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Enem: Candidatos aguardam abertura dos portões em 370 locais de prova no PI

Publicado em: 16/11/2025 11:36

Enem: segundo dia de prova em Teresina Vitória Bacelar/g1 Os candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) fazem neste domingo (16) o segundo dia de provas. Os portões dos locais de prova abrem às 12h e fecham às 13h. As provas começam às 13h30 e terminam às 18h30. Uma estudante que mora a cerca de 35 km do local de prova chegou duas horas antes da abertura dos portões em Teresina. "Acordei 6 horas da manhã", diz a aluna Maria Luiza Macêdo, 18 anos, que mora em Nazária. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Neste domingo, serão 90 questões de Matemática e Suas Tecnologias e de Ciências da Natureza e Suas Tecnologias. No Piauí, são 370 locais distribuídos em 41 municípios. Mais de 120 mil candidatos se inscreveram no Enem deste ano, o maior número dos últimos cinco anos, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

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Abertas as inscrições para concurso com salário de até R$ 13 mil em universidade de Goiás

Publicado em: 16/11/2025 11:31

Os candidatos podem se inscrever para o concurso até o dia 3 de dezembro Reprodução/ Site da Universidade Federal de Catalão A Universidade Federal de Catalão (UFCAT) está com inscrições abertas para um concurso público com salários de até R$ 13.288,85. São dez vagas para o cargo de professor de ensino superior, sendo uma em estágio e prática de ensino em educação especial e inclusão e 9 para medicina. Os candidatos podem se inscrever para o certame até o dia 3 de dezembro. De acordo com o edital, a vaga para o Estágio e Prática de Ensino em Educação Especial e Inclusão é para regime de dedicação exclusiva, que corresponde a 40 horas semanais, e está vinculada à Faculdade de Educação. É necessário que o candidato tenha graduação em pedagogia com doutorado em educação. Já as vagas para medicina, vinculadas ao Instituto de Biotecnologia (IBIOTEC), têm carga horária de 20 horas por semana. O candidato precisa ser formado em medicina e ter especialização com Registro de Qualificação de Especialista (RQE) ou residência médica. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Goiás no WhatsApp As remunerações dos aprovados variam de acordo com o nível de formação, sendo de R$ 6.180,86 a R$ 13.288,85 para o cargo de professor no estágio em educação especial, de 40 horas por semana, e de R$ 3.090,43 a R$ 4.867,43 para o de medicina, de 20 horas. O concurso prevê a reserva de vagas para pessoas com deficiência (PCD) e candidatos negros (pretos e pardos), de acordo com as legislações. LEIA TAMBÉM Concurso da Assembleia Legislativa de Goiás com salário de até R$ 10 mil abre inscrições Prefeitura de Santa Tereza de Goiás anuncia concurso com mais de 150 vagas e salário de até R$ 4,4 mil Mais de 1,5 mil vagas e salários de até R$ 9,9 mil: veja o edital do concurso da Prefeitura de Senador Canedo Inscrições A taxa de inscrição varia de acordo com o regime de trabalho e a titulação máxima exigida para o concurso. Para o estágio em educação especial, ela varia de R$ 130 a R$ 230. Para o de medicina, o valor vai de R$ 60 a R$ 100. As inscrições devem ser feitas pelo site da seleção da Universidade Federal de Catalão. É importante os candidatos estarem atentos ao prazo, uma vez que no dia do encerramento, 3 de dezembro, as inscrições só poderão ser feitas até as 14h (horário de Brasília). A prova escrita está prevista para o dia 24 de fevereiro, segundo o cronograma presente no edital. Já o exame didático deve ocorrer em 5 de março. A previsão é que o resultado preliminar do concurso seja divulgado no dia 9 de março. VEJA TAMBÉM | Inscrições abertas para concurso da Alego com salários de até R$ 10,5 mil Inscrições abertas para concurso da Alego com salários de até R$ 10,5 mil 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.

