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'Esqueleto de prédio': o que explica a obra abandonada no Centro de Osasco

Publicado em: 08/04/2026 16:30

O que está por trás da obra abandonada no centro de Osasco A construção de um prédio no centro de Osasco está paralisada há quase dez anos e se transformou em uma estrutura inacabada que chama a atenção de quem passa pela região. Iniciada em 2014, a obra foi anunciada como o futuro Paço Municipal da cidade, mas o projeto nunca foi concluído. Desde então, permanece sem avanço, marcando a paisagem urbana com o aspecto de abandono. O terreno e o imóvel pertencem à empresa Estação Osasco Desenvolvimento Imobiliário S.A., anteriormente chamada GBX Tietê Empreendimentos e Participações S.A.. A mudança de nome ocorreu após o início do empreendimento, que acabou interrompido antes da finalização das estruturas previstas. De acordo com a prefeitura, a empresa acumula uma dívida de quase R$ 6 milhões com o município, referente a multas e impostos. Ainda segundo a administração municipal, a companhia não foi localizada para receber a intimação relacionada aos débitos, o que dificulta o andamento das medidas administrativas ligadas ao caso. Operação Urbana Consorciada (OUC) Tietê II, em Osasco, previa a construção de uma torre com 19 andares para abrigar as secretarias municipais, o gabinete do prefeito e a Câmara Municipal. Rian Enrique/g1 O g1 também tentou contato com a empresa responsável pelo empreendimento e com os sócios José Carlos Lima de Abreu e Robson Henrique Diniz, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. 🔎 Um paço municipal é o edifício que concentra as sedes dos poderes Executivo e Legislativo de uma cidade, reunindo em um único espaço a estrutura administrativa e política do município. A proposta em Osasco previa justamente essa centralização dos serviços públicos em um novo complexo institucional. O projeto incluía a construção de uma torre de 19 andares, planejada para abrigar secretarias municipais, o gabinete do prefeito e a Câmara Municipal. A estrutura também previa áreas de uso público e comercial, como restaurante, plenário, auditório, estacionamento, teatro e espaços destinados a atividades comerciais. A proposta foi oficializada por meio da Lei nº 203, de 2010. As obras tiveram início em 2014, com participação da Método Engenharia, dentro de uma parceria público-privada vinculada à Operação Urbana Consorciada (OUC) Tietê 2. Pelo acordo, a construção do novo prédio ocorreria em troca da cessão, por parte da prefeitura, de parte da atual sede administrativa e de um terreno pertencente à Companhia Municipal de Transportes de Osasco (CMTO), localizado na Vila Yara. A parceria foi encerrada em 2020. Desde então, a obra foi oficialmente paralisada e não houve retomada dos trabalhos no local. Moradores de Osasco culpam prefeitos pelo abandono da construção do paço municipal no centro. Rian Enrique/g1 Moradores ouvidos pelo g1 demonstraram descrença na retomada do projeto. Marcelo, que trabalha na estação de inspeção veicular em frente ao terreno, afirma que as únicas mudanças nos últimos anos foram a troca de tapumes e o corte da grama. O terreno tem seguranças que acompanham as manutenções e evitam invasões. Hoje, a Prefeitura de Osasco funciona na Avenida Lázaro de Mello Brandão, na Vila Campesina. A Câmara Municipal está em um prédio alugado na Avenida dos Autonomistas que custa mais R$ 87 mil por mês. Entre março de 2017, ano em que o paço seria inaugurado, e março de 2026, o valor acumulado pago pela locação do prédio da Câmara Municipal foi de R$ 6.115.013. Corrigido para a moeda de hoje, a quantia corresponde a mais de R$ 7 milhões. Em nota, a Câmara informa que a sede própria da Câmara Municipal de Osasco está em construção. A previsão é que o prédio seja entregue ainda este ano.  Nascimento da OUC Tietê II A construção do paço foi proposta pelo então prefeito Emídio de Souza, em 2012, na esteira do plano de revitalização do bairro Bonfim lançado em 2010, chamado Operação Urbana Consorciada (OUC) Tietê 2. A viabilização do projeto ocorreria por uma parceria com a empresa dona do terreno, a Estação Osasco Desenvolvimento Imobiliário. Em troca, a prefeitura cederia parte da sede atual e o terreno da CMTO, na Vila Yara. O Termo de Pactuação foi firmado com a GBX Tietê Empreendimentos, que depois passou a se chamar Estação Osasco Desenvolvimento Imobiliário S.A. O interesse da empresa estava ligado ao potencial construtivo do restante da área. Projeto de novo paço municipal de Osasco, que seria construído no bairro Bonfim. Reprodução Demolição da primeira indústria da cidade Para dar lugar ao paço, foi demolido o imóvel da primeira indústria da cidade, inaugurada em 1950. O prédio já não era mais utilizado pela indústria Hervy, que havia transferido a sede para Taubaté nos anos 1990, embora ainda fosse proprietária do terreno. Ao g1, o advogado da Hervy afirmou que o imóvel foi vendido à Estação Osasco Desenvolvimento Imobiliário, então chamada GBX, em 2013, um ano antes da demolição. Ele também disse que a Hervy não teve envolvimento com o projeto da OUC Tietê II. Primeira paralisação da obra e retomada Com o terreno liberado, a construção começou na gestão de Jorge Lapas, em 2014. A previsão de entrega era 2017. Em 2016, a obra foi interrompida por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), que considerou inconstitucional a lei municipal que permitia usar terrenos públicos e de lazer como contrapartida à iniciativa privada. A obra foi retomada em 2018, após ajustes jurídicos e retirada de pontos considerados irregulares da lei. O prédio atingiu cerca de 20% do total previsto, com 11 dos 19 andares erguidos, nesse período. A nova previsão de conclusão era entre junho e julho de 2020. No início daquele ano, porém, o contrato entre prefeitura e empresa foi encerrado. O ex-prefeito Rogério Lins (Podemos) afirmou que faltavam recursos para concluir a obra. “A prefeitura iria ficar com toda a parte de acabamento, cabeamento. Teria que gastar R$ 30 milhões, R$ 40 milhões. Não vou dar área nobre da prefeitura em troca de prédio sem acabamento”, declarou Rogério Lins. Com o fim do acordo, o terreno foi devolvido à empresa, e a lei da OUC Tietê II que obrigava o espaço a ser usado apenas para a construção do paço foi revogada. Acordo entre a Prefeitura e a empresa Estação Osasco Desenvolvimento Imobiliáro, que é dona do imóvel, encerrou em 2020. Rian Enrique/g1 Em nota, a prefeitura afirmou que “não houve aplicação de recursos públicos na operação, uma vez que se tratava de parceria com investimento privado, posteriormente desfeita”. Procurada, a Método Engenharia informou que atuou apenas como construtora e não participou da incorporação ou do desenvolvimento do projeto. Também declarou que não tem mais envolvimento com o empreendimento. Promessas de família Com a Lei Complementar nº 432/2024, o terreno passou a ser classificado como Zona Industrial ZI/14, podendo ser usado para várias finalidades. O mesmo documento informa que a empresa cumpriu suas obrigações e que o município não tem interesse na construção do paço no local. Mesmo com a liberação e a permissão para usar o terreno, a Estação Osasco Desenvolvimento Imobiliário não continuou a construção e, desde então, a obra está paralisada. Na época, Rogério Lins, ex-prefeito e cunhado do atual prefeito Gerson Pessoa (Podemos), publicou um vídeo nas redes sociais afirmando que o prédio seria transformado em complexo empresarial e tecnológico. Disse que as obras seriam retomadas no segundo semestre de 2024. A construção, porém, não foi retomada. O vídeo foi excluído após o g1 questionar a prefeitura. Gerson Pessoa (Podemos) é prefeito de Osasco e cunhado de Rogério Lins (Podemos), ex-prefeito de Osasco e secretário de Esportes de São Paulo. Reprodução No plano de governo de Gerson Pessoa há promessa de construir um novo paço, sem indicação de endereço. Em entrevista à TV Globo, o prefeito disse que o projeto está em fase de estudo. Por e-mail, a Secretaria de Comunicação de Osasco informou que não há "definição quanto à localização, prazos ou modelo do projeto”. A prefeitura também informou que não mantém relação com a Estação Osasco e que não tem um sistema para cadastrar prédios ociosos na cidade. Dívidas milionárias A Estação Osasco Desenvolvimento Imobiliário tem R$ 1.516.564,94 inscritos em dívida ativa e R$ 4.256.632,88 já ajuizados com a Prefeitura de Osasco. Os valores são referentes a multas, taxas de licença de funcionamento e IPTU. A Justiça, porém, não conseguiu encontrar a empresa, e há diligências extrajudiciais para a verificação de outros endereços. Caso a dívida não seja quitada, a prefeitura pretende solicitar apreensão de bens, com bloqueio de contas ou da matrícula do imóvel. A empresa Estação Osasco Desenvolvimento Imobiliário deve quase R$ 6 milhões ao município de Osasco em multas e impostos. Rian Enrique/g1 A Estação Osasco também teve uma dívida com os fundos GGR Prime I Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios e GGR Institucional Fundo de Investimento Renda Fixa IMA-B5. Para viabilizar a construção do paço, a empresa tomou recursos com esses fundos e deu o terreno como garantia. Como o projeto não foi concluído e a empresa não pagou a dívida, foi pedida na Justiça a penhora do imóvel. Em 2024, a prefeitura tentou impedir a penhora alegando que parte da área seria pública, mas a Justiça autorizou o uso do terreno para quitar a dívida e não reconheceu o terreno como área pública. Os fundos venderam o direito de cobrança da dívida para uma companhia imobiliária, que passou a ser responsável pela cobrança na Justiça. *Sob supervisão de Cíntia Acayaba

