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Mulher se joga de carro em movimento com filho no colo após agressões em Cascavel

Publicado em: 21/01/2026 08:08

Delegacia da Mulher em Cascavel Câmara Municipal de Casavel Uma jovem de 19 anos ficou ferida após pular de um carro em movimento com o filho de um ano no colo, em Cascavel, no oeste do Paraná. Segundo a Guarda Municipal, a mulher tentou escapar de agressões cometidas pelo namorado, de 20 anos, durante uma discussão dentro do veículo. A criança não se feriu. De acordo com o relato da vítima, a briga começou por causa do uso da cadeirinha. Durante a discussão, o homem teria passado a xingá-la, ameaçá-la e, em seguida, desferir socos. Assustada, a mulher puxou o freio de mão e se jogou do carro com o filho. ✅ Siga o g1 Foz do Iguaçu e região no WhatsApp Com a queda, ela sofreu ferimentos nos joelhos e teve um dos pés atingido pela roda do veículo. O suspeito fugiu após o ocorrido e não foi localizado durante as buscas feitas pelas equipes. A vítima recebeu orientação para registrar boletim de ocorrência na delegacia e solicitar medida protetiva. Ela também será acompanhada pela Patrulha Maria da Penha. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Leia também: Crime: Mãe é presa por espancar filhas adolescentes no meio da rua após elas se recusarem a acompanhá-la em festa, no Paraná Descaminho de celulares: Família tenta embarcar com mais de 100 iPhones escondidos em nove malas em aeroporto de Foz do Iguaçu Alerta de furto: Vice-prefeito do Paraná é preso após ser parado em blitz e polícia descobrir que moto usada por ele tinha alerta de furto VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Oeste e Sudoeste.

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Moraes suspende parte de regras sancionadas por Nunes para regulamentar serviço de moto por app na cidade de SP

Publicado em: 20/01/2026 16:12

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), em assinatura de termo de posse na Câmara Municipal de SP, em 1° de janeiro de 2025. Richard Lourenço/Rede Câmara O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a suspensão de parte das regras que regulamentam o serviço de moto por aplicativo na cidade de São Paulo. A decisão desta segunda-feira (19) diz que a prefeitura não pode exigir que os veículos da categoria tenham placa vermelha nem equiparar o serviço a mototáxi (que exige licença municipal). Moraes também determinou que as empresas poderão iniciar suas atividades mesmo sem o credenciamento caso a prefeitura não cumpra o prazo de 60 dias para analisar as solicitações das operadoras. A regulamentação do serviço de moto por aplicativo foi aprovada pela Câmara e sancionada em dezembro de 2025 pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), após determinação da Justiça de São Paulo (leia mais abaixo). Dias depois, a Confederação Nacional de Serviços (CNS) questionou as regras no STF. As empresas 99 e Uber, que haviam lançado a modalidade de transporte na capital paulista em janeiro passado, ainda não retomaram o serviço. Câmara de SP aprova regras para moto por aplicativo Regulamentação em SP Nunes sancionou em 10 de dezembro a regulamentação do serviço de moto por aplicativo na capital paulista, aprovada na Câmara em 2° turno. A sanção aconteceu no último dia dado pela Justiça de São Paulo para que o prefeito normatizasse o serviço na cidade. O texto da sanção manteve os itens mais polêmicos incluídos no projeto e chamado de "inconstitucionais" pelas empresas de aplicativo interessadas no início da prestação desse tipo de serviço na cidade. Entre os itens, a lei sancionada por Nunes manteve a multa de R$ 4 mil a R$ 1,5 milhão para as empresas que desobedecerem às regras da regulamentação. A nova lei prevê uma série de obrigações para os motociclistas e empresas como 99 e Uber. Entre as principais regras para os motociclistas estão: Idade mínima de 21 anos; Proibição de circular na área do minianel viário, que corresponde à área do rodízio de veículos e abrange todo o centro expandido da cidade; Também não podem atuar em dias de chuva forte, vendaval e nas vias de trânsito rápido, como as Marginais Pinheiros e Tietê e o corredor Norte-Sul; Devem ficar fora das faixas e corredores de ônibus; Cadastro prévio na prefeitura; Possibilidade de os motociclistas se juntarem em cooperativa e terem o próprio aplicativo; Carteira de habilitação categoria “A” ou “B” há no mínimo 2 anos; Curso especializado para transporte de passageiros em motocicletas de 30 horas pagos pelas empresas de aplicativo; Eles também deverão fazer exame toxicológico, válido por 3 meses, além de oferecer capacete certificado para o passageiro; Obrigatoriedade do uso da placa vermelha, que indica um comercial, usado para transporte remunerado de pessoas, como táxis, vans e veículos de cargas; A ocorrência de lesão corporal grave ou gravíssima, ou homicídio doloso de passageiro acarretará a cassação do cadastro do condutor responsável. As obrigações das empresas estão: Manter cadastros dos mototaxistas, que só poderão usar uma moto; Contratar seguro para passageiros; Deixar claro que serão por conta das empresas os equipamentos de proteção individual e o custo com cadastro; Instalar pontos de descanso e estacionamento; Manter dispositivo limitador de velocidade no aplicativo, informando condutor e passageiro; Seguro funerário (os apps já têm seguro de vida, mas não funerário). Caso não cumpram as regras, as empresas poderão receber multas diárias que vão de R$ 4 mil a R$ 1,5 milhão. As plataformas estão proibidas de oferecer bônus para viagens. Já as motos deverão ter: No máximo 8 anos de uso; Registro na categoria aluguel, com placa vermelha paga; Alças metálicas traseira e lateral para apoio do passageiro; Proteção para pernas e motor, para casos de tombamento; Dispositivo aparador de linha, para evitar acidentes com pipas. Votação na Câmara Municipal Placar da votação na Câmara, em segundo turno, o projeto que regulamenta o serviço de moto por app na capital paulista Giba Bergamim/TV Globo A aprovação em segunda votação na Câmara Municipal foi por um placar de 32 votos a favor e 16 contrários. O vereador Paulo Frange (MDB) apresentou um novo projeto, que substituiu o aprovado na semana passada, com base num pré-acordo entre líderes de partidos. Entre as mudanças, um seguro funerário e a proibição de bônus por viagem, o que estimularia uma competição por passageiros. A presidente da subcomissão que analisava o tema, Renata Falzoni (PSB), que tinha votado a favor no primeiro turno, mudou e votou contra desta vez. Janaína Pascoal se absteve. O projeto substitutivo foi uma estratégia para evitar a inclusão de emendas, o que atrasaria a votação. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), pretende publicar decreto de regulamentação das motos por aplicativo até 8 de dezembro. Montagem/g1/Bruno Peres/Agência Brasil e Secom/PMSP O que dizem as empresas de app A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa as empresas de aplicativo de moto, disse que esse projeto votado na Câmara Municipal "inviabiliza a operação do serviço de mototáxi na cidade". Segundo a Amobitec, ele é “inconstitucional, pois cria um conjunto de restrições que, na prática, inviabiliza a operação do serviço na cidade de São Paulo ao impor limitações ao condutor, à moto e aos locais de uso”. “O texto apresentado reúne exigências que extrapolam o que a legislação que regula a categoria permite. Por exemplo, ao exigir placa vermelha (categoria aluguel) para as motocicletas que venham a atuar na modalidade, o projeto equipara indevidamente o motoapp ao mototáxi, ignorando a legislação federal específica para transporte via aplicativos”, afirmou. Moto por app: serviço oferecido pela 99 e Uber é alvo de impasse jurídico em SP Reprodução A Amobitec também afirmou que “o projeto estabelece credenciamento prévio obrigatório para empresas e motoristas, com prazo de até 60 dias para análise por parte do Executivo”. “Na prática, trata-se de um ato de liberação sujeito à total discricionariedade da Prefeitura – o que significa que o município poderia, em última instância, não autorizar nenhuma empresa ou condutor, configurando uma nova forma de proibição, já vedada pela Justiça”, argumenta. “Municípios não podem criar barreiras desproporcionais, nem criar regras não previstas na legislação nacional, principalmente se não tiverem estritamente a ver com a regulação do trânsito”, completa a entidade. Funcionários da Câmara de SP ganham 'vale-peru' de R$ 2.033; custo para o município é de mais de R$ 4 milhões

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Uberlândia endurece regras para loteamentos e restabelece zoneamento urbano

