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STJ derruba afastamento e determina retorno de Marcelo Lima à Prefeitura de São Bernardo do Campo

Publicado em: 10/10/2025 18:02

STJ derruba afastamento e determina retorno de Marcelo Lima à Prefeitura de São Bernardo do Campo O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou nesta sexta-feira (10) a revogação das medidas cautelares que afastavam Marcelo Lima (Podemos) do cargo de prefeito de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. A decisão, assinada pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca, aponta que o afastamento era desproporcional e que não há mais risco para as investigações em andamento. O STJ também acatou parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) de quinta (9), que reconheceu não haver mais elementos que justificassem a continuidade do afastamento. Com isso, o ministro determinou a revogação imediata da medida e o restabelecimento de Marcelo Lima ao cargo de prefeito. Na decisão, que atende ao pedido de habeas corpus da defesa do prefeito, o ministro afirma que manter Lima fora do cargo por um ano “criou uma espécie de cassação judicial temporária do mandato eletivo”, sem condenação e sem base legal. ✅ Clique aqui para se inscrever no canal do g1 SP no WhatsApp "A medida já não se mostra necessária nem proporcional, diante do esgotamento das diligências investigativas, da ausência de risco concreto à instrução processual e da vigência de outras cautelares menos gravosas, plenamente aptas a assegurar a regularidade do processo penal", diz trecho da decisão. O prefeito Marcelo Lima ainda não definiu quando voltará. Está aguardando as orientações dos advogados, segundo apuração da TV Globo. A auditoria nos contratos determinada pela prefeita em exercício, Jessica Cormick, ainda está em fase de finalização. Além do retorno à função pública, o tribunal flexibilizou outras restrições impostas anteriormente, como o recolhimento domiciliar noturno e a proibição de deixar a cidade. O prefeito agora poderá circular livremente pelo estado de São Paulo, desde que comunique previamente à Justiça caso precise se ausentar por mais de sete dias. Em agosto, Marcelo Lima foi afastado da prefeitura por um ano, após suspeitas de envolvimento em um esquema de corrupção e ocultação de patrimônio (leia mais abaixo). A decisão desta sexta não se estende ao primo do prefeito e vereador Danilo Lima Ramos (Podemos), que segue afastado do cargo. O prefeito afastado de São Bernardo do Campo, Marcelo Lima (Podemos). Divulgação/Câmara dos Deputados Decisão do STJ Em setembro, o STJ já havia aceitado em partes o pedido de habeas corpus feito pela defesa de Marcelo Lima. O ministro Reynaldo Soares da Fonseca, da Quinta Turma, derrubou parcialmente restrições impostas anteriormente pela Justiça, como o recolhimento noturno e a ausência da cidade, mas manteve a proibição de Marcelo manter contato com os demais investigados. Na época, o ministro também determinou que o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) reavaliasse o afastamento do cargo. Também em setembro, o TJ-SP já havia determinado a retirada da tornozeleira eletrônica do prefeito afastado. A decisão ocorreu mesmo após o político ter violado uma das medidas cautelares impostas pela Justiça na mesma semana. As medidas de restrições impostas inicialmente pelo próprio TJ-SP a Marcelo Lima incluía o uso de tornozeleira, a proibição de sair da comarca de São Bernardo do Campo sem autorização judicial, horário para recolhimento domiciliar e a proibição de contato com investigados e testemunhas. Entenda esquema de corrupção que afastou prefeito de São Bernardo do Campo Pedido negado O mesmo STJ negou um pedido de habeas corpus feito pela defesa do presidente da Câmara Municipal de São Bernardo do Campo, o vereador Danilo Lima Ramos (Podemos), para a suspensão do prazo para apresentação da defesa até que seja disponibilizado o acesso integral às provas. Primo do prefeito Marcelo Lima (Podemos), Danilo também foi afastado do cargo pela Justiça de São Paulo acusado de envolvimento no esquema de corrupção descoberto pela Polícia Federal na prefeitura da cidade. Segundo as investigações da PF, ele recebia “altas quantias em dinheiro” do servidor da Alesp Paulo Iran Paulino Costa, que é apontado como operador financeiro da quadrilha. Em nota, o advogado de Paulo informou que "aguarda acesso aos autos, onde se manifestará". O prefeito de São Bernardo, Marcelo Lima, e o presidente da Câmara da cidade, Danilo Lima: primos afastados do cargo pela Justiça. Reprodução/Instagram Os policiais federais interceptaram mensagens trocadas entre Danilo e Paulo Iran que indicam que o presidente da Câmara Municipal de São Bernardo teria recebido várias remessas em dinheiro vivo dentro do prédio da Câmara, e também em transferências bancárias. Segundo a investigação da PF, as trocas de mensagens também mostram os dois combinando a quantia de R$ 60 mil para ser entregue em dinheiro para o prefeito Marcelo Lima em uma adega da cidade, em julho de 2024. Na ocasião, Marcelo ainda não era prefeito da cidade, mas ocupava o cargo de deputado federal e tinha sido vice-prefeito da cidade, além de também já estar em campanha para ocupar o cargo de prefeito do município. “As evidências compiladas na investigação indicam que Danilo Lima de Ramos está profundamente inserido em uma complexa rede de movimentação financeira. Esta rede, que se estende desde a arrecadação e destinação de recursos até o pagamento de despesas de figuras políticas e seus familiares, como o prefeito Marcelo Lima, aponta para fortes indícios de irregularidades nos contratos firmados pelo município de São Bernardo do Campo, conectando diversas personalidades, incluindo vereadores, secretários, servidores e empresários da região do ABC Paulista, a um esquema de fluxo de recursos”, diz o inquérito da Polícia Federal. A casa do vereador foi alvo de busca e apreensão pela PF, e ele teve o sigilo bancário quebrado pela Justiça, em razão das investigações. Quem é Danilo Lima? Danilo Lima foi o vereador mais votado de São Bernardo na eleição do ano passado, conquista 9.853 votos. Ele está no segundo mandato na cidade e foi reeleito presidente da Câmara neste ano, após ter sido presidente da Casa também entre 2021 e 2024, durante a gestão do prefeito Orlando Morando (PSDB). Nascido em 1980 na própria cidade, ele é formado em Processos Gerenciais pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e, em 2017, foi ocupou o cargo de diretor do Departamento de Veículos e Equipamentos, na Secretaria de Serviços Urbanos da Prefeitura de São Bernardo do Campo, durante a gestão Orlando Morando. Afastamento do prefeito Prefeito de São Bernardo é afastado do cargo após operação da PF sobre esquema de corrupçã O prefeito de São Bernardo do Campo, Marcelo Lima (Podemos), foi afastado do cargo por um ano após a Operação Estafeta, da Polícia Federal, em 14 de agosto, que investiga um suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro na prefeitura. Um empresário e um servidor foram presos. A investigação começou após a polícia encontrar no mês passado cerca de R$ 14 milhões (considerando uma parte em dólar) com um servidor apontado como o operador financeiro do prefeito. Segundo a PF, há indícios de corrupção e pagamento de propina em contratos com empresas nas áreas de obras, saúde e manutenção. Cerca de R$ 1,9 milhão em dinheiro vivo foi apreendido. A polícia chegou a requerer a prisão de Lima, mas a Justiça negou o pedido. No entanto, determinou o afastamento dele do cargo e o uso de tornozeleira eletrônica, que foi colocada logo após as buscas na casa dele. Ele também foi proibido de sair de casa à noite e nos finais de semanas, de ter contato com os demais investigados e de sair da cidade sem autorização judicial. A tornozeleira eletrônica foi removida em 16 de setembro, em decisão do próprio desembargador que mandou colocar o acessório do prefeito afastado. Com o afastamento do prefeito, quem assumiu o comando da cidade é a vice-prefeita, Jessica Cormick, do Avante. Aos 38 anos, ela é sargento da Polícia Militar e está no seu primeiro cargo público eletivo. O prefeito afastado Marcelo Lima (Podemos), ao lado do suplente de vereador Ary José de Oliveira (PRTB); à direito, o presidente da Câmara Municipal, Danilo Lima (Podemos). Montagem/g1/Reprodução/Redes Sociais LEIA TAMBÉM: Quem é a vice-prefeita que assume o comando de São Bernardo após afastamento do prefeito Apreensão de R$ 14 milhões Dinheiro apreendido pela PF nesta quinta-feira (14), em endereços ligados a empresários e servidores que participavam do esquema de corrupção em São Bernardo do Campo (SP). Montagem/g1/Reprodução/TV Globo De acordo com a PF, a investigação começou no mês passado a partir da apreensão de quase R$ 13 milhões e US$ 157 mil em espécie - totalizando os cerca de R$ 14 milhões - na posse de um servidor público considerado o operador do esquema e que está foragido - há um mandado de prisão decretado contra ele. O dinheiro foi encontrado por acaso: a PF estava num prédio no dia 7 de julho para prender outro alvo e abordou o servidor, que se chama Paulo Iran e é auxiliar legislativo da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Os policiais e encontraram R$ 583.300,00 no carro dele. Depois, numa sala no mesmo prédio, apreenderam R$ 12.278.920,00 e US$ 156.964,00. A reportagem tenta localizar a defesa dele. Dinheiro apreendido pela Polícia Federal com servidor da Alesp no dia 7 de julho Divulgação/PF Na época, ele não chegou a ser preso, mas os agentes se debruçaram na análise do celular dele e descobriram uma relação muito próxima e direta com o prefeito da cidade. Segundo a polícia, o servidor pagava contas do prefeito, da esposa e da filha dele. Paulo Iran atuava como assessor do deputado Rodrigo Moares (PL), que informou, em nota, que irá exonerá-lo do cargo. "Assim que tomei conhecimento através da imprensa de investigações e suspeita de envolvimento do servidor Paulo Iran em qualquer questão que envolve investigações na cidade de São Bernardo já tomei as devidas providências de exoneração para manter transferência, ética e moral para as devidas investigações. No meu mandato não aceito qualquer suspeita de corrupção ou conduta indevida", disse o deputado. Na época, a PF cumpriu 20 mandados de busca e apreensão e medidas de quebra de sigilos bancário e fiscal nas cidades de São Paulo, São Bernardo do Campo, Santo André, Mauá e Diadema.

