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Prefeitura de BH sanciona lei que cria programa de proteção a vereadores ameaçados

Publicado em: 17/04/2026 12:19

Câmara Municipal de Belo Horizonte (foto ilustrativa) Karoline Barreto/CMBH A Prefeitura de Belo Horizonte sancionou uma lei que institui o Programa Municipal de Proteção e Escolta a Parlamentares Ameaçados. A norma prevê medidas de segurança para vereadores em situações de risco à integridade física relacionadas ao exercício do mandato, incluindo escolta pessoal e reforço de segurança em eventos e deslocamentos. A nova lei foi publicada no Diário Oficial do Município desta sexta-feira (17) e tem origem em um projeto de lei original da Câmara Municipal, que ganhou força após casos recentes de ameaças a parlamentares (relembre abaixo). A norma estabelece diretrizes como resposta rápida a ameaças, cooperação entre a Câmara Municipal de Belo Horizonte, o Executivo e órgãos de segurança pública, além da criação de protocolos formais para registro e acompanhamento dos casos. O programa poderá ser acionado mediante solicitação do vereador, acompanhada de boletim de ocorrência e outros elementos que comprovem a ameaça. Caberá à Mesa Diretora da Câmara avaliar o pedido e, se acolhido, acionar os órgãos de segurança para implementação das medidas, que podem incluir escolta, vigilância preventiva e reforço de segurança em atividades parlamentares. A lei também autoriza a celebração de convênios com forças de segurança e prevê o apoio da Guarda Civil Municipal, com treinamento específico para atuação nesses casos. A regulamentação poderá ser detalhada pelo Executivo. Vereadora, Jhulia Santos, é ameaçada de morte Caso Juhlia Santos O projeto que deu origem à lei é de autoria do vereador Sargento Jalyson (PL) e ganhou força após episódios recentes de ameaças contra parlamentares na capital. Em março deste ano, a vereadora Juhlia Santos (PSOL) denunciou ter recebido e-mails com ameaças de morte, conteúdo racista e transfóbico, além de informações sobre sua rotina e de familiares. As mensagens foram enviadas para endereços institucionais e pessoais da parlamentar, além de setores da Câmara. Na ocasião, a Polícia Civil de Minas Gerais informou ter identificado um suspeito e instaurado procedimento investigativo. A Câmara reforçou a segurança da vereadora com escolta e acompanhamento da Guarda Municipal. O presidente da Casa, Juliano Lopes (Podemos), classificou o caso como grave e afirmou que foram acionados o Ministério Público e a polícia. O Ministério Público Federal também informou ter orientado a formalização de representação para apuração do caso. Vídeos mais assistidos do g1 MG

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Presidente da Câmara assume Prefeitura de Uberlândia durante férias do prefeito e do vice

Publicado em: 17/04/2026 12:08

vereador Zezinho Mendonça (PP) Uberlândia Aline Rezende/Câmara de Uberlândia/Reprodução O presidente da Câmara Municipal de Uberlândia, Zezinho Mendonça (PP), assume interinamente a Prefeitura de Uberlândia a partir desta sexta-feira (18). A mudança ocorre devido às férias simultâneas do prefeito Paulo Sérgio Ferreira (PP) e do vice-prefeito Vanderlei Pelizer Pereira (PL). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp O chefe do Poder Legislativo Municipal recebeu oficialmente, na manhã desta sexta-feira, o comunicado encaminhado pelo Poder Executivo, formalizando a transmissão temporária do cargo. A oficialização deve ocorrer com a publicação da medida em edição suplementar do Diário Oficial do Município (DOM) ainda nesta sexta-feira. Zezinho Mendonça permanece na cadeira do chefe do Executivo até o dia 2 de maio de 2026, totalizando 15 dias. De acordo com a Lei Orgânica do Município, quando prefeito e vice-prefeito se ausentam ao mesmo tempo, cabe ao presidente da Câmara assumir o comando do Executivo. Transmissão formal e respaldo legal O ato foi oficializado por meio do Termo de Transmissão Temporária de Cargo, documento que garante a legalidade da medida e assegura que Zezinho Mendonça exerça plenamente as funções de prefeito durante o período de afastamento dos titulares. Com isso, o presidente da Câmara passa a responder por todas as atribuições, prerrogativas e responsabilidades do cargo de prefeito, incluindo a assinatura de atos administrativos, sanção de leis e condução das políticas públicas municipais. Sobre Zezinho Mendonça O vereador Rosenvaldo Correia de Mendonça, popularmente conhecido em toda a cidade de Uberlândia, onde nasceu, como Zezinho Mendonça, tem 43 anos. Residiu no bairro Marta Helena durante 18 anos, até se instalar no bairro Mansour onde montou um comércio em 1995 com apenas 22 anos. Formado em Gestão Pública, também atua no setor de Agronegócio. Disputou sua primeira eleição a vereador nas eleições municipais de 2008, tendo ficado como suplente e assumiu a cadeira da então vereadora Liza Prado, eleita deputada estadual em 2010. Já em 2012, disputou a reeleição, tendo sido o quarto candidato mais votado, tendo sido convidado pelo Executivo para assumir a direção geral da Fundação Uberlandense de Turismo, Esporte e Lazer (Futel) nos anos de 2013 e 2014. Retornou à Câmara em 2016 para disputar mais uma vez a eleição de vereador, mas não conseguiu quociente eleitoral (método pelo qual se distribuem as cadeiras nas eleições pelo sistema proporcional de votos em conjunto com o quociente partidário e a distribuição das sobras) e ficou de fora da Legislatura 2017-2020. Nas eleições municipais de 2020, candidatou-se novamente a vereador pelo Progressistas (PP), partido do então prefeito Odelmo Leão e retornou à Câmara Municipal em 1º de janeiro de 2021. Em novembro de 2022 foi eleito pela maioria de seus pares para presidir a Casa no biênio 2023/2024. Reeleito chefe do Legislativo em 2025. LEIA TAMBÉM: Integração no Bairro chega ao Mansour, em Uberlândia; saiba quais serviços serão oferecidos Mulher se distrai ao mexer na bolsa e cai em buraco de 3 metros em obra de Uberaba Acidente de lancha que matou 6 teve embarcação irregular e consumo de álcool, aponta inquérito Assista também: Câmara de Uberlândia encerra sessões de março com 34 projetos aprovados VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

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Vereador preso suspeito de estuprar criança por 5 anos usou poder político e econômico para atrapalhar investigação, diz polícia