Palavras-chave: tecnologia

Como a China venceu corrida global das baterias para veículos elétricos

Publicado em: 16/11/2025 11:17

Durante os Jogos Olímpicos de 2008 em Pequim, na China, atletas, autoridades e jornalistas de todo o mundo foram transportados por uma elegante frota de ônibus com design azul, branco e verde, que se movimentavam entre diversos locais na capital chinesa. Diferentemente dos veículos a diesel que dominavam as ruas de Pequim na época, cerca de 50 ônibus olímpicos alimentados por baterias de íons de lítio ajudavam a capital chinesa a promover uma Olimpíada "verde e de alta tecnologia". O evento também marcou a primeira incursão do país rumo à criação de uma indústria de baterias de íons de lítio para veículos elétricos, abrindo o caminho para que a China se tornasse líder mundial da tecnologia, duas décadas depois. A campanha dos ônibus olímpicos elétricos foi colocada em ação em 2001, assim que Pequim ganhou a indicação para promover os Jogos Olímpicos, segundo um documentário de 2020, transmitido pela TV estatal chinesa. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Mas o desenvolvimento e produção de baterias para veículos elétricos no evento global não foi uma tarefa fácil. Os ônibus dos Jogos Olímpicos de Pequim marcaram a primeira incursão da China para criar uma indústria de baterias de íons de lítio para veículos elétricos Getty Images via BBC No final de 2003, Mo Ke e seus colegas do Centro de Desenvolvimento de Novos Materiais de Pequim (uma instituição de pesquisa afiliada ao governo) receberam a tarefa de analisar a indústria chinesa de baterias de lítio, como parte da preparação de Pequim para os Jogos Olímpicos. A equipe de Mo descobriu que, na época, a indústria de baterias de lítio da China era "muito pequena", com apenas dois produtores de baterias para veículos elétricos. Em 2005, eles promoveram a primeira conferência da indústria de baterias de lítio da China, como parte da sua pesquisa. "Todas as empresas do setor compareceram, mas havia, ao todo, apenas cerca de 200 pessoas", ele conta. Na época, a CATL era um departamento da empresa japonesa ATL, que produzia baterias de lítio para aparelhos eletrônicos. Atualmente, a CATL é o maior fabricante de baterias para veículos elétricos do mundo. A BYD — atualmente, o segundo maior fabricante de baterias para veículos elétricos do planeta e importante montadora deste tipo de veículo — havia acabado de entrar na indústria automobilística, depois de ganhar seu primeiro lote de capital, fornecendo baterias para as gigantes da telefonia celular. Vinte anos depois, a China domina este setor indispensável para o objetivo global de atingir emissões zero em 2050. O país produz mais de 75% de todas as baterias de íons de lítio do mundo e abriga seis dos 10 maiores fabricantes de baterias do planeta. O que causou esta ascensão meteórica? A resposta é uma combinação de fatores. Dois deles são o imenso mercado doméstico "isolado e preservado" para as empresas locais e o apoio coordenado do governo para toda a cadeia de fornecimento, explica a analista independente da política industrial e da economia política chinesa Xie Yanmei. Ela destaca que os subsídios aos consumidores, a criação de redes de carregamento financiadas pelo Estado e uma política obrigando os fabricantes de automóveis a produzir veículos elétricos também ajudaram a desenvolver o setor. Mas a política representa apenas uma parte da história. As empresas chinesas também apresentaram competência na produção em larga escala e no controle dos custos, que são fundamentais para a fabricação de baterias para veículos elétricos. "Elas têm forte instinto de sobrevivência e exploram proativamente novas ideias para ajudá-las a permanecer competitivas", afirma Song Xin, que atua como consultora de empresas chinesas de diversos setores, como fabricantes de automóveis e até robôs, que desejam se internacionalizar. Para ela, "esta é a base do crescimento contínuo do setor." Raízes internacionais A história das baterias de lítio começou longe dos portos chineses, cerca de 50 anos atrás. Dela participaram três químicos: o britânico-americano Stanley Whittingham, o americano John Goodenough (1922-2023) e o japonês Akira Yoshino. Suas pesquisas separadas valeram um Prêmio Nobel conjunto em 2019. Elas reuniram as potencialidades de cada um e levaram à invenção da primeira bateria de íons de lítio comercialmente viável em 1985. Ela foi construída por Yoshino para a empresa química Asahi Kasei, com sede na capital do Japão, Tóquio. Em 1991, a empresa japonesa de eletrônicos Sony trabalhou em conjunto com a Asahi Kasei para levar ao mercado as primeiras baterias de íons de lítio do mundo. E, cinco anos depois, a Nissan se associou à Sony para lançar o primeiro carro do planeta alimentado por uma bateria de lítio. Na década seguinte, o Japão era o maior produtor de baterias de lítio do mundo e a Coreia do Sul disputava arduamente a supremacia. Na virada do século, as empresas japonesas representavam impressionantes 93% do mercado global, com a companhia de eletrônicos Sanyo liderando o setor. Foi apenas em 2011 que a sul-coreana Samsung SDI superou a japonesa Panasonic no topo da lista. Planos de longo prazo Quando Mo pesquisava a indústria chinesa de baterias de lítio no início dos anos 2000, a Mengguli e a Wanxiang eram as duas únicas empresas produzindo baterias para veículos elétricos no país. "Elas forneceram a maioria das baterias para os ônibus elétricos que atenderam os Jogos Olímpicos de Pequim e a World Expo de Xangai, em 2010", afirma Mo. Ele, agora, é o fundador e analista-chefe da empresa chinesa de pesquisa de baterias RealLi Research. Mas, antes dos Jogos Olímpicos, os planos da China já eram de longo prazo. Em 2006, o gabinete do país lançou um programa de ciência e tecnologia para os 15 anos seguintes. Os planos incluíam "veículos movidos a energias novas e de baixa emissão" (NEVs, na sigla em inglês) como uma das 62 áreas prioritárias a serem pesquisadas pelo país. E também relacionavam "baterias recarregáveis" como uma das principais tecnologias nesta área. O termo NEVs, usado com frequência pelo governo chinês, designa veículos 100% elétricos, híbridos e com células de combustível, alimentados com fontes alternativas, como hidrogênio e metanol. O objetivo chinês era claro: fazer avançar sua vasta indústria até 2020, para deixar de depender da mão de obra barata e conquistar o mercado com avanços tecnológicos. As empresas chinesas demonstraram competência na produção em larga escala e no controle de custos, que são fatores fundamentais para a produção de baterias para veículos elétricos Getty Images via BBC Em 2009, após o sucesso dos ônibus olímpicos elétricos, Pequim tomou uma medida importante para "ajustar e revitalizar" sua indústria automotiva. A China havia passado anos tentando ser um concorrente global na indústria automobilística convencional, com motores a combustão interna, sem sucesso. Mas o país acreditava que estava na hora de recomeçar. "Os responsáveis pelas políticas chinesas chegaram à conclusão de que os veículos elétricos poderiam ser uma oportunidade para que a indústria automobilística chinesa desbancasse o Ocidente", explica Xie. "Era um espaço em branco, onde todos estavam começando do zero." Um planejamento nacional orientou os governos regionais a estabelecer cadeias de fornecimento e redes de carregamento para os NEVs. E também apoiou as companhias domésticas, encabeçando a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias relacionadas aos veículos elétricos, incluindo as baterias. Naquele mesmo ano, o país iniciou a introdução de ônibus movidos a energias novas, com o programa "10 Cidades e Mil Veículos". A lenta concorrência americana Para Mo, a determinação chinesa para promover os veículos elétricos foi fundamental para sua ascensão no setor de baterias e esta visão foi inspirada, em parte, pelos americanos. Os Estados Unidos presenciaram duas ondas de interesse pelo desenvolvimento e fabricação de veículos alimentados a baterias. A primeira ocorreu nos anos 1970, após o início da crise do petróleo. E, depois, nos anos 1990, quando o governo americano publicou regulamentações para combater a poluição do ar. Em 1990, o Estado americano da Califórnia lançou um programa de veículos com emissão zero (ZEV, na sigla em inglês). O objetivo era melhorar a qualidade do ar, incentivando a adoção dos veículos elétricos. O programa levou à criação da chamada lei ZEV que, essencialmente, obrigava as companhias automobilísticas, como a General Motors, a investir em veículos elétricos, segundo o pesquisador Anders Hove, do Instituto de Estudos Energéticos de Oxford, no Reino Unido. As ações tomadas no outro lado do oceano levaram o governo chinês a perceber que os veículos elétricos seriam "um trampolim" para o que foi descrito posteriormente como a "quarta revolução industrial", uma era caracterizada e dirigida pelas tecnologias digitais. E a China queria participar desta revolução, segundo Mo. Mas o impulso aos veículos elétricos na Califórnia não gerou uma indústria de baterias de íons de lítio nos Estados Unidos. Isso se deveu, em parte, ao lobby das empresas automobilísticas e de petróleo na Califórnia para "diluir" a lei ZEV, oferecendo maior apoio às células de combustível alimentadas por hidrogênio e aos carros híbridos, cujas baterias utilizavam química não de lítio, segundo Hove. A China produz mais de 75% das baterias de íons de lítio fabricadas em todo o mundo Getty Images via BBC Nos anos 2000, o governo do então presidente americano George W. Bush (2001-2009) criou medidas para financiar a pesquisa e o desenvolvimento de veículos elétricos. Com isso, startups americanas fizeram grandes progressos no setor de carros e baterias, segundo Hove, até a crise financeira de 2008. "A primeira onda de startups americanas enfrentou grandes dificuldades financeiras e a janela de investimentos em energia limpa meio que se fechou", explica ele. "Todas as pessoas que investiram naquilo perderam dinheiro." No ano seguinte, o governo Barack Obama (2009-2017) lançou uma nova rodada de financiamentos, mas era tarde demais para salvar aquela primeira onda de empresas do colapso ou da venda da sua tecnologia, relembra Hove. Ele destaca que muitas dessas empresas foram adquiridas por companhias chinesas, incluindo a empresa de baterias A123, uma estrela em ascensão que se vangloriava da sua tecnologia avançada de baterias de íons de lítio, desenvolvida pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês). A companhia chinesa Wanxiang comprou a A123 em 2013. Na mesma época, a China lançou um enorme plano de estímulo de quatro trilhões de yuans (cerca de US$ 649 bilhões na época, ou R$ 3,4 trilhões, pelo câmbio atual) para combater os impactos da crise financeira global. Parte desse dinheiro foi dirigida a projetos de "economia de energia e redução de emissões". A mudança despertou o interesse do país pelas tecnologias renováveis, incluindo os NEVs, segundo um relatório publicado em 2010 pela ONG ambientalista WWF e pelo Instituto de Pesquisa de Recursos e Políticas Ambientais da China. A avalanche de carros elétricos O período entre 2012 e 2020 foi fundamental para os fabricantes chineses de baterias. O governo redobrou seus esforços para colocar os veículos elétricos nas estradas. Um roteiro industrial para os veículos movidos a energias novas definiu as quantidades de veículos elétricos que o país deveria produzir ao longo daquele período. E, o mais importante, ele também definiu os requisitos técnicos que os fabricantes de baterias e veículos elétricos deveriam atingir para pedir apoio estatal. Este foi um impulso para o seu crescimento. Em 2013, a China ofereceu subsídios para a compra de veículos elétricos aos consumidores individuais, não apenas ao setor público. A medida abriu as portas para os carros particulares. A escala do apoio estatal foi enorme. Em 2014, os governos central e regionais da China gastaram em subsídios cerca de 10 bilhões de yuanes (cerca de US$ 1,6 bilhão na época, R$ 8,5 bilhões pelo câmbio atual), segundo um relatório da época. Nos oito anos seguintes, o país concederia