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Câmara homenageia profissionais da educação com Medalha do Mérito Educacional

Publicado em: 10/10/2025 16:31

Câmara homenageia profissionais da educação com Medalha do Mérito Educacional – Crédito: Divulgação/ Câmara Municipal de Pouso Alegre. A Câmara Municipal de Pouso Alegre realizou, nesta quinta-feira (9), uma sessão especial para a entrega da Medalha do Mérito Educacional Professora Áurea Silveira Pereira. A homenagem reconhece profissionais e instituições que contribuem de forma significativa para o fortalecimento da educação no município. O plenário ficou lotado, com centenas de pessoas entre autoridades, familiares e representantes da comunidade escolar, que acompanharam a cerimônia conduzida pelo presidente da Casa, vereador Dr. Edson. Presidente Dr Edson – Crédito: Divulgação/ Câmara Municipal de Pouso Alegre. Durante a solenidade, o artista Geraldo Junior fez uma apresentação musical e foi exibido um mini-documentário contando a trajetória de cada homenageado. O presidente da Câmara, vereador Dr. Edson, ressaltou que investir e reconhecer a educação é fortalecer o futuro da cidade. “A educação é o alicerce de todas as transformações sociais. Nenhum progresso é duradouro se não for sustentado pelo conhecimento e pela valorização de quem ensina. Essa medalha é um símbolo do respeito da Câmara de Pouso Alegre por todos que dedicam a vida a formar cidadãos e abrir caminhos para as próximas gerações”, afirmou. Em discurso, o ex-prefeito Enéas Castilho Chiarini, que falou em nome dos homenageados, destacou a importância dos professores para todas as profissões. “Na pirâmide de todas as categorias trabalhistas que compõem a nossa sociedade, o professor está no ápice, pois todas as profissões passam pelas mãos de um mestre. Desejo que todos os homenageados possam honrar a responsabilidade de manter esse grande mérito que recebemos hoje”, disse. O vereador Leandro Morais, que representou o Legislativo na tribuna, lembrou o legado da professora Áurea Silveira Pereira, que dá nome à medalha. “Essa honraria leva o nome de uma educadora que dedicou mais de 50 anos à formação de gerações em nossa cidade e é um símbolo vivo do reconhecimento de Pouso Alegre por aqueles que mudam o futuro da nossa sociedade”, destacou. Vereador Leandro Morais – Crédito: Divulgação/ Câmara Municipal de Pouso Alegre. Homenageados de 2025 Escola Municipal Sabina de Barros Mendonça – Mesa Diretora Onélio de Brito Siqueira – Vereador Dr. Edson Padre Jâmison Iago Alves da Cruz – Vereador Delegado Renato Gavião Hilário Raimundo Coutinho – Vereadora Lívia Macedo João Batista Fernandes – Vereador Odair Quincote Enéas Castilho Chiarini – Vereador Leandro Morais Cristiano José de Oliveira – Vereador Davi Andrade Cristiane Aparecida de Souza – Vereador Dionísio Darlene Aparecida Silva Freitas – Vereador Elizelto Guido Luciane Aparecida Paiva de Freitas – Vereador Ely da Autopeças Letícia Santos Oliveira Fuzinelli – Vereador Fred Coutinho Kenya Moreira Barcelona Ponciano Chagas – Vereador Hélio Carlos de Oliveira Sandra Cristina de Souza – Vereador Israel Russo Ana Paula de Lima Freitas – Vereador Miguel Tomatinho do Hospital Miriam Cristina Errera – Vereador Oliveira Andrezza Ferreira Bruni – Vereador Rogerinho da Policlínica

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Filha de vereador de 15 anos que morreu em acidente com amigo dirigia carro, diz polícia

Publicado em: 10/10/2025 16:12

Filha de vereador que morreu em acidente de carro, em Goiás Arquivo pessoal/Crislei Lorraine | Reprodução/ Redes sociais A adolescente Mariele de Sousa, de 15 anos, que morreu em um acidente na GO-221, dirigia o carro dos pais no momento da batida, segundo a Polícia Civil. Filha do vereador de Palestina de Goiás Oziel Dantas (MDB), ela estava com dois amigos, sendo que um deles morreu logo depois. “A Mariele estava dirigindo. Ela perdeu o controle do veículo e colidiu com uma árvore”, disse o delegado Ramon Queiroz. Segundo a polícia, a jovem não tinha autorização dos pais para pegar o carro e ir para outra cidade, pois morava em Palestina de Goiás e ia para Caiapônia, a cerca de 40 km de distância. O g1 entrou em contato com o pai de Mariele, mas ele não se pronunciou sobre a adolescente estar dirigindo até a última atualização desta reportagem. O vereador, que é presidente da Câmara Municipal de Palestina de Goiás, lamentou a morte da filha. "Sua partida precoce deixou uma dor imensurável nos corações dos pais e de todos que a amavam. Em meio à dor, seus pais e todos que a amam depositam a fé em Deus, confiando que Ele a recebeu em um lugar de paz e luz. Mariele viverá para sempre", disse Oziel. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp LEIA TAMBÉM: Amiga de filha de vereador morta lamenta não ter visto mensagem enviada pouco antes do acidente Filha de vereador e amigo morrem em acidente na GO-221 Estudante morre após bater moto em caminhão estacionado; vídeo Adolecente morre em acidente de carro. em Goiás Reprodução/ Instagram Mariele de Sousa Acidente Conforme o delegado Ramon, Marile pegou o carro para ir fazer as unhas. Depois, segundo o investigador, a jovem ligou para o pai e avisou que iria comer pizza, mas dez minutos depois sofreu o acidente. A batida aconteceu a 5 km de distância após a jovem e os amigos saírem de Palestina de Goiás em direção à cidade de Caiapônia, ambas na região oeste de Goiás. Mariele morreu no local após sofrer fraturas pelo corpo. Nilson Xavier Júnior foi socorrido e morreu no hospital. Outra adolescente foi socorrida e levada para Goiânia, mas já recebeu alta. A Polícia Civil disse que ainda investiga as causas do acidente. Carro onde estava adolecente que morreu em acidente Divulgação/ Polícia Municipal de Palestina de Goiás Comoção Nas redes sociais, amigos e moradores da região expressaram tristeza e consternação com a tragédia. Muitos lembraram o jeito alegre de Mariele e descreveram a adolescente como uma pessoa querida e cheia de vida. Uma amiga contou que havia recebido mensagem de Mariele pouco antes do acidente, mas não chegou a visualizar. Ainda abalada, disse que não consegue acreditar na perda. Veja também: Uma pessoa morre e duas ficam feridas em grave acidente na GO-431 Uma pessoa morre e duas ficam feridas em grave acidente na GO-431 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás

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Tatiana Medeiros: Câmara confirma que vereadora pode voltar ao cargo na segunda-feira (13)