Publicado em: 17/04/2026 03:00

Antônio Tiveron Filho, de 72 anos, conhecido como Toninho Mineiro, foi preso na segunda-feira (13), em Pirajuba Redes Sociais/Reprodução A investigação da Polícia Civil que resultou na prisão do vereador Antônio Tiveron Filho (União Brasil), após ele ser indiciado por estupro de vulnerável, revelou que o parlamentar tentou interferir nas investigações. Para a polícia, ele também teria utilizado a influência política e econômica para interferir na rede de proteção à vítima. Conhecido como Toninho Mineiro, o parlamentar de 72 anos foi preso na tarde de segunda-feira (13), em Pirajuba, no Triângulo Mineiro, durante o cumprimento de um mandado de prisão preventiva. A investigação concluiu que ele cometeu, de forma reiterada por 5 anos, estupro contra uma menina quando ela tinha entre 8 e 14 anos com a ajuda da bisavó da vítima. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Além da prisão, a Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros do parlamentar. Em nota, o advogado do vereador, Geovane Soares, afirmou que o cliente nunca esteve envolvido ou foi investigado por qualquer delito. Já a Câmara de Pirajuba afirmou que não compactua com qualquer conduta ilícita. Veja íntegras no fim da reportagem. O g1 solicitou posicionamento ao União Brasil, mas não houve retorno até a última atualização da reportagem. Vereador tentou se antecipar às ações da polícia Segundo o inquérito conduzido pelo delegado Bruno Vinicius Cordeiro Martins, o político buscou obter acesso a informações sigilosas e tentou se antecipar às ações policiais logo após tomar conhecimento das denúncias de abuso Além das tentativas de monitorar a investigação, a polícia apurou que houve interferência direta no acolhimento institucional da vítima. Embora a Polícia Civil tenha confirmado essas movimentações, os métodos exatos utilizados pelo vereador não foram detalhados publicamente. A rede de proteção, que Toninho Mineiro tentou acessar indevidamente, é o sistema responsável por garantir a segurança de menores em situação de risco. No tempo em que a violência ocorreu, a vítima era mantida em silêncio por meio de violência psicológica e ameaças de morte. O delegado destacou que a "objetificação da vítima e a pluralidade das ações criminosas" demonstram uma periculosidade incompatível com a liberdade do vereador. Bisavó trabalhava com o vereador De acordo com o inquérito, os abusos aconteciam semanalmente e eram intermediados pela bisavó da vítima, que recebia dinheiro em troca. Segundo o delegado Bruno Vinícius Cordeiro Martins, a mulher trabalhava na casa do investigado e mantinha amizade com ele. A investigação aponta ainda que a idosa também teria aliciado a própria neta — mãe da vítima — no passado. Conforme o delegado, a mãe da criança não mantinha convívio com a filha e não tinha conhecimento dos abusos. Ainda segundo a investigação, a vítima era mantida em silêncio por meio de violência psicológica e ameaças de morte. Os abusos teriam cessado apenas quando, já na adolescência, a garota passou a resistir às imposições da bisavó e se recusou a continuar se encontrando com o vereador. A bisavó, que não teve o nome e idade divulgados, morreu em decorrência de câncer em 2025. A investigação durou três meses e começou após uma denúncia anônima. Além da decretação da prisão preventiva, a Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros do vereador. LEIA TAMBÉM: Motorista de aplicativo é preso suspeito de abusar sexualmente de crianças durante corridas em MG Professor de música é preso por suspeita de assediar crianças em conservatório de Uberlândia Adolescente a caminho da igreja é forçada a entrar em carro e sofre estupro coletivo por mais de 4h em MG O que disse a defesa "A defesa do Sr. ANTÔNIO TIVERON FILHO vem a público esclarecer informações recentemente divulgadas. Importa registrar que dezenas de pessoas que convivem e conhecem há décadas o Sr. Antônio Tiveron Filho — desde vizinhos, amigos, autoridades e membros da comunidade — manifestaram profunda perplexidade e contrariedade diante das acusações, colocando-se, inclusive, à disposição para testemunhar a verdade dos fatos. O Sr. Antônio é pessoa conhecida de todos, muito bem-quisto, e de atuação pública, cuja postura e caráter, ao longo de décadas de serviços prestados e convivência respeitosa com todos, são reconhecidos e confirmados por todos que o conhecem. Com efeito, ao longo de toda a sua vida, o Sr. Antônio Tiveron Filho sempre foi reconhecido como pessoa ilibada, de boa convivência, e sem qualquer histórico de violência ou intimidação, sendo considerado por todos como alguém da mais alta confiança e de elevado conceito na comunidade. E justamente por isso é que está no segundo mandato como vereador, com igual atuação e vida transparente e pública, sem nada que o desabonasse em qualquer esfera, especialmente pessoal. Ao longo de sua vida, nunca esteve sequer envolvido e/ou investigado por nenhum delito, de qualquer tipo. A defesa destaca, ainda, quanto à deflagração a prisão preventiva, que o acusado possui residência fixa, vínculos familiares e sociais consolidados e sem qualquer mácula, e plena identificação com o local, não apresentando risco a ninguém, e nem mesmo à instrução do processo ou à aplicação da lei penal. Ainda, ressalta-se que se trata de idoso, com 72 anos de idade, que enfrenta problemas de saúde relevantes, demandando acompanhamento contínuo, circunstâncias que reforçam a desproporcionalidade da medida extrema de prisão. A defesa já está adotando todas as medidas legais cabíveis e confia que o Poder Judiciário, com equilíbrio e respeito às garantias constitucionais, reconhecerá a ausência de fundamentos para a manutenção da prisão, permitindo que o acusado responda ao processo em liberdade. Esclarece-se, também, que a atuação da defesa se dá dentro dos princípios do Estado de Direito, não se tratando de defesa de qualquer prática ilícita, mas sim do direito constitucional de todo cidadão à ampla defesa, ao contraditório e à presunção de inocência. Por fim, a defesa reafirma sua confiança na Justiça, convicta de que os fatos serão devidamente esclarecidos no curso regular do processo." O que disse a Câmara "A Câmara Municipal de Pirajuba, diante das recentes notícias veiculadas sobre a prisão preventiva do Vereador Antônio Tiveron Filho, vem a público esclarecer o que segue: Esta Casa Legislativa tomou conhecimento pelas mídias sociais que a referida prisão decorreu por decisão judicial e a operação realizada pelas autoridades competentes na data de 13/04/2026. Ressaltamos que o processo corre sob segredo de justiça, e a Câmara está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações, caso solicitado. Reiteramos que a Câmara Municipal de Pirajuba não compactua com qualquer conduta ilícita, especialmente aquelas que ferem a integridade física e moral de crianças e adolescentes. O Poder Legislativo preza pela ética, pela proteção integral à infância e pelo estrito cumprimento das leis. Do ponto de vista administrativo e regimental, a Assessoria Jurídica desta Casa já está analisando as medidas cabíveis. Informamos que todos os procedimentos serão conduzidos respeitando o devido processo legal, a ampla defesa e o contraditório, conforme determina a Constituição Federal e o Regimento Interno desta Câmara. Por fim, reafirmamos nosso compromisso com a transparência e com a sociedade de Pirajuba/MG, zelando sempre pela honra e pela continuidade dos trabalhos em prol do município." ASSISTA: Adolescente de 13 anos é vítima de estupro durante viagem para Uberlândia Adolescente de 13 anos é vítima de estupro durante viagem para Uberlândia VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

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Comissão da Câmara de Macapá aprova parecer pelo arquivamento de denúncia contra vice-prefeito

Publicado em: 16/04/2026 19:40

Comissão da Câmara de Macapá aprova parecer pelo arquivamento de denúncia contra vice-prefeito PMM/divulgação A Comissão Processante da Câmara Municipal de Macapá aprovou, por dois votos a um, o parecer que recomenda o arquivamento da denúncia contra o vice-prefeito da capital, Mário Neto (Podemos). A decisão foi tomada nesta quinta-feira (16), durante a quarta reunião do colegiado. A denúncia tratava de supostas infrações político-administrativas e começou a ser analisada a partir da Representação nº 002/2026. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp O parecer foi elaborado pelo relator, vereador Alexandre Azevedo (Podemos), e aprovado pela maioria dos membros. Ele foi acompanhado pelo presidente da comissão, vereador Ezequias (PSD). O único voto contrário foi do vereador Zé Luiz (PT). O relatório conclui pelo arquivamento da denúncia. Entre os fundamentos estão: A impossibilidade de responsabilizar o vice-prefeito por atos atribuídos ao prefeito A falta de ligação entre os fatos apresentados e as condutas descritas Ausência de provas atuais e individualizadas. LEIA MAIS: Câmara de Macapá aprova investigação que pode levar a cassação do vice-prefeito Dr. Furlan, prefeito afastado de Macapá, renuncia ao cargo Saiba quem são os alvos da operação que investiga suposto desvio de recursos na saúde em Macapá Com a decisão, o processo segue para o plenário da Câmara Municipal de Macapá, que dará a palavra final. Se a maioria dos vereadores acompanhar o parecer da comissão, a denúncia será arquivada e o processo encerrado. Caso o plenário rejeite o relatório, o processo terá continuidade com a abertura da fase de instrução. Nessa etapa, a própria comissão poderá realizar diligências, ouvir testemunhas, requisitar documentos e analisar os elementos apresentados. Ao final, será elaborado um novo relatório, que voltará ao plenário para julgamento definitivo Sobre a criação da comissão Em 12 de março, a Câmara Municipal de Macapá aprovou a criação de uma comissão processante para investigar o vice-prefeito Mário Neto (Podemos). O processo poderia levar à cassação do mandato. A decisão teve 14 votos favoráveis e 6 contrários. A denúncia foi apresentada pela servidora pública Cleiziane Miranda da Silva, que apontou suspeita de corrupção na prefeitura. O documento foi protocolado no dia 9 de março, cinco dias após a Operação Paroxismo, da Polícia Federal, que afastou o então prefeito Dr. Furlan e o vice-prefeito. A denúncia também mencionou a gestão da Macapá Previdência (MacapáPrev). Segundo o documento, o saldo financeiro teria caído de R$ 181,8 milhões em janeiro de 2023 para cerca de R$ 105 milhões em julho de 2024. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