Publicado em: 20/01/2026 10:52

Câmara de Uberlândia realiza sessão extraordinária para votar projeto do prefeito Mudanças nas normas de parcelamento do solo e no zoneamento urbano em Uberlândia foram sancionadas pelo prefeito Paulo Sérgio (PP) em edição suplementar do Diário Oficial do Município (DOM) nesta segunda-feira (19). A nova legislação torna mais rígidas as obrigações dos empreendedores para a aprovação de loteamentos, com exigência de termo de compromisso registrado em cartório, prazos definidos e obrigações adicionais, como a implantação de ecopontos. Também detalha e formaliza as obrigações de infraestrutura (veja lista abaixo) e cria regras exclusivas para sítios de recreio. A lei também atualiza mapas e anexos da legislação urbanística, vinculando zonas de preservação à demarcação oficial de Área de Preservação Permanente (APP) pelo órgão ambiental. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Essas alterações destravam a análise de novos projetos. Isso porque o Executivo foi obrigado a vetar, na última semana, um artigo modificado durante as votações na Câmara Municipal. Segundo a Prefeitura de Uberlândia, esse veto foi forçado por estar em desacordo com o Plano Diretor vigente. Consequentemente, a situação inédita anulou a vigência de um mapa de zoneamento local, o que impedia temporariamente a Administração de, sem ter um guia válido de que tipo de empreendimento pode ser permitido nos bairros, analisar novos pedidos de abertura de empresas, bem como de avaliar projetos de construção aplicados. Na última semana, o Executivo encaminhou ao Legislativo o veto e um complemento restabelecendo a legalidade junto ao Plano Diretor para apreciação. Por sua vez, a presidência da Câmara convocou uma sessão extraordinária para esta segunda-feira (19) para votar o tema. Com a aprovação pelos vereadores, a vigência do zoneamento urbano é restabelecida. O que muda: Termo de compromisso obrigatório, com registro em cartório junto ao registro do loteamento; Prazos para execução de obras de, no máximo, 4 anos; Lista detalhada de infraestruturas obrigatórias, incluindo pavimentação, drenagem, energia, água, esgoto, sinalização e urbanização; Ecoponto torna-se obrigatório (implantação ou indenização); Para loteamentos de interesse social, o ecoponto será sempre via indenização com desconto proporcional à área de Habitação de Interesse Social (HIS); Para sítios de recreio, lista própria de exigências — incluindo curvas de nível e pavimentação primária. Obras compartilhadas exigem caução integral de cada empreendedor, com responsabilidade solidária. As obras de infraestrutura só podem começar após o registro em cartório do Termo de Compromisso assinado com a Prefeitura de Uberlândia; A Zona de Preservação Linear (ZPL) passa a ser vinculada à demarcação da Área de Preservação Permanente (APP) pelo órgão ambiental do Município. Lista de infraestrutura exigida para loteamento urbano Nova lei estabelece regras para novos loteamentos e zoneamento em Uberlândia Daniela Nogueira/g1 De acordo com as novas normas, no ato de aprovação do processo de parcelamento do solo e dos processos de modificação do solo parcelado, o interessado deverá assinar termo de compromisso, obrigando-se à executar: pavimentação das vias públicas; calçadas, meios-fios e sarjetas de acordo com os parâmetros municipais; instalação da rede de energia elétrica e iluminação pública; implantação do sistema de esgotamento sanitário e destinação final; implantação do sistema de abastecimento de água potável; execução da rede de drenagem das águas pluviais; implantação ou indenização de um ecoponto para descarte de resíduos sólidos; execução da urbanização e dos projetos paisagísticos e de iluminação das áreas verdes públicas; implantação da sinalização horizontal e vertical das vias públicas, incluindo as placas dos logradouros existentes; execução da infraestrutura externa, quando for o caso. Lista de infraestrutura exigida para loteamento de sítio de recreio Já para os loteamentos rurais ou periurbanos destinados principalmente ao lazer com finalidade de sítio de recreio, o interessado deverá executar: abertura das vias públicas e pavimentação primária; sistema de abastecimento de água potável; rede de energia elétrica; sistema de esgotamento sanitário e destinação final; execução de sistema de curva de nível; implantação ou indenização de um ecoponto para descarte de resíduos sólidos. Ecopontos Ecoponto no Bairro Shopping Park em Uberlândia Araípedes Luz/Secretaria de Governo e Comunicação de Uberlândia No caso dos Ecopontos, os empreiteiros poderão entregar a estrutura pronta junto com o loteamento ou repassar o valor integral de execução à Prefeitura de Uberlândia, que passará a ser responsável pela construção do ponto. Nos loteamentos de interesse social, essa obrigação em relação a Ecoponto será única e exclusivamente por meio de indenização. De acordo com a nova norma, essa obrigação em relação aos Ecopontos deverá ser cumprida no prazo máximo de dois anos podendo ser prorrogado por igual período, mediante requerimento do empreendedor e análise do órgão de serviços urbanos. LEIA TAMBÉM: Servidora admite ter pago R$ 600 a professora por diploma falso e Prefeitura de Uberlândia mantém cassação de aposentadoria Servidores da Prefeitura de Uberlândia são reprovados no estágio probatório por excesso de faltas não justificadas Servidora é exonerada após apresentar atestado médico de dois dias rasurado Técnica de enfermagem demitida de policlínica municipal admitiu que imprimiu contratos do próprio buffet durante o expediente Justiça manda exonerar servidora nomeada pelo marido em MG VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

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MP denuncia prefeito Paulo Curió e mais 9 por desvio de R$ 56 milhões dos cofres públicos de Turilândia

