Arquivo de Notícias Resultados para: "tecnologia"

JBL Tune 530BT chega ao Brasil com promessa de graves potentes e até 76h de bateria

Publicado em: 05/03/2026 06:43 Fonte: Tudocelular

Logo depois de trazer ao país o modelo mais robusto Tune 730BT, a JBL lançou no Brasil nesta quinta-feira (5) o JBL Tune 530BT, fone de ouvido on-ear para quem está em busca de uma opção de maior custo-benefício. Além do visual com cores chamativas, a novidade chega trazendo entre os destaques a promessa de som com graves potentes, conectividade moderna e bateria de longa duração, que chegaria às 76h.O Tune 530BT é essencialmente uma versão sem fio do Tune 530 padrão, buscando oferecer boa qualidade de áudio em uma faixa de preço mais acessível. Visualmente, o acessório não foge do padrão de design da JBL, enquanto se destaca pelas opções de cores que incluem preto, branco, azul, bege e roxo. Temos por aqui drivers dinâmicos de 33 mm com resposta de frequência de 20 Hz a 20 kHz e tecnologia Pure Bass. Mesmo que as especificações não fujam do comum, a empresa promete boa definição e graves potentes, que devem agradar a maioria dos usuários.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Revolução silenciosa: OPPO e MediaTek eliminam necessidade de nuvem com nova IA local

Publicado em: 05/03/2026 06:20 Fonte: Tudocelular

A MWC 2026 contou com um anúncio da OPPO e da MediaTek sobre uma nova fase da inteligência artificial móvel. Nesse sentido, a novidade fica pelas soluções que prometem rodar diretamente nos celulares e sem dependência da nuvem, como acontece com o modelo multimodal Omni e as funções avançadas da linha Find X9. OPPO e MediaTek apostam na IA on‑device no MWC 2026 No caso, as duas empresas mostraram sua visão conjunta da chamada IA “on-device” durante o evento. Elas defenderam que o futuro da tecnologia nesse quesito consiste em rodar localmente no hardware dos dispositivos móveis, dispensando a necessidade dos servidores remotos. O fim da dependência da nuvem: como o processamento local revoluciona a agilidade do smartphone Tudo isso se baseia no conceito central “New Computing, New Perception, New Ecosystem”, que promete unir privacidade, velocidade e personalização. Por exemplo, o modelo OPPO Find X9 com chip Dimensity 9500 foi mencionado como algo projetado com essa estratégia.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Roraima lidera ranking nacional de áreas urbanas vulneráveis a enchentes, diz estudo

Publicado em: 05/03/2026 06:00

Imagem aérea de Boa Vista, capital do estado de Roraima. Juliana Dama/G1 Roraima é o estado brasileiro onde a maior proporção de área urbana está em situação de risco de enchentes. É o que mostra um levantamento do MapBiomas, plataforma que monitora o uso e a cobertura do solo no Brasil, divulgado nesta quarta-feira (4). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Segundo os dados, 46,4% de toda a área urbanizada de Roraima está a menos de três metros de altura de um rio ou curso d'água. A faixa é considerada mais vulnerável a alagamentos e inundações. O estado fica à frente do Rio de Janeiro, com 43%, e do Amapá, com 37,6%. Em termos práticos, isso significa que quase metade das áreas com casas, ruas e infraestrutura urbana em Roraima estão em terrenos baixos e muito próximos de rios, o que aumenta significativamente o risco de serem atingidas por enchentes. O pesquisador Edimilson Rodrigues, da equipe de mapeamento do MapBiomas, explicou que historicamente as cidades se estabeleceram junto aos corpos d'água, o que justifica o monitoramento de áreas nessas condições. "Diante do aumento do número de eventos extremos e do conjunto de funções cumpridas por áreas de várzea e planícies alagáveis, é importante monitorar a expansão de áreas urbanizadas em margens fluviais buscando conservar o ambiente e a qualidade de vida da população", esclareceu. O cenário nacional O levantamento analisou o crescimento das áreas urbanas no Brasil entre 1985 e 2024. No país como um todo, a área urbanizada em zonas de risco de enchentes cresceu 145% nas últimas quatro décadas, passando de 493 mil hectares para 1,2 milhão de hectares. O avanço das cidades sobre áreas próximas a rios é um padrão histórico no Brasil, e que se torna cada vez mais preocupante com o aumento de eventos climáticos extremos, segundo o MapBiomas. "A expansão das cidades tem que ser pensada no contexto do risco e das mudanças climáticas, que afetam a todos, mas, em especial, incidem de forma mais dramática em áreas mais sensíveis e vulneráveis", destacou Mayumi Hirye, coordenadora do mapeamento. MapBiomas O MapBiomas é uma iniciativa que reúne universidades, organizações não governamentais e empresas de tecnologia para monitorar as mudanças no uso da terra no Brasil. Os dados são públicos e gratuitos. Roraima tem sala de situação indígena para monitorar enchentes: CIR inaugura sala de situação para monitorar queimadas e enchentes em Roraima Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

Palavras-chave: tecnologia

Moscas da Amazônia: insetos essenciais para a floresta podem desaparecer antes mesmo de serem descritos pela ciência