Publicado em: 10/10/2025 16:07

Vereadora Tatiana Medeiros é solta em Teresina; ela cumprirá outras medidas cautelares A vereadora Tatiana Medeiros, liberada da prisão domiciliar nesta sexta-feira (10) após ser presa suspeita de corrupção eleitoral e lavagem de dinheiro, pode retornar ao cargo na Câmara Municipal de Teresina (CMT) na segunda-feira (13). A informação foi confirmada pela Procuradoria-Geral da CMT. LEIA TAMBÉM: Entenda por que audiência de Tatiana Medeiros foi cancelada À TV Clube, o procurador-geral Pedro Rycardo Couto da Silva informou que foi notificado sobre o retorno da parlamentar na tarde desta sexta (10). Segundo ele, Tatiana deve retornar às atividades na CMT normalmente. Tatiana foi presa em 3 de abril, após mandado de prisão preventiva expedido em 23 de março. Em 3 de junho, a Justiça autorizou prisão domiciliar por motivo de saúde, com medidas cautelares. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Uma investigação conduzida pelas polícias federal e civil apontaram que a campanha que elegeu Tatiana para a Câmara de Teresina, em outubro de 2024, foi financiada com “recursos ilícitos de uma facção criminosa”. Prisão revogada e novas medidas cautelares A parlamentar foi solta após decisão do juiz José Maria de Araújo Costa do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI). Ele argumentou a manutenção da prisão domiciliar de Tatiana constitui "constrangimento ilegal". "A paciente já se encontra em segregação há mais de 6 (seis) meses e, no atual estágio, existe dúvida quando a licitude das provas que embasaram a sua prisão. Com efeito, tal decisão afasta o fundamento das cautelares de manutenção da prisão domiciliar e afastamento do mandato em face da urgência da instrução processual, porquanto o curso do processo foi suspenso", diz trecho da decisão. O juiz determinou novas medidas cautelares que devem ser cumpridas pela vereadora. Segundo a decisão, Tatiana Medeiros só poderá acessar a internet por um único aparelho específico, como um computador ou celular. Esse acesso será limitado apenas a sites previamente autorizados, como sistemas legislativos ou redes sociais institucionais. Ela também está proibida de manter contato com outros investigados, testemunhas e servidores relacionados ao caso. A Justiça fixou o prazo de 90 dias para revisar as medidas. O descumprimento de qualquer uma delas pode levar à revogação da soltura e decretação de nova prisão. Discordância entre tribunais superiores O promotor de Justiça Marcelo de Jesus, responsável pelo processo criminal de Alandilson Cardoso, namorado de Tatiana Medeiros, afirma que o uso do relatório financeiro obtido sem autorização judicial como prova é alvo de uma disputa de interpretações entre tribunais superiores. "Muitas autoridades policiais, ancoradas no entendimento do STF de que era possível a requisição direta de relatórios financeiros, faziam as requisições para dar maior celeridade às investigações. Posteriormente, houve decisões do STJ exigindo autorização judicial para a obtenção desses relatórios", começa o promotor. Na visão de Marcelo, porém, se houver uma decisão definitiva do STF para considerar nula esse tipo de prova, ficará mais difícil manter presos e condenar réus acusados de crimes como organização criminosa e lavagem de dinheiro. "Terá que se ir em cada processo e analisar se há provas independentes dos relatórios, para não perder os processos e salvá-los. Na maioria deles, existem essas provas", completa. Tatiana Medeiros Reprodução VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

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Nova denunciante diz que foi intimidada por vereador de Piracicaba após abuso: 'vai ser a sua palavra contra a minha'

Publicado em: 10/10/2025 15:02

Preso por crimes sexuais, vereador Cássio Fala Pira passa por audiência em Piracicaba Uma das nove mulheres que denunciou o vereador Cássio Luiz Barbosa, o Cássio Fala Pira (PL), por supostos crimes sexuais, afirmou que foi intimidada por ele após o abuso sofrido. O parlamentar foi preso na quinta-feira (9) e nega as acusações. Segundo a mulher, o crime teria sido praticado em 2018, quando Cássio ainda não era vereador. Ela relatou que foi procurada porque ele queria que ela fosse barriga de aluguel para um filho dele. E porque também queria ajudá-la com um emprego. Essa foi a terceira denunciante entrevistada pela EPTV, afiliada da TV Globo. A primeira também tinha dito que acionou o parlamentar porque procurava um emprego, e outra relatou que ele teria lhe oferecido um emprego e uma cesta básica. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram "Ele marcou comigo de ir na minha casa. Iria ele e a esposa dele. Só que daí, quando ele chegou, ele estava sozinho. E ele sentou de um lado e eu sentei do outro, num outro sofá. Depois, ele falou: 'agora, eu vou querer uma água'. Aí, eu fui pegar. No que eu levantei pra ir, ele pegou no meu pulso, segurou forte e me puxou com força. Mas com força mesmo. Acho que pra eu cair no colo dele, né? Só que daí eu consegui cair assim do lado. Aí, foi onde que ele começou [o abuso]", afirmou a nova denunciante. Segundo a mulher, ele teria lhe forçado a colocar a mão nas partes íntimas dele. "Segurava com muita força a mão, assim. E ficava pegando no meu rosto, pra tentar me beijar. E quando ele saiu, ele ameaça. Ele falou assim: 'Ó, veja bem o que você vai fazer porque vai ser a sua palavra contra a minha'". Ela disse que na época foi desencorajada a denunciar mas que, agora, depois de ver as outras denúncias, tomou coragem e resolveu procurar a polícia. Vereador Cássio Fala Pira é acompanhado por policial após prisão Reprodução/ EPTV Advogados fala em 'efeito manada' Um dos advogados de Cássio, Jonas Tadeu Parisotto afirmou nesta sexta-feira que considera a prisão por 30 dias de Cássio ilegal. "Ocorreu abuso de autoridade e constrangimento ilegal contra o nosso cliente. Isso nós vamos tomar as providências cabíveis em sede de justiça. No nosso entendimento, a prisão temporária, no caso dele, deveria ter sido cinco dias, excepcionalmente prorrogada por mais cinco dias", argumentou. Ele afirmou que as acusações não procedem e que não há nos depoimentos das denunciantes nada "contundente" e que "diga que ele cometeu qualquer abuso". Para o também advogado de defesa Osmir Bertazzoni, ocorreu um "efeito manada". "Uma foi e fez a denúncia. A denúncia dela é infundada até porque nós temos prova que mostra que o Cássio não estava sozinho na sala dele no momento que ela disse que estava lá. O sistema de segurança da Câmara de Vereadores comprova o que nós estamos alegando. Ela mentiu. E nós vamos provar que ela mentiu", garante. Segundo ele, a partir desta denúncia, foram criados grupos em redes sociais para encorajar outras mulheres a denunciarem "Atrás dela fizeram um monte de grupos em redes sociais para as pessoas irem denunciar. Então, por uma série de motivos, possivelmente durante o período eleitoral, um cargo tenha sido prometido, uma situação que ele tenha se comprometido a fazer e não conseguiu fazer, traz uma série de revoltas e as pessoas acabam lançando essas humilhações e esses ataques. As pessoas que estão fazendo isso estão mentindo e isso será provado nos autos do processo", afirmou. Vereador Cássio Fala Pira é preso por crimes sexuais em Piracicaba Entenda o caso A prisão de Cássio Fala Pira ocorreu em cumprimento de mandado judicial devido a denúncias de crimes sexuais. Até a tarde desta quinta, Cássio foi denunciado por nove mulheres (entenda mais aqui). Segundo a polícia, a prisão ocorreu para que as investigações continuem sem possíveis interferências do suspeito. Cássio nega as acusações e afirma que vai provar sua inocência. A seguir, veja o que se sabe e o que falta saber sobre o caso: Cássio Fala Pira acompanha polícia durante cumprimento de mandados de busca Reprodução/ EPTV O que se sabe Cássio Fala Pira foi denunciado por nove mulheres por supostos crimes sexuais até a tarde desta quinta-feira. Em um dos casos, mostrado com exclusividade pela EPTV, afiliada da TV Globo no dia 2 de outubro, a denunciante afirmou que os abusos aconteceram dentro do gabinete do vereador na Câmara Municipal, quando o acionou porque precisava de emprego. Ela relatou que o parlamentar teria tocado em partes íntimas do seu corpo e colocado as mãos dela à força nas partes íntimas dele. E que o abuso aconteceu depois que ela o acionou porque procurava um emprego. Em outro caso, também revelado pela EPTV, a denunciante disse que foi abusada duas vezes, em situações nas quais o vereador teria lhe oferecido cesta básica e um emprego. Uma terceira denunciante relatou à Polícia Civil que conhece Cássio devido a ações políticas dele em seu bairro e que o parlamentar, em diferentes vezes, fez comentários sexuais sobre seu corpo e, em um dos episódios, passou a mão em sua cintura e quadril. Nesta quinta, a Polícia Civil cumpriu quatro mandados: um de prisão, na casa do parlamentar, e outros três de busca e apreensão, em um escritório de Cássio localizado no bairro Vila Sônia e em seu gabinete na Câmara Municipal. Foram apreendidos computadores e celulares. Após a prisão, Cássio foi levado à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Piracicaba e ao Instituto Médico Legal para a realização de exames. Nesta sexta-feira (10), a Justiça manteve a prisão após audiência de custódia e foi decidido que o parlamentar vai ficar na cadeia de Tremembé (SP). Segundo a Câmara Municipal de Piracicaba, a convocação do suplente - que é Fabrício Polezi - para substituir o vereador só ocorreria a partir de um afastamento de 120 dias, o que não é o caso atualmente. Com a prisão temporária, Cássio pediu afastamento sem remuneração até 16 de dezembro e o pedido foi aprovado em plenário por 19 votos a 1. O Legislativo informou que também recebeu uma denúncia de crime sexual contra ele e que ela será encaminhada à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar. Em comunicado, a Câmara declarou que acompanha de perto o "desenrolar dos acontecimentos" e todas as medidas administrativas e regimentais cabíveis serão tomadas. Em nota, o Diretório Municipal do Partido Liberal (PL) de Piracicaba reconheceu a gravidade das denúncias e afirmou que, se foram confirmadas, vai abrir processo disciplinar que poderá levar à expulsão do parlamentar da legenda. Também em nota divulgada nesta quinta-feira, a defesa de Cássio classificou as denúncias como "frágeis", disse que o vereador ainda não teve a oportunidade de dar sua versão à polícia e que sua inocência será provada (veja o texto na íntegra no final da reportagem). Advogado do parlamentar, Jonas Tadeu Parisotto também afirmou que tem conhecimento "de grupos que têm interesse político nessa questão". Vereador de Piracicaba se pronuncia sobre denúncias de crimes sexuais O que falta saber As investigações ainda estão em andamento. Segundo a polícia, a prisão ocorreu para que elas continuem sem possíveis interferências do suspeito. A Polícia Civil ainda não divulgou quais são as provas reunidas contra o investigado. Também não foi divulgado o teor das denúncias feitas por todas as nove mulheres contra o parlamentar. A defesa de Cássio também não apresentou à imprensa, ainda, quais são as provas que disse possuir para provar sua inocência. Vereador Cássio Luiz Barbosa, o Cassio Fala Pira, de Piracicaba Rubens Cardia/ Câmara Municipal de Piracicaba A seguir, veja nota da defesa de Cássio Fala Pira na íntegra: "A defesa técnica e constituída pelo Vereador Cássio Luiz Barbosa, vem, por meio desta nota, esclarecer, publicamente, os fatos relacionados às acusações dirigidas a ele, às quais não correspondem à verdade. Os relatos apresentados por supostas 'vítimas', carecem de verossimilhança e não encontram respaldo nas frágeis acusações produzidas em redes sociais que se consubstanciam, em cancelamento e linchamento virtuais, violando a honra e a imagem do vereador, do cidadão e do pai Cássio Luiz Barbosa. Releva notar, que a autoridade policial que preside o inquérito na Delegacia de Defesa da Mulher e que redundou na precoce representação de prisão temporária junto ao Poder Judiciário, sequer teve o cuidado e a prudência de convocar o Vereador Cássio, para dar-lhe a oportunidade de esclarecer os supostos fatos e acusações vindo, em maioria, de usuários da internet, que se colocam como juízes e, ao mesmo tempo, se enxergam como carrascos, promovendo o linchamento virtual, tendo em vista que o espaço virtual lhes dá esse poder, sem que nenhuma penalidade lhes sejam impostas. Ressalta-se que o Vereador Cássio Luiz Barbosa, assim como qualquer cidadão brasileiro, possui o direito constitucional à presunção de inocência, à ampla defesa e ao contraditório e do devido processo legal, diante do princípio da dignidade da pessoa humana. A prisão, ainda que temporária, no entendimento da Defesa, é medida excepcional, diante do princípio da dignidade da pessoa humana, de qualquer forma, reitera, nesta oportunidade, a sua confiança na Justiça e reafirma que, ao final do processo, sua inocência será comprovada". Veja mais notícias no g1 Piracicaba