Publicado em: 20/01/2026 10:30

Procurador-geral de Justiça fala sobre exoneração coletiva de promotores do Gaeco O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) denunciou, nessa segunda-feira (19), o prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), a vice-prefeita, a ex-vice-prefeita e sete familiares por suspeita de desviar R$ 56 milhões de recursos públicos, segundo a Operação Tântalo II. A denúncia, assinada pelo procurador-geral de Justiça, Danilo José de Castro Ferreira, foi enviada ao gabinete da desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim, relatora do caso na 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). Ela decidirá se a ação penal será aceita. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp O MP-MA informou que deve apresentar, nos próximos dias, uma nova denúncia contra os 11 vereadores que estão em prisão domiciliar e contra servidores suspeitos de participar do esquema. O presidente da Câmara Municipal, José Luís Araújo Diniz, o “Pelego” (União Brasil), assumiu interinamente a Prefeitura de Turilândia após decisão do TJMA, mesmo cumprindo prisão domiciliar. Se a denúncia for aceita, os investigados se tornam réus e passam a responder judicialmente pelos crimes apontados. Veja abaixo quem são. O g1 tenta contato com a defesa dos investigados. LEIA TAMBÉM: O esquema que levou à prisão do prefeito, vice e de toda Câmara dos Vereadores em cidade no interior do Maranhão Desvios de R$ 56 milhões no MA: investigada nega participação em esquema ao MP e outros cinco ficam em silêncio Após parecer favorável do MP à soltura dos investigados por desvio de R$ 56 milhões em Turilândia, promotores do Gaeco pedem exoneração coletiva Prefeito de Turilândia, Paulo Curió Divulgação Prefeito é apontado como líder da organização criminosa O prefeito Paulo Curió é acusado de promover, organizar, dirigir e integrar uma organização criminosa, além de usar o cargo para manter o funcionamento do esquema. Para o MPMA, ele desviou recursos por meio de contratos fraudados, participou da fraude a licitações, recebeu vantagens indevidas e ocultou valores ilícitos usando pessoas, empresas e bens. Ele foi denunciado pelos crimes de: organização criminosa; desvio de rendas e valores públicos; fraude a licitações; corrupção passiva; lavagem de dinheiro. Núcleo familiar e político entre os denunciados Além do prefeito, o MPMA denunciou familiares e integrantes do núcleo político de Turilândia, apontados como participantes do esquema. Eva Dantas, primeira-dama e esposa do prefeito, é acusada de integrar a organização criminosa, ajudar nos desvios e ocultar valores ilícitos por meio de gestão financeira e patrimonial. Tânya Karla, vice-prefeita, é denunciada por integrar a organização criminosa, usar o cargo para facilitar desvios, receber vantagens indevidas e ocultar valores ilícitos. Janaina Soares, ex-vice-prefeita, é acusada de integrar o esquema, participar de desvios, fraudar licitações, receber vantagens indevidas e ocultar valores ilícitos. Domingos Sávio Fonseca Silva, pai do prefeito, é acusado de integrar a organização criminosa, auxiliar nos desvios e ocultar valores ilícitos por meio de movimentação financeira. Marcel Everton Dantas Filho, irmão do prefeito, é denunciado por integrar a organização e ajudar na ocultação e movimentação de valores ilícitos. Taily de Jesus Everton Silva Amorim, irmã do prefeito, é acusada de participar dos desvios e ocultar a origem e a circulação dos recursos ilícitos. José Paulo Dantas Filho, tio do prefeito, é acusado de integrar o esquema e movimentar valores desviados. Ritalice Souza Abreu Dantas, cunhada do prefeito, é denunciada por integrar o grupo, participar dos desvios e ocultar valores ilícitos. Jander Silveiro, cunhado do prefeito, é acusado de integrar a organização criminosa e ajudar na circulação financeira de recursos desviados. Segundo o MPMA, os familiares teriam atuado como laranjas, ajudando a movimentar, ocultar e dissimular os valores desviados. O MPMA afirma que o grupo formou uma organização criminosa estruturada, estável e com divisão de funções. Segundo o órgão, o objetivo era obter vantagens indevidas por meio de fraudes a licitações, corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. A promotoria destacou diálogos entre os investigados que reforçam a participação deles no esquema. Na denúncia, o MPMA pede: o ressarcimento integral dos R$ 56,3 milhões desviados; a perda de bens e valores ligados ao esquema, mesmo quando registrados em nome de terceiros; a perda de cargos públicos quando houver abuso de poder; a manutenção das medidas cautelares, como bloqueio de bens, afastamentos e restrições de acesso e contato entre os investigados. O órgão também pede a fixação de valor mínimo para reparação dos danos e a conversão definitiva das medidas de bloqueio já autorizadas. Novo coordenador do Gaeco assume após exoneração coletiva de promotores MP do Maranhão anuncia mudanças no combate ao crime organizado O promotor de Justiça Haroldo de Brito, novo coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão (MPMA), havia informado na última quarta-feira (14) em entrevista à TV Mirante que a nova equipe já trabalhava na elaboração da denúncia contra os investigados. Ele explicou que os promotores que pediram exoneração já haviam iniciado as análises do material, e que o trabalho vem sendo continuado pela nova equipe. Haroldo de Brito foi nomeado após o pedido de exoneração coletiva dos promotores que integravam o Gaeco. A saída ocorreu depois de a Procuradoria-Geral de Justiça emitir parecer favorável à soltura de todos os investigados presos no âmbito da Operação Tântalo II. Segundo os integrantes do Gaeco, a manifestação da Procuradoria-Geral enfraquece a atuação institucional do Ministério Público no combate ao crime organizado e pode comprometer a credibilidade de investigações complexas. Justiça do MA mantém prisão de investigados A Justiça do Maranhão negou, no dia 12 de janeiro, o pedido de soltura da maioria dos investigados na Operação Tântalo II. A decisão é da desembargadora Graça Amorim, da 3ª Câmara Criminal do TJMA. Na decisão, foram mantidas as prisões preventivas, prisões domiciliares com monitoramento eletrônico (no caso dos vereadores), afastamento de cargos públicos, suspensão de atividades econômicas e demais medidas cautelares impostas. Apenas a pregoeira do município, Clementina de Jesus Pinheiro Oliveira, recebeu autorização para cumprir prisão domiciliar por motivos humanitários. Diagnosticada com câncer de útero, ela usará tornozeleira eletrônica e poderá comparecer a consultas médicas. A desembargadora Graça Amorim decidiu manter as prisões porque entendeu que os acusados ainda representam risco e que medidas mais leves, como tornozeleira eletrônica, não seriam suficientes para impedir que o grupo continuasse agindo. Sobre a operação Operação investiga desvio de mais de R$ 56 milhões e mira prefeito e vereadores no MA A operação, deflagrada no dia 22 de dezembro, apura o desvio de R$ 56,3 milhões dos cofres públicos, envolvendo empresas de fachada criadas pelo prefeito Paulo Curió (União Brasil) e seus aliados políticos. Os desvios eram principalmente das áreas da Saúde e da Assistência Social. Além dos gestores, há empresários, servidores, 11 vereadores e um ex-vereador investigados por integrar o esquema de corrupção. Atualmente, o ex-vereador atua como secretário municipal de Agricultura. Há indícios de organização criminosa, fraude à licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro. As irregularidades teriam ocorrido durante a gestão do prefeito Paulo Curió, entre 2021 e 2025.

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Arnaldo Vianna, ex-deputado federal e ex-prefeito de Campos, é enterrado após cortejo pelas ruas da cidade

Publicado em: 19/01/2026 19:37

O corpo do ex-prefeito de Campos dos Goytacazes, Arnaldo Vianna, foi sepultado no Cemitério do Caju na tarde desta segunda-feira (19) Phelipe Soares/g1 O ex-prefeito de Campos dos Goytacazes e ex-deputado federal, Arnaldo Vianna, foi enterrado no fim da tarde desta segunda-feira (19) após um cortejo que percorreu ruas da cidade e reuniu familiares, amigos e apoiadores. O sepultamento ocorreu por volta das 18h30 no Cemitério do Caju e foi marcado por muita comoção. Durante todo o dia, o velório aconteceu no Teatro Municipal Trianon, onde desde o início da manhã passaram autoridades, familiares, amigos e moradores, que foram prestar as últimas homenagens ao ex-prefeito, pai do deputado federal Caio Vianna. 📱 Siga o canal do g1 Norte Fluminense no WhatsApp. Morre Arnaldo Vianna, ex-prefeito de Campos, aos 78 anos Arnaldo Vianna morreu no domingo (18), aos 78 anos. Ele estava internado há cerca de três meses no Hospital Beneficência Portuguesa. Após o velório, o corpo seguiu em cortejo acompanhado por viaturas da Guarda Civil Municipal e por um caminhão do Corpo de Bombeiros. O trajeto foi marcado por aplausos, cânticos e manifestações de carinho da população até a chegada ao cemitério, onde as homenagens continuaram até o momento do sepultamento. Trajetória política e profissional Reconhecido como uma das principais lideranças políticas da cidade nas últimas décadas, Arnaldo Vianna participou de momentos importantes da vida política local e regional. O médico e político fluminense construiu carreira marcada pela atuação na saúde e na gestão pública. Formado em Medicina pela Faculdade de Campos dos Goytacazes em 1972, fez residência em neurocirurgia no Hospital da Lagoa, no Rio de Janeiro, e acumulou experiência como diretor da Beneficência Portuguesa e do Hospital Ferreira Machado. Também foi secretário municipal de Saúde e secretário estadual, além de presidir o Consórcio da Bacia do Rio Itabapoana. Na política, iniciou como vereador em Campos dos Goytacazes, entre 1993 e 1996, foi vice-prefeito de 1996 a 1998 e prefeito em dois mandatos consecutivos, de 1998 a 2004. Em 2007, assumiu mandato de deputado federal pelo PDT do Rio de Janeiro, exercendo funções em diversas comissões, como Minas e Energia, Desenvolvimento Urbano e Seguridade Social, além de integrar comissões especiais ligadas ao parcelamento do solo urbano e fontes renováveis de energia. Foi vice-líder do PDT em 2010 e chegou a se licenciar do mandato em duas ocasiões para tratamento de saúde. Com trajetória acadêmica extensa, possuía MBAs em Auditoria Hospitalar, Gestão Hospitalar, Gestão Municipal e Saúde Coletiva pela Fundação Getulio Vargas, além de pós-graduação em Neurocirurgia. Também presidiu o Conselho Municipal de Saúde de Campos e era membro da Academia Brasileira de Neurocirurgia. Nas redes sociais, o atual prefeito de Campos, Wladimir Garotinho, prestou homenagem ao ex-prefeito e informou que, em razão do falecimento, foi decretado luto oficial de três dias no município. A Câmara Municipal de Campos também publicou nota de condolências nas redes sociais. Deputado federal Caio Vianna com o pai, Arnaldo Vianna, ex-deputado e ex-prefeito de Campos Divulgação

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Câmara lança concurso com salário de até R$ 11,9 mil na Região Metropolitana de Goiânia; veja como se inscrever

