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Policiais envolvidos em morte de servidor da Câmara Municipal de Almino Afonso são afastados

Publicado em: 13/01/2026 12:41

Jovem de 20 anos morre durante ação policial em Lucrécia Três agentes da Polícia Civil do Rio Grande do Norte envolvidos na ação policial que resultou na morte de Douglas Rebouças da Silva Cavalvante, de 20 anos, na madrugada do último sábado (20), foram afastados de suas funções. O caso aconteceu no trevo de acesso às cidades de Almino Afonso, Frutuoso Gomes e Lucrécia, no Alto Oeste potiguar, O jovem era servidor da Câmara Municipal de Almino Afonso e pilotava uma moto, quando foi baelado nas costas. Um primo dele, de 15 anos, que estava na garupa da moto, teve ferimentos leves. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp A família do jovem e os policiais apresentaram versões diferentes sobre o que aconteceu. A polícia informou inicialmente que realizava a operação como parte de uma investigação de um homicídio na região e que os policiais sofreram disparos de arma de fogo vindas da moto pilotada por Douglas. A família nega que Douglas ou o primo estivessem armados. LEIA MAIS Servidor da Câmara Municipal de Almino Afonso morre em ação policial no RN Douglas tinha 20 anos de idade e morreu em ação policial no RN Cedidas Nesta terça-feira (13), a corporação informou que o caso é investigado pela Delegacia Especializada em Crimes Funcionais da Corregedoria-Geral da Polícia Civil. O afastamento de três policiais foi publicado no Diário Oficial do Estado e é válido até o fim das apurações. Eles seguem recebendo os salários. "Por determinação da Delegada-Geral, Ana Cláudia Saraiva, foram afastados preventivamente os policiais envolvidos e recolhidas as armas utilizadas na ação para envio à perícia técnica. A PCRN reafirma seu compromisso com a investigação isenta e imparcial, respeitando o devido processo legal, sem antecipação de culpa, transparente, dentro da legalidade, com atenção à proteção da vida e aos direitos da sociedade potiguar", informou a corporação por meio de uma nota divulgada nesta terça (13). A portaria que determina o afastamento dos agentes leva em conta que "os fatos em apuração exigem a devida isenção e garantia da regularidade da instrução processual" e que é necessário "evitar possível influência dos servidores nas investigações". Veja abaixo o que dizem família e polícia. O que diz a família: Segundo o relato de pessoas ligadas à vítima, o jovem já havia passado por uma blitz da Polícia Militar momentos antes, sendo abordado e liberado. Ao encontrar a segunda barreira, desta vez da Polícia Civil no trevo da pista que liga as cidades de Lucrécia, Frutuoso Gomes e Almino Afonso, Douglas e o primo teriam se assustado e acelerado a moto. Nesse momento, dois disparos teriam sido efetuados. Douglas foi atingido nas costas, caiu em uma ribanceira e morreu no local. O advogado da família nega que os jovens estivessem armados. O que diz a Polícia Civil: Já a Polícia Civil apresentou uma versão diferente por meio da primeira nota emitida sobre o assunto. A instituição informou que montou o bloqueio após ser acionada para um homicídio ocorrido no centro de Frutuoso Gomes, com informações de que os suspeitos estariam escondidos em uma área de mata. "Por volta de 1h30 da madrugada deste sábado, duas motocicletas se aproximaram do bloqueio policial. Uma delas obedeceu à ordem de parada, enquanto a outra, conduzida por Douglas Rebouçs da Silva Cavalcante, avançou contra a barreira e efetuou disparos de arma de fogo contra a equipe", disse em nota a corporação. Jovem voltava de lanchonete, diz família De acordo com familiares e amigos, Douglas voltava de uma lanchonete em Lucrécia com destino à comunidade Exu, em Almino Afonso, onde morava. Ele conduzia uma motocicleta e levava na garupa o primo, um adolescente de 15 anos. A polícia informou ainda que Douglas chegou a ser socorrido ao hospital mais próximo após ser atingido, mas não resistiu. O adolescente de 15 anos que estava na garupa sofreu ferimentos leves, foi atendido e liberado. O caso foi registrado na delegacia de Patu, onde um amigo da vítima e três policiais civis que participaram da ação prestaram depoimento no sábado. Luto na região Douglas trabalhava há um ano como assistente legislativo na Câmara Municipal de Almino Afonso. Em nota, o Legislativo lamentou a morte do servidor e afirmou que aguarda a apuração dos fatos, confiando que "a justiça seja devidamente realizada". O jovem era o filho mais velho da família e morava com a mãe e duas irmãs. No domingo (11), após o sepultamento de Douglas, moradores da região fizeram um protesto em frente ao prédio da Delegacia de Polícia Civil e cobraram investigação sobre o caso. Vídeos mais assistidos do g1 RN

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Cubatão irá construir novo conjunto habitacional para famílias dos bairros Pilões e Vila Noel

Publicado em: 13/01/2026 12:14

'Cubatão Y' será construído no Jardim Costa e Silva Imagem ilustrativa/Prefeitura de Cubatão A Prefeitura de Cubatão, em parceria com a CDHU, vai construir um novo conjunto habitacional para a população que mora em áreas de risco. O ‘Cubatão Y’ irá abrigar 633 famílias dos bairros Pilões e Vila Noel. A assinatura do contrato, que garante um investimento de R$ 128,2 milhões para a construção das moradias em Cubatão, foi assinado pelo prefeito César Nascimento e pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Para viabilizar o início das obras, a Prefeitura de Cubatão fará contrapartida de R$ 30 milhões, custeada com recursos do orçamento municipal e parte da devolução do duodécimo realizada pela Câmara Municipal ao Executivo no fim do ano passado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como será o Cubatão Y? O empreendimento ficará no bairro Jardim Costa e Silva. O projeto vai beneficiar as famílias afetadas por enchentes e cheias de rios. De acordo com a CDHU e a prefeitura, as unidades terão área útil de aproximadamente 48m², com dois dormitórios, uma sala, cozinha, banheiro e área de serviço, projetadas com adaptação para acessibilidade. O conjunto habitacional também contará com 10 unidades comerciais, para contribuir com o desenvolvimento urbano e econômico da região, conforme a prefeitura. Beneficiados As famílias beneficiadas terão as prestações calculadas conforme a renda familiar, com duas opções de financiamento: percentual de 20% da renda, sujeito à correção anual pelo IPCA, ou percentual de 30% da renda, com parcelas fixas durante todo o prazo do financiamento, segundo a CDHU. Os bairros Pilões e Vila Noel são classificados como de alto risco de enchentes. Com a construção do ‘Cubatão Y’, a cidade deixará de ter essas zonas de risco ocupadas. A Prefeitura de Cubatão também informou que as famílias terão a escritura definitiva das moradias. As obras ainda não têm previsão de início, segundo a prefeitura. Após o começo da construção, o prazo de entrega é de 48 meses, ou seja, de 4 anos.

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Após suspensão, Prefeitura renova convênio com Hospital Veterinário da UFU e anuncia mais um local de atendimento para animais

Publicado em: 13/01/2026 11:14

Prefeitura anuncia novas ações pela causa animal em Uberlândia Depois de alguns dias de mobilização de protetores de animais, manifestações públicas e até representação encaminhada ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a Prefeitura de Uberlândia anunciou, na segunda-feira (12), um pacote de medidas voltadas à causa animal. Entre as ações estão a renovação do convênio com o Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia (HV-UFU), a retomada do castramóvel em distritos e comunidades rurais e a cessão de terreno para a construção de um novo hospital veterinário universitário. O anúncio ocorre após a suspensão temporária dos atendimentos emergenciais a cães e gatos atropelados ou vítimas de maus-tratos no HV-UFU, motivada por cerca de cinco meses de atraso nos repasses financeiros da Prefeitura. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp A interrupção do serviço gerou forte reação de protetores, entidades da causa animal e parlamentares, que alertaram para o “vazio grave no atendimento emergencial” e para riscos à saúde pública. Convênio renovado e atendimentos retomados De acordo com a Prefeitura, o convênio com o Hospital Veterinário da UFU foi renovado com um aditivo superior a 26% do valor anteriormente aportado pelo Município, totalizando cerca de R$ 1,36 milhão por ano. Segundo o Executivo, os restos a pagar foram equacionados e os atendimentos custeados pelo convênio municipal serão retomados a partir desta quarta-feira (14). A ampliação dos recursos, segundo a gestão municipal, permitirá aumentar a capacidade de atendimento clínico, cirúrgico e laboratorial, especialmente para animais vítimas de acidentes e maus-tratos, com impacto imediato já no exercício de 2026. Durante a reunião no Centro Administrativo Municipal, o prefeito Paulo Sérgio (PP) afirmou que a gestão seguirá atenta à crescente demanda da causa animal. “Temos o dever de priorizar todos os segmentos da sociedade, e com a causa animal não é diferente. Ao desenvolvermos ações como estas, estamos contribuindo com o bem-estar dos animais. Afirmo que seguiremos atentos à crescente demanda do setor e comprometidos com esta importante causa”, disse o prefeito. Entenda o que aconteceu No dia 6 deste mês, o Hospital Veterinário da UFU anunciou nas redes sociais a suspensão temporária dos atendimentos a cães e gatos atropelados e vítimas de maus-tratos vinculados ao programa municipal, em razão de ajustes administrativos referentes ao ano de 2026. Segundo o comunicado, o hospital seguia em funcionamento normal, mas sem realizar os atendimentos custeados pelo convênio com a Prefeitura. A suspensão ocorre até que a situação administrativa e financeira seja regularizada. Dois dias depois, no dia 8 de janeiro, um grupo de protetores de animais, foi ao Centro Administrativo Municipal cobrar a regularização dos repasses para que os atendimentos no HV-UFU fossem retomados. De acordo com a protetora independente, Fabiana Azevedo, os repasses já não estavam sendo feitos há 5 meses, resultando em um déficit milionário para o hospital. No dia 9, o vereadora Adriano Zago (Avante) protocolou uma representação para que a Promotoria de Justiça de Meio Ambiente apure os atrasos nos repasses da Prefeitura ao HV-UFU e cobre explicações dos envolvidos. Uma audiência pública foi convocada para a manhã desta terça-feira (13) na sede do Ministério Público. A Secretaria Municipal de Gestão Ambiental e Sustentabilidade esclareceu que estava trabalhando, de forma integrada com a Secretaria Municipal de Finanças, para equacionar os restos a pagar e viabilizar a regularização financeira no exercício de 2026, com o objetivo de garantir a continuidade e a retomada dos atendimentos emergenciais. A Universidade Federal de Uberlândia, por sua vez, confirmou que estava em diálogo com a Prefeitura Municipal de Uberlândia para regularizar o repasse de recursos financeiros para o Hospital Veterinário da UFU. LEIA TAMBÉM: MPF pede que UFU pague R$ 5 milhões por Hospital Veterinário cobrar consultas VÍDEO: Criminoso invade hospital veterinário da Universidade Federal de Uberlândia Outras ações e novo hospital veterinário Entre os anúncios feito pela Prefeitura foi a retomada do projeto Castramóvel, que atenderá os distritos de Cruzeiro dos Peixotos, Martinésia, Tapuirama e Miraporanga, além das comunidades rurais de Tenda dos Morenos, Douradinho e Copaíba 1, 2 e 3. Estão previstas mais de 1,3 mil castrações de cães e gatos, a partir de 2 de fevereiro. O investimento para essa etapa é de aproximadamente R$ 390 mil. O serviço será realizado por meio de unidade móvel viabilizada com recursos de emenda parlamentar do deputado federal Weliton Prado. A Prefeitura também autorizou o envio de um projeto de lei à Câmara Municipal para a cessão de um terreno público onde será construído o novo Hospital Veterinário da Universidade de Uberaba (Uniube). A área, com cerca de 7 mil metros quadrados, fica na Avenida Luiz Fernando Quirino, no Bairro Jardim Botânico, na Zona Sul de Uberlândia. O terreno passa por processo de desafetação e, após a aprovação legislativa, será doado à universidade, que deverá oferecer contrapartidas sociais. A previsão é de que, após o início das obras, o hospital seja concluído em até 12 meses, com atendimento a animais de pequeno, médio e grande porte. Novas vagas de estágio Para reforçar as ações de proteção animal, o Município ainda anunciou a criação de quatro novas vagas de estágio, por meio do programa Juventudi, destinadas a estudantes de Medicina Veterinária, Zootecnia e áreas afins. Os estagiários irão compor a equipe móvel de verificação e atendimento a casos de maus-tratos no município. Prefeitura de Uberlândia anunciou renovação de convênio com Hospital Veterinário da UFU TV Integração/Reprodução VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

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Câmara de Campo Grande suspende aumento da taxa do lixo no IPTU; texto segue para prefeita

