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Uma semana da morte de Ricardo Abreu: o que se sabe sobre assassinato de secretário municipal no Ceará

Publicado em: 26/03/2026 11:40

Vídeo mostra momento em que secretário municipal é morto a tiros no interior do Ceará O assassinato do secretário de Administração de São Luís do Curu, Ricardo Abreu Barroso, de 64 anos, no interior do Ceará, completou uma semana nesta quinta-feira (26). O crime, que chocou o município de quase 11 mil habitantes, ocorreu no interior do depósito de construção da vítima e foi registrado por câmeras de segurança. Clique e siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp Ao todo, três pessoas foram presas: duas mulheres que monitoraram o secretário por dois dias e repassaram informações aos comparsas, e um homem, que teria dado auxílio na execução. O mandante do assassinato de Ricardo Abreu foi identificado pela polícia como Wesley Pereira Balbino, conhecido como "Guaxinim", um dos principais traficantes de São Luís do Curu e apontado como uma liderança da facção Comando Vermelho (CV), que está foragido. O g1 reuniu informações do que se sabe sobre o crime. Veja o que se sabe sobre a morte de secretário municipal no Ceará: 1. Onde e quando ocorreu o crime contra o secretário? Dois criminosos mataram o secretário de Administração de São Luís do Curu, Ricardo Abreu Barroso. Reprodução Na manhã do dia 19 de março deste ano, Ricardo Abreu estava no depósito de construção de sua propriedade, conversando com um dos filhos e um amigo, quando dois criminosos armados e encapuzados invadiram o local e atiraram conta ele. Os suspeitos haviam chegado ao local em um carro. Após o crime, eles fugiram no mesmo veículo. 2. Quem era a vítima ? Ricardo Abreu é pai do vereador Júnior Abreu, atual presidente da Câmara Municipal, e tio de Tiago Abreu (à direita), prefeito de São Luís do Curu. Reprodução Ricardo Abreu foi vereador, presidente da Câmara Municipal e presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) de São Luís do Curu. Ele é pai do vereador Júnior Abreu, atual presidente da Câmara Municipal e tio de Tiago Abreu, prefeito da cidade. 3. Quem deu apoio no assassinato do secretário? Mulheres presas por envolvimento em assassinato de secretário municipal de São Luís do Curu (CE) estavam monitorando vítima há 2 dias Reprodução No mesmo dia do crime, a Polícia Civil iniciou as investigações e identificou, através de imagens de câmeras de segurança, que duas mulheres passaram de moto pelo comércio da vítima, param mais na frente e uma delas mexeu no celular, pouco antes do secretário municipal ser morto. Logo depois, os executores chegaram ao local. As suspeitas foram identificadas como Gleiciane Barbosa Diniz, 24 anos, e Laila Aparecida Rodrigues Meneses, de 18 anos. Elas foram presas no dia 20 de março, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, a cerca de 66 quilômetros da cidade onde ocorreu o crime. As duas jovens tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça. Além delas, a polícia identificou a participação de Paulo Vitor do Nascimento, de 24 anos, no auxílio à execução do homicídio. Ele foi preso no dia 22 de março, na cidade de Barreiras, na Bahia, em uma ação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Civil do Ceará. 4. Qual a origem do carro usado no crime? Horas antes de matar o secretário, um grupo, formado por cerca de cinco indivíduos, invadiu um sítio e rendeu os moradores, passando a aguardar as informações sobre a localização da vítima, que foram colhidas por Laila e Gleiciane. Depois de receberem informações sobre onde estava Ricardo, quatro suspeitos pegaram o carro de um dos reféns para ir até o depósito. Enquanto isso, criminosos permaneceram no sítio, para garantir que os reféns não pudessem pedir ajuda. Depois do crime, os suspeitos fugiram e o veículo roubado foi abandonado. 5. Quem foi o mentor do crime? Secretário de Administração de São Luís do Curu, Ricardo Abreu Barroso, foi morto a tiros no depósito de construção de sua propriedade. Reprodução Wesley Pereira Balbino, o "Guaxinim", um dos principais traficantes de São Luís do Curu e apontado como uma liderança do Comando Vermelho, foi apontado como mentor do assassinato do secretário municipal. Teria partido dele a ordem para que Gleiciane e Laila monitorassem a vítima e avisassem o momento em que o homem estaria no comércio, para que os executores fossem ao local. 6. Qual a motivação do assassinato? Vídeo mostra chegada e fuga de suspeitos após execução de secretário no interior do Ceará. Conforme as investigações, a motivação do crime estaria relacionada ao fato de "Guaxinim" acreditar que a influência política do secretário tivesse contribuído para ações do Comando de Policiamento de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (CPRaio), da Polícia Militar, prejudicando a facção criminosa na cidade. A situação se agravou após a morte de Uesclei Pereira Balbino, conhecido como "Gringo", ocorrida no dia 12 de março, uma semana antes da execução do secretário. Ele era irmão de "Wesley Guaxinim" e foi morto em uma troca de tiros com policiais, durante um cumprimento de mandado de prisão preventiva contra o suspeito, em Fortaleza. Além da morte de Uesclei Gringo, a polícia prendeu José Igor Sousa Meneses, o "Keka", apontado como braço direito de "Guaxinim" em São Luís do Curu. Os últimos acontecimentos teriam sido o estopim para Gaxinim ordenar a morte do secretário municipal, conforme as investigações. 7. Vítima recebeu ameaças? Áudios revelam ameaça de facção a secretário A família do secretário de Administração de São Luís do Curu relatou à polícia que desde 2024 Ricardo Abreu e os familiares eram ameaçados por Wesley "Guaxinim", por conta da atuação da polícia no município cearense. Em um áudios enviado em 2025 e atribuído a "Guaxinim", um homem fala de "apertar quem tem o poder" para expulsar o Raio da cidade, e cita explicitamente o filho de Ricardo, o vereador Júnior Abreu, bem como o depósito de construção da família - onde o secretário municipal foi morto. "Tem que dar uma rajada de bala boa. Tem que apertar quem tem o poder na mão, entendeu? Na casa do Júnior Abreu, uma rajada boa de bala! No mesmo tempo da outra rajada do depósito dele, pra chegar pra nós perguntando "O que foi, o que foi?', 'O que foi meu filho é o seguinte: Dessa vez foi nas casas, agora vai ser na sua cara viu, você num tire o Raio dentro da cidade não'. É desse jeito, aqui é o Guaxinim, não é caô não. E se eles desacreditar eu vou mandar é matar", diz o chefe da facção no áudio. Antes disso, o carro de Ricardo já havia sido atingido por vários tiros, mas ele não ficou ferido. Logo depois, um familiar da vítima também teve a casa atingida por disparos. Posteriormente, Guaxinim seguiu com as ameaças, uma delas citava diretamente a atuação do Raio: "Se não tirar o Raio de São Luís do Curu, os tiros não vão ser mais nas casas". 8. Como estão as investigações? Secretário da Segurança do Ceará fala sobre crime em São Luís do Curu O secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), Roberto Sá, informou que as autoridades conseguiram identificar e localizar o mandante da morte de Ricardo Abreu. “O mentor disso é um criminoso, inescrupuloso, que deveria ficar preso para o resto da vida, pela maneira cruel como eles, de longe, ficam determinando que se executem pessoas”, declarou Roberto Sá. No entanto, conforme Sá, existem fatores que dificultam a prisão do criminoso, pois este segue foragido no Rio de Janeiro. “A gente conhece a realidade do Rio, tem lugares lá que, para efetuar diligências, requer uma operação com muito mais estrutura, com muito mais gente, então nem sempre isso é possível”, explicou o titular da SSPDS. 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A pressão sobre o Airbnb para tirar do ar todos os anúncios de moradia social em São Paulo