Publicado em: 19/01/2026 13:39

Vista aérea da cidade de Senador Canedo, Goiás Divulgação/Prefeitura de Senador Canedo A Câmara Municipal de Senador Canedo publicou o edital de um concurso público com salário de até R$ 11,9 mil. Ao todo, são 25 vagas de 30 horas semanais com nível médio e superior para início imediato integrando o quadro pessoal da Casa. As inscrições podem ser feitas exclusivamente online a partir de 16 de fevereiro (veja como se inscrever ao fim do texto). O edital para o concurso 001/2026 foi publicado na última sexta-feira (16). Os menores salários entre as vagas disponíveis são de R$ 4.425,53. Além das vagas para início imediato, também há 32 vagas para cadastro de reserva. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja os cargos e salários abaixo: Assistente administrativo - R$ 4.425,53 Cerimonialista - R$ 4.425,53 Cinegrafista - R$ 4.425,53 Fotógrafo - R$ 4.425,53 Garçom - R$ 4.425,53 Técnico em sonoplastia - R$ 4.425,53 Operador de audiovisual - R$ 4.425,53 Técnico de manutenção e conservação predial - R$ 4.425,53 Técnico em segurança do trabalho - R$ 4.425,53 Técnico de telecomunicações e estruturas de rede - R$ 4.425,53 Técnico de informática - R$ 4.425,53 Analista legislativo - R$ 8.125,33 Jornalista - R$ 5.852,32 Revisor de texto - R$ 5.852,32 Arquivista - R$ 5.852,32 Designer gráfico - R$ 5.852,32 Tecnólogo da informação - R$ 5.852,32 Analista de mídias institucionais - R$ 5.852,32 Intérprete de libras - R$ 5.852,32 Procurador jurídico - R$ 11.903,79 Analista legislativo - técnico jurídico - R$ 10.874,58 LEIA TAMBÉM: Aparecida de Goiânia terá novo concurso público, anuncia prefeitura Concurso do MP para nível fundamental com salário de R$ 4,5 mil está com inscrições abertas Concurso da Prefeitura de Catalão abre inscrições com salários de até R$ 22 mil A maioria dos cargos tem apenas um vaga disponível para início imediato, sendo que apenas assistente administrativo, designer gráfico, tecnólogo da informação e analista de mídias institucionais contam com duas vagas. Inscrições e provas Os interessados podem se inscrever exclusivamente na página do concurso público no site do Instituto Consulpam. De acordo com o edital, as inscrições podem ser feitas até o dia 17 de março, mediante o pagamento de uma taxa de R$ 80. Ainda de acordo com o documento, o concurso público consistirá nas seguintes etapas: Prova Objetiva de caráter eliminatório e classificatório para todos os cargos; Prova Prático-Profissional de caráter eliminatório e classificatório para o cargo de Procurador Judicial e Analista Legislativo – Técnico Jurídico; Prova de Títulos com caráter classificatório para cargos de nível superior. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

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Ex-prefeito de Campos, Arnaldo Vianna morre aos 78 anos

Publicado em: 19/01/2026 07:28

Arnaldo Vianna , ex-prefeito de 78 anos. Divulgação O ex-prefeito de Campos dos Goytacazes, Arnaldo Vianna, morreu neste domingo (18), aos 78 anos. Ele estava internado desde outubro de 2025 no Hospital Beneficência Portuguesa de Campos dos Goytacazes, Norte Fluminense. A causa da morte não foi informada. O velório acontece nesta segunda-feira (19), no Teatro Municipal Trianon, em Campos, e o cortejo está previsto para sair às 16h, em direção ao Cemitério do Caju, onde será realizado o sepultamento. 📱 Siga o canal do g1 Norte Fluminense no WhatsApp. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Arnaldo Vianna teve uma longa trajetória na política fluminense e comandou a Prefeitura de Campos entre 1998 e 2004, período em que assumiu o cargo após a renúncia do então prefeito e foi reeleito em 2000, permanecendo à frente do Executivo municipal até o fim do mandato. Também foi deputado federal pelo Rio de Janeiro, com mandato entre 2007 e 2011, além de ter ocupado outros cargos públicos ao longo da carreira. Ele era pai do deputado federal Caio Vianna. Durante o período de internação, Caio utilizou as redes sociais para atualizar o estado de saúde do pai e pedir orações. Caio Vianna e Arnaldo Vianna Divulgação Nas redes sociais, o atual prefeito de Campos, Wladimir Garotinho, prestou homenagem ao ex-prefeito e informou que, em razão do falecimento, foi decretado luto oficial de três dias no município. A Câmara Municipal de Campos também publicou nota de condolências nas redes sociais. Trajetória política e profissional Reconhecido como uma das principais lideranças políticas da cidade nas últimas décadas, Arnaldo Vianna participou de momentos importantes da vida política local e regional. O médico e político fluminense construiu carreira marcada pela atuação na saúde e na gestão pública. Formado em Medicina pela Faculdade de Campos dos Goytacazes em 1972, fez residência em neurocirurgia no Hospital da Lagoa, no Rio de Janeiro, e acumulou experiência como diretor da Beneficência Portuguesa e do Hospital Ferreira Machado. Também foi secretário municipal de Saúde e secretário estadual, além de presidir o Consórcio da Bacia do Rio Itabapoana. Na política, iniciou como vereador em Campos dos Goytacazes entre 1993 e 1996, foi vice-prefeito de 1996 a 1998 e prefeito em dois mandatos consecutivos, de 1998 a 2004. Em 2007 assumiu mandato de deputado federal pelo PDT do Rio de Janeiro, exercendo funções em diversas comissões, como Minas e Energia, Desenvolvimento Urbano e Seguridade Social, além de integrar comissões especiais ligadas a parcelamento do solo urbano e fontes renováveis de energia. Foi vice-líder do PDT em 2010 e chegou a se licenciar do mandato em duas ocasiões para tratamento de saúde. Com trajetória acadêmica extensa, possui MBAs em auditoria hospitalar, gestão hospitalar, gestão municipal e saúde coletiva pela Fundação Getúlio Vargas, além de pós-graduação em neurocirurgia. Também presidiu o Conselho Municipal de Saúde de Campos e é membro da Academia Brasileira de Neurocirurgia. Nas redes sociais, o atual prefeito de Campos, Wladimir Garotinho, prestou homenagem ao ex-prefeito e informou que, em razão do falecimento, foi decretado luto oficial de três dias no município. A Câmara Municipal de Campos também publicou nota de condolências nas redes sociais.

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Cidades da Região Metropolitana de Curitiba atingidas por tornado não têm plano de adaptação às mudanças climáticas