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Câmara de BH aprova em 1º turno exigência de exame toxicológico para agentes públicos de escolas, creches e conselhos tutelares

Publicado em: 08/04/2026 16:22

Câmara Municipal de BH Foto: Leticia Oliveira/ CMBH A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou em 1º turno, nesta quarta-feira (8), projeto de lei que torna obrigatória para agentes públicos municipais que atuem com crianças a realização de exame toxicológico na avaliação médica de aptidão para o trabalho. O texto recebeu 28 votos favoráveis e nove contrários. A proposta, de autoria dos vereadores Pablo Almeida e Uner Augusto, ambos do PL, é de que os testes sejam exigidos de servidor, empregado público e agente com função pública municipal que, sob regime permanente ou temporário, trabalhe em: Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis) e Unidades Municipais de Educação Infantil (Umeis); creches e abrigos; conselhos tutelares; e no Conselho Municipal de Juventude (Comjuve). Segundo o projeto, o resultado do exame toxicológico "será determinante" para o exercício da função pública. "Quem escolheu a vida das drogas não pode cuidar de criança. Não pode ocupar o espaço que tem a mesma missão de ocupar e proteger as nossas crianças", afirmou o vereador Pablo Almeida, ao defender a aprovação da proposta. O texto estabelece que os trabalhadores terão direito a à contraprova e à confidencialidade dos resultados dos exames. A realização dos testes será custeada pelo poder público municipal. O projeto de lei ainda precisa ser aprovado em 2º turno antes de seguir para análise do prefeito Álvaro Damião (União Brasil). Vídeos mais vistos no g1 Minas:

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Vereador é preso preventivamente por suspeita de estupro no Leste de Minas

Publicado em: 08/04/2026 16:02

Vereador é preso suspeito de estupro de vulnerável Câmara Municipal de Ipaba A Polícia Civil prendeu preventivamente, nesta quarta-feira (8), o vereador Manoel Messias de Almeida (PSD), conhecido como Manelzin Do Sindicato, do município de Ipaba, no Vale do Aço. Ele é investigado pelo crime de estupro de vulnerável, segundo a corporação. De acordo com a Polícia Civil, as investigações tiveram início após a vítima, de 20 anos, procurar a unidade policial para relatar um abuso ocorrido em março deste ano. Conforme o caderno investigativo, a conjunção carnal teria ocorrido em um contexto de vulnerabilidade. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 Vales no WhatsApp Ainda segundo a polícia, a vítima apresentava incapacidade de oferecer resistência em razão de intoxicação alcoólica, potencializada pelo uso de substâncias medicamentosas. Após a produção de elementos de prova subjetivos e técnicos, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do investigado. A medida foi deferida pelo Poder Judiciário, após parecer favorável do Ministério Público. O vereador foi encaminhado à Delegacia Regional da Polícia Civil de Ipatinga para a formalização do cumprimento da ordem judicial e permanece acautelado no sistema prisional, à disposição da Justiça. O g1 entrou em contato com a defesa de Manoel Messias de Almeida. Em nota, os advogados informaram que ainda não tiveram acesso à decisão que decretou a prisão preventiva e, por esse motivo, não irão se manifestar neste momento. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Vídeos do Leste e Nordeste de Minas Gerais Veja outras notícias da região em g1 Vales de Minas Gerais.

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Licitação para concessão do Horto Florestal fracassa; parque de São José dos Campos está fechado há 20 anos

Publicado em: 08/04/2026 15:30

Parque Natural Municipal Augusto Ruschi - o Horto Florestal - de São José dos Campos Claudio Vieira/Prefeitura de São José dos Campos A licitação para concessão do Parque Natural Municipal Augusto Ruschi, conhecido como Horto Florestal, fracassou e terminou sem vencedores nesta quarta-feira (8), em São José dos Campos. Segundo a ata da sessão, apenas uma empresa participou do processo, mas acabou desclassificada por não atender às exigências do edital. A proposta apresentada tinha valor acima do limite máximo permitido pela Prefeitura, que era de R$ 33 por mês. O lance final foi de R$ 139 mil. Além disso, a empresa também apresentou problemas na documentação, como garantia de proposta em nome de outro município e com valores e prazos fora do previsto. O espaço, localizado na Zona Norte, está fechado desde 2020 e tem 243 hectares de Mata Atlântica. Projeto de concessão do Horto Florestal foi apresentado nesta quarta (15) Diante das irregularidades no processo, a empresa foi inabilitada e o certame foi declarado fracassado, já que não havia outros participantes. O processo previa a concessão dos serviços de gestão, operação, apoio à visitação, obras, conservação e manutenção do parque por até 20 anos. O g1 acionou a Prefeitura de São José dos Campos para comentar o edital sem vencedor e aguarda retorno. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Relembre o caso O edital de concessão do Horto Florestal foi publicado em fevereiro deste ano pela Prefeitura de São José dos Campos. A proposta previa investimento privado de cerca de R$ 5,5 milhões nos dois primeiros anos de contrato, além da reabertura do parque com atividades monitoradas. O projeto também previa a implantação de estruturas como centro de exposições e atividades voltadas à preservação ambiental, além da possibilidade de exploração de serviços como alimentação e turismo. A concessão havia sido autorizada pela Câmara Municipal em 2025. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

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Defensor da família e das causas sociais: saiba quem é presidente da Câmara de Vereadores preso no interior da Bahia