Publicado em: 12/01/2026 23:57

Dúvidas sobre o IPTU A Câmara Municipal de Campo Grande suspendeu, nesta segunda-feira (12), o aumento da Taxa de Coleta, Remoção e Destinação de Resíduos Sólidos Domiciliares - a taxa do lixo - previsto para 2026. A medida foi aprovada em sessão extraordinária, em meio às críticas ao reajuste do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) na capital. O texto segue para sanção ou veto da prefeita Adriane Lopes (PP). O recesso parlamentar da Câmara Municipal de Campo Grande foi interrompido pela sessão que começou às 20h20, com 15 vereadores no plenário e outros sete participando de forma remota. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Com pauta única, os vereadores aprovaram por unanimidade o Projeto de Lei Complementar nº 1.016/2026, que suspende os efeitos do Decreto nº 16.402/2025, editado pela prefeitura e que previa um aumento na taxa do lixo em várias regiões de Campo Grande. O valor foi incluído com o carnê do IPTU. O projeto restabelece o Mapa do Perfil Socioeconômico Imobiliário de 2018 como base de cálculo da taxa do lixo, modelo adotado em anos anteriores. A proposta foi aprovada em discussão única, com 20 votos favoráveis e nenhum contrário. A sessão teve quórum de 22 vereadores, sendo 15 no plenário e sete participando de forma remota. O texto passou por quatro comissões antes da votação. A lei vigente, firmada em setembro do ano passado, reclassificou imóveis, bairros e regiões da cidade, alterando critérios que impactam diretamente o valor cobrado. Segundo entidades comerciais e sindicais, as mudanças resultaram em aumentos considerados desproporcionais para diversos contribuintes. “Primeiro, que a Câmara não participou, não votou e não instituiu o aumento. Isso é exclusivo do Executivo Municipal. E segundo, que a Câmara votou um projeto de lei sustando o decreto e que agora depende mais uma vez do município em definir essa situação, haja vista que essa é uma responsabilidade do Executivo Municipal", destacou o presidente da Câmara, vereador Papy (PSDB). Além de barrar o aumento, o projeto prevê que contribuintes que já pagaram a taxa do lixo com base no decreto suspenso poderão solicitar o ressarcimento por via administrativa. A prefeitura terá prazo de até dez dias para regulamentar o procedimento. O presidente da comissão especial do IPTU, vereador Rafael Tavares (PL), afirmou que a Câmara entendeu que a base de cálculo adotada pelo decreto não deveria ser aplicada. “É claro que a gente gostaria de voltar ao desconto, de reduzir todos os tributos, enfim, de conseguir várias vitórias, porém algumas situações a gente tem que trabalhar com o que é possível fazer e hoje a gente conseguiu, através da opinião da Procuradoria da Casa, consenso com os vereadores, encontrar um caminho legal que vai, de fato, representar uma redução desse valor que o cidadão vai pagar", pontuou Rafael Tavares (PL). Imbróglio do IPTU O IPTU 2026 em Campo Grande já virou uma "novela". O primeiro capítulo foi quando a prefeitura decidiu diminuir o valor do desconto para o pagamento à vista do imposto. O que antes era de 20%, agora é de apenas 10%. A situação não será revertida, como afirmou a prefeita Adriane Lopes (PP). O segundo capítulo foi o susto que os moradores tiveram quando abriram os carnês e viram aumentos de mais de 300% nos valores, se comparadores com os cobrados no ano passado. Após a repercussão, a Câmara dos Vereadores se movimentou para reverter a situação dos descontos e questionar os aumentos nos valores. Entidades chegaram a pedir a suspensão da cobrança para revisão do montante. Vereadores após sessão extraordinária. Rafaela Moreira/TV Morena

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Justiça suspende aprovação de projetos da Prefeitura de Belém em sessão extraordinária da Câmara

Publicado em: 12/01/2026 22:45

Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Justiça do Pará suspendeu, nesta segunda-feira (12), o envio, ao Poder Executivo, dos projetos de lei aprovados pela Câmara Municipal de Belém em 17 de dezembro de 2025. A decisão impede que os projetos sejam encaminhados ao prefeito Igor Normando (MDB) para sanção e publicação das leis. A liminar, concedida pela juíza Cíntia Gomes, da 4ª Vara da Fazenda Pública de Belém, atende a uma ação movida pelas vereadoras Marinor Brito (Psol) e Vivi Reis (Psol). Na decisão, a Justiça determina que a tramitação e a votação dos projetos retornem às comissões da Câmara no prazo máximo de 30 dias, sob pena de multa diária de R$ 100 mil. Entre os projetos aprovados na sesão do dia 17 de dezembro de 2025 estão os que tratam do novo estatuto dos servidores públicos, as alterações nas regras de cálculo do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e o Estatuto do Magistério do Município de Belém - veja a lista completa mais abaixo. Em nota, a Prefeitura de Belém informou que a “liminar não analisa o mérito”, ou seja, o conteúdo “das matérias legislativas apreciadas na sessão, restringindo-se à verificação do cumprimento das normas regimentais e à preservação do devido processo legislativo”. A vereadora Marinor Brito afirmou, por meio de nota, que "a cidade merece respeito, legalidade e compromisso com a democracia, não atropelos legislativos nem ataques a direitos de servidores e da população". Normas da Câmara não cumpridas Na ação enviada à Justiça, as vereadoras do Psol alegam violação ao prazo regimental mínimo de 48 horas e à comunicação escrita para convocação de sessão extraordinária durante o recesso parlamentar, no dia 17/12. Plenário da Câmara Municipal de Belém Ascom Câmara de Belém/Divulgação Segundo as parlamentares, em 15 de dezembro, último dia para reuniões legislativas ordinárias, conforme o regimento interno da Câmara, os vereadores receberam um comunicado, às 17h41, sobre uma sessão extraordinária para o dia 17. “A documentação apresentada e a cadeia cronológica dos atos administrativos tornam verdadeiro, em grau elevado, a alegação de descumprimento do prazo regimental”, diz a decisão da Justiça, reconhecendo, em tese, violação ao devido processo legislativo e às prerrogativas parlamentares. Projetos aprovados pela Câmara Na sessão extraordinária de 17 de dezembro, os vereadores da Câmara de Belém apreciaram 14 projetos de lei, todos de autoria da Prefeitura de Belém. Todas as proposições foram aprovadas por maioria de votos. Confira a lista dos projetos a seguir: Projetos de Lei aprovados no dia 17/12/2025 VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará Confira outras notícias do estado no g1 PA

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Paes sanciona lei que proíbe prédios que façam sombra nas praias do Rio

Publicado em: 12/01/2026 19:24

Paes sanciona lei que proíbe prédios que façam sombra nas praias do Rio Uma mudança na legislação urbanística do Rio de Janeiro passou a proibir a construção de edifícios que projetem sombra sobre a areia ou o calçadão das praias, mesmo quando erguidos fora da orla. A nova regra foi sancionada pelo prefeito Eduardo Paes (PSD) e vale para toda a cidade. Até então, a lei em vigor desde o ano 2000 vetava apenas construções fronteiriças à orla que causassem sombreamento. A brecha permitia que prédios em ruas internas, próximas à praia, fossem licenciados mesmo com impacto direto sobre a faixa de areia, sobretudo em meses de inverno, quando o ângulo do sol é mais baixo. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça O tema ganhou força em 2024, após um estudo elaborado por urbanistas apontar que três empreendimentos em Ipanema, ainda não construídos à época, projetariam sombra sobre a praia, mesmo estando fora da orla. Moradores organizaram um abaixo-assinado, e as obras chegaram a ser embargadas, mas posteriormente receberam licença da prefeitura. Praia de Ipanema, a Lagoa e o Cristo Redentor ao fundo Alexandre Macieira/Riotur Um dos prédios, na Rua Visconde de Pirajá, está quase pronto, e outro, na Rua Prudente de Morais, já tem grande parte dos 24 pavimentos concluída. Com a sanção da nova lei complementar, edificações em ruas internas passaram a ser incluídas na proibição. O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ) acompanhou o debate e comemorou a alteração. “O sombreamento na orla da praia pode acontecer nos prédios da própria orla, como das ruas secundarias. E a lei anterior só assegurava o direito, a limitação a essas construções na orla. Havia uma dupla interpretação”, disse presidente do conselho, Sydnei Menezes. Ele ressaltou, no entanto, que construções já consolidadas não têm solução. “É possível ainda resguardar a praia de novas sombras. Os prédios que foram consolidados por distorção ou falta de legislação ao longo do tempo da história do RJ não tem solução”, explicou. Projetos licenciados não serão afetados Autor do projeto de lei complementar, o vereador Pedro Duarte (sem partido) afirmou que a mudança busca evitar que situações semelhantes se repitam no futuro. Segundo ele, empreendimentos já licenciados não serão afetados. “É muito ruim você mudar a regra no meio do jogo. Tem que ter segurança jurídica, então o que a gente corrige é daqui pra frente”, explicou. O vereador destacou que novas construções precisam respeitar o interesse coletivo. “Novos prédios mais altos acontecem, mas não podem prejudicar o bem coletivo, como nossa areia, como nosso calçadão”, disse Duarte. Ipanema passa o Leblon e tem o metro quadrado mais caro do Rio para aluguel, diz pesquisa Fernando Maia | Riotur De acordo com Pedro Duarte, a exigência será rigorosa em todas as análises de licenciamento. “Todos os licenciamentos da orla e todos os licenciamentos da rua de dentro precisarão provar que eles não causam sombra”. A proposta foi aprovada por unanimidade na Câmara Municipal em dezembro e, após a sanção, virou lei. Empreendimentos que já tinham licença concedida até o início da vigência da nova norma não serão impactados. O que diz a empresa citada Em nota, a construtora Balassiano, responsável pelos três prédios em Ipanema citados na reportagem, informou que realizou todos os estudos técnicos exigidos à época pelos órgãos municipais. Segundo a empresa, os projetos passaram por todas as análises necessárias e foram aprovados pelas instâncias responsáveis antes da concessão das licenças.

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Ilhabela homologa empresa de gestão de taxa ambiental, que deve instalar sistema em 10 dias

Publicado em: 12/01/2026 19:15

Ilhabela, no Litoral Norte, terá retomada de cobrança de taxa ambiental. Reprodução/TV Vanguarda Foi publicada nesta segunda-feira (12) a homologação da empresa responsável pela gestão da Taxa de Preservação Ambiental (TPA) de Ilhabela, no Litoral Norte de São Paulo. De acordo com a prefeitura, a empresa terá até dez dias para instalar o sistema que permitirá o início da cobrança - veja valores abaixo. Segundo a publicação, a empresa vencedora do processo é a Telmesh Tecnologia e Sistemas Ltda., de Blumenau, Santa Catarina. Ela ficará responsável pela gestão da TPA, com percentual de remuneração de 9% sobre o valor arrecadado. Essa etapa é necessária antes da retomada efetiva da taxa, que ainda não tem data definida para começar. A TPA já era cobrada no arquipélago entre 2007 e 2020, mas foi suspensa durante a pandemia de Covid-19. Outro fator que pesou para a interrupção foi a baixa arrecadação registrada no período. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo a administração municipal, os recursos arrecadados com a TPA deverão ser usados em ações de limpeza urbana, educação ambiental, conservação de áreas naturais e infraestrutura voltada à preservação. Ainda segundo a prefeitura, a volta da taxa também se tornou necessária após a redução dos royalties do petróleo, consequência de uma disputa judicial com o município de São Sebastião. Valores da TPA A cobrança será feita por veículo, independentemente do número de dias de permanência na cidade. Os valores são: Motocicletas: R$ 10 Veículos de passeio, utilitários e kombis: R$ 48 Vans: R$ 70 Caminhões: R$ 70 Micro-ônibus: R$ 100 Ônibus: R$ 140 Formas de pagamento Inicialmente, o pagamento poderá ser feito por boleto, que estará disponível pela internet ou no Centro de Atendimento ao Usuário. A cobrança por meio de tags eletrônicas e sistemas automáticos de identificação veicular será implantada após o credenciamento das empresas operadoras, por meio de edital de chamamento público. Isenções Veículos registrados em Ilhabela e em São Sebastião terão isenção automática da TPA, sem necessidade de cadastro prévio. Prestação de contas A prefeitura informou que fará a prestação de contas de forma trimestral, com o envio à Câmara Municipal de relatórios sobre os valores arrecadados e a destinação dos recursos da taxa. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

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IPTU de Campo Grande: Câmara vota veto ao aumento da taxa do lixo em sessão extraordinária