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VÍDEO: veículo do departamento de trânsito derruba motociclistas e agentes são investigados em Limeira

Publicado em: 10/10/2025 13:49

Batida entre viatura da GM e duas motos deixa feridos em rua de Limeira A Prefeitura de Limeira (SP) instaurou uma sindicância para apurar a conduta de agentes de trânsito envolvidos em um acidente com motociclistas, no Jardim Olga Veroni, em Limeira (SP). O caso ocorreu no último dia 2 de outubro. Imagens de câmeras de segurança flagraram o momento em que uma caminhonete do Departamento de Trânsito de Limeira atingiu duas motos (assista ao vídeo acima). Os motociclistas dizem que foram atingidos de propósito. No registro feito pela Polícia Civil, os agentes relatam que os motociclistas teriam desobedecido ordem de parada e fugido. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram Também dizem que realizaram o acompanhamento deles, que os dois perderam o controle do veículo ao passarem por uma lombada, caíram e bateram contra a viatura. Câmera flagrou momento do acidente envolvendo moto e caminhonete do departamento de trânsito, em Limeira Reprodução Os motociclistas foram levados à Santa Casa de Limeira (SP) com escoriações. Conforme o boletim de ocorrência, não foram constatadas irregularidades nas motos e os motoristas estavam habilitados. Mesmo assim, os veículos foram recolhidos ao pátio municipal. Um dos motociclistas relatou à EPTV, afiliada da TV Globo, que não houve ordem de parada e que eles também não fugiram. Não é atribuição dos agentes, diz secretaria A Secretaria de Transportes e Mobilidade Urbana confirmou que recebeu denúncia da Câmara Municipal sobre suposta abordagem irregular, seguida de apreensão irregular das motos, e destacou que os agentes não têm esse tipo de atribuição. Veja nota da prefeitura a respeito do caso: "A Secretaria dos Transportes e Mobilidade Urbana informa que recebeu da Câmara Municipal uma denúncia referente a uma suposta abordagem irregular, seguida de multa e apreensão irregular de motocicleta. Diante das informações iniciais e considerando-se que o agente de trânsito não tem tal atribuição, a secretaria determinou a imediata abertura de procedimento administrativo para apurar as circunstâncias da denúncia. A administração municipal reitera que não compactua com qualquer conduta que contrarie a legislação e que todas as medidas cabíveis serão adotadas com rigor, transparência e respeito ao devido processo legal". Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Piracicaba

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Cássio Fala Pira: Justiça mantém prisão após audiência de custódia e vereador irá à cadeia de Tremembé

