da área contábil, e chegou a ser garçom. Chico foi reeleito para seu sexto mandato. Ele foi primeiro secretário da Câmara, já atuou como presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação, além de ter presidido a Comissão de Fiscalização Orçamentária. Ele também já foi presidente da Câmara no biênio 2023/2024. Quem deve assumir no lugar de vereador afastado após operação em Cuiabá Thiago Cesar/Secom-Câmara de Cuiabá

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Banda municipal Maestro Azevedo de Poços é premiada pelo governo de Minas Gerais

Publicado em: 28/01/2026 13:52

Banda municipal Maestro Azevedo de Poços é premiada pelo governo de Minas Gerais Crédito: Divulgação A centenária Banda Municipal Maestro Azevedo, um dos mais relevantes patrimônios culturais imateriais de Poços de Caldas, foi contemplada pelo Prêmio Coreto, iniciativa do Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo e do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG). O edital do Fundo Estadual de Cultura teve como objetivo reconhecer e premiar 20 bandas mineiras que tenham prestado significativa contribuição ao desenvolvimento artístico e cultural do Estado. A proposta inscrita teve produção e gestão cultural de Juliano Procopio, da Labuta. Criada em 1914, a Banda Maestro Azevedo soma mais de 110 anos de atuação, sendo um dos conjuntos mais antigos em atividade em Minas e no Brasil. Sua história começou a partir da reunião de músicos das tradicionais serenatas da cidade, que deram origem à Lira de Poços de Caldas, sob a regência do maestro Roque. Ao longo das décadas, o grupo passou por diferentes formações e denominações, sendo conduzido por regentes de destaque, como Pedro de Castro, Major Trindade, Benedito Luizi e Ataulpho Marques de Souza. No entanto, foi Joaquim Azevedo Filho quem marcou profundamente a identidade do grupo, cuja memória e legado são homenageados no nome da banda desde 1958. Maestro Azevedo foi um músico de notável talento, compositor de valsas, tangos, dobrados, choros e maxixes. Há mais de 25 anos, a banda é regida pelo maestro Miguel Francisco de Brito, o Miguelzinho, responsável pela renovação e pelo fortalecimento pedagógico. Atualmente, é formada por 26 músicos, muitos deles oriundos do “Toque para o Futuro”, projeto de formação musical realizado há mais de três décadas e que já beneficiou centenas de crianças, jovens e adultos. “Para nós, da Banda Municipal Maestro Azevedo, este prêmio é de fundamental importância. Ser escolhida entre tantas iniciativas reforça o reconhecimento da nossa trajetória e a relevância do nosso trabalho”, afirma o maestro Miguelzinho, que destaca ainda a importância do valor recebido. “O prêmio nos permitirá adquirir novos instrumentos e materiais, ampliando o número de vagas na nossa escola e oferecer melhores condições de aprendizado e de atuação para nossos alunos e músicos.” TRAJETÓRIA E RECONHECIMENTO Desde 1932, com a inauguração do coreto da Praça Pedro Sanches, no centro histórico de Poços de Caldas, a Banda Maestro Azevedo mantém a tradição de se apresentar todos os domingos, das 10h às 12h, interpretando clássicos da música brasileira e sucessos internacionais, para alegria de moradores e turistas. Ao longo de sua história, já esteve presente em importantes momentos da história local e nacional: apresentações na inauguração da Pedra Fundamental da Basílica de Nossa Senhora da Saúde (1938) e na chegada dos pracinhas que retornaram da Segunda Guerra Mundial (1945), além de participações na Rádio Nacional do Rio de Janeiro (1958) e na TV Tupi de São Paulo (1968), levando o nome de Poços de Caldas e de Minas Gerais para todo o país. A conquista do Prêmio Coreto destaca não apenas a longevidade da banda, mas também seu papel fundamental na democratização do acesso à cultura, na formação musical e no fortalecimento da identidade cultural mineira. O reconhecimento se soma a outras importantes homenagens já recebidas, como o Diploma de Honra ao Mérito da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (1994) e o Diploma de Gratidão da Cidade, concedido pela Câmara Municipal de Poços de Caldas (1996). Em 2005, foi declarada Patrimônio Histórico-Cultural do Município e incluída no livro Tesouros do Brasil, publicado pela Fiat Automóveis, como um dos símbolos da cultura brasileira. Já em 2014, teve seu centenário celebrado em Sessão Especial da Câmara Municipal de Poços de Caldas. Desde 2024, o grupo integra o Cadastro das Bandas de Música de Minas Gerais, mantido pelo Iepha-MG.

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Presidente da Câmara assume prefeitura de Brejo Alegre após cassação de prefeito e vice-prefeito

Publicado em: 28/01/2026 12:03

Prefeito de vice de Brejo Alegre (SP) são cassados Reprodução/Justiça Eleitoral O presidente da Câmara Municipal de Brejo Alegre (SP), Edson Takao Sakuma (MDB), foi empossado pelos vereadores na manhã desta quarta-feira (28) como prefeito da cidade. A medida cumpre a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que cassou os diplomas do prefeito, Rafael Alves dos Santos (PSD), e do vice-prefeito, Wilson Marques Leopoldo (MDB), condenados por irregularidades nas eleições municipais de 2025. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Rafael e Wilson podem recorrer da condenação à instância superior, no caso do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas, até uma decisão contrária, deverão permanecer fora das funções públicas. A produção da TV TEM tenta contato com a defesa de ambos. O cumprimento da decisão judicial aconteceu dois dias após os parlamentares decidirem, em sessão extraordinária na Casa de Leis, estabelecer o período de 10 dias úteis para o prefeito se defender da cassação. O prazo começaria a correr a partir de 2 de fevereiro, fim do recesso. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Apesar da ordem judicial, que indicava a necessidade de afastar os políticos, o Legislativo se apoiava num dispositivo da lei orgânica para dar a oportunidade de defesa ao prefeito e ao vice. Questionado pela TV TEM, o presidente da Câmara explicou que o recuo ocorreu pois o prazo estava equivocado. Edson Takao Sakuma é presidente da Câmara de Brejo Alegre (SP) Divulgação / TSE Na decisão do TRE, que faz parte de ação proposta pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), a Justiça Eleitoral reconheceu a prática de abuso de poder político e econômico cometido por ambos, que, segundo a denúncia, teriam agido para facilitar o alistamento e a transferência de eleitores de outras cidades para Brejo Alegre e, com isso, conseguirem mais votos. No caso do prefeito, somente ele ficou inelegível por oito anos. Veja mais notícias da região em g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