Publicado em: 12/01/2026 18:05

Dúvidas sobre o IPTU A Câmara Municipal de Campo Grande vota na noite desta segunda-feira (12), às 20h, em sessão extraordinária, o veto ao aumento da taxa do lixo no IPTU de 2026. A medida pode impactar o valor final cobrado dos contribuintes do imposto. A sessão foi convocada pelo presidente da Câmara, vereador Papy (PSDB), e reúne todos os vereadores. Os parlamentares vão analisar o Projeto de Lei Complementar nº 1.016/2025, que suspende os efeitos do decreto municipal que regulamenta a cobrança da taxa de coleta de lixo, incluída no carnê do IPTU. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp A proposta é de autoria da Mesa Diretora. Desde o início da discussão sobre o reajuste do IPTU em Campo Grande para 2026, vereadores buscam alternativas para reduzir o impacto do aumento, e a taxa do lixo é um dos pontos centrais desse debate. O decreto nº 16.402/2025, editado pela Prefeitura no fim de setembro, regulamenta a cobrança da taxa de coleta de lixo para 2026. Se o projeto for aprovado, o decreto perde validade, e os vereadores poderão discutir uma nova forma de cálculo ou a redução do valor cobrado. A votação será em turno único e exige maioria simples para aprovação. Sessão extraordinária é mais um ponto em imbróglio Consulta de débitos do IPTU em Campo Grande. TV Morena/Reprodução O IPTU 2026 em Campo Grande já virou uma "novela". O primeiro capítulo foi quando a prefeitura decidiu diminuir o valor do desconto para o pagamento à vista do imposto. O que antes era de 20%, agora é de apenas 10%. A situação não será revertida, como afirmou a prefeita Adriane Lopes (PP). O segundo capítulo foi o susto que os moradores tiveram quando abriram os carnês e viram aumentos de mais de 300% nos valores, se comparadores com os cobrados no ano passado. Após a repercussão, a Câmara dos Vereadores se movimentou para reverter a situação dos descontos e questionar os aumentos nos valores. Entidades chegaram a pedir a suspensão da cobrança para revisão do montante. O que de fato mudou? O pagamento à vista, com 10% de desconto, teve a validade adiada para 12 de fevereiro. Os contribuintes devem emitir uma nova guia para realizar o pagamento. Além disso, os moradores ganharam mais prazo para o pagamento da 1ª parcela. A prefeitura adiou o vencimento da primeira parcela após recomendação do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), em meio à polêmica sobre a cobrança do imposto. Na prática, o contribuinte pode deixar de pagar a parcela inicial em janeiro e quitá-la em qualquer mês do ano. No entanto, os demais vencimentos seguem o calendário do carnê. Ou seja, quem escolher dividir o imposto em 12 vezes e não pagar a parcela de janeiro terá de pagar duas parcelas em algum outro mês. Calendário de pagamento do IPTU 2026 À vista - Parcela única: 12 de fevereiro de 2026 Parcelado 1ª parcela: até 10 de dezembro de 2026 2ª parcela: 10 de fevereiro de 2026 3ª parcela: 10 de março de 2026 4ª parcela: 10 de abril de 2026 5ª parcela: 11 de maio de 2026 6ª parcela: 10 de junho de 2026 7ª parcela: 10 de julho de 2026 8ª parcela: 10 de agosto de 2026 9ª parcela: 10 de setembro de 2026 10ª parcela: 13 de outubro de 2026 11ª parcela: 10 de novembro de 2026 12ª parcela: 10 de dezembro de 2026

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Secretária de Saúde é exonerada após CPI apurar morte de idoso que ficou com pinça dentro do corpo em MG

Publicado em: 12/01/2026 18:03

Câmara de João Pinheiro instaura CPI sobre erro médico com pinça A secretária municipal de Saúde de João Pinheiro, Cássia Maria Alves Trajano, foi exonerada nesta segunda-feira (12) após a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a morte de Manuel Cardoso de Brito, de 68 anos, ocorrida no Hospital Municipal. O idoso morreu na véspera de Natal após uma pinça ser esquecida dentro do corpo dele durante cirurgia. A CPI apura possíveis falhas na gestão da saúde municipal e busca esclarecer as circunstâncias da morte do idoso. Segundo apuração da TV Integração junto à Prefeitura, além da exoneração da secretária que estava à frente da pasta, os médicos que participaram da cirurgia do idoso foram afastados de suas funções. O g1 entrou em contato com a administração para saber quantos médicos foram afastados e quando o afastamento foi oficializado, mas não houve retorno até a última atualização da matéria. A reportagem tenta contato com Cássia Maria Alves Trajano. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Ex-secretária municipal de Saúde de João Pinheiro, Cássia Maria Alves Trajano Prefeitura de João Pinheiro/Divulgação Objetivos da CPI De acordo com o Requerimento nº 01/2026, assinado por todos os vereadores da Câmara Municipal de João Pinheiro, a CPI terá como objetivos: Apurar as circunstâncias que envolveram o atendimento prestado a Manuel Cardoso de Brito no Hospital Municipal Antônio Carneiro Valadares; Verificar a regularidade dos procedimentos médicos e administrativos adotados; Analisar eventuais falhas, omissões ou irregularidades na condução do caso; Apurar responsabilidades, se houver, no âmbito administrativo, sem prejuízo das esferas civil e penal; Propor medidas corretivas e preventivas, com foco na melhoria dos serviços de saúde e na segurança dos pacientes. Segundo o advogado da família de Manuel, Iuri Evangelista Furtado, a instauração da CPI é recebida com esperança por parte dos familiares. “A família do senhor Manuel recebe com gratidão a notícia de que os vereadores irão instaurar uma CPI para apurar todas as circunstâncias que envolvem a morte dele após um grave erro médico no Hospital Municipal. Esse é mais um poder público que se soma à Polícia Civil na busca pela verdade e pelo completo esclarecimento dos fatos. A família confia que todas as responsabilidades serão apuradas com transparência e seriedade." Luto na véspera de Natal Serralheiro, Samuel de Brito fez a cruz do túmulo do pai em João Pinheiro Portal JP Agora O fim de 2025 da família Cardoso de Brito foi marcado pela dor. Manuel Cardoso de Brito, de 68 anos, morreu no dia 24 de dezembro, véspera de Natal. A perda abalou profundamente os filhos, a esposa e os amigos que conviveram com ele e que descrevem Manuel como um homem honesto, trabalhador e o esteio da família. Manuel dedicou 26 anos da vida ao serviço público municipal, atuando como gari na Prefeitura de João Pinheiro. Levantava todos os dias às quatro da manhã, fazia café, varria o quintal e seguia para o trabalho com disposição. “Meu pai era tudo. Era nosso esteio. Tudo o que sou eu devo a ele”, disse o serralheiro Samuel Cardoso Rezende de Brito, filho do idoso. Segundo Samuel, o pai sempre foi um homem de caráter, que nunca abaixou a cabeça diante das dificuldades. Há cerca de cinco anos, Manuel sofreu um AVC e precisou se aposentar. A doença trouxe desafios, mas não afastou o idoso da família. A esposa de Manuel, de 51 anos, está muito abalada com a perda. E é Samuel, o filho de 31 anos, que assumiu a responsabilidade de cuidar dela e da irmã, que também enfrentam alguns problemas de saúde. “Se eu me tornei o homem que sou hoje, foi graças a ele. Meu pai era fechado, mas era um homem de fibra. Por mais problemas que a família teve, ele sempre ouviu e foi atrás para resolver. Sempre foi um homem de caráter, honesto, trabalhador, era minha vida, nosso esteio", disse emocionado. Paciente ficou 13 dias internado De acordo com o Boletim de Ocorrência (BO), Manuel passou por uma cirurgia de urgência no dia 5 de dezembro, após ser internado com uma úlcera gástrica. A equipe médica informou que o procedimento havia transcorrido normalmente. O paciente permaneceu dois dias na UTI e depois foi transferido para o quarto. Durante a internação, o filho foi visitá-lo e percebeu que o pai estava com dificuldade de se alimentar. A cuidadora também relatou que Manuel apresentou sinais de dor e sonolência excessiva. Foi então que Samuel pediu para ela questionar o quadro na próxima visita do médico ao paciente. No dia 11 de dezembro, uma tomografia foi feita e segundo os familiares, profissionais chegaram apressados ao quarto e levaram o paciente para uma nova cirurgia. Não houve explicação sobre a motivação do procedimento ou solicitação de autorização formal da família. "Eles voltaram e buscaram ele pra fazer a cirurgia, aí nessa cirurgia eles não comunicaram e nem deixaram a cuidadora que estava com ele acompanhar. Não chegou a pedir ela para ir, nem para comunicar a família", contou o serralheiro. Ao g1, a Secretaria Municipal de Saúde confirmou que houve a retirada de um corpo estranho e apura o caso. Leia mais abaixo a nota pública divulgada pela Prefeitura de João Pinheiro. Depois da segunda cirurgia, Manuel voltou para a UTI. Ele ficou 13 dias internado, mas não resistiu e morreu. O filho serralheiro construiu a cruz do túmulo do pai. Na certidão de óbito, a causa da morte foi registrada como natural, apontando choque séptico e úlcera gástrica perfurada. No entanto, a família e o advogado Iuri Evangelista Furtado contestam essa versão. Samuel acredita que o pai poderia estar vivo se não fosse o suposto erro médico e a necessidade da segunda cirurgia. "Eu fiquei sem chão. Se isso não tivesse acontecido com ele, eu garanto que meu pai tinha passado o Natal e mais um Ano Novo com a gente", lamentou. Segundo o advogado da família, as medidas legais começaram a ser adotadas. Além de acompanhar as apurações da Polícia Civil, ele requisitou todos os prontuários, laudos, exames e registros clínicos e administrativos do Hospital Municipal. "A família não busca vingança, mas sim verdade, justiça e respeito à memória do senhor Manuel, bem como a proteção de outras vidas para que fatos semelhantes jamais se repitam", disse. No dia 9 de janeiro, a Câmara de João Pinheiro instaurou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as circunstâncias da morte do idoso. Tomografia mostrou pinça cirúrgica dentro do corpo do paciente após cirurgia em João Pinheiro Rádio Nova FM/Arquivo Pessoal/Reprodução LEIA TAMBÉM: Médico é condenado a pagar R$ 100 mil após operar olho errado Hospital de Uberlândia é autuado pela Vigilância por insumos vencidos Menino morre após cirurgia e família alega negligência médica O que disse a Prefeitura de João Pinheiro "A Secretaria Municipal de Saúde e a Administração Pública Municipal vêm, por meio desta, prestar esclarecimentos a respeito do falecimento do Sr. Manoel Cardoso de Brito, ocorrido no Hospital Municipal Antônio Carneiro Valadares. O referido paciente deu entrada no hospital no dia 05 de dezembro de 2025, encaminhado pela UPA, apresentando quadro grave de vômitos com sangramento, associado a sequelas neurológicas importantes e rebaixamento do nível de consciência. Nessa ocasião, foi identificado um corpo estranho na cavidade abdominal. Imediatamente, a acompanhante foi comunicada da necessidade de reabordagem cirúrgica, sendo o paciente prontamente encaminhado ao centro cirúrgico. Durante o segundo procedimento, não foi constatada perfuração de alça intestinal, e as suturas do procedimento anterior encontravam-se íntegras. O procedimento foi realizado sem intercorrências adicionais. No dia seguinte, a família foi novamente informada sobre o procedimento realizado, bem como sobre a identificação e retirada do corpo estranho. Ressalta-se que o paciente deu entrada na unidade hospitalar em estado clínico extremamente debilitado, com quadro infeccioso já instalado, idade avançada e histórico de cardiopatia, diabetes, arritmia cardíaca e graves sequelas de Acidente Vascular Cerebral (AVC), condições que contribuíram significativamente para a evolução do quadro e para o desfecho ocorrido. Ao tomar conhecimento dos fatos, a Direção Administrativa e Técnica do Hospital adotou imediatamente todas as providências cabíveis, incluindo a notificação de evento adverso, a apuração das barreiras de segurança, o reforço dos protocolos de segurança do paciente, bem como a notificação à ANVISA, para instauração de sindicância e apuração rigorosa dos fatos. Também foi realizada reunião com toda a equipe cirúrgica, com registro em ata das medidas adotadas. Por fim, o Município manifesta sua solidariedade aos familiares e reafirma que permanece à disposição para prestar toda a assistência necessária, bem como para fornecer esclarecimentos adicionais, sempre pautado pela ética, responsabilidade e compromisso com a saúde pública." Manuel Cardoso sofreu um AVC há alguns anos, mas sempre foi o esteio da família, conta o filho Arquivo pessoal VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

Palavras-chave: câmara municipal

Após pedido de exoneração coletiva de promotores, MP-MA nomeia novo coordenador do Gaeco e afirma que pedidos feitos respeitam limites da lei