Publicado em: 10/10/2025 12:37

Cássio "Fala Pira" passará por audiência de custódia A Justiça manteve a prisão do vereador de Piracicaba (SP), Cássio Luiz Barbosa, conhecido como Cássio Fala Pira (PL), após audiência de custódia no final manhã desta sexta-feira (10). O parlamentar vai permanecer preso pelos próximos 30 dias e será encaminhado para a cadeia de Tremembé (SP). O número de denúncias de supostos crimes sexuais cometidos pelo parlamentar chegam a nove registros na Polícia Civil. Ele nega e declara que vai provar inocência. Leia mais, abaixo. Vereador Cássio Fala Pira é acompanhado por policial após prisão Reprodução/ EPTV Defesa: 'prisão é ilegal' Os advogados do vereador Cássio Fala Pira consideram que a manutenção da prisão é ilegal. "Ocorre abuso de autoridade e constrangimento ilegal com nosso cliente. Vamos tomar as providências cabíveis. No nosso entendimento, a prisão temporária dele deveria ter sido de cinco dias e, excepcionalmente, prorrogada por mais cinco dias", disse o advogado Jonas Parisotto. Segundo a defesa, o vereador está tranquilo em relação às acusações. "As acusações não procedem. Ele se diz inocente. Nós acreditamos porque já olhamos todos os depoimentos e não há nada contudente, que diga que ele cometeu qualquer abuso contra qualquer pessoa lá [nos registros] relacionada. 'Efeito manada', diz advogado Outro advogado de defesa do vereador, Osmir Bertazzoni, explica que as supostas denúncias seguiram o que chamou de 'efeito manada'. "Uma [mulher] foi e fez a denúncia. A denúncia é infundada, até porque nós temos provas de que ela não estava sozinha com o Cássio. O sistema de segurança da Câmara mostra que ela mentiu. Atrás dela, fizeram grupos nas redes sociais para as pessoas denunciarem. Por uma série de motivos, um cargo prometido, algo que prometeu fazer e não conseguiu, as pessoas acabam lançando esses ataques. As pessoas estão mentindo. Isso será provado nos autos do processo", declarou. O que é audiência de custódia? A audiência de custódia trata-se de cumprimento de mandado de prisão, explica o Tribunal de Justiça. O procedimetno ocorre apenas para verificar se alguma ilegalidade foi cometida no ato da prisão e ele segue preso. No caso do vereador Cássio Fala Pira, nada de irregular durante a prisão foi constatado pela Justiça. Prisão temporária A Polícia Civil prendeu temporariamente o vereador no início da manhã desta quinta-feira (9). A prisão ocorreu em cumprimento de mandado judicial devido a denúncias de crimes sexuais. Até a tarde desta quinta, Cássio foi denunciado por nove mulheres (entenda mais aqui). Segundo a polícia, a prisão ocorreu para que as investigações continuem sem possíveis interferências do suspeito. Na manhã desta sexta-feira, ele deve passar por audiência de custódia. Cássio nega as acusações e afirma que vai provar sua inocência. A seguir, veja o que se sabe e o que falta saber sobre o caso: 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram Vereador Cássio Fala Pira é preso por crimes sexuais em Piracicaba O que se sabe Cássio Fala Pira foi denunciado por nove mulheres por supostos crimes sexuais até a tarde desta quinta-feira. Em um dos casos, mostrado com exclusividade pela EPTV, afiliada da TV Globo no dia 2 de outubro, a denunciante afirmou que os abusos aconteceram dentro do gabinete do vereador na Câmara Municipal, quando o acionou porque precisava de emprego. Ela relatou que o parlamentar teria tocado em partes íntimas do seu corpo e colocado as mãos dela à força nas partes íntimas dele. E que o abuso aconteceu depois que ela o acionou porque procurava um emprego. Em outro caso, também revelado pela EPTV, a denunciante disse que foi abusada duas vezes, em situações nas quais o vereador teria lhe oferecido cesta básica e um emprego. Uma terceira denunciante relatou à Polícia Civil que conhece Cássio devido a ações políticas dele em seu bairro e que o parlamentar, em diferentes vezes, fez comentários sexuais sobre seu corpo e, em um dos episódios, passou a mão em sua cintura e quadril. Nesta quinta, a Polícia Civil cumpriu quatro mandados: um de prisão, na casa do parlamentar, e outros três de busca e apreensão, em um escritório de Cássio localizado no bairro Vila Sônia e em seu gabinete na Câmara Municipal. Foram apreendidos computadores e celulares. Cássio foi levado à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Piracicaba e ao Instituto Médico Legal para a realização de exames. O vereador ficará preso no 1º DP e apenas será ouvido pela polícia no fim das investigações, apurou a EPTV. Segundo a Câmara Municipal de Piracicaba, a convocação do suplente - que é Fabrício Polezi - para substituir o vereador só ocorreria a partir de um afastamento de 120 dias, o que não é o caso atualmente. Com a prisão temporária, Cássio pediu afastamento sem remuneração até 16 de dezembro e o pedido foi aprovado em plenário por 19 votos a 1. O Legislativo informou que também recebeu uma denúncia de crime sexual contra ele e que ela será encaminhada à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar. Em comunicado, a Câmara declarou que acompanha de perto o "desenrolar dos acontecimentos" e todas as medidas administrativas e regimentais cabíveis serão tomadas. Em nota, o Diretório Municipal do Partido Liberal (PL) de Piracicaba reconheceu a gravidade das denúncias e afirmou que, se foram confirmadas, vai abrir processo disciplinar que poderá levar à expulsão do parlamentar da legenda. Também em nota divulgada nesta quinta-feira, a defesa de Cássio classificou as denúncias como "frágeis", disse que o vereador ainda não teve a oportunidade de dar sua versão à polícia e que sua inocência será provada (veja o texto na íntegra no final da reportagem). Advogado do parlamentar, Jonas Tadeu Parisotto também afirmou que tem conhecimento "de grupos que têm interesse político nessa questão". Cássio Fala Pira acompanha polícia durante cumprimento de mandados de busca Reprodução/ EPTV O que falta saber As investigações ainda estão em andamento. Segundo a polícia, a prisão ocorreu para que elas continuem sem possíveis interferências do suspeito. A Polícia Civil ainda não divulgou quais são as provas reunidas contra o investigado. Também não foi divulgado o teor das denúncias feitas por todas as nove mulheres contra o parlamentar. A defesa de Cássio também não apresentou à imprensa, ainda, quais são as provas que disse possuir para provar sua inocência. Vereador de Piracicaba se pronuncia sobre denúncias de crimes sexuais A seguir, veja nota da defesa de Cássio Fala Pira na íntegra: "A defesa técnica e constituída pelo Vereador Cássio Luiz Barbosa, vem, por meio desta nota, esclarecer, publicamente, os fatos relacionados às acusações dirigidas a ele, às quais não correspondem à verdade. Os relatos apresentados por supostas 'vítimas', carecem de verossimilhança e não encontram respaldo nas frágeis acusações produzidas em redes sociais que se consubstanciam, em cancelamento e linchamento virtuais, violando a honra e a imagem do vereador, do cidadão e do pai Cássio Luiz Barbosa. Releva notar, que a autoridade policial que preside o inquérito na Delegacia de Defesa da Mulher e que redundou na precoce representação de prisão temporária junto ao Poder Judiciário, sequer teve o cuidado e a prudência de convocar o Vereador Cássio, para dar-lhe a oportunidade de esclarecer os supostos fatos e acusações vindo, em maioria, de usuários da internet, que se colocam como juízes e, ao mesmo tempo, se enxergam como carrascos, promovendo o linchamento virtual, tendo em vista que o espaço virtual lhes dá esse poder, sem que nenhuma penalidade lhes sejam impostas. Ressalta-se que o Vereador Cássio Luiz Barbosa, assim como qualquer cidadão brasileiro, possui o direito constitucional à presunção de inocência, à ampla defesa e ao contraditório e do devido processo legal, diante do princípio da dignidade da pessoa humana. A prisão, ainda que temporária, no entendimento da Defesa, é medida excepcional, diante do princípio da dignidade da pessoa humana, de qualquer forma, reitera, nesta oportunidade, a sua confiança na Justiça e reafirma que, ao final do processo, sua inocência será comprovada". Vereador Cássio Luiz Barbosa, o Cassio Fala Pira, de Piracicaba Rubens Cardia/ Câmara Municipal de Piracicaba Veja mais notícias no g1 Piracicaba

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Vereadora Tatiana Medeiros é solta em Teresina; ela cumprirá outras medidas cautelares

Publicado em: 10/10/2025 12:15

Caso Tatiana Medeiros: defesa pediu a soltura após a anulação das provas A vereadora Tatiana Medeiros foi solta nesta sexta-feira (10), em Teresina. A prisão domiciliar foi revogada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI). Ela irá cumprir outras medidas cautelares e deve retornar à Câmara Municipal de Teresina (CMT). ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp De acordo com o juiz José Maria de Araújo Costa do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), que concedeu a soltura da vereadora, a manutenção da prisão domiciliar de Tatiana constitui "constrangimento ilegal". "A paciente já se encontra em segregação há mais de 6 (seis) meses e, no atual estágio, existe dúvida quando a licitude das provas que embasaram a sua prisão. Com efeito, tal decisão afasta o fundamento das cautelares de manutenção da prisão domiciliar e afastamento do mandato em face da urgência da instrução processual, porquanto o curso do processo foi suspenso", diz trecho da decisão. O juiz determinou novas medidas cautelares que devem ser cumpridas pela vereadora. Segundo a decisão, Tatiana Medeiros só poderá acessar a internet por um único aparelho específico, como um computador ou celular. Esse acesso será limitado apenas a sites previamente autorizados, como sistemas legislativos ou redes sociais institucionais. Ela também está proibida de manter contato com outros investigados, testemunhas e servidores relacionados ao caso. A Justiça fixou o prazo de 90 dias para revisar as medidas. O descumprimento de qualquer uma delas pode levar à revogação da soltura e decretação de nova prisão. Procurada pelo g1, a Câmara Municipal de Teresina (CMT) informou que ainda não foi notificada sobre o retorno de Tatiana Medeiros. Prisão Tatiana foi presa em 3 de abril, após mandado de prisão preventiva expedido em 23 de março. Em 3 de junho, a Justiça autorizou prisão domiciliar por motivo de saúde, com medidas cautelares. De acordo com a Polícia Federal, a campanha que elegeu Tatiana para a Câmara de Teresina, em outubro de 2024, foi financiada com “recursos ilícitos de uma facção criminosa”. Reportagem em atualização... Tatiana Medeiros Reprodução VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