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MP investiga vice-prefeito, vereadores e secretários por esquema de corrupção em Ferraz de Vasconcelos; veja quem são os alvos

Publicado em: 28/01/2026 11:08

Vice-prefeito, parlamentares e secretários de Ferraz de Vasconcelos são investigados Divulgação/Prefeitura e Câmara de Ferraz de Vasconcelos O vice-prefeito de Ferraz de Vasconcelos, Daniel Balke, o vereador Ewerton de Lissa Souza (Podemos), os secretários municipais Adriano Dias Campos (Administração) e Pedro Paulo Teixeira Júnior (Fazenda), além do coordenador executivo da Secretaria do Meio Ambiente Moacyr Alves de Souza, são investigados pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por suspeita de envolvimento em um esquema de corrupção na Prefeitura e na Câmara Municipal. O ex-vereador Flávio Batista de Souza, conhecido como Inha, é apontado como o principal articulador do esquema. A apuração é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), no âmbito da Operação TAC, que investiga a atuação de uma organização criminosa formada para eliminar uma dívida ambiental milionária de uma empresa privada junto ao município. ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp Operação do MP cumpre mandados em Ferraz de Vasconcelos Segundo o Ministério Público, o grupo atuava para suprimir uma dívida da empresa PAP S.A., que ultrapassava R$ 24 milhões, valor que deixou de ser arrecadado pela Prefeitura em troca do pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos. LEIA TAMBÉM: Operação do MP investiga desvio de R$ 24 milhões na Prefeitura e Câmara de Ferraz de Vasconcelos De acordo com as investigações, cada um deles atuava da seguinte maneira no esquema: Daniel Balke: Vice-Prefeito do município e secretário de Desenvolvimento Econômico, ele participava diretamente de trocas de e-mails e mensagens com Moacyr Alves de Souza e Sérgio Ianni sobre os aditivos contratuais fraudulentos. Além de agendar reuniões para tratar do tema, ele era o canal de comunicação para questões bancárias de outros membros, como quando recebeu os dados de Moacyr para uma transferência. Flávio Batista de Souza ("Inha"): Ex-vereador apontado como o intermediário central. Ele utilizava sua influência política para conectar o interesse do empresário Sérgio Ianni (PAP S.A.) aos agentes do alto escalão da Prefeitura. As mensagens em seu celular revelaram que ele atuava mediante remuneração para garantir que a prefeitura aceitasse os termos que extinguiriam a multa ambiental de R$ 24 milhões. Ewerton de Lissa Souza: Vereador e filho de Flávio. Atuava como operador logístico e financeiro, sendo responsável por localizar e gerenciar as empresas que emitiriam as notas fiscais fraudulentas para "esquentar" o dinheiro da propina. Ele negociava comissões (como uma de 2,5% sobre uma nota de R$ 100 mil) e apresentava gastos em cartões de crédito incompatíveis com sua renda oficial. Sérgio Ianni: Representante da PAP S.A. e o corruptor ativo. Ele negociava diretamente com o grupo para substituir uma dívida real com o município por pagamentos menores de propina, visando o lucro ilícito da sua empresa. Moacyr Alves de Souza: Secretário de Meio Ambiente e, posteriormente, Coordenador Executivo. Ele foi o signatário dos TACs que beneficiaram a empresa. Agia em evidente conflito de interesses, pois era sócio oculto de uma empresa contratada pela PAP S.A. para "ajudar" no cancelamento das multas que ele mesmo gerenciava na secretaria. Documentos em seus dispositivos detalhavam a divisão dos valores ilícitos entre o grupo. Adriano Dias Campos: Ocupou cargos de Secretário de Assuntos Jurídicos e de Administração. Sua função era dar o respaldo jurídico necessário para suspender as Certidões de Dívida Ativa (CDAs) contra a PAP S.A.. Recebia propina por meio da empresa de uma familiar e ocultava patrimônio (um imóvel de alto padrão em Santana de Parnaíba) através de uma holding em nome de outros familiares. Seus gastos mensais eram de R$ 55,6 mil, enquanto seu salário era de apenas R$ 11,2 mil. Pedro Paulo Teixeira Júnior: Secretário da Fazenda, ele teve o papel de anuir formalmente com a suspensão dos protestos e das dívidas milionárias da empresa, assinando o parecer jurídico que deu o suporte final para que a cobrança dos R$ 24 milhões fosse interrompida. Diante das provas colhidas pelo Ministério Público, o juiz João Luis Calabrese, da 3ª Vara Judicial de Ferraz de Vasconcelos, determinou o afastamento imediato das funções públicas do vereador Ewerton de Lissa Souza e dos secretários Adriano Dias Campos, Moacyr Alves de Souza e Pedro Paulo Teixeira Júnior pelo prazo de 180 dias. A justiça também decretou o bloqueio de bens e ativos financeiros de todos os citados, incluindo o vice-prefeito Daniel Balke. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos endereços residenciais e gabinetes dos envolvidos. A Câmara de Ferraz informou que agentes do Gaeco estiveram no local por volta das 7h20 e vistoriaram o gabinete do vereador Ewerton de Lissa de Souza (Podemos), mas não encontraram nenhum documento relevante. Ressaltou ainda que o vereador está afastado por 180 dias. A Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos informou que colabora integralmente com as autoridades competentes, fornecendo todos os documentos e acessos solicitados para a elucidação dos fatos investigados. Reforça, ainda, que não compactua com qualquer prática que fira os princípios da administração pública (legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência). "A operação está em andamento e, neste momento, não cabe antecipar medidas administrativas, uma vez que o Ministério Público ainda se posicionará oficialmente a respeito do teor das investigações. A Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos reafirma sua confiança nas instituições e no devido processo legal, permanecendo à inteira disposição da Justiça para que a verdade prevaleça." O g1 também solicitou um posicionamento para as pessoas e empresa envolvidas, mas não recebeu uma resposta até a última atualização desta reportagem. Veja imagens da operação do MPSP em Ferraz de Vasconcelos Operação TAC Pelo menos R$ 24 milhões foram desviados dos cofres públicos de Ferraz de Vasconcelos, segundo a investigação do Ministério Público de São Paulo (MPSP). O esquema envolve servidores, políticos e empresários, e levou ao cumprimento de mandados de busca e apreensão na Prefeitura e na Câmara Municipal na manhã desta quarta-feira (28). Mais de cem agentes participam da operação, que também resultou no afastamento de servidores suspeitos e no bloqueio de bens e valores ligados aos investigados e empresas envolvidas. Operação do MP em Ferraz de Vasconcelos conta com o apoio da Polícia Militar Maiara Barbosa/TV Diário A Operação TAC foi deflagrada pelo MPSP, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (GAEMA), com apoio da Polícia Militar. A investigação teve início a partir de dados compartilhados pela Operação Munditia, obtidos em aparelhos do ex-vereador Inha. De acordo com o Ministério Público, servidores, políticos e empresários teriam atuado juntos para firmar dois Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) na Prefeitura, em troca de propina. A suspensão de certidões de dívida ativa de uma empresa, referentes a infrações ambientais, e a desistência de ações judiciais pelo município teriam sido negociadas mediante pagamento ilícito. Nos acordos, a empresa assumiu obrigações ambientais, cujo cumprimento ainda será apurado, inclusive com atuação conjunta do GAEMA. O pagamento da propina teria ocorrido por meio da emissão de notas fiscais em nome de empresas, algumas de fachada, e transferências de valores. A dívida da empresa, negociada entre os investigados, superava R$ 24 milhões. Operação Munditia Em janeiro de 2025, ex-servidores da Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos foram exonerados por envolvimento no esquema investigado pela Operação Munditia. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) o ex-vereador Flavio Batista de Souza, o "Inha", de Ferraz de Vasconcelos, por fraudes em licitações. Além de Inha, outras nove pessoas também foram denunciadas. Segundo o MPSP, a suspeita é que o grupo tenha fraudado licitações para favorecer uma empresa ligada à facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Em abril do ano passado, Inha, além dos ex-vereadores Luiz Carlos Alves Dias, de Santa Isabel, e Ricardo Queixão, de Cubatão, foram presos na Operação Munditia. Em setembro de 2025, a Justiça aplicou diversas medidas cautelares ao ex-vereador. Inha era um dos acusados de frustrar e fraudar o Pregão Eletrônico nº 53/2023 da Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos para obter vantagens financeiras. Segundo a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP), ele integraria uma organização criminosa estruturada por meio de pessoas jurídicas que simulavam concorrência em processos licitatórios. Inha e os outros denunciados foram condenados a obedecer as restrições impostas, que incluíam o comparecimento periódico em juízo, a proibição de manter contato com investigados, a proibição de frequentar empresas ligadas ao caso e a suspensão do exercício de função pública. Assista a mais notícias do Alto Tietê