Publicado em: 12/01/2026 13:53

Justiça do Maranhão mantém presos 21 investigados por corrupção em Turilândia Após o pedido de exoneração coletiva feito pelos promotores de justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão (MP-MA), o órgão ministerial divulgou um comunicado afirmando que as decisões e pedidos feitos durante a apuração Operação Tântalo II respeitam os limites da lei. Além disso, anunciou que um novo coordenador assumirá o Gaeco. Nesse domingo (11), os promotores pediram exoneração do Gaeco após a Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) emitir parecer favorável à soltura de todos os investigados presos na Operação Tântalo II, que apura a atuação de uma organização criminosa em Turilândia, no interior do estado, que desviou R$ 56 milhões em verba pública. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp O MP disse que mudanças em cargos de coordenação fazem parte da dinâmica institucional e não comprometem as investigações. O procurador de Justiça Haroldo Paiva de Brito foi nomeado coordenador do Gaeco e da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (CAEI). Os demais integrantes da nova equipe ainda serão nomeados para dar continuidade aos trabalhos. Sobre o motivo do pedido de exoneração dos promotores, o MP-MA afirmou que medidas mais graves, como a prisão, só devem ser aplicadas quando estritamente necessárias. Por isso, foram adotadas medidas cautelares consideradas suficientes e proporcionais ao caso. Justiça do MA mantém prisão de acusados por desvio de R$ 56 milhões em Turilândia e concede domiciliar a pregoeira com câncer No comunicado, assinado pelo procurador-geral de Justiça, Danilo José de Castro Ferreira, o órgão diz que todas as medidas adotadas seguiram a Constituição Federal e a legislação vigente e foram tomadas para garantir a legalidade das investigações e a defesa do interesse público. “Todas as medidas adotadas e propostas no curso da investigação estão rigorosamente conforme à Constituição Federal e à legislação vigente. As decisões proferidas e as medidas requeridas não extrapolam os limites da lei, tampouco representam qualquer tentativa de abrir mão ou contornar as normas que regem o processo penal. Em verdade, observam os critérios legais que estabelecem que medidas mais gravosas, como a prisão, somente devem ser aplicadas quando estritamente necessárias, sendo legítima a adoção de outras medidas cautelares eficazes e adequadas ao caso concreto, quando suficientes e proporcionais”, destacou o procurador-geral. Ministério Público do Maranhão Reprodução/TV Mirante O comunicado diz, ainda, que a operação do Gaeco teve resultados relevantes, sendo que a investigação reuniu provas consideradas importantes e adotou ações para proteger o andamento do processo e evitar interferências. Como parte dessas medidas, os investigados foram afastados de suas funções públicas. A decisão, segundo o MP-MA, busca impedir interferências nas investigações e garantir a lisura da administração pública. O órgão ressalta que a adoção de medidas cautelares não significa absolvição dos investigados. Diante da gravidade dos fatos apurados, o Ministério Público também pediu a intervenção no município de Turilândia. O objetivo, segundo o comunicado, é assegurar o respeito aos princípios constitucionais, preservar a normalidade institucional e garantir o funcionamento da administração pública. Entenda o caso Promotores de justiça integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão (MP-MA). Divulgação/MP-MA Os promotores de justiça que integram o Gaeco pediram, nesse domingo, exoneração coletiva das funções no órgão. O pedido foi formalizado após a PGJ emitir parecer favorável à soltura de todos os investigados suspeitos de atuação de uma organização criminosa em Turilândia, que desviou R$ 56 milhões em verba pública. No documento enviado ao procurador-geral de Justiça, Danilo José de Castro Ferreira, os promotores afirmam que o posicionamento da PGJ contraria o entendimento técnico do grupo e vai na direção oposta às provas reunidas durante a investigação. Eles destacam que as prisões preventivas haviam sido decretadas com base em elementos considerados robustos pelo Judiciário. Segundo os integrantes do Gaeco, a manifestação da Procuradoria Geral enfraquece a atuação institucional do Ministério Público no combate ao crime organizado e pode comprometer a credibilidade de investigações complexas. O grupo também afirma que a decisão não está alinhada às metas do Plano Estratégico do MP-MA, que prevê o fortalecimento da persecução penal (conjunto de ações do estado para investigar e processar crimes). “Os subscritores entendem que tal posicionamento, além de destoar das premissas que orientaram o criterioso trabalho investigativo desenvolvido no caso, enfraquece a atuação institucional do Ministério Público no combate ao crime organizado, produzindo impactos negativos na credibilidade das investigações complexas e na efetividade das medidas cautelares indispensáveis à repressão qualificada dessas organizações, além das implicações já oportunamente levadas ao conhecimento de Vossa Excelência”, destacam os promotores no pedido de exoneração. Os promotores dizem que a divergência tornou inviável a permanência no órgão. Eles informaram ainda que vão elaborar um relatório com o andamento das investigações para garantir a continuidade dos trabalhos. Assinam o pedido dez promotores que atuam nos núcleos de São Luís, Imperatriz e Timon. São eles: Luiz Muniz Rocha Filho (coordenador do Gaeco), Ana Carolina Cordeiro de Mendonça, Fernando Antônio Berniz Aragão, Marcos Valentim Pinheiro Paixão, Eduardo André de Aguiar Lopes, Fábio Santos de Oliveira, Raquel Chaves Duarte Sales, Francisco Fernando de Morais Meneses Filho, Raphaell Bruno Aragão Pereira de Oliveira e Tharles Cunha Rodrigues Alves. Parecer do MP-MA favorável à soltura dos investigados Prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), e a primeira-dama Eva Curió. Reprodução No sábado (10), o MP-MA deu parecer favorável à soltura do prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), e todos os outros investigados que estão presos desde a semana do Natal do ano passado, por suspeita de desviar mais de R$ 56 milhões do município. Os presos são gestores, empresários, servidores, os 11 vereadores da cidade e um ex-vereador, investigados por suspeita de integrar um esquema de corrupção que teria feito desvios de verbas públicas por meio de empresas fictícias criadas pelo prefeito Paulo Curió e seus aliados. As defesas de todos os investigados pediram a revogação das prisões ao Tribunal de Justiça do Maranhão (MP-MA). A desembargadora Graça Amorim, responsável pelo caso, encaminhou a solicitação para o Ministério Público. O MP-MA analisou a solicitação das defesas e divulgou o parecer favorável à soltura de todos os presos. Apesar do posicionamento pela liberdade provisória deles, o órgão defendeu a manutenção do afastamento do prefeito do cargo e a aplicação de medidas cautelares rigorosas para todos os investigados, com o objetivo de evitar novas irregularidades. O parecer foi assinado pelo procurador-geral de Justiça em exercício, Orfileno Bezerra Neto, e encaminhado à 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), responsável por analisar os pedidos apresentados pelas defesas. Justiça do MA mantém prisão de investigados A Justiça do Maranhão negou, nesta segunda-feira (12), o pedido de soltura da maioria dos investigados na Operação Tântalo II. A decisão foi tomada pela desembargadora Graça Amorim, da 3ª Câmara Criminal do TJ-MA, que analisou o parecer favorável à liberdade provisória emitido pelo Ministério Público do Estado no fim de semana. Com isso, o prefeito e a primeira-dama do município e demais suspeitos seguem presos. Na decisão foram mantidas as prisões preventivas, prisões domiciliares com monitoramento eletrônico (no caso dos vereadores), afastamento de cargos públicos, suspensão de atividades econômicas e demais medidas cautelares impostas. Segundo a decisão, apenas Clementina de Jesus Pinheiro Oliveira, pregoeira do município, recebeu autorização para cumprir prisão domiciliar por motivos humanitários. Ela foi diagnosticada com câncer de útero e terá monitoramento eletrônico, podendo comparecer a consultas médicas. A desembargadora Graça Amorim decidiu manter as prisões porque entendeu que os acusados ainda representam risco e que medidas mais leves, como tornozeleira eletrônica, não seriam suficientes para impedir que o grupo continuasse agindo. Depoimentos dos investigados O parecer do MP-MA foi dado um dia após o fim dos depoimentos dos investigados, que teve início no dia 5 deste mês. No primeiro dia de oitivas, cinco permaneceram em silêncio, enquanto apenas Geruza de Fátima Nogueira Lopes, chefe do Setor de Compras do município, respondeu às perguntas e negou qualquer participação no esquema. Na quarta (7), a vice-prefeita de Turilândia, Tânya Mendes, e o marido dela, Hyan Alfredo Mendonça Silva, também foram ouvidos pelo Ministério Público e se mantiveram em silêncio. Na quinta (8), o Ministério Público do Maranhão ouviu os 11 vereadores de Turilândia investigados por participação no esquema. As audiências foram realizadas por videoconferência, a partir da sede da Promotoria de Justiça de Santa Helena, município vizinho a Turilândia. Os depoimentos foram colhidos por promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). Todos os parlamentares optaram por permanecer em silêncio durante as oitivas. Os depoimentos do prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), e da primeira-dama Eva Curió, foram realizados nessa sexta-feira (9). Eles optaram por permanecer em silêncio. Paulo e Eva foram os últimos investigados a serem ouvidos pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA). Depois dessa etapa, o MP vai confrontar as declarações com as provas e deve formalizar a denúncia. As investigações apontam que os parlamentares teriam recebido juntos R$ 2,3 milhões. Entre os que mais receberam, segundo as apurações, estão José Ribamar Sampaio (R$ 405 mil), Inailce Nogueira Lopes (R$ 368 mil) e Mizael Brito Soares (R$ 122 mil), todos do União Brasil. Segundo o MP, empresas de fachada foram criadas para participar de licitações fraudulentas. Elas emitiam notas fiscais por serviços que não eram executados, mas pagos pela prefeitura. Em troca, vereadores recebiam dinheiro para não cobrar prestação de contas ou aprová-las sem questionamentos. Todos os acusados estão presos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, exceto os vereadores do município e o presidente da Câmara Municipal de Turilândia, José Luís Araújo Diniz, que cumprem prisão domiciliar. (entenda mais abaixo). Da esquerda para a direita - Eustáquio Diego Fabiano Campos (médico); Geruza de Fátima Nogueira Lopes (chefe do Setor de Compras); Wandson Jonath Barros (contador); Clementina de Jesus Pinheiro Oliveira (pregoeira do Município); Janaína Soares Lima (ex-vice-prefeita) e Marlon de Jesus Arouche Serrão (marido da ex-vice-prefeita). Reprodução/TV Mirante ENTENDA: O esquema que levou à prisão do prefeito, vice e de toda Câmara dos Vereadores em cidade no interior do Maranhão ‘Para você me dar meu Mounjaro de presente’: ÁUDIO expõe propina na cidade com toda administração presa; ouça ÁUDIO flagra reclamação de prefeito preso por corrupção a fornecedor: 'R$ 10 mil não dá pra nada, isso não é cartão de crédito de prefeito' Presidente da Câmara assume prefeitura de Turilândia em prisão domiciliar e sob investigação Sobre a operação Operação investiga desvio de mais de R$ 56 milhões e mira prefeito e vereadores no MA Na decisão da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), os desembargadores citam investigação do Ministério Público que detalha como uma organização criminosa estruturada se instalou na Prefeitura e na Câmara Municipal de Turilândia, a 157 km de São Luís, para desviar recursos públicos, principalmente das áreas da Saúde e da Assistência Social. Os atos de corrupção motivaram a criação da Operação Tântalo II, deflagrada no dia 22 de dezembro, que levou à prisão o prefeito Paulo Curió (União Brasil) e a vice-prefeita Tânia Mendes. A ação é um desdobramento da Operação Tântalo, realizada pelo GAECO em fevereiro deste ano. Além dos gestores, há empresários, servidores, 11 vereadores e um ex-vereador investigados por integrar o esquema de corrupção. Atualmente, o ex-vereador atua como secretário municipal de Agricultura. Prisões dos vereadores Justiça manda prender prefeito, a vice e os 11 vereadores de cidade no MA por corrupção Após audiência de custódia, a Justiça converteu para domiciliar as prisões dos cinco vereadores de Turilândia que se entregaram à polícia, na última quinta-feira (25), na Unidade Prisional de Pinheiro (MA). Todos são suspeitos de corrupção por desvios de R$ 56 milhões em dinheiro público. São eles: Gilmar Carlos (União Brasil) Savio Araújo (PRD) Mizael Soares (União) Inailce Nogueira (União) Ribinha Sampaio (União) Segundo o Ministério Público, a Justiça tem entendido que os vereadores devem ficar presos em casa durante as investigações, com uso de tornozeleira eletrônica, para que os município não fique sem comando, já que a prisão do prefeito Paulo Curió (União Brasil) foi mantida pela Justiça. O prefeito, a vice, e a primeira-dama foram encaminhados para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. Paulo Curió se entregou à polícia na manhã de 24 de dezembro, em São Luís, após permanecer dois dias foragido, assim como os cinco vereadores. De acordo com o Ministério Público do Maranhão (MP-MA), 21 mandados de prisão foram expedidos no âmbito da investigação. Além dos gestores, empresários, servidores, vereadores e um secretário municipal de Agricultura do município são investigados por integrar o esquema de corrupção. Com a apresentação dos cinco vereadores, todos os alvos com mandado de prisão tiveram a ordem judicial cumprida. Presidente da Câmara assume prefeitura em prisão domiciliar Promotor do MP explica por que presidente da Câmara está no comando de Turilândia Mesmo cumprindo prisão domiciliar e sendo investigado pelo Gaeco, o presidente da Câmara Municipal de Turilândia, José Luís Araújo Diniz, conhecido como “Pelego” (União Brasil), assumiu interinamente a Prefeitura do município após decisão do (TJ-MA) que afastou o prefeito Paulo Curió (União Brasil) e a vice-prefeita Tânya Mendes (PRD) do comando do Poder Executivo. Promotor explica por que o presidente da Câmara segue no comando de Turilândia mesmo em prisão domiciliar A mudança na linha sucessória foi oficializada por meio de uma portaria publicada no dia 26 de dezembro de 2025, que reconhece a vacância temporária dos cargos de prefeito e vice. Com a ida de Pelego para o Executivo, a vice-presidente da Câmara, vereadora Inailce Nogueira Lopes, passou a exercer interinamente a presidência do Legislativo municipal. José Luís Araújo Diniz é um dos investigados na Operação Tântalo II e cumpre prisão domiciliar. Pela decisão judicial, ele e outros vereadores investigados estão autorizados a sair de casa apenas para participar de sessões da Câmara Municipal previamente marcadas. Qualquer outra saída sem autorização pode resultar na revogação da prisão domiciliar e na transferência para uma unidade prisional. A situação levantou questionamentos sobre a possibilidade de um vereador investigado e em prisão domiciliar assumir, ainda que de forma interina, o comando do Executivo municipal. Para esclarecer o tema, o g1 ouviu o promotor Fernando Berniz, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Maranhão, que atuou na investigação. Segundo o promotor, a assunção interina do cargo está prevista na legislação municipal. “Pode sim. Até porque ele não está afastado das suas funções. E, de acordo com a Lei Orgânica Municipal, na ausência do prefeito e do vice, quem assume a função do Executivo é o presidente da Câmara Municipal”, explicou. No entanto, Berniz ressaltou que a autorização judicial atualmente em vigor permite apenas o exercício das atividades no Legislativo. Como funcionava o esquema Tânia Mendes (vice-prefeita), e todos os 11 vereadores de Turilândia estão envolvidos em desvios de dinheiro público, segundo o MP-MA Divulgação/Câmara de Turilândia Segundo o MP-MA, foram desviados mais de R$ 56 milhões por meio de empresas criadas de forma fictícia pelo prefeito e seus aliados. O grupo atuava de forma hierarquizada, com divisão clara de tarefas entre agentes políticos, operadores financeiros e empresários. Há indícios de organização criminosa, fraude à licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro. As irregularidades teriam ocorrido durante a gestão do prefeito Paulo Curió, entre 2021 e 2025. Veja abaixo como era a participação do prefeito, da vice, e de outros agentes políticos, segundo o Ministério Público. O g1 tenta contato com a defesa de todos os suspeitos, mas ainda não obteve retorno. Prefeito Paulo Curió: liderança e destino final do dinheiro De acordo com a investigação, o prefeito José Paulo Dantas Silva Neto, o Paulo Curió (União Brasil), era uma liderança na organização criminosa e destinatário de grande parte dos valores desviados. No esquema, ele atuava como: Ordenador de despesas do município. Direcionador de licitações. Pagador com recursos públicos, mesmo sem comprovação da execução dos serviços. Em um dos trechos citados na decisão, o Ministério Público afirma que o esquema funcionava por meio da chamada “venda de notas fiscais”, em que empresas contratadas “emitiam notas fiscais sem a correspondente prestação de serviços, devolvendo a maior parte dos valores ao núcleo político da organização”. Vice-prefeita Tânia Mendes: engrenagem do núcleo empresarial Tânia Karla Cardoso Mendes Mendonça, vice-prefeita de Turilândia, aparece nos autos como integrante do núcleo empresarial e operacional da organização criminosa. Segundo o MP, ela era: Vinculada a empresas usadas no esquema. Participava na movimentação e circulação dos recursos desviados. A Justiça aponta que pessoas como Tânia Mendes eram essenciais para “dar aparência de legalidade às contratações e facilitar a lavagem de capitais”. Ela não é apontada como líder, mas como peça ativa na execução prática das fraudes. Ex-Vice-prefeita Janaina Lima: controle empresarial e retenção dos valores A ex-vice-prefeita Janaina Soares Lima é apontada como peça central do esquema, especialmente no núcleo empresarial. Ela teria atuado como controladora de fato do Posto Turi, empresa que mais recebeu recursos do município. Ela ainda: Atuava como procuradora da empresa, mesmo exercendo cargo político. Participava diretamente da retenção de percentuais dos contratos. Segundo os autos, diálogos interceptados mostram que Janaina tratava os valores retidos como um “imposto” dentro do esquema, além de cobrar diretamente o prefeito pela liberação de pagamentos. Janaína e seu marido, Marlon Zerrão - que é tio da atual vice-prefeita - tiveram um papel central no desvio de recursos. O Posto Turi recebeu R$ 17.215.000,00 dos cofres públicos de Turilândia, segundo o MP-MA. Janaína e Marlon firmaram um acordo com o prefeito Paulo Curió para reter 10% dos valores dos contratos do Posto Turi. Esse valor era destinado ao pagamento da faculdade de medicina de Janaína Lima, enquanto os 90% restantes eram entregues ao prefeito ou a quem ele indicasse.