Publicado em: 26/03/2026 08:49

Airbnb diz à CPI que retirará anúncios de apartamentos populares em SP O Airbnb, maior empresa de locação temporária de residências do mundo, disse que removerá de sua plataforma todos os anúncios de imóveis considerados moradias populares na cidade de São Paulo. A companhia afirmou que fará a remoção dos anúncios assim que a Prefeitura de São Paulo lhe enviar uma lista com os endereços destes imóveis, classificados como Habitações de Interesse Social (HIS) e Habitações de Mercado Popular (HMP). A Prefeitura disse que divulgará a lista até esta quinta-feira (26/3). O anúncio do Airbnb ocorreu após uma reportagem da BBC News Brasil revelar que muitos apartamentos em São Paulo classificados como HIS e HMP não estão servindo como habitação e sim como hospedagem para turistas e visitantes, em desacordo com decretos municipais que proíbem esses usos. Esses imóveis ficam em edifícios construídos com incentivos fiscais e urbanísticos que a Prefeitura concede a construtoras desde 2014 com o objetivo declarado de reduzir a falta de moradias para pessoas pobres em São Paulo. Desde 2014, prefeitura de São Paulo concede benefícios fiscais para a construção de moradias classificadas como Habitações de Interesse Social (HIS) Getty Parte destes imóveis pode ser financiada pelo programa Minha Casa Minha Vida, a maior política de habitação do governo federal. Desta forma, compradores podem adquirir esses imóveis com juros subsidiados pelo governo federal. Por outro lado, no caso das moradias sociais, a Prefeitura abre mão de centenas de milhões de reais em arrecadação sem conseguir garantir que os imóveis atendam o público-alvo desses programas, segundo especialistas. A locação temporária de apartamentos classificados como HIS e HMP foi proibida em São Paulo por um decreto municipal de maio de 2025, após reportagens, pesquisadores e o Ministério Público apontarem que muitos estavam sendo adquiridos por pessoas de alta renda como um investimento. Parte do grupo comprava os imóveis com o objetivo de alugá-los por curtas temporadas, lucrando com isso. CPI das HIS O anúncio do Airbnb foi feito pela diretora de Relações Institucionais da empresa, Carla Bueno Comarella, em depoimento na Câmara Municipal de São Paulo em 10 de março. Na ocasião, Comarella foi interrogada por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga desvios em programas de habitação em São Paulo. Questionada por que o Airbnb não remove anúncios de moradias populares, a representante da empresa disse que a companhia não sabe quais unidades anunciadas na plataforma são HIS ou HMP. "Para realizar essa fiscalização e a remoção das unidades, é preciso ter uma listagem desses imóveis", disse a diretora do Airbnb. "Se a lista for feita e a Prefeitura comunicar a empresa sobre unidades que potencialmente estejam irregulares na plataforma, o aplicativo fará a remoção desses anúncios." Segundo Comarella, "se o imóvel estiver sendo anunciado de forma irregular, não é do interesse da empresa que ele permaneça no Airbnb". Até então, o Airbnb vinha adotando uma postura diferente quanto à remoção de anúncios. Em nota enviada à BBC News Brasil em dezembro de 2025, a empresa disse que a "exclusão ou bloqueio de anúncios relativos a certos imóveis em sua plataforma, por se tratar de conteúdo de terceiro, devem ser precedidos de ordem judicial ou de ordem executiva amparada em lei". A manifestação da representante da empresa na CPI foi encarada por vereadores como uma flexibilização dessa postura. Lista de imóveis HIS e HMP A CPI tem cobrado a Prefeitura a elaborar a lista de unidades HIS e HMP no município há vários meses. Inicialmente, a Prefeitura dizia que a responsabilidade de conferir se as unidades anunciadas no Airbnb eram moradias populares era da própria plataforma. Em 10/3, a Prefeitura enviou um ofício à empresa solicitando a criação de mecanismos para impedir a divulgação de anúncios de moradias sociais na cidade. A BBC News Brasil questionou as empresas sobre quais providências pretendem tomar a partir do recebimento dessa lista da CPI e se vão remover os anúncios de imóveis que estejam na relação. A Booking afirmou que a lista "envolve um volume significativo de dados e que demanda um processo de análise e cruzamento de informações, realizado de forma criteriosa". "A empresa já iniciou esse trabalho internamente e está empenhada em atender à solicitação da comissão", disse a empresa. O Airbnb afirmou, por sua vez, "que recebeu um ofício com pedido de informações encaminhado pela Câmara Municipal de São Paulo e irá analisar o seu conteúdo de forma técnica, à luz das normas aplicáveis". A vereadora Silvia Ferraro afirma ainda à reportagem que, quando encerrar os trabalhos, em junho, a CPI deve apresentar à Câmara um projeto de lei com novas regras para o setor. Entre os pontos em discussão, segundo Ferraro, está a proibição da compra de unidades HIS e HMP por pessoas jurídicas, a proibição de aquisição de mais de uma unidade por pessoa e também a proibição de compras por investidores. São considerados investidores os compradores que tenham renda acima das faixas enquadradas nos programas de HIS (até três salários mínimos) e HMP (entre três e seis salários mínimos). Hoje a aquisição por investidores é permitida desde que eles não morem nas residências e se comprometam a alugá-las em contratos de longa duração para pessoas enquadradas nas faixas de HIS e HMP. Especialistas afirmam, porém, que a fiscalização não tem conseguido assegurar que esse público seja, de fato, o beneficiário dessas moradias. O debate sobre a destinação das HIS e HMP ocorre num momento em que urbanistas questionam se essas políticas têm ajudado a reduzir o déficit de habitação no município. Segundo a Fundação João Pinheiro, que realiza estudos sobre o tema, o número de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo sem moradia adequada passou de 570 mil, em 2016, para 605 mil em 2023, o último ano com dados disponíveis. A Prefeitura passou a conceder incentivos fiscais e urbanísticos para unidades HIS e HMP em 2014. Mudanças nas regras do Minha Casa, Minha Vida? A reportagem da BBC News Brasil publicada em fevereiro também revelou possíveis caminhos para burlar o Minha Casa, Minha Vida. Identificando-se como um investidor, um repórter perguntou a uma corretora se seria possível conseguir um financiamento pelo programa registrando-o no nome da esposa, transferindo o título do imóvel para o nome dele após a quitação. A corretora indicou que sim. No entanto, essa prática, segundo o Ministério Público do Estado de São Paulo, pode configurar falsidade ideológica e estelionato. Em outra ocasião, um corretor disse que seria possível financiar um imóvel pelo Minha Casa, Minha Vida mesmo que o comprador tivesse uma renda superior às definidas pelo programa. O corretor não detalhou como. Citando a reportagem, o líder da Minoria na Câmara dos Deputados, deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), disse ter acionado o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério das Cidades "solicitando apuração sobre eventual desvio de finalidade na utilização dos imóveis subsidiados". "A denúncia levanta questionamentos sobre a efetividade dos mecanismos de controle e fiscalização do programa habitacional", afirmou o deputado em nota à imprensa. Um deputado da base governista, Alfredinho (PT-SP), também anunciou em suas redes sociais que acionou o Ministério das Cidades "para exigir fiscalização máxima em São Paulo" com base nos fatos descritos pela reportagem. "Não podemos aceitar que o maior projeto social do Brasil vire esquema de lucro rápido para investidor imobiliário", afirmou o deputado. Outro ponto abordado pela reportagem da BBC News Brasil foram brechas legais que permitem a imóveis financiados pelo Minha Casa, Minha Vida serem anunciados em plataformas de aluguel de curta temporada, como o Airbnb. Hoje, só beneficiários da faixa 1 do programa, que abarca famílias com renda de até R$ 2.850 mensais, têm a obrigação legal de morar nas casas financiadas e são impedidos de colocá-las para alugar por curta ou longa temporada, pelo período de cinco anos. Mas essas restrições não se aplicam às demais faixas do programa, que contemplam famílias com renda mensal de até R$ 12 mil. Pelas regras federais, essas famílias são livres para anunciar imóveis adquiridos pelo Minha Casa, Minha Vida em plataformas de aluguel por curta temporada e não precisam morar neles. Na cidade de São Paulo, no entanto, as restrições municipais que se aplicam a unidades HIS e HMP acabam proibindo indiretamente a locação temporária de unidades financiadas pelo Minha Casa, Minha Vida, já que a grande maioria dos imóveis financiados pelo programa federal no município se enquadra nessas duas categorias.Mesmo assim, especialistas em habitação entrevistados pela BBC News Brasil criticaram o regulamento do Minha Casa, Minha Vida acima da faixa 1, afirmando que ele abre margem para que o programa seja desviado da finalidade de prover moradia. Para Bianca Tavolari, professora da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo e pesquisadora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, o regulamento deveria ser modificado para proibir a locação de curta temporada em todas as faixas. "Poderíamos achar que, quando o Minha Casa, Minha Vida se sobrepõe às restrições municipais às HIS, haveria mais controle, mas isso é só parcialmente verdade", afirma Tavolari. O tema também entrou no radar dos vereadores da CPI na Câmara Municipal de São Paulo. Vice-presidente da CPI, o vereador Nabil Bonduki (PT) diz à reportagem ter pedido à Caixa e ao Ministério das Cidades mudanças no regulamento do programa que impeçam a locação por meio de plataformas como Airbnb e Booking de imóveis acima da faixa 1. "Não deveria ser permitido o aluguel de curta temporada de nenhuma moradia subsidiada pelo governo federal", afirma Bonduki. A vereadora Silvia Ferraro, segundo informou sua assessoria, também se reuniu com os dois órgãos para debater possibilidades de mudanças no regulamento que proíbam a locação de curta temporada. Outro pedido da vereadora foi pelo estabelecimento de uma metragem mínima para imóveis financiados pelo programa. Muitos apartamentos financiados pelo Minha Casa Minha Vida em São Paulo nos últimos anos têm entre 24 e 30 metros quadrados. Ela afirma que as dimensões desses apartamentos os tornam pouco adequados para moradia e favorecem usos alternativos, como o aluguel de curta temporada. O Ministério das Cidades é responsável pela formulação do Minha Casa, Minha Vida, enquanto a Caixa trata de sua execução. A BBC News Brasil questionou os dois órgãos se há planos de mudar o regulamento do programa para proibir a locação temporária acima da faixa 1 e estabelecer uma metragem mínima para os imóveis. A Caixa disse em nota que, nas categorias acima da faixa 1, "atua exclusivamente na condição de agente financeiro, realizando a análise e o enquadramento do beneficiário no momento da concessão do crédito, não cabendo à instituição a fiscalização posterior da utilização do imóvel". A pergunta também foi enviada ao Ministério das Cidades repetidas vezes, mas o órgão não a respondeu. Em vez disso, o órgão citou algumas regras para a participação no Minha Casa Minha Vida e disse que o perfil das pessoas beneficiadas pelo programa é "distante do perfil de investidor". O custo das isenções Para a pesquisadora Bianca Tavolari, a remoção de anúncios de imóveis HIS e HMP de plataformas de locação de curta temporada é positiva, mas não resolve os problemas desses programas. Tavolari coordenou a pesquisa "Panorama da Habitação de Interesse Social no Brasil", produzida pelo Cebrap e pela Fundação Tide Setubal em 2025. O estudo calculou que a Prefeitura de São Paulo deixou de arrecadar cerca de R$ 1 bilhão desde que passou a conceder incentivos às construtoras para a construção de moradias populares, em 2014. O valor cobriria a operação de dois grandes hospitais públicos, como o Hospital do Servidor Público Municipal, ao longo de um ano. Segundo lei aprovada pela Câmara de São Paulo, em 2024, o hospital tem orçamento de cerca de R$ 500 milhões por ano. Entre as vantagens oferecidas às construtoras em troca da construção de moradias populares, estão isenções fiscais e a possibilidade de construir acima do limite legal de área construída em relação ao tamanho do terreno sem pagar uma taxa adicional, chamada de outorga onerosa. Para Tavolari, a Prefeitura deveria "retomar" imóveis HIS e HMP que descumpriram as regras dos programas. Segundo ela, não basta multar as construtoras que venderam esses imóveis para públicos não enquadrados. "Esses imóveis devem ser destinados a pessoas que precisam de moradia em São Paulo", afirma a pesquisadora. Tavolari diz ainda que um dos principais problemas dessa política é a falta de dados, como o número, a localização e as características dos imóveis construídos com incentivos da prefeitura. Hoje, segundo ela, a Prefeitura deixa nas mãos das construtoras várias decisões sobre os empreendimentos com moradias populares, inclusive o registro público das informações sobre essas construções. Como resultado, diz Tavolari, muitos dados não são informados de forma adequada. É por isso que a Prefeitura tem levado tanto tempo para elaborar a lista com os endereços das HIS e HMP, segundo a pesquisadora. "Do jeito que está, essa política é imonitorável e deveria ser suspensa", afirma a pesquisadora. Em nota à BBC News Brasil, a Secretaria Municipal de Habitação disse que tem intensificado a fiscalização para coibir práticas irregulares envolvendo unidades HIS e HMP e que divulgará a lista das unidades no prazo acordado com a Câmara Municipal. "A utilização dessas moradias em desacordo com a legislação pode gerar responsabilização legal, inclusive para os agentes envolvidos na intermediação ou divulgação dessas ofertas", disse o órgão. Outros urbanistas e atores políticos defendem, no entanto, que a política das HIS deve ser ajustada, mas não interrompida. O vereador Nabil Bonduki, que também é professor de Planejamento Urbano da Universidade de São Paulo, diz que, mesmo com problemas, a política tem conseguido produzir unidades HIS em regiões centrais da cidade. O que falta, segundo ele, é garantir que elas realmente cheguem ao público-alvo: "Seria muito ruim para a cidade simplesmente desmontar a política".

