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Vereadores trocam socos e empurrões durante sessão em câmara no Acre; VÍDEO

Publicado em: 08/10/2025 12:41

Vereadores de Sena Madureira, no Acre, trocam agressões e sessão é interrompida Uma sessão ordinária da Câmara Municipal de Sena Madureira, no interior do Acre, precisou ser interrompida após uma troca de agressões entre vereadores na noite da última terça-feira (7). Os parlamentares Denis Araújo (PP) e Maycon Moreira (PSD) trocaram socos e empurrões e precisaram ser separados por apoiadores. (Veja o vídeo acima) O g1 entrou em contato com o prefeito da cidade Gerlen Diniz (PP), além dos dois envolvidos no caso, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Já o presidente da Câmara, Charmes Diniz (PP), informou que a casa legislativa está tratando do caso com o setor jurídico e que "irá se manifestar na hora que achar necessário". 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Pelas redes sociais, os dois parlamentares envolvidos na briga deram suas respectivas versões sobre o ocorrido. Em um vídeo, Maycon Moreira (PSD) afirmou que foi agredido por Denis após responder às críticas, e que 'apenas se defendeu'. "Eu fui vítima. O vereador Denis, como mostram os vídeos que estão sendo noticiados, tentou me agredir. Ele fez a fala dele na tribuna da Câmara, me chamou de fracassado, de que [eu] tinha uma má índole, de traidor, e eu, na explicação pessoal, retruquei o que ele tinha falado e ele não aguentou o debate no campo das ideias", pontuou ele. LEIA MAIS: Vereador de cidade do Acre é alvo de operação da Polícia Federal que investiga compra de votos Vereadores trocam socos durante sessão em Sena Madureira na noite da última terça (7) Reprodução Durante a fala, Maycon chamou Denis de "fraco e sem talento" e questionou o mandato dele. O vereador do PSD declarou que registrou um boletim de ocorrência e pontuou que não é a primeira vez que o parlamentar tem esse tipo de atitude. "Ele falou que eu respondia processo por assédio, aí eu perguntei para ele qual era o problema. Ele falou: 'isso não tem problema nenhum, mas se você quiser a gente resolve agora'. Aí já partiu para cima de mim pra me agredir. Eu simplesmente só me defendi, como mostram os vídeos. Em momento algum eu tentei agredir ele", explicou ele. Os vereadores Maycon Moreira (PSD) [esq.] e Denis Araújo (PP) [dir.] protagonizaram momentos de agressão no Acre Reprodução O outro lado Já o vereador Denis Araújo (PP) publicou um texto onde agradece as mensagens de apoio, enaltece os "irmãos de farda da Polícia Penal" e não nega que tenha partido dele as agressões. "Sou cristão sim, mas também sou homem. Em toda história da minha vida nunca alguém me ofendeu tanto com calúnias, injúrias e a minha honra subjetiva e objetiva. Minha vida e minha história é toda aqui e todos me conhecem. Nunca fui de confusão, mas tudo na vida tem limites", declarou. No entanto, ele pediu perdão a todos que decepcionou e envergonhou com o acontecido. "Assim também espero não ouvir mais essas ofensas de quem não é exemplo para querer dar lição de moral", disse ele. Posicionamento - Maycon Moreira (PSD) "Infelizmente após a sessão, a gente teve que vir na delegacia registrar um boletim de ocorrência, comunicando um fato que não é bonito pra ninguém, no qual eu fui vítima. O vereador Denis, como mostram os vídeos que estão sendo noticiados, tanto local quanto a nível estadual, tentou me agredir, ele fez a fala dele na tribuna da Câmara, chamou de fracassado, de que tinha uma má índole, de traidor, e eu, na explicação pessoal, retruquei o que ele tinha falado e ele não aguentou. Não aguenta o debate no campo das ideias. Não é a primeira vez que ele tem esse tipo de atitude desvirtuada com o cargo que ele exerce. E é porque ainda é evangélico. Quando eu estava indo pra tomar o meu assento, ele falou que eu respondia processo por assédio, e aí eu peguei e disse pra ele qual era o problema, ele falou que isso não tem problema nenhum, mas se eu quisesse resolveria agora. Aí ele pegou e partiu pra cima de mim pra me agredir. Tentou me agredir, eu simplesmente me defendi, como mostram os vídeos. Em momento algum, eu tentei agredir ele. Ele que veio atrás de fazer algo de ruim comigo, e desta forma foi contido por outros colegas vereadores, também pela Segurança da Câmara e por esse motivo eu estou aqui representando, irei representá-lo criminalmente, cível e irei também pedir a cassação do mandato junto ao órgão competente da Câmara dos Vereadores. Não pode isso acontecer. Não é o primeiro episódio, eu simplesmente fiz o meu trabalho. Quem fala o que quer, escuta o que não quer, e dentro do padrão da legalidade, em momento algum, baixei o nível como ele, que quis fazer um episódio pessoalmentado [sic], que nunca tinha acontecido no parlamento de Sena Madureira, e ele foi o protagonista. De forma triste pro parlamento de Sena Madureira, eu me sinto envergonhado, mas infelizmente ou felizmente eu sou vítima, e estou aqui comunicando às autoridades competentes, porque ele não pode ficar impune". Posicionamento - Denis Araújo (PP) "Obrigado pelas centenas e centenas de mensagens de apoio, em especial meus irmãos de farda da Polícia Penal. Sou cristão sim , mas também sou homem. Em toda história da minha vida nunca alguém me ofendeu tanto com calúnias, injúrias e a minha honra subjetiva e objetiva. Minha vida e minha história é toda aqui e todos me conhecem. Nunca fui de confusão, mas tudo na vida tem limites. Peço perdão a todos que decepcionei e envergonhei. Assim também espero não ouvir mais essas ofensas de quem não é exemplo para querer dar lição de moral". VÍDEOS: g1

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Tarifa zero no transporte público: Rui Costa diz que Lula pediu 'estudos' e que não há 'nada programado'

Publicado em: 08/10/2025 10:06

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou nesta quarta-feira (8) que, até o momento, o governo federal não programa implementar neste ou no próximo ano a tarifa zero no transporte público. Segundo o ministro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) solicitou "apenas estudos" para avaliar a viabilidade da medida. Rui deu a declaração em entrevista para rádios da Bahia. "O que foi solicitado foi apenas estudos, não tem nada programado nem para esse ano, nem pro ano que vem em relação à tarifa zero de transporte público. É bom a gente dizer exatamente o que vai fazer para que a informação precipitada não crie uma falsa expectativa na população", disse. GloboNews Mais entrevista Rui Costa, ministro da Casa Civil A discussão sobre a tarifa zero ganhou apelo nas redes sociais e agrada apoiadores do governo Lula, diante da possibilidade dos usuários não pagarem diretamente pelo uso de ônibus. Há dúvidas sobre a viabilidade financeira da proposta, porém avalia-se que é preciso debater o tema. Na terça-feira (7), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que sua equipe faz uma "radiografia" do setor a pedido de Lula. Ministro da Casa Civil, Rui Costa Wallisson Breno/PR Pontos em avaliação Entre os pontos que estão sendo avaliados pela área econômica, segundo ele, estão: Quanto custa o setor; Quanto que o poder público está colocando de subsídio no setor; Quanto que as empresas mediante o vale-transporte estão aportando no setor; Quanto que está saindo do bolso do trabalhador; Quais são os gargalos tecnológicos; Quais são as oportunidades tecnológicas. O tema ganhou destaque na semana passada, quando a Câmara Municipal de Belo Horizonte rejeitou uma proposta que previa gratuidade nos ônibus municipais, sem distinção de linhas, horários ou segmento social, no prazo máximo de quatro anos. A proposta era que empregadores com dez funcionários ou mais pagassem uma Taxa de Transporte Público (TTP), com isenção até o nono. O projeto também previa receitas de publicidade em ônibus e terminais, multas às concessionárias e de um fundo municipal.

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VÍDEO: Sessão da Câmara de Taubaté é suspensa após confusão com vereadores e manifestantes

Publicado em: 08/10/2025 08:35

Projeto de lei causa confusão na Câmara de Taubaté A 31 ª sessão da Câmara Municipal de Taubaté, realizada nesta terça-feira (7), foi suspensa por mais de 30 minutos por conta de uma confusão que envolveu vereadores e manifestantes. A confusão teve início com um embate entre dois vereadores durante a sessão, que discutia dois projetos de lei: um que visa limitar o teto de gastos do município e outro sobre uma mudança no regime de previdência complementar. Após o embate entre Isaac do Carmo (PT) - que é contrário aos projetos - e Alberto Barreto (PRD) - favorável às propostas - a discussão se estendeu à galeria da Câmara Municipal, onde moradores da cidade acompanhavam a sessão. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Segundo a Câmara de Taubaté, manifestantes começaram a bater no vidro que separa a galeria do plenário e foram advertidas por um segurança. Em seguida, "em represália, o segurança foi agredido por uma pessoa, ocasionando um tumulto na galeria", ainda de acordo a câmara. Um vídeo publicado pelo vereador Moisés Pirulito (PL) mostra que ele foi até a galeria, onde a confusão se intensificou. Nas imagens, é possível ver o vereador discutindo com os manifestantes. Em um momento, um dos manifestantes aponta o dedo para o vereador, que reage e chega a bater no braço do homem que protestava. Em nota, Moisés Pirulito informou que foi até a galeria da Câmara Municipal para defender o segurança, que, segundo a câmara, foi agredido. A Câmara Municipal lamentou o caso e divulgou algumas regras aos moradores que querem assistir às sessões: apresentar-se decentemente trajado não portar armas conservar-se em silêncio não manifestar apoio ou desaprovação ao que se passa em Plenário respeitar os vereadores e funcionários da Casa atender às determinações da Mesa não interpelar em termos desrespeitosos aos vereadores “Caso essas regras não sejam obedecidas, a Mesa pode obrigar a retirada de todos e, em casos mais graves, suspender ou encerrar a sessão”, completou a Câmara de Taubaté. Sessão da Câmara de Taubaté é suspensa após confusão com vereadores e manifestantes Reprodução/Câmara Municipal de Taubaté Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

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Alunos protestam contra política que limita idade para inscrições no Conservatório de Tatuí

Publicado em: 08/10/2025 07:23

Alunos protestam contra política que limita idade para inscrições no Conservatório de Tatuí Divulgação/Câmara Municipal Alunos do Conservatório Dramático e Musical “Dr. Carlos de Campos” de Tatuí protestaram contra a política que limita a idade para o ingresso em novos cursos da instituição. O grupo acompanhou a sessão da Câmara Municipal nesta segunda-feira (6) com cartazes pedindo apoio dos vereadores e denunciando o “desmonte” do Conservatório. A medida, implantada em 2024, estabelece faixas etárias máximas para novas matrículas. Segundo os estudantes, a restrição vem provocando sobra de vagas em cursos tradicionalmente concorridos, como piano, violão e canto, além de comprometer a continuidade de grupos musicais e orquestras formadas por alunos. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Durante a sessão, Daniela Mendes Alarcon, integrante da Associação de Amigos do Movimento Popular Práxis e aluna do Conservatório, utilizou a tribuna livre para alertar sobre os impactos da política. “Se o Conservatório não é para as crianças, nem para adultos, é para quem? Se essa política etária não for revogada, cursos serão fechados, professores perderão empregos e a própria sobrevivência da instituição estará ameaçada”, afirmou. De acordo com Daniela, o corte de idade atinge cerca de 50% dos alunos e o número de novos ingressantes não tem sido suficiente para repor as vagas. Ela lembrou ainda que, há dois anos, os cursos de Musicalização Infantil foram extintos, o que teria reduzido ainda mais o público atendido. Os vereadores discutiram dois requerimentos com questionamentos sobre a atual situação do Conservatório. As propostas pedem explicações à direção da instituição e à Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo sobre o impacto da política de idade nos processos seletivos e nas turmas formadas. Alguns parlamentares manifestaram apoio aos estudantes e se comprometeram a buscar diálogo com o governo estadual. “Os números comprovam o que está acontecendo. Ou deixamos o receio de lado, ou veremos as portas se fecharem aos poucos”, disse o presidente da Câmara, Renan Cortez. O Conservatório de Tatuí é considerado o maior da América Latina e referência nacional na formação de músicos e artistas. Fundado em 1951, o espaço é administrado pela Organização Social Sustenidos e mantido pelo Governo do Estado de São Paulo. O Conservatório de Tatuí é considerado o maior da América Latina e referência nacional na formação de músicos e artistas Conservatório de Tatuí Em nota, a Secretaria de Cultura do Estado informou que “a redefinição das idades limite para ingresso nos cursos regulares do Conservatório de Tatuí ocorreu no último trimestre de 2024, visando fortalecer a profissionalização de jovens artistas e sua inserção no mercado de trabalho. "É importante destacar que esta medida se aplica apenas aos cursos regulares de formação continuada, que têm longa duração (7 a 9 anos, em média), e vale apenas para novos ingressantes, sem impactar estudantes que já estavam matriculados anteriormente". Segundo a Secult, a instituição também criou novas habilitações nas modalidades Livre, Aperfeiçoamento e Especialização, que têm grade curricular de média e curta durações, e para as quais não há limite de idade. O g1 procurou a Organização Social Sustenidos, que administra o espaço, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem. Confira os destaques do g1: g1 em 1 minuto: pai passa mais de 8 horas por dia vendendo bala para pagar viagem do filho Pai passa mais de 8 horas por dia vendendo bala no sinal para custear viagem do filho à seletiva do Bolshoi Cães e gatos estrelam novela criada para promover adoção: 'Final feliz que eles merecem', detalha diretor Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região

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Câmara de Taubaté aprova projetos que abrem caminho para município aderir programa de equilíbrio fiscal

Publicado em: 07/10/2025 22:02

Câmara de Taubaté Divulgação/Câmara de Taubaté Os vereadores de Taubaté aprovaram, na noite desta terça-feira (7), na Câmara Municipal, dois projetos de lei do prefeito Sérgio Victor (Novo), que dispõem sobre teto de gastos do município, além de mudanças no regime de previdência complementar. Ambos os projetos aprovados são requisitos para que o município possa aderir ao Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal. A lei que permite que a Prefeitura possa aderir aos programas do governo federal foi sancionada na última semana. Para aderir aos programas junto ao Tesouro Nacional, a prefeitura precisava se comprometer a adotar três medidas: renegociação de dívidas com os credores, mudanças no regime de previdência complementar dos servidores e o teto de gastos no orçamento do próximo ano. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp As duas últimas medidas foram aprovadas em projetos nesta terça-feira. O projeto que faz mudanças no regime de previdência complementar foi aprovado por 12 votos a 6 -- veja abaixo como votou cada vereador nesse projeto. 👍 Votaram a favor: Alberto Barreto (PRD) Ariel Katz (PDT) Bilili de Angelis (PP) Boanerge (União) Jessé Silva (Podemos) Neneca (PDT) Nicola Neto (Novo) Nunes Coelho (Republicanos) Professor Edson (PSD) Rodson Lima Bobi (PRD) Vivi da Rádio (Republicanos) Zelinda Pastora (PRD) 👎 Votaram contra: Diego Fonseca (PL) Douglas Carbonne (Solidariedade) Isaac do Carmo (PT) João Henrique Dentinho (PP) Moisés Pirulito (PL) Talita (PSB) Já o projeto que limita os gastos da prefeitura foi aprovado por 13 a 5 -- veja abaixo como votou cada vereador nesse projeto. 👍 Votaram a favor: Alberto Barreto (PRD) Ariel Katz (PDT) Bilili de Angelis (PP) Boanerge (União) Jessé Silva (Podemos) Moisés Pirulito (PL) Neneca (PDT) Nicola Neto (Novo) Nunes Coelho (Republicanos) Professor Edson (PSD) Rodson Lima Bobi (PRD) Vivi da Rádio (Republicanos) Zelinda Pastora (PRD) 👎 Votaram contra: Diego Fonseca (PL) Douglas Carbonne (Solidariedade) Isaac do Carmo (PT) João Henrique Dentinho (PP) Talita (PSB) Durante a discussão do projeto de teto de gastos, os vereadores Alberto Barreto (PRD) e Isaac do Carmo (PT) tiveram um embate. A discussão no plenário se estendeu na galeria da Câmara e munícipes que acompanhavam o trabalho legislativo. Com a briga, a sessão precisou ser suspensa por pelo menos 30 minutos. Em nota, a Câmara de Taubaté lamentou o ocorrido e citou que algumas pessoas que estavam na galeria começaram a bater no vidro e foram advertidas pelo segurança da Casa de Leis e que, em seguida, "em represália, o segurança foi agredido por uma pessoa, ocasionando um tumulto na galeria". A nota cita ainda que eles foram encaminhados à delegacia para registro de boletim de ocorrência. A dívida da Prefeitura de Taubaté com a União é de R$ 242,9 milhões, colocando-a como o município brasileiro com a maior dívida junto à União, segundo dados do Tesouro Nacional. Vereadores aprovam em 2ª votação projeto sobre empréstimos em Taubaté Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

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Após Alerj, Câmara do Rio aprova lei que proíbe fabricação e venda de armas de gel na cidade

Publicado em: 07/10/2025 19:41

Arma de plástico com balas de gel Sidney Euclides/TV Integração A Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou, em primeira discussão, nesta terça-feira (07o Projeto de Lei nº 3.727/2024, de autoria do presidente da Casa, vereador Carlo Caiado (PSD), que proíbe a fabricação e a comercialização de armas de gel na cidade. A proposta altera a Lei Municipal nº 2.905/1999, que já veda a produção e a venda de armas de brinquedo idênticas ou similares a armas de fogo verdadeiras, acrescentando agora um parágrafo específico sobre os chamados “blasters” de gel. Popularizadas entre jovens desde o ano passado, as armas de gel se espalharam pelo comércio formal e informal e, na avaliação de autoridades de segurança pública, passaram a representar riscos à crianças e adolescentes. “É preciso impedir que essas cópias, que não são brinquedos, continuem sendo usadas para simular armas de verdade em assaltos. Em junho, a Receita Federal apreendeu mais de 4 mil armas de gel encontradas numa transportadora, em Del Castilho. Essas armas de gel já causaram diversos acidentes, podem até cegar uma pessoa. Então o nosso objetivo é acabar com a ação de criminosos que usam essas cópias de armas e também impedir que as pessoas se machuquem seriamente por causa de uma atividade inconsequente”, justificou Caiado. No último dia 3, o governador Cláudio Castro sancionou lei, proposta na Alerj, que também proíbe a fabricação e a venda de armas de gel. Segundo a Câmara, a aprovação da lei no âmbito do município reforçará a fiscalização na capital, uma vez que a obrigatoriedade da fiscalização municipal oferecerá mais garantia de que a legislação será de fato cumprida. Em abril deste ano, a Polícia Civil apreendeu 500 unidades em ações no Rio e em Niterói. Embora operações como essa sejam amparadas em lei federal que proíbe a venda de simulacros, brechas na legislação permitem que o produto continue sendo comercializado. A nova lei busca eliminar essa margem. Além disso, como as armas de gel não são classificadas como brinquedos, também não podem ser vendidas em estabelecimentos voltados ao setor. O projeto agora volta à pauta em segunda discussão. Caso aprovado em definitivo, segue para a sanção ou veto do Poder Executivo. Moradores de comunidades brincam de fingir confrontos com armas de gel

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Funcionamento de bares e prevenção à poluição sonora são temas de debate em audiência pública em Terra Santa

Publicado em: 07/10/2025 19:00

Poluição sonora será debatida em audiência publica Ascom/ MPPA O funcionamento de bares e ações de prevenção à poluição sonora serão temas de debate em audiência pública que será realizada na próxima segunda (13) em Terra Santa, no oeste do Pará. A programação será realizada a partir das 9h na Câmara Municipal de Terra Santa. ✅ Siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp A programação tem o objetivo de promover o diálogo entre o Ministério Público, o poder público municipal, os órgãos de segurança, empresários do setor e a sociedade civil, buscando soluções consensuais e medidas concretas para conciliar o entretenimento e o convívio social com o bem-estar da população. A audiência pública será conduzida pelo promotor de Justiça Antônio Moreno Boregas e Rego. Na ocasião, a população poderá contribuir com os debates e haverá falas de falas de autoridades convidadas, entre elas representantes do Executivo e Legislativo municipais, das forças de segurança e de órgãos de fiscalização. Ao final, será debatida a possibilidade de firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC),com compromissos voltados à adequação das atividades e à redução das irregularidades em estabelecimentos que operam no município. Como participar? A programação é aberta ao público, mas para manifestações orais é necessário se inscrever das 8h30 às 9h30 do mesmo dia, no local do evento. Advogada explica sobre lei do silêncio e poluição sonora VÍDEOS: mais vistos do g1 Santarém e Região

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Sobe para seis o número de denúncias de crimes sexuais contra vereador de Piracicaba

Publicado em: 07/10/2025 17:54

Quarta mulher vai à polícia denunciar crime sexual cometido por vereador de Piracicaba Subiu para seis o número de mulheres que já procuraram a Polícia Civil de Piracicaba (SP) para denunciar o vereador Cássio Luiz Barbosa, conhecido como Cássio Fala Pira (PL). A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da cidade já tinha aberto inquérito e continua apurando as denúncias de crimes sexuais supostamente cometidos pelo parlamentar. O parlamentar nega as acusações (veja nota de sua defesa no final da reportagem). O g1 pediu mais detalhes sobre as novas denúncias, como local em que teriam ocorrido, data e idades das denunciantes, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram O vereador utilizou o plenário da Câmara na noite desta segunda-feira (6) para se defender sobre as denúncias de crimes sexuais contra ele. No púlpito, Cássio Fala Pira disse que não vai fugir das respostas, negou acusações e disse que, erroneamente, está sendo condenado antes mesmo da Justiça o condenar. Veja abaixo: Vereador de Piracicaba se pronuncia sobre denúncias de crimes sexuais Relatos Nesta segunda-feira (6), a EPTV, afiliada da TV Globo, conversou com uma pessoa que diz ter sido vítima do vereador. Ela tem 36 anos e diz que foi vítima do vereador por duas vezes. Na primeira, segundo a denunciante, Cássio marcou um encontro dizendo que queria entregar uma cesta básica. "Foi em 2024. Era umas 20h. Ele falou: 'tô aqui fora, você sai pegar as coisas que eu comprei pra você'. E aí eu fui, peguei e entrei no carro. Entrei no carro e ele falou que precisava conversar comigo sobre trabalho também. [...] Ele levou eu pra uma estrada de terra. Quando ele parou o carro, ele ficou me olhando, pegou na minha mão, aí ele abaixou as calças. Aí, queria ter relação comigo, falei que não porque eu não tava tomando remédio, eu ia ficar grávida. Não tinha como eu pedir socorro porque era um lugar escuro e não tinha ninguém", relatou. Na segunda vez, o abuso teria acontecido dentro da Câmara Municipal de Piracicaba. A vítima diz que ele marcou um encontro dizendo que conseguiu um emprego para ela. "O segundo episódio foi no meio de 2025. Ele me levou lá pra aquele gabinete onde tem a reunião dos vereadores lá. E lá ele abaixou a calça de novo e começou a fazer aquelas coisas", acrescentou. A mulher registrou boletim de ocorrência nesta segunda-feira (6), depois que os casos anteriores ganharam repercussão. "Ele é um abusador. Eu sei o que eu passei. Eu fiquei dez dias chorando na minha casa, dez dias. Não foi um dia, foram dez. Eu não saía do quarto", acrescenta. Vereador Cassio Luiz Barbosa, o Cassio Fala Pira, de Piracicaba Rubens Cardia/ Câmara Municipal de Piracicaba Primeiro caso Na semana passada, o EPTV 2 mostrou com exclusividade a entrevista de uma outra mulher que diz que foi abusada dentro do gabinete do parlamentar. Ela relatou que o parlamentar teria tocado em partes íntimas do seu corpo e colocado as mãos dela à força nas partes íntimas dele. E que o abuso aconteceu depois que ela o acionou porque procurava um emprego. "Como isso já aconteceu comigo quando eu era criança, eu fiquei sem reação. Eu falei: 'eu não acredito que isso tá acontecendo comigo de novo. Eu vim atrás de serviço, eu sou uma pessoa séria, eu sou uma pessoa estudada, eu não preciso dessas coisas'. [...] Eu fiquei chorando, eu fiquei em choque", contou. Uma amiga dessa vítima também falou com a EPTV nesta segunda. Ela também foi ouvida como testemunha do caso. "A vítima estava na Câmara, ela falou que tinha ido fazer uma entrevista. Ela falou assim: 'posso falar uma coisa pra você? Você não vai brigar, você não vai xingar? Eu tenho um segredo pra contar pra você, mas eu não quero que você fale pra ninguém'. Eu falei assim: 'pode falar'. Ela falou assim: 'eu tô aqui dentro da Câmara e o vereador, o Cássio, tirou o *** pra fora e tentou abaixar minha calça". O que diz a Câmara Municipal Sobre o primeiro caso denunciado, a Câmara Municipal de Piracicaba informou que tomou conhecimento, "adotou os encaminhamentos internos cabíveis e permanece à disposição das autoridades para colaborar com todas as etapas necessárias, em estrita observância ao devido processo legal". Sobre as demais denúncias, informou que não teve acesso a elas e nem foi notificada. "A Câmara Municipal reafirma seu compromisso de colaborar com as autoridades competentes e permanece à disposição para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários", finalizou. Segundo denunciante, abuso ocorreu dentro de gabinete de vereador na Câmara Municipal de Piracicaba Rubens Cardia/ Câmara Municipal de Piracicaba O que diz a defesa do vereador Em nota divulgada nesta segunda-feira, a defesa de Cássio Fala Pira informou que serão apresentados "no momento oportuno, os elementos técnicos e jurídicos que demonstrarão a verdade dos fatos". Também falou que ele tem colaborado com as investigações, recebeu ameaças e tem sido alvo de informações distorcidas. Veja o texto na íntegra a seguir: "A defesa técnica do Senhor Cássio Luiz Barbosa, conhecido publicamente como Fala Pira, vem, em complemento às informações já comunicadas, esclarecer à sociedade que quanto às novas acusações recentemente apresentadas, estas serão integralmente enfrentadas no âmbito judicial, com absoluto respeito ao contraditório, à ampla defesa e ao devido processo legal. Reitera-se que toda imputação criminal exige comprovação concreta e idônea, razão pela qual o ônus da prova recai sobre quem alega/acusa. A defesa reafirma que responderá a todas as acusações com serenidade e firmeza, apresentando, no momento oportuno, os elementos técnicos e jurídicos que demonstrarão a verdade dos fatos, confiando plenamente nas instituições e na Justiça. No que concerne a eventual afastamento do exercício das funções parlamentares, inexiste, até o presente momento, qualquer procedimento instaurado com tal finalidade. O vereador permanece no pleno e legítimo desempenho de seu mandato, cumprindo, com a seriedade e o zelo que lhe são próprios, suas obrigações legislativas e comunitárias. Cumpre sublinhar que o parlamentar vem colaborando de forma plena e transparente com as investigações, colocando-se à disposição da Justiça e da sociedade para todo e qualquer esclarecimento que se fizer necessário. Não obstante, tem sido alvo de ameaças graves e diretas dirigidas à sua integridade física e à de seus familiares — quadro que revela a preocupante escalada de intolerância e o perigo representado pela difusão de juízos precipitados, desprovidos de fundamento jurídico e fático. A defesa informa, ademais, que já foram adotadas as medidas legais cabíveis à responsabilização civil e criminal daqueles que, à sombra de uma falsa noção de justiça, têm recorrido à via ilícita para “responder” aos fatos ainda sob apuração, incorrendo em delitos de calúnia, injúria, difamação e ameaça — condutas que, longe de contribuir para a elucidação da verdade, apenas alimentam a desinformação e o linchamento moral. Reitera-se, pois, que a verdadeira Justiça se realiza nos autos do processo, com base nas provas produzidas, sob o manto da ampla defesa e do devido processo legal — jamais nas arenas virtuais, nas retaliações públicas ou sob o impulso de pré-julgamentos. Por derradeiro, esta nota tem igualmente o propósito de coibir e prevenir a disseminação de notícias falsas, reafirmando o compromisso do vereador com a transparência, a legalidade e a verdade dos fatos, a fim de que informações distorcidas não continuem a causar danos irreparáveis à sua imagem e à de sua família. O vereador Cássio Luiz Barbosa reafirma, enfim, sua plena confiança nas instituições e no Estado Democrático de Direito, mantendo-se fiel ao compromisso que sempre norteou sua atuação pública: a transparência, o respeito e a responsabilidade para com a população". VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias no g1 Piracicaba

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Polícia investiga vereador após comentário que relaciona vandalismo em cemitério com prática umbandista em São Borja

Publicado em: 07/10/2025 14:38

Paulo Orelha (PT) em sessão ordinária da Câmara de Vereadores de São Borja Reprodução/ Câmara de Vereadores de São Borja A Polícia Civil abriu inquérito para investigar o vereador Paulo Vanderlei Faguaga Siqueira, conhecido como Paulo Orelha (PT), por suspeita de discriminação religiosa em São Borja, na Fronteira Oeste. O parlamentar teria sugerido que o vandalismo no cemitério municipal poderia estar relacionado a prática de uma religião. A fala aconteceu durante a sessão ordinária da Câmara de Vereadores, realizada na segunda-feira (6). Ao utilizar o tempo do pequeno expediente, espaço de até cinco minutos destinado a falas livres dos parlamentares, o vereador questionou sobre os episódios de depredação: "Será que não é essas pessoas que fazem ziriguidum? Que vão pegar a cabeça de morto para fazer feitiço?", perguntou em sessão. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Em seguida, disse: “Nada contra os umbandistas, os trabalhos, porque eu limpo sempre lá as oferendas e tudo”. Após a repercussão, o vereador Paulo Orelha divulgou uma nota pedindo desculpas pela declaração. “Jamais foi minha intenção ofender, desrespeitar ou diminuir qualquer crença, religião ou manifestação de fé”, escreveu. Ele destacou que seu objetivo era tratar sobre os casos de vandalismo e não fazer julgamentos religiosos (leia, abaixo, na íntegra). A fala gerou reação imediata do presidente da Câmara, João Carlos Reolon (Progressistas), que pediu ao vereador que retirasse a palavra “umbandistas”. Orelha acatou o pedido e questionou: “Então, o que é? Ziriguidunzeiro?”. Depois, o vereador pediu desculpas a todas as religiões e reconheceu que se equivocou. Ele sugeriu a instalação de câmeras no cemitério e cobrou providências da Câmara ou da Prefeitura para conter os atos de vandalismo. Após a repercussão, o vereador Paulo Orelha divulgou uma nota pedindo desculpas pela declaração. No texto, ele reconhece que se expressou de forma inadequada e que suas palavras foram mal interpretadas, gerando desconforto. Câmara vai avaliar medidas A Câmara Municipal de Vereadores de São Borja informou que a mesa diretora irá se reunir para tratar do episódio de forma institucional. O objetivo é avaliar medidas conforme o regimento interno, reforçando o compromisso do Legislativo com a ética, a transparência e o respeito no exercício do mandato parlamentar. A Câmara também reiterou seu compromisso com o bom andamento dos trabalhos legislativos e com o respeito à comunidade são-borjense. O que diz o vereador "NOTA DE ESCLARECIMENTO E PEDIDO DE DESCULPAS Eu, Vereador Paulo Orelha, venho, por meio desta nota, esclarecer e pedir sinceras desculpas a todas as religiões, em especial à religião Umbanda, por uma colocação infeliz feita durante minha fala na Tribuna Livre. Reconheço que me expressei de forma inadequada e que minhas palavras foram mal interpretadas, gerando desconforto e indignação em muitas pessoas. Jamais foi minha intenção ofender, desrespeitar ou diminuir qualquer crença, religião ou manifestação de fé. Meu objetivo, durante o pronunciamento, foi tratar sobre os casos de vandalismo e depredação que vêm ocorrendo no cemitério — e não fazer qualquer julgamento religioso. A Umbanda, surgida no Brasil a partir do encontro de diferentes culturas e crenças, é uma religião com forte identidade nacional, que valoriza a caridade, o amor ao próximo e o respeito à diversidade espiritual — princípios que merecem todo o reconhecimento e consideração. Reitero aqui o meu profundo respeito por todas as religiões e tradições espirituais, reconhecendo sua importância na construção de uma sociedade plural, justa e solidária. Deixo claro que estou à disposição, tanto em meu gabinete quanto em qualquer outro espaço de diálogo, para ouvir, aprender e esclarecer qualquer dúvida ou mal-entendido decorrente do episódio. Mais uma vez, peço desculpas a todos que se sentiram ofendidos. O respeito, a empatia e a união sempre serão os princípios que norteiam minha vida pública e pessoal. Atenciosamente, Vereador Paulo Orelha São Borja – RS" O que diz a Câmara Municipal de Vereadores de São Borja "Nota de Imprensa A Câmara Municipal de Vereadores de São Borja informa que, durante a 34ª Sessão Ordinária, realizada na tarde desta segunda-feira, dia 6 de outubro, o vereador Paulo “Orelha” (PT) realizou manifestação considerada inadequada no âmbito das atividades legislativas. Diante do ocorrido, a Mesa Diretora irá se reunir para tratar do assunto de forma institucional, adotando as medidas que se fizerem necessárias em conformidade com o Regimento Interno e o compromisso da Casa com a ética, a transparência e o respeito no exercício do mandato parlamentar. A Câmara reafirma seu compromisso de zelar pelo bom andamento dos trabalhos legislativos e pelo respeito entre parlamentares e à comunidade são-borjense, assegurando que todos os fatos sejam tratados com a seriedade que o Poder Legislativo requer. São Borja, 6 de outubro de 2025. Câmara Municipal de Vereadores de São Borja" A força das religiões de matriz africana e o aumento de casos de intolerância no RS VÍDEO: Tudo sobre o RS

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STF afasta presidente da Câmara de Belford Roxo e suspende eleição da Mesa Diretora

Publicado em: 07/10/2025 12:19

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu afastar o vereador Markinho Gandra (União Brasil) da presidência da Câmara Municipal de Belford Roxo, na Baixada Fluminense. A medida foi tomada pelo ministro André Mendonça, que concedeu uma liminar apresentada pelo partido Republicanos, do ex-prefeito da cidade Waguinho. A decisão, de 3 de outubro, também suspende os efeitos da eleição da Mesa Diretora para o exercício de 2026, realizada de forma antecipada em junho deste ano. Segundo o STF, Gandra já havia presidido a Casa nos anos de 2024 e 2025, e sua nova eleição configuraria uma terceira recondução consecutiva — prática vedada pela Corte. Com o afastamento, quem assume interinamente a presidência da Câmara é o vereador Nuna (PSD), atual primeiro vice-presidente. O ministro André Mendonça destacou que manter o resultado da eleição “de forma precária” poderia causar abalo à segurança jurídica e à estabilidade político-institucional do município. Markinho Gandra, presidente da Câmara de Belford Roxo Reprodução/TV Globo A decisão será analisada pelo plenário virtual do STF entre os dias 17 e 24 de outubro. Em nota, a Câmara Municipal de Belford Roxo e o vereador Markinho Gandra afirmam que ainda não foram oficialmente notificados da decisão. Por isso, Gandra presidiu normalmente a sessão desta terça-feira (7). Histórico de polêmicas Essa não é a primeira controvérsia envolvendo o Legislativo de Belford Roxo. Em julho, a Justiça do Rio de Janeiro já havia suspendido a eleição antecipada para a presidência da Câmara. A decisão liminar foi proferida pelo juiz Nilson Luís Lacerda, da 2ª Vara Cível da cidade, após mandado de segurança impetrado pelo vereador Igor Menezes (PT), único parlamentar de oposição ao atual presidente da Casa. A eleição, originalmente prevista para o fim do ano, foi antecipada por Gandra e realizada ainda no primeiro semestre de 2025. Ele próprio foi reeleito para comandar a Câmara em 2026, apenas seis meses após assumir o mandato atual. Câmara dos Vereadores de Belford Roxo Reprodução/TV Globo Na decisão, o magistrado classificou a antecipação como “incompatível com os princípios constitucionais democrático e republicano, por impedir a alternância de poder e expor, prematuramente, a Mesa Diretora a arranjos políticos que ainda podem mudar até o início do novo período legislativo”. O juiz ressaltou que uma nova eleição poderá ser realizada, mas apenas a partir de outubro, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF). Tapa no rosto e empurra-empurra A eleição de Gandra para a presidência da Casa, em dezembro de 2023, foi marcada por tumulto, com invasão do plenário por um grupo ligado ao então prefeito Waguinho. Durante a confusão, o então prefeito acertou um tapa no rosto de um homem. Prefeito invade Câmara de Belford Roxo Reprodução Durante sua gestão, Gandra foi alvo de questionamentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) e do Ministério Público por falta de transparência. Ele nomeou mais de 130 assessores, mas os dados sobre os salários não estavam disponíveis no Portal da Transparência. Em dezembro de 2024, os vereadores aprovaram um reajuste de 40% nos próprios salários. Dias depois, reconheceram oficialmente que o município enfrentava uma situação de calamidade financeira.

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Vereador de Piracicaba nega crimes sexuais e alega calúnia: 'hoje é comigo, amanhã pode ser com um dos senhores', diz Cássio Fala Pira

Publicado em: 07/10/2025 11:35

Vereador de Piracicaba se pronuncia sobre denúncias de crimes sexuais O vereador de Piracicaba (SP), Cássio Luiz Barbosa, conhecido como Cássio Fala Pira (PL) se pronunciou no plenário da Câmara na noite desta segunda-feira (6) em defesa sobre as denúncias de crimes sexuais contra ele. Subiu para quatro o número de mulheres que já procuraram a Polícia Civil de Piracicaba (SP). A assessoria do parlamentar também enviou nota. 📝Leia documento, na reportagem. No púlpito, Cássio Fala Pira disse que não vai fugir das respostas, negou acusações e disse que, erroneamente, está sendo condenado antes mesmo da Justiça o condenar. "As pessoas falam o que querem, julgam como querem. Só que eu sou um vereador nesta cidade. Sou um Legislativo [sic] nesta cidade, Desde que prove o contraditório, eu tenho direito à defesa. Quero que diga se eu já desrespeitei alguém aqui nesta Casa, algum servidor ou servidora aqui. Então, espera aí, eu com 50 anos vou pegar mulher à força? Será que eu sou tão idiota, tão burro desse jeito?", questionou. Quarta mulher vai à polícia denunciar crime sexual cometido por vereador de Piracicaba "Se precisar responder, eu respondo. Eu não fugir de resposta nenhuma. Porque é o seguinte ... O que está sendo falado, fora difamação, calúnia, pessoas incentivando outras pessoas a irem à delegacia, virou o quê? Isso, hoje, está sendo comigo. Amanhã pode ser com um dos senhores”, disse se voltando aos vereadores da Câmara de Piracicaba. Investigação A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da cidade já tinha aberto inquérito e continua apurando as denúncias de crimes sexuais supostamente cometidos pelo parlamentar. O parlamentar nega as acusações (veja nota de sua defesa no final da reportagem). Nesta segunda-feira (6), a EPTV, afiliada da TV Globo, conversou com mais uma pessoa que diz ter sido vítima do vereador. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram Vereador Cassio Luiz Barbosa, o Cassio Fala Pira, de Piracicaba Rubens Cardia/ Câmara Municipal de Piracicaba Ela tem 36 anos e diz que foi vítima do vereador por duas vezes. Na primeira, segundo a denunciante, Cássio marcou um encontro dizendo que queria entregar uma cesta básica. "Foi em 2024. Era umas 20h. Ele falou: 'tô aqui fora, você sai pegar as coisas que eu comprei pra você'. E aí eu fui, peguei e entrei no carro. Entrei no carro e ele falou que precisava conversar comigo sobre trabalho também. [...] Ele levou eu pra uma estrada de terra. Quando ele parou o carro, ele ficou me olhando, pegou na minha mão, aí ele abaixou as calças. Aí, queria ter relação comigo, falei que não porque eu não tava tomando remédio, eu ia ficar grávida. Não tinha como eu pedir socorro porque era um lugar escuro e não tinha ninguém", relatou. Na segunda vez, o abuso teria acontecido dentro da Câmara Municipal de Piracicaba. A vítima diz que ele marcou um encontro dizendo que conseguiu um emprego para ela. "O segundo episódio foi no meio de 2025. Ele me levou lá pra aquele gabinete onde tem a reunião dos vereadores lá. E lá ele abaixou a calça de novo e começou a fazer aquelas coisas", acrescentou. A mulher registrou boletim de ocorrência nesta segunda-feira (6), depois que os casos anteriores ganharam repercussão. "Ele é um abusador. Eu sei o que eu passei. Eu fiquei dez dias chorando na minha casa, dez dias. Não foi um dia, foram dez. Eu não saía do quarto", acrescenta. Primeiro caso Na semana passada, o EPTV 2 mostrou com exclusividade a entrevista de uma outra mulher que diz que foi abusada dentro do gabinete do parlamentar. Ela relatou que o parlamentar teria tocado em partes íntimas do seu corpo e colocado as mãos dela à força nas partes íntimas dele. E que o abuso aconteceu depois que ela o acionou porque procurava um emprego. "Como isso já aconteceu comigo quando eu era criança, eu fiquei sem reação. Eu falei: 'eu não acredito que isso tá acontecendo comigo de novo. Eu vim atrás de serviço, eu sou uma pessoa séria, eu sou uma pessoa estudada, eu não preciso dessas coisas'. [...] Eu fiquei chorando, eu fiquei em choque", contou. Uma amiga dessa vítima também falou com a EPTV nesta segunda. Ela também foi ouvida como testemunha do caso. "A vítima estava na Câmara, ela falou que tinha ido fazer uma entrevista. Ela falou assim: 'posso falar uma coisa pra você? Você não vai brigar, você não vai xingar? Eu tenho um segredo pra contar pra você, mas eu não quero que você fale pra ninguém'. Eu falei assim: 'pode falar'. Ela falou assim: 'eu tô aqui dentro da Câmara e o vereador, o Cássio, tirou o *** pra fora e tentou abaixar minha calça". O que diz a Câmara Municipal Sobre o primeiro caso denunciado, a Câmara Municipal de Piracicaba informou que tomou conhecimento, "adotou os encaminhamentos internos cabíveis e permanece à disposição das autoridades para colaborar com todas as etapas necessárias, em estrita observância ao devido processo legal". Sobre as demais denúncias, informou que não teve acesso a elas e nem foi notificada. "A Câmara Municipal reafirma seu compromisso de colaborar com as autoridades competentes e permanece à disposição para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários", finalizou. Segundo denunciante, abuso ocorreu dentro de gabinete de vereador na Câmara Municipal de Piracicaba Rubens Cardia/ Câmara Municipal de Piracicaba O que diz a defesa do vereador Em nota divulgada nesta segunda-feira, a defesa de Cássio Fala Pira informou que serão apresentados "no momento oportuno, os elementos técnicos e jurídicos que demonstrarão a verdade dos fatos". Também falou que ele tem colaborado com as investigações, recebeu ameaças e tem sido alvo de informações distorcidas. Veja o texto na íntegra a seguir: "A defesa técnica do Senhor Cássio Luiz Barbosa, conhecido publicamente como Fala Pira, vem, em complemento às informações já comunicadas, esclarecer à sociedade que quanto às novas acusações recentemente apresentadas, estas serão integralmente enfrentadas no âmbito judicial, com absoluto respeito ao contraditório, à ampla defesa e ao devido processo legal. Reitera-se que toda imputação criminal exige comprovação concreta e idônea, razão pela qual o ônus da prova recai sobre quem alega/acusa. A defesa reafirma que responderá a todas as acusações com serenidade e firmeza, apresentando, no momento oportuno, os elementos técnicos e jurídicos que demonstrarão a verdade dos fatos, confiando plenamente nas instituições e na Justiça. No que concerne a eventual afastamento do exercício das funções parlamentares, inexiste, até o presente momento, qualquer procedimento instaurado com tal finalidade. O vereador permanece no pleno e legítimo desempenho de seu mandato, cumprindo, com a seriedade e o zelo que lhe são próprios, suas obrigações legislativas e comunitárias. Cumpre sublinhar que o parlamentar vem colaborando de forma plena e transparente com as investigações, colocando-se à disposição da Justiça e da sociedade para todo e qualquer esclarecimento que se fizer necessário. Não obstante, tem sido alvo de ameaças graves e diretas dirigidas à sua integridade física e à de seus familiares — quadro que revela a preocupante escalada de intolerância e o perigo representado pela difusão de juízos precipitados, desprovidos de fundamento jurídico e fático. A defesa informa, ademais, que já foram adotadas as medidas legais cabíveis à responsabilização civil e criminal daqueles que, à sombra de uma falsa noção de justiça, têm recorrido à via ilícita para “responder” aos fatos ainda sob apuração, incorrendo em delitos de calúnia, injúria, difamação e ameaça — condutas que, longe de contribuir para a elucidação da verdade, apenas alimentam a desinformação e o linchamento moral. Reitera-se, pois, que a verdadeira Justiça se realiza nos autos do processo, com base nas provas produzidas, sob o manto da ampla defesa e do devido processo legal — jamais nas arenas virtuais, nas retaliações públicas ou sob o impulso de pré-julgamentos. Por derradeiro, esta nota tem igualmente o propósito de coibir e prevenir a disseminação de notícias falsas, reafirmando o compromisso do vereador com a transparência, a legalidade e a verdade dos fatos, a fim de que informações distorcidas não continuem a causar danos irreparáveis à sua imagem e à de sua família. O vereador Cássio Luiz Barbosa reafirma, enfim, sua plena confiança nas instituições e no Estado Democrático de Direito, mantendo-se fiel ao compromisso que sempre norteou sua atuação pública: a transparência, o respeito e a responsabilidade para com a população". VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias no g1 Piracicaba

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Após investigação do MP, Prefeitura de Campinas cria regras para repasses de emendas da saúde a entidades

Publicado em: 07/10/2025 11:34

Prefeitura de Campinas Carlos Bassan/Prefeitura de Campinas A Prefeitura de Campinas (SP) definiu, em decreto publicado no Diário Oficial desta terça-feira (6), regras e procedimentos para repasse de emendas individuais destinadas a entidades sem fins lucrativos que fazem parte da rede complementar do Sistema Único de Saúde (SUS). ➡️ Clique AQUI para ler o decreto A publicação ocorre após o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) investigar um suposto esquema de “rachadinha” entre vereadores e a Irmandade de Misericórdia de Campinas, no qual parlamentares destinariam emendas impositivas à instituição e, em troca, receberiam entre 10% e 20% do valor. Entre 2024 e 2025, foram destinados R$ 25,6 milhões à Irmandade em emendas por 27 diferentes vereadores. A apuração foi motivada por denúncia anônima de um suposto funcionário da Câmara Municipal. O que diz o decreto? O texto sancionado pelo prefeito Dário Saadi (Republicanos) determina, entre outros pontos: Finalidade e prioridade: recursos de emendas individuais de custeio devem ser usados para ampliar a oferta de serviços de saúde, priorizando atender demandas reprimidas. Limites de alocação de recursos: até 40% das emendas impositivas poderão beneficiar entidades sem fins lucrativos, enquanto os 60% restantes devem ser aplicados em ações e serviços de saúde da administração direta e da Rede Mário Gatti. Restrições ao uso das emendas: recursos não podem ser usados para pagamento de pessoal, agrupamento de emendas ou aquisição de veículos e obras civis em 2026. Limites financeiros por entidade: cada entidade não pode receber mais que 100% da produção aprovada na média e alta complexidade apurada no período de 2024 ou o teto anual definido pelo Ministério da Saúde quando não houver registro de produção nos sistemas. Transparência e execução financeira: entidades devem usar conta corrente específica para cada emenda, divulgar todas as informações no próprio Portal da Transparência e devolver recursos remanescentes ao Tesouro. Prazo para indicação: os autores das emendas devem indicar ou atualizar os beneficiários e a ordem de prioridade das emendas nos prazos estabelecidos, diretamente no sistema municipal. MP investiga suposto esquema de 'rachadinha' em emendas da saúde em Campinas Investigação Segundo despacho emitido no último dia 2 de outubro pelo promotor Daniel Zulian, do MP-SP, o denunciante afirmou que o esquema funcionaria da seguinte maneira: repasse de 10% do valor, se a verba fosse destinada a atendimento de saúde; repasse de 20% do valor, se a verba fosse destinada à compra de equipamento; valores superiores a R$ 300 mil seriam “priorizados”. Ainda segundo a denúncia, o valor destinado para instituição seria muito superior ao valor destinado para hospitais conveniados ao SUS pelo município, que teriam “volume muito maior de atendimento”. Emendas impositivas? A Câmara Municipal de Campinas esclarece que as emendas impositivas foram aprovadas no final de 2021 e passaram efetivamente a valer a partir do orçamento de 2023. A regra permite que os vereadores destinem 1,2% da receita corrente líquida do município para projetos, obras e serviços, com a obrigação de a prefeitura executá-las. Há uma exigência legal de que no mínimo 50% do valor das emendas impositivas de cada vereador seja destinado para a área da saúde. “Seguindo as normas e os critérios legais estabelecidos, os parlamentares podem propor suas contribuições ao orçamento da cidade”, explica a Casa Legislativa. No projeto de orçamento de 2026, por exemplo, estão previstos R$ 113,8 milhões para as emendas impositivas, o que representa R$ 3,4 milhões para cada um dos 33 vereadores. O que diz a Prefeitura? Veja a nota da Prefeitura de Campinas na íntegra. “A Secretaria de Saúde informou que acatou a recomendação do MP e suspendeu, por 30 dias, na última sexta-feira, 3 de outubro, a execução de todas as emendas impositivas previstas à Irmandade de Misericórdia de Campinas, com exceção das relacionadas à assistência direta à população. A Pasta esclarece que as emendas impositivas são de total responsabilidade dos vereadores, que definem o destino, o tipo de serviço e o valor de cada repasse. Não há qualquer ingerência da administração municipal sobre os beneficiários, valores ou a aplicação dos recursos, salvo em casos de impedimentos técnicos ou legais. Em 2025, 23 parlamentares indicaram emendas impositivas, somando R$ 13,7 milhões. No ano passado, foram realizadas 32 emendas, que totalizaram R$ 11,9 milhões. A Prefeitura vai enviar ao Ministério Público todas as informações solicitadas.” O que diz a Câmara? Veja a nota da Câmara Municipal de Campinas na íntegra. “A Câmara Municipal de Campinas informa que as Emendas Impositivas foram aprovadas no final de 2021 e passaram efetivamente a valer a partir do Orçamento do ano de 2023. A regra permite que os vereadores destinem 1,2% da Receita Corrente Líquida do município para projetos, obras e serviços, com a obrigação de a Prefeitura executá-las. Há uma exigência legal de que no mínimo 50% do valor das Emendas Impositivas de cada vereador seja destinado para a área da Saúde. Seguindo as normas e os critérios legais estabelecidos, os parlamentares podem propor suas contribuições ao Orçamento da cidade. A Câmara Municipal de Campinas informa ainda que não foi citada nesse caso específico e desconhece qualquer tipo de irregularidade na destinação dessas emendas.” O que diz a Irmandade de Misericórdia? Veja a nota da Irmandade Misericórdia de Campinas na íntegra. “A Irmandade de Misericórdia de Campinas, ao ser informada de que o Ministério Público está apurando denúncia de irregularidades em relação a emendas parlamentares municipais destinadas a ela, comunica que não foi cientificada pelo Ministério Público e, se vier a ser, avaliará as providências a serem tomadas, sendo certo que aplica todos os importantes recursos públicos que recebe, para os fins a que eles se destinam, cumprindo a lei e estando sempre à disposição das autoridades.” VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

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VÍDEO: vereador 'advogado ostentação' é agredido por jornalista após denúncia de propina em MT

Publicado em: 07/10/2025 09:57

Vereador 'advogado ostentação' é agredido por jornalista após denúncia de propina em MT O vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB), conhecido por ‘advogado ostentação’, foi agredido com golpes na cabeça pelo jornalista Daniel Trindade, após uma sessão na Câmara Municipal de Sinop, a 500 km de Cuiabá, nessa segunda-feira (6). Vídeos registrados por testemunhas mostram o momento da agressão (assista acima). Nas imagens, é possível ver o advogado sendo agredido na região do pescoço e cabeça, dentro da câmara. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp O vereador apresentou na tribuna um áudio em que um homem o oferecia propina em dinheiro e cargos, supostamente em nome do prefeito da cidade, Roberto Dorner (PL). O parlamentar afirma o homem seria o jornalista Daniel Trindade e diz ter recusado a proposta, além de registrar uma denúncia sobre o caso. Segundo o vereador, após o fim da sessão, ele foi à área de imprensa e começou a ser ofendido verbalmente por Daniel. Ele disse que pegou o celular para gravar as falas e registrar um boletim de ocorrência. Em seguida, foi atingido pelas costas. A reportagem procurou o jornalista, que pediu desculpas aos colegas de profissão e aos vereadores. Ele negou ter ligação com a prefeitura, disse não ser filiado a nenhum partido e afirmou ser contra qualquer tipo de violência. Ele também alegou que é alvo de perseguição por parte do parlamentar. O g1 também entrou em contato com a assessoria do prefeito, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Segundo o presidente da câmara, Remídio Kuntz, o caso será investigado pela polícia. 'Advogado ostentação' Advogado Marcos Vinícius Borges Arquivo pessoal Marcos Vinicius Borges ficou conhecido por expor uma vida de luxo nas redes sociais. Em 2023, teve a carteira da Ordem dos Advogados (OAB/MT) suspensa. Ele também foi condenado em primeira instância por tráfico de influência e estelionato contra clientes, mas foi absolvido em 2025 em grau de recurso. Em 2024, Marcus Vinicius foi eleito vereador em Sinop. Vereador é agredido em Sinop (MT). Reprodução

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Prefeitura de Aparecida (SP) retira projeto de lei que previa cobrança de taxa de turismo

Publicado em: 07/10/2025 08:46

Fiéis atravessam passarela em direção ao Santuário Nacional de Aparecida no dia da Padroeira Foto: Thiago Leon/Santuário Nacional O prefeito de Aparecida (SP), Zé Louquinho (PL), decidiu retirar da Câmara Municipal o projeto de lei que previa a cobrança de uma taxa de turismo pela entrada de veículos na cidade, famosa pelo turismo religioso e visitada por milhares de turistas por conta do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida - o maior templo católico do país. O projeto de lei complementar havia sido enviado pela prefeitura aos vereadores em setembro e ainda tramitava nas comissões, sem previsão de votação. Nesta segunda-feira (6), porém, o documento foi retirado pelo executivo. Questionada, a Prefeitura de Aparecida disse apenas que a retirada do projeto de lei foi uma "decisão do prefeito", mas não informou o motivo da decisão e se o projeto será refeito e protocolado novamente. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp O projeto No projeto, o prefeito de Aparecida justificou que a criação da taxa era necessária pelo fato de o orçamento da cidade ser insuficiente para cobrar custos gerados pelo impacto dos turistas na infraestrutura urbana e ambiental. “Aparecida é reconhecida nacional e internacionalmente como polo do turismo religioso, atraindo milhões de romeiros e turistas ao longo do ano, em especial durante períodos de grande movimentação, como feriados prolongados e datas religiosas. Essa intensa circulação, embora essencial à economia local, gera impactos diretos sobre a infraestrutura urbana e ambiental, exigindo do Poder Público municipal investimentos constantes e crescentes em serviços de limpeza, coleta e destinação de resíduos sólidos, manutenção de praças, vias e mobiliário urbano, além de ações de zeladoria e ordenamento”, argumenta. Segundo a prefeitura, a taxa deveria ser cobrada para custear serviços públicos de limpeza urbana, coleta e destinação de resíduos sólidos, manutenção de vias, praças, zeladoria e preservação ambiental, “em razão do impacto causado pelo fluxo turístico e religioso no município”. O Santuário Nacional de Aparecida recebeu a visita de 9 milhões de pessoas em 2024 O projeto de lei complementar previa a cobrança dos seguintes valores por tipo de veículo: carro: R$ 10,01 moto: R$ 5,00 van ou kombi: R$ 20,03 micro-ônibus: R$ 40,06 ônibus: R$ 70,11 A proposta não deixava claro se a taxa de turismo seria cobrada pela permanência de dias ou horas na cidade - isso ainda seria discutido pelos vereadores. A proposta previa ainda a isenção da cobrança para veículos licenciados em Aparecida e oito cidades vizinhas: Guaratinguetá, Potim, Roseira, Lorena, Canas, Piquete, Cachoeira Paulista e Cunha. Veículos que participem de eventos públicos reconhecidos pela prefeitura e as viaturas de serviço, como da polícia, ambulância e bombeiros, também ficariam isentos caso o projeto seja aprovado. No texto, o prefeito Zé Louquinho, de Aparecida, também previa a reestruturação do Fundo Municipal de Turismo Sustentável (FMTS), que seria responsável por receber, gerir e aplicar os recursos captados com a taxa. Os valores deveriam ser aplicados em: serviços de limpeza urbana, coleta e destinação de resíduos sólidos; manutenção de vias, praças, mobiliário urbano e sinalização turística; ações de preservação ambiental e recuperação de áreas degradadas; campanhas de educação ambiental e capacitação profissional; projetos de promoção do turismo religioso, cultural e de eventos; digitalização e modernização da gestão e fiscalização da taxa. Vale destacar o projeto de lei complementar pretendia revogar uma lei de 2006, que prevê a cobrança de uma taxa a ônibus, micro-ônibus, vans, kombis pela permanência de três dias na cidade. Essa lei, porém, nunca entrou em prática. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

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Câmara de Pouso Alegre volta a discutir projeto que cria o 'Dia do Conservadorismo' após votação acirrada

Publicado em: 07/10/2025 07:24

Câmara de Pouso Alegre volta a discutir projeto que cria o 'Dia do Conservadorismo' Os vereadores de Pouso Alegre (MG) voltam a discutir nesta terça-feira (7), em sessão ordinária da Câmara Municipal, o projeto de lei nº 8029/2025, que propõe a criação do “Dia Municipal do Conservadorismo”. A proposta foi aprovada em primeiro turno por 7 votos a 6 na semana passada e volta ao plenário para a segunda e decisiva votação. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram O texto, de autoria do vereador Frederico Coutinho (Republicanos), propõe incluir a data no calendário oficial do município para valorizar o pensamento conservador. Segundo o parlamentar, a proposta busca reconhecer uma corrente ideológica que defende a preservação de instituições sociais e princípios morais. “Nós precisamos ter representantes e ações que envolvam outro tipo de pensamento. Isso faz evoluir a democracia e mantém a liberdade conquistada com muita luta desde Dom Pedro”, afirmou o vereador durante a primeira votação. Apoio e críticas Entre os defensores do projeto, o vereador Leandro Morais (União Brasil) destacou que a iniciativa visa reunir pessoas que se identificam com o conservadorismo para debater políticas e ações públicas. “Existe um movimento na cidade que quer desenvolver atividades, seminários e congressos voltados a esse pensamento. Essa data serve para lembrar a importância dessa pauta”, disse. Câmara de Pouso Alegre volta a discutir projeto que cria o 'Dia do Conservadorismo' após votação acirrada Divulgação Por outro lado, a vereadora Lívia Macedo (PCdoB) criticou a proposta e afirmou que o tema não representa demandas reais da população. “Projetos como esse não respondem a nenhuma necessidade do município. Enquanto poderíamos discutir problemas concretos da cidade, estamos debatendo algo que não muda a vida das pessoas”, declarou. Questionamentos sobre o impacto da medida Caso seja reprovado em segundo turno, o projeto será arquivado. Se aprovado novamente, seguirá para sanção do prefeito. A advogada e ativista social Pâmela Vindilino avalia que a proposta carece de clareza e abrangência. “O texto não explica quem será alcançado ou o que será feito. Favorece um grupo específico alinhado ao autor, sem dialogar amplamente com a população e sem gerar impacto social, político ou econômico”, afirmou. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

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