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Presidente da Câmara de São Brás é preso por atropelar duas pessoas em Rio Largo

Publicado em: 12/01/2026 11:47

PCAL confirma que Genilson dos Santos Tavares se envolveu em atropelamento em Rio Largo Reprodução O vereador e presidente da Câmara Municipal de São Brás, Genilson dos Santos Tavares, conhecido como ‘Babi’, foi preso no domingo (11) após supostamente atropelar duas pessoas na Avenida José Manhães, em Rio Largo, em Alagoas. A Polícia Civil em Alagoas confirmou o registro da prisão de Genilson dos Santos Tavares na Central de Flagrantes. Conforme as informações do local do acidente, ‘Babi’ apresentava sinais de embriaguez ao volante e teria se recusado a realizar exame de bafômetro após ser abordado por policiais do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRV) no estado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 De acordo com testemunhas, o vereador conduzia o veículo em zigue-zague e teria invadido a contramão, atingindo um casal que passava pelo local. As vítimas foram atendidas inicialmente pelo Samu e levadas em seguida para o Hospital Geral do Estado (HGE). O g1 fez contato com a Câmara de Vereadores de São Brás, mas até o fechamento desta reportagem não houve retorno.

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Justiça do MA mantém prisão de acusados por desvio de R$ 56 milhões em Turilândia e concede domiciliar a pregoeira com câncer