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TJMG abre inscrições para casamento comunitário em BH; veja como se inscrever

Publicado em: 26/03/2026 05:04

Casamento Comunitário na Arena MRV. Parceria entre TJMG e Instituto Galo (2025) Euler Júnior/TJMG O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) abriu as inscrições para mais uma edição do Casamento Comunitário – Mutirão de Conversão de União Estável em Casamento Civil. A cerimônia será realizada em 29 de maio, das 16h às 20h, na Arena MRV, no bairro Califórnia, em Belo Horizonte. As inscrições, que são gratuitas, vão até 19 de maio e podem ser feitas de forma presencial no Cejusc-BH, no Fórum Digital de Venda Nova ou no Posto de Atendimento Pré-Processual (Papre) da Câmara Municipal de Belo Horizonte (confira os endereços abaixo). ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsAp Para participar, é necessário morar em Belo Horizonte, ser maior de idade, possuir união estável há mais de um ano e manifestar interesse em convertê-la em casamento civil. No momento da inscrição, os casais devem estar acompanhados de duas testemunhas que não sejam parentes. O preenchimento das vagas seguirá a ordem de apresentação da documentação completa. Caso o número de interessados ultrapasse o limite de vagas, será formado cadastro de reserva. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Confira os documentos necessários Para se inscrever no mutirão, os casais devem apresentar os seguintes documentos: Carteira de identidade e CPF ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH); Comprovante de residência atualizado; Declaração de baixa renda; Carteira de identidade ou certidão de nascimento/casamento dos filhos comuns, se tiver; Contrato de união estável (público ou particular com firma reconhecida), se tiver; Documentos que comprovem os bens adquiridos pelo casal durante a união estável, se tiver; Nome, endereço e telefone de duas testemunhas que comprovem a união estável. Além disso, a Certidão deve estar atualizada. Solteiro(a): certidão de nascimento expedida há menos de 90 dias. O documento pode ser obtido no cartório em que a pessoa foi registrada. Deverá estar em perfeito estado de conservação e sem plastificação. Divorciado(a): certidão de casamento original com divórcio averbado, expedida há menos de 90 dias, constando a existência de bens, com a devida partilha, ou a inexistência deles. O documento é obtido no cartório em que a pessoa se casou. Deverá estar em perfeito estado de conservação sem plastificação. Viúvo(a): certidão de casamento original e certidão de óbito original do cônjuge falecido ou cópia autenticada, expedidas há menos de 90 dias). A certidão de óbito é retirada no Cartório de Registro Civil de Pessoas Naturais. Caso a pessoa tenha deixado bens é necessário a cópia da sentença do inventário ou cópia da escritura pública de inventário. As duas testemunhas também devem comparecer no ato da inscrição para prestar declarações sobre a união estável. Elas deverão apresentar documentos pessoais, como cópia de identidade e CPF ou CNH e cópia de comprovante de endereço. Endereços As inscrições podem ser realizadas presencialmente de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, até 19 de maio, nos seguintes endereços: Cejusc da Comarca de Belo Horizonte: Avenida Francisco Sá, nº 1.409, bairro Gutierrez. Telefone: (31) 3253-2162. WhatsApp: (31) 3253-2179 Fórum Digital de Venda Nova: Rua Padre Pedro Pinto, nº 422, bairro São Tomás, em Venda Nova (BH). Telefone: (31) 3219-5680/5683 Posto de Atendimento Pré-Processual (Papre) da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH): Avenida dos Andradas, nº 3.100, bairro Santa Efigênia. Telefone: (31) 3555-1240 Promovido pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Belo Horizonte, o evento conta com o apoio da 3ª Vice-Presidência do TJMG e do Instituto Galo.