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Operação do MP investiga desvio de R$ 24 milhões na Prefeitura e Câmara de Ferraz de Vasconcelos

Publicado em: 28/01/2026 08:31

Mandados foram cumpridos na Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos Jonathan Andrade/Secom Ferraz Pelo menos R$ 24 milhões foram desviados dos cofres públicos de Ferraz de Vasconcelos, segundo investigação do Ministério Público de São Paulo (MPSP). O esquema envolve servidores, políticos e empresários, e levou ao cumprimento de mandados de busca e apreensão na Prefeitura e na Câmara Municipal na manhã desta quarta-feira (28). Mais de cem agentes participam da operação, que também resultou no afastamento de servidores suspeitos e no bloqueio de bens e valores ligados aos investigados e empresas envolvidas. ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp A Operação TAC foi deflagrada pelo MPSP, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (GAEMA), com apoio da Polícia Militar. A investigação teve início a partir de dados compartilhados pela Operação Munditia, obtidos em aparelhos de um ex-vereador. G1: Ex-vereador de Ferraz de Vasconcelos é denunciado por fraudes em licitações De acordo com o Ministério Público, servidores, políticos e empresários teriam atuado juntos para firmar dois Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) na Prefeitura, em troca de propina. A suspensão de certidões de dívida ativa de uma empresa, referentes a infrações ambientais, e a desistência de ações judiciais pelo município teriam sido negociadas mediante pagamento ilícito. Nos acordos, a empresa assumiu obrigações ambientais, cujo cumprimento ainda será apurado, inclusive com atuação conjunta do GAEMA. O pagamento da propina teria ocorrido por meio da emissão de notas fiscais em nome de empresas, algumas de fachada, e transferências de valores. A dívida da empresa, negociada entre os investigados, superava R$ 24 milhões. Operação Munditia Em janeiro de 2025, ex-servidores da Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos foram exonerados por envolvimento no esquema investigado pela Operação Munditia. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) o ex-vereador Flavio Batista de Souza, o "Inha", de Ferraz de Vasconcelos, por fraudes em licitações. Além de Inha, outras nove pessoas também foram denunciadas. Segundo o MPSP, a suspeita é que o grupo tenha fraudado licitações para favorecer uma empresa ligada à facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Em abril do ano passado, Inha, além dos ex-vereadores Luiz Carlos Alves Dias, de Santa Isabel, e Ricardo Queixão, de Cubatão, foram presos na Operação Munditia. Em setembro de 2025, a Justiça aplicou diversas medidas cautelares ao ex-vereador. Inha era um dos acusados de frustrar e fraudar o Pregão Eletrônico nº 53/2023 da Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos para obter vantagens financeiras. Segundo a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP), ele integraria uma organização criminosa estruturada por meio de pessoas jurídicas que simulavam concorrência em processos licitatórios. Inha e os outros denunciados foram condenados a obedecer as restrições impostas, que incluíam o comparecimento periódico em juízo, a proibição de manter contato com investigados, a proibição de frequentar empresas ligadas ao caso e a suspensão do exercício de função pública. Assista a mais notícias do Alto Tietê