isenções fiscais no valor total de 200 bilhões de yuans (US$ 28 bilhões, cerca de R$ 148 bilhões) para veículos movidos a energias novas. O investimento trouxe resultados quase instantâneos. O número de NEVs produzidos e vendidos no país cresceu mais de três vezes em 2014 e 2015, segundo a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis. Sua parcela de mercado disparou de 1,3% em 2015 para 41% em 2024. Mas um impulso maior para a indústria de baterias ainda estava por vir. Em 2015, a China introduziu uma regra fundamental que, nas palavras de Xie, "isolou" seu enorme mercado doméstico para os fabricantes chineses de baterias. Os fabricantes de veículos elétricos foram obrigados a usar baterias produzidas por um dos seus fornecedores selecionados, para que seus carros pudessem ter direito aos subsídios de consumo. E todas as 57 empresas incluídas na "lista branca" do governo eram companhias chinesas. "As especificações técnicas inteligentemente projetadas restringiram a escolha apenas aos fabricantes chineses de baterias", explica Xie. Na época, algumas empresas sul-coreanas já haviam começado a construir fábricas na China "e acabaram descobrindo que o mercado foi totalmente fechado para elas". Os fabricantes chineses de veículos elétricos que usavam fornecedores estrangeiros precisaram mudar de última hora para o fabricante de baterias CATL e outras empresas domésticas que atendiam às exigências da política governamental, segundo o jornal The Economic Observer. A regra ficou em vigor por quatro anos. A corrida O rápido surgimento de novos clientes impulsionou a CATL, que se separou da ATL em 2011 e se tornou o maior produtor de baterias para veículos elétricos do mundo em 2017. Com sede em Ningde, no sudeste da China, a CATL superou a Panasonic e sua compatriota BYD, segundo o site jornalístico chinês Caixin. Ela mantém o título até hoje. As mudanças políticas continuaram com a estratégia "Made in China 2025", criada para ajudar o país a "aproveitar a posição global vantajosa da indústria" até meados dos anos 2020, por meio da inovação tecnológica. Os NEVs foram relacionados como "área fundamental" que o país deveria "promover vigorosamente". E, aproveitando o momento, a China introduziu um sistema de "duplo crédito" para os fabricantes de automóveis em 2017. Baseado, em parte, no programa ZEV da Califórnia, a política basicamente exigia que todos os fabricantes de automóveis da China produzissem veículos elétricos para "compensar" os carros convencionais fabricados, por meio de uma fórmula complexa. O projeto de "rua de mão única" incentivou os fabricantes de automóveis a produzir mais veículos elétricos, para evitar gastos desnecessários. O fabricante chinês CATL passou a ser o maior produtor de baterias para veículos elétricos do mundo em 2017 Getty Images via BBC "Como fabricante de automóveis, por um lado, você precisava produzir veículos elétricos na China ou enfrentar uma penalidade financeira", explica Xie. "Por outro, os veículos elétricos que você era obrigado a fabricar não seriam vendidos sem baterias chinesas." "Por isso, todos os fabricantes de automóveis chineses, coreanos, japoneses, americanos ou alemães precisavam usar baterias chinesas." O rápido crescimento e a proteção do mercado permitiram que a CATL trabalhasse com fabricantes de automóveis avançados do Ocidente em inovação conjunta. Este processo "fez crescer rapidamente seus conhecimentos e capacidades", segundo Xie. A forma de crescimento das indústrias de veículos elétricos e baterias da China também foi fundamentalmente distinta do Ocidente. A chave foi a estreita parceria entre o governo e a indústria, segundo Song Xin, que também é fundadora do centro de estudos Sinnvoll Global Strategy, com escritórios em Pequim e em Berlim, na Alemanha. O investimento massivo do governo tinha um objetivo claro: estabelecer uma forte indústria de fabricação de veículos elétricos. E este objetivo foi atingido com a feroz concorrência na indústria para decidir quais empresas ou tecnologias iriam sobreviver e progredir, explica ela. Este método incluiu a realização de rodadas e mais rodadas de corridas na indústria, para determinar quem era mais rápido. Ele é muito mais eficaz que o modelo convencional da Europa, América do Norte e Japão, onde o crescimento industrial é frequentemente dirigido por algumas empresas grandes ou consórcios, segundo Song. "Isso também significa que a China pode trazer uma tecnologia do laboratório para a produção em massa com muita rapidez", afirma a consultora. Segredos para o sucesso Existem outros elementos importantes que diferenciam a indústria chinesa de baterias: "a cadeia de fornecimento, a tecnologia e a fabricação", segundo o executivo-chefe da Snow Bull Capital, Taylor Ogan. Com sede em Shenzhen, no sul da China, a empresa investe no setor chinês de tecnologia limpa. Os principais fabricantes chineses de baterias, como a CATL e a BYD, são baseados em um modelo de negócio de "integração vertical". Isso significa que elas, muitas vezes, são donas dos seus fornecedores, no todo ou em parte. "Isso ajuda a controlar os custos e garante a segurança e a confiabilidade das suas cadeias de abastecimento", segundo Chen Shan, da cidade chinesa de Xangai, analista dos mercados de baterias da consultoria norueguesa Rystad Energy. Sua capacidade de gerenciar a fabricação em larga escala também é de enorme importância. "As baterias modernas para carros elétricos reúnem centenas de pequenas células lado a lado ou entre uma extremidade e outra", explica o pesquisador de materiais de baterias Liu Chengguang. da Universidade de Jiaotong-Liverpool em Xian, no noroeste da China. "Uma célula fraca arrastaria toda a cadeia, reduzindo o alcance e aumentando os riscos de segurança", prossegue ele. "Todas as células devem ser quase idênticas." Atingir este feito "exige fábricas massivas com alto nível de automação, controle rigoroso do processo, testes em tempo real e triagem inteligente", segundo Liu. A inovação constante e formação específica ajudaram os fabricantes chineses de baterias a se manterem na liderança global Getty Images via BBC Esta é precisamente a força da CATL, que conquistou cerca de 40% do mercado global de baterias para veículos elétricos em 2024, mais que o dobro do segundo colocado, a BYD. "O segredo do sucesso da CATL é que ela consegue usar menos dinheiro para produzir baterias melhores, mantendo uma enorme capacidade de produção", segundo Cheng Manqi, jornalista do portal de negócios chinês Late Post, que investigou a empresa. A constante inovação é outro fator que ajuda os fabricantes chineses de baterias a se manterem na liderança. A "bateria de lâminas" da BYD, por exemplo, é uma bateria de lítio-ferro-fosfato (LFP) que é o carro-chefe da empresa. Ela foi lançada em 2020, em parte, porque sua fabricação é mais barata. A bateria não usa cobalto, que a China precisa importar. Mas a BYD melhorou significativamente o desempenho das LFPs anteriores, fazendo com que elas ficassem mais potentes, seguras e menores. Ela ficou tão popular que alterou a espécie predominante de baterias de íons de lítio na China. 'Engenheiros praticantes' Por trás dessa rápida evolução tecnológica, está um grande conjunto de engenheiros de baterias chinesas. Eles surgiram graças a um sistema de educação dirigida e treinamento vocacional oferecido pelas faculdades, universidades e pelas empresas produtoras de baterias. "As companhias chinesas contam com uma geração de pesquisadores técnicos incrivelmente especializados", afirma Cory Combs, chefe de pesquisa de cadeias de fornecimento e minerais críticos da consultoria Trivium China. "Eles não são simplesmente PhDs que trabalham no laboratório", explica ele. "Não são apenas operários nas fábricas." Eles são "engenheiros praticantes", que conhecem profundamente os processos de produção, compreendem os desejos do mercado e podem usar seus conhecimentos para melhorar a tecnologia existente com rapidez e conquistar os clientes. "É disso que você precisa para reduzir os custos de produção das baterias", segundo Combs. A CATL emprega mais de 20 mil engenheiros técnicos e o setor de baterias da BYD, a FinDreams Battery, tem mais de 10 mil desses profissionais. A China pode manter sua supremacia? Atualmente, a China domina a produção em cada etapa da cadeia de fornecimento de baterias, além da mineração e do processamento de certas matérias-primas, segundo a Agência Internacional de Energia. O país detém cerca de 85% da capacidade global de produção de baterias, contra 5% da América do Norte e 7% da Europa, segundo pesquisa da consultoria Wood Mackenzie, observada pela BBC. É consenso entre os pesquisadores que será extremamente difícil para outros países desafiar a supremacia chinesa sobre a geração atual de tecnologia de baterias. "Será difícil reproduzir certos aspectos que levaram à liderança chinesa, como a existência de aglomerados industriais e a integração vertical das cadeias de fornecimento", afirma Kate Logan, diretora do Instituto de Política da Asia Society, dedicado às políticas chinesas relativas ao clima e à energia limpa. O fato de que as empresas chinesas já atingiram a fabricação em escala de baterias e estão expandindo sua produção no exterior é outro obstáculo imenso para seus potenciais concorrentes. "As baterias chinesas são mais baratas e têm alto desempenho e disponibilidade", afirma a pesquisadora Francesca Ghiretti, especializada na China e em segurança econômica da organização de pesquisa sem fins lucrativos RAND Europe. A escala da produção chinesa "faz com que seja muito difícil acompanhá-los, não com a tecnologia, mas com o sucesso comercial daquela tecnologia", explica ela. Especialistas afirmam que será difícil que outros países ameacem a supremacia chinesa na tecnologia de baterias para veículos elétricos Getty Images via BBC Mas, para Mo Ke, a porta não está totalmente fechada para os outros países. A China é muito boa em fazer com que as tecnologias já existentes sejam melhores e mais baratas, mas a fraqueza do país, segundo ele, está na pesquisa de ponta. Se outros países puderem desenvolver tecnologias de bateria de última geração, como baterias de estado sólido, "pode ainda haver possibilidade" de concorrer com a China, segundo Mo. As baterias de íons de lítio tradicionais empregam um eletrólito líquido para transferir os íons entre os eletrodos, enquanto as baterias de estado sólido usam um eletrólito sólido. Sua característica única é que elas podem não precisar da cadeia de abastecimento existente, destinada às células com eletrólito líquido. Este fator poderá abrir espaço para concorrentes de fora da China, explica ele. Empresas como as chinesas CATL e BYD, a sul-coreana Samsung SDI e a americana QuantumScape estão desenvolvendo baterias de estado sólido. Mas, atualmente, os Estados Unidos dependem muito da China para suas baterias de íons de lítio. E a fabricação em escala competitiva deve ser um desafio, segundo uma análise publicada pelo Instituto de Estudos Energéticos de Oxford. Os obstáculos incluem atrasos tecnológicos, incerteza sobre a demanda e altos custos de energia, segundo o estudo. Mas especialistas ressaltam que o crescimento da indústria de baterias de um país não significa que ele irá automaticamente competir com a China. "Isso só é possível, no curto prazo, trabalhando com empresas chinesas, pois elas estão na vanguarda da tecnologia", explica Anders Hove. "Se você não tiver esse conhecimento sobre a fabricação, não conseguirá desenvolver tecnologias inovadoras." Na verdade, a expansão do know-how é que permitirá a equiparação, segundo ele. Mas esta não será uma tarefa fácil, considerando a liderança chinesa na construção de todo um ecossistema de fabricação de baterias nos últimos 20 anos. Para alguns especialistas, como Taylor Ogan, as últimas duas décadas podem ter selado a liderança duradoura da China na cadeia de abastecimento global de baterias. "Não consigo prever em quanto tempo outro país poderá alcançar os chineses, em termos de fabricação de baterias", segundo ele. "Eles estão muito à frente." A China abriga seis das 10 maiores fábricas de baterias do mundo Alami via BBC