Publicado em: 19/01/2026 04:01

Especialistas alertam que eventos extremos serão mais frequentes e mais fortes. São José dos Pinhais e Piraquara, cidades da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) que enfrentaram um tornado de nível F2 no começo do ano, não têm um Plano de Adaptação à Mudança do Clima. Um levantamento publicado pela Transparência Internacional classificou a gestão das cidades em relação ao tema como "ruim". Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), os ventos na região ultrapassaram 180 km/h. O tornado afetou 350 residências e impactou 1,2 mil pessoas, conforme a Defesa Civil Estadual. A ausência de planos municipais foi um dos critérios avaliados no módulo de Adaptação Climática do Índice de Transparência e Governança Pública (ITGP) de 2025. Das 14 prefeituras da região analisadas, apenas a capital Curitiba recebeu a classificação "bom". Dez cidades tiveram a classificação "ruim". A gestão em Almirante Tamandaré foi considerada "regular", enquanto Balsa Nova e Colombo receberam a classificação "péssimo". ✅ Clique aqui e siga o g1 PR no WhatsApp Carolina Efing, advogada socioambiental e membro da Rede Curitiba Climática (RECC), organização responsável pelo levantamento na RMC, destaca que, com exceção da capital, nenhum dos municípios adere à Lei Federal nº 14.904/2024, que estabelece as diretrizes nacionais para os planos de adaptação às mudanças do clima. De acordo com a especialista, no Brasil "ainda é uma minoria dos municípios que atende esses requisitos básicos em relação à adaptação climática, infelizmente". Tornado de nível F2 deixou estragos em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) Simepar Em resposta ao g1, a Prefeitura de São José dos Pinhais afirmou que "há previsão para a contratação, ainda neste ano, de estudos técnicos com o objetivo de elaborar esse planejamento, que deverá servir como diretriz permanente para a atual e as futuras gestões". A Prefeitura de Piraquara disse, em nota, que o município tem um Plano de Contingência da Defesa Civil Municipal com a identificação das áreas de risco da cidade. A nota afirma ainda que "o município encontra-se em fase de criação do Fundo Municipal para Calamidades Públicas, instrumento necessário para viabilizar o acesso a recursos do Fundo Estadual para Calamidades Públicas". Na avaliação da advogada socioambiental Carolina Efing, os planos de adaptação à mudança do clima e os planos de contingência são iniciativas complementares. "O plano de adaptação muda a cidade para sofrer menos, com redução estrutural do risco ao longo do tempo, com obras, políticas e prevenção integrada, enquanto o plano de contingência prepara a cidade para agir rápido, com protocolos de emergência para proteger vidas e restabelecer serviços", explica. Ela dá um exemplo prático da diferença entre as estratégias. "A Defesa Civil pode fazer um laudo declarando que determinada área é de risco e imprópria para moradia, mas só a Secretaria de Urbanismo pode desapropriar e remanejar essas pessoas", pontua. "Um plano de contingência vai dizer que, se chover, essas pessoas precisam se abrigar, mas um plano de ação e adaptação climática vai determinar uma obrigatoriedade de investimento gradual em habitação resiliente", afirma Carolina Efing, da RECC. Segundo Efing, a legislação não obriga as prefeituras a criarem os planos municipais de adaptação climática, mas estabelece o mínimo que uma cidade precisa cumprir em lei para ter acesso aos recursos federais destinados ao enfrentamento das mudanças do clima. "Apesar de não ter nenhum tipo de penalidade, o município também não vai receber acesso a esses recursos federais que a gente está precisando", diz. A especialista destaca a necessidade de garantia de recursos diante do consenso científico de que as mudanças climáticas devem tornar mais frequentes os eventos climáticos extremos, como tornados, deslizamentos, enchentes e ondas de calor. "Se for ver a realidade climática aqui do Paraná, sobretudo nesses últimos anos, é cada vez mais importante a gente ter acesso a esse tipo de recurso", afirma. A advogada aponta ainda que nenhuma outra cidade do Paraná tem um Plano de Adaptação à Mudança do Clima. A Secretaria do Estado de Desenvolvimento Sustentável (Sedest) afirmou ao g1 Paraná que não tem um levantamento com todos os municípios paranaenses para saber quais deles têm ou não planos desse tipo. Registros do tornado registrado no último sábado (10), em São José dos Pinhais Reprodução Ranking de adaptação climática O módulo de Adaptação Climática do Índice de Transparência e Governança Pública (ITPG) de 2025 submeteu 14 cidades da RMC à avaliação. O ITGP é realizado em mais de 300 cidades de 11 estados brasileiros: Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Piauí, Santa Catarina e São Paulo. Enquanto a RECC é responsável por avaliar os municípios da RMC, outras 11 organizações da sociedade civil avaliam as demais regiões do país. As notas vão de zero a 100, classificando as prefeituras de "péssimo" a "ótimo" em transparência e governança. Os resultados completos estão no site da organização. Segundo a Transparência Internacional, a ferramenta "avalia e incentiva práticas de transparência, participação social, dados abertos e combate à corrupção nos municípios brasileiros [...] para que qualquer pessoa possa acompanhar, cobrar e transformar a gestão pública local". Além de São José dos Pinhais e Piraquara, a RECC avaliou outras 12 cidades da RMC. Confira abaixo o ranking com os municípios avaliados pelo ITGP. Ranking de avalição em adaptação climática Destelhamentos, queda de árvores e muros: tornado em São José dos Pinhais causa estragos Leia também: Simepar: Vento de tornado que atingiu São José dos Pinhais alcançou 180 km/h e é classificado como F2 Nuvem funil X tornado: entenda diferenças entre os dois fenômenos registrados no Paraná Vídeo: cachorro é arrastado pela força do vento durante tornado em São José dos Pinhais Tornados cada vez mais frequentes O tornado que atingiu São José dos Pinhais é o quinto registrado no Paraná em um período de três meses. Os outros foram registrados em Rio Bonito do Iguaçu, Guarapuava, Turvo e Mercedes. "O fenômeno que aconteceu em São José dos Pinhais, em Rio Bonito do Iguaçu, e vários exemplos aqui no Brasil e no mundo, são testemunhos das mudanças climáticas reais", afirma o climatologista Francisco Mendonça, da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Em novembro, um tornado de nível F4 destruiu 90% da cidade de Rio Bonito do Iguaçu, no centro-sul do Paraná, deixando seis mortos e pelo menos 750 feridos. De acordo com o Simepar, os ventos na cidade ultrapassaram 330 km/h. De acordo com Mendonça, a resiliência climática das cidades está na capacidade de resistir e se recompor diante de eventos extremos, como os tornados registrados no estado nos últimos meses. "Estamos muito atrasados, e isso é muito grave. Cada vez que passa um fenômeno extremo sobre essas localidades, os impactos são maiores", diz. Da década de 1970 até agora, o Paraná registrou 131 tornados, aponta a doutora em geografia Karin Hornes, pesquisadora da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Ela afirma ainda que a frequência desses eventos tende a aumentar. “Nós vamos continuar registrando tornados no Paraná e é imprescindível estarmos junto ao poder público organizando nossa sociedade para que ela se torne cada vez mais resiliente”, diz. Leia também: 'Achei que ia morrer': Vídeo mostra jovem se agarrando a árvore ao ser surpreendida por tornado no caminho para casa, no PR Imagens aéreas da destruição após passagem de tornado em Rio Bonito do Iguaçu (PR), em novembro de 2025 Reuters/via Governo do Estado do Paraná Lei do Clima de Curitiba Em dezembro do ano passado, a Câmara Municipal de Curitiba aprovou a Política Municipal de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas — a Lei do Clima —, que define um marco legal para a execução de estratégias de mitigação e adaptação às mudanças climáticas na capital. De acordo com o Painel de Indicadores de Mudanças Climáticas, apenas 15% dos municípios brasileiros têm planos de adaptação, enquanto metade das capitais têm instrumentos firmados em lei para enfrentar as mudanças climáticas. Em 2020, a capital paranaense criou o Plano Municipal de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas (PlanClima), por meio do decreto municipal n° 1670. O estabelecimento do plano não garantia força legal às estratégias previstas no documento. Com a Lei do Clima, o PlanClima passou a ser um instrumento obrigatório da política pública de Curitiba, com revisão a cada cinco anos. Confira abaixo a íntegra da resposta da Prefeitura Municipal de Piraquara: A Prefeitura de Piraquara informa que o município possui um Plano de Contingência da Defesa Civil Municipal, elaborado conforme as diretrizes da Coordenação Estadual de Proteção e Defesa Civil do Paraná. O plano contempla a identificação das áreas de risco do município, a legislação aplicável, as formas de atuação, as competências institucionais e os contatos das diversas secretarias municipais, bem como das demais corporações que devem ser acionadas em situações de emergência. No âmbito da estrutura organizacional do município, existe o Departamento de Defesa Civil Municipal, responsável pela coordenação e pelos comandos operacionais, utilizados como ferramenta gerencial para planejar, controlar e executar ações emergenciais em circunstâncias de desastres. O município encontra-se em fase de criação do Fundo Municipal para Calamidades Públicas, instrumento necessário para viabilizar o acesso a recursos do Fundo Estadual para Calamidades Públicas (FUNPAR). O FUNPAR é um mecanismo financeiro do Estado do Paraná destinado a apoiar ações de prevenção, resposta e recuperação em situações de desastres naturais ou de calamidade pública. No que se refere às ações de prevenção, a Prefeitura de Piraquara tem executado, ao longo dos últimos anos, obras de melhoria da infraestrutura urbana por toda a cidade, incluindo intervenções de drenagem e macrodrenagem, além da realização de limpezas periódicas em fundos de vale e canais de escoamento de águas pluviais, com o objetivo de reduzir riscos e evitar alagamentos em áreas de risco. Confira abaixo a íntegra da resposta da Prefeitura Municipal de São José dos Pinhais: A Prefeitura de São José dos Pinhais reconhece a relevância do debate sobre resiliência climática, especialmente diante dos recentes eventos extremos registrados na cidade. Embora o município ainda não possua um Plano Municipal de Resiliência Climática oficialmente instituído, já há previsão para a contratação, ainda neste ano, de estudos técnicos com o objetivo de elaborar esse planejamento, que deverá servir como diretriz permanente para a atual e as futuras gestões. Paralelamente, São José dos Pinhais já desenvolve ações alinhadas ao tema. O município conta com um Plano Municipal de Arborização Urbana, já contratado e concluído, e atualmente trabalha na captação de recursos para sua implantação. A iniciativa visa ampliar e qualificar a cobertura vegetal, contribuindo para a mitigação dos impactos climáticos. Outro ponto relevante é a revisão do Plano Diretor, em andamento, que irá incorporar diretrizes voltadas ao uso e ocupação do solo, com foco na preservação de áreas de inundação, áreas úmidas e na criação de novas normativas para ampliação de áreas verdes no município. Enquanto o plano específico de Resiliência Climática não é formalizado, as ações do município são orientadas por instrumentos de planejamento urbano, ambiental e de defesa civil, bem como pela legislação estadual e federal vigente e por diretrizes de planos e programas de outras esferas de governo. A atuação ocorre de forma integrada entre as secretarias responsáveis, com foco na prevenção de riscos, na melhoria da infraestrutura urbana e no fortalecimento da resposta a eventos climáticos extremos, reafirmando o compromisso com a segurança da população e o desenvolvimento sustentável. *Com colaboração de Rodrigo Matana, estagiário do g1 Paraná, sob supervisão de Douglas Maia. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