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Prefeitura apresenta resultados fiscais de 2025 e destaca equilíbrio das contas

Publicado em: 25/03/2026 17:56

A Prefeitura de Atibaia apresentou, em audiência pública realizada na Câmara Municipal no dia 26 de fevereiro, a avaliação do cumprimento das metas fiscais do 3º quadrimestre de 2025. Os dados indicam que o município, após um período de muitas dificuldades financeiras, encerrou o exercício com as contas equilibradas, aumento de arrecadação e cumprimento das principais exigências legais – resultado de um sério trabalho de gestão fiscal desenvolvido no decorrer do ano passado. Isso significa que a saúde financeira da cidade está em plena recuperação, o que deve refletir em serviços cada vez melhores a partir deste ano, beneficiando toda a população. Prefeitura de Atibaia Prefeitura de Atibaia Logo no primeiro ano da atual gestão, a Administração Municipal precisou enfrentar desafios técnicos importantes, especialmente relacionados à migração e regularização de sistemas contábeis e financeiros. Ao longo de 2025, foram adotadas medidas administrativas, novos procedimentos e melhorias nos controles internos, permitindo reorganizar as informações e fortalecer a gestão fiscal. Um dos destaques foi o desempenho da arrecadação municipal, que superou em mais de R$ 100 milhões o valor inicialmente previsto na Lei Orçamentária. No total, a receita realizada até o final do 3º quadrimestre chegou a R$ 1,14 bilhão, representando crescimento de 6,22% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a Secretaria de Planejamento e Finanças, o resultado está associado à melhoria da gestão, ao aperfeiçoamento dos sistemas e ao fortalecimento dos mecanismos de controle e fiscalização. Com o aumento de receita e o controle das despesas, o município também superou a meta de resultado primário estabelecida na Lei de Diretrizes Orçamentárias. O indicador ficou em R$ 75,9 milhões, acima da meta prevista de R$ 43 milhões, demonstrando capacidade de equilíbrio entre arrecadação e gastos públicos. A área social manteve prioridade nos investimentos. Na educação, Atibaia aplicou 26% das receitas de impostos e transferências, acima do mínimo constitucional de 25%. Já na saúde, o investimento atingiu 25,13%, superando com folga o mínimo obrigatório de 15%. Outro indicador positivo foi o controle da despesa com pessoal, que ficou em 35,97% da Receita Corrente Líquida – bem abaixo do limite máximo permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O resultado amplia a segurança financeira do município e preserva a capacidade de investimento da Prefeitura. Durante a audiência, a Administração Municipal reforçou que o trabalho técnico realizado ao longo de 2025 permitiu recuperar a organização das contas públicas, corrigir distorções orçamentárias identificadas no início do exercício e garantir a continuidade dos serviços à população. A Prefeitura destacou ainda que seguirá acompanhando os efeitos da reforma tributária nacional e investindo no aperfeiçoamento dos sistemas de gestão, com foco em manter o equilíbrio fiscal, ampliar a eficiência administrativa e fortalecer a capacidade de planejamento para os próximos anos.

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Vereadores aprovam investigação por indícios de uso irregular de recursos públicos da Prefeitura de Birigui

Publicado em: 25/03/2026 16:13

Câmara de Birigui aprova comissão para investigar prefeitura por uso irregular de recursos Os vereadores de Birigui(SP) votaram e aprovaram na Câmara Municipal, nesta terça-feira (24), a abertura de uma comissão para investigar os indícios de uso irregular de recursos públicos da prefeitura. Segundo a denúncia, a gestão da prefeita Samanta Borini (PSD) teria utilizado maquinário e servidores municipais em obras privadas. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Durante a sessão, ficou definido que a comissão será formada pelos vereadores José Avanço (MDB), Davi Antônio de Souza (PRD) e Marcos Antônio Santos (União Brasil). Os parlamentares terão 90 dias para investigar a suspeita. A prefeitura, por sua vez, declarou que a denúncia não procede e que a investigação irá esclarecer os fatos. Câmara de Birigui aprova investigação contra prefeitura por suposto uso irregular de recursos públicos TV TEM/Reprodução Câmara Municipal de Birigui (SP) Câmara Municipal de Birigui/Divulgação Initial plugin text Veja mais notícias da região em g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

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Luta de Arlete Caramês garantiu buscas imediatas por crianças desaparecidas, sem ter que aguardar 24 horas

Publicado em: 25/03/2026 14:53

Morre Arlete Caramês, símbolo da busca por crianças desaparecidas A dedicação de Arlete Caramês na luta por crianças e adolescentes desaparecidos garantiu uma lei de 2005 que alterou a redação do Estatuto da Criança e Adolescente para garantir que buscas imediatas ocorram logo depois que desaparecimentos de crianças sejam informados para as autoridades competentes, sem a necessidade de se aguardar 24 horas para que comecem. A lei também define que os órgãos competentes devem comunicar o fato aos portos, aeroportos, Polícia Rodoviária e companhias de transporte interestaduais e internacionais, fornecendo-lhes todos os dados necessários à identificação do desaparecido. ✅ Siga o canal do g1 Paraná no WhatsApp Arlete morreu, aos 82 anos, na terça-feira (24), em Curitiba. Ela é mãe de Guilherme Caramês Tiburtius, que desapareceu em julho de 1991, aos 8 anos de idade, enquanto brincava de bicicleta no bairro Jardim Social, em Curitiba. O caso nunca foi solucionado. Depois do sumiço do filho, Arlete incansavelmente dedicou a vida para reencontrá-lo. Durante a jornada, ajudou outras famílias a encontrarem as próprias crianças perdidas e transformou a dor em causa. Em 1992, Arlete fundou o Movimento Nacional da Criança Desaparecida do Paraná (CriDesPar), uma ONG voltada à prevenção e à localização de crianças desaparecidas que a tornou reconhecida nacionalmente. O ativismo contribuiu para a criação, em 1995, do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas do Paraná (Sicride), que permanece em atividade até os dias de hoje. Segundo a Polícia Civil do Paraná, o Sicride é a primeira e única estrutura do Brasil dedicada exclusivamente a casos de desaparecimento de crianças e adolescentes. Arlete era ativista pela causa das crianças e adolescentes desaparecidos RPC LEIA TAMBÉM: Vídeo: Criança é impedida de entrar em ônibus escolar em área rural, acaba transferida para colégio 3 vezes mais longe e caso vai à Justiça Polícia: Operação investiga fraude em programa estadual para entrada de alunos em Medicina na UEL, UEM e UEPG Tragédia: Criança de 5 anos morre após ser atropelada enquanto andava de bicicleta Trajetória política Arlete Caramês foi vereadora e deputada estadual do Paraná Alep Nos anos 2000, foi eleita como vereadora de Curitiba com 14.160 votos, a segunda maior votação daquele pleito. Durante o mandato na Câmara Municipal, apresentou diversas propostas de lei voltadas à infância e à proteção das crianças. Entre elas, algumas que não foram aprovadas, mas que refletem o compromisso dela com a causa, como sugestão de divulgação de pessoas desaparecidas no site da Prefeitura de Curitiba, ficha para identificação de crianças em hotéis e a exigência de carteira de identidade na matrícula escolar. Em 2002, Arlete foi eleita deputada estadual, com 22.736 votos, e assumiu uma cadeira na Assembleia Legislativa do Paraná. Lá, manteve como prioridade a defesa das crianças e o apoio às famílias atingidas por desaparecimentos, transformando a dor pessoal em ação pública permanente. O desaparecimento de Guilherme Caramês Tiburtius Guilherme Caramês Tiburtius desapareceu em uma época em que o Paraná lidava com uma onda de desaparecimentos de crianças Reprodução Guilherme Caramês Tiburtius desapareceu em uma época em que o Paraná lidava com uma onda de desaparecimentos de crianças. No dia em que foi visto pela última vez, Arlete se despediu do filho pela manhã, enquanto ele ainda dormia, e foi trabalhar. Durante a manhã, o menino ficou assistido pela avó e andou de bicicleta pela rua, algo comum na rotina. Ele ligou para a mãe pedindo para usar um dinheiro, que estava guardado, para comprar um coelho, o que foi autorizado por ela. Por volta das 12h, a avó chamou Guilherme para almoçar e se preparar para ir para a escola. O menino pediu para dar uma última volta de bicicleta, o que foi autorizado pela avó. Cerca de meia hora depois, os familiares notaram o sumiço da criança e imediatamente acionaram a Polícia Militar. A corporação procurou nos arredores e vasculhou, inclusive, um rio perto da residência. No entanto, nenhuma pista foi encontrada. Guilherme, nem a bicicleta com a qual ele brincava, nunca foram encontrados. Guilherme Caramês Tiburtius desapareceu em julho de 1991, aos 8 anos de idade RPC Leia mais notícias no g1 Paraná.