Publicado em: 05/03/2026 05:03

Mosca sarcosaprófaga: para compreender esses pequenos organismos, precisamos levar a pesquisa para regiões distantes e ainda pouco conhecidas, onde grande parte da biodiversidade permanece invisível para a ciência. Wikimedia Commons Apesar de abrigar a maior floresta tropical do planeta, a Amazônia ainda tem sua biodiversidade pouco conhecida do ponto de vista científico, especialmente em suas áreas mais remotas. Um novo estudo publicado na Proceedings of the Royal Society B mostra como essa lacuna de conhecimento afeta grupos de animais menos visíveis e igualmente essenciais. A pesquisa identifica onde estão e quais fatores direcionam as lacunas sobre o conhecimento das moscas sarcosaprófagas, insetos que utilizam à matéria orgânica animal e que são essenciais para o funcionamento dos ecossistemas. VEJA TAMBÉM: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Pequenos, mas imprescindíveis As moscas sarcosaprófagas são insetos importantes para a decomposição da matéria orgânica, para a saúde pública e para a ciência forense. Embora importantes do ponto de vista da saúde e da natureza, o conhecimento sobre essas moscas ainda é muito limitado, principalmente na Amazônia. Quando se fala em Amazônia, a imagem mais comum é a de um tapete de árvores gigantes, de áreas intocadas e de animais carismáticos. De fato, isso tudo ainda existe em algumas regiões, porém a biodiversidade amazônica é composta majoritariamente por organismos pequenos e menos conhecidos, mas igualmente essenciais, que exercem papéis fundamentais para os ecossistemas e para as pessoas. O estudo revela que o esforço científico dedicado às moscas sarcosaprófagas é desigual no território amazônico, concentrando-se principalmente em áreas mais acessíveis, próximas aos grandes rios da região. Regiões remotas, muitas delas com alto valor de conservação, ainda permanecem pouco estudadas. No estudo, intitulado “Accessibility drives research efforts on Amazonian sarcosaprophagous flies”, os pesquisadores compilaram e analisaram mais de 8 mil registros de ocorrência de moscas decompositoras das famílias Calliphoridae, Mesembrinellidae e Sarcophagidae em toda a Amazônia brasileira. Essas moscas respondem rapidamente às mudanças ambientais e prestam serviços ecossistêmicos essenciais, como a decomposição da matéria orgânica. Ignorá-las significa perder informações valiosas sobre a saúde das nossas florestas. LEIA TAMBÉM: Acordo aposta em tecnologia para transformar biodiversidade da Amazônia em negócios sustentáveis A corrida contra o tempo para descobrir espécies da Amazônia antes que desapareçam Sem acessibilidade, sem pesquisa A pesquisa investigou como o conhecimento sobre esses insetos está distribuído no espaço e quais fatores explicam os vieses de coleta observados. Para isso, os autores comparam os dados reais com um modelo nulo, que simula uma “Amazônia idealmente amostrada”, na qual todas as áreas teriam a mesma probabilidade de serem estudadas. Parece complexo, mas é simples: o estudo criou um modelo matemático idealizado (conhecido como modelo nulo), que trata a Amazônia como se fosse igualmente estudada. Esse modelo idealizado foi usado como base de comparação para os dados reais de conhecimento das moscas decompositoras. Os resultados revelam um padrão preocupante: cerca de 40% das áreas florestais apresentam probabilidade de conhecimento científico inferior a 10%. Em contraste, regiões mais acessíveis, muitas vezes já impactadas por ações humanas, concentram a maior parte dos registros disponíveis. O estudo indica que a acessibilidade é um dos principais fatores que orientam o esforço de pesquisa na Amazônia. Estradas, rios, cidades e a proximidade de centros de pesquisa, onde estão concentrados os especialistas de diferentes grupos, facilitam a coleta de dados. Em contraste, regiões isoladas, mesmo quando altamente preservadas, permanecem praticamente desconhecidas para a ciência. Isso indica que a ciência não apenas deixa de alcançar essas áreas, mas também investe de forma desproporcional onde já é mais fácil de chegar e realizar as coletas de biodiversidade. Territórios quilombolas, assim como áreas remotas, essenciais para a conservação da região, apesar de estarem entre as áreas mais preservadas da Amazônia, figuram entre as menos amostradas. Esse cenário cria um paradoxo preocupante: sabemos mais sobre a biodiversidade de áreas já alteradas do que sobre regiões ainda intactas. Isso aumenta o risco de perda de espécies antes mesmo que elas sejam conhecidas ou descritas pela ciência, além de comprometer oportunidades futuras ligadas à conservação e à manutenção do funcionamento dos ecossistemas. Esse viés científico pode levar a decisões equivocadas em políticas de conservação, ao oferecer uma visão incompleta da biodiversidade amazônica. Embora pouco carismáticas, as moscas sarcosaprófagas desempenham papéis-chave nos ecossistemas e funcionam como importantes indicadoras de impacto ambiental. Pesquisa em rede O estudo reforça que não basta intensificar o esforço de pesquisa nos mesmos locais. Para reduzir efetivamente as lacunas de conhecimento, é fundamental investir em expedições direcionadas a áreas distantes e historicamente negligenciadas, aliadas a parcerias sólidas com comunidades locais e tradicionais, que conhecem profundamente o território, seus ciclos naturais e suas transformações. É preciso fazer ciência com e para as pessoas que vivem na Amazônia. Nessas regiões distantes e ainda pouco conhecidas, grande parte da biodiversidade permanece invisível para a ciência. Daí a importância de redes de pesquisa, projetos de larga escala, financiamento contínuo e compartilhamento de dados como pilares fundamentais para o avanço do conhecimento sobre a biodiversidade amazônica. Diante dos altos custos logísticos e operacionais da pesquisa na região, unir esforços não é uma opção, mas uma necessidade. Todos nós, autores do estudo, integramos redes científicas como o INCT-SinBiAm, o CAPACREAM, e a Rede Amazônia Oriental (AmOr), iniciativas que integram diferentes projetos, instituições e setores da sociedade para a produção e integração de dados, formação de pesquisadores e geração de conhecimentos para informar a recuperação e conservação da Amazônia. Essas redes são fundamentais para transformar desafios logísticos e científicos em oportunidades de cooperação, permitindo que diferentes instituições, pesquisadores e comunidades atuem de forma integrada em uma região marcada por grandes distâncias e limitações de acesso. Sem parcerias locais, é impossível avançar de forma ética e eficiente na Amazônia. Ao evidenciar onde estão as maiores lacunas de conhecimento da biodiversidade de moscas decompositoras, o estudo oferece subsídios fundamentais para orientar futuras pesquisas, políticas públicas e estratégias de conservação. Afinal, conhecer essa biodiversidade — inclusive os seus organismos menos visíveis e negligenciados, mas ecologicamente indispensáveis, como os insetos — é um passo fundamental para proteger a floresta e as populações que dependem dela. *Bruna Façanha é pesquisadora da Universidade Federal do Pará (UFPA). *Filipe Machado França é professor senior na University of Bristol. *José Roberto P. de Sousa é professor do Departamento de Zootecnia da Universidade Estadual do Maranhão. *Leandro Juen é professor associado de Ciências Biológicas na Universidade Federal do Pará (UFPA). *Maria C. Esposito é professora titular da Universidade Federal do Pará (UFPA). *Raquel Carvalho é professora do Departamento de Zoologia da Universidade de São Paulo (UFPA). *Rony Almeida é professor do Departamento de Biociências da Universidade Federal de Sergipe. **Este texto foi publicado originalmente no site do The Conversation Brasil.