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Prefeito é preso em flagrante durante operação em cidade da Grande Natal

Publicado em: 28/01/2026 07:46

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, nas primeiras horas desta quarta-feira (28), a Operação Securitas, para dar cumprimento a mandados judiciais de busca e apreensão no âmbito de investigação que apura a atuação de organização criminosa, com participação de agente político e integrante das forças de segurança. As diligências ocorreram nos municípios de Ielmo Marinho, São Gonçalo do Amarante, Natal e Parnamirim. As investigações tiveram início em 2023 e indicam que o grupo criminoso estaria estruturado para a intimidação de adversários políticos e a prática de outros ilícitos, contando com núcleo armado e capilaridade político-administrativa. De acordo com a apuração, o prefeito investigado, do município de Ielmo Marinho, é apontado como líder da organização criminosa. Há ainda investigados ocupantes de mandato legislativo e um policial militar. Os fatos que impulsionaram a investigação incluem ocorrência registrada em Ielmo Marinho, quando houve notícia de que homens fortemente armados estariam no interior da Câmara Municipal, supostamente para fazer segurança privada de parlamentar e intimidar opositores. Na ocasião, foi apreendido um arsenal, com armas e munições, inclusive de calibres restritos (.40 e .45), além de outros materiais. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A operação tem como objetivo reunir novos elementos probatórios para esclarecer, principalmente, a prática de porte ilegal de arma de fogo, constituição de milícia privada e organização criminosa, além de identificar eventuais outros envolvidos. Os mandados visam à apreensão de documentos, valores, armas e dispositivos eletrônicos, incluindo aparelhos celulares. Durante o cumprimento das medidas judiciais, o prefeito investigado foi preso em flagrante por embaraçar investigação de organização criminosa, ao arremessar para fora de sua residência valores em dinheiro e um aparelho celular, na tentativa de ocultar provas. As apurações contam com a atuação integrada do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (MPRN) e o apoio da Polícia Militar do Rio Grande do Norte (PMRN). Durante a ação, sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos.

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Justiça suspende lei que liberava circulação de táxis com mais de 10 anos no Rio

Publicado em: 28/01/2026 07:25

TJRJ suspende lei que liberava circulação de táxis com mais de 10 anos O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) suspendeu os efeitos da lei municipal que autorizava a circulação de táxis com mais de 10 anos de fabricação. Na decisão, os desembargadores entenderam que a liberação de veículos antigos sem critérios claros poderia representar riscos à segurança dos passageiros e causar impactos ao meio ambiente. Do ponto de vista jurídico, o Tribunal também apontou a existência de um "vício de iniciativa", já que a proposta partiu da Câmara Municipal, quando deveria ter sido apresentada pelo Poder Executivo. A suspensão da lei vale até a conclusão do julgamento da ação de inconstitucionalidade apresentada pela Prefeitura do Rio. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do Rio em tempo real e de graça Táxis com mais de 10 anos de fabricação não podem circular no Rio Reprodução/TV Globo

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Desvio de emendas: quem deve assumir no lugar de vereador afastado após operação em Cuiabá

Publicado em: 27/01/2026 22:21

Vereador, servidores e empresários são os alvos de investigação em Cuiabá A vaga deixada aberta pelo vereador Chico 2000, atualmente sem partido, após ser afastado mais uma vez por suspeita de corrupção, deve ser passada para o primeiro suplente, Fellipe Corrêa (PL), em Cuiabá. A expectativa é que a presidência da Câmara decida até o final da próxima semana. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Ao g1, Corrêa confirmou que deve pedir exoneração do cargo de secretário de Relações Institucionais com a Câmara e assumir a vaga assim que for convocado pela presidência. O g1 tenta contato com Chico 2000, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Em nota, a presidente da Câmara Paula Calil (PL) informou que a instituição não é alvo da investigação e que apenas a polícia cumpriu ordens dentro da Casa Legislativa. "A Câmara continuará colaborando com as autoridades sempre que solicitada, com serenidade, transparência e respeito às decisões judiciais", disse. Operação Gorjeta A Câmara de Vereadores foi isolada nesta terça-feira (27) enquanto policiais cumpriam mandados de busca e apreensão. Ao todo, a Justiça autorizou o cumprimento de 75 ordens judiciais, incluindo 12 mandados de busca e apreensão e 12 ordens de acesso a dados armazenados em celulares e outros dispositivos eletrônicos. De acordo com as investigações, o grupo teria se organizado para direcionar emendas parlamentares a um instituto e a uma empresa específica. Parte dos valores repassados retornaria ao Chico 2000, que era responsável pela indicação das emendas, caracterizando o suposto desvio de recursos públicos. Como parte da operação, a Justiça determinou o afastamento do vereador Chico 2000 do mandato parlamentar e a suspensão do exercício da função pública de dois servidores da Câmara Municipal de Cuiabá. A decisão judicial ainda determinou o bloqueio de R$ 676 mil em contas bancárias de nove pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de veículos, uma embarcação, um reboque e imóveis. Suspeita de corrupção Há cinco meses, os vereadores Chico 2000 e Sargento Joelson (PSB) foram afastados da Câmara Municipal após se tornarem alvos da Operação Perfídia, por suspeita de pagamento de propina para a aprovação de projetos no Legislativo. Pouco depois, a Justiça aprovou o retorno dos dois vereadores ao Legislativo. Quem é Chico? Seu verdadeiro nome é Francisco Carlos Amorim Silveira, conhecido como Chico 2000. Ele nasceu em Iúna, no Espírito Santo, no dia 24 de março de 1955. Ele tem 69 anos e atuou como advogado e profissional da área contábil, e chegou a ser garçom. Chico foi reeleito para seu sexto mandato. Ele foi primeiro secretário da Câmara, já atuou como presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação, além de ter presidido a Comissão de Fiscalização Orçamentária. Ele também já foi presidente da Câmara no biênio 2023/2024. Quem deve assumir no lugar de vereador afastado após operação em Cuiabá Thiago Cesar/Secom-Câmara de Cuiabá