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Vereador usa termos racistas como 'neguinho', 'macaquinho' e 'denegrir' ao criticar gestão em sessão no PI

Publicado em: 25/03/2026 12:35

Vereador usa termos racistas ao criticar gestão gestão em sessão no PI O vereador Roberval Carvalho (MDB), de José de Freitas (PI), usou termos de cunho racista ao fazer críticas à prefeitura da cidade durante a sessão de terça-feira (25) na Câmara Municipal. Em um primeiro momento, ele se referiu a postagens publicadas nas redes sociais da atual gestão municipal, sem deixar claro a qual vídeo estava se referindo, com termos que incluem "neguinho dançando", "macaquinho pulando" e que opositores "denigrem a imagem dos vereadores". ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp "É assim que José de Freitas está sendo tratada hoje. É só conversinha bonita, filmagem, 'neguinho' dançando, pinotando, parecendo uns 'macaquinho' pulando. A gente fica triste com esse tipo de coisa, é denegrindo a imagem de vereador, dizendo que tá colocando um contra o outro", falou Roberval. 🔍O termo "neguinho" é considerado racista porque diminui, infantiliza e objetifica a pessoa negra. "Macaco" inferioriza a pessoa negra ao compará-la ao animal, enquanto, "denegrir", por sua vez, associa o negro a algo negativo, sujo ou prejudicial. Depois das primeiras declarações, o vereador pediu a palavra novamente se dirigindo a Mikelson Deivid, assessor da Prefeitura de José de Freitas, afirmando que o profissional distorceu os comentários. Na sequência, o parlamentar repetiu a fala de cunho racista e disse que o funcionário é "um dos 'macacos' que pulam". "Acabei de falar na tribuna e já tem um rapazinho aí botando comentários de que eu falei de 'macaquinho' pulando. Tem 'macaquinho' pulando mesmo, ele é um dos macacos que pulam", disparou o vereador. Roberval também chamou o assessor de "cachorro" e "moleque" e disse que ele deveria respeitá-lo enquanto vereador. Mikelson repudiou o discurso do parlamentar e classificou o termo que ele utilizou como ofensivo e de cunho racista. Ele afirmou ainda que vai registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil. Procurado, o vereador Roberval Carvalho reconheceu que errou ao utilizar as expressões e afirmou que não teve a intenção de ofender ninguém. Segundo o delegado Marcelo Leal, diretor de polícia metropolitana da Polícia Civil, o vereador "pode responder por injúria qualificada (injúria racial), com pena de 2 a 5 anos". O g1 também procurou a Delegacia de José de Freitas para entender se o caso será investigado, mas ainda não obteve retorno. A presidente da Câmara, vereadora Helena Barros (MDB), informou que repudia qualquer tipo de discriminação e que vai pedir ao parlamentar que faça uma retratação pública pelos comentários. A prefeitura da cidade também emitiu uma nota de repúdio às falas de Roberval. O g1 procurou o MDB , partido ao qual o parlamentar é filiado, através do senador Marcelo Castro, que preside a sigla no Piauí, mas não obteve retorno até o fechamento da reportagem. Vereador e Câmara se posicionam Com a repercussão das falas, o vereador afirmou que reviu a sessão de terça e admitiu que foi "infeliz" ao escolher as palavras que mencionou na Câmara. Roberval justificou que quis criticar a forma como a Prefeitura de José de Freitas divulga as ações, ainda que mínimas, nas redes sociais. "Minha intenção passou longe de fazer um comentário desses, não quis ofender nenhum negro. Para mim é uma coisa tão horrível que nem faz sentido. No momento da empolgação, eu quis dizer que eles ficam alegres com qualquer coisa que o prefeito faz", comentou ao g1. Quanto às ofensas dirigidas ao assessor, o vereador afirmou que o citou porque ele faria o tipo de publicações que foram criticadas por Roberval. O parlamentar também disse que Mikelson tentou distorcer o que ele falou durante a sessão. A vereadora Helena Barros, presidente da Câmara de José de Freitas, repudiou os comentários de Roberval e disse que vai conversar com o colega para pedir uma retratação pública. A presidente ressaltou ainda que só pode abrir uma sindicância ou comissão de ética para julgar o vereador se outro parlamentar, além dos dois, faça uma denúncia dentro da Câmara. "Ele usou falas de cunho racista e não adianta dizer que se empolgou. Quando fala, já feriu. E ele ainda citou o nome de uma pessoa, teve mais essa questão que agravou", comentou Helena. Vereador fazia críticas a estrutura para atender crianças com autismo Os termos racistas foram utilizados quando o vereador pediu a fala a outro colega da Câmara, que questionava o atendimento da rede de saúde municipal a crianças com autismo. Roberval Carvalho contou que precisou levar, no carro dele, duas crianças para serem atendidas por um neuropediatra em Teresina (PI), a 54 km de José de Freitas. Roberval também disse que destinou uma emenda de R$ 80 mil à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), que oferece serviços a pessoas com deficiência intelectual na cidade, mas alegou que o dinheiro não teria sido utilizado. Em nota, a Prefeitura de José de Freitas informou que a cidade conta com o atendimento de um médico neurologista, que segue "critérios médicos e técnicos". Quanto à emenda mencionada pelo vereador, a gestão observou que a execução dos recursos segue um cronograma administrativo e legal. Após essas falas, Roberval comentou que a prefeitura prioriza a divulgação de ações nas mídias sociais e, em seguida, utilizou os termos de cunho racista. Confira as notas da Prefeitura de José de Freitas: Nota de repúdio A Prefeitura de José de Freitas informa que tomou conhecimento das declarações feitas pelo vereador Roberval Carvalho (MDB), durante sessão na Câmara Municipal de José de Freitas, nas quais o parlamentar utilizou expressões de cunho racista ao se referir a vídeos publicados nas redes sociais institucionais do município e, posteriormente, direcionou ofensas a um servidor público municipal. A Prefeitura de José de Freitas repudia de forma veemente qualquer manifestação de racismo, preconceito ou desrespeito contra qualquer cidadão. O respeito à dignidade humana, à diversidade e à convivência democrática são princípios fundamentais que orientam a atuação da gestão municipal. A administração municipal reafirma sua solidariedade ao servidor ofendido e a todos aqueles que se sentiram atingidos pelas declarações. Nota de esclarecimento A Prefeitura de José de Freitas informa que o município dispõe de atendimento especializado em Neurologia, com profissional contratado que atende regularmente a população. Trata-se de um médico com ampla formação acadêmica e experiência reconhecida, com atuação como professor do curso de Medicina da Universidade Federal do Piauí (UFPI), doutorado em Neurologia pela Faculdade de Medicina da USP e participação ativa em instituições científicas nacionais na área de Neurologia. O atendimento prestado segue critérios médicos e técnicos, cabendo exclusivamente ao profissional responsável a avaliação clínica e o diagnóstico de cada paciente, de acordo com os protocolos e evidências da medicina. Em relação às emendas citadas, a Prefeitura esclarece que a execução de recursos dessa natureza segue um cronograma administrativo e legal de tramitação. Uma vez cumpridas todas as etapas necessárias e estando a documentação em conformidade, os recursos poderão ser executados dentro do planejamento da gestão. A gestão municipal reafirma seu compromisso com o cuidado à saúde da população e destaca que o município conta com profissionais qualificados para garantir atendimento especializado aos freitenses. Vereador usa termos racistas como 'neguinho', 'macaquinho' e 'denegrir' em sessão no PI Reprodução/Câmara de José de Freitas VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

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Projeto que recalcula IPTU é aprovado em 2ª votação na Câmara de Teresina