Palavras-chave: tecnologia

TCL anuncia monitores "OLED+" com tela 4K de 240 Hz e Mini LED extremo de 1.040 Hz

Publicado em: 05/03/2026 03:57 Fonte: Tudocelular

Em evento realizado nesta quinta-feira (5), a TCL apresentou sua nova família de monitores de alto desempenho, com foco em dois modelos: o "OLED+" 32X3A e o 27P2A Ultra. Enquanto o primeiro chama atenção pela ficha premium com resolução 4K, taxa de 240 Hz e design ultrafino, o segundo se destaca por ser um dos primeiros do mundo a oferecer modo de velocidade extrema de 1.040 Hz.TCL 32X3A tem tela OLED de 240 Hz e design finoOpção equilibrada voltada para quem prioriza a qualidade de imagem, o TCL 32X3A vem embarcado com um painel OLED+ de 31,5 polegadas. Segundo a gigante chinesa, esse painel combina "uma fonte de luz OLED de múltiplas camadas e as otimizações de imagem da TCL", em uma descrição que lembra soluções concorrentes como o Tandem OLED da Samsung e LG. Por padrão, o dispositivo trabalha com resolução 4K e taxa de atualização de 240 Hz, mas há função Dual Mode, seguindo modelos de rivais que incluem a ASUS. Ao clique de um botão, o monitor reduz a resolução para Full HD, enquanto dobra a velocidade para 480 Hz.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Realme Narzo Power 5G estreia com bateria recorde de 10.001 mAh e preço agressivo

Publicado em: 05/03/2026 03:54 Fonte: Tudocelular

A Realme estreia oficialmente na Índia o Realme Narzo Power 5G, dispositivo que estabelece uma nova fronteira para a autonomia móvel global. O celular utiliza a Titan Battery de 10.001 mAh, desenvolvida com tecnologia de ânodo de silício-carbono de próxima geração. Esta inovação permite uma densidade energética massiva em um chassi de apenas 219 g. O celular é uma renomeação estratégica do realme P4 Power, que já esteve na bancada do TudoCelular para análise. Você pode conferir nosso texto completo clicando aqui. Essa movimentação permite que a fabricante escale a produção de seus componentes proprietários e consolide a liderança em longevidade de bateria no segmento intermediário premium.O sistema de energia suporta o protocolo 80W SuperVOOC, capaz de restaurar 50% da carga em exatos 35 minutos para uma célula de cinco dígitos. A fabricante introduz o bypass charging e o boost charging, que acelera a velocidade de carregamento em 21% sob demanda. O aparelho também atua como carregador portátil através da reversão de 27W.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