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Câmara mantém veto a lei que criaria 'zona de silêncio' perto de igrejas em Campo Grande

Publicado em: 16/04/2026 18:37

Câmara de Vereadores vetou lei do silêncio para igrejas em Campo Grande. Caio Tumelero/TV Morena A Câmara Municipal de Campo Grande manteve, na sessão desta quinta-feira (16), o veto da prefeita Adriane Lopes a um projeto de lei que colocava templos religiosos no mesmo grupo de escolas, hospitais e bibliotecas nas chamadas zonas de silêncio. A proposta proibia ruídos em um raio de até 200 metros de igrejas durante o horário de funcionamento. Na prática, atividades e estabelecimentos próximos teriam que diminuir o barulho para não atrapalhar encontros religiosos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp O tema gerou resistência, principalmente entre empresários e representantes do setor cultural, que apontaram possíveis prejuízos para eventos e comércio. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Impacto no comércio e em eventos Durante a sessão, vereadores contrários ao projeto falaram dos impactos da medida. Para o vereador Jean Ferreira (PT), a proposta poderia limitar atividades econômicas em grande escala. “Essa lei que restringia os eventos com maior liberdade em um raio de 200 metros é muito prejudicial, porque atingiria diretamente pelo menos 2.600 estabelecimentos comerciais com CNPJ ativo. Além disso, existem mais de 2.100 templos religiosos em Campo Grande que seriam protegidos por essa lei, impactando diretamente a atividade comercial”, afirmou. Após a repercussão negativa, o autor do projeto, vereador Leinha (Avante), disse que pretende retomar o debate antes de apresentar uma nova versão. “A gente vai tentar, em outro momento, trazer as pessoas aqui para serem ouvidas. Vamos fazer uma audiência pública justamente para equalizar e construir um projeto que viabilize tanto os templos religiosos quanto as manifestações culturais. Não queremos parar a economia, nem os bares”, disse. O projeto de Lei Complementar nº 1.020/2026 havia sido aprovado no dia 2 de março, em regime de urgência e em turno único, com 21 votos favoráveis e dois contrários. Na justificativa do veto, o Executivo afirmou que a proposta poderia comprometer a neutralidade do poder público em um Estado laico, ao dar tratamento diferenciado a templos religiosos sem critérios técnicos. A prefeitura também disse que a medida não se baseava em parâmetros urbanísticos, sanitários ou funcionais já previstos na legislação. Segundo o Executivo, hospitais, escolas e bibliotecas precisam de silêncio de forma contínua e previsível, o que não se aplicaria aos templos. Outro ponto citado foi o alcance da proposta. Dados do IBGE indicam que Campo Grande tem mais de 2,1 mil templos religiosos, o que ampliaria as áreas com restrição de ruído. Com o veto mantido, vereadores voltaram a defender a atualização da lei do silêncio, em vigor desde 1992. A norma define limites de barulho durante o dia e a noite, mas é considerada desatualizada por representantes dos setores produtivo e cultural. A revisão dessa lei é discutida há anos, e um novo projeto é esperado na Câmara desde 2024. Até agora, porém, não há previsão de envio pela prefeitura. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

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Câmara de BH aprova multa de até R$ 20 mil para pichadores

Publicado em: 16/04/2026 18:25

Câmara Municipal de Belo Horizonte (foto ilustrativa) Karoline Barreto/CMBH A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou em 2º turno, nesta quinta-feira (16), um projeto de lei que aumenta o valor de multas aplicadas contra pichadores. A proposta, de autoria de sete vereadores, recebeu 29 votos favoráveis e sete contrários. O texto altera a legislação atual e estabelece multa de R$ 2 mil a R$ 5 mil em casos de pichação – a cifra varia conforme o dano a ser reparado. Atualmente, a penalidade vai de R$ 800 a R$ 3,8 mil. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp O projeto prevê punição ainda maior se a pichação for feita em monumentos ou bens tombados. Nesse caso, a cobrança varia de R$ 6 mil a R$ 10 mil, e o autor também deve arcar com as despesas de restauração. Atualmente, o valor máximo da penalidade nessa situação é de R$ 7,2 mil. Em caso de reincidência, a proposta é de que a multa seja aplicada em dobro, como prevê a legislação atual. No entanto, o teto deixa de ser R$ 14 mil e passa a ser R$ 20 mil. Veja os vídeos que estão em alta no g1 As multas administrativas previstas no projeto não excluem eventuais sanções penais nem a obrigação de indenizar danos materiais e morais. A proposta gerou discussões no Plenário. O vereador Pedro Patrus (PT) apresentou um substitutivo que mudava as penalidades da pichação para advertência e aplicação de medidas pedagógicas, mas o texto foi rejeitado. "Este é um projeto para jogar para a galera e ganhar like. Proposta mesmo, nenhuma. Eles querem punir, querem criminalizar uma juventude que já sofre tanto. [...] Sempre quem é punido são as pessoas mais pobres de Belo Horizonte", afirmou. O vereador Vile (PL), um dos autores do texto, defendeu punições rigorosas para a pichação. "Pichador, para mim, é uma das piores coisas que tem na cidade. É tão difícil deixar a cidade agradável, bonita. [...] Pichador tem que ser punido devidamente", falou. Com a aprovação em segundo turno, o texto segue agora para análise do prefeito Álvaro Damião (União Brasil). Vídeos mais vistos no g1 Minas:

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Deputada registra BO contra vereador do PL de Guarulhos por ofensas misóginas

Publicado em: 16/04/2026 15:49

Deputada estadual Andréa Werner registrou um boletim de ocorrência contra o vereador Kléber Ribeiro (PL) Reprodução/Instagram A deputada estadual Andréa Werner, líder do PSB na Assembleia Legislativa de São Paulo, registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil por calúnia, injúria e difamação por conteúodo misógino contra o vereador Kléber Ribeiro (PL), de Guarulhos. Ela também protocolou na Justiça uma queixa-crime de violência política de gênero. Segundo a parlamentar, ela foi nesta quarta-feira (15) até a prefeitura de Guarulhos tentar falar com o prefeito, Lucas Sanches (PL), após receber uma série de denúncias de mães atípicas sobre falta de inclusão nas escolas da cidade para alunos com autismo. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o vereador Kleber aparece chamando a deputada, que estava acompanha de mães atípicas, de "descontrolada", "petista" e dizendo que ela nunca agiu em benefício de Guarulhos e que estaria aproveitando a situação por conta das eleições. “Fui procurada por um grupo de mães sobre a grave situação da retirada de acompanhantes terapêuticos das salas de aula. Essa é uma medida que impacta diretamente a inclusão de crianças autistas. O vereador, em tom violento, chegou a me exibir um ‘mapa’ questionando para onde mandei emendas, em postura de ataque, buscando me descredibilizar, depois partindo para ataques pessoais, me chamando de ‘descontrolada’ e mulherzona”, disse Andréa, em nota divulgada. "Além de não ter base factual, foi um tom extremamente misógino e uma violência política de gênero como eu não havia enfrentado ainda neste mandato”, complementou. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ainda em nota, Andréa ressaltou que é mãe de um adolescente autista e ativista na pauta há mais de dez anos, e que destinou R$ 1,35 milhão em emendas a Guarulhos desde que tomou posse, em 2023. Nas redes sociais, o vereador Kleber Ribeiro publicou o vídeo em que mostra sua versão sobre a discussão com a parlamentar. "O resultado veio com trabalho sério, diálogo e compromisso real. Agora aparece uma deputada, no dia do anúncio, para cobrar. Ela que nunca ajudou aqui, nunca destinou recursos para essas famílias, tentando se apropriar de uma conquista que não construiu. A causa do autismo é séria demais para virar palco de oportunismo". Em dezembro do ano passado, a vereadora Fernanda Curti (PT) registrou um boletim de ocorrência contra Kleber por ato obsceno e ameaça dentro da Câmara Municipal. Kleber também se envolveu em uma confusão com alunos na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em setembro de 2025. Houve briga generalizada e ao menos três estudantes feridos. O g1 procurou a prefeitura sobre a discussão e ainda não obteve retorno até a publicação da reportagem. Vereador do PL mostra genitália para parlamentar do PT dentro da Câmara de Guarulhos