Palavras-chave: tecnologia

Vc viu? Tremor de terra é registrado no MA, criminosos assaltam banco em SL, mulher é atacada por cinco homens e outras notícias da semana no g1 MA

Publicado em: 16/11/2025 11:09

Confira o resumo completo das principais notícias divulgadas pelo g1 Maranhão na semana de 9 a 15 de novembro. 📲 Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Maranhão no WhatsApp Domingo (9) Bilhetes da Mega-Sena, em imagem de arquivo Marcelo Brandt/G1 Uma aposta realizada em São Luís acertou cinco números do concurso 2.938 da Mega-Sena, sorteado na noite deste sábado (8), e ganhou R$ 44.047,10. O bilhete premiado foi feito na modalidade simples, na Lotérica Paraíso, na capital maranhense. Os números sorteados foram: 10 - 14 - 15 - 35 - 44 - 56. Segunda-feira (10) Moradores fecham Avenida dos Africanos em protesto por melhorias na Areinha, em São Luís Lorena Cavalcante/TV Mirante Moradores do bairro Areinha interditaram os dois sentidos da Avenida dos Africanos, em São Luís, na manhã de segunda-feira (10), para cobrar obras de infraestrutura na região. O protesto começou por volta das 6h. Segundo os manifestantes, a mobilização ocorreu devido à falta de saneamento básico e à presença de valas de esgoto a céu aberto no bairro. Eles afirmam que a situação piora no período chuvoso, quando galerias entopem e ruas ficam alagadas. Motociclista é arremessado após colisão com carro no interior do MA Câmeras de segurança registraram o momento em que duas motocicletas colidiram na lateral de um carro que realizava uma manobra na MA-122, no município de Senador La Rocque, a 651 km de São Luís, na manhã de domingo (9). Nas imagens, é possível ver o motorista do carro tentando fazer uma conversão na pista quando foi atingido pelos dois veículos. Com o impacto, um dos motociclistas foi arremessado por cima do carro, enquanto o outro por pouco não caiu embaixo do veículo (veja no vídeo acima). Um passageiro que estava na garupa também se feriu Agência do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) em Bacabal (MA) Google Maps A Justiça Federal condenou dois ex-servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a 8 anos e 4 meses de prisão, em regime fechado, por envolvimento em um esquema de fraude na concessão de pensões por morte, em Bacabal, entre 2005 e 2007. A decisão atende a pedido do Ministério Público Federal (MPF). Os dados falsos permitiram a concessão de pensão por morte de forma indevida, com prejuízo superior a R$ 4 milhões aos cofres públicos. Segundo o MPF, os ex-servidores inseriram dados falsos no sistema da Previdência para liberar benefícios indevidos a terceiros. A fraude foi descoberta em 2007, após denúncia da Assessoria de Pesquisa Estratégica e Gerenciamento de Riscos (APE-GR), ligada ao Ministério da Previdência Social. O relatório apontou irregularidades em 18 benefícios. Terça-feira (11) Pablo Araújo, de 23 anos, foi morto a tiros na noite de segunda-feira (10), na Avenida Babaçulândia, em Imperatriz Reprodução/TV Mirante Um jovem identificado como Pablo Araújo, de 23 anos, foi morto a tiros na noite de segunda-feira (10), na Avenida Babaçulândia, em Imperatriz. O crime aconteceu por volta das 20h30, em uma área com grande fluxo de veículos e pedestres. Câmeras de segurança registraram o momento em que Pablo Araújo caminhava pela calçada quando foi abordado por um casal em uma motocicleta preta. Nas imagens, o homem desce da motocicleta com uma arma em mãos e aponta para Pablo, que tenta fugir correndo para dentro de um bar. Durante a tentativa de escapar, ele é atingido por disparos nas costas e cai no chão. Pedreiro morre após ser atingido por viga no Complexo de Pedrinhas. Reprodução/Redes Sociais Um pedreiro identificado como Diego Gomes Costa morreu após ser atingido por um deslizamento de terra durante uma obra no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. O acidente aconteceu nessa segunda-feira (10), durante a reconstrução de um muro antigo, que estava sendo reformado por etapas e havia sido escorado. Segundo a Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra-MA), o deslizamento aconteceu após o colapso de uma viga baldrame (estrutura de concreto que fica na base de construções e serve de apoio para paredes e muros). Diego foi atingido pela terra e resgatado com vida por uma equipe médica do Sistema Penitenciário, que prestou os primeiros socorros no local. Criminosos assaltam instituição financeira no bairro Cohab, em São Luís Uma agência da instituição financeira Sicoob, localizada no bairro Cohab, em São Luís, foi alvo de assaltantes na manhã desta terça-feira (11). Segundo as investigações, dois homens entraram na agência e renderam todos os clientes, funcionários e seguranças. Um dos assaltantes entrou na agência se passando por cliente, ele portava um possível simulacro de arma de fogo. Já o segundo criminoso chegou ao local anunciando o assalto. Eles fugiram levando uma quantia em dinheiro. Após o crime, um helicóptero do Centro Tático Aéreo (CTA) chegou a fazer um pouso no meio da Avenida Jerônimo de Albuquerque, para tentar localizar os assaltantes (veja nas imagens acima). Quarta-feira (12) Em tratamento contra câncer, Roseana Sarney relata efeitos colaterais e agradece apoio A deputada federal e ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney (MDB-MA), de 72 anos, tem usado as redes sociais para compartilhar sua rotina de tratamento contra o câncer de mama triplo negativo, um dos tipos mais agressivos da doença. O diagnóstico foi revelado por ela em agosto deste ano. Desde então, Roseana vem dividindo com os seguidores as etapas do tratamento. Ela admite que não tem sido fácil, mas afirma manter a fé e a esperança na cura. “Essas duas últimas semanas não foram fáceis. Aliás, não tem sido fácil enfrentar o câncer de mama triplo negativo. O tratamento é longo, maltrata, mas temos que enfrentar. Por isso, eu quero agradecer de todo o coração, o carinho, as orações e as mensagens que recebo. Essas mensagens e essas orações me dão força e fé para essa jornada”, disse a parlamentar em um dos vídeos. Mulher com criança é atacada por cinco homens durante assalto em São Luís Câmeras de segurança registraram o momento em que cinco homens atacaram uma mulher que estava com uma criança dentro de um carro, na noite desta terça-feira (11), na Travessa Marcílio Dias, no bairro Lira, em São Luís. As imagens mostram o veículo parado na rua quando os suspeitos se aproximam correndo. Em seguida, cercam o carro e tentam assaltar a vítima. Assustadas, a mulher e a criança começam a gritar, chamando a atenção de moradores da região. De acordo com informações preliminares, os criminosos conseguiram roubar o celular da mulher e fugiram logo em seguida. Não há informações sobre o estado de saúde da vítima e da criança. Ação cumpriu mandados de prisão e busca nos estados do Maranhão e Pará e resultou na apreensão de armas e munições. Divulgação/Polícia Civil A Polícia Civil do Maranhão deflagrou, na quarta-feira (12), a Operação Fantasmas da Trilha, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso armado suspeito de envolvimento em ataques a instituições financeiras e empresas de transporte de valores. De acordo com as investigações, os alvos da operação são suspeitos de participação direta no ataque a um carro-forte da empresa Prosegur, ocorrido em agosto deste ano, no município de Carolina (MA). Na ocasião, criminosos fortemente armados interceptaram o veículo e trocaram tiros com os vigilantes na zona rural da cidade. O homem foi preso logo após o incêndio. Reprodução/TV Mirante Um homem foi preso na noite dessa terça-feira (11), suspeito de incendiar a casa da ex-companheira na zona rural do município de Peritoró, a 239 km de São Luís. De acordo com a Polícia Civil, o suspeito usou gasolina para atear fogo na residência onde a vítima estava. As investigações apontam que o crime teria sido motivado pelo término do relacionamento e por discussões relacionadas à propriedade do imóvel onde os dois moravam. Em depoimento, a mulher relatou que jantava quando percebeu as chamas se espalhando. Ela conseguiu sair do local a tempo, levando apenas o celular. Toda a casa foi destruída, e nenhum móvel pôde ser salvo. O encontro foi realizado de 2 a 6 de outubro e promoveu debates sobre meio ambiente, políticas públicas e desenvolvimento sustentável. Divulgação/ Redes Sociais Determinada a buscar novas experiências, a estudante Ana Luiza Luz dos Santos, de 20 anos, foi uma das selecionadas para participar da 1ª Cúpula de Jovens Líderes da Amazônia, evento que reuniu jovens da região para discutir temas ligados à COP30. O encontro foi realizado de 2 a 6 de outubro e promoveu debates sobre meio ambiente, políticas públicas e desenvolvimento sustentável. Para participar, os jovens precisaram comprovar envolvimento com causas socioambientais. “Foi bem simples! Preenchemos um formulário sobre nossa atuação socioambiental e, com base nas respostas e em uma análise social, fomos escolhidos. Ao todo, 28 jovens foram selecionados”, contou Ana. O currículo da maranhense é extenso. Ana já participou de intercâmbio na França, como bolsista do Programa Diálogos Transatlânticos da Pour Le Brésil, e foi bolsista integral da Yale University, onde estudou Política, Direito e Economia. Ela também foi uma das três representantes do Maranhão no programa Jovem Deputada, do Parlamento Jovem Brasileiro, e é cofundadora do Núcleo de Estudos Socioambientais em Relações Internacionais da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), onde cursa o 6º período de Relações Internacionais. Quinta-feira (13) Júnior Garimpeiro é um dos alvos da Polícia Federal por realização de garimpo ilegal em Centro Novo do Maranhão Arquivo pessoal O prefeito de Centro Novo do Maranhão, Joedson Almeida dos Santos, conhecido como Júnior Garimpeiro (PSDB), de 42 anos, foi preso em flagrante nessa quarta-feira (12), em Confresa (MT), transportando sacos com minério e resquícios de ouro. Ele já havia sido preso em 2021 por envolvimento com garimpo ilegal e crimes ambientais. Além dele, outros três suspeitos foram detidos. O g1 entrou em contato com a Prefeitura de Centro Novo do Maranhão, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Natural de Carutapera (MA), Júnior Garimpeiro tem ensino fundamental incompleto, é casado e pai de duas filhas. Ele está em seu segundo mandato como prefeito de Centro Novo do Maranhão, cidade localizada a cerca de 257 km de São Luís. Em uma rede social, ele se descreve como “apaixonado pela vida na natureza”. Drone flagra homem jogando droga e arma em terreno vizinho durante operação em Timon Três pessoas foram presas nessa quarta-feira (12) durante duas operações da Polícia Civil realizadas em Timon, a 432 km de São Luís. Em uma delas, um drone flagrou o momento em que um homem arremessou parte da droga e uma arma de fogo em um terreno vizinho ao perceber a chegada dos policiais (veja no vídeo acima). As ações resultaram na apreensão de entorpecentes, dinheiro, arma e materiais usados no preparo e comercialização de drogas ilícitas. Na primeira operação, os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão em um imóvel localizado no bairro Mateusinho. No local, foram encontrados maconha, crack e cocaína prontas para comercialização, além de R$ 591 em espécie e um revólver calibre .38 com cinco munições intactas. Sexta-feira (14) Paralisação total atinge moradores de 15 bairros e deixa usuários sem ônibus nesta sexta-feira (14). Foto: Juvêncio Martins/TV Mirante Os rodoviários da empresa de ônibus 1001 paralisaram completamente a frota na manhã de sexta-feira (14), em São Luís, durante um protesto motivado pelo atraso de salários e pela falta de pagamento do plano de saúde, tíquete-alimentação e outros benefícios. A paralisação ocorre na garagem localizada no bairro da Forquilha, de onde nenhum veículo saiu desde o início da manhã. Com isso, moradores de aproximadamente 15 bairros enfrentam dificuldades para se deslocar. Até o momento, a empresa não se manifestou sobre a situação. Tremor de terra atinge interior do Maranhão. Reprodução/Google Maps Um tremor de terra de magnitude estimada em 4.0 foi registrado na noite desta quinta-feira (13) na região de Caxias, no leste do Maranhão. Moradores relataram que sentiram os tremores e ficaram assustados. O epicentro teria sido em Parnarama, na fronteira com o Piauí, segundo o Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que ainda monitora o fenômeno. Ao todo, ao menos quatro tremores já foram registrados nas últimas horas. Segundo a UFRN, o primeiro abalo, de magnitude 4.0, ocorreu às 22h07 e foi sentido por moradores de vários bairros de Caxias e também em municípios vizinhos, como São João do Sóter. Logo após, outros três eventos ocorreram ao longo da noite. CNH Social Divulgação/Detran RS O Departamento Estadual de Trânsito do Maranhão (Detran-MA) divulgou, nesta sexta-feira (14), a lista dos 10 mil candidatos sorteados no Programa CNH Social 2025. Mais de 300 mil pessoas se inscreveram na iniciativa, que oferece a primeira habilitação gratuita (acesse abaixo a lista dos sorteados). Clique e acesse a lista dos 10 mil sorteados. Os participantes foram selecionados a partir da lista de pré-homologados publicada na quinta-feira (13). A análise considerou os dados informados pelos inscritos com base no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Dos 317.911 inscritos, 202.242 estavam aptos a participar do sorteio eletrônico. A relação completa com os 10 mil contemplados está disponível no site do Detran-MA e no Diário Oficial do Estado. O sorteio ocorreu de forma eletrônica, com transmissão pelas redes sociais do Detran e do Governo do Maranhão. Sábado (15) Mandados foram cumpridos em vários pontos da cidade, com apreensão de armas, drogas e dinheiro. Divulgação/Polícia Civil Uma operação realizada nesta sexta-feira (14) em Buriti, a 325 km de São Luís, cumpriu 12 mandados de busca e apreensão, três prisões preventivas e efetuou quatro flagrantes. A ação também resultou na apreensão de armas, drogas e dinheiro. A ação foi motivada por um inquérito que apura um homicídio qualificado registrado em outubro. As investigações identificaram suspeitos e mapearam locais usados pela organização criminosa para guardar armas, negociar drogas e apoiar atividades ilegais. Diante das provas reunidas, a Polícia Civil solicitou ao Judiciário os mandados de busca e de prisão preventiva, autorizados pela Vara de Buriti após parecer do Ministério Público. Dia da Consciência Negra Banco de Imagens/CNJ O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) vai analisar 313 processos entre os dias 17 e 21 de novembro de 2025, durante o Mutirão Racial. A iniciativa faz parte das ações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em alusão ao Dia da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro. O mutirão busca acelerar julgamentos de casos relacionados a raça, cor, etnia, origem e comunidades quilombolas. Os processos foram extraídos do sistema DataJud e integram a Política Judiciária Antidiscriminatória, reforçando o compromisso do Judiciário maranhense com a igualdade racial e os direitos fundamentais. De acordo com o Painel de Monitoramento Justiça Racial, do CNJ, 13.618 processos sobre questões raciais tramitam atualmente nos tribunais brasileiros. A medida destaca a importância do Mês da Consciência Negra para ampliar o debate e fortalecer políticas de equidade. COP30: Projeto de escola pública do MA transforma cascas de coco em combustível sólido Estudantes do interior do Maranhão apresentaram, nesta quarta-feira (12), um projeto que transforma cascas de coco em combustível sólido durante evento internacional paralelo à COP30, o Global Youth Climate Pact (GYCP), realizado no campus da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), em Belém (PA). A iniciativa foi compartilhada com jovens, professores e pesquisadores de países como França, Colômbia e Chile (veja, no vídeo acima, a apresentação do projeto na íntegra). A equipe é formada por alunos do 2º ano do Ensino Médio do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA) de Tutóia, município do litoral maranhense conhecido pelo consumo intenso de água de coco. Essa rotina, somada ao descarte inadequado das cascas, motivou os estudantes a buscar uma solução sustentável e de baixo custo para a comunidade.