Publicado em: 12/01/2026 10:46

Acusados de desvio de R$ 56 milhões pelo MP, prefeito e primeira-dama de Turilândia prestam depoimento à Justiça Reprodução A Justiça do Maranhão negou, nesta segunda-feira (12), o pedido de soltura da maioria dos investigados na Operação Tântalo II, que apura desvios de R$ 56 milhões em Turilândia. A decisão foi tomada pela desembargadora Graça Amorim, da 3ª Câmara Criminal do TJ-MA, que analisou o parecer favorável à liberdade provisória emitido pelo Ministério Público do Estado no fim de semana. Com isso, o prefeito e a primeira-dama do município e demais suspeitos seguem presos. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp Na decisão foram mantidas as prisões preventivas, prisões domiciliares com monitoramento eletrônico (no caso dos vereadores), afastamento de cargos públicos, suspensão de atividades econômicas e demais medidas cautelares impostas. Segundo a decisão, apenas Clementina de Jesus Pinheiro Oliveira, pregoeira do município, recebeu autorização para cumprir prisão domiciliar por motivos humanitários. Ela foi diagnosticada com câncer de útero e terá monitoramento eletrônico, podendo comparecer a consultas médicas. No caso de Gerusa de Fátima Nogueira Lopes, a defesa alegou que ela deveria ter a prisão preventiva substituída por prisão domiciliar pelo fato de estar grávida, mas a Justiça do Maranhão rejeitou o pedido e manteve a investigada no presídio. Pedidos com base no Estatuto da Primeira Infância foram negados para Eva Curió, primeira-dama de Turilândia, e Tanya Karla Mendes, vice-prefeita. Elas alegaram que deveriam cumprir prisão domiciliar por serem mães de crianças menores de 12 anos. A desembargadora Graça Amorim rejeitou os pedidos ao considerar uma “situação excepcionalíssima”, já que parte do dinheiro desviado era usado para pagar despesas das próprias crianças, como mensalidades escolares e alimentação, o que, segundo a magistrada, fere o “melhor interesse do menor”. Segundo a magistrada, os supostos crimes podem ter atingido a dignidade das meninas, ao colocá-las em situação vexatória e constrangedora diante dos colegas de escola — já que as mensalidades teriam sido pagas com dinheiro de propina. Foi requisitado um estudo social com as crianças menores de 12 anos, filhas das investigadas, a ser realizado em até 30 dias. Solicitações semelhantes feitas pelos pais Paulo Curió, Wandson Barros e Eustáquio Campos também foram negadas. No caso de Paulo Curió, apontado como líder do esquema, a Justiça destacou três pontos: falta de provas de que ele seria o único responsável pelos filhos, risco de continuar cometendo crimes mesmo em prisão domiciliar e histórico de fuga. Por que a Justiça negou a maioria dos pedidos de liberdade? A desembargadora Graça Amorim decidiu manter as prisões porque entendeu que os acusados ainda representam risco e que medidas mais leves, como tornozeleira eletrônica, não seriam suficientes para impedir que o grupo continuasse agindo. Principais motivos do indeferimento: ➡️ Risco de continuar cometendo crimes Segundo a Justiça, a organização criminosa é bem estruturada e perigosa, atuando há anos com desvios milionários. Mesmo depois da primeira fase da Operação Tântalo, os investigados teriam criado uma nova empresa de fachada apenas 13 dias após a operação para manter o esquema. Havia até plano para desviar R$ 2,5 milhões por mês no segundo semestre de 2025. ➡️ Perigo para a investigação A liberdade dos acusados poderia levar à destruição de provas e pressão sobre testemunhas. A decisão cita casos concretos: O grupo chegou a vigiar viaturas e equipes do Ministério Público; Tentou movimentar dinheiro de contas bloqueadas com ajuda de funcionários de banco; Mesmo em casa, líderes poderiam continuar lavando dinheiro por aplicativos no celular. ➡️ Nada mudou desde decisões anteriores Os argumentos das defesas já tinham sido analisados e rejeitados por outras instâncias. Não houve nenhum fato novo que justificasse a soltura. ➡️ Risco de fuga Alguns investigados ficaram foragidos por dias depois que as prisões foram decretadas, o que reforçou a necessidade de mantê-los presos. Após parecer favorável do MP à soltura dos investigados, promotores do Gaeco pediram exoneração coletiva Promotores de justiça integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão (MP-MA). Divulgação/MP-MA Os promotores de justiça que integram o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão (MP-MA) pediram, nesse domingo (11), exoneração coletiva das funções no órgão. O pedido foi formalizado após a Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) emitir parecer favorável à soltura de todos os investigados presos na Operação Tântalo II, que apura a atuação de uma organização criminosa em Turilândia, no interior do estado, que desviou R$ 56 milhões em verba pública. No documento enviado ao procurador-geral de Justiça, Danilo José de Castro Ferreira, os promotores afirmam que o posicionamento da PGJ contraria o entendimento técnico do grupo e vai na direção oposta às provas reunidas durante a investigação. Eles destacam que as prisões preventivas haviam sido decretadas com base em elementos considerados robustos pelo Judiciário. Segundo os integrantes do Gaeco, a manifestação da Procuradoria Geral enfraquece a atuação institucional do Ministério Público no combate ao crime organizado e pode comprometer a credibilidade de investigações complexas. O grupo também afirma que a decisão não está alinhada às metas do Plano Estratégico do MP-MA, que prevê o fortalecimento da persecução penal (conjunto de ações do estado para investigar e processar crimes). “Os subscritores entendem que tal posicionamento, além de destoar das premissas que orientaram o criterioso trabalho investigativo desenvolvido no caso, enfraquece a atuação institucional do Ministério Público no combate ao crime organizado, produzindo impactos negativos na credibilidade das investigações complexas e na efetividade das medidas cautelares indispensáveis à repressão qualificada dessas organizações, além das implicações já oportunamente levadas ao conhecimento de Vossa Excelência”, destacam os promotores no pedido de exoneração. Os promotores dizem que a divergência tornou inviável a permanência no órgão. Eles informaram ainda que vão elaborar um relatório com o andamento das investigações para garantir a continuidade dos trabalhos. Assinam o pedido dez promotores que atuam nos núcleos de São Luís, Imperatriz e Timon. São eles: Luiz Muniz Rocha Filho (coordenador do Gaeco), Ana Carolina Cordeiro de Mendonça, Fernando Antônio Berniz Aragão, Marcos Valentim Pinheiro Paixão, Eduardo André de Aguiar Lopes, Fábio Santos de Oliveira, Raquel Chaves Duarte Sales, Francisco Fernando de Morais Meneses Filho, Raphaell Bruno Aragão Pereira de Oliveira e Tharles Cunha Rodrigues Alves. Parecer do MP-MA favorável à soltura dos investigados Nesse sábado (10), o Ministério Público do Maranhão (MP-MA) deu parecer favorável à soltura do prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), e todos os outros investigados que estão presos desde a semana do Natal do ano passado, por suspeita de desviar mais de R$ 56 milhões do município. Os presos são gestores, empresários, servidores, os 11 vereadores da cidade e um ex-vereador, investigados por suspeita de integrar um esquema de corrupção que teria feito desvios de verbas públicas por meio de empresas fictícias criadas pelo prefeito Paulo Curió e seus aliados. As defesas de todos os investigados pediram a revogação das prisões ao Tribunal de Justiça do Maranhão (MP-MA). A desembargadora Graça Amorim, responsável pelo caso, encaminhou a solicitação para o Ministério Público. O MP-MA analisou a solicitação das defesas e divulgou o parecer favorável à soltura de todos os presos. Apesar do posicionamento pela liberdade provisória deles, o órgão defendeu a manutenção do afastamento do prefeito do cargo e a aplicação de medidas cautelares rigorosas para todos os investigados, com o objetivo de evitar novas irregularidades. As medidas cautelares são: Comparecimento mensal em juízo para informar e justificar suas atividades; Proibição de acesso ou frequência à Prefeitura e órgãos públicos municipais correlatos para evitar risco de interferência administrativa; Proibição de manter contato com os demais investigados e testemunhas; Proibição de ausentar-se da Comarca sem autorização judicial; Recolhimento domiciliar noturno e nos dias de folga; Suspensão do exercício de função pública, para aqueles que ainda a detêm, ressalvada a análise de mérito quanto ao afastamento definitivo; Monitoração eletrônica, condicionada à disponibilidade do equipamento, ou, em sua ausência, substituída pelo compromisso de fiel cumprimento das demais medidas, sob pena de restabelecimento da prisão. O parecer foi assinado pelo procurador-geral de Justiça em exercício, Orfileno Bezerra Neto, e encaminhado à 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), responsável por analisar os pedidos apresentados pelas defesas. O TJ-MA analisou o parecer do Ministério Público e negou a soltura dos investigados (veja mais acima). Turilândia, a cidade administrada por um preso Depoimentos dos investigados O parecer do MP-MA foi dado um dia após o fim dos depoimentos dos investigados, que teve início no dia 5 deste mês. No primeiro dia de oitivas, cinco permaneceram em silêncio, enquanto apenas Gerusa de Fátima Nogueira Lopes, chefe do Setor de Compras do município, respondeu às perguntas e negou qualquer participação no esquema. Na quarta (7), a vice-prefeita de Turilândia, Tânya Mendes, e o marido dela, Hyan Alfredo Mendonça Silva, também foram ouvidos pelo Ministério Público e se mantiveram em silêncio. Na quinta (8), o Ministério Público do Maranhão ouviu os 11 vereadores de Turilândia investigados por participação no esquema. As audiências foram realizadas por videoconferência, a partir da sede da Promotoria de Justiça de Santa Helena, município vizinho a Turilândia. Os depoimentos foram colhidos por promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). Todos os parlamentares optaram por permanecer em silêncio durante as oitivas. Os depoimentos do prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), e da primeira-dama Eva Curió, foram realizados nessa sexta-feira (9). Eles optaram por permanecer em silêncio. Paulo e Eva foram os últimos investigados a serem ouvidos pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA). Depois dessa etapa, o MP vai confrontar as declarações com as provas e deve formalizar a denúncia. As investigações apontam que os parlamentares teriam recebido juntos R$ 2,3 milhões. Entre os que mais receberam, segundo as apurações, estão José Ribamar Sampaio (R$ 405 mil), Inailce Nogueira Lopes (R$ 368 mil) e Mizael Brito Soares (R$ 122 mil), todos do União Brasil. Segundo o MP, empresas de fachada foram criadas para participar de licitações fraudulentas. Elas emitiam notas fiscais por serviços que não eram executados, mas pagos pela prefeitura. Em troca, vereadores recebiam dinheiro para não cobrar prestação de contas ou aprová-las sem questionamentos. Todos os acusados estão presos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, exceto os vereadores do município e o presidente da Câmara Municipal de Turilândia, José Luís Araújo Diniz, que cumprem prisão domiciliar. (entenda mais abaixo). Da esquerda para a direita - Eustáquio Diego Fabiano Campos (médico); Gerua de Fátima Nogueira Lopes (chefe do Setor de Compras); Wandson Jonath Barros (contador); Clementina de Jesus Pinheiro Oliveira (pregoeira do Município); Janaína Soares Lima (ex-vice-prefeita) e Marlon de Jesus Arouche Serrão (marido da ex-vice-prefeita). Reprodução/TV Mirante ENTENDA: O esquema que levou à prisão do prefeito, vice e de toda Câmara dos Vereadores em cidade no interior do Maranhão ‘Para você me dar meu Mounjaro de presente’: ÁUDIO expõe propina na cidade com toda administração presa; ouça ÁUDIO flagra reclamação de prefeito preso por corrupção a fornecedor: 'R$ 10 mil não dá pra nada, isso não é cartão de crédito de prefeito' Presidente da Câmara assume prefeitura de Turilândia em prisão domiciliar e sob investigação Sobre a operação Operação investiga desvio de mais de R$ 56 milhões e mira prefeito e vereadores no MA Na decisão da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), os desembargadores citam investigação do Ministério Público que detalha como uma organização criminosa estruturada se instalou na Prefeitura e na Câmara Municipal de Turilândia, a 157 km de São Luís, para desviar recursos públicos, principalmente das áreas da Saúde e da Assistência Social. Os atos de corrupção motivaram a criação da Operação Tântalo II, deflagrada no dia 22 de dezembro, que levou à prisão o prefeito Paulo Curió (União Brasil) e a vice-prefeita Tânia Mendes. A ação é um desdobramento da Operação Tântalo, realizada pelo GAECO em fevereiro deste ano. Além dos gestores, há empresários, servidores, 11 vereadores e um ex-vereador investigados por integrar o esquema de corrupção. Atualmente, o ex-vereador atua como secretário municipal de Agricultura. Prisões dos vereadores Justiça manda prender prefeito, a vice e os 11 vereadores de cidade no MA por corrupção Após audiência de custódia, a Justiça converteu para domiciliar as prisões dos cinco vereadores de Turilândia que se entregaram à polícia, na última quinta-feira (25), na Unidade Prisional de Pinheiro (MA). Todos são suspeitos de corrupção por desvios de R$ 56 milhões em dinheiro público. São eles: Gilmar Carlos (União Brasil) Savio Araújo (PRD) Mizael Soares (União) Inailce Nogueira (União) Ribinha Sampaio (União) Segundo o Ministério Público, a Justiça tem entendido que os vereadores devem ficar presos em casa durante as investigações, com uso de tornozeleira eletrônica, para que os município não fique sem comando, já que a prisão do prefeito Paulo Curió (União Brasil) foi mantida pela Justiça. O prefeito, a vice, e a primeira-dama foram encaminhados para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. Paulo Curió se entregou à polícia na manhã de 24 de dezembro, em São Luís, após permanecer dois dias foragido, assim como os cinco vereadores. De acordo com o Ministério Público do Maranhão (MP-MA), 21 mandados de prisão foram expedidos no âmbito da investigação. Além dos gestores, empresários, servidores, vereadores e um secretário municipal de Agricultura do município são investigados por integrar o esquema de corrupção. Com a apresentação dos cinco vereadores, todos os alvos com mandado de prisão tiveram a ordem judicial cumprida. Presidente da Câmara assume prefeitura em prisão domiciliar Promotor do MP explica por que presidente da Câmara está no comando de Turilândia Mesmo cumprindo prisão domiciliar e sendo investigado pelo Gaeco, o presidente da Câmara Municipal de Turilândia, José Luís Araújo Diniz, conhecido como “Pelego” (União Brasil), assumiu interinamente a Prefeitura do município após decisão do (TJ-MA) que afastou o prefeito Paulo Curió (União Brasil) e a vice-prefeita Tânya Mendes (PRD) do comando do Poder Executivo. Promotor explica por que o presidente da Câmara segue no comando de Turilândia mesmo em prisão domiciliar A mudança na linha sucessória foi oficializada por meio de uma portaria publicada no dia 26 de dezembro de 2025, que reconhece a vacância temporária dos cargos de prefeito e vice. Com a ida de Pelego para o Executivo, a vice-presidente da Câmara, vereadora Inailce Nogueira Lopes, passou a exercer interinamente a presidência do Legislativo municipal. José Luís Araújo Diniz é um dos investigados na Operação Tântalo II e cumpre prisão domiciliar. Pela decisão judicial, ele e outros vereadores investigados estão autorizados a sair de casa apenas para participar de sessões da Câmara Municipal previamente marcadas. Qualquer outra saída sem autorização pode resultar na revogação da prisão domiciliar e na transferência para uma unidade prisional. A situação levantou questionamentos sobre a possibilidade de um vereador investigado e em prisão domiciliar assumir, ainda que de forma interina, o comando do Executivo municipal. Para esclarecer o tema, o g1 ouviu o promotor Fernando Berniz, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Maranhão, que atuou na investigação. Segundo o promotor, a assunção interina do cargo está prevista na legislação municipal. “Pode sim. Até porque ele não está afastado das suas funções. E, de acordo com a Lei Orgânica Municipal, na ausência do prefeito e do vice, quem assume a função do Executivo é o presidente da Câmara Municipal”, explicou. No entanto, Berniz ressaltou que a autorização judicial atualmente em vigor permite apenas o exercício das atividades no Legislativo. Como funcionava o esquema Tânia Mendes (vice-prefeita), e todos os 11 vereadores de Turilândia estão envolvidos em desvios de dinheiro público, segundo o MP-MA Divulgação/Câmara de Turilândia Segundo o MP-MA, foram desviados mais de R$ 56 milhões por meio de empresas criadas de forma fictícia pelo prefeito e seus aliados. O grupo atuava de forma hierarquizada, com divisão clara de tarefas entre agentes políticos, operadores financeiros e empresários. Há indícios de organização criminosa, fraude à licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro. As irregularidades teriam ocorrido durante a gestão do prefeito Paulo Curió, entre 2021 e 2025. Veja abaixo como era a participação do prefeito, da vice, e de outros agentes políticos, segundo o Ministério Público. O g1 tenta contato com a defesa de todos os suspeitos, mas ainda não obteve retorno. Prefeito Paulo Curió: liderança e destino final do dinheiro De acordo com a investigação, o prefeito José Paulo Dantas Silva Neto, o Paulo Curió (União Brasil), era uma liderança na organização criminosa e destinatário de grande parte dos valores desviados. No esquema, ele atuava como: Ordenador de despesas do município. Direcionador de licitações. Pagador com recursos públicos, mesmo sem comprovação da execução dos serviços. Em um dos trechos citados na decisão, o Ministério Público afirma que o esquema funcionava por meio da chamada “venda de notas fiscais”, em que empresas contratadas “emitiam notas fiscais sem a correspondente prestação de serviços, devolvendo a maior parte dos valores ao núcleo político da organização”. Vice-prefeita Tânia Mendes: engrenagem do núcleo empresarial Tânia Karla Cardoso Mendes Mendonça, vice-prefeita de Turilândia, aparece nos autos como integrante do núcleo empresarial e operacional da organização criminosa. Segundo o MP, ela era: Vinculada a empresas usadas no esquema. Participava na movimentação e circulação dos recursos desviados. A Justiça aponta que pessoas como Tânia Mendes eram essenciais para “dar aparência de legalidade às contratações e facilitar a lavagem de capitais”. Ela não é apontada como líder, mas como peça ativa na execução prática das fraudes. Ex-Vice-prefeita Janaina Lima: controle empresarial e retenção dos valores A ex-vice-prefeita Janaina Soares Lima é apontada como peça central do esquema, especialmente no núcleo empresarial. Ela teria atuado como controladora de fato do Posto Turi, empresa que mais recebeu recursos do município. Ela ainda: Atuava como procuradora da empresa, mesmo exercendo cargo político. Participava diretamente da retenção de percentuais dos contratos. Segundo os autos, diálogos interceptados mostram que Janaina tratava os valores retidos como um “imposto” dentro do esquema, além de cobrar diretamente o prefeito pela liberação de pagamentos. Janaína e seu marido, Marlon Zerrão - que é tio da atual vice-prefeita - tiveram um papel central no desvio de recursos. O Posto Turi recebeu R$ 17.215.000,00 dos cofres públicos de Turilândia, segundo o MP-MA. Janaína e Marlon firmaram um acordo com o prefeito Paulo Curió para reter 10% dos valores dos contratos do Posto Turi. Esse valor era destinado ao pagamento da faculdade de medicina de Janaína Lima, enquanto os 90% restantes eram entregues ao prefeito ou a quem ele indicasse.

