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Morte de ex-vereador por suspeita de dengue grave é investigada

Publicado em: 13/11/2025 15:27

Wallace Victor, ex-vereador de Piau Reprodução/Redes Sociais O ex-vereador de Piau, Wallace Victor, morreu com suspeita de dengue grave na última sexta-feira (7). A vítima, de 45 anos, foi vereador por dois mandatos e presidiu a Câmara no biênio 2015/2016. Wallace estava internado no Hospital Ana Nery, em Juiz de Fora, e o laudo médico com a causa da morte ainda não foi finalizado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Segundo a Prefeitura de Piau, o óbito é investigado e, se confirmado, será a primeira morte por dengue registrada neste ano no município. Em 2025, foram registrados até o início de novembro 46 casos prováveis e 16 casos confirmados da doença. Despedida A Câmara Municipal e a Prefeitura de Piau emitiram nota de pesar em razão do falecimento do ex-vereador. Moradores, familiares e apoiadores também se manifestaram nas redes sociais. “A Câmara Municipal de Piau manifesta seu mais profundo pesar pelo falecimento do ex-vereador e ex-presidente desta Casa Legislativa, Wallace Esteves de Paiva, que exerceu com dedicação dois mandatos como vereador e presidiu a Câmara no biênio 2015/2016. Wallace deixa um legado de compromisso com o município e de respeito à vida pública, sendo lembrado por sua atuação firme, ética e voltada ao bem-estar da população piauense. Neste momento de dor, expressamos nossas condolências e solidariedade aos familiares e amigos, rogando a Deus que lhes conceda conforto e paz”. Prefeitura de Piau emite nota de pesar após morte de ex-vereador Reprodução/Redes Sociais Dengue em Minas Gerais Conforme dados do painel de monitoramento do Ministério da Saúde, Minas Gerais registrou em 2025: 161.275 casos prováveis de dengue; 136 mortes confirmadas por dengue; 47 óbitos em investigação. ASSISTA TAMBÉM: Liraa 2025: Juiz de Fora registra médio risco de infestação de dengue Liraa 2025: Juiz de Fora registra médio risco de infestação de dengue VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes

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Ex-prefeito de São Sebastião, João Siqueira, morre aos 90 anos

Publicado em: 13/11/2025 15:13

Ex-prefeito de São Sebastião, João Siqueira, morre aos 90 anos Divulgação/Prefeitura de São Sebastião O ex-prefeito de São Sebastião, João Augusto Siqueira, morreu nesta quarta-feira (12), aos 90 anos de idade. Ele lutava contra a leucemia. A Prefeitura de São Sebastião declarou luto oficial de três dias a partir desta quinta (13). João Siqueira havia completado 90 anos justamente nesta quarta. Natural de Curitiba (PR), ele atuou como vereador entre 1988 e 1992 na cidade do litoral norte, sendo um dos responsáveis pela elaboração do Plano Diretor do município. Assumiu como prefeito da cidade em 1997 e, em 2018, foi homenageado pela Câmara Municipal pelos relevantes serviços prestados à cidade. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

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Justiça anula mudança em regras do Conselho do Meio Ambiente de BH e suspende licenciamentos ambientais em andamento

Publicado em: 13/11/2025 14:54

Justiça suspende eleição do Conselho Municipal de Meio Ambiente de BH A Justiça suspendeu o decreto que alterava as regras para escolha de representantes da sociedade civil no Conselho Municipal do Meio Ambiente (Comam) de Belo Horizonte e determinou que todos os licenciamentos ambientais da cidade fiquem paralisados temporariamente. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (12), após o Ministério Público endossar uma denúncia de irregularidades no processo eleitoral do órgão. A sentença foi assinada pelo juiz Danilo Couto Lobato Bicalho, da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Municipal. O magistrado acolheu integralmente os argumentos de uma ação popular movida pela deputada federal Duda Salabert (PDT) e o advogado Pedro de Mendonça Guimarães. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Em parecer do promotor Walter Freitas de Moraes Júnior, o MP afirmou que os atos da prefeitura violaram princípios constitucionais e representavam risco de captura do Comam por interesses contrários à proteção do meio ambiente, denunciando a prática de "fraude ao princípio democrático do licenciamento ambiental" (leia mais abaixo). Procurado pela TV Globo, o Executivo municipal disse que, até o momento, não foi intimado da decisão mencionada. "Assim que houver a devida intimação, a Procuradoria-Geral do Município analisará os termos da decisão e, no momento oportuno, avaliará a viabilidade de interposição dos recursos cabíveis", completou. Entenda o caso O processo eleitoral do Comam começou em maio deste ano, quando a Prefeitura de Belo Horizonte abriu inscrições para a escolha dos representantes da sociedade civil no conselho. O órgão colegiado tem o papel de propor diretrizes, fiscalizar, controlar e deliberar sobre as políticas públicas ambientais no município, como as licenças para empreendimentos de impacto local. Em junho, a comissão eleitoral aceitou impugnações indevidas contra candidaturas já habilitadas. Entidades tradicionais, como o Sindicato dos Engenheiros de Minas Gerais (Senge-MG) e o Rotary Club Liberdade, foram excluídas sem direito ao contraditório e ampla defesa, o que violou o edital original, segundo o Ministério Público. Depois disso, a administração municipal publicou um novo decreto que restringiu a participação de organizações civis. Entre as mudanças estavam o aumento do tempo mínimo de existência das instituições, de um para três anos, e a eliminação de vagas para sindicatos. Para o MP, essas alterações feriam o princípio democrático e configuravam fraude no processo. O que diz a decisão A decisão da Justiça determina que sejam retomadas as regras do edital original e que o processo eleitoral volte à fase de recursos, com reintegração das entidades excluídas. Entre as medidas estão: suspensão imediata do decreto 19.275/2025 (muda as regras de participação no Comam), da portaria SMMA 57/2025 (designa os membros da comissão especial) e do edital 02/2025 (traz as disposições para o processo de eleição dos representantes); anulação das exclusões e reinclusão das entidades no certame; paralisação das atividades do Comam relacionadas à representação da sociedade civil; suspensão de todos os licenciamentos ambientais que dependam do conselho até a nova composição legítima; prazo de 10 dias para a prefeitura publicar nova lista de habilitados e atualizar o cronograma eleitoral. O juiz também fixou multa diária de R$ 1 mil, limitada a R$ 50 mil, para gestores que descumprirem a determinação. O prefeito de Belo Horizonte foi incluído no polo passivo da ação por ter editado o decreto suspenso. LEIA TAMBÉM: Mineração ilegal investigada pela PF expõe destruição por trás do paredão verde da Serra do Curral, cartão-postal de BH Câmara Municipal de BH aprova moção de apoio a operação que causou 121 mortes no RJ Sede da Prefeitura de Belo Horizonte Rodrigo Clemente/ PBH

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Presidente da Câmara de Maria da Fé é presa após investigação do Ministério Público

Publicado em: 13/11/2025 12:14

Presidente da Câmara de Maria da Fé, Ana Paula Torres Santos (PDT), é presa Repodução EPTV e Câmara de Maria da Fé A presidente da Câmara e primeira-dama de Maria da Fé (MG), Ana Paula Torres Santos (PDT), foi presa na tarde de quarta-feira (12). O motivo da prisão não foi divulgado. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram A vereadora foi presa por uma equipe da Polícia Civil, que cumpriu um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça da Comarca de Itajubá, relacionado a um processo movido pelo Ministério Público. Não foram divulgados os detalhes sobre a natureza do mandado ou o teor da acusação que levou à expedição da ordem de prisão. Muro polêmico, farinha de cigarra e Vale do Silício: veja as notícias mais lidas da semana Após ser detida, Ana Paula fez exame de corpo delito no Hospital Escola de Itajubá e, depois, foi levada para o presídio de Santa Rita do Sapucaí (MG) A reportagem da EPTV, afiliada da Rede Globo, procurou o MP para saber o motivo da prisão da vereadora, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem. O setor jurídico da Câmara Municipal de Maria da Fé também foi contatado, mas não forneceu informações. O prefeito de Maria da Fé, Adilson dos Santos, marido de Ana Paula, não atendeu às ligações. Por meio de nota, a Prefeitura Municipal de Maria da Fé informou que, neste momento, não irá se manifestar sobre o ocorrido e que esclarecimentos serão prestados assim que houver informações oficiais que possam ser compartilhadas. A reportagem tenta localizar a defesa de Ana Paula. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

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Em votação fechada, vereadores escolhem membros de CPI que investiga irregularidades na área da saúde em Sorocaba

Publicado em: 13/11/2025 11:49

Câmara de Sorocaba (SP) Câmara Municipal de Sorocaba/Divulgação Os vereadores de Sorocaba (SP) decidiram os membros que irão compor a CPI que investiga denúncias de corrupção na área da saúde nesta quinta-feira (13). A votação na Câmara Municipal foi realizada em uma sala fechada, sem a presença dos moradores e da imprensa. A abertura da CPI era discutida entre os vereadores desde abril deste ano, mas somente após o afastamento do prefeito Rodrigo Manga (Republicanos) conseguiu assinaturas suficientes. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Após a votação, que durou cerca de uma hora, ficou decidido que Cláudio Sorocaba (PSD) assumirá o cargo de presidente da CPI e Cristiano Passos (Republicanos) será o relator. Ambos os parlamentares fazem parte da base do prefeito afastado. Conforme apurado pelo g1 e pela TV TEM, vereadores de partidos de oposição deixaram a sala antes que a votação terminasse. No plenário, foi colocada uma caixa denominada de "caixa dos milagres", com a foto de Rodrigo Manga, junto com notas de dinheiro. A atitude faz referência à investigação da Polícia Federal. Os documentos obtidos com exclusividade pela reportagem trazem um print com mensagens de um apóstolo ao prefeito de Sorocaba (SP) perguntando se ele "está precisando de um milagre". A corporação apura se o grupo criminoso utilizava termos religiosos como códigos para crimes. Vereadores colocam "caixinha dos milagres" no plenário da Câmara de Sorocaba (SP) Beatriz Pereira/g1 Ao todo, 24 vereadores assinaram a abertura da CPI. São eles: Dylan Dantas (PL); Fernanda Garcia (PSOL); Iara Bernardi (PT); Izídio de Brito (PT); Roberto Freitas do (PL); Raul Marcelo (PSOL); Tatiane Costa (PL); Henri Arida (MDB). Jussara Fernandes (Republicanos); Caio Oliveira (Republicanos); Fabio Simoa (Republicanos); Cristiano Passos (Republicanos); Rafael Militão (Republicanos); Silvano Jr (Republicanos); Toninho Corredor (Agir); Cícero João (Agir); Claudio Sorocaba (PSD); Alexandre da Horta (Solidariedade); Fausto Peres (Podemos); Fernando Dini (PP); Rogério Marques Munhoz (Agir); Rodolfo Ganem (Podemos); João Donizete (União Brasil); Italo Moreira (União Brasil). Prefeito afastado Rodrigo Manga foi afastado do cargo por decisão judicial por 180 dias na quinta-feira (6), durante a segunda fase da Operação Copia e Cola da Polícia Federal, que investiga denúncias de corrupção na área da saúde, onde ele é um dos investigados. O g1 e a TV TEM tiveram acesso aos documentos que mostram como era o suposto esquema e a participação de Josivaldo Batista, cunhado do prefeito, e do empresário Marco Mott, amigo de Manga, que foram presos na ação. Além de Manga, Josivaldo e Mott, a Polícia Federal também investiga Sirlange Frate, esposa do prefeito, a pastora Simone Frate, irmã de Sirlange e cunhada do prefeito, Vinicius Rodrigues, o ex-secretário de Saúde, e Fausto Bossolo, ex-secretário de Administração. Veja quem são as pessoas do 'alto escalão' da prefeitura citados na investigação Poder da CPI Com base na Lei Orgânica de Sorocaba e no Regimento Interno da câmara, uma CPI tem poderes para as seguintes situações: Proceder a vistorias e levantamentos nas repartições públicas e nos órgãos da administração pública direta, indireta ou fundações do município; Requisitar à Mesa Diretora a contratação de serviços, recursos técnicos e servidores administrativos da Câmara julgados necessários ao desenvolvimento do seu trabalho; e Tomar o depoimento de quaisquer pessoas integrantes dos órgãos públicos municipais, intimar testemunhas e inquiri-las sob compromisso, nos termos do Código de Processo Penal. Além disso, a CPI tem poder para acessar documentos públicos, como laudos, perícias, processos administrativos, entre outros. Geralmente, com resultado procedentes, os conclusões da CPIs são encaminhadas ao Ministério Público, em, alguns casos, ao Tribunal de Contas do Estado. Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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Operação Midas: ex-procurador de Campo Grande é condenado por corrupção e falsidade ideológica

Publicado em: 13/11/2025 11:37

André Scaff saindo de delegacia em maio de 2016. Reprodução/ TV Morena A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou quatro pessoas — entre agentes públicos e empresários — em duas ações penais derivadas da Operação Midas, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) do Ministério Público Estadual (MPMS). Duas fases da operação ocorreram em 2016, quando na época o então Procurador-Jurídico e Chefe de Gabinete da Presidência da Câmara Municipal, André Scaff foi preso. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp As penas, somadas nas duas ações, chegam a 30 anos de reclusão, além da obrigação de ressarcimento de mais de R$ 1 milhão aos cofres públicos. As decisões foram proferidas pela 3ª Vara Criminal de Campo Grande no início de novembro e envolvem crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e falsidade ideológica, ligados a esquemas de recebimento de propina, ocultação de patrimônio e simulação de transações imobiliárias com valores abaixo do mercado. O advogado José Wanderley, que representa André Scaff, informou ao g1 que já apresentou embargos de declaração nas duas ações penais. Segundo ele, o recurso busca que a Justiça analise omissões, obscuridades e erros materiais que, na avaliação da defesa, constam nas sentenças. “Acredito que a juíza deverá remeter o recurso ao Ministério Público para manifestação e, na sequência, fará o julgamento”, afirmou o advogado. LEIA TAMBÉM: Procurador jurídico da Câmara de Campo Grande é preso de novo Procurador da Câmara em MS é investigado por enriquecimento ilícito Primeira ação: servidor e empresário condenados por corrupção Na primeira ação penal, ajuizada em 2016, foram condenados o servidor público André Scaff e um empresário, sócio-administrador de uma empreiteira contratada pelo poder público. O servidor recebeu a maior pena: 16 anos e 8 meses de prisão em regime fechado, por 21 episódios de corrupção passiva, além de multa e indenização superior a R$ 800 mil. O empresário foi condenado por corrupção ativa, com pena de 5 anos de reclusão em regime fechado. Outros investigados foram condenados por corrupção ativa, mas tiveram as penas extintas por prescrição. Houve também absolvições, especialmente em relação à acusação de lavagem de dinheiro, por falta de provas. Segunda ação: penas por falsidade ideológica em transações imobiliárias Na segunda ação penal, aberta em 2017, foram condenados o mesmo servidor público e um engenheiro envolvido na venda de um imóvel com valor subfaturado, utilizado para ocultar recursos de origem ilícita. O servidor foi sentenciado a 6 anos e 9 meses de reclusão, pena substituída por restrição de direitos — deverá cumprir prisão domiciliar aos fins de semana — e ainda pagar R$ 150 mil de prestação pecuniária e R$ 300 mil de reparação de danos. O engenheiro foi condenado a 2 anos e 3 meses de prisão e 20 dias-multa. O MPMS informou que vai recorrer das absolvições proferidas nas duas ações. Fraudes e contratos públicos As investigações da Operação Midas identificaram fraudes em contratos da Prefeitura de Campo Grande, principalmente nas áreas de construção civil, obras públicas e serviços de engenharia. Segundo o Gaeco, empresas contratadas por meio de licitações direcionadas faziam depósitos em contas de servidores e familiares, em forma de pagamento de propina ou ocultação de valores ilícitos. Também foram identificados empréstimos e intermediações financeiras entre empresários e agentes públicos, o que evidenciava uma rede de corrupção sistêmica dentro da administração municipal. Operação Midas A Operação Midas teve duas fases de campo, realizadas em maio e setembro de 2016. O nome faz referência ao personagem da mitologia grega que transformava tudo o que tocava em ouro, simbolizando a multiplicação ilícita de patrimônio obtida por meio do desvio de recursos públicos. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul

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Professores da rede municipal de Manaus entram em greve contra projeto de reforma da Previdência

Publicado em: 13/11/2025 11:33

Profissionais da educação deflagram greve em Manaus. Naine Carvalho/Rede Amazônica Os professores da rede municipal de ensino de Manaus iniciaram greve nesta quinta-feira (13) em protesto contra o Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 8/2025, apelidado pelos servidores de "PL da Morte". A proposta, aprovada em primeira votação pela Câmara Municipal de Manaus (CMM), muda as regras de aposentadoria dos servidores públicos municipais. A decisão pela paralisação foi tomada em assembleia realizada na manhã desta quinta-feira (13). O movimento é organizado pelo Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical), que promoveu uma mobilização em frente à Câmara, no bairro Santo Antônio, Zona Oeste, para marcar o início oficial da greve. No fim de setembro, antes da aprovação do projeto, professores e sindicatos já haviam protestado em frente à Câmara Municipal pedindo a suspensão da proposta. Durante o ato, manifestantes exibiram faixas e cartazes com críticas à reforma da Previdência. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp O que diz o projeto O Projeto de Lei Complementar foi aprovado no dia 5 de novembro, com 30 votos favoráveis e 10 contrários, e ainda precisa passar por segunda votação, ainda sem data marcada. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A proposta, enviada pela Manaus Previdência (Manausprev), aumenta a idade mínima e o tempo de contribuição exigidos para aposentadoria e pensão de servidores municipais da educação que ingressaram no serviço público após 31 de dezembro de 2003. Aqueles que entraram antes dessa data continuarão seguindo as normas anteriores. Segundo a Prefeitura, a reforma busca equilibrar as contas do regime próprio de previdência, que pode acumular déficit de R$ 938 milhões até 2038, caso as mudanças não sejam feitas. Confira abaixo os principais pontos: Idade mínima para aposentadoria: 62 anos para mulheres e 65 anos para homens. Professores têm direito à redução de 5 anos na idade e no tempo de contribuição. Cálculo do benefício: A aposentadoria começa em 70% da média de todas as contribuições. Esse valor aumenta 2% por cada ano de contribuição acima dos 25 anos. Regras de transição: Servidores atuais terão opções como sistema de pontuação (idade + tempo de contribuição) e pedágio de 100% do tempo que falta para se aposentar. Direitos adquiridos: Quem já tem direito à aposentadoria manterá todos os benefícios, incluindo paridade e integralidade para quem ingressou até 2003, desde que cumpra os critérios de transição. Abono de permanência: Mantido para servidores que continuam trabalhando mesmo após cumprir os requisitos para se aposentar. O valor do abono equivale à contribuição mensal. Pensão por morte: A cota familiar será de 70%, somada a 10% por dependente, até o limite de 100%. Dependentes com deficiência ou inválidos terão direito a 100% do benefício, até o teto do Regime Geral de Previdência Social (RGPS). Contribuição: As alíquotas não mudam. Continuam em 14% para servidores ativos e para aposentados e pensionistas que recebem acima do teto do RGPS. Aposentadorias especiais: O projeto prevê regras específicas para Pessoas com Deficiência (PcDs) e para servidores expostos a riscos à saúde, com critérios adaptados para cada caso. O que acontece agora A aprovação em primeira votação não transforma o projeto em lei. No trâmite da Câmara Municipal: O texto principal é aprovado na primeira votação; Pode receber ajustes ou emendas; Passa por segunda votação; Se aprovado novamente, segue para sanção ou veto do prefeito. Só depois disso a reforma entra em vigor. Professores criticam mudanças no tempo de contribuição para aposentadoria. Naine Carvalho/Rede Amazônica Manifestantes se reúnem em frente a Câmara Municipal de Manaus. Naine Carvalho/Rede Amazônica Greve do servidores municipais da educação foi deflagrada nesta quinta-feira (13) em Manaus. Naine Carvalho/Rede Amazônica

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Operação investiga suspeita de rachadinha em gabinete de vereador de Ribeirão das Neves

Publicado em: 13/11/2025 11:31

Operação investiga suspeita de rachadinha em gabinete de vereador de Ribeirão das Neves O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Polícia Militar deflagraram, na manhã desta quinta-feira (13), a operação Lucas 12:3, que investiga um esquema de rachadinha, prática em que servidores devolvem parte do salário a quem os nomeou, em um gabinete da Câmara Municipal de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A ação teve como objetivo o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão relacionados às investigações. As medidas foram autorizadas pela Justiça a partir de denúncias anônimas enviadas ao MPMG em julho de 2021, que apontavam que um vereador do município estaria recebendo parte dos vencimentos de seus assessores parlamentares. De acordo com o Ministério Público, o avanço das apurações indicou indícios consistentes da prática ilícita no gabinete, o que motivou a operação desta quinta. Segundo o Ministério Público de Minas Gerais, os nomes do vereador e dos assessores investigados não foram divulgados em razão das restrições previstas na Lei de Abuso de Autoridade. Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, resultando na apreensão de cinco celulares, dois notebooks, um HD interno de computador e outros documentos e HDs externos. Participaram da ação um promotor de Justiça, três servidores do MPMG e 35 policiais militares da 2ª Região de Polícia Militar. O nome da operação faz referência a um versículo do Evangelho de Lucas, que diz “porquanto tudo o que em trevas dissestes, à luz será ouvido; e o que falastes ao ouvido no gabinete, sobre os telhados será apregoado”, numa alusão à transparência buscada pelas investigações. MPMG e PM deflagraram operação contra 'rachadinha'. Divulgação/MPMG Mandados de busca e apreensão cumpridos para apurar possível esquema de 'rachadinha' em Ribeirão das Neves. Divulgação/MPMG

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Câmara Municipal de Pouso Alegre abre licitação para troca de carpetes

Publicado em: 13/11/2025 11:06

Câmara Municipal de Pouso Alegre abre licitação para troca de carpetes – Crédito: Divulgação A Câmara Municipal de Pouso Alegre anunciou a realização da Concorrência Eletrônica nº 2/2025, voltada à contratação de empresa especializada em serviços de engenharia patrimonial. O processo licitatório, conduzido pela Comissão Permanente de Contratações, ocorrerá no dia 28 de novembro de 2025, às 8h, com recebimento e abertura das propostas de forma totalmente eletrônica, por meio do portal www.portaldecompraspublicas.com.br. O objetivo da licitação é a substituição completa do carpete instalado no Plenário, Sala de Áudio, Estúdio de TV e Estúdio de Rádio da Câmara, incluindo a remoção e destinação ambientalmente adequada do material atual. O serviço abrange também o fornecimento de todos os insumos, materiais, equipamentos e mão de obra necessários à execução, seguindo as normas técnicas e ambientais vigentes. O edital completo está disponível no site oficial da Câmara Municipal de Pouso Alegre, no Portal de Compras Públicas e no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), conforme determina a Lei Federal nº 14.133/2021, que rege as licitações e contratos administrativos. A medida reforça o compromisso da instituição com a transparência e a modernização de seus espaços.

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Prefeitura de São José quer parcelar dívidas de R$ 270 milhões com o instituto de previdência

Publicado em: 13/11/2025 08:07

Prefeitura de São José quer parcelar dívidas com o Instituto de Previdência A Prefeitura de São José dos Campos enviou à Câmara Municipal dois projetos de lei para negociar o pagamento de dívidas com o instituto de previdência da cidade. Os dois projetos foram enviados nesta quarta-feira (12) pelo prefeito Anderson Farias (PSD), que quer parcelar a dívida de R$ 270 milhões. Ainda não há data para votação dos projetos pelos vereadores. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp O primeiro projeto prevê o parcelamento da dívida atual da prefeitura com o Instituto de Previdência do Município de São José dos Campos em até 60 parcelas. De acordo com um ofício enviado pela diretoria do instituto para o prefeito no dia 16 de outubro deste ano, a dívida acumulada até setembro era de R$ 270.179.873,14. O débito é referente aos aportes que deveriam ter sido feitos pela prefeitura desde junho de 2024. Essa não é a primeira vez que a prefeitura de São José quer parcelar dívidas com o instituto. Nos últimos anos, foram feitos pelo menos outros três parcelamentos: o primeiro acordo foi firmado em 2017 e previa o parcelamento de R$ 170 milhões em 200 meses, referente a dívidas acumuladas entre 2015 e 2017, nas gestões de Carlinhos Almeida (PT) e Felício Ramuth (PSDB) em 2022, um novo acordo dividiu em 240 parcelas a dívida de R$ 144 milhões, acumulada entre janeiro e setembro de 2021, durante o governo de Felício Ramuth (PSD) em dezembro de 2023, a câmara aprovou um projeto que previa o parcelamento de uma dívida de R$ 200 milhões em 60 meses, referente a aportes que não foram feitos entre novembro de 2021 e dezembro de 2022, nas gestões de Felício e Anderson Farias (PSD) Instituto de Previdência do Município de São José dos Campos Reprodução/TV Vanguarda Além do pedido de parcelamento da dívida atual, a Prefeitura de São José encaminhou também um projeto para a Câmara dos Vereadores que autoriza a cidade a aderir a um programa de regularidade previdenciária do Governo Federal. Esse programa permite que os municípios reparcelem as dívidas com os institutos de previdência em até 300 meses, ou seja, 25 anos. Com isso, a prefeitura de São José poderia estender o prazo de pagamento da dívida atual e também das dívidas que já tinham sido parceladas Até a última atualização da reportagem, a Prefeitura de São José dos Campos e o Instituto de Previdência do Município de São José dos Campos não haviam se manifestado. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

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Edifícios Oceania, Apolo 28 e Marte: como começou e se desenvolveu a verticalização em Salvador

Publicado em: 13/11/2025 06:00

Arquiteto e urbanista critica verticalização em Salvador O termo verticalização pode ser uma novidade para algumas pessoas, porém o movimento começou muitos anos atrás, conforme a população crescia e o setor imobiliário também. Apesar de ser datado em 1920 em outras cidades, em Salvador, o início aconteceu no ano de 1943, com a inauguração do Edifício Oceania, na orla da Barra. Mas o boom veio mesmo nas décadas de 1960 e 1970, com a construção de outros grandes prédios. Nesta faixa histórica, se destacam os edifícios Apolo 28 e Marte, ambos localizados no Corredor da Vitória, um dos metros quadrados mais caros da cidade. É o que destaca o arquiteto e urbanista Francisco Senna, que lançou na quarta-feira (12) o livro "Salvador - Grandes Obras", ao lado da jornalista e doutora em antropologia Cleidiana Ramos. Editada pela Caramurê, a obra traz uma extensa pesquisa sobre a evolução do município, e a verticalização integra esse movimento. "A gente não pode deixar de compreender que isso é um processo histórico universal, que a verticalização nas grandes metrópoles é mais do que necessário, porque senão não se resolve a questão de unidades habitacionais em um espaço mais reduzido", pontuou o autor, em entrevista ao g1. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia No início, essa expansão aconteceu principalmente no Centro da cidade, mais especificamente ao longo da Avenida Sete de Setembro, em contraste com imóveis históricos, mostrando também os lados negativos do processo. "A verticalização acarretou alguns prejuízos na qualidade de vida da população, tendo em vista a questão de infraestrutura. Muitos prédios, por exemplo, não tinham garagem suficiente, no início, porque, naquela época, poucas pessoas tinham carro. Isso se acelerou e a multiplicação de veículos exigiu um número de vagas que não era oferecido naquele tempo", analisou o arquiteto e urbanista. Edifício Oceania à esquerda, e edifícios Apolo 28 e Marte, lado a lado, à direita Reprodução/Street View Entraram ainda questões ambientais, econômicas e de território, entre outras. Não é à toa que a verticalização agora está na música, como na faixa "Lucro", da banda BaianaSystem, foi assunto de questão do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) realizado no último fim de semana, e é tema de um projeto de lei sobre o uso do solo que espera sanção da prefeitura, após ser aprovado pela Câmara Municipal. "Tendo como exemplo a questão histórica, nós temos monumentos incríveis e a vizinhança é importante para contextualizar a própria edificação. Ou seja, imagine você ter uma igreja como a Catedral Basílica, no ambiente do Terreiro de Jesus, e imagine se fosse permitida a edificação ao lado da igreja, e ela ficasse sufocada, como é o caso da Igreja Nossa Senhora da Vitória, com um empreendimento ao fundo", provocou o pesquisador. Enem 2025: correção da questão de ciências humanas sobre verticalização urbana Francisco Senna destaca também a importância de se discutir o assunto de forma mais ampla, já que a perspectiva é de que o movimento alcance ainda mais pontos da cidade com o passar dos anos, como vem acontecendo em bairros como Caminho das Árvores, Brotas, Jaguaribe e Ondina, além dos arredores da Avenida Paralela. "A minha preocupação é com o aspecto urbano da cidade. É com a capacidade de certos espaços comportarem edificações desse porte em grande quantidade. É o processo natural de toda a cidade. Isso é inevitável. Mas o que eu espero da nossa cidade é uma legislação adequada, que contemple um equilíbrio, com conforto e segurança", pontuou. Conheça o livro No livro "Salvador - Grandes Obras", os autores apresentam a relação entre o antigo e novo na arquitetura e no urbanismo da cidade, para entender como ocorreu o enfrentamento às inúmeras mudanças que aconteceram nos aspectos visuais, sociais, políticos e econômicos. Entre os pontos abordados, estão os desafios com o crescimento populacional e a migração do Centro Histórico para outras regiões do território. "Houve uma mudança drástica, um esvaziamento muito grande, com impacto negativo de desvalorização, que agora vem sendo retomado aos poucos para o turismo". Para ajudar nesse entendimento, a obra conta com iconografia a partir de imagens de acervos de Salvador, França, Inglaterra, Portugal, Holanda e de colecionadores particulares. "Para entender a arquitetura, não basta só a palavra, você tem que ver e sentir, porque tem várias dimensões. Eu digo sempre que o arquiteto é um construtor de cenários para o teatro da vida. A sociedade muda, o teatro da vida muda, consequentemente os cenários mudam", ressaltou Francisco Senna. Prédios na região do Iguatemi, em Salvador Divulgação LEIA MAIS: Feirão ‘Minha Casa Minha Vida’ acontece em Salvador e tem imóveis com parcelas a partir de R$ 399 Empresas oferecem projetos arquitetônicos de baixo custo em Salvador; veja como acessar Projeto de reforma do Edifício Oceania é aprovado pelo Ipac Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

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Viagens internacionais e carros de luxo: PF detalha patrimônio de empresário suspeito de fraude em licitações de material escolar

Publicado em: 13/11/2025 05:00

Operação contra fraudes em licitações de material escolar cumpre mandados em Piracicaba e Limeira O proprietário de uma empresa de Piracicaba (SP) investigada por supostas fraudes em licitações para venda de materiais escolares, que foi preso durante operação da Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (12), levava uma vida de luxo, segundo as investigações. As investigações apontam que a Life Educacional recebeu R$ 128 milhões, por meio de mais de 305 transferências, sendo quase todas provenientes de prefeituras. Segundo a PF, o proprietário da empresa, André Gonçalves Mariano, recebeu mais de R$ 16 milhões diretamente em sua conta pessoal. Ele foi preso preventivamente na operação desta quarta (12). 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram "Somente André Mariano teria adquirido, no período investigado, veículos que ultrapassam o valor de 3 milhões de reais [...] Já os imóveis adquiridos somariam mais de 16 milhões de reais, além do elevado gasto em benfeitorias e mobiliário de luxo. Outros elementos que demonstram o enriquecimento do sócio proprietário da Life foram os documentos relacionados a gastos com cartões de crédito e viagens internacionais", apontam as investigações. Ao determinar apreensão de bens dos investigados, a Justiça citou que ficou demonstrada relação existente entre alguns veículos de luxo e determina a busca e apreensão dos seguintes carros: BMW/X4 XDRIVE 30I - Avaliada em R$ 412,3 mil BMW X3 XDRIVE30E - Avaliada em R$ 397 mil Porsche 911 Carrera - Avaliado em R$ 945,3 mil Hyundai HB20S 10TA - Avaliado em R$ 94,7 mil Hyundai HB20S 10TA - Avaliado em R$ 94,7 mil 🔎 O empresário já tinha sido condenado em 2024 pela Justiça Federal por crime de fraude em uma licitação e, inicialmente, teria que cumprir dois anos de detenção em regime aberto, que foram substituídos por prestação de serviços à comunidade ou entidade pública, além do pagamento de multa. Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão em Piracicaba e Limeira em operação contra fraudes em licitações públicas Edijan Del Santo/EPTV Empresa operou sem sede e com um funcionário Segundo a PF, a Life chegou a operar sem sede própria e com apenas um funcionário ao menos durante uma parte do período em que operou o esquema. Para a polícia, a estrutura da empresa era incompatível com o seu faturamento. Ela lucrou R$ 50 milhões com contratos com as prefeituras de Limeira (SP), Sumaré (SP) e Hortolândia (SP), segundo investigações. "Vale lembrar que, nessa época [dos contratos com as prefeituras citadas] - ao menos nos primeiros anos dos fornecimentos -, a estrutura da Life era manifestamente incompatível com o volume financeiro dos contratos: não possuía sede física própria, contava com apenas um(a) funcionário(a) registrado(a) e seu capital social era de 'apenas' R$ 300.000,00 (valor mantido até 30 de maio de 2022)", diz trecho das investigações. Operação da PF contra fraudes em licitações cumpre mandados em Piracicaba e Limeira Limeira gastou R$ 10,7 milhões A Prefeitura de Limeira gastou R$ 10,7 milhões da verba pública municipal para compras de kits de robótica, livros paradidáticos e licenças de tecnologia da Life, que é investigada por superfaturar seus produtos em até 35 vezes, segundo as investigações. A casa e uma empresa de ex-prefeito de Limeira, Mario Botion, foram alvos de mandado de busca durante a operação Coffee Break, realizada nesta quarta. Já na sede da Life Educacional, que fornecia os kits, a polícia apreendeu documentos, computadores e outros aparelhos eletrônicos. Cinco veículos também foram apreendidos. "A autoridade policial afirma que o sobrepreço praticado pela empresa é evidente, alcançando até 35 vezes o preço de aquisição da mercadoria. Em alguns casos, além do superfaturamento, a Life teria adquirido livros somente após tê-los vendido à prefeitura. Aduz que a Life compra livros por valores entre 1 e 5 reais, e os revende para prefeituras por valores de 60 a 80 reais", diz trecho de uma decisão judicial que cita as investigações policiais. "Da análise de notas fiscais, o município de Sumaré/SP totaliza R$ 57.666.606.68 em compras de produtos da LIFE; o de Hortolândia, R$ 17.969.716,70; e, o de Limeira, R$ 10.710.000,00, concluindo que, da análise 'fria' das notas fiscais, a LIFE teria lucrado pelo menos 50 milhões de reais com a venda de livros a essas prefeituras", acrescenta. PF cita empresas de fachada e repasses indevidos As investigações da PF ainda citam uma série de supostas irregularidades na relação entre a empresa e prefeituras com quem firmou contratos: Que a Life nunca teria demonstrado ter porte para o volume financeiro dos contratos; Que a Life teria empregado sua "altíssima" margem de lucro em transações voltadas a adquirir patrimônio para seu sócio e remessas de valores para empresas de fachada, controladas por "doleiros", para ocultar a origem/destino do dinheiro; Que foi possível identificar diversas transferências bancárias da Life Tecnologia para empresas de fachada; Que o sócio administrador da Life adotava a "prática corriqueira" de pagamentos indevidos a servidores públicos e lobistas, que lhe garantiam os contratos milionários junto às prefeituras. Código 'café' fazia alusão a repasses, diz PF Também conforme as investigações, o termo “café” era utilizado para se referir ao pagamento de valores em espécie para interlocutores do esquema investigado. "'Café' é utilizado, claramente, em alusão a esta remessa de dinheiro em espécie para operadores políticos", afirma a PF. Durante quebra de sigilos de investigados, foram acessadas agendas deles que continham agendamentos, em três datas, com o termo "Limeira: café". Os agendamentos eram para os dias 17 de fevereiro de 2023, 26 de abril de 2023 e 12 de maio de 2023. Os envolvidos podem responder por crimes como corrupção, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação irregular e organização criminosa. Material apreendido pela Polícia Federal em unidade educacional em Piracicaba Edijan Del Santo/EPTV O que dizem os citados A Life Educacional informou à EPTV que não vai se pronunciar sobre o caso. Não houve retorno ao pedido de posicionamento a Mariano. Em nota, a assessoria de comunicação do ex-prefeito de Limeira, Mário Botion, informou que a licitação que contratou os kits de robótica ocorreu de forma regular e que seguiu rigorosos trâmites administrativos. Leia trecho da nota: "[...] O processo da licitação de aquisição de soluções tecnológicas educacionais, que adquiriu Kits de robótica, material didático pedagógico, capacitação de professores e licença de uso de plataforma educacional, que ocorreu durante sua gestão, transcorreu de forma regular e transparente, observando todos os princípios legais que regem a administração pública, em especial os da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência", aponta. Esclarece-se que nenhum órgão de controle externo — como o Ministério Público ou o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) — que analisaram os procedimentos, não apresentaram apontamento de qualquer irregularidade por parte da Administração Pública durante a gestão, tampouco em relação à execução contratual dele decorrente. O processo seguiu rigorosos trâmites administrativos, com ampla publicidade e fiscalização interna, assegurando a lisura, a competitividade e o correto uso dos recursos públicos. Por fim, reitera-se o compromisso do ex-prefeito Mário Botion com a transparência, a ética e a responsabilidade na gestão pública, valores que sempre orientaram sua administração à frente da Prefeitura de Limeira. Confiamos na seriedade da atuação dos Órgãos de Controle e investigação, tal qual já ocorrido anteriormente. O procedimento realizado pela Polícia Federal na data de hoje, foi para coleta de documentos, nada de ilícito sendo constatado. Sempre estaremos à disposição dos Órgãos de Controle e de investigação para todos os esclarecimentos devidos". Dinheiro apreendido durante cumprimento de mandado em São Paulo Polícia Federal/Divulgação Botion deixará cargo no governo estadual Atualmente, Botion ocupa o cargo de diretor de convênios do estado no escritório regional de Campinas. Em nota à EPTV, a Secretaria de Governo do Estado de São Paulo informou que ele será exonerado do cargo a pedido dele mesmo. Gestão atual abriu sindicância A atual gestão municipal de Limeira informou que não renovou o contrato com a Life Educacional e nem fez qualquer pagamento à empresa neste ano devido a suspeitas em relação a ele. A administração acrescentou que investiga o contrato por meio de uma sindicância. "É alvo de apuração interna, conduzida por uma comissão de sindicância da administração municipal, diante de suspeitas relacionadas à aquisição de kits de robótica", afirmou. CPI investiga licitação Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi criada pela Câmara Municipal de Limeira para investigação de indícios de irregularidades no processo de licitação e contratação relacionados à aquisição de kits de robótica, livros paradidáticos e licenças de tecnologia para a rede municipal. A vereadora Mariana Calsa (MDB) foi eleita presidente, Estevão Nogueira (Avante) será o relator e Felipe Penedo (PL), secretário. Os vereadores Anderson Pereira (PSD) e João Bano (Solidariedade) permanecem como membros. A primeira reunião da CPI foi marcada para a próxima sexta-feira (14), às 14h, no Plenário Vereador Vitório Bortolan, com transmissão e gravação nos canais oficiais do Legislativo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e Região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba

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Veja quem são as pessoas do 'alto escalão' da Prefeitura de Sorocaba citados em investigação da PF

Publicado em: 12/11/2025 20:33

Secretários e ex-secretários municipais de Sorocaba (SP) são citados em investigação da PF; todos continuam em cargos públicos Câmara Municipal de Sorocaba/Divulgação Secretários, ex-secretários e servidores da Prefeitura de Sorocaba (SP) foram citados pela Polícia Federal na investigação que apura um suposto esquema de propina envolvendo contratos municipais. As informações estão no documento que embasou, além das prisões de Josivaldo Batista Souza e Marco Mott, o afastamento do prefeito Rodrigo Manga (Republicanos) por 180 dias. O g1 e a TV TEM tiveram acesso aos documentos que mostram como era o suposto esquema e a suposta participação dos servidores. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Pelo menos seis dos citados ainda ocupam cargos na Prefeitura de Sorocaba. São eles: Clayton Cesar Marciel Lustosa, secretário do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte; Glauco Enrico Bernandes Fogaça, diretor presidente do Serviço Autônomo de Água e Esgoto; Luciana Mendes da Fonseca, secretária de Administração; Márcio Bortolli Carrara, ex-secretário da Educação e atual assessor de gabinete na Secretaria de Governo; Marcelo Duarte Regalado, secretário municipal da Fazenda; Paulo Henrique Marcelo, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo e atual assessor do Gabinete Central. Os servidores aparecem na contabilidade paralela de Josivaldo como supostos beneficiários de pagamentos ilícitos ligados ao esquema de corrupção. Até a noite desta quarta-feira (12), porém, eles não eram investigados pela Polícia Federal. Segundo relatório da PF, o nome "BP Cleyton" se refere a Clayton Lustosa e que a sigla "BP" significa bispo, título religioso do secretário. Ele aparece em três registros na contabilidade paralela de Josivaldo e teria recebido R$ 55 mil de origem ilícita. Nome que aparece em anotações financeiras de Josivaldo seria de Clayton Cesar Marciel Lustosa, secretário do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte Reprodução Márcio Bortolli Carrara é mencionado no relatório como tendo recebido com valores de R$ 100 mil. Na contabilidade de Josivaldo, a PF identificou quatro pagamentos feitos à uma pessoa com o nome "Carra" e "Carrara". A investigação entendeu que se trata do ex-secretário. Carrara é investigado em um processo de licitação na cidade sobre a compra dos kits de robótica e ficou afastado do cargo de secretário da Educação por sete meses, até ser exonerado em fevereiro do ano passado. Atualmente, ele ocupa cargo de assessor de gabinete. PF aponta que 'Carrara' que aparece em contabilidade paralela de Josivaldo seria Marcio Bortolli Carrara, ex-secretário de Educação e atual assessor de gabinete na Prefeitura de Sorocaba (SP) Reprodução Outro ex-secretário que aparece no relatório como tendo recebido R$ 100 mil é Paulo Henrique Marcelo, citado nas movimentações financeiras como "PH". A PF também localizou conversas entre Josivaldo e Paulo Henrique em aplicativos de mensagem, marcando encontros presenciais. Paulo foi condenado a prisão por propina e superfaturamento na compra de um prédio, no valor de R$ 30 milhões, que seria a sede da Secretaria de Educação. A compra do prédio ocorreu em 2021, no primeiro ano da gestão do prefeito Rodrigo Manga. Ele recorre da decisão em liberdade. Contabilidade paralela aponta quatro possíveis pagamentos a "PH", que a Polícia Federal interpretou como Paulo Henrique Marcelo, ex-secretário de Desenvolvimento de Sorocaba Reprodução Luciana Mendes da Fonseca é relacionada com a descrição "Dra". Ela aparece tendo recebido, supostamente, sete pagamentos, porém, não consta no relatório os valores pagos. Prints anexados ao relatório mostram troca de entre Luciana e Josivaldo. Na conversa, a secretária compartilha informações e preocupações internas com Josivaldo, que não tem cargo público, o que demonstra, conforme a PF, que o pastor tem acesso e influência dentro da administração municipal. As anotações com os termos “regalado”, “regado” e “rega” fazem referência a Marcelo Duarte Regalado, atual Secretário da Fazenda de Sorocaba, conforme apontam os investigadores. De acordo com a Polícia Federal, foram identificados quatro registros de pagamentos associados ao nome do secretário, todos vinculados aos valores “3.5” ou “3.500”, que indicariam transferências em dinheiro. Duas anotações com o nome "Glauco" também aparecem nos registros de Josivaldo, com valores de "4.150" e "4.700". A PF relaciona o registro a Glauco Enrico Bernandes Fogaça, diretor-presidente do Saae, autarquia municipal responsável por serviços de abastecimento e saneamento na cidade. A Polícia Federal também encontrou conversas entre Josivaldo e Glauco Fogaça no celular apreendido. Glauco Fogaça, diretor-presidente do Saae, é citado em relatório como tendo recebido pelo menos dois pagamentos Reprodução Conforme a Polícia Federal, os pagamentos são considerados ilícitos porque não aparecem na contabilidade oficial, mas sim em uma planilha paralela, típica de esquemas de corrupção, favorecimento ou desvio de recursos. Segundo a Polícia Federal, a principal forma usada para dar aparência legal ao dinheiro suspeito foi por meio de contratos de publicidade que, na prática, não eram verdadeiros. A investigação aponta que estes contratos não passavam de "ficção" e "estratagema", usados como estratégia para fazer o dinheiro proveniente da atividade criminosa desenvolvida pelo grupo parecer legítimo e voltar a circular na economia. Além dos nomes acima, a Polícia Federal investiga a participação dos ex-secretários municipais Vinícius Tadeu Sattin Rodrigues e Fausto Bossolo. A Justiça, inclusive, determinou que Rodrigo Manga não tenha contato com os dois. Ex-secretário de Saúde de Sorocaba (SP), Vinicius Rodrigues, e ex-secretário de Administração, Fausto Bossolo Câmara Municipal de Sorocaba/Divulgação O que dizem os citados A defesa do prefeito, representada pelo escritório Bialski Advogados Associados, disse que a investigação conduzida pela Polícia Federal de Sorocaba "é completamente nula, porque foi iniciada de forma ilegal e conduzida por autoridade manifestamente incompetente". "Além disso, é fruto de perseguição política, não havendo nada de concreto a relacionar o prefeito nesse inquérito policial. Ademais, indiscutivelmente temerário o afastamento do prefeito baseado em ilações sobre supostas irregularidades investigadas. Os supostos fatos remontam ao ano de 2021, o que demonstra a ausência de qualquer contemporaneidade capaz de colocar em risco a continuidade do exercício do legítimo mandato do chefe do Executivo Municipal. Mandato este, inclusive, conquistado nas urnas, de forma legítima e maciça." Os representantes de Josivaldo, Simone e da Igreja Cruzada de Milagres dos Filhos de Deus afirmam que jamais participaram de qualquer atividade ilícita e que todos os recursos da igreja e de seus sócios estavam devidamente declarados às autoridades desde 2018. Sobre os servidores municipais, citados na investigação, a Prefeitura de Sorocaba informou que não foi oficialmente notificada e que o setor jurídico do município não teve acesso ao conteúdo. Vinícius Rodrigues se manifestou dizendo que mantém seu posicionamento de que não tem envolvimento com os eventos ou com os contratos investigados pela PF. Habeas corpus negado Os advogados de Manga protocolaram, no dia 10 de novembro, um pedido de habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3). No dia seguinte, às 9h25 da manhã, apresentaram um complemento ao pedido. O documento tem 422 páginas e é assinado por seis advogados, que tentam convencer a Justiça a suspender as restrições administrativas impostas ao político. Apesar do pedido, o habeas corpus foi negado pela Justiça e não exclui automaticamente a investigação da Polícia Federal e não garante o retorno imediato de Manga à administração municipal. Ele segue afastado do cargo até abril de 2026, conforme decisão judicial. Sobre a operação A investigação que levou à operação teve início em 2022, após suspeitas de fraudes na contratação da Organização Social (OS) Instituto de Atenção à Saúde e Educação (Aceni) para administrar, operacionalizar e executar ações e serviços de saúde em Sorocaba. A OS fez a gestão da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Éden. O g1 e a TV TEM conseguiram, com exclusividade, em julho de 2024, acesso a documentos de uma investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Rio Grande do Sul. Com base nessas informações e em outras reportagens publicadas, o g1 preparou uma linha do tempo sobre o caso, das reuniões em 2020 às operações em 2025. Os documentos traziam elementos, obtidos via interceptação telefônica e quebra de sigilo de mensagens, de que a relação entre os investigados e a OS começou antes mesmo da eleição de 2020 e teria sido conduzida diretamente por Manga. Os documentos já estão com promotores de Sorocaba. Linha do tempo da operação Copia e Cola, da Polícia Federal, que investiga irregularidades na saúde de Sorocaba (SP) Arte g1 Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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Câmara Municipal de BH aprova moção de apoio a operação que causou 121 mortes no RJ

Publicado em: 12/11/2025 20:14

Imagem de drone mostra corpos levados a praça no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, no dia 29 de outubro de 2025. Ricardo Moraes/Reuters A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou, nesta quarta-feira (12), uma moção em apoio à operação mais letal da história do Rio de Janeiro, que resultou em 121 mortes. A manifestação, destinada ao secretário de estado de Segurança Pública do RJ, Victor Santos, destaca que a operação promoveu o "enfrentamento direto à criminalidade organizada que ameaça a paz social e a ordem pública no Rio de Janeiro e em todo o Brasil". "A operação em questão representou mais um ato de bravura e compromisso com o dever público, revelando a coragem dos profissionais que, diuturnamente, colocam suas vidas em risco na defesa da população e da ordem pública", diz o texto, assinado pelos vereadores Pablo Almeida (PL), Sargento Jalyson (PL) e Wanderley Porto (PRD). Normalmente, as moções não precisam passar pelo Plenário, mas essa proposição foi levada à votação após ter sido impugnada por Pedro Patrus (PT). Ele e outros três parlamentares votaram contra o texto nesta quarta. "As pessoas acham que esse tipo de ação vai resolver alguma coisa. Não resolveu absolutamente nada, não é assim que se resolve. Vereador que vem a esse microfone defender uma operação como essa defende a morte, defende o sangue, defende o terror. [...] Nós temos que ter várias formas de se combater o crime organizado que vão muito além de entrar numa favela dando tiro e matando pessoas", disse Patrus. 'Muro do Bope': entenda estratégia da polícia em megaoperação mais letal do Rio de Janeiro Relembre A megaoperação contra o Comando Vermelho foi realizada nos complexos do Alemão e da Penha no dia 28 de outubro. Ao todo, 121 pessoas morreram – incluindo quatro policiais – e 113 foram presas. Pelo menos 2.500 agentes das forças de segurança do Rio de Janeiro atuaram no cumprimento de quase 100 mandados de prisão. Traficantes reagiram a tiros e com barricadas em chamas. Escolas e postos de saúde não abriram, e a população também sentiu impactos no transporte coletivo e no trânsito. O governador do RJ, Cláudio Castro (PL), considerou a operação um "sucesso" e que só os quatro policiais mortos são "vítimas". Operação Contenção no Complexo da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro Arte g1

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Prefeitura de Limeira pagou R$ 10 milhões por kits educacionais de empresa investigada por superfaturamento, diz PF

Publicado em: 12/11/2025 19:42

Operação da PF contra fraudes em licitações cumpre mandados em Piracicaba e Limeira A Prefeitura de Limeira (SP) gastou R$ 10,7 milhões da verba pública municipal para compras de kits de robótica, livros paradidáticos e licenças de tecnologia de uma empresa que é investigada por superfaturar seus produtos em até 35 vezes, segundo investigação da Polícia Federal (PF). A casa e uma empresa de ex-prefeito de Limeira, Mario Botion, foram alvos de mandado de busca durante a operação Coffee Break, realizada pela PF, nesta quarta-feira (12). Já na sede da Life Educacional, que fornecia os kits, a polícia apreendeu documentos, computadores e outros aparelhos eletrônicos. Cinco veículos também foram apreendidos. "A autoridade policial afirma que o sobrepreço praticado pela empresa é evidente, alcançando até 35 vezes o preço de aquisição da mercadoria. Em alguns casos, além do superfaturamento, a Life teria adquirido livros somente após tê-los vendido à prefeitura. Aduz que a Life compra livros por valores entre 1 e 5 reais, e os revende para prefeituras por valores de 60 a 80 reais", diz trecho de uma decisão judicial que cita as investigações policiais. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram "Da análise de notas fiscais, o município de Sumaré/SP totaliza R$ 57.666.606.68 em compras de produtos da LIFE; o de Hortolândia, R$ 17.969.716,70; e, o de Limeira, R$ 10.710.000,00, concluindo que, da análise 'fria' das notas fiscais, a LIFE teria lucrado pelo menos 50 milhões de reais com a venda de livros a essas prefeituras", acrescenta. Operação da PF contra fraudes em licitações cumpre mandados em Piracicaba e Limeira PF cita empresas de fachada e repasses indevidos As investigações da PF ainda citam uma série de supostas irregularidades na relação entre a empresa e prefeituras com quem firmou contratos: Que a Life nunca teria demonstrado ter porte para o volume financeiro dos contratos; Que a Life teria empregado sua "altíssima" margem de lucro em transações voltadas a adquirir patrimônio para seu sócio e remessas de valores para empresas de fachada, controladas por "doleiros", para ocultar a origem/destino do dinheiro; Que foi possível identificar diversas transferências bancárias da Life Tecnologia para empresas de fachada; Que o sócio administrador da Life adotava a "prática corriqueira" de pagamentos indevidos a servidores públicos e lobistas, que lhe garantiam os contratos milionários junto às prefeituras. Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão em Piracicaba e Limeira em operação contra fraudes em licitações públicas Edijan Del Santo/EPTV Código 'café' fazia alusão a repasses, diz PF Também conforme as investigações, o termo “café” era utilizado para se referir ao pagamento de valores em espécie para interlocutores do esquema investigado. "'Café' é utilizado, claramente, em alusão a esta remessa de dinheiro em espécie para operadores políticos", afirma a PF. Durante quebra de sigilos de investigados, foram acessadas agendas deles que continham agendamentos, em três datas, com o termo "Limeira: café". Os agendamentos eram para os dias 17 de fevereiro de 2023, 26 de abril de 2023 e 12 de maio de 2023. Os envolvidos podem responder por crimes como corrupção, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação irregular e organização criminosa. Material apreendido pela Polícia Federal em unidade educacional em Piracicaba Edijan Del Santo/EPTV O que dizem os citados A Life Educacional informou à EPTV que não vai se pronunciar sobre o caso. Em nota, a assessoria de comunicação do ex-prefeito de Limeira, Mário Botion, informou que a licitação que contratou os kits de robótica ocorreu de forma regular e que seguiu rigorosos trâmites administrativos. Leia trecho da nota: "[...] O processo da licitação de aquisição de soluções tecnológicas educacionais, que adquiriu Kits de robótica, material didático pedagógico, capacitação de professores e licença de uso de plataforma educacional, que ocorreu durante sua gestão, transcorreu de forma regular e transparente, observando todos os princípios legais que regem a administração pública, em especial os da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência", aponta. Esclarece-se que nenhum órgão de controle externo — como o Ministério Público ou o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) — que analisaram os procedimentos, não apresentaram apontamento de qualquer irregularidade por parte da Administração Pública durante a gestão, tampouco em relação à execução contratual dele decorrente. O processo seguiu rigorosos trâmites administrativos, com ampla publicidade e fiscalização interna, assegurando a lisura, a competitividade e o correto uso dos recursos públicos. Por fim, reitera-se o compromisso do ex-prefeito Mário Botion com a transparência, a ética e a responsabilidade na gestão pública, valores que sempre orientaram sua administração à frente da Prefeitura de Limeira. Confiamos na seriedade da atuação dos Órgãos de Controle e investigação, tal qual já ocorrido anteriormente. O procedimento realizado pela Polícia Federal na data de hoje, foi para coleta de documentos, nada de ilícito sendo constatado. Sempre estaremos à disposição dos Órgãos de Controle e de investigação para todos os esclarecimentos devidos". Dinheiro apreendido durante cumprimento de mandado em São Paulo Polícia Federal/Divulgação Gestão atual abriu sindicância A atual gestão municipal de Limeira informou que não renovou o contrato com a Life Educacional e nem fez qualquer pagamento à empresa neste ano devido a suspeitas em relação a ele. A administração acrescentou que investiga o contrato por meio de uma sindicância. "É alvo de apuração interna, conduzida por uma comissão de sindicância da administração municipal, diante de suspeitas relacionadas à aquisição de kits de robótica", afirmou. CPI investiga licitação Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi criada pela Câmara Municipal de Limeira para investigação de indícios de irregularidades no processo de licitação e contratação relacionados à aquisição de kits de robótica, livros paradidáticos e licenças de tecnologia para a rede municipal. A vereadora Mariana Calsa (MDB) foi eleita presidente, Estevão Nogueira (Avante) será o relator e Felipe Penedo (PL), secretário. Os vereadores Anderson Pereira (PSD) e João Bano (Solidariedade) permanecem como membros. A primeira reunião da CPI foi marcada para a próxima sexta-feira (14), às 14h, no Plenário Vereador Vitório Bortolan, com transmissão e gravação nos canais oficiais do Legislativo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e Região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba

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