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Polo UAB Itapetininga ganha novo curso gratuito oferecido pela Universidade Federal de Uberlândia

Publicado em: 16/11/2025 11:05

A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) abriu inscrições para o Curso Superior de Tecnologia em Gestão do Agronegócio Beatriz Pereira/g1 A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) abriu inscrições para o Curso Superior de Tecnologia em Gestão do Agronegócio, ofertado na modalidade Educação a Distância (EAD) por meio do Polo UAB Itapetininga (SP). O curso tem duração de dois anos e meio e será ministrado pela Faculdade de Administração, Ciências Contábeis, Engenharia de Produção e Serviço Social (FACES/UFU), dentro do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB/CAPES/MEC). 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp São 15 vagas destinadas ao município. A graduação é voltada a quem já atua no setor e também a interessados em ingressar na área. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas exclusivamente on-line até 5 de dezembro. A seleção será feita em etapa única, com base nas notas ou conceitos do último ano do ensino médio. A formação reúne conteúdos teóricos, atividades de extensão e avaliações presenciais no polo. Os estudantes poderão atuar em áreas como administração rural, comercialização, logística, gestão ambiental e inovação no agronegócio. O Polo UAB Itapetininga fica na Rua General Carneiro, 390, e oferece estrutura para acompanhamento das aulas e atividades presenciais. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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Aluna de Juiz de Fora é prata em olimpíada pan-americana de matemática e busca inspirar outras meninas: 'ver que é possível'

Publicado em: 16/11/2025 08:14

Estudante de Juiz de Fora foi prata na Pan-American Girls Mathematical Olympiad, disputada em Fortaleza Colégio Cave/Divulgação A estudante Júlia Passarini, de 15 anos, conquistou a medalha de prata na 5ª edição da Pan-American Girls Mathematical Olympiad (PAGMO), ou Olimpíada Pan-Americana de Meninas de Matemática, realizada em Fortaleza. Júlia é de Juiz de Fora e foi a única representante da região sudeste do país entre as quatro meninas que integraram a equipe brasileira. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp A competição reuniu quase jovens de 15 países das Américas entre os dias 26 de outubro e 2 de novembro, seguindo o modelo da Olimpíada Internacional de Matemática (IMO). Na disputa, era necessário resolver três problemas matemáticos em quatro horas a cada dia de competição. Para a adolescente, o resultado foi uma mistura de surpresa e emoção. “Quando vi meu nome lá foi incrível. Foi uma sensação de outro mundo. Fiquei muito feliz e emocionada. Naquele momento todo o esforço valeu a pena”. Inspiração para outras meninas Júlia começou a participar de olimpíadas de conhecimento aos 12 anos, ainda no ensino fundamental. Em 2024, foi bronze na Olimpíada Brasileira de Matemática e convidada a participar da Semana Olímpica de Matemática, em Salvador, onde se destacou e garantiu vaga na disputa pan-americana. “Eu comecei participando da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) só para tentar ganhar uma medalha e nem imaginava ser uma das melhores da cidade, quem dirá do país. Mas fui me apaixonando pela matemática e hoje ela faz parte da minha vida”, contou. A jovem acredita que sua conquista também serve para inspirar outras meninas a entrarem no universo das ciências exatas, ainda marcado pela presença masculina. “As meninas precisam ver que é possível, que a matemática é para todas. Não tem diferença nenhuma no conhecimento entre meninos e meninas. A gente pode e deve estar nesse espaço também”, afirmou. Estudantes representaram o Brasil na competição internacional CAVE/Divulgação Rotina intensa e dedicação total A rotina de preparação da jovem incluiu treinamentos em São Paulo e Recife, promovidos pela OBM, e muitas horas de estudo diário conciliadas com as aulas regulares no colégio, desde abril. “Eu chegava da escola e estudava direto, umas cinco ou seis horas por dia. É cansativo, mas gratificante. Nos treinamentos, a gente troca muito conhecimento e aprende a pensar diferente”, explicou. Durante a olimpíada, Júlia viveu dias de imersão total com meninas de outros países. “Foi maravilhoso. A gente virou amiga, não era só competição. Conversamos sobre como é estudar matemática em outros lugares, e foi incrível ver quantas meninas talentosas existem nesse mundo das exatas.” Planos de seguir carreira na matemática Com a nova conquista, Júlia já pensa no futuro. Antes, ela sonhava em cursar medicina, mas a matemática mudou seu rumo. “Hoje eu não me vejo mais na medicina. Quero seguir carreira na área de matemática ou ciência da computação e estudar fora do país. Penso em universidades como Instituto de Tecnologia de Massachusetts, Harvard ou outras nos Estados Unidos.” Após o bom desempenho em Fortaleza, Júlia já se prepara para tentar uma vaga na European Girls Mathematical Olympiad (EGMO), competição europeia que acontecerá em 2026. “Estou estudando muito para os testes. Quero continuar representando o Brasil e inspirando mais pessoas com a matemática”, disse. LEIA TAMBÉM: Únicos estudantes de MG de escola pública rural ganham medalha de cristal na Olimpíada Nacional de História do Brasil Mineiro de 13 anos gabarita prova de raciocínio lógico na Olimpíada Global de Matemática na Tailândia: 'Me dediquei muito' *estagiária sob supervisão da editora Juliana Netto ASSISTA TAMBÉM: Brasil sedia Olimpíada Pan-Americana Feminina de Matemática Brasil sedia Olimpíada Pan-Americana Feminina de Matemática VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes

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Conheça o centro de testes da Ford no interior de SP que é 14 vezes maior que o Autódromo de Interlagos