Publicado em: 25/03/2026 11:09

Mudanças no IPTU de Teresina: prefeito de Teresina apresenta mudanças no imposto Os vereadores de Teresina aprovaram nesta quarta-feira (25), o novo projeto de lei que recalcula o Imposto sobre a Propriedade Territorial e Urbana (IPTU) a partir de 2026. A proposta foi aprovada em segunda votação, com os votos contrários dos vereadores Petrus Evelyn (Progressistas) e João Pereira (PT). A pedido da Prefeitura de Teresina, que enviou o projeto à Câmara, ele foi analisado em regime de urgência. Esse regime de votação permite que a análise da proposta seja feita diretamente pelos vereadores, sem passar por comissões temáticas. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp O projeto limita em 25% o reajuste anual do imposto e parcela o aumento ao longo dos próximos dez anos. Com o novo cálculo, a Prefeitura estima arrecadar R$ 143 milhões — caso 70% dos contribuintes paguem a taxa. O parlamentar João Pereira (PT) havia apresentado uma emenda que reduzia o limite de reajuste de 25% para 15%. O dispositivo foi rejeitado durante a votação. "O escalonamento, da forma que estava, mesmo com os 25%, ia ter um aumento final de 2.000% em 10 anos. Eu mostrei essa emenda, que seria de 15%, e o plenário entendeu que os 25% correto e o nosso projeto não foi aprovado”, disse o vereador. O vereador Petrus Evelyn (Progressistas) explicou na terça-feira (24) que discordava do regime de urgência pedido pela gestão municipal. "Essa discussão não pode ser apressada, trata-se de questões que vão afetar bastante os teresinenses. Mesmo com as mudanças da Prefeitura, em alguns casos o sujeito teve aumento de R$ 3 mil para R$ 30 mil. O reajuste deve ser suave e dentro da realidade", afirmou Petrus. LEIA TAMBÉM: TCE aponta falta de justiça tributária na cobrança do IPTU em Teresina Projeto que recalcula IPTU é aprovado em 1ª votação com urgência na Câmara de Teresina Câmara Municipal de Teresina Eric Souza / g1 VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

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Justiça afasta vereador de Guarantã suspeito de usar ambulância para transportar 600 caixas de pizza

Publicado em: 25/03/2026 10:54

Justiça determinou o afastamento do vereador de Guarantã (SP), Ademir da Guia Barbosa (MDB), acusado de improbidade administrativa Câmara Municipal de Guarantã A Justiça determinou o afastamento do vereador de Guarantã (SP), Ademir da Guia Barbosa (MDB), investigado por improbidade administrativa. O vereador era também motorista da prefeitura e, em outubro de 2025, usou uma ambulância da Secretaria Municipal de Saúde para transportar 600 caixas vazias de pizza para a pizzaria de Wanderley Budoia Junior, que também era servidor municipal. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp O caso aconteceu durante uma viagem até Bauru (SP) para levar um paciente e uma acompanhante de Guarantã para atendimento médico. Um procedimento administrativo disciplinar foi aberto para investigar a conduta de Ademir e Wanderley. Veja os vídeos mais acessados no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Eles confirmaram o caso e foram demitidos dos cargos que ocupavam enquanto servidores públicos. A investigação municipal foi enviada ao Ministério Público, que denunciou a conduta dos dois envolvidos à Justiça por improbidade administrativa. Em caráter liminar, a Justiça determinou o afastamento de Ademir por 90 dias do cargo de vereador. Para a decisão, o magistrado considerou também que o político já é investigado por crime eleitoral de compras de votos e abuso de poder nas eleições de 2024. O parlamentar tem 30 dias para contestar a decisão. Em resposta à TV TEM, a Câmara Municipal de Guarantã afirmou que ainda não foi notificada da decisão de afastamento do vereador. Já Wanderley disse que não irá se manifestar sobre o caso. Vereador usou uma ambulância da Secretaria Municipal de Saúde para transportar 600 caixas de pizza Redes sociais Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

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Proposta em cidade do RN permite que prefeito ou vice fiquem até dois anos afastados por 'interesses particulares'

Publicado em: 25/03/2026 10:44

Proposta em cidade do RN permite que prefeito ou vice fiquem até dois anos afastados Uma proposta de emenda à Lei Orgânica de Lagoa D'Anta, cidade de 6 mil habitantes e distante cerca de 125 km de Natal, quer permitir que o prefeito ou o vice tirem licenças dos cargos por um ano - com possibilidade de renovação por igual período - em caso de doenças ou para tratar de "interesses particulares", sem a necessidade de renunciar. De autoria da prefeitura, a proposta, que foi enviada no dia 4 de março, passou em 1ª votação na Câmara Municipal no dia 11 e está prevsita para ser votada de forma definitiva nesta quarta (25). Se aprovada, volta ao Poder Executivo para ser sacionada pelo prefeito João Paulo Lopes (MDB). 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp A oposição aponta que a emenda pode beneficiar o vice-prefeito da cidade, Einart Guedes, que é primo do prefeito, que foi aprovado, no dia 13 de fevereiro, na residência médica de Ortopedia e Traumatologia na Santa Casa, em São Paulo. Em primeira votação, a proposta foi aprovada por sete vereadores. Um, Jonas Vidal (Solidariedade), votou contra. "Jamais poderia votar a favor de uma nojeira dessa. Não resta dúvida de que é pra beneficiar o vice-prefeito, como também o atual prefeito. Ele já era para ter renunciado há muito tempo. Eu não sei como existem vereadores que ainda votam em uma coisa dessas", falou Jonas. O vice-prefeito foi procurado, mas não havia respondido aos questionamentos até a atualização mais recente desta reportagem. Prefeito João Paulo Lopes e vice Einart Guedes Redes sociais O presidente da Câmara Municipal de Lagoa D'Anta, Carlos Duarte, e o prefeito João Paulo Lopes informaram que o afastamento, no caso de interesses particulares, não será remunerado. No caso de doença, a remuneração segue normal. Na justificativa da proposta, a prefeitura explicou que a alteração visa atualizar a Lei Orgânica atual de Lagoa D'Anta, que é de 1990 e que não prevê a possibilidade de licença do prefeito ou vice para tratar de interesses particulares, o que contrasta com o tratamento dado aos vereadores da cidade, que são respaldados por uma lei para essa modalidade de licença. "Tampouco há previsão de prazo máximo para a licença por motivo de saúde, o que gera insegurança jurídica e pode dar margem a situações de vazio de poder prolongado e sem controle legislativo", cita o documento. Em nota ao g1, a Santa Casa informou que, em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e às políticas institucionais de privacidade, não divulga "informações ou dados relacionados a colaboradores, pacientes e familiares". O prefeito João Paulo Lopes foi reeleito nas eleições municipais de 2024 com 58% dos votos válidos. Proposta prevê alterações em licenças A proposta altera os artigos 42 e 43 da Lei Orgânica de Lagoa d'Anta. Atualmente, a lei determina que o prefeito ou vice não podem se ausentar do Município, sem licença da Câmara Municipal, por mais de 15 dias, sob pena de perda do mandato. A nova proposta prevê que prefeito ou vice podem se licenciar: quando impossibilitados de exercer o cargo, por motivo de doença devidamente comprovada; para tratar de interesses particulares, sem remuneração, desde que o afastamento não exceda o prazo previsto nesta Lei Orgânica. A proposta aponta que: a licença será concedida pelo prazo de até 1 ano, prorrogável por igual período, mediante autorização da Câmara Municipal; o pedido de licença deverá ser dirigido à Câmara Municipal, acompanhado de justificativa fundamentada e, no caso de afastamento por doença, de laudo médico circunstanciado. Justificativa da proposta Na justificativa da proposta enviada aos vereadores, a prefeitura citou que a Lei Orgânica do Município de Lagoa D’Anta, de abril de 1990, tem lacunas nos pontos que tratam das licenças de prefeito e vice. "O art. 42 limita-se a tratar da ausência do Município sem licença da Câmara, e o art. 43 cuida apenas da licença por motivo de doença, sem estabelecer prazos, condições ou procedimentos adequados", relata o documento. Segundo a prefeitura, a proposta visa aperfeiçoar o regime de licenças de prefeito e vice, com "regras claras, proporcionais e em harmonia com os princípios constitucionais da continuidade administrativa, da publicidade e do controle legislativo". A prefeitura afirma que a fixação do prazo de um ano, prorrogável por mais um ano mediante autorização da Câmara, atende ao princípio da razoabilidade, "garantindo ao prefeito ou ao vice tempo suficiente para o tratamento de saúde ou a resolução de assuntos de natureza pessoal, sem comprometer de forma irremediável a governança municipal". "A exigência de autorização da Câmara Municipal para a prorrogação assegura o indispensável controle do Poder Legislativo sobre a matéria, em observância ao sistema de freios e contrapesos que rege as relações entre os Poderes", destaca o documento.