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Justiça suspende lei que prevê placas antiaborto em hospitais e unidades de saúde de Vitória

Publicado em: 10/10/2025 11:34

O que é aborto legal Um mês depois da sanção de uma lei que determinava a instalação de placas ou cartazes sobre o aborto em unidades públicas de saúde e hospitais de Vitória, a Justiça suspendeu a prática após uma ação da Defensoria Pública do Espírito Santo. A lei sancionada pelo prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) não chegou a ser executada porque o projeto foi declarado inconstitucional e teve seus efeitos suspensos. Os textos seriam direcionados a meninas e mulheres que planejam realizar o procedimento, mesmo nos casos em que o aborto é permitido por lei. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp A decisão foi proferida pelo juiz Carlos Magno Moulin Lima, da 5ª Vara da Fazenda Pública de Vitória, nesta quinta-feira (9). O magistrado entendeu que a Lei 10.218/2025 é inconstitucional e contraria tratados internacionais de direitos humanos, especialmente os que protegem os direitos das mulheres. O descumprimento da decisão pode gerar multa de R$ 5 mil por ato. Com a decisão, que tem caráter provisório até o julgamento do mérito, a Prefeitura de Vitória está proibida de instalar os cartazes e de aplicar sanções previstas na lei. Desde a sanção até a suspensão, o g1 apurou que nenhuma imagem de alguma placa foi instalada neste período. A prefeitura informou, por meio de assessoria, que não iria se manifestar sobre o assunto. Entenda A Lei 10.218/2025, foi sancionada pelo prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) no dia 19 de setembro de 2025, após aprovação na Câmara Municipal, e determinava a instalação de placas ou cartazes sobre o aborto em unidades públicas de saúde e hospitais da capital. Atualmente, existem três situações em que o aborto é permitido no Brasil. AFP LEIA TAMBÉM: REALIDADE NO ES: Quase 100 abortos legais foram feitos em 1,5 ano; 'É um direito, não é uma prática que vai contra a lei', diz especialista ABUSOS COMETIDOS PELO TIO: Relembre o caso da criança de 10 anos que fez aborto legal após estupro no ES A lei indicava as mensagens que as placas deveriam ter: “Aborto pode acarretar consequências como infertilidade, problemas psicológicos, infecções e até óbito”; “Você sabia que o nascituro é descartado como lixo hospitalar?”; “Você tem direito a doar o bebê de forma sigilosa. Há apoio e solidariedade disponíveis para você. Dê uma chance à vida!”. O projeto previa multa de R$ 1 mil para gestores de unidades de saúde que descumprissem a determinação. A decisão Câmara de Vereadores de Vitória Reprodução/TV Gazeta Na decisão, o juiz afirmou que a norma viola a dignidade da pessoa humana, o direito à saúde, o direito à informação e à liberdade de consciência, além de afrontar compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, como a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (CEDAW) e a Convenção de Belém do Pará. “Em vez de garantir ambiente de acolhimento e neutralidade científica, [a lei] impõe às mulheres em situação de sofrimento e vulnerabilidade mensagens incompatíveis com os parâmetros internacionais de proteção”, escreveu o juiz. O juiz destacou ainda que a lei municipal extrapola a competência da Câmara e da Prefeitura, ao tratar de temas relacionados a direito penal e políticas públicas de saúde, que são de atribuição da União. “A interferência municipal não é abstrata, pois incide diretamente sobre a conduta de gestores e profissionais de saúde, impondo-lhes obrigação positiva de expor mensagens de cunho coercitivo, sob pena de advertência e multa”, afirmou Carlos Magno Moulin Lima. Críticas à proposta O projeto foi apresentado pelo vereador Luiz Emanuel (Republicanos), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e aprovado em regime de urgência, com pouca discussão nas comissões. Ele justificou a proposta dizendo que o “direito da mulher não pode comprometer a vitalidade intrauterina”. A medida recebeu críticas de vereadores da oposição, como Professor Jocelino (PT), Ana Paula Rocha (Psol), Pedro Trés (PSB) e Raniery Ferreira (PT), que apontaram inconstitucionalidade, revitimização de meninas e mulheres vítimas de estupro e riscos à saúde. Aborto legal no Brasil A legislação brasileira permite o abortamento induzido em três situações: Gravidez resultante de estupro ou estupro de vulnerável (menores de 14 anos); Risco de morte para a gestante; Anencefalia do feto (malformação cerebral). Especialista vê tentativa de intimidação A presidente da Sociedade Brasileira de Bioética e professora de Direito da Faculdade de Direito de Vitória (FDV), Elda Bussinguer, afirmou que a proposta aprovada pela Câmara de Vitória é inconstitucional e representa uma tentativa de intimidar meninas e mulheres que têm direito ao procedimento legal. “O aborto legal é feito dentro do hospital, com todo cuidado, e não implica nesses riscos relatados. A chance de infertilidade é zero. É um falso discurso para provocar medo”, afirmou Bussinguer, que também é enfermeira e obstetra. Com informações de Aline Nunes/A Gazeta. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Projeto que autoriza internação involuntária de dependentes químicos é aprovado pela Câmara de BH em 1º turno

Publicado em: 10/10/2025 10:33

Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou em primeiro turno nesta quinta-feira (9) o projeto de lei que institui e regulamenta a internação de usuários e dependentes de drogas na rede municipal de saúde. A proposta, de autoria do vereador Braulio Lara (Novo), autoriza a internação involuntária, ou seja, sem consentimento do paciente, em casos de risco à integridade física do próprio dependente ou de terceiros. O texto foi aprovado por 27 votos a favor e 10 contrários, após intenso debate em plenário. (veja como votou cada vereador ao final da reportagem) O projeto define que o tratamento de dependentes químicos deve ocorrer prioritariamente de forma ambulatorial, mas prevê a possibilidade de internação em unidades de saúde ou hospitais gerais, mediante laudo médico detalhado. A internação poderá ser solicitada por familiares ou, na ausência destes, por servidores públicos da saúde, da assistência social ou de órgãos que integrem o Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas. Segundo o autor da proposta, o objetivo é ampliar o acesso ao tratamento para pessoas que perderam a capacidade de buscar ajuda. “Essas pessoas precisam ter o tratamento devido. A gente sai com uma decisão muito importante para a nossa cidade. O recado que Belo Horizonte está dando é de que quer sim cuidar das pessoas, quer sim dar o encaminhamento para tratamento, porque a gente não pode renegar esse direito a cada um que está acometido pelos vícios”, afirmou Braulio Lara. Reunião sobre internação compulsória teve galerias cheias. Letícia Oliveira/CMBH Debate e críticas Durante a votação, vereadores contrários classificaram o projeto como “higienista” e “preconceituoso”, argumentando que ele fere direitos fundamentais e representa retrocesso na política de saúde mental. “Os graves problemas sociais precisam ser enfrentados na sua raiz, nos seus motivos, e não com uma solução que criminaliza e maltrata ainda mais as pessoas, que são simplesmente vítimas de um sistema que vai expulsando do convívio social”, disse a vereadora Cida Falabella (Psol). O vereador Pedro Patrus (PT) também criticou a aprovação e afirmou que a oposição apresentou mais de 40 emendas ao texto. Emendas e tramitação Até o momento, duas emendas foram registradas. Uma delas, apresentada pela Comissão de Legislação e Justiça, propõe que a internação involuntária só ocorra após o esgotamento de alternativas ambulatoriais e com limite máximo de 90 dias, conforme a Lei Federal 11.343/2006. A segunda, de autoria do vereador Edmar Branco (PCdoB), pretende retirar a previsão de internação involuntária do projeto. Com a aprovação em primeiro turno, o PL 174/2025 retorna agora às comissões para análise das emendas antes da votação em segundo turno. Para ser aprovado em definitivo, precisará de pelo menos 21 votos favoráveis. Veja como votou cada vereador Arruda (Republicanos) – Sim Braulio Lara (Novo) – Sim Bruno Miranda (PDT) – Não Cida Falabella (Psol) – Não Cláudio do Mundo Novo (PL) – Sim Cleiton Xavier (MDB) – Sim Diego Sanches (Solidariedade) – Sim Dr. Bruno Pedralva (PT) – Não Dra. Michelly Siqueira (PRD) – Sim Edmar Branco (PCdoB) – Não Fernanda Pereira Altoé (Novo) – Presidência Flávia Borja (DC) – Sim Helinho da Farmácia (PSD) – Sim Helton Júnior (PSD) – Não Irlan Melo (Republicanos) – Sim Iza Lourença (Psol) – Não votou Janaina Cardoso (União) – Sim José Ferreira (Podemos) – Sim Juhlia Santos (Psol) – Não Juninho Los Hermanos (Avante) – Sim Leonardo Ângelo (Cidadania) – Sim Loide Gonçalves (MDB) – Sim Lucas Ganem (Podemos) – Sim Luiza Dulci (PT) – Não Maninho Félix (PSD) – Sim Marcela Trópia (Novo) – Sim Marilda Portela (PL) – Sim Neném da Farmácia (PMN) – Sim Osvaldo Lopes (Republicanos) – Não Pablo Almeida (PL) – Sim Pedro Patrus (PT) – Não Pedro Rousseff (PT) – Não Professor Juliano Lopes (Podemos) – Não votou Professora Marli (PP) – Não votou Rudson Paixão (Solidariedade) – Sim Sargento Jalyson (PL) – Sim Tilélo (PL) – Sim Uner Augusto (PL) – Sim Vile Santos (PL) – Sim Wagner Ferreira (PRD) – Não Wanderley Porto (PV) – Não O vídeo abaixo aborda as regras de internação compulsória no Espírito Santo, onde a autorização está vigente: Conheça as regras para internação compulsória Vídeos mais assistidos do g1 MG