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STF confirma veto à mudança de nome da GCM de SP para Polícia Municipal e estende decisão a todo o país

Publicado em: 16/04/2026 12:00

Prefeitura de São Paulo chegou a divulgar nova identidade visual da GCM com nome "Polícia Municipal" antes de proibição Divulgação/PMSP O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que municípios brasileiros não podem mudar a denominação de suas Guardas Municipais para "Polícia Municipal" ou qualquer nome similar. A decisão tem efeito em todo o território nacional e foi tomada naa segunda-feira (13). A ação discutia uma alteração na Lei Orgânica do Município de São Paulo, aprovada por emenda em 2025, que autorizava o uso da denominação "Polícia Municipal de São Paulo" para a Guarda Civil Metropolitana (GCM). A mudança já havia sido barrada por decisão liminar do ministro Flávio Dino, relator do caso, e agora foi definitivamente vetada pelo Plenário do STF. Por maioria, os ministros julgaram improcedente a ação apresentada pela Federação Nacional de Sindicatos de Guardas Municipais (Fenaguardas), que questionava decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). A Justiça paulista havia suspendido o trecho da lei municipal que permitia a alteração do nome da corporação em março do ano passado. O placar da votação no STF terminou em 9 a 2, sendo os ministros Cristiano Zanin e André Mendonça vencidos pela maioria, que acompanhou o voto do relator Flávio Dino. Liminar veta mudança de nome da Guarda Civil Mesmo com a proibição, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), continua se referindo à GCM como "Polícia Municipal" em eventos oficiais e publicações nas redes sociais. No mês passado, ao participar da inauguração de nova sede da inspetoria regional da GCM no Jabaquara, o prefeito disse que ainda tem a intenção de alterar o nome da organização. "Nós vamos ter lá em Brasília um deputado federal lutando pela cidade de São Paulo e pela Polícia Municipal. Inclusive, eu tenho certeza que ele não vai sossegar enquanto a gente não vir aqui e apagar aquilo ali, Guarda Civil, pra colocar Polícia Municipal em todos os nossos equipamentos", disse Nunes, referindo-se ao então secretário municipal de Segurança Urbana, Orlando Morando (MDB), que deixou o cargo dias depois para se candidatar a uma vaga na Câmara dos Deputados. Nunes também criticou a decisão liminar do ministro Flávio Dino em janeiro, ao discursar durante cerimônia de entrega de novas viaturas à guarda. "Olha a batalha pra poder ter o direito de ser o que é: polícia municipal. Aí vai o STF e quer saber do muro [da cracolândia], quer saber do nome", disse o prefeito. Vereadores de São Paulo aprovaram mudança do nome da GCM em março de 2025. Richard Lourenço/Rede Câmara No voto condutor do julgamento no STF, Dino afirmou que a Constituição Federal adota de forma expressa e sistemática a denominação "guardas municipais". Para o ministro, a autonomia municipal não autoriza a alteração da nomenclatura. "A terminologia empregada pela Constituição não é meramente simbólica, pois assegura coerência e estabilidade ao ordenamento jurídico em um estado federal, no qual a autonomia dos entes subnacionais é limitada e não significa soberania", afirmou Dino em seu voto. O ministro também alertou para o risco de insegurança jurídica e confusão institucional caso fosse permitido aos municípios alterar livremente a denominação de suas guardas. Para ilustrar, Dino citou exemplos hipotéticos considerados "absurdos", como a possibilidade de um município renomear sua Câmara Municipal para "Senado Municipal" ou a Prefeitura para "Presidência Municipal". Segundo ele, as nomenclaturas definidas pela Constituição delimitam funções, competências e hierarquias dentro do pacto federativo. A flexibilização desses nomes poderia comprometer a uniformidade do sistema jurídico e gerar conflitos interpretativos tanto na esfera administrativa quanto na judicial. Ricardo Nunes diz que vai mudar nome da Guarda Civil depois de decisão do STF que autoriza GCM a fazer patrulhamento ostensivo Além disso, o relator mencionou os impactos práticos destacados pelo TJ-SP, como a necessidade de mudanças administrativas em placas, uniformes, viaturas, documentos oficiais e materiais de divulgação, o que poderia gerar custos e transtornos à administração pública. Ao final do julgamento, o STF fixou uma tese com repercussão geral, que passa a orientar decisões semelhantes em todo o país. Com isso, ficam impedidas iniciativas de câmaras municipais ou prefeituras que pretendam alterar o nome das guardas locais para termos associados às polícias. No caso específico de São Paulo, permanece válida a decisão do Tribunal de Justiça estadual que proíbe a prefeitura de realizar qualquer mudança administrativa relacionada à denominação da corporação, incluindo placas, uniformes, viaturas e campanhas institucionais.

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Cachorro comunitário é baleado em rua de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio

Publicado em: 16/04/2026 11:56

Cachorro foi baleado em Guaratiba Reprodução Um cão comunitário foi baleado na noite desta quarta-feira (15), em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio. O animal, que é cuidado por moradores da região, foi socorrido e levado para a Fazenda Modelo, abrigo da Prefeitura localizado no mesmo bairro, onde foi submetido a uma cirurgia. De acordo com a equipe veterinária, o projétil atingiu o estômago, o diafragma e uma costela. Apesar de o quadro ter sido estabilizado após o procedimento, o estado de saúde do animal ainda é considerado grave. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Segundo moradores, o autor do disparo seria um policial que mora no bairro, que não gosta de cachorros e já teria matado outro animal anteriormente. O vereador Luiz Ramos Filho, integrante da Comissão de Defesa dos Animais da Câmara Municipal do Rio, disse que vai denunciar o caso às autoridades. Vereador disse que vai denunciar o caso de cão baleado em Guaratiba às autoridades Segundo a secretária municipal de Proteção e Defesa dos Animais, Jeniffer Coelho, este é o quarto caso de animais baleados atendidos pela rede municipal de saúde veterinária neste ano. A secretária também reforçou que maus-tratos a animais são considerados crime no Brasil, com pena prevista de dois a cinco anos de prisão. O caso deve ser investigado pela Polícia Civil.