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Câmara de Santa Rita aprova verba de R$ 12 milhões para o São João após determinação da Justiça

Publicado em: 25/03/2026 08:41

Câmara Municipal aprova recursos para São João de Santa Rita Divulgação A Câmara Municipal de Santa Rita, na Grande João Pessoa, aprovou na noite desta terça-feira (24) um projeto que autoriza o remanejamento de R$ 12 milhões para a realização da festa de São João na cidade. a Secretaria de Cultura. A medida pode viabilizar a realização da festa de São João na cidade. O projeto foi aprovado após uma determinação judicial. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp Na última quinta-feira (20), a Prefeitura de Santa Rita tinha anunciado o cancelamento da festa. Em nota, o poder Executivo responsabilizou a própria Câmara pelo cancelamento, devido a um corte de R$ 13 milhões no orçamento da Secretaria de Cultura para 2026. A questão foi levada à Justiça, e o TJPB determinou que a matéria fosse votada. A decisão foi baseada em um pedido assinado por 12 dos 19 vereadores, superando o mínimo necessário. Uma multa diária de R$ 2 mil foi estipulada para o presidente da Câmara em caso de descumprimento. A matéria foi votada em dois turnos e aprovada por unanimidade pelos vereadores presentes. Veja os vídeos que estão em alta no g1 As datas do São João de Santa Rita ainda não foram anunciadas. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

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Ex-presidente da Câmara de BH Wellington Magalhães é condenado e perde direitos políticos por 5 anos

Publicado em: 24/03/2026 20:03

Wellington Magalhães participa de audiência em BH Reprodução/TV Globo O Tribunal de Justiça de Minas Gerais condenou o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte Wellington Magalhães a perda dos direitos políticos por cinco anos por improbidade administrativa. Ele é alvo de processo que apontou irregularidades e incompatibilidade em sua evolução patrimonial. Cabe recurso da decisão. A decisão é da 2ª Vara da Fazenda Pública de Belo Horizonte e foi publicada na segunda-feira (23). Segundo a sentença, da juíza Bárbara Heliodora Bomfim Bicalho, ficou comprovado que, entre os anos de 2011 e 2016 o ex-vereador teria praticado diversos atos de improbidade, incluindo recebimento de vantagens indevidas e direcionamento de licitações, quando há direcionamento de contratos públicos para empresas específicas. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp A TV Globo tenta contato com a defesa de Wellington Magalhães. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Evolução patrimonial e despesas desproporcionais Segundo a juíza, as irregularidades geraram uma evolução patrimonial e um padrão de despesas muito maiores do que era recebido pelo acusado. Um laudo pericial identificou que o acréscimo patrimonial chegou a quase R$ 1,2 milhão. A investigação também apontou o uso de laranjas e empresas ligadas à família do ex-parlamentar para ocultar patrimônio, incluindo imóveis e veículos. Além da suspensão dos direitos políticos, a Justiça determinou a perda dos bens obtidos de forma ilícita, com valores a serem calculados, pagamento de multa equivalente ao enriquecimento irregular e proibição de contratar com o poder público pelo mesmo período de cinco anos. Na decisão consta, ainda, que outros envolvidos no processo firmaram acordos com o Ministério Público e foram retirados da ação. Condenado por corrupção e lavagem de dinheiro Em 2018, uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual apontou o ex-vereador como chefe de uma organização criminosa que direcionou a licitação para a contratação de serviços de publicidade para a casa legislativa. Na época, as investigações revelaram que R$ 30 milhões foram desviados dos cofres públicos. Wellington chegou a ser preso. A polícia apontava como crimes fraude em licitações públicas, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, embaraço a investigações, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Este último, segundo os investigadores, era visto nos bens adquiridos pelo ex-vereador, como casas e carros de luxo, além de viagens internacionais Os itens foram adquiridos durante o período de mandato como parlamentar e presidente da Câmara Municipal, o que seria incompatível com o salário do cargo. Em maio de 2018, Magalhães conseguiu na Justiça o direito de responder ao processo em prisão domiciliar, com o uso de tornozeleira eletrônica. Um ano e meio depois, em novembro de 2019, os vereadores de BH votaram pela cassação do mandato dele. Em 2022, o ex-presidente foi condenado a 31 anos e 6 meses de prisão em regime fechado. De acordo com o TJMG, a condenação foi pelo crime de lavagem de dinheiro mediante a compra de imóveis e veículos e a realização de viagem internacional. Veja os vídeos mais assistidos do g1 Minas:

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Sem saber o paradeiro do filho, morre Arlete Caramês, que se tornou símbolo na busca por desaparecidos após sumiço de Guilherme Tiburtius

Publicado em: 24/03/2026 19:46

Sem saber o paradeiro do filho, morre Arlete Caramês Alep Sem saber o paradeiro do filho, morreu nesta terça-feira (24) Arlete Caramês, aos 82 anos. Ela era mãe de Guilherme Caramês Tiburtius, que desapareceu em julho de 1991, aos 8 anos de idade, enquanto brincava de bicicleta no bairro Jardim Social, em Curitiba. O caso nunca foi solucionado. Depois do sumiço do filho, Arlete incansavelmente dedicou a vida para reencontrá-lo. ✅ Siga o canal do g1 Paraná no WhatsApp Em 1992, Arlete fundou o Movimento Nacional da Criança Desaparecida do Paraná (CriDesPar), uma ONG voltada à prevenção e à localização de crianças desaparecidas que a tornou reconhecida nacionalmente. Durante a jornada, ajudou outras famílias a encontrarem as próprias crianças perdidas e transformou a dor em causa. O ativismo contribuiu para a criação, em 1995, do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas do Paraná (Sicride), que permanece em atividade até os dias de hoje. Segundo a Polícia Civil do Paraná, o Sicride é a primeira e única estrutura do Brasil dedicada exclusivamente ao desaparecimento de crianças e adolescentes. Foi pelas mãos de Arlete que uma lei de 2005 alterou a redação do Estatuto da Criança e Adolescente para garantir que buscas imediatas ocorram logo depois que desaparecimentos de crianças sejam informados para as autoridades competentes, sem a necessidade de se aguardar 24 horas para que comecem. A lei também define que os órgãos competentes devem comunicar o fato aos portos, aeroportos, Polícia Rodoviária e companhias de transporte interestaduais e internacionais, fornecendo-lhes todos os dados necessários à identificação do desaparecido. Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA TAMBÉM: Violência: Homem é procurado por morte de mulher em bar; controle remoto teria motivado crime Crime: Esposa recebe ligação com pedido de ajuda de marido e consegue salvá-lo de sequestro Previsão do tempo: Paraná recebe três novos alertas de tempestades e chuvas intensas com ventos de até 100 km/h Trajetória política Nos anos 2000, foi eleita como vereadora de Curitiba com 14.160 votos, a segunda maior votação daquele pleito. Durante o mandato na Câmara Municipal, apresentou diversas propostas de lei voltadas à infância e à proteção das crianças. Entre elas, algumas que não foram aprovadas, mas que refletem o compromisso dela com a causa, como sugestão de divulgação de pessoas desaparecidas no site da Prefeitura de Curitiba, ficha para identificação de crianças em hotéis e a exigência de carteira de identidade na matrícula escolar. Em 2002, Arlete foi eleita deputada estadual, com 22.736 votos, e assumiu uma cadeira na Assembleia Legislativa do Paraná. Lá, manteve como prioridade a defesa das crianças e o apoio às famílias atingidas por desaparecimentos, transformando a dor pessoal em ação pública permanente. O desaparecimento de Guilherme Caramês Tiburtius Guilherme Caramês Tiburtius desapareceu em uma época em que o Paraná lidava com uma onda de desaparecimentos de crianças Reprodução Guilherme Caramês Tiburtius desapareceu em uma época em que o Paraná lidava com uma onda de desaparecimentos de crianças. No dia em que foi visto pela última vez, Arlete se despediu do filho pela manhã, enquanto ele ainda dormia, e foi trabalhar. Durante a manhã, o menino ficou assistido pela avó e andou de bicicleta pela rua, algo comum na rotina. Ele ligou para a mãe pedindo para usar um dinheiro, que estava guardado, para comprar um coelho, o que foi autorizado por ela. Por volta das 12h, a avó chamou Guilherme para almoçar e se preparar para ir para a escola. O menino pediu para dar uma última volta de bicicleta, o que foi autorizado pela avó. Cerca de meia hora depois, os familiares notaram o sumiço da criança e imediatamente acionaram a Polícia Militar. A corporação procurou nos arredores e vasculhou, inclusive, um rio perto da residência. No entanto, nenhuma pista foi encontrada. Guilherme, nem a bicicleta com a qual ele brincava, nunca foram encontrados. Leia mais notícias no g1 Paraná.