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Câmara decide manter processo que pede cassação da vereadora Brisa Bracchi

Publicado em: 27/01/2026 20:10

Vereadora Brisa Bracchi (PT) Francisco de Assis A Câmara Municipal de Natal votou nesta terça-feira (27) pelo não arquivamento do processo que pede a cassação da vereadora Brisa Bracchi (PT). Com isso, o processo segue em análise interna na Casa Legislativa. A comissão processante criada na CMN para analisar o caso havia votado, em 7 de janeiro, pelo arquivamento do processo, por dois votos contra um. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp Apesar do parecer da comissão, a decisão final cabia ao plenário. Os vereados estavam em recesso, mas se reuniram neste terça em uma sessão extraordinária para votar se a denúncia que pede a cassação da vereadora deveria ter continuidade. O resultado foi de quinze votos contrários ao arquivamento e nove favoráveis. Três parlamentares se abstiveram e outros dois não participaram da votação: Anne Lagartixa, por ausência, e Luciano Nasicmento, que alegou suspeição. Câmara de Natal vota arquivamento do processo contra Brisa Bracchi O único membro da comissão que havia votado pela continuidade tinha sido o vereador Daniel Rendall (Republicanos), relator do processo. "A gente entende que existe indícios de necessidade de investigação. A gente não analisou o mérito do processo, mas a gente entendeu que é necessário o prosseguimento desse processo", disse. Segundo processo contra Brisa Esse é o segundo processo contra a vereadora Brisa Bracchi. O primeiro foi arquivado em novembro do ano passado, após o prazo para a votação do plenário ser extrapolado. No mesmo dia, um novo foi protocolado -- os dois foram abertos após denúncias do vereador Matheus Faustino (União). A vereadora é acusada de usar R$ 18 mil de emendas impositivas para financiar um evento, chamado de Rolé Vermelho, que celebrou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no dia 9 de agosto de 2025. "Se alguns acham que estender, continuar esse processo que já se arrasta por mais de seis meses, que é um processo de violência, de tortura psicológica, de alguma forma vai me fazer sair da política, pelo contrário. Eu digo, dessa vez com mais força do que nunca, que vou continuar na política e não tenho dúvida disso", disse Brisa Bracchi após a sessão extraordinária desta terça. Sessão tumultuada A sessão foi tumultuada e marcada por discursos inflamados, além da agitação nas galerias. Houve, inclusive, ameaçada do presidente da CMN, Ériko Jácome, de esvaziar o auditório caso os vereadores que, que votavam abertamente, se sentissem coagidos -- o que não ocorreu. A decisão votada pelos vereadores garante a continuidade da apuração na comissão processante e não no Conselho de Ética, como defendiam os que votaram a favor do arquivamento. Vídeos mais assistidos do g1 RN

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Mais da metade dos vereadores de Manaquiri tem mandatos cassados por fraude à cota de gênero

Publicado em: 27/01/2026 19:59

Sede do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) g1 AM O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) manteve, por maioria, a decisão que cassou os mandatos de mais da metade dos vereadores do município de Manaquiri, no Amazonas, por fraude à cota de gênero nas eleições de 2024. A decisão foi publicada na segunda-feira (26). O município amazonense conta com onze vereadores. A decisão atinge seis deles, eleitos pelo PSD e pelo PL, depois que a Justiça Eleitoral reconheceu que os partidos registraram candidaturas femininas fictícias, apenas para cumprir o mínimo de 30% exigido pela legislação. Segundo o Tribunal, essas candidatas não fizeram campanha, tiveram votação irrisória, prestação de contas inconsistente e nenhuma movimentação real nas redes sociais, o que caracterizou as chamadas “candidaturas laranjas”. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Com isso, os votos dos dois partidos foram anulados e a Justiça Eleitoral vai refazer o cálculo das vagas da Câmara Municipal. Os vereadores afetados são: Bruno da Nonata (PSD) Janderli Carvalho (PSD) Érica Carvalho (PSD) João Moura (PL) Gesse Ventura (PL) Valdemar Bandeira (PL) Segundo o TRE-AM, ainda cabe recurso da defesa dos vereadores cassados e pedido de efeito suspensivo na esfera estadual. A Rede Amazônica tentou contato com o presidente da Câmara, Valdemar Bandeira, mas ele desligou o telefone após a equipe de reportagem se identificar. O g1 tenta contato com os representantes dos partidos. Justiça dá cinco dias para comandante da PMAM se defender em ação sobre interferência nas eleições em Parintins Veja os vídeos que estão em alta no g1