Publicado em: 16/11/2025 08:00

Conheça o centro de testes da Ford no interior de SP que é 14 vezes maior que o Autódromo de Interlagos Quem passa às margens da Rodovia Antônio Romano Schincariol (SP-127), em Tatuí (SP), provavelmente vê um letreiro indicando a presença de uma das grandes montadoras automobilísticas instaladas no país. O que nem todo mundo sabe é que, naquele espaço, funciona uma área de testes que ocupa uma estrutura 14 vezes maior que o Autódromo de Interlagos, na capital paulista. O g1 visitou o Centro de Tecnologia e Desenvolvimento da Ford, que tem cerca de 500 colaboradores, para entender como o local opera e qual é a função da unidade na rotina de desenvolvimento de veículos. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Segundo o diretor de programas veiculares da empresa na América do Sul, André Oliveira, o espaço foi instalado na região há quase 50 anos por questões estratégicas da companhia. "O centro vai completar 50 anos em 2028, e a localização foi escolhida de forma estratégica por grandes nomes da nossa engenharia, como Edgar Heinrich, que decidiu que a marca precisava de um campo de provas. Tatuí foi escolhida pela proximidade com a capital, pelas condições climáticas e uma altitude próxima à altura do mar, que, apesar de não estarmos no litoral, pode ser ajustável na hora de testar", explica. Atualmente, o local possui mais de 450 testes nos 60 km de pistas, em tempo real, voltados à usabilidade dos veículos antes de serem colocados à venda para o público geral na América do Sul. Entre eles, estão provas consideradas agressivas, em pistas on e off-road. Assista acima. Pista de testes da Ford, em Tatuí (SP) Ford/Divulgação O centro de Tatuí é apenas um dos sete que a montadora possui ao redor do planeta. Ao todo, além da unidade brasileira, há três nos Estados Unidos, um na Bélgica, um na China e outro na Austrália. Saiba quais são as categorias de testes feitas no local: Testes e homologação de emissões; Durabilidade veicular; Teardown e análise de motores e transmissões; Simulações em condições reais de uso; Desenvolvimento e testes de tecnologias semiautônomas; Desenvolvimento e validação de motores a combustão interna; Treinamentos de direção defensiva; Testes e homologação de ruído de passagem. Pista de testes da Ford, em Tatuí (SP) Diogo Del Cistia/g1 "Toda a potência envolvendo a marca no país e em toda a América do Sul é testada em Tatuí. Nas pistas, consideradas algumas das melhores do mundo, há lama e barro para todos os carros. Atendemos a todos os critérios para mercados exigentes, como China, Europa e outros", conta. Com relação aos testes voltados às questões tecnológicas, há provas que medem, inclusive, a intensidade do ruído em cada ouvido do motorista. Mas nem sempre os carros são aprovados de primeira e, de acordo com André, passar rapidamente é um mau sinal. "Nós temos um mecanismo que tira foto do ruído, indica de onde está vindo e, a partir disso, e ajustamos ele milimetricamente. Desmontamos quantas vezes forem necessárias. Isso aumenta a nossa eficiência", diz. "Quando um carro passa de primeira, nós mandamos retestar. Nós celebramos as falhas, nós queremos que o carro falhe, nós testamos até falhar. Em média, os carros fazem três testes de cada tipo antes de serem totalmente aprovados. Nós temos que distribuir os resultados e ganhar confiança neles", complementa. André Oliveira, diretor da unidade em Tatuí (SP) Ford/Divulgação De acordo com o diretor, há veículos que passam um ano fazendo testes virtuais no local antes de serem positivamente avaliados. Ele explica que, em média, são 15 mil testes ao todo, que levam entre seis a oito meses para serem finalizados. "Não é um padrão, porque depende para qual mercado vai, qual é o motor, a quantidade de passageiros, entre outras características. São testes virtuais conceituando o carro, fazendo as imagens, design, exterior, fora o trabalho paralelo da engenharia na viabilidade técnica. O carro é montado só depois que tudo isso estiver pronto", pontua. Novos investimentos na área Durante o evento em que a marca apresentou a nova Maverick Hybrid, na quinta-feira (13), André anunciou novos investimentos no campo de provas de Tatuí. Isso inclui o Ford Academy, considerado um centro de treinamento moderno para difundir conhecimentos sobre a montadora. Ao g1, o responsável pela unidade diz que a nova estrutura pretende trazer treinamentos voltados à capacitação da mão de obra regional, treinando pessoas na área da engenharia, desenvolvimento de software, técnicos e analistas. "Por que não trazermos pessoas daqui? Muitas vezes, elas tiveram que sair da região para estudar, mas querem voltar a morar perto da família, e nós queremos criar essas oportunidades. É um grande propósito educacional para Tatuí, fomentando a contratação de profissionais que estão perto de nós", detalha. Além disso, foi revelada a instalação de um centro de engenharia, que ficará junto à pista de testes da montadora. No local, os engenheiros poderão processar, analisar e compartilhar dados em tempo real com outros centros da Ford, para implementar ajustes de sistemas de forma mais rápida e eficiente. "Nós queremos mostrar Tatuí para o mundo. Muitas pessoas que moram na cidade sequer sabem que existe algo relacionado à Ford aqui, e ela possui uma importância gigantesca tanto para a marca como para a exportação automobilística em um geral. O nosso investimento a longo prazo trará mudanças positivas para toda a região", destaca. Centro de tecnologia da Ford, em Tatuí (SP) Diogo Del Cistia/g1 Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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Irã diz ter interrompido enriquecimento de urânio após ataques dos EUA e Israel

Publicado em: 16/11/2025 07:55

O ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou neste domingo que Teerã não está mais enriquecendo urânio em nenhum local do país. Respondendo à pergunta de um jornalista da Associated Press que visita o Irã, o chanceler Abbas Araghchi ofereceu a resposta mais direta até agora do governo iraniano sobre seu programa nuclear após Israel e os Estados Unidos bombardearem suas instalações de enriquecimento em junho. “Não há enriquecimento nuclear não declarado no Irã. Todas as nossas instalações estão sob as salvaguardas e monitoramento da Agência Internacional de Energia Atômica”, disse Araghchi. “Não há enriquecimento neste momento porque nossas instalações — nossas instalações de enriquecimento — foram atacadas.” 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Questionado sobre o que seria necessário para que o Irã retomasse as negociações com os EUA e outros países, Araghchi afirmou que a mensagem do Irã sobre seu programa nuclear permanece “clara”. Veja os vídeos que estão em alta no g1 “O direito do Irã ao enriquecimento, ao uso pacífico da tecnologia nuclear, incluindo o enriquecimento, é inegável”, continuou o ministro. “Temos esse direito e continuamos a exercê-lo, e esperamos que a comunidade internacional, incluindo os Estados Unidos, reconheça nossos direitos e entenda que este é um direito inalienável do Irã, e que nunca abriremos mão deles.” O Instituto Iraniano de Estudos Políticos e Internacionais, ligado ao Ministério das Relações Exteriores do país, foi o anfitrião do encontro. Intitulada “Direito Internacional Sob Ataque: Agressão e Autodefesa”, a conferência reuniu artigos de analistas políticos iranianos apresentando a visão de Teerã sobre a guerra de 12 dias em junho, muitos deles destacando comentários do chanceler alemão Friedrich Merz elogiando Israel por ter feito o “trabalho sujo” ao lançar o ataque.

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Falta de mão-de-obra no campo preocupa produtores rurais

Publicado em: 16/11/2025 07:30

Falta de mão de obra no campo afeta produtores do interior de SP TV TEM/Reprodução Parte da fazenda administrada por Ione Gomes é composta por um mar de seringueiras. São 80 mil pés espalhados pela propriedade, que exigem intensa mão de obra durante o período de safra. No entanto, de uns anos pra cá, Ione enfrenta o mesmo desafio que tem atingido produtores de diferentes regiões: a falta de mão de obra no campo. A propriedade também cultiva laranja e, para a colheita, uma empresa será contratada. Mas, a manutenção do laranjal é feita pelos próprios funcionários da fazenda. O mesmo problema enfrentado por Ione também preocupa o produtor rural Mário Santesso. Ele cultiva 5 mil pés de tomate e colhe de 200 a 300 caixas por semana. A lavoura, porém, é mantida por apenas seis trabalhadores, um número abaixo do ideal. Com a escassez de profissionais, muitos produtores têm apostado na tecnologia para driblar o problema. Em uma indústria de cabines e vidros agrícolas de Ibirá (SP), máquinas de última geração estão ajudando a reduzir os impactos da falta de funcionários. Veja a reportagem exibida no programa em 16/11/2025: Falta de mão-de-obra no campo preocupa produtores rurais Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

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A proposta ambiciosa que fez o 'pai do Pix' deixar o Banco Central