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Eleições em Portugal: conheça o líder da ultradireita e o socialista que se enfrentam no 2º turno

Publicado em: 18/01/2026 20:29

Portugal vai às urnas para escolher novo presidente em disputa acirrada Pela primeira vez em quatro décadas, Portugal se prepara para o segundo turno de uma eleição presidencial marcada por intensa polarização política. Os candidatos que disputarão a fase final do pleito foram definidos neste domingo (18), quando cerca de 11 milhões de portugueses compareceram às urnas. A etapa decisiva está prevista para 8 de fevereiro e promete acirrar ainda mais o debate político no país. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp De um lado está André Ventura, líder do Chega e símbolo da direita radical. Do outro, António José Seguro, ex-secretário-geral do Partido Socialista, porta-voz da moderação à esquerda. A disputa entre os dois candidatos reflete trajetórias e estilos de atuação que representam visões opostas sobre política, sociedade e governo. A eleição desperta atenção especial da comunidade brasileira residente em Portugal, que acompanha de perto os possíveis impactos das posições de cada candidato sobre imigração, direitos sociais e políticas de integração. Para a socióloga Ana Paula Costa, presidente da Casa do Brasil de Lisboa, a principal preocupação é a força crescente do discurso anti-imigração de Ventura. Segundo ela, o resultado das urnas pode tornar o ambiente político mais hostil para comunidades de estrangeiros, incluindo brasileiros, especialmente em relação a acesso a serviços públicos e inclusão social. A diferença entre os candidatos vai além das questões ideológicas. Ventura representa uma política populista, confrontacional, marcada por polêmicas e retórica antiestablishment. Seguro, por sua vez, vende a imagem de moderado. O segundo turno coloca Portugal diante de uma escolha clara: optar por um líder radical ou por um veterano que se apresenta como árbitro do equilíbrio institucional. O resultado definirá não apenas quem ocupará o Palácio de Belém, mas também o tom da política portuguesa nos próximos anos. André Ventura, candidato da direita radical e com discurso anti-imigração, aparece na frente das pesquisas Reuters De comentarista de futebol a líder da direita radical André Ventura conquistou notoriedade inicialmente como comentarista esportivo. Torcedor do Benfica, tornou-se conhecido em 2014 ao defender publicamente o clube no canal CMTV. Formado em Direito, passou pelo seminário por um ano, atuou como professor universitário e trabalhou como inspetor tributário antes de se dedicar integralmente à política. Sua trajetória política começou em 2017, quando concorreu à Câmara Municipal de Loures pelo PSD. A campanha chamou atenção por críticas à comunidade cigana, acusando algumas famílias de depender de subsídios do Estado. Apesar de não ter vencido, Ventura aproveitou a repercussão para fundar, em 2019, o Chega, partido populista de direita radical que prometia defender os “portugueses de bem” e combater a corrupção. Desde então, o Chega cresceu rapidamente. Em seis anos, passou de 1,3% das intenções de voto para cerca de 23%, conquistando 58 deputados no Parlamento. O discurso de Ventura combina conservadorismo social, controle rigoroso da imigração e liberalismo econômico. Ele defende cotas anuais de entrada de estrangeiros, a criminalização da residência ilegal em Portugal, redução de impostos e aumento de pensões e salários. Entre seus slogans mais conhecidos está a frase “Portugal precisa de uma limpeza”, que sintetiza seu estilo confrontacional e populista. Ventura nega as acusações de racismo e xenofobia — e afirma que o que ele quer é “uma imigração decente, mas não descontrolada”. Ele resgatou em 2021 o lema da ditadura “Deus, Pátria e Família”, ao qual acrescentou “trabalho” — mas não é um defensor do regime autoritário sob o comando de António Salazar que governou Portugal durante 40 anos. Essa combinação de populismo, polêmicas e discurso direto o transformou em uma das figuras mais polarizadoras da política portuguesa, consolidando o Chega como a principal força da direita radical no país. O ex-secretário-geral do Partido Socialista (PS), António José Seguro, aparece em segundo luga EPA Antônio José Seguro: o improvável finalista Enquanto Ventura construiu sua trajetória em torno da confrontação, António José Seguro, 63 anos, representa a moderação política. Nascido em Penamacor, é mestre em Ciência Política pelo ISCTE-IUL. Sua carreira política inclui cargos de destaque em governos de António Guterres, atuação como deputado à Assembleia da República e ao Parlamento Europeu, além de ter sido secretário-geral do PS e membro do Conselho de Estado. O momento mais decisivo de sua trajetória ocorreu durante a crise do Euro, em 2011, quando, à frente da oposição, adotou postura de “oposição responsável”, criticando medidas de austeridade impostas pelo governo de centro-direita, mas buscando soluções de compromisso e estabilidade institucional. A imagem de prudência e moderação se tornaram seus principais trunfos na corrida presidencial de 2026. Seguro conquistou o chamado “voto útil” da esquerda e atraiu eleitores de centro-direita que buscavam uma alternativa equilibrada. Nas semanas finais antes da eleição, cerca de 30% dos portugueses decidiram seu voto, e Seguro foi o grande beneficiário, recebendo 38% desses eleitores. Ele se destacou entre mulheres, jovens e cidadãos com ensino superior, demonstrando capacidade de unir diferentes segmentos do eleitorado. Leia ainda: Ventura é aliado de Bolsonaro que pode consolidar a direita radical António José Seguro, candidato socialista, e André Ventura, da extrema direita, lideram pesquisas de boca de urna para presidência de Portugal Divulgação / Reuters

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Deputado Alan Sanches é homenageado em missa na Assembleia Legislativa da Bahia com presença de autoridades

Publicado em: 18/01/2026 10:21

Deputado Alan Sanches é homenageado em missa na Assembleia Legislativa da Bahia com presença de autoridades Altamirando Júnior O deputado estadual Alan Sanches (União Brasil) foi homenageado, na manhã deste domingo (18), durante uma missa realizada na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), onde atuava, em Salvador. O político morreu no sábado (17), aos 58 anos, após sofrer uma parada cardíaca dentro de casa. Ele deixou quatro filhos, incluindo o vereador da capital Duda Sanches (União Brasil). A cerimônia de despedida reuniu autoridades como o governador Jerônimo Rodrigues (PT), a presidente da Alba, Ivana Bastos (PSD), e o prefeito Bruno Reis (União Brasil). 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia O velório do deputado estadual também acontece nesta manhã, porém é restrito para a família. O sepultamento está previsto para acontecer às 14h, no Cemitério Jardim da Saudade. Morre deputado estadual Alan Sanches Luto de três dias O governador do estado decretou luto oficial de três dias pela morte do deputado estadual Alan Sanches. A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Estado, ainda no sábado. “Em respeito à memória do deputado estadual Alan Sanches, decreto luto oficial de três dias na Bahia, diante de sua partida. Que Deus conforte os corações de seus familiares, amigos e de todos que com ele conviveram neste momento de imensa dor”, escreveu Jerônimo Rodrigues, nas redes sociais. Relembre trajetória Morre deputado estadual Alan Sanches, aos 58 anos. Assembleia Legislativa da Bahia Alan Sanches nasceu em Salvador em 13 de janeiro de 1968. Ele se formou em Medicina pela Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública e também atuava como médico ortopedista. O político foi eleito deputado estadual quatro vezes, chegou a ser líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), e recebeu o Troféu Destaque Parlamentar. Antes de ocupar uma cadeira no Legislativo Estadual, foi vereador de Salvador e presidente da Câmara Municipal da cidade. Deputado estadual, médico e pai: saiba quem era Alan Sanches, político que morreu em Salvador Vereador filho do deputado estadual Alan Sanches faz homenagem para o pai: 'dor imensa e saudade eterna' O parlamentar havia comemorado o aniversário há poucos dias e, na quinta-feira (15), participou da Lavagem do Bonfim, festa popular tradicional da capital baiana. Na caminhada, tirou fotos com amigos e eleitores. Na sexta-feira (16), Alan brincou nas redes sociais que, após a caminhada do Bonfim, estava de volta com os atendimentos no consultório. "Teve gente por aí que não aguentou. Eu já estou aqui atendendo na Clínica e pronto para o próximo desafio", disse. Autoridades mandaram coroas de flores para Alan Sanches Altamirando Júnior LEIA TAMBÉM Morre o ex-deputado estadual e vice-presidente da Associação Comercial da Bahia, Marcos Galrão Cidreira Wanda Chase, jornalista e apresentadora, morre ao passar por cirurgia em Salvador Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