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'Dentro da legalidade', diz Raquel Lyra após denúncia sobre monitoramento de secretário do Recife pela polícia

Publicado em: 27/01/2026 19:50

Raquel Lyra fala sobre denúncia de monitoramento ilegal de secretário do Recife A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), falou, nesta terça-feira (27), sobre a denúncia de que a Polícia Civil monitorou, de forma supostamente ilegal, o chefe de Articulação Política e Social do Recife, Gustavo Queiroz Monteiro. Segundo a gestora, tudo foi feito conforme a lei (veja vídeo acima). "A polícia recebeu uma denúncia grave de corrupção, fez o seu papel de investigação dentro da legalidade, como sempre", declarou. ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp Raquel Lyra deu a declaração após ser questionada sobre o assunto durante um evento no museu Cais do Sertão, no Bairro do Recife, para a gravação de um videocast sobre direitos femininos. O vídeo com a fala foi publicada pelo perfil da governadora no Instagram. "Nós somos um estado, somos um governo que respeita as leis e sempre busca trabalhar para garantir transparência, isonomia. Agora, ninguém está acima da lei também. A gente precisa, claro, sempre, combater a corrupção. E foi isso o trabalho que a Polícia Civil fez", afirmou. A fala da governadora foi registrada um dia após o prefeito do Recife, João Campos (PSB), se pronunciar sobre o caso nas redes sociais. Em vídeo publicado no Instagram, ele disse que o monitoramento foi "imoral" e afirmou que vai acionar a Justiça para responsabilizar os envolvidos. Conforme a denúncia, veiculada no fim de semana, um carro funcional utilizado pelo secretário foi vigiado por policiais civis entre agosto e outubro de 2025 e chegou a ter um rastreador instalado pelos agentes. O irmão de Gustavo, Eduardo Monteiro, também teria sido monitorado. Na segunda-feira (26), o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, confirmou o monitoramento e disse que a investigação foi realizada para apurar uma denúncia anônima sobre recebimento de propina envolvendo o veículo oficial usado pelo secretário. Ele disse, ainda, que a investigação preliminar não resultou na instauração de inquérito policial, já que nenhum ato ilícito foi identificado (saiba mais abaixo). Além disso, membros da Polícia Civil, incluindo agentes e delegados, formaram um grupo no WhatsApp no qual compartilhavam informações sobre a rotina do secretário. A existência do grupo, intitulado "Nova Missão", também foi confirmada pela Secretaria de Defesa Social (SDS). O caso levantou o debate sobre a extensão da atuação da polícia antes de abrir um inquérito formal. Especialistas ouvidos pelo g1 divergem sobre o alcance desse tipo de procedimento, especialmente no uso de tecnologias de rastreamento, como "tags" de geolocalização. Governadora Raquel Lyra (PSD) falou sobre suposto monitoramento ilegal do chefe de Articulação Política e Social do Recife, Gustavo Queiroz Monteiro Montagem/g1 Denúncia anônima Em coletiva de imprensa na segunda-feira (26), o secretário Alessandro Carvalho disse que deu a ordem para iniciar a investigação, depois que chegou à SDS um documento com imagens do secretário e de seu irmão, além de uma foto do carro num estacionamento. No documento, Gustavo Monteiro é referido como o "'braço direito do prefeito', amigo de faculdade e responsável pela arrecadação e distribuição dos recursos financeiros" e como alguém que "coordena toda a operação de arrecadação [de propina], e coloca seus irmãos para executar". Já o irmão, Eduardo Monteiro, seria ligado ao gabinete do prefeito, "conhecido e temido por todos os fornecedores" e "faz a operação acontecer em todas as secretarias com a cobrança da propina" para "arrecadar o dinheiro e até com manipulação em licitações para beneficiar as empresas que melhor podem arrecadar". Na denúncia anônima, é dito que Eduardo Monteiro receberia pagamentos em dinheiro, em estacionamentos de shoppings, com valores de 4% a 5% de "faturamentos mensais" de fornecedores da prefeitura. O pai dos dois, Henrique Monteiro, também é citado, como alguém conhecido "na Secretaria de Saúde com mesma finalidade" e que "já operou na Secretaria de Cultura do Recife". A denúncia também diz que exceções à suposta cobrança de propina seriam empresas de Romero Jatobá, pai do vereador Romerinho Jatobá (PSB), presidente da Câmara Municipal, que seriam "beneficiadas com manipulação desde a licitação até a contratação dos empregados". Segundo a Polícia Civil, o conteúdo da operação "Nova Missão" foi vazado supostamente por um policial investigado por outro crime. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

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Após derrota na 2ª instância, gestão Nunes recorre ao STF para liberar shows sem limite de barulho em SP