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Emprego novo em 2026? ES abre 5,5 mil vagas esta semana; veja os cargos e como se inscrever

Publicado em: 12/01/2026 04:01

Gesseiro, Carteira de Trabalho e atendente. Vagas de emprego Montagem/g1 O ano de 2026 está apenas no início, mas que tal já começar com um novo emprego ou, quem sabe, conseguindo a primeira oportunidade de trabalho? E opções não faltam. No Espírito Santo, estão abertas 5.489 vagas, com dezenas de cargos. E mesmo quem não tem experiência, aí vai uma ajuda: muitas vagas não exigem que o candidato já tenha atuado na área pretendida antes. Além disso, as oportunidades são para atividades em todos os níveis de escolaridade: ensino fundamental, médio, técnico e superior. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Há vagas também para quem procura está à procura de estágio para oportunidades específicas para pessoas com deficiência (PCD). A cidade com a maior quantidade das vagas abertas nesta semana é Cariacica, com 1.645 vagas disponíveis, somando as oportunidades da Agência do Trabalhador e o Sine, seguida por Serra, com 1.317 vagas, e Vila Velha, com 782 vagas. No interior, há chances de trabalho para várias cidades. Os destaques são para São Mateus, no Norte do estado, com 455 vagas; Linhares, com 139 vagas, e Aracruz, com 286 oportunidades. Confira todas as vagas mais abaixo. Para se inscrever, os candidatos devem procurar uma agência do Sine, que são os órgãos estaduais de intermediação de mão de obra, ou a Agência do Trabalhador de Cariacica, presencialmente ou, dependendo da cidade, fazer as inscrições on-line (confira abaixo como se inscrever). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Agência do Trabalhador de Cariacica (995 vagas) Local: Agência do Trabalhador de Cariacica funciona no novo Centro Administrativo da cidade, em Vera Cruz, na Avenida Alice Coutinho, ao lado da Câmara Municipal de Cariacica. A agência funciona de segunda a sexta, das 8 às 18h. Como se candidatar: os interessados devem preencher o formulário e encaminhá-lo para o e-mail empregos@cariacica.es.gov.br, colocando no campo assunto o código da vaga e a função. Também é possível acessar a lista de vagas pelo WhatsApp, assim como acompanhar o processo seletivo e tirar dúvidas sobre agendamento e candidatura. O atendimento é feito pelo número (27) 98831-6008, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. As vagas também podem ser consultadas diretamente na sede da agência. Oportunidades: há vagas para conferente, auxiliar logístico, promotor de vendas, assistente de recrutamento e seleção e outras. Já para PcD, há vagas de promotor de merchandising, amarrador, conferente, auxiliar operacional, atendente, entre outras. Veja mais aqui. Sine de Cariacica (650 vagas) Como se candidatar: O trabalhador deve procurar o Sine do município que funciona na Rodovia Leste-Oeste, 154 - Santo André. Oportunidades: há oportunidades para vendedor, repositor, pintor de paredes, pedreiro, operador de caixa, motorista de caminhão, frentista, encanador, camareira, auxiliar de estoque, ajudante de obras, advogado, entre outras. Veja mais aqui. Sine de Vila Velha (782 vagas) Como se candidatar: Os interessados devem fazer o agendamento no site da prefeitura. O atendimento ocorre na sede do Sine, que funciona na Vila do Empreendedor, no subsolo do Boulevard Shopping. Oportunidades: há vagas para acabador de mármore e granito, analista fiscal, atendente de lojas, auxiliar de confeitaria, balconista, cortador de roupas, frentista, soldador, operador de caixa, vendedor, recepcionista, caixa de loja, entre outras. Sine de Vitória (566 vagas) Como se candidatar: Os interessados devem procurar a agência que funciona na Casa do Cidadão, avenida Maruípe, 2.544, Itararé, das 8 às 17h. Oportunidades: há vagas para vendedor, zelador, técnico eletrista, servente de limpeza, repositor, pedreiro, operador de caixa, garçom, embalador, cozinheiro geral, camareira de hotel, balconista, atendente de loja, fiscal de caixa, entre outras. Saiba mais aqui. As vagas incluem cargos como operador de caixa e repositor de frios Divulgação Sine da Serra (1.317 vagas) Como se candidatar: Os interessados devem comparecer na agência, localizada no bairro Portal de Jacaraípe, no Pró-cidadão, das 8 às 17h. Oportunidades: há oportunidades para pedreiro, motorista de caminhão, montador de móveis, jardineiro, consultor de vendas, soldador, repositor, operador de caixa, lavador de veículos, carpinteiro, auxiliar de linha de produção, camareira de hotel, balconista, ajudante de obras, açougueiro, vendedor de serviços, entre outras. Saiba mais aqui. Sine de Cachoeiro de Itapemirim (71 vagas) Como se candidatar: O atendimento aos candidatos ocorre no Sine da cidade, localizado na rua Costa Pereira, 90, Sumaré, das 8 às 17h. Oportunidade: há vagas operador de produção, servente de obras, auxiliar de serviços gerais, empregada doméstica, comprador, químico, escrevente, gesseiro, auxiliar administrativo, ajudante de carga e descarga, copeiro de hospital, auxiliar de cozinha, entre outras. Saiba mais aqui. Sine de Aracruz (286 vagas) Como se candidatar: O atendimento aos candidatos ocorre no Sine da cidade, localizado na Rua José Coutinho da Rocha, 140, bairro Vila Rica - Aracruz. Oportunidade: há vagas para vendedor de produtos de EPI, vigilante, técnico de segurança do trabalho, promotor de vendas, soldador, piscineiro, operador de empilhadeira, mecânico, encanador, eletricista, ajudante de açougueiro, caldeireiro, entre outras. Saiba mais aqui. Sine de Colatina (não divulgou as vagas) Como se candidatar: O atendimento é on-line e os candidatos devem enviar o currículo e número do PIS e do CPF para o e-mail currículo: colatina@sine.es.gov.br. O endereço do Sine é Av. Getulio Vargas, 98, Centro, Colatina. Oportunidades: Não divulgou as vagas. Saiba mais aqui. Sine de Linhares (139 vagas) Como se candidatar: Os interessados devem procurar a agência do município, das 8 às 13 horas, localizada na Avenida Governador Florentino Avidos, 80, Nossa Senhora da Conceição. Oportunidades: há vagas para promotor de vendas, auxiliar de cozinha, ajudante de obras, jardineiro, recepcionista, operador de motoserra, ajudante de carga e descarga, entre outras. Saiba mais aqui. Sine de Anchieta (não divulgou as vagas) Como se candidatar: O atendimento aos candidatos ocorre no Sine da cidade, localizado dentro da Casa do Cidadão, na avenida Marechal Deodoro da Fonseca, 767, no Centro. Oportunidade: Não divulgou as vagas. Saiba mais aqui. Sine de Nova Venécia (164 vagas) Como se candidatar: Os interessados devem procurar a agência do município, localizado na Rua Jussara, 10, Margareth, Nova Venécia. Oportunidades: há vagas para vendedor, pedreiro, servente de obras, estoquista, balconista, auxiliar de limpeza, instalador de gesso, ajudante de motorista, empregada doméstica, lavador de veículos, eletricista de manutenção, técnico de segurança do trabalho, entre outras. Saiba mais aqui. Farmacêutico Divulgação Sine de Marataízes (58) Como se candidatar: Os interessados devem procurar a agência do município de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na Rua Rubens Rangel, 1.489, no bairro Cidade Nova. Oportunidades: há vagas para ajudante de cozinha, trabalhador de tratamento de leite e laticínios, técnico de segurança do trabalho, garçom, farmacêutico, ajudante de padaria, atendente balconista, auxiliar de cozinha, camareira de hotel, chapeiro de lanchonete, entre outras. Saiba mais aqui. Sine de Barra de São Francisco (6 vagas) Como se candidatar: O atendimento aos candidatos ocorre no Sine da cidade, localizado na Alameda Santa Terezinha, 100, Centro, Barra de São Francisco. Oportunidades: há vagas para operador de caixa, vendedor, montador gráfico, designer gráfico e assistente de almoxarife. Saiba mais aqui. Sine de São Mateus (455 vagas) Como se candidatar: O atendimento ocorre na agência da cidade, das 8 às 17 horas, na avenida José Tozzi, 2.616, Bairro Boa Vista. Oportunidades: são vagas para tratorista, vendedora, trabalhador rural, repositor, pedreiro, operador de caixa, operador de escavadeira, instalador de som e acessórios veicular, mecânico, açougueiro, atendente de frios, ajudante de cozinha, auxiliar de produção, ajudante de obras, balconista, caixa, caseiro, conferente, embalador, faxineira, farmacêutico, entre outras. Saiba mais aqui. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

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Após parecer favorável do MP à soltura dos investigados por desvio de R$ 56 milhões em Turilândia, promotores do Gaeco pedem exoneração coletiva