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Paes sanciona novas regras para o Minha Casa Minha Vida no Rio; veja o que muda em cada região

Publicado em: 18/01/2026 02:00

Imóveis do Minha Casa, Minha Vida em Cosmos Marcos de Paula/ Prefeitura do Rio de Janeiro O prefeito Eduardo Paes (PSD) sancionou na última segunda-feira (12) a lei que flexibiliza as regras para a construção de moradias populares na cidade. A nova legislação atualiza normas municipais que estavam em vigor há 16 anos, adequa o município aos parâmetros do programa federal Minha Casa, Minha Vida e amplia o alcance de incentivos urbanísticos e fiscais para empreendimentos de habitação de interesse social. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça A sanção destrava a aplicação imediata das regras aprovadas pela Câmara Municipal e estabelece critérios diferentes para cada região da cidade, com o objetivo de estimular a construção de moradias onde já há infraestrutura urbana e conter o adensamento em áreas consideradas mais sensíveis. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ao todo, a lei incorpora diretrizes do Plano Diretor de 2023, redefine contrapartidas financeiras, flexibiliza gabaritos e simplifica processos de licenciamento para projetos voltados às faixas de renda mais baixas do programa habitacional. Elaborado pelo vereador Pedro Duarte (sem partido), em conjunto com outros 15 parlamentares e a Prefeitura do Rio, o texto foi aprovado pela Câmara Municipal em dezembro. Para Duarte, a nova lei corrige entraves que dificultavam a expansão da habitação de interesse social no município. “Os projetos de habitação de interesse social precisam ser os mais beneficiados pela lógica do Plano Diretor, que trouxe formas mais modernas de pensar o planejamento urbano. A gente não pode esquecer que há uma alta demanda por moradia da população de baixa renda". "Não faz sentido que projetos dessa natureza continuem travados por um conflito normativo ou por uma legislação ultrapassada. Nosso objetivo é destravar e fomentar esses empreendimentos”, comentou Pedro Duarte. Centro e Zona Norte concentram incentivos Nas Áreas de Planejamento 1 (Centro) e 3 (Zona Norte), a nova lei amplia os incentivos para a construção de moradias populares. Nessas regiões, os empreendimentos passam a contar com redução ou isenção de contrapartidas financeiras e regras mais flexíveis de licenciamento. Central do Brasil e o Centro do Rio Alexandre Macieira | Riotur O objetivo, segundo o autor da proposta, é estimular o adensamento em áreas que já dispõem de transporte público, serviços e equipamentos urbanos. A legislação também inclui, nessas áreas, a Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida, que atende famílias com renda mensal de até R$ 12 mil. A mudança amplia o público beneficiado e alinha o programa municipal aos critérios adotados pelo governo federal. Barra da Tijuca e Recreio sem estímulos Na Barra da Tijuca e no Recreio, a nova lei exclui os empreendimentos de habitação de interesse social do acesso aos incentivos urbanísticos e fiscais municipais. A medida busca conter o crescimento acelerado dessas regiões e adequar novos projetos à capacidade da infraestrutura existente. Segundo o texto sancionado, os empreendimentos nessas áreas continuam sujeitos às regras gerais do planejamento urbano, mas não poderão se beneficiar dos estímulos criados para outras partes da cidade. Regras mais restritivas na Zona Oeste As mudanças mais rígidas ficam concentradas na Área de Planejamento 5 (Zona Oeste). A lei proíbe a construção de grandes edifícios multifamiliares destinados à habitação de interesse social e passa a priorizar modelos como casas, vilas e loteamentos unifamiliares ou bifamiliares, com limite de até dois pavimentos. A legislação também estabelece critérios de localização, exigindo que os empreendimentos fiquem próximos a eixos de transporte público, e cria mecanismos para coibir obras e ocupações irregulares. As contrapartidas financeiras nessa região deverão ser aplicadas em melhorias dentro dos próprios empreendimentos, como drenagem, pavimentação e iluminação pública. Contrapartidas, licenciamento e gabarito A nova lei cria uma lógica progressiva de contrapartidas financeiras. Empreendimentos voltados às faixas de renda mais baixas do Minha Casa, Minha Vida ficam isentos de cobrança. Paes sanciona lei que proíbe prédios que façam sombra nas praias do Rio Para faixas intermediárias, a contrapartida varia entre 0,25% e 0,5% do custo do projeto, enquanto os percentuais atuais são mantidos para as faixas mais altas. O texto também flexibiliza o gabarito, permitindo construções de até cinco pavimentos para moradias populares em grande parte da cidade, com exceção da Zona Oeste. Para garantir o cumprimento das contrapartidas, o Habite-se parcial ficará limitado a 50% das unidades até a conclusão das obras ou o pagamento integral do valor devido. Além disso, a lei incorpora mecanismos do Licenciamento Integrado (Licin), permitindo aprovações mais rápidas por autodeclaração para terrenos de até 40 mil metros quadrados, e autoriza soluções simplificadas de esgotamento sanitário em áreas sem rede pública disponível.

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Pela segunda vez, prefeitura de Aparecida retira projeto que previa cobrança da taxa de turismo

Publicado em: 17/01/2026 15:11

Projeto de taxa ambiental em Aparecida é retirado A prefeitura de Aparecida decidiu retirar da Câmara Municipal o projeto de lei que previa a cobrança de uma taxa de turismo para a entrada de veículos na cidade. O motivo da decisão não foi informada pela administração municipal. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp O projeto estava tramitando pelas comissões da câmara, mas foi retirado pelo prefeito Zé Louquinho (PL) no dia 6 de janeiro. Essa é a segunda vez que o projeto é retirado do Legislativo. Inicialmente, o projeto que previa a cobrança foi protocolado na câmara em setembro. Já em outubro, quando também estava tramitando pelas comissões, o texto foi retirado pelo prefeito Zé Louquinho (PL). À época, a prefeitura também não explicou o motivo da retirada. Santuário e cidade de Aparecida. Reprodução/TV Vanguarda O projeto foi protocolado novamente em novembro e previa uma cobrança diária dos motoristas, já na entrada do veículo na cidade. O valor é calculado com base na unidade fiscal do município, a UFM. O g1 questionou o motivo da nova retirada, mas a administração municipal se limitou a dizer que se trata de uma decisão do prefeito. Prefeito apresenta novo projeto de taxa de turismo de Aparecida Não há previsão do projeto ser protocolado novamente. Dessa forma, ainda não é cobrada nenhuma taxa para entrar na cidade. O projeto O texto previa uma cobrança para a entrada na cidade e o valor variava conforme o tipo de veículo. R$ 10,02 para carros; R$ 5,01 para motos; R$ 20,03 para vans ou kombis; R$ 40,06 para micro-ônibus; e R$ 70,11 para ônibus. No projeto, estavam previstas isenções de cobrança para veículos licenciados em Aparecida, Guaratinguetá, Potim, Roseira, Lorena, Canas, Cachoeira Paulista, Cunha e Piquete. Pela proposta, também eram isentos da taxa trabalhadores e prestadores de serviço que moram em outros locais, veículos de órgãos públicos e de concessionárias de serviços públicos. No documento, o prefeito argumentou que a Taxa de Turismo Sustentável tem "a finalidade de proteger, preservar e conservar o meio ambiente e o turismo sustentável, em razão do ingresso e da circulação de veículos automotores que utilizem a infraestrutura pública municipal, visando à mitigação e compensação dos impactos socioambientais decorrentes". No projeto, o prefeito também especificava que a cobrança poderá ser feita pela própria prefeitura ou por uma empresa terceirizada, mediante licitação. Por fim, no documento ele também pedia a criação de um Fundo Municipal de Meio Ambiente para gerir os recursos e fazer a destinação correta dos valores arrecadados com a taxa. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