Publicado em: 16/11/2025 07:15

Pix completa cinco anos Depois de 23 anos no Banco Central (BC), Carlos Eduardo Brandt, que liderou o time que desenvolveu o Pix, resolveu há três meses deixar a instituição — e o Brasil. Trocou Brasília por Washington. A carreira no BC era coisa de família. O pai e o avô de Brandt também foram servidores da instituição. Mas, nessas duas décadas em que ele esteve na autarquia, criada em 1964, o Banco Central do Brasil assumiu um protagonismo inédito. E Brandt também. Em 2021, foi o único brasileiro na lista da Bloomberg das 50 pessoas que definiram os rumos dos negócios globais naquele ano. O Pix havia acabado de completar um ano e tinha dobrado a base de usuários, de 56 milhões para 113 milhões de pessoas, chamando atenção do mundo. Desde então, o modelo de pagamentos instantâneo brasileiro, que completa cinco anos em funcionamento neste domingo (16), se tornou referência internacional e, hoje, é o elemento mais visível de um grande ecossistema que o país desenvolveu no segmento de pagamentos digitais. Hoje, o Pix tem 161,7 milhões de usuários pessoas físicas e 16,3 milhões de pessoas jurídicas. Nestes cinco anos, movimentou R$ 85 trilhões, ou sete vezes o Produto Interno Bruto brasileiro, mostra estudo da fintech Ebanx com base em dados públicos. A análise aponta que o sistema de pagamento já é mais popular que o cartão de crédito e é usado por 93% da população adulta do país. A estimativa é que o sistema atinja ainda neste ano 7,9 bilhões de transações por mês ainda neste ano e que o valor total movimentado por ano chegue a R$ 35,3 trilhões, um aumento de 34% em relação a 2024. Os números que atestam o sucesso estrondoso do Pix e a onda de inovação brasileira que que ele representa levaram o Fundo Monetário Internacional (FMI) a oferecer uma vaga para Brandt na área de pagamentos e infraestruturas de mercados, onde ele atua desde agosto. Pix como referência internacional O FMI é uma organização global com 191 países, mais conhecido na América Latina pelos empréstimos com contrapartidas amargas, como cortes de gastos públicos, feitos no passado a países em apuros financeiros. Mas ele também tem entre as atribuições oferecer assistência técnica aos membros e promover cooperação entre eles. E foi com essa perspectiva em mente que Brandt considerou a proposta interessante. "A minha percepção foi de que eu poderia contribuir com outros países e numa escala global", diz ele à BBC News Brasil. A ideia era usar o conhecimento acumulado com a experiência brasileira para ajudar a melhorar o sistema financeiro internacional — por exemplo, buscando soluções para simplificar a realização de pagamentos instantâneos entre países, assunto sobre o qual o brasileiro tem se debruçado desde que assumiu o novo trabalho. Esse é um mundo labiríntico, com obstáculos que vão desde a operação com moedas diferentes até as particularidades da regulamentação financeira de cada país e questões de segurança internacional. "Cada país tem sua legislação, mas também existem os padrões internacionais que todos têm que seguir. É um quebra cabeça um pouco mais complexo", ele ressalta. Brandt tem observado de perto iniciativas como o projeto de interligação financeira dos 16 países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e o Nexus, do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), que propõe interligar sistemas de pagamentos de diversos países e permitir transações entre eles de forma instantânea. O Nexus já foi apelidado de "Pix internacional" e está sendo implementado inicialmente em cinco nações asiáticas: Índia, Malásia, Filipinas, Singapura e Tailândia. O objetivo, segundo ele, é "tentar apoiar na medida que for possível essa agenda de pagamentos entre países", para facilitar tanto as trocas entre pessoas quanto as trocas comerciais. Nessa seara, também está incluída a nova fronteira das finanças globais, as chamadas Central Bank Digital Currencies (CBDC), ou moedas digitais dos Bancos Centrais, que estão sendo desenvolvidas em dezenas países com tecnologia semelhante à das criptomoedas com a promessa de simplificar ainda mais as transações financeiras. Pix se tornou referência internacional de sistema de pagamento digital Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo via BBC Big techs vs. Pix Os efeitos de iniciativas como essas seriam parecidos com os do Pix, mas em escala maior: redução de custo para consumidores, desburocratização, aumento de eficiência. Em uma fala recente sobre as CBDCs, o diretor do departamento de mercados monetários e de capitais do FMI, Tobias Adrian, comentou que imigrantes que enviam dinheiro para a família em seus respectivos países hoje pagam tarifas altas às empresas que fazem remessas de recursos entre países, desembolsando em média 6,5% do valor enviado em taxas. "Para fazer o sistema financeiro global dar certo, precisamos nos unir e fazer os pagamentos globais darem certo. Parte dos US$ 45 bilhões de dólares pagos anualmente aos provedores de remessas poderiam voltar para os bolsos dos pobres", afirmou na ocasião. Como no exemplo citado pelo diretor do FMI, a simplificação do sistema global de pagamentos implica na perda de bilhões de dólares por quem hoje ganha com a intermediação financeira, como bancos e, mais recentemente, as grandes empresas de tecnologia. Esse efeito é potencializado em um cenário de popularização do modelo brasileiro construído em torno do Pix, em que o Banco Central, e não uma empresa privada, desenvolveu, implantou e opera o sistema. Essa é, aliás, uma das grandes particularidades do sistema de pagamentos brasileiro. Como apontou a BBC News Brasil em reportagem recente, o modelo adotado em países como a Índia, apesar do sucesso, também inspira preocupação. No exemplo do UPI indiano, a participação de empresas privadas como operadoras do sistema acabou levando à concentração da etapa final da cadeia de pagamentos instantâneos nas mãos de multinacionais como Google e Walmart. O modelo brasileiro, por outro lado, favoreceu o fortalecimento do mercado doméstico e garantiu autonomia ao país, objetivos que, como contou Brandt à reportagem, já estavam na perspectiva do Banco Central quando a equipe desenhou o Pix. "Uma das coisas que norteou muito a definição do Banco Central como orquestrador foi a visão de que, para se alcançar um ecossistema de pagamentos que fosse realmente inclusivo, o mais apropriado seria ter um agente neutro", Brandt argumenta. "E o agente neutro por excelência, no caso brasileiro, é o Banco Central, que é o regulador e não tem nenhum tipo de objetivo de lucro." É um exemplo prático do que ficou conhecido como "infraestrutura pública digital", a ideia de que algumas soluções na área de tecnologia — como a digitalização da economia — são de interesse público e, por isso, não deveriam ser controladas pela iniciativa privada. Em 2023, a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou uma campanha para impulsionar a adoção dessa infraestrutura em diversos países. O Brasil aderiu à iniciativa e compartilhou suas experiências, entre elas, a da nova carteira de identidade nacional (CIN), vinculada à plataforma gov.br, e da Rede Nacional de Dados de Saúde, que objetiva reunir e compartilhar os dados do setor de saúde em todo o país. "O Pix entra como essa infraestrutura pública digital, ou seja, é um bem público de que a sociedade precisa e que não pode estar dependente de uma solução privada", diz Brandt. "O Brasil é uma referência mundial, mas vários outros países também têm essa visão e incorporaram essa iniciativa [das infraestruturas públicas digitais]", comenta. A ideia tem ganhado tração internacionalmente, mas parece não agradar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O Pix recentemente entrou na mira do governo americano, que em julho o colocou na lista de assuntos que seriam investigados pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) como prática comercial desleal. Uma das razões apontadas para a investida seria o impacto do sistema de pagamentos brasileiro no bolso das big techs, as grandes empresas de tecnologia, que deixam de ganhar dinheiro por conta da forma como ele foi desenhado. Questionado sobre o assunto pela reportagem, Brandt evita polêmicas e diz que, em sua visão, "as infraestruturas digitais públicas são um jogo de ganha-ganha". "Porque, à medida que você tem um processo de digitalização da economia, você tem um processo de digitalização amplo, em diversos segmentos", ele argumenta, emendando que essa dinâmica também pode abrir novas oportunidades de negócios para as empresas de tecnologia. Sobre a investigação contra o Pix, que ainda está em curso, o brasileiro afirma que "cada governo é livre para tentar identificar e formar sua convicção em relação a cada configuração" no setor de pagamentos. E completa: "O que eu tenho a dizer é que o Banco Central do Brasil foi muito convicto naquilo que foi feito, sempre foi muito baseado em objetivos públicos que pudessem se traduzir em benefícios à sociedade brasileira". 'Laboratório global' de finanças digitais O Pix é a ponta mais visível de uma grande rede de inovação na área de finanças digitais construída no decorrer da última década que acabou tornando o Brasil referência internacional no segmento de finanças digitais. Em um relatório recente, o fundo de investimento em capital de risco Valor Capital Group, que atua nos EUA e na América Latina, se dedicou a analisar a experiência brasileira nesse sentido, destacando que "o Brasil oferece um exemplo concreto de como uma infraestrutura digital coordenada e inclusiva pode acelerar o progresso". Referindo-se ao país como um "laboratório global de finanças digitais", o texto lista, além do Pix, iniciativas como o Open Finance, o sistema desenvolvido para permitir o compartilhamento seguro de dados financeiros de clientes entre diferentes instituições financeiras e o sistema unificado de identificação digital do governo federal, o gov.br. Ex-funcionário de carreira do Banco Central, Carlos Eduardo Brandt liderou time que desenvolveu o Pix Reprodução/LinkedIn via BBC

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Segundo dia de Enem: veja orientações para as provas no Tocantins

Publicado em: 16/11/2025 06:01

Enem 2025: 1º dia de prova foi no domingo (9) Angelo Miguel/MEC O segundo dia de aplicação das provas do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem 2025) ocorre neste domingo (16). No Tocantins, mais de 37 mil se inscreveram para o exame neste ano. As provas serão aplicadas em 31 municípios tocantinenses. A primeira prova foi aplicada no dia 9 de novembro. Assim como no primeiro dia, os locais de prova deste domingo vão abrir os portões às 12h e fechar às 13h, sempre no horário de Brasília (DF). A aplicação começa às 13h30 e, diferente do primeiro final de semana, termina meia hora antes, às 18h30. Os candidatos terão cinco horas para responder questões relacionadas às temáticas de Ciências da Natureza e suas Tecnologias (Química, Física e Biologia) e Matemática e suas Tecnologias (Matemática). 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Com relação à documentação, é preciso apresentar um documento de identificação original com foto, emitido por órgãos oficiais, conforme especificado no edital. Ao entrar na sala de prova, será preciso desligar aparelhos eletrônicos e guardá-los no envelope porta-objetos, juntamente com outros pertences não permitidos tais como pulseiras e relógios inteligentes, entre outros. Para preencher as respostas das questões objetivas no cartão resposta, será permitido somente caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente. Caso o participante leve lanches ou medicamentos, será preciso passar por vistoria do chefe de sala. De acordo com o edital, os gabaritos devem ser divulgados em até dez dias úteis após o segundo dia de aplicação. Gabaritos do 1º dia do Enem já estão disponíveis LEIA TAMBÉM: Linhas de ônibus de Palmas terão reforço para atender candidatos que vão fazer o Enem 2025; confira Super Maratona: veja as videoaulas de revisão para o Enem 2025 Transporte Em Palmas, haverá reforço nas linhas de ônibus que atendem as escolas e instituições onde os candidatos farão as provas. A linha vai operar das 11h às 13h e das 17h às 20h, tendo como itinerário a Estação Apinajé – UFT – Estação Apinajé. O horário de operação reforçado será das 11h às 13h e das 17h às 20h. Confira: Linha nº 040 – Arnos; Linha nº 050 – Hemocentro; Linha nº 070 – CPM-TO; Linha nº 180 – JK/NS-04; Linha nº 190 – NS-10; Linha nº 430 – Escola Municipal Maria Júlia. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

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Enem no Piauí: candidatos fazem segundo dia de provas neste domingo em 370 locais