HyperOS turbinado: Xiaomi revela que deve lançar software com IA proativa

Publicado em: 05/03/2026 03:17 Fonte: Tudocelular

Além de confirmar que a Xiaomi deve aumentar os preços dos seus smartphones para combater a crise de chips, Lei Jun, CEO e fundador da empresa, revelou que a marca está desenvolvendo um sistema operacional totalmente baseado em Inteligência Artificial. Esse "AIOS" busca "mudar fundamentalmente a forma como os usuários interagem com seus dispositivos", sendo que a Xiaomi tem feito um investimento de US$ 27,8 bilhões no software e em outras tecnologias. Assim, quando disponível, o sistema permitirá interações mais profundas com a IA. Ou seja, algo que ultrapassa o cenário atual de simples comandos de voz.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

O que são bombas gravitacionais de precisão, que os EUA prometem usar contra o Irã

Publicado em: 05/03/2026 03:00

EUA afirmam ter atacado mais de 20 navios do Irã Os Estados Unidos afirmaram nesta quarta-feira (4) que pretendem usar bombas gravitacionais de precisão nos próximos ataques ao Irã. Entenda o que é o armamento e quando ele é utilizado. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias sobre a guerra no Oriente Médio Segundo o secretário de Guerra do governo Trump, Pete Hegseth, o país possui um "estoque ilimitado" de bombas de gravidade e vai usá-las em breve contra o Irã. Infográfico - o que são bombas gravitacionais de precisão Editoria de Arte/g1 Mas, afinal, o que são bombas de gravidade? As bombas de gravidade são aquelas lançadas de aviões bombardeiros em direção a alvos específicos, explica o professor de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense, Vitelio Brustolin. Esses artefatos dependem da gravidade e da velocidade do avião que a lançou para chegar ao destino. Normalmente, essas bombas têm como alvo pontos-chave do inimigo, como: veículos; depósitos de armas; edifícios de comando e controle; bunkers e depósitos subterrâneos. "Bombas de gravidade são as mais simples: as lançadas de aviões. Atualmente, muitas delas também são usadas para penetração, usam a gravidade e penetram no solo para destruir bunkers, por exemplo, e têm um mecanismo de explosão com retardo para poder explodir dentro dos alvos", detalha Brustolin. O equipamento é considerado um tipo "mais simples" de bomba pelo fato de o gatilho de detonação ser o próprio despejo da bomba pelo avião -- o primeiro formato de bombardeio criado na história. Apesar de "simples", isso não quer dizer que não há tecnologias avançadas em sua produção ou uso. Alta precisão: tecnologia direciona a bomba As bombas gravitacionais foram usadas nos ataques nucleares contra Hiroshima e Nagasaki, no Japão, durante a 2ª Guerra Mundial. De lá para cá, foi desenvolvida a tecnologia capaz de direcionar a bomba até o alvo enquanto ela estiver no ar após ser lançada do avião -- daí o nome bomba gravitacional de precisão. "Esses kits podem funcionar a laser, a GPS ou por controle remoto de diversos tipos", afirma o professor. Esse modelo de artefato foi usado contra Irã no ano passado, quando uma MOP GBU-57 A/B foi lançada nas instalações nucleares em Fordo, na cidade de Qom (relembre aqui). Supremacia aérea Para o uso desse tipo de bomba, um fator é determinante: invadir o espaço aéreo inimigo sem que o avião seja alvo de mísseis ou acabe abatido. "Essas bombas geralmente são usadas quando existe superioridade ou supremacia aérea. Supremacia aérea é o nível mais elevado de controle do espaço aéreo do oponente quando você consegue sobrevoar o território do oponente livremente", diz Vitélio. Não houve alteração no modo de "gatilho" desse tipo de bomba ao longo da história. Vitélio diz que para lançá-la de um veículo, por exemplo, seria necessário um sistema de propulsão com gasto de muito combustível sólido capaz de mover bombas tão pesadas -- além de interferir na velocidade da bomba e, consequentemente, diminuir o impacto para atingir e penetrar o solo. LEIA MAIS: EUA reivindicam ataque de submarino a navio de guerra do Irã; 87 morreram, e há desaparecidos Trump admite falta de 'armamento de ponta', mas diz que EUA têm suprimentos para 'guerra para sempre' Trump diz que empresas dos EUA estão produzindo armas sob 'ordens emergenciais' Irã: equipes de resgate retiram corpos dos escombros após um ataque de EUA e Israel a uma escola em Minab. West Asia News Agency via Reuters Ataques do Irã diminuíram, dizem EUA Passados cinco dias desde o início da guerra, os Estados Unidos projetam que, em até uma semana, conseguirão dominar totalmente os céus do Irã. Um dos fatores que aponta para isso, segundo o governo Trump, é a diminuição dos mísseis lançados pelo regime iraniano -- para atacar outros países ou para se defender de bombardeios em seu território. "Os disparos de mísseis balísticos do Irã caíram 86% desde o primeiro dia de combates, com uma redução de 23% nas últimas 24 horas", disse o general Dan Caine, em entrevista nesta quarta (4), no Pentágono. O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, e o general Dan Caine falam em coletiva de imprensa no Pentágono, em Washington, no dia 22 de junho de 2025 sobre o ataque ao Irã Departamento de Defesa dos EUA/Reuters Segundo o general, os Estados Unidos estão "alvejando e eliminando os sistemas de mísseis balísticos iranianos para evitar que representem uma ameaça" para suas forças, seus aliados e seus interesses na região. Já os ataques com drones de uso único "caíram 73% em relação aos primeiros dias", acrescentou.