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Vereador é condenado a mais de 6 anos de prisão por bater na esposa no Acre; VÍDEO mostra agressão

Publicado em: 16/04/2026 08:00

Vereador é condenado a mais de seis anos de prisão por agredir a esposa no Acre O vereador Auciélio Lima da Silva (PP), de Porto Walter, interior do Acre, mais conhecido como Baixinho Baiano, foi condenado a mais de seis anos de prisão por lesão corporal e ameaça contra a esposa. Os crimes foram praticados entre o final de 2023 e 2024 e registrados em vídeo pela vítima. Em nota ao g1, o vereador negou os fatos e afirmou ser inocente. Ele atribuiu a denúncia a supostas motivações políticas. Imagens dessas agressões, às quais o g1 teve acesso, mostram o casal dentro de um carro e o vereador, aparentemente alcoolizado, xingando a mulher e puxando o cabelo dela. "Tu foi uma pilantra e sem-vergonha comigo. E não adianta dizer que não foi, que tu foi. Olha pra mim", diz enfurecido no vídeo. (Veja acima) ✅ Participe do canal do g1 AC no WhatsAp As imagens, inclusive, são citadas no processo como provas. "O réu revelou comportamento agressivo, violento em seu relacionamento amoroso, violando a integridade física e moral da vítima, conforme demonstram os vídeos, bem como usou sua posição de poder para criar dependência e coagir a vítima para que esta mantivesse silêncio quanto às agressões", destaca a juíza Marilene Goulart Verissimo Zhu. Vereador foi condenado por bater na mulher em Porto Walter Reprodução "Quero deixar claro que, apesar de existir uma decisão desfavorável à minha pessoa, ela não é definitiva e está sendo contestada. Reafirmo que a minha inocência será devidamente comprovada", disse. (Confira a nota mais abaixo) O vereador argumentou ainda que o casal segue junto e que os vídeos das agressões foram gravados apenas para que ele assistisse quando a briga acabasse. "Eu e minha esposa moramos juntos, não houve separação, nunca fui preso e nunca usei tornozeleira", disse Auciélio. Também em nota, a Câmara Municipal de Vereadores enfatizou que o caso encontra-se em grau de recurso, que não há decisão com trânsito em julgado, prevalecendo o princípio da presunção de inocência. A casa diz aguardar as demais fases do processo. (Veja o posicionamento abaixo) A Justiça determinou que o vereador cumpra seis anos, dez meses e oito dias de prisão em regime inicial fechado. A defesa do parlamentar recorreu da decisão, alegando que algumas provas não foram analisadas no processo, além de erro material na fixação da pena e pediu o direito de cumprir a pena em liberdade. Contudo, a solicitação foi negada. Acusações Auciélio foi o vereador mais votado em Porto Walter nas Eleições 2024 Arquivo pessoal Auciélio Lima da Silva foi eleito com 600 votos nas eleições de 2024, o que equivale a 9% do total registrado no município. Com o resultado, ele foi o vereador mais votado no município naquele ano. Ele começou a ser investigado em maio de 2024, quando a Polícia Civil recebeu uma denúncia anônima e teve acesso a três vídeos com imagens das agressões físicas, como puxões de cabelo, e verbais, praticadas dentro de um veículo. As imagens viralizaram nas redes sociais na época. As imagens que circularam foram gravadas em dezembro de 2023. Na mesma época, conforme o processo, a mulher foi atendida na Unidade Mista de Saúde de Porto Walter e testemunhas relataram que 'a vítima estava sendo acometida por uma crise de estresse por conflito amoroso' e que foi agredida com um tapa na cabeça. Em depoimento, o médico que atendeu a mulher disse ter desconfiado de um possível Trauma Crânio Encefálico (TCE) e deixou a vítima em observação no hospital por seis horas para poder avaliar eventuais consequências das lesões sofridas. À polícia, a vítima negou as agressões e afirmou que passou mal durante um passeio com a família e foi para o hospital. Em novembro de 2024, a Polícia Civil indiciou o vereador por violência doméstica. Em janeiro de 2025, o Ministério Público Estadual (MP-AC) ofereceu denúncia contra Auciélio. A Justiça aceitou a denúncia no mês seguinte daquele ano. A primeira audiência de instrução criminal ocorreu em julho e a segunda em novembro de 2025. O julgamento ocorreu em janeiro deste ano. "Diante do exposto, estão devidamente comprovadas tanto a materialidade quanto a autoria delitivas delitivas, pois as provas constantes dos autos são suficientes para a configuração do crime de lesão corporal. Em razão disso, tenho como provada a prática de lesão corporal em decorrência da ação do réu, que agrediu a vítima com tapa na cabeça, resultando em traumatismo crânio-encefálico leve", argumentou a magistrada. Vídeos Ainda por meio dos vídeos, o processo apontou que a mulher foi submetida a diversos episódios de violência doméstica. Em um deles, a vítima gravou uma discussão entre o casal em um veículo, enquanto o vereador dirigia. No momento do desentendimento, Auciélio estava transtornado. As imagens mostram ele xingando a companheira e a acusando de traição. Além da agressão psicológica, a agressão física começou com um puxão de cabelo para fazer a mulher a olhar para ele. Auciélio não se intimidou com a gravação e ainda ameaçou dar um soco no rosto da vítima. Em outro vídeo, a mulher aparece chorando, negando a acusação e implorando para ele não bater nela. "Se tu falar a verdade eu posso te perdoar", disse o vereador. A vítima continuou a negar as supostas traições. Nota do vereador Quero deixar claro que, apesar de existir uma decisão de primeiro grau desfavorável à minha pessoa, essa decisão não é definitiva e está sendo contestada nas instâncias superiores. Reafirmo, de forma categórica, a minha inocência, que será devidamente comprovada. O que tem sido divulgado até aqui não reflete a realidade dos fatos. Há distorções e interpretações precipitadas que acabam gerando julgamentos injustos, antes mesmo da conclusão do processo. Ressalto, ainda, que todo esse processo teve origem em uma denúncia anônima, infundada e com evidente motivação política, o que reforça a necessidade de cautela na análise dos fatos e no julgamento precipitado. Não aceito ser tratado como culpado sem que haja uma decisão definitiva. A Constituição garante a presunção de inocência, e esse direito precisa ser respeitado. Também é importante esclarecer que eu e minha esposa seguimos vivendo em harmonia, juntos em família, nos amando, mantendo nossa convivência com respeito e buscando seguir em frente, apesar de toda a exposição indevida. Tenho plena confiança na Justiça e acredito que, ao final do processo, a verdade prevalecerá. Peço responsabilidade na divulgação de informações. Julgamentos precipitados e narrativas distorcidas não atingem apenas a mim, mas também nossas famílias. Seguirei exercendo meu direito de defesa com firmeza, certo de que tudo será devidamente esclarecido. Nota da Câmara de Vereadores A Câmara Municipal informa que o caso envolvendo o vereador Aucielio Lima da Silva encontra-se atualmente em grau de recurso, não havendo decisão com trânsito em julgado. Trata-se, portanto, de decisão proferida em primeiro grau, ainda sujeita à revisão pelas instâncias superiores. Nesse contexto, nos termos do art. 5º, inciso LVII, da Constituição Federal, prevalece o princípio da presunção de inocência, segundo o qual ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. Dessa forma, não há, no momento, reconhecimento definitivo de culpabilidade. No que se refere à eventual perda de mandato, esclarece-se que tal medida está condicionada ao trânsito em julgado da decisão judicial, o que ainda não ocorreu. Somente após o esgotamento de todos os recursos cabíveis é que a Câmara de Vereadores poderá adotar as providências legais para eventual declaração de extinção do mandato. Portanto, enquanto não houver decisão judicial definitiva, qualquer posicionamento conclusivo ou medida administrativa por parte da Câmara de Vereadores mostra-se prematura e incompatível com os preceitos constitucionais vigentes. Reveja os telejornais do Acre

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Taubaté abre 74ª Semana Monteiro Lobato com programação cultural a partir desta quinta (16); confira