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Bebê acorda, vai sozinho até a piscina de casa e morre afogado em Iraí de Minas

Publicado em: 10/10/2025 08:41

Um bebê de 1 ano e 7 meses morreu afogado na tarde de quarta-feira (8), em Iraí de Minas, no Alto Paranaíba. De acordo com familiares, a criança estava dormindo e, em determinado momento, foi sozinha até a área da piscina da residência. Ao perceber sua ausência da criança, o avô, de 53 anos, foi até o local e a encontrou boiando, já sem vida. O avô tentou realizar manobras de massagem cardíaca, mas o bebê não reagiu. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp A criança foi levada até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde novas tentativas de reanimação foram realizadas, também sem êxito. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Polícia Militar esteve no local e acompanhou a ocorrência juntamente da Perícia Técnica da Polícia Civil de Minas Gerais, que realizou os trabalhos periciais. Após os procedimentos, o corpo foi liberado e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Patrocínio. LEIA TAMBÉM: Família morre afogada ao tentar salvar criança no Rio Paracatu em MG Homem morre afogado ao tentar recuperar barco em represa Pai encontra filho afogado na piscina durante festa infantil Iraí de Minas Câmara Municipal de Iraí de Minas VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

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Alepa em foco: fique por dentro dos destaques do poder legislativo

Publicado em: 10/10/2025 07:30

Alepa em foco Divulgação Veja abaixo os destaques da semana na Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa): Alepa em Marabá Projeto Alepa Itinerante - COP30 foi realizado em Marabá Celso Lobo A Assembleia Legislativa do Pará promoveu, em Marabá, mais uma edição do projeto Alepa Itinerante - COP30, levando a estrutura do parlamento estadual para o município do Sudeste paraense. A programação começou logo cedo, com serviços de cidadania oferecidos à comunidade, seguiu com audiência pública e culminou, à tarde, na realização da 30ª Sessão Ordinária do 2º Período do 3º Ano Legislativo da 61ª Legislatura, de forma simbólica, no plenário da Câmara Municipal. O presidente da Alepa, deputado Chicão (MDB), ressaltou que a iniciativa amplia o diálogo entre o Legislativo e a população. Durante a audiência pública, realizada pela manhã, lideranças locais e representantes de diversos segmentos sociais apresentaram demandas relacionadas a áreas como mobilidade, saneamento, moradia e serviços básicos. A escuta serviu como preparação para a sessão plenária, quando os parlamentares levaram as discussões para dentro do espaço municipal, reforçando o caráter participativo da iniciativa. Intolerância religiosa Deputado estadual Dirceu Ten Caten (PT) Celso Lobo Líderes religiosos de matriz africana participaram de uma sessão especial na Assembleia Legislativa do Pará, convocada pelo deputado estadual Dirceu Ten Caten (PT), cujo objetivo foi denunciar o aumento de episódios de racismo, perseguição e violência contra seus espaços sagrados e praticantes no estado, especialmente em Belém. A sessão foi motivada por uma decisão judicial de novembro do ano passado, que determinou o fechamento do terreiro de umbanda Casa Mãe Mariana, localizado no bairro de Canudos e liderado há quatro anos pela mãe de santo Jussilene Natividade Maia, conhecida como Mãe Ju. A ordem judicial resultou de denúncias de perturbação sonora feitas por uma vizinha. Produção de açaí Deputado estadual Carlos Bordalo (PT) Ozeas Santos A cadeia produtiva do açaí enfrenta desafios estruturais marcados pela desigualdade e pela ausência quase total do Estado. Este é o diagnóstico apresentado pelo Relatório Final do Grupo de Trabalho sobre a Crise do Açaí no Pará, lançado ontem, dia 8, no Auditório João Batista, na sede da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa). O documento é resultado de 120 dias de trabalho do Grupo Temporário de Trabalho para a Crise do Abastecimento de Açaí no Estado do Pará (GT do Açaí), instituído pela Portaria nº 01/2025 da Comissão de Direitos Humanos, Defesa do Consumidor, da Pessoa com Deficiência, da Mulher, da Juventude, da Pessoa Idosa e das Minorias (CDHDC-Alepa), presidida pelo deputado Carlos Bordalo (PT). Roteiro cultural Deputada estadual Lívia Duarte (PSOL) Ozeas Santos O Círio de Nazaré, patrimônio cultural e imaterial brasileiro, ganhou sua segunda edição do Roteiro Cultural e Histórico do Círio, um guia para conhecer pontos turísticos relacionados à maior manifestação de fé dos paraenses. A iniciativa, novamente, é da deputada estadual Lívia Duarte (PSOL), presidente da Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa). Os exemplares estão sendo distribuídos gratuitamente em pontos estratégicos de Belém. O lançamento oficial foi na Alepa, com pocket show da cantora Alba Mariah acompanhada pelo pianista Edgar Matos. Outorga de comenda Imagem de Nossa Senhora de Nazaré Ozeas Santos A imagem peregrina da Virgem de Nazaré foi recebida na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), na quinta-feira (9), com honras de Chefe de Estado. A imagem participará da Sessão Solene de Outorga da Comenda do “Mérito Legislativo Nossa Senhora de Nazaré”. A celebração integra as homenagens do Poder Legislativo à Rainha da Amazônia e é um momento único para os servidores católicos do Poder Legislativo, já que a fé, a devoção, a gratidão e o amor fazem parte de uma das maiores festas religiosas do Brasil. O Círio de Nossa Senhora de Nazaré ocorre sempre no segundo domingo de outubro, em Belém.