Palavras-chave: tecnologia

'Chinelona', 'tibúrcia', 'catinguenta'... Influenciadora viraliza apresentando gírias do interior do RS para mais de 2 milhões de seguidores

Publicado em: 05/03/2026 03:00

Influenciadora do RS viraliza ao mostrar o jeito de falar do interior na internet O linguajar do interior gaúcho está conquistando o Brasil graças aos vídeos de Suelen Michelini, de 28 anos. Moradora de Carazinho, no Norte do Estado, a influenciadora soma mais de 2,5 milhões de seguidores nas redes sociais e viraliza com expressões que podem parecer estranhas para moradores de outros estados: "catinguenta", "chinelona", "tibúrcia" e "macegas" são algumas das gírias gaúchas usadas por ela. "Sempre gostei de produzir conteúdo para a internet, só não sabia que eu poderia trabalhar com isso. Era um hobby, meu passatempo." 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp A ideia de vídeos autorais surgiu após uma reunião no seu antigo emprego. "Eu só falei 'boa tarde' e o pessoal falou: 'mas tu é gaúcha, né?'. Eu pensei: legal, posso fazer um vídeo sobre isso e comecei a falar sobre a questão do sotaque." A melhor recompensa, segundo ela, é receber mensagens de pessoas que estão longe do RS e conseguem matar a saudade através de seus vídeos. "Recebi mensagem de pessoas, por exemplo, que moram em São Paulo ou moravam até mesmo fora do Brasil. Eu achava tão bacana poder mostrar a minha visão de ser gaúcha." Mudança de rumo Foi através do humor que ela encontrou uma nova vocação. "Poder colocar minha comunicação, o jeito que eu falo com as pessoas e envolver isso tudo com a criatividade que eu tenho. Não se prender a moldes. Realmente, mostrar a tua visão daquilo que tu achas interessante", destaca. Antes de se tornar um fenômeno da internet, Suelen trilhou caminhos distintos. Ela foi vendedora e, após ganhar uma bolsa de estudos, formou-se em estética, mas o medo de erros em procedimentos a afastou da área. Ela atuava como designer de produto no setor de tecnologia e, em 2023, decidiu largar o emprego. "Como eu estava tendo uma jornada muito excessiva na antiga empresa, acabei parando um pouco para focar mais no meu portfólio. Nesse meio tempo em que eu estava parada, comecei a produzir alguns vídeos", conta. Até o "Amoreco" participa As ideias costumam surgir à noite e ela anota todas, mas há também os vídeos espontâneos. Principalmente os que ela faz com o marido, Cassiano Scheidemantel, o "Amoreco". "Algumas coisas saem assim, eu falo na hora que me vem a ideia, eu começo a falar aquilo. E daí eu não paro mais de falar também. Outros conteúdos já são mais esquematizados, eu pego e faço um roteirinho, eu posso falar isso, posso falar aquilo." Para o futuro, Suelen pretende continuar investindo no humor e na leveza, mas sem esquecer o lado motivacional que já explorou em quadros como o "Psicolaço". "Sempre tentando motivar o pessoal que me acompanhava. Motivar as pessoas, levantar mais ainda elas, ver que não é só ela que está passando por um problema, que ela consegue se reerguer", defende. Com 2,5 milhões de seguidores, Suelen Michelini viraliza nas redes ao usar humor e expressões regionais Arquivo pessoal VÍDEOS: Tudo sobre o RS

Palavras-chave: tecnologia

Apple Music lança "tags de transparência" para identificar músicas geradas por IA

Publicado em: 05/03/2026 02:54 Fonte: Tudocelular

A Apple Music começou a implementar um novo sistema de identificação que promete aumentar a transparência sobre o uso de inteligência artificial na produção musical. Batizado de Transparency Tags (Tag de Transparência), a novidade indica quando tecnologias de IA foram utilizadas em diferentes etapas da criação de conteúdo dentro da plataforma. Essa novidade surge em meio ao crescimento acelerado de músicas geradas por IA, algo que tem gerado conteúdos virais, mas virou uma dor de cabeça para a indústria fonográfica. Segundo comunicado enviado pela Apple a parceiros da indústria musical, o novo conjunto de metadados cobre quatro categorias principais. Entre elas, estão: arte da capa, faixa de áudio, composição — incluindo letras — e videoclipes. Gravadoras e distribuidoras já podem começar a aplicar as marcações imediatamente, embora o uso ainda seja opcional neste primeiro momento.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Prepare o bolso: Xiaomi revela que novos celulares ficarão mais caros em breve; saiba mais