Publicado em: 16/04/2026 08:00

Personagens do Sítio do Picapau Amarelo, em Taubaté. Reprodução/TV Vanguarda Taubaté abre, nesta quinta-feira (16), a 74ª edição da Semana Monteiro Lobato, com uma programação cultural e educativa que segue até o dia 25 de abril. As atividades são realizadas principalmente no Museu Monteiro Lobato, conhecido como Sítio do Picapau Amarelo, mas também estão distribuídas em outros espaços culturais da cidade. A programação inclui apresentações artísticas, oficinas, contação de histórias, atividades interativas e ações voltadas a públicos de diferentes idades. Também estão previstas feira de artesanato, troca de livros e espaços literários ao longo dos dias. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Entre os destaques da abertura estão apresentações musicais, teatrais e oficinas pedagógicas. Ao longo do fim de semana, o público poderá acompanhar atrações como coral, dança, teatro e atividades recreativas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O evento é promovido pela Prefeitura de Taubaté, com apoio da Unitau (Universidade de Taubaté), que também realiza atividades acadêmicas, como oficinas, palestras e debates sobre a obra de Monteiro Lobato. Além da programação principal, a semana conta com exposições em diferentes pontos da cidade, com releituras da obra do autor e materiais históricos. Espaços como o Museu Monteiro Lobato, a Biblioteca Municipal e o Museu Histórico recebem mostras temáticas durante o período. A programação completa é gratuita e aberta ao público. Confira a programação realizada no Sítio do Picapau Amarelo durante a Semana Monteiro Lobato: Quinta-feira – 16 de abril 09h – Abertura da Semana Monteiro Lobato 10h – “Nosotros: o baile latino do Guri” 11h – Teatro “O Pulo do Gato” 12h – “O Contador de Histórias” 13h30 – “A turma do Centro Dia, no mundo de Lobato” 14h – Grupo de Seresteiros do CCI Três Marias 14h30 – Grupo de Dança do CCI Três Marias 16h – Teatro “O Pulo do Gato” 10h às 12h – Oficina pedagógica 14h às 16h – Oficina pedagógica Sexta-feira – 17 de abril 10h – Danças diversas (Tarantella, Ciranda, entre outras) 11h – Teatro “O Pulo do Gato” 12h – “O Leão e o Ratinho” 13h – Funk do Saci 13h20 – “O Contador de Histórias” 14h – Aula de Zumba 15h – Teatro Lambe-Lambe 16h – Teatro “O Pulo do Gato” 10h às 12h – Oficina pedagógica 14h às 16h – Oficina pedagógica Sábado – 18 de abril 10h – Coral Juvenil de Taubaté 11h – Teatro “O Pulo do Gato” 12h – Companhia Jeef Street Dance 13h – Balé da Cidade 14h – “O Leão e o Ratinho” 16h – Teatro “O Pulo do Gato” 10h às 12h – Oficina pedagógica 10h às 14h – Pintura facial 14h às 16h – Oficina pedagógica Domingo – 19 de abril 09h30 – Apresentações de dança e música 11h – Teatro “O Pulo do Gato” 12h – “O Mundo de Emília” 13h – Aula de ritmos 14h – “Confusão da terra de Lobato” 15h – Teatro “O Pulo do Gato” 16h – FAMUTA 10h às 12h – Oficina pedagógica 14h às 16h – Oficina pedagógica A programação no interior do casarão contará com a Sala Lobato, que recebe a escritora Cleo Monteiro Lobato, bisneta de Monteiro Lobato, em atividades de interação com o público, incluindo contação de histórias e momentos de conversa sobre a obra do autor. Será no sábado, das 10h às 12h e 13h às 16h30, além, de domingo, das 10h às 13h. Já o Espaço Lobato reunirá escritores convidados: Silvana Montemor, Osni Lourenço, Lenora Accioly, Dila Bento, Maurício Pereira, André Kondo, Teresa Cristina Bendini, Aline Cadilhe e Plínio Macedo, que apresentarão suas obras e propostas literárias voltadas ao público infantojuvenil, promovendo encontros entre leitores e autores, valorizando a literatura contemporânea e incentivando a imaginação, a criatividade e o hábito da leitura. Exposições pela cidade A Semana Monteiro Lobato também conta com diversas exposições distribuídas em equipamentos culturais do município, ampliando o acesso à obra do autor e às releituras contemporâneas de seu universo. No Museu Monteiro Lobato, o público poderá visitar a exposição “Cartas para Taubaté: de Lobato para Cesídio”, com documentos históricos e registros da relação entre o escritor e seus contemporâneos, além da mostra “Aquarelando Encantos”, do artista Fábio Scarenzi. Na Biblioteca Municipal, a exposição “Só Emília” apresenta diferentes interpretações da personagem mais icônica do Sítio do Picapau Amarelo. Já na Casa de Cultura Villa Santo Aleixo, a mostra “Sombras de Lobato” traz releituras visuais inspiradas na obra do autor. Outros espaços também recebem exposições temáticas, como o Museu Histórico de Taubaté, com a mostra “Moradias de Lobato”, e o Mistau (Museu da Imagem e do Som de Taubaté), com a exposição “O Menino Juca”, que retrata a infância do escritor. Programação acadêmica – Unitau A Unitau (Universidade de Taubaté) integra a programação com atividades acadêmicas e culturais voltadas à reflexão sobre a obra de Monteiro Lobato. Quarta-feira – 15 de abril 15h – Premiação de concursos literários e abertura de exposição – Escola de Artes Fêgo Camargo Quinta-feira – 16 de abril 10h às 12h – Oficina “Desmitificando Lobato” – Departamento de Ciências Sociais e Educação Quarta-feira – 22 de abril 10h às 12h – Oficinas de formação docente – Departamento de Ciências Sociais e Educação 14h – Sessão especial na Câmara Municipal 16h às 18h – Oficinas de formação docente – Departamento de Ciências Sociais e Educação 19h – Cerimônia de abertura e apresentação cultural – SENAC 19h30 – Peça teatral – SENAC 20h – Bate-papo “Monteiro Lobato: um escritor cidadão múltiplo” – SENAC Quinta-feira – 23 de abril 16h às 18h – Oficinas de formação docente – Departamento de Ciências Sociais e Educação 19h – Apresentação musical – Auditório UNITAU 19h30 – Conferência com Marisa Lajolo – Auditório UNITAU Sexta-feira – 24 de abril 18h – Premiação de concurso literário – Auditório UNITAU 19h – Leitura dramática – Auditório UNITAU 20h – Aula aberta – Auditório UNITAU Sábado – 25 de abril 09h às 12h – Trilhas de Lobato (caminhada) – saída do Solar da Viscondessa Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

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Justiça manda Câmara de Piracicaba voltar a pagar salário para vereador suspeito de crimes sexuais