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Câmara tem exposição em homenagem aos Congos e Caiapós em Poços de Caldas

Publicado em: 10/10/2025 06:27

Câmara de Poços de Caldas realiza exposição em homenagem aos congos e caiapós Câmara de Poços de Caldas/Divulgação A Câmara Municipal de Poços de Caldas recebe a exposição “Ternos de São Benedito” em homenagem aos congos e caiapós , manifestações culturais tradicionais e centenárias da cidade. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Aberta à visitação até o dia 17 de outubro, no saguão do Legislativo, a exposição “Ternos de São Benedito” apresenta registros históricos e afetivos das bandeiras dos seis ternos de congo e dois de caiapós, reforçando o papel da cultura popular na preservação da memória local. A mostra é realizada em parceria com a Associação de Ternos de Congos e Caiapós de São Benedito de Poços de Caldas e a Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Cultura. Os ternos de congo e de caiapós fazem parte da tradição de São Benedito, celebrada há mais de 120 anos no município (veja vídeo abaixo). Uma lei de 2022 reconheceu a importância destas manifestações culturais e instituiu o Dia Municipal dos Ternos de Congo, celebrado em 5 de outubro. Dia da Festa de São Benedito é feriado em Poços de Caldas; entenda Para a tesoureira da Associação dos Ternos de Congos e Caiapós, Lilian Regina Clementino, a mostra é uma forma de ampliar o conhecimento da população sobre a tradição. “As pessoas conhecendo a nossa história vão dar mais valor no que a gente faz”, disse. O vereador Douglas Dofu (União), autor do requerimento que solicitou a exposição destacou a relevância histórica e cultural da manifestação. “Esta exposição, que integra as comemorações do Dia Municipal dos Ternos de Congos, não é apenas uma mostra fotográfica, é uma homenagem à memória, à fé e à história de um povo que, por meio da devoção a São Benedito, construiu uma das tradições mais identitárias da nossa cidade.” Serviço 🖼️ Exposição “Ternos de São Benedito” 🗓️ Data: de segunda a sexta, até 17 de outubro ⏰ Horário: das 9h às 18h 📍 Local: Câmara Municipal de Poços de Caldas - R. Junqueiras, 454 🎟️ Entrada gratuita Câmara de Poços de Caldas realiza exposição em homenagem aos congos e caiapós Câmara de Poços de Caldas/Divulgação Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

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Vereador preso após denúncias de crimes sexuais em Piracicaba: o que se sabe e o que falta saber

Publicado em: 10/10/2025 05:01

Vereador Cássio Fala Pira é preso por crimes sexuais em Piracicaba A Polícia Civil prendeu temporariamente o vereador de Piracicaba (SP), Cássio Luiz Barbosa, conhecido como Cássio Fala Pira (PL), no início da manhã desta quinta-feira (9). A prisão ocorreu em cumprimento de mandado judicial devido a denúncias de crimes sexuais. Até a tarde desta quinta, Cássio foi denunciado por nove mulheres (entenda mais aqui). Segundo a polícia, a prisão ocorreu para que as investigações continuem sem possíveis interferências do suspeito. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram Cássio nega as acusações e afirma que vai provar sua inocência. A seguir, veja o que se sabe e o que falta saber sobre o caso: Vereador Cássio Fala Pira é acompanhado por policial após prisão Reprodução/ EPTV O que se sabe Cássio Fala Pira foi denunciado por nove mulheres por supostos crimes sexuais até a tarde desta quinta-feira. Em um dos casos, mostrado com exclusividade pela EPTV, afiliada da TV Globo no dia 2 de outubro, a denunciante afirmou que os abusos aconteceram dentro do gabinete do vereador na Câmara Municipal, quando o acionou porque precisava de emprego. Ela relatou que o parlamentar teria tocado em partes íntimas do seu corpo e colocado as mãos dela à força nas partes íntimas dele. E que o abuso aconteceu depois que ela o acionou porque procurava um emprego. Em outro caso, também revelado pela EPTV, a denunciante disse que foi abusada duas vezes, em situações nas quais o vereador teria lhe oferecido cesta básica e um emprego. Uma terceira denunciante relatou à Polícia Civil que conhece Cássio devido a ações políticas dele em seu bairro e que o parlamentar, em diferentes vezes, fez comentários sexuais sobre seu corpo e, em um dos episódios, passou a mão em sua cintura e quadril. Nesta quinta, a Polícia Civil cumpriu quatro mandados: um de prisão, na casa do parlamentar, e outros três de busca e apreensão, em um escritório de Cássio localizado no bairro Vila Sônia e em seu gabinete na Câmara Municipal. Foram apreendidos computadores e celulares. Cássio foi levado à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Piracicaba e ao Instituto Médico Legal para a realização de exames. O vereador ficará preso no 1º DP e apenas será ouvido pela polícia no fim das investigações, apurou a EPTV. Segundo a Câmara Municipal de Piracicaba, a convocação do suplente - que é Fabrício Polezi - para substituir o vereador só ocorreria a partir de um afastamento de 120 dias, o que não é o caso atualmente. Com a prisão temporária, Cássio pediu afastamento sem remuneração até 16 de dezembro e o pedido foi aprovado em plenário por 19 votos a 1. O Legislativo informou que também recebeu uma denúncia de crime sexual contra ele e que ela será encaminhada à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar. Em comunicado, a Câmara declarou que acompanha de perto o "desenrolar dos acontecimentos" e todas as medidas administrativas e regimentais cabíveis serão tomadas. Em nota, o Diretório Municipal do Partido Liberal (PL) de Piracicaba reconheceu a gravidade das denúncias e afirmou que, se foram confirmadas, vai abrir processo disciplinar que poderá levar à expulsão do parlamentar da legenda. Também em nota divulgada nesta quinta-feira, a defesa de Cássio classificou as denúncias como "frágeis", disse que o vereador ainda não teve a oportunidade de dar sua versão à polícia e que sua inocência será provada (veja o texto na íntegra no final da reportagem). Advogado do parlamentar, Jonas Tadeu Parisotto também afirmou que tem conhecimento "de grupos que têm interesse político nessa questão". Cássio Fala Pira acompanha polícia durante cumprimento de mandados de busca Reprodução/ EPTV O que falta saber As investigações ainda estão em andamento. Segundo a polícia, a prisão ocorreu para que elas continuem sem possíveis interferências do suspeito. A Polícia Civil ainda não divulgou quais são as provas reunidas contra o investigado. Também não foi divulgado o teor das denúncias feitas por todas as nove mulheres contra o parlamentar. A defesa de Cássio também não apresentou à imprensa, ainda, quais são as provas que disse possuir para provar sua inocência. Vereador de Piracicaba se pronuncia sobre denúncias de crimes sexuais A seguir, veja nota da defesa de Cássio Fala Pira na íntegra: "A defesa técnica e constituída pelo Vereador Cássio Luiz Barbosa, vem, por meio desta nota, esclarecer, publicamente, os fatos relacionados às acusações dirigidas a ele, às quais não correspondem à verdade. Os relatos apresentados por supostas 'vítimas', carecem de verossimilhança e não encontram respaldo nas frágeis acusações produzidas em redes sociais que se consubstanciam, em cancelamento e linchamento virtuais, violando a honra e a imagem do vereador, do cidadão e do pai Cássio Luiz Barbosa. Releva notar, que a autoridade policial que preside o inquérito na Delegacia de Defesa da Mulher e que redundou na precoce representação de prisão temporária junto ao Poder Judiciário, sequer teve o cuidado e a prudência de convocar o Vereador Cássio, para dar-lhe a oportunidade de esclarecer os supostos fatos e acusações vindo, em maioria, de usuários da internet, que se colocam como juízes e, ao mesmo tempo, se enxergam como carrascos, promovendo o linchamento virtual, tendo em vista que o espaço virtual lhes dá esse poder, sem que nenhuma penalidade lhes sejam impostas. Ressalta-se que o Vereador Cássio Luiz Barbosa, assim como qualquer cidadão brasileiro, possui o direito constitucional à presunção de inocência, à ampla defesa e ao contraditório e do devido processo legal, diante do princípio da dignidade da pessoa humana. A prisão, ainda que temporária, no entendimento da Defesa, é medida excepcional, diante do princípio da dignidade da pessoa humana, de qualquer forma, reitera, nesta oportunidade, a sua confiança na Justiça e reafirma que, ao final do processo, sua inocência será comprovada". Vereador Cássio Luiz Barbosa, o Cassio Fala Pira, de Piracicaba Rubens Cardia/ Câmara Municipal de Piracicaba Veja mais notícias no g1 Piracicaba

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Câmara de Porto Velho aprova PL que exige teste toxicológico para nomeação em cargos comissionados

Publicado em: 09/10/2025 21:50

Exame toxicológico Reprodução/JN A Câmara Municipal de Porto Velho aprovou na última terça-feira (7) um projeto de lei que exige a apresentação de teste toxicológico, exame que detecta o uso de drogas no organismo, para a nomeação em cargos comissionados. A medida foi aprovada em segunda votação. De acordo com o projeto, todos os cargos em comissão, independentemente do nível hierárquico ou das funções, passam a exigir a apresentação do exame no momento da nomeação. O teste deve ser feito em laboratório credenciado e detectar o uso de substâncias ilícitas nos últimos 90 dias. O custo será de responsabilidade do nomeado, e o resultado precisa ser entregue à Diretoria de Recursos Humanos da Câmara com pelo menos 10 dias de antecedência. O projeto determina que quem tiver resultado positivo para drogas ou se recusar a fazer o exame não poderá assumir o cargo. Agora, o projeto segue para análise do prefeito Léo Moraes (Podemos), que vai decidir se sanciona ou veta a proposta. Veja os vídeos que estão em alta no g1

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