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Morre Alan Sanches, deputado estadual da Bahia, aos 58 anos

Publicado em: 17/01/2026 12:52

Morre deputado estadual Alan Sanches, aos 58 anos. Assembleia Legislativa da Bahia Morreu, neste sábado (17), o deputado estadual da Bahia, Alan Eduardo Sanches dos Santos (União Brasil), aos 58 anos. O parlamentar estava em casa, em Salvador, e sofreu uma parada cardíaca. O político foi eleito deputado estadual quatro vezes, chegou a ser líder da oposição, e recebeu o Troféu Destaque Parlamentar. Antes de ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), foi vereador de Salvador e chegou a ser presidente da Câmara Municipal da cidade. Alan Sanches era formado em Medicina pela Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública - EBMSP, especialista em Ortopedia. Ele é pai do vereador de Salvador Duda Sanches. Ainda não há informações sobre velório e sepultamento do político. *Essa reportagem está em atualização. Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA TAMBÉM Morre o ex-deputado estadual e vice-presidente da Associação Comercial da Bahia, Marcos Galrão Cidreira Wanda Chase, jornalista e apresentadora, morre ao passar por cirurgia em Salvador Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

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'Não imaginava que isso fosse virar motivo de investigação', diz vereador denunciado por fala sobre distribuição de bolo

Publicado em: 16/01/2026 19:47

Vereador de Ribeirão Preto é alvo de denúncia por mensagem enviada em grupo de WhatsApp O vereador André Rodini (Novo) afirmou estar tranquilo em relação à denúncia de um ex-assessor por quebra de decoro após usar uma frase considerada discriminatória em um grupo fechado de mensagens de seu gabinete em Ribeirão Preto (SP). Na representação encaminhada à Câmara, Alexandre Meirelles Nogueira Ribeiro apresentou prints de uma conversa em que o parlamentar mencionou a frase "pobre fazendo pobrice" ao se referir a um convite para a comemoração do aniversário do Mercado Municipal, onde haveria distribuição de bolo à população, em setembro do ano passado. Segundo Rodini, a fala não foi direcionada a nenhuma pessoa, nem ao Mercado Municipal, e foi feita em tom de brincadeira, como já ocorria nas conversas do grupo de mensagens com seus assessores. Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp "Eu fiz um comentário em cima de um meme que a gente sempre usa aqui dentro do gabinete, uma forma jocosa, brincadeira, que é o nosso estilo de trabalho aqui. E eu não imaginava que isso fosse virar motivo de investigação de conduta, porque, se o nosso grupo é de trabalho, e a gente está trabalhando, não houve ofensa pessoal para ninguém, nenhum nome, nenhuma exposição, nada disso", afirma. A denúncia foi protocolada pelo ex-assessor na quinta-feira (15). Segundo a Câmara Municipal, ela deve ser lida em plenário e avaliada pelos vereadores na retomada dos trabalhos do Legislativo, em 2 de fevereiro. Segundo um especialista em direito eleitoral consultado pela EPTV, afiliada da TV Globo, apesar de qualquer pessoa ter legitimidade para representar contra vereadores, a denúncia precisa preencher requisitos para motivar uma investigação para uma eventual cassação, por exemplo. A EPTV procurou o ex-assessor de Rodini, mas ele não quis falar sobre o assunto. O vereador André Rodini (Novo), de Ribeirão Preto (SP). Reprodução/EPTV Fofocas não têm relevância, diz vereador O vereador afirma que o autor da denúncia é um assessor que havia sido recentemente demitido por baixa produtividade. Ao g1, ele afirmou que a tentativa é de prejudicá-lo politicamente. "Em ano eleitoral, tudo vale. A desconstrução da imagem pública de alguém pode partir de todos os lugares, inclusive dos que a gente menos imagina, pelos motivos mais, entre aspas, bobos que possam parecer", diz. Rodini afirma acreditar que não há como a denúncia prosperar na Câmara e que em nenhum momento desrespeitou o interesse público. LEIA TAMBÉM Vereador é denunciado por quebra de decoro após fala sobre distribuição de bolo: 'Vai ter pobre fazendo pobrice?' "Foi um pedido para a Comissão de Ética investigar se houve quebra de decoro de uma conversa interna de um grupo que não tem corrupção, que não tem desvio de dinheiro, que não tem desonestidade, que não tem nada disso. Então, é um pedido de investigação sobre uma brincadeira", afirma. O vereador afirmou que, neste momento, está mais preocupado com o trabalho no Legislativo, sobretudo com a fiscalização do uso do dinheiro público. "Fofocas, memes, brincadeiras, eu acho que não têm muita relevância quando o objetivo é entregar para o eleitor o que ele precisa de verdade, que é a qualidade do serviço público." Vereador André Rodini (Novo) comenta distribuição de bolo gratuita em Ribeirão Preto, SP Reprodução A denúncia Segundo o denunciante, Rodini teve uma conduta discriminatória ao comentar a distribuição gratuita do bolo de aniversário para comemorar os 125 anos do Mercadão Municipal, em setembro de 2025. “Vai ter pobre fazendo pobrice lá pegando bolo com balde?”, teria escrito o parlamentar em uma troca de mensagens com membros do próprio gabinete. Consta no documento protocolado na Câmara que a fala de Rodini aconteceu em um diálogo para tratar da agenda oficial do parlamentar e de oportunidades para interagir com a população. Dois dias após a mensagem de Rodini sobre a distribuição de bolo, o assessor o advertiu do caráter inadequado e imoral do texto. “Fala infeliz pra caralho. Kardec condenaria qualquer frase que ridicularize pessoas pobres, pois isso demonstra orgulho e falta de caridade. Para ele, o verdadeiro espírita deve tratar todos com respeito e ajudar os que sofrem, jamais humilhar ou julgar. O espiritismo sempre prega fraternidade, compaixão e a luta contra o preconceito social”. O assessor continuou questionando o impacto de a fala “vazar para a mídia”. Segundo os prints aos quais o g1 teve acesso, Rodini respondeu que se houvesse vazamento, era porque algum dos membros do grupo tinham a intenção de que isso acontecesse. O parlamentar também defendeu que assuntos tratados por ele e por membros da equipe são de interesse apenas do gabinete. Também consta na denúncia que dois dias depois, o denunciante foi procurado pelo vereador para que deixasse o cargo de assessor. A saída aconteceu no início de novembro. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca

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Prefeitura de Jacareí garante recursos para a Estação de Tratamento de Água III

Publicado em: 16/01/2026 18:22

A Prefeitura de Jacareí e o SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) garantiram R$ 55 milhões para a construção da Estação de Tratamento de Água III (ETA), na região central do município. O recurso, viabilizado por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC – Água para todos), do Governo Federal, foi confirmado no mês de dezembro, em Brasília (DF), quando o prefeito Celso Florêncio (PL) assinou a ampliação do convênio, que inicialmente previa investimento de R$ 17 milhões. A iniciativa representa um avanço significativo para a ampliação do abastecimento de água em Jacareí. Em junho deste ano, a Câmara Municipal de Jacareí já havia aprovado um Projeto de Lei do Executivo, autorizando o financiamento de R$ 17 milhões, junto à Caixa Econômica Federal. Agora, com a liberação do recurso, um novo projeto será encaminhado ao Legislativo com os valores atualizados, para aprovação dos vereadores. A construção da ETA III garantirá o abastecimento de água em toda cidade por, pelo menos, mais 20 anos. A obra tem previsão de início em 2026, com duração de 30 meses e prevê 11 intervenções, entre elas novas unidades de filtração, interligação dos sistemas de água bruta e de água tratada, construção de tanque equalizador de lodos e adequações de tubulações. A ETA III será construída ao lado das outras duas estações existentes, na região central de Jacareí, que foram construídas nas décadas de 60 e 90, e que também passarão por reformas. Estação de Tratamento de Água Pref. Jacareí/Divulgação Investimentos Somente neste ano, o SAAE Jacareí entregou quatro importantes obras que visam a melhoria na captação e a qualidade da água para os munícipes: troca dos filtros da ETA Central; implantação do Sistema de Captação Flutuante; duplicação do reservatório Diogo Fontes; e o booster Santa Cruz dos Lázaros. Além dessas obras, uma nova adutora reforço está em fase de elaboração do projeto executivo. Essa importante obra deve beneficiar cerca de 90 mil pessoas que residem na região leste de Jacareí. O início dos trabalhos está previsto para fevereiro de 2026, com duração de cerca de 10 meses, e investimento de R$ 7,4 milhões.

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