Publicado em: 11/01/2026 20:26

Promotores de justiça integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão (MP-MA). Divulgação/MP-MA Os promotores de justiça que integram o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão (MP-MA) pediram, neste domingo (11), exoneração coletiva das funções no órgão. O pedido foi formalizado após a Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) emitir parecer favorável à soltura de todos os investigados presos na Operação Tântalo II, que apura a atuação de uma organização criminosa em Turilândia, no interior do estado, que desviou R$ 56 milhões em verba pública. No documento enviado ao procurador-geral de Justiça, Danilo José de Castro Ferreira, os promotores afirmam que o posicionamento da PGJ contraria o entendimento técnico do grupo e vai na direção oposta às provas reunidas durante a investigação. Eles destacam que as prisões preventivas haviam sido decretadas com base em elementos considerados robustos pelo Judiciário. Segundo os integrantes do Gaeco, a manifestação da Procuradoria Geral enfraquece a atuação institucional do Ministério Público no combate ao crime organizado e pode comprometer a credibilidade de investigações complexas. O grupo também afirma que a decisão não está alinhada às metas do Plano Estratégico do MP-MA, que prevê o fortalecimento da persecução penal (conjunto de ações do estado para investigar e processar crimes). “Os subscritores entendem que tal posicionamento, além de destoar das premissas que orientaram o criterioso trabalho investigativo desenvolvido no caso, enfraquece a atuação institucional do Ministério Público no combate ao crime organizado, produzindo impactos negativos na credibilidade das investigações complexas e na efetividade das medidas cautelares indispensáveis à repressão qualificada dessas organizações, além das implicações já oportunamente levadas ao conhecimento de Vossa Excelência”, destacam os promotores no pedido de exoneração. Os promotores dizem que a divergência tornou inviável a permanência no órgão. Eles informaram ainda que vão elaborar um relatório com o andamento das investigações para garantir a continuidade dos trabalhos. Assinam o pedido dez promotores que atuam nos núcleos de São Luís, Imperatriz e Timon. São eles: Luiz Muniz Rocha Filho (coordenador do Gaeco), Ana Carolina Cordeiro de Mendonça, Fernando Antônio Berniz Aragão, Marcos Valentim Pinheiro Paixão, Eduardo André de Aguiar Lopes, Fábio Santos de Oliveira, Raquel Chaves Duarte Sales, Francisco Fernando de Morais Meneses Filho, Raphaell Bruno Aragão Pereira de Oliveira e Tharles Cunha Rodrigues Alves. Parecer do MP-MA favorável à soltura dos investigados Prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), e a primeira-dama Eva Curió. Reprodução Nesse sábado (10), o Ministério Público do Maranhão (MP-MA) deu parecer favorável à soltura do prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), e todos os outros investigados que estão presos desde a semana do Natal do ano passado, por suspeita de desviar mais de R$ 56 milhões do município. Os presos são gestores, empresários, servidores, os 11 vereadores da cidade e um ex-vereador, investigados por suspeita de integrar um esquema de corrupção que teria feito desvios de verbas públicas por meio de empresas fictícias criadas pelo prefeito Paulo Curió e seus aliados. As defesas de todos os investigados pediram a revogação das prisões ao Tribunal de Justiça do Maranhão (MP-MA). A desembargadora Graça Amorim, responsável pelo caso, encaminhou a solicitação para o Ministério Público. O MP-MA analisou a solicitação das defesas e divulgou o parecer favorável à soltura de todos os presos. Apesar do posicionamento pela liberdade provisória deles, o órgão defendeu a manutenção do afastamento do prefeito do cargo e a aplicação de medidas cautelares rigorosas para todos os investigados, com o objetivo de evitar novas irregularidades. As medidas cautelares são: Comparecimento mensal em juízo para informar e justificar suas atividades; Proibição de acesso ou frequência à Prefeitura e órgãos públicos municipais correlatos para evitar risco de interferência administrativa; Proibição de manter contato com os demais investigados e testemunhas; Proibição de ausentar-se da Comarca sem autorização judicial; Recolhimento domiciliar noturno e nos dias de folga; Suspensão do exercício de função pública, para aqueles que ainda a detêm, ressalvada a análise de mérito quanto ao afastamento definitivo; Monitoração eletrônica, condicionada à disponibilidade do equipamento, ou, em sua ausência, substituída pelo compromisso de fiel cumprimento das demais medidas, sob pena de restabelecimento da prisão. O parecer foi assinado pelo procurador-geral de Justiça em exercício, Orfileno Bezerra Neto, e encaminhado à 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), responsável por analisar os pedidos apresentados pelas defesas. Agora, caberá ao TJ-MA decidir se acata ou não o parecer do Ministério Público e autoriza a soltura dos investigados. Turilândia, a cidade administrada por um preso Depoimentos dos investigados O parecer do MP-MA foi dado um dia após o fim dos depoimentos dos investigados, que teve início no dia 5 deste mês. No primeiro dia de oitivas, cinco permaneceram em silêncio, enquanto apenas Geruza de Fátima Nogueira Lopes, chefe do Setor de Compras do município, respondeu às perguntas e negou qualquer participação no esquema. Na quarta (7), a vice-prefeita de Turilândia, Tânya Mendes, e o marido dela, Hyan Alfredo Mendonça Silva, também foram ouvidos pelo Ministério Público e se mantiveram em silêncio. Na quinta (8), o Ministério Público do Maranhão ouviu os 11 vereadores de Turilândia investigados por participação no esquema. As audiências foram realizadas por videoconferência, a partir da sede da Promotoria de Justiça de Santa Helena, município vizinho a Turilândia. Os depoimentos foram colhidos por promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). Todos os parlamentares optaram por permanecer em silêncio durante as oitivas. Os depoimentos do prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), e da primeira-dama Eva Curió, foram realizados nessa sexta-feira (9). Eles optaram por permanecer em silêncio. Paulo e Eva foram os últimos investigados a serem ouvidos pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA). Depois dessa etapa, o MP vai confrontar as declarações com as provas e deve formalizar a denúncia. As investigações apontam que os parlamentares teriam recebido juntos R$ 2,3 milhões. Entre os que mais receberam, segundo as apurações, estão José Ribamar Sampaio (R$ 405 mil), Inailce Nogueira Lopes (R$ 368 mil) e Mizael Brito Soares (R$ 122 mil), todos do União Brasil. Segundo o MP, empresas de fachada foram criadas para participar de licitações fraudulentas. Elas emitiam notas fiscais por serviços que não eram executados, mas pagos pela prefeitura. Em troca, vereadores recebiam dinheiro para não cobrar prestação de contas ou aprová-las sem questionamentos. Todos os acusados estão presos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, exceto os vereadores do município e o presidente da Câmara Municipal de Turilândia, José Luís Araújo Diniz, que cumprem prisão domiciliar. (entenda mais abaixo). Da esquerda para a direita - Eustáquio Diego Fabiano Campos (médico); Geruza de Fátima Nogueira Lopes (chefe do Setor de Compras); Wandson Jonath Barros (contador); Clementina de Jesus Pinheiro Oliveira (pregoeira do Município); Janaína Soares Lima (ex-vice-prefeita) e Marlon de Jesus Arouche Serrão (marido da ex-vice-prefeita). Reprodução/TV Mirante ENTENDA: O esquema que levou à prisão do prefeito, vice e de toda Câmara dos Vereadores em cidade no interior do Maranhão ‘Para você me dar meu Mounjaro de presente’: ÁUDIO expõe propina na cidade com toda administração presa; ouça ÁUDIO flagra reclamação de prefeito preso por corrupção a fornecedor: 'R$ 10 mil não dá pra nada, isso não é cartão de crédito de prefeito' Presidente da Câmara assume prefeitura de Turilândia em prisão domiciliar e sob investigação Sobre a operação Operação investiga desvio de mais de R$ 56 milhões e mira prefeito e vereadores no MA Na decisão da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), os desembargadores citam investigação do Ministério Público que detalha como uma organização criminosa estruturada se instalou na Prefeitura e na Câmara Municipal de Turilândia, a 157 km de São Luís, para desviar recursos públicos, principalmente das áreas da Saúde e da Assistência Social. Os atos de corrupção motivaram a criação da Operação Tântalo II, deflagrada no dia 22 de dezembro, que levou à prisão o prefeito Paulo Curió (União Brasil) e a vice-prefeita Tânia Mendes. A ação é um desdobramento da Operação Tântalo, realizada pelo GAECO em fevereiro deste ano. Além dos gestores, há empresários, servidores, 11 vereadores e um ex-vereador investigados por integrar o esquema de corrupção. Atualmente, o ex-vereador atua como secretário municipal de Agricultura. Prisões dos vereadores Justiça manda prender prefeito, a vice e os 11 vereadores de cidade no MA por corrupção Após audiência de custódia, a Justiça converteu para domiciliar as prisões dos cinco vereadores de Turilândia que se entregaram à polícia, na última quinta-feira (25), na Unidade Prisional de Pinheiro (MA). Todos são suspeitos de corrupção por desvios de R$ 56 milhões em dinheiro público. São eles: Gilmar Carlos (União Brasil) Savio Araújo (PRD) Mizael Soares (União) Inailce Nogueira (União) Ribinha Sampaio (União) Segundo o Ministério Público, a Justiça tem entendido que os vereadores devem ficar presos em casa durante as investigações, com uso de tornozeleira eletrônica, para que os município não fique sem comando, já que a prisão do prefeito Paulo Curió (União Brasil) foi mantida pela Justiça. O prefeito, a vice, e a primeira-dama foram encaminhados para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. Paulo Curió se entregou à polícia na manhã de 24 de dezembro, em São Luís, após permanecer dois dias foragido, assim como os cinco vereadores. De acordo com o Ministério Público do Maranhão (MP-MA), 21 mandados de prisão foram expedidos no âmbito da investigação. Além dos gestores, empresários, servidores, vereadores e um secretário municipal de Agricultura do município são investigados por integrar o esquema de corrupção. Com a apresentação dos cinco vereadores, todos os alvos com mandado de prisão tiveram a ordem judicial cumprida. Presidente da Câmara assume prefeitura em prisão domiciliar Promotor do MP explica por que presidente da Câmara está no comando de Turilândia Mesmo cumprindo prisão domiciliar e sendo investigado pelo Gaeco, o presidente da Câmara Municipal de Turilândia, José Luís Araújo Diniz, conhecido como “Pelego” (União Brasil), assumiu interinamente a Prefeitura do município após decisão do (TJ-MA) que afastou o prefeito Paulo Curió (União Brasil) e a vice-prefeita Tânya Mendes (PRD) do comando do Poder Executivo. Promotor explica por que o presidente da Câmara segue no comando de Turilândia mesmo em prisão domiciliar A mudança na linha sucessória foi oficializada por meio de uma portaria publicada no dia 26 de dezembro de 2025, que reconhece a vacância temporária dos cargos de prefeito e vice. Com a ida de Pelego para o Executivo, a vice-presidente da Câmara, vereadora Inailce Nogueira Lopes, passou a exercer interinamente a presidência do Legislativo municipal. José Luís Araújo Diniz é um dos investigados na Operação Tântalo II e cumpre prisão domiciliar. Pela decisão judicial, ele e outros vereadores investigados estão autorizados a sair de casa apenas para participar de sessões da Câmara Municipal previamente marcadas. Qualquer outra saída sem autorização pode resultar na revogação da prisão domiciliar e na transferência para uma unidade prisional. A situação levantou questionamentos sobre a possibilidade de um vereador investigado e em prisão domiciliar assumir, ainda que de forma interina, o comando do Executivo municipal. Para esclarecer o tema, o g1 ouviu o promotor Fernando Berniz, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Maranhão, que atuou na investigação. Segundo o promotor, a assunção interina do cargo está prevista na legislação municipal. “Pode sim. Até porque ele não está afastado das suas funções. E, de acordo com a Lei Orgânica Municipal, na ausência do prefeito e do vice, quem assume a função do Executivo é o presidente da Câmara Municipal”, explicou. No entanto, Berniz ressaltou que a autorização judicial atualmente em vigor permite apenas o exercício das atividades no Legislativo. Como funcionava o esquema Tânia Mendes (vice-prefeita), e todos os 11 vereadores de Turilândia estão envolvidos em desvios de dinheiro público, segundo o MP-MA Divulgação/Câmara de Turilândia Segundo o MP-MA, foram desviados mais de R$ 56 milhões por meio de empresas criadas de forma fictícia pelo prefeito e seus aliados. O grupo atuava de forma hierarquizada, com divisão clara de tarefas entre agentes políticos, operadores financeiros e empresários. Há indícios de organização criminosa, fraude à licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro. As irregularidades teriam ocorrido durante a gestão do prefeito Paulo Curió, entre 2021 e 2025. Veja abaixo como era a participação do prefeito, da vice, e de outros agentes políticos, segundo o Ministério Público. O g1 tenta contato com a defesa de todos os suspeitos, mas ainda não obteve retorno. Prefeito Paulo Curió: liderança e destino final do dinheiro De acordo com a investigação, o prefeito José Paulo Dantas Silva Neto, o Paulo Curió (União Brasil), era uma liderança na organização criminosa e destinatário de grande parte dos valores desviados. No esquema, ele atuava como: Ordenador de despesas do município. Direcionador de licitações. Pagador com recursos públicos, mesmo sem comprovação da execução dos serviços. Em um dos trechos citados na decisão, o Ministério Público afirma que o esquema funcionava por meio da chamada “venda de notas fiscais”, em que empresas contratadas “emitiam notas fiscais sem a correspondente prestação de serviços, devolvendo a maior parte dos valores ao núcleo político da organização”. Vice-prefeita Tânia Mendes: engrenagem do núcleo empresarial Tânia Karla Cardoso Mendes Mendonça, vice-prefeita de Turilândia, aparece nos autos como integrante do núcleo empresarial e operacional da organização criminosa. Segundo o MP, ela era: Vinculada a empresas usadas no esquema. Participava na movimentação e circulação dos recursos desviados. A Justiça aponta que pessoas como Tânia Mendes eram essenciais para “dar aparência de legalidade às contratações e facilitar a lavagem de capitais”. Ela não é apontada como líder, mas como peça ativa na execução prática das fraudes. Ex-Vice-prefeita Janaina Lima: controle empresarial e retenção dos valores A ex-vice-prefeita Janaina Soares Lima é apontada como peça central do esquema, especialmente no núcleo empresarial. Ela teria atuado como controladora de fato do Posto Turi, empresa que mais recebeu recursos do município. Ela ainda: Atuava como procuradora da empresa, mesmo exercendo cargo político. Participava diretamente da retenção de percentuais dos contratos. Segundo os autos, diálogos interceptados mostram que Janaina tratava os valores retidos como um “imposto” dentro do esquema, além de cobrar diretamente o prefeito pela liberação de pagamentos. Janaína e seu marido, Marlon Zerrão - que é tio da atual vice-prefeita - tiveram um papel central no desvio de recursos. O Posto Turi recebeu R$ 17.215.000,00 dos cofres públicos de Turilândia, segundo o MP-MA. Janaína e Marlon firmaram um acordo com o prefeito Paulo Curió para reter 10% dos valores dos contratos do Posto Turi. Esse valor era destinado ao pagamento da faculdade de medicina de Janaína Lima, enquanto os 90% restantes eram entregues ao prefeito ou a quem ele indicasse.

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Empresário pioneiro do comércio de Itapetininga é sepultado aos 88 anos

Publicado em: 11/01/2026 15:55

Zecaborba Soares Hungria, conhecido como Zeca Borba, foi sepultado no domingo (11), aos 88 anos Divulgação O empresário Zecaborba Soares Hungria, conhecido como Zeca Borba, foi sepultado neste domingo (11), aos 88 anos, no Cemitério São João Batista, em Itapetininga (SP). O velório aconteceu no Memorial Camargo. Ele morreu no sábado (10). Até hoje, a expressão "fazer compras no Borba" faz parte do vocabulário dos moradores mais antigos da cidade. Isso se deve à mercearia que o empresário tinha no Mercado Municipal, a partir da qual iniciou a rede de supermercados que recebeu o nome de "Pão de Mel" e foi responsável por gerar centenas de empregos na cidade. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Além da atuação empresarial, ocupou cargos de liderança na Associação Comercial e no Sindicato Varejista de Itapetininga. Também colaborou com instituições sociais como a Apae, o Lar São Vicente, grupos de apoio a pessoas com deficiência e entidades de proteção animal, como a Uipa. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Na vida pública, recebeu a Medalha de Mérito da Câmara Municipal e participou de solenidades em clubes de serviço como Rotary e Lions. Deixa a esposa Helena Munhoz Cardozo Hungria, os filhos Fernanda e Arnaldo, além de genro e netos. A Associação Comercial de Itapetininga e outras lideranças, como o deputado estadual Edson Giriboni (União Brasil), divulgaram nota de pesar destacando a contribuição de Zeca Borba para o desenvolvimento econômico da cidade e sua dedicação ao fortalecimento do comércio local. Mercearia no Mercado Municipal deu origem a rede de supermercados em Itapetininga (SP) Reprodução Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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