Publicado em: 08/04/2026 13:46

Vereador de Guaratinga e outros suspeitos são presos em operação na Bahia O presidente da Câmara de Vereadores de Guaratinga, na Bahia, Paulo Chiclete (PSD), foi um dos presos na operação da Polícia Civil contra uma organização criminosa nesta quarta-feira (7). Nas redes sociais, o vereador se define como defensor da família, dos esportes e das causas sociais. Paulo Chiclete e outras seis pessoas foram presas durante a "Operação Vento Norte", contra uma organização criminosa suspeita de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e associação criminosa no extremo sul da Bahia. A defesa do vereador afirma que ele é inocente e que a prisão aconteceu no mesmo momento da chegada de uma precatória que ultrapassa R$ 26 milhões, e que virou tema central do cenário político local. (Confira posicionamento completo ao fim da reportagem) Vereador foi preso em Guaratinga nesta quarta-feira (8) Redes sociais 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Paulo nasceu em Guaratinga e tem 39 anos. Esse é o primeiro mandado dele como vereador na cidade. Além de ter tido o mandado de prisão cumprido no âmbito da operação nesta quarta-feira, o vereador foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. De acordo com as investigações da Polícia Civil, o grupo tem atuação estruturada e usava contas bancárias para movimentar recursos de origem ilícita. Segundo as apurações do MP-BA, o grupo criminoso utilizava fintechs — empresas que combinam finanças e tecnologia para simplificar serviços bancários — para "lavar" dinheiro. Em apenas uma das investigadas, foi identificada uma movimentação superior a R$ 20 milhões. Prisões e bloqueios financeiros O presidente da Câmara de Vereadores de Guaratinga, Paulo Chiclete (PSD), foi preso Reprodução/Redes Sociais As sete prisões foram realizadas nos bairros Pequi, Juca Rosa e Sapucaieira, em Eunápolis, e nos bairros Centro e Novo Horizonte, em Guaratinga. Outros cinco mandados de prisão foram cumpridos no sistema prisional, sendo dois no estado do Espírito Santo, um em Minas Gerais, um no Rio de Janeiro e um na Bahia, onde os investigados já se encontravam custodiados. Além das prisões, a ação cumpriu um bloqueio de R$ 3,8 milhões em ativos financeiros. As medidas foram expedidas pela Justiça da Comarca de Belmonte e atingiram 26 contas bancárias ligadas aos investigados. Íntegra do posicionamento de Paulo Chiclete "A recente operação que atingiu o presidente da Câmara de Vereadores de Guaratinga, Paulo Chiclete, levanta questionamentos que vão além do que foi apresentado até o momento. Em meio às investigações, a defesa do parlamentar afirma, com firmeza, que ele é inocente e está à total disposição da Justiça para prestar todos os esclarecimentos necessários. O caso ocorre em um momento sensível para o município: a chegada de uma precatória milionária, com valores que ultrapassam R$ 26 milhões já nesta primeira etapa. O montante, que exige decisões importantes sobre aplicação e fiscalização, passou a ser tema central no cenário político local, e é justamente nesse contexto que surgem indagações inevitáveis: qual é o peso de uma precatória desse porte? Antes mesmo da liberação dos recursos, Paulo Chiclete já havia se posicionado publicamente pela necessidade de que qualquer movimentação fosse acompanhada pela Câmara Municipal, reforçando o papel constitucional de fiscalização do Legislativo. Agora, com o presidente afastado de suas funções em meio a uma investigação, aliados apontam preocupação com possíveis impactos no equilíbrio das decisões que envolvem esses recursos. A defesa do parlamentar destaca que Paulo Chiclete não possui qualquer envolvimento com atividades ilícitas e que sua trajetória pública é marcada pelo compromisso com a população de Guaratinga. Filho de uma professora conhecida na cidade e integrante de uma família de princípios cristãos, ele sempre manteve uma atuação pautada pelo respeito às instituições. A defesa ressalta ainda que, até o momento, não teve acesso integral aos documentos que fundamentaram as medidas adotadas, incluindo a busca e apreensão e a detenção, o que reforça a necessidade de cautela e responsabilidade na análise do caso. Diante do cenário, cresce o debate sobre o momento em que a operação ocorre. Sem antecipar conclusões, a defesa reforça a importância de que os fatos sejam apurados com responsabilidade, transparência e respeito ao devido processo legal, evitando julgamentos precipitados. “Paulo Chiclete está tranquilo, confiante e à disposição da Justiça. A verdade será comprovada”, afirma a defesa. Em meio a interesses e decisões que envolvem valores milionários, uma pergunta segue no centro da discussão em Guaratinga: qual é, afinal, o poder de uma precatória de mais de R$ 26 milhões?" LEIA TAMBÉM: Candidata a Deusa do Ébano morta com o filho na Bahia relatou medo do suspeito um dia antes do crime Mulher é esfaqueada no meio da rua em cidade da Bahia; suspeita é adolescente de 17 anos Chefe do tráfico de drogas é preso após buscar atendimento médico com nome falso em Salvador Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

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Carlos Signorelli, ex-presidente da Câmara e vereador de Campinas por cinco mandatos, morre aos 77 anos

Publicado em: 08/04/2026 11:00

Morre Carlos Francisco Signorelli, ex-presidente da Câmara e vereador de Campinas por cinco mandatos CNLB/Divulgação Morreu nesta terça-feira (7), aos 77 anos, o ex-presidente da Câmara Municipal e ex-vereador de Campinas (SP) por cinco mandatos, Carlos Francisco Signorelli. A causa da morte não foi informada. Professor de matemática e formado em filosofia pela PUC-Campinas, ele exerceu cinco mandatos consecutivos como vereador, entre 1989 e 2012, e presidiu a Câmara no período de 2003 a 2004. "Durante sua atuação no Legislativo, destacou-se pela defesa dos direitos humanos e pelo diálogo permanente com a sociedade", destacou a Prefeitura, em nota. Signorelli também teve forte atuação na Igreja Católica, presidindo o Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB), ligado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Atuou ainda como ministro das exéquias no Cemitério da Saudade, acolhendo famílias em momentos de despedida. Em nota, o CNLB destacou que o ex-vereador "foi testemunha fiel de amor ao Organismo, vivendo com zelo, compromisso e espírito profético sua vocação de leigo cristão". "Carlos dedicou sua vida à formação de um laicato consciente e atuante. Ele acreditava firmemente na força transformadora dos cristãos leigos e leigas, tanto na Igreja quanto na sociedade", complementou o texto. A Prefeitura de Campinas decretou luto oficial de três dias a partir desta quarta-feira (8). O velório será realizado nesta quarta, das 9h às 13h, na capela do Cemitério Parque Flamboyant. O sepultamento está previsto para as 13h30. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Notas de pesar Prefeitura de Campinas "A Prefeitura Municipal de Campinas manifesta profundo pesar pelo falecimento de Carlos Francisco Signorelli, ocorrido nesta terça-feira, 7 de abril. A Administração decretou luto oficial de três dias a partir desta quarta-feira, 8. Professor de matemática, Signorelli construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com a vida pública e com a comunidade. Foi vereador de Campinas por cinco mandatos consecutivos, entre 1989 e 2012, período em que também presidiu a Câmara Municipal no biênio 2003-2004. Durante sua atuação no Legislativo, destacou-se pela defesa dos direitos humanos e pelo diálogo permanente com a sociedade. Formado em Filosofia pela PUC-Campinas, dedicou-se também a importantes atividades ligadas à Igreja Católica, tendo sido presidente do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB), organismo vinculado à CNBB. Em Campinas, prestou relevantes serviços como ministro das exéquias no Cemitério da Saudade, acolhendo famílias em momentos de dor e despedida". CNLB "Com imenso pesar, comunicamos o falecimento de nosso irmão Carlos Francisco Signorelli, que dedicou parte significativa de sua vida ao serviço do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB), especialmente em sua missão como Presidente no período de 2004 a 2010. Carlos Signorelli foi testemunha fiel de amor ao Organismo, vivendo com zelo, compromisso e espírito profético sua vocação de leigo cristão. Sua presença marcante, sua capacidade de reflexão e sua firmeza na defesa das grandes causas do Reino, deixaram marcas profundas em todos aqueles que com ele conviveram. Carlos dedicou sua vida à formação de um laicato consciente e atuante. Ele acreditava firmemente na força transformadora dos cristãos leigos e leigas, tanto na Igreja quanto na sociedade. Seu legado é inspiração para o CNLB e para todos que buscam a construção de um mundo mais justo, fraterno e solidário. Sua páscoa definitiva, ocorrida justamente na festa da Páscoa do Senhor, reveste-se de profundo significado de fé. Neste tempo em que a Igreja proclama a vitória da vida sobre a morte, somos convidados a confiar na promessa do Ressuscitado: “Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (Jo 11,25). À Márcia, Mariano, Cristiano e Luciana, dirigimos todo o nosso amor neste momento de dor, como sinal de nossa solidariedade e comunhão. Convidamos todas as instâncias do CNLB para se unirem em oração, na certeza de que o Senhor Ressuscitado acolhe seu fiel servo na plenitude da vida eterna". VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