Publicado em: 05/03/2026 02:46 Fonte: Tudocelular

A crise dos chips de memória tem feito diversas empresas de tecnologia reajustarem os preços dos seus produtos no varejo e a "vítima" da vez é a Xiaomi. Isso porque o presidente e fundador da empresa, Lei Jun, confirmou que a Xiaomi pode ser obrigada a subir os preços dos smartphones não apenas da marca, mas também das subsidiárias Redmi e POCO. Em conversa com acionistas, o executivo salientou que a escassez de chips tem feito a companhia lidar com custos cada vez maiores e não há como segurar isso sem repassar alguma coisa ao consumidor.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Vazou tudo! OPPO Find N6 tem ficha técnica revelada e mostra bateria surpreendente

Publicado em: 05/03/2026 02:33 Fonte: Tudocelular

A OPPO parece estar cada vez mais próxima de revelar oficialmente seu próximo dobrável topo de linha. O aguardado Find N6 teve praticamente toda a sua ficha técnica vazada em publicações recentes na rede social chinesa Weibo. Além disso, rumores indicam que o aparelho pode finalmente ganhar um lançamento global, algo que os fãs da marca aguardam há anos. De acordo com as informações, o dispositivo deve apostar em duas telas avançadas. A externa pode ter 6,62 polegadas com resolução 1,5K+, usando tecnologia Q10 da BOE Technology e suporte a padrões de imagem como Dolby Vision, HDR10+ e HDR Vivid. O painel também seria LTPO 8T com taxa adaptativa de 1 Hz a 120 Hz e brilho máximo de até 1.600 nits. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

SESI Lab: Letrux abre temporada do Night Lab nesta quinta, em Brasília

Publicado em: 05/03/2026 02:00

Letrux Divulgação A primeira edição de 2026 do Night Lab, no SESI Lab, acontece nesta quinta-feira (5), com a cantora e compositora Letrux, ao lado de Thiago Vivas. Intitulada "Língua e Palavra", a edição propõe uma reflexão sobre a linguagem como tecnologia ancestral: ferramenta de criação, identidade e transformação social. O Night Lab é uma festa da ciência. Na primeira quinta-feira de cada mês, o museu abre as portas para o público adulto, combinando shows, ativações, oficinas e uma conversa temática que amplia o debate da noite. Da letra ao palco Nesta quinta-feira, Letrux apresenta Alfabeto Sonoro, espetáculo que percorre o abecedário como ponto de partida para investigar o peso, o ritmo e a musicalidade das palavras. No espetáculo, a artista transforma letras em matéria viva e conduz o público por uma travessia que mistura música, literatura e experimentação sonora. Conversa Poética Um dos momentos mais aguardados do Night Lab é a Conversa Poética, que nesta edição apresenta o escritor Sérgio Rodrigues em um papo sobre a intimidade das palavras. Autor de "O drible" e "A vida futura", entre outros títulos, Rodrigues conversa com o público ao lado da arquiteta e livreira Mariana Andersen, fundadora da livraria Platô, na Asa Sul. Oficinas e ativações O Night Lab também convida o público a colocar a mão na massa. Entre as experiências da noite estão: Oficina de Tipografia, com o designer Rafael Dietzsch: o público vai explorar a materialidade das letras e sua potência estética Oficina "Cartazismo Marginal - Arte Insubmissa": atividade conduzida pelo programa educativo do SESI Lab que propõe a criação de lambe-lambes e impressões serigráficas inspiradas na poesia marginal, evidenciando a palavra como intervenção urbana Ativação "Capciosas Ideias": jogo criativo que desafia o público a combinar palavras e construir novos significados A noite também conta com show de Mel Duarte e DJ Jazz, ampliando a experiência do evento ao apresentar o álbum Colmeia, lançado em 2025. A ocupação do telão de LED do SESI Lab fica a cargo da artista visual, designer e professora Vânia Medeiros. Night Lab – Língua e Palavra 🗓️ Quando: quinta-feira (5) ⏰ Horário: das 19h à 0h 📍 Local: SESI Lab – Brasília 🎫 Ingressos: a partir de R$ 20, na bilheteria Veja o que fazer em Brasília no g1 DF.

Palavras-chave: tecnologia

Comissão dos EUA acusa China de operar instalações com potencial uso militar na América Latina, incluindo locais no Brasil