Publicado em: 16/11/2025 06:00

Enem 2025: saiba o que levar no dia das provas Os candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) fazem neste domingo (16) o segundo dia de provas. Serão 90 questões de Matemática e Suas Tecnologias e de Ciências da Natureza e Suas Tecnologias. Os portões dos locais de prova abrem às 12h e fecham às 13h. As provas começam às 13h30 e terminam às 18h30. No Piauí, são 370 locais distribuídos em 41 municípios. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Mais de 120 mil candidatos se inscreveram no Enem deste ano, o maior número dos últimos cinco anos, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Só participa do segundo dia quem esteve presente na primeira etapa, que teve provas de Linguagens e Códigos, Ciências Humanas e Redação. O que levar para o Enem Documento oficial com foto (físico ou digital, como e-Título, CNH Digital ou RG Digital); Caneta preta de corpo transparente; Cartão de confirmação da inscrição (opcional, mas recomendado). Também é permitido: Água, lanche e bebidas não alcoólicas, de preferência em embalagens transparentes e sem rótulo; Artigos religiosos (quipá, véu etc.) ; Materiais de acessibilidade, se puderem ser vistoriados; Máscara facial, caso o participante deseje usar; Bolsa ou mochila, que deve permanecer debaixo da cadeira, sem ser manuseada durante a prova. O que não pode levar Óculos escuros, boné, chapéu, viseira, gorro e similares; Canetas não transparentes, lápis, borrachas, réguas e corretivos; Livros, anotações e impressos; Relógios e protetor auricular; Aparelhos eletrônicos, como celulares, fones, smartwatches, calculadoras e pen drives. Celulares e eletrônicos devem estar desligados e lacrados no envelope fornecido pelos aplicadores. Se emitirem som, mesmo dentro do envelope, o candidato será eliminado. Horários das provas (horário de Brasília) Abertura dos portões: 12h Fechamento dos portões: 13h Início da prova: 13h30 Término: 18h30 As provas do Enem serão aplicadas nos dias 9 e 16 de novembro de 2025 Paulo Pinto/Agência Brasil VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

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Como a ética deve reger o uso da inteligência artificial na medicina

Publicado em: 16/11/2025 04:01

Na coluna de quinta, abordei a discussão sobre o papel da tecnologia na promoção de acessibilidade e equidade no sistema de saúde, um dos temas centrais da FISweek 2025, evento voltado à inovação e tendências da área. No entanto, quem esteve no centro das atenções foi a inteligência artificial e, como consequência, o debate sobre ética e o uso de IA nas decisões clínicas. Inteligência artificial: utilização na área da saúde gera debate sobre seus limites éticos Pixabay Não se trata mais de uma questão sobre se a inteligência artificial vai ser usada, mas quando e de que forma – esse foi o consenso entre os especialistas. Para o médico Charles Souleyman, diretor-executivo da Rede Total Care (que pertence ao grupo Amil), a telemedicina não pode ser utilizada com o único objetivo de reduzir custos e fazer consultas de cinco minutos. “O resultado é uma consulta de péssima qualidade, com um agravante: provavelmente, será solicitado um número excessivo de exames, o que representa uma completa distorção”, afirmou. Então, como garantir a eficiência da inteligência artificial para apoiar as decisões clínicas? Carlos Sacomani, doutor em urologista pela Faculdade de Medicina da USP e especialista em projetos em telemedicina, destacou a importância de checar a qualidade dos algoritmos utilizados. “Os dados precisam de robustez e é fundamental saber se o algoritmo foi bem treinado, se a validação é consistente. Atualmente, há produtos que são apresentados como se tivessem a capacidade de responder a todas as perguntas, o que nem sempre é verdade”. Outro ponto preocupante é a formação dos profissionais de saúde para lidar com a tecnologia. “Exigirá o preparo do médico para formular as perguntas certas. Essa capacitação ainda passa longe dos cursos de graduação, mas tem que entrar no currículo das faculdades de medicina. Não se discute mais se a IA vai ser utilizada, e sim como. Uma consulta assistida por inteligência artificial pode sugerir falas compassivas que confortem o paciente, listar dúvidas que talvez não tenham sido respondidas e até recomendar exames complementares”, detalhou Souleyman. Ambos também debateram como a IA pode desempenhar um papel determinante na melhora da gestão na saúde. Imaginemos um atendimento como um pronto-socorro: em vez de todas as imagens de raio-X de pulmão serem encaminhadas para a análise de um radiologista, a inteligência artificial se encarregaria de filtrar os casos normais – que são maioria – transferindo para o especialista apenas o que é suspeito. “O custo será menor e o profissional qualificado terá mais tempo para analisar o caso, agilizando o processo”, explicou Souleyman. Quadro Conectados: a ética no uso da Inteligência Artificial

Inovação e sustentabilidade marcam os novos chuveiros e duchas da DAX

Publicado em: 16/11/2025 00:01

Com a busca por soluções mais inteligentes e sustentáveis para o dia a dia, os chuveiros e duchas evoluíram muito nos últimos anos. A marca DAX, exclusiva da Vilarejo, tem se destacado nesse cenário ao oferecer produtos que combinam design sofisticado com tecnologias que ajudam a economizar água, sem abrir mão do conforto durante o banho. Design sofisticado, economia de água e consciência sustentável Acervo Vilarejo Eficiência que faz a diferença Enquanto o consumo médio de um chuveiro convencional pode ultrapassar os 15 litros por minuto, os modelos DAX contam com sistemas de controle de vazão, proporcionando um banho agradável com uso consciente da água. Isso representa economia na conta e também um impacto positivo no meio ambiente. Tecnologia com estética Além da eficiência, os chuveiros DAX se destacam pelo visual moderno e acabamento de alta qualidade. As linhas cromadas e os formatos geométricos combinam com diferentes estilos de banheiro, do clássico ao contemporâneo, oferecendo versatilidade para projetos personalizados. Um dos destaques: Chuveiro Del Toro Com jato uniforme, corpo robusto e acabamento refinado, o Chuveiro Del Toro da DAX oferece uma experiência de banho mais confortável, além de 10 anos de garantia. Sua durabilidade supera a média do mercado, sendo uma escolha confiável para quem valoriza desempenho e estilo. Design moderno com economia inteligente Acervo Vilarejo Economia inteligente começa na escolha certa Na hora de reformar ou montar seu banheiro, investir em produtos de alta durabilidade e consumo eficiente é essencial. Os chuveiros e duchas DAX são pensados para otimizar o uso dos recursos, trazer praticidade e valorizar o ambiente com bom gosto. Um banho nunca é só um banho Acervo Vilarejo Visite uma das lojas Vilarejo Acabamentos e conheça a linha completa da DAX. Nossos consultores estão prontos para te ajudar a escolher a melhor solução para seu projeto. Visite uma das lojas em Araruama, Maricá, Cabo Frio, Búzios, Rio das Ostras, Macaé, Campos dos Goytacazes, Niterói ou no CasaShopping – RJ.

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337 mulheres com medidas protetivas usam app do Botão do Pânico em Piracicaba; veja como funciona

Publicado em: 15/11/2025 21:04

Central de monitoramento da Guarda Civil Metropolitana de Piracicaba (SP) EPTV/Reprodução 337 mulheres em Piracicaba (SP) utilizam o Botão do Pânico, ferramenta para proteger mulheres com medida protetiva na cidade. A tecnologia, acionada pelo celular, tem garantido mais agilidade no envio das viaturas da Guarda Civil Metropolitana de Piracicaba (GCMP), chegando às vítimas de violência doméstica em 3 a 5 minutos, segundo o comando da corporação. Uma moradora da cidade, que pediu para não ter a identidade revelada por medo, relatou que o aplicativo tem sido essencial para a própria segurança. O ex-companheiro, que está em liberdade, invadia a casa dela, depredava o local e fazia ameaças graves. Após registrar o caso na delegacia, ela conseguiu a medida protetiva e passou a utilizar o recurso digital. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram Como funciona A coordenadora da Patrulha Maria da Penha da GCMP, Ana Paula Rocha, explicou que o Botão do Pânico é discreto e não aparenta, na tela do celular, que se trata de um aplicativo de segurança. Ao clicar no botão, a mulher envia um alerta imediato, que aciona a viatura mais próxima de onde ela está. A ferramenta é usada quando a vítima vê o agressor se aproximando da casa, do trabalho ou quando percebe estar sendo seguida. Patrulha Maria da Penha da GCM, em Piracicaba Prefeitura de Piracicaba O que mudou na atualização Segundo o comandante da GCMP, Marcos Rodrigues, a versão anterior do sistema dificultava a visualização de dados essenciais para uma resposta mais rápida. Agora, a nova plataforma permite: verificação instantânea de todas as informações da vítima; confirmação se a medida protetiva está válida; acesso à foto do agressor; localização exata da mulher no momento do pedido de socorro; Com isso, a média de tempo de resposta caiu para 3 a 5 minutos, informou o comandante. Número de usuárias e aumento nos inquéritos A cidade registrou aumento no número de inquéritos de violência doméstica. Em 2024 foram 1.202 inquéritos. Em 2025, antes do final do ano, foram 1.490, uma alta de cerca de 23,96%. Olivia Fonseca, delegada da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Piracicaba, afirmou que essa elevação está relacionada ao maior acesso ao atendimento especializado e não necessariamente ao aumento da violência em si. A Delegacia da Mulher funciona 24 horas, desde março de 2025, e um número significativo de boletins tem sido registrado aos sábados, domingos e à noite, afirmou a delegada. Além disso, o serviço online da DDM continua ativo. “Pra mim, tem muito mais a questão da conscientização do que o aumento da violência, porque a violência sempre existiu”, informa a delegada. Delegacia de Defesa da Mulher investiga espancamento de criança em Piracicaba Fernanda Zanetti/ G1 Tipos de violência e medidas protetivas A lesão corporal continua sendo o crime mais registrado. Segundo a delegada, muitas mulheres ainda têm dificuldade de reconhecer a violência psicológica, o que faz com que a agressão física, por deixar marcas visíveis, seja a principal porta de entrada para as denúncias. Em Piracicaba, já foram concedidas 1.018 medidas protetivas até 31 de outubro de 2025, número superior ao registrado durante todo o ano anterior, que teve 887 concessões. Violência contra mulher: como pedir ajuda VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e Região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba

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