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Vereador de Santa Rita é alvo de mandado em operação contra tráfico de drogas

Publicado em: 08/04/2026 08:24

Vereador João Alves de Santa Rita Divulgação/Câmara Municipal O vereador João Alves (PSDB), de Santa Rita, na Grande João Pessoa, foi alvo de uma operação de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira (8). Segundo a Polícia Civil, o parlamentar é investigado por envolvimento com o tráfico de drogas. O g1 entrou em contato com o vereador e com a Câmara de Vereadores de Santa Rita, mas não obteve resposta até a última atualização desta notícia. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp A ação faz parte da Operação Bebelândia II. No caso do parlamentar, os mandados foram cumpridos em três locais distintos: na residência, no escritório e na Câmara Municipal. A polícia não detalhou o que foi apreendido nos endereços ligados ao vereador. A Operação Bebelândia II A operação cumpriu um total de sete mandados de busca e apreensão. Além disso, havia mandados de prisão, sendo que dois deles foram cumpridos contra alvos que já estão no sistema penitenciário. Um indivíduo também foi autuado em flagrante pela posse de uma pistola 9 mm com três carregadores, que foi descartada durante uma tentativa de fuga. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Aparelhos celulares também foram recolhidos para auxiliar na continuidade das investigações. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

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Eleições suplementares em Cabedelo, na Paraíba: saiba quem são os candidatos

Publicado em: 08/04/2026 07:55

Eleições suplementares em Cabedelo, na Paraíba: saiba quem são os candidatos Reprodução As Eleições Suplementares em Cabedelo, na Grande João Pessoa, acontecem no próximo domingo (12) após determinação do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). O pleito vai acontecer depois da cassação dos mandatos do prefeito André Coutinho (Avante) e da vice-prefeita Camila Holanda (PP). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp O pleito coloca em disputa Edvaldo Neto (Avante), que assumiu como prefeito interino da cidade após renunciar ao cargo de presidente da Câmara Municipal, e Walber Virgolino (PL), então deputado estadual na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). A campanha foi mais curta do que em eleições regulares, seguindo um calendário reduzido definido pela Justiça Eleitoral. De acordo com o TRE-PB, cerca de 53.320 eleitores estão aptos a votar na Eleição Suplementar de Cabedelo, distribuídos em 30 locais de votação e 165 seções. LEIA TAMBÉM Eleitores de Cabedelo, PB, vão às urnas duas vezes em menos de seis meses; entenda Veja os vídeos que estão em alta no g1 Quem são os candidatos das eleições suplementares em Cabedelo A disputa deste domingo será entre duas chapas, ambas formadas por candidatos do mesmo partido, modelo conhecido como “puro sangue”. Estão na disputa: Edvaldo Neto (Avante), com Evilásio Cavalcante (Avante) na vice; Walber Virgolino (PL), tendo como candidata a vice Morgana Macena (PL). O candidato Edvaldo é nascido na própria cidade de Cabedelo, em 1988, é advogado com formação superior completa. Antes de ser prefeito interino da cidade, após processo de cassação do prefeito anterior, Edvaldo era presidente da Câmara de Vereadores, cargo que alçou no segundo mandato como vereador em Cabedelo. Antes de renunciar a função, ele foi reeleito vereador em 2024. Na primeira passagem como vereador, ele foi eleito na primeira eleição, em 2020, e cumpriu o primeiro mandato completo, de 2021 até 2024. Wallber Virgolino nasceu em 1978, no município de Pombal, no Sertão da Paraíba. É delegado da Polícia Civil, bacharel em Direito. Ao longo da carreira, ocupou cargos na segurança pública, como delegado seccional no Brejo paraibano, delegado da Delegacia de Homicídios, integrante do Grupo de Operações Especiais (GOE) e corregedor do Detran-PB. Também atuou na gestão pública como secretário de Administração em Coremas (PB), secretário de Administração Penitenciária da Paraíba e secretário de Justiça e Cidadania do Rio Grande do Norte. Ele foi eleito pela primeira vez na política como deputado estadual da Paraíba nas eleições de 2018, pelo partido Patriotas. Dois anos depois, em 2020, disputou a Prefeitura de João Pessoa e terminou a corrida eleitoral na quarta colocação. Já nas eleições de 2022, voltou a concorrer ao cargo de deputado estadual e foi eleito novamente, cargo em que estava até concorrer para a Prefeitura de Cabedelo. Regras das eleições suplementares em Cabedelo Urna eletrônica Giuliano Gomes/PR Press No período que antecede a votação, o calendário eleitoral estabelece uma série de prazos e restrições que passam a valer nos dias finais da campanha. A partir de quinta-feira (8), entra em vigor a regra que proíbe a prisão de eleitores até 48 horas após o encerramento da votação. A medida tem como objetivo garantir o livre exercício do voto e só não se aplica em casos de flagrante delito, condenação por crime inafiançável ou desrespeito a salvo-conduto. Já na sexta-feira (9), é o último dia para que os partidos indiquem representantes ao Comitê Interpartidário de Fiscalização e informem os responsáveis pela emissão de credenciais para fiscais e delegados. A data também marca o fim da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, além de ser o prazo final para a realização de comícios, reuniões públicas e debates entre candidatos. Ainda no mesmo dia, o juiz eleitoral deve encaminhar às mesas receptoras todo o material que será utilizado durante a votação. Na véspera do pleito, no sábado (11), a campanha entra na reta final. Até as 22h, ainda é permitida a propaganda com uso de alto-falantes e amplificadores de som, a realização de carreatas e a distribuição de material gráfico, como panfletos e outros impressos. Após esse horário, qualquer tipo de propaganda eleitoral fica proibida. Eleitores voltam novamente às urnas em outubro Após a eleição suplementar, os eleitores de Cabedelo ainda terão um novo compromisso com as urnas em poucos meses, acompanhando o calendário nacional. As eleições gerais estão marcadas para o dia 4 de outubro, quando os brasileiros irão escolher presidente da República, governadores, senadores, além de deputados federais e estaduais. Caso haja segundo turno, previsto para o dia 25 de outubro, a votação será retomada para os cargos de presidente e/ou governador. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

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Sem licitação concluída, Câmara de Campinas vota prorrogar contrato do transporte público por mais 3 anos; entenda