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Saiba quem é Alcides Bernal, ex-prefeito que se entregou após matar homem que comprou sua casa

Publicado em: 24/03/2026 19:14

Ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal se entrega após matar homem em MS O ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, de 60 anos, se apresentou à polícia nesta terça-feira (24) após matar a tiros Roberto Carlos Mazzini. Ele já foi vereador por dois mandatos, deputado estadual e prefeito da capital. Bernal é jornalista, radialista e advogado. Em 2004, foi eleito vereador em Campo Grande e presidiu a Comissão Permanente de Transporte e Trânsito. Em 2008, foi reeleito e passou a comandar a Comissão Permanente de Defesa do Consumidor. Já em 2010, foi eleito deputado estadual. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Em 2012, foi eleito prefeito e permaneceu no cargo até 2014, quando teve o mandato cassado. Na época, era filiado ao Partido Progressistas (PP). Dos 29 vereadores, 23 votaram a favor da cassação por irregularidades em contratos emergenciais. Com a decisão, ele perdeu o mandato, e o vice-prefeito, Gilmar Olarte, assumiu a prefeitura. A denúncia foi apresentada por dois empresários à Câmara Municipal em 30 de setembro de 2013. Eles apontaram contratações emergenciais sem justificativa. A denúncia foi aceita, e uma comissão processante foi criada para investigar o caso. No processo, Bernal afirmou que não havia provas de irregularidades. Durante a votação, usou a tribuna para se defender e disse que agiu para proteger o interesse público. Em 2015, voltou ao cargo por decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). Por dois votos a um, os desembargadores determinaram o retorno em agosto daquele ano, um ano e cinco meses após a cassação. Ele permaneceu até o fim do mandato, em 2016. Após a decisão, afirmou que "a Justiça pode tardar, mas não falha", em entrevista ao g1. Ele concorreu à reeleição em 2016, mas não chegou ao segundo turno, ficando de fora por 2.630 votos. Despejo de fazenda Em 2025, a Justiça de Mato Grosso do Sul determinou o despejo de Alcides Bernal de uma fazenda em Sidrolândia. A decisão também estabeleceu a reintegração de posse ao proprietário por falta de pagamento do arrendamento. A decisão foi tomada pela 2ª Vara Cível de Campo Grande. O proprietário afirmou que é analfabeto funcional e que, em janeiro de 2019, firmou contrato de arrendamento com Bernal para exploração agropecuária. Segundo ele, não compreendeu todas as cláusulas e apontou divergências sobre prazos e formas de pagamento. Entenda o caso Alcides Bernal atirou e matou Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, após, segundo ele, a vítima invadir sua casa, no bairro Jardim dos Estados. O caso é investigado. A vítima havia arrematado o imóvel em leilão judicial e estava nos trâmites finais de cartório, segundo informações da TV Morena. Ao g1, Bernal disse que foi alertado pelo sistema de segurança após três homens entrarem na casa e afirmou que agiu em legítima defesa. Bernal também declarou que, após os disparos, acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e se apresentou na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro, onde prestou depoimento. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a vítima foi atingida por dois disparos, sofreu três perfurações e chegou a ser reanimada, mas não resistiu. O corpo foi encontrado na varanda, na entrada do imóvel. Não havia moradores na casa. Segundo a Polícia Civil, o caso foi registrado como homicídio qualificado, com agravantes como traição, emboscada, dissimulação ou outro recurso que dificultou a defesa da vítima. Casa onde aconteceu crime, em Campo Grande (MS) José Aparecido/TV Morena Vítima teria arrematado o imóvel Segundo informações apuradas pela TV Morena, a vítima arrematou o imóvel em leilão judicial e estava na fase final de regularização em cartório. Avaliada inicialmente em R$ 3,7 milhões, a mansão teve lance inicial de R$ 2,4 milhões, com desconto de 36%. As ofertas começaram às 10h do dia 25 de novembro de 2025. No momento do caso, a vítima estava acompanhada de outras duas pessoas, sendo uma delas um chaveiro. Apenas Roberto foi atingido pelos disparos. Na caminhonete da vítima, havia um documento de notificação extrajudicial para desocupação do imóvel. Ex-prefeito Alcides Bernal foi despejado de fazenda por falta de pagamento do arrendamento. g1 MS Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

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TCE manda bloquear bens de prefeito de Governador Valadares por irregularidades no transporte escolar

Publicado em: 24/03/2026 18:55

Prefeito de Governador Valadares, Coronel Sandro (PL) Divulgação O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) determinou o bloqueio de bens do prefeito de Governador Valadares, Coronel Sandro (PL) e da secretária municipal de Educação, por irregularidades em um contrato de transporte escolar. A decisão monocrática foi assinada pelo conselheiro em exercício Licurgo Mourão nesta segunda-feira (24). A medida prevê a indisponibilidade de bens dos gestores por um ano, no valor de R$ 908 mil, como forma de garantir o ressarcimento de possíveis prejuízos aos cofres públicos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do Leste e Nordeste de Minas em tempo real e de graça Segundo o tribunal, a apuração teve início após uma denúncia e uma representação que apontaram problemas na contratação feita por meio do Consórcio Interfederativo de Minas Gerais (Ciminas). Entre as irregularidades identificadas estão falhas no planejamento, deficiência na pesquisa de preços e uso inadequado do modelo de contratação. A análise técnica também indicou indícios de superfaturamento. Um dos pontos destacados foi o aumento expressivo da quilometragem prevista no contrato. Enquanto o contrato anterior previa cerca de 3.634 quilômetros por dia, o novo passou a estimar mais de 9.400 quilômetros diários, um crescimento de 161%, sem justificativa técnica. De acordo com o TCE, esse aumento pode ter gerado um prejuízo de aproximadamente R$ 3,8 milhões entre setembro e dezembro de 2025. Em uma estimativa mais conservadora, o valor foi calculado em cerca de R$ 908 mil, montante utilizado como base para a decisão cautelar. Apesar das irregularidades apontadas, o contrato não foi suspenso. O tribunal considerou que o transporte escolar é um serviço essencial e que a interrupção poderia prejudicar estudantes da rede pública. O TCE determinou ainda que os responsáveis apresentem documentos como notas fiscais, mapas das rotas e comprovantes de quilometragem para continuidade da apuração. Inter TV entrevista Coronel Sandro, prefeito de Governador Valadares A decisão monocrática ainda será submetida à análise da Primeira Câmara do Tribunal de Contas. Em publicações nas redes sociais, e também durante entrevista concedida à Inter TV dos Vales nesta terça-feira (veja o vídeo acima), o prefeito Coronel Sandro (PL) definiu como perseguição política as acusações de irregularidades no transporte escolar e alegou estar sendo ameaçado, juntamente com a família, por um grupo de empresários da cidade. Até a última atualização desta reportagem o g1 ainda aguardava o posicionamento oficial do prefeito sobre a decisão do TCE-MG, assim como a localização da defesa da secretária de Saúde. Câmara também investiga contrato A contratação do transporte escolar também é alvo de investigação na Câmara Municipal de Governador Valadares. No início de março, os vereadores abriram uma comissão processante para apurar possíveis irregularidades no contrato. A denúncia foi aceita por 19 dos 21 parlamentares e foi apresentada por um empresário do setor de transportes, que questiona a forma de contratação do serviço. Comissão Processante que investiga prefeito de Governador Valadares faz segunda reunião A comissão é formada por três vereadores e tem prazo de até 90 dias para concluir os trabalhos e emitir parecer. Na época, o prefeito informou, por meio de nota, que a equipe técnica preparava a defesa dentro do prazo legal e afirmou que a gestão atua com regularidade. A empresa responsável pelo serviço também declarou que a contratação seguiu a legislação vigente e que está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos., LEIA TAMBÉM: Prefeito de Governador Valadares é o entrevistado do quadro "Prefeito Responde" Câmara de Governador Valadares abre comissão para investigar prefeito por contrato do transporte escolar Prefeitura de Governador Valadares faz mudanças no secretariado Vídeos do Leste e Nordeste de Minas Gerais Veja outras notícias da região em g1 Vales de Minas Gerais.

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