Publicado em: 16/04/2026 07:24

Vereador Cássio Luiz Barbosa, o Cássio Fala Pira, de Piracicaba Rubens Cardia/Câmara de Piracicaba A 1ª Vara da Fazenda Pública de Piracicaba (SP) mandou a Câmara Municipal voltar a pagar salário para o vereador Cássio Luiz Barbosa, conhecido como Cássio Fala Pira (PL), que foi preso em outubro de 2025, suspeito de crimes sexuais. A decisão é de terça-feira (14). À época da prisão, a 1ª Vara Criminal do município determinou a suspensão das funções públicas de Cássio. A decisão foi cumprida pelo Legislativo. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram Ao mesmo tempo, a presidência da câmara também decidiu não remunerar o vereador enquanto ele estivesse afastado. Essa medida, no entanto, não estava prevista na decisão judicial, motivo pelo qual a Justiça aceitou um pedido de Cássio para ter seu salário de volta. “A decisão proferida em sede de ação criminal determinou tão somente o afastamento cautelar do impetrante”, afirma o juiz Guilherme Becker Atherino. Ele destaca, ainda, que a perda do subsídio — nome dado aos vencimentos recebidos pelo vereador — só ocorre após decisão judicial definitiva sobre a prática do crime em que o parlamentar é acusado. Na ação, a defesa de Cássio traz até uma carta escrita à mão pela esposa dele, que diz depender integralmente do salário do marido para arcar com as despesas da família. Procurada pelo g1, nesta quarta, a Câmara comunicou que ainda não foi notificado oficialmente sobre a decisão do dia 14. A cadeira de Cássio está ocupada pelo suplente Fabrício Polezi (PL). Prisão Vereador Cássio Fala Pira é preso por crimes sexuais em Piracicaba Cássio foi preso em 9 de outubro do ano passado. Pelo menos 12 mulheres procuraram a Defesa da Mulher (DDM) de Piracicaba para denunciá-lo. A defesa nega as acusações. LEIA MAIS: Nova denunciante diz que foi intimidada após abuso: 'vai ser a sua palavra contra a minha' Parlamentar nega crimes e alega calúnia: 'hoje é comigo, amanhã pode ser com um dos senhores' Num primeiro momento, ele ficou preso no 1º Distrito Policial (DP) e, depois, foi transferido ao complexo prisional de Tremembé (SP). Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), desde 11 de dezembro, o vereador afastado está na Penitenciária de Potim 2. Relembre o caso Vereador Cássio Fala Pira é acompanhado por policial após prisão Reprodução/EPTV Cássio Fala Pira foi denunciado por ao menos 12 mulheres por estupro e importunação sexual. Em um dos casos, mostrado com exclusividade pela EPTV, afiliada da TV Globo no dia 2 de outubro, a denunciante afirmou que os abusos aconteceram dentro do gabinete do vereador na Câmara Municipal, quando o acionou porque precisava de emprego. Ela relatou que o parlamentar teria tocado em partes íntimas do seu corpo e colocado as mãos dela à força nas partes íntimas dele. E que o abuso aconteceu depois que ela o acionou porque procurava um emprego. Em outro caso, também revelado pela EPTV, a denunciante disse que foi abusada duas vezes, em situações nas quais o vereador teria lhe oferecido cesta básica e um emprego. Uma terceira denunciante relatou à Polícia Civil que conhece Cássio devido a ações políticas dele em seu bairro e que o parlamentar, em diferentes vezes, fez comentários sexuais sobre seu corpo e, em um dos episódios, passou a mão em sua cintura e quadril. A Polícia Civil cumpriu quatro mandados: um de prisão, na casa do parlamentar, e outros três de busca e apreensão, em um escritório de Cássio localizado no bairro Vila Sônia e em seu gabinete na Câmara Municipal. Foram apreendidos computadores e celulares. Cássio foi levado à DDM de Piracicaba e ao Instituto Médico Legal para a realização de exames. O que diz a defesa Vereador de Piracicaba se pronuncia sobre denúncias de crimes sexuais Na última nota em que se manifestou sobre o caso, a defesa de Cássio afirmou que o vereador "recebeu com perplexidade a decisão que decretou sua prisão preventiva, após ter sido inicialmente detido em caráter temporário sem que lhe fosse oportunizada a apresentação de defesa". Também sustentou que ele sempre colaborou com as autoridades e jamais praticou qualquer crime. "Agora [o vereador] vê sua honra e reputação gravemente comprometidas por ilações infundadas e midiáticas, destituídas de provas materiais ou circunstanciais que possam sustentar as acusações que lhe foram imputadas. A defesa reafirma a absoluta inocência do Vereador Cássio Luiz Barbosa em relação às acusações de natureza sexual que lhe são atribuídas, imputações estas desprovidas de respaldo probatório e apresentadas sem que ao acusado fosse garantida a possibilidade de contrariá-las", acrescentou. A defesa também diz confiar na Justiça e ressalta que "a verdade será devidamente restaurada ao longo da instrução processual". "Cumpre salientar que as medidas cautelares de prisão, sejam preventivas ou temporárias, possuem natureza excepcional, conforme previsto na Constituição Federal e na legislação processual penal, devendo ser aplicadas somente em hipóteses de real necessidade, observados os critérios de proporcionalidade, adequação e indispensabilidade", completou. VÍDEOS: Tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba

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Câmara de Guaxupé libera a criação de galinhas na zona urbana; galos continuam proibidos por causa do canto

Publicado em: 16/04/2026 07:22

Câmara de Guaxupé libera a criação de galinhas na zona urbana A Câmara Municipal de Guaxupé (MG) aprovou uma lei que permite a criação de galinhas na área urbana. Os galos continuam proibidos. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram A proposta do vereador Marcelo Braghetta Pedroza (PL) foi aprovada neste mês e altera o código sanitário do município. Anteriormente, a legislação municipal proibia de forma ampla a criação de galos e galinhas na área urbana. Câmara de Guaxupé aprova criação de galinhas na zona urbana RBS TV O autor da proposta argumenta que a proibição "indistinta" era desproporcional. No projeto, o vereador diz que a diferença entre os galos e as galinhas se justifica pela diferença do impacto das aves no dia a dia da cidade. De acordo com o texto, o canto frequente dos galos, especialmente durante a madrugada e nas primeiras horas da manhã, é fator de perturbação do sossego e gerador de conflitos entre vizinhos. Já a criação de galinhas em pequena escala e com as devidas normas de higiene é vista como de baixo impacto sonoro e contribui para a subsistência familiar e em atividades sustentáveis. Ele argumenta ainda que as galinhas são predadores naturais de escorpiões e podem ser usadas como estratégia biológica para conter a infestação na zona urbana. Câmara de Guaxupé proíbe galos e regulamenta criação de galinhas na cidade Para a liberação da criação de galinhas, ainda será preciso elaborar uma lei específica com condições regulamentadas, como a quantidade permitida e as normas sanitárias necessárias. De acordo com o médico veterinário Bruno Anchieta, a criação de aves tem que levar em consideração a saúde e qualidade de vida dos animais. "Tem que ter cuidados tanto para ela quanto para o ser humano que está junto com ela, para não ter perigo de transmissão de doenças. É preciso manter a saúde muito bem feita com vacina, manter a questão sanitária de limpeza do ambiente, limpeza de água, controle da ração, o cuidado com o esterco", alerta. O projeto de lei agora segue para a sanção ou veto do prefeito Jarbas Corrêa Filho (PSDB). Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

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Bisavó de criança recebia dinheiro para facilitar abusos cometidos por vereador em MG, aponta Polícia Civil

Publicado em: 16/04/2026 05:30

Antônio Tiveron Filho, de 72 anos, conhecido como Toninho Mineiro, foi preso na segunda-feira (13), em Pirajuba Redes Sociais/Reprodução A investigação da Polícia Civil aponta que a bisavó da criança estuprada por cinco anos pelo vereador de Pirajuba, Antônio Tiveron Filho, conhecido como Toninho Mineiro (União Brasil), intermediava os abusos e recebia dinheiro para facilitar os crimes. O parlamentar, de 72 anos, foi preso na tarde de segunda-feira (13), durante o cumprimento de um mandado de prisão preventiva. A ordem de prisão foi expedida pela Justiça da comarca de Conceição das Alagoas, após o investigado ser indiciado por estupro de vulnerável cometido de forma reiterada contra a menina, quando ela tinha entre 8 e 14 anos. Toninho Mineiro está preso na Penitenciária Professor Aluízio Ignácio de Oliveira, em Uberaba. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp O g1 entrou em contato com a defesa de Toninho Mineiro, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem. A redação solicitou posicionamento ao partido União Brasil e à Câmara Municipal de Pirajuba, mas também não houve retorno. A bisavó, que não teve o nome e idade divulgados, morreu em decorrência de câncer em 2025. Bisavó trabalhava com o vereador De acordo com o inquérito, os abusos aconteciam semanalmente e eram intermediados pela bisavó da vítima, que recebia dinheiro em troca. Segundo o delegado Bruno Vinícius Cordeiro Martins, a mulher trabalhava na casa do investigado e mantinha amizade com ele. A investigação aponta ainda que a idosa também teria aliciado a própria neta — mãe da vítima — no passado. Conforme o delegado, a mãe da criança não mantinha convívio com a filha e não tinha conhecimento dos abusos. Ainda segundo a investigação, a vítima era mantida em silêncio por meio de violência psicológica e ameaças de morte. Os abusos teriam cessado apenas quando, já na adolescência, a garota passou a resistir às imposições da bisavó e se recusou a continuar se encontrando com o vereador. A investigação durou três meses e começou após uma denúncia anônima. LEIA TAMBÉM: Motorista de aplicativo é preso suspeito de abusar sexualmente de crianças durante corridas em MG Professor de música é preso por suspeita de assediar crianças em conservatório de Uberlândia Adolescente a caminho da igreja é forçada a entrar em carro e sofre estupro coletivo por mais de 4h em MG Influência política e ecônomica Além dos abusos, a Polícia Civil apurou que Toninho Mineiro usava sua influência política e econômica para tentar interferir na rede de proteção à criança e ao adolescente. Entre os episódios investigados estão tentativas de acesso a informações sigilosas, interferência no acolhimento institucional da jovem e ações para se antecipar à atuação policial, após o investigado tomar conhecimento das denúncias. Além da decretação da prisão preventiva, a Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros do vereador. ASSISTA: Menina de 13 anos pega carona de SP a Uberlândia e sofre abuso sexual de motorista Menina de 13 anos pega carona de SP a Uberlândia e sofre abuso sexual de motorista durante VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