Publicado em: 08/04/2026 06:56

Vereadores de Campinas (SP) durante a 3ª Reunião Ordinária de 2026, nesta segunda (9) Câmara Municipal de Campinas À espera da conclusão do processo de licitação do transporte público, a Câmara de Vereadores de Campinas (SP) analisa nesta quarta-feira (8), em 1ª votação, um projeto de lei complementar que prorroga por até três anos o contrato em vigor na cidade, que se encerra no dia 29 de abril. O prazo para a extensão contratual é questionado por alguns parlamentares, que apresentaram emendas com períodos menores, e também pelo Conselho Municipal de Mobilidade Urbana, que recomendou que a prefeitura substitua o texto por um contrato emergencial limitado a 12 meses. Serão analisadas na sessão desta quarta duas propostas de emenda com prazos menores: uma em que a prorrogação não ultrapasse dois anos, e outra que estende o contrato por seis meses, podendo ser renovado por mais seis meses. Em nota, a Emdec justifica que o prazo de 3 anos foi estruturado como uma "margem de máxima segurança jurídica" para o período de transição da nova concessão. Clique aqui e veja o texto do projeto na íntegra A empresa justifica que há uma cláusula que assegura o encerramento automático desse contrato com a conclusão da licitação e o início da operação pelos novos concessionários. "A transição para a nova concessão está estimada entre 11 e 14 meses. (...) A margem de segurança foi pensada justamente para garantir a continuidade da prestação deste serviço essencial para os usuários até a finalização de todos os trâmites e ajustes operacionais da nova licitação", destacou. Licitação esperada há uma década Sancetur e Consórcio Grande Campinas vencem leilão para operar transporte público Em março, um leilão na B3, em São Paulo, definiu os ganhadores do certame para operar o sistema de transporte público de Campinas pelos próximos 15 anos, prorrogáveis por mais 5 anos. O processo enfrenta um atraso de mais de uma década, desde que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) avaliou como irregular a concorrência de 2005. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Atualmente, a Comissão de Licitação analisa as planilhas enviadas pelas empresas vencedoras do leilão ocorrido em 5 de março. "Essa fase não tem prazo estipulado pelo edital, sendo o que se mostrar necessário para que não fique dúvidas em relação à viabilidade das propostas apresentadas. Apenas após essa análise é que o resultado é homologado". Veja abaixo o passo a passo: Análise da Comissão de Licitação: que fará a avaliação técnica das planilhas para verificar se a proposta é economicamente viável. Essa etapa não tem prazo definido. Publicação do julgamento: após a análise, será publicado o julgamento do resultado da licitação. Apresentação de recursos: a partir da publicação, abre-se um período de 3 dias úteis para que as empresas apresentem eventuais recursos administrativos contestando o resultado. Homologação do processo: se não houver recursos (ou após a análise deles), ocorre a homologação da licitação, confirmando oficialmente os vencedores. Criação das empresas operadoras: o consórcio vencedor terá até 2 meses para constituir as Sociedades de Propósito Específico (SPEs) — empresas criadas exclusivamente para operar o transporte coletivo de Campinas. Assinatura do contrato: após a criação das SPEs, ocorre a assinatura do contrato de concessão com a prefeitura. Emissão da Ordem de Serviço: o poder público terá até 120 dias (90 dias mais 30) para emitir o documento que autoriza oficialmente o início dos investimentos pelas concessionárias. Início da operação: a partir da ordem de serviço, as empresas terão até 180 dias para adquirir ônibus, estruturar garagens e preparar a operação, até disponibilizar a frota e iniciar o serviço no sistema de transporte coletivo. Ônibus do transporte público municipal de Campinas Fernanda Sunega/Prefeitura Municipal de Campinas Conselho recomenda prazo menor Em reunião no último dia 2 de abril, o Conselho Municipal de Mobilidade Urbana, que tem papel consultivo, aprovou um parecer de oposição à prorrogação de 36 meses proposta pela prefeitura, recomendando uma alternativa mais restrita. Segundo o documento, entre os pontos para a recomendação de substituição do projeto de lei por um contrato emergencial limitado a 12 meses está o fato de que o TCE já julgou o contrato atual como irregular, o que obrigou uma nova licitação. Questionada sobre a manifestação do Conselho, a Emdec informou que acompanhou a votação, mas destacou que ainda não recebeu formalmente o texto oficial da recomendação. O posicionamento destaca ainda que a competência para a análise da prorrogação é do Legislativo, e que uma eventual divergência em relação ao parecer do Conselho não configura ilegalidade. Veja a nota na íntegra: "A Emdec acompanhou a votação sobre o assunto na última reunião do Conselho Municipal de Mobilidade Urbana, realizada em 2 de abril. Porém, ainda não recebeu formalmente o texto oficial da recomendação. A transição contratual para a nova concessão está estimada para o período entre 11 e 14 meses. Por isso, a previsão de prorrogação por até três anos foi estruturada como margem de máxima de segurança jurídica para o período de transição. E não significa uma prorrogação automática por todo esse período. A cláusula resolutiva presente na proposta assegura que essa prorrogação não se estenderá além do necessário, encerrando-se automaticamente com a conclusão da nova licitação e o início da operação pelos novos concessionários. A margem de segurança foi pensada justamente para garantir a continuidade da prestação deste serviço essencial para os usuários até a finalização de todos os trâmites e ajustes operacionais da nova licitação. Vale esclarecer que a prorrogação dos atuais contratos do transporte público coletivo tramita no Legislativo sob a forma de um Projeto de Lei, processo que é independente da posição do Conselho Municipal de Mobilidade Urbana. A competência de legislar sobre o assunto é da Câmara de Vereadores, que aprova ou não as proposições de iniciativa do Executivo. O CMMU é um órgão consultivo, fiscalizador e deliberativo, ou seja, aconselha sobre questões estratégicas, fiscaliza o planejamento da circulação, os serviços de transporte público e discute soluções com o Poder Público. Importante destacar, ainda, que eventual divergência em relação ao parecer do CMMU não configura, por si só, qualquer ilegalidade ou ato de improbidade administrativa, uma vez que se trata de órgão de natureza consultiva. Nos termos da Lei nº 14.230/2021, a configuração de improbidade administrativa exige a presença de dolo e a violação direta da legalidade, o que não se aplica no caso da prorrogação dos contratos; não sendo suficiente, portanto, a mera discordância em relação a orientação técnica ou opinativa de conselho municipal. A Emdec reforça ainda que o assunto em questão foi amplamente debatido no Legislativo, em audiência realizada no dia 25 de março e a votação da proposta está marcada para a próxima quarta-feira (08/04)". Prefeito de Campinas, Dario Saadi, bate o martelo em leilão de concessão do transporte público de Campinas Fernando Evans/g1 Histórico Inicialmente prevista para março de 2016, a nova licitação é aguarda porque o Tribunal de Contas do Estado (TCE) avaliou como irregular a concorrência de 2005. Segundo o tribunal, as empresas não poderiam ter passado pelo sistema de avaliações técnicas dentro da licitação de preços. Em agosto de 2019, a prefeitura lançou a primeira versão do edital, mas o documento foi suspenso pelo TCE dois meses depois e acabou barrado pela Justiça em novembro daquele ano. A licitação de 2005 venceu em 2020 e a definição do novo contrato virou uma "novela". Com a anulação, a administração municipal recomeçou o processo para consolidar um novo edital, que foi publicado em dezembro de 2022 — já na gestão Dário Saadi (Republicanos). Em março de 2023, o processo chegou a ser interrompido pelo TCE após contestação pelo sindicato das empresas do segmento (Setcamp). Em maio de 2023, o TCE-SP determinou a reformulação do edital com correções de 14 itens para o processo ser retomado. A reformulação foi publicada no dia 14 de julho. Os estudos para adequações foram realizados pela Emdec e secretarias de Transporte, Administração e Justiça, com apoio da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Com as correções no edital, a licitação ocorreu em 20 de setembro de 2023, mas foi declarada deserta, porque nenhuma empresa apresentou oferta para a concessão. Com isso, a prefeitura recomeçou o processo licitatório do zero. A administração municipal abriu em outubro de 2023, a segunda consulta pública para receber sugestões que pudessem contribuir com o processo. Foram 131 manifestações recebidas. Em junho de 2024 foi nomeado, pela administração municipal, um Grupo de Trabalho Intersecretarial, para conduzir a nova licitação do transporte coletivo. A prefeitura realizou 11 audiências públicas em dezembro daquele ano, e abriu uma consulta pública para receber contribuições. Ao todo, foram enviadas 1,1 mil contribuições na consulta pública, que ficou aberta de 2 de abril a 2 de julho de 2025. Em dezembro de 2025, o novo edital foi lançado. Terminal Campo Grande, em Campinas (SP): metrópole tenta definir nova licitação do transporte público Carlos Bassan/PMC VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.