Publicado em: 27/01/2026 17:37

Show do grupo Titãs, no Allianz Parque, em janeiro de 2023. Marcos Hermes/Divulgação/Titãs A gestão Ricardo Nunes (MDB) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a decisão de 2ª instância que considerou inconstitucional a flexibilização dos limites sonoros para grandes shows na cidade de São Paulo. O recurso extraordinário foi remetido à Suprema Corte no último dia 13 e ainda não foi distribuído. A legislação municipal que colocou eventos autorizados pelo poder público entre as exceções do Programa do Silêncio Urbano (Psiu), impedindo penalidades por excesso de barulho, foi declarada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça (TJ-SP) em setembro. A regra havia sido aprovada em dezembro de 2024 por meio de um "jabuti", termo do jargão político que se refere a uma matéria estranha ao tema principal incluída de última hora em um projeto de lei em processo de aprovação no Legislativo. A lei beneficiou sobretudo grandes arenas de shows, como o Allianz Parque, que já tinha sido multado algumas vezes por emissão de ruído acima do permitido. Com a mudança, o Psiu, que prevê multa de até R$ 36 mil e fechamento administrativo em caso de reincidência, parou de fiscalizar os eventos realizados nesses espaços, apesar das queixas de moradores dos entornos. Barulho, luzes e tapumes: as festas que viram a noite e tiram o sono de vizinhos do Vale do Anhangabaú No recurso ao STF, a prefeitura afirma que a decisão do TJ "elegeu o direito ao sossego a um patamar de quase absolutismo" e que as exceções ao Psiu são exclusivas a atividades de "alta relevância social, cultural e econômica". "A norma impugnada, longe de ser um retrocesso, era um avanço na coerência administrativa, pois resolvia a esdrúxula situação em que o Município autorizava a realização de um grande evento cultural, reconhecendo seu valor social e econômico, para logo em seguida multá-lo pela produção de ruído", argumentou a Procuradoria-Geral do Município. Por outro lado, o Ministério Público estadual, autor da ação, diz que as exceções ao limite de ruído foram ampliadas sem planejamento técnico e sem participação social - o que é exigido pela Constituição do estado para a aprovação de leis urbanísticas. O Procurador-Geral de Justiça do MP-SP, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, ainda afirma que o aumento das fontes produtoras de poluição sonora "contribui negativamente para o bem-estar e qualidade de vida dos moradores" de São Paulo. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) faz juramento do cargo de prefeito de São Paulo para o mandato 2025-2028. Douglas Ferreira/Rede Câmara A Prefeitura de São Paulo tenta flexibilizar os limites sonoros para eventos na cidade há mais de três anos, sob a justificativa de que o setor de entretenimento é um grande gerador de emprego e renda. Quando o TJ-SP derrubou a flexibilização do Psiu, o prefeito Ricardo Nunes chamou a medida de "perseguição" e disse que as críticas recebidas eram "uma grande balela". Nunes também afirmou que enviaria um novo projeto de lei à Câmara Municipal, já que a ação na Justiça estava julgando a "forma" e não o "mérito" das alterações. O PL, porém, nunca foi enviado ao Legislativo. Em nota enviada ao g1, a Frente Cidadã pela Despoluição Sonora, movimento que reúne mais de 20 entidades, defendeu que a poluição sonora não deve ser tratada como mera questão de incômodo ou conflito entre vizinhos. "Qualquer tentativa de flexibilização de limites de ruído sem estudos técnicos, avaliação de impactos à saúde e processos adequados de participação social representa um retrocesso sanitário, ambiental e urbano", diz o texto. Decisão do TJ-SP Ao declarar inconstitucional a flexibilização do limite de ruídos por casas de shows e estádios de futebol nos horários noturnos na capital paulista, o TJ-SP se baseou em dois argumentos principais: a falta de pertinência temática da emenda parlamentar com o projeto de lei original, que tratava de gestão de resíduos sólidos, além da ausência de participação popular e planejamento técnico. “No caso analisado, a emenda parlamentar foi inserida no projeto de lei sem qualquer amparo técnico ou estudo urbanístico que a validasse. Ou seja, não houve o planejamento técnico necessário, tornando a alteração uma medida casuística e sem fundamentação, o que a torna inválida e inconstitucional”, escreveu a desembargadora Marcia Dalla Déa Barone na sentença. A mudança na regra do Psiu tinha sido aprovada pelos vereadores como um "jabuti": foi incluída em um projeto de lei que tratava da expansão do aterro sanitário da Central de Tratamento Leste (CTL), em São Mateus, na Zona Leste. Num caso parecido, em 2022, os vereadores da base do prefeito também aproveitaram a discussão de um projeto de lei que tratava da regulamentação das chamadas "dark kitchens" para elevar de 55 para 75 decibéis o nível de barulho produzido por esses espaços durante a noite na cidade. A norma foi considerada igualmente inconstitucional pela Órgão Especial do TJ-SP.

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Secretário do Recife monitorado pela polícia: o que a lei permite investigar antes de um inquérito, segundo especialistas