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Quem é a miss presa em operação contra tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro em MG

Publicado em: 16/04/2026 05:00

Miss Uberlândia é presa em SP em operação contra tráfico de drogas e lavagem de dinheiro “Lifestyle, beleza e rotina fitness.” Assim Sara Monteiro, de 36 anos, se descrevia nas redes sociais. A Miss Universe Uberlândia 2025 e criadora de conteúdo digital foi presa na quarta-feira (15), em São Paulo. A ação faz parte da Operação Luxury, que investiga um esquema de tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro com atuação em Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul. O g1 tenta contato com a defesa da investigada. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Com mais de 107 mil seguidores, Sara compartilhava nas redes sociais viagens, rotina de treinos, procedimentos estéticos e conteúdos sobre beleza, além de parcerias com marcas. Além da atuação digital, ela mantinha uma loja chamada "Luxury", voltada para estética, e também já havia trabalhado com moda feminina. Natural de Anápolis (GO) e formada em Administração de Empresas, Sara é apontada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) como uma das principais investigadas. Ela havia se mudado recentemente para São Paulo. Antes, morava em um condomínio de luxo na zona sul de Uberlândia, onde também foram cumpridos mandados de busca e apreensão. “Representar a minha cidade Uberlândia com tanto orgulho é o que me motiva a cada passo”, escreveu em uma publicação se referindo ao concurso Universe Minas Gerais 2025. Nas redes sociais, ela ostentava viagens para países como Chile, Argentina, Paraguai, França, Israel, Grécia e México. Também publicava fotos e vídeos em festas em iates, cruzeiros e em festivais como o Tomorrowland, um dos maiores eventos de música eletrônica do mundo. Em março de 2026, publicou: “Esse ano é o ano do Karma. Boa sorte a todos que tentaram me destruir a troco de nada, estou ansiosa pela colheita!”. Cidadã honorária de Uberlândia Em fevereiro de 2025, Sara Monteiro recebeu o título de Cidadã Honorária de Uberlândia, concedido pela Câmara Municipal. A homenagem foi proposta pelo vereador Sargento Ednaldo (PP). Durante a sessão, a Câmara informou que Sara é natural de Anápolis (GO) e morava em Uberlândia havia seis anos na época da homenagem. Sara Monteiro recebeu título de cidadã honorária de Uberlândia em 2025 Aline Rezende/CMU/Reprodução Na justificativa da homenagem, a Câmara afirmou que Sara era vista como exemplo de empreendedorismo e de representação do município, pelo trabalho desenvolvido e pela visibilidade em concursos de beleza. A reportagem procurou o vereador para comentar o assunto e, por meio de nota, Ednaldo informou que a concessão do título à Sara foi baseada exclusivamente nas informações públicas disponíveis à época, que destacavam sua formação em Administração de Empresas e atuação como empresária, além da participação no concurso de beleza estadual. Ressaltou ainda que, como policial e parlamentar com foco na segurança pública, acompanha o caso com rigor e reforça seu compromisso com a ética. "Tomarei as providências imediatas para a revogação do título, pois não compactuo com condutas que firam a lei e a ordem que jurei defender. Minha postura sempre foi, e continuará sendo, a de total apoio às instituições de segurança e ao combate implacável ao crime organizado", escreveu. Miss atuava no núcleo financeiro do grupo Operação 'Luxury' combate tráfico interestadual de drogas De acordo com as investigações, Sara Monteiro é esposa de um dos chefes da organização criminosa e atuava no núcleo financeiro do grupo. A PF apontou que ela era beneficiária direta da movimentação financeira da organização, usufruindo de recursos obtidos com o tráfico de drogas e participando do processo de ocultação da origem do dinheiro. Ainda segundo a PF, embora a investigada não fosse responsável pela coordenação das ações criminosas, ela atuava na lavagem de dinheiro por meio de gastos elevados, como viagens frequentes. Durante o cumprimento do mandado de prisão temporária contra ela, celulares e um notebook da investigada foram apreendidos. A miss deve responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e organização criminosa. Sara Monteiro, miss Uberlândia Redes sociais/Reprodução Modelo ostentava vida de luxo nas redes sociais A polícia informou ainda que, durante as investigações, agentes da PF registraram a presença de Sara em uma chácara na zona rural de Uberlândia (foto abaixo). Segundo a corporação, o local funcionava como ponto de apoio logístico para equipes responsáveis pelo transporte de drogas da quadrilha. Um dos registros mostra a investigada passeando com um cachorro no local. O delegado da Polícia Civil e integrante da Ficco, Rafael Herrera, comentou ainda que a organização criminosa usava de empresas fictícias para lavar dinheiro do tráfico e chamava atenção pelo padrão de luxo ostentado, com veículos caros, viagens internacionais e exposição nas redes sociais. "De fato nos chamou a atenção no curso das investigações que alguns de seus integrantes ostentaram uma vida economicamente incompatível com sua realidade, com veículos, viagens e até a participação de uma miss que era ali esposa ou namorada de um dos integrantes", comentou. Sara foi vista durante investigações da Operação Luxury em ponto de apoio de drogas em Uberlândia PF/Reprodução Ligação com o líder da organização Miss Uberlândia, Sara Monteiro, é alvo da Operação Luxury Rafael Diehl/Reprodução/Redes sociais Sara é esposa de um dos investigados apontado pela Polícia Federal como chefe da organização criminosa, que segue foragido. Segundo a PF, ele comandava o esquema a partir do núcleo de liderança e era responsável por: negociar diretamente com fornecedores de drogas em Mato Grosso do Sul coordenar viagens e a logística do transporte fornecer veículos, imóveis de apoio e recursos financeiros controlar as comunicações do grupo As investigações identificaram que o suspeito movimentou mais de R$ 11 milhões em transações sem comprovação de atividade lícita. Também ostentava veículos de alto padrão, imóveis de luxo e um elevado custo de vida. LEIA TAMBÉM: Operação 'Resort do Crime' mira tráfico e lavagem de dinheiro em Ituiutaba Operação Tolerância Zero: PM remove motocicletas e bicicletas motorizadas irregulares Homem chamado para acompanhar operação policial acaba preso por não pagar pensão Operação Luxury ocorre em três estados Sara Monteiro, miss Uberlândia e candidata do Miss Universe Minas Gerais 2025 Redes sociais/Reprodução A Operação Luxury ocorre simultaneamente em Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul e recebeu esse nome em referência ao padrão de vida luxuoso ostentado pelos investigados, além de remeter ao nome de uma loja de vestuário feminino ligada a Sara. A ação cumpre 27 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão, com mobilização de cerca de 160 agentes e bloqueio de até R$ 61 milhões em bens. Segundo a Polícia Federal, a organização criminosa atuava de forma estruturada há pelo menos um ano e meio, com divisão de tarefas e logística sofisticada para transportar drogas do Mato Grosso do Sul ao Triângulo Mineiro. O grupo utilizava rotas estratégicas, veículos “batedores”, internet via satélite e carros clonados. Ao longo das investigações, foram apreendidas cerca de 5,9 toneladas de maconha, e os suspeitos também são investigados por lavagem de dinheiro. Veículos de luxo foram apreendidos Em Uberlândia, mandados de busca e apreensão foram cumpridos em condomínios de alto padrão na região sul da cidade. Durante a ação, veículos de luxo, como Porsche, BMW e Hilux, foram apreendidos. Já em Uberaba foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão. Até o início da manhã, mais de 20 veículos foram recolhidos pelos policiais. Operação Luxury; FOTOS VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

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