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Entenda projeto que quer mudar 'a cara' do Centro de BH e verticalizar bairros tradicionais

Publicado em: 08/04/2026 05:03

Imagem aérea da Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte Reprodução/TV Globo A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou em 1º turno, na última semana, um projeto de lei que pode mudar "a cara" do Centro da cidade e de bairros vizinhos tradicionais, como Santa Efigênia, Lagoinha, Bonfim, Floresta e Carlos Prates (leia mais abaixo). O texto, de autoria do Executivo, estimula a reforma de imóveis ociosos e a construção de prédios residenciais por meio de incentivos urbanísticos e fiscais. Estão previstos, por exemplo, mecanismos que permitem o aumento da área construída em terrenos e a isenção de impostos imobiliários. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Na prática, o projeto pode favorecer a disseminação de edifícios altos em bairros antigos, que ainda concentram muitas casas (entenda o texto mais abaixo). Veja os vídeos que estão em alta no g1 A proposta tem gerado discussões e debates dentro e fora do legislativo. A prefeitura diz que o PL 574/ 2025 busca fomentar a oferta de moradia na região central e recuperar espaços públicos. Por outro lado, críticos afirmam que o texto não foi devidamente discutido com as comunidades e que as intervenções previstas beneficiariam as construtoras. Uma audiência pública sobre o tema está prevista para esta quarta-feira (8). Esta reportagem aborda o projeto e a visão de especialistas a partir dos seguintes pontos: Urbanista fala em falta de estudos de impacto Possível aumento do custo de vida Chance de recuperar espaços ociosos Necessidade de ouvir sociedade civil Ponto a ponto Urbanista fala em falta de estudos de impacto Para o urbanista e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Roberto Andrés, ao aumentar o limite de metros quadrados que podem ser construídos em um terreno, o projeto pode gerar no centro a verticalização que ocorreu no Belvedere, na Região Centro-Sul da capital. Segundo Andrés, faltam estudos para avaliar que tipos de impactos isso pode causar. "O projeto vai aumentar o número de vagas de garagem na região central, e não há estudos de impacto no trânsito. Ele permite a construção de torres sem afastamento lateral, um prédio colado no outro, o que pode gerar uma barreira de vento, e não há estudos de microclima. Infelizmente, a história está se repetindo", afirmou o professor. Possível aumento do custo de vida Ainda de acordo com Andrés, o projeto não impede que prédios de luxo sejam erguidos, beneficiando-se de incentivos fiscais, e elevem o custo de vida nos bairros. "A gente não sabe o tamanho do impacto se esses bairros forem verticalizados com edifícios de 12, 15 andares. O receio de muitos moradores é que isso provoque uma mudança de perfil nesses locais e ocorra gentrificação, que as pessoas que vivem ali acabem sendo expulsas", disse. Chance de recuperar espaços ociosos Já a presidente da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura – Regional Minas Gerais (Asbea-MG), Laura Penna, acredita que a proposta é importante para recuperar a função social de espaços ociosos e permitir que pessoas que trabalham no centro morem mais perto do serviço. Segundo ela, os principais incentivos previstos no texto são voltados para a construção de empreendimentos de interesse social, destinados a famílias de baixa renda. "Eu entendo que o projeto tem um viés claro de incentivar a habitação de interesse social e o retrofit [modernização de construções antigas] de edificações ociosas. Temos ali no centro prédios inteiros que estão ociosos, e um edifício desocupado não cumpre sua função social. Um edifício retrofitado significa gente nova chegando, o que ativa o comércio e gera mais cuidado com limpeza e sensação de segurança", falou. Necessidade de ouvir sociedade civil Laura defende que o comitê gestor, a ser criado para monitorar a implementação da operação urbana, seja composto também por membros da sociedade civil, e não só da prefeitura, e que, se sancionada, a lei seja acompanhada de outras políticas públicas. "É importante que esse projeto seja sempre revisitado para que a gente consiga aferir se a política está sendo bem aplicada e possa corrigir distorções no meio do caminho". O g1 procurou a Prefeitura de Belo Horizonte, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Ponto a ponto O projeto de lei 574/ 2025 foi aprovado em 1º turno pela Câmara Municipal em 30 de março. Foram 33 votos a favor do texto e cinco contra. Antes de ser votado em plenário em 2º turno, o texto precisa passar por comissões da Casa para a apreciação de mais de 30 emendas recebidas. Entre elas, um substitutivo apresentado pelo líder do governo, Bruno Miranda (PDT), com algumas mudanças. Entenda abaixo: 🏠 Bairros afetados Segundo o texto aprovado em 1º turno, a Operação Urbana Simplificada (OUS) inclui, total ou parcialmente, os seguintes bairros: Centro, Carlos Prates, Bonfim, Lagoinha, Concórdia, Floresta, Santa Efigênia, Boa Viagem, Barro Preto e Colégio Batista. O substitutivo, no entanto, retira o Concórdia da lista. 🏣 Empreendimentos incentivados A OUS tem vigência de 12 anos e incentiva os seguintes empreendimentos: retrofit (processo de modernização e revitalização de edifícios antigos que preserva as características arquitetônicas originais); empreendimentos de interesse social; finalização ou substituição de obras abandonadas; substituição de estacionamento caracterizado como imóvel subutilizado; substituição de galpões; substituição de edificação horizontal com características de abandono e degradação. 🔨 Unidade de Regeneração O projeto cria a Unidade de Regeneração (UR), que representa o potencial construtivo adicional gerado por um empreendimento incentivado. Funciona assim: a construção de um empreendimento incentivado, por exemplo, a reforma de um prédio antigo, gera um bônus de potencial construtivo, a UR. Ela pode ser usada pelo próprio empreendedor para construir além dos limites permitidos ou vendida a terceiros. O texto permite que empreendimentos ultrapassem em até 70% o limite máximo de construção permitido para o terreno por meio do uso de UR. 💵 Incentivos fiscais Imóveis em construção não pagam IPTU por até quatro anos, desde que a obra seja concluída nesse prazo. Edifícios destinados à habitação de interesse social ficam isentos por até 10 anos. Há também previsão de perdão de dívidas do imposto até 2020 em alguns casos. Isenção de ITBI na compra de imóveis destinados à implantação de empreendimentos incentivados. Parte dos empreendimentos também fica isenta de taxas de expediente, vistoria e fiscalização de obras. Empreendimentos incentivados podem ter isenção da outorga onerosa do direito de construir, contrapartida financeira cobrada quando a construção ultrapassa o coeficiente básico de aproveitamento do terreno. Plenário Prefeito Amintas de Barros Foto: Cláudio Rabelo/CMBH Vídeos mais vistos no g1 Minas:

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No Amazonas, 15 vereadores já foram cassados por fraude à cota de gênero após eleições de 2024; veja lista