Publicado em: 27/01/2026 15:25

Advogado criminalista Yuri Herculano comenta aplicação de 'tag' em carro de secretário A denúncia de que a Polícia Civil estaria espionando, de forma supostamente ilegal, o chefe de Articulação Política e Social da prefeitura, Gustavo Queiroz Monteiro, levantou o debate sobre os limites de apurações antes da instauração de um inquérito formal (veja vídeo acima). Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que policiais podem fazer "investigações preliminares", mas há divergências sobre o alcance desse tipo de procedimento, especialmente no uso de tecnologias de rastreamento, como "tags" de geolocalização. ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp A Verificação de Procedência das Informações (VPI) é um instrumento usado por órgãos de investigação para checar denúncias anônimas antes da abertura formal de um inquérito policial. Foi esse o mecanismo utilizado pela Polícia Civil para, entre outras ações, instalar uma "tag" de rastreio no veículo funcional utilizado pelo secretário. De acordo com a Secretaria de Defesa Social (SDS), a polícia começou a monitorar o secretário municipal para investigar uma denúncia anônima sobre corrupção envolvendo o carro oficial usado por ele. No entanto, conforme a pasta, não foram encontrados indícios de crime e, por isso, a investigação foi arquivada, sem a abertura de um inquérito formal. Segundo o criminalista Yuri Herculano, a regra geral do ordenamento jurídico brasileiro é a vedação ao anonimato. Para ele, a denúncia anônima, por si só, não pode justificar a instauração imediata de um inquérito policial, mas pode autorizar verificações iniciais para avaliar se a informação é plausível. “O que é que o STF entende? É possível, com base em denúncia anônima, realizar diligências preliminares para verificar a veracidade ou a verossimilhança, se aquilo realmente tem indício de ser verdade”, afirmou. Essas diligências, explica o advogado, são limitadas a atos de observação externa e não invasivos. Um exemplo são as situações em que policiais recebem uma denúncia de pontos de tráfico e passam a observar o local para verificar movimentações suspeitas. LEIA TAMBÉM: Governo nega irregularidades em monitoramento de secretário 'Não vai passar impune', diz João Campos sobre denúncia Para Herculano, o limite está justamente na invasão da esfera de privacidade do investigado. Segundo ele, ações como busca, abordagem pessoal ou instalação de rastreadores em veículos, como o caso do aplicado no veículo funcional do secretário Gustavo Queiroz Monteiro, configuram medidas invasivas e exigem requisitos formais mais rígidos. “O uso de rastreador num veículo é uma medida invasiva que atinge a privacidade do cidadão e, para que haja essa invasão de privacidade, eu preciso ter elementos mais robustos, um inquérito instaurado, autorização judicial para isso”, explicou. Na visão do criminalista, além da discussão sobre legalidade, dependendo das circunstâncias, o uso indevido de instrumentos de investigação pode configurar ilícitos administrativos ou criminais, incluindo abuso de autoridade e crimes contra a administração pública. Grupo em que policiais compartilhavam informações sobre monitoramento de secretário do Recife Reprodução/WhatsApp Proporcionalidade e avanço tecnológico Segundo a advogada criminalista Amanda Barbalho, é ponto pacífico na jurisprudência brasileira o entendimento de que denúncias anônimas não autorizam, de forma direta, a abertura de inquérito policial. Mas, para ela, as medidas utilizadas na VPI dependem da gravidade da denúncia. "O secretário [de Defesa Social] está correto em dizer que uma denúncia anônima não justifica a instauração de um inquérito policial. Isso já é pacífico na nossa jurisprudência há muitos anos. [...] Num primeiro momento, eu não entendo que seria um problema essa vigilância, como se fosse uma espionagem", explicou. Para a criminalista, a discussão se torna mais sensível quando envolve o uso de tecnologia, já que o processo penal não evoluiu na mesma velocidade dos recursos tecnológicos disponíveis atualmente. Mas, divergindo do advogado Yuri Herculano, ela compara o uso de "tags" a uma extensão de práticas tradicionais de observação, como a campana feita por policiais. "Essa 'tag' seria como um instrumento tecnológico de avanço dessa medida de ficar acompanhando, de fazer a tocaia. Para que eu preciso de um policial, pessoa física, se eu posso colocar uma 'tag'?", questionou. De acordo com a especialista, a legalidade do uso do equipamento depende diretamente do tipo de dado coletado. Caso a "tag" capte conversas, áudios ou qualquer forma de comunicação, a autorização judicial seria indispensável. Por outro lado, se a coleta se limitar a dados de geolocalização, o debate jurídico muda de figura, especialmente se o equipamento estiver instalado em um veículo oficial. "Se a 'tag' estiver limitada à coleta só dos dados de geolocalização, a gente tem outro ponto: a geolocalização de quem? Ela não foi colocada num carro pessoal, foi num carro funcional. Se o inquérito tem como princípio sigilo, a administração pública tem como princípio a publicidade dos seus atos. O funcionário público, no exercício da função, não é uma pessoa, ele é o estado, a administração, e a administração está passiva de controle", comentou. Apesar disso, Amanda Barbalho chama atenção para o caráter incomum do grau de envolvimento da Polícia Civil em uma VPI, o que, segundo ela, pode levantar suspeitas sobre a imparcialidade da condução da apuração. “Eu nunca vi um engajamento tão grande da Polícia Civil num VPI, isso é muito incomum”, disse. Ela avalia que há indicadores que levantam a possibilidade de uso político da investigação, mas ressalta que isso, por si só, não significa automaticamente ilegalidade. “Pode estar havendo um movimento político e um uso político da polícia? Pode. É provável, temos vários indicadores que sim [...]. Enquanto essa parcialidade não contamina a coleta da prova, a gente pode entender que aquilo ali não vai ser inválido como meio de investigação”, disse. Denúncia anônima SDS detalha monitoramento a carro de secretário do Recife Na segunda-feira (26), o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, disse que deu a ordem para iniciar a investigação, depois que chegou à SDS um documento com imagens de Gustavo Monteiro e de seu irmão, bem como uma foto do carro em um estacionamento. Carvalho afirmou que a denúncia foi feita de forma anônima. No documento, Gustavo Monteiro é referido como "'braço direito do prefeito', amigo de faculdade e responsável pela arrecadação e distribuição dos recursos financeiros" e como alguém que "coordena toda a operação de arrecadação [de propina], e coloca seus irmãos para executar". Já o irmão, Eduardo Monteiro, seria ligado ao gabinete do prefeito, "conhecido e temido por todos os fornecedores" e "faz a operação acontecer em todas as secretarias com a cobrança da propina" para "arrecadar o dinheiro e até com manipulação em licitações para beneficiar as empresas que melhor podem arrecadar". Na denúncia, é dito que Eduardo Monteiro receberia pagamentos em dinheiro, em estacionamentos de shoppings, com valores de 4% a 5% de "faturamentos mensais" de fornecedores da prefeitura. O pai dos dois, Henrique Monteiro, também é citado, como alguém conhecido "na Secretaria de Saúde com mesma finalidade" e que "já operou na Secretaria de Cultura do Recife". A denúncia também diz que exceções à suposta cobrança de propina seriam empresas de Romero Jatobá, pai do vereador Romerinho Jatobá (PSB), presidente da Câmara Municipal, que seriam "beneficiadas com manipulação desde a licitação até a contratação dos empregados". Segundo a Polícia Civil, o conteúdo da operação "Nova Missão" foi vazado supostamente por um policial investigado por outro crime. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

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