Publicado em: 05/03/2026 00:03

O Capitólio, sede do Congresso dos EUA, em Washington Alex Wroblewski/AFP Um relatório de uma comissão do Congresso dos EUA divulgado nesta semana acusa a China de operar uma rede de instalações espaciais na América Latina com potencial uso militar. Duas das instalações nomeadas no documento ficam no Brasil. No documento, os deputados americanos mostram especial preocupação com a participação chinesa em uma estação na Bahia feita com uma empresa de satélites – e demonstram preocupação com uma potencial perda da hegemonia militar sobre a região, considerada como “esfera de influência” de Washington. Com o pomposo nome de Comissão Seleta da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos sobre Competição Estratégica entre os Estados Unidos e o Partido Comunista Chinês, o grupo criado em 2023 reúne deputados tanto do Partido Democrata quanto do Republicano. A comissão tem o objetivo de desenvolver estratégias para competir econômica e militarmente com Pequim. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Sob maioria republicana, a comissão deixa clara a visão do presidente dos EUA, Donald Trump, de tratar a América Latina como “quintal dos fundos” de Washington. O relatório, inclusive, é intitulado “China em nosso quintal dos fundos: volume 2 - Puxando a América Latina para a Órbita da China”. No texto, a comissão defende que a China está desenvolvendo laços de cooperação científica e estratégica na área espacial com diversos países da região, ao mesmo tempo em que cria uma rede de bases que podem ser usadas para fins militares. “Essas instalações não são simplesmente projetos científicos isolados”, diz o documento. “Em vez disso, esses locais formam uma rede integrada de dupla utilização, fortalecendo a capacidade da China de monitorar, controlar e potencialmente interromper as operações espaciais e militares do adversário. “Pequim utiliza infraestrutura espacial na América Latina para coletar informações sobre adversários e fortalecer as futuras capacidades de combate do Exército Popular de Libertação. Esses locais na América Latina são parte essencial da extensa rede de Defesa Espacial da República Popular da China, que fornece vigilância global quase contínua, apoia operações contraespaciais e permite o sistema de orientação terminal necessário para armamentos avançados.” Bases no Brasil Como parte dessa rede, a comissão aponta duas instalações em território brasileiro: a Estação Terrestre de Tucano, na Bahia, e um laboratório de radioastronomia na Serra do Urubu, no sertão da Paraíba. A estação Tucano foi estabelecida por meio de um acordo formalizado em 2020, durante o governo Bolsonaro, entre a startup brasileira Alya Nanossatélites e a empresa chinesa Beijing Tianlian Space Technology. O relatório aponta que a Beijing Tianlian vai fornecer “dados de comunicação de voz de longa duração e alta cobertura entre espaço a Terra para voos espaciais tripulados e satélites de reconhecimento”. Ele também ressalta, com preocupação, o fato de o local exato da estação não ser conhecido, o acordo de transferência de dados e tecnologia entre as duas partes e a participação da Força Aérea Brasileira (FAB) no projeto. Os deputados americanos concluem, por fim, que Pequim pode estabelecer um posto de rastreamento dos céus no local: “Essa integração proporciona à República Popular da China um canal para observar e influenciar a doutrina espacial militar brasileira, ao mesmo tempo que estabelece uma presença permanente em uma região vital para a segurança nacional dos EUA”. “Ao sintetizar dados hiperespectrais da Alya com sua própria rede de informações,a China poderia desenvolver uma capacidade de vigilância de alta revisita que pode identificar ativos militares camuflados e rastrear objetos espaciais estrangeiros em tempo real”, conclui o texto. Já o radiotelescópio é parte de um projeto de pesquisa multinacional que inclui outros países, incluindo França e Reino Unido. Os equipamentos estão em fase de fabricação e montagem em São Paulo. Radiotelescópios são usados para a captação de ondas eletromagnéticas vinda do espaço, as quais podem fornecer informações sobre a criação e a formação do Universo, por exemplo. A preocupação dos deputados americanos é que os sensores podem identificar sinais emitidos por equipamentos militares e satélites, por exemplo, além de outros instrumentos de “guerra eletrônica”. Recomendações As recomendações da comissão para afastar a América Latina da influência chinesa incluem a revisão de leis e reavaliações de procedimentos. Um dos itens, no entanto, é intitulado “Reforçar os esforços para eliminar a infraestrutura espacial chinesa ameaçadora do Hemisfério Ocidental, ao mesmo tempo que se estabelecem relações com os países-sede”. Nele, os deputados pedem que o governo Trump estabeleça como objetivo explícito barrar a infraestrutura espacial ligada à China no hemisfério Ocidental”. “A infraestrutura espacial da China que auxilia os esforços de seu Exército para colocar as forças dos EUA em risco, permite a espionagem da RPC e mina a segurança estratégica dos EUA, representa uma clara ameaça aos interesses americanos”, diz o texto. A comissão também pede para que o governo americano trabalhe com os países do continente, incluindo o Brasil, para “encorajar a transparência, os direitos de inspeção” e a “supervisão legal” das instalações mencionadas. Por fim, o documento recomenda que as agências de inteligência dos EUA realizem “diplomacia de inteligência” para obter tanta informação quanto possível para os países da região. Na terça (3), a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados do Brasil solicitou explicações ao Ministério da Defesa sobre a estação de Tucano. O g1 procurou o Ministério da Defesa e a Alya Nanossatélites. As posições destes serão publicadas assim que recebidas.

Palavras-chave: tecnologia

Mulher que virou sócia de empresa familiar na adolescência descobriu que devia R$ 3 milhões ao trocar plano de celular: 'Tudo ia ser tomado para pagar'

Publicado em: 05/03/2026 00:01

Mulheres herdam dívidas milionárias em SC após virarem 'donas' de empresas na infância A gerente de projetos em Tecnologia da Informação (TI) Rafaella D'avila, de 36 anos, ainda era adolescente quando recebeu da mãe um pedido que parecia inofensivo: assinar um documento para que as duas fossem sócias de uma empresa. Mas, aos 23 anos, ao tentar fazer uma mudança de plano de celular, a moradora de Florianópolis descobriu 32 dívidas trabalhistas relacionadas à sociedade. Somadas, elas chegavam a R$ 3 milhões. ✅ Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp 'Tinha 5 anos quando empresa faliu', diz jovem que se tornou sócia ainda criança "Eu seguia assinando papéis. Assinava porque era relacionado à empresa a eu ia lá e assinava. Tem que ir no cartório? Assinava. E a empresa crescendo, as coisas andando. E aí, quando eu tinha 23 anos, eu fui trocar o meu plano de celular e me falaram que eu não podia trocá-lo porque o meu nome estava sujo", disse à NSC TV. Em Santa Catarina, quase 8 mil empresas têm pelo menos um sócio com menos de 18 anos, segundo dados da Junta Comercial do Estado. A prática é permitida por lei, mas acende um alerta para pais e responsáveis: essas crianças e adolescentes podem acabar envolvidos em dívidas sem nunca terem participado de nenhuma decisão sobre os negócios Como as dívidas foram descobertas? Ao verificar que Rafaella estava com o nome sujo, os atendentes a orientaram a buscar o extrato das dívidas junto ao Serasa. No documento, constavam diversos empréstimos bancários em seu nome, mas sem outras informações sobre as transações. Eles recomendaram que ela procurasse o banco para verificar do que se tratava. "Eu tive que ir ao banco com 23 anos. Perguntei o que era, e a atendente falou que foi feito um empréstimo na empresa. Eu perguntei: 'que empresa?'. E ela: 'na empresa que você é sócia'. Então, ela disse o nome da empresa e eu falei: 'Bom, vou ver isso'". Rafaella D'avila, de 36 anos, descobriu dívidas vinculadas a empresa aos 16 anos NSC TV/ Reprodução Rafaella questionou a mãe ao voltar para casa. Segundo ela, a mulher respondeu que teve que fazer um empréstimo para pagar os funcionários da empresa, que atuava com licitações, já que a prefeitura não havia efetuado o repasse. Garantiu ainda que tudo estava bem. "O tempo foi passando e eu comecei a receber cartas em casa, no meu nome. E ela [a mãe] sempre pegava e levava para a empresa.Teve uma delas que eu abri e vi que se tratava de audiências trabalhistas". Sem sequer ter acesso ao contrato social, ela precisou buscar o número do CNPJ da empresa com uma funcionária responsável pelo financeiro para conseguir outras informações. "Então, tive ali a noção de que eu já fazia parte de outra empresa. Não era só aquela que eu tinha assinado aos 16 anos. Eu descobri que tinha até saído e quem entrou foram meus avós. E essa outra empresa, onde começaram as ações trabalhistas, eu tinha assinado quando já era maior de idade. Mas eu não sabia. Porque minha mãe também tinha procuração de plenos poderes no meu nome". Leia também: Aos 6 anos, brasileira recebia cartas de cobrança após família sujar seu nome Família de bebê que 'nasceu com nome sujo' é indenizada após 10 anos; entenda O namorado dela na época fazia faculdade de direito e deu orientações a Rafaella. A família dele também passou a ajudá-la financeiramente, para que conseguisse contratar um advogado. "Eu vim a descobrir com os advogados que a minha vida financeira... que eu ia ficar impossibilitada de ter nome limpo, não poderia comprar uma casa, ter um carro, que tudo ia ser tomado para pagar as dívidas trabalhistas. Foi um choque e um trauma muito grande", disse. ⚖️ O que diz a lei? A legislação brasileira permite que uma criança se torne sócia de uma empresa — basta que os pais ou responsáveis legais assinem os documentos em nome dela. "Hoje a gente tem dentro do nosso Código Civil, no artigo 974, uma brecha na lei que permite que incapazes sejam sócios de empresas. Não pode ser sócio-administrador, mas pode figurar na cadeia societária", explica a advogada criminalista Larissa Kretzer. Em Santa Catarina, segundo dados da Junta Comercial do Estado, 7,9 mil empresas têm um ou mais sócios com menos de 18 anos. O levantamento, feito a pedido da NSC TV, revelou que, em um dos casos, um bebê com apenas dez dias de vida foi incluído como sócio de uma empresa. Luta por mudança na legislação André Santos é um dos fundadores do Movimento 'Criança Sem Dívida', que oferece apoio emocional e jurídico às pessoas do Brasil todo que vivem nessas condições. "A gente quer que a lei entenda que o abuso financeiro infantil é uma violação de direitos. A gente entende também que essa responsabilização precisa ter limites e esses limites precisam ser seguidos. E a gente entende que a responsabilização precisa tomar um rumo que faça sentido e que não comprometa vidas que se iniciaram e que se iniciaram numa posição completamente desfavorável", defende. O movimento já alcançou a criação do projeto de lei 166/2026, que busca proibir o uso do CPF de menores de idade na abertura de empresas e que tramita no Congresso. Infográfico - menores sócios de empresas Arte/g1 VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

Palavras-chave: tecnologia