Publicado em: 08/04/2026 05:02

Sede do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) g1 AM Um levantamento feito pelo g1, com base em decisões da Justiça Eleitoral, mostra que 15 vereadores tiveram os mandatos cassados no Amazonas por fraude à cota de gênero nas eleições municipais de 2024. As irregularidades foram identificadas em ao menos cinco municípios e envolvem, principalmente, o uso de candidaturas femininas fictícias. As decisões, que ainda podem ser alvo de recurso em alguns casos, já provocaram mudanças diretas na composição de câmaras municipais e, em situações mais graves, levaram à anulação total dos votos de partidos. O g1 entrou em contato com todos os partidos dos vereadores envolvidos nas cassações, mas não obteve retorno até a atualização mais recente desta reportagem. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Manaquiri concentra maior número de cassações O caso mais expressivo ocorreu no município de Manaquiri, em janeiro deste ano, onde seis dos onze vereadores eleitos tiveram os mandatos cassados, o que representa mais da metade da Câmara Municipal. A Justiça Eleitoral entendeu que PSD e PL lançaram candidaturas femininas fictícias, sem campanha, com votação irrisória e sem movimentação financeira, apenas para cumprir a exigência legal. Foram cassados: Bruno da Nonata Janderli Carvalho Érica Freitas João Moura Gesse Ventura Valdemar Bandeira Após a decisão, houve recontagem dos votos e novos vereadores foram definidos. Manaquiri define novos vereadores após fraude levar à cassação de mais da metade da Câmara Anori: cinco vereadores perdem mandato Em Anori, cinco vereadores do União Brasil foram cassados este mês após a Justiça identificar descumprimento da cota mínima de mulheres. Uma das candidatas teve o registro indeferido por analfabetismo e não foi substituída pelo partido, reduzindo a participação feminina abaixo do mínimo legal. Também foram apontados indícios de candidatura fictícia. Os vereadores atingidos são: Vadernilson Matos Silva Luiz Carlos Pereira Josely Moraes Damião João Tomé Pereira Elton Gonçalves Lima Vereadores são cassados em Anori Outros municípios também registram cassações O levantamento mostra ainda casos em outros municípios: Novo Aripuanã: a vereadora Lene Barros (MDB) teve o mandato cassado em março deste ano, e o partido perdeu a validade da chapa após identificação de candidaturas fictícias. Alvarães: Gregson Brendo Gonçalves Rodrigues (PT), e Maurício Cruz de Souza (PT), eleitos pela Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV), perderam os mandatos em novembro de 2025 após a Justiça apontar uso de candidaturas femininas apenas para cumprir a cota. Presidente Figueiredo: Em abril de 2025, o vereador Maronilson Costa de Fontes (PL) teve o diploma cassado por fraude envolvendo candidatura feminina fictícia. Caso em Eirunepé tem decisão revertida e não entra na lista de cassações Em Eirunepé, o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) reverteu a decisão que havia reconhecido fraude à cota de gênero nas eleições municipais de 2024. Com isso, foram mantidos nos cargos os vereadores eleitos pelos partidos PSB e AGIR. A mudança ocorreu após as siglas apresentarem embargos de declaração. O julgamento terminou empatado, e a presidente da Corte, desembargadora Carla Reis, deu o voto de minerva que garantiu a reversão da cassação e o restabelecimento da composição da Câmara Municipal. TRE-AM reverte decisão sobre fraude à cota de gênero e mantém vereadores nos cargos em Eirunepé. Divulgação/TRE-AM Impacto direto nas câmaras municipais Ao todo, os casos somam 15 parlamentares cassados no estado. Em algumas situações, como em Manaquiri e Anori, a Justiça determinou a anulação dos votos dos partidos envolvidos e o recálculo dos quocientes eleitoral e partidário. Esse procedimento pode alterar completamente o resultado das eleições, com a entrada de novos vereadores. LEIA TAMBÉM: TSE mantém cassação de vereadora eleita por ser cunhada de prefeito reeleito no Amazonas Entenda a regra A legislação eleitoral determina que partidos e federações devem garantir no mínimo 30% de candidaturas de cada gênero nas eleições proporcionais. Quando há fraude, como o uso de candidaturas fictícias, sem campanha ou votação relevante, a Justiça pode cassar toda a chapa, anular votos e declarar inelegibilidade dos envolvidos por até oito anos. As decisões fazem parte de uma série de julgamentos da Justiça Eleitoral que têm reforçado o combate às chamadas “candidaturas laranjas” em todo o país.

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Câmara de Campos tem mudança na liderança do governo; movimento é reflexo da saída de Wladimir Garotinho para disputar as eleições

Publicado em: 07/04/2026 21:46

Câmara de Campos tem mudança na liderança do governo Edson Araújo/g1 A sessão desta terça-feira (7) na Câmara de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, foi marcada por uma mudança na liderança do governo. O vereador Juninho Virgílio (Podemos) deixou o posto após dois anos e meio e confirmou que vai assumir a Secretaria de Governo do município. Durante a sessão, ele fez um discurso breve, agradeceu o período à frente da liderança e oficializou a saída da Câmara para integrar a equipe do Executivo. Com a mudança, o vereador Dudu Azevedo (Republicanos) passa a ser o novo líder do governo na Casa. Ele afirmou que a troca representa uma reorganização interna e destacou que a base aliada segue a mesma. 📱 Siga o canal do g1 Norte Fluminense no WhatsApp. LEIA TAMBÉM: Evento em Macaé lança livro que propõe reflexão sobre deficiência com humor e afeto Vídeo mostra dificuldade de acesso a atendimentos de emergência em trecho interditado da RJ-198 Homem é preso com moto clonada e droga após tentar fugir de abordagem em Macaé Veja os vídeos que estão em alta no g1 A mudança na Câmara ocorreu após o então prefeito Frederico Paes divulgar nas redes sociais uma reformulação na equipe de governo. O vice-prefeito assumiu a Prefeitura de Campos após renúncia de Wladimir Garotinho para concorrer às eleições deste ano como deputado federal pelo PL. Segundo ele, a proposta é ampliar o diálogo com o Legislativo e dar mais integração às ações da gestão. Além de Juninho Virgílio na Secretaria de Governo, outro nome citado nessa reestruturação foi o da ex-prefeita Rosinha Garotinho, convidada para assumir a Secretaria de Trabalho e Renda. As mudanças ainda dependem de publicação oficial, mas, na prática, já começam a impactar o cenário político tanto na Prefeitura quanto na Câmara Municipal.

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Vereadores aprovam projeto que obriga novos loteamentos a implantar fiação subterrânea de energia e telefone em bairros de Araçatuba

Publicado em: 07/04/2026 16:09

Câmara de Araçatuba aprova lei que exige cabeamento subterrâneo em novos loteamentos A Câmara de Vereadores de Araçatuba (SP) aprovou, em sessão ordinária nesta segunda-feira (6), a obrigatoriedade de instalação subterrânea de cabos de energia elétrica e de serviços de telefonia para novos loteamentos na cidade. O projeto de emenda à Lei Orgânica do município foi aprovado em segunda discussão, por 13 votos a 2. Agora, a proposta segue para sanção ou veto do prefeito Lucas Zanatta (PL). 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp A emenda é de autoria do vereador Arlindo Araújo (Solidariedade). Para ele, os cabos de energia e telefonia precisam ser enterrados no solo para organizar a cidade e diminuir a poluição visual. Outra justificativa do parlamentar é que a medida deve prevenir acidentes com cabos aéreos que ficam soltos dos postes, principalmente os casos envolvendo motociclistas. Se sancionada, a obrigatoriedade dos cabos subterrâneos só valerá para novos loteamentos em Araçatuba. Fiação aérea de energia e de telefonia, em rua de Araçatuba (SP): vereadores aprovam exigência de cabos subterrâneos para novos loteamentos Google Street View O Sindicato da Construção Civil (Sinduscon) Oeste Paulista, por sua vez, alerta que a medida deve elevar de 8 a 15 vezes os custos dos empreendimentos imobiliários com materiais e obras. Em ofício enviado à Câmara e também ao Ministério Público, o órgão defende um debate mais amplo sobre a medida. Câmara Municipal de Araçatuba (SP) Reprodução / TV TEM Initial plugin text Veja mais notícias da região em g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

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Câmara aprova lei que institui feriado para aniversário de 300 anos de Fortaleza

Publicado em: 07/04/2026 15:11

Aniversário dos 300 anos de Fortaleza terá festa em três polos da cidade A Câmara Municipal de Fortaleza aprovou o projeto de lei que institui o feriado municipal para o aniversário de Fortaleza, em 13 de abril deste ano, data em que a capital cearense celebra 300 anos. A lei prevê que o dia 13 de abril será feriado municipal em todos os setores e é válido exclusivamente para 2026. A Prefeitura de Fortaleza havia enviado o projeto de lei na segunda-feira (6), pedindo urgência na apreciação. Nesta terça (7), o documento foi lido pelos vereadores, votado e aprovado. "Trata-se de uma ocasião singular, que merece ser celebrada com a devida magnitude, promovendo a união da comunidade e o resgate de nossa memória coletiva", diz o texto. Segundo o documento, "a medida garante, assim, que toda a população, incluindo os trabalhadores do setor privado, possa participar ativamente das festividades, eventos cívicos e culturais organizados para celebrar este marco histórico". LEIA TAMBÉM: Aniversário de Fortaleza, 13 de abril, será feriado municipal, anuncia Prefeitura Após mais de 2 anos de obras, Zoológico de Fortaleza será reaberto em abril Atualmente, a Lei Municipal nº 7.535, de 16 de junho de 1994, já institui a data do aniversário da cidade como feriado municipal. No entanto, até este momento a data era considerada ponto facultativo, sendo folga apenas para servidores do município. Com o projeto de lei neste ano, o feriado se expande - mas a folga é válida apenas para o tricentenário. Portanto, em 2027, o aniversário da cidade volta a ser ponto facultativo. 13 de abril será feriado em Fortaleza. Reprodução Festa de aniversário Neste ano, Fortaleza vai ter uma festa descentralizada para comemorar os 300 anos. Alcione, Simone Mendes, Alexandre Pires e Nattan são alguns dos artistas confirmados para o evento. A festa ocorre no dia 12 de abril em três polos: Praia de Iracema, Jangurussu e Granja Portugal. ➡️Confira a programação do domingo, 12 de abril: 🎼Polo Praia de Iracema: Marcos Lessa Superbanda Alcione Simone Mendes Alexandre Pires Nattan 🎼Polo Jangurussu: Os Transacionais Diego Facó Zé Vaqueiro Amado Batista 🎼Polo Granja Portugal: Dipas Laninha Show Felipe Amorim Rey Vaqueiro Outros eventos No dia 11 de abril haverá a inauguração do Parque Zoobotânico da cidade, no Bairro Passaré, após mais de dois anos de obras. No mesmo dia, na Praia de Iracema, haverá apresentação musical de Belinho e Samba Maioral, feira criativa e festival gastronômico. No dia 12, a cidade recebe a Maratona de Fortaleza no Aterro da Praia de Iracema. O evento receberá cearenses e turistas para provas de corridas de 5, 10, 21 e 42 quilômetros. Mais de 10 mil pessoas estão inscritas. Já na segunda, 13 de abril, haverá o lançamento do Selo Correios - Fortaleza 300 anos. À tarde, a população poderá um show de luzes no Estoril. ➡️ Veja a programação completa: 07 de abril - Inauguração do Centro de Videomonitoramento, no Centro, com mais de 7 mil câmeras integradas. 10 de abril – Entrega da Medalha Iracema, no Cineteatro São Luiz. Entre os homenageados estão o governador Elmano de Freitas e o Grupo Edson Queiroz. 11 de abril – Inauguração do Parque Zoobotânico de Fortaleza, com 49 recintos, 352 animais e 86 espécies. A entrada será gratuita. 11 e 12 de abril – Feira 300, na Praia de Iracema, com feira de economia criativa e festival gastronômico. 12 de abril – Maratona de Fortaleza. 12 de abril – Programação infantil no Parque das Crianças. 12 de abril – Comemoração descentralizada com shows de artistas locais e nacionais, realizada simultaneamente na Praia de Iracema, Granja Portugal e Jangurussu. 13 de abril – Lançamento do selo dos Correios. 13 de abril – Entardecer dos 300. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

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Vereador mostra dedo do meio a grevistas durante sessão e sindicato pede a perda do mandato; VEJA

Publicado em: 07/04/2026 14:49

Vereador mostra dedo do meio a grevistas durante sessão da Câmara O vereador Amarildo Carlos Simoni (PSD) foi flagrado mostrando o dedo do meio a grevistas que protestavam na Câmara de Registro, no interior de São Paulo. O Sindicato dos Servidores Públicos do Vale do Ribeira pediu a perda do mandato do parlamentar por quebra de decoro. Os servidores cobram a recomposição salarial e valorização profissional. Amarildo proferiu o gesto obsceno durante a sessão realizada na segunda-feira (6). A situação ocorreu após o parlamentar ter a sua fala interrompida por conta dos protestos e a sessão ficar paralisada por 20 minutos. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. Durante a pausa, uma das lideranças do movimento direcionou uma fala [não identificada] ao vereador, que responde com o dedo do meio. O servidor contesta a postura e diz: “Olha que bonito, um representante do povo fazendo isso”. Amarildo levantou da cadeira e fez outros gestos ao servidor. Ele também disse: “Fale aqui com a minha mão”. Ao g1, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Vale do Ribeira, Otávio Shimoda, disse que cerca de 200 manifestantes foram à Câmara pois um dos vereadores havia proposto uma moção de aplausos aos grevistas. Amarildo Carlos Simoni (PSD) foi flagrado mostrando o dedo do meio a grevistas que protestavam na Câmara de Registro, no interior de São Paulo Câmara de Registro A iniciativa, porém, não foi protocolada a tempo na Ordem do Dia e não pôde ser realizada na ocasião. Otávio destacou que, durante a fala de Amarildo, alguns manifestantes acabaram o vaiando, o que motivou a reação. Por conta da situação, ele destacou que o Sindicato pediu a perda do mandato do vereador por quebra de decoro parlamentar nesta terça-feira (7). O pedido, segundo ele, já foi protocolado e recebido pela Câmara Municipal. O g1 solicitou mais informações à Câmara de Registro, mas não teve retorno até a última atualização da reportagem. Posicionamento O vereador publicou, nas redes sociais, uma nota de esclarecimento em que diz ter sido insultado. Amarildo se manifestou afirmando ter sido chamado de ‘vagabundo’ pelos manifestante. “No calor do momento, respondi ao cidadão com um gesto, como reação direta às ofensas recebidas. Gesto do qual não me orgulho e me arrependo”, disse. “É importante esclarecer que o gesto foi uma reação pontual e dirigida exclusivamente àquele manifestante e não aos servidores em greve, aos quais tenho absoluto respeito”. O parlamentar destacou também que, após o ocorrido, utilizou a tribuna para reafirmar o compromisso do Legislativo com os servidores. “Respeito os servidores e estou ao lado deles. Esse é o compromisso do nosso mandato”, disse. Servidores municipais de Registro realizam greve; entenda Greve Os servidores públicos de Registro (SP) estão em greve, desde o dia 30 de março, reivindicando diversas pautas envolvendo reestruturação de carreiras, melhores condições de trabalho e descongelamento de remunerações de progressão salarial. Eles destacam que os valores estão congelados desde a pandemia e tentam diálogo com a Prefeitura de Registro desde fevereiro. O prefeito Samuel Moreira (PSD), do mesmo partido de Amarildo, chegou a pedir a suspensão da greve na Justiça. Vereador Amarildo Carlos Simoni (PSD) foi flagrado mostrando o dedo do meio a grevistas que protestavam na Câmara de Registro, no interior de São Paulo. Câmara de Registro O prefeito obteve uma decisão liminar em 30 de março que suspendia a greve, porém a 2ª Vara de Registro determinou que a greve ocorra de forma controlada para não prejudicar serviços essenciais, principalmente saúde, educação e atendimento as crianças. Em nota, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP) manifestou apoio à greve. A entidade destacou que é urgente a abertura de negociação efetiva com propostas que atendam às reivindicações. “Seguiremos ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras de Registro, em defesa dos direitos, do serviço público e da dignidade da classe trabalhadora